<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0103-460X</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Boletim de Pneumologia Sanitária]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Bol. Pneumol. Sanit.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0103-460X</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Centro de Referência Prof. Hélio Fraga , Secretaria de Vigilância emSaúde, Ministério da Saúde]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0103-460X2002000100006</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Óbitos por asma nos hospitais do Sistema Único de Saúde]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Noronha]]></surname>
<given-names><![CDATA[Marina Ferreira de]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Campos]]></surname>
<given-names><![CDATA[Hisbello S]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,FIOCRUZ Escola Nacional de Saúde Pública ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,FUNASA Escola Nacional de Saúde Pública Centro de Referência Prol Hélio Fraga]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Rio de Janeiro RJ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2002</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2002</year>
</pub-date>
<volume>10</volume>
<numero>1</numero>
<fpage>41</fpage>
<lpage>48</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-460X2002000100006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0103-460X2002000100006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0103-460X2002000100006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Os óbitos por asma são raros e considerados 'eventos-sentinela' da qualidade da assistência, uma vez que grande parte deles poderia ser evitada se houvesse assistência adequada. Regularmente, nas últimas décadas, de todos os óbitos por asma notificados no Brasil, cerca de 70% ocorreram em hospitais. Neste estudo, os autores procuraram analisar as mortes hospitalares por asma. Foram analisados a mortalidade proporcional, a mortalidade hospitalal; a taxa de mortalidade e o uso de UTI por asma ocorridos nos hospitais públicos e privados conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS) de todo o país, no ano de 1996. Naquele ano, foram registrados 1033 casos de morte com o diagnóstico de asma, o que representou 2% dos óbitos por doenças respiratórias. A mortalidade hospitalar por asma foi mais elevada entre os menores de 1 ano de idade e os com idade superior a 40 anos, e nos estados de São Paulo, Espirito Santo, Bahia, Santa Catarina e Distrito Federal. Os autores consideraram que houve sub-utilização de leitos de UTI e que há indícios de comprometimento na qualidade da assistência hospitalar a pacientes com crise grave de asma. Possivelmente, houve 1) falhas na interpretação da gravidade da crise tanto por parte dos pacientes e familiares quanto por parte dos profissionais de saúde, resultando em demora na procura dos serviços de saúde ou em retardo na adoção de medidas intensivas de tratamento; 2) escolha inadequada da unidade hospitalar; 3) prescrição de terapia inadequada e 4) atendimento em unidades sem os recursos tecnológicos necessários para as condições do paciente. Baseado no levantamento realizado, são feitas recomendações para reduzir os óbitos por asma.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Asthma deaths are rare and considered "sentinel-events" of the medical attention quality, as the major part of them could be avoided if assistance was adequated. Regularly, during the last decades, around 70% of asthma deaths occured in hospitaIs. In this study, the authors tried to analyze the hospitalar deaths from asthma. Analyzes included proportional mortality, hospitalar mortality, mortality rates and the use of intensive care in the public hospitaIs and in the private hospitals financed by the govern during the year of 1996. In that year, 1033 hospitalar deaths from asthma were notified, what meant 2% of all deaths from respiratory diseases. Asthma hospitalar mortality was higher among those below one year of age and those older than 40, and in the states of São Paulo, Espírito Santo, Bahia, Santa Catarina e Distrito Federal. The authors considered that Intensive Care Units were underused and that there are signs indicating problems in the quality of the hospitalar assistance to the patients with severe asthma exacerbations. Probably, there were 1) mistakes in the interpretation of the severity ofthe exacerbation both by the patients and/or their relatives, as by the health professionals, resulting either in delay for searching help or for adopting intensive measures; 2) inadequate choice ofhospital; 3) inadequate medical prescription and 4) medical assistance in hospitals without the technological resources needed according to the patients ' conditions. Based on this analyse, recomendations for reducing hospitalar asthma deaths are made.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[óbitos hospitalares por asma]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[óbitos por asma e uso de UTI]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[hospitalar asthma deaths]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[asthma deaths and use of ICU]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>&Oacute;bitos    por asma nos hospitais do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Marina Ferreira    de Noronha<sup>I</sup>; Hisbello S Campos<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Pesquisadora    da Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica - FIOCRUZ. Av. Leopoldo Bulh&otilde;es    1.480, 7<sup>o</sup> andar Manguinhos, Rio de Janeiro CEP: 21041-210. e-mail:    <a href="mailto:marinan@ensp.fiocruz.br">marinan@ensp.fiocruz.br</a>    <br>   <sup>II</sup>M&eacute;dico do Centro de Refer&ecirc;ncia Prol H&eacute;lio Fraga,    FUNASA/MS. Estrada de Curicica, 2000 Jacarepagu&aacute; 22700-550 Rio de Janeiro,    RJ - e-mail: <a href="mailto:hisbello@alternex.com.br">hisbello@alternex.com.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os &oacute;bitos    por asma s&atilde;o raros e considerados 'eventos-sentinela' da qualidade da    assist&ecirc;ncia, uma vez que grande parte deles poderia ser evitada se houvesse    assist&ecirc;ncia adequada. Regularmente, nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas,    de todos os &oacute;bitos por asma notificados no Brasil, cerca de 70% ocorreram    em hospitais. Neste estudo, os autores procuraram analisar as mortes hospitalares    por asma. Foram analisados a mortalidade proporcional, a mortalidade hospitalal;    a taxa de mortalidade e o uso de UTI por asma ocorridos nos hospitais p&uacute;blicos    e privados conveniados ao Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS) de todo    o pa&iacute;s, no ano de 1996. Naquele ano, foram registrados 1033 casos de    morte com o diagn&oacute;stico de asma, o que representou 2% dos &oacute;bitos    por doen&ccedil;as respirat&oacute;rias. A mortalidade hospitalar por asma foi    mais elevada entre os menores de 1 ano de idade e os com idade superior a 40    anos, e nos estados de S&atilde;o Paulo, Espirito Santo, Bahia, Santa Catarina    e Distrito Federal. Os autores consideraram que houve sub-utiliza&ccedil;&atilde;o    de leitos de UTI e que h&aacute; ind&iacute;cios de comprometimento na qualidade    da assist&ecirc;ncia hospitalar a pacientes com crise grave de asma. Possivelmente,    houve 1) falhas na interpreta&ccedil;&atilde;o da gravidade da crise tanto por    parte dos pacientes e familiares quanto por parte dos profissionais de sa&uacute;de,    resultando em demora na procura dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de ou em retardo    na ado&ccedil;&atilde;o de medidas intensivas de tratamento; 2) escolha inadequada    da unidade hospitalar; 3) prescri&ccedil;&atilde;o de terapia inadequada e 4)    atendimento em unidades sem os recursos tecnol&oacute;gicos necess&aacute;rios    para as condi&ccedil;&otilde;es do paciente. Baseado no levantamento realizado,    s&atilde;o feitas recomenda&ccedil;&otilde;es para reduzir os &oacute;bitos    por asma. </font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b>    &oacute;bitos hospitalares por asma, &oacute;bitos por asma e uso de UTI.</font></p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Asthma deaths    are rare and considered &quot;sentinel-events&quot; of the medical attention    quality, as the major part of them could be avoided if assistance was adequated.    Regularly, during the last decades, around 70% of asthma deaths occured in hospitaIs.    In this study, the authors tried to analyze the hospitalar deaths from asthma.    Analyzes included proportional mortality, hospitalar mortality, mortality rates    and the use of intensive care in the public hospitaIs and in the private hospitals    financed by the govern during the year of 1996. In that year, 1033 hospitalar    deaths from asthma were notified, what meant 2% of all deaths from respiratory    diseases. Asthma hospitalar mortality was higher among those below one year    of age and those older than 40, and in the states of S&atilde;o Paulo, Esp&iacute;rito    Santo, Bahia, Santa Catarina e Distrito Federal. The authors considered that    Intensive Care Units were underused and that there are signs indicating problems    in the quality of the hospitalar assistance to the patients with severe asthma    exacerbations. Probably, there were 1) mistakes in the interpretation of the    severity ofthe exacerbation both by the patients and/or their relatives, as    by the health professionals, resulting either in delay for searching help or    for adopting intensive measures; 2) inadequate choice ofhospital; 3) inadequate    medical prescription and 4) medical assistance in hospitals without the technological    resources needed according to the patients ' conditions. Based on this analyse,    recomendations for reducing hospitalar asthma deaths are made. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>Key words:</b>    hospitalar asthma deaths; asthma deaths and use of ICU</font></p> <hr size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b>    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A asma &eacute;    uma doen&ccedil;a cr&ocirc;nica, cujo manejo terap&ecirc;utico tem estado em    constante evolu&ccedil;&atilde;o, particularmente a partir da d&eacute;cada    de 60, quando se detectaram aumentos anormais das taxas de mortalidade por essa    doen&ccedil;a em diversos pa&iacute;ses<sup><i>(1,2,3)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O enfoque medico    sobre a asma passou por diversas fases. Na antiguidade (s&eacute;culo II), era    vista como uma condi&ccedil;&atilde;o capaz de tirar a vida<sup><i>(4)</i></sup>, embora    as mortes por asma fossem consideradas raras. Relatos do s&eacute;culo X II    <sup><i>(5)</i></sup> levam a supor que essa perspectiva foi mantida at&eacute; o final    do s&eacute;culo passado, quando autores como Laennec e Trousseau n&atilde;o    reconheciam esta condi&ccedil;&atilde;o, como pode ser ilustrado pelo aforisma    de Sir Willi'am Osler: &quot;<i>the aslhmalic panls on inlo old age</i> &quot;<sup><i>(6)</i></sup>    .Tal perspectiva voltou a modificar-se a partir da segunda metade do s&eacute;culo    atual<sup><i>(7)</i></sup>, quando a asma passou a ser considerada como poss&iacute;vel    causa de morte. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os &oacute;bitos    por asma s&atilde;o raros e, por ela ser uma doen&ccedil;a que responde ao tratamento,    estas mortes tem sido utilizadas como &quot;eventos sentinela&quot; da qualidade    dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de. Nessa perspectiva, &quot;grande parte desses    &oacute;bitos s&atilde;o considerados evit&aacute;veis se tudo tivesse transcorrido    adequadamente&quot;<sup><i>(8,9)</i></sup> . Sem d&uacute;vida, uma parcela    das mortes &eacute; causada por crises graves e fulminantes, muitas vezes n&atilde;o    havendo tempo h&aacute;bil para cuidados efetivos. Em estudo comparando as taxas    de mortalidade por asma, verificou-se que, em 1987, na faixa et&aacute;ria de    O a 15 anos, os &oacute;bitos por asma no Brasil foram 5,8 vezes maiores que    no Canad&aacute;, indicando que a taxa de mortalidade no Brasil poderia ser    reduzida nessa faixa et&aacute;ria<sup><i>(10)</i></sup> .</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em nosso pa&iacute;s,    de 1980 a 1996, ocorreram por ano registrados no Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es    de Mortalidade, uma m&eacute;dia de 2.050 &oacute;bitos por asma, sendo que    aproximadamente 70% destes durante a hospitaliza&ccedil;&atilde;o<sup><i>(10,11)</i></sup>,resultado    diferente do encontrado em outros pa&iacute;ses, onde a maior propor&ccedil;&atilde;o    dos &oacute;bitos ocorreu fora do ambiente hospitalar<sup><i>(12,13,14)</i></sup>. Essa alta propor&ccedil;&atilde;o    de mortes hospitalares tanto pode espelhar falhas no atendimento ao asm&aacute;tico    em crise como baixo &iacute;ndice de notifica&ccedil;&atilde;o dos &oacute;bitos    fora do hospital, apontando para a pertin&ecirc;ncia em se avaliar os &oacute;bitos    hospitalares. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Neste trabalho,    usando a base de dados do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es Hospitalares    do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SIH-SUS), os autores descrevem e discutem    a distribui&ccedil;&atilde;o dos &oacute;bitos por asma br&ocirc;nquica, bem    como alguns aspectos de sua assist&ecirc;ncia, nos hospitais conveniados ao    Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de brasileiro no ano de 1996.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>Material    e m&eacute;todo </b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Foram analisadas    todas as hospitaliza&ccedil;&otilde;es brasileiras pagas aos hospitais conveniados    ao Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS), que evolu&iacute;ram para o &oacute;bito    no ano de 1996, com o diagn&oacute;stico de asma br&ocirc;nquica (CID 4930,4931,    4939). H&aacute; dois Sistemas de Informa&ccedil;&otilde;es no pa&iacute;s contendo    &oacute;bitos e suas causas: o Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade    (SIM), que capta todos os &oacute;bitos notificados no pa&iacute;s, e o Sistema    de Informa&ccedil;&otilde;es Hospitalares do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de    (SIH-SUS), que capta somente os &oacute;bitos ocorridos nos hospitais p&uacute;blicos    e privados conveniados ao SUS. Optou-se por trabalhar com o SIH-SUS por ter    sido verificado que a maior propor&ccedil;&atilde;o dos &oacute;bitos por asma    tem ocorrido durante a perman&ecirc;ncia hospitalar e por este disponibilizar    informa&ccedil;&otilde;es sobre o processo de assist&ecirc;ncia hospitalar inexistentes    no &quot;SIM&quot; e importantes para uma maior aproxima&ccedil;&atilde;o ao    problema. No banco de dados do SIH-SUS encontram-se as informa&ccedil;&otilde;es    sobre hospitaliza&ccedil;&otilde;es contidas no formul&aacute;rio de Autoriza&ccedil;&atilde;o    de Intema&ccedil;&atilde;o Hospitalar (AIH). A AIH consiste em um resumo de    alta que &eacute; preenchido para cada intema&ccedil;&atilde;o realizada em    hospitais conveniados ao SUS para f1DS de reembolso financeiro. Os hospitais    conveniados ao Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de incluem: hospitais P&uacute;blicos,    Pr&oacute;prios, Privados Contratados, Federais, Estaduais, Municipais, Filantr&oacute;picos,    Universit&aacute;rios, de Sindicatos, e Unidades de Pesquisa. Vale ressaltar    que os resultados das an&aacute;lises n&atilde;o representam todo o universo    de hospitaliza&ccedil;&otilde;es, mas somente a parcela conveniada ao SUS. Para    o manuseio das informa&ccedil;&otilde;es, foi utilizado o programa computacional    denominado Sistema Gerador de Tabelas (SGT) da empresa AIB Consultoria e Software.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Nas informa&ccedil;&otilde;es    sobre interna&ccedil;&otilde;es, utilizou-se apenas as AIHs do tipo I, pois    as AIHs de tipo 5 ( continua&ccedil;&atilde;o ) referem-se a uma intema&ccedil;&atilde;o    j&aacute; referida na AIH de tipo 1 e inclu&iacute;-la significaria ter um mesmo    indiv&iacute;duo sendo considerado duas ou mais vezes em um mesmo per&iacute;odo    de intema&ccedil;&atilde;o. Por outro lado, as informa&ccedil;&otilde;es sobre    &oacute;bitos incluem as AIHs de tipo 1 e 5, pois o &oacute;bito pode ter ocorrido    na vig&ecirc;ncia de uma AIH de tipo 5 e estar&aacute; referido somente nessa    AIH. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Para uma aproxima&ccedil;&atilde;o    da gravidade dos pacientes e da qualidade da aten&ccedil;&atilde;o, foram estudados    os &oacute;bitos ocorridos nas primeiras 48h da hospitaliza&ccedil;&atilde;o    admitidos ou n&atilde;o em estado ag&ocirc;nico, a ocorr&ecirc;ncia do &oacute;bito    em hospital com oferta de leitos de UTI e a pr&oacute;pria utiliza&ccedil;&atilde;o    de UTI. Para isto, levantou-se os CGCs e o nome de todos os hospitais brasileiros    que apresentaram &oacute;bitos por asma, relacionando-os com as informa&ccedil;&otilde;es    sobre disponibilidade de UTI contidas no cadastro dos hospitais liberado pelo    Departamento de Inform&aacute;tica do SUS, referente ao m&ecirc;s de dezembro    de 1996. As informa&ccedil;&otilde;es sobre o momento de ocorr&ecirc;ncia do    &oacute;bito e sobre a admiss&atilde;o ou n&atilde;o em estado ag&ocirc;nico    est&atilde;o contidas no campo de &quot;Motivo da cobran&ccedil;a&quot; do SIH-SUS.    Algumas limita&ccedil;&otilde;es merecem refer&ecirc;ncia: a informa&ccedil;&atilde;o    sobre utiliza&ccedil;&atilde;o de UTI traz problemas de interpreta&ccedil;&atilde;o    por estar envolvendo disponibilidade dessa tecnologia nos hospitais do SUS e    o cadastro do DATASUS, sobre leitos de UTI, pode n&atilde;o estar atualizado.    A defini&ccedil;&atilde;o dos termos utilizados para a an&aacute;lise dos &oacute;bitos    no SUS &eacute; a seguinte:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>&#8226; Taxa    de Mortalidade por Asma por faixas et&aacute;rias     <br>   </b> <u>Total de &oacute;bitos por asma por faixas et&aacute;rias </u>x 100.000    hab.     ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Popula&ccedil;&atilde;o estimada para 1996 (por UF ou por faixa et&aacute;ria)    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>&#8226; Taxa    de Mortalidade padronizada por Asma    <br>   </b> <u>&#931 dos &oacute;bitos esperados por asma por faixas et&aacute;rias por    cada Estado</u> x 100.000 hab.    <br>   Popula&ccedil;&atilde;o total estimada para o Brasil em 1996 </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Para fins de compara&ccedil;&atilde;o    das taxas de mortalidade entre os estados brasileiros, foram padronizadas as    taxas por faixas et&aacute;rias, utilizando a popula&ccedil;&atilde;o do Brasil    como padr&atilde;o. Para as taxas espec&iacute;ficas estaduais, foram utilizadas    as popula&ccedil;&otilde;es por faixas et&aacute;rias de cada estado brasileiro,    estimadas pelo IBGE para o ano de 1996, obtida atrav&eacute;s do site do DATASUS    <a href="http://www.datasus.gov.br/cgi/idb97/demog/a01at.htm">http://www.datasus.gov.br/cgi/idb97/demog/a01at.htm</a>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>&#8226; Mortalidade    Hospitalar por Asma</b>    <br>   <u>N<sup>o</sup> de &oacute;bitos por asma em 1996 por Estados ou faixas et&aacute;rias</u>    x 1.000 hosp    <br>   Total de hospitaliza&ccedil;&otilde;es por asma em 1996 (por UF ou por faixa    et&aacute;ria).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>&#8226; Mortalidade    Proporcional por Asma</b>    <br>   <u>N<sup>o</sup> de &oacute;bitos por asma em 1996 por Estados ou por faixas et&aacute;rias</u>    x 100    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   N<sup>o</sup> de &oacute;bitos por todas as hospitaliza&ccedil;&otilde;es no    SUS (por UF ou por faixa et&aacute;ria)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>&#8226; Compara&ccedil;&atilde;o    entre as taxas de mortalidade por asma ocorridas no SUS:</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><u> Taxa de mortalidade    por asma padronizada por UF</u>    <br>   Taxa de mortalidade padronizada brasileira</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <u>Taxa de mortalidade    por asma de 0a4 anos ocorridas em todos os hospitais do SUS</u>     <br>   Taxa de mortalidade m&eacute;dia dos EUA de 1993-1995.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Resultados    </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No ano de 1996,    foram registrados 1033 casos de &oacute;bito com o diagn&oacute;stico de asma    nos hospitais conveniados ao SUS, sendo 53% no sexo feminino. Essas mortes representaram    2% dos &oacute;bitos por doen&ccedil;as respirat&oacute;rias e 0,3% de todas    as mortes ocorridas no pa&iacute;s em unidades vinculadas ao SUS (mortalidade    proporcional por asma). Os maiores volumes de &oacute;bitos hospitalares por    asma foram verificados nas regi&otilde;es Sudeste (42% ) e na Nordeste (33%).    O estado de S&atilde;o Paulo apresentou a maior volume de &oacute;bitos hospitalares    por asma dentre os estados brasileiros (24%), enquanto o Estado da Bahia apresentou    15% e o de Minas Gerais com 9% (<a href="#tab1">Tabela 1</a> ). Dentre as faixas    et&aacute;rias, os idosos a partir da faixa de 70 a 79 anos (22%) foram os que    mais se destacaram, e entre as crian&ccedil;as as faixas de 1 a 4 anos (10%)    e de menores de 1 ano (7%) (<a href="#tab2">Tabela 2</a>).</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v10n1/1a06t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v10n1/1a06t2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As regi&otilde;es    Norte e Nordeste apresentaram as maiores mortalidades proporcionais por asma,    acima da m&eacute;dia brasileira. Os Estados. da Bahia, Rond&ocirc;nia e Esp&iacute;rito    Santo foram os que se destacaram (<a href="#tab1">tabela 1</a>). A faixa et&aacute;ria    de 1 a 4 anos foi a que apresentou maior mortalidade proporcional, seguida da    faixa de 5 a 9 anos e das faixas de idosos (acima de 70 anos) (<a href="#tab2">Tabela    2</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A mortalidade hospitalar    (tamb&eacute;m dita letalidade hospitalar) em todo o pa&iacute;s foi de 2,9    &oacute;bitos em cada 1000 interna&ccedil;&otilde;es por asma, tendo as regi&otilde;es    Sudeste e Sul apresentado as maiores taxas. O Estado do Amap&aacute; apresentou    uma distor&ccedil;&atilde;o desse indicador pois, embora tenha apresentado a    maior mortalidade hospitalar (7,6/ 1000 hospitaliza&ccedil;&otilde;es ), houve    somente 1 caso de &oacute;bito registrado. Os estados com maior mortalidade    hospitalar foram a Bahia, S&atilde;o Paulo, Esp&iacute;rito Santo, Santa Catarina    e Distrito Federal (<a href="#tab1">Tabela 1</a>). Considerando as faixas et&aacute;rias,    as maiores taxas de mortalidade hospitalar por asma ocorreram entre os idosos.    Entre os menores de 1 ano de idade, ocorreram 3 &oacute;bitos por cada 1.000    hospitaliza&ccedil;&otilde;es por asma (<a href="#tab2">Tabela 2</a>). A taxa    padronizada de mortalidade por asma nos hospitais conveniados ao SUS, no ano    de 1996, foi de 0,6 &oacute;bitos/100.000 hab. Essa taxa foi mais elevada nas    regi&otilde;es Nordeste e Sul. Os estados que mais se destacaram foram: Bahia,    Espirito Santo, Pemambuco e Paran&aacute; (<a href="#tab1">Tabela 1</a> ). As    faixas et&aacute;rias acima de 60 anos e a de menores de 1 ano apresentaram    as maiores taxas de mortalidade (<a href="#tab2">Tabela 2</a>). Vale ressaltar    que a padroniza&ccedil;&atilde;o das taxas de mortalidade resultou em eleva&ccedil;&atilde;o    das taxas nos estados da regi&atilde;o Centro-Oeste, Paran&aacute;, Esp&iacute;rito    Santo, Alagoas e Rond&ocirc;nia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>&Oacute;bitos    e utiliza&ccedil;&atilde;o de UTI</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A an&aacute;lise    das mortes hospitalares por asma mostrou que 20% (206) dos asm&aacute;ticos    que foram a &oacute;bito passaram pela Terapia Intensiva; a propor&ccedil;&atilde;o    foi equivalente entre os sexos. Enquanto as regi&otilde;es Centro-Oeste (35%),    Sul (32%) e Sudeste (25%) apresentaram propor&ccedil;&otilde;es de uso de UTI    acima da m&eacute;dia brasileira (20%), as regi&otilde;es Norte (2,4) e Nordeste    (8,3) ficaram muito abaixo. Vale ressaltar que, dos 42 &oacute;bitos hospitalares    na regi&atilde;o Norte, somente um fez uso de UTI. Na regi&atilde;o Nordeste,    os estados da Bahia e Pemambuco apresentaram o maior n&uacute;mero de &oacute;bitos    (157 e 69 respectivamente) e somente em 3% deles foi utilizada a UTI. Na regi&atilde;o    Sudeste, chama a aten&ccedil;&atilde;o os estados do Esp&iacute;rito Santo,    onde 14% dos 29 &oacute;bitos passaram pela UTI, e o Rio de Janeiro (10%). Nota-se    o contraste com S&atilde;o Paulo, onde 31% dos asm&aacute;ticos que morreram    dentro de hospitais estiveram na UTI (<a href="#tab4">Tabela 4</a>). As maiores    propor&ccedil;&otilde;es de &oacute;bitos com utiliza&ccedil;&atilde;o de UTI    foram verificadas entre os adolescentes de 10 a 14 anos (63%) e na faixa de    20 a 29 anos (32%). Entre as crian&ccedil;as e os idosos que foram a &oacute;bito,    a UTI foi usada em cerca de 20% das vezes (<a href="#tab3">Tabela 3</a>).</font></p>     <p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v10n1/1a06t3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v10n1/1a06t4.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Dos 1.033 &oacute;bitos    ocorridos em ambiente hospitalar em 1996,371 (36%) asm&aacute;ticos faleceram    dentro das primeiras 48 horas da admiss&atilde;o. Destes, 228 ( 61% ) foram    admitidos em estado ag&ocirc;nico. Chama a aten&ccedil;&atilde;o o fato de que    apenas 14% dos que faleceram nas primeiras 48 horas da admiss&atilde;o (53 &oacute;bitos)    e 16% dos hospitalizados em estado ag&ocirc;nico (36 &oacute;bitos) foram encaminhados    &agrave; Terapia Intensiva. Dentre os 662 asm&aacute;ticos que faleceram ap&oacute;s    48 horas da hospitaliza&ccedil;&atilde;o, 24% utilizaram UTI (<a href="#tab3">Tabela    3</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Dos 654 hospitais    que notificaram &oacute;bitos por asma,   242 (37%) ofereciam leitos de UTI, segundo o cadastro   do DATASUS. As regi&otilde;es Norte e Nordeste apresentaram   as menores propor&ccedil;&otilde;es de hospitais com UTI dentre os   que notificaram &oacute;bito por asma. No estado da Bahia,   87% dos hospitais que atenderam pacientes que foram a   &oacute;bito por asma, n&atilde;o dispunham desse recurso e, em   Pernambuco, 82% tamb&eacute;m n&atilde;o. Por outro lado, na regi&atilde;o   Centro-Oeste, metade dos hospitais que atenderam casos   que foram a &oacute;bito por asma ofereciam leitos de UTI.   </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Aparentemente,    o fato de o paciente ser internado em hospital com UTI n&atilde;o garante o    acesso a esse servi&ccedil;o. Quase a metade dos &oacute;bitos (45% ou 463 mortes)    foi notificada em hospitais com disponibilidade dessa tecnologia. Desses 463    pacientes, menos da metade (44% ou 206 &oacute;bitos) passou pela Terapia Intensiva.    Se considerado o grupo que morreu nas primeiras 48 horas da admiss&atilde;o,    esse fato se torna ainda mais grave, posto que apenas 34% deles foram admitidos    na Terapia Intensiva. Dos admitidos em estado ag&ocirc;nico, que morreram nas    primeiras 48 horas, 37% passaram pela UTI. Quadro diferente foi verificado com    os &oacute;bitos que ocorreram acima de 48 horas da admiss&atilde;o, quando    50% destes foram encaminhados &agrave; UTI. As regi&otilde;es Centro- Oeste    (67% -6 &oacute;bitos com 4 tendo utilizado UTI) e Sul (64% -14 &oacute;bitos    com 9 tendo utilizado UTI) foram as que apresentaram maior propor&ccedil;&atilde;o    dos casos atendidos em hospitais com presen&ccedil;a de UTI que chegaram ag&ocirc;nicos    no hospital e foram encaminhados &agrave; Terapia Intensiva (<a href="#tab4">Tabela    4</a>).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A mortalidade proporcional    por asma no SUS indica que estes &oacute;bitos s&atilde;o eventos raros em rela&ccedil;&atilde;o    ao total de &oacute;bitos ocorridos nos hospitais em estudo. No entanto, cada    &oacute;bito por asma toma-se relevante na medida em que, dada a reversibilidade    dos dist&uacute;rbios ventilat&oacute;rios e a disponibilidade de estrat&eacute;gias    efetivas de tratamento, s&atilde;o considerados potencialmente evit&aacute;veis<sup><i>(8.9)</i></sup>    . A situa&ccedil;&atilde;o apresenta-se mais s&eacute;ria por serem mais expressivos    em crian&ccedil;as de 1 a 9 anos e por ocorrerem, em sua maioria, durante a    hospitaliza&ccedil;&atilde;o, quando sup&otilde;e-se que teriam acesso a tecnologias    capazes de reverter a gravidade da situa&ccedil;&atilde;o em parte desses casos.    </font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na an&aacute;lise    da taxa de mortalidade por asma, considerando as faixas et&aacute;rias, observou-se    que as taxas acima da m&eacute;dia brasileira ocorreram em menores de 1 ano    (3,5 vezes a m&eacute;dia brasileira); 50-59 anos (1,7 vezes); 60 a 69 anos    (3,5 vezes); 70 a 79 anos (9 vezes) e 80 ou mais anos (15 vezes). Estes grupos    constituem grupos de risco e s&atilde;o tamb&eacute;m grupos et&aacute;rios    onde o diagn&oacute;stico diferencial &eacute; por vezes mais dificil, podendo    a asma ser confundida com outras doen&ccedil;as como bronquiolite, bronquite,    infec&ccedil;&otilde;es respirat&oacute;rias agudas em crian&ccedil;as e doen&ccedil;a    pulmonar obstrutiva cr&ocirc;nica, tumores, doen&ccedil;as card&iacute;acas    e infec&ccedil;&otilde;es respirat&oacute;rias em idosos <sup><i>(7.15.16)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A taxa de mortalidade    do SUS na faixa et&aacute;ria de 0 a 4 anos, no ano de 1996, foi cerca de cinco    vezes maior que a taxa m&eacute;dia norte-americana no per&iacute;odo 1993-95<sup><i>(17)</i></sup>    . Essa compara&ccedil;&atilde;o &eacute; alarmante uma vez que n&atilde;o foram    considerados todos os &oacute;bitos ocorridos no Brasil. A diferen&ccedil;a    seria possivelmente maior se tivessem sido utilizadas as informa&ccedil;&otilde;es    do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade brasileiro, que cont&eacute;m    o total de &oacute;bitos notificados no pa&iacute;s.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entre os estados    da federa&ccedil;&atilde;o, chamam a aten&ccedil;&atilde;o as taxas de mortalidade    de Rond&ocirc;nia e da Bahia, que foram as mais elevadas do pa&iacute;s (aproximadamente    2 vezes a taxa m&eacute;dia brasileira). No entanto, deve-se ressaltar a poss&iacute;vel    distor&ccedil;&atilde;o dessa taxa em Rond&ocirc;nia em virtude do pequeno n&uacute;mero    de &oacute;bitos. Nos estados do Espirito Santo, de Pemambuco e do Paran&aacute;,    essa taxa apresentouse maior que a m&eacute;dia brasileira, o que leva &agrave;    necessidade de maiores e mais profundas investiga&ccedil;&otilde;es. Algumas    hip&oacute;teses podem ser aventadas:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 1. pode estar    espelhando uma maior preval&ecirc;ncia de casos graves;    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   2. pode haver    baixa resolutividade na aten&ccedil;&atilde;o &agrave; asma, seja ambulatorial    e/ou na emerg&ecirc;ncia;    <br>   3. pode estar    havendo comprometimento na qualidade da aten&ccedil;&atilde;o hospitalar, tanto    nos aspectos relacionados ao acesso como proceso da assist&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No que diz respeito    &agrave; mortalidade hospitalas por   asma, os maiores valores foram verificados entre os   idosos e entre os menores de 1 ano. Dentre os estados da   federa&ccedil;&atilde;o, a mortalidade hospitalar mais elevada ocorreu   nos estados de S&atilde;o Paulo, Esp&iacute;rito Santo, Bahia, Santa   Catarina e Distrito federal.   </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A mortalidade    hospitalar por asma est&aacute; relacionada ao volume de hospitaliza&ccedil;&otilde;es    de casos graves. Resultados mais favor&aacute;veis desse indicador podem ser    decorrente da hospitaliza&ccedil;&atilde;o de uma grande propor&ccedil;&atilde;o    de casos pouco graves; resultados desfavor&aacute;veis podem advir da hospitaliza&ccedil;&atilde;o    de uma maior propor&ccedil;&atilde;o de casos graves, quando a revers&atilde;o    do quadro asm&aacute;tico &eacute; dificil. Portanto, uma das hip&oacute;teses    &eacute; a variabilidade do perfil de gravidade dos pacientes hospitalizados    entre os &eacute;stados e faixas et&aacute;rias. Nota-se que, tomando como refer&ecirc;ncia    o volume de intema&ccedil;&otilde;es por essa doen&ccedil;a, os idosos est&atilde;o    entre os de menor volume de hospitaliza&ccedil;&otilde;es, embora apresentando    os maiores valores de mortalidade hospitalar. Uma outra hip&oacute;tese &eacute;    a de que os maiores valores de mortalidade hospitalar possam estar relacionados    a uma m&aacute; qualidade da assist&ecirc;ncia ao asm&aacute;tico em qualquer    dos n&iacute;veis da aten&ccedil;&atilde;o ( ambulatorial, emerg&ecirc;ncia,    hospitaliza&ccedil;&atilde;o) ou especificamente da hospitaliza&ccedil;&atilde;o.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Particularmente    na asma, a interpreta&ccedil;&atilde;o da   gravidade da crise tanto por parte do paciente e de seus   familiares, como por parte dos profissionais que o   atendem, &eacute; muito importante. No primeiro caso, falhas   ncssa interpreta&ccedil;&atilde;o podem repercutir na demora em   procurar o servi&ccedil;o de sa&uacute;de, resultando em admiss&otilde;es   em estado grave. No segundo caso, o n&atilde;o reconhecimento   imediato da gravidade da crise pode resultar em terapia   inadequada e em tr&aacute;gico desenlace. &Eacute; poss&iacute;vel que uma   parte dos casos que morreram tenham sido admitidos j&aacute;   em estado cr&iacute;tico, quando pouco se poderia fazer para   reverter o quadro. Relatos acerca de &oacute;bitos por asma   revelam que, &agrave;s vezes, a rapidez de evolu&ccedil;&atilde;o da crise   toma impratic&aacute;vel a ado&ccedil;&atilde;o de medidas efetivas<sup><i>(18)</i></sup>.   Muitos desses casos sequer conseguem chegar com vida   a um servi&ccedil;o de sa&uacute;de.   </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No banco de dados    utilizado, n&atilde;o h&aacute; vari&aacute;veis espec&iacute;ficas dispon&iacute;veis    que apontem para a gravidade do paciente na hospitaliza&ccedil;&atilde;o, exceto    a informa&ccedil;&atilde;o sobre a admiss&atilde;o de um paciente em estado    ag&ocirc;nico que foi a &oacute;bito ou, como uma aproxima&ccedil;&atilde;o,    a utiliza&ccedil;&atilde;o de UTI refletindo a gravidade da exacerba&ccedil;&atilde;o    durante a hospitaliza&ccedil;&atilde;o. Entretanto, para a avalia&ccedil;&atilde;o    de qualidade da assist&ecirc;ncia, deve-se ressaltar que apenas essas vari&aacute;veis    n&atilde;o s&atilde;o suficientes para afinna&ccedil;&otilde;es definitivas,    sendo necess&aacute;ria a an&aacute;lise dos prontu&aacute;rios dos doentes    que morreram para confinna&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Nem todos os pacientes    com crise grave de asma   precisam necessariamente de Terapia Intensiva.   Entretanto, estudos mostram que a interna&ccedil;&atilde;o de   pacientes com <i>Status Asthmaticus</i> em UTI resultou em   uma r&aacute;pida melhora do estado geral com poucos dias de   hospitaliza&ccedil;&atilde;o, com raros ou nenhum &oacute;bito e poucas   complica&ccedil;&otilde;es. Um outro aspecto apontado nesses estudos,   justificando o encaminhamento &agrave; UTI, &eacute; o monitoramento   mais pr&oacute;ximo pelos profissionais desse servi&ccedil;o, o que   resulta em r&aacute;pida interven&ccedil;&atilde;o na ocorr&ecirc;ncia de   agravamento abrupto da crise<sup><i>(19,20,21)</i></sup> .   </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Dos 228 indiv&iacute;duos,    admitidos em estado ag&ocirc;nico,   que faleceram nas primeiras 48 horas, 97 tiveram acesso   a hospitais que possu&iacute;am leitos de UTI; destes, somente   37% foram encaminhados &agrave; UTI. Isso pode estar   indicando o baixo acesso a esta tecnologia e/ou a demora   na procura de assist&ecirc;ncia m&eacute;dica por dificuldade de   acesso. Pode tamb&eacute;m estar refletindo avalia&ccedil;&atilde;o   equivocada da gravidade da crise por parte do pr&oacute;prio   paciente e/ou respons&aacute;veis. Por outro lado, pode-se supor   que pouco pudesse ser feito para reverter o quadro de   uma parcela desses casos, principalmente se o &oacute;bito   ocorreu poucas horas depois da admiss&atilde;o de um paciente   j&aacute; em estado moribundo. Os pacientes cujos &oacute;bitos n&atilde;o   tenham sido t&atilde;o precoces, possivelmente poderiam ter   sobrevivido caso tivessem sido encaminhados   imediatamente &agrave; UTI. Isso pode indicar poss&iacute;vel   comprometimento da avalia&ccedil;&atilde;o da gravidade por parte   dos profissionais de sa&uacute;de no atendimento de emerg&ecirc;ncia.   </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Uma outra situa&ccedil;&atilde;o    s&atilde;o os que faleceram ap&oacute;s 48   horas da admiss&atilde;o. Nessa situa&ccedil;&atilde;o, tanto podem ter sido   admitidos em estado grave ou terem se agravado durante   a hospitaliza&ccedil;&atilde;o. Somente 24% desses casos foram   encaminhados &agrave; UTI e, se considerarmos apenas aqueles   que estavam internados em hospitais com disponibilidade   dessa tecnologia, 44% estiveram em UTI. Isso pode estar   indicando comprometimento na qualidade da assist&ecirc;ncia   hospitalar por defici&ecirc;ncias tecnol&oacute;gicas do SUS ou   poss&iacute;veis problemas no processo de aten&ccedil;&atilde;o ao paciente.   </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Claramente, dois    fatores est&atilde;o intimamente ligados   &agrave; situa&ccedil;&atilde;o discutida acima: <i>informa&ccedil;&atilde;o/esclarecimento   ao asm&aacute;tico e estrutura&ccedil;&atilde;o do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de</i>.   O processo educacional pode tornar poss&iacute;vel ao asm&aacute;tico   entender sua doen&ccedil;a, a import&acirc;ncia do controle ambiental   e do tratamento e a reconhecer a deteriora&ccedil;&atilde;o de sua   doen&ccedil;a. A desestrutura&ccedil;&atilde;o do Sistema P&uacute;blico de    Sa&uacute;de,   por vezes faz com que unidades respons&aacute;veis pelo   atendimento ao paciente n&atilde;o estejam devidamente   equipadas ou que as condi&ccedil;&otilde;es de trabalho e/ou a   capacita&ccedil;&atilde;o dos profissionais de sa&uacute;de nem sempre sejam   as ideais, o que pode fazer com que vidas sejam perdidas   desnecessariamente. Adequar e capacitar os   ambulat&oacute;rios, emerg&ecirc;ncias e hospitais visando o   atendimento correto ao asm&aacute;tico, definindo a conduta   terap&ecirc;utica de acordo com a avalia&ccedil;&atilde;o da gravidade da   crise certamente evitar&aacute; grande parte das mortes. Notase   a necessidade de implementa&ccedil;&atilde;o de um programa   efetivo de educa&ccedil;&atilde;o/ esclarecimento ao asm&aacute;tico, na   rotina dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, principalmente nos   ambulat&oacute;rios. &Eacute; tamb&eacute;m poss&iacute;vel que muitos desses   &oacute;bitos pudessem ter sido evitados se a gravidade da crise   tivesse sido adequadamente avaliada e os doentes   encaminhados a unidades contendo os recursos   tecnol&oacute;gicos necess&aacute;rios.   </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Enfim, a an&aacute;lise    dos &oacute;bitos hospitalares por asma, ocorridos no SUS aponta para a necessidade    de a&ccedil;&otilde;es governamentais que resultem na sua redu&ccedil;&atilde;o.    Recomenda-se a institui&ccedil;&atilde;o de um programa governamental abrangendo    todos os n&iacute;veis da assist&ecirc;ncia (ambulat&oacute;rios, servi&ccedil;os    de emerg&ecirc;ncia e de interna&ccedil;&atilde;o ), contendo a orienta&ccedil;&atilde;o    dos asm&aacute;ticos e seus familiares quanto ao manejo da asma, o treinamento    de equipes multiprofissionais na aten&ccedil;&atilde;o a esses pacientes, o    equipamento necess&aacute;rio para hospitais e servi&ccedil;os de emerg&ecirc;ncia    disporem de recursos tecnol&oacute;gicos adequados para a avalia&ccedil;&atilde;o    da gravidade e tratamento do paciente com crise asm&aacute;tica, assim como    a organiza&ccedil;&atilde;o de um sistema de refer&ecirc;ncia para o atendimento    a pacientes graves. Recomenda-se tamb&eacute;m a inclus&atilde;o da revis&atilde;o    dos casos que foram a &oacute;bito por asma pelas Comiss&otilde;es de &oacute;bitos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Agradecimento</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Nossos agradecimentos    &agrave; Maria Beatriz Campos pela corre&ccedil;&atilde;o gramatical deste texto,    &agrave; Roberto Firmento de Noronha, Vera L&uacute;cia Edais Pepe, &agrave;    Joyce Schramm e Milena P. Duchiade pela leitura e sugest&otilde;es.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias    bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 1. Speizer FE.    Historical perspectives: the epidemic of asthma deaths in the United Kingdom    in the 1960s. J Allergy Clin Immunol 1987; 80(3-part II): 368-72. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 2. Jackson RT,    Beaglehole R, Rea HH, Sutherland DC. Mortality from asthma: a new epidemic in    New Zealand. Br Medical J 1982; 285:771-74.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Sly RM. Asthma    mortality, east and west. Ann Allergy 1992 69: 81-4.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Adams F, editor.    The extant works of Aretaeus the Cappadocian. Tianslated by Adms F. London:    Sydenham Society; 1856. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Maimonides M.    Treatise on asthma. In: Muntner S, editor. Treatise on asthma. Philadelphia:    JB Lippincott; 1963. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Osler W. The    principies and practice of medicine. Edinburgh and London: Young J Pentland    1892; 498:16-18. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 7. Speizer FE,    Doll R, Heath P. Observation on recent increases in mortality in asthma. Br    Med J 1968; 1: 335-9. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 8. Rutstein, D,    Berenberg W, Chalmers, TC, Child CG, Fishmen AP, Perrin EB. Measuring the quality    of medical care. A clinical method. N Eng J Med 1976; 294:582-88.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 9. Holland W W.    European community atlas of avoidable death. Commission of the European Communities    Health Services Research. Oxford: Oxford University Press; 1988. (Serie n<sup>o</sup>    3).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 10. Noronha MF,    Machado CV, Lima LD. Proposta de indicadores e padr&otilde;es para a avalia&ccedil;&atilde;o    de qualidade da aten&ccedil;&atilde;o hospitalar: o caso da asma br&ocirc;nquica.    Cad Sa&uacute;de P&uacute;bl (RJ) 1996; 12(Supl 2): 43-58.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 11. Campos H S.    Mortalidade por asma no Brasil, 1980-96. (a publicar).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 12. British Thoracic    Association. Death from asthma in twc regions of England. Br Med J 1982 Oct;    285:1251-55.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 13. Ornerod LP    , Stableforth DE. Asthma mortality in Binningham 1975-7: 53 deaths. Br Med J    1980; 280:687-90.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Sears MR. Increasing    asthma mortality - fact or artifact? Allergy Clin Immunol1998; 82: 957-60. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 15. American Thorax    Society. Medical Section of the American lung Associaton. Standards for the    diagnosis and care of patients with chronic obstrutive pulmonary disease (COPD)    and asthma. Am Rev Resp Dis 1987; 136: 225-44.</font><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 16. Anderson HR.    Epidemiology of asthma. Br J Hosp Med 47(2):99-104. </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 17. Centers for    Disease Control and Prevention - CDC. Surveillance for asthma-United States,    1960-1995. MMWR 1998 April 24; 47(SSI):1-30.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Johnson AJ,    Nunn AJ, Somner AR, Stableforth DE, Stewart CJ. Circunstances of death from    asthma. Br Med J 1984; 288:1870-72.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Braman SS,    Kaemmerlen JT. lntensive care of Status Asthmaticus a 10-year experience. JAMA    1990 July; 264(3):366-68.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Crompton GK,    Grant IWB. Edimburgh emergency asthma admission service. Br Med J 1975; 4:680-82.    </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. Lam KNSF, Mow    BMF, Chew LS. The profile of ICU admissions for acute severe asthma in a general    hospital. Singapore Med J 1992 Oct; 33(5): 460-62.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>Artigo recebido    em 01/04/02. Aprovado em 24/06/2002</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Speizer]]></surname>
<given-names><![CDATA[FE]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Historical perspectives: the epidemic of asthma deaths in the United Kingdom in the 1960s]]></article-title>
<source><![CDATA[J Allergy Clin Immunol]]></source>
<year>1987</year>
<volume>80</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>368-72</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Jackson]]></surname>
<given-names><![CDATA[RT]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Beaglehole]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rea]]></surname>
<given-names><![CDATA[HH]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sutherland]]></surname>
<given-names><![CDATA[DC]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Mortality from asthma: a new epidemic in New Zealand]]></article-title>
<source><![CDATA[Br Medical J]]></source>
<year>1982</year>
<volume>285</volume>
<page-range>771-74</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sly]]></surname>
<given-names><![CDATA[RM]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Asthma mortality, east and west]]></article-title>
<source><![CDATA[Ann Allergy]]></source>
<year>1992</year>
<volume>69</volume>
<page-range>81-4</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Adams]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The extant works of Aretaeus the Cappadocian]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Adms]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Tianslated]]></source>
<year>1856</year>
<publisher-loc><![CDATA[London ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Sydenham Society]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Maimonides]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Treatise on asthma]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Muntner]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Treatise on asthma]]></source>
<year>1963</year>
<publisher-loc><![CDATA[Philadelphia ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[JB Lippincott]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Osler]]></surname>
<given-names><![CDATA[W]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The principies and practice of medicine]]></article-title>
<source><![CDATA[Young J Pentland]]></source>
<year>1892</year>
<volume>498</volume>
<page-range>16-18</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Speizer]]></surname>
<given-names><![CDATA[FE]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Doll]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Heath]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Observation on recent increases in mortality in asthma]]></article-title>
<source><![CDATA[Br Med J]]></source>
<year>1968</year>
<volume>1</volume>
<page-range>335-9</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rutstein]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Berenberg]]></surname>
<given-names><![CDATA[W]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Chalmers]]></surname>
<given-names><![CDATA[TC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Child]]></surname>
<given-names><![CDATA[CG]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fishmen]]></surname>
<given-names><![CDATA[AP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Perrin]]></surname>
<given-names><![CDATA[EB]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Measuring the quality of medical care: A clinical method]]></article-title>
<source><![CDATA[N Eng J Med]]></source>
<year>1976</year>
<volume>294</volume>
<page-range>582-88</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Holland]]></surname>
<given-names><![CDATA[W W]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[European community atlas of avoidable death: Commission of the European Communities Health Services Research]]></source>
<year>1988</year>
<publisher-loc><![CDATA[Oxford ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Oxford University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Noronha]]></surname>
<given-names><![CDATA[MF]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Machado]]></surname>
<given-names><![CDATA[CV]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lima]]></surname>
<given-names><![CDATA[LD]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Proposta de indicadores e padrões para a avaliação de qualidade da atenção hospitalar: o caso da asma brônquica]]></article-title>
<source><![CDATA[Cad Saúde Públ]]></source>
<year>1996</year>
<volume>12</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>43-58</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Campos]]></surname>
<given-names><![CDATA[H S]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Mortalidade por asma no Brasil: 1980-96]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="journal">
<collab>British Thoracic Association</collab>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Death from asthma in twc regions of England]]></article-title>
<source><![CDATA[Br Med J]]></source>
<year>1982</year>
<month> O</month>
<day>ct</day>
<volume>285</volume>
<page-range>1251-55</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ornerod]]></surname>
<given-names><![CDATA[LP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Stableforth]]></surname>
<given-names><![CDATA[DE]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Asthma mortality in Binningham 1975-7: 53 deaths]]></article-title>
<source><![CDATA[Br Med J]]></source>
<year>1980</year>
<volume>280</volume>
<page-range>687-90</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<label>14</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sears]]></surname>
<given-names><![CDATA[MR]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Increasing asthma mortality - fact or artifact?]]></article-title>
<source><![CDATA[Allergy Clin Immunol]]></source>
<year>1998</year>
<volume>82</volume>
<page-range>957-60</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<label>15</label><nlm-citation citation-type="journal">
<collab>American Thorax Society</collab>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Medical Section of the American lung Associaton: Standards for the diagnosis and care of patients with chronic obstrutive pulmonary disease (COPD) and asthma]]></article-title>
<source><![CDATA[Am Rev Resp Dis]]></source>
<year>1987</year>
<volume>136</volume>
<page-range>225-44</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<label>16</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Anderson]]></surname>
<given-names><![CDATA[HR]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Epidemilogy of asthma]]></article-title>
<source><![CDATA[Br J Hosp Med]]></source>
<year></year>
<volume>47</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>99-104</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<label>17</label><nlm-citation citation-type="journal">
<collab>Centers for Disease Control and Prevention - CDC</collab>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Surveillance for asthma-United States: 1960-1995]]></article-title>
<source><![CDATA[MMWR]]></source>
<year>1998</year>
<month> A</month>
<day>pr</day>
<volume>47</volume>
<page-range>1-30</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<label>18</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Johnson]]></surname>
<given-names><![CDATA[AJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nunn]]></surname>
<given-names><![CDATA[AJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Somner]]></surname>
<given-names><![CDATA[AR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Stableforth]]></surname>
<given-names><![CDATA[DE]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Stewart]]></surname>
<given-names><![CDATA[CJ]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Circunstances of death from asthma]]></article-title>
<source><![CDATA[Br Med J]]></source>
<year>1984</year>
<volume>288</volume>
<page-range>1870-72</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<label>19</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Braman]]></surname>
<given-names><![CDATA[SS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kaemmerlen]]></surname>
<given-names><![CDATA[JT]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[lntensive care of Status Asthmaticus a 10-year experience]]></article-title>
<source><![CDATA[JAMA]]></source>
<year>1990</year>
<month> J</month>
<day>ul</day>
<volume>264</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>366-68</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<label>20</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Crompton]]></surname>
<given-names><![CDATA[GK]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Grant]]></surname>
<given-names><![CDATA[IWB]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Edimburgh emergency asthma admission service]]></article-title>
<source><![CDATA[Br Med J]]></source>
<year>1975</year>
<volume>4</volume>
<page-range>680-82</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<label>21</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lam]]></surname>
<given-names><![CDATA[KNSF]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mow]]></surname>
<given-names><![CDATA[BMF]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Chew]]></surname>
<given-names><![CDATA[LS]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The profile of ICU admissions for acute severe asthma in a general hospital]]></article-title>
<source><![CDATA[Singapore Med J]]></source>
<year>1992</year>
<month> O</month>
<day>ct</day>
<volume>33</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>460-62</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
