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<journal-title><![CDATA[Boletim de Pneumologia Sanitária]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O impacto epidemiológico do tratamento supervisionado no controle da tuberculose em Ribeirão Preto 1998-2000]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[OBJECTIVE: To compare the results of two therapeutic regimens: direct observed treatment (DOTS) and self-administered therapy (SAT). POPULATION: In habitants of Ribeirão Preto who began tuberculosis treatment from 1998 to 2000. METHOD: Comparative study. DATA COLLECTION INTRUMENT: EPI-TB RESULTS: Data was analized using Epi-TB database software. There was a gradual increase in the use of supervised tratment from 1998 to 2000 (1998: (19%), 1999: (29,7%), 2000: (41,2%)). Only 214 (28,8%) patients were treated using DOTS. Default rate was reduced from 15% to 9,8%, 8,6% and 3,5% in 1998, 1999 and 2000, respectively. Cure rates in patients submitted to DOTS showed an increase: 1998 - (89,3%), 1999 - (76,3%), 2000 - (82,9%) as compared to those under SAT: 1998 - (60,3%); 1999 - (61,7%); 2000 - (64,1%), thus evidencing DOT with the improvement of tuberculosis epidemiological indicators and possibility of team organization]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>O impacto    epidemiol&oacute;gico do tratamento supervisionado no controle da tuberculose    em Ribeir&atilde;o Preto 1998-2000</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Jordana    Nogueira Muniz<sup>I</sup>; Tereza Cristina Scatena Villa<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Doutoranda    em Enfermagem de Sa&uacute;de P&uacute;blica EERP-USP. Coordenadora do Programa    de Tuberculose - Secretaria Municipal da Sa&uacute;de de Ribeir&atilde;o Preto    <br>   <sup>II</sup>Dra. Prof. Associado da Escola de Enfermagem. Ribeir&atilde;o Preto    da Universidade de S&atilde;o Paulo</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>OBJETIVO:</b>    Analisar o resultado de tratamento dos pacientes inscritos no programa de controle    da tuberculose nos anos de 1998 a 2000, comparando o grupo que foi submetido    ao tratamento supervisionado (TS) com o grupo que n&atilde;o recebeu esta forma    de interven&ccedil;&atilde;o. A <b>popula&ccedil;&atilde;o do estudo</b> constituiu-se    na totalidade dos pacientes inscritos no programa, nos anos de 1998 a 2000.    Utilizou-se o banco de dados EPI-TB como instrumento de coleta de dados. O <b>tratamento    dos dados</b> foi efetuado mediante an&aacute;lise da conclus&atilde;o de tratamento    de todos os pacientes inseridos no per&iacute;odo do estudo.    <br>   <b>RESULTADOS:</b> Registrou-se um aumento gradual no emprego do TS nos tr&ecirc;s    anos do estudo - 19% em 1998, 29,7% dos em 1999 e 41,2% em 2000. Dos 743 pacientes    inscritos, apenas 214 (28,8%) foram submetidos ao TS. O abandono que em anos    anteriores era, em m&eacute;dia, de 15%, caiu para 9,8% em 1998, 8,6% em 1999    e 3,5% em 2000. A taxa de cura dos pacientes do grupo TS - 89,3%, 76,3% e 82,9%,    nos anos 1998, 1999 e 2000, respectivamente, foi maior quando comparada &agrave;    do grupo sob tratamento auto-administrado - 60,3%, 61,7% e 64,1% para os anos    de 1998 a 1999. Evidenciou-se que o TS enquanto estrat&eacute;gia de interven&ccedil;&atilde;o    melhora os indicadores epidemiol&oacute;gicos da tuberculose e caracteriza-se    como uma possibilidade de reorganiza&ccedil;&atilde;o do trabalho da equipe,    ampliando a sua capacidade de intera&ccedil;&atilde;o e atua&ccedil;&atilde;o    junto ao paciente e fam&iacute;lia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Descritores:</b>    Tuberculose; Tratamento Supervisionado; Tratamento.</font></p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>OBJECTIVE:</b>    To compare the results of two therapeutic regimens: direct observed treatment    (DOTS) and self-administered therapy (SAT).    <br>   <b>POPULATION:</b> In habitants of Ribeir&atilde;o Preto who began tuberculosis    treatment from 1998 to 2000.    <br>   <b>METHOD:</b> Comparative study.    <br>   <b>DATA COLLECTION INTRUMENT:</b> EPI-TB    <br>   <b>RESULTS:</b> Data was analized using Epi-TB database software.    There was a gradual increase in the use of supervised tratment from 1998 to    2000 (1998: (19%), 1999: (29,7%), 2000: (41,2%)). Only 214 (28,8%) patients    were treated using DOTS. Default rate was reduced from 15% to 9,8%, 8,6% and    3,5% in 1998, 1999 and 2000, respectively. Cure rates in patients submitted    to DOTS showed an increase: 1998 - (89,3%), 1999 - (76,3%), 2000 - (82,9%) as    compared to those under SAT: 1998 - (60,3%); 1999 - (61,7%); 2000 - (64,1%),    thus evidencing DOT with the improvement of tuberculosis epidemiological indicators    and possibility of team organization.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Key words:</b>    Tuberculosis. Directly Observed Therapy. Treatment.</font></p> <hr size="1">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O Brasil &eacute; o d&eacute;cimo pa&iacute;s no mundo em n&uacute;mero    de casos novos de tuberculose, com notifica&ccedil;&atilde;o em torno de 90.000    doentes/ano. No entanto, a estimativa do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de &eacute;    de que, anualmente, o n&uacute;mero real de casos novos alcance 130.000, com    30% desses sem tratamento e ocorram 10.000 &oacute;bitos</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A incid&ecirc;ncia    da doen&ccedil;a no pa&iacute;s, em 1999, foi de 48/100.000 habitantes - 78.628    casos notificados, de um total estimado de 124.000. Atualmente, 72% dos casos    notificados s&atilde;o curados e 12,2% em m&eacute;dia, abandonam o tratamento,    sendo que, em alguns Estados o abandono chega a 30%. &quot;O &iacute;ndice de    cura atinge, no Brasil, 75% dos casos tratados, mas poderia chegar a 95% se    n&atilde;o fossem as defici&ecirc;ncias do sistema de assist&ecirc;ncia e controle    da doen&ccedil;a. Parte das mortes &eacute; inevit&aacute;vel, devido &agrave;    associa&ccedil;&atilde;o com outras doen&ccedil;as, &agrave; emerg&ecirc;ncia    de bacilos resistentes a multidrogas e &agrave; fragilidade org&acirc;nica de    parcela dos afetados&quot;<sup><i>(1)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Frente ao grave cen&aacute;rio mundial da tuberculose - cerca    de tr&ecirc;s milh&otilde;es de mortes, de oito milh&otilde;es de casos novos    anuais e de um ter&ccedil;o da popula&ccedil;&atilde;o mundial infectada, al&eacute;m    da epidemia de aids e da multirresist&ecirc;ncia &agrave;s drogas - no ano de    1993, a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS), declarou a    tuberculose uma emerg&ecirc;ncia mundial, recomendou estrat&eacute;gias globais    para seu controle<sup><i>(2)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O tratamento diretamente    supervisionado - DOTS - se manifesta como uma solu&ccedil;&atilde;o inovadora    por ser capaz de modificar o cen&aacute;rio epidemiol&oacute;gico da tuberculose    no mundo. Definida pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de como    &quot;a mais efetiva estrat&eacute;gia dispon&iacute;vel para o controle da    tuberculose na atualidade&quot;, est&aacute; formada por cinco componentes,    a saber: 1) compromisso governamental nas atividades b&aacute;sicas de controle    da tuberculose; 2) detec&ccedil;&atilde;o de caso por baciloscopia em todo paciente    sintom&aacute;tico respirat&oacute;rio que espontaneamente procure o servi&ccedil;o    de sa&uacute;de; 3) esquemas de tratamento padronizados de seis a oito meses    para, pelo menos, todo caso bacil&iacute;fero, com tratamento diretamente supervisionado    durante no m&iacute;nimo os dois meses iniciais; 4) suprimento regular e ininterrupto    dos medicamentos padronizados; 5) um sistema de registro e notifica&ccedil;&atilde;o    de casos que permitam o acompanhamento din&acirc;mico dos resultados de tratamento    de cada paciente e do PCT com um todo<sup><i>(3)</i></sup>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A pr&aacute;tica    do tratamento supervisionado no munic&iacute;pio de Ribeir&atilde;o Preto</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No ano de 1995,    Ribeir&atilde;o Preto foi inclu&iacute;do entre os munic&iacute;pios priorit&aacute;rios    para o combate &agrave; tuberculose, no Estado S&atilde;o Paulo. No que concerne    aos crit&eacute;rios estabelecidos para a prioriza&ccedil;&atilde;o dos munic&iacute;pios,    naquele per&iacute;odo Ribeir&atilde;o Preto apresentava: popula&ccedil;&atilde;o    acima de 50 mil habitantes; nos &uacute;ltimos cinco anos, observa-se um aumento    no n&uacute;mero absoluto de casos de tuberculose - de 212 em 1991 para 267    em 1995 - e o coeficiente m&eacute;dio de incid&ecirc;ncia era de 56/100.000hab.    (<a href="#tab1">Tabela 1</a>); taxa m&eacute;dia de abandono de 16% e de cura    de 50%; nos &uacute;ltimos dois anos, taxa m&eacute;dia de co-infec&ccedil;&atilde;o    TB/ HIV de 29%<sup><i>(4)</i></sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v10n1/1a07t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Durante o per&iacute;odo    compreendido entre 1993 e 1996, o resultado do tratamento apresentava taxa m&eacute;dia    de cura de 48,7% e, de &oacute;bito, de 20% (<a href="#tab2">Tabela 2</a>)<sup><i>(4)</i></sup>.</font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v10n1/1a07t2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 1998, iniciou-se a implanta&ccedil;&atilde;o do tratamento    supervisionado, o que foi feito em etapas<sup><i>(5)</i></sup>. Na implanta&ccedil;&atilde;o da    proposta, algumas provid&ecirc;ncias foram necess&aacute;rias tais como: aquisi&ccedil;&atilde;o    de viatura para o Programa, designa&ccedil;&atilde;o de um motorista, aquisi&ccedil;&atilde;o    de vale transporte para os pacientes e familiares, parceria junto &agrave; Secret&aacute;ria    do Bem Estar Social para a distribui&ccedil;&atilde;o de cestas b&aacute;sicas    e aquisi&ccedil;&atilde;o de leite integral<sup><i>(4)</i></sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A estrat&eacute;gia    DOTS em foco</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A estrat&eacute;gia DOTS tem sido implementada com sucesso    em situa&ccedil;&otilde;es distintas, demonstrando, no geral resultados positivos    em termos de cumprimento da quimioterapia e redu&ccedil;&atilde;o de resist&ecirc;ncia.    Faz parte de um esfor&ccedil;o conjunto para aprimorar a assist&ecirc;ncia e    o controle da tuberculose e a organiza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os<sup><i>(4,5,6,7,8,9,10,11)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Estudo realizado em duas unidades, na cidade de S&atilde;o    Paulo e munic&iacute;pio de Duque de Caxias (RJ) para determinar a efetividade    de um esquema de curta dura&ccedil;&atilde;o intermitente e parcialmente supervisionado    em compara&ccedil;&atilde;o com um esquema intermitente auto-administrado e    com regime di&aacute;rio padronizado para tratar tuberculose pulmonar bacil&iacute;fera    no Brasil, mostra uma alta efic&aacute;cia do regime de curta dura&ccedil;&atilde;o    (RHZ) para tuberculose (99.1%) e uma efetividade para cura semelhante entre    os regimes di&aacute;rio e os intermitentes, administrados duas vezes por semana.    A autora n&atilde;o comprova as hip&oacute;teses testadas de que um esquema    supervisionado de tratamento implicaria em melhores resultados numa situa&ccedil;&atilde;o    de rotina de assist&ecirc;ncia &agrave; tuberculose urbana no Brasil<sup><i>(9)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Outro estudo realizado    no munic&iacute;pio de Bauru-SP, mostrou que o abandono no grupo de doentes    sob tratamento auto-administrado (TA), foi significativamente maior do que no    grupo sob tratamento supervisionado (TS), apesar de os primeiros doentes em    TS serem justamente aqueles com maior dificuldade de ades&atilde;o. Mais de    um ter&ccedil;o dos doentes entrevistados interrompeu a medica&ccedil;&atilde;o    por alguns dias, durante o tratamento, mesmo estando parte deles, em TS<sup><i>(10)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Ainda outro estudo    realizado em Tabo&atilde;o da Serra&#8211;SP, concluiu que a utiliza&ccedil;&atilde;o    do tratamento da tuberculose de forma supervisionada e a introdu&ccedil;&atilde;o    de cestas b&aacute;sicas, lanches e vale transporte como incentivo, culminaram    com a melhora dos resultados obtidos no controle da doen&ccedil;a naquele munic&iacute;pio<sup><i>(11)</i></sup>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A experi&ecirc;ncia    da estrat&eacute;gia DOT em alguns pa&iacute;ses</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Estudos preliminares da OMS sugerem que o n&uacute;mero de    casos de tuberculose pode reduzir &agrave; medida que DOT se expandir. Pa&iacute;ses    como: Rep&uacute;blica Unida da Tanz&acirc;nia, Estados Unidos, China, Peru,    Bangladesh, Nepal, adotaram a estrat&eacute;gia DOTS.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Um projeto institu&iacute;do em &aacute;reas piloto da Tanz&acirc;nia,    evidenciou um aumento da taxa de cura que, de 43%, para 80%<sup><i>(12)</i></sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Na cidade de Nova York, nos EUA, a DOTS foi implantada atingindo    cerca de 40% dos pacientes. O n&uacute;mero de abandonos de tratamento caiu    de mais de 540 em 1991, para 44 em 1993. A queda na incid&ecirc;ncia de casos    caiu 15% entre1992 e 1993<sup><i>(12)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A expans&atilde;o do DOTS em Nova York, teve um efeito em curto    espa&ccedil;o de tempo. De 1992 para 1995 houve diminui&ccedil;&atilde;o de    34% no n&uacute;mero de casos, o que representa quase 2/3 entre os nascidos    nos EUA. Quanto &agrave; multirresist&ecirc;ncia &agrave;s drogas, observou-se    uma queda de mais de 75%. O sucesso do DOTS na cidade de Nova York foi reconhecido    pela WHO em 1995<sup><i>(13)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em 1990, na China, foram identificados dois problemas: defici&ecirc;ncia    na supervis&atilde;o do tratamento e dificuldade dos pacientes em arcar com    custos dos medicamentos prescritos. No final de 1991, com a implanta&ccedil;&atilde;o    do DOTS, o novo programa j&aacute; abrangia 2 milh&otilde;es de pessoas, com    taxas de cura em torno de 94%. Em 1993, 91% dos doentes que iniciaram o tratamento    tiveram alta por cura<sup><i>(12)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No Peru, o DOTS, foi adotado em 1991, per&iacute;odo em que    se observava que apenas 50% dos casos detectados completavam o tratamento com    sucesso. Os resultados mostraram que a taxa de cura, em 1996, foi acima de 90%,    nacionalmente, observando-se, ainda, que as taxas de preval&ecirc;ncia e incid&ecirc;ncia    t&ecirc;m declinado<sup><i>(14)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Hoje, regi&otilde;es em Bangladesh est&atilde;o alcan&ccedil;ando    taxas de cura de 85% nas &aacute;reas rurais com pouca infraestrutura, oferecendo    o tratamento diretamente observado atrav&eacute;s das mulheres das vilas<sup><i>(12)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Outra experi&ecirc;ncia refere-se &agrave; implanta&ccedil;&atilde;o    do tratamento intermitente de curto prazo diretamente observado, no Vale de    Kathmandu, em Nepal<sup><i>(15)</i></sup>. Esta regi&atilde;o apresentava taxas de cura de apenas    30% a 40%. Iniciou-se um programa piloto com terapia supervisionada, adotando-se    esquema usado por alguns pa&iacute;ses onde s&atilde;o oferecidos em doses maiores,    por&eacute;m tr&ecirc;s vezes por semana. De janeiro de 1990 a dezembro de 1993    foram inscritos no programa 771 pacientes com TB pulmonar, dos quais, 84% foram    curados ou completaram o tratamento<sup><i>(15)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nestes pa&iacute;ses &eacute; poss&iacute;vel observar que a    ado&ccedil;&atilde;o da estrat&eacute;gia DOTS tem interferido positivamente    nos indicadores epidemiol&oacute;gicos. Observa-se, em todos os casos, aumento    das taxas de cura e diminui&ccedil;&atilde;o nas taxas de abandono. Pa&iacute;ses    que apresentavam taxa de cura abaixo de 50%, est&atilde;o alcan&ccedil;ando    resultados que se situam entre 80% a 95%.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Al&eacute;m de modificar o perfil epidemiol&oacute;gico da    tuberculose, o emprego da estrat&eacute;gia DOTS apresenta outras vantagens.    Sua efici&ecirc;ncia sem hospitaliza&ccedil;&atilde;o, torna o tratamento dispon&iacute;vel    e de baixo custo<sup><i>(16)</i></sup>. Al&eacute;m disso, diminui o risco do abandono e, conseq&uuml;entemente,    o desenvolvimento de resist&ecirc;ncia &agrave;s drogas convencionais, evitando    o uso oneroso de outras drogas, de efic&aacute;cia question&aacute;vel.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os crit&eacute;rios para inclus&atilde;o no tratamento supervisionado    variam mediante an&aacute;lise da situa&ccedil;&atilde;o particular de cada    pa&iacute;s, regi&atilde;o ou localidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Diante do exposto, observa-se que a maioria dos trabalhos apresentados    relaciona a estrat&eacute;gia do tratamento supervisionado &agrave; melhoria    dos indicadores epidemiol&oacute;gicos da tuberculose.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Material    e m&eacute;todo</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O objetivo deste estudo &eacute; analisar o resultado de tratamento    dos pacientes inscritos no PCT de Ribeir&atilde;o Preto, nos anos de 1998, 1999    e 2000, comparando o grupo que foi submetido ao tratamento supervisionado com    o grupo que n&atilde;o recebeu esta forma de interven&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Trata-se de um estudo retrospectivo, e foi desenvolvido a partir    das informa&ccedil;&otilde;es colhidas do banco de dados EPI-TB, centralizado    na Divis&atilde;o de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica da Secretaria Municipal    de Sa&uacute;de de Ribeir&atilde;o Preto. Este banco de dados &eacute; um programa    de computador compat&iacute;vel com o EPInfo criado pela equipe da Divis&atilde;o    de Tuberculose do Estado de S&atilde;o Paulo para ser utilizado pelos munic&iacute;pios.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Conforme rotina de trabalho, as fichas de notifica&ccedil;&atilde;o    s&atilde;o preenchidas pelos profissionais dos ambulat&oacute;rios que tratam    tuberculose e posteriormente enviadas para a Divis&atilde;o de Vigil&acirc;ncia    para avalia&ccedil;&atilde;o e digita&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A popula&ccedil;&atilde;o do estudo constituiu-se na totalidade    dos pacientes residentes em Ribeir&atilde;o Preto que iniciaram tratamento de    tuberculose no per&iacute;odo de janeiro de 1998 a dezembro de 2000. O tratamento    dos dados foi efetuado mediante an&aacute;lise da conclus&atilde;o de tratamento    de todos os pacientes inseridos no per&iacute;odo do estudo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Durante o per&iacute;odo de estudo, compreendido entre os anos    de 1998 a 2000, iniciaram tratamento de tuberculose um total de 743 pacientes,    sendo 288 em 1998, 256 em 1999 e 199 em 2000.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Entre 1998 e 2000 procurou-se expandir a oferta do TS, que    foi gradativamente incorporado na rotina das seis unidades que realizam esse    tipo de tratamento.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O <a href="#gra1">Gr&aacute;fico    1</a> demonstra que em 1998, 19,2% dos pacientes inseridos no Programa foram    submetidos &agrave; supervis&atilde;o terap&ecirc;utica. J&aacute; no ano de    2001, metade dos pacientes j&aacute; receberam esta forma de interven&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><a name="gra1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v10n1/1a07g1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De maneira geral    &eacute; poss&iacute;vel observar um aumento nas taxas de cura e redu&ccedil;&atilde;o    no abandono ap&oacute;s a introdu&ccedil;&atilde;o da supervis&atilde;o terap&ecirc;utica    conforme demonstrado no <a href="#gra2">Gr&aacute;fico 2</a>.</font></p>     <p><a name="gra2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v10n1/1a07g2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 1998, 56 pacientes    (19,4% casos) foram submetidos ao TS e 232 (80,6% casos) receberam tratamento    auto-administrado. Como se observa no <a href="#gra3">Gr&aacute;fico 3</a>,    os pacientes submetidos ao TS apresentaram maior efetividade, com 89,3% de cura,    gerando tamb&eacute;m um menor n&uacute;mero de abandonos em rela&ccedil;&atilde;o    ao tratamento auto-administrado.</font></p>     <p><a name="gra3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v10n1/1a07g3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No ano de 1999,    <a href="#gra4">Gr&aacute;fico 4</a>, houve aumento na oferta da terapia supervisionada,    compreendendo 76 pacientes (29,7%), de um total de 256. Neste ano foi introduzida    a terapia supervisionada para pacientes com coinfec&ccedil;&atilde;o TB/HIV,    seguidos no ambulat&oacute;rio do Hospital das Cl&iacute;nicas, o que pode ter    influenciado no aumento da taxa de &oacute;bito e na redu&ccedil;&atilde;o da    taxa de cura que, de 89,3% em 1998, passou para 76,3%. N&atilde;o obstante,    a taxa de cura do grupo supervisionado foi superior ao do auto-administrado.</font></p>     <p><a name="gra4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v10n1/1a07g4.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 2000 foram supervisionados    82 pacientes, o que representou 41,2% do total de casos inscritos no Programa.    Neste ano a taxa de cura voltou a crescer - de 76,3% em 1999 para 82,9% em 2000    e, novamente, registrou-se diferen&ccedil;a significativa entre o grupo TS e    o auto-administrado (<a href="#gra5">Gr&aacute;fico 5</a>).</font></p>     <p><a name="gra5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v10n1/1a07g5.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quanto ao abandono,    observa-se uma redu&ccedil;&atilde;o das taxas nos tr&ecirc;s anos do estudo,    em ambos grupos - TS e auto-administrado, o que poderia dar-se por influ&ecirc;ncia    do TS.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Esta constata&ccedil;&atilde;o    sugere que a implanta&ccedil;&atilde;o da estrat&eacute;gia nos servi&ccedil;os    implicou no desencadeamento de novas formas de organiza&ccedil;&atilde;o e redirecionamento    do trabalho, redefinindo fun&ccedil;&otilde;es, responsabilidades, compet&ecirc;ncias    e estrat&eacute;gias de a&ccedil;&atilde;o, atendendo &agrave;s especificidades    locais, seja em realoca&ccedil;&atilde;o dos recursos humanos, utiliza&ccedil;&atilde;o    de recursos materiais e redistribui&ccedil;&atilde;o de atividades. Assim, &eacute;    importante destacar que todos esses fatores contribu&iacute;ram para a melhoria    do trabalho e conseq&uuml;entemente interferiram no resultado de tratamento    dos pacientes de tuberculose. &quot;<i>A introdu&ccedil;&atilde;o de medidas de    controle, tais como, visitas domiciliares para os casos novos, fornecimento    de cestas b&aacute;sicas e vale transporte para pacientes em tratamento, revelam-se    tamb&eacute;m como capazes de interferir positivamente na ades&atilde;o do paciente    ao tratamento</i>&quot;<sup><i>(4)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Torna-se evidente    que a estrat&eacute;gia de tratamento supervisionado caracteriza-se como capaz    de ampliar as taxas de cura ao tratamento de tuberculose, configurando-se tamb&eacute;m    como uma possibilidade de desencadear mudan&ccedil;as na organiza&ccedil;&atilde;o    do servi&ccedil;o . O &quot;<i>comparecimento di&aacute;rio do profissional ao    domic&iacute;lio do paciente, permite conhecer a realidade de vida do paciente,    modificando as rela&ccedil;&otilde;es e atitudes. Este conv&iacute;vio freq&uuml;ente    pressup&otilde;e o estabelecimento de v&iacute;nculo, amplia o compromisso do    profissional para com o paciente, promove mudan&ccedil;as na qualidade da aten&ccedil;&atilde;o,    maior ades&atilde;o ao tratamento</i>&quot;<sup><i>(4)</i></sup>, modificando conseq&uuml;entemente    o perfil epidemiol&oacute;gico da tuberculose.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias    bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 1. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de Pol&iacute;ticas    P&uacute;blicas. Departamento de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica. Coordena&ccedil;&atilde;o    Nacional de Pneumologia Sanit&aacute;ria. Plano de controle da tuberculose no    Brasil no per&iacute;odo de 2001-2005. Bras&iacute;lia: MS; 2000.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 2. Teixeira G. DOTS: a retomada de uma estrat&eacute;gia. Rio    de Janeiro: 1998. 5p. (mimeografado).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 3. World Health Organization. What is DOTS?. A guide to understanding    the WHO-recommended TB control strategy known as DOTS. Washington: 1999. 30p.    (S&eacute;rie WHO/CDS/ CPC/TB/99.270).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 4. Muniz JN. O tratamento supervisionado no controle da tuberculose    em Ribeir&atilde;o Preto sob a percep&ccedil;&atilde;o da equipe de sa&uacute;de.    &#91;disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado&#93;. Ribeir&atilde;o Preto: Escola de Enfermagem    de Ribeir&atilde;o Preto, USP; 1999.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 5. Muniz JN, Monroe    AA, Hino P, Villa TCS. Construindo e organizando a pr&aacute;tica do tratamento    supervisionado no controle da tuberculose na Secretaria Municipal de Sa&uacute;de    em Ribeir&atilde;o Preto: novo modo de agir em sa&uacute;de; espa&ccedil;o para    a sa&uacute;de. Londrina: julho 2001. (<a href="http://www.ccs.br/espacoparasaude/vn/artigos">http://www.ccs.br/espacoparasaude/vn/artigos</a>).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Muniz JN, Villa TCS. Tratamento supervisionado no controle    da tuberculose em Ribeir&atilde;o Preto: novo modo de agir em sa&uacute;de.    Bol Pneumol Sanit 1999; 7(1): 33-42.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Hurting AK, Porter JDH, Ogden JA. Tuberculosis control and    directly observed therapy from the public health/human rights perspective. Int    J tuberc Lung Dis 1999; 3(7): 553-60.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 8. Small PM. Tuberculosis in the 21<sup>st</sup> century: DOTS and SPOST.    Plenary lecture given at the 29<sup>th</sup> Word Conference of the International Union    Against Tuberculosis and Lung Disease, Bangkok, Thailand, 23-26 November 1998.    Directly Observed therapy. Int J Tuberc Lung Dis 1999; 3(11): 949-55.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Dalcolmo M. Regime de curta dura&ccedil;&atilde;o, intermitente    e parcialmente supervisionado, como estrat&eacute;gia de redu&ccedil;&atilde;o    do abandono no tratamento da tuberculose no Brasil. &#91;tese de Doutorado&#93;. S&atilde;o    Paulo: Escola Paulista de Medicina; 2000.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 10. Reigota RM. Avalia&ccedil;&atilde;o do controle da tuberculose    pulmonar no munic&iacute;pio de Bauru - SP- implanta&ccedil;&atilde;o do tratamento    supervisionado 1999/2000. &#91;disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado&#93; S&atilde;o    Paulo,Bauru: Faculdade de Medicina de Botucatu, Universidade Estadual Paulista;    2001.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 11.Pinho JL, Nogueira    PA. Tratamento supervisionado em Tabo&atilde;o da Serra. Bol Pneumol Sanit 2001;    9(1): 13-18.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 12. Secretaria Estadual da Sa&uacute;de. CVE/Divis&atilde;o    de Tuberculose. Tratamento supervisionado de tuberculose. S&atilde;o Paulo:    1997. (mimeografado).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 13. Fugiwara PI, Larkin C, Frieden TR. Directly observed therapy    in New York City: history, implementation, results, and challenges. Clin Chest    Med 1997 March; 18(1): 135-48.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 14. Suarez GP. Uma brecha no Peru. In: Kochi A. Is DOTS the    health breakthrough of the 1990s? v. 18. Geneve: 1997. p. 235-36.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 15. Neher A, Breyer G, Shrestha B, Feldmann K. Directly observed    intermittent short-course chemotherapy in the Kathamandu Valley. Germany: 1996.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 16. Sbarbaro JA. Directly observed therapy: Who is responsible?    Clin Chest Med 1997 March; 18(1): 131-33.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Recebido em    01/03/2002. Aprovado em 18/06/2002.</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Ministério da Saúde^dSecretaria de Políticas Públicas. Departamento de Atenção Básica. Coordenação Nacional de Pneumologia Sanitária</collab>
<source><![CDATA[Plano de controle da tuberculose no Brasil no período de 2001-2005]]></source>
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<collab>World Health Organization</collab>
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