<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0103-460X</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Boletim de Pneumologia Sanitária]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Bol. Pneumol. Sanit.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0103-460X</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Centro de Referência Prof. Hélio Fraga , Secretaria de Vigilância emSaúde, Ministério da Saúde]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0103-460X2002000100008</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Tendência da morbi-mortalidade por tuberculose no Distrito Federal - Brasil]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kusano]]></surname>
<given-names><![CDATA[Maria do Socorro Evangelista]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sousa]]></surname>
<given-names><![CDATA[Silvia Teresa Reis]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Assis]]></surname>
<given-names><![CDATA[Maria Cândida Mota de]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A03"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,UnB FS Faculdade de Ciências da Saúde]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Chefe do Programa de Tuberculose do Distrito Federa Médica, Pneumologista ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A03">
<institution><![CDATA[,Coordenadora de Enfermagem do Programa de Controle de Tuberculose do Distrito Federal Enfermeira ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2002</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2002</year>
</pub-date>
<volume>10</volume>
<numero>1</numero>
<fpage>55</fpage>
<lpage>60</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-460X2002000100008&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0103-460X2002000100008&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0103-460X2002000100008&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Frente a emergência mundial da tuberculose, em função da deficiência dos programas de controle, do incremento da AIDS e surgimento de bacilos resistentes às drogas, assim como das dificuldades sócio-econômicas produzidas pelas crises internacionais, torna-se necessário avaliar o comportamento da tuberculose na população para adequar a política atual de controle. Este trabalho teve por objetivo analisar a tendência da morbi-mortalidade por tuberculose na população do Distrito Federal (Brasil), considerando as variáveis: sexo, grupo etário e formas clínicas da doença, entre 1978 e 1997. Trata-se de um estudo descritivo, realizado por meio de uma série histórica de casos de tuberculose, baseada em notificação compulsória. Foram estudados 13.055 doentes inscritos no Programa de Controle de Tuberculose (PCT-DF) e no Sub-Sistema de Mortalidade da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, entre janeiro e março de 1998. Utilizou-se o coeficiente de correlação de ordens ou postos (Spearman) para avaliação da tendência da doença e o teste de Student. Os indicadores de morbi-mortalidade do Distrito Federal apresentam taxas elevadas quando comparadas às regiões desenvolvidas. A incidência de tuberculose nesses 20 anos tem decrescido significativamente (r=0,78; p<0,05), assim como a mortalidade (r=0,89; p<0,05). Observou-se também uma tendência significativa para acometer pessoas nas faixas de idade mais elevadas, predominando o sexo masculino. Os resultados obtidos mostram que a tuberculose no Distrito Federal é um problema de gravidade leve a moderada. Contudo, há uma tendência de queda nos dados de morbi-mortalidade, sendo necessário associar outros indicadores epidemiológicos, para verificar se esta redução está relacionada a problemas operacionais, melhoria epidemiológica ou ambos os fatores]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[With the world exacerbation of tuberculosis due to deficiencies in the health controlling programs, to the increase of incidence of AIDS and to concomitant appearance of drug resistance bacili, as well as to the socioeconomic difficulties produced by international crisis, to evaluation of the behavior of tuberculosis in the population with the purpose of improving the actual controlling measures became mandatory. In this paper, through a descriptive study of tuberculosis cases, based on compulsory notification, the authors analyse the morbidity and mortality due to tuberculosis in the Federal District (Brazil), between 1978 and 1997, taking into consideration sex, age, and the clinical manifestation of the disease. Thirteen thousand and fifty five tuberculose patients enrolled in the Tuberculosis Program (PCT-DF) were studied between January and March 1998, were studied. The correlation coefficient of ordens or places (Spearman) and the Student test to evaluate the tendency of the disease was employed . The indicators of morbidity and mortality of the Federal District present high levels when compared to the developed regions. The incidence of tuberculosis in these 20 years has significativelly decreased (r=0,78; p<0,05) as well as its mortality (r=0,89; p<0,05). It was observed a higher incidence of the disease in older male patients. The results obtained show that tuberculosis in the Federal District is considered a light to moderate problem. However, there is a tendency of fall in the morbidity and mortality epidemiologic indicators, and it is necessary to associate other variables to observe if this reduction is related to factors such as operacional problems or epidemiologic improviment or both]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Epidemiologia]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[tuberculose]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[morbi-mortalidade]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[tendência]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Epidemiology]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[tuberculosis]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[morbidity and mortality]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[tendency]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><a name="topo"></a><b><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    Tend&ecirc;ncia da morbi-mortalidade por tuberculose no Distrito Federal - Brasil<sup><a href="#nota">*</a></sup></font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Maria do Socorro    Evangelista Kusano<sup>I<a href="#nota"></a></sup>; Silvia Teresa Reis Sousa<sup>II<a href="#nota">**</a></sup>;    Maria C&acirc;ndida Mota de Assis<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Enfermeira,    Profa. Adjunto da Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de- Departamento    de Enfermagem/FS/UnB    <br>   <sup>II</sup>Médica, Pneumologista, Chefe do Programa de Tuberculose do Distrito Federal <span lang=PT-BR style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language:PT-BR'>E-mail: </span><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'><a href="mailto:socorrok@unb.br"><span lang=PT-BR style='mso-ansi-language:PT-BR'>socorrok@unb.br</span></a></span>    <br>   <sup>III</sup>Enfermeira, Coordenadora de Enfermagem do Programa de Controle    de Tuberculose do Distrito Federal</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Frente a emerg&ecirc;ncia    mundial da tuberculose, em fun&ccedil;&atilde;o da defici&ecirc;ncia dos programas    de controle, do incremento da AIDS e surgimento de bacilos resistentes &agrave;s    drogas, assim como das dificuldades s&oacute;cio-econ&ocirc;micas produzidas    pelas crises internacionais, torna-se necess&aacute;rio avaliar o comportamento    da tuberculose na popula&ccedil;&atilde;o para adequar a pol&iacute;tica atual    de controle.    <br>   Este trabalho teve por objetivo analisar a tend&ecirc;ncia da morbi-mortalidade por tuberculose    na popula&ccedil;&atilde;o do Distrito Federal (Brasil), considerando as vari&aacute;veis:    sexo, grupo et&aacute;rio e formas cl&iacute;nicas da doen&ccedil;a, entre 1978    e 1997. Trata-se de um estudo descritivo, realizado por meio de uma s&eacute;rie    hist&oacute;rica de casos de tuberculose, baseada em notifica&ccedil;&atilde;o    compuls&oacute;ria. Foram estudados 13.055 doentes inscritos no Programa de    Controle de Tuberculose (PCT-DF) e no Sub-Sistema de Mortalidade da Secretaria    de Sa&uacute;de do Distrito Federal, entre janeiro e mar&ccedil;o de 1998. Utilizou-se    o coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de ordens ou postos (Spearman) para    avalia&ccedil;&atilde;o da tend&ecirc;ncia da doen&ccedil;a e o teste de Student.    <br>   Os indicadores de morbi-mortalidade do Distrito Federal apresentam taxas elevadas quando comparadas    &agrave;s regi&otilde;es desenvolvidas. A incid&ecirc;ncia de tuberculose nesses    20 anos tem decrescido significativamente (r=0,78; p&lt;0,05), assim como a    mortalidade (r=0,89; p&lt;0,05). Observou-se tamb&eacute;m uma tend&ecirc;ncia    significativa para acometer pessoas nas faixas de idade mais elevadas, predominando    o sexo masculino.    <br>   Os resultados obtidos mostram que a tuberculose no Distrito Federal &eacute; um problema de    gravidade leve a moderada. Contudo, h&aacute; uma tend&ecirc;ncia de queda nos    dados de morbi-mortalidade, sendo necess&aacute;rio associar outros indicadores    epidemiol&oacute;gicos, para verificar se esta redu&ccedil;&atilde;o est&aacute;    relacionada a problemas operacionais, melhoria epidemiol&oacute;gica ou ambos    os fatores.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b>    Epidemiologia, tuberculose, morbi-mortalidade, tend&ecirc;ncia.</font></p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">With the world    exacerbation of tuberculosis due to deficiencies in the health controlling programs,    to the increase of incidence of AIDS and to concomitant appearance of drug resistance    bacili, as well as to the socioeconomic difficulties produced by international    crisis, to evaluation of the behavior of tuberculosis in the population with    the purpose of improving the actual controlling measures became mandatory.    <br>   In this paper, through a descriptive study of tuberculosis cases, based on compulsory    notification, the authors analyse the morbidity and mortality due to tuberculosis    in the Federal District (Brazil), between 1978 and 1997, taking into consideration    sex, age, and the clinical manifestation of the disease.    <br>   Thirteen thousand and fifty five tuberculose patients enrolled in the Tuberculosis Program    (PCT-DF) were studied between January and March 1998, were studied. The correlation    coefficient of ordens or places (Spearman) and the Student test to evaluate    the tendency of the disease was employed .    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   The indicators of morbidity and mortality of the Federal District present high levels when    compared to the developed regions. The incidence of tuberculosis in these 20    years has significativelly decreased (r=0,78; p&lt;0,05) as well as its mortality    (r=0,89; p&lt;0,05). It was observed a higher incidence of the disease in older    male patients.    <br>   The results obtained show that tuberculosis in the Federal District is considered a light to moderate    problem. However, there is a tendency of fall in the morbidity and mortality    epidemiologic indicators, and it is necessary to associate other variables to    observe if this reduction is related to factors such as operacional problems    or epidemiologic improviment or both.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Key words:</b> Epidemiology,    tuberculosis, morbidity and mortality, tendency.</font></p> <hr size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A tuberculose    mant&eacute;m-se como um importante problema de sa&uacute;de p&uacute;blica,    sendo respons&aacute;vel pela elevada morbi-mortalidade, dentre as doen&ccedil;as    causadas por um &uacute;nico agente infeccioso. Nas regi&otilde;es industrializadas,    a problem&aacute;tica reduziu-se com a melhoria s&oacute;cio-econ&ocirc;mica,    vislumbrando-se at&eacute; sua elimina&ccedil;&atilde;o a partir do p&oacute;s-guerra<sup><i>(1)</i></sup>.    Recentemente, nestas regi&otilde;es, a doen&ccedil;a recrudesce em grupos espec&iacute;ficos    de risco e exclu&iacute;dos sociais<sup><i>(2,3,4)</i></sup> .</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Noventa e cinco    porcento dos casos notificados e 98% dos &oacute;bitos ocorridos no mundo por    tuberculose s&atilde;o provenientes de &aacute;reas em desenvolvimento. Al&eacute;m    da endemia est&aacute; difundida na popula&ccedil;&atilde;o geral, existe um    predom&iacute;nio no grupo de adultos-jovens, o que termina por afetar a economia    destes pa&iacute;ses, constituindo-se um problema m&eacute;dico-social permanente<sup><i>(5,6)</i></sup>.    A partir da d&eacute;cada de 80, em fun&ccedil;&atilde;o do baixo rendimento    e defici&ecirc;ncia no controle da doen&ccedil;a, al&eacute;m das dificuldades    no acesso aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, bem como os obst&aacute;culos    produzidos pelas crises econ&ocirc;micas internacionais, a situa&ccedil;&atilde;o    global da tuberculose agravou-se com o surgimento da AIDS e de bacilos resistentes    &agrave;s drogas<sup><i>(7)</i></sup>. Este cen&aacute;rio, levou a OMS, em    1993, a declarar a tuberculose como uma &quot;emerg&ecirc;ncia mundial&quot;    e vem intensificando esfor&ccedil;os junto aos pa&iacute;ses e &agrave; sociedade    para elimina&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No Brasil, &agrave;    semelhan&ccedil;a do que ocorreu nos demais pa&iacute;ses das Am&eacute;ricas,    o programa nacional elaborou sucessivos planos de combate &agrave; tuberculose    objetivando a redu&ccedil;&atilde;o do problema. No entanto, observa-se, ainda,    no pa&iacute;s, uma notifica&ccedil;&atilde;o de quase 90.000 casos novos da    enfermidade por ano, e estima-se uma subnotifica&ccedil;&atilde;o em torno de    30%, o que pode gerar um agravamento da doen&ccedil;a no futuro<sup><i>(8)</i></sup>. Tamb&eacute;m    &eacute; conhecido que a doen&ccedil;a n&atilde;o se distribui homogeneamente    no Brasil, cabendo aos Estados e particularmente ao Distrito Federal, avaliar    a magnitude da enfermidade e sua tend&ecirc;ncia, para redimensionar as estrat&eacute;gias    do programa local.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Sendo assim, para    analisar o programa de controle de tuberculose no Distrito Federal, utilizamos    uma s&eacute;rie hist&oacute;rica dos indicadores epidemiol&oacute;gicos de    morbidade e mortalidade, baseada em notifica&ccedil;&otilde;es compuls&oacute;rias.    Para STYBLO<sup><i>(9)</i></sup>, as informa&ccedil;&otilde;es provenientes    dos coeficientes de incid&ecirc;ncia s&atilde;o limitadas, em fun&ccedil;&atilde;o    de fatores, tais como: qualidade e extens&atilde;o das atividades de busca de    casos, exames bacteriol&oacute;gicos, defini&ccedil;&atilde;o de &quot;caso    novo&quot;, assim como daqueles doentes &quot;n&atilde;o notificados&quot; por    causa de erro ou cura espont&acirc;nea.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Este artigo apresenta    um estudo da tend&ecirc;ncia dos casos novos e dos &oacute;bitos por tuberculose,    a partir das vari&aacute;veis: sexo, grupo et&aacute;rio e formas cl&iacute;nicas    (&quot;todas as formas&quot; e bacil&iacute;fera) da doen&ccedil;a no Distrito    Federal, no per&iacute;odo de 1978 a 1997. Entende-se como tuberculose &quot;todas    as formas&quot; os casos pulmonares com ou sem confirma&ccedil;&atilde;o bacteriol&oacute;gica,    al&eacute;m dos extrapulmonares e, como bacil&iacute;feros, as pessoas com exame    direto e/ou cultura positiva para o <i>Mycobacterium tuberculosis<sup>(10)</sup></i>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Material e m&eacute;todo</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Realizou-se um    estudo descritivo, a partir dos casos novos de tuberculose registrados pelo    Programa de Controle da Tuberculose - Distrito Federal (PCT-DF) e no Sub-Sistema    de Mortalidade da Secretaria de Sa&uacute;de do Distrito Federal, por meio das    fichas de notifica&ccedil;&atilde;o e atestados de &oacute;bito, no per&iacute;odo    de 1978 e 1997. A coleta de dados foi realizada de janeiro a mar&ccedil;o de    1998. Vale ressaltar que no Distrito Federal, a assist&ecirc;ncia m&eacute;dica    &eacute; predominantemente p&uacute;blica. A maioria dos doentes com tuberculose    utiliza o servi&ccedil;o p&uacute;blico de sa&uacute;de, em fun&ccedil;&atilde;o    do esquema espec&iacute;fico ser de uso exclusivo do programa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No estudo foram    inclu&iacute;dos todos os casos novos notificados da doen&ccedil;a, independente    de sexo, idade, cor, local de resid&ecirc;ncia, estado civil, condi&ccedil;&atilde;o    de sa&uacute;de, religi&atilde;o, proced&ecirc;ncia e todas as formas cl&iacute;nicas    de tuberculose com registro nas Unidades de Sa&uacute;de. Consideramos como    &quot;caso&quot; de tuberculose, os indiv&iacute;duos com baciloscopia positiva,    os confirmados pela cultura, bem como aqueles com avalia&ccedil;&otilde;es obtidas    atrav&eacute;s de dados cl&iacute;nicos, epidemiol&oacute;gicos e/ou imagens    sugestivas de tuberculose, al&eacute;m de achados histo-patol&oacute;gicos<sup><i>(11)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Durante o per&iacute;odo    analisado, n&atilde;o houve altera&ccedil;&atilde;o do tratamento, das t&eacute;cnicas    laboratoriais ou da defini&ccedil;&atilde;o de &quot;caso&quot; de tuberculose.    Os pacientes que n&atilde;o permaneceram com o diagn&oacute;stico de tuberculose,    at&eacute; sua sa&iacute;da, ou com dados incompletos, foram exclu&iacute;dos    do estudo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os casos novos    de tuberculose &quot;todas as formas&quot;, os bacil&iacute;feros e os &oacute;bitos,    assim como seus respectivos coeficientes, foram distribu&iacute;dos em quatro    per&iacute;odos de cinco anos, considerando as vari&aacute;veis: sexo, faixa    et&aacute;ria. A seguir, caracterizamos a tend&ecirc;ncia da morbidade e mortalidade    por tuberculose, atrav&eacute;s do coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de    ordens ou postos (Spearman)<sup><i>(12)</i></sup>. Tamb&eacute;m, aplicamos o teste Student e    a regress&atilde;o linear simples.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Utilizamos o programa    Windows 97, EXCEL. Al&eacute;m disso, a an&aacute;lise dos dados foi realizada    com o software EPI-INFO-6 e SPSS 8.0 for Windows. As estimativas populacionais    foram obtidas da Companhia de Desenvolvimento do Planalto Central<sup><i>(13,14)</i></sup>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Resultados</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O Programa de    Controle da Tuberculose no Distrito Federal, durante o per&iacute;odo de 1978    a 1997, identificou 14.674 doentes. Destes, foram analisados 89% (13.055) dos    tuberculosos inscritos. Quase a totalidade das informa&ccedil;&otilde;es &quot;perdidas&quot;    est&aacute; inclu&iacute;da nos dois primeiros per&iacute;odos estudados (1978-87)    e exclu&iacute;das por erro no preenchimento ou omiss&atilde;o de dados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Como pode-se observar,    no Distrito Federal, houve uma tend&ecirc;ncia de queda da tuberculose, tanto    em &quot;todas as formas&quot;, (<a href="#fig1">Gr&aacute;fico1</a>) quanto    na forma bacil&iacute;fera (<a href="#fig2">Gr&aacute;fico 2</a>). No que diz    respeito ao coeficiente de incid&ecirc;ncia destas formas da doen&ccedil;a nos    intervalos 1978-82 e 1993-97, ocorreu um decr&eacute;scimo de 54,6/100.000 hab.    para 39,5/100.000 hab. e, de 29,1/100.000 hab. para 19,0/ 100.000 hab., respectivamente.    Isto representou uma queda de 27,7% para &quot;todas as formas&quot; de tuberculose    e de 34,7% para a forma pulmonar com escarro positivo. Observou-se, ainda, uma    redu&ccedil;&atilde;o expressiva nas faixas de menor idade em rela&ccedil;&atilde;o    aos demais grupos et&aacute;rios, sendo as maiores taxas observadas entre os    homens. As mulheres, nas faixas de 0-4 e 5-9 anos, apresentam tamb&eacute;m    um decl&iacute;nio expressivo, em torno de 66,5% e 63,9%. A rela&ccedil;&atilde;o    entre H/M incrementou-se em 16% para os homens, do primeiro (1,4/1) ao &uacute;ltimo    per&iacute;odo analisado (1,9/1). H&aacute; que se considerar que quase 60%    dos doentes (8.104/13.755) notificados eram homens.</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v10n1/1a08f1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v10n1/1a08f2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A an&aacute;lise    da tend&ecirc;ncia de &quot;todas as formas&quot; da doen&ccedil;a, foi realizada    a partir da seguinte hip&oacute;tese: &quot;a incid&ecirc;ncia de tuberculose    &quot;todas as formas&quot; est&aacute; diminuindo no tempo; ela &eacute; maior    no sexo masculino que no feminino, e tem crescido com a idade&quot;. Como resultado,    observamos uma diferen&ccedil;a estatisticamente significativa, com r=0,78 e    aceitamos a proposi&ccedil;&atilde;o acima testada. Tamb&eacute;m, aplicamos    o teste de correla&ccedil;&atilde;o nula, ou seja, o teste de Student em que,    <i>t</i><sub>n - 2</sub>=8,453, p&lt;0,05; o que indica um coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o    significativamente maior que zero.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Procuramos verificar    tamb&eacute;m, a tend&ecirc;ncia dos casos de tuberculose com baciloscopia positiva,    a partir da seguinte proposi&ccedil;&atilde;o: &quot;a incid&ecirc;ncia de tuberculose    pulmonar com escarro positivo &eacute; decrescente no tempo, &eacute; maior    no sexo masculino e crescente com a idade dos doentes&quot;. Aplicamos o mesmo    m&eacute;todo de an&aacute;lise estat&iacute;stica da hip&oacute;tese anterior    e racioc&iacute;nio an&aacute;logo, obteve-se um r=0,93. Utilizando-se o teste    de correla&ccedil;&atilde;o nula, resultou em um <i>t</i><sub>n - 2</sub> =17,15, p&lt;0,05;    ou seja, um coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o significativo. Isto mostra    que a incid&ecirc;ncia de tuberculose confirmada tem decrescido significativamente    no Distrito Federal.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Analisando os    dados de mortalidade, obteve-se, no per&iacute;odo, o registro de 537 &oacute;bitos    no PCT-DF, com uma varia&ccedil;&atilde;o no coeficiente de mortalidade por    tuberculose de 1,4/100.000 hab. a 2,7/100.000 hab. do primeiro ao &uacute;ltimo    intervalo. Entretanto, uma avalia&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    apontou uma taxa de &oacute;bitos de 3,8/100.000 hab.<sup>(15)</sup> entre 1978    e 1982 e relatos do PCT-DF em 1983, confirmando estas perdas de informa&ccedil;&otilde;es    no per&iacute;odo<sup><i>(16)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A grande maioria    das mortes ocorreu nos homens. Verifica-se que nos tr&ecirc;s primeiros per&iacute;odos    de an&aacute;lise, as mulheres apresentaram um coeficiente maior de &oacute;bitos    em rela&ccedil;&atilde;o ao sexo masculino e, entre os menores de 10 anos. Acima    desta idade, em todos os intervalos, o coeficiente de mortalidade foi mais elevado    nos homens. A rela&ccedil;&atilde;o de mortalidade H/M, considerando os dois    momentos, (1983-87 e 1993-97) foi de 2/1 e 3/1, respectivamente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Na verifica&ccedil;&atilde;o    da tend&ecirc;ncia da mortalidade no tempo, utilizamos o modelo de an&aacute;lise    estat&iacute;stica j&aacute; empregado no c&aacute;lculo da incid&ecirc;ncia,    testando a seguinte proposi&ccedil;&atilde;o: &quot;o coeficiente de mortalidade    de tuberculose no Distrito Federal est&aacute; diminuindo no tempo, e que ele    &eacute; maior no sexo masculino, que no feminino, e tem crescido com a idade    dos doentes&quot;. O resultado obtido foi um r=0,89. Ao testar a hip&oacute;tese    de correla&ccedil;&atilde;o nula, atrav&eacute;s do teste de Student, verificou-se    um <i>t</i><sub>n - 2</sub>=29,034, p&lt;0,05. Enfim, este resultado mostra que a mortalidade    por tuberculose no Distrito Federal tem decrescido significativamente nesses    20 anos do estudo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A tuberculose    durante os 20 anos estudados se encontra em decl&iacute;nio no Distrito Federal,    de acordo com as an&aacute;lises de tend&ecirc;ncia, envolvendo a morbi-mortalidade.    Quanto &agrave; magnitude, segundo classifica&ccedil;&atilde;o de ZACAR&Iacute;AS    et al.<sup><i>(6)</i></sup>, &quot;<i>a tuberculose foi considerada como um    problema de gravidade leve a moderada</i>&quot;. A an&aacute;lise epidemiol&oacute;gica    apontou uma diminui&ccedil;&atilde;o constante dos coeficientes de incid&ecirc;ncia    no tempo, al&eacute;m de um deslocamento da freq&uuml;&ecirc;ncia dos casos    de tuberculose nos grupos et&aacute;rios de menor idade, para faixas mais elevadas    e queda dos coeficientes entre crian&ccedil;as e adultos-jovens, caracter&iacute;stica    t&iacute;pica de &aacute;rea com tuberculose em decl&iacute;nio. Para STYBLO<sup><i>(9)</i></sup>,    &quot;<i>isto se deve a uma evolu&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a tuberculosa    p&oacute;s-prim&aacute;ria, comum em regi&otilde;es desenvolvidas, ao contr&aacute;rio,    da doen&ccedil;a prim&aacute;ria que est&aacute; presente entre crian&ccedil;as    e adultos-jovens, quando &eacute; grave o problema na regi&atilde;o <sup>(17,18,19)</sup></i>&quot;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Na distribui&ccedil;&atilde;o    dos casos novos de tuberculose por idade, 54,3% dos doentes possui idade superior    a 30 anos e 10,3% a 60 anos e mais, ressaltando que 75% da popula&ccedil;&atilde;o    do Distrito Federal se encontra na faixa et&aacute;ria de 10-59 anos, e apenas    5% s&atilde;o maiores de 60 anos <sup><i>(20)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Com rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; incid&ecirc;ncia de tuberculose &quot;todas as formas&quot;, por sexo    e grupo de idade, no Distrito Federal, houve predom&iacute;nio do sexo masculino    a partir de 15 anos, resultado semelhante ao observado nas &aacute;reas com    baixa preval&ecirc;ncia da doen&ccedil;a <sup><i>(22)</i></sup>. No entanto,    DOHERTY et al.<sup><i>(21)</i></sup> (1995) e HOLMES et al.<sup><i>(22)</i></sup>    ressaltaram que at&eacute; metade do s&eacute;culo passado, &quot;<i>as mulheres    das regi&otilde;es industrializadas, foram mais acometidas por tuberculose que    os homens na mesma idade</i>&quot;. STYBLO<sup><i>(9)</i></sup> relata que &quot;<i>qualquer regi&atilde;o    onde a incid&ecirc;ncia da tuberculose for elevada, esta situa&ccedil;&atilde;o    deve prevalecer</i>&quot;. Entretanto, no presente estudo, n&atilde;o se verificou    nenhum incremento das taxas nas mulheres em idade reprodutiva. A descoberta    de caso de tuberculose nas mulheres, no Distrito Federal, &eacute; facilitada    pelo fato delas utilizarem, habitualmente, os servi&ccedil;os de sa&uacute;de,    sobretudo, em programas da mulher, crian&ccedil;a e adolescente; portanto, t&ecirc;m    mais chance de receber um diagn&oacute;stico de tuberculose. Al&eacute;m disto,    nos &uacute;ltimos anos, elas t&ecirc;m-se inserido no mercado de trabalho e    ampliado sua escolariza&ccedil;&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Quanto &agrave;    incid&ecirc;ncia da tuberculose bacil&iacute;fera e de &quot;todas as formas&quot;    da doen&ccedil;a entre 1978-82 e 1993-1997, observamos uma queda nos indicadores    de 34,7% e de 27,7%, respectivamente. A situa&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica    estudada, aproxima-se da encontrada na Argentina, Paraguai<sup><i>(23,24)</i></sup>    e regi&atilde;o sul do Brasil<sup><i>(25)</i></sup>. Entre 1987-91 e 1995-96,    o PCT-DF mostrou uma redu&ccedil;&atilde;o na resist&ecirc;ncia prim&aacute;ria    de 8,4% para 8,1%, respectivamente<sup><i>(26)</i></sup>. Relatos da literatura    apontam que em 1991, a resist&ecirc;ncia prim&aacute;ria em Cuba alcan&ccedil;ou    2,4%. Este fato, quando comparado aos dados do Distrito Federal, sinaliza que    a transmiss&atilde;o de bacilos resistentes demanda particular aten&ccedil;&atilde;o    em nosso meio<sup><i>(27)</i></sup>. Entretanto, o Distrito Federal, mostrou    em 1996, uma resist&ecirc;ncia combinada (Rifampicina e Isoniazida) de 0,4%,    enquanto no Brasil, o observado foi de 1%<sup><i>(10)</i></sup>. Finalmente,    a an&aacute;lise estat&iacute;stica<sup><i>(12)</i></sup> aplicada sobre a incid&ecirc;ncia    de tuberculose &quot;todas as formas&quot; mostra que esta caiu significativamente    entre 1978-82 e 1993-97, com r=0,78 e um coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o    significativamente maior que zero (p&lt;0,05). O mesmo verificou-se com a tuberculose    pulmonar positiva que apresentou uma queda significativa, com r=0,93 e um teste    de correla&ccedil;&atilde;o significante (p&lt;0,05).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; mortalidade por tuberculose, as informa&ccedil;&otilde;es obtidas,    a partir de 1978, mostraram uma ocorr&ecirc;ncia de 537 &oacute;bitos. No ano    de 1997, isto representou um &oacute;bito a cada sete dias no Distrito Federal.    &Eacute; consenso que, nas &aacute;reas de alta preval&ecirc;ncia de tuberculose,    existe uma eleva&ccedil;&atilde;o de &oacute;bitos na idade de 0-4 anos, e em    adultos- jovens de 20-40 anos<sup><i>(28)</i></sup>. Ao contr&aacute;rio, em regi&otilde;es com    baixa incid&ecirc;ncia da doen&ccedil;a, o registro de &oacute;bitos em crian&ccedil;as    n&atilde;o existe ou &eacute; muito baixo<sup><i>(29,30,31)</i></sup>. Os resultados do presente    estudo demonstram que ainda h&aacute; registro de &oacute;bitos por tuberculose,    no Distrito Federal, em menores de 10 anos; no entanto, houve uma redu&ccedil;&atilde;o    de quase 70% do primeiro ao &uacute;ltimo intervalo analisado. A an&aacute;lise    epidemiol&oacute;gica mostrou uma diminui&ccedil;&atilde;o da maioria dos coeficientes    de mortalidade de 1978-82 a 1993-97; bem como, houve um deslocamento das mortes    nos grupos de menor idade para faixas et&aacute;rias mais elevadas e, os maiores    coeficientes de mortalidade, est&atilde;o no grupo de 60 anos e mais. Esteve    presente principalmente, um agravamento dos &oacute;bitos por tuberculose no    grupo et&aacute;rio de 20-59 anos, com uma predomin&acirc;ncia no sexo masculino.    At&eacute; 1972, a mortalidade por tuberculose no Distrito Federal esteve mais    elevada nas mulheres que nos homens, observando-se uma invers&atilde;o desta    vari&aacute;vel no tempo. Entre 1985 e 1992, quase 90% dos casos em coinfectados    (Tb/HIV) na Capital Federal, tinham idade entre 20-49 anos e eram homens; provavelmente    a infec&ccedil;&atilde;o pelo v&iacute;rus HIV contribuiu para a eleva&ccedil;&atilde;o    dos &oacute;bitos nestas faixas et&aacute;rias e sexo <sup><i>(32,33)</i></sup>. A an&aacute;lise    estat&iacute;stica<sup><i>(12)</i></sup> aponta que a mortalidade por tuberculose reduziu no Distrito    Federal, apresentando um r=0,89 e uma correla&ccedil;&atilde;o estatisticamente    significativa (p&lt;0,05).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O Distrito Federal    tem apresentado outros dados importantes em termos de pa&iacute;s: expressou    uma taxa de mortalidade infantil (19/1000 nascidos vivos), expectativa de vida    em torno de 70,1 anos, em 1995 e, &Iacute;ndice de Desenvolvimento Humano de    0,858<sup><i>(34,35)</i></sup>. Apesar destes avan&ccedil;os, os coeficientes    de tuberculose registram ainda taxas elevadas e redu&ccedil;&atilde;o lenta    dos indicadores, no tempo, em rela&ccedil;&atilde;o aos pa&iacute;ses desenvolvidos<sup><i>(36,23)</i></sup>.    Provavelmente, a migra&ccedil;&atilde;o constante para o Distrito Federal tenha    contribu&iacute;do especialmente na manuten&ccedil;&atilde;o desse quadro. Como    os casos notificados pelo programa local, sofrem influ&ecirc;ncia de doentes    &quot;n&atilde;o residentes&quot;, no futuro dever&aacute; ser desenvolvido    um estudo discriminando essas duas popula&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em resumo, mesmo    com limita&ccedil;&otilde;es da fonte de dados, a an&aacute;lise estat&iacute;stica    mostrou um decr&eacute;scimo significativo da morbi-mortalidade por tuberculose    nos 20 anos estudados; al&eacute;m disso, houve uma maior tend&ecirc;ncia para    acometer pessoas nas faixas de idade mais elevadas, e predomin&acirc;ncia do    sexo masculino. Entretanto, todos indicadores apresentam taxas ainda elevadas    com uma redu&ccedil;&atilde;o lenta no tempo, quando comparadas &agrave;s &aacute;reas    desenvolvidas. Torna-se mister fazer a associa&ccedil;&atilde;o com outros &iacute;ndices    a fim de permitir melhor an&aacute;lise e averiguar se esta redu&ccedil;&atilde;o    est&aacute; relacionada a problemas operacionais, melhoria epidemiol&oacute;gica    ou ambos os fatores. Enfim, a pol&iacute;tica de controle de tuberculose no    Distrito Federal, deve considerar ainda o risco da dupla infec&ccedil;&atilde;o    TB/HIV, os grupos de risco, a migra&ccedil;&atilde;o, a melhoria da cura e do    abandono de tratamento, a fim de se evitar a resist&ecirc;ncia e, consequentemente,    a redu&ccedil;&atilde;o da efic&aacute;cia do esquema terap&ecirc;utico, n&atilde;o    esquecendo o papel da quest&atilde;o social e econ&ocirc;mica para reduzir o    problema na comunidade.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias    bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 1. Dolin PJ, Raviglione    MC, Kochi A. Global tuberculosis incidence and mortality during 1990-2000. Bull    World Health Organ 1994; 72(2):213-20.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 2. Raviglione    MC, Snider DE, Kochi A. Global epidemiology of tuberculosis: morbidity and mortality    of a worldwide epidemic. JAMA 1995; 273(3):220-6.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 3. Caminero JA,    D&iacute;az F, Castro FR, Pav&oacute;n JM, Esparza R, Cabrera P. The epidemiology    of tuberculosis in Gran Canaria, Canary Islands, 1988-92: effectiveness of control    measures. Tuber Lung Dis 1995; 76: 387-93.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 4. Heath TC, Roberts    C, Winks M, Capon AG. The epidemiliology of tuberculosis in New South Wales    1975-1995: the effects of immigration in low prevalence population. Int J Tuberc    Lung Dis 1998;2(8): 647-54.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 5. Cruz R. Vigilancia    epidemiologica, estrategia de prevenci&oacute;n y control. Minist&eacute;rio    de Salud de Nicaragua. Seminario internacional de enfermedades transmisibles;    25-28 de Agosto. Managua; 1993. p.168-9.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 6. Zacar&iacute;as    F, Gonz&aacute;lez RS, Cuch&iacute; P, Y&aacute;&ntilde;ez A, Peruga A, Mazin    R, et al. El SIDA y su interacci&oacute;n com la tuberculosis en America Latina    y el Caribe. Bol Of icina Sanit Panam 1994;116(3):251-261.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 7. Organizaci&oacute;n    Mundial de la Salud. TB - Grupos en riesgo. Informe de la OMS sobre la epidemia    de tuberculosis Washington: 1996.p.6.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 8. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de. Centro Nacional    de Epidemiologia. Centro de Refer&ecirc;ncia H&eacute;lio Fraga. Secretaria    Nacional de Programas Especiais de Sa&uacute;de. Divis&atilde;o de Pneumologia    Sanit&aacute;ria. Campanha Nacional Contra a Tuberculose. Plano Nacional de    Controle da Tuberculose. Bras&iacute;lia: 1999. 184p.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 9. Styblo K. Epidemiology    of tuberculosis. Selected Papers 1991; 24: 9-88.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 10. Kritski AL,    Conde MB, Souza GRM. Tuberculose: do ambulat&oacute;rio &#8216;a enfermaria.    2<sup><u>a</u></sup> ed. S&atilde;o Paulo: Atheneu; 2000.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 11. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. Secretaria Nacional de Programas Especiais de Sa&uacute;de.    Divis&atilde;o de Pneumologia Sanit&aacute;ria. Campanha Nacional Contra a Tuberculose.    Controle da tuberculose: uma proposta de integra&ccedil;&atilde;o ensino-servi&ccedil;o.4<sup><u>a</u></sup>    ed. Bras&iacute;lia: Coordena&ccedil;&atilde;o de Pneumologia Sanit&aacute;ria,    Centro de Refer&ecirc;ncia Prof. H&eacute;lio Fraga; 1994.155p.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 12. Siegel S.    Estat&iacute;stica n&atilde;o param&eacute;trica. S&atilde;o Paulo: McGraw-Hill;    1979. p. 310 e 228.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 13. Governo do    Distrito Federal. CODEPLAN. Popula&ccedil;&atilde;o por Regi&atilde;o Administrativa:    Bras&iacute;lia: 1996. &#91;folder&#93;.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 14. Governo do    Distrito Federal. CODEPLAN. Popula&ccedil;&atilde;o observada e estimada no    Distrito Federal - 1992-1997. Bras&iacute;lia: 1998. &#91;folder&#93;.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 15. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. Funda&ccedil;&atilde;o Nacional da Sa&uacute;de. Centro Nacional    de Epidemiologia. Ger&ecirc;ncia T&eacute;cnica de Pneumologia Sanit&aacute;ria.    Centro de Refer&ecirc;ncia Prof. H&eacute;lio Fraga. Reuni&atilde;o de avalia&ccedil;&atilde;o    operacional e epidemiol&oacute;gica do PNCT na d&eacute;cada de 80. Rio de Janeiro.    Bol Pneum Sanit 1993; edi&ccedil;&atilde;o especial.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 16. Distrito Federal.    (Brasil). Secretaria de Sa&uacute;de. Relat&oacute;rio de desempenho do programa    de controle da tuberculose do Distrito Federal. Bras&iacute;lia: 1983.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 17. Schilling    W. Epidemiolog&iacute;a y vigilancia en la tuberculosis de Rep&uacute;blica    Democratica de Alemania. Bol Uni&oacute;n Int Tuberc Enf Resp 1990 jun/set;    65(2/3):43-51.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 18. Aoki A. Vigilancia    de pa&iacute;ses con baja prevalencia donde la tuberculosis est&aacute; en declinaci&oacute;n.    Bol Uni&oacute;n Int Tuberc Enf Resp 1991; 66: 221-3.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 19. Organizaci&oacute;n    Panamericana de la Salud. Estrategias de control e investigaci&oacute;n de la    tuberculosis en el decenio de 1990: Memor&aacute;ndum de una reuni&oacute;n    de la OMS. Bol Oficina Sanit Panam 1993;114 (5): 429-36.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 20. Kusano MSE.    40 anos de tuberculose no Distrito Federal-Brasil. &#91;tese&#93; Ribeir&atilde;o Preto,    S&atilde;o Paulo: Escola de Enfermagem de Ribeir&atilde;o Preto da Universidade    de S&atilde;o Paulo; 2000.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 21. Doherty MJ,    Spence DPS, Davies PDO. The increase in tuberculosis notification in England    and Wales since 1987. Tuber Lung Dis 1995;76:196-200.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 22. Holmes CB,    Hausler H, Nunn P. A review of sex differcences in the epidemiology of tuberculosis.    Int J Tuberc Lung Dis 1998; 2 (2): 96-104.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 23. Organizaci&oacute;n    Panamericana de la Salud. La salud en las Americas. Enfermedades cronicas transmisibles.    Washington: 1998. (Publicaci&oacute;n Cient&iacute;fica n<sup>o</sup> 569).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 24. World Health    Organization. Global tuberculosis control. WHO report 2000. Communicable diseases.    Geneve: WHO; 2000. p. 100-101.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 25. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. Programa e Projetos - Tuberculose. &#91;2000-06-26&#93; dispon&iacute;vel    em: (<a href="http://www.saude.gov.br">http://www.saude.gov.br</a>).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 26. Distrito Federal.    (Brasil). Secretaria de Sa&uacute;de. Relat&oacute;rio padronizado do &quot;inqu&eacute;rito    epidemiol&oacute;gico da resist&ecirc;ncia &agrave;s drogas usadas no tratamento    da tuberculose no Brasil&quot;. Bras&iacute;lia: 1997. 5p.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 27. Gonzalez E,    Armas L, Alonso A. Tuberculosis in Republic of Cuba: its possible elimination.    Tuber Lung Dis 1994; 75:188-94.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 28. Ott PW, Gutierrez    RS. Vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica do programa. In: Picon PD, Rizzon    CF, Ott WP. Tuberculose: epidemiologia, diagn&oacute;stico e tratamento em cl&iacute;nica    e sa&uacute;de p&uacute;blica. Porto Alegre : Medsi; 1993. p.159-224.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 29. Watson J.    Situaci&oacute;n epidemiol&oacute;gica y vigilancia de la tuberculosis en Inglaterra    y Pa&iacute;s de Gales. Bol Uni&oacute;n Int Tuberc Enf Resp 1990; 65 (23):45-7.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 30. Organizaci&oacute;n    Panamericana de la Salud. Las condi&ccedil;&otilde;es de salud en las Am&eacute;ricas.    Washington: 1990. (Publicaci&oacute;n Cient&iacute;fica n<sup>o</sup>524) p.186-88.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 31. Murray CJL,    Styblo K, Roillon A. Tuberculosis en los pa&iacute;ses en desarrollo: magnitud,    intervenciones y costos. Bol Uni&oacute;n Int Tuberc Enf Resp 1990;65(1):220-6.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">32. Distrito Federal.    (Brasil). Secretaria de Sa&uacute;de. Relat&oacute;rio de desempenho do programa    de controle da tuberculose do Distrito Federal. Bras&iacute;lia: 1993.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 33. Kusano MSE.    Caracter&iacute;sticas cl&iacute;nicas e epidemiol&oacute;gicas dos portadores    de tuberculose e sorologia positiva para o v&iacute;rus da Imunodefici&ecirc;ncia    Humana (HIV) no Distrito Federal. &#91;disserta&ccedil;&atilde;o&#93;. Ribeir&atilde;o    Preto: Escola de Enfermagem de Ribeir&atilde;o Preto da Universidade de S&atilde;o    Paulo; 1994.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 34. Brasil. Relat&oacute;rio    sobre desenvolvimento humano no Brasil. Bras&iacute;lia: PNUD; 1996.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 35. Distrito Federal.    (Brasil). GDF. Secretaria de Sa&uacute;de. Departamento de Sa&uacute;de P&uacute;blica.    Sub-sistema de Mortalidade - Relat&oacute;rio de eventos vitais do Distrito    Federal. Bras&iacute;lia: 1998. 98p.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 36. Organizaci&oacute;n    Panamericana de la Salud. Tuberculosis en las Am&eacute;ricas. Bol Epidemiol    1981; 2(5):1-8.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Artigo recebido    em 05/04/02,    <br>    aprovado em 13/06/02.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="nota"></a><sup><a href="#topo">*</a></sup>Trabalho    realizado como parte de tese de doutorado apresentado &agrave; Escola de Enfermagem    de Ribeir&atilde;o Preto-USP</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  <sup><a href="#topo">**</a></sup>Dado atualizado conforme errata publicada no <a href="http://scielo.iec.pa.gov.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&pid=0103-460X20020002&lng=pt&nrm=iso" target="_blank">volume 10,    no 2, jul/dez - 2002</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[ ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Dolin]]></surname>
<given-names><![CDATA[PJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Raviglione]]></surname>
<given-names><![CDATA[MC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kochi]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Global tuberculosis incidence and mortality during 1990-2000]]></article-title>
<source><![CDATA[Bull World Health Organ]]></source>
<year>1994</year>
<volume>72</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>213-20</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Raviglione]]></surname>
<given-names><![CDATA[MC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Snider]]></surname>
<given-names><![CDATA[DE]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kochi]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Global epidemiology of tuberculosis: morbidity and mortality of a worldwide epidemic]]></article-title>
<source><![CDATA[JAMA]]></source>
<year>1995</year>
<volume>273</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>220-6</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Caminero]]></surname>
<given-names><![CDATA[JA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Díaz]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Castro]]></surname>
<given-names><![CDATA[FR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pavón]]></surname>
<given-names><![CDATA[JM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Esparza]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cabrera]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The epidemiology of tuberculosis in Gran Canaria, Canary Islands, 1988-92: effectiveness of control measures]]></article-title>
<source><![CDATA[Tuber Lung Dis]]></source>
<year>1995</year>
<volume>76</volume>
<page-range>387-93</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Heath]]></surname>
<given-names><![CDATA[TC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Roberts]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Winks]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Capon]]></surname>
<given-names><![CDATA[AG]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The epidemiliology of tuberculosis in New South Wales 1975-1995: the effects of immigration in low prevalence population]]></article-title>
<source><![CDATA[Int J Tuberc Lung Dis]]></source>
<year>1998</year>
<volume>2</volume>
<numero>8</numero>
<issue>8</issue>
<page-range>647-54</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="confpro">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cruz]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Vigilancia epidemiologica, estrategia de prevención y control]]></article-title>
<collab>Ministério de Salud de Nicaragua</collab>
<source><![CDATA[]]></source>
<year></year>
<conf-name><![CDATA[ Seminario internacional de enfermedades transmisibles; 25-28 de Agosto]]></conf-name>
<conf-date>1993</conf-date>
<conf-loc>Managua </conf-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Zacarías]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[González]]></surname>
<given-names><![CDATA[RS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cuchí]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Yáñez]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Peruga]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mazin]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[El SIDA y su interacción com la tuberculosis en America Latina y el Caribe]]></article-title>
<source><![CDATA[Bol Of icina Sanit Panam]]></source>
<year>1994</year>
<volume>116</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>251-261</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>Organización Mundial de la Salud</collab>
<source><![CDATA[TB - Grupos en riesgo: Informe de la OMS sobre la epidemia de tuberculosis]]></source>
<year>1996</year>
<page-range>6</page-range><publisher-loc><![CDATA[Washington ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>Ministério da Saúde^dFundação Nacional de Saúde. Centro Nacional de Epidemiologia. Centro de Referência Hélio Fraga. Secretaria Nacional de Programas Especiais de Saúde. Divisão de Pneumologia Sanitária. Campanha Nacional Contra a Tuberculose</collab>
<source><![CDATA[Plano Nacional de Controle da Tuberculose]]></source>
<year>1999</year>
<page-range>184</page-range><publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Styblo]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Epidemiology of tuberculosis]]></article-title>
<source><![CDATA[Selected Papers]]></source>
<year>1991</year>
<volume>24</volume>
<page-range>9-88</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kritski]]></surname>
<given-names><![CDATA[AL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Conde]]></surname>
<given-names><![CDATA[MB]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Souza]]></surname>
<given-names><![CDATA[GRM]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Tuberculose: do ambulatório ‘a enfermaria]]></source>
<year>2000</year>
<edition>2</edition>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Atheneu]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Ministério da Saúde^dSecretaria Nacional de Programas Especiais de Saúde. Divisão de Pneumologia Sanitária. Campanha Nacional Contra a Tuberculose</collab>
<source><![CDATA[Controle da tuberculose: uma proposta de integração ensino-serviço]]></source>
<year>1994</year>
<edition>4</edition>
<page-range>155</page-range><publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Coordenação de Pneumologia Sanitária, Centro de Referência Prof. Hélio Fraga]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Siegel]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Estatística não paramétrica]]></source>
<year>1979</year>
<page-range>310 e 228</page-range><publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[McGraw-Hill]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>Governo do Distrito Federal^dCODEPLAN</collab>
<source><![CDATA[População por Região Administrativa]]></source>
<year>1996</year>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<label>14</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>Governo do Distrito Federal^dCODEPLAN</collab>
<source><![CDATA[População observada e estimada no Distrito Federal - 1992-1997]]></source>
<year>1998</year>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<label>15</label><nlm-citation citation-type="journal">
<collab>Ministério da Saúde^dFundação Nacional da Saúde. Centro Nacional de Epidemiologia. Gerência Técnica de Pneumologia Sanitária. Centro de Referência Prof. Hélio Fraga</collab>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Reunião de avaliação operacional e epidemiológica do PNCT na década de 80. Rio de Janeiro]]></article-title>
<source><![CDATA[Bol Pneum Sanit]]></source>
<year>1993</year>
<numero>^sedição especial</numero>
<issue>^sedição especial</issue>
<supplement>edição especial</supplement>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<label>16</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>Distrito Federal. (Brasil). Secretaria de Saúde</collab>
<source><![CDATA[Relatório de desempenho do programa de controle da tuberculose do Distrito Federal]]></source>
<year>1983</year>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<label>17</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Schilling]]></surname>
<given-names><![CDATA[W]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Epidemiología y vigilancia en la tuberculosis de República Democratica de Alemania]]></article-title>
<source><![CDATA[Bol Unión Int Tuberc Enf Resp]]></source>
<year>1990</year>
<month> j</month>
<day>un</day>
<volume>65</volume>
<numero>2/3</numero>
<issue>2/3</issue>
<page-range>43-51</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<label>18</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Aoki]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Vigilancia de países con baja prevalencia donde la tuberculosis está en declinación]]></article-title>
<source><![CDATA[Bol Unión Int Tuberc Enf Resp]]></source>
<year>1991</year>
<volume>66</volume>
<page-range>221-3</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<label>19</label><nlm-citation citation-type="journal">
<collab>Organización Panamericana de la Salud</collab>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Estrategias de control e investigación de la tuberculosis en el decenio de 1990: Memorándum de una reunión de la OMS]]></article-title>
<source><![CDATA[Bol Oficina Sanit Panam]]></source>
<year>1993</year>
<volume>114</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>429-36</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<label>20</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kusano]]></surname>
<given-names><![CDATA[MSE]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[40 anos de tuberculose no Distrito Federal-Brasil. [tese] Ribeirão Preto]]></source>
<year>2000</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<label>21</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Doherty]]></surname>
<given-names><![CDATA[MJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Spence]]></surname>
<given-names><![CDATA[DPS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Davies]]></surname>
<given-names><![CDATA[PDO]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The increase in tuberculosis notification in England and Wales since 1987]]></article-title>
<source><![CDATA[Tuber Lung Dis]]></source>
<year>1995</year>
<volume>76</volume>
<page-range>196-200</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<label>22</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Holmes]]></surname>
<given-names><![CDATA[CB]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hausler]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nunn]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A review of sex differcences in the epidemiology of tuberculosis]]></article-title>
<source><![CDATA[Int J Tuberc Lung Dis]]></source>
<year>1998</year>
<volume>2</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>96-104</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<label>23</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>Organización Panamericana de la Salud</collab>
<source><![CDATA[La salud en las Americas. Enfermedades cronicas transmisibles]]></source>
<year>1998</year>
<publisher-loc><![CDATA[Washington ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<label>24</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>World Health Organization</collab>
<source><![CDATA[Global tuberculosis control. WHO report 2000. Communicable diseases]]></source>
<year>2000</year>
<page-range>100-101</page-range><publisher-loc><![CDATA[Geneve ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[WHO]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<label>25</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>Ministério da Saúde</collab>
<source><![CDATA[Programa e Projetos - Tuberculose]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<label>26</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>Distrito Federal. (Brasil). Secretaria de Saúde</collab>
<source><![CDATA[Relatório padronizado do "inquérito epidemiológico da resistência às drogas usadas no tratamento da tuberculose no Brasil"]]></source>
<year>1997</year>
<page-range>5</page-range><publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<label>27</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gonzalez]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Armas]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Alonso]]></surname>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Tuberculosis in Republic of Cuba: its possible elimination]]></article-title>
<source><![CDATA[Tuber Lung Dis]]></source>
<year>1994</year>
<volume>75</volume>
<page-range>188-94</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<label>28</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ott]]></surname>
<given-names><![CDATA[PW]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gutierrez]]></surname>
<given-names><![CDATA[RS]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Vigilância epidemiológica do programa]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Picon]]></surname>
<given-names><![CDATA[PD]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rizzon]]></surname>
<given-names><![CDATA[CF]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ott]]></surname>
<given-names><![CDATA[WP]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Tuberculose: epidemiologia, diagnóstico e tratamento em clínica e saúde pública]]></source>
<year>1993</year>
<page-range>159-224</page-range><publisher-loc><![CDATA[Porto Alegre ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Medsi]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<label>29</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Watson]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Situación epidemiológica y vigilancia de la tuberculosis en Inglaterra y País de Gales]]></article-title>
<source><![CDATA[Bol Unión Int Tuberc Enf Resp]]></source>
<year>1990</year>
<volume>65</volume>
<numero>23</numero>
<issue>23</issue>
<page-range>45-7</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<label>30</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>Organización Panamericana de la Salud</collab>
<source><![CDATA[Las condições de salud en las Américas]]></source>
<year>1990</year>
<page-range>186-88</page-range><publisher-loc><![CDATA[Washington ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<label>31</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Murray]]></surname>
<given-names><![CDATA[CJL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Styblo]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Roillon]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Tuberculosis en los países en desarrollo: magnitud, intervenciones y costos]]></article-title>
<source><![CDATA[Bol Unión Int Tuberc Enf Resp]]></source>
<year>1990</year>
<volume>65</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>220-6</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B32">
<label>32</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>Distrito Federal. (Brasil). Secretaria de Saúde</collab>
<source><![CDATA[Relatório de desempenho do programa de controle da tuberculose do Distrito Federal]]></source>
<year>1993</year>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B33">
<label>33</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kusano]]></surname>
<given-names><![CDATA[MSE]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Características clínicas e epidemiológicas dos portadores de tuberculose e sorologia positiva para o vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) no Distrito Federal. [dissertação]]]></source>
<year>1994</year>
<publisher-loc><![CDATA[Ribeirão Preto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B34">
<label>34</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Brasil</collab>
<source><![CDATA[Relatório sobre desenvolvimento humano no Brasil]]></source>
<year>1996</year>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[PNUD]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B35">
<label>35</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>Distrito Federal. (Brasil). GDF. Secretaria de Saúde^dDepartamento de Saúde Pública</collab>
<source><![CDATA[Sub-sistema de Mortalidade - Relatório de eventos vitais do Distrito Federal]]></source>
<year>1998</year>
<page-range>98</page-range><publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B36">
<label>36</label><nlm-citation citation-type="journal">
<collab>Organización Panamericana de la Salud</collab>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Tuberculosis en las Américas]]></article-title>
<source><![CDATA[Bol Epidemiol]]></source>
<year>1981</year>
<volume>2</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>1-8</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
