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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>OPINI&Atilde;O</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Considerando a    asma </font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Hisbello S. Campos</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Considerando que</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &#8226; a asma, uma    doen&ccedil;a inflamat&oacute;ria cr&ocirc;nica das vias a&eacute;reas, &eacute;    um importante problema de Sa&uacute;de P&uacute;blica em todo o mundo;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &#8226; a asma &eacute;    um importante fator de custo: humano, social e financeiro, tanto para os doentes,    como para suas fam&iacute;lias e para a sociedade;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &#8226; os gastos    com hospitaliza&ccedil;&otilde;es representam a menor parcela do custo da doen&ccedil;a.    Visto haver despesas com transporte, uso dos Servi&ccedil;os de Emerg&ecirc;ncia,    rem&eacute;dios, dias de aula e/ou de trabalho perdidos, baixa produtividade,    pens&otilde;es e benef&iacute;cios. A isso, deve-se incluir, tamb&eacute;m,    o sofrimento humano e as mortes que ela causa, dif&iacute;ceis de expressar    em valores financeiros;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &#8226; aparentemente,    sua preval&ecirc;ncia est&aacute; aumentando tanto nos pa&iacute;ses desenvolvidos    como naqueles em desenvolvimento, e que afeta pessoas de todas as idades, ra&ccedil;as    e grupos &eacute;tnicos;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &#8226; dados    da organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS) permitem estimar    que entre 100 a 150 milh&otilde;es de pessoas em todo o mundo - 4 a 12% da popula&ccedil;&atilde;o    - sofre de asma, com as taxas aumentando em todos os grupos et&aacute;rios;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &#8226; a asma    &eacute; a principal causa de absente&iacute;smo na escola, respondendo por    noites perdidas de sono, por desagrega&ccedil;&atilde;o familiar, por faltas    ao trabalho e por s&eacute;rias conseq&uuml;&ecirc;ncias sociais e econ&ocirc;micas;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &#8226; diversos inqu&eacute;ritos,    em diferentes regi&otilde;es do mundo, indicam que a preval&ecirc;ncia da asma    aumentou na &uacute;ltima d&eacute;cada. Nos EUA, o n&uacute;mero de asm&aacute;ticos    mais do que dobrou nos &uacute;ltimos 15 anos. Na Tail&acirc;ndia, a preval&ecirc;rtcia    de asma entre escolares passou de 5,1% em 1985 para 10,8% em 1997. Em escolares    de Israel, ela passou de 5,6% em 1980 para 11,2% em 1989;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &#8226; nos pa&iacute;ses    de baixa renda, calcula-se que ela comprometa de 100 a 200 milh&otilde;es de    pessoas, provocando de 40 a 50 mil mortes anuais e gastos na ordem de 10 a 20    bilh&otilde;es de d&oacute;lares a cada ano;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &#8226; no Brasil,    segundo dados de um estudo (ISAAC) realizado nas cidades de Curitiba, Itabira,    Porto Alegre, Recife, Salvador, S&atilde;o Paulo e Uberl&acirc;ndia, a preval&ecirc;ncia    de asma entre escolares de 6 a 7 anos oscilou entre 4,7 e 20,7%. No grupo et&aacute;rio    de 13 a 14 anos, variou entre 4,8 e 21,9%;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &#8226; sua preval&ecirc;ncia    alta a toma uma raz&atilde;o freq&uuml;ente de consultas m&eacute;dicas. Nos    EUA, em 1995, foram realizadas 10,4 milh&otilde;es de consultas m&eacute;dicas    em asm&aacute;ticos;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &#8226; a asma vem    sendo cada vez mais uma importante causa de atendimentos em Pronto-Socorros.    Nos EUA, em 1992, ela causou mais de 1,47 milh&otilde;es de atendimentos em    Servi&ccedil;os de Emerg&ecirc;ncia; em 1995, provocou 1,87 milh&otilde;es;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &#8226; no Brasil,    a asma causa, em m&eacute;dia, 360.000 hospitaliza&ccedil;&otilde;es por ano,    apenas nos hospitais financiados pelo Poder P&uacute;blico, a um custo anual    pr&oacute;ximo a US$ 80 milh&otilde;es. Em 1996, foi a quarta causa de hospitaliza&ccedil;&atilde;o    (exclu&iacute;das as hospitaliza&ccedil;&otilde;es relacionadas &agrave; gravidez    e ao parto (Cap&iacute;tulo 11 da CID-9), sendo respons&aacute;vel pelo terceiro    maior gasto do SUS com hospitaliza&ccedil;&otilde;es (US$ 76.800.115,93);</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &#8226; a cada ano,    a asma mata, em m&eacute;dia, 2.050 pessoas no Brasil;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &#8226; a an&aacute;lise    dos dados oficiais de mortalidade indicam que 70% das mortes diretamente relacionadas    a ela ocorrem nos hospitais. Aparentemente, h&aacute; pontos a serem corrigidos    no atendimento hospitalar prestado ao asm&aacute;tico em nosso pa&iacute;s.    Letalidade: 2,9/1.000 hospitaliza&ccedil;&otilde;es;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &#8226; em 1996,    parte pequena das hospitaliza&ccedil;&otilde;es fizeram uso de Unidades de Terapia    Intensiva (UTI) (0,8%);22% admitidos em estado ag&ocirc;nico; 16% encaminhados    &agrave; UTI. - 80% dos que morreram nas primeiras 24 horas n&atilde;o foram    &agrave; UTI; 86% dos que morreram nas primeiras 48 horas n&atilde;o foram &agrave;    UTI;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; h&aacute; documenta&ccedil;&atilde;o    cient&iacute;fica suficiente revelando que o tratamento ambulatorial adequadamente    conduzido reduz o n&uacute;mero de idas ao Pronto-Socorro e de hospitaliza&ccedil;&otilde;es;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; estudos de farmacoeconomia    comprovam que o gasto com medica&ccedil;&atilde;o anti-inflamat&oacute;ria inalat&oacute;ria    &eacute; traduzido em menor custo global da doen&ccedil;a;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; a pr&aacute;tica    vem mostrando que o custo da medica&ccedil;&atilde;o cai significativamente    quando comprada em grandes quantidades diretamente pelos &oacute;rg&atilde;o    p&uacute;blicos;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; a gravidade do    problema causado pela asma em nosso pa&iacute;s motivou o Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de a implantar um Plano Nacional de Controle da Asma (PNCA) que,    &agrave; semelhan&ccedil;a do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT),    visa oferecer aten&ccedil;&atilde;o padronizada ao asm&aacute;tico em toda a    rede p&uacute;blica de Sa&uacute;de. Para sua formula&ccedil;&atilde;o, o Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de (MS), atrav&eacute;s da Coordena&ccedil;&atilde;o Nacional de    Pneumologia Sanit&aacute;ria (CNPS) e do Centro de Refer&ecirc;ncia Prof. H&eacute;lio    Fraga (CRPHF), criou um Comit&ecirc; T&eacute;cnico composto por representantes    do MS, das Sociedade M&eacute;dicas de Pneumologia e Tisiologia, Alergia e Imunopatologia,    e de Pediatria, de Servi&ccedil;os Universit&aacute;rios e de Secretarias de    Sa&uacute;de. Este Comit&ecirc; definiu uma s&eacute;rie de propostas envolvendo    padroniza&ccedil;&otilde;es diagn&oacute;stica, terap&ecirc;utica e educativa    para serem executadas pela rede ambulatorial p&uacute;blica de Sa&uacute;de.    Sugeriu tamb&eacute;m um sistema de refer&ecirc;ncia e de contra-refer&ecirc;ncia    para os casos mais complexos. Dentre as atividades previstas no PNCA, pode-se    ressaltar tamb&eacute;m a garantia de fornecimento gratuito de medica&ccedil;&atilde;o    inalat&oacute;ria. Certamente, este ser&aacute; um dos principais pilares de    sustenta&ccedil;&atilde;o do PNCA. A partir das propostas do Comit&ecirc;, foi    redigida uma vers&atilde;o inicial de Manual de Normas para ser utilizada como    guia nas Unidades de Sa&uacute;de, um material de treinamento de agentes comunit&aacute;rios    e uma s&eacute;rie de panfletos educativos para distribui&ccedil;&atilde;o entre    a clientela;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; este conjunto,    testado e aprovado no uso pr&aacute;tico em regi&otilde;es do nosso pa&iacute;s,    que orienta a implanta&ccedil;&atilde;o local de um programa de aten&ccedil;&atilde;o    ambulatorial ao asm&aacute;tico, formulado por t&eacute;cnicos de renomada experi&ecirc;ncia    na &aacute;rea e por representantes das Sociedades M&eacute;dicas, das Universidades    e de &oacute;rg&atilde;os governamentais, est&aacute; dispon&iacute;vel aos    interessados.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Urge que</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; n&oacute;s, profissionais    de sa&uacute;de envolvidos com o atendimento m&eacute;dico, organizemo-nos e    passemos a trabalhar em conjunto, visando implementar o programa da asma na    rede p&uacute;blica de sa&uacute;de. Atualmente, cerca de 15 centros v&ecirc;m    desenvolvendo a&ccedil;&otilde;es padronizadas de atendimento ao asm&aacute;tico,    com bons resultados. Entretanto, h&aacute; diferen&ccedil;as nas atividades    executadas. &Eacute; importante que as diferen&ccedil;as regionais sejam consideradas    na implementa&ccedil;&atilde;o de qualquer a&ccedil;&atilde;o organizada de    Sa&uacute;de P&uacute;blica; entretanto, &eacute; fundamental que o eixo principal    das a&ccedil;&otilde;es sejam padronizadas, para possibilitar compara&ccedil;&otilde;es    e ajustes, quando necess&aacute;rio e para, ao mesmo tempo, reduzir custos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
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