<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0103-460X</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Boletim de Pneumologia Sanitária]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Bol. Pneumol. Sanit.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0103-460X</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Centro de Referência Prof. Hélio Fraga , Secretaria de Vigilância emSaúde, Ministério da Saúde]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0103-460X2002000100019</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Efetividade do esquema 3 (3SZEET/9EET) no retratamento da tuberculose na rotina das unidades de saúde]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Campos]]></surname>
<given-names><![CDATA[Hisbello da Silva]]></given-names>
</name>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Centro de Referência Professor Hélio Fraga Médico ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2002</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2002</year>
</pub-date>
<volume>10</volume>
<numero>1</numero>
<fpage>86</fpage>
<lpage>87</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-460X2002000100019&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0103-460X2002000100019&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0103-460X2002000100019&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><a name="topo"></a>INFORMES</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>2-    RESUMOS DE TRABALHOS APRESENTADOS NA    <br>   I CONFER&Ecirc;NCIA QTROP/FAP SOBRE A TUBERCULOSE - 2002</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Efetividade do    esquema 3 (3SZEET/9EET) no retratamento da tuberculose na rotina das unidades    de sa&uacute;de </font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Hisbello da    Silva Campos</b><a href="#nota">*</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">M&eacute;dico do    Centro de Refer&ecirc;ncia Professor H&eacute;lio Fraga</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Keywords:</b> tuberculosis;    treatment; failure</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O tratamento medicamentoso    da tuberculose &eacute; padronizado em todo o territ&oacute;rio nacional desde    a d&eacute;cada de 60. Com o passar do tempo, os esquemas medicamentosos foram    sendo modificados de acordo com o desenvolvimento do conhecimento na &aacute;rea.    Atualmente, est&aacute; preconizado o Esquema 3 (3SZEEt/9Eet) para o tratamento    das fal&ecirc;ncias terap&ecirc;uticas. Ele &eacute; composto pela estreptomicina,    pela pirazinamida, pelo etambutol e pela etionamida, nos tr&ecirc;s primeiros    meses, sendo seguido pelo etambutol e pela etionamida nos nove meses seguintes.    Segundo ensaios terap&ecirc;uticos, seu poder de cura &eacute; inferior ao do    esquema 1 (2RIP/4RI), e seus efeitos t&oacute;xicos podem ser mais frequentes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Com o objetivo    de avaliar os resultados do esquema 3 na rotina das Unidades de Sa&uacute;de    (US), procurou-se analisar os doentes tratados com esse esquema no ano de 1997    em todo o territ&oacute;rio nacional. Todas as Coordena&ccedil;&otilde;es Estaduais    do Programa de Controle da Tuberculose foram explicadas sobre a raz&atilde;o    do estudo e foi-lhes solicitado que preenchessem ficha padronizado com dados    dos doentes que tivessem iniciado e terminado o esquema 3 naquele ano.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Apenas 12 estados    responderam (AC, AM, PA, RO, MA, PE, PI, SE, MS, TO, PR, SC), enviando dados    de 743 doentes tratados com esquema 3. Dos doentes analisados, 506 (68%) eram    do sexo masculino; 2 (0,3%) tinham menos de 10 anos; 171 (25%) tinham entre    11 e 30 anos; 457 (65%) tinham entre 31 e 60 anos; 69 (10%) tinham mais de 60    anos; em 44 dos doentes, n&atilde;o havia informa&ccedil;&atilde;o quanto &agrave;    idade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Com rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; forma cl&iacute;nica 707 (98%) eram portadores de formas pulmonares;    16 (2%) eram portadores de formas extrapulmonares; em 20 doentes n&atilde;o    havia informa&ccedil;&atilde;o sobre a forma cl&iacute;nica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A an&aacute;lise    dos prontu&aacute;rios m&eacute;dicos indicou os seguintes resultados:</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v10n1/1a19t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Se exclu&iacute;dos    os casos de abandono, a efic&aacute;cia (cura / total - abandono x 100) encontrada    nesse estudo para o Esquema 3 foi de 76,5%. A metade dos abandonos ocorreu nos    quatro primeiros meses de tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A compara&ccedil;&atilde;o    com os resultados obtidos na rotina com o Esquema 1 revelou menor poder de cura    e maior risco de abandono e de toxicidade para o Esquema 3.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v10n1/1a19t2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Com base nos dados    apresentados, pode-se concluir que:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. a efic&aacute;cia    do Esquema 3 &eacute; da ordem de 77%;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. a taxa de abandono    do esquema 3 &eacute; superior &agrave; do esquema 1 nas mesmas condi&ccedil;&otilde;es    de uso na rotina das US.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 3. a toxicidade    do esquema 3 &eacute; superior &agrave; do esquema 1 nas mesmas condi&ccedil;&otilde;es    de uso na rotina das US.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. o menor poder    de cura, maior risco de abandono e de toxidade indica que deve ser pesquisada    nova alternativa terap&ecirc;utica para os casos de fal&ecirc;ncia de tratamento.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="nota"></a><a href="#topo">*</a>E-mail:    <a href="mailto:hisbello@hotmail.com">hisbello@hotmail.com</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
</article>
