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<journal-title><![CDATA[Boletim de Pneumologia Sanitária]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Juntos na luta contra a tuberculose]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Juntos na luta    contra a tuberculose </font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Manifesto de t&eacute;cnicos    brasileiros engajados na luta contra a tuberculose, apresentado &agrave;s autoridades    federais, por ocasi&atilde;o da instala&ccedil;&atilde;o do novo Governo da    Rep&uacute;blica presidido por Luiz In&aacute;cio Lula da Silva</i></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Apresenta&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O Brasil possui    uma forte intelig&ecirc;ncia no combate &agrave; tuberculose, resultante de    uma longa hist&oacute;ria nacional. A escola brasileira de tisiologia se multiplica    nas universidades, nos servi&ccedil;os e na administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica,    portanto &eacute; completa. Vai desde a constru&ccedil;&atilde;o de m&eacute;todos    de controle at&eacute; os de avalia&ccedil;&atilde;o, compreendendo o ensino,    a pesquisa e a ampla experi&ecirc;ncia cl&iacute;nica e cir&uacute;rgica. Com    o Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de, o controle da tuberculose institucionaliza-se    como direito universal do cidad&atilde;o, contemplando a todos, de modo integral,    sem qualquer barreira de renda, em qualquer parte do territ&oacute;rio nacional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Esse manifesto    &eacute; uma express&atilde;o dessa intelig&ecirc;ncia a respeito das pol&iacute;ticas    p&uacute;blicas e do papel das institui&ccedil;&otilde;es brasileiras, em tuberculose,    para o pr&oacute;ximo governo de Luiz In&aacute;cio Lula da Silva. Constitui-se    em alerta sincero e por tal se apresenta como luz verde para a passagem solid&aacute;ria    desses homens e mulheres no enfrentamento de grave endemia secular. Como vozes    m&uacute;ltiplas, fazem o discurso do consenso, da trilha preferencial com a    qual o Brasil se compromete com metas precisas para o seu povo e assinala, na    vontade mundial, com as diretrizes que os organismos internacionais firmaram.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Mais precisamente,    ao longo de oito p&aacute;ginas, professores universit&aacute;rios, profissionais    de sa&uacute;de e administradores p&uacute;blicos, explicitam o que &eacute;    e como deve ser o controle da tuberculose no pa&iacute;s. Um precioso argumento    que aborda desde a origem do problema, sua evolu&ccedil;&atilde;o social, os    meios de controle, a organiza&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gica dos recursos    e m&eacute;todos e o modo da administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica conduzi-lo.    &Eacute;, portanto, um manifesto de prop&oacute;sitos que se quer conduzido    pelo poder p&uacute;blico, em ampla constru&ccedil;&atilde;o da sociedade e    em consenso com o restante da humanidade.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em &uacute;ltima    an&aacute;lise, o manifesto &eacute; propositivo e claramente posto. O que se    busca &eacute; que at&eacute; o ano de 2010, num per&iacute;odo que vai al&eacute;m    do mandato de um governo, no Brasil, ocorra a redu&ccedil;&atilde;o de 50% da    preval&ecirc;ncia e da mortalidade por tuberculose. &Eacute; nesse patamar a    ser atingido que a express&atilde;o dessa endemia se modificar&aacute;, ocorrendo    em dez anos o que levaria dezenas mais, se o ritmo do controle n&atilde;o se    ampliar, como se explicita no manifesto.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O Governo Brasileiro    tem uma base nacional, institucional e p&uacute;blica que o capacita a enfrentar    o problema da tuberculose. Trata-se de uma a&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de    p&uacute;blica, uma estrat&eacute;gia de luta assumida pelo Estado e pelo esfor&ccedil;o    coletivo, no &acirc;mbito do tecido social, em todas as regi&otilde;es do pa&iacute;s,    sem desconhecer suas particularidades geopol&iacute;ticas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A situa&ccedil;&atilde;o    mundial da tuberculose est&aacute; ligada &agrave; pobreza, &agrave; m&aacute;    distribui&ccedil;&atilde;o de renda e &agrave; urbaniza&ccedil;&atilde;o acelerada.    Esse quadro alimenta o ciclo vicioso de doen&ccedil;as como a aids e a tuberculose    que atingem, de prefer&ecirc;ncia, o segmento da popula&ccedil;&atilde;o economicamente    ativa. A epidemia de aids e a emerg&ecirc;ncia de focos de tuberculose multirresistente,    como o detectado nos Estados Unidos da Am&eacute;rica, no in&iacute;cio dos    anos noventa, e o atual, nos pa&iacute;ses que compunham a antiga Uni&atilde;o    Sovi&eacute;tica, t&ecirc;m mobilizado o mundo para a quest&atilde;o da tuberculose    e alertado as autoridades de sa&uacute;de para a necessidade de revitaliza&ccedil;&atilde;o    de seu controle com o emprego de medidas en&eacute;rgicas, eficazes e suficientes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Brasil deve manter-se    incorporado ao esfor&ccedil;o internacional voltado para a elimina&ccedil;&atilde;o    da tuberculose que, afinal, &eacute; um problema da humanidade; e cumpre faz&ecirc;-lo    como manifesta&ccedil;&atilde;o aut&ocirc;noma do seu povo e em parcerias com    os organismos internacionais para que, juntos, desenvolvam um trabalho solid&aacute;rio    entre as na&ccedil;&otilde;es que buscam libertar o mundo deste flagelo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Din&acirc;mica    e impacto social</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O bacilo da tuberculose,    uma bact&eacute;ria agressiva com alto poder de dissemina&ccedil;&atilde;o social,    infecta pessoas saud&aacute;veis e sabe-se que, de cada dez infectados um se    converte em caso de tuberculose ativa. Se nada for feito, metade desses doentes    morre no intervalo de dois anos e sua quarta parte passa &agrave; condi&ccedil;&atilde;o    de cr&ocirc;nico. Ou seja, esse processo causa danos irrevers&iacute;veis a    75% dos doentes n&atilde;o tratados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Essa agressividade    e poder de transmiss&atilde;o transformam a tuberculose numa trag&eacute;dia,    sobretudo para as pessoas que integram os grupos vulner&aacute;veis: os pobres,    os marginalizados da sociedade, os que s&atilde;o portadores de condi&ccedil;&otilde;es    imuno-depressoras, os de idade avan&ccedil;ada e, tamb&eacute;m, as crian&ccedil;as,    estas, sujeitas &agrave;s formas disseminadas, com destaque para a mais letal    da doen&ccedil;a - a meningoencef&aacute;lica.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A reuni&atilde;o    de fatores que assegura a manuten&ccedil;&atilde;o da tuberculose entre os grandes    problemas de sa&uacute;de p&uacute;blica requer, para seu desmantelamento em    nosso meio, um esfor&ccedil;o renovado de mobiliza&ccedil;&atilde;o das estruturas    e do conhecimento dispon&iacute;veis nesse campo, a ser executado como parte    das a&ccedil;&otilde;es de Governo dirigidas para a recupera&ccedil;&atilde;o    social da popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A situa&ccedil;&atilde;o    atual no mundo e no Brasil</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As estimativas    da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de - OMS - para a tuberculose    do mundo, gra&ccedil;as &agrave; sua difus&atilde;o, s&atilde;o, hoje, mat&eacute;ria    de dom&iacute;nio p&uacute;blico. Todos as conhecemos e repetimos qual uma litania.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A ter&ccedil;a    parte da popula&ccedil;&atilde;o j&aacute; est&aacute; infectada com o <i>Mycobacterium    tuberculosis</i>. O n&uacute;mero anual de casos novos de tuberculose chega a 8,7    milh&otilde;es - a taxa de crescimento entre 1997 e 1999 foi de 6% ao ano -    sendo que 80% concentrados em 22 pa&iacute;ses, entre eles o Brasil. Estima-se    que, anualmente, ocorram 1,9 milh&otilde;es de mortes por tuberculose, 98% delas    em pa&iacute;ses em desenvolvimento e cerca de 350.000 em casos de associa&ccedil;&atilde;o    da tuberculose com a aids.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Caso a gravidade    desse quadro n&atilde;o se reverta, teme-se que, at&eacute; 2020, um bilh&atilde;o    de pessoas sejam infectadas, 200 milh&otilde;es adoe&ccedil;am e 35 milh&otilde;es    possam morrer.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Do total de casos    novos de tuberculose estimados pela OMS, s&atilde;o notificados menos da metade,    situa&ccedil;&atilde;o que traduz a insufici&ecirc;ncia das pol&iacute;ticas    de controle. Para os 22 pa&iacute;ses com maior carga de tuberculose, a estimativa    &eacute; de 6.910.000 casos novos anuais. Neste grupo, a &Iacute;ndia ocupa    a 1<sup>a</sup> posi&ccedil;&atilde;o com 1.856.000, o Brasil a 15<sup>a</sup>,    com 116.000, e o Afeganist&atilde;o, a &uacute;ltima, com 70.000. Se classificados    pelo coeficiente de incid&ecirc;ncia, o Zimbabwe que est&aacute; em 21<sup>o</sup>    lugar em n&uacute;mero absoluto de casos, assume a lideran&ccedil;a com 584/100.000    habitantes, e o Brasil passa para o 22<sup>o</sup> com uma estimativa de 68/100.000.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A notifica&ccedil;&atilde;o    da tuberculose no Brasil, nos &uacute;ltimos anos, situa-se entre 80 e 90 mil    casos novos/ano. Sabe-se, pela aus&ecirc;ncia de um m&eacute;todo preciso, da    dificuldade para se estimar corretamente o n&uacute;mero de casos, o que leva    a uma reflex&atilde;o sobre o emprego dessas estimativas, para que n&atilde;o    se cometam equ&iacute;vocos de planejamento e conseq&uuml;entes frustra&ccedil;&otilde;es    quanto ao cumprimento de metas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De qualquer forma,    os n&uacute;meros do Brasil s&atilde;o extremamente preocupantes. Em 2000, foram    notificados 82.249 casos novos, sendo 38.690 no Sudeste, 23.196 no Nordeste,    9.281 no Sul, 5.901 no Norte e 3.522 no Centro-Oeste. O coeficiente de incid&ecirc;ncia    de tuberculose de todas as formas, para o pa&iacute;s, foi de 48,4/100.000 habitantes;    por regi&atilde;o, os mais altos est&atilde;o no Sudeste - 55,0/100.000 - e    no Nordeste - 44,4/100.000. A regi&atilde;o Norte teve coeficiente pr&oacute;ximo    ao do Brasil - 47,6/100.000 - e as regi&otilde;es Sul e Centro-Oeste, valores    bem abaixo - 37,7/100.000 e 29,5/100.000 - respectivamente. O maior coeficiente    encontrado - 91,9/100.000 - pertence ao estado do Rio de Janeiro.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os coeficientes    relativos &agrave;s grandes regi&otilde;es n&atilde;o expressam o quadro existente    em &aacute;reas cr&iacute;ticas das unidades federadas, onde, principalmente    nas regi&otilde;es metropolitanas, h&aacute; munic&iacute;pios em situa&ccedil;&atilde;o    grave, com elevados coeficientes de incid&ecirc;ncia, traduzindo condi&ccedil;&otilde;es    prec&aacute;rias de vida, programas de controle insuficientes e, em alguns lugares,    associa&ccedil;&atilde;o da tuberculose com a aids.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A an&aacute;lise,    como um todo, dos dados mundiais de notifica&ccedil;&atilde;o de casos mostra    que a tend&ecirc;ncia da tuberculose &eacute; de estabilidade, apesar da influ&ecirc;ncia    exercida pela discut&iacute;vel qualidade da informa&ccedil;&atilde;o, pela    baixa capacidade de diagn&oacute;stico e pela sub-notifica&ccedil;&atilde;o.    No entanto, ela &eacute; ascendente nos pa&iacute;ses do leste europeu e nos    africanos com alta preval&ecirc;ncia de HIV. A Am&eacute;rica Latina, cuja tend&ecirc;ncia    sofreu significativa queda na d&eacute;cada de oitenta, estabilizou-se na de    noventa. A situa&ccedil;&atilde;o do Brasil &eacute; id&ecirc;ntica e acaba    influenciando toda a Am&eacute;rica Latina, pois o pa&iacute;s contribui com    a maioria dos casos da regi&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em 1998, o sistema    de informa&ccedil;&atilde;o de mortalidade registrou no Brasil, 6.029 mortes    por tuberculose - 3,7 por 100.000 habitantes: 3.107 no Sudeste; 1.688 no Nordeste;    653 no Sul; 313 no Norte e 268 no Centro-Oeste. A tend&ecirc;ncia da mortalidade    foi declinante na d&eacute;cada de setenta e meados da de oitenta, estabilizando-se    at&eacute; os dias atuais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Quanto &agrave;    ocorr&ecirc;ncia, no Brasil, de tuberculose multidrogarresistente - resist&ecirc;ncia    combinada &agrave; rifampicina e &agrave; isoniazida - observou-se em pesquisa    de 1995/97, da FNS/MS, resist&ecirc;ncia prim&aacute;ria de 1,1%, resist&ecirc;ncia    adquirida de 8,2% e resist&ecirc;ncia combinada de 2,2%, n&uacute;meros considerados    baixos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Segundo a OMS,    a tuberculose e a aids juntas constituem uma calamidade sem precedentes na hist&oacute;ria.    Em 1999, cerca de 1/3 dos infectados pelo HIV o era tamb&eacute;m pelo bacilo    de Koch. O impacto dessa inter-rela&ccedil;&atilde;o &eacute; alarmante, sendo    o HIV o maior fator de risco para o desenvolvimento da tuberculose em pessoas    previamente infectadas. A estimativa mundial da OMS de adultos infectados pelo    HIV, para o ano de 2000, foi de 13 milh&otilde;es, com maior concentra&ccedil;&atilde;o    na &Aacute;frica - 9,3 milh&otilde;es - e na &Aacute;sia - 2,3 milh&otilde;es.    Na Am&eacute;rica Latina seriam 450.000 infectados. No Brasil, houve expans&atilde;o    da epidemia de aids, fen&ocirc;meno que refletiu na epidemiologia da tuberculose.    Entre os casos de aids, no momento da notifica&ccedil;&atilde;o, tem-se observado    que cerca de 30% apresenta associa&ccedil;&atilde;o com tuberculose de todas    as formas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em conclus&atilde;o,    na aus&ecirc;ncia de a&ccedil;&otilde;es suficientes e efetivas de controle    da tuberculose e, diante da falta de inova&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas    e profil&aacute;ticas, seremos obrigados a conviver com as estimativas do Banco    Mundial - em 2020 a tuberculose contribuir&aacute; com 55% das mortes observadas    em adultos nos pa&iacute;ses em desenvolvimento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Muito h&aacute;    por fazer em tuberculose. E n&atilde;o &eacute; demasiado repetir: os &oacute;rg&atilde;os    respons&aacute;veis pela sa&uacute;de p&uacute;blica do pa&iacute;s dever&atilde;o,    em car&aacute;ter priorit&aacute;rio e imediato, intensificar especificamente    a busca de casos, o tratamento, a preven&ccedil;&atilde;o e a promo&ccedil;&atilde;o    da sa&uacute;de, a&ccedil;&otilde;es que, aliadas &agrave;s pol&iacute;ticas    p&uacute;blicas destinadas a melhorar a qualidade de vida da popula&ccedil;&atilde;o    e que t&ecirc;m efeitos diretos no comportamento dessa doen&ccedil;a, colocar&atilde;o    o Brasil no caminho da elimina&ccedil;&atilde;o da tuberculose.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Marcos da hist&oacute;ria    da luta contra a tuberculose no Brasil</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em nosso meio,    o conhecimento da tuberculose, em seus aspectos cl&iacute;nicos e profil&aacute;ticos,    desponta na segunda metade do s&eacute;culo XIX, seguindo a trilha dos avan&ccedil;os    registrados nos centros europeus. A historiografia nacional, neste campo, revela    institui&ccedil;&otilde;es e personalidades que estabeleceram os fundamentos    e o progresso da luta contra a tuberculose no Brasil.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sem ignorar tudo    que se vinha fazendo, desde a &eacute;poca da col&ocirc;nia, no atendimento    hospitalar ao tuberculoso, com destaque para as Santas Casas de Miseric&oacute;rdia,    chega-se a um marco importante com a cria&ccedil;&atilde;o das ligas contra    a tuberculose, uma iniciativa privada que, come&ccedil;ando em 1899 com a Liga    Paulista Contra a Tuberculose e a Liga Brasileira Contra a Tuberculose sediada    no Rio de Janeiro, logo se estende a outros estados como Bahia, Pernambuco e    Esp&iacute;rito Santo, e a alguns pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina. J&aacute;    come&ccedil;ara o s&eacute;culo XX quando surgem, em 1907, as primeiras manifesta&ccedil;&otilde;es    do setor p&uacute;blico, com a proposta de Oswaldo Cruz, diretor geral de Sa&uacute;de    P&uacute;blica, para o estabelecimento de uma a&ccedil;&atilde;o administrativa    de combate &agrave; tuberculose. No entanto, nas primeiras d&eacute;cadas deste    s&eacute;culo, as a&ccedil;&otilde;es e os servi&ccedil;os anti-tuberculose    eram n&atilde;o-governamentais. Desenvolve-se, a partir da&iacute;, um grande    n&uacute;mero de institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas e privadas - dispens&aacute;rios,    sanat&oacute;rios, funda&ccedil;&otilde;es, institutos de pesquisa, estruturas    do setor p&uacute;blico como o Servi&ccedil;o Nacional de Tuberculose, a Campanha    Nacional contra &agrave; Tuberculose e tantas outras - que colocaram o Brasil    na luta mundial contra a tuberculose.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Foram muitos os    personagens que, em nosso meio, contribu&iacute;ram para o progresso cient&iacute;fico    e tecnol&oacute;gico da tuberculose. Alguns s&atilde;o aqui referidos sem subestimar    o importante papel de tantos outros. Um pouco antes da descoberta do bacilo,    em 1880, Clemente Ferreira que, mais tarde, fundaria a Liga Paulista, publica    seu livro &quot;Phthisica Pulmonar&quot;. Em 1907, Pl&aacute;cido Barbosa apresenta    o primeiro plano de combate &agrave; tuberculose para o Rio de Janeiro. O prof.    Arlindo de Assis, em 1927, apenas ap&oacute;s dois anos do emprego da BCG na    Fran&ccedil;a, d&aacute; in&iacute;cio &agrave; vacina&ccedil;&atilde;o BCG    no Brasil, empregando uma vacina por ele preparada no Instituto Viscondessa    de Morais da Funda&ccedil;&atilde;o Ata&uacute;lfo de Paiva. Ao come&ccedil;ar    a d&eacute;cada de trinta, o prof. Clementino Fraga inaugura o ensino formal    da tuberculose com o primeiro Curso de Tuberculose na Faculdade Nacional de    Medicina. A partir da&iacute;, o ensino da Tisiologia se faz em institutos,    cl&iacute;nicas, organismos de sa&uacute;de p&uacute;blica, at&eacute; chegar    &agrave;s Faculdades de Medicina como mat&eacute;ria objeto de c&aacute;tedra    onde despontaram nomes como Ant&ocirc;nio Ibiapina, Aloysio de Paula, Rafael    de Paula Sousa, Jos&eacute; Silveira, Jos&eacute; Rosemberg, Fernando Carneiro,    Newton Bethlem, Jayme Santos Neves, Jos&eacute; Feldman, H&eacute;lio Fraga,    Gilberto Arantes e outros. A contribui&ccedil;&atilde;o brasileira para o conhecimento    da tuberculose prossegue em &aacute;reas de atua&ccedil;&atilde;o como: diagn&oacute;stico,    com o prof. Manoel de Abreu que, em 1936, apresenta ao mundo a radiofotografia    miniaturizada do t&oacute;rax, posteriormente denominada abreugrafia; imuniza&ccedil;&atilde;o,    com os trabalhos de Arlindo de Assis, Jos&eacute; Rosemberg, Jos&eacute; Silveira;    bacteriologia, com as pesquisas de Ant&ocirc;nio Cardoso Fontes e Milton Fontes    Magar&atilde;o; quimioterapia, destacando-se a participa&ccedil;&atilde;o brasileira    nas experi&ecirc;ncias controladas internacionais com H&eacute;lio Fraga, Fl&aacute;vio    Poppe de Figueiredo, Germano Gerhardt Filho; cirurgia da tuberculose, com Jesus    Zerbini, Eduardo Etzel, Jesse Teixeira, Joaquim Cavalcanti; sa&uacute;de p&uacute;blica,    com Rafael de Paula Sousa, Aldo Villas B&ocirc;as, Almir Gabriel, Gilm&aacute;rio    M. Teixeira, Germano Gerhardt Filho, &aacute; frente dos organismos governamentais    de controle; epidemiologia, com a contribui&ccedil;&atilde;o de Ant&ocirc;nio    Francisco Rodrigues de Albuquerque; estudo e atendimento &agrave;s popula&ccedil;&otilde;es    ind&iacute;genas, com Noel Nutels e Jos&eacute; Ant&ocirc;nio Nunes de Miranda;    investiga&ccedil;&otilde;es sobre infec&ccedil;&atilde;o, com Aristides Paes    de Almeida. Esses e muitos outros personagens contribu&iacute;ram para o progresso    do conhecimento da tuberculose no Brasil e, entre eles, n&atilde;o faltou a    figura do memorialista Lourival Ribeiro que, de dentro das pr&oacute;prias estruturas    de luta e como seu part&iacute;cipe, escreveu &quot;A Luta Contra a Tuberculose    no Brasil&quot;.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Pol&iacute;ticas    de controle contempor&acirc;neas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A gravidade da    situa&ccedil;&atilde;o mundial e a perman&ecirc;ncia da epidemia de tuberculose    em nosso meio levaram o pa&iacute;s a estabelecer medidas governamentais para    combater a doen&ccedil;a. Desde 1965, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de padronizou    e passou a distribuir, gratuitamente, em n&iacute;vel nacional, as drogas que    integravam os esquemas terap&ecirc;uticos de 12 meses, considerados de maior    efic&aacute;cia naquela &eacute;poca. No final dos anos setenta, com os avan&ccedil;os    da quimioterapia da tuberculose, o Brasil substituiu os antigos esquemas prolongados    pelos novos de curta dura&ccedil;&atilde;o que inclu&iacute;am rifampicina,    isoniazida e pirazinamida, os quais, como os anteriores, s&atilde;o, at&eacute;    os dias de hoje, distribu&iacute;dos gratuita e universalmente. Esse esquema    - 2RHZ/4RH - &eacute; administrado por via oral, sendo que a rifampicina e a    isoniazida s&atilde;o apresentadas em uma s&oacute; c&aacute;psula. A esse produto    de apresenta&ccedil;&atilde;o &uacute;nica, desenvolvido a pedido do programa    brasileiro de tuberculose, tem-se atribu&iacute;do os baixos n&iacute;veis de    resist&ecirc;ncia prim&aacute;ria encontrados no pa&iacute;s. Na &eacute;poca,    organismos internacionais n&atilde;o recomendavam o uso deste esquema, em programas    nacionais, por consider&aacute;-lo caro, mas, poucos anos atr&aacute;s, a OMS    passou a indic&aacute;-lo para todos os pa&iacute;ses. A manuten&ccedil;&atilde;o,    ao longo dos anos, dessa pol&iacute;tica de quimioterapia, representa uma vit&oacute;ria    de gera&ccedil;&otilde;es de sanitaristas brasileiros que, para alcan&ccedil;&aacute;-la,    caminharam muitas vezes na contra- m&atilde;o das pol&iacute;ticas vigentes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No Brasil, o emprego    do esquema de curta dura&ccedil;&atilde;o foi a motiva&ccedil;&atilde;o para    que se reorganizasse paralelamente a pol&iacute;tica nacional de controle, unificando    o n&iacute;vel central do pa&iacute;s e descentralizando as a&ccedil;&otilde;es    do Programa para os estados, o que levou &agrave; redu&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero    de leitos hospitalares e &agrave; amplia&ccedil;&atilde;o do tratamento ambulatorial    sob normas simplificadas. O resultado dessas medidas foi o impacto epidemiol&oacute;gico    verificado na incid&ecirc;ncia e, principalmente, na mortalidade. A velocidade    de queda s&oacute; diminui no final da d&eacute;cada de oitenta, para, a partir    dos anos noventa, come&ccedil;ar a registrar-se a tend&ecirc;ncia ascendente    dos indicadores. Houve tamb&eacute;m a redu&ccedil;&atilde;o, &agrave; metade,    da taxa de abandono em rela&ccedil;&atilde;o aos esquemas de 12 meses.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os passos seguintes,    como a cria&ccedil;&atilde;o do Centro de Refer&ecirc;ncia Professor H&eacute;lio    Fraga, das Coordenadorias Macro-Regionais e do Sistema Nacional de Vigil&acirc;ncia    Epidemiol&oacute;gica, deram instrumentos para que, de modo inteligente e protegido,    o problema fosse incorporado ao processo de municipaliza&ccedil;&atilde;o decorrente    da cria&ccedil;&atilde;o do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O processo de    municipaliza&ccedil;&atilde;o, acompanhado da reestrutura&ccedil;&atilde;o da    aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica e dos sistemas hierarquizados de refer&ecirc;ncia,    tinha pleno desenvolvimento no escopo dos tr&ecirc;s instrumentos citados. A    ess&ecirc;ncia do processo seguro seria: a manuten&ccedil;&atilde;o de uma intelig&ecirc;ncia    nacional em cont&iacute;nuo e permanente contato; a forma&ccedil;&atilde;o de    quadros aptos para a gest&atilde;o do problema; o incentivo aos cursos de gradua&ccedil;&atilde;o    para a forma&ccedil;&atilde;o de profissionais habilitados; o planejamento estrat&eacute;gico    dos recursos essenciais, especialmente vacinas e medicamentos; a supervis&atilde;o    e as avalia&ccedil;&otilde;es cont&iacute;nuas; a cria&ccedil;&atilde;o de redes    de servi&ccedil;os ambulatoriais especializados, de leitos e de laborat&oacute;rios,    de modo a atender ao problema em qualquer est&aacute;gio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Desde que a OMS,    em 1993, declarou a tuberculose em estado de emerg&ecirc;ncia mundial, o Brasil    sinalizou, com marcos pontuais, sua posi&ccedil;&atilde;o frente &agrave;s novas    perspectivas do problema. Destacaram-se: o lan&ccedil;amento do Plano Emergencial,    em 1994, que priorizou 230 munic&iacute;pios onde se concentra a maioria dos    casos; a proposta de desenvolvimento de Centros de Excel&ecirc;ncia de Combate    &agrave; Tuberculose, em 1999; e recentemente, em 2001, o Plano Nacional de    Mobiliza&ccedil;&atilde;o para elimina&ccedil;&atilde;o da hansen&iacute;ase    e controle da tuberculose.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em 1994, na tentativa    de ainda manter-se um processo inteligente, em que prevalecesse a vontade pol&iacute;tica    do Estado brasileiro, foi lan&ccedil;ado o Plano Emergencial para controle da    tuberculose, quando a Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de celebrou    conv&ecirc;nios com munic&iacute;pios priorit&aacute;rios, segundo crit&eacute;rios    epidemiol&oacute;gicos, estabelecendo metas e uma din&acirc;mica sist&ecirc;mica.    Em 1998, o planejamento estrat&eacute;gico para o controle da tuberculose no    pa&iacute;s, elaborado pelo Centro de Refer&ecirc;ncia Prof. H&eacute;lio Fraga    em conjunto com o N&uacute;cleo de Centros de Excel&ecirc;ncia da COPPE/ UFRJ,    foi incorporado pela Coordena&ccedil;&atilde;o Nacional de Pneumologia Sanit&aacute;ria,    ent&atilde;o no CENEPI/FNS.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No ano seguinte,    esse planejamento, observando as diretrizes t&eacute;cnicas do Plano Emergencial,    acopladas &agrave; metodologia de constru&ccedil;&atilde;o de Centros de Excel&ecirc;ncia    - conceito de trabalho em rede de m&uacute;ltiplos componentes para um    mesmo objetivo bem formulado - foi lan&ccedil;ado como Plano Nacional de Combate    &agrave; Tuberculose. A seguir, a Coordena&ccedil;&atilde;o Nacional de Pneumologia    Sanit&aacute;ria foi transferida para a Secretaria de Pol&iacute;ticas de Sa&uacute;de,    do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. A partir da&iacute; e, com cerca de dois    anos da tentativa, o processo deteriorou-se e houve uma dicotomiza&ccedil;&atilde;o    na defini&ccedil;&atilde;o das diretrizes e processos de decis&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Indicativo da gravidade    da situa&ccedil;&atilde;o &eacute; que Unidades Federadas importantes t&ecirc;m    um sistema de informa&ccedil;&atilde;o deficiente, incapaz de exercer a Vigil&acirc;ncia    Epidemiol&oacute;gica ou acompanhar o uso dos recursos sob a forma de b&ocirc;nus.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A Funda&ccedil;&atilde;o    Nacional de Sa&uacute;de, por meio do Centro de Refer&ecirc;ncia Professor H&eacute;lio    Fraga, det&eacute;m as atribui&ccedil;&otilde;es de: sediar o Laborat&oacute;rio    Nacional de Refer&ecirc;ncia, coordenando a rede p&uacute;blica de laborat&oacute;rios    para diagn&oacute;stico da tuberculose; fazer a vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica    da tuberculose multirresistente; realizar treinamento, pesquisas epidemiol&oacute;gicas    e operacionais, avalia&ccedil;&atilde;o e prestar apoio t&eacute;cnico ao SINAN.    A Secretaria de Pol&iacute;ticas de Sa&uacute;de, localizada na estrutura central    do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, tem o gerenciamento das a&ccedil;&otilde;es    do Programa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Chama a aten&ccedil;&atilde;o    que a&ccedil;&otilde;es de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica, de avalia&ccedil;&atilde;o    de impacto, de pesquisa e de treinamento fiquem alocadas em uma inst&acirc;ncia    e as de gerenciamento das atividades do Programa em outra. A conseq&uuml;&ecirc;ncia    foi uma duplicidade de comando, a perda da unicidade dos prop&oacute;sitos e    a desagrega&ccedil;&atilde;o de processos que garantiam a integralidade das    a&ccedil;&otilde;es de controle da tuberculose.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Nesse cen&aacute;rio,    o universo excessivamente program&aacute;tico, encaixota os temas priorit&aacute;rios    e n&atilde;o permite, numa din&acirc;mica realmente descentralizada, o enfrentamento    inteligente de quest&otilde;es como a associa&ccedil;&atilde;o TB/AIDS, o aumento    da multirresist&ecirc;ncia, o abandono de tratamento, dentre outras. At&eacute;    porque, parece ter havido um erro ao atribuir, ao Programa de Reformula&ccedil;&atilde;o    da Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica, atrav&eacute;s das Equipes de Sa&uacute;de    da Fam&iacute;lia, as mesmas caracter&iacute;sticas solit&aacute;rias dos cl&aacute;ssicos    programas de aten&ccedil;&atilde;o a determinados problemas de sa&uacute;de    p&uacute;blica, levando, no nosso caso, a vers&otilde;es simplistas e incompletas    das a&ccedil;&otilde;es de controle da tuberculose.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Frente a esse    panorama que sugere a reordena&ccedil;&atilde;o do Programa de Controle da Tuberculose    e, na perspectiva de c&acirc;mbio das a&ccedil;&otilde;es governamentais na    &aacute;rea social, de sabido impacto nessa doen&ccedil;a, prop&otilde;em-se    as diretrizes e a&ccedil;&otilde;es seguintes, como avenidas de orienta&ccedil;&atilde;o    para a reformula&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica de controle da tuberculose    no Brasil.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Diretrizes para    a gest&atilde;o do controle da tuberculose no pr&oacute;ximo Governo</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Colabora&ccedil;&atilde;o    entre governo e sociedade.    <br>   Parcerias com os organismos internacionais e organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o-governamentais.    <br>   Estrat&eacute;gias testadas cientificamente.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   A&ccedil;&atilde;o global, visando evitar a tuberculose multidrogarresistente.    <br>   Atividades de controle da tuberculose como parte das a&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas    de sa&uacute;de.    <br>   Fortalecimento da rede laboratorial.    <br>   Programas de treinamento e capacita&ccedil;&atilde;o com qualidade.    <br>   DOTS com efici&ecirc;ncia e sustentabilidade.    <br>   Financiamento assegurado.    <br>   Inova&ccedil;&atilde;o - redes de excel&ecirc;ncia.    <br>   Valoriza&ccedil;&atilde;o da intelig&ecirc;ncia nacional.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Perspectivas capazes    de causar impacto e mudan&ccedil;a na situa&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Gerais</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Novo quadro s&oacute;cio-econ&ocirc;mico.    <br>   Novas drogas.    <br>   Novas vacinas.    <br>   Novos meios diagn&oacute;sticos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Nacionais</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Pol&iacute;ticas    p&uacute;blicas que melhorem a qualidade de vida.    <br>   Valoriza&ccedil;&atilde;o da promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e da preven&ccedil;&atilde;o    de doen&ccedil;as.    <br>   Controle da tuberculose como essencial &agrave; sa&uacute;de da fam&iacute;lia    brasileira.    <br>   Melhoria da qualidade e funcionamento do SUS.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Prioridade para as doen&ccedil;as end&ecirc;micas garantindo aten&ccedil;&atilde;o    integral atrav&eacute;s de sistema hierarquizado (Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica,    Programa de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia, Centros de Refer&ecirc;ncia).    <br>   Efetivo Sistema Nacional de Vigil&acirc;ncia &agrave; Sa&uacute;de no &acirc;mbito    do SUS.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A&ccedil;&otilde;es</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Fortalecer</b> a integra&ccedil;&atilde;o    das atividades de controle da tuberculose &agrave;quelas de promo&ccedil;&atilde;o    da sa&uacute;de, entendidas como indissoci&aacute;veis do combate &agrave; pobreza,    &agrave; desigualdade social e &agrave; fome.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Reinstalar</b> a gest&atilde;o    das atividades de car&aacute;ter nacional de controle da tuberculose, previstas    no SUS, em um &uacute;nico &oacute;rg&atilde;o central, dando-lhe uma fun&ccedil;&atilde;o    sist&ecirc;mica com base nos munic&iacute;pios; coordena&ccedil;&atilde;o estadual    e diretrizes nacionais sist&ecirc;micas e &uacute;nicas para: a retomada do    planejamento dos recursos estrat&eacute;gicos (medicamentos e vacinas) como    pol&iacute;tica nacional; a recria&ccedil;&atilde;o das Coordena&ccedil;&otilde;es    Estrat&eacute;gicas de Localiza&ccedil;&atilde;o Macro-Regional (Norte, Nordeste,    Centro-Oeste, Sudeste e Sul); a efetiva instala&ccedil;&atilde;o do Sistema    Nacional de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica da Tuberculose - SINAN-Tb    - com seus sub-sistemas de laborat&oacute;rio e de multirresist&ecirc;ncia;    o est&iacute;mulo &agrave;s Universidades para pesquisas estrat&eacute;gicas;    a forma&ccedil;&atilde;o de quadros gestores e de t&eacute;cnicos para a&ccedil;&atilde;o    direta.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Instalar</b>, de forma    definitiva, a Rede de Assist&ecirc;ncia &agrave; Tuberculose. Para tanto: considerar    as realidades regionais e locais e respeitar o acesso universal e a eq&uuml;idade;    implantar na rede do SUS a&ccedil;&otilde;es integrais de aten&ccedil;&atilde;o    &agrave; tuberculose, que atendam das unidades b&aacute;sicas &agrave;s de refer&ecirc;ncia    para n&iacute;veis mais complexos dotados de recursos laboratoriais, cir&uacute;rgicos    e terap&ecirc;uticos mais tecnicamente elaborados e de medicamentos de linhas    suplementares.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Ampliar</b>, no conceito    de rede, a cobertura de a&ccedil;&otilde;es atrav&eacute;s das Equipes de Sa&uacute;de    da Fam&iacute;lia e do Programa de Agentes Comunit&aacute;rios de Sa&uacute;de,    mediante: a prepara&ccedil;&atilde;o de um programa de treinamento, em larga    escala, para capacitar essas equipes, com qualidade, em todo o territ&oacute;rio    nacional, para a assist&ecirc;ncia e controle da tuberculose em toda a sua estrutura    essencial; a defini&ccedil;&atilde;o, no mesmo ato, da refer&ecirc;ncia autom&aacute;tica    dos casos mais complexos, dentro da l&oacute;gica da contra-refer&ecirc;ncia    posterior. Essa din&acirc;mica, d&aacute; condi&ccedil;&otilde;es para o incremento    da DOTS, prevista no Plano Nacional de Controle da Tuberculose e aqui entendida    como estrat&eacute;gia de avan&ccedil;o para a reestrutura&ccedil;&atilde;o    e amplia&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Retomar</b> todas    as inst&acirc;ncias do Controle da Tuberculose para a FUNASA, unificando novamente    as decis&otilde;es t&eacute;cnicas e pol&iacute;ticas, restaurando as fun&ccedil;&otilde;es    do Centro de Refer&ecirc;ncia H&eacute;lio Fraga e das Regionais da FUNASA para    a gest&atilde;o das atividades de Controle da Tuberculose, na perspectiva sist&ecirc;mica    e de redes hierarquizadas (aten&ccedil;&atilde;o integral). Pressup&otilde;e-se    o cumprimento das seguintes tarefas: gest&atilde;o dos programas de treinamento    em larga escala e dos recursos humanos estrat&eacute;gicos; forma&ccedil;&atilde;o    de alunos de gradua&ccedil;&atilde;o e p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o; gest&atilde;o    do Sistema Nacional de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica e de seus sub-sistemas;    articula&ccedil;&atilde;o nacional dos Estados e munic&iacute;pios; Coordena&ccedil;&atilde;o    Regional espec&iacute;fica; Rede Nacional de Laborat&oacute;rios e de Acompanhamento    da loca&ccedil;&atilde;o de insumos estrat&eacute;gicos, com controle preciso    dos esquemas em uso e dos medicamentos de multirresist&ecirc;ncia; refor&ccedil;ar    as interfaces com outras &aacute;reas priorit&aacute;rias como a de DST/AIDS.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refor&ccedil;ar</b>    a colabora&ccedil;&atilde;o entre governo, sociedade e institui&ccedil;&otilde;es.    Para isso, deve-se: estimular as amplas possibilidades de parcerias com os organismos    nacionais e internacionais de tuberculose e as Organiza&ccedil;&otilde;es N&atilde;o-Governamentais;    ampliar as a&ccedil;&otilde;es dos instrumentos de controle social do SUS; desenvolver    a intersetorialidade com universidades, &aacute;reas sociais e pol&iacute;ticas    econ&ocirc;micas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Final</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Este documento    &eacute; um manifesto que encerra a proposta de t&eacute;cnicos brasileiros    engajados na luta contra a tuberculose, para a retomada do processo de decl&iacute;nio    dos indicadores que expressam a magnitude desse problema. N&atilde;o s&atilde;o    propostas f&oacute;rmulas m&aacute;gicas, quer-se apenas intensificar e, &agrave;s    vezes, redirecionar a aplica&ccedil;&atilde;o dos m&eacute;todos de controle    consagrados, para converter em realidade seus resultados potenciais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> H&aacute; um conhecimento    pleno de que, apesar da tecnologia utilizada no Brasil estar entre as melhores    dispon&iacute;veis no consenso internacional, n&atilde;o se espera, no espa&ccedil;o    de um per&iacute;odo de governo, impor derrota a nenhum dos componentes que    asseguram as intera&ccedil;&otilde;es entre o bacilo, o homem e o meio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Se se logra desenvolver    um trabalho eficiente e obter alta efic&aacute;cia na aplica&ccedil;&atilde;o    das medidas de controle estabelecidas, est&aacute;-se pavimentando o caminho    para chegar &agrave; recente meta proposta pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial    da Sa&uacute;de, a ser alcan&ccedil;ada em torno do ano 2010 - redu&ccedil;&atilde;o    de 50% das taxas de morte e de preval&ecirc;ncia, em rela&ccedil;&atilde;o aos    n&iacute;veis do ano 2000.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Lista de Assinaturas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Alexandra Sanchez    - RJ / &Aacute;lvaro Augusto S. da Cruz Filho - BA / Ana Lourdes da Costa Rocha    - RJ / Ana M<sup>a</sup> Campos Marques - MS / Ana Margarida Rosemberg - CE    / Angela Ma Dias de Queiroz - MS / Angela M<sup>a</sup> Werneck Barreto - RJ    / Anilda M<sup>a</sup> de Brito Cysne - CE / Antonio Anselmo Bentes Oliveira    - PA / Antonio Carlos Moreira Lemos - BA / Artur C. Moreira de Souza - DF/ Bernardino    Claudio Albuquerque - AM / Carlos Eduardo Dias Campos - RJ / C&eacute;sar Augusto    Avelaneda Espina - RS / Cid Gomes - SC / Clemax Couto Sant'Anna - RJ / Dom&ecirc;nico    Capone - RJ / Elisa Vianna S&aacute; - PA / Elizete Antonieta Tell - SC / Evandi    Ferreira da Silva - PE / F&aacute;tima Moreira Martins - RJ / Fausto Cestari    Filho - SP / Fernando Augusto Fi&uacute;za de Melo - SP / Germano Gerhardt Filho    - RJ / Gilberto Arantes - SP / Gilm&aacute;rio M. Teixeira - RJ / Hisbello S.    Campos - RJ / Ilana Bejgel - RJ / Jaime Mattos Ferreira - SC / Jorge Alexandre    Milagres - RJ / Jorge de Barros Afiune - SP / Jorge Ide Neto - SP / Jorge Meireles    Amarante - DF/ Jos&eacute; do Vale Pinheiro Feitosa - RJ / Jos&eacute; Fantine    - RJ / Jos&eacute; Maximiano de Melo J&uacute;nior - RJ / Jos&eacute; Rosemberg    - SP / Jos&eacute; U&eacute;leres Braga - RJ /Joseney Raimundo Pires dos Santos-    PA / Luiz Carlos C&ocirc;rrea Alves- RJ / Luiz Roberto Ten&oacute;rio - RJ /Margarida    M&ordf; Mattos B. de Almeida-SP / Maria Rosalha Teixeira Mota - CE / Maria Jos&eacute;    Procopio - RJ / Maria L&uacute;cia Penna - RJ / Maria Socorro Martins - CE /    Maria Therezinha L. de Miranda - RJ / Margareth Pretti Dalcolmo - RJ / Miguel    Aiub Hijjar - RJ / Moema Wotzasek Costa - DF / Neusa M<sup>a</sup> Dias Moreira    - PA / Ninarosa Calzavara Cardoso - PA / Paulo C&eacute;sar de Souza Caldas-    RJ / Rosa M<sup>a</sup> Sant' Anna Gayva - RJ / S&eacute;rgio Luiz Magar&atilde;o    - RJ / Sonia Regina Pinto de Abreu - RJ / Sonia Natal - RJ / Thelma Battaglia    Rezende - RJ / Waldyr Teixeira do Prado - MG / Wilson Alecrim - AM / Zulmira    Maria de Ara&uacute;jo Hartz - RJ.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Documento enviado    para:</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Presidente da    Rep&uacute;blica / ministro da Sa&uacute;de / secret&aacute;rio Executivo-MS    / Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de-MS / Secretaria    de Gest&atilde;o do Trabalho em Sa&uacute;de-MS / Secretaria de Ci&ecirc;ncia    e Tecnologia e Insumos Estrat&eacute;gicos / Secretaria de Gest&atilde;o Participativa    / ministro da Educa&ccedil;&atilde;o / ministro da Justi&ccedil;a / ministro    da Assist&ecirc;ncia e Promo&ccedil;&atilde;o Social / ministro da Seguran&ccedil;a    Alimentar e Combate &agrave; Fome / ministro do Trabalho e Emprego / ministro    da Previd&ecirc;ncia / ministro da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia / Presid&ecirc;ncia    do Senado / Presid&ecirc;ncia da C&acirc;mara / l&iacute;deres dos Partidos    / Conselho Nacional de Secret&aacute;rios de Sa&uacute;de / Conselho Nacional    de Secret&aacute;rios Municipais de Sa&uacute;de / Conselho Nacional de Sa&uacute;de    / governadores / secret&aacute;rios de Sa&uacute;de das UF / Conselho Federal    de Enfermagem / Conselho Federal de Farm&aacute;cia / Sociedade Brasileira de    Pneumologia e Tisiologia / Sociedade Brasileira de Medicina Tropical / Associa&ccedil;&atilde;o    M&eacute;dica Brasileira / Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Sa&uacute;de    Coletiva / Pastoral da Crian&ccedil;a / Conselho Nacional de Bispos do Brasil    / Federa&ccedil;&atilde;o Nacional de M&eacute;dicos / professores titulares    da cadeira de Pneumologia das Universidades.</font></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
</article>
