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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This is a descriptive epidemiological study which aims at analyzing the duration of treatment of tuberculosis patients enrolled in the Tuberculosis Control Program (TCP) in a health service in the city of Ribeirão Preto-SP in 1998 and 1999. Data were obtained through records books and charts. The Epi-Info software, version 6.04d, was used for data recording, tabulation and analysis. It was observed that of the 140 patients under study, 105 (75%) were cured, 20 (14.29%) were transferred, 05 (3.57%) had an alteration in their diagnoses, 05 (3.57%) quit treatment and 05 (3.57%) passed away. Concerning cure, 39.05% were cured in up to six months; 39.05% in a period of 6.1 to 9 months; 20% in more than 9 months and 1.9% were ignored. It was identified that the history of previous treatment, pathological intercurrences, AIDS and alcoholism contributed to not following therapy adequately, which extended the time of treatment among cured individuals. Concerning the time of treatment of patients who did not develop to cure, 09 (25.71%) were not cured after 6 months of treatment (03 dropouts; 03 deaths; 02 diagnosis alterations and 01 transfer). It can be observed that intercurrences may occur during treatment, which causes deviances such as the non-adherence to the therapeutic plan and increase in the treatment period, risks of quitting and even death. Failures in the completion of charts and report forms were distinguished in this study]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Tempo    de tratamento de pacientes inscritos no Programa de Controle da Tuberculose.    Ribeir&atilde;o Preto-SP (1998-1999) </font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Cinthia Midori    Sassaki<sup>I</sup>; Ricardo Alexandre Arc&ecirc;ncio<sup>II</sup>; Moacyr Lobo da Costa J&uacute;nior<sup>III</sup>;    Pedro Fredemir Palha<sup>IV</sup>; Roxana Isabel Cardozo Gonzales<sup>V</sup>; Tereza Cristina Scatena    Villa<sup>VI</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Mestre    e doutoranda em Enfermagem em Sa&uacute;de P&uacute;blica da Escola de Enfermagem    de Ribeir&atilde;o Preto-USP. Bolsista CAPES. R: Padre Anchieta, 660 - Vila    Tib&eacute;rio. CEP 14050-140. Ribeir&atilde;o Preto-SP. E-mail: <a href="mailto:midsas@yahoo.com.br">midsas@yahoo.com.br</a>    <br>   <sup>II</sup>Aluno de gradua&ccedil;&atilde;o da EERP-USP. Bolsista FAPESP    <br>   <sup>III</sup>Professor Doutor do Programa de Enfermagem Psiqui&aacute;trica e Ci&ecirc;ncias Humanas da EERP/    USP    <br>   <sup>IV</sup>Professor Doutor do Programa de Enfermagem em Sa&uacute;de P&uacute;blica    da EERP/ USP    <br>   <sup>V</sup>Doutoranda em Enfermagem em Sa&uacute;de P&uacute;blica da    EERP-USP. Bolsista CAPES    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>VI</sup>Professora Doutora Associada da EERP-USP. Orientadora.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Trata-se de um    estudo explorat&oacute;rio descritivo que busca analisar o tempo de tratamento    da tuberculose de pacientes inscritos no PCT de um servi&ccedil;o de sa&uacute;de    do munic&iacute;pio de Ribeir&atilde;o Preto-SP, nos anos de 1998 e 1999. Os    dados foram obtidos atrav&eacute;s de livros de registro e prontu&aacute;rios.    Utilizou-se o programa Epi-Info, vers&atilde;o 6.04d para o cadastramento, tabula&ccedil;&atilde;o    e an&aacute;lise. Observou-se que dos 140 pacientes em estudo, 105 (75%) curaram,    20 (14,29%) foram transferidos, 05 (3,57%) tiveram mudan&ccedil;a de diagn&oacute;stico,    05 (3,57%) abandonaram e 05 (3,57%) foram a &oacute;bito. Em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; cura, 39,05% curaram em at&eacute; 6 meses; 39,05% entre 6,1 - 9 meses;    20% em mais de 9 meses e 1,9% foi ignorado. Identificou-se que a hist&oacute;ria    de tratamento anterior, intercorr&ecirc;ncias patol&oacute;gicas, aids e alcoolismo    contribu&iacute;ram para o n&atilde;o cumprimento correto da terap&ecirc;utica,    prolongando o tempo de tratamento entre os indiv&iacute;duos curados. Quanto    ao tempo de tratamento dos pacientes que n&atilde;o evolu&iacute;ram para a    cura, 09 (25,71%) n&atilde;o curaram ap&oacute;s 6 meses de tratamento (03 abandonos,    03 &oacute;bitos, 02 mudan&ccedil;as de diagn&oacute;stico e 01 transfer&ecirc;ncia).    Verificou-se que as intercorr&ecirc;ncias podem acontecer ao longo do tratamento,    ocasionando desvios como o n&atilde;o cumprimento do esquema terap&ecirc;utico,    aumentando o tempo de tratamento, o risco de abandono e at&eacute; mesmo o &oacute;bito.    Destacam-se, neste estudo, falhas no preenchimento dos prontu&aacute;rios e    fichas de notifica&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b>    Tuberculose, Ades&atilde;o, Tempo.</font></p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> This is a descriptive    epidemiological study which aims at analyzing the duration of treatment of tuberculosis    patients enrolled in the Tuberculosis Control Program (TCP) in a health service    in the city of Ribeir&atilde;o Preto-SP in 1998 and 1999. Data were obtained    through records books and charts. The Epi-Info software, version 6.04d, was    used for data recording, tabulation and analysis. It was observed that of the    140 patients under study, 105 (75%) were cured, 20 (14.29%) were transferred,    05 (3.57%) had an alteration in their diagnoses, 05 (3.57%) quit treatment and    05 (3.57%) passed away. Concerning cure, 39.05% were cured in up to six months;    39.05% in a period of 6.1 to 9 months; 20% in more than 9 months and 1.9% were    ignored. It was identified that the history of previous treatment, pathological    intercurrences, AIDS and alcoholism contributed to not following therapy adequately,    which extended the time of treatment among cured individuals. Concerning the    time of treatment of patients who did not develop to cure, 09 (25.71%) were    not cured after 6 months of treatment (03 dropouts; 03 deaths; 02 diagnosis    alterations and 01 transfer). It can be observed that intercurrences may occur    during treatment, which causes deviances such as the non-adherence to the therapeutic    plan and increase in the treatment period, risks of quitting and even death.    Failures in the completion of charts and report forms were distinguished in    this study.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Key words:</b> Tuberculosis,    Adherence, Duration.</font></p> <hr size="1">     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A tuberculose    poderia estar controlada, considerando-se que os recursos diagn&oacute;sticos    s&atilde;o relativamente simples e os esquemas terap&ecirc;uticos dispon&iacute;veis    altamente eficazes<sup><i>(1)</i></sup>. Por&eacute;m, s&atilde;o comuns falhas/ intercorr&ecirc;ncias    acontecerem ao longo do tratamento, ocasionando desvios como o n&atilde;o-cumprimento    do esquema terap&ecirc;utico, aumentando o tempo de tratamento, o risco de abandono    e at&eacute; mesmo o &oacute;bito.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O n&atilde;o-cumprimento    de um esquema terap&ecirc;utico &eacute; um problema antigo e pode se apresentar    sob diferentes formas e graus, desde o esquecimento eventual ou da interrup&ccedil;&atilde;o    intencional peri&oacute;dica e/ou intermitente, ao abandono total do tratamento.    Desconsiderando eventuais esquecimentos, sem maiores conseq&uuml;&ecirc;ncias,    a descontinuidade do tratamento, apesar de um fato conhecido, n&atilde;o tem    sido objeto de abordagens sistem&aacute;ticas que avaliem sua incid&ecirc;ncia    e impacto no sucesso terap&ecirc;utico da tuberculose, sendo os estudos limitados    &agrave; sua express&atilde;o maior, o abandono. No entanto, essa descontinuidade    e suas liga&ccedil;&otilde;es com o desconforto provocado pelas rea&ccedil;&otilde;es    indesej&aacute;veis, alcoolismo, uso de drogas, falhas na supervis&atilde;o    do tratamento ou diferentes formas de percep&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a    e sua cura, deveria ser considerada com mais aten&ccedil;&atilde;o na produ&ccedil;&atilde;o    acad&ecirc;mica e, obviamente, na pr&aacute;tica dos &oacute;rg&atilde;os de    sa&uacute;de<sup><i>(2)</i></sup>, uma vez que essa descontinuidade pode levar    ao prolongamento do tempo de terapia, podendo resultar na fal&ecirc;ncia do    tratamento e consequentemente o agravamento do quadro cl&iacute;nico. No caso    espec&iacute;fico da tuberculose, tanto o abandono quanto a irregularidade na    tomada de medicamentos e, consequentemente, a fal&ecirc;ncia do tratamento e    a recidiva da doen&ccedil;a, s&atilde;o considerados as quest&otilde;es-chave    a serem superadas<sup><i>(3)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Para conseguir    o objetivo de produzir impacto epidemiol&oacute;gico, o processo de descoberta-tratamento    de casos bacil&iacute;feros deve atingir a maior cobertura poss&iacute;vel e    a m&aacute;xima regularidade de tratamento<sup><i>(4)</i></sup>. Este, uma vez iniciado, n&atilde;o    deve ser interrompido, salvo ap&oacute;s rigorosa revis&atilde;o cl&iacute;nica    e laboratorial que o determine<sup><i>(5)</i></sup>.</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; importante    destacar que o processo de cura atual leva em considera&ccedil;&atilde;o apenas    as quest&otilde;es ditas como &quot;cient&iacute;ficas&quot;, por&eacute;m    n&atilde;o individuais/ sociais. Algumas vari&aacute;veis demogr&aacute;ficas    e s&oacute;cio-econ&ocirc;micas como idade, sexo, ra&ccedil;a, ocupa&ccedil;&atilde;o,    estado civil, renda e educa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o freq&uuml;entemente    inclu&iacute;das nos estudos sobre tuberculose como importantes indicadores    de n&atilde;o ades&atilde;o<sup><i>(6-7)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No entanto, h&aacute;    estudos em que as vari&aacute;veis demogr&aacute;ficas e s&oacute;cio-econ&ocirc;micas    s&atilde;o vistas como inconsistentes e est&atilde;o apontando para outros fatores    sobre o paciente para medir a n&atilde;o ades&atilde;o<sup><i>(8-9)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A neglig&ecirc;ncia    do doente ao regime de medica&ccedil;&atilde;o prescrito pode ser observada    quando o mesmo deixa de comparecer na data agendada para o atendimento, ficando    sem medica&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o ingest&atilde;o das drogas, dosagens    equivocadas, interrup&ccedil;&atilde;o do tratamento por ter se cansado de tomar    rem&eacute;dio, ter esquecido ou viajado<sup><i>(10)</i></sup>. Destacam-se tamb&eacute;m, a auto-avalia&ccedil;&atilde;o    da efic&aacute;cia do tratamento, o &quot;sentir-se bem&quot;, e a desinforma&ccedil;&atilde;o    e/ou informa&ccedil;&otilde;es equivocadas<sup><i>(2)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Al&eacute;m dos    aspectos relacionados ao paciente existem tamb&eacute;m os relacionados ao tratamento.    A quimioterapia cura a tuberculose pulmonar, por&eacute;m, freq&uuml;entemente,    falha pelo n&atilde;o-cumprimento do tratamento, permanecendo fatores respons&aacute;veis    pela sele&ccedil;&atilde;o de bacilos mutantes durante a utiliza&ccedil;&atilde;o    das drogas: quimioterapia com esquemas inadequados, dura&ccedil;&atilde;o e    dosagens insuficientes e rea&ccedil;&otilde;es adversas, levando &agrave; n&atilde;o    ades&atilde;o ao tratamento<sup><i>(11)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A irregularidade    na distribui&ccedil;&atilde;o dos medicamentos, a precariedade do atendimento    e as dificuldades de acesso aos servi&ccedil;os<sup><i>(12-14)</i></sup> formam um conjunto de    condi&ccedil;&otilde;es diretamente ligadas &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o    dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A quest&atilde;o    da ades&atilde;o ao tratamento da tuberculose tem sido estudada sob diferentes    abordagens, sendo que alguns estudos atribuem os resultados da ades&atilde;o    ou n&atilde;o ades&atilde;o a fatores relacionados ao <i>doente de tuberculose</i>,    enfocando prioritariamente causas de ordem biol&oacute;gica<sup><i>(15)</i></sup>, sem uma maior    preocupa&ccedil;&atilde;o com o resgate da individualidade desses doentes, como    h&aacute;bitos di&aacute;rios, eventos da vida<sup><i>(16)</i></sup> e personalidade pr&oacute;pria.    Outros estudos atribuem &agrave; <i>dimens&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o de    servi&ccedil;os de sa&uacute;de</i>, onde s&atilde;o analisadas a dura&ccedil;&atilde;o    do tratamento<sup><i>(17)</i></sup>, a efic&aacute;cia das drogas e a infra-estrutura do pr&oacute;prio    programa como a m&atilde;o de obra qualificada<sup><i>(18)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A avalia&ccedil;&atilde;o    sistem&aacute;tica do doente e seu tratamento pode contribuir para a vigil&acirc;ncia    da tuberculose mediante identifica&ccedil;&atilde;o dos principais obst&aacute;culos    ao sucesso do tratamento dos grupos priorit&aacute;rios do ponto de vista de    um acompanhamento diferenciado, evitando assim, o abandono, interrup&ccedil;&otilde;es    e prolongamento do tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Uma vez que qualquer    regime ou esquema de tratamento, particularmente para a tuberculose, &eacute;    ineficiente se n&atilde;o &eacute; usado no tempo, doses e regularidade necess&aacute;rios<sup><i>(3)</i></sup>,    o presente estudo justifica-se pela necessidade de oferecer subs&iacute;dios    para o avan&ccedil;o da assist&ecirc;ncia ao doente de tuberculose durante seu    tratamento, mensurando e analisando o tempo de tratamento da doen&ccedil;a segundo    os resultados da alta, para que sejam implementados procedimentos diferenciados    de acompanhamento, atrav&eacute;s de estrat&eacute;gias novas ou complementares,    de forma a fortalecer o controle e combate &agrave; tuberculose em n&iacute;vel    local.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Objetivo</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Mensurar e analisar    o tempo de tratamento da tuberculose de pacientes inscritos no Programa de Controle    da Tuberculose (PCT) de um servi&ccedil;o de sa&uacute;de do munic&iacute;pio    de Ribeir&atilde;o Preto-SP, no per&iacute;odo de janeiro/1998 a dezembro/1999.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Material e m&eacute;todos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Trata-se de um    estudo explorat&oacute;rio descritivo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Realizou-se num    primeiro momento uma revis&atilde;o do &quot;Livro de Registro e Controle de    Tratamento dos Casos de Tuberculose&quot;, com o prop&oacute;sito de identificar    e quantificar os pacientes inscritos no PCT, no per&iacute;odo de janeiro de    1998 a dezembro de 1999. Foram identificados 191 pacientes inscritos neste per&iacute;odo,    destes, 03 foram inscritos duas vezes no Programa. Mesmo que o doente tivesse    sido inscrito mais de uma vez no per&iacute;odo, considerou-se somente a primeira.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A partir dessa    revis&atilde;o, foi poss&iacute;vel levantar os prontu&aacute;rios dos pacientes,    sendo que apenas 169 prontu&aacute;rios foram localizados, destes, 29 foram    exclu&iacute;dos da amostra por n&atilde;o terem iniciado o esquema atual de    tratamento no NGA-59; vieram transferidos de outros servi&ccedil;os para continuar    o tratamento ou para o estudo da alta. Foram inclu&iacute;dos, portanto, 140    pacientes neste estudo. Os resultados registraram 105 (75%) curas, 20 (14,29%)    transfer&ecirc;ncias, 05 (3,57%) mudan&ccedil;as de diagn&oacute;stico, 05 (3,57%)    abandonos e 05 (3,57%) &oacute;bitos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As informa&ccedil;&otilde;es    obtidas dos prontu&aacute;rios foram relativas a algumas vari&aacute;veis s&oacute;cio-demogr&aacute;ficas    (sexo, idade, escolaridade e ocupa&ccedil;&atilde;o); dados referentes ao diagn&oacute;stico    (forma cl&iacute;nica), ao tratamento (condi&ccedil;&atilde;o, esquema, tipo,    tempo e resultado de tratamento), &agrave;s intercorr&ecirc;ncias &quot;patol&oacute;gicas&quot;    e doen&ccedil;as associadas (aids, alcoolismo e outras). Caso n&atilde;o houvesse    nos prontu&aacute;rios, na parte evolu&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a, as    informa&ccedil;&otilde;es acima, esses dados eram verificados nas fichas de    notifica&ccedil;&atilde;o dos doentes, visando uma maior obten&ccedil;&atilde;o    no n&uacute;mero de informa&ccedil;&otilde;es sobre os mesmos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Cada paciente    teve suas informa&ccedil;&otilde;es coletadas individualmente atrav&eacute;s    de um formul&aacute;rio. A partir desse instrumento, construiu-se um banco de    dados, com base no Programa Epi-Info, vers&atilde;o 6.04d da Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial da Sa&uacute;de. Ap&oacute;s a coleta, os dados foram digitados (com    dupla digita&ccedil;&atilde;o e verifica&ccedil;&atilde;o) para posterior tabula&ccedil;&atilde;o    e an&aacute;lise.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O <i>tempo de tratamento    da tuberculose</i> considerado no estudo, consistiu na diferen&ccedil;a entre a    data do t&eacute;rmino (x) e a data do in&iacute;cio do tratamento (y) dividido    por 30,44. (X - Y)/ 30,44= <i>tempo de tratamento da tuberculose</i> (em meses).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Considerou-se,    neste estudo, a data do t&eacute;rmino do tratamento, como a data da &uacute;ltima    ingest&atilde;o do medicamento. E a data do in&iacute;cio do tratamento, como    a data da primeira ingest&atilde;o do medicamento. Ambas foram registradas no    prontu&aacute;rio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Foi calculado    o <i>tempo de tratamento da tuberculose</i> de cada paciente considerado no estudo    e os tempos obtidos, foram agrupados em per&iacute;odos de: at&eacute; 6 meses;    6.1 a 9 meses; mais de 9 meses.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Segundo as normas    do PCT, os motivos da alta (<i>resultados de tratamento</i>) est&atilde;o assim definidos:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Cura:</i> ser&aacute;    dada quando for completado o tratamento e com base em crit&eacute;rios cl&iacute;nicos-radiol&oacute;gicos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Abandono de tratamento:</i>    ser&aacute; dada ao doente que deixar de comparecer &agrave; unidade por mais    de trinta dias consecutivos, ap&oacute;s a data aprazada para seu retorno.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Transfer&ecirc;ncia:</i>    ser&aacute; dada quando o doente for transferido para outro servi&ccedil;o de    sa&uacute;de.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Mudan&ccedil;a    de diagn&oacute;stico:</i> ser&aacute; dada quando for constatado erro no diagn&oacute;stico.</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>&Oacute;bito:</i>    ser&aacute; dada por ocasi&atilde;o do conhecimento da morte do paciente durante    o tratamento independentemente da causa.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Resultados e discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Considerando-se    somente a primeira inscri&ccedil;&atilde;o no PCT, foram identificados 188 pacientes    inscritos no per&iacute;odo estudado. Destes, apenas 169 prontu&aacute;rios    foram localizados. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o    dos prontu&aacute;rios, caso n&atilde;o houvesse o registro das informa&ccedil;&otilde;es    relativas a algumas vari&aacute;veis em estudo, esses dados seriam verificados    nas fichas de notifica&ccedil;&atilde;o dos doentes, visando uma maior obten&ccedil;&atilde;o    no n&uacute;mero de informa&ccedil;&otilde;es sobre os mesmos. A coleta de dados    foi realizada atrav&eacute;s de um formul&aacute;rio individual para cada paciente.    Dos 140 formul&aacute;rios preenchidos, em 29, (20,7%) n&atilde;o houve o preenchimento    de pelo menos uma vari&aacute;vel. Quanto &agrave; ficha de notifica&ccedil;&atilde;o,    os itens n&atilde;o preenchidos estavam relacionados &agrave;s informa&ccedil;&otilde;es    da aids (20,7%), seguidos dos itens escolaridade (8,6%) e ocupa&ccedil;&atilde;o    (6,6%).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Tais achados mostram    a dificuldade da equipe de sa&uacute;de e de ger&ecirc;ncia da unidade de sa&uacute;de    em priorizar no conjunto de atividades, o sistema de registro e informa&ccedil;&atilde;o,    expresso pelo preenchimento incompleto das fichas de notifica&ccedil;&atilde;o,    das folhas de evolu&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica e de enfermagem dos prontu&aacute;rios,    das fichas de acompanhamento do paciente previstas pelo PCT, sugerindo uma maior    aten&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o para esse problema e melhor esclarecimento    aos trabalhadores de sa&uacute;de sobre a precis&atilde;o dos dados a serem    informados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A cura</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em rela&ccedil;&atilde;o    aos 105 pacientes que evolu&iacute;ram para a cura, 39,05% o fizeram em at&eacute;    6 meses; 39,05% entre 6,1 - 9 meses; 20% em mais de 9 meses e 1,9% foi ignorado    devido &agrave; impossibilidade de calcular o tempo de tratamento uma vez que    n&atilde;o estava registrada no prontu&aacute;rio a data da &uacute;ltima medica&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No estudo realizado    em S&atilde;o Paulo-SP, de acordo com o per&iacute;odo de tratamento e os tipos    de sa&iacute;da de 5.360 casos de tuberculose pulmonar, notificados por 55 unidades    de sa&uacute;de, <sup>(19)</sup> pode-se destacar que na distribui&ccedil;&atilde;o dos    casos de tuberculose pulmonar com alta por cura, 48,58% dos casos obtiveram    alta no fim do sexto m&ecirc;s; 45,81% foram tratados por tempo maior que 6    meses, sendo que entre eles, a maioria teve alta aos 7 meses, o que pode ser    atribu&iacute;do a prolongamento de tratamento devido ao atraso entre consultas;    5,61% dos casos tiveram alta por cura ap&oacute;s 9 meses de tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Pode-se verificar    que dos 105 pacientes que curaram, em 62 (59,05%) a cura se deu ap&oacute;s    seis meses de tratamento. Destes, 29 (46,8%) tiveram um tempo de tratamento    entre 6,1 a 7,0 meses. Esse per&iacute;odo, um m&ecirc;s a mais que o previsto    no PCT, pode ser explicado por quest&otilde;es relacionadas &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o    do servi&ccedil;o, tais como falhas no registro e no fluxo de informa&ccedil;&atilde;o.    No entanto, 33 (53,2%) curaram num tempo de tratamento que variou de 7,1 at&eacute;    17,7 meses.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Observa-se, neste    estudo, que do total de pacientes curados, entre a faixa et&aacute;ria de 0-19    anos, nove (56,25%) curaram at&eacute; 6 meses e sete (43,75%) ap&oacute;s 6,1    meses; de 20 a 64 anos, 31 (38,3%) e 49 (60,49%), respectivamente e de 65 e    mais, um (12,5%) e seis (75%), respectivamente. Quanto ao sexo, 42 (60%) homens    e 20 (57,14%) mulheres curaram ap&oacute;s 6 meses.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Segundo um estudo    realizado em Pelotas-RS<sup><i>(20)</i></sup>, a ades&atilde;o analisada do ponto de vista do    doente, apontando para as conex&otilde;es entre sua fase de vida, via categoria    g&ecirc;nero e o resultado final do tratamento, mostrou que os homens mais jovens    t&ecirc;m, aparentemente, preocupa&ccedil;&otilde;es mais dilu&iacute;das sobre    a doen&ccedil;a e aderem menos &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas.    Na grande maioria, entendem que uma vez cessados os sintomas da doen&ccedil;a    est&atilde;o, se n&atilde;o totalmente, quase curados. Alegam que os medicamentos    s&atilde;o em grande quantidade e que provocam efeitos colaterais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em rela&ccedil;&atilde;o    ao sexo, os autores encontraram que para todas as mulheres, a necessidade e    o desejo de cura, quando as sensa&ccedil;&otilde;es desagrad&aacute;veis se    intensificam, fazem com que superem as sensa&ccedil;&otilde;es desagrad&aacute;veis    dos medicamentos, aderindo melhor ao tratamento. Observa-se neste estudo que    tanto os homens (57,14%) quanto as mulheres (60%) prolongaram o tempo de tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em rela&ccedil;&atilde;o    ao grau de escolaridade e &agrave; ocupa&ccedil;&atilde;o, alguns estudos mostram    que os indiv&iacute;duos de baixa escolaridade, na aus&ecirc;ncia de informa&ccedil;&atilde;o,    apresentam uma intera&ccedil;&atilde;o aditiva, constituindo-se em uma categoria    de maior risco para n&atilde;o ades&atilde;o. Al&eacute;m disso, outros fatores    de risco relacionados aos doentes foram destacados, tais como: o trabalho sem    v&iacute;nculo empregat&iacute;cio; a falta de estrutura&ccedil;&atilde;o familiar;    o morar s&oacute;; hist&oacute;ria passada de tratamento de tuberculose e abandono<sup><i>(21)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Pode-se observar    neste estudo que tanto os indiv&iacute;duos de n&iacute;vel superior quanto    os sem escolaridade tiveram o resultado esperado no tempo preconizado. Quanto    &agrave; vari&aacute;vel ocupa&ccedil;&atilde;o, constatou-se que mesmo aqueles    que ocupavam uma posi&ccedil;&atilde;o superior apresentaram um prolongamento    no tempo da terap&ecirc;utica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Dos 05 pacientes    que estavam na condi&ccedil;&atilde;o de retratamento, todos tiveram um tempo    de tratamento maior que o preconizado. Este dado evidencia que os casos de retratamento    podem ser um fator de risco para o n&atilde;o-cumprimento correto da terap&ecirc;utica,    prolongando o tempo de tratamento e exigindo uma maior aten&ccedil;&atilde;o    e acompanhamento desses doentes a fim de detectar problemas e acionar mais rapidamente    as medidas para sua corre&ccedil;&atilde;o, como por exemplo, evitar as interrup&ccedil;&otilde;es,    o uso inadequado de medicamentos, as falhas na freq&uuml;&ecirc;ncia &agrave;s    consultas m&eacute;dicas, ou mesmo o abandono do tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em rela&ccedil;&atilde;o    ao tipo de tratamento, dos pacientes estudados 82 (78,1%) estavam submetidos    ao Tratamento Auto-administrado (TA), 10 (9,52%) ao Tratamento Supervisionado    (TS) e 13 (12,38%) ao TA seguido do TS. Observou-se que o TS n&atilde;o garantiu    a cura em seis meses. Pelo contr&aacute;rio, dos 10 pacientes em TS, sete tiveram    um tempo de tratamento superior ao preconizado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em um estudo realizado    em Bauru - SP, os resultados mostram que mais de um ter&ccedil;o dos doentes    entrevistados interromperam a medica&ccedil;&atilde;o por alguns dias durante    o tratamento, mesmo estando, parte deles, acompanhados em TS. Conclui manifestando    que essa realidade mostra a necessidade de busca de novas formas de abordagem    dos doentes, no intuito de minimizar essa forma subliminar de abandono, que    pode ser respons&aacute;vel por uma resposta menos favor&aacute;vel &agrave;    terapia, por algumas recidivas e at&eacute; pela poss&iacute;vel evolu&ccedil;&atilde;o    para a multirresist&ecirc;ncia<sup><i>(22)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> P&ocirc;de-se    observar ainda, que as interrup&ccedil;&otilde;es na terap&ecirc;utica devido    &agrave;s intercorr&ecirc;ncias patol&oacute;gicas foram eventuais prolongando    o tempo de tratamento para at&eacute; 9.0 meses. Os outros 11 casos de intercorr&ecirc;ncias    no per&iacute;odo maior que 9.0 meses, deveu-se principalmente a obst&aacute;culos    relacionados ao paciente, tais como: a neglig&ecirc;ncia do doente ao regime    de medica&ccedil;&atilde;o prescrito deixando de comparecer na data agendada    para o atendimento, ficando sem medica&ccedil;&atilde;o; a n&atilde;o ingest&atilde;o    das drogas, interrompendo o tratamento por terem viajado ou se sentindo curado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em rela&ccedil;&atilde;o    aos casos de co-infec&ccedil;&atilde;o pelo v&iacute;rus HIV, apesar do servi&ccedil;o    em estudo, nos anos de 1998 e 1999, seguir a recomenda&ccedil;&atilde;o do PCT,    de tratamento de 9 meses para estes casos, foram identificados nesta popula&ccedil;&atilde;o,    02 casos de aids tratados no per&iacute;odo inferior ao tempo previsto pelo    Programa, de 6,1 a 7,0 meses; 03 pacientes co-infectados fizeram o tratamento    no tempo recomendado; 07 tiveram um prolongamento no tempo, 04 (57,1%) entre    9,2 a 9,8 meses o que pode ser explicado pelas interrup&ccedil;&otilde;es eventuais    e 03 (42,9%) entre 12,6 a 17,7 meses, todos de dif&iacute;cil ades&atilde;o    ao tratamento e v&aacute;rias interrup&ccedil;&otilde;es durante todo o tratamento.    Essa descontinuidade levou ao prolongamento do tempo de tratamento podendo ter    resultado em resist&ecirc;ncia, fal&ecirc;ncia, abandono ou mesmo &oacute;bito.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os dados obtidos    neste estudo evidenciaram tamb&eacute;m que dos 9 pacientes que faziam uso de    bebida alco&oacute;lica, 7 tiveram um tempo de tratamento maior que seis meses    e dos 92 que n&atilde;o o faziam, 52 apresentaram um tempo prolongado de tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O alcoolismo e    HIV/ aids formam um outro conjunto de condi&ccedil;&otilde;es ligadas ao comportamento    de grupos espec&iacute;ficos, levando ao n&atilde;o-cumprimento da terap&ecirc;utica<sup><i>(2)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No estudo realizado    em Bauru - SP<sup><i>(22)</i></sup>, observouse que embora mais da metade dos doentes tenha considerado    o tratamento longo e cansativo e 21% deles tenham revelado a presen&ccedil;a    de efeitos colaterais atribu&iacute;dos aos medicamentos, surpreendentemente,    os doentes que interromperam o tratamento por alguns dias, deram outras explica&ccedil;&otilde;es    para esse comportamento, alegando esquecimento ou o uso de bebidas alco&oacute;licas    e outras drogas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Neste estudo,    encontramos como quest&otilde;es de ordem mais geral, a hist&oacute;ria de tratamento    anterior, intercorr&ecirc;ncias patol&oacute;gicas, aids, alcoolismo e a neglig&ecirc;ncia    do doente ao regime de medica&ccedil;&atilde;o prescrito. Tais fatores contribu&iacute;ram    para o n&atilde;o-cumprimento correto da terap&ecirc;utica, prolongando o tempo    de tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>N&atilde;o cura    (abandono, &oacute;bito, mudan&ccedil;a de diagn&oacute;stico e transfer&ecirc;ncia)</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Do total de 35    pacientes que n&atilde;o curaram, 09 (25,71%) n&atilde;o curaram ap&oacute;s    6 meses de tratamento (03 abandonos, 03 &oacute;bitos, 02 mudan&ccedil;as de    diagn&oacute;stico e 01 transfer&ecirc;ncia).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Dos 05 pacientes    que abandonaram o tratamento, 03 (60%) o fizeram no tempo maior que seis meses.    Na caracteriza&ccedil;&atilde;o do perfil desses pacientes observou- se que    todos eram do sexo masculino, da faixa et&aacute;ria de 23-34 anos de idade;    de baixa escolaridade e de pequeno poder aquisitivo (01 desempregado e 02 de    servi&ccedil;os bra&ccedil;ais). Todos tinham a forma pulmonar e faziam o Esquema    I, sendo que 01 estava em retratamento ap&oacute;s abandono. Em rela&ccedil;&atilde;o    ao tipo de tratamento, nenhum fazia o tratamento supervisionado. Um paciente    apresentou algumas intercorr&ecirc;ncias patol&oacute;gicas durante o tratamento    e 01 era alco&oacute;latra.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Fazendo-se uma    breve an&aacute;lise de alguns desses casos, observou-se que um estava em retratamento    ap&oacute;s abandono e fazia uso de bebida alco&oacute;lica, prolongando o tempo    para 6,5 meses sem obter a cura. Alguns estudos mostram que a avalia&ccedil;&atilde;o    da seq&uuml;&ecirc;ncia do rein&iacute;cio de tratamento mostrou elevado abandono,    atingindo 63% entre os que j&aacute; haviam anteriormente desistido do tratamento.    Verificou-se ainda que o alcoolismo merece destaque como patologia associada    &agrave; tuberculose, tendo acometido metade dos pacientes com antecedente de    abandono<sup><i>(10)</i></sup>. S&atilde;o descritos baixos n&iacute;veis de ader&ecirc;ncia    nesse grupo, com elevada probabilidade de progress&atilde;o para doen&ccedil;a    cavit&aacute;ria cr&ocirc;nica<sup><i>(23)</i></sup>. Neste caso, pode-se destacar tamb&eacute;m    que o abandono do tratamento pode estar relacionado ao fato do doente ter se    cansado de tomar rem&eacute;dio, uma vez que o mesmo estava no programa h&aacute;    6,5 meses, acrescentando-se a isso, a condi&ccedil;&atilde;o de retratamento    da doen&ccedil;a. Quanto maior &eacute; o tempo do tratamento, maior &eacute;    a probabilidade de abandono<sup><i>(2)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em um outro caso    de abandono, apresentava-se registrado no prontu&aacute;rio um paciente usu&aacute;rio    de drogas, &quot;rebelde&quot; ao tratamento e com algumas intercorr&ecirc;ncias    patol&oacute;gicas como: urtic&aacute;ria e dor no est&ocirc;mago. Apesar deste    paciente ter tomado at&eacute; a quarta cartela de medicamentos, as v&aacute;rias    interrup&ccedil;&otilde;es no decorrer da terap&ecirc;utica, fez com que prolongasse    o tempo de tratamento para 6,9 meses.</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; fundamental,    portanto, que o profissional de sa&uacute;de garanta as condi&ccedil;&otilde;es    b&aacute;sicas para o &ecirc;xito do tratamento. Na oportunidade, a equipe de    sa&uacute;de, al&eacute;m de conscientizar o paciente da import&acirc;ncia de    sua colabora&ccedil;&atilde;o no tratamento, estabelece com ele uma rela&ccedil;&atilde;o    de coopera&ccedil;&atilde;o m&uacute;tua, orientando-o em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave;: doen&ccedil;a, dura&ccedil;&atilde;o do tratamento prescrito, import&acirc;ncia    da regularidade no uso das drogas e graves conseq&uuml;&ecirc;ncias advindas    da interrup&ccedil;&atilde;o ou abandono do tratamento.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Identificou-se    que todos os casos de abandono com um tempo de tratamento maior que seis meses    estavam relacionados com a irregularidade do paciente (h&aacute;bito de ingerir    bebida alco&oacute;lica, o uso de drogas e a neglig&ecirc;ncia do doente ao    regime de medica&ccedil;&atilde;o prescrito) e/ou ao tratamento (hist&oacute;ria    de tratamento e abandono anterior e intercorr&ecirc;ncias patol&oacute;gicas    provavelmente relacionadas com os efeitos colaterais das drogas). Ambos constitu&iacute;ram-se    em fatores progn&oacute;sticos independentes para o insucesso do tratamento    da tuberculose pulmonar bacil&iacute;fera entre os indiv&iacute;duos estudados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em rela&ccedil;&atilde;o    aos &oacute;bitos, do total de 05, 03 (60%) foram a &oacute;bito ap&oacute;s    seis meses. Nenhum teve a tuberculose como causa b&aacute;sica. Entre os &oacute;bitos    de tuberculose por outras causas estavam a aids e a insufici&ecirc;ncia respirat&oacute;ria.    Todos estiveram internados no hospital em algum momento do tratamento e todos    tinham um motivo que justificasse a interna&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Um caso estava    em retratamento ap&oacute;s abandono, fazia Esquema Especial e tinha o tratamento    supervisionado, durante o qual apresentou v&aacute;rias intercorr&ecirc;ncias    patol&oacute;gicas como: fraqueza, dor nas costas, tosse, inapet&ecirc;ncia,    diarr&eacute;ia, perda de peso e meningite, sendo internado no hospital. A impossibilidade    de ingerir medicamentos influenciou na interrup&ccedil;&atilde;o do tratamento,    prolongando-o para 9,2 meses. Esse paciente foi posteriormente a &oacute;bito    o qual teve a influ&ecirc;ncia da aids, ficando a tuberculose como causa associada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Nestes 03 casos    observou-se que as intercorr&ecirc;ncias patol&oacute;gicas e interna&ccedil;&otilde;es    estiveram diretamente relacionadas com a interrup&ccedil;&atilde;o do tratamento    e conseq&uuml;ente prolongamento do tempo de tratamento, levando ao &oacute;bito.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A mudan&ccedil;a    de diagn&oacute;stico ap&oacute;s a instala&ccedil;&atilde;o do tratamento ocorreu    em 05 (3,57%) dos casos e foi atribu&iacute;da &agrave; falta de confirma&ccedil;&atilde;o    bacteriol&oacute;gica, sendo que 02 ocorreram ap&oacute;s os seis meses previstos    para o tratamento. Essa situa&ccedil;&atilde;o &eacute; prejudicial para o doente    pois al&eacute;m de ter o diagn&oacute;stico correto retardado, toma desnecessariamente    medicamentos que podem gerar efeitos colaterais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As 20 transfer&ecirc;ncias    aconteceram durante todo o per&iacute;odo em estudo, observando-se, a maior    parte, nos primeiros meses (75%). Destes, um teve a transfer&ecirc;ncia quando    estava com 8,3 meses de tratamento, durante o qual apresentou intercorr&ecirc;ncias    patol&oacute;gicas relacionadas com os efeitos das drogas, como dores articulares,    e tinha doen&ccedil;a mental. Quando estava na sexta cartela de medicamentos    foi transferido para o hospital por impossibilidade de deambula&ccedil;&atilde;o,    fraqueza e dist&uacute;rbios ps&iacute;quicos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No estudo realizado    em S&atilde;o Paulo-SP <sup>(19)</sup>, observou- se que do s&eacute;timo ao d&eacute;cimo    segundo m&ecirc;s foram informados 525 casos (34,95%) de abandono e, destes,    122 (23,24%) com tempo maior do que nove meses. A mudan&ccedil;a de diagn&oacute;stico    ap&oacute;s a instala&ccedil;&atilde;o do tratamento verificou-se em 58 (1,08%)    dos casos, sendo que em cinco (8,62%), ap&oacute;s seis meses, quando o esquema    estava quase completo. Em rela&ccedil;&atilde;o ao &oacute;bito e &agrave; transfer&ecirc;ncia,    verificaram que tais eventos ocorreram nos primeiros meses de tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Confirma-se, portanto,    que neste estudo, as intercorr&ecirc;ncias podem acontecer ao longo do tratamento,    ocasionando desvios como o n&atilde;o cumprimento do esquema terap&ecirc;utico,    aumentando o tempo de tratamento, o risco de abandono e at&eacute; mesmo o &oacute;bito.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Conclus&otilde;es</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Analisar o tempo    de tratamento da tuberculose e investigar alguns fatores de irregularidade da    terap&ecirc;utica, constituem-se um dos principais campos de organiza&ccedil;&atilde;o    dos servi&ccedil;os e avalia&ccedil;&atilde;o da assist&ecirc;ncia prestada    pelo PCT. O conhecimento desses dados auxilia na escolha de interven&ccedil;&otilde;es    a serem propostas e implementadas com base na situa&ccedil;&atilde;o encontrada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O acompanhamento    dos doentes pode detectar problemas e acionar mais rapidamente as medidas para    sua corre&ccedil;&atilde;o, como por exemplo, evitar as interrup&ccedil;&otilde;es    e o abandono do tratamento, o uso inadequado de medicamentos, a falta de baciloscopia    de controle e as falhas na freq&uuml;&ecirc;ncias &agrave;s consultas m&eacute;dicas.    &Eacute; importante a constru&ccedil;&atilde;o de um processo permanente que    aprimore as a&ccedil;&otilde;es desenvolvidas, buscando uma cumplicidade cada    vez maior com o cliente, garantindo a sua individualiza&ccedil;&atilde;o e resultados    mais efetivos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Considera-se importante    estar realizando estudos que avaliem estrat&eacute;gias de interven&ccedil;&atilde;o    que facilitem a comunica&ccedil;&atilde;o e a intera&ccedil;&atilde;o freq&uuml;ente    para encorajar o paciente na ades&atilde;o ao processo e, nesse sentido, apontar    limites e flexibiliza&ccedil;&atilde;o, bem como propor novas tecnologias de    gest&atilde;o da cl&iacute;nica e de gest&atilde;o colaborativa do auto-cuidado.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias    bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 1. Silva LCD,    Silva LMD. Resist&ecirc;ncia do M. Tuberculose: como enfrentar o problema? Rev    Med Santa Casa 1998 jan; 9(16): 1710-9.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 2. Perini E. O    abandono do tratamento da tuberculose: transgredindo regras, banalizando conceitos.    &#91;tese&#93;. Belo Horizonte (MG): Escola de Veterin&aacute;ria/UFMG; 1998.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 3. Dalcomo MMP.    Regime de curta dura&ccedil;&atilde;o, intermitente e parcialmente supervisionado,    como estrat&eacute;gia de redu&ccedil;&atilde;o do abandono no tratamento da    tuberculose no Brasil. &#91;tese&#93;. S&atilde;o Paulo (SP): Escola Paulista de Medicina/UFSP;    2000.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 4. Azuma Y. A    simple simulation model of tuberculosis epidemilogy for use without large-scale    computers. 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A enfermeira Ana N&eacute;ri no &quot;Pa&iacute;s do Futuro&quot;: a aventura    da luta contra a tuberculose. &#91;tese&#93;. Rio de Janeiro (RJ): Escola de Enfermagem    Anna Nery/UFRJ; 1992.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 16. Hulka BS.    Pacient-clinician interactions and compliance. In: Haynes RB et al. Compliance    in health care. Baltimore, Johns Hopkins University Press; 1989. p.63-77.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 17. World Health    Organization - WHO. Division of Communicable Diseases. Tuberculosis Research    and development. Geneva: World Health Organization; 1990.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 18. Murray CJL.    Investigacion econ&ocirc;mica, social y operacional sobre la tuberculosis: est&uacute;dios    recientes y algunas cuestions priorit&aacute;rias. Bol Uni&oacute;n Int Tuberc    Enferm Respir 1991 jan; 66(1): 163-71.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 19. Almeida MMMB,    Nogueira PA, Belluomini M, Arantes GR. Avalia&ccedil;&atilde;o longitudinal    do tratamento da tuberculose. Bol de Pneumol Sanit 1995; 3 (1): 78-87.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 20. Gon&ccedil;alves    H, Costa JSD, Menezes AMB, Knauth D, Leal OF. Ades&atilde;o &agrave; terap&ecirc;utica    da tuberculose em Pelotas, Rio Grande do Sul: na perspectiva do paciente. Cad    de Sa&uacute;de P&uacute;bl 1999 jun; 15(1): 1-18.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 21. Ribeiro SN.    Abandono do tratamento da tuberculose: aspectos do tratamento mal conduzido.    Discuss&atilde;o dos poss&iacute;veis fatores como causa do abandono do tratamento    espec&iacute;fico da tuberculose e a situa&ccedil;&atilde;o bacteriol&oacute;gica    ap&oacute;s o abandono. &#91;disserta&ccedil;&atilde;o&#93;. Rio de Janeiro: Universidade    do Estado do Rio de Janeiro/UFRJ; 1993.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 22. Reigota RMS.    Avalia&ccedil;&atilde;o do controle da tuberculose pulmonar no munic&iacute;pio    de Bauru - SP - implanta&ccedil;&atilde;o do tratamento supervisionado 1999/2000.    &#91;disserta&ccedil;&atilde;o&#93;. Bauru (SP): Faculdade de Medicina de Botucatu,/UNESP;    2001.    <!-- ref --> 23. Rudoy NM. Tuberculosis and alcoholism. Semin Respir Crit Care Med    1997 jun; 18:503-8.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Artigo recebido    em 10/07/02, aprovado em 11/08/02.</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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