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<journal-title><![CDATA[Boletim de Pneumologia Sanitária]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Centro de Referência Prof. Hélio Fraga , Secretaria de Vigilância emSaúde, Ministério da Saúde]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Projeto de implantação do controle da tuberculose nas instituições penais do município de Salvador/BA]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Secretaria de Saúde do Estado da Bahia - SESAB Coordenação Regional do Programa de Controle da Tuberculose ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The World Health Organization (WHO) considers tuberculosis to represent a global emergency. During the last few years, the incidence of tuberculosis has been around 50/100,000 inhabitants in Brazil, whilst in Bahia province, it was 60/100,000 in 1999. In Salvador, it is twice this value - 122,7/100,000 - suggesting an urgent need to enhance tuberculosis control activities. Amongst those with a higher risk of developing disease are the prision population where the inmates experience conditions likely to enhance spread of disease such as overcrowding and lack of hygiene. In addition, there is the growing number of HIV infected prisioners, what contributes to the increase in tuberculosis cases. At present there are no tuberculosis control measures in these institutions and health professionals who work there are under higher risk and it is therefore proposed to propose implementation of tuberculosis control activities in the prisions in Salvador]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Projeto de implanta&ccedil;&atilde;o    do controle da tuberculose nas institui&ccedil;&otilde;es penais do munic&iacute;pio    de Salvador/BA </font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Ros&acirc;ngela    Palheta de Oliveira Menezes</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">T&eacute;cnica    da Secretaria de Sa&uacute;de do Estado da Bahia - SESAB, lotada na 1<sup>a</sup>    Diretoria Regional de Sa&uacute;de - DIRES, respons&aacute;vel pela Coordena&ccedil;&atilde;o    Regional do Programa de Controle da Tuberculose</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Segundo a OMS,    a tuberculose apresenta-se atualmente como uma emerg&ecirc;ncia mundial. Nos    &uacute;ltimos anos, o Brasil tem registrado um coeficiente de incid&ecirc;ncia    em torno de 50/100 mil habitantes, enquanto o da Bahia, em 1999, foi de 60/100    mil habitantes. No entanto, o coeficiente de incid&ecirc;ncia de Salvador &eacute;    o dobro do notificado pelo Estado - 122,7/100 mil habitantes, evidenciando a    necessidade de amplia&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es de controle da    doen&ccedil;a.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Entre os grupos com maior risco de adoecer por tuberculose est&aacute; a popula&ccedil;&atilde;o    carcer&aacute;ria, que enfrenta nos pres&iacute;dios as condi&ccedil;&otilde;es    favor&aacute;veis para a dissemina&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a, ou seja,    aglomera&ccedil;&atilde;o e prec&aacute;rias condi&ccedil;&otilde;es de higiene.    Al&eacute;m disso, h&aacute; o crescente n&uacute;mero de infectados pelo v&iacute;rus    da imunodefici&ecirc;ncia humana, o HIV, contribuindo para o aumento dos casos    de tuberculose. Considerando a inexist&ecirc;ncia de medidas de controle da    doen&ccedil;a nessas institui&ccedil;&otilde;es e o fato de os profissionais    de sa&uacute;de daquelas institui&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m estarem expostos    a maior risco, justifica-se a proposta de implanta&ccedil;&atilde;o do Programa    de Controle da Tuberculose (PCT) nas unidades prisionais de Salvador.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b>    controle da tuberculose; tuberculose em pres&iacute;dios.</font></p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> The World Health    Organization (WHO) considers tuberculosis to represent a global emergency. During    the last few years, the incidence of tuberculosis has been around 50/100,000    inhabitants in Brazil, whilst in Bahia province, it was 60/100,000 in 1999.    In Salvador, it is twice this value - 122,7/100,000 - suggesting an urgent need    to enhance tuberculosis control activities. Amongst those with a higher risk    of developing disease are the prision population where the inmates experience    conditions likely to enhance spread of disease such as overcrowding and lack    of hygiene.    <br>   In addition, there is the growing number of HIV infected prisioners,    what contributes to the increase in tuberculosis cases. At present there are    no tuberculosis control measures in these institutions and health professionals    who work there are under higher risk and it is therefore proposed to propose    implementation of tuberculosis control activities in the prisions in Salvador.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Key words:</b> Tuberculosis,    control, prisons</font></p> <hr size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Nos dias atuais,    entre os problemas registrados nas mais diferentes &aacute;reas do conhecimento    humano, destaca-se, no campo da sa&uacute;de, o da tuberculose, com tamanha    express&atilde;o que passou a ser visto como emerg&ecirc;ncia mundial e, consequentemente,    um desafio que exige urgentes medidas de controle.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial da Sa&uacute;de estima que, no mundo, anualmente, surjam 8 milh&otilde;es    de casos novos de tuberculose e ocorram 3 milh&otilde;es de mortes por essa    causa. No Brasil, tem-se cerca de 100 mil casos/ano, uma incid&ecirc;ncia acima    de 50/100 mil hab.; no Estado da Bahia, em 1999, registraram-se aproximadamente    8 mil casos/ ano, - 60/100.000 hab. - ocupando o terceiro lugar em n&uacute;mero    de casos entre os Estados da Federa&ccedil;&atilde;o; em Salvador, capital do    Estado, onde a situa&ccedil;&atilde;o &eacute; ainda mais grave, a taxa de incid&ecirc;ncia,    tamb&eacute;m em 1999, foi de 122,7/100 mil hab.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As taxas acima    citadas, al&eacute;m de importante indicador epidemiol&oacute;gico, d&atilde;o    a no&ccedil;&atilde;o do risco que tem a popula&ccedil;&atilde;o de ser infectada    ou reinfectada com o <i>M. tuberculosis</i> no curso de um ano - risco de infec&ccedil;&atilde;o    - indicador que permite o acompanhamento da tend&ecirc;ncia da doen&ccedil;a.    O risco do indiv&iacute;duo infectar-se depender&aacute; da intensidade e dura&ccedil;&atilde;o    da exposi&ccedil;&atilde;o ao bacilo e de caracter&iacute;sticas como: idade,    estado imunol&oacute;gico e nutricional, doen&ccedil;as intercorrentes, condi&ccedil;&otilde;es    s&oacute;cio-econ&ocirc;micas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> M&uacute;ltiplos    fatores favorecem a manuten&ccedil;&atilde;o da endemia tuberculosa, destacando-se    a preval&ecirc;ncia das fontes de infec&ccedil;&atilde;o, o n&uacute;mero de    indiv&iacute;duos infectados e a probabilidade da infe&ccedil;&atilde;o, nessas    pessoas, evoluir para o estado de doen&ccedil;a. Muitos dos fatores determinantes    residem nas condi&ccedil;&otilde;es sociais e econ&ocirc;micas da popula&ccedil;&atilde;o,    cuja modifica&ccedil;&atilde;o ocorre lentamente, justificando as altas taxas    de incid&ecirc;ncia, apesar da efic&aacute;cia dos meios dispon&iacute;veis    para o diagn&oacute;stico e o tratamento. Exemplo desse quadro &eacute; a alta    ocorr&ecirc;ncia da tuberculose nos bols&otilde;es de pobreza das cidades mais    populosas, que al&eacute;m de contribuir para a dissemina&ccedil;&atilde;o,    evidencia o quanto os determinantes sociais interferem no comportamento dessa    doen&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Quando pensava-se    que a tuberculose estivesse sob controle devido a seus n&iacute;veis est&aacute;veis    de ocorr&ecirc;ncia (Rufino, 1998) a pandemia da aids veio somar-se &agrave;    situa&ccedil;&atilde;o descrita, tornando o quadro mais preocupante. Segundo    a OMS,em 1992, a aids contribuiu com cerca de 12% para o aumento de casos de    tuberculose no mundo. A estimativa &eacute; que 5 a 10% das pessoas infectadas    pelo <i>Mycobacterium tuberculosis</i> venham a desenvolver a doen&ccedil;a durante    toda a vida, enquanto com os indiv&iacute;duos portadores do HIV esta expectativa    sobe para 50%. (Rosemberg, 1999).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Hoje enfrenta-se    tamb&eacute;m o problema da multirresist&ecirc;ncia &agrave;s drogas dispon&iacute;veis,    dificultando o efetivo combate &agrave; doen&ccedil;a, situa&ccedil;&atilde;o    que decorre de falhas no tratamento como a irregularidade, o abandono precoce    e a prescri&ccedil;&atilde;o inadequada dos medicamentos. (Dalcomo, M. e Fortes,    A).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Sabendo-se que    o tratamento atualmente proposto para a tuberculose, baseado no esquema tr&iacute;plice    2RHZ/4RH, possibilita uma efic&aacute;cia acima de 97%, uma a&ccedil;&atilde;o    permanente e organizada do sistema de sa&uacute;de para diagnosticar os casos    precocemente e ofertar tratamento adequado, apresenta-se como principal objetivo    a ser perseguido. A procura de casos, portanto, &eacute; uma atividade priorit&aacute;ria    e deve estar voltada para grupos que apresentam maior risco de desenvolver a    tuberculose, tais como: os sintom&aacute;ticos respirat&oacute;rios, os contatos    de casos de tuberculose, os suspeitos radiol&oacute;gicos, as pessoas com doen&ccedil;as    ou condi&ccedil;&otilde;es sociais predisponentes, merecendo aten&ccedil;&atilde;o    especial os residentes em comunidades fechadas como pres&iacute;dios, manic&ocirc;mios,    abrigos e asilos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No momento em    que a doen&ccedil;a no mundo e em nosso meio tem um car&aacute;ter epid&ecirc;mico,    &eacute; necess&aacute;ria a prioriza&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es    de controle descentralizadas, com &ecirc;nfase no papel da vigil&acirc;ncia    epidemiol&oacute;gica, a fim de reduzir a cadeia de transmiss&atilde;o do <i>M.    tuberculosis</i> na popula&ccedil;&atilde;o e levar seus indicadores epidemiol&oacute;gicos    para n&iacute;veis aceit&aacute;veis, cumprindo assim os prop&oacute;sitos do    Programa Nacional de Controle da Tuberculose.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Justificativa</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As <a href="#tab1">Tabelas    1</a> a <a href="#tab5">5</a>, d&atilde;o o perfil da popula&ccedil;&atilde;o    carcer&aacute;ria no Brasil e no Estado da Bahia, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s    vari&aacute;veis sexo, regime da pena, condena&ccedil;&atilde;o, taxa/100.000    hab. e d&eacute;ficit de vagas. N&uacute;meros levantados pelo governo mostram    que cerca de 20% da popula&ccedil;&atilde;o carcer&aacute;ria brasileira, aproximadamente    223 mil homens e 10.100 mulheres, &eacute; portadora do v&iacute;rus da aids    ou de hepatite B. Pelo menos outros 10% t&ecirc;m s&iacute;filis e hepatite    C. H&aacute; tamb&eacute;m casos de hansen&iacute;ase, tuberculose e pneumonia.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v10n2/2a06t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v10n2/2a06t2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v10n2/2a06t3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v10n2/2a06t4.gif"></p>     <p><a name="tab5"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v10n2/2a06t5.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A principal raz&atilde;o    para o alto &iacute;ndice de doen&ccedil;as contagiosas nas pris&otilde;es &eacute;    a superlota&ccedil;&atilde;o e, nesse aspecto, o Brasil com uma m&eacute;dia    de tr&ecirc;s presos por vaga, tem uma das maiores taxas do mundo, perdendo    apenas para China e Bulg&aacute;ria (Reuters, 2001). Tal situa&ccedil;&atilde;o,    observada em v&aacute;rias partes do pa&iacute;s, constitui-se em ambiente prop&iacute;cio    &agrave; prolifera&ccedil;&atilde;o do <i>M. tuberculosis</i>, significando uma incid&ecirc;ncia    supostamente maior do que na sociedade livre.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A tuberculose,    uma doen&ccedil;a infecto-contagiosa de transmiss&atilde;o a&eacute;rea, que    acomete o pulm&atilde;o em 90% dos casos, cuja expans&atilde;o se faz atrav&eacute;s    da tosse dos portadores da forma pulmonar bacil&iacute;fera, &eacute; uma doen&ccedil;a    com maior for&ccedil;a de transmiss&atilde;o que a aids, que requer a&ccedil;&otilde;es    eficientes de controle presentes no universo do sistema de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A intensa mobilidade    da popula&ccedil;&atilde;o carcer&aacute;ria entre uma pris&atilde;o e outra,    constitui-se em um fator importante a ser destacado j&aacute; que interfere    no processo de expans&atilde;o da doen&ccedil;a, inclusive entre os profissionais    que trabalham no sistema prisional e os visitantes. As prec&aacute;rias condi&ccedil;&otilde;es    de vida nas pris&otilde;es, com padr&otilde;es de higiene insatisfat&oacute;rios    associados &agrave; aglomera&ccedil;&atilde;o, favorecem a ocorr&ecirc;ncia    de adoecimento e morte. Al&eacute;m disso, algumas pr&aacute;ticas como o consumo    de drogas injet&aacute;veis e o sexo sem prote&ccedil;&atilde;o contribuem ainda    mais para a transmiss&atilde;o da infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV (Breda, J.    G. et al, 1999).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O munic&iacute;pio    de Salvador, foi inclu&iacute;do pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, entre    os munic&iacute;pios priorit&aacute;rios para o controle da tuberculose devido    &agrave; elevada incid&ecirc;ncia associada a problemas como o do abandono e    o da coinfec&ccedil;&atilde;o tuberculose/aids.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A oferta municipal    de servi&ccedil;os de sa&uacute;de que possuem o Programa de Controle da Tuberculose    tem sido ampliada de modo que todos os distritos sanit&aacute;rios tenham pelo    menos uma unidade de sa&uacute;de como refer&ecirc;ncia para atender &agrave;    demanda da popula&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m disso, tamb&eacute;m j&aacute;    se inicia a implanta&ccedil;&atilde;o de equipes do Programa de Sa&uacute;de    da Fam&iacute;lia dando maior cobertura ao controle da doen&ccedil;a. Ainda    assim, tais a&ccedil;&otilde;es n&atilde;o s&atilde;o suficientes para o controle    efetivo da tuberculose pois persistem taxas elevadas de incid&ecirc;ncia e mortalidade,    que s&atilde;o superiores ao dobro das registradas no pa&iacute;s. Portanto,    considera-se necess&aacute;rio tamb&eacute;m expandir a procura de casos entre    outros grupos. Vale ressaltar que a popula&ccedil;&atilde;o carcer&aacute;ria    do munic&iacute;pio tamb&eacute;m se relaciona com a popula&ccedil;&atilde;o    externa aos pres&iacute;dios.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A parceria com    outros setores, tais como a Secretaria de Justi&ccedil;a e Direitos Humanos,    Secretaria de Sa&uacute;de do Estado da Bahia e Secretaria de Sa&uacute;de do    Munic&iacute;pio de Salvador, poder&aacute; favorecer a&ccedil;&otilde;es que    viabilizem o controle da doen&ccedil;a nesses espa&ccedil;os.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A popula&ccedil;&atilde;o    carcer&aacute;ria de Salvador est&aacute; distribu&iacute;da em seis unidades:</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> -Penitenci&aacute;ria    Lemos de Brito: presos condena dos, regime fechado e seguran&ccedil;a m&aacute;xima.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> -Pres&iacute;dio    de Salvador: presos provis&oacute;rios, regime fechado e seguran&ccedil;a m&aacute;xima.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> -Penitenci&aacute;ria    Feminina: presas provis&oacute;rias e con denadas, regime fechado e seguran&ccedil;a    m&aacute;xima.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> -Col&ocirc;nia    Lafaiete Coutinho: presos condenados, regime semi-aberto.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> -Hospital de Cust&oacute;dia    e Tratamento: indiciados, processados e sentenciados, suspeitos ou comprovadamente    portadores de doen&ccedil;a mental ou de desenvolvimento mental incompleto ou    retardo, em regime fechado e com seguran&ccedil;a m&aacute;xima.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> -Casa do Albergado    e Egressos: condenados ao cumprimento de pena privativa de liberdade, em regime    aberto e da pena de limita&ccedil;&atilde;o de fim de semana.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Considerando-se    que:</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> - a grande maioria    de presidi&aacute;rios possui baixo n&iacute;vel s&oacute;cio-econ&ocirc;mico    e ingressa nas pris&otilde;es j&aacute; infectados pelo bacilo de Koch;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> - o adoecimento    na pris&atilde;o decorre das condi&ccedil;&otilde;es ambientais favor&aacute;veis    &agrave; prolifera&ccedil;&atilde;o do bacilo; h&aacute; elevada taxa de portadores    do HIV entre pre sidi&aacute;rios e crescente associa&ccedil;&atilde;o HIV/TB;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> - n&atilde;o existe    busca ativa de sintom&aacute;ticos respirat&oacute;rios entre presidi&aacute;rios;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> - observa-se defici&ecirc;ncia    na detec&ccedil;&atilde;o de doentes bacil&iacute;feros e no controle de tratamento    dos casos entre detentos (fato observado pela baixa notifica&ccedil;&atilde;o    procedente dos pres&iacute;dios e falta de informa&ccedil;&otilde;es sobre o    encerramento de casos ).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Justifica-se a    elabora&ccedil;&atilde;o do projeto de uma a&ccedil;&atilde;o intersetorial    visando o controle da tuberculose nas institui&ccedil;&otilde;es penais de Salvador.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Objetivos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Objetivo geral</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; Ampliar o controle    da tuberculose em Salvador atrav&eacute;s da implanta&ccedil;&atilde;o do Programa    de Controle da Tuberculose nas institui&ccedil;&otilde;es penais situadas em    seu territ&oacute;rio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Objetivos espec&iacute;ficos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><i>1) Contribuir    para a redu&ccedil;&atilde;o da morbimortalidade por tuberculose na popula&ccedil;&atilde;o    carcer&aacute;ria.</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Atividades:</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 1- Propor parceria    entre as Secretarias de Justi&ccedil;a e Direitos Humanos e a de Sa&uacute;de    do Estado da Bahia e Secretaria de Sa&uacute;de do Munic&iacute;pio de Salvador,    para o controle da tuberculose.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 2- Apresentar    o Projeto de Implanta&ccedil;&atilde;o do Programa de Controle da Tuberculose    &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es envolvidas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 3- Promover reuni&otilde;es    para defini&ccedil;&atilde;o de pap&eacute;is das v&aacute;rias institui&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 4- Definir as    unidades prisionais de regime fechado para execu&ccedil;&atilde;o do projeto.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 5- Realizar semin&aacute;rios    de sensibiliza&ccedil;&atilde;o dos profissionais do sistema prisional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 6- Identificar    os profissionais de sa&uacute;de do sistema prisional que atuar&atilde;o no    PCT para participarem de treinamento espec&iacute;fico em a&ccedil;&otilde;es    de controle da tuberculose.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 7- Implantar o    PCT a partir da garantia dos meios diagn&oacute;sticos necess&aacute;rios &agrave;    descoberta dos casos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 8- Garantir fornecimento    de tuberculost&aacute;ticos para o tratamento dos casos identificados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 9- Estabelecer    fluxo regular de informa&ccedil;&atilde;o quanto &agrave; descoberta, tratamento    e encerramento dos casos entre as institui&ccedil;&otilde;es envolvidas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><i>2) Reduzir o risco    de adoecimento entre os trabalhadores do sistema prisional.</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Atividades:</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 1- Treinar funcion&aacute;rios    das unidades prisionais para identifica&ccedil;&atilde;o e encaminhamento adequado    do sintom&aacute;tico respirat&oacute;rio (indiv&iacute;duo que apresenta tosse    com expectora&ccedil;&atilde;o por tr&ecirc;s semanas ou mais).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 2- Iniciar tratamento    imediato ap&oacute;s confirma&ccedil;&atilde;o de cada caso de tuberculose.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 3- Acompanhar    o uso regular das drogas tuberculost&aacute;ticas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 4- Realizar avalia&ccedil;&atilde;o    de sa&uacute;de dos trabalhadores do sistema prisional periodicamente incluindo    os meios diagn&oacute;sticos para tuberculose.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 5- Implantar medidas    de biosseguran&ccedil;a recomendadas para o controle da tuberculose.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><i>3) Reduzir o tempo    entre o diagn&oacute;stico e o in&iacute;cio do tratamento das fontes bacil&iacute;feras.</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Atividades:</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 1- Garantir acesso    r&aacute;pido de todo caso suspeito de tuberculose &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o    dos exames bacilosc&oacute;picos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 2- Garantir fornecimento    regular dos tuberculost&aacute;ticos a fim de impedir desabastecimento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3- Iniciar tratamento    imediatamente ap&oacute;s a confirma&ccedil;&atilde;o dos casos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><i>4) Prevenir o    desenvolvimento de resist&ecirc;ncia &agrave;s drogas antituberculose.</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Atividades:</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1- Garantir a    ingest&atilde;o supervisionada dos tuberculost&aacute;ticos para todos os detentos    em tratamento de tuberculose.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 2- Acompanhar    os casos de tuberculose em tratamento realizando baciloscopias de controle (conforme    Manual de Normas do PCT), identificando precocemente os casos de fal&ecirc;ncia    do tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 3- Garantir o    acompanhamento dos casos suspeitos de multirresist&ecirc;ncia, pelo Hospital    Estadual de Refer&ecirc;ncia para Tuberculose.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 4- Executar as    medidas de biosseguran&ccedil;a indicadas para as diferentes fases do processo    de controle da tuberculose.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Acompanhamento    e avalia&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Projeto ser&aacute;    avaliado desde a fase de negocia&ccedil;&atilde;o institucional, implanta&ccedil;&atilde;o    e efetiva execu&ccedil;&atilde;o, &agrave; medida que as institui&ccedil;&otilde;es    envolvidas assumirem seus respectivos pap&eacute;is.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Al&eacute;m disso,    ao se estabelecer o fluxo de informa&ccedil;&atilde;o referente ao desenvolvimento    das a&ccedil;&otilde;es preconizadas pelo PCT, torna-se poss&iacute;vel realizar    an&aacute;lises peri&oacute;dicas dos dados epidemiol&oacute;gicos do sistema    prisional utilizando indicadores como:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> - coeficiente    de incid&ecirc;ncia de tuberculose pulmonar na popula&ccedil;&atilde;o carcer&aacute;ria;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> - coeficiente    de incid&ecirc;ncia de tuberculose pulmonar entre profissionais do sistema prisional;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> - efetividade    do tratamento atrav&eacute;s do percentual de casos encerrados por cura e por    abandono.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Considera&ccedil;&otilde;es    finais</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O controle da tuberculose    no &acirc;mbito das institui&ccedil;&otilde;es penais do munic&iacute;pio de    Salvador poder&aacute; ser visto por alguns como uma a&ccedil;&atilde;o menor,    posto que, a popula&ccedil;&atilde;o-alvo corresponde exatamente &agrave; parcela    de indiv&iacute;duos com desajustes sociais e variados n&iacute;veis de periculosidade.    Al&eacute;m disso, tem-se ainda a complexa rede de rela&ccedil;&otilde;es entre    detentos, trabalhadores do sistema penal e a comunidade. Entretanto, proteger    a sa&uacute;de dos que est&atilde;o nos pres&iacute;dios pressup&otilde;e tamb&eacute;m    a prote&ccedil;&atilde;o dos que l&aacute; n&atilde;o est&atilde;o, j&aacute;    que, cedo ou tarde, este encontro acontece. Por &uacute;ltimo, n&atilde;o &eacute;    demais registrar que a sa&uacute;de &eacute; um <i>direito universal</i> cabendo ao    poder p&uacute;blico assegurar os meios para que, a ela, todos tenham acesso.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Bibliografia</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Barreto ML, et    al. Emerg&ecirc;ncia e perman&ecirc;ncia das doen&ccedil;as infecciosas. Implica&ccedil;&otilde;es    para a sa&uacute;de p&uacute;blica e para a pesquisa. M&eacute;dicos 1998; 1(3).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Breda JG. Recomenda&ccedil;&otilde;es    para o controle da tuberculose em pris&otilde;es. S&atilde;o Paulo: 1999.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Dalcolmo MP; Fortes    A. A tuberculose resistente a m&uacute;ltiplas drogas. Texto de apoio do Curso    de Complementa&ccedil;&atilde;o de Pneumologia Sanit&aacute;ria. Rio de Janeiro:    CRPHF; 2001.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Gerhardt Filho    G; Hijjar MA. Aspectos epidemiol&oacute;gcos da tuberculose no Brasil. J. Pneumol    Sanit 1993; 19(1):4-10.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Michael A. Amea&ccedil;a    de epidemia. Rev &Eacute;poca 1999; edi&ccedil;&atilde;o 59 de 05/07/99.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Minist&eacute;rio    da Justi&ccedil;a. departamento Penitenci&aacute;rio Nacional - EPEN. <a href="http://www.mj.gov.be/Depen">www.mj.gov.be/Depen</a>.    </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. Controle da tuberculose. Manual de normas t&eacute;cnicas,    estrutura e operacionaliza&ccedil;&atilde;o do programa. 5<sup>a</sup> ed. rev. e    ampl. Bras&iacute;lia, DF: 2000.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. Plano nacional de controle da tuberculose. Bras&iacute;lia:    Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de. 1999.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Reuters. Semin&aacute;rio    discutir&aacute; atendimento m&eacute;dico nos pres&iacute;dios. Globo News.    Novembro/2001.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Rosemberg J. Tuberculose    panorama global. &Oacute;bices para o seu controle. 1999.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Ruffino Netto    A. A tuberculose, MDR. M&eacute;dicos 1998: 39-42. Santos LAR. Recomenda&ccedil;&otilde;es    para a redu&ccedil;&atilde;o da transmiss&atilde;o da tuberculose em servi&ccedil;os    de sa&uacute;de. Centro de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica, SES. S&atilde;o    Paulo: 1998.</font><p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Artigo recebido    em 16/09/02. Aprovado em 23/10/02.</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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