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<journal-title><![CDATA[Boletim de Pneumologia Sanitária]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Suporte social para portador de tuberculose no serviço de saúde e na comunidade]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Dept. de Enfermagem Materno Infantil e Saúde Pública da Escola de Enfermagem da USP  ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Descriptive study with the aim to identify the types of existing social supports (emotional, instrumental, or informational) offered by the Tuberculosis Control Program (TCP) to the patients undergoing Supervised Treatment (ST). This was carried out at a TCP of the Public Health Department of the City of Ribeir&#8222;o Preto, S&#8222;o Paulo State. The studyís population consisted of patients enrolled in the ST of the NGA-59 TCP, in July 2002. Information regarding the ST patients were provided by key-informers, such as doctors, nurses and sanitary visitors working directly in the TCP, social workers from the Cityís Health and Social Service Departments, representatives from social support institutions, and TCP coordinators. Also, data was collected through observations done before and after nursing appointments and home visits, application of forms to collect information using patientsí files and TCPís records regarding types of incentives and social supports offered during tuberculosis treatment, as well as by the search for governmental and non- governmental institutions that offer social support to tuberculosis patients. Two types of incentives and benefits were identified: specific benefits for tuberculosis patients (offered by the NGA-59 TCP): basket of essential provisions (monthly), milk - 1 liter (weekly), and the Ana Diederichsen Shelter; and general benefits that were available to tuberculosis patients: financial aid for illnesses, school, and kitchen gas, LOAS ñ social support for the elderly and handicapped, and unemployment insurance.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[tuberculose]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[intersectorial action]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b>Suporte social para portador de tuberculose    no servi&ccedil;o de sa&uacute;de e na comunidade</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Adelita Maria Acc&aacute;cio Mazzei<sup>I</sup>; Aline    Aparecida Monroe<sup>II</sup>; Cinthia Midori Sassaki<sup>II</sup>; Roxana Isabel Cardoso Gonzales<sup>II</sup>;    Tereza Cristina Scatena Villa<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Graduanda    em Enfermagem, membro da Rede Brasileira de Pesquisa e P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o    em Tuberculose - Rede TB. <i>Enviar correspond&ecirc;ncia para A.M.A.M. E-mail</i>:<a href="mailto:amazzei14@otmail.com">amazzei14@otmail.com</a>    <br>   <sup>II</sup>Doutoranda em Sa&uacute;de P&uacute;blica, membro da Rede TB e    do Projeto PROCAD CAPES do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o Enfermagem    em Sa&uacute;de P&uacute;blica da USP 2002-2004    <br>   <sup>III</sup>Professora, Doutora, Docente do Dept. de Enfermagem Materno Infantil    e Sa&uacute;de P&uacute;blica da Escola de Enfermagem da USP de Ribeir&atilde;o    Preto - SP.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Estudo de natureza descritiva, que teve como    objetivos identificar os tipos de suportes sociais (emocional, instrumental    ou informativo) existentes e descrever dentre os suportes identificados, oferecidos    pelo Programa de Controle da Tuberculose (PCT) aos pacientes submetidos ao Tratamento    Supervisionado (TS) pela Secretaria Municipal de Sa&uacute;de de Ribeir&atilde;o    Preto - SP. Foram estudados os pacientes inscritos no TS do PCT do N&uacute;cleo    de Gest&atilde;o Assistencial 59 (NGA-59), no m&ecirc;s de julho de 2002. As    informa&ccedil;&otilde;es foram obtidas junto aos m&eacute;dicos, enfermeiros    e visitadores sanit&aacute;rios que atuam diretamente no PCT, assistentes sociais    da Secretarias de Sa&uacute;de e de Assist&ecirc;ncia Social do Munic&iacute;pio,    representantes de institui&ccedil;&otilde;es de apoio social; coordena&ccedil;&atilde;o    do PCT. Os dados sobre tipos de incentivos e suportes sociais oferecidos durante    o per&iacute;odo de tratamento da tuberculose, assim como a busca por institui&ccedil;&otilde;es    governamentais e n&atilde;o governamentais que prestam suporte social ao paciente    portador de tuberculoseforam colhidos atrav&eacute;s da observa&ccedil;&atilde;o    da pr&eacute; e da p&oacute;s-consultas e de visitas domiciliares, bem como    dos prontu&aacute;rios m&eacute;dicos e dos livros de registro do PCT atrav&eacute;s    de formul&aacute;rios espec&iacute;ficos. Foram identificados dois tipos de    incentivos e benef&iacute;cios: benef&iacute;cios espec&iacute;ficos ao paciente    portador de tuberculose (oferecidos pelo PCT do NGA-59) - cesta b&aacute;sica    (mensal), um litro de leite (semanal) e o Abrigo Ana Diederichsen e benef&iacute;cios    gerais que poderiam estar sendo disponibilizados ao paciente portador de tuberculose    - Aux&iacute;lio-Doen&ccedil;a, LOAS, Bolsa Escola, Aux&iacute;lio G&aacute;s    e Seguro Desemprego.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Palavras-chave:</b> tuberculose, apoio social,    a&ccedil;&atilde;o intersetorial.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Descriptive study with the aim to identify the    types of existing social supports (emotional, instrumental, or informational)    offered by the Tuberculosis Control Program (TCP) to the patients undergoing    Supervised Treatment (ST). This was carried out at a TCP of the Public Health    Department of the City of Ribeir&#8222;o Preto, S&#8222;o Paulo State. The study&iacute;s    population consisted of patients enrolled in the ST of the NGA-59 TCP, in July    2002. Information regarding the ST patients were provided by key-informers,    such as doctors, nurses and sanitary visitors working directly in the TCP, social    workers from the City&iacute;s Health and Social Service Departments, representatives    from social support institutions, and TCP coordinators. Also, data was collected    through observations done before and after nursing appointments and home visits,    application of forms to collect information using patients&iacute; files and    TCP&iacute;s records regarding types of incentives and social supports offered    during tuberculosis treatment, as well as by the search for governmental and    non- governmental institutions that offer social support to tuberculosis patients.    Two types of incentives and benefits were identified: specific benefits for    tuberculosis patients (offered by the NGA-59 TCP): basket of essential provisions    (monthly), milk - 1 liter (weekly), and the Ana Diederichsen Shelter; and general    benefits that were available to tuberculosis patients: financial aid for illnesses,    school, and kitchen gas, LOAS &ntilde; social support for the elderly and handicapped,    and unemployment insurance.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Key words:</b> tuberculosis, social support,    intersectorial action.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Apesar dos esfor&ccedil;os empreendidos mundialmente    para combater a tuberculose, esta doen&ccedil;a constitui-se, ainda, em importante    amea&ccedil;a para a sa&uacute;de p&uacute;blica. Os avan&ccedil;os no conhecimento    de sua fisiopatologia e na tecnologia dispon&iacute;vel para control&aacute;-la    n&atilde;o t&ecirc;m sido suficientes para impactar significativamente a sua    morbi-mortalidade, principalmente nos pa&iacute;ses em desenvolvimento.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Um dos principais problemas apresentados pelo    Plano Nacional de Controle da Tuberculose refere-se a n&atilde;o ades&atilde;o    dos pacientes com tuberculose &agrave; terap&ecirc;utica oferecida, tornando-se    pacientes cr&ocirc;nicos, tanto da doen&ccedil;a, quanto do servi&ccedil;o.    A n&atilde;o ades&atilde;o ao tratamento &eacute; apontada como uma das graves    falhas no programa para combater a doen&ccedil;a.<sup><i>1</i></sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A terap&ecirc;utica medicamentosa, mesmo sendo    eficaz, sofre o contraponto da singularidade do doente em correla&ccedil;&atilde;o    com sua inser&ccedil;&atilde;o na sociedade.<sup><i>2</i></sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Frente &agrave; situa&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica    e s&oacute;cio-econ&ocirc;mica do doente de tuberculose, observa-se que o Programa    de Controle da Tuberculose (PCT) tem priorizado uma assist&ecirc;ncia mais integral    e humanizada e que a equipe que desenvolve este programa, vem considerando a    import&acirc;ncia de redes de apoio social que complementem as a&ccedil;&otilde;es    at&eacute; ent&atilde;o preconizadas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os problemas de sa&uacute;de, por serem mal definidos    e complexos, convocam para a sua solu&ccedil;&atilde;o, outros setores, fora    do &acirc;mbito dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de. &Eacute; nesse contexto    que se prop&otilde;e a integra&ccedil;&atilde;o dos sistemas de servi&ccedil;o    de sa&uacute;de com outros sistemas sociais e econ&ocirc;micos, numa a&ccedil;&atilde;o    intersetorial, que permita instituir o paradigma da produ&ccedil;&atilde;o social    da sa&uacute;de.<sup><i>3</i></sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Atualmente, verifica-se no setor de sa&uacute;de,    que a preponder&acirc;ncia das formas de interven&ccedil;&atilde;o para impactar    os graves e complexos problemas de sa&uacute;de est&atilde;o no seu limite e    caminham gradualmente para o seu esgotamento. A falta de eq&uuml;idade e de    integralidade da aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de t&ecirc;m levado    grupos preocupados com os problemas e necessidades sociais &agrave; busca de    novos arranjos e articula&ccedil;&otilde;es para o enfrentamento de tais problemas.    Essas articula&ccedil;&otilde;es e arranjos tornam-se poss&iacute;veis atrav&eacute;s    da constru&ccedil;&atilde;o de parcerias entre diferentes segmentos - universidades,    servi&ccedil;os de sa&uacute;de, servi&ccedil;os e organiza&ccedil;&otilde;es    comunit&aacute;rias. Caminha-se, portanto, para a institui&ccedil;&atilde;o    de um novo paradigma da produ&ccedil;&atilde;o social da sa&uacute;de: a intersetorialidade.<sup><i>4</i></sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A a&ccedil;&atilde;o intersetorial envolve a    cria&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;os comunicativos, a capacidade de negocia&ccedil;&atilde;o    e tamb&eacute;m a supera&ccedil;&atilde;o de conflitos para que finalmente se    possa chegar, com maior pot&ecirc;ncia, &agrave;s a&ccedil;&otilde;es - que    implicam principalmente na acumula&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as, constru&ccedil;&atilde;o    de sujeitos e descobertas de possibilidades de agir.<sup><i>4</i></sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A abordagem de intersetorialidade nos remete,    por sua vez, &agrave; compreens&atilde;o de suporte social, o qual &eacute;    definido como o processo (percep&ccedil;&atilde;o ou recep&ccedil;&atilde;o)    pelo qual os recursos em uma estrutura social permitem satisfazer necessidades    (instrumentais e expressivas) em situa&ccedil;&otilde;es cotidianas e de crise.    Percorre as seguintes categorias: o c&ocirc;njuge, a fam&iacute;lia, os amigos,    os vizinhos, os colegas, os servi&ccedil;os comunit&aacute;rios, os grupos de    autoajuda e os profissionais de sa&uacute;de e bem estar.<sup><i>5</i></sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Apesar da diversidade de termos, existe um relativo    consenso de que o suporte social pode ser classificado em:<sup><i>6</i></sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><i>Suporte emocional</i> - relacionado com o    sentimento de estima, de pertencer a um grupo, de poder confiar em algu&eacute;m;    &eacute; um fator determinante na manuten&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e    bem estar do indiv&iacute;duo;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><i>Suporte instrumental ou tang&iacute;vel</i>    - refletido na presta&ccedil;&atilde;o de ajuda direta ou de servi&ccedil;os    como: ajuda financeira, fornecimento de cestas b&aacute;sicas, vale transporte,    leite, ou seja, refere-se ao fornecimento de bens e servi&ccedil;os que ajudem    a resolver problemas pr&aacute;ticos;</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><i>Suporte informativo</i> - definido como &quot;o    processo atrav&eacute;s do qual as pessoas buscam a informa&ccedil;&atilde;o,    o conselho e algu&eacute;m que os ajude a resolver problemas&quot;.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">H&aacute; mais tr&ecirc;s &aacute;reas a acrescer    a estes tipos de suporte social:<sup><i>6</i></sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Suporte confirmativo - que fornece a percep&ccedil;&atilde;o    de que os sentimentos do indiv&iacute;duo s&atilde;o compreendidos;</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><i>Suporte corporativo</i> - que fornece o sentimento    de perten&ccedil;a ou manuten&ccedil;&atilde;o da identidade social;</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><i>Suporte avaliativo</i> - que fornece &quot;feedback&quot;    ao indiv&iacute;duo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Assim, este estudo pretende contribuir para a    sistematiza&ccedil;&atilde;o da assist&ecirc;ncia prestada ao paciente portador    de tuberculose. Trata-se de um estudo descritivo que teve como objetivos identificar    os tipos de suportes sociais (emocional, instrumental ou informativo) existentes    e descrever dentre os suportes identificados, quais foram oferecidos pelo PCT    aos pacientes submetidos ao Tratamento Supervisionado (TS).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Materiais e m&eacute;todos</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A coleta de dados foi realizada durante o m&ecirc;s    de julho de 2002, atrav&eacute;s de an&aacute;lise de prontu&aacute;rios de    pacientes submetidos ao TS do PCT do N&uacute;cleo de Gest&atilde;o Assistencial    59 (NGA-59) do munic&iacute;pio de Ribeir&atilde;o Preto (SP), os quais estavam    inscritos no TS no referido m&ecirc;s e atrav&eacute;s da observa&ccedil;&atilde;o    de pr&eacute; e p&oacute;s-consultas, visitas domiciliares, onde foi poss&iacute;vel    identificar se os profissionais de sa&uacute;de (auxiliares de enfermagem e    visitadoras sanit&aacute;rias) realizam a&ccedil;&otilde;es que suprem o suporte    familiar (moradia e abrigo), assim como encaminhamentos e fornecimento de bens    materiais que visem dar suporte social ao paciente.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Realizamos ainda a busca por institui&ccedil;&otilde;es    governamentais e n&atilde;o governamentais que prestam suporte social e instrumental    tamb&eacute;m aplic&aacute;veis ao paciente de tuberculose e sua fam&iacute;lia.    Desta forma, foram realizadas visitas &agrave;s seguintes institui&ccedil;&otilde;es    no munic&iacute;pio de Ribeir&atilde;o Preto (SP): Previd&ecirc;ncia Social/Instituto    Nacional do Seguro Social - INSS, Conselho Municipal de Promo&ccedil;&atilde;o    e Integra&ccedil;&atilde;o da Pessoa Portadora de Defici&ecirc;ncia, N&uacute;cleo    de Aten&ccedil;&atilde;o Psicossocial para F&aacute;rmacodependentes - NAPS-F    e Abrigo Ana Diederichsen.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Atrav&eacute;s de sites da Internet, obtivemos    informa&ccedil;&otilde;es e formul&aacute;rio para cadastramento de fam&iacute;lias    - Programa Renda M&iacute;nima (Bolsa Escola) (<a href="http://www.mec.gov.br">http://    www.mec.gov.br</a>) e documentos necess&aacute;rios para o requerimento do Aux&iacute;lio-Doen&ccedil;a,    nas seguintes situa&ccedil;&otilde;es: empregado/desempregado, trabalhador avulso,    empregado dom&eacute;stico, contribuinte individual e facultativo, segurado    especial, assim como o &aacute;&middot;lculo e o valor de cada benef&iacute;cio.    (<a href="http://www.mpas1.gov.br">http://www.mpas1.gov.br</a> e <a href="http://menta2.dataprev.gov.br">http://    menta2.dataprev.gov.br</a>).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Resultados e discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o aos benef&iacute;cios    oferecidos aos pacientes submetidos ao TS constatamos que uma vez inscritos    no PCT, estes recebem uma cesta b&aacute;sica/m&ecirc;s, fornecida pela Secretaria    da Cidadania e Desenvolvimento Social do Munic&iacute;pio de Ribeir&atilde;o    Preto (SP), estando o paciente obrigado a comparecer rigorosamente nos dias    e hor&aacute;rio marcados em um dos pontos de distribui&ccedil;&atilde;o para    retirar a sua cesta b&aacute;sica (<a href="#quad1">Quadro 1</a>), e um litro    de leite integral/semana entregue por ocasi&atilde;o de uma das visitas domiciliares    programadas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a name="quad1"></a></font></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v11n2/2a06quad1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">O PCT conta com uma quota reduzida e pr&eacute;-definida    de vales-transporte que s&atilde;o concedidos aos pacientes pelos profissionais    de sa&uacute;de (auxiliares de enfermagem e visitadoras sanit&aacute;rias) apenas    em situa&ccedil;&otilde;es especiais - pacientes com consultas agendadas no    servi&ccedil;o de sa&uacute;de e que n&atilde;o t&ecirc;m condi&ccedil;&otilde;es    financeiras para o transporte.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">A obten&ccedil;&atilde;o de concess&atilde;o    de vale transporte gratuito para o per&iacute;odo completo de tratamento, requer    que o paciente compare&ccedil;a ao Conselho Municipal de Promo&ccedil;&atilde;o    e Integra&ccedil;&atilde;o da Pessoa Portadora de Defici&ecirc;ncia, onde receber&aacute;    uma folha de agendamento para avalia&ccedil;&atilde;o social e um laudo de incapacidades    que dever&aacute; ser preenchido pelo m&eacute;dico respons&aacute;vel pelo    seu tratamento. Neste trabalho observamos que o paciente portador de tuberculose    depara-se com uma grande dificuldade para obter este beneficio, pois a lei prioriza    pacientes que s&atilde;o portadores de defici&ecirc;ncia f&iacute;sica (Lei    Complementar no 449 de 17 de maio de 1995). Entretanto, encaminhamentos para    o Conselho Municipal de Promo&ccedil;&atilde;o e Integra&ccedil;&atilde;o da    Pessoa Portadora de Defici&ecirc;ncia continuam sendo feitos pelos profissionais    de sa&uacute;de do NGA-59.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O programa, tamb&eacute;m &eacute;respons&aacute;vel    pelo encaminhamento de pacientes que necessitam de tratamento e n&atilde;o possuem    resid&ecirc;ncia fixa, ao &quot;Abrigo Ana Diederichsen&quot; em Ribeir&atilde;o    Preto (SP). No entanto, este abrigo recebe apenas pacientes do sexo masculino,    sendo que os pacientes do sexo feminino s&atilde;o encaminhados para um hospital    em Am&eacute;rico Brasiliense-SP.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O &quot;aux&iacute;lio-doen&ccedil;a&quot; &eacute;    um benef&iacute;cio oferecido pela Previd&ecirc;ncia Social a toda pessoa acometida    de tuberculose ativa, com base em conclus&atilde;o m&eacute;dica especializada,    independente do pagamento de 12 contribui&ccedil;&otilde;es, desde que o paciente    tenha a qualidade de segurado. O benef&iacute;cio pode ser solicitado em Ag&ecirc;ncias    da Previd&ecirc;ncia Social mediante o cumprimento das exig&ecirc;ncias cumulativas    (<a href="#quad2">Quadro 2</a>) e de apresenta&ccedil;&atilde;o de documentos    espec&iacute;ficos (<a href="#quad3">Quadro 3</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a name="quad2"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v11n2/2a06quad2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><a name="quad3"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v11n2/2a06quad3.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">O valor do aux&iacute;lio-doen&ccedil;a corresponde    a 91% do sal&aacute;rio de benef&iacute;cio. Para inscritos at&eacute; 28/11/99    o sal&aacute;rio de benef&iacute;cio corresponder&aacute; &agrave; m&eacute;dia    aritm&eacute;tica dos maiores sal&aacute;rios de contribui&ccedil;&atilde;o,    corrigidos monetariamente, correspondente a, no m&iacute;nimo 80% de todo o    per&iacute;odo contributivo desde a compet&ecirc;ncia 07/94. Para os inscritos    a partir de 29/11/99, o sal&aacute;rio de benef&iacute;cio corresponder&aacute;    &agrave; m&eacute;dia aritm&eacute;tica simples dos maiores sal&aacute;rios    de contribui&ccedil;&atilde;o correspondentes a 80% de todo o per&iacute;odo    contributivo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Durante a coleta de dados, observamos que a equipe    do PCT faz o encaminhamento do paciente &agrave; assistente social do NGA-59    a fim de que se fa&ccedil;am os esclarecimentos necess&aacute;rios para a obten&ccedil;&atilde;o    de tal benef&iacute;cio. No entanto, constatamos que dos pacientes inscritos    no TS, nenhum adquiriu tal benef&iacute;cio em fun&ccedil;&atilde;o do n&atilde;o    cumprimento das exig&ecirc;ncias cumulativas e &agrave; falta de um dos documentos    solicitados, por exemplo: Carteira de Identidade e/ou Carteira de Trabalho e    NIT (PIS/PASEP).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O Amparo Assistencial ao Idoso e ao Deficiente-LOAS,    &eacute; um benef&iacute;cio previsto pela Previd&ecirc;ncia Social, no valor    de 1 sal&aacute;rio m&iacute;nimo, concedido a idosos com no m&iacute;nimo 67    anos de idade (Art. 38 da Lei 8.742/93 c/c art. 1<sup>o</sup> Lei 9.720/98) e ou a portadores    de defici&ecirc;ncia incapacitados para o trabalho (Art. 20 da Lei 8.720/93).    O benef&iacute;cio pode ser solicitado em ag&ecirc;ncias da Previd&ecirc;ncia    Social mediante o cumprimento das exig&ecirc;ncias cumulativas (<a href="#quad4">Quadro    4</a>) e a apresenta&ccedil;&atilde;o de documentos espec&iacute;ficos (<a href="#quad5">Quadro    5</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a name="quad4"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v11n2/2a06quad4.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><a name="quad5"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v11n2/2a06quad5.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Observamos que este benef&iacute;cio foi solicitado    apenas por um paciente de 45 anos de idade, com tuberculose pulmonar, alcoolista,    desempregado, com 1<sup>o</sup> grau incompleto, inscrito no programa e que apresentava    um problema para movimentar a articula&ccedil;&atilde;o coxofemural esquerda.    Apesar de n&atilde;o ser um benef&iacute;cio espec&iacute;fico para pacientes    com tuberculose, constatou-se que o mesmo poderia ser concedido a este paciente    uma vez que ele cumpria as exig&ecirc;ncias legais al&eacute;m de apresentar    uma defici&ecirc;ncia f&iacute;sica que o incapacitava para o trabalho.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O N&uacute;cleo de Aten&ccedil;&atilde;o Psicossocial    para Farmacodependentes (NAPS-F) &eacute; um ponto de refer&ecirc;ncia para    pessoas que fazem uso ou abuso de drogas e/ou &aacute;lcool. Muitos pacientes    que est&atilde;o inscritos no PCT s&atilde;o alcoolitas e necessitam de um apoio/suporte    para conseguirem abandonar o v&iacute;cio. Atrav&eacute;s da an&aacute;lise    de prontu&aacute;rios, n&atilde;o constatamos o encaminhamento de nenhum paciente    para o NAPS-F. Este programa n&atilde;o &eacute; espec&iacute;fico para pacientes    portadores de tuberculose, e n&atilde;o h&aacute; nenhuma parceria formalizada    entre NAPS-F e NGA-59. No entanto, nada impede que o paciente portador de tuberculose    que seja alcoolista cr&ocirc;nico possa ser encaminhado para realizar tratamento.    O encaminhamento, no entanto, n&atilde;o &eacute; realizado em fun&ccedil;&atilde;o    da dificuldade em obter-se o benef&iacute;cio do vale-transporte. Muitos pacientes    argumentam &quot;que n&atilde;o t&ecirc;m dinheiro para pagar a passagem do    &ocirc;nibus&quot; (<i>sic</i>).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Atrav&eacute;s do site da Internet <a href="http://www.mec.gov.br">http://www.mec.gov.br</a>,    identificamos o benef&iacute;cio &quot;bolsa-escola&quot; (Lei 10.219, de 11    de abril de 2001) fornecido a fam&iacute;lias com renda per capita at&eacute;    R$ 90,00 mensais, que possuam sob sua responsabilidade crian&ccedil;as com idade    entre 6 e 15 anos matriculadas em estabelecimento de ensino fundamental regular,    com freq&uuml;&ecirc;ncia escolar igual ou superior a oitenta e cinco por cento.    Uma vez cadastradas no Programa Bolsa-Escola as fam&iacute;lias tamb&eacute;m    t&ecirc;m direito ao &quot;aux&iacute;lio g&aacute;s&quot;, pago bimestralmente    no valor de R$ 15,00. Apesar de n&atilde;o serem benef&iacute;cios espec&iacute;ficos,    conclu&iacute;mos que os mesmos podem e devem ser oferecidos a estes pacientes,    uma vez que muitos t&ecirc;m filhos matriculados no ensino fundamental regular.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O desemprego tamb&eacute;m &eacute; um problema    que afeta diretamente os pacientes inscritos no TS e suas fam&iacute;lias. Em    visita realizada &agrave; Previd&ecirc;ncia Social, identificamos como uma solu&ccedil;&atilde;o    parcial para este problema o &quot;seguro-desemprego&quot;. Para ter direito    a este benef&iacute;cio faz-se necess&aacute;rio: ter recebido sal&aacute;rio    nos &uacute;ltimos seis meses; ter trabalhado pelo menos seis meses nos &uacute;ltimos    tr&ecirc;s anos; n&atilde;o estar recebendo benef&iacute;cio de presta&ccedil;&atilde;o    continuada da Previd&ecirc;ncia Social, exceto aux&iacute;lio-doen&ccedil;a    ou pens&atilde;o por morte; n&atilde;o possuir renda pr&oacute;pria para seu    sustento e de seus familiares. O valor do benef&iacute;cio &eacute; calculado    com base nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s sal&aacute;rios recebidos e indicados    no requerimento, n&atilde;o podendo ser inferior a um sal&aacute;rio m&iacute;nimo    e nem superior ao teto fixado por lei.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os tr&ecirc;s &uacute;ltimos benef&iacute;cios    identificados n&atilde;o dizem respeito especificamente ao paciente portador    de tuberculose, entretanto acreditamos na import&acirc;ncia de orient&aacute;-lo    na busca por estes benef&iacute;cios, visto que pertencem normalmente a classes    sociais menos privilegiadas, com importantes dificuldades financeiras e que,    uma vez obtidos, estes benef&iacute;cios sem d&uacute;vida auxiliam e complementam    a renda destes pacientes e de suas fam&iacute;lias produzindo flagrante melhoria    na sua qualidade de vida e motivando-os assim a continuar e manter o interesse    em seu tratamento</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Durante a coleta e an&aacute;lise de dados, constatamos    que nenhum paciente recebeu &quot;bolsa-escola&quot;, &quot;aux&iacute;lio-g&aacute;s&quot;    ou &quot;seguro-desemprego&quot; e que poucos membros da equipe que atuam no    PCT t&ecirc;m conhecimento destes benef&iacute;cios e de todos os detalhes necess&aacute;rios    para sua obten&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Conclus&otilde;es</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">&middot; Os incentivos e benef&iacute;cios identificados    e encontrados no munic&iacute;pio de Ribeir&atilde;o Preto (SP) para pacientes    portadores de tuberculose foram:</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- <i>Espec&iacute;ficos</i>: uma cesta b&aacute;sica    (mensal), um litro de leite integral (semanal), Abrigo Ana Diederichsen.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- <i>Gerais</i>: aux&iacute;lio-doen&ccedil;a,    LOAS, bolsa-escola, aux&iacute;lio-g&aacute;s, seguro-desemprego.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">&middot; &Eacute; necess&aacute;rio estabelecer    e ampliar parcerias entre o programa e os diversos setores da sociedade.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">&middot; Os enfermeiros, auxiliares de enfermagem    e visitadores sanit&aacute;rios devem ser informados (instru&iacute;dos) em    rela&ccedil;&atilde;o aos benef&iacute;cios que podem ser oferecidos aos pacientes    inscritos no programa, assim como toda a documenta&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria,    locais e hor&aacute;rios para a aquisi&ccedil;&atilde;o dos mesmos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">&middot; &Eacute; necess&aacute;rio que todos    da equipe saibam o que &eacute; o &quot;aux&iacute;lio-doen&ccedil;a&quot;,    &quot;aux&iacute;lio-g&aacute;s&quot;, &quot;bolsa-escola&quot;, &quot; seguro-desemprego&quot;,    &quot;LOAS&quot;.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">&middot; &Eacute; necess&aacute;rio assegurar    o encaminhamento para o NAPS-F atrav&eacute;s da disponibilidade de vale transporte    e entendimentos entre os servi&ccedil;os de sa&uacute;de e o NAPS-F.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">&middot; O programa necessita da disponibiliza&ccedil;&atilde;o    de uma viatura pr&oacute;pria que vise o trabalho com a&ccedil;&otilde;es de    suporte social.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">&Eacute; l&iacute;cito considerar que o melhor    entendimento e conhecimento da rede de apoio por parte da equipe t&eacute;cnica    dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de poder&aacute; criar uma situa&ccedil;&atilde;o    melhor e mais segura para os pacientes, podendo isto refletir na melhora do    n&iacute;vel de ades&atilde;o ao tratamento.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">1. Bertolozzi MR. A ades&atilde;o ao programa    de controle da tuberculose no distrito sanit&aacute;rio do Butant&atilde;. &#91disserta&ccedil;&atilde;o&#93.    S&atilde;o Paulo: Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica/USP; 1998.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">2. Perini E. O abandono do tratamento da tuberculose:    transgredindo regras, banalizando conceitos. &#91tese&#93. Belo Horizonte: Escola de    Veterin&aacute;ria/UFMG; 1998.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">3. Mendes EV. Uma agenda para a sa&uacute;de.    S&atilde;o Paulo: Hucitec; 1996.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">4. Feuerwerker L, Costa H. Intersetorialidade    na Rede Unida. Rev Divulga&ccedil;&atilde;o Sa&uacute;de Debate 2000; 22: 25-35.</font><p><font size="2" face="verdana">5. Pereira JPS. Suporte social em doentes mentais    de evolu&ccedil;&atilde;o prolongada e popula&ccedil;&atilde;o. &#91monografia&#93.    Lisboa: Instituto de Psicologia Aplicada/ISPA; 1996.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">6. Josu&eacute; ASSG. Estudo comparativo do suporte    social em doentes de evolu&ccedil;&atilde;o prolongada. &#91monografia&#93. Lisboa:    Instituto de Psicologia Aplicada/ISPA; 1995.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Artigo recebido em 30/09/93    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   aprovado em 16/10/2003</font></p>      ]]></body><back>
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