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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Janeiro. Around 160 ex-homeless subjects were inhabiting the center at the time of the outbreak, age range 20 to 74 years old. Pulmonary tuberculosis was diagnosed in five subjects after tests were carried out in all inmates. Evaluation of nutritional and laboratorial aspects was done in all subjects. The results of the dietetic analysis of these subjects showed increased energy and a lack of essential micronutrients intake. The nutritional assessment, in different compartments, showed increased fat mass and decreased protein mass in the majority of the individuals. We observed diminishing of blood hemoglobin level in subjects with tuberculosis. These lower levels of hemoglobin appear to be associated to the presence of intestinal parasites (ancylostomiasis, amebiasis, giardiasis and ascariasis) diagnosed in 40% of subjects. Some nutritional aspects, such as micronutrient intake deficit, appear to be important in the development of tuberculosis.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Investiga&ccedil;&atilde;o dos aspectos nutricionais    em homens abrigados em uma institui&ccedil;&atilde;o filantr&oacute;pica envolvida    em surto de tuberculose</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Maria Thereza B Wady<sup>I</sup>; Maria Inez    Linhares-Carvalho<sup>II</sup>; Rosana Salles-Costa<sup>III</sup>; Joyce do    Valle<sup>V</sup>; Luiz Roberto R Castello-Branco<sup>IV</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Departamento de Nutri&ccedil;&atilde;o    e Diet&eacute;tica, Universidade Federal Fluminense (UFF). Niter&oacute;i -    RJ. Enviar correspond&ecirc;ncia para M.T.B.W. E-mail:<a href="mailto:twady@bol.com.br">twady@bol.com.br</a>    <br>   <sup>II</sup>Ambulat&oacute;rio da Provid&ecirc;ncia. Rio de Janeiro - RJ    <br>   <sup>III</sup>Instituto de Nutri&ccedil;&atilde;o, Universidade Federal do Rio    de Janeiro (UFRJ). Rio de Janeiro - RJ    <br>   <sup>IV</sup>Chefe do Laborat&oacute;rio de Imunologia, Cl&iacute;nica do Instituto    Oswaldo Cruz (FIOCRUZ). Rio de Janeiro - RJ    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>V</sup>Departamento de Nutri&ccedil;&atilde;o e Diet&eacute;tica, Universidade Federal    Fluminense (UFF). Niter&oacute;i - RJ. Instituto de Nutri&ccedil;&atilde;o,    Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Rio de Janeiro - RJ</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em exames m&eacute;dicos de rotina realizados    em um centro de integra&ccedil;&atilde;o social que abriga, em regime de internato,    cerca de 160 homens, ex-moradores de rua, na faixa et&aacute;ria de 20 a 74    anos foram detectados sinais e sintomas de tuberculose pulmonar em alguns comunit&aacute;rios,    sendo confirmado o diagn&oacute;stico em cinco deles. Foram investigados os    aspectos nutricionais e os fatores de risco que poderiam estar associados ao    surto infeccioso. Realizamos avalia&ccedil;&otilde;es diet&eacute;ticas, antropom&eacute;tricas    e laboratoriais em todos os indiv&iacute;duos. Na an&aacute;lise diet&eacute;tica    verificou-se que esta &eacute; superestimada com rela&ccedil;&atilde;o ao valor    energ&eacute;tico e deficit&aacute;ria na oferta dos micronutrientes associados    &agrave; imunocompet&ecirc;ncia. Quando avaliamos os compartimentos corporais    observamos que grande parte da popula&ccedil;&atilde;o estudada (47%) encontrava-se    com a reserva gordurosa acima dos valores de normalidade e a massa prot&eacute;ica    som&aacute;tica com valores abaixo do normal. Ao compararmos o grupo de tuberculosos    com os n&atilde;o doentes somente os valores para hemoglobina foram significativos,    sendo inferiores nos indiv&iacute;duos doentes. Esta altera&ccedil;&atilde;o    pode estar associada a parasitoses intestinais, j&aacute; que a ingest&atilde;o    de ferro foi similar em todos os indiv&iacute;duos investigados. Ancilostom&iacute;ase,    ameb&iacute;ase, giard&iacute;ase e ascarid&iacute;ase estavam presentes em    40% da amostra de albergados investigada. A correla&ccedil;&atilde;o entre os    achados da avalia&ccedil;&atilde;o antropom&eacute;trica e diet&eacute;tica    nos sugere que fatores envolvidos com a qualidade da dieta, tal qual o teor    de alguns micronutrientes, possam estar envolvidos com o maior risco para o    desenvolvimento de tuberculose.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave:</b> tuberculose; avalia&ccedil;&atilde;o    nutricional; hemoglobinas; desabrigados.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Janeiro. Around 160 ex-homeless subjects were    inhabiting the center at the time of the outbreak, age range 20 to 74 years    old. Pulmonary tuberculosis was diagnosed in five subjects after tests were    carried out in all inmates. Evaluation of nutritional and laboratorial aspects    was done in all subjects. The results of the dietetic analysis of these subjects    showed increased energy and a lack of essential micronutrients intake. The nutritional    assessment, in different compartments, showed increased fat mass and decreased    protein mass in the majority of the individuals. We observed diminishing of    blood hemoglobin level in subjects with tuberculosis. These lower levels of    hemoglobin appear to be associated to the presence of intestinal parasites (ancylostomiasis,    amebiasis, giardiasis and ascariasis) diagnosed in 40% of subjects. Some nutritional    aspects, such as micronutrient intake deficit, appear to be important in the    development of tuberculosis.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key words:</b> tuberculosis; homeless; nutritional    assessment; hemoglobin; intestinal parasites.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O cen&aacute;rio mais comum para a prolifera&ccedil;&atilde;o    do <i>Mycobacterium tuberculosis</i> est&aacute; nos grandes centros urbanos,    com focos nos hospitais, pris&otilde;es e outros lugares aglomerados como os    albergues.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dentre as principais amea&ccedil;as &agrave;    sa&uacute;de de moradores de rua, a tuberculose &eacute; a mais prevalente<sup>2</sup>    e, normalmente, est&aacute; associada com a ingest&atilde;o alco&oacute;lica    e o conglomerado em abrigos.<sup>2,3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Estudos epidemiol&oacute;gicos demonstram que    sua incid&ecirc;ncia &eacute; maior entre indiv&iacute;duos com peso abaixo    dos limites de normalidade, como tamb&eacute;m, associada ao baixo consumo diet&eacute;tico    de energia, prote&iacute;nas de origem animal e de outros nutrientes.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A interrela&ccedil;&atilde;o entre a queda do    estado nutricional e a diminui&ccedil;&atilde;o da fun&ccedil;&atilde;o imune    pode ser demonstrada atrav&eacute;s das altera&ccedil;&otilde;es nos testes    de fun&ccedil;&atilde;o imunol&oacute;gica. Um estado de imunodepress&atilde;o    reduz a resist&ecirc;ncia &agrave;s infec&ccedil;&otilde;es e incide na morbidade    e mortalidade dos pacientes.<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A maioria das pessoas infectadas com o <i>M.    tuberculosis</i> desenvolve tuberculose latente. Este estado &eacute; caracterizado    por evid&ecirc;ncia de uma resposta imune contra a bact&eacute;ria (PPD positivo)    sem nenhum sinal de infec&ccedil;&atilde;o ativa. Essa situa&ccedil;&atilde;o    pode ser mantida por toda a vida da pessoa infectada, por&eacute;m, em aproximadamente    10% destes indiv&iacute;duos h&aacute; a reativa&ccedil;&atilde;o da infec&ccedil;&atilde;o    latente levando &agrave; tuberculose ativa e contagiosa.<sup>6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Sabendo-se que a desnutri&ccedil;&atilde;o prot&eacute;ico-energ&eacute;tica    prejudica de forma significativa a imunidade celular, que &eacute; o mais eficiente    mecanismo de defesa do paciente, e que favorece a reativa&ccedil;&atilde;o da    tuberculose latente, torna-se evidente a associa&ccedil;&atilde;o entre o estado    nutricional do paciente e a tuberculose.<sup>5,7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para a manuten&ccedil;&atilde;o do estado nutricional    adequado &eacute; necess&aacute;rio manter um equil&iacute;brio constante entre    o consumo e a necessidade de nutrientes. Para a monitora&ccedil;&atilde;o deste    equil&iacute;brio utilizamos a avalia&ccedil;&atilde;o nutricional, a qual estuda    a influ&ecirc;ncia do fator nutricional na sa&uacute;de do indiv&iacute;duo.<sup>7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A avalia&ccedil;&atilde;o nutricional por meio    da antropometria, possibilita o conhecimento da composi&ccedil;&atilde;o corporal,    refletindo a hist&oacute;ria nutricional do paciente.<sup>5,8</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">As dosagens laboratoriais utilizadas como m&eacute;todo    para avalia&ccedil;&atilde;o do estado nutricional, apresentam a vantagem de    detectar os estados sub-cl&iacute;nicos de defici&ecirc;ncia, destacando-se    como um instrumento na a&ccedil;&atilde;o preventiva.<sup>8</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O estudo aqui descrito foi desenvolvido em um    centro de integra&ccedil;&atilde;o social situado na cidade do Rio de Janeiro,    que abriga, em regime de internato, cerca de 160 ex-moradores de rua. Em exames    m&eacute;dicos, de rotina, foram detectados sinais e sintomas de tuberculose    pulmonar em alguns comunit&aacute;rios. Diante da identifica&ccedil;&atilde;o    de tais sinais, foram realizadas medidas investigat&oacute;rias (raio X de t&oacute;rax,    exame de escarro e PPD), sendo confirmados cinco casos. Estes indiv&iacute;duos    foram isolados e tratados de acordo com as normas do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,    e novos casos de tuberculose n&atilde;o foram diagnosticados durante 1 ano de    acompanhamento cl&iacute;nico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A progress&atilde;o no n&uacute;mero de infectados    acarretaria grandes preju&iacute;zos &agrave; popula&ccedil;&atilde;o afetada,    n&atilde;o s&oacute; pelas caracter&iacute;sticas de morbidade inerentes a esta    doen&ccedil;a infecciosa, mas, principalmente, pela vulnerabilidade t&iacute;pica    da clientela atingida.<sup>3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ao intervirmos no problema t&iacute;nhamos como    objetivo interromper a difus&atilde;o da doen&ccedil;a e tamb&eacute;m estudar    os fatores de risco para infec&ccedil;&atilde;o, o que nos permitiria adotar    medidas profil&aacute;ticas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>MATERIAIS E M&Eacute;TODOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Popula&ccedil;&atilde;o investigada</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Neste estudo foi realizada uma investiga&ccedil;&atilde;o    seccional em todos os internos de um abrigo filantr&ocirc;pico, que faz parte    da obra social da Igreja Cat&oacute;lica. Esta institui&ccedil;&atilde;o, localizada    na cidade do Rio de Janeiro, abriga, em regime de internato, homens, compreendidos    na faixa et&aacute;ria dos 20 aos 74 anos, que faziam parte da popula&ccedil;&atilde;o    de rua, desempregados e ex-presidi&aacute;rios, sendo a maioria ex-dependentes    qu&iacute;micos e todos HIV negativos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Esta pesquisa, aprovada pela Comiss&atilde;o    Nacional de &Eacute;tica em Pesquisa-CONEP (protocolo CMN/HUAP 11/99) foi de    car&aacute;ter prospectivo, n&atilde;o sendo poss&iacute;vel manter o mesmo    n&uacute;mero de indiv&iacute;duos at&eacute; o final das investiga&ccedil;&otilde;es    devido aos desligamentos volunt&aacute;rios.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Avalia&ccedil;&atilde;o antropom&eacute;trica</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Na avalia&ccedil;&atilde;o antropom&eacute;trica    foram aferidas as medidas de peso, altura, per&iacute;metro braquial e as dobras    cut&acirc;neas triciptal, biciptal, subescapular e supra-il&iacute;aca. Todas    as aferi&ccedil;&otilde;es foram efetuadas pelo mesmo examinador e baseadas    nas t&eacute;cnicas de mensura&ccedil;&atilde;o descritas por Lohman et al.<sup>9</sup>    Atrav&eacute;s das mensura&ccedil;&otilde;es realizadas obtivemos os seguintes    par&acirc;metros nutricionais: &Iacute;ndice de massa corporal (IMC), circunfer&ecirc;ncia    muscular do bra&ccedil;o (CMB) e percentual gordura corporal (% GC). Todos os    c&aacute;lculos foram efetuados com aux&iacute;lio do software Avalia&ccedil;&atilde;o    da Composi&ccedil;&atilde;o Corporal.<sup>10</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Exames laboratoriais</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foram realizadas as seguintes an&aacute;lises    laboratoriais: hemograma completo, prote&iacute;nas totais e fra&ccedil;&otilde;es    (albumina e globulina). As coletas de sangue, assim como o preparo, an&aacute;lise    e armazenamento do mesmo, foram realizados no laborat&oacute;rio do Banco da    Provid&ecirc;ncia. O hemograma foi realizado por automatiza&ccedil;&atilde;o,    sendo a contagem espec&iacute;fica dos leuc&oacute;citos obtida por microscopia    &oacute;ptica. As prote&iacute;nas totais foram analisadas pelo m&eacute;todo    do reagente de biureto e a albumina pelo m&eacute;todo do verde de bromocresol.    A interpreta&ccedil;&atilde;o foi feita segundo Miller.<sup>11</sup> A partir    dos valores s&eacute;ricos de albumina foi avaliada a massa prot&eacute;ica    visceral.<sup>8</sup> Tamb&eacute;m foram coletadas fezes para pesquisa de parasitas intestinais    pelos m&eacute;todos de Kato/ Katz, Hoffman e Faust.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Estimativa do gasto energ&eacute;tico di&aacute;rio</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foi realizada uma m&eacute;dia do gasto energ&eacute;tico    individual, que foi estimado pela soma do custo energ&eacute;tico de todas as    atividades realizadas em um per&iacute;odo de 24 horas.<sup>12</sup> As atividades    foram obtidas atrav&eacute;s das informa&ccedil;&otilde;es colhidas em um question&aacute;rio    aplicado individualmente a todos os comunit&aacute;rios.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Avalia&ccedil;&atilde;o do consumo alimentar</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O consumo alimentar foi estabelecido atrav&eacute;s    da pesagem por tr&ecirc;s dias, escolhidos aleatoriamente em um per&iacute;odo    de um m&ecirc;s, do <i>per capita</i> das tr&ecirc;s refei&ccedil;&otilde;es    di&aacute;rias oferecidas pela institui&ccedil;&atilde;o. Posteriormente foram    analisados os teores de macro e micro nutrientes, atrav&eacute;s do Programa    de Apoio &agrave; Nutri&ccedil;&atilde;o vers&atilde;o 2.5,<sup>13</sup> <i>software</i>    do Centro de Inform&aacute;tica em Sa&uacute;de P&uacute;blica/Escola Paulista    de Medicina/ UFSP. Foram estimadas as m&eacute;dias do consumo de prote&iacute;nas    (g/dia); lip&iacute;deos (g/dia); hidratos de carbono (g/ dia); c&aacute;lcio    (mg/d); ferro (mg/d); zinco (mg/d); vitamina B6 (mg/d); &aacute;cido.f&oacute;lico    (mcg/d); vitamina C (mg/dia) e vitamina A (mcgRE/d).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Tratamento estat&iacute;stico</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os dados coletados foram analisados pelo programa    EPI-INFO vers&atilde;o 6.04.<sup>14</sup> O n&iacute;vel de rejei&ccedil;&atilde;o    adotado para a hip&oacute;tese de nulidade foi fixado em 5% (a=0,05). No estudo    comparativo entre tuberculosos e n&atilde;o tuberculosos foi utilizado o teste-t    de <i>Student</i> nas vari&aacute;veis intervalares.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>RESULTADOS E DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na avalia&ccedil;&atilde;o do perfil nutricional    verificamos que predominou a normalidade para o &iacute;ndice de massa corporal    (IMC), por&eacute;m esta medida isolada torna-se superficial para a avalia&ccedil;&atilde;o    nutricional, pois n&atilde;o &eacute; capaz de separar o compartimento muscular    do gorduroso. Uma an&aacute;lise mais adequada da composi&ccedil;&atilde;o corporal    constatou que a maior parte dos indiv&iacute;duos apresentou a reserva gordurosa    acima dos valores de normalidade, em contra partida, com rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; prote&iacute;na som&aacute;tica, apesar da maioria se encontrar dentro    dos valores normais, um grande percentual apresentou d&eacute;ficit de massa    muscular. Estes resultados sugerem que a normalidade do IMC ocorreu pelo aumento    de massa adiposa em detrimento da massa muscular. Resultados similares foram    descritos por outros autores que tamb&eacute;m estudaram indiv&iacute;duos da    popula&ccedil;&atilde;o de rua.<sup>2,15</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A maioria dos internos apresentou valores normais    para os exames laboratoriais que avaliam massa prot&eacute;ica visceral (albumina)    (<a href="#tab1">Tabela 1</a>). As an&aacute;lises das fezes demonstraram que    40% da amostra avaliada apresentava parasitas intestinais (ancilostom&iacute;ase,    ameb&iacute;ase, giard&iacute;ase e ascarid&iacute;ase), em infesta&ccedil;&otilde;es    simples ou mistas.</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v12n1/1a03t1.gif"> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto ao consumo energ&eacute;tico a institui&ccedil;&atilde;o    oferecia em m&eacute;dia aproximadamente 2.700 kcal/dia, enquanto o valor m&eacute;dio    do gasto energ&eacute;tico individual foi de 2.392 kcal/ dia (&plusmn; 588,25),    correspondendo a 112% das necessidades energ&eacute;ticas estimadas Levando-se    em considera&ccedil;&atilde;o que s&atilde;o necess&aacute;rias 7.700 kcal para    conferir o ganho de 1kg de gordura corporal,<sup>7</sup> poder&iacute;amos estimar o acr&eacute;scimo    de aproximadamente 1kg por m&ecirc;s, sendo 12kg ao final de um ano de institucionaliza&ccedil;&atilde;o.    Como o nosso indiv&iacute;duo padr&atilde;o permanece, em m&eacute;dia cerca    de cinco anos albergado, isto representaria um grande risco para obesidade nesta    popula&ccedil;&atilde;o pesquisada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na avalia&ccedil;&atilde;o da adequa&ccedil;&atilde;o    do consumo di&aacute;rio de micronutrientes, encontramos a m&eacute;dia abaixo    das recomenda&ccedil;&otilde;es para: c&aacute;lcio, zinco, &aacute;cido f&oacute;lico,    vitamina C e vitamina A. Essas defici&ecirc;ncias assumem import&acirc;ncia    quando se trata de uma popula&ccedil;&atilde;o de risco para doen&ccedil;as    infecciosas, uma vez que esses nutrientes est&atilde;o associados a imunocompet&ecirc;ncia    (<a href="#tab2">Tabela 2</a>).</font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v12n1/1a03t2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ao compararmos os indiv&iacute;duos tuberculosos    e n&atilde;o tuberculosos observamos que a &uacute;nica diferen&ccedil;a significativa    observada entre os dois grupos foi o valor de hemoglobina s&eacute;rica, que    foi inferior nos indiv&iacute;duos infectados (<a href="#tab3">Tabela 3</a>).    Outros autores, tamb&eacute;m associam o desenvolvimento de tuberculose pulmonar    com baixos n&iacute;veis de hemoglobina s&eacute;rica.<sup>16</sup></font></p>     <p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v12n1/1a03t3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Esta diferen&ccedil;a adquire grande import&acirc;ncia,    neste estudo, em fun&ccedil;&atilde;o das peculiaridades da popula&ccedil;&atilde;o    observada. O fato de serem todos adultos, do mesmo sexo, vivendo por mais de    nove meses sob as mesmas influ&ecirc;ncias ambientais, com a mesma alimenta&ccedil;&atilde;o,    desenvolvendo atividades ocupacionais semelhantes, com o m&iacute;nimo contato    com o meio externo, estando livres da ingest&atilde;o de &aacute;lcool e drogas,    al&eacute;m de terem sido submetidos a testes para HIV e tuberculose no momento    da admiss&atilde;o criou condi&ccedil;&otilde;es ideais para esta pesquisa,    pois eliminou uma grande quantidade de vari&aacute;veis que poderiam influenciar    nos resultados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Portanto, a taxa reduzida de hemoglobina pode    estar relacionada com o desenvolvimento da tuberculose. A partir desta observa&ccedil;&atilde;o    podemos desenvolver as seguintes hip&oacute;teses: os baixos n&iacute;veis s&eacute;ricos    de hemoglobina seriam uma causa ou um efeito da maior suscetibilidade infecciosa?    Ao tentarmos buscar uma resposta na literatura cient&iacute;fica caminhamos    para o seguinte racioc&iacute;nio: em nosso meio, as causas mais comumente envolvidas    com o d&eacute;ficit de hemoglobina na popula&ccedil;&atilde;o sadia, s&atilde;o:    a defici&ecirc;ncia de ferro diet&eacute;tico e a espolia&ccedil;&atilde;o causada    por parasitas intestinais.<sup>17-19</sup> Como a alimenta&ccedil;&atilde;o    oferecida no abrigo &eacute; igual, em quantidade e qualidade, para todas as    pessoas submetidas a este estudo, a correla&ccedil;&atilde;o mais prov&aacute;vel    passa a ser com a presen&ccedil;a de parasitas intestinais. Este racioc&iacute;nio    encontra respaldo nas investiga&ccedil;&otilde;es de v&aacute;rios autores.<sup>20-24</sup>    Estes investigadores sugerem que os mecanismos celulares e moleculares envolvidos    no tipo de resposta imune provocada por parasitas intestinais (tipo TH2), induziriam    a uma menor resposta do tipo TH1, necess&aacute;ria &agrave; defesa do organismo    contra micobact&eacute;rias.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Por sua vez Ing et al<sup>25</sup> demonstrou    em um estudo experimental que a desnutri&ccedil;&atilde;o prot&eacute;ica pode    aumentar a suscetibilidade a infec&ccedil;&otilde;es parasit&aacute;rias gastrintestinais,    assim como prolongar o tempo de infesta&ccedil;&atilde;o, possivelmente como    resultado da prejudicada resposta intestinal e/ou sist&ecirc;mica de TH2.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A partir destas observa&ccedil;&otilde;es estamos    desenvolvendo estudos mais detalhados para comprovar a rela&ccedil;&atilde;o    entre a taxa de hemoglobina, a infesta&ccedil;&atilde;o intestinal e a modula&ccedil;&atilde;o    imunol&oacute;gica que favoreceria a manifesta&ccedil;&atilde;o da infec&ccedil;&atilde;o    pelo <i>M. tuberculosis</i>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na avalia&ccedil;&atilde;o do perfil nutricional,    embora fosse demonstrado que a maioria dos indiv&iacute;duos encontrava-se com    o &Iacute;ndice de massa corporal (IMC) dentro dos valores de normalidade, observamos    que grande parte da popula&ccedil;&atilde;o estudada encontrava-se com a reserva    gordurosa acima dos valores adequados e, em contra partida, um percentual significativo    de homens apresentava os valores de massa magra abaixo do normal.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ao avaliarmos a composi&ccedil;&atilde;o da alimenta&ccedil;&atilde;o    oferecida na Institui&ccedil;&atilde;o, verificamos que esta estava superestimada    com rela&ccedil;&atilde;o ao valor energ&eacute;tico, fato que justifica a composi&ccedil;&atilde;o    corporal encontrada, por&eacute;m encontramos d&eacute;ficit na oferta de v&aacute;rios    micronutrientes, que por sua vez s&atilde;o os mais associados a imunocompet&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Embora o estado nutricional da popula&ccedil;&atilde;o    estudada aparente normalidade, ao compararmos os indiv&iacute;duos tuberculosos    e n&atilde;o-tuberculosos observamos uma diferen&ccedil;a significativa entre    os dois grupos que foi um valor inferior de hemoglobina s&eacute;rica nos indiv&iacute;duos    infectados. Esta altera&ccedil;&atilde;o pode ser secund&aacute;ria a parasitoses    intestinais, j&aacute; que a ingest&atilde;o de ferro foi similar em todos os    indiv&iacute;duos investigados e ancilostom&iacute;ase, ameb&iacute;ase, giard&iacute;ase    e ascarid&iacute;ase estavam presentes em 40% da amostra de albergados investigada.    Parasitoses intestinais podem ser respons&aacute;veis por uma invers&atilde;o    na resposta imune de TH1 para TH2, o que poderia desestabilizar uma infec&ccedil;&atilde;o    latente por <i>Mycobacterium tuberculosis</i>, tornando o indiv&iacute;duo suscet&iacute;vel    ao aparecimento da doen&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Investiga&ccedil;&otilde;es mais aprofundadas    para confirmar a hip&oacute;tese aqui levantada poderia ser de grande valia    na profilaxia de doen&ccedil;as infecciosas como a tuberculose, pois atrav&eacute;s    de a&ccedil;&otilde;es, relativamente simples, menos onerosas e de largo alcance    na &aacute;rea de saneamento b&aacute;sico e educa&ccedil;&atilde;o populacional,    poder&iacute;amos obter resultados significativos na preven&ccedil;&atilde;o    desta infec&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Programa    de Controle da tuberculose no Brasil Informe Epidemiol&oacute;gico do SUS 2001;10:129-38.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. Luder E, Boey E, Buchalter B, Martinez-Weber    C. Assesment of the nutritional status of urban homeless adults. Public Health    Rep 1989;5:451-57.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. Morow CB, Gibula DA, Nowick LF. Outbreak of    tuberculosis in a homeless men's shelter. Am J Prev Med 2003;24(4 Suppl):124-7.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. Yamanaka K, Sakai S, Nomura F, Akashi T, Usui    T. A nutritional investigaton of homeless patients with tuberculosis. <em>Kekkaku</em>    2001;76:363-70.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. Waitzberg DL, Lotierzo PHP, Duarte AJS, Schronts    EP, Cerra F. Avalia&ccedil;&atilde;o Nutricional. In: Waitzberg DL. Nutri&ccedil;&atilde;o    oral, enteral e parenteral na pr&aacute;tica cl&iacute;nica. S&atilde;o Paulo:    Atheneu; 2000. p.1511-39.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6. Tufariello JM, Chan J, Flynn JL. Latent tuberculosis:    mechanisms of host and bacillus that contribute to persistent infection Lancet    Infect Dis 2003;9:578-90.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7. Beyer PL. Terapia cl&iacute;nica nutricional.    In: Mahan LK, Escott- Stump S. Alimentos nutri&ccedil;&atilde;o e dietoterapia.    S&atilde;o Paulo: Roca; 2003. p.629-774.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8. Gibson RS. Principles of nutritional assessment.    New York: Oxford University Press; 1990.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9. Lohman TG, Roche AF, Martorell R. Anthropometric    standardization reference manual. Champaing: Human Kinectics Books; 1988.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10. Costa RF. Avalia&ccedil;&atilde;o da composi&ccedil;&atilde;o    corporal &#91;software&#93;. S&atilde;o Paulo: FGA multim&iacute;dia; 1999.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11. Miller O. Bioqu&iacute;mica do sangue. In:    Miller O. Laborat&oacute;rio para o cl&iacute;nico. 7th ed. S&atilde;o Paulo:    Atheneu; 1991.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">12. Food and Agriculture Foundation. Compendium    of phisical actives: classification of costs of human phisical actives. Geneve    (Switzerland): FAO/WHO;1990. (Technical Report Series; no.731).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">13. Universidade Federal de S&atilde;o Paulo.    Programa de apoio a nutri&ccedil;&atilde;o &#91;software&#93;. S&atilde;o Paulo:    Centro de Inform&aacute;tica em Sa&uacute;de P&uacute;blica; 1993.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">14. Dean AG. EPI INFO, a Word - processing, database,    and statistics program for public health on IBM-compatible microcomputer &#91;computer    program&#93;. Version 6.04a. Atlanta: Centers for Disease Control and Prevention;    1996.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">15. Silliman K, Yamanoha MM, Morrissey AE. Evidence    of nutritional risk in a population of homeless adults in rural Northern California.    J Am Diet Assoc 1998;98:908-10.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">16. Lawn SD, Obeng J, Acheampong JW, Griffin    GE. Resolution of the acute-phase response in West African patients receiving    treatment for pulmonary tuberculosis. Int J Tuberc Lung Dis 2000;4:340-4.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">17. Lorenzi TF, Jamra M. Anemias secondary to    parasitosis. Rev Bras Pesqui Med Biol 1978;11(2-3):159-80.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">18. Ferreira MR, Souza W, Perez EP et al. 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Causality or coincidence: may the slow disappearance of helminths    be responsable for the imbalaces in immune contra mechanism? J Helminthol 2003;77:147-53.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">23. Beyess AD, VanRien A, Adms J, Fenhlls G,    Gie R, Beyers N. Signals that regulate the host response to mycobacterium tuberculosis.    Novartis Foudation Symposium 1998;217:145-57.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">24. Kalinkovich A, Weisman Z, Greenberg Z et    al. Decrease CD4 and increase CD8 counts with T cell activation is associated    with chronic helminth infection. Clin Exp Immunol 1998;114:414-21.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">25. Ing R, Su Z, Scott ME, Koski KG. Suppressed    T helper 2 immunity and prolonged survival of a nematode parasite in protein-malnourished    mice. Appl Biol Sci 2000;97:7078-83.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Recebido em 28/01/2004.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Aceito em 12/03/2004.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Agradecemos &agrave; Sociedade Qtrop pela colabora&ccedil;&atilde;o    na realiza&ccedil;&atilde;o deste trabalho.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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<collab>Ministério da Saúde</collab>
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