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<journal-title><![CDATA[Boletim de Pneumologia Sanitária]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Tuberculose: porque os pacientes abandonam o tratamento?]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[It is a descriptive, explanatory study, with quantitative focus, developed in connection with the Tuberculosis Service of the Health Center IAPI, in Porto Alegre, RS, between January and February of 2003. Objectives: To analyze the causes of the non-compliance to the treatment; establish some characteristics of the patients that abandoned the treatment of Tuberculosis; compare information about the abandonment of the treatment registered in the promptuaries, with information obtained with the patients. The population of the study is composed by 340 patients registered in the Tuberculosis Control Program since the start of the Service, in July of 2000 until January of 2002. The sample is composed by 25 cases of Tuberculosis from men and women - 22 pulmonary smears positive, 1 pulmonary smears negative and 2 non-pulmonary - who discharged for abandonment. The majority of the universe of patients discharged as a result of their cure, and the masculine discharge for abandonment is statistically significant. The average age of the sample was 30,48 years. Associate aggravations, as the Acquired Immune Deficiency Syndrome and Alcoholism atracted important attention. The majority made use of Rifampin, Isoniazid and Pirazinamid with average time of use of 3,69 months. The registered reasons of abandonment in the promptuaries and verbalized by the patients included, between others, the Financial- Economic reason and the treatment of the TB. Even if the Program ended the case as discharge for abandonment, the communication process between the Service and the patient should not have an end.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[tuberculose]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><a name="topo"></a><font size="2" face="Verdana"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b><a href="#endereco">*</a>Tuberculose: porque    os pacientes abandonam o tratamento?</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Aderlaine de Melo Mendes; L&iacute;sia Maria    Fensterseifer</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS).    Porto Alegre-RS. Enviar correspond&ecirc;ncia paea A.M.M. E-mail: <a href="mailto:adermm@ig.com.br">adermm@ig.com.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Trata-se de um estudo descritivo explicativo    com enfoque quantitativo realizado junto ao Servi&ccedil;o de Tuberculose do    Centro de Sa&uacute;de IAPI, na cidade de Porto Alegre, RS, nos meses de janeiro    e fevereiro de 2003. Objetivos: analisar as causas da n&atilde;o-ades&atilde;o    ao tratamento; determinar algumas caracter&iacute;sticas dos pacientes que abandonaram    o tratamento da tuberculose; comparar informa&ccedil;&otilde;es sobre o abandono    do tratamento registradas nos prontu&aacute;rios, com informa&ccedil;&otilde;es    obtidas junto aos pacientes. A popula&ccedil;&atilde;o do estudo foi composta    por 340 pacientes cadastrados no Programa de Controle da Tuberculose desde a    abertura do servi&ccedil;o em julho de 2000 at&eacute; janeiro de 2002. Compuseram    a amostra 25 casos de tuberculose de ambos os sexos - 22 da forma pulmonar positiva,    1 da pulmonar negativa e 2 da extrapulmonar - que receberam alta por abandono    do tratamento. Do universo de casos, a maioria teve alta por cura, sendo que    a alta masculina por abandono mostrou-se estatisticamente significativa. A m&eacute;dia    de idade da amostra foi de 30,48 anos. Sobressa&iacute;ram-se os agravos associados    como a S&iacute;ndrome da Imunodefici&ecirc;ncia Adquirida e o alcoolismo. A    maioria utilizou tratamento com Rifampicina, Isoniazida e Pirazinamida com m&eacute;dia    geral de tempo de uso de 3,69 meses. Os motivos de abandono registrados nos    prontu&aacute;rios e verbalizados pelos pacientes inclu&iacute;ram entre outros,    os motivos Econ&ocirc;mico-Financeiro e Tratamento da TB. Mesmo que o Programa    tenha dado o caso por encerrado como alta por abandono, o processo de comunica&ccedil;&atilde;o    entre o servi&ccedil;o e o paciente n&atilde;o deveria findar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave:</b> tuberculose; abandono    do tratamento; n&atilde;o-ades&atilde;o.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">It is a descriptive, explanatory study, with    quantitative focus, developed in connection with the Tuberculosis Service of    the Health Center IAPI, in Porto Alegre, RS, between January and February of    2003. Objectives: To analyze the causes of the non-compliance to the treatment;    establish some characteristics of the patients that abandoned the treatment    of Tuberculosis; compare information about the abandonment of the treatment    registered in the promptuaries, with information obtained with the patients.    The population of the study is composed by 340 patients registered in the Tuberculosis    Control Program since the start of the Service, in July of 2000 until January    of 2002. The sample is composed by 25 cases of Tuberculosis from men and women    - 22 pulmonary smears positive, 1 pulmonary smears negative and 2 non-pulmonary    - who discharged for abandonment. The majority of the universe of patients discharged    as a result of their cure, and the masculine discharge for abandonment is statistically    significant. The average age of the sample was 30,48 years. Associate aggravations,    as the Acquired Immune Deficiency Syndrome and Alcoholism atracted important    attention. The majority made use of Rifampin, Isoniazid and Pirazinamid with    average time of use of 3,69 months. The registered reasons of abandonment in    the promptuaries and verbalized by the patients included, between others, the    Financial- Economic reason and the treatment of the TB. Even if the Program    ended the case as discharge for abandonment, the communication process between    the Service and the patient should not have an end.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key words:</b> tuberculosis; abandonment;    non-compliance</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A tuberculose (TB) &eacute; um problema global    de sa&uacute;de p&uacute;blica que est&aacute; intimamente ligado &agrave;s    condi&ccedil;&otilde;es de mis&eacute;ria - como desnutri&ccedil;&atilde;o,    superpopula&ccedil;&atilde;o, moradia insalubre - e ao cuidado inadequado de    sa&uacute;de. Como consequ&ecirc;ncia, nas regi&otilde;es onde domina essa situa&ccedil;&atilde;o,    a mortalidade e a morbidade por TB continuam a crescer, fato que d&aacute; relev&acirc;ncia    ao tema desta pesquisa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Trata-se de uma doen&ccedil;a infecciosa causada    pelo <i>Mycobacterium tuberculosis</i> cuja transmiss&atilde;o se faz por via    a&eacute;rea, de um indiv&Igrave;duo doente a um sadio.<sup>1</sup> A infec&ccedil;&atilde;o    resultante, localizada no pulm&atilde;o, pode permanecer latente ou evoluir    para o estado de doen&ccedil;a e, inclusive, posteriormente disseminar para    outras partes do corpo como meninges, rins, ossos e linfonodos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Por representar um grave problema de sa&uacute;de    p&uacute;blica mundial, os esfor&ccedil;os de governos e comunidades para combat&ecirc;-lo,    n&atilde;o s&atilde;o poucos e nem ocorrem isoladamente. Das a&ccedil;&otilde;es    organizadas para esse fim, cabe destacar a descoberta dos casos, o tratamento,    e as medidas preventivas como a quimioprofilaxia e a vacina&ccedil;&atilde;o    BCG.<sup>2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os m&eacute;todos diagn&oacute;sticos mais comumente    utilizados s&atilde;o a radiografia do t&oacute;rax que geralmente revela les&otilde;es    no lobo superior dos pulm&otilde;es e a baciloscopia e a cultura do escarro    que detectam a presen&ccedil;a do bacilo. A procura de casos e a quimioterapia    efetiva continuam sendo as principais a&ccedil;&otilde;es de controle da tuberculose.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto ao tratamento, desde o in&iacute;cio da    d&eacute;cada de 60, quando da conquista da potente quimioterapia, vem ocorrendo    uma padroniza&ccedil;&atilde;o de esquemas terap&ecirc;uticos amplamente utilizados    na rotina dos programas de controle, S&atilde;o regimes de tratamento di&aacute;rio    ou intermitente, por longos per&iacute;odos, que podem variar de 6 meses a 1    ano ou mais. No Brasil, a problem&aacute;tica do tratamento da TB est&aacute;    na alta taxa de abandono que, em algumas capitais, pode atingir, em m&eacute;dia,    25% dos pacientes tratados. A grande preocupa&ccedil;&atilde;o com a efetividade    do tratamento deve-se ao fato de que tratamentos irregulares, al&eacute;m de    n&atilde;o curarem os doentes, podem transform&aacute;-los em casos resistentes    &agrave;s drogas usuais.<sup>3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Este estudo versa sobre o abandono do tratamento    dos portadores de TB atrav&eacute;s da pesquisa efetuada nos registros dos prontu&aacute;rios    e das entrevistas com alguns pacientes que abandonaram o tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A tuberculose, apesar de doen&ccedil;a grave    que pode levar &agrave; morte, tem, na quimioterapia, um instrumento capaz de    cur&aacute;-la na quase totalidade dos casos. Atualmente, em nosso meio, podemos    contar com a facilidade de acesso ao diagn&oacute;stico e aos medicamentos utilizados    no tratamento. Entretanto, na pr&aacute;tica, existe uma grave restri&ccedil;&atilde;o    - o abandono do tratamento - decorrente da n&atilde;o ades&atilde;o dos pacientes,    fen&ocirc;meno cujas causas s&atilde;o de dif&iacute;cil abordagem.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A import&acirc;ncia deste tema centra-se no fato    de que, o portador de TB que n&atilde;o adere &agrave; terap&ecirc;utica, continua    doente, e permanece como fonte de cont&aacute;gio. Al&eacute;m disso, a irregularidade    do tratamento leva &agrave; resist&ecirc;ncia medicamentosa e &agrave; recidiva    da doen&ccedil;a, impondo dificuldades ao processo de cura e aumentando o tempo    e o custo do tratamento. Diante disso, o estudo das causas que levam os pacientes    a abandonar o tratamento contribuir&aacute; para a adequa&ccedil;&atilde;o dos    planos terap&ecirc;uticos m&eacute;dicos e de enfermagem.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O presente estudo tem como objetivos: a) analisar    as causas da n&atilde;o ades&atilde;o ao tratamento; b) determinar algumas caracter&iacute;sticas    s&ocirc;cio-demogr&aacute;ficas dos pacientes que abandonaram o tratamento da    TB; c) comparar informa&ccedil;&otilde;es sobre o abandono de tratamento dos    portadores de TB registradas em prontu&aacute;rios, com informa&ccedil;&otilde;es    obtidas junto aos pacientes entrevistados.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>MATERIAL E M&Eacute;TODOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Trata-se de um estudo descritivo explicativo    com enfoque quantitativo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A partir dos objetivos propostos, este estudo    foi realizado no per&iacute;odo de janeiro a fevereiro de 2003, junto ao Servi&ccedil;o    de TB, na &aacute;rea de abrang&ecirc;ncia do Centro de Sa&uacute;de IAPI (CS    - IAPI) na cidade de Porto Alegre, Rio Grande do Sul (RS).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A popula&ccedil;&atilde;o do estudo foi composta    por todos os pacientes cadastrados no Programa de Controle da Tuberculose (PCT),    desde a abertura do Servi&ccedil;o em julho de 2000 at&eacute; dezembro de 2002,    totalizando 340 casos notificados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A amostra, retirada desse universo, foi composta    por 25 casos de TB, de ambos os sexos, independentemente da idade, que receberam    alta por abandono do tratamento. Considerou-se como abandono<sup>4</sup> o caso    em que o doente n&atilde;o retornou ao servi&ccedil;o, nem atendeu sua convoca&ccedil;&atilde;o    ap&oacute;s 60 dias decorridos da data estipulada para consulta de controle    e entrega de medicamentos, conforme determina a rotina do Centro de Sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A aten&ccedil;&atilde;o neste estudo, tamb&eacute;m    esteve voltada para de 3 pacientes portadores de TB que abandonaram o tratamento    e se dispuseram a realizar entrevista com o prop&oacute;sito de compreender    este fen&ocirc;meno sob a &oacute;tica de quem o vive.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A autora do estudo realizou a coleta de dados    em duas etapas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na primeira etapa os dados foram coletados junto    ao livro de Registro de Pacientes e Controle de Tratamento dos Casos de Tuberculose,    utilizando-se para tanto, o instrumento Dados Gerais. Dos 340 pacientes inscritos    no PCT, foram obtidos dados de identifica&ccedil;&atilde;o, do tipo de tratamento    e do tipo de alta; quanto aos 25 pacientes que compuseram a amostra deste estudo,    coletaram-se os dados de proced&ecirc;ncia e de antecedentes epidemiol&oacute;gicos,    os cl&iacute;nicos e os laboratoriais, bem como aqueles sobre o tratamento e    registro de motivo do abandono.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A segunda etapa se valeu de informa&ccedil;&otilde;es    obtidas junto ao paciente, atrav&eacute;s de entrevista semi-estruturada sobre    o motivo do abandono do tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A an&aacute;lise dos dados quantitativos deu-se    atrav&eacute;s da distribui&ccedil;&atilde;o por freq&uuml;&ecirc;ncia absoluta    e relativa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A an&aacute;lise das entrevistas ocorreu atrav&eacute;s    da reuni&atilde;o e ordena&ccedil;&atilde;o dos conte&uacute;dos conforme sua    semelhan&ccedil;a. O primeiro passo consistiu-se da transcri&ccedil;&atilde;o    do material das entrevistas da fita cassete para um arquivo no computador, reunindo    as informa&ccedil;&otilde;es. Em seguida, foi feita a leitura dos materiais    repetidas vezes, de maneira que se tornasse poss&iacute;vel imergir nas quest&otilde;es    importantes do abandono do tratamento, ordenando os conte&uacute;dos semelhantes    das verbaliza&ccedil;&otilde;es. Por fim, nos reportamos aos registros obtidos    junto aos prontu&aacute;rios sobre os motivos do abandono do tratamento confrontando-os    com os verbalizados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O estudo teve a aprova&ccedil;&atilde;o do CS    - IAPI atrav&eacute;s de of&iacute;cio emitido pela Coordena&ccedil;&atilde;o    de Enfermagem e do Comit&ecirc; de &Eacute;tica da Secretaria Municipal de Sa&uacute;de    de Porto Alegre, RS, por of&iacute;cio da Coordena&ccedil;&atilde;o de Ensino    e Pesquisa. Aos pacientes entrevistados foi apresentado um Termo de Consentimento    Livre e Esclarecido, baseado no item IV das Diretrizes e Normas Regulamentadoras    para a Pesquisa em Sa&uacute;de do Conselho Nacional da Sa&uacute;de (Resolu&ccedil;&atilde;o    196/96).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>RESULTADOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Caracteriza&ccedil;&atilde;oo dos pacientes</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dentre os 340 pacientes atendidos pelo PCT, nos    tr&ecirc;s anos do estudo, 245 casos receberam alta, sendo por Cura 68% (167)    dos casos, seguida das altas por Abandono com 10,2% (25), por &oacute;bito com    9,0% (22) e por transfer&ecirc;ncia com 8,6% (21); os pacientes com altas por    mudan&ccedil;a de diagn&oacute;stico e fal&ecirc;ncia se apresentaram em menor    n&uacute;mero. Os demais 95 inscritos ainda estavam em tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nesse universo, os homens, por constitu&iacute;rem    a maior parte da popula&ccedil;&atilde;o se sobressa&iacute;ram, exceto na alta    por &oacute;bito em que ambos os sexos atingiram a mesma freq&uuml;&ecirc;ncia.    Por&eacute;m o que se mostrou estatisticamente significativo atrav&eacute;s    do Teste x<sup>2</sup> onde (p&lt; 0,05), foi a alta masculina por Abandono.    A m&eacute;dia de idade dos pacientes ao final do per&iacute;odo estudado, ficou    estabelecida em 30,48 anos, tendo como desvio padr&atilde;o 12,376. A mediana    situou-se em 26 anos e a moda em 19.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto &agrave;s caracter&iacute;sticas do grupo    de abandono encontraram-se, ao final do per&iacute;odo de estudo, que os registros    de escolaridade para o 1&ordm; Grau, atingiram 72% (18), seguidos dos registros    para Analfabeto com 20% (5) e para o 2&ordm; Grau com 8% (2). Verificou-se que    a maior parte dos pacientes 68% (17) era proveniente de Porto Alegre e que 32%    (8) eram oriundos de cidades da grande Porto Alegre. Observou-se ainda que,    deste grupo, 64% (16) possu&iacute;a atividade de trabalho incluindo: coletador    de lixo, dom&eacute;stica, militar, motorista, pedreiro, serralheiro, vendedor    e vigilante.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Situa&ccedil;&atilde;o, no momento de entrada,    dos 25 pacientes que abandonaram o tratamento</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Constatamos que 76% (19) da amostra ingressou    no PCT como Caso Novo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; Forma Cl&iacute;nica    da Tuberculose, 88% (22) eram da Forma Pulmonar positiva, 4% (1) da Pulmonar    negativa e 8% (2) da Extra-pulmonar. Quanto ao sexo, a amostra estava formada    por 6 mulheres e 19 homens.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dezessete pacientes se submeteram ao teste para    HIV, resultando 53% (9) positivos e 47% (8) negativos; oito pacientes n&atilde;o    realizaram o teste. Em rela&ccedil;&atilde;o ao total da amostra, os 9 casos    - 1 mulher e 8 homens - da associa&ccedil;&atilde;o TB/HIV+, representavam 36%    (<a href="#tab1">Tabela 1</a>). Em todo per&iacute;odo do estudo 64% (16) dos    registros foi para vacinados e 24% (6) para n&atilde;o vacinados, demonstrando    que a maioria dos pacientes estava vacinada com BCG.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v12n1/1a05t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Agravos associados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os agravos encontrados em maior n&uacute;mero,    em todo o per&iacute;odo do estudo, (<a href="#tab2">Tabela 2</a>) foram o tabagismo    em 40% (10) dos pacientes, sendo 32% (8) homens e 8% (2) mulheres e a aids em    36% (9) dos registros, sendo 32% (8) homens e 4% (1) mulher. O alcoolismo esteve    presente em 24% (6) dos registros e a drogadi&ccedil;&atilde;o em 12% (3), em    ambos a ocorr&ecirc;ncia foi do sexo masculino. Os registros ignorados totalizaram    12% (3). A doen&ccedil;a mental ocorreu em 8% (2) dos registros, sendo 4% (1)    em cada sexo. Os pacientes com ocorr&ecirc;ncia para Hepatite C ficaram com    4% (1) dos registros no sexo masculino.</font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v12n1/1a05t2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>Drogas utilizadas e o tempo de tratamento</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na <a href="#tab3">Tabela 3</a>, identificamos    as drogas RHZ (Esquema I, 2RHZ/4RH) como as mais utilizadas entre os abandonos    representando 88% (22) dos tratamentos. Quando da utiliza&ccedil;&atilde;o de    RHZ pelos pacientes, o tempo de perman&ecirc;ncia no tratamento mais encontrado    foi de 1 a 3 meses com 32% (8), seguido de 3 a 5 meses em 24% (6) dos pacientes.</font></p>     <p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v12n1/1a05t3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">As drogas SZEEt (Esquema III, 3SZEEt/9EEt) foram    utilizadas por 8% (2) dos abandonos, sendo que o tempo de tratamento realizado    com elas variou de 1 a 3 e de 9 a 11 meses, ambos em 4% (1) dos casos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Um &uacute;nico paciente 4% (1) utilizou SHE    e seu tempo de utiliza&ccedil;&atilde;o variou de 1 a 3 meses.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A m&eacute;dia geral de tempo de uso das drogas    foi de 3,69 meses, com um desvio padr&atilde;o de 2,516. Encontramos uma mediana    de 3,07 meses e uma moda de 1 m&ecirc;s.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Motivos de Abandono do Tratamento registrados    nos prontu&aacute;rios e verbalizados pelos pacientes</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Os motivos do abandono do tratamento, que foram    registrados nos prontu&aacute;rios dos pacientes portadores de TB, s&atilde;o    apresentados no <a href="#tab4">Tabela 4</a>, tendo sido reunidos e ordenados    conforme a semelhan&ccedil;a de seus conte&uacute;dos.</font></p>     <p><a name="tab4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v12n1/1a05t4.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na <a href="#tab5">Tabela 5</a>, s&atilde;o apresentados    os motivos do abandono do tratamento que foram verbalizados pelos pacientes.    A exemplo do <a href="#tab4">Tabela 4</a>, tamb&eacute;m aqui os motivos foram    reunidos e ordenados de acordo com a semelhan&ccedil;a de seus conte&uacute;dos.</font></p>     <p><a name="tab5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v12n1/1a05t5.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Aspectos relacionados &agrave;s caracter&iacute;sticas    dos pacientes</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Constatamos nesta pesquisa, que a maioria dos    pacientes obteve alta por cura, seguida das altas por abandono.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No Estado do Rio Grande do Sul as a&ccedil;&otilde;es    desenvolvidas contra a doen&ccedil;a est&atilde;o baseadas na preven&ccedil;&atilde;o    que pressup&otilde;e a vacina&ccedil;&atilde;o de 100% das crian&ccedil;as at&eacute;    1 ano de idade, no diagn&oacute;stico buscando identificar os bacil&iacute;feros    e no tratamento visando a cura de pelo menos 80% dos casos atrav&eacute;s de    esquemas terap&ecirc;uticos padronizados.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No Brasil,<sup>5</sup> os percentuais dos registros    de alta por abandono variam entre 4,5% e 20,3%. Em estudo<sup>6</sup> realizado    junto ao PCT da cidade de Pelotas, RS, o percentual de pacientes que n&atilde;o    aderiu ao tratamento foi de 19,9% sendo superior &agrave; taxa de 12,9% de n&atilde;o-ades&atilde;o    ao tratamento encontrada no Brasil entre 1981 e 1990. No RS, essa taxa, em 1988,    atingiu 11,9% para o Estado e em 1995, 25% para a cidade de Porto Alegre. Os    par&acirc;metros que avaliam os resultados do PCT estabelecem que taxas acima    de 15% de n&atilde;o-ades&atilde;o seriam consideradas inaceit&aacute;veis.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O abandono de 10,2% (25) encontrado nesta pesquisa    &eacute; inferior ao que fora citado pelos autores. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O estabelecimento dos homens como sendo a popula&ccedil;&atilde;o    em que mais incidiu o abandono do tratamento neste estudo, foi tamb&eacute;m    evidenciado em outras pesquisas.<sup>5</sup> No per&iacute;odo de 1995 a 1996,    no CS - Oliveira Pombo de Fortaleza Cear&aacute;, ocorreram 28 casos de abandono    do tratamento da TB e desse n&uacute;mero 19 (67,8%) eram homens e 9 (32,1%)    mulheres. No per&iacute;odo de estudo que compreendeu os anos de 2001 e 2002,    ocorreram, na US - Navegantes em Porto Alegre, RS, 40 casos de abandono do tratamento,    sendo que 82,5% dos pacientes eram do sexo masculino.<sup>7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em Gana, um estudo<sup>8</sup> com 272 casos    de abandono, no per&iacute;odo de 1984 a 1987, evidenciou, que os homens abandonaram    significativamente mais do que as mulheres (p&lt;0,02). Em contrapartida alguns    autores,<sup>9</sup> referem que o abandono do tratamento n&atilde;o est&aacute;    associado ao sexo, estando muito mais relacionado com vari&aacute;veis sociais    e de percep&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Uma abordagem da ades&atilde;o ao tratamento    da TB dentro do universo composto por homens e mulheres,<sup>10</sup> observa    que os homens em especial os mais jovens solteiros e os separados aderem menos    &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas, pois procuram preservar    seu modo de vida com festas, bebida e fumo acreditando que n&atilde;o possam    esmorecer com dores no corpo e com doen&ccedil;as, muito menos, modificar alguns    h&aacute;bitos, durante um per&iacute;odo de seis meses. Os autores sugerem    que essa postura se deve &agrave; import&acirc;ncia atribu&iacute;da &agrave;    imagem e &agrave; posi&ccedil;&atilde;o ideol&oacute;gica de homens que s&atilde;o    livres e independentes.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A diferen&ccedil;a das m&eacute;dias nos mostrou    a realidade distinta das idades dos pacientes. A m&eacute;dia pode ser influenciada,    muitas vezes, por uma minoria de pacientes com idades extremas, como ocorreu    neste estudo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A mediana nos apresentou a localiza&ccedil;&atilde;o    dos pacientes em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sua idade e a moda nos indicou    a idade mais freq&uuml;ente. Neste estudo tivemos o maior n&uacute;mero de pacientes    com 19 anos, mostrando discrep&acirc;ncia com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;    m&eacute;dia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em estudo<sup>8</sup> realizado na Esc&oacute;cia    que objetivou determinar a rela&ccedil;&atilde;o entre recidiva, esquema de    tratamento e ader&ecirc;ncia, verificou-se que a idade estava associada, tanto    positiva quanto negativamente, com a ader&ecirc;ncia ao tratamento. Nos doentes    com mais de 60 anos, observou-se a melhor ader&ecirc;ncia e o contr&aacute;rio    foi verificado em doentes com idades entre 15 e 29 anos. A melhor ader&ecirc;ncia    dos pacientes idosos estaria relacionada, segundo os autores do estudo, com    a melhor percep&ccedil;&atilde;o da import&acirc;ncia e gravidade da doen&ccedil;a,    enquanto que n&atilde;o haveria o mesmo est&iacute;mulo em cumprir o tratamento    em adultos jovens, especialmente quando de uma melhora cl&iacute;nica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A vari&aacute;vel idade como fator de risco para    a n&atilde;o-ades&atilde;o ao tratamento, em pesquisa<sup>6</sup> junto a pacientes    inscritos no PCT, residentes na zona urbana da cidade de Pelotas, RS, revelou    que as pessoas acima de cinq&uuml;enta anos e os homens apresentaram um risco    maior de n&atilde;o ades&atilde;o &agrave; terap&ecirc;utica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nesse contexto, Gon&ccedil;alves,<sup>10</sup>    afirma que: <i>&quot;O momento da vida em que cada paciente se encontra (aliado    ao que lhe &eacute; requerido como homens e mulheres) imp&otilde;e rela&ccedil;&otilde;es    e atitudes que, por vezes, favorecem &agrave; n&atilde;o-ades&atilde;o ao tratamento    do que &agrave; cura (da forma estipulada)&quot;.</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em concord&acirc;ncia com alguns autores, neste    estudo, tamb&eacute;m foi poss&iacute;vel observar que independentemente do    sexo a maioria da popula&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o aderiu ao tratamento,    era composta por pacientes mais jovens, divergindo desta forma, com o referencial    de um dos autores que apontou e justificou um maior risco de n&atilde;o-ades&atilde;o    em pacientes com mais idade. Este risco, por&eacute;m, estaria diretamente associado    com o sexo masculino e aqui sim concordando com os dados encontrados em um dos    anos do presente estudo, em que o paciente com mais idade entre todos os abandonos,    &eacute; homem.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Caso de tuberculose e a forma cl&iacute;nica    da doen&ccedil;a</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; definido como &quot;caso de tuberculose&quot;    <sup>18</sup> todo indiv&iacute;duo com diagn&oacute;stico confirmado por baciloscopia    ou cultura e aquele em que o m&eacute;dico, com base nos dados cl&iacute;nico-epidemiol&oacute;gicos    e no resultado de exames complementares, firma o diagn&oacute;stico de tuberculose&quot;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&quot;Caso novo &eacute; o doente com tuberculose    que nunca usou ou usou por menos de um m&ecirc;s drogas antituberculosas&quot;.<sup>18</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os resultados a respeito da realiza&ccedil;&atilde;o    dos exames, nesta pesquisa, mostraram que a maioria dos pacientes j&aacute;    havia confirmado, no ingresso, seu diagn&oacute;stico de TB, por&eacute;m, alguns    n&atilde;o atenderam &agrave;s solicita&ccedil;&otilde;es para essa confirma&ccedil;&atilde;o,    tanto menos para a realiza&ccedil;&atilde;o de exames complementares.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Quanto &agrave; forma cl&iacute;nica verificou-se    que 88% (22) casos eram da Pulmonar positiva, 4% (1) da Pulmonar negativa e    8% (2) da extrapulmonar. Esses valores s&atilde;o compar&aacute;veis aos par&acirc;metros    utilizados pelo Programa Nacional de Controle da Tuberculose na matriz de programa&ccedil;&atilde;o    da procura de casos no grupo de 15 anos e mais.<sup>18</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Por &uacute;ltimo, observou-se que 76% (19) da    amostra ingressou no PCT como Caso Novo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Agravos associados &agrave; doen&ccedil;a</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Constatamos neste estudo que os agravos mais    freq&uuml;entes foram o tabagismo, a aids e o alcoolismo e que mesmo nos agravos    de menor ocorr&ecirc;ncia os homens s&atilde;o a maioria, exceto em doen&ccedil;a    mental onde se equiparam.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O consumo de &aacute;lcool e fumo<sup>10,12</sup>    configura-se em um fator que colabora e at&eacute; mesmo induz ao abandono do    tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quando da realiza&ccedil;&atilde;o de uma pesquisa<sup>5</sup>    com 15 pacientes que abandonaram o tratamento e que foram entrevistados, a maioria    (86,6%) relatou que eram grandes as dificuldades em seguir o tratamento, principalmente    entre os dependentes de fumo e &aacute;lcool. Em outra investiga&ccedil;ao,<sup>8</sup>    sobre as causas de insucesso do tratamento da TB, verificou-se a presen&ccedil;a    do alcoolismo em 48,8 % dentre os 120 abandonos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A co-infec&ccedil;&atilde;o TB/HIV &eacute; crescente    desde a d&eacute;cada de 90, devido &agrave; baixa imunidade das pessoas com    HIV - positivo, com viv&ecirc;ncias de promiscuidade e usu&aacute;rias de drogas,    sendo que outras circunst&acirc;ncias se associam a esse risco como o alcoolismo    e a viv&ecirc;ncia em c&aacute;rcere penitenci&aacute;rio.<sup>13</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Assim como neste estudo, os resultados encontrados    pelos autores citados tamb&eacute;m ilustram a dissemina&ccedil;&atilde;o da    co-infec&ccedil;&atilde;o TB/HIV e a presen&ccedil;a da depend&ecirc;ncia do    fumo e do &aacute;lcool entre os abandonos do tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>As drogas utilizadas e o tempo de tratamento</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O per&iacute;odo do estudo nos permitiu verificar    que a maior parte dos abandonos utilizou o tratamento com RHZ, realizando-o    com maior freq&uuml;&ecirc;ncia durante um per&iacute;odo que variou de 1 a    5 meses, com SZEEt e SHE o tempo variou de 1 a 11 meses. Verificamos que entre    as medidas n&atilde;o houve discrep&acirc;ncias.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Nas coortes anuais do Brasil de 1981 a 1990,    integradas por casos de TB com esquema auto-administrado 2RHZ/4RH, a taxa de    abandono variou de 12,5% a 15,6%. Em 1992 uma situa&ccedil;&atilde;o mais grave    se mostrou entre oito capitais brasileiras, onde a taxa de abandono de todas    as formas tratadas com 2RHZ/4RH, variou de 21,5% em Porto Alegre a 30,5% no    Rio de Janeiro.<sup>14</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A decis&atilde;o dos pacientes em abandonar o    tratamento todos com RHZ no CS Oliveira Pombo, Cear&aacute;, foi tomada em per&iacute;odos    diferentes de uso dos medicamentos, sendo que o maior n&uacute;mero de casos    concentrou-se entre 2 a 3 meses.<sup>5</sup> As manifesta&ccedil;&otilde;es    cl&iacute;nicas tendem a diminuir nos primeiros quatro meses de tratamento,    fato que pode predispor os pacientes ao abandono neste per&iacute;odo.<sup>6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este estudo n&atilde;o considerou o tipo de esquema    utilizado (I, II, III ou alternativos) e sim o tipo de drogas utilizadas no    tratamento com maior freq&uuml;&ecirc;ncia,<sup>4</sup> e coincidindo com o    que foi encontrado pelos autores acima citados, havendo semelhan&ccedil;as quanto    ao tempo de perman&ecirc;ncia dos casos de abandono, no tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Motivos do abandono do tratamento registrados    nos prontu&aacute;rios dos pacientes</b></font></p>     <p><b><font size="2" face="Verdana"><i>Econ&ocirc;mico-Financeiro</i></font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Todo estudo que envolva a n&atilde;o ades&atilde;o    ao tratamento da TB, deve considerar que as condi&ccedil;&otilde;es de vida    da sociedade brasileira, excluem as pessoas inseridas nas classes sociais mais    baixas onde, de prefer&ecirc;ncia, grassa a tuberculose. Neste sentido, as pessoas    mais pobres estariam mais propensas a contra&iacute;rem a doen&ccedil;a, sendo    submetidas &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es mais adversas e dificultando sua    adapta&ccedil;&atilde;o ao per&iacute;odo de tratamento.<sup>6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No prontu&aacute;rio encontramos o seguinte registro:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>...falta de recursos econ&ocirc;micos para    alimenta&ccedil;&atilde;o e locomo&ccedil;&atilde;o...</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Constatamos atrav&eacute;s destes registros que    a falta de recursos econ&ocirc;micos caracterizou uma parte da popula&ccedil;&atilde;o    de estudo, sendo um dos fatores impeditivos para a continuidade do tratamento.    A TB, assim como todas as doen&ccedil;as infecciosas, incide mais em &aacute;reas    onde coexistem a fome e a mis&eacute;ria.<sup>11</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em estudo<sup>7</sup> realizado na US - Navegantes    em Porto Alegre-RS, tamb&eacute;m foram encontrados registros sobre o motivo    do abandono do tratamento relacionados a fatores s&ocirc;cio-econ&ocirc;micos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b><i>Tratamento da TB</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O paciente com diagn&oacute;stico de TB bacil&iacute;fera,    necessita ter institu&iacute;do um tratamento que garanta sua cura; este tratamento    <sup>(11)</sup>, deve ser quimioter&aacute;pico e adequado, com o fornecimento    ininterrupto e gratuito das drogas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os registros referentes ao tratamento da TB foram:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>...presen&ccedil;a de n&aacute;useas e v&ocirc;mitos...</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>...presen&ccedil;a de febre atribu&iacute;da    ao uso do medicamento...</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>...presen&ccedil;a de edema ap&oacute;s o    uso da medica&ccedil;&atilde;o injet&aacute;vel...</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>...recusa ao tratamento...</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>...esquecimento de ingesta da medica&ccedil;&atilde;o...</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A maior parte dos pacientes que s&atilde;o submetidos    ao tratamento da TB, consegue conclu&iacute;-lo sem sentir qualquer efeito colateral,    no entanto, alguns fatores podem estar relacionados com essas rea&ccedil;&otilde;es    como os que se referem &agrave; dose, hor&aacute;rios de administra&ccedil;&atilde;o    da medica&ccedil;&atilde;o, idade do doente, seu estado nutricional, alcoolismo,    condi&ccedil;&otilde;es da fun&ccedil;&atilde;o hep&aacute;tica e renal e co-infec&ccedil;&atilde;o    TB/HIV. Dentre os efeitos mais freq&uuml;entemente descritos, est&atilde;o a    intoler&acirc;ncia g&aacute;strica e as manifesta&ccedil;&otilde;es cut&acirc;neas.<sup>11</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A orienta&ccedil;&atilde;o sobre a manuten&ccedil;&atilde;o    do tratamento &eacute; fundamental para que o doente entenda a gravidade de    sua doen&ccedil;a e a import&acirc;ncia da continuidade do seu tratamento.<sup>9</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Os autores acima referenciados abordam alguns    aspectos que podem estar relacionados com os motivos do abandono do tratamento    encontrados nesta pesquisa, mais especificamente aqueles referentes aos efeitos    colaterais e &agrave; recusa ao tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><i>Doen&ccedil;a TB</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A TB,<sup>11</sup> &eacute; uma doen&ccedil;a    grave, por&eacute;m com cura em praticamente 100% dos casos novos, desde que    sejam seguidos os princ&iacute;pios do tratamento quimioter&aacute;pico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Encontramos nos prontu&aacute;rios como motivos    relacionados com a doen&ccedil;a os seguintes registros:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>...n&atilde;o aceita o diagn&oacute;stico...</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>...revolta com a doen&ccedil;a...</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Esses registros nos mostraram, que alguns pacientes    que abandonaram o tratamento, o fizeram motivados por sentimentos e comportamentos    frente &agrave; doen&ccedil;a que os acometeu.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A TB causa nos indiv&iacute;duos um impacto pr&oacute;prio    do adoecer e o peso subjetivo que a doen&ccedil;a tem para cada um parece estar    relacionado a momentos de tens&atilde;o, ansiedade e medo.<sup>(15)</sup> Estes    autores sugerem que: <i>A doen&ccedil;a nos exp&otilde;e como fr&aacute;geis,    atinge nosso jeito de ser. Alterando nossa ordem estabelecida, altera tamb&eacute;m    o nosso relacionamento com outras pessoas.</i> Mencionam ainda, sobre sentimentos    dos pacientes que abandonaram o tratamento, observando a rebeldia como forma    de nega&ccedil;&atilde;o &agrave;s evid&ecirc;ncias da doen&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Tamb&eacute;m neste estudo, estavam registradas    formas diferenciadas de rea&ccedil;&otilde;es relacionadas &agrave; Doen&ccedil;a    TB, sendo imperativas a ponto de fazer com que os pacientes desistissem do tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><i>Estado de sa&uacute;de</i></b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A OMS define sa&uacute;de como &quot;um estado    de completo bem estar f&iacute;sico, mental e social e n&atilde;o meramente    a aus&ecirc;ncia de doen&ccedil;a ou enfermidade&quot;. &#8230; dif&iacute;cil    quantificar o bem estar, entendendo que ele possa ser indicado, entre outros,    pela capacidade do indiv&iacute;duo em realizar da melhor forma a sua habilidade.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os registros sobre o motivo do abandono do tratamento    relacionados com o estado de sa&uacute;de foram:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>...fratura de membro inferior...</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>...estado geral debilitado...</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>...melhora dos sintomas...</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nesta abordagem, identificou-se como relevante    para a quest&atilde;o do abandono, o motivo que descreveu a melhora dos sintomas,    pois esse refletiu aspectos negativos relacionados com os resultados e efic&aacute;cia    da terap&ecirc;utica que preconiza a cura.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Alguns autores<sup>6, 9</sup> associam o abandono    &agrave; &eacute;poca em que os sinais e sintomas desaparecem. Essa melhora    cl&iacute;nica nos primeiros meses de tratamento, segundo eles, &eacute; uma    das desvantagens da terap&ecirc;utica que acaba por desestimular o doente. O    tratamento &eacute; abandonado, muitas vezes, porque o doente se auto - determina    curado. Em seu estudo os autores,<sup>15</sup> puderam observar a import&acirc;ncia    que os sujeitos atribuem &agrave; presen&ccedil;a dos sintomas como forma de    legitimar sua condi&ccedil;&atilde;o de doentes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Observamos que os outros motivos estavam relacionados    com a incapacita&ccedil;&atilde;o para locomo&ccedil;&atilde;o, sendo fator    impeditivo para a busca da medica&ccedil;&atilde;o ou mesmo para a realiza&ccedil;&atilde;o    de exames de controle.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A mobilidade f&iacute;sica prejudicada &eacute;    definida como sendo.<sup>16</sup> <i>&quot;Estado em que o indiv&iacute;duo    apresenta, ou est&aacute; em risco de apresentar, limita&ccedil;&otilde;es dos    movimentos f&iacute;sicos...&quot; </i>prossegue a autora, referindo que dentre    os fatores fisiopatol&oacute;gicos relacionados a essas limita&ccedil;&otilde;es    incluem-se a diminui&ccedil;&atilde;o da for&ccedil;a e da resist&ecirc;ncia    para deambular e a defici&ecirc;ncia m&uacute;sculo - esquel&eacute;tica, esta    &uacute;ltima secund&aacute;ria &agrave; fraturas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os motivos expressos pelos registros neste estudo,    tamb&eacute;m foram observados pelos autores citados os quais evidenciaram o    quanto o Estado de Sa&uacute;de do paciente pode interferir na sua rela&ccedil;&atilde;o    com o tratamento.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b><i>Influ&ecirc;ncia familiar</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Existem diferentes tipos de organiza&ccedil;&atilde;o    familiar em nossa sociedade, embora a fam&iacute;lia tradicional seja reconhecida    como aquela integrada por uma m&atilde;e, um pai e filhos. Uma fam&iacute;lia    pode, no entanto, ser constitu&iacute;da por duas ou mais pessoas ligadas por    la&ccedil;os emocionais ou por compromissos.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O abandono do tratamento por influ&ecirc;ncia    familiar foi observado atrav&eacute;s dos registros de:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>...familiar doente...</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>...&oacute;bito de familiar...</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>...recomenda&ccedil;&atilde;o de familiares    e m&eacute;dico particular ao n&atilde;o uso da medica&ccedil;&atilde;o...</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Verificamos nestes registros que a decis&atilde;o    do paciente em abandonar o tratamento, pode ter ocorrido alheia &agrave; sua    vontade enquanto membro de uma fam&iacute;lia vulner&aacute;vel ao adoecimento    ou at&eacute; mesmo &agrave; morte. Identificamos tamb&eacute;m a import&acirc;ncia    atribu&iacute;da &agrave; opini&atilde;o dos familiares e do m&eacute;dico particular    com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; terap&ecirc;utica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As rela&ccedil;&otilde;es de custo-benef&iacute;cio    do tratamento devem ser consideradas. Assim como existe a rela&ccedil;&atilde;o    avaliada pelo tempo que o paciente despende para ir ao servi&ccedil;o de sa&uacute;de,    adaptar-se ao tratamento, fazer exames e buscar rem&eacute;dios, existe tamb&eacute;m,    a rela&ccedil;&atilde;o que se estabelece entre as pessoas envolvidas com o    doente - os familiares, pois o indiv&iacute;duo dever&aacute; moldar-se &agrave;s    novas exig&ecirc;ncias do seu meio, indo ao m&eacute;dico ou ingerindo drogas    o que de certa forma pode alterar a funcionalidade familiar. A fam&iacute;lia    desempenha um papel importante junto ao doente de TB, embora em alguns casos    ela nem sempre possa propiciar suporte para resultados positivos, podendo influenciar    negativamente na seq&uuml;&ecirc;ncia da terap&ecirc;utica.<sup>10</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os autores acima referidos identificaram tamb&eacute;m,    a import&acirc;ncia da intera&ccedil;&atilde;o entre m&eacute;dicos e pacientes    tanto com os que interrompem, quanto com os que n&atilde;o concluem o tratamento;    segundo eles, os pacientes mais propensos a n&atilde;o aderirem ao regime medicamentoso    s&atilde;o aqueles que n&atilde;o confiam no Sistema de Sa&uacute;de ou nos    m&eacute;dicos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><i>Agravos associados</i></b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Algumas doen&ccedil;as como o <i>Diabetes mellitus</i>,    o alcoolismo, a S&iacute;ndrome da Imunodefici&ecirc;ncia Adquirida (SIDA/aids),    a insufici&ecirc;ncia hep&aacute;tica e renal, podem acompanhar o processo tuberculoso,    outras, s&atilde;o a causa de agravamento do quadro de tuberculose.<sup>2, 17</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dentre os registros de motivos do abandono do    tratamento, apareceram aqueles relacionados aos agravos associados que incluiram:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>...alcoolismo...</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>...drogadi&ccedil;&atilde;o...</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O registro desses motivos nos mostrou que os    h&aacute;bitos de vida abordados nesta pesquisa como agravos associados, podem    ter interferido de maneira negativa na continuidade do tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Deve ser dada aten&ccedil;&atilde;o especial    para o tratamento dos doentes pulmonares bacil&iacute;feros etilistas,<sup>11</sup>    pois mesmo que estes compreendam a TB como uma doen&ccedil;a que tem cura, ainda    assim, relutam em modificar comportamentos negativos em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; mudan&ccedil;as de h&aacute;bitos nocivos &agrave; sa&uacute;de, como    por exemplo, o uso do &aacute;lcool, fumo e drogas il&iacute;citas.<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os autores citados elucidam a import&acirc;ncia    do conte encontrado nesta pesquisa com rela&ccedil;&atilde;o ao abandono do    tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Verbaliza&ccedil;&otilde;es dos pacientes    sobre o motivo do abandono do tratamento</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><i>Econ&ocirc;mico-Financeiro</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A tuberculose &eacute; apontada<sup>5</sup> como    uma doen&ccedil;a assentada predominantemente em vari&aacute;veis de natureza    econ&ocirc;mica, social e cultural.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O motivo econ&ocirc;mico-financeiro foi constatado    atrav&eacute;s das verbaliza&ccedil;&otilde;es dos pacientes:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>...por t&aacute; desempregada...</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>...&eacute; que era muita coisa eu me tratava    aqui da tuberculose e l&aacute; no post&atilde;o da Cruzeiro o HIV e se torn&ocirc;    imposs&iacute;vel quatro passage pr&aacute; vim aqui e quatro pr&aacute; l&aacute;    &#91;...&#93; nunca recebi nenhuma ajuda &#91;...&#93; e isso a&iacute; durante    o m&ecirc;s d&aacute; o qu&ecirc;, d&aacute; oito passage, a&iacute; a vida    n&atilde;o t&aacute; f&aacute;cil...</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>...&eacute; o custo de vida t&aacute; terr&iacute;vel,    pr&aacute; mim t&aacute; ficando dif&iacute;cil!</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Percebemos que a descontinuidade do tratamento    relacionou-se com a falta de recursos econ&ocirc;micos nas tr&ecirc;s situa&ccedil;&otilde;es    verbalizadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em estudo<sup>10</sup> que prop&ocirc;s conhecer    as raz&otilde;es pelas quais os pacientes n&atilde;o completavam o tratamento    na cidade de Pelotas-RS, foi evidenciado que alguns pacientes atribuem o abandono    &agrave;s dificuldades financeiras, no entanto, segundo estes autores, h&aacute;bitos    como comprar cigarros, ou beber cervejas e refrigerantes n&atilde;o foram abandonados.    Contrariamente a isso, em outras fam&iacute;lias, que tamb&eacute;m n&atilde;o    possu&iacute;am condi&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas para alimenta&ccedil;&atilde;o    e passagens, principalmente quando o doente era o provedor (a), os autores identificaram    a mobiliza&ccedil;&atilde;o para que essa dificuldade econ&ocirc;mica n&atilde;o    fosse impedimento para a cura. Assim como neste estudo, comportamentos semelhantes    foram observados pelos autores citados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A <a href="#tab4">Tabela 4</a> nos mostrou registros    dos prontu&aacute;rios sobre o motivo econ&ocirc;mico-financeiro como causa    do abandono, o que tamb&eacute;m encontramos nas verbaliza&ccedil;&otilde;es    dos pacientes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><i>Tratamento da TB</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O tratamento correto, com medicamentos espec&iacute;ficos,    &eacute; componente essencial de qualquer programa de controle da TB. A grande    maioria dos tratamentos se desenvolver&aacute; em regime ambulatorial, de forma    auto-administrada, sempre que poss&iacute;vel em uma Unidade Sanit&aacute;ria    pr&oacute;xima &agrave; resid&ecirc;ncia do paciente.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os motivos de abandono ligados ao tratamento    da TB foram manifestados verbalmente pelos pacientes como segue:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><i>...falaram pr&aacute; faz&ecirc; o tratamento    s&oacute; que a&iacute; eles falaram que podia peg&aacute; hepatite a&iacute;    eu assim, p&ocirc; peg&aacute; hepatite e se eu n&atilde;o tenho tuberculose,    n&atilde;o t&ecirc; a doen&ccedil;a e peg&aacute; uma, ent&atilde;o eu preferia    n&atilde;o faz&ecirc; nada...</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>...pensei que era uns remedinho &#91;...&#93;    mas n&atilde;o, me deram uns cinco rem&eacute;dio por dia &#91;...&#93; eu n&atilde;o    v&ocirc; tom&aacute; tudo isso &#91;...&#93; ainda mais que falaram que se eu n&atilde;o    tiv&eacute; a doen&ccedil;a eu pego hepatite, n&atilde;o quero pelo amor de    Deus...</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>...d&aacute; rem&eacute;dio, isso a&iacute;    n&atilde;o vale a pena &#91;...&#93; se fosse uns remedinho tudo bem mas &eacute;    uns rem&eacute;dio forte sabe, ent&atilde;o de vez enquando d&aacute; enj&ocirc;o    sabe &#91;...&#93; eu acho os rem&eacute;dio muito forte...</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>...o rem&eacute;dio &eacute; danado porque    quando eu tava com a doen&ccedil;a forte, agente toma tem um chero de queimado,    parece carne viva queimando, da&iacute; por isso tamb&eacute;m eu larguei o    rem&eacute;dio, que eu n&atilde;o ag&uuml;entava mais aquele chero horr&iacute;vel,    dia e noite nem conseguia com&ecirc;...</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>...a infectologista que me trata o HIV ela    t&aacute; sempre mandando faz&ecirc; exame, todos os m&ecirc;s eu fa&ccedil;o    ent&atilde;o n&eacute; l&aacute; eu n&atilde;o falto...</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Essas verbaliza&ccedil;&otilde;es nos apontaram    para a influ&ecirc;ncia negativa quando do seguimento da terap&ecirc;utica,    exercida pela medica&ccedil;&atilde;o, especialmente por seus efeitos colaterais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os efeitos causados pelas drogas e as rea&ccedil;&otilde;es    ao tratamento envolvem quest&otilde;es importantes para a ades&atilde;o. Alguns    indiv&iacute;duos acham os medicamentos fortes, tanto que afetam negativamente    outras partes do corpo, sentindo muitas rea&ccedil;&otilde;es desagrad&aacute;veis.<sup>5,10</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A fala que indicou o comportamento de privilegiar    o tratamento do HIV nos levou a considerar, a maior import&acirc;ncia que &eacute;    dada para doen&ccedil;as que n&atilde;o t&ecirc;m cura.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A compara&ccedil;&atilde;o da TB a uma doen&ccedil;a    qualquer que tem, hoje em dia, facilidade de tratamento j&aacute; fora observada<sup>15</sup>    na fala de pacientes que abandonaram o tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os posicionamentos frente ao tratamento e &agrave;    doen&ccedil;a encontrados nesta pesquisa, concordam com os dos autores citados.    Nos registros dos prontu&aacute;rios dos pacientes apresentados na <a href="#tab4">Tabela    4</a>, tamb&eacute;m foram encontradas refer&ecirc;ncias sobre o tratamento    da tuberculose como motivo de abandono. Estas diziam respeito principalmente    aos efeitos colaterais que os medicamentos provocam. Na verbaliza&ccedil;&atilde;o    dos pacientes ficou evidenciada uma preocupa&ccedil;&atilde;o em desenvolver    hepatite, apontando tamb&eacute;m para os efeitos colaterais. Chama-nos a aten&ccedil;&atilde;o    que uma das verbaliza&ccedil;&otilde;es privilegiou o tratamento para o HIV,    deixando a TB sem tratamento. Ambas as doen&ccedil;as podem ser tratadas concomitantemente,    sendo que a TB tem cura.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b><i>Diagn&oacute;stico de TB</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O diagn&oacute;stico dos casos de tuberculose    pulmonar visa identificar na comunidade as fontes de infec&ccedil;&atilde;o    o mais precocemente poss&iacute;vel, tornando-as n&atilde;o infectantes atrav&eacute;s    do tratamento. Para tanto, &eacute; realizado um exame direto de esfrega&ccedil;o    de escarro atrav&eacute;s do qual o bacilo da TB pode ser descoberto ao microsc&oacute;pio.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A abordagem feita pelos pacientes sobre os motivos    do abandono relacionados ao diagn&oacute;stico de TB compreendeu as manifesta&ccedil;&otilde;es    verbais que seguem:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>...mas eu parei a primeira vez que eles me    mandaram faz&ecirc; o tratamento porque eles n&atilde;o sabiam o que era, por    isso mesmo &#91;...&#93; eu abandonei porque eles n&atilde;o sabiam o que era,    ent&atilde;o n&atilde;o v&ocirc; faz&ecirc; tratamento nenhum eu tenho meu direito    de escolha...</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>...durante um bom tempo eu fiquei assim desconfiado,    logo no in&iacute;cio eu n&atilde;o queria mais faz&ecirc; o tratamento, porque    eu comecei a n&atilde;o confi&aacute; sabe...</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>...s&oacute; porque eu tenho uma les&atilde;o    que &eacute; normalmente de tuberculose, pode s&ecirc; de tuberculose e se eu    n&atilde;o tenho sudorese, s&oacute; porque eu perdi peso?...n&atilde;o, porque    v&atilde;o soc&aacute; rem&eacute;dio em mim...</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Observamos que essas verbaliza&ccedil;&otilde;es    demonstraram a incerteza dos indiv&iacute;duos em estarem realmente doentes    ou n&atilde;o, fato que os fez desistir do uso da medica&ccedil;&atilde;o. Nesse    sentido, &eacute; importante referirmos sobre o papel do Servi&ccedil;o na confirma&ccedil;&atilde;o    do diagn&oacute;stico da TB e sobre as percep&ccedil;&otilde;es e conclus&otilde;es    individuais do paciente a respeito do seu estado de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Entre outros motivos de abandono do tratamento    da TB verificados a partir de entrevista com pacientes do CS - Oliveira Pombo    no Cear&aacute;, apareceram justificativas relacionadas a exames de raio X e    de baciloscopia negativos.<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com rela&ccedil;&atilde;o ao diagn&oacute;stico<sup>9</sup>    a sua n&atilde;o confirma&ccedil;&atilde;o &eacute; fator prejudicial &agrave;    ader&ecirc;ncia ao tratamento por diminuir a import&acirc;ncia da gravidade    da doen&ccedil;a. Os autores acrescentam ainda que, quanto maior o valor preditivo    positivo do diagn&oacute;stico bacilosc&oacute;pico, menor ser&aacute; o custo    do tratamento e que os casos pulmonares negativos baseiam-se no valor preditivo    do diagn&oacute;stico radiol&oacute;gico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De acordo com o que foi colocado por Natal<sup>9</sup>    a respeito do resultado da baciloscopia do escarro a n&iacute;vel de custos    e de confirma&ccedil;&atilde;o do diagn&oacute;stico, podemos verificar que    entre os 25 abandonos ocorridos no per&iacute;odo deste estudo, 2 n&atilde;o    se submeteram a este exame por serem casos de tuberculose extra-pulmonar, e,    dos pulmonares, 1 teve resultado negativo e 22, portanto a maioria, teve resultado    positivo, como vimos na <a href="#tab1">Tabela 1</a>. No entanto, ressaltamos    que para que pud&eacute;ssemos estabelecer uma rela&ccedil;&atilde;o entre o    resultado da baciloscopia com os motivos aqui descritos, ter&iacute;amos que    ter submetido &agrave; entrevista todos os casos de abandono, o que n&atilde;o    foi poss&iacute;vel por problemas de localiza&ccedil;&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Em estudo de casos de abandono do tratamento,<sup>5</sup>    observou-se que a maior parte dos pacientes, referiu ter sentido-se mal ao saber    que estavam com a doen&ccedil;a, sendo que um dos atores sociais do estudo,    exp&ocirc;s que n&atilde;o acreditava no resultado do diagn&oacute;stico, pois    o que sentia n&atilde;o condizia, de acordo com seu entendimento, com os sintomas    da TB.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s manifesta&ccedil;&otilde;es    verbais de sintomatologia inespec&iacute;fica como motivo de abandono neste    estudo, encontramos concord&acirc;ncia com o que foi verificado pelo outro autor    acima referenciado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><i>Agravos Associados</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A co-infec&ccedil;&atilde;o TB/HIV constitui,    atualmente um s&eacute;rio problema de sa&uacute;de p&uacute;blica. A tuberculose    j&aacute; foi utilizada como indicador de desenvolvimento perif&eacute;rico,    mas hoje, com a pandemia da aids, tornou-se a terceira doen&ccedil;a oportunista    mais freq&uuml;ente em pacientes HIV positivos.<sup>13</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Outro conte&uacute;do abordado pelas manifesta&ccedil;&otilde;es    verbais se referiu aos motivos de abandono relacionados aos agravos associados    com a TB como se observou atrav&eacute;s da fala abaixo:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>...&eacute; que tem a possibilidade de eu    t&ecirc; pego o HIV, e isso, isso &eacute; o fim n&eacute; &#91;...&#93; da&iacute;    as vez tenho vontade de larg&aacute; tudo, tenho vontade de larg&aacute; tudo,    da&iacute; &eacute; mais por isso...</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Constatamos a partir dessa manifesta&ccedil;&atilde;o,    que a co-infec&ccedil;&atilde;o o TB/HIV de alguma forma desmotiva os pacientes    a continuarem o tratamento da TB.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Indiv&iacute;duos infectados pelo HIV ou com    aids, t&ecirc;m seu foco para a vida alterado, por estarem se confrontando com    uma doen&ccedil;a que n&atilde;o tem cura e com uma expectativa de vida limitada,    resultando na sua opress&atilde;o por sentimentos como a ansiedade, culpa, vergonha    e medo entre outros estressores que podem levar o doente a se isolar f&iacute;sica    e emocionalmente.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As autoras citadas abordaram a influ&ecirc;ncia    que uma doen&ccedil;a incur&aacute;vel exerce sobre o comportamento das pessoas,    comportamento esse, que na presente pesquisa foi observado pela atitude de abandonar    o tratamento da TB, uma doen&ccedil;a cur&aacute;vel.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os registros dos prontu&aacute;rios apresentados    na <a href="#tab4">Tabela 4</a>, indicaram tamb&eacute;m os agravos associados    como motivos do abandono do tratamento. Estes foram relacionados ao alcoolismo    e drogadi&ccedil;&atilde;o. J&aacute; as verbaliza&ccedil;&otilde;es dos pacientes    referentes a esse motivo foram direcionadas somente para o comprometimento pelo    HIV.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A compara&ccedil;&atilde;o entre os registros    e as manifesta&ccedil;&otilde;es verbais sobre os motivos do abandono do tratamento    da TB apresentados nas <a href="#tab4">Tabelas 4</a> e <a href="#tab5">5</a>    respectivamente, nos mostrou que em ambos estiveram presentes motivos relacionados    a fatores econ&ocirc;mico-financeiros, ao tratamento da TB e aos agravos associados.    Os demais motivos abordados n&atilde;o coincidiram, como foi o caso das manifesta&ccedil;&otilde;es    verbais relacionadas ao diagn&oacute;stico da TB e os registros relacionados    &agrave; doen&ccedil;a TB, ao estado de sa&uacute;de e &agrave; influ&ecirc;ncia    familiar. Houve mais registros sobre os motivos de abandono do tratamento do    que foi revelado pelas manifesta&ccedil;&otilde;es verbais, isto pode estar    relacionado ao n&uacute;mero de entrevistados.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os achados deste estudo nos mostraram que a alta    masculina por abandono foi estatisticamente significativa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A m&eacute;dia de idade dos pacientes que abandonaram    o tratamento da TB, ao final do per&iacute;odo de 3 anos, ficou estabelecida    em 30,48 anos, tendo como desvio padr&atilde;o 12,376. A mediana situou-se em    26 anos e a moda em 19. A diferen&ccedil;a das m&eacute;dias nos mostrou a realidade    distinta das idades dos pacientes. A m&eacute;dia pode ser influenciada, muitas    vezes, por uma minoria de pacientes com idades extremas, como ocorreu neste    estudo. Os dados sobre a proced&ecirc;ncia dos pacientes em quest&atilde;o,    nos indicou que a maior parte era oriunda dos bairros da Grande Porto Alegre    e possu&iacute;am alguma atividade de trabalho. No entanto, as atividades de    trabalho encontradas, possuem uma remunera&ccedil;&atilde;o que provavelmente    se restringe a atender &agrave;s necessidades de alimenta&ccedil;&atilde;o e    moradia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Constatamos que a maior parte dessa popula&ccedil;&atilde;o    era composta por pacientes com ingresso no PCT como caso novo, com resultado    suspeito no raio X de t&oacute;rax e positivo para baciloscopia de escarro e    HIV. A forma cl&iacute;nica pulmonar da TB foi predominante, sendo que os agravos    associados mais freq&uuml;entes foram o tabagismo, a aids e o alcoolismo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O per&iacute;odo de estudo nos permitiu verificar    que a maior parte dos abandonos utilizaram o tratamento com RHZ, realizando-o    com maior freq&uuml;&ecirc;ncia durante um per&iacute;odo que variou de 1 a    5 meses, com SZEEt e SHE o tempo variou de 1 a 11 meses. A m&eacute;dia geral    de tempo de uso das drogas foi de 3,69 meses, com um desvio padr&atilde;o de    2,516. Encontramos uma mediana de 3,07 meses e uma moda de 1 m&ecirc;s. Entre    estas medidas, n&atilde;o houve discrep&acirc;ncias.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Tanto nos registros dos prontu&aacute;rios, quanto    nas manifesta&ccedil;&otilde;es verbais sobre o motivo do abandono do tratamento    da TB, encontramos justificativas associadas ao aspecto econ&ocirc;mico-financeiro,    ao tratamento da TB e aos agravos associados. Nos registros dos prontu&aacute;rios,    al&eacute;m dos motivos j&aacute; mencionados, encontramos tamb&eacute;m aqueles    relacionados &agrave; doen&ccedil;a TB, ao estado de sa&uacute;de e influ&ecirc;ncia    familiar, os quais n&atilde;o foram observados nas manifesta&ccedil;&otilde;es    verbais. Nestas, por sua vez, os motivos que diferiram daqueles observados nos    registros eram relacionados ao diagn&oacute;stico de TB.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Diante desta constata&ccedil;&atilde;o, percebemos    que uma maior varia&ccedil;&atilde;o de motivos ocorreu nos registros dos prontu&aacute;rios,    fato que &eacute; justificado se considerarmos que foi poss&iacute;vel acessarmos    a todos eles sem restri&ccedil;&otilde;es, o que n&atilde;o ocorreu nas entrevistas,    onde o acesso aos pacientes foi prejudicado pela dificuldade de localiza&ccedil;&atilde;o    dos mesmos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Outro aspecto observado envolve os motivos de    abandono do tratamento relacionados &agrave; influ&ecirc;ncia familiar, ao diagn&oacute;stico,    ao tratamento e &agrave; doen&ccedil;a TB, reportando-nos &agrave; falta de    entendimento por parte dos pacientes sobre a gravidade da doen&ccedil;a e import&acirc;ncia    de seu tratamento, nesse sentido cabe ressaltar o papel esclarecedor e educativo    da equipe de sa&uacute;de e principalmente da enfermeira atrav&eacute;s da consulta    de enfermagem.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; considerado abandono do tratamento segundo    as normas do PCT, o paciente que ap&oacute;s terem se esgotado as tentativas    de busca, n&atilde;o retorna ao Programa. Esta busca &eacute; dificultada, muitas    vezes, pelo fato de os pacientes n&atilde;o mais serem localizados, como ocorreu    em rela&ccedil;&atilde;o a este estudo quando se fez a tentativa de busc&aacute;-los    para serem ouvidos a respeito do abandono do seu tratamento. No entanto, mesmo    que o Programa tenha dado o caso por encerrado como alta por bandono, o processo    de comunica&ccedil;&atilde;o entre o Servi&ccedil;o e o paciente n&atilde;o    deveria findar. Independente da decis&atilde;o do paciente em parar seu tratamento,    &eacute; papel do Servi&ccedil;o P&uacute;blico de Sa&uacute;de resgatar este    paciente, pois sem tratamento ele se torna fonte de transmiss&atilde;o da TB.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Smeltzer SC, Bare BG. Tratado de Enfermagem    M&eacute;dico-Cir&uacute;rgica. 8ed. Rio de Janeiro (RJ): Guanabara Koogan SA; 1999.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. Tarantino AB. Doen&ccedil;as Pulmonares. 4ed.    Rio de Janeiro (RJ): Guanabara Koogam SA; 1997.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. Veronesi R, Focaccia R. Tratado de Infectologia.    S&atilde;o Paulo (SP): Atheneu; 1997.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. Secretaria Estadual de Sa&uacute;de. Coordena&ccedil;&atilde;o    de Pneumologia Sanit&aacute;ria, Pol&iacute;tica de Controle da Tuberculose.    Tuberculose: Manual de Normas e T&eacute;cnicas. Porto Alegre (RS): Secretaria    Municipal da Sa&uacute;de, 2001.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. Lima MB, Mello DA, Morais APP, Silva WC. Estudo    de Casos sobre Abandono do Tratamento da Tuberculose: Avalia&ccedil;&atilde;o    do Atendimento, Percep&ccedil;&atilde;o e Conhecimentos sobre a Doen&ccedil;a    na Perspectiva dos Clientes (Fortaleza, Cear&aacute;, Brasil). Cad Sa&uacute;de    P&uacute;blica 2001;17(4):877-85.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6. Costa JSD, Gon&ccedil;alves H, Menezes AMB    et al. Controle Epidemiol&oacute;gico da Tuberculose na Cidade de Pelotas, Rio    Grande do Sul, Brasil: Ades&atilde;o ao Tratamento. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica    1998;14(2):409-15.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7. Menezes MS. Abandono do tratamento da tuberculose    na Unidade de Sa&uacute;de Navegantes em Porto Alegre, RS. &#91;monografia&#93;.    Universidade do Vale do Rio dos Sinos 2002.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8. Natal S. Tratamento da Tuberculose: Causas    da N&atilde;o-Ader&ecirc;ncia. Bol Pneumol Sanit 1997;5(1):51-68.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9. Natal S, Valente J, Gerhardt G, Penna ML.    Modelo de Predi&ccedil;&atilde;o para o Abandono do Tratamento da Tuberculose    Pulmonar. Bol Pneumol Sanit 1999;7(1):65-77.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10. Gon&ccedil;alves H, Costa JSD, Menezes AMB,    Knauth D, Leal OF. Ades&atilde;o &agrave; Terap&ecirc;utica da Tuberculose em    Pelotas, Rio Grande do Sul: na Perspectiva do Paciente. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica    1999;15(4):777-87.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria    de Pol&iacute;ticas de Sa&uacute;de. Manual T&eacute;cnico para o Controle da    Tuberculose. Cadernos de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica. 6ed. Bras&iacute;lia    (Brasil); 2002.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">12. Os&oacute;rio JF, Picon PD, Bassanesi SL    et al. Tratamento Ambulatorial, com Supervis&atilde;o Semanal, de Pacientes    Egressos de Hospital Especializado em Tuberculose. Bol Sa&uacute;de 1999- 2000;14(1):67-78.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">13. Campos R, Pianta C. Tuberculose: Hist&oacute;rico,    Epidemiologia e Imunologia, de 1990 a 1999 e Co-Infec&ccedil;&atilde;o TB/HIV,    de 1998 a 1999, Rio Grande do Sul-Brasil. Boletim. Bol Sa&uacute;de 2001;15(1):61-70.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">14. Teixeira GM. O Desafio de Segurar Sob Tratamento    at&eacute; a Cura o Paciente de Tuberculose. Bol Pneumol Sanit&aacute;ria 1995;3(2):3-8.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">15. Pereira WSB; Lima CB. Tuberculose: Sofrimento    e Ilus&otilde;es no Tratamento Interrompido. Rev Bras Enferm 1999;52(2):303-18.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">16. Carpenito LJ. Manual de Diagn&oacute;sticos    de Enfermagem. 8ed. Porto Alegre (RS): Artmed; 2001.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">17. Nogueira PA. Motivos e Tempo de Interna&ccedil;&atilde;o    e o Tipo de Sa&iacute;da em Hospitais de Tuberculose do Estado de S&atilde;o    Paulo, Brasil - 1981 a 1995. J Pneumol 2001;27(3):123-29.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">18. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Tuberculose:    Guia de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica. Brasilia (Brasil): 2002.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Recebido em 03/03/2004.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Aceito em 03/04/2004.</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana"><a name="endereco"></a><a href="#topo">*</a>Trabalho    de Conclus&atilde;o do Curso de Gradua&ccedil;&atilde;o em Enfermagem da Universidade    do Vale do Rio dos Sinos-UNISINOS</font></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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<source><![CDATA[Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgica]]></source>
<year>1999</year>
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