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<publisher-name><![CDATA[Centro de Referência Prof. Hélio Fraga , Secretaria de Vigilância emSaúde, Ministério da Saúde]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Asma e DPOC: vida e morte]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Asthma and chronic obstructive pulmonary disease (COPD) are common conditions associated with high morbidity and mortality. While asthma is more prevalent among children, COPD is more frequent among adults, mainly after the fifth decade of life. Their chronic aspect makes their treatment sometimes lifelong. Interactions between the basic airway problems and the environment and the patients reactions to the illness necessitate a holistic approach to management of the condition. Both diseases are important causes of suffering and cost for patients, as for their families, society and government, and therefore represent also a significant public health burden. There are indications that, even in developed countries, there are serious mistakes in their medical management and in patient education. In Brazil, as in the major part of the world, mortality rates from both diseases are increasing, being more acentuated in COPD.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[qualidade vida na asma e na DPOC]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b><a name="topo"></a>ARTIGO DE    REVIS&Atilde;O</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana">Asma e DPOC: vida e morte</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Hisbello S Campos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Centro de Refer&ecirc;ncia Professor H&eacute;lio    Fraga (CRPHF). Rio de Janeiro-RJ. E-mail: <a href="mailto:hisbello@globo.com">hisbello@globo.com</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A asma e a doen&ccedil;a pulmonar obstrutiva    cr&ocirc;nica (DPOC) s&atilde;o doen&ccedil;as freq&uuml;entes, que interferem    no cotidiano e matam. Enquanto a primeira prevalece entre as crian&ccedil;as,    a outra incide sobre o adulto, principalmente a partir da quinta d&eacute;cada    de vida. O car&aacute;ter cr&ocirc;nico de ambas faz com que seu manejo medicamentoso    seja prolongado, iniciando-se a partir do diagn&oacute;stico e podendo durar    at&eacute; o fim da vida. A interatividade entre seus mecanismos etiopatog&ecirc;nicos    e o meio ambiente faz com que mudan&ccedil;as comportamentais incluam-se na    terap&ecirc;utica. As duas doen&ccedil;as s&atilde;o causa importante de sofrimento    humano e de preju&iacute;zos financeiros tanto para os doentes, como para seus    familiares, comunidades e governos, o que as caracteriza como s&eacute;rios    problemas de Sa&uacute;de P&uacute;blica. H&aacute; ind&iacute;cios de que,    mesmo em pa&iacute;ses desenvolvidos, haja falhas m&eacute;dicas em seu manejo    e no processo de esclarecimento a seus portadores acerca dos mecanismos envolvidos    nos sintomas, bem como das diretrizes do tratamento. No Brasil, assim como na    maior parte do mundo, a mortalidade por ambas vem aumentando, sendo que na DPOC    o incremento &eacute; mais acentuado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave:</b> qualidade vida na asma    e na DPOC; mortalidade por asma; mortalidade por DPOC.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Asthma and chronic obstructive pulmonary disease    (COPD) are common conditions associated with high morbidity and mortality. While    asthma is more prevalent among children, COPD is more frequent among adults,    mainly after the fifth decade of life. Their chronic aspect makes their treatment    sometimes lifelong. Interactions between the basic airway problems and the environment    and the patients reactions to the illness necessitate a holistic approach to    management of the condition. Both diseases are important causes of suffering    and cost for patients, as for their families, society and government, and therefore    represent also a significant public health burden. There are indications that,    even in developed countries, there are serious mistakes in their medical management    and in patient education. In Brazil, as in the major part of the world, mortality    rates from both diseases are increasing, being more acentuated in COPD.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key word:</b> quality of life in asthma and    in COPD; asthma mortality; COPD mortality.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As doen&ccedil;as respirat&oacute;rias cr&ocirc;nicas    est&atilde;o entre as principais causas de doen&ccedil;a e de morte em todo    o mundo.<sup>1</sup> A asma e a doen&ccedil;a pulmonar obstrutiva cr&ocirc;nica    (DPOC), comprometendo a vida de elevada propor&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o,    causando sofrimento e altos custos financeiros e sociais, representam dois s&eacute;rios    problemas de Sa&uacute;de P&uacute;blica na maior parte do mundo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apesar de haver recursos para o controle adequado    da asma, a pr&aacute;tica mostra que essa doen&ccedil;a ainda imp&otilde;e limita&ccedil;&otilde;es    ao cotidiano do doente. Ela interfere no lazer, no trabalho, motiva atendimentos    repetidos em Pronto-Socorros e em ambulat&oacute;rios; provoca hospitaliza&ccedil;&otilde;es    e pode matar. A DPOC, por sua vez, &eacute; causa de des&acirc;nimo entre parcela    significativa dos profissionais de sa&uacute;de. Doen&ccedil;a contra a qual    pouco de efetivo pode ser oferecido, tem como &uacute;nico obst&aacute;culo    a sua preven&ccedil;&atilde;o. A DPOC &eacute; uma das principais causas de    morbidade cr&ocirc;nica e de mortalidade no mundo<sup>2</sup> (quarta causa    de morte)<sup>3</sup> e essa situa&ccedil;&atilde;o tende a piorar. &Eacute;    a &uacute;nica, dentre as principais doen&ccedil;as do mundo, que vem crescendo    em preval&ecirc;ncia e em mortalidade. O impacto econ&ocirc;mico do bin&ocirc;mio    asma - DPOC sobre o indiv&iacute;duo, sobre sua fam&iacute;lia e sobre a sociedade    &eacute; enorme e vem aumentando em rela&ccedil;&atilde;o direta com o envelhecimento    da popula&ccedil;&atilde;o. Ao custo financeiro vinculado ao diagn&oacute;stico,    ao tratamento e aos cuidados de seguimento dos portadores dessas doen&ccedil;as,    somam-se as perdas decorrentes da invalidez, da falta &agrave; aula e ao trabalho,    da mortalidade prematura e do pagamento de benef&iacute;cios. Tanto a asma como    a DPOC motivam in&uacute;meras atividades cient&iacute;ficas e elabora&ccedil;&atilde;o    de propostas diagn&oacute;sticas e terap&ecirc;uticas consensuais que deveriam    permitir seu controle. Entretanto, essas a&ccedil;&otilde;es n&atilde;o parecem    estar alterando o impacto que essas doen&ccedil;as causam sobre seus portadores    e familiares.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Estudos recentes demonstram v&aacute;rios problemas    associados ao manejo da asma e da DPOC: a) o descompasso entre as expectativas    dos doentes e as a&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas realizadas; b) o manejo    inadequado promovido pelos profissionais de sa&uacute;de; c) o impacto da doen&ccedil;a    no cotidiano e nos or&ccedil;amentos pessoais, institucionais e governamentais.    <sup>4</sup> Indubitavelmente, ambas acometem parcela significativa da popula&ccedil;&atilde;o;    representam um fardo na vida de seus portadores e/ou de seus familiares; acompanham    e prejudicam o cotidiano; comprometem a qualidade de vida e s&atilde;o causas    importantes de morte. Nesse artigo, esses aspectos s&atilde;o comentados.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>O PANORAMA E AS PERSPECTIVAS FUTURAS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As perspectivas de sa&uacute;de ser&atilde;o    melhores no s&eacute;culo XXI; nesse novo mil&ecirc;nio, a popula&ccedil;&atilde;o    mundial ser&aacute; mais saud&aacute;vel. Apesar dessa vis&atilde;o otimista    contemplar o reconhecimento de algumas duras realidades, os avan&ccedil;os sem    precedentes obtidos no s&eacute;culo XX representam as funda&ccedil;&otilde;es    para um progresso importante no futuro pr&oacute;ximo. As estimativas da Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial da Sa&uacute;de<sup>5</sup> s&atilde;o de que, em 2025, a expectativa    de vida atinja 73 anos e que as taxas de fertilidade caiam. Com isso, a popula&ccedil;&atilde;o    mundial envelhecer&aacute; e o grupo et&aacute;rio de maiores que 65 anos passar&aacute;    a representar 10% da popula&ccedil;&atilde;o, em contraste com os 6,6% atuais.    Motivos de preocupa&ccedil;&atilde;o ainda existem, j&aacute; que, apesar do    aumento global da expectativa de vida, dois quintos das mortes anuais dos &uacute;ltimos    anos do mil&ecirc;nio passado podem ser consideradas prematuras (20 milh&otilde;es    de pessoas morriam por ano antes dos 50 anos de idade, quando a expectativa    de vida era de 68 anos. Destas, 10 milh&otilde;es eram crian&ccedil;as com menos    de 5 anos e 7,4 milh&otilde;es adultos jovens, com idade entre 20 e 49 anos).    Atualmente, mais de 15 milh&otilde;es de adultos (20-64 anos) morrem por ano,    sendo a maior parte dessas mortes preven&iacute;veis. Como exemplo, 585.000    mulheres jovens morrem de complica&ccedil;&otilde;es do parto/puerp&eacute;rio;    2 a 3 milh&otilde;es morrem de tuberculose, apesar de existirem recursos/estrat&eacute;gias    para curar todos os doentes; 1,8 milh&atilde;o morreu de aids em 1997. O risco    de c&acirc;ncer continuar&aacute; crescendo nos pr&oacute;ximos anos nos pa&iacute;ses    em desenvolvimento e talvez diminua nos pa&iacute;ses industrializados. O n&uacute;mero    de mortes por c&acirc;ncer do pulm&atilde;o e coloretal aumentar&aacute;, devido,    principalmente, ao fumo e a erros diet&eacute;ticos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O aumento da expectativa de vida das &uacute;ltimas    d&eacute;cadas, junto com mudan&ccedil;as no estilo de vida, paradoxalmente    favoreceram as doen&ccedil;as n&atilde;o-infecciosas, especialmente as circulat&oacute;rias,    as neoplasias e algumas formas de doen&ccedil;a mental. Doen&ccedil;a coronariana    e acidentes vasculares s&atilde;o respons&aacute;veis por 12 milh&otilde;es    de mortes por ano; o c&acirc;ncer mata 6 milh&otilde;es e a DPOC, 3 milh&otilde;es.    Essas e outras doen&ccedil;as n&atilde;o-infecciosas atualmente causam 40% de    todas as mortes em pa&iacute;ses em desenvolvimento, nos quais afetam propor&ccedil;&atilde;o    maior de jovens do que nos pa&iacute;ses industrializados. Em 1990, a DPOC ocupava    o 12<sup>o</sup> lugar no ranking das causas de anos de incapacita&ccedil;&atilde;o    ajustados pela idade (disability-adjusted life years - DALYs).<sup><a href="#nota">I</a></sup>    Estima-se que, em 2020, esteja ocupando o 5<sup>o</sup> lugar entre as DALYs    e o terceiro como causa de morte.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A opini&atilde;o p&uacute;blica vem sendo gradativamente    mais informada sobre os principais problemas de sa&uacute;de nas &uacute;ltimas    d&eacute;cadas. Conjuntamente, organiza&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas e n&atilde;o-m&eacute;dicas    v&ecirc;m combinando esfor&ccedil;os para desenvolver estrat&eacute;gias de    preven&ccedil;&atilde;o e/ou tratamento precoce de doen&ccedil;as que, freq&uuml;entemente,    s&atilde;o incapacitantes ou mesmo fatais. O medo que circunda situa&ccedil;&otilde;es    como ataque card&iacute;aco ou acidente vascular cerebral tem modificado o comportamento    da popula&ccedil;&atilde;o geral. A redu&ccedil;&atilde;o que vem sendo observada    na morbidade prematura e na mortalidade desses dois agravos pode ser atribu&iacute;da    &agrave; conscientiza&ccedil;&atilde;o do p&uacute;blico e dos m&eacute;dicos    acerca do risco que a hipertens&atilde;o arterial subtratada e os n&iacute;veis    elevados do colesterol representam para doen&ccedil;as cardiovasculares invalidantes    e letais. Grande parte das pessoas comenta sobre seus n&iacute;veis tensionais    arteriais e sobre seus valores de colesterol; reconhecem a import&acirc;ncia    da preven&ccedil;&atilde;o do sedentarismo; sabem dos malef&iacute;cios do fumo    e do excesso de &aacute;lcool. Rotineiramente, durante uma consulta m&eacute;dica,    a press&atilde;o arterial &eacute; medida. De tempos em tempos, os n&iacute;veis    de gordura no sangue s&atilde;o medidos; em parte das vezes, a pedido do pr&oacute;prio    cliente. Entretanto, esse tipo de atitude n&atilde;o vem sendo observada na    DPOC. O aconselhamento antitab&aacute;gico n&atilde;o &eacute; parte obrigat&oacute;ria    da consulta m&eacute;dica; a espirometria &eacute; subempregada. Pode ser que    a falta de sintomas durante os anos iniciais da doen&ccedil;a, nos quais h&aacute;    perda progressiva e inexor&aacute;vel da fun&ccedil;&atilde;o respirat&oacute;ria,    seja respons&aacute;vel por essa &quot;aliena&ccedil;&atilde;o&quot;. Enquanto    todos os consult&oacute;rios, cl&iacute;nicas e at&eacute; mesmo farm&aacute;cias    disp&otilde;em de um esfingnoman&ocirc;metro, o uso de medidas espirom&eacute;tricas    simples &eacute; muito limitado. Est&aacute; demonstrado que a identifica&ccedil;&atilde;o    de anormalidades leves mas clinicamente significantes no fluxo a&eacute;reo    de indiv&iacute;duos jovens e de meia-idade &eacute; poss&iacute;vel pela espirometria.    Essa altera&ccedil;&atilde;o eleva o risco de morte por c&acirc;ncer de pulm&atilde;o    (CP), por doen&ccedil;a coronariana (DC) e por acidente vascular cerebral (AVC).    A preven&ccedil;&atilde;o e o manejo da DPOC, bem como dessas outras condi&ccedil;&otilde;es    m&oacute;rbidas come&ccedil;am pela preven&ccedil;&atilde;o do fumo, j&aacute;    que a queda excessiva do VEF<sub>1</sub> pode ser virtualmente revertida ao    se parar de fumar. Ao mesmo tempo, tal atitude pode reduzir o risco de DC e    de AVC dentro do primeiro ano de abstin&ecirc;ncia do tabaco. &Eacute; poss&iacute;vel    identificar os indiv&iacute;duos que ter&atilde;o DPOC. S&atilde;o aqueles 20%    aproximadamente dos fumantes que apresentam queda r&aacute;pida da fun&ccedil;&atilde;o    pulmonar ao longo do tempo. Eles podem ser identificados em est&aacute;gios    iniciais da doen&ccedil;a atrav&eacute;s de uma espirometria simples, antes    que os sintomas surjam. Isso leva a pensar o valor do <i>screening</i> em massa    para detec&ccedil;&atilde;o da DPOC. H&aacute; suficientes modelos de <i>screening</i>    para diversas doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas - mamografia em mulheres com mais    de 40 anos para detec&ccedil;&atilde;o do c&acirc;ncer de mama; toque retal    e pesquisa do ant&iacute;geno espec&iacute;fico de pr&oacute;stata entre homens    com 50 ou mais anos para busca do c&acirc;ncer de pr&oacute;stata; colonoscopia    entre aqueles com fatores de risco para c&acirc;ncer de colo; medidas da press&atilde;o    arterial e da glicemia, dentre outros - que j&aacute; revelaram seu valor reduzindo    a mortalidade por aquelas doen&ccedil;as. N&atilde;o h&aacute;, entretanto,    dados sobre o papel do <i>screening</i> espirom&eacute;trico buscando doen&ccedil;as    pulmonares. Urge definir seu valor para que estrat&eacute;gias preventivas possam    ser aplicadas. H&aacute; dados suficientes demonstrando que a DPOC &eacute;    igualmente freq&uuml;ente entre homens e mulheres; que ela &eacute; muito mais    freq&uuml;ente que o imaginado entre os jovens; que h&aacute; um subgrupo de    fumantes especialmente sens&iacute;veis que perdem a capacidade pulmonar numa    velocidade maior que outras pessoas menos sens&iacute;veis. Da&iacute;, a espirometria    poderia ser um passo inicial na investiga&ccedil;&atilde;o desse grupo visando    a uma a&ccedil;&atilde;o mais efetiva sobre ele. Do mesmo modo, seria eficiente    entre trabalhadores expostos a poluentes ambientais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>ASMA E DPOC: UMA TRAMA COMPLEXA E CARA</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Embora ainda n&atilde;o esteja(m) estabelecido(s)    o(s) gen(es) respons&aacute;veis pela asma, h&aacute; diversas evid&ecirc;ncias    de que ela &eacute; uma doen&ccedil;a na qual determinantes gen&eacute;ticos    e ambientais interagem. Nessa &aacute;rea, as evid&ecirc;ncias s&atilde;o de    que a hereditariedade da asma n&atilde;o se enquadra no padr&atilde;o Mendeliano    simples, possivelmente sendo polig&ecirc;nico e heterog&ecirc;neo. O processo    inflamat&oacute;rio &uacute;nico observado na asma &eacute; conseq&uuml;&ecirc;ncia    de uma complexa intera&ccedil;&atilde;o entre todas as c&eacute;lulas presentes    no pulm&atilde;o e os diversos mediadores e citocinas por elas produzidos, o    que resulta na amplifica&ccedil;&atilde;o das respostas imunes aos ant&iacute;genos    inalados (hiperresponsividade br&ocirc;nquica (HRB)). Na asma, a arquitetura    br&ocirc;nquica &eacute; modificada (remodelamento), o que pode levar &agrave;    cronicidade dos sintomas e disfun&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Aparentemente, sua preval&ecirc;ncia est&aacute;    aumentando tanto nos pa&iacute;ses desenvolvidos como naqueles em desenvolvimento,    afetando pessoas de todas as idades e etnias. Dados da Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial da Sa&uacute;de (OMS) permitem estimar que de 100 a 150 milh&otilde;es    de pessoas em todo o mundo - 4 a 12% da popula&ccedil;&atilde;o - sofrem de    asma, com as taxas aumentando em todos os grupos et&aacute;rios, embora essas    tend&ecirc;ncias sejam mais marcantes entre as crian&ccedil;as. Sua distribui&ccedil;&atilde;o    &eacute; variada: preval&ecirc;ncia pr&oacute;xima a zero em algumas regi&otilde;es    e a 30% em outras.<sup>6,7</sup> Os principais fatores respons&aacute;veis por    essa varia&ccedil;&atilde;o certamente incluem diferen&ccedil;as gen&eacute;ticas    entre as diversas etnias, caracter&iacute;sticas ambientais locais e meios diagn&oacute;sticos    empregados. Estudos demogr&aacute;ficos indicam que a asma n&atilde;o afeta    todos igualmente. Caracteristicamente, ela &eacute; mais grave entre os de piores    condi&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas.<sup>8,9</sup> Diversos estudos    revelam que determinadas exposi&ccedil;&otilde;es ambientais (aeroal&eacute;rgenos    e poeira de soja, por exemplo) podem ser responsabilizadas por mortes por asma,<sup>10,11</sup>    e que condi&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas desfavor&aacute;veis podem    aumentar o risco de exposi&ccedil;&atilde;o e levar a uma forma mais agressiva    da doen&ccedil;a. Entretanto, apenas as condi&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas    n&atilde;o explicam todas as diferen&ccedil;as observadas nas taxas de incid&ecirc;ncia    e de mortalidade por asma. Fatores &eacute;tnicos, ambientais e educacionais    tamb&eacute;m podem estar envolvidos.<sup>12,13</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O custo que a asma proporciona &eacute; substancial,    representando cerca de 1% de todos os custos de sa&uacute;de em alguns pa&iacute;ses    desenvolvidos. Propor&ccedil;&atilde;o significativa dos gastos (mais de 30%    do custo direto e possivelmente tr&ecirc;s quartos do custo total) &eacute;    conseq&uuml;&ecirc;ncia do controle inadequado da doen&ccedil;a, o que inclui    as despesas com tratamento de emerg&ecirc;ncia e com hospitaliza&ccedil;&otilde;es.    Em termos de custo individual, o peso econ&ocirc;mico em diferentes pa&iacute;ses    desenvolvidos varia entre US&#36; 300 e US$ 1.300 por asm&aacute;tico, por ano<sup>14</sup>.    O impacto financeiro da asma se d&aacute; de modo desproporcionalmente maior    naqueles com formas mais graves da doen&ccedil;a. Tanto em pa&iacute;ses desenvolvidos    como naqueles em desenvolvimento, os asm&aacute;ticos graves, embora representando    apenas 10% da popula&ccedil;&atilde;o asm&aacute;tica, s&atilde;o respons&aacute;veis    pela maior parte dos custos diretos e indiretos relacionados &agrave; doen&ccedil;a.<sup>15</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A preval&ecirc;ncia da DPOC pode ser estimada    de diferentes modos. O grau de utiliza&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de    sa&uacute;de, de ambulat&oacute;rios especializados e de hospitaliza&ccedil;&otilde;es    costuma ser usado com esse fim, mas apresenta um vi&eacute;s que certamente    leva a subestimativas. Esse vi&eacute;s resulta do fato de que somente ser&atilde;o    identificados os doentes que buscam cuidados m&eacute;dicos, ou seja, aqueles    que t&ecirc;m exacerba&ccedil;&otilde;es ou que se encontram em est&aacute;gios    avan&ccedil;ados da doen&ccedil;a. Na Europa, ela &eacute; um s&eacute;rio problema,    apesar de subdiagnosticada. A OMS e o Banco Mundial (BM) estimaram, em 1990,    que a preval&ecirc;ncia da DPOC fosse da ordem de 9,33 por 1.000 homens e de    7,33 por 1.000 mulheres.<sup>16</sup> A preval&ecirc;ncia seria maior nos pa&iacute;ses    industrializados, embora j&aacute; estivesse alta na &Aacute;frica sub-Saariana    (4,41/ 1.000 homens e 2,49/1.000 mulheres). A menor taxa de preval&ecirc;ncia    estaria no Oriente M&eacute;dio (2,69/1.000 entre os homens e 2,83/1.000 entre    as mulheres). Informa&ccedil;&otilde;es sobre a epidemiologia da DPOC em pa&iacute;ses    asi&aacute;ticos ainda s&atilde;o escassas, mas estima-se que cerca de 6% da    popula&ccedil;&atilde;o com idade acima de 30 anos da Austr&aacute;lia, China,    Hong-Kong, Indon&eacute;sia, Mal&aacute;sia, Singapura e Tail&acirc;ndia tenham    formas clinicamente significantes da doen&ccedil;a.<sup>17</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Embora a DPOC esteja associada &agrave; pobreza,    ela &eacute; menos freq&uuml;ente nos pa&iacute;ses em desenvolvimento, porque    neles a popula&ccedil;&atilde;o &eacute; mais jovem e o consumo de tabaco menor,    quando comparados aos pa&iacute;ses industrializados. Entretanto, as proje&ccedil;&otilde;es    s&atilde;o de que suas taxas aumentar&atilde;o tamb&eacute;m nessas regi&otilde;es,    pois o consumo de tabaco est&aacute; crescendo (entre 1985 e 1990, aumentou    em 3,4%; entre 1995 e 2.000, estima-se que tenha aumentado 2,7%).<sup>18</sup>    Parte do aumento esperado na preval&ecirc;ncia da DPOC pode ser explicado por    mudan&ccedil;as na expectativa de vida prevista, que varia grandemente entre    os pa&iacute;ses.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A DPOC &eacute; um exemplo forte de doen&ccedil;a    tabaco-associada; o fumo &eacute; o principal e o mais freq&uuml;ente fator    de risco para a DPOC. &Eacute; dif&iacute;cil dissociar a epidemiologia da DPOC    da do fumo. Entretanto, apenas 10 a 20% dos fumantes (de um ou mais ma&ccedil;os/dia)    desenvolvem DPOC sintom&aacute;tica. A intensidade do fumo (ma&ccedil;os/ano    e tempo de fumo) responde apenas por cerca de 15% da varia&ccedil;&atilde;o    na fun&ccedil;&atilde;o pulmonar,<sup>19</sup> indicando que deve haver diferentes    graus de susceptibilidade para a DPOC, o que &eacute; corroborado por diversos    estudos epidemiol&oacute;gicos que evidenciaram que fatores gen&eacute;ticos    est&atilde;o envolvidos na g&ecirc;nese da doen&ccedil;a. Outros fatores, como    a predisposi&ccedil;&atilde;o gen&eacute;tica,<sup>20,21</sup> as exposi&ccedil;&otilde;es    ocupacionais a poeiras e a fuma&ccedil;as, a polui&ccedil;&atilde;o atmosf&eacute;rica,<sup>22-24</sup>    as infec&ccedil;&otilde;es respirat&oacute;rias na inf&acirc;ncia e a hiper-responsividade    br&ocirc;nquica inespec&iacute;fica tamb&eacute;m contribuem para o desenvolvimento    da DPOC.<sup>25</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A DPOC &eacute;, ainda, respons&aacute;vel por    um enorme custo financeiro. Globalmente, combinando a preval&ecirc;ncia da doen&ccedil;a    com seu impacto, a DPOC promove gasto da ordem de US$ 1.522 por doente, por    ano, representando quase tr&ecirc;s vezes o custo per capita da asma. Para os    planos de sa&uacute;de, o gasto per capita &eacute; 2,5 vezes maior do que com    os doentes sem DPOC (US$ 8.482 vs US$ 3.511). Consultas m&eacute;dicas e atendimentos    em Pronto-Socorro respondem por 17,3% dos custos diretos com a doen&ccedil;a.<sup>26</sup>    Ela representa tamb&eacute;m um grande impacto sobre a sociedade e sobre os    familiares, podendo provocar aus&ecirc;ncia ao trabalho de, pelo menos, duas    pessoas: o doente e um de seus familiares, que deve ficar em casa para cuidar    dele. Ou seja, a produtividade perdida &eacute; dobrada. Como a DPOC &eacute;    respons&aacute;vel por t&atilde;o grande impacto financeiro, sendo particularmente    alto seu custo indireto, &eacute; &uacute;til dimensionar criteriosamente o    custo das medidas para preveni-la. Est&aacute; comprovado que investir recursos    em programas contra o tabagismo &eacute; custo-efetivo em termos de gastos m&eacute;dicos    por ano de vida ganho.<sup>27,28</sup></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>O IMPACTO, A PERCEP&Ccedil;&Atilde;O E O MANEJO    DA ASMA</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na maior parte das vezes, a asma acompanha e    interfere com o cotidiano do doente. A associa&ccedil;&atilde;o dos mecanismos    end&oacute;genos &agrave; estimula&ccedil;&atilde;o ambiental modula os sintomas    da asma, fazendo com que eles n&atilde;o escolham hora ou lugar para surgir.    A seguir, ser&atilde;o apresentados alguns resultados de estudos sobre a perspectiva    atrav&eacute;s da qual a asma e seu manejo s&atilde;o vistos por seus portadores    e por m&eacute;dicos. Os dois primeiros refletem a situa&ccedil;&atilde;o da    asma nos Estados Unidos da Am&eacute;rica (EEUU) e na Europa. O terceiro e o    quarto abordam o manejo da asma em nosso meio sob a &oacute;ptica do doente    e sob a perspectiva m&eacute;dica, em nosso meio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Asthma in America (AIA)</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">AIA foi um inqu&eacute;rito realizado nos EEUU,    de maio a julho de 1998, com o objetivo de estimar como a asma era vista e tratada    naquele pa&iacute;s. Nele, foram entrevistados 2.509 asm&aacute;ticos adultos    e pais de crian&ccedil;as asm&aacute;ticas, 1.000 adultos n&atilde;o asm&aacute;ticos    (controle) e 512 m&eacute;dicos respons&aacute;veis pelo tratamento ambulatorial    de asm&aacute;ticos. Segundo a amostra estudada, representativa da popula&ccedil;&atilde;o    de asm&aacute;ticos daquele pa&iacute;s, a asma &eacute; um problema freq&uuml;ente    nos EEUU. Dentre os entrevistados:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">- 6,7% tinham asma em atividade;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- 5,8% tinham tido asma no passado;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- 35,1% tinham asm&aacute;ticos na fam&iacute;lia;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- 29,4% tinham amigos/colegas de trabalho asm&aacute;ticos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O tratamento adequado da asma deve prever mais    do que um esquema medicamentoso efetivo; deve incluir mudan&ccedil;as comportamentais    e no estilo de vida. Segundo o <i>National Institute of Health</i> (NIH), os    objetivos a serem alcan&ccedil;ados com o tratamento da asma s&atilde;o:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">1. n&atilde;o faltar ao trabalho ou &agrave;    escola por causa da asma;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">2. n&atilde;o ter dist&uacute;rbios do sono;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">3. manter n&iacute;veis normais de atividade;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">4. n&atilde;o ter necessidade (ou m&iacute;nima)    de idas ao Pronto- Socorro/hospitaliza&ccedil;&atilde;o;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">5. ter fun&ccedil;&atilde;o respirat&oacute;ria    normal ou quase normal.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Na <a href="#tab1">Tabela 1</a> podem ser vistas    as dist&acirc;ncias entre as metas e o alcan&ccedil;ado nos EEUU, segundo esse    estudo.</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v12n1/1a06t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A medida do impacto da asma limitando o cotidiano    do doente pode ser observada na <a href="#fig1">Figura 1</a>.</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v12n1/1a06f1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Freq&uuml;entemente, asm&aacute;ticos e seus    m&eacute;dicos discordam sobre a gravidade da doen&ccedil;a (<a href="#tab2">Tabela    2</a>). Os crit&eacute;rios de gravidade usados pela maior parte dos Consensos    levam em considera&ccedil;&atilde;o a freq&uuml;&ecirc;ncia e a intensidade    dos sintomas, a presen&ccedil;a de sintomas noturnos e a fun&ccedil;&atilde;o    pulmonar. Pode-se observar que os crit&eacute;rios de gravidade do NIH classificam    como persistentes cerca da metade dos asm&aacute;ticos e como graves cerca de    10% dos que se consideravam assintom&aacute;ticos. &Eacute; poss&iacute;vel    que isso reflita a aceita&ccedil;&atilde;o dos sintomas como normais, dado que    se &eacute; asm&aacute;tico, ou mesmo problemas na percep&ccedil;&atilde;o dos    sintomas.</font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v12n1/1a06t2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <b>Asthma insights &amp; reality in Europe (AIRE)</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com o objetivo de avaliar o grau do conhecimento    dos asm&aacute;ticos sobre sua doen&ccedil;a, bem como suas atitudes e comportamentos    com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; asma, foi realizado um inqu&eacute;rito telef&ocirc;nico    envolvendo 73.880 domic&iacute;lios selecionados randomizadamente em sete pa&iacute;ses    europeus (Reino Unido, Fran&ccedil;a, Alemanha, Holanda, It&aacute;lia, Su&eacute;cia,    Espanha) durante os meses de fevereiro e abril de 1999. O desenho do estudo    previu uma amostra probabil&iacute;stica em cada um dos pa&iacute;ses e no conjunto,    fazendo com que os dados obtidos refletissem cada pa&iacute;s individualmente    e a Europa (se considerada como o conjunto dos sete pa&iacute;ses). Atrav&eacute;s    do question&aacute;rio padronizado utilizado nas entrevistas, foram identificados    3.488 adultos com asma ou pais de crian&ccedil;as asm&aacute;ticas. Segundo    esse inqu&eacute;rito, a preval&ecirc;ncia global de asma diagnosticada por    m&eacute;dico nos pa&iacute;ses avaliados foi de 8,6%. A preval&ecirc;ncia de    asma em atividade foi 6,3% e variou significativamente entre os pa&iacute;ses    estudados, indo de 2,5% na Alemanha a 15,2% no Reino Unido.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Se considerados os objetivos do tratamento listados    na maior parte dos Consensos, pode-se notar que ainda h&aacute; um longo caminho    a percorrer naqueles pa&iacute;ses (<a href="#tab3">Tabela 3</a>).</font></p>     <p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v12n1/1a06t3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A perspectiva atrav&eacute;s da qual o asm&aacute;tico    e o m&eacute;dico avaliam o controle da doen&ccedil;a s&atilde;o diferentes.    Nesse estudo, pode-se avaliar a percep&ccedil;&atilde;o do asm&aacute;tico acerca    do grau de controle sobre sua doen&ccedil;a. Aparentemente, enquanto alguns    asm&aacute;ticos superestimam seu controle sobre a doen&ccedil;a, outros o subestimam.    Pouco mais de tr&ecirc;s quartos (77%) dos entrevistados referiram que sua asma    estava &quot;bem&quot; ou &quot;completamente controlada&quot;. Entretanto,    quase a metade (49%) daqueles cujos sintomas os classificariam como tendo asma    grave persistente nas &uacute;ltimas quatro semanas, disse que sua asma estava    &quot;completamente&quot;(14%) ou &quot;bem&quot; (35%) controlada no mesmo    per&iacute;odo.Mais de dois ter&ccedil;os (70%) daqueles cujos sintomas indicavam    asma persistente moderada, mais disseram que sua asma estava &quot;completamente&quot;    ou &quot;bem&quot; controlada. Ao mesmo tempo, apenas 5% e 2% daqueles cuja    asma seria classificada como persistente leve ou intermitente leve, respectivamente,    referiram que seus sintomas n&atilde;o estavam controlados no mesmo per&iacute;odo.(<a href="#fig2">Figura    2</a>)<b>.</b></font></p>     <p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v12n1/1a06f2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Dados nacionais<sup>30</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Num inqu&eacute;rito realizado em 1998 sobre    a abordagem educacional praticada na rotina do atendimento m&eacute;dico ambulatorial    ao asm&aacute;tico, foram entrevistados por via postal, 91 asm&aacute;ticos    (9% tinham menos que 10 anos de idade; 14% entre 10 e 20 anos; 64% entre 21    e 50 anos e 13% mais de 50 anos) residentes no Rio de Janeiro e filiados &agrave;    Sociedade Brasileira dos Asm&aacute;ticos. As informa&ccedil;ies obtidas sugeriram    a possibilidade de que as a&ccedil;&otilde;es educativas, que s&atilde;o um    componente fundamental do tratamento da asma, n&atilde;o vinham sendo executadas    com a regularidade e/ ou com o enfoque necess&aacute;rios.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quando perguntados sobre se o m&eacute;dico assistente    lhes explicava a asma e as causas dos sintomas, mais que a metade (58%) respondeu    afirmativamente; 34% respondeu negativamente. Propor&ccedil;&atilde;o pequena    (8%) deu uma informa&ccedil;&atilde;o que merece aten&ccedil;&atilde;o: n&atilde;o    compreendiam as explica&ccedil;&otilde;es dadas pelos m&eacute;dicos. Referiram    tamb&eacute;m que, em apenas um ter&ccedil;o das vezes, as informa&ccedil;&otilde;es    orais eram complementadas com material impresso. Entretanto, se compararmos    as respostas fornecidas pelos Pneumologistas que responderam a um inqu&eacute;rito    sobre tratamento da asma realizado no mesmo ano, veremos que h&aacute; discrep&acirc;ncias.    Todos os entrevistados informaram orientar seus pacientes asm&aacute;ticos,    sendo que a maior parte (73%) relatou complementar, ocasionalmente, orienta&ccedil;&otilde;es    orais com material impresso.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Numa doen&ccedil;a como a asma, &eacute; fundamental    que o paciente seja orientado sobre o comportamento adequado em caso de agudiza&ccedil;&otilde;es    dos sintomas. Por vezes, essa pode ser a diferen&ccedil;a entre viver e morrer.    Dessa forma, naquele estudo, procurou-se avaliar se essa orienta&ccedil;&atilde;o    era dada pelos m&eacute;dicos e se era compreendida pelos pacientes. Na <a href="#tab4">Tabela    4</a>, pode-se ver que esse ponto merece corre&ccedil;&atilde;o. Entretanto,    ao procurar-se avaliar se o asm&aacute;tico compreendia o que lhe era informado    sobre a natureza inflamat&oacute;ria de sua doen&ccedil;a, observou-se que esse    conceito estava presente em apenas 20% dos respondentes.</font></p>     <p><a name="tab4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v12n1/1a06t4.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">O conceito de inflama&ccedil;&atilde;o cr&ocirc;nica    das vias a&eacute;reas &eacute; fundamental na argumenta&ccedil;&atilde;o para    induzir o asm&aacute;tico a usar a medica&ccedil;&atilde;o preventiva diariamente,    independentemente da presen&ccedil;a de sintomas. Corroborando a constata&ccedil;&atilde;o    de que esse conceito n&atilde;o estava presente na maior parte dos asm&aacute;ticos    entrevistados, observou-se mais da metade (53%) dos que responderam ao question&aacute;rio    reportarem n&atilde;o usar medica&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria, fazendo-o    apenas na vig&ecirc;ncia de sintomas agudos da asma. Explicar sobre o papel    dos diferentes rem&eacute;dios usados &eacute; um ponto muito importante que    deve ser abordado pelo profissional de sa&uacute;de frente a qualquer paciente    asm&aacute;tico. Deve estar claro para o asm&aacute;tico o papel preventivo    dos antiinflamat&oacute;rios e o de al&iacute;vio dos broncodilatadores. No    entanto, cerca de um ter&ccedil;o dos asm&aacute;ticos entrevistados desconheciam    essa orienta&ccedil;&atilde;o </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dentre os Pneumologistas que responderam ao inqu&eacute;rito    (492), apenas um ter&ccedil;o dos entrevistados acreditavam que suas prescri&ccedil;&otilde;es    fossem seguidas corretamente. Segundo 99% deles, a raz&atilde;o financeira era    a principal causa do n&atilde;o seguimento regular das prescri&ccedil;&otilde;es    m&eacute;dicas. Analisar a prescri&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica de rem&eacute;dios    para a asma &eacute; uma maneira de estudar a aten&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica    frente ao asm&aacute;tico. O inqu&eacute;rito entre Pneumologistas em nosso    pa&iacute;s revelou que cerca de um quarto do receitu&aacute;rio &eacute; composto    por rem&eacute;dios usados no tratamento da asma e da DPOC. &Eacute; interessante    notar que, dentre os medicamentos antiasm&aacute;ticos prescritos pelos Pneumologistas,    os xant&iacute;nicos v&ecirc;m logo ap&oacute;s os beta 2 agonistas. Quando    esses &uacute;ltimos s&atilde;o separados em inalat&oacute;rios e orais, os    derivados xant&iacute;nicos passam a ocupar a primeira posi&ccedil;&atilde;o.    Tal achado vai de encontro &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es dos consensos    e &agrave;s respostas obtidas nos inqu&eacute;ritos realizados entre Pneumologistas    sobre o tratamento rotineiro da asma.<sup>4,31</sup> Como os derivados xant&iacute;nicos    s&atilde;o mais baratos, &eacute; poss&iacute;vel que o fator custo esteja interferindo    na op&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica. Outro ponto que merece coment&aacute;rios    &eacute; o fato de a propor&ccedil;&atilde;o de beta 2 agonistas inal&aacute;veis/sist&ecirc;micos    prescrita ser quase o dobro da de corticoster&oacute;ides. Possivelmente, isso    reflete subutiliza&ccedil;&atilde;o do tratamento antiinflamat&oacute;rio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Se comparadas as informa&ccedil;&otilde;es prestadas    pelos m&eacute;dicos aos dados de venda de rem&eacute;dios no varejo em nosso    pa&iacute;s, ser&atilde;o observadas diferen&ccedil;as. O mercado de rem&eacute;dios    para asma e para DPOC movimenta cifras anuais que oscilam entre 146 e 208 bilh&otilde;es    de d&oacute;lares, representando entre 31 e 45 bilh&otilde;es de unidades (nebul&iacute;metros,    caixas ou frascos, dependendo da apresenta&ccedil;&atilde;o) vendidas a cada    ano. Se considerado o per&iacute;odo 1996-mar&ccedil;o 2001, foram vendidas,    em m&eacute;dia, a cada ano,</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- 804,2 milh&otilde;es de unidades de corticoster&oacute;ides    inal&aacute;veis (1996 -mar&ccedil;o 2001);</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- 4,8 milh&otilde;es de unidades de beta 2 agonistas    inalat&oacute;rios de a&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida (1996-2000);</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">- 120 mil de unidades de beta 2 inalat&oacute;rios    de a&ccedil;&atilde;o prolongada (1996-2000);</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- 10, 1 bilh&otilde;es de unidades de beta 2    agonistas orais (1996- 1999);</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> - 8,6 bilh&otilde;es de unidades de xantinas    (aminofilina + teofilina) (1996-mar&ccedil;o 2001);</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- 127,7 milh&otilde;es de unidades de antiinflamat&oacute;rios    inalat&oacute;rios n&atilde;o-esteroidais (1996-mar&ccedil;o 2001);</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- 1,7 bilh&otilde;es de unidades de cetotifeno    (1996-mar&ccedil;o 2001);</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- 2,2 bilh&otilde;es de unidades de brometo de    ipratr&oacute;pio isolado ou associado a um beta 2 agonista de a&ccedil;&atilde;o    r&aacute;pida (1996- mar&ccedil;o 2001).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>O IMPACTO, A PERCEP&Ccedil;&Atilde;O E O MANEJO    DA DPOC</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Como exemplo da situa&ccedil;&atilde;o atual,    pode-se citar os resultados de um estudo realizado nos Estados Unidos da Am&eacute;rica    (EEUU) - <i>Confronting COPD in America</i> - onde, segundo as estimativas oficiais,    baseadas num inqu&eacute;rito realizado em 1998, existem 3 milh&otilde;es de    enfisematosos e 9 milh&otilde;es de bronqu&iacute;ticos cr&ocirc;nicos<sup>32</sup>    e a DPOC &eacute; a quarta causa de morte, tendo sido responsabilizada por mais    de 112.000 mortes em 1998<sup>33</sup>. Esse inqu&eacute;rito, realizado numa    amostra randomizada e casual composta por 26.880 domic&iacute;lios norte-americanos,    de agosto a novembro de 2.000, revelou que, embora a DPOC seja considerada uma    doen&ccedil;a do idoso, cerca de 50% dos doentes entrevistados tinham menos    que 65 anos e quase um quarto (22%), menos que 55 anos. Ao mesmo tempo, embora    a totalidade dos estudos epidemiol&oacute;gicos sobre a DPOC apontem para maior    preval&ecirc;ncia entre os homens, nesse inqu&eacute;rito a doen&ccedil;a foi    mais encontrada entre mulheres (60% vs 40%). Cerca de 90% dos identificados    como portadores de DPOC (89%) ou de enfisema (92%) eram fumantes ou ex-fumantes.    Entre aqueles com diagn&oacute;stico anterior de bronquite cr&ocirc;nica, 63%    tinham hist&oacute;ria tab&aacute;gica positiva. Essa propor&ccedil;&atilde;o    foi de 68% entre os bronqu&iacute;ticos cr&ocirc;nicos identificados pelo question&aacute;rio    de sintomas. Por outro lado, 18% dos doentes identificados disseram nunca haver    fumado. Propor&ccedil;&otilde;es equivalentes de doentes informaram ter DPOC    (28%), enfisema, mas n&atilde;o DPOC (32%) e bronquite cr&ocirc;nica, mas n&atilde;o    enfisema ou DPOC (28%). Al&eacute;m disso, 11% preenchiam os crit&eacute;rios    para a doen&ccedil;a, mas nunca haviam sido diagnosticados. Ou seja, h&aacute;    uma propor&ccedil;&atilde;o significativa de pessoas sintom&aacute;ticas por&eacute;m    n&atilde;o diagnosticadas na popula&ccedil;&atilde;o, o que nos remete a rever    a adequa&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es do sistema de sa&uacute;de    em voga. Mais ainda, o estudo indicou que:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">1. os principais sintomas da doen&ccedil;a (acordar    por causa da tosse e/ou sibilos e/ou dispn&eacute;ia; dispn&eacute;ia; tosse    produtiva ) estavam presentes quase que diariamente no cotidiano dos doentes;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">2. a presen&ccedil;a de sintomas quase que di&aacute;rios    n&atilde;o era acompanhada pelo diagn&oacute;stico da doen&ccedil;a;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> 3. a DPOC piora na medida em que o indiv&iacute;duo    envelhece. Quando utilizada a oxigenoterapia domiciliar como indicador de gravidade    da DPOC, ela aumentou de 8% entre os com 45-54 anos de idade para 33% entre    os com 75 anos ou mais;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">4. h&aacute; a tend&ecirc;ncia, pelos doentes,    de subestimarem o grau de controle dos sintomas. Os dados de &quot;autopercep&ccedil;&atilde;o&quot;    n&atilde;o acompanharam medidas objetivas da gravidade da doen&ccedil;a. Cerca    de 25% dos doentes com o mais alto grau de dispn&eacute;ia diziam que sua doen&ccedil;a    estava &quot;completamente controlada&quot; ou &quot;bem controlada&quot; no    ano anterior, de modo semelhante a 27% dos doentes no pen&uacute;ltimo grau    da escala. Mais ainda, dentre os doentes que relataram que sua doen&ccedil;a    estava &quot;completamente&quot; ou &quot;bem&quot; controlada durante o ano    anterior: a) 42% disseram que, no trimestre em que estiveram pior, tiveram dispn&eacute;ia    todos os dias; b) 24% relataram que sua doen&ccedil;a limitava muito o esfor&ccedil;o    f&iacute;sico normal; c) 28% tinham dispn&eacute;ia ao se banhar ou ao se vestir;    e) 29% tinham dispn&eacute;ia fazendo servi&ccedil;o dom&eacute;stico leve.    &Eacute; poss&iacute;vel que a disparidade entre a percep&ccedil;&atilde;o do    doente sobre a gravidade de seu problema e o grau de comprometimento adequadamente    medido decorra da aceita&ccedil;&atilde;o da limita&ccedil;&atilde;o como parte    indissoci&aacute;vel de seu problema e conseq&uuml;ente &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o    arrastada e progressiva da sintomatologia;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">5. a maior parte dos doentes considerou-se limitada    pela DPOC. Pouco mais que a metade disseram que a doen&ccedil;a limitava seu    trabalho;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">6. a DPOC &eacute; causa freq&uuml;ente de consulta    m&eacute;dica. Cerca de um quarto dos entrevistados procurava seu m&eacute;dico    pelo menos uma vez por m&ecirc;s e propor&ccedil;&atilde;o equivalente precisou    de atendimento n&atilde;o agendado. Quase um em cada cinco dos entrevistados    teve que ir ao Pronto-Socorro e havia sido hospitalizado por causa da DPOC no    ano anterior;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">7. cerca de um quarto de seus portadores consideram-se    inv&aacute;lidos por causa de seus problemas respirat&oacute;rios. Propor&ccedil;&otilde;es    elevadas de doentes t&ecirc;m medo de ter uma exacerba&ccedil;&atilde;o de seus    sintomas fora de casa, t&ecirc;m dificuldade de fazer planos, entram em p&acirc;nico    quando n&atilde;o conseguem respirar adequadamente, ficam embara&ccedil;ados    em p&uacute;blico por causa de sua tosse. Para a maior parte deles, o futuro    ser&aacute; ainda pior. Aparentemente, o impacto psicossocial da DPOC varia    com a idade, estando os pacientes mais jovens mais inconformados com sua condi&ccedil;&atilde;o;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">8. os doentes apontaram problemas importantes    na rela&ccedil;&atilde;o m&eacute;dico-paciente. Pr&oacute;ximo a um ter&ccedil;o    deles a) achavam que seus m&eacute;dicos n&atilde;o compreendiam seu sofrimento;    b) informaram que seus m&eacute;dicos pensavam que eles eram culpados por estarem    doentes; c) disseram que seus m&eacute;dicos n&atilde;o acreditavam que eles    (os doentes) podiam fazer algo para aliviar seus sintomas e d) reclamaram que    seus m&eacute;dicos n&atilde;o tinham tempo para responderem &agrave;s suas    perguntas;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">9. mesmo num cen&aacute;rio t&atilde;o adverso,    doentes e m&eacute;dicos est&atilde;o otimistas. Embora dois ter&ccedil;os dos    doentes reconhe&ccedil;am que a DPOC tende a piorar com a idade, independentemente    do tratamento, a maior parte deles acreditavam que a) a progress&atilde;o da    dispn&eacute;ia poderia ser retardada; b) a doen&ccedil;a &eacute; mais bem    controlada agora do que h&aacute; 5 anos e c) o tratamento adequado pode levar    a uma vida ativa e completa. Os m&eacute;dicos partilhavam desse otimismo, j&aacute;    que pouco mais que tr&ecirc;s quartos deles achavam que o tratamento a longo    prazo &eacute; melhor hoje do que h&aacute; 10 anos e atribu&iacute;am essa    evolu&ccedil;&atilde;o a melhores medicamentos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O impacto da doen&ccedil;a sobre o indiv&iacute;duo    pode ser medido de diferentes modos. Nesse estudo, foi demonstrado que os sintomas    da DPOC estavam presentes quase que diariamente no cotidiano dos doentes. A    maioria (90%) referiu ter um ou mais sintomas todos os dias ou na maior parte    dos dias durante o pior trimestre do ano anterior. Surpreendentemente, propor&ccedil;&atilde;o    equivalente daqueles indiv&iacute;duos que n&atilde;o haviam sido diagnosticados    antes do inqu&eacute;rito tamb&eacute;m relatou um ou mais dos sintomas investigados    todos os dias ou na maior parte dos dias.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Indiscutivelmente, a DPOC piora na medida em    que o indiv&iacute;duo envelhece. Se utilizada a oxigenoterapia domiciliar como    indicador de gravidade da DPOC, verificou-se que ela aumentou de 8% entre os    com 45-54 anos de idade para 33% entre os com 75 anos ou mais. Por outro lado,    os doentes mais jovens referiram sintomas mais graves e mais freq&uuml;entes    que os mais velhos. Pode ser que essa contradi&ccedil;&atilde;o resulte do fato    de que os mais jovens est&atilde;o mais atentos e valorizam mais os seus sintomas,    enquanto os mais velhos tiveram mais tempo para ir se acostumando e aceitando    a sintomatologia, o que pode lev&aacute;-los a subvaloriz&aacute;-la.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>Impacto da dispn&eacute;ia nas atividades</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A <a href="#fig3">Figura 3</a> demonstra o peso    da dispn&eacute;ia como fator limitante no cotidiano dos doentes. A <a href="#fig4">Figura    4</a> mostra o que aconteceu quando foi solicitado aos doentes que categorizassem    sua dispn&eacute;ia segundo a escala de 5 pontos do Conselho M&eacute;dico de    Pesquisa (CMP).<sup>34</sup></font></p>     <p><a name="fig3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v12n1/1a06f3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v12n1/1a06f4.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; interessante notar que, apesar do n&iacute;vel    elevado de comprometimento funcional, menos que um quarto (23%) dos doentes    descreveram sua condi&ccedil;&atilde;o como &quot;grave&quot;, 38% como &quot;moderada&quot;    e 34% como &quot;leve&quot;. O contraste entre a classifica&ccedil;&atilde;o    m&eacute;dica da gravidade da doen&ccedil;a e a percep&ccedil;&atilde;o desse    grau pelo doente deve ser ressaltado. Surpreendentemente, 36% dos portadores    do mais alto grau de dispn&eacute;ia descreveram sua condi&ccedil;&atilde;o    como &quot;leve&quot; ou &quot;moderada&quot;. &Eacute; poss&iacute;vel que    a disparidade entre a percep&ccedil;&atilde;o do doente sobre a gravidade de    seu problema e o grau de comprometimento medido pela escala do CMP decorra da    aceita&ccedil;&atilde;o da limita&ccedil;&atilde;o como parte indissoci&aacute;vel    de seu problema e conseq&uuml;ente &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o arrastada    e progressiva da sintomatologia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As informa&ccedil;&otilde;es obtidas deixam claro    que um problema central no manejo da DPOC &eacute; a tend&ecirc;ncia, pelos    doentes, de subestimarem o grau de controle dos sintomas. A maior parte dos    doentes considerou-se limitada pela DPOC: (51%) disseram que a doen&ccedil;a    limitava seu trabalho (34% muito e 17% pouco limitados). Os dados de &quot;autopercep&ccedil;&atilde;o&quot;    n&atilde;o acompanharam medidas objetivas da gravidade da doen&ccedil;a. Cerca    de 25% dos doentes com o mais alto grau de dispn&eacute;ia diziam que sua doen&ccedil;a    estava &quot;completamente controlada&quot; ou &quot;bem controlada&quot; no    ano anterior, de modo semelhante a 27% dos doentes no pen&uacute;ltimo grau    da escala. Mais ainda, dentre os doentes que relataram que sua doen&ccedil;a    estava &quot;completamente&quot; ou &quot;bem&quot; controlada durante o ano    anterior</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- 42% disseram que, no trimestre em que estiveram    pior, tiveram dispn&eacute;ia todos os dias;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> - 24% relataram que sua doen&ccedil;a limitava    muito o esfor&ccedil;o f&iacute;sico normal;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- 28% tinham dispn&eacute;ia ao se banhar ou    ao se vestir;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- 29% tinham dispn&eacute;ia fazendo servi&ccedil;o    dom&eacute;stico leve.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Necessidade de servi&ccedil;os m&eacute;dico-hospitalares</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A DPOC &eacute; causa freq&uuml;ente de consulta    m&eacute;dica. Cerca de um quarto (24%) dos entrevistados procurava seu m&eacute;dico    pelo menos uma vez por m&ecirc;s e propor&ccedil;&atilde;o equivalente (26%)    precisou de atendimento n&atilde;o agendado. Quase um em cada cinco dos entrevistados    (19%) teve que ir ao Pronto-Socorro e 14% haviam sido hospitalizados por causa    da DPOC no ano anterior. &Eacute; interessante notar que, do mesmo modo que    os mais jovens referiram sintomas mais graves e mais freq&uuml;entes que os    mais velhos, eles tamb&eacute;m utilizavam mais os Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de    (dentre os da faixa et&aacute;ria compreendida entre 45-54 anos, 27% tinham    ido ao Pronto-Socorro e 32% tiveram consultas n&atilde;o agendadas).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Impacto psicossocial</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O impacto da DPOC sobre o indiv&iacute;duo &eacute;    impressionante. Cerca de um quarto (23%) de seus portadores consideram-se inv&aacute;lidos    em fun&ccedil;&atilde;o de seus problemas respirat&oacute;rios e propor&ccedil;&otilde;es    elevadas de doentes t&ecirc;m medo de sair de casa. Para a maior parte deles,    o futuro ser&aacute; ainda pior.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Num cen&aacute;rio como esse, no qual uma doen&ccedil;a    provoca t&atilde;o grande impacto na vida cotidiana de um indiv&iacute;duo,    vale a pena avaliar como o doente v&ecirc; o cuidado m&eacute;dico que recebe.    Nesse ponto, alguns contrastes s&atilde;o curiosos. Por exemplo, apesar do alto    grau de sofrimento e de limita&ccedil;&atilde;o espelhado nas propor&ccedil;&otilde;es    anteriores, os doentes deram grandes cr&eacute;ditos a seus m&eacute;dicos.    Globalmente, a maior parte dos doentes est&aacute; satisfeita com os cuidados    m&eacute;dicos recebidos. Mais da metade (58%) relatou estar &quot;muito satisfeita&quot;    e 28% informaram estar &quot;satisfeitos&quot; com o manejo de sua doen&ccedil;a    pelo seu m&eacute;dico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A aparente contradi&ccedil;&atilde;o entre a    carga imposta pela doen&ccedil;a, a perspectiva pela qual o manejo m&eacute;dico    &eacute; visto e a &oacute;ptica otimista sobre o futuro fica ainda mais complexa    quando se avaliam as atitudes e as pr&aacute;ticas terap&ecirc;uticas. Foram    detectadas contradi&ccedil;&otilde;es entre os relatos de prescri&ccedil;&atilde;o    m&eacute;dica pelos doentes e pelos m&eacute;dicos. Globalmente, apenas 61%    dos doentes informaram estar usando medicamentos; 17% disseram ter usado no    ano anterior, mas n&atilde;o atualmente. No entanto, propor&ccedil;&otilde;es    significativas dos m&eacute;dicos entrevistados disseram que prescreviam os    seguintes medicamentos para &quot;todos&quot; ou para &quot;quase todos&quot;    os doentes novos:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- beta 2 agonista de a&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida    - 67%;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- corticoster&oacute;ide inal&aacute;vel - 62%;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- anticolin&eacute;rgico - 48%;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> - beta 2 adren&eacute;rgico de a&ccedil;&atilde;o    prolongada - 47%.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Esse estudo deixou claro que a propor&ccedil;&atilde;o    de doentes que relataram estar tomando medica&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica    para a DPOC foi substancialmente menor que aquela referida pelos m&eacute;dicos    como prescrita. Enquanto propor&ccedil;&otilde;es equivalentes de m&eacute;dicos    informaram prescrever beta 2 agonistas de a&ccedil;&atilde;o prolongada (B2AP)    (47%) e de anticolin&eacute;rgicos (AC) (48%), propor&ccedil;&atilde;o muito    menor de doentes relataram terem usado os B2AP (7%) quando comparados aos que    informaram terem sido medicados com AC (19%) no ano anterior ou no ano corrente.    As atitudes dos doentes com rela&ccedil;&atilde;o ao seu tratamento, a partir    da medica&ccedil;&atilde;o em uso, sugerem que os doentes percebem o &quot;peso&quot;    do tratamento, adicionado ao &quot;peso da doen&ccedil;a&quot; (<a href="#fig5">Figura    5</a>).</font></p>     <p><a name="fig5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v12n1/1a06f5.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>MORTE POR ASMA</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A morte por asma &eacute; incomum. O fato de,    em sua maior parte, ser evit&aacute;vel, &eacute; que confere import&acirc;ncia    a essa doen&ccedil;a.<sup>35-37</sup> Paradoxalmente, os avan&ccedil;os no seu    tratamento n&atilde;o s&atilde;o refletidos por queda das taxas de mortalidade    na maior parte do mundo.<sup>38</sup> Em algumas situa&ccedil;&otilde;es, a    morte reflete tratamento inadequado. O tratamento da asma envolve mais do que    prescrever rem&eacute;dios, devendo incluir: orienta&ccedil;&otilde;es sobre    a import&acirc;ncia de evitar exposi&ccedil;&atilde;o alerg&ecirc;nica; instru&ccedil;&otilde;es    sobre como utilizar o sistema de inala&ccedil;&atilde;o e sobre como proceder    nas agudiza&ccedil;&otilde;es dos sintomas. Paralelamente ao aumento da mortalidade    observado em diversas regi&otilde;es, nota-se tamb&eacute;m aumento do n&uacute;mero    de atendimento em Pronto-Socorros<sup>39,40</sup> e de hospitaliza&ccedil;&otilde;es,<sup>41</sup>    o que sugere mudan&ccedil;a do perfil da doen&ccedil;a, que pode estar-se tornando    mais grave, ou maior preocupa&ccedil;&atilde;o com a doen&ccedil;a. A mortalidade    por asma &eacute; habitualmente baixa. Diferentes padr&otilde;es de mortalidade    por esse motivo foram observados durante o s&eacute;culo XX.<sup>42,43</sup>    Ap&oacute;s terem permanecido est&aacute;veis na primeira metade do s&eacute;culo,    observou-se aumento gradual das taxas no grupo et&aacute;rio de 5-34 anos, em    muitos pa&iacute;ses, na segunda metade do s&eacute;culo. Em dois momentos,    nas &uacute;ltimas tr&ecirc;s d&eacute;cadas, aumentos substanciais foram detectados.    Entre 1964 e 1966, a mortalidade por asma na Inglaterra, no Pa&iacute;s de Gales,    na Austr&aacute;lia e na Nova Zel&acirc;ndia aumentou abruptamente, especialmente    entre jovens.<sup>44,45</sup> Diversas raz&otilde;es, incluindo aumento da preval&ecirc;ncia    da doen&ccedil;a foram propostas; as principais foram: efeito t&oacute;xico    direto de altas doses de broncodilatadores beta 2 agonistas;<sup>46</sup> retardo    na busca de aux&iacute;lio efetivo por superconfian&ccedil;a no al&iacute;vio    sintom&aacute;tico dado pelos broncodilatadores;<sup>47</sup> exposi&ccedil;&atilde;o    aumentada a aeroal&eacute;rgenos,<sup>48</sup> e transfer&ecirc;ncia diagn&oacute;stica.<sup>48</sup>    No entanto, a contribui&ccedil;&atilde;o de cada uma nos diferentes pa&iacute;ses    permanece incerta. O segundo momento ocorreu na Nova Zel&acirc;ndia, de 1977    a 1979, quando a taxa de mortalidade por asma no grupo et&aacute;rio 5-34 anos    superou 4/100.000 habitantes dessa faixa et&aacute;ria.<sup>49</sup> Na d&eacute;cada    de 80, foram detectados novos aumentos que, apesar de graduais e de dif&Igrave;cil    mensura&ccedil;&atilde;o,<sup>50- 52</sup> parecem ter sido reais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O perfil t&iacute;pico do asm&aacute;tico com    risco de morrer de sua doen&ccedil;a ainda n&atilde;o foi definido, mas alguns    aspectos devem chamar a aten&ccedil;&atilde;o, principalmente:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">1. asma h&aacute; mais de 5 anos;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">2. persist&ecirc;ncia de sintomas cr&ocirc;nicos;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">3. hospitaliza&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">4. uso freq&uuml;ente de corticoster&oacute;ides    orais no tratamento das agudiza&ccedil;&otilde;es;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">5. idas freq&uuml;entes ao Pronto-Socorro;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">6. subestimativa da gravidade da doen&ccedil;a;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">7. relatos de crises que evoluem rapidamente;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">8. forma grave da doen&ccedil;a;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">9. necessidade de 3 ou mais rem&eacute;dios no    tratamento;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">10. varia&ccedil;&atilde;o circadiana marcada;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">11. presen&ccedil;a de dist&uacute;rbios emocionais;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">12. dificuldade na percep&ccedil;&atilde;o da    doen&ccedil;a ou incapacidade de cooperar;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">13. subemprego de corticoster&oacute;ides ou de    broncodilatadores;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">14. dificuldade em seguir o esquema terap&ecirc;utico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os fatores de risco para a asma fatal podem estar    relacionados ao atendimento m&eacute;dico, ao asm&aacute;tico ou ao meio ambiente    (<a href="#tab5">Tabela 5</a>).</font></p>     <p><a name="tab5"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v12n1/1a06t5.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os dados de mortalidade por asma e por DPOC referentes    ao per&iacute;odo 1980-2001 foram obtidos junto ao Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o    de Mortalidade (SIM) do DATASUS, Centro Nacional de Epidemiologia (CENEPI) da    Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de (FNS), Minist&eacute;rio da    Sa&uacute;de (MS). Em m&eacute;dia, durante os anos analisados, a asma foi notificada    como a causa da morte em 2.150 &oacute;bitos anuais (<a href="#fig6">Figura    6</a>) (6 mortes por dia) em nosso pa&iacute;s. Durante o per&iacute;odo estudado,    situou-se pr&oacute;xima &agrave; 65<sup>a</sup> causa de morte, segundo os    CID-9 e 10. As maiores propor&ccedil;&otilde;es de asma fatal ocorreram nos    extremos et&aacute;rios. As maiores taxas de mortalidade encontradas estavam    entre aqueles com 65 anos ou mais (em m&eacute;dia, 12,75 por 100.000 habitantes    maiores que 64 anos). Em segundo lugar, estavam as crian&ccedil;as com menos    de 1 ano de idade (em m&eacute;dia, 4,79 por 100.000 crian&ccedil;as menores    que 1 ano). N&atilde;o houve diferen&ccedil;a significativa na propor&ccedil;&atilde;o    de mortes por asma entre os dois sexos. Cerca de 70% das mortes reportadas no    per&iacute;odo ocorreram em hospitais. Os coeficientes foram consistentemente    maiores nas regi&otilde;es Sul e Sudeste e nas capitais.</font></p>     <p><a name="fig6"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v12n1/1a06f6.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>MORTE POR DPOC</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A sobreviv&ecirc;ncia depois de 10 anos do diagn&oacute;stico    cl&iacute;nico de DPC gira em torno de 50% entre aqueles que persistem fumando    e &eacute; pr&oacute;xima de 80% entre os que param de fumar. Ao mesmo tempo,    apesar de a l&oacute;gica nos permitir imaginar que o diagn&oacute;stico precoce    seja essencial para possibilitar a preven&ccedil;&atilde;o dos est&aacute;gios    avan&ccedil;ados, n&atilde;o h&aacute; evid&ecirc;ncias de que o uso de medicamentos,    mesmo se iniciado numa fase inicial da doen&ccedil;a, altere sua progress&atilde;o,    se medida pela perda da fun&ccedil;&atilde;o pulmonar. Aparentemente, a idade    e o valor do VEF<sub>1</sub> s&atilde;o os principais preditores de morte,<sup>53,54</sup>    embora outros par&acirc;metros pulmonares (PaO<sub>2</sub>, PaCO<sub>2</sub>,    tromboembolismo pulmonar, por exemplo), cardiovasculares (<i>cor pulmonale</i>,    fra&ccedil;&atilde;o de eje&ccedil;&atilde;o ventricular, anormalidades no ECG,    p. ex.) e nutricionais<sup>55</sup> tamb&eacute;m estejam associados &agrave;    sobreviv&ecirc;ncia na DPOC. Pouco se sabe sobre as causas espec&iacute;ficas    de morte na DPOC, mas, devido &agrave; complexidade do envolvimento e &agrave;    presen&ccedil;a freq&uuml;ente de comorbidades, certamente elas s&atilde;o multifatoriais.    Dentre as causas respirat&oacute;rias, a fal&ecirc;ncia respirat&oacute;ria,    o <i>cor pulmonale</i> com edema, a infec&ccedil;&atilde;o pulmonar e o tromboembolismo    pulmonar s&atilde;o as mais freq&uuml;entes. No caso particular das infec&ccedil;&otilde;es    respirat&oacute;rias, os achados de diversos estudos foram inconsistentes, pois    enquanto alguns mostraram forte associa&ccedil;&atilde;o,<sup>56,57</sup> outros    revelaram pouca ou nenhuma associa&ccedil;&atilde;o entre morte e infec&ccedil;&atilde;o    respirat&oacute;ria entre portadores de DPOC.<sup>58,59</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Estudo realizado sobre morte na DPOC,<sup>60</sup>    que incluiu mais de mil portadores de formas graves da doen&ccedil;a(idade m&eacute;dia    = 70 anos), indicou que o n&uacute;mero de comorbidades era inversamente proporcional    &agrave; sobrevida. Pouco mais da metade (59%) sobreviveu por mais que um ano    ap&oacute;s uma exacerba&ccedil;&atilde;o grave. Um outro estudo, que comparou    a mortalidade entre doentes portadores de DPOC com a de asm&aacute;ticos atendidos    em Servi&ccedil;os de Emerg&ecirc;ncia mostrou que os primeiros tinham pior    progn&oacute;stico.<sup>61</sup> A DPOC n&atilde;o s&oacute; piora o progn&oacute;stico    entre os portadores de c&acirc;ncer do pulm&atilde;o,<sup>62</sup> como interfere    tamb&eacute;m com o risco de morte, aumentando-o em quatro a seis vezes.<sup>63</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Numa an&aacute;lise internacional da mortalidade    por causas respirat&oacute;rias, que incluiu os CID9 3D 490-96 (o que tamb&eacute;m    inclui a asma -CID9 3D 493), as taxas mais altas foram encontradas no Reino    Unido, Leste Europeu e Austr&aacute;lia, e as mais baixas no sul da Europa,    Escandin&aacute;via, Israel e Jap&atilde;o.<sup>64</sup> Estima-se que, no pr&oacute;ximo    meio s&eacute;culo, na China, ocorrer&atilde;o 1,5 milh&atilde;o de mortes causadas    por DPOC.<sup>65</sup> Ao contr&aacute;rio do observado para as doen&ccedil;as    cardiovasculares, a mortalidade por DPOC vem crescendo nos EUA. A taxa de mortalidade    ajustada pela idade &eacute; 60% maior entre os homens.<sup>40</sup> At&eacute;    os 60 anos de idade, &eacute; maior entre os negros; a partir dessa idade, &eacute;    muito maior entre os brancos.<sup>66</sup> H&aacute; rela&ccedil;&atilde;o n&iacute;tida    entre a situa&ccedil;&atilde;o s&oacute;cio-econ&ocirc;mica e a mortalidade    pela doen&ccedil;a; quanto menor a renda familiar, maior a mortalidade. Corroborando    o aumento da mortalidade por DPOC, pode-se citar a Argentina, onde a mortalidade    por asma decresceu e os coeficientes de mortalidade por DPOC aumentaram de 12,76/100.000    para 27,16/100.000 no per&iacute;odo 1980-98.67 No Brasil, o n&uacute;mero de    mortes notificadas por DPOC aumentou significativamente (9.358 mortes em 1980    e 30.801 em 1998; 229% de incremento) no per&iacute;odo 1980-98 (<a href="#fig7">Figura    7</a>). Em 1998, foram, em m&eacute;dia, notificadas 84 mortes por dia por DPOC.    O coeficiente de mortalidade por 100.000 habitantes aumentou de 7,88, em 1980,    para 19,04/100.000 em 1998, o que representou um incremento de 142% no per&iacute;odo.</font></p>     <p><a name="fig7"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v12n1/1a06f7.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em nosso pa&iacute;s, a maior parte (75%) das    mortes por DPOC foram notificadas entre aqueles com idade superior a 64 anos    (1% entre os menores que 25 anos e 24% no grupo et&aacute;rio 25-64 anos). As    maiores taxas de mortalidade (por 100.000 habitantes) encontram-se no grupo    et&aacute;rio de maiores que 65 anos. Elas s&atilde;o, em m&eacute;dia, 4 vezes    maiores que entre aqueles com 55-64 anos e 22 vezes maiores que entre os do    grupo de 45 a 54 anos. A mortalidade por DPOC foi maior entre os homens e vem    aumentando em propor&ccedil;&otilde;es equivalentes nos dois sexos. Ao longo    do per&iacute;odo analisado, entre 30 e 35% das mortes notificadas ocorreram    nas capitais, onde a popula&ccedil;&atilde;o representa, em m&eacute;dia, 25%    da popula&ccedil;&atilde;o do estado. Os coeficientes por 100.000 habitantes    foram, em m&eacute;dia, 80% maiores nas capitais. Cerca de 80% das mortes por    DPOC notificadas nas capitais no per&iacute;odo estudado ocorreram em hospitais.    A distribui&ccedil;&atilde;o das mortes por DPOC segundo a regi&atilde;o geogr&aacute;fica    revelou que, regularmente, as regi&otilde;es Sul e Sudeste (aproximadamente    30% e 60% das mortes notificadas, respectivamente) apresentaram coeficientes    superiores &aacute; m&eacute;dia nacional enquanto as demais ficaram abaixo    da m&eacute;dia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> Os dados aqui apresentados indicam que o problema    da asma e da DPOC &eacute; grande e que h&aacute; pontos a serem revistos na    aten&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica dispensada aos seus portadores. No caso    da asma, o estudo AIRE (realizado em pa&iacute;ses europeus desenvolvidos) demonstrou    que os objetivos definidos no GINA foram atingidos em apenas 5,3% dos asm&aacute;ticos.    No estudo AIA, 9% dos asm&aacute;ticos haviam sido hospitalizados e 23% tiveram    que ir ao Pronto-Socorro por causa da asma no &uacute;ltimo ano; 30% tinham    sintomas noturnos no m&iacute;nimo semanais e 48% disseram que a asma restringia    suas atividades esportivas e recreativas. Num outro estudo europeu <i>(European    Community Health Survey)</i>,<sup>68</sup> iniciado na d&eacute;cada de 90 e    realizado em 22 pa&iacute;ses europeus, &Iacute;ndia, Nova Zel&acirc;ndia, Austr&aacute;lia    e EEUU, no qual foram entrevistados aproximadamente 140.000 pessoas, a asma    interferia com o sono de 52% dos entrevistados. Aparentemente, a falha &eacute;    multifatorial. Uma observa&ccedil;&atilde;o marcante e comum aos estudos estrangeiros    aqui apresentados foi a de que a maioria dos doentes, mesmo sintom&aacute;ticos,    considera que sua asma/DPOC esteja bem controlada. A concomit&acirc;ncia entre    o &quot;acreditar que sua doen&ccedil;a est&aacute; controlada&quot; e a &quot;presen&ccedil;a    rotineira de sintomas&quot; indica maioria deles aceita as limita&ccedil;&otilde;es    impostas pelas duas doen&ccedil;as inadequadamente controladas como &quot;natural&quot;    dado que se &eacute; asm&aacute;tico/portador de DPOC. Tal fato sugere falhas    no processo de comunica&ccedil;&atilde;o e de esclarecimento desses doentes    sobre suas doen&ccedil;as, ou que a maior parte dos asm&aacute;ticos tenha problemas    para perceber ou interpretar os sintomas e, por isso, subvalorizam/subnotificam    seus sintomas. No entanto, essa &uacute;ltima hip&oacute;tese vai de encontro    aos resultados dos estudos sobre o tema, que indicam que esse tipo de doente    &eacute; minoria.<sup>69</sup> Outro ponto que merece reflex&atilde;o &eacute;    a pr&aacute;tica do seguimento regular do doente obstrutivo. Pode ser que, em    parte das vezes, a conduta terap&ecirc;utica esteja sendo balisada por indicadores    subjetivos, como os sintomas respirat&oacute;rios, e n&atilde;o da maneira adequada    posto que, conforme o estudo AIRE revelou, 45% dos adultos e 60% das crian&ccedil;as    nunca haviam feito uma prova de fun&ccedil;&atilde;o pulmonar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A prescri&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica &eacute;    um outro poss&iacute;vel fator respons&aacute;vel pelos resultados insuficientes    do tratamento desses doentes. No estudo <i>AIRE</i>, menos de um quarto (23%)    dos asm&aacute;ticos usavam o corticoster&oacute;ide inal&aacute;vel (CSi) regularmente.    A maior parte (66%) informou usar apenas a medica&ccedil;&atilde;o prescrita    que lhes dava al&iacute;vio imediato dos sintomas asm&aacute;ticos. No estudo    <i>AIA</i>, quando os m&eacute;dicos eram inquiridos, a maior parte informava    prescrever CSi para os asm&aacute;ticos com formas persistentes (75% para os    leves e 86% para os moderados). Entretanto, quando se perguntou aos asm&aacute;ticos    sobre o que lhes era prescrito, as propor&ccedil;&otilde;es foram bem menores.    Conclus&otilde;es semelhantes foram obtidas no estudo europeu <i>(European Community    Health Survey)</i>.<sup>9</sup> Entre os asm&aacute;ticos identificados, o uso    de medica&ccedil;&otilde;es para a asma variou entre 30% (Est&ocirc;nia) e pouco    mais de 80% (Holanda, Su&eacute;cia, Nova Zel&acirc;ndia e Reino Unido). O uso    de medica&ccedil;&atilde;o antiinflamat&oacute;ria inalat&oacute;ria variou    de 17% na It&aacute;lia a 49% no Reino Unido. &Eacute; claro que diferentes    fatores podem estar modulando a subutiliza&ccedil;&atilde;o de rem&eacute;dios,    particularmente os corticoster&oacute;ides. Pelo lado m&eacute;dico, conforme    apontado pelos estudos <i>AIA, AIRE</i> e <i>COPDinA</i>, e tamb&eacute;m pela    an&aacute;lise de pouco mais de 13 milh&otilde;es de prescri&ccedil;&otilde;es    em nosso meio, o conhecimento atual sobre o manejo da asma n&atilde;o &eacute;    refletido na prescri&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica. &Eacute; interessante notar    as diverg&ecirc;ncias quando se comparam as vendas no varejo, que refletem o    receitu&aacute;rio m&eacute;dico, com as informa&ccedil;&otilde;es prestadas    pelo m&eacute;dicos em inqu&eacute;ritos sobre tratamento da asma. Regularmente,    a prescri&ccedil;&atilde;o de corticoster&oacute;ides inalat&oacute;rios &eacute;    menor que a de broncodilatadores. Em nosso meio, como os dados apresentados    revelam, para cada nebul&iacute;metro de corticoster&oacute;ide inal&aacute;vel    vendido, s&atilde;o vendidas 14 unidades de beta 2 agonistas, 12 de xantinas    e 3 de brometo de ipratr&oacute;pio. Mesmo um f&aacute;rmaco de efetividade    inferior &agrave; dos corticoster&oacute;ides, como o cetotifeno, vende 2,5    vezes mais. H&aacute; uma dist&acirc;ncia clara entre o proposto e o realizado    no que se refere ao tratamento do asm&aacute;tico, principalmente. &Eacute;    claro que n&atilde;o apenas o conhecimento cient&iacute;fico modula a elabora&ccedil;&atilde;o    de uma prescri&ccedil;&atilde;o. Fatores ligados ao usu&aacute;rio da medica&ccedil;&atilde;o,    tais como o custo da medica&ccedil;&atilde;o, a desconfian&ccedil;a com o uso    regular e prolongado dos corticoster&oacute;ides, o medo dos efeitos indesej&aacute;veis,    as falhas na compreens&atilde;o da import&acirc;ncia do tratamento &quot;preventivo&quot;    interferem na obedi&ecirc;ncia ao receitu&aacute;rio. &Eacute; poss&iacute;vel    que parte das raz&otilde;es pelo uso abaixo do previsto dos corticoster&oacute;ides    reflita uma &quot;corticosteroidofobia&quot; por parte da popula&ccedil;&atilde;o,    com o doente preferindo suportar os sintomas a &quot;correr os riscos&quot;    da corticoterapia. A favor dessa hip&oacute;tese pode-se citar os dados obtidos    nos estudos norte-americanos e europeu, nos quais o fator &quot;custo da medica&ccedil;&atilde;o&quot;    n&atilde;o deve fazer parte da discuss&atilde;o dos j&aacute; que devem ser    considerados os n&iacute;veis s&oacute;cio- econ&ocirc;micos e os sistema de    sa&uacute;de/seguridade social das regi&otilde;es avaliadas. Se isso for verdade,    torna-se necess&aacute;rio reiterar as informa&ccedil;&otilde;es dadas aos asm&aacute;ticos    sobre a corticoterapia, ressaltando a enorme massa de evid&ecirc;ncias a favor    dos corticoster&oacute;ides inal&aacute;veis, mesmo em baixas doses: 1) melhoram    os sintomas e a fun&ccedil;&atilde;o pulmonar; 2) reduzem a mortalidade e 3)    aumentam a qualidade de vida.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A an&aacute;lise das respostas obtidas no inqu&eacute;rito    entre asm&aacute;ticos no Rio de Janeiro aponta para alguns t&oacute;picos que    merecem reflex&atilde;o: 1) o custo da medica&ccedil;&atilde;o &eacute; levado    em considera&ccedil;&atilde;o no momento da prescri&ccedil;&atilde;o e, na opini&atilde;o    do m&eacute;dico, &eacute; o fator respons&aacute;vel pelo n&atilde;o seguimento    da receita m&eacute;dica; 2) h&aacute; espa&ccedil;o para melhora na a&ccedil;&atilde;o    educadora do profissional frente ao paciente asm&aacute;tico e seria oportuno    produzir material educativo padronizado para emprego pelos m&eacute;dicos. Nesse    &uacute;ltimo ponto, vale a pena ressaltar que o processo de esclarecimento    ao doente sobre os mecanismos envolvidos em sua doen&ccedil;a e em seu tratamento    modula a ades&atilde;o ao tratamento. Entretanto, claramente h&aacute; falhas    nesse processo. Cerca de um quarto dos Pneumologistas entrevistados em nosso    meio informaram esclarecer apenas verbalmente seus pacientes asm&aacute;ticos,    enquanto os demais relataram complementar as orienta&ccedil;&otilde;es, ocasionalmente,    com material impresso. Como o estudo <i>COPDinA</i> deixou claro, embora os    doentes sintam-se relativamente informados sobre sua condi&ccedil;&atilde;o,    e os m&eacute;dicos reconhe&ccedil;am a necessidade de melhor esclarecimento    ao doente, eles discordam entre si sobre qu&atilde;o bem os doentes compreendem    as melhores maneiras de manejar sua situa&ccedil;&atilde;o. Indubitavelmente,    h&aacute; falhas no processo educativo frente ao asm&aacute;tico e ao portador    de DPOC. Apenas um processo educativo eficiente e continuado pode reverter essa    situa&ccedil;&atilde;o. Certamente, o rendimento das informa&ccedil;&otilde;es    exclusivamente orais deve ser baixo. Indiscutivelmente, seria ideal se a conduta    educativa empregada pelos m&eacute;dicos fosse padronizada e adaptada &agrave;    situa&ccedil;&atilde;o local. Dessa forma, as mensagens e os conceitos definidos    como importantes seriam passados da mesma maneira para todos, aumentando a credibilidade    da informa&ccedil;&atilde;o. Um material educativo padronizado, elaborado segundo    as regras da did&aacute;tica e da pedagogia, de apar&ecirc;ncia agrad&aacute;vel    e simples, seria um precioso auxiliar. Ao processo educativo ideal devem-se    aliar escolas e sociedades m&eacute;dicas, governos, ind&uacute;stria farmac&ecirc;utica    e organiza&ccedil;&otilde;es comunit&aacute;rias. A mudan&ccedil;a do cen&aacute;rio    atual, a corre&ccedil;&atilde;o das falhas aqui identificadas, s&oacute; ser&aacute;    poss&iacute;vel com a participa&ccedil;&atilde;o e o empenho de todos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>CONCLUS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Todos os dados aqui apresentados revelam a import&acirc;ncia    da asma e da DPOC como problema de Sa&uacute;de P&uacute;blica em todo o mundo,    causando sofrimento humano e enormes preju&iacute;zos financeiros, impactando    a qualidade de vida e provocando n&uacute;mero elevado de mortes. Mais ainda,    as perspectivas s&atilde;o de que a DPOC, pelo menos, tornar-se-&aacute; um    problema ainda maior no futuro, confirmando indicativos de que a abordagem m&eacute;dica    merece reparos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Agradecimento:</b> agrade&ccedil;o &agrave;    Maria Beatriz Campos pela revis&atilde;o gramatical deste texto.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Murray CJL, Lopez AD. The global burden of    disease: a comprehensive assessment of mortality and disability from diseases,    injuries and risk factors in 1990 and projected to 2020. Cambridge, MA: Harvard    University Press. 1996.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. Pauwels RA, Buist AS, Calverly PM, et al.    Global Strategy for the Diagnosis, Management and Prevention of Chronic Obstructive    Pulmonary Disease. 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