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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação do SINAN na detecção de co-infecção TB-HIV em Campo Grande, MS]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Surveillance and control of concurrent infection by the human immunodeficiency virus (HIV) and Mycobacterium tuberculosis require an information system of high quality, capable of providing knowledge on the routine of anti-HIV testing and its results. This study analyzed data on the collection of samples for anti-HIV serology, results, test coverage, and maximum and minimum prevalence of co-infection in Campo Grande, MS, Brazil, in the period 2000-2005. In addition, inconsistencies were searched for in the records of 2003 in the Brazilian Information System of Notifi able Hazards (SINAN) database and in the Registry of Cases of Tuberculosis. An annual average of 259 cases were notified, with an increase in the percentage of cases for which anti-HIV serology was investigated (from 44.3% to 85.5%), a decrease in the records categorized as 'Being Processed' (from 27.7% to 7.3%) and an increase in the number of cases tested (from 32% to 78.9%). Minimum prevalence of TBHIV co-infection ranged from 8.5% (18/212) in 2000 to 16.6% (48/289) in 2005, whereas maximum prevalence ranged from 18.2% (35/192) in 2004 to 37.9% (36/95) in 2002. Cross-checking between the Registry of Cases and the SINAN database revealed 15.4% of under-reporting in the latter. Cross-checking of 226 HIV results showed disagreement in 81 records (35.8%). Improvements in counseling and testing routines were identified, as well as an increase in the prevalence of co-infection, although under-reporting and inconsistencies in the records should be the object of measures designed to minimize or preclude the occurrence of such events.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[tuberculose, co-infecção TB-HIV, prevalência, vigilância epidemiológica, SINAN]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[tuberculosis, TB-HIV co-infection, prevalence, epidemiological surveillance, SINAN]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b><a name="topo"></a>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p align="right">&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"> <b>Avalia&ccedil;&atilde;o do SINAN na detec&ccedil;&atilde;o    de co-infec&ccedil;&atilde;o TB-HIV em Campo Grande, MS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Marli Marques<sup>I</sup>; Luiza Helena Cazola<sup>II</sup>; Maria    de F&aacute;tima Meinberg Cheade<sup>III</sup></b></font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana"> <sup>I</sup>Programa de Controle da Tuberculose    da Secretaria de Estado de Sa&uacute;de de Mato Grosso do Sul    <br>   <sup>II</sup>Departamento de Sa&uacute;de Coletiva da Universidade Federal de    Mato Grosso do Sul    <br>   <sup>III</sup>Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de Mato Grosso    do Sul</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A vigil&acirc;ncia e controle da infec&ccedil;&atilde;o    simult&acirc;nea pelo v&iacute;rus da imunodefici&ecirc;ncia humana (HIV) e    por Mycobacterium tuberculosis, requer um sistema de informa&ccedil;&atilde;o    de qualidade que permita conhecer a rotina do teste anti-HIV e seus resultados.    Este estudo analisou dados de coleta de sorologia anti-HIV, resultados, abrang&ecirc;ncia    dos testes e preval&ecirc;ncia de co-infec&ccedil;&atilde;o (m&aacute;xima e    m&iacute;nima) de 2000 a 2005, em Campo Grande, MS, al&eacute;m de buscar evid&ecirc;ncias    de inconsist&ecirc;ncia nos registros de 2003, no banco de dados do SINAN e    no Livro de Registro de Tuberculose. Foi notificada uma m&eacute;dia anual de    259 casos, com aumento nos percentuais de coleta para sorologia anti-HIV (de    44,3% para 85,5%), redu&ccedil;&atilde;o de registros na categoria 'Em Andamento'    (de 27,7% para 7,3%) e aumento do n&uacute;mero de testados (de 32% para 78,9%).    A preval&ecirc;ncia m&iacute;nima de co-infec&ccedil;&atilde;o TB-HIV variou    de 8,5% (18/212) em 2000 a 16,6% (48/289) em 2005 e a preval&ecirc;ncia m&aacute;xima    de 18,2% (35/192) em 2004 a 37,9% (36/95) em 2002. A compara&ccedil;&atilde;o    entre o Livro de Registro de Tuberculose e o SINAN, apontou subnotifica&ccedil;&atilde;o    de 15,4% neste &uacute;ltimo. A verifica&ccedil;&atilde;o de 226 resultados    de HIV mostrou discord&acirc;ncia em 81 registros (35,8%). Constatou-se melhora    na rotina de aconselhamento e testagem e aumento na preval&ecirc;ncia de co-infectados,    embora as subnotifica&ccedil;&otilde;es e inconsist&ecirc;ncias nos registros    mere&ccedil;am ser objeto de medidas que minimizem e corrijam tais ocorr&ecirc;ncias.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave:</b> tuberculose, co-infec&ccedil;&atilde;o    TB-HIV, preval&ecirc;ncia, vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica, SINAN.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Surveillance and control of concurrent infection    by the human immunodeficiency virus (HIV) and Mycobacterium tuberculosis require    an information system of high quality, capable of providing knowledge on the    routine of anti-HIV testing and its results. This study analyzed data on the    collection of samples for anti-HIV serology, results, test coverage, and maximum    and minimum prevalence of co-infection in Campo Grande, MS, Brazil, in the period    2000-2005. In addition, inconsistencies were searched for in the records of    2003 in the Brazilian Information System of Notifi able Hazards (SINAN) database    and in the Registry of Cases of Tuberculosis. An annual average of 259 cases    were notified, with an increase in the percentage of cases for which anti-HIV    serology was investigated (from 44.3% to 85.5%), a decrease in the records categorized    as 'Being Processed' (from 27.7% to 7.3%) and an increase in the number of cases    tested (from 32% to 78.9%). Minimum prevalence of TBHIV co-infection ranged    from 8.5% (18/212) in 2000 to 16.6% (48/289) in 2005, whereas maximum prevalence    ranged from 18.2% (35/192) in 2004 to 37.9% (36/95) in 2002. Cross-checking    between the Registry of Cases and the SINAN database revealed 15.4% of under-reporting    in the latter. Cross-checking of 226 HIV results showed disagreement in 81 records    (35.8%). Improvements in counseling and testing routines were identified, as    well as an increase in the prevalence of co-infection, although under-reporting    and inconsistencies in the records should be the object of measures designed    to minimize or preclude the occurrence of such events.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <b>Key-words:</b> tuberculosis, TB-HIV co-infection,    prevalence, epidemiological surveillance, SINAN.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"> <b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A infec&ccedil;&atilde;o pelo v&iacute;rus da    imunodefici&ecirc;ncia humana (HIV) &eacute; considerada um dos principais fatores    de risco na progress&atilde;o da infec&ccedil;&atilde;o latente por Mycobacterium    tuberculosis &agrave; doen&ccedil;a ativa. Em indiv&iacute;duos n&atilde;o infectados    por HIV, o risco acumulado de desenvolver tuberculose ativa &eacute; de 5% a    10% durante toda a vida, contra 10%, ao ano, entre os infectados. Mundialmente,    no final de 2000, cerca de 11,5 milh&otilde;es de pessoas infectadas com HIV    estavam tamb&eacute;m co-infectadas com M. tuberculosis, 70% das quais na &Aacute;frica    sub-saariana, 20% no sudeste asi&aacute;tico e 4% na Am&eacute;rica Latina e    Caribe.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Segundo Morimoto et al.,<sup>2</sup> estudos realizados    em diversos estados brasileiros revelam que a preval&ecirc;ncia de co-infec&ccedil;&atilde;o    por M. tuberculosis e HIV (TB-HIV) varia de 6,2% (no munic&iacute;pio de Campinas,    SP) a 44,3% (no de Porto Alegre, RS). Segundo dados do Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o    de Agravos de Notifica&ccedil;&atilde;o (SINAN), o Brasil registrou no per&iacute;odo    de 2001 a 2004, percentuais de co-infec&ccedil;&atilde;o que oscilaram de 7,7%    a 8,7%.<sup>3</sup> Em Mato Grosso do Sul, dos 1 172 casos de tuberculose notificados no    SINAN em 2005, 695 (59,3%) foram testados para anti-HIV, 90 dos quais foram    registrados como positivos, com preval&ecirc;ncia m&iacute;nima de 7,7% e m&aacute;xima    de 12,9%.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de    (OMS) ressalta a import&acirc;ncia do aconselhamento e da realiza&ccedil;&atilde;o    do teste anti-HIV, em car&aacute;ter volunt&aacute;rio, entre os pacientes com    tuberculose.<sup>1</sup> No Brasil, desde 1993, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de orienta    quanto &agrave; oferta do exame em situa&ccedil;&otilde;es especiais.<sup>5</sup> Esse    exame passou a ser recomendado para todos os doentes com tuberculose a partir    de 1997, de acordo com o I Consenso Brasileiro de Tuberculose.<sup>6</sup> A orienta&ccedil;&atilde;o    sobre oferta e aconselhamento a todo doente com tuberculose foi contemplada    no Guia de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica de 2005.<sup>7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A sensibilidade do sistema de vigil&acirc;ncia    epidemiol&oacute;gica da associa&ccedil;&atilde;o TB-HIV deve ser analisada    tamb&eacute;m em fun&ccedil;&atilde;o da realiza&ccedil;&atilde;o ou n&atilde;o    do teste anti-HIV. Quanto menor o percentual de tuberculosos testados para HIV,    maior a incerteza sobre a real magnitude da preval&ecirc;ncia de co-infectados.    Analisando-se a preval&ecirc;ncia de positividade da infec&ccedil;&atilde;o    pelo HIV entre os doentes com tuberculose e entre os testados, obt&ecirc;m-se    informa&ccedil;&otilde;es sobre faixas de preval&ecirc;ncia m&iacute;nima e    m&aacute;xima, respectivamente.<sup>8</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A base da vigil&acirc;ncia e do controle da tuberculose    deve estar assentada num sistema de informa&ccedil;&atilde;o de qualidade assegurada,    sendo o ponto de partida dessa informa&ccedil;&atilde;o a coleta de dados junto    ao Livro de Registro de Tuberculose, dados esses que permitir&atilde;o o preenchimento    dos impressos que alimentar&atilde;o o SINAN.<sup>9</sup> A adequada alimenta&ccedil;&atilde;o    desse sistema permite conhecer e monitorar as a&ccedil;&otilde;es de controle    que s&atilde;o incorporadas e implementadas, possibilitando a tomada de decis&otilde;es    por gestores de sa&uacute;de e gerentes de programas, sobre novas abordagens.<sup>10</sup>    Para tanto, os dados gerados pelo SINAN devem apresentar boa qualidade, confian&ccedil;a    e boa cobertura, al&eacute;m de serem contempor&acirc;neos.<sup>9</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em Mato Grosso do Sul o SINAN tem sido, desde    1997, o sistema oficial de coleta de dados de Doen&ccedil;as e Agravos e sua    descentraliza&ccedil;&atilde;o para todos os munic&iacute;pios ocorreu em janeiro    de 1999.<sup>11</sup> Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; tuberculose, no per&iacute;odo    de 1997 a 1999, o SINAN era alimentado na Coordena&ccedil;&atilde;o Estadual    do Programa de Controle da Tuberculose (CEPCT), com descentraliza&ccedil;&atilde;o    aos munic&iacute;pios a partir de 2000. Assim, a atualiza&ccedil;&atilde;o do    banco de dados incorporou-se &agrave; rotina municipal das demais doen&ccedil;as    de notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria, ou seja, notifica&ccedil;&atilde;o    e transfer&ecirc;ncia semanal de dados da esfera municipal para a Secretaria    Estadual de Sa&uacute;de (SES), por meio magn&eacute;tico ou por correio eletr&ocirc;nico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A partir de 2004, a CEPCT sistematizou um processo    avaliativo do banco de dados do SINAN na esfera estadual, por meio do uso de    outros bancos de dados que alimentam o Programa de Controle da Tuberculose (PCT)    a fim de validar os dados no sistema informatizado. Essa medida possibilitou    estudos apresentados em mostra nacional que evidenciaram que em Campo Grande,    em 2003, ocorreu sub-registro de 33,8% dos casos de tuberculose no Livro de    Registro e, no SINAN, de 63% dentre os diagnosticados pelo Laborat&oacute;rio    Central de Sa&uacute;de P&uacute;blica de Mato Grosso do Sul (LACEN-MS), com    recomenda&ccedil;&otilde;es que inclu&iacute;ram revis&atilde;o da rotina e    do fiuxo de informa&ccedil;&otilde;es do PCT.<sup>12</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As informa&ccedil;&otilde;es geradas pelo SINAN    t&ecirc;m inquestion&aacute;vel potencial de uso. A an&aacute;lise de relat&oacute;rios    para a avalia&ccedil;&atilde;o e monitoramento de indicadores epidemiol&oacute;gicos    e operacionais permite assegurar que as interven&ccedil;&otilde;es se fundamentam    na qualidade das informa&ccedil;&otilde;es.<sup>13</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este estudo teve como prop&oacute;sito proceder    a uma leitura da base estadual do banco de dados do SINANTuberculose gerado    pelo munic&iacute;pio de Campo Grande, enfocando os registros de coleta para    sorologia anti-HIV, os resultados encontrados e a preval&ecirc;ncia de co-infec&ccedil;&atilde;o    TB-HIV, al&eacute;m de buscar evid&ecirc;ncias de poss&iacute;veis inconsist&ecirc;ncias    em amostras de registros.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>MATERIAL E M&Eacute;TODO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Trata-se de um estudo descritivo retrospectivo,    com uso de dados secund&aacute;rios do munic&iacute;pio de Campo Grande, coletados    a partir do banco de dados do SINANTuberculose na base da SES. Foram impressos    relat&oacute;rios com tabula&ccedil;&otilde;es anuais do per&iacute;odo de 2000    a 2005, dos registros relativos aos resultados de sorologia anti-HIV e de relat&oacute;rios    de confer&ecirc;ncia de 2003 e 2004, al&eacute;m do uso do Livro de Registro    de Tuberculose.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Optou-se por utilizar as informa&ccedil;&otilde;es    de Campo Grande, por constitu&iacute;rem aproximadamente 27% das notifica&ccedil;&otilde;es    de tuberculose em Mato Grosso do Sul. O limite da casu&iacute;stica para a avalia&ccedil;&atilde;o    da qualidade dos registros decorreu da disponibilidade de c&oacute;pias dos    Livros de Registro de Tuberculose de 2003 na CEPCT.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os dados foram verificados em duas etapas. A    primeira, por meio da ferramenta TABWIN do SINAN-SES, com tabula&ccedil;&otilde;es    da sorologia anti-HIV discriminada segundo as categorias 'Ignorado ou Branco',    'Positivo', 'Negativo', 'Em Andamento' e 'N&atilde;o Realizado'. Foram considerados    como coletas os totais das categorias 'Positivo', 'Negativo' e 'Em Andamento'    e como testados para HIV somente os resultados das categorias 'Negativo' e 'Positivo'.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A segunda etapa consistiu no confronto dos registros    do livro de tuberculose de 2003, das unidades de sa&uacute;de do munic&iacute;pio    de Campo Grande, com os relat&oacute;rios de confer&ecirc;ncia do SINAN-SES    de 2003 e 2004, selecionando- se as seguintes vari&aacute;veis: data de notifica&ccedil;&atilde;o,    data de diagn&oacute;stico, nome do paciente e resultados do teste anti-HIV.    A amplia&ccedil;&atilde;o para o ano de 2004 foi necess&aacute;ria para permitir    identificar casos do Livro de Registro de Tuberculose de 2003 que constavam    no relat&oacute;rio de confer&ecirc;ncia de 2004.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os dados foram contabilizados com o programa    Excel, utilizando percentuais e n&uacute;meros absolutos, apresentados em forma    de figuras e tabelas para an&aacute;lise.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>RESULTADOS E DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De 2000 a 2005, houve no munic&iacute;pio de    Campo Grande 1554 casos notificados de tuberculose, com m&eacute;dia anual de    259 casos e discreto aumento ao longo desses anos. Em 2000, verificou-se um    menor n&uacute;mero de notifica&ccedil;&otilde;es, o que pode ser atribu&iacute;do    a sub-registros no SINAN, em decorr&ecirc;ncia da descentraliza&ccedil;&atilde;o    da digita&ccedil;&atilde;o desta doen&ccedil;a para a inst&acirc;ncia municipal,    ocorrida nesse ano.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A <a href="#tab1">Tabela 1</a> mostra a evolu&ccedil;&atilde;o    do n&uacute;mero de notifica&ccedil;&otilde;es de casos de tuberculose, do n&uacute;mero    de coletas para sorologia anti-HIV, dos registros de resultados dessa sorologia    e do n&uacute;mero de testes realizados.</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><a href="#tab1"><img src="/img/revistas/bps/v14n3/3a02t1.gif" border="0"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto &agrave; coleta para sorologia anti-HIV,    p&ocirc;de-se observar um incremento significativo, de 44,3% em 2000 a 85,5%    em 2005, evidenciando melhoria na oferta do teste, na ades&atilde;o a ele e    nos registros. Esses achados apontam que a vigil&acirc;ncia da co-infec&ccedil;&atilde;o    TB-HIV no munic&iacute;pio de Campo Grande atende &agrave;s orienta&ccedil;&otilde;es    da OMS, &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es do I Consenso Brasileiro de Tuberculose    e &agrave;s orienta&ccedil;&otilde;es do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,    em concord&acirc;ncia com os achados do estudo de Morimoto et al.,<sup>2</sup> em que se    concluiu que o teste deve ser realizado em todos os doentes com qualquer forma    de tuberculose, independentemente da presen&ccedil;a de quadro cl&iacute;nico    ou epidemiol&oacute;gico sugestivo de aids.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto ao registro de resultados da sorologia    anti- HIV no SINAN, observou-se uma varia&ccedil;&atilde;o progressiva nos resultados    negativos, de 50 em 2000 para 180 em 2005, e nos positivos, de 18 para 48 no    mesmo per&iacute;odo. Para os registros na categoria 'Em Andamento',    a varia&ccedil;&atilde;o foi m&iacute;nima, n&atilde;o ultrapassando 27 casos    anualmente, mas com redu&ccedil;&atilde;o de 27,7% em 2000 para 7,3% em 2005,    em decorr&ecirc;ncia do maior n&uacute;mero de registros de coleta para sorologia    anti-HIV que, de 94 em 2000, passou para 247 em 2005.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A redu&ccedil;&atilde;o dos percentuais da categoria    'Em Andamento' decorreu do maior n&uacute;mero de registros de coleta    com resultados v&aacute;lidos (positivos e negativos), e n&atilde;o propriamente    da melhoria dos registros. Isso demonstra que os registros no SINAN devem ser    sistematicamente monitorados e atualizados, de modo que, &agrave; medida que    tal rotina seja implementada, os registros da categoria 'Em Andamento'    deixem de ocorrer, passando em seu lugar a constar informa&ccedil;&otilde;es    que se prestem a subsidiar o diagn&oacute;stico da situa&ccedil;&atilde;o e    o planejamento das a&ccedil;&otilde;es de controle da co-infec&ccedil;&atilde;o    TB-HIV.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Desse conjunto de informa&ccedil;&otilde;es de    resultados de sorologia anti-HIV, os registros de resultados positivos permitem    determinar a preval&ecirc;ncia de co-infec&ccedil;&atilde;o TBHIV. A preval&ecirc;ncia    m&aacute;xima &eacute; calculada pela raz&atilde;o entre o n&uacute;mero de    casos de TB-HIV positivos e o n&uacute;mero de pacientes com tuberculose testados.    A preval&ecirc;ncia m&iacute;nima &eacute; dada pela raz&atilde;o entre o total    de casos de TB-HIV positivos e o total de casos de tuberculose notifi cados.8</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Assim, em Campo Grande, nesta s&eacute;rie hist&oacute;rica,    a preval&ecirc;ncia m&aacute;xima variou de 18,2% (35/192) em 2004 a 37,9% (36/95)    em 2002 e a preval&ecirc;ncia m&iacute;nima variou de 8,5% (18/212) em 2000    a 16,6% (48/289) em 2005 (<a href="#fig1">Figura 1</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><a href="#fig1"><img src="/img/revistas/bps/v14n3/3a02f1.gif" border="0"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ao longo dos anos, verificou-se um aumento crescente    de registros de sorologia anti-HIV positiva, demonstrado nos percentuais de    preval&ecirc;ncia de co-infec&ccedil;&atilde;o TB-HIV encontrados. Embora o    comportamento da preval&ecirc;ncia m&iacute;nima tenha sido de crescimento,    houve, para a preval&ecirc;ncia m&aacute;xima, uma oscila&ccedil;&atilde;o em    fun&ccedil;&atilde;o do universo de testados, com maior preval&ecirc;ncia no    ano de 2002, no qual menos de 50% dos doentes com tuberculose foram testados    para HIV. A tend&ecirc;ncia da preval&ecirc;ncia m&aacute;xima a partir de 2003,    per&iacute;odo em que mais de 60% dos doentes foram testados, decresceu, aproximando-se    da preval&ecirc;ncia m&iacute;nima.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Estes achados podem indicar que, nos &uacute;ltimos    anos, a preval&ecirc;ncia de co-infec&ccedil;&atilde;o TB-HIV obtida esteja    mais pr&oacute;xima da realidade. No entanto, ressalta-se que as preval&ecirc;ncias    m&aacute;xima e m&iacute;nima encontradas em Campo Grande, est&atilde;o acima    das encontradas pela OMS no final de 2000 nas Am&eacute;ricas (4%),<sup>1</sup> mas situam-se    dentro da faixa de percentuais de outros estados brasileiros.<sup>2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A preval&ecirc;ncia m&aacute;xima registrada    em 2002, em Campo Grande, aproximou-se da taxa de co-infec&ccedil;&atilde;o    por TB-HIV, de 34% para esse ano, encontrada em estudo realizado no munic&iacute;pio,<sup>14</sup>    em que se concluiu que o alto percentual poderia estar refietindo a oferta de    teste anti- HIV apenas para pacientes suspeitos de soropositividade, e n&atilde;o    para todos os notificados com tuberculose.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A an&aacute;lise nas listas de confer&ecirc;ncia    do SINAN de 2003 e 2004 permitiu a identifica&ccedil;&atilde;o de 26 casos de    tuberculose em 2003 com data de diagn&oacute;stico de anos anteriores e, na    lista de confer&ecirc;ncia de 2004, de 47 casos de tuberculose com data de diagn&oacute;stico    de 2003. Esse achado faz supor que a inclus&atilde;o no SINAN estava sendo feita    considerando a data da chegada da Ficha de Notifica&ccedil;&atilde;o/Investiga&ccedil;&atilde;o    ao setor de digita&ccedil;&atilde;o, e n&atilde;o a data de notifica&ccedil;&atilde;o    nela registrada, o que n&atilde;o est&aacute; em acordo com a rotina e as normas    de lan&ccedil;amento das notifica&ccedil;&otilde;es no SINAN.<sup>9</sup> Outros 70 casos    da lista de confer&ecirc;ncia do SINAN n&atilde;o foram identificados no Livro    de Registro de Tuberculose, o que demonstra a n&atilde;o-utiliza&ccedil;&atilde;o    desse instrumento em todas as unidades de sa&uacute;de que atendem casos de    tuberculose (<a href="#tab2">Tabela 2</a>).</font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><font size="2" face="Verdana"><a href="#tab2"><img src="/img/revistas/bps/v14n3/3a02t2.gif" border="0"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ao mesmo tempo, dos 267 casos relacionados no    Livro de Registro de Tuberculose, 41 n&atilde;o foram identificados na lista    do SINAN, o que corresponde a uma subnotifica&ccedil;&atilde;o de 15,3%, &iacute;ndice    inferior ao obtido em estudo semelhante<sup>15</sup> realizado em Fortaleza no per&iacute;odo    de 2000 a 2002, em que a subnoti fica&ccedil;&atilde;o de casos de tuberculose    ao SINAN foi de 18,5%.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A checagem dos registros de resultados da sorologia    anti-HIV, na lista de confer&ecirc;ncia do SINAN e no Livro de Registro de Tuberculose,    foi feita em 226 casos, dos quais 145 (64,2%) apresentavam registros concordantes.    Dentre os 81 registros discordantes (35,8%), os que apresentaram maior freq&uuml;&ecirc;ncia    foram aqueles cuja sorologia constava no SINAN como negativa, mas que no Livro    de Registro de Tuberculose havia outro registro diferente do padronizado, n&atilde;o    sendo poss&iacute;vel sua identifica&ccedil;&atilde;o. A segunda maior freq&uuml;&ecirc;ncia    foi a daqueles registrados no SINAN como negativos e para os quais constava    um tra&ccedil;o entre par&ecirc;nteses no Livro de Registro de Tuberculose,    o que se traduz, segundo padroniza&ccedil;&atilde;o do preenchimento, como n&atilde;o-realiza&ccedil;&atilde;o.    Esses dois erros representam 40,7% do total, fazendo supor que sua freq&uuml;&ecirc;ncia    maior seja decorrente do desconhecimento da padroniza&ccedil;&atilde;o de registro    no Livro de Tuberculose, bem como no Boletim de Acompanhamento de Casos de Tuberculose,    induzindo a interpreta&ccedil;&atilde;o equivocada. Outra hip&oacute;tese para    justificar tal diverg&ecirc;ncia &eacute; do prov&aacute;vel lan&ccedil;amento    do resultado de sorologia no SINAN sem registro pr&eacute;vio no livro de tuberculose    (<a href="#tab3">Tabela 3</a>).</font></p>     <p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><a href="#tab3"><img src="/img/revistas/bps/v14n3/3a02t3.gif" border="0"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>CONCLUS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O estudo evidencia ades&atilde;o progressiva    &agrave; rotina de testagem sorol&oacute;gica anti-HIV, ades&atilde;o essa que    permite inferir melhora no conhecimento dos t&eacute;cnicos sobre a import&acirc;ncia    de realiza&ccedil;&atilde;o desse teste, bem como a presen&ccedil;a de condi&ccedil;&otilde;es    para uma adequada abordagem dos doentes e para a realiza&ccedil;&atilde;o do    teste.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Constata-se tamb&eacute;m elevado percentual    de resultados na categoria 'Em Andamento'. Esse quadro n&atilde;o s&oacute;    se contrap&otilde;e ao esfor&ccedil;o dos profi ssionais que atendem os doentes    e lhes proporcionam aconselhamento, como tamb&eacute;m acarreta &ocirc;nus para    os servi&ccedil;os, dada a aus&ecirc;ncia de validade da informa&ccedil;&atilde;o.    Tais achados justificam uma revis&atilde;o desses registros, a fim de verificar    junto aos servi&ccedil;os que processam tais exames, se as amostras chegaram    ou n&atilde;o ao laborat&oacute;rio, se foram ou n&atilde;o processadas e se    os resultados foram levados ao conhecimento do paciente e dos solicitantes,    ou, ainda, se houve possibilidade de equ&iacute;voco no registro.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com base na evolu&ccedil;&atilde;o das preval&ecirc;ncias    m&aacute;xima e m&iacute;nima de co-infec&ccedil;&atilde;o TB-HIV em Campo Grande,    acredita- se que as registradas nos &uacute;ltimos anos estejam mais pr&oacute;ximas    da realidade, mesmo considerando-se as inconsist&ecirc;ncias de registros e    a subnotifica&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Constataram-se vieses de informa&ccedil;&atilde;o    decorrentes da rotina do Programa de Controle da Tuberculose no munic&iacute;pio,    tais como subnotifica&ccedil;&atilde;o no SINAN de 15,3% e aus&ecirc;ncia de    uso do Livro de Registro de Tuberculose em 25,4% dos casos, o que evidencia    n&atilde;o-conformidade na rotina e no fi uxo de informa&ccedil;&otilde;es do    programa para toda a rede de servi&ccedil;os que atende casos de tuberculose.    Constatou- se tamb&eacute;m discord&acirc;ncia em 35,8% dos resultados de sorologia    registrados no SINAN em rela&ccedil;&atilde;o aos constantes do Livro de Registro    de Tuberculose.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Considerando a relev&acirc;ncia da informa&ccedil;&atilde;o    para nortear os servi&ccedil;os, recomenda-se a realiza&ccedil;&atilde;o de    treinamentos e supervis&otilde;es voltados a incrementar a qualidade dos dados,    incluindo a atividade de confronto entre bancos de dados e com outros sistemas    do PCT.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para a gerente do PCT, cabe orientar os digitadores    a seguirem normas de inclus&atilde;o no SINAN, de modo a transcreverem fielmente    os registros constantes nas Fichas de Notifica&ccedil;&atilde;o/Investiga&ccedil;&atilde;o,    e realizar monitoramento constante da qualidade das informa&ccedil;&otilde;es,    por meio de ferramentas dispon&iacute;veis no SINAN, al&eacute;m de proceder    a uma sistem&aacute;tica avalia&ccedil;&atilde;o operacional e epidemiol&oacute;gica    do PCT, permitindo identificar incoer&ecirc;ncias e inconsist&ecirc;ncias nos    dados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ressalta-se a necessidade de divulga&ccedil;&atilde;o    destes achados entre os envolvidos, com o prop&oacute;sito de sensibiliz&aacute;los    sobre a necessidade de revis&atilde;o dos registros e de peri&oacute;dica avalia&ccedil;&atilde;o    na base de dados da tuberculose.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Espera-se que este estudo possa estimular os    profissionais envolvidos a repensar sua pr&aacute;tica cotidiana, gerando informa&ccedil;&otilde;es    de qualidade e possibilitando avalia&ccedil;&otilde;es precisas, tanto relativas    ao desempenho profissional como ao quadro epidemiol&oacute;gico relacionado    &agrave; tuberculose.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Harries A, Maher D, Graham S. TB/HIV Manual    Cl&iacute;nico. 2&ordf; ed. Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de.    Genebra. 2004: 43-50.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. Morimoto AA, Bonametti AM, Morimoto HK, Matsuo    T. Soropreval&ecirc;ncia da infec&ccedil;&atilde;o pelo v&iacute;rus da imunodefici&ecirc;ncia    humana em pacientes com tuberculose, em Londrina, Paran&aacute;. J Bras Pneumol.    2005;31(4): 325-31.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. BRASIL. Secretaria de Vigil&acirc;ncia em    Sa&uacute;de. Programa Nacional de Controle da Tuberculose. Boletim Epidemiol&oacute;gico.    mar&ccedil;o, 2006.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. MATO GROSSO DO SUL. Secretaria de Estado de    Sa&uacute;de. Coordena&ccedil;&atilde;o Estadual do Programa de Controle da    Tuberculose. Relat&oacute;rio do SINAN, 20 de dezembro de 2006.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.    Co-infec&ccedil;&atilde;o TB/HIV/AIDS &#8211; Linhas e diretrizes para o diagn&oacute;stico,    quimioprofilaxia e tratamento dos casos de TBC em pessoas infectadas pelo v&iacute;rus    da imunodefici&ecirc;ncia humana. Boletim Epidemiol&oacute;gico da AIDS. 1993:6(9).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6. Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia.    Corre&ccedil;&otilde;es no 1 Consenso Brasileiro de Tuberculose:1997. Jornal    Pneumologia. 1998;24(5):345-6.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.    Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de. Guia de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica,    Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de. 6&ordf; ed. Bras&iacute;lia:    Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, 2005: 732-756.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8. Lima MM, Belluomini M, Almeida MMMB, Arantes    GR. Co-infec&ccedil;&atilde;o HIV/tuberculose: necessidade de uma vigil&acirc;ncia    mais efetiva. Rev Sa&uacute;de Publica 1997; 31(3):217-20.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.    Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de. Centro de Refer&ecirc;ncia    Prof. H&eacute;lio Fraga. Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia.    Controle da Tuberculose: uma proposta de Integra&ccedil;&atilde;o Ensino-Servi&ccedil;o.    5&ordf; ed. Rio de Janeiro: FUNASA/CRPHF/ SBPT; 2002: 155-159.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10. Brito L.S.F. Sistema de informa&ccedil;&otilde;es    de agravos de notifica&ccedil;&atilde;o &#8211; SINAN. In: Funda&ccedil;&atilde;o    Nacional de Sa&uacute;de. Anais do semin&aacute;rio de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica.    Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de 1993, p. 145-146.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11. Dantas J, Freitas ME, Marques M. SINAN &#8211;    Superando desafios sem ultrapassar limites. 4.&ordf; Expoepi: Mostra Nacional    de Experi&ecirc;ncias Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Preven&ccedil;&atilde;o    e Controle de Doen&ccedil;as, Anais/Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Secretaria    de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,    2005.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">12. Marques M. Avalia&ccedil;&atilde;o da sub-notifica&ccedil;&atilde;o    ao SINAN de casos de tuberculose confirmados pelo LACEN/MS do munic&iacute;pio    de Campo Grande-MS, no ano de 2003. 5.&ordf; Expoepi: Mostra Nacional de Experi&ecirc;ncias    Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Preven&ccedil;&atilde;o e Controle de Doen&ccedil;as,    Anais/Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de.    Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, 2006.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">13. Ciriaco DL, Oliveira DMC. Monitora&ccedil;&atilde;o    da vigil&acirc;ncia por interm&eacute;dio do SINAN. 3.&ordf; Expoepi: Mostra    Nacional de Experi&ecirc;ncias Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Preven&ccedil;&atilde;o    e Controle de Doen&ccedil;as Anais/Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Secretaria    de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,    2004.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">14. Marques AMC, Vecchia ACSD, Nagassaki E, Arg&uuml;ello    PD, Colman VP. Epidemiologia da Tuberculose no Munic&iacute;pio de Campo Grande,    Mato Grosso do Sul. Bol Pneumol Sanit. 2005; 13(1):19- 25.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">15. Fa&ccedil;anha MC, Guerreiro MFF, Pinheiro    AC, Lima JRC, Vale RLS, Teixeira, GFD. Resgate de casos subnotificados de tuberculose    em Fortaleza-CE, 2000-2002. Bol Pneumol Sanit. 2003; 11(2):13-6.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/bps/v14n3/seta.gif" border="0"></a><b>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Marli Marques,    <br>   Parques dos Poderes, Bloco 7, Jardim Veraneio,    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Secretaria de Estado de Sa&uacute;de de Mato Grosso do Sul.    <br>   Campo Grande, MS    <br>   CEP 79031-902    <br>   e-mail:<a href="mailto:marlale3@hotmail.com">marlale3@hotmail.com</a> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Artigo recebido em 05/12/2006    <br>   Aceito em 12/12/2006</font></p>      ]]></body><back>
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<surname><![CDATA[Harries]]></surname>
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<source><![CDATA[TB/HIV Manual Clínico]]></source>
<year>2004</year>
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<page-range>43-50</page-range><publisher-loc><![CDATA[Genebra ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Organização Mundial de Saúde]]></publisher-name>
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