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<journal-title><![CDATA[Boletim de Pneumologia Sanitária]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Abandono do tratamento da tuberculose em pacientes co-infectados com HIV, em Itajaí, Santa Catarina, 1999 - 2004]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Faculdade de Medicina da PUC-SP Divisão Cientifica do Instituto de Infectologia Emílio Ribas ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[AIM: To identify the reasons why patients with TB and HIV default from treatment at the AIDS Reference Center in Itajaí, Santa Catarina, during the period June 1999 - November 2004. METHOD: Study of patients who had defaulted from treatment. Data obtained from the Day- Hospital medical files and from questionnaires applied during home visits. Demographic, socio-economic and epidemiological features, as well as problems regarding access to public services, the use of alcohol and drugs and other difficulties in following the therapeutic regimen were evaluated. RESULTS: 61 (6.7 %) patients (41 (4.5%) pulmonary cases and 20 (22%) extra pulmonary) from the 905 who live in Itajaí had abandoned the TB treatment. For several reasons, 22 of those patients were excl0uded, and only 19 patients -14 (73,7%) men and 5 (26,3%) women- were analysed. Mean age: 36,8 years. 13 (68,4%) were white, 4 (21.1%) black and 2 ( 10.51%) other. 15 (78.9%) out of the 19 patients had quit the treatment once or twice, .and in 7 (36,8%) cases, the abandonment occurred on the 4th month of treatment, 14 (74%) out of the 19 patients were shown to have HIV before tuberculosis was diagnosed. CONCLUSION: there were multiple causes for the abandonment and most of them related to low educational level, unfavorable social conditions, social exclusion, and the side effects of the medication.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[tuberculose]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b><a name="topo"></a>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p align="right">&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Abandono do tratamento da tuberculose em pacientes    co-infectados com HIV, em Itaja&iacute;, Santa Catarina, 1999 - 2004</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Mari Dalva Cortezi<sup>I</sup>; Marcos Vinicius da Silva<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <sup>I</sup>Sa&uacute;de Coletiva Universidade    do Sul de Santa Catarina (UNISUL), Endere&ccedil;o: Av. das Arapongas 455, cond.    Res. Aririb&aacute;, Balne&aacute;rio Cambori&uacute;-SC, Cep 88330000, tel.    99771017. <a href="mailto:vossgrau@ig.com.br">vossgrau@ig.com.br</a>    <br>   <sup>II</sup>Marcos Vinicius da Silva, Faculdade de Medicina da PUC-SP e Divis&atilde;o    Cientifica do Instituto de Infectologia Em&iacute;lio Ribas, <a href="mailto:msilva@emilioribas.sp.gov.br">msilva@emilioribas.sp.gov.br</a>    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>OBJETIVO:</b> identificar as causas de abandono    de tratamento da tuberculose em pacientes com a co-infec&ccedil;&atilde;o tuberculose/    HIV, no Servi&ccedil;o de Refer&ecirc;ncia de aids de Itaja&iacute;-SC, no per&iacute;odo    de junho de 1999 a novembro de 2004.    <br>   <b>M&Eacute;TODO:</b> foi realizado um estudo transversal junto aos pacientes    em situa&ccedil;&atilde;o de abandono de tratamento. Os dados foram obtidos    dos prontu&aacute;rios m&eacute;dicos no arquivo do Hospital-Dia, seguido de    aplica&ccedil;&atilde;o de question&aacute;rio por meio de visita domiciliar.    Avaliaram-se as caracter&iacute;sticas demogr&aacute;ficas, socioecon&ocirc;micas    e epidemiol&oacute;gicas, bem como, problemas de acesso ao servi&ccedil;o de    sa&uacute;de p&uacute;blica, uso de &aacute;lcool e de drogas e dificuldades    impeditivas na terap&ecirc;utica medicamentosa.    <br>   <b>RESULTADO:</b> dos 905 pacientes residentes em Itaja&iacute; 61 (6,7%) encontravam-se    em situa&ccedil;&atilde;o de abandono de tratamento da tuberculose, sendo que,    41 (4,5%) apresentavam a forma pulmonar e 20 (2,2%) a extra-pulmonar. Exclu&iacute;dos,    por diversos motivos, 22 pacientes, restaram, para an&aacute;lise 19. A distribui&ccedil;&atilde;o    destes, em rela&ccedil;&atilde;o ao sexo, foi de 14 (73,7%) homens e 5 (26,3%)    mulheres; a m&eacute;dia das idades alcan&ccedil;ou 36,8 anos; quanto &agrave;    etnia, 13 (68,4%) eram brancos, 4 (21,1%) negros e 2 (10,51%) outras; 15 (78,9%)    tinham entre 1 a 2 abandonos; em 7 (36,8%) o abandono ocorreu no 4&deg; m&ecirc;s    de tratamento; 14 (74%) apresentaram diagn&oacute;stico de HIV antes da tuberculose.    <br>   <b>CONCLUS&Atilde;O:</b> as causas de abandono de tratamento da tuberculose    s&atilde;o m&uacute;ltiplas e relacionadas &agrave; baixa escolaridade, &agrave;    desfavor&aacute;vel condi&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica, &agrave; exclus&atilde;o    social e aos efeitos colaterais da medica&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave:</b> tuberculose, aids, co-infec&ccedil;&atilde;o    TB/aids, abandono.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>AIM:</b> To identify the reasons why patients    with TB and HIV default from treatment at the AIDS Reference Center in Itaja&iacute;,    Santa Catarina, during the period June 1999 - November 2004.    <br>   <b>METHOD:</b> Study of patients who had defaulted from treatment. Data obtained    from the Day- Hospital medical files and from questionnaires applied during    home visits. Demographic, socio-economic and epidemiological features, as well    as problems regarding access to public services, the use of alcohol and drugs    and other difficulties in following the therapeutic regimen were evaluated.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <b>RESULTS:</b> 61 (6.7 %) patients (41 (4.5%) pulmonary cases and 20 (22%)    extra pulmonary) from the 905 who live in Itaja&iacute; had abandoned the TB    treatment. For several reasons, 22 of those patients were excl0uded, and only    19 patients -14 (73,7%) men and 5 (26,3%) women- were analysed. Mean age: 36,8    years. 13 (68,4%) were white, 4 (21.1%) black and 2 ( 10.51%) other. 15 (78.9%)    out of the 19 patients had quit the treatment once or twice, .and in 7 (36,8%)    cases, the abandonment occurred on the 4th month of treatment, 14 (74%) out    of the 19 patients were shown to have HIV before tuberculosis was diagnosed.    <br>   <b>CONCLUSION:</b> there were multiple causes for the abandonment and most of    them related to low educational level, unfavorable social conditions, social    exclusion, and the side effects of the medication. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key-words:</b> tuberculosis, AIDS, co-infection,    TB/AIDS, abandonment.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A tuberculose (TB) &eacute; um problema mundial    de   sa&uacute;de coletiva nos pa&iacute;ses desenvolvidos e, principalmente,   naqueles em desenvolvimento. No Brasil, o Programa   Nacional de Controle da TB implantou o esquema terap&ecirc;utico   de curta dura&ccedil;&atilde;o, auto-administrado, na d&eacute;cada de   70 e deu subs&iacute;dios t&eacute;cnicos e operacionais &agrave;s unidades    de   sa&uacute;de para centralizar o tratamento dessa doen&ccedil;a. Desde   aquela &eacute;poca os medicamentos s&atilde;o fornecidos gratuitamente   a todos os pacientes.35</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Segundo a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da    Sa&uacute;de11,41 o Brasil ocupa a 15&ordf; posi&ccedil;&atilde;o entre os pa&iacute;ses    com maior carga de TB, com mais de 90.000 casos novos por ano. A Regi&atilde;o    Sul foi respons&aacute;vel por 36,45% dos casos de TB no Brasil , em 2000. Neste    mesmo ano, no estado de Santa Catarina, o coeficiente de incid&ecirc;ncia da    TB foi de 30,4 por 100.000 habitantes e, no munic&iacute;pio de Itaja&iacute;-SC,    de 51 por 100.000 habitantes.36,39</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nos pacientes co-infectados com TB e aids, o    risco   anual de desenvolvimento da TB &eacute; maior do que nos pacientes   sem aids.23,32</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na co-infec&ccedil;&atilde;o TB/aids face ao    grave comprometimento   da imunidade celular pelo HIV e tendo em vista a   necessidade de tratamento para esta retrovirose com grande   quantidade de medicamentos, o risco de abandono do   tratamento da TB, pode ser maior.17</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O presente estudo tem por objetivo conhecer as   causas de abandono do tratamento da tuberculose nos pacientes   co-infectados, atendidos no servi&ccedil;o de refer&ecirc;ncia   de aids, no munic&iacute;pio de Itaja&iacute;, no per&iacute;odo de junho de   1999 a novembro de 2004.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>CASU&Iacute;STICA E M&Eacute;TODO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O munic&iacute;pio de Itaja&iacute; est&aacute;    localizado no litoral Norte   de Santa Catarina, com popula&ccedil;&atilde;o de 147.463 habitantes,   segundo o IBGE 2003.13 A atividade econ&ocirc;mica do   munic&iacute;pio adv&eacute;m, em 7,72%, do setor prim&aacute;rio, 31,76%   do secund&aacute;rio e 63,35% do com&eacute;rcio e da presta&ccedil;&atilde;o    de   servi&ccedil;os.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A cidade caracteriza-se como p&oacute;lo regional    exportador.   Os maiores pa&iacute;ses consumidores dos produtos   exportados pelo Porto de Itaja&iacute; localizam-se na   Europa, Am&eacute;rica do Norte, Oriente M&eacute;dio e Extremo   Oriente.30</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A cidade contempla ainda, belas praias, entre    outros   pontos tur&iacute;sticos, visitados por pessoas de diversas partes   do mundo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A rede p&uacute;blica de sa&uacute;de de Itaja&iacute;    &eacute; constitu&iacute;da por 06 centros de refer&ecirc;ncia, 10 policl&iacute;nicas,    11 unidades de sa&uacute;de, um Hospital-Dia, um Pronto Atendimento 24hs, um    laborat&oacute;rio Macro-Regional de an&aacute;lises cl&iacute;nicas e dois    ambulat&oacute;rios. Possui 17 equipes de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia distribu&iacute;das    nos bairros, um hospital geral de refer&ecirc;ncia e um hospital pedi&aacute;trico.    O Hospital- Dia &eacute; o local de refer&ecirc;ncia da regi&atilde;o para o    atendimento dos pacientes com HIV/ aids, dos profissionais de sa&uacute;de acidentados    com material biol&oacute;gico e tamb&eacute;m das v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia    sexual.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As informa&ccedil;&otilde;es sobre os pacientes    co-infectados   em situa&ccedil;&atilde;o de abandono de tratamento da TB, no per&iacute;odo   proposto neste estudo, foram obtidas dos prontu&aacute;rios   m&eacute;dicos no arquivo do Hospital- Dia de Itaja&iacute;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O abandono foi caracterizado pelo n&atilde;o    comparecimento   do paciente &agrave; unidade de sa&uacute;de por mais de 30 dias   consecutivos, ap&oacute;s a data aprazada para o retorno.22</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os pacientes em abandono que participaram do    estudo foram entrevistados nas respectivas resid&ecirc;ncias e convidados a    responderem a um question&aacute;rio com perguntas que possibilitassem conhecer    as condi&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas, escolaridade, problemas de    acesso ao servi&ccedil;o de sa&uacute;de p&uacute;blica especializado e dificuldades    impeditivas para a continuidade da terap&ecirc;utica medicamentosa.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Este projeto foi aprovado pelo Comit&ecirc; de    &Eacute;tica em   Pesquisa da Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL)   protocolo n&uacute;mero 04.126-5.06. O estudo foi iniciado   ap&oacute;s a explica&ccedil;&atilde;o do termo de consentimento livre e   esclarecido e a anu&ecirc;ncia do paciente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para a elabora&ccedil;&atilde;o do banco de dados    e an&aacute;lise estat&iacute;stica   foram utilizados os programas Epi Info 6.0 e Epi   Data, e o teste do qui-quadrado de homogeneidade ou   teste de Fischer, para o cruzamento das vari&aacute;veis pouco   frequ&ecirc;ntes.5</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>RESULTADOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No per&iacute;odo deste estudo foram cadastrados,    no servi&ccedil;o, 1936 pacientes. Destes, 905 residiam em Itaja&iacute;, dos    quais, 61 (6,7%) estavam em situa&ccedil;&atilde;o de abandono de tratamento    da TB; 41 (4,5%) com forma pulmonar e 20 (2,2%) extra-pulmonar. Dos 41 pacientes,    com forma a pulmonar da doen&ccedil;a, em situa&ccedil;&atilde;o de abandono,    22 foram exclu&iacute;dos pelos seguintes motivos: tr&ecirc;s por mudarem-se    para outros munic&iacute;pios, um por alta por cura, dois n&atilde;o localizados,    10 por &oacute;bito, quatro por mudan&ccedil;a de domic&iacute;lio, um por estar    preso e um por codifica&ccedil;&atilde;o errada, uma vez que se tratava de TB    extra-pulmonar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dos 19 pacientes estudados 14 (73,7%) eram homens   e cinco (26,3%) mulheres. A m&eacute;dia das idades dos   pacientes foi de 36,8 anos, &plusmn; 9,5 anos, variando de 19 anos   a 54 anos. Entre os homens a m&eacute;dia das idades foi de 37,6   anos e entre as mulheres de 34,4 anos. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; etnia,   13 (68,4%) eram da branca, quatro (21,1%) da negra e   dois (10,51%) de outras.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Todos os pacientes eram brasileiros, um (5,2%)    natural   de S&atilde;o Paulo, um (5,2%) do Rio Grande do Sul e   17 (89,6%) de Santa Catarina. Destes, 14 (73,6%) eram   procedentes de Itaja&iacute;, quatro (21%) eram de outros munic&iacute;pios   sendo um (5,2%) de Blumenau, um (5,2%) de   Curitibanos, um (5,2%) de Atalanta e um (5,2%) de Major   Gercino.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Destes pacientes, 18 (94,7%) residiam em &aacute;rea    urbana   e um (5,2%) em &aacute;rea rural. Em rela&ccedil;&atilde;o ao tempo de   resid&ecirc;ncia, 14 (73,7%) deles residiam h&aacute; mais de oito anos   na mesma localidade, dois (10,5%) entre tr&ecirc;s e cinco anos   e tr&ecirc;s (15,8%) h&aacute; um ano.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto ao estado civil, seis (31,6%) pacientes    eram solteiros, cinco (26,3%) separados, cinco (26,3%) viviam em uni&atilde;o    n&atilde;o consensual, dois (10,5%) vi&uacute;vos e um 5,2% casado. Quatorze    (73,7%) tinham filhos,em n&uacute;mero que variava de um a seis filhos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O n&uacute;mero de moradores no mesmo domic&iacute;lio    do   paciente foi de: 4 a 6 pessoas em sete (36,8%) casos, de   sete ou mais moradores em seis (31,6%), duas e tr&ecirc;s pessoas   em quatro (21,1%) e uma &uacute;nica pessoa em dois (10,5%)   casos. Destes pacientes, sete (36,8%) relataram que entre   cinco e seis pessoas dormiam no mesmo c&ocirc;modo que o   paciente, cinco (26,3%) referiram entre sete ou mais, quatro   (21,1%) entre tr&ecirc;s e quatro (15,8%) entre uma e duas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; escolaridade,    12 (63,2%) pacientes tinham o primeiro grau incompleto, um (5,3%) completo,    quatro (21,1%) o ensino m&eacute;dio incompleto e dois (10,5%) eram analfabetos.    As profiss&otilde;es exercidas neste grupo foram as de pedreiro com tr&ecirc;s    (15,7%) pacientes e de dom&eacute;stica com duas (10,5%) pacientes. Sete (36,8%)    pacientes encontravam-se desempregados, cinco (21,3%) em emprego formal, quatro    (21,5%) informal e tr&ecirc;s (12,7%) aposentados. Destes, oito (42,1%) pacientes    tinham renda familiar, quatro (21%) emprego remunerado, quatro (21%) aposentadoria    e tr&ecirc;s (15,7%) aux&iacute;lio doen&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O crit&eacute;rio de classifica&ccedil;&atilde;o    socioecon&ocirc;mica Brasil 2000,3 mostrou que sete (36,8%) pacientes pertenciam    &agrave; classe social E, com renda m&eacute;dia familiar (rmf) de R$ 207,00,    equivalente a US$ 79,61, seis (31,6%) &agrave; C com rmf de R$ 907,00, equivalente    a US$ 348,84, cinco (26,3%) &agrave; D com rmf de R$ 424,00, equivalente a US$    163,00 e um (5,3%) &agrave; B com rmf de R$ 1.669,00, equivalente a US$ 641,92.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os antecedentes de abandono anterior de tratamento    da TB, pr&eacute;vio ao atual, s&atilde;o apresentados na <a href="#fig1">Figura    1</a>.</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><a href="#fig1"><img src="/img/revistas/bps/v14n3/3a04f1.gif" border="0"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">O momento do tratamento em que ocorreu o abandono    &eacute; apresentado na <a href="#fig2">Figura 2</a>.</font></p>     <p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><font size="2" face="Verdana"><a href="#fig2"><img src="/img/revistas/bps/v14n3/3a04f2.gif" border="0"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em cinco (26%) pacientes o diagn&oacute;stico    de aids foi   estabelecido ap&oacute;s o de TB e em 17 (74%) antes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os esquemas terap&ecirc;uticos empregados no    tratamento da TB nestes pacientes foram: o esquema I em oito (42%) e o IR em    11(57,8%). Destes, 10 (52,6%) tamb&eacute;m usavam anti-retrovirais, sete (36,8%)    medicamentos para profilaxia prim&aacute;ria ou secund&aacute;ria de doen&ccedil;as    oportunistas e 10 (52,6%) faziam uso de outros medicamentos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Treze (68,4%) tinham antecedentes de pris&atilde;o,    sendo   10 (71,4%) do sexo masculino e tr&ecirc;s do feminino (60%)   (RR=1,10 e p=0,52).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto ao consumo de bebidas alco&oacute;licas,    sete   (36,8%) consumiram-na por mais de 20 vezes no &uacute;ltimo   m&ecirc;s, tr&ecirc;s do sexo feminino e quatro do masculino   (RR=0,48 e p=0.48). Em rela&ccedil;&atilde;o ao uso de tabaco, 13   (68,4%) pacientes usaram esta subst&acirc;ncia no &uacute;ltimo m&ecirc;s,   quatro do sexo feminino e nove do masculino (RR=0,80   e p= 0,47).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O uso de droga inalat&oacute;ria foi relatado    por tr&ecirc;s   (15,8%) dos pacientes, sendo um (7,1%) do sexo masculino   e dois (40%) do feminino (RR=0,19 e p= 0,15). N&atilde;o   houve relato do uso de drogas injet&aacute;veis.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o ao conhecimento pr&eacute;vio    sobre a transmiss&atilde;o   da TB, 16 (84,2%) pacientes tinham conhecimento,   14 (73,7%) relataram que a transmiss&atilde;o se dava pela   tosse de indiv&iacute;duos doentes, 11 (57,9%) pela utiliza&ccedil;&atilde;o   de utens&iacute;lios dom&eacute;sticos contaminados e um (5,3%) n&atilde;o   soube responder. Outras formas de transmiss&atilde;o relatadas   pelos pacientes foram: pelo sangue, suor, uso de toalhas e   de len&ccedil;&oacute;is. Em rela&ccedil;&atilde;o ao conhecimento pr&eacute;vio    sobre o   tratamento da TB, 10 (53%) pacientes relataram seis meses,   cinco (26%) n&atilde;o souberam responder e quatro (21%)   relataram de dois a quatro meses. O tempo de tratamento   preconizado pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de foi corretamente   informado pelos pacientes do sexo feminino e por 35,7%   do masculino.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As causas de abandono do tratamento da tuberculose    nos pacientes co-infectados foram atribu&iacute;das ao indiv&iacute;duo, ao    servi&ccedil;o de sa&uacute;de e aos medicamentos. Estes resultados s&atilde;o    apresentadas nas <a href="#tab1">Tabelas 1</a>, <a href="#tab2">2</a> e <a href="#tab3">3</a>.</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><a href="#tab1"><img src="/img/revistas/bps/v14n3/3a04t1.gif" border="0"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><a href="#tab2"><img src="/img/revistas/bps/v14n3/3a04t2.gif" border="0"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><a href="#tab3"><img src="/img/revistas/bps/v14n3/3a04t3.gif" border="0"></a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">As respostas dos pacientes em rela&ccedil;&atilde;o    ao conhecimento das conseq&uuml;&ecirc;ncias do abandono de tratamento da TB,    foram as seguintes: 16 (84,2%) responderam que a doen&ccedil;a leva &agrave;    morte, tr&ecirc;s (15,8%) que os bacilos da TB n&atilde;o morrem e tr&ecirc;s    (15,8%) que a doen&ccedil;a n&atilde;o tem conseq&uuml;&ecirc;ncias. Quanto    &agrave; atitude frente ao retratamento, 14 (73,7%) pacientes afirmaram que    queriam tratar a doen&ccedil;a para se curarem, dois (10,5%) queriam tratar    a doen&ccedil;a para obter os benef&iacute;cios propiciados pelo INSS nesses    casos e um (5,3%) achava que iria abandonar o tratamento novamente.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A taxa de abandono de tratamento de TB neste    estudo   foi de 6,7% maior do que a referida pela Organiza&ccedil;&atilde;o   Mundial da Sa&uacute;de, como aceit&aacute;vel, que &eacute; de 5%.   Alguns estudos realizados em Montreal,8 S&atilde;o Paulo,   27 Paran&aacute;,20 Mal&aacute;sia,25 Madri,31 Goi&acirc;nia,33 Barcelona,38   revelaram taxas de 10,2% a 59,2%.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No Brasil o abandono de tratamento por parte    do doente &eacute; caracterizado pelo n&atilde;o comparecimento &agrave; unidade    de sa&uacute;de por 30 dias consecutivos. Antes de ser caracterizado como abandono    &eacute; necess&aacute;rio que se fa&ccedil;a a busca do paciente, seja por    telefone ou por visita domiciliar. Neste estudo n&atilde;o foi verificado se    os profissionais de sa&uacute;de seguiram o protocolo do Minist&eacute;rio da    Sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o ao sexo, em Itaja&iacute;-SC,    o abandono de tratamento   ocorreu em 50,7% nas mulheres e 49,1% nos homens16.   Sendo a casu&iacute;stica masculina maior quando considerada   a distribui&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o em geral. Diferentes    estudos   sobre tuberculose.8,18,27,40 Melo et al 20 encontraram resultados   diferentes com idade predominante de 60 anos ou mais. Idades   inferiores ao do nosso estudo foram observadas em Barcelona   (15 a 29 anos) e em Cuba (15 a 34 anos).37</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No nosso estudo a etnia branca correspondeu a   68,4%, sendo a mesma da distribui&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o    em   geral na regi&atilde;o Sul, onde predominam as etnias branca   e parda.2,13 Outros estudos com pacientes co-infectados,   que avaliaram esta vari&aacute;vel, mostraram que foi mais freq&uuml;ente   o abandono no grupo &eacute;tnico caucasiano, com altas   taxas como 67%4 e 94%25, 80% na branca7 e 60,1% na   parda.33 A composi&ccedil;&atilde;o &eacute;tnica de uma popula&ccedil;&atilde;o    pode ser   distinta devido &agrave; miscigena&ccedil;&atilde;o, portanto deve-se considerar   as caracter&iacute;sticas pr&oacute;prias de cada regi&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No presente estudo, a maioria dos pacientes em    situa&ccedil;&atilde;o de abandono de tratamento eram da regi&atilde;o urbana,    diferente de outros estudos realizados no M&eacute;xico1 e na Mal&aacute;sia.    25 As localidades onde estes pacientes residiam estavam dentro das &aacute;reas    de abrang&ecirc;ncia do Servi&ccedil;o de Assist&ecirc;ncia da Secretaria de    Sa&uacute;de de Itaja&iacute;, com atua&ccedil;&atilde;o do Programa de Sa&uacute;de    da Fam&iacute;lia. Os resultados encontrados podem ser decorrentes da dificuldade    encontrada por esse Programa, nas a&ccedil;&otilde;es de controle da TB. Para    melhorar essa participa&ccedil;&atilde;o, propomos que seja estabelecida parceria    com os membros da comunidade, pois estes podem ser futuramente cuidadores dos    pacientes, assim como ocorre em outros pa&iacute;ses.19 Desta forma, a participa&ccedil;&atilde;o    comunit&aacute;ria poder&aacute; representar grande avan&ccedil;o no cuidado    de pacientes com TB.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com rela&ccedil;&atilde;o ao estado civil dos    pacientes, n&atilde;o diferiram dos encontrados em outros estudos, onde, os    solteiros abandonaram mais o tratamento.8,18,33 Homens jovens, solteiros ou    separados t&ecirc;m menos preocupa&ccedil;&atilde;o com o tratamento e aderem    menos &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas.12 Esta observa&ccedil;&atilde;o    diverge da de outros autores, que verificaram que o abandono do tratamento ocorre    com maior freq&uuml;&ecirc;ncia nos pacientes casados. 25,29</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Pacientes que possuem algum companheiro como   parte integrante da sua fam&iacute;lia, pode auxiliar significativamente com    a melhora na ades&atilde;o, devido o maior est&iacute;mulo   e apoio para seguir o tratamento da TB e da aids.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Neste estudo foi observado que em 36,8% dos pacientes   em abandono de tratamento, estes dormiam no   mesmo c&ocirc;modo com outras quatro a seis pessoas. Esta   situa&ccedil;&atilde;o &eacute; muito perigosa e pode levar ao aumento na dissemina&ccedil;&atilde;o   da TB entre os membros da mesma fam&iacute;lia e, a   partir destes, para a comunidade. Assim, os pacientes em   abandono de tratamento, tendem a perpetuarem a cadeia   de transmiss&atilde;o da doen&ccedil;a. Nestas popula&ccedil;&otilde;es, socialmente   desassistidas, o risco de infec&ccedil;&atilde;o por TB &eacute; maior do que   na popula&ccedil;&atilde;o em geral.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A escolaridade dos pacientes entrevistados foi    baixa, 63,2% deles tinham apenas o primeiro grau incompleto. A baixa escolaridade    dificulta a auto-promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de do paciente e para tentar    superar este obst&aacute;culo h&aacute; necessidade de adequa&ccedil;&atilde;o    da linguagem dos profissionais da sa&uacute;de para melhor o entendimento dos    pacientes sobre a gravidade da doen&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nos grupos populacionais menos favorecidos, a   co-infec&ccedil;&atilde;o al&eacute;m de comprometer a capacidade produtiva   do indiv&iacute;duo, impossibilita-o de garantir o sustento, por   exclus&atilde;o do mercado de trabalho, dependendo de aux&iacute;lio   do governo, de Organiza&ccedil;&otilde;es N&atilde;o Governamentais ou de   terceiros para sobreviver. Estes fatores sociais n&atilde;o podem   ser tratados isoladamente, tais aspectos interligam-se e resultam   na baixa qualidade de vida do indiv&iacute;duo, comprometendo   a cura da TB e o controle da aids.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os antecedentes de abandonos nos tratamentos    institu&iacute;dos, como os encontrados neste estudo, onde 78,9% dos pacientes    tinham entre um e dois abandonos pr&eacute;vios, pode levar ao aparecimento    de cepas de bacilos resistentes. Isto p&otilde;e em risco a comunidade e os    profissionais de sa&uacute;de, contribuindo para agravar ainda mais a situa&ccedil;&atilde;o    epidemiol&oacute;gica da Tb.27</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em 78,8% dos pacientes deste estudo, a interrup&ccedil;&atilde;o    do tratamento ocorreu entre o segundo e o quarto m&ecirc;s, quando o paciente    apresenta boa melhora cl&iacute;nica. Caso o paciente n&atilde;o receba orienta&ccedil;&atilde;o    adequada da equipe de sa&uacute;de sobre o tempo de tratamento da TB, regularidade    do uso das drogas e conseq&uuml;&ecirc;ncias adversas da interrup&ccedil;&atilde;o    do mesmo, a ades&atilde;o poder&aacute; ser comprometida. Nas situa&ccedil;&otilde;es    de abandono de tratamento, os pacientes deixam de tomar todos os medicamentos,    inclusive os indicados para aids, o que compromete a efic&aacute;cia dos ARV,15    acarretando piora cl&iacute;nica e morte, al&eacute;m de aumentar a resist&ecirc;ncia    viral aos mesmos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Neste estudo, em 74% dos pacientes, o diagn&oacute;stico   de HIV/aids foi estabelecido antes do de TB. Em outros estudos os diagn&oacute;sticos    foram concomitantes31 ou o da   TB sucedeu ao de aids6,10</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os esquemas terap&ecirc;uticos empregados no    tratamento da TB nestes pacientes foram: o esquema I 42%, e em retratamento    57,8%. Os pacientes que usaram ARV correspondeu a 52,6%, uso de profilaxia 36,8%    e em uso de outras medica&ccedil;&otilde;es 52,6%.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em estudo realizado em S&atilde;o Paulo, foi    verificado que pacientes reingressados ao tratamento da TB ap&oacute;s abandono,    estes eram provenientes do sistema penitenci&aacute;rio, co-infectados.27 No    presente estudo, 68,4% dos pacientes eram egressos desse sistema. Nas pris&otilde;es    superlotadas, onde indiv&iacute;duos co-infectados tornam a problem&aacute;tica    alarmante tanto para os detentos como para os funcion&aacute;rios. Nos pres&iacute;dios,    a alta rotatividade dos profissionais de sa&uacute;de e a descontinuidade das    a&ccedil;&otilde;es de Sa&uacute;de Coletiva comprometem o controle da doen&ccedil;a.    Neste sentido, &eacute; necess&aacute;rio vencer as dificuldades organizacionais    e pol&iacute;ticas para que seja exeq&uuml;&iacute;vel a aplica&ccedil;&atilde;o    de estrat&eacute;gias que garantam o controle mais efetivo dessas doen&ccedil;as.    Alguns estudos mostraram que o uso de drogas e &aacute;lcool, al&eacute;m da    co-infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV, antecedentes epidemiol&oacute;gicos pelo    HIV, foram fatores preditores de abandono de tratamento.2,8,12,24,25,29,34,40</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O desconhecimento sobre transmiss&atilde;o e    o tempo de tratamento s&atilde;o fatores que podem determinar o abandono do    tratamento da TB. As respostas err&ocirc;neas dos pacientes sobre o conhecimento    da TB, podem contribuir para o abandono de tratamento. Em alguns estudos, assim    como neste, ficou demonstrado o desconhecimento dos pacientes sobre a transmiss&atilde;o    da TB. Verificou-se que alguns n&atilde;o sabiam identificar como a TB lhes    atingia26 e outros, atribu&iacute;ram a transmissibilidade da doen&ccedil;a    aos utens&iacute;lios dom&eacute;sticos compartilhados, aos alimentos,40 &agrave;s    rela&ccedil;&otilde;es sexuais,1 ao cigarro, &agrave; inala&ccedil;&atilde;o    de produtos qu&iacute;micos e &agrave; transmiss&atilde;o gen&eacute;tica.18    Isto sugere a falta de v&iacute;nculo entre o paciente e a equipe de sa&uacute;de.9    As quest&otilde;es inerentes ao tratamento poder&atilde;o ser abordadas em din&acirc;mica    de grupos de doentes. Esta estrat&eacute;gia tem a finalidade de fortalecer    o v&iacute;nculo entre o paciente e a equipe de sa&uacute;de, al&eacute;m de    ajudar o paciente a concluir o tratamento a partir do conhecimento das conseq&uuml;&ecirc;ncias    advindas do abandono.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Dentre as causas de abandono de tratamento atribu&iacute;das   ao servi&ccedil;o de sa&uacute;de, ao indiv&iacute;duo e &agrave; medica&ccedil;&atilde;o,   destacam-se a melhora cl&iacute;nica (73,7%), a demora na sala   de espera (47,4%) e os efeitos colaterais dos medicamentos   (73,7%). O abandono est&aacute; relacionado ao momento e   &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es enfrentadas pelo paciente, sendo estes determinantes   do abandono.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As causas ligadas ao paciente citadas na literatura    s&atilde;o: dificuldade financeira e desemprego, n&atilde;o ter dinheiro para    o transporte,8,40 brigar com a equipe de sa&uacute;de,40 uso de &aacute;lcool    e drogas12, melhora cl&iacute;nica,8,40 ter sido hospitalizado,8,33 trabalho    integral, interrup&ccedil;&atilde;o da rotina,12 exist&ecirc;ncia de doen&ccedil;as    associadas,9,28 tempo de tratamento, n&atilde;o ter informado a fam&iacute;lia    sobre a doen&ccedil;a,28 &oacute;bito na fam&iacute;lia, desemprego, falta de    ajuda de custo e por ter privilegiado o tratamento de HIV, dist&acirc;ncia entre    a resid&ecirc;ncia e o servi&ccedil;o de sa&uacute;de.25</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Entre as causas de abandono de tratamento atribu&iacute;das    ao servi&ccedil;o de sa&uacute;de, alguns estudos relataram o fato de n&atilde;o    ter medicamentos na farm&aacute;cia, tempo de tratamento era de oito meses,40    demora a serem atendidos,26 n&atilde;o haver busca de faltosos, falta de seguimento    bacteriol&oacute;gico, falta de orienta&ccedil;&atilde;o do doente em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; coleta de escarro, &agrave; doen&ccedil;a e ao tratamento,26 falhas    de agendamento nos retornos,27 falta de busca ativa e visitas domiciliares,14    filas, mau atendimento pela equipe, burocracia e n&atilde;o cumprimento de hor&aacute;rio    por parte dos funcion&aacute;rios16 e falta de capacita&ccedil;&atilde;o. 38</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Portanto, a principal medida de combate ao abandono    de tratamento &eacute; a descentraliza&ccedil;&atilde;o do tratamento e do diagn&oacute;stico;    sem estas, a busca de faltosos, medica&ccedil;&atilde;o assistida, entre outras,    tornam-se ineficazes. Outro aspecto importante detectado foi a rela&ccedil;&atilde;o    entre o servi&ccedil;o/equipe de sa&uacute;de e o paciente. Esta condi&ccedil;&atilde;o    comprometida desvincula o paciente da equipe, torna o atendimento desumanizado    e conduz o doente a n&atilde;o concluir o tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os efeitos colaterais da medica&ccedil;&atilde;o    foi outra causa citada com maior freq&uuml;&ecirc;ncia, al&eacute;m do uso de    &aacute;lcool e de drogas. O uso concomitante destas subst&acirc;ncias com a    medica&ccedil;&atilde;o prejudica a efic&aacute;cia dos antituberculost&aacute;ticos    e ARV. Neste caso, alguns pacientes preferem fazer uso do &aacute;lcool e abandonar    o tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">V&aacute;rios autores citaram o uso concomitante    destas   drogas,8,18,27 al&eacute;m de que os comprimidos eram dif&iacute;cies de   serem engolidos,18 escassez de recursos para aquisi&ccedil;&atilde;o dos   medicamentos,1 rea&ccedil;&otilde;es locais ap&oacute;s aplica&ccedil;&atilde;o    de medicamento   injet&aacute;vel, privilegiar o tratamento do HIV, falta de   apetite e cheiro forte dos rem&eacute;dios.21</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o &aacute; atitude frente    ao tratamento, a maioria dos pacientes (73,7%), afirmou que queria se tratar    e curar-se da doen&ccedil;a. Embora os pacientes queiram levar adiante e concluir    o tratamento, por outro lado, os doentes s&atilde;o estimulados a abandonarem    o mesmo devido &agrave;s dificuldades encontradas no servi&ccedil;o, aos medicamentos,    ao contexto social e ao pr&oacute;prio indiv&iacute;duo. &Eacute; importante    que as atitudes da equipe de sa&uacute;de n&atilde;o sejam est&aacute;ticas    diante do abandono, devem ser din&acirc;micas, a fim de garantir estrat&eacute;gias    eficazes para evitar-lo e que, quando este for observado, o resgate do paciente    seja r&aacute;pido e eficiente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para que isto ocorra &eacute; importante que    todos os profissionais de sa&uacute;de estejam capacitados para atuarem e sensibilizarem-se    com o sofrimento humano que acomete os indiv&iacute;duos com aids em abandono    de tratamento da TB e atuem de forma que possam minimiz&aacute;-lo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Alvarez-Gordillo GC, Alvarez-Gordillo JF,    Dorantes Jim&eacute;nez   JED, Halperin-Frish D. Percepciones y pr&aacute;cticas relasionadas con   la tuberculosis y la adherencia al tratamiento en chagas. M&eacute;xico.   Salud P&uacute;blica Mex. Cuernavaca 2000; 42(6):94-100.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. Albuquerque MFM, Leit&atilde;o CCS, Campelo    ARL, Vieira de Souza   W, Selestiano A. Fatores progn&oacute;sticos para o desfecho do tratamento   da tuberculose em Recife, Pernambuco, Brasil. Rev Panam   Sal Pub 2001; 9(6):368-374.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Empresas    de Pesquisas. Crit&eacute;rio de Classifica&ccedil;&atilde;o Econ&ocirc;mica.    Brasil, 2003. 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<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Artigo recebido em 01/12/2006.    <br>   Aceito em 05/12/2006 </font></p>      ]]></body><back>
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