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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Análise de aspectos relacionados ao desempenho do Programa de Controle da Tuberculose em municípios do Estado de Goiás]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[A description and analysis of qualitative and quantitative aspects of the Tuberculosis Control Program (TCP) in 38 cities of Goiás during 2003-2005. The main problems detected included insuffi cient decentralization of the program (in only 15,8% of the cities); limited use of bacteriology; (it was available within the public health system (SUS) in only 13,6% of the cities); incomplete data registered (47,0% of the cities); low percentage of respiratory symptoms recorded (34,1%); directly observed treatment (DOTS) was not regularly used; low percentage health workers trained on TB control activities in the past 3 years (13,2%); insuffi cient numbers of therapeutic regimens supervised (57,9%). Overall the results demonstrate the need for further intervention in the health system in order to ensure adequate disease control.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b><a name="topo"></a>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>An&aacute;lise de aspectos relacionados ao    desempenho do Programa de Controle da Tuberculose em munic&iacute;pios do Estado    de Goi&aacute;s</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup><b>I</b></sup><b>Maria Auxiliadora Carmo    Moreira, <sup>II</sup>Aline Sampa io Bello, <sup>II</sup>Ana Lourdes P. S. Melo,    <sup>III</sup>Miramar Vieira da Silva, <sup>IV</sup>Vincenza Lorusso</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <sup>I</sup>Faculdade de Medicina da Universidade    Federal de Goi&aacute;s. Servi&ccedil;o de Pneumologia    <br>   <sup>II</sup>Secretaria de Estado da Sa&uacute;de de Goi&aacute;s. Ger&ecirc;ncia    de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica da Tuberculose    <br>   <sup>III</sup>Secretaria de Estado da Sa&uacute;de de Goi&aacute;s - Ger&ecirc;ncia    de Desenvolvimento do Sistema e A&ccedil;&otilde;es em Sa&uacute;de. Associa&ccedil;&atilde;o    Damien do Brasil    <br>   <sup>IV</sup>Representante no Brasil da Funda&ccedil;&atilde;o Damien (2002    a 2005)</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O objetivo deste estudo foi descrever e analisar    alguns aspectos do desempenho do Programa de Controle da Tuberculose (PCT) e    das condi&ccedil;&otilde;es existentes para implementa&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es    do programa, em 38 munic&iacute;pios goianos. An&aacute;lises de Situa&ccedil;&atilde;o    do PCT no per&iacute;odo 2003-2005, foram as principais fontes de dados. Avaliaram-se    aspectos qualitativos e quantitativos, sendo detectado: descentraliza&ccedil;&atilde;o    insufi ciente do programa (descentralizado em 15,8% dos munic&iacute;pios); defi    ci&ecirc;ncias na rede laboratorial quanto &agrave; bacterioscopia (13,6% dos    laborat&oacute;rios faziam bacterioscopia pelo servi&ccedil;o p&uacute;blico    de sa&uacute;de (SUS); inadequa&ccedil;&atilde;o no preenchimento dos livros    de registro de dados (47,0% dos munic&iacute;pios); baixo percentual m&eacute;dio    de sintom&aacute;ticos respirat&oacute;rios examinados (34,1%); utiliza&ccedil;&atilde;o    n&atilde;o regular do Tratamento Diretamente Observado (TDO); baixo percentual    de munic&iacute;pios com pessoal de sa&uacute;de capacitado para TB nos &uacute;ltimos    tr&ecirc;s anos (13,2%); insufi ciente abrang&ecirc;ncia das supervis&otilde;es    do programa (57,9% nos &uacute;ltimos dois anos). Estes resultados demonstraram    a necessidade de interven&ccedil;&otilde;es espec&iacute;fi cas e sistem&aacute;ticas    visando assegurar condi&ccedil;&otilde;es adequadas para desenvolvimento das    a&ccedil;&otilde;es do PCT e garantir o necess&aacute;rio impacto no controle    da doen&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <b>Palavra-chave:</b> Tuberculose, controle    da tuberculose, Estado de Goi&aacute;s.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A description and analysis of qualitative and    quantitative aspects of the Tuberculosis Control Program (TCP) in 38 cities    of Goi&aacute;s during 2003-2005. The main problems detected included insuffi    cient decentralization of the program (in only 15,8% of the cities); limited    use of bacteriology; (it was available within the public health system (SUS)    in only 13,6% of the cities); incomplete data registered (47,0% of the cities);    low percentage of respiratory symptoms recorded (34,1%); directly observed treatment    (DOTS) was not regularly used; low percentage health workers trained on TB control    activities in the past 3 years (13,2%); insuffi cient numbers of therapeutic    regimens supervised (57,9%). Overall the results demonstrate the need for further    intervention in the health system in order to ensure adequate disease control.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key-words:</b> Tuberculosis, tuberculosis    control, Goias.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A tuberculose (TB) &eacute; reconhecidamente    um problema global que requer envolvimento global para se encontrar a solu&ccedil;&atilde;o.1    Pesquisas est&atilde;o sendo realizadas mundialmente para desenvolver m&eacute;todos    de diagnostico r&aacute;pidos e efi cientes e introduzir novas drogas efetivas    o sufi ciente, para permitir encurtamento do tempo de tratamento e otimiza&ccedil;&atilde;o    das taxas de cura. 2,3,4</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Todavia, mesmo quando estes avan&ccedil;os tornaremse    pr&aacute;ticas fact&iacute;veis e tiverem aplica&ccedil;&atilde;o ampla, o    controle efetivo da doen&ccedil;a continuar&aacute; exigindo, para implementa&ccedil;&atilde;o    efi ciente das a&ccedil;&otilde;es, algumas condi&ccedil;&otilde;es e recursos    que incluem: capacita&ccedil;&atilde;o dos profi ssionais de sa&uacute;de, descentraliza&ccedil;&atilde;o    do atendimento, apoio diagn&oacute;stico qualifi cado, supervis&atilde;o adequada    do tratamento, sistema de informa&ccedil;&atilde;o efi ciente.5</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">An&aacute;lises de Situa&ccedil;&atilde;o do    Programa de Controle da Tuberculose (PCT) no Estado de Goi&aacute;s, evidenciaram    problemas capazes de difi cultar o controle da TB no presente e, se n&atilde;o    resolvidos, tamb&eacute;m no futuro, mesmo havendo progressos no diagn&oacute;stico    e tratamento da doen&ccedil;a. Estas an&aacute;lises, realizadas a partir de    2003, constitu&iacute;ram a primeira etapa da utiliza&ccedil;&atilde;o de uma    gest&atilde;o estrat&eacute;gica e sistematizada do programa em munic&iacute;pios    goianos, com a fi nalidade de detectar e solucionar esses problemas.6</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O presente estudo teve como objetivo: descrever    e analisar alguns aspectos do desempenho e das condi&ccedil;&otilde;es e recursos    dispon&iacute;veis para a&ccedil;&otilde;es de controle da TB, em 38 munic&iacute;pios    goianos, submetidos a an&aacute;lises de situa&ccedil;&atilde;o do PCT.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>M&Eacute;TODOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foram avaliados dados de 38 munic&iacute;pios,    escolhidos aleatoriamente dentre os 50 com popula&ccedil;&atilde;o maior ou    igual a 20.000 habitantes. Houve a inclus&atilde;o de 2 munic&iacute;pios com    popula&ccedil;&atilde;o menor que este limite, mas que apresentavam incid&ecirc;ncia    de TB maior que a m&eacute;dia estadual.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os seguintes par&acirc;metros quantitativos foram    estudados em cada munic&iacute;pio: coefi ciente m&eacute;dio de incid&ecirc;ncia    de tuberculose; total de Unidades B&aacute;sicas de Sa&uacute;de (UBS) onde    existia PCT; percentual de cobertura municipal das Equipes de Sa&uacute;de da    Fam&iacute;lia (ESF); total de laborat&oacute;rios cl&iacute;nicos p&uacute;blicos    que realizam baciloscopia para bacilo alcool- &aacute;cido resistente (BAAR)    ou, na aus&ecirc;ncia destes, os particulares conveniados; percentual de laborat&oacute;rios    com controle de qualidade das bacterioscopias, pelo Laborat&oacute;rio Central    (LACEN-GO); tempo, em dias, para entrega dos resultados; percentual de sintom&aacute;ticos    respirat&oacute;rios (SR) examinados; percentual de munic&iacute;pios com supervis&atilde;o    do programa nos dois anos anteriores ao estudo; n&uacute;mero de relat&oacute;rios    de supervis&atilde;o enviados aos munic&iacute;pios.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Considerou-se como tendo PCT implantado, a UBS    que desenvolvia atividades relacionadas a diagn&oacute;stico e tratamento e    preven&ccedil;&atilde;o de TB.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O c&aacute;lculo da cobertura populacional das    ESF foi realizado segundo norma contida na Portaria N&deg; 1329, MS- 19998 -    Cobertura do ESF=( N&uacute;mero de ESF x 3450/popula&ccedil;&atilde;o do munic&iacute;pio)    x 100.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O tempo considerado adequado para uma UBS obter    o resultado da pesquisa de BAAR, para diagn&oacute;stico foi de, no m&aacute;ximo,    3 dias &uacute;teis.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A meta para SR a examinar, foi calculada em 25    vezes a meta de bacil&iacute;feros a detectar, que por sua vez, foi estimada    utilizando-se o m&eacute;todo de incremento de 10% no maior n&uacute;mero de    casos dos &uacute;ltimos tr&ecirc;s anos.7</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As supervis&otilde;es foram consideradas adequadas,    quando abrangiam a verifi ca&ccedil;&atilde;o da adequa&ccedil;&atilde;o das    a&ccedil;&otilde;es de diagn&oacute;stico e tratamento da TB, a disponibilidade    de recursos humanos e t&eacute;cnicos envolvidos no PCT e a situa&ccedil;&atilde;o    dos indicadores epidemiol&oacute;gicos e operacionais. O relat&oacute;rio deveria    conter a avalia&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es realizadas, ressaltando    os problemas solucionados e os pendentes, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;    an&aacute;lise de situa&ccedil;&atilde;o ou &agrave; supervis&atilde;o anterior.7</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foram avaliados os seguintes aspectos qualitativos:    descentraliza&ccedil;&atilde;o do PCT; adequa&ccedil;&atilde;o do fi uxo de amostras    de escarro e resultados das baciloscopias; adequa&ccedil;&atilde;o no preenchimento    dos livros do PCT: Livro de Registro de Baciloscopias e Culturas ("livro    branco"), Livro de Registro de Sintom&aacute;ticos Respirat&oacute;rios,    Livro de Registro de Pacientes e Controle de Tratamento de Casos de Tuberculose    ("livro preto"); realiza&ccedil;&atilde;o de Tratamento Diretamente    Observado (TDO); realiza&ccedil;&atilde;o ou n&atilde;o de capacita&ccedil;&atilde;o    em tuberculose, do pessoal de sa&uacute;de das UBS, nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s    anos, atrav&eacute;s de curso espec&iacute;fi co em TB, ministrado em cada munic&iacute;pio,    com carga hor&aacute;ria de no m&iacute;nimo 16 h.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O PCT foi considerado descentralizado quando,    no m&iacute;nimo, 90% das UBS do munic&iacute;pio faziam diagn&oacute;stico,    tratamento e preven&ccedil;&atilde;o de TB.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O fi uxo de amostras e resultados das baciloscopias,    foi referido como adequado, quando era disponibilizada aos pacientes a entrega    das duas amostras de escarro na UBS, sendo a primeira no momento do atendimento    e a segunda no dia seguinte e a pr&oacute;pria UBS providenciava, se necess&aacute;rio,    o transporte do material para o laborat&oacute;rio e o retorno do resultado,    sem necessidade de deslocamento do paciente.9</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Considerou-se como adequado, o preenchimento    dos livros de registros do PCT, quando era realizado conforme as orienta&ccedil;&otilde;es    contidas nos mesmos, considerando- se todos os campos de preenchimento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As fontes para os dados foram: An&aacute;lises    de Situa&ccedil;&atilde;o (AS) do PCT nos respectivos munic&iacute;pios realizadas    entre 2003 e 2005,10 Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o Nacional de Agravos    de Notifi ca&ccedil;&atilde;o (SINAN-Tb), Relat&oacute;rios Mensais de Tuberculose,11    Relat&oacute;rios de Supervis&atilde;o, SEPIN &#8211; Superintend&ecirc;ncia    de Estat&iacute;stica, Pesquisa e Informa&ccedil;&atilde;o do Estado de Goi&aacute;s.12</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Na an&aacute;lise dos dados foram utilizados    valores absolutos, percentuais, &iacute;ndices e taxas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>RESULTADOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os 38 munic&iacute;pios estudados possu&iacute;am,    na ocasi&atilde;o da realiza&ccedil;&atilde;o das AS, 3.695.103 habitantes,    67% da popula&ccedil;&atilde;o do Estado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Observou-se, em m&eacute;dia, baixo &iacute;ndice    de descentraliza&ccedil;&atilde;o do PCT (15,8%) bem como de UBS com PCT (26,3%).    Os seis munic&iacute;pios com programas descentralizados possu&iacute;am menos    que 100.000 habitantes. A cobertura municipal das Equipes de Sa&uacute;de da    Fam&iacute;lia revelou que, em m&eacute;dia, 41,5 % da popula&ccedil;&atilde;o    dos munic&iacute;pios tinha acesso a este programa (<a href="#tab1">Tabela 1</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="tab1"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><a href="#tab1"><img src="/img/revistas/bps/v14n3/3a05t1.gif" border="0"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em apenas 3 munic&iacute;pios (7,9%) o fi uxo    de amostras de escarro foi considerado adequado, sendo que o principal problema    apontado estava no fato de a entrega de amostras no laborat&oacute;rio e a busca    pelos resultados fi carem sob responsabilidade dos pacientes. Do total de 375    laborat&oacute;rios existentes nos munic&iacute;pios, apenas 49 (13,6%) eram    p&uacute;blicos ou, na aus&ecirc;ncia destes, conveniados para realiza&ccedil;&atilde;o    gratuita de pesquisa de BAAR. A propor&ccedil;&atilde;o destes laborat&oacute;rios    em rela&ccedil;&atilde;o ao n&uacute;mero de UBS foi de, aproximadamente, 1    laborat&oacute;rio para 10 UBS. O controle de qualidade pelo LACEN-GO era realizado    em 28 laborat&oacute;rios (57,0%) .</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O tempo m&eacute;dio de retorno de resultados    para as UBS foi de 4,6 dias, variando de 1 a 25 dias, sendo que, foi maior que    3 dias em 16 munic&iacute;pios (42,0%). A m&eacute;dia foi 150% do limite de    3 dias (<a href="#tab2">Tabela 2</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="tab2"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><a href="#tab1"><img src="/img/revistas/bps/v14n3/3a05t2.gif" border="0"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na avalia&ccedil;&atilde;o dos livros utilizados    para registro de dados do PCT, observou-se, em rela&ccedil;&atilde;o aos 38    munic&iacute;pios, que: o Livro de Controle de Baciloscopias e Culturas n&atilde;o    existia ou estava inadequadamente preenchido em, respectivamente, 34,2 e 47,4    %; o Livro de Registro de SR n&atilde;o existia em 47,4% ou estava inadequado    em 44,7 %; o Livro de Registro de Pacientes e Controle de Tratamento, foi considerado    adequadamente preenchido em 28,9%, inadequado em 52,6% e inexistente em 18,5%.    (<a href="#tab3">Tabela 3</a>). Considerando-se os tr&ecirc;s livros, o &iacute;ndice    de preenchimento inadequado foi de 47,0%.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="tab3"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><a href="#tab1"><img src="/img/revistas/bps/v14n3/3a05t3.gif" border="0"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Havia, nas Regionais de Sa&uacute;de, exemplares    dos livros, dispon&iacute;veis para os munic&iacute;pios e observou-se constante    exig&ecirc;ncia, por parte da Coordena&ccedil;&atilde;o Estadual do PCT, em    rela&ccedil;&atilde;o ao correto preenchimento dos mesmos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O percentual m&eacute;dio de SR examinados foi    34,1% e o coefi ciente m&eacute;dio de incid&ecirc;ncia de TB de todas as formas,    alcan&ccedil;ou 19,9/100.000 habitantes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O TDO n&atilde;o era praticado de maneira regular    em nenhum dos munic&iacute;pios estudados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O percentual de capacita&ccedil;&atilde;o em    TB do pessoal de sa&uacute;de, dentro dos crit&eacute;rios estabelecidos neste    estudo, foi 13,2%, tanto para pessoal do n&iacute;vel de escolaridade m&eacute;dio    como para o do n&iacute;vel de escolaridade superior. Em 4 munic&iacute;pios    (10,5%), houve capacita&ccedil;&otilde;es regionalizadas para ambos os n&iacute;veis    profi ssionais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na rotina de supervis&otilde;es do Programa,    as Regionais de Sa&uacute;de fi cavam com a responsabilidade de supervisionar    os munic&iacute;pios que abrangiam. A Coordena&ccedil;&atilde;o Estadual supervisionava    a Regional, o munic&iacute;pio sede e, eventualmente, os outros munic&iacute;pios    quando houvesse algum problema que a equipe t&eacute;cnica da Regional n&atilde;o    conseguisse resolver.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foi realizada supervis&atilde;o do PCT, pela    equipe t&eacute;cnica da Coordena&ccedil;&atilde;o Estadual, em 22 dos munic&iacute;pios    estudados (57,9%), nos dois anos que antecederam &agrave;s an&aacute;lises de    situa&ccedil;&atilde;o. Os respectivos relat&oacute;rios foram enviados. N&atilde;o    h&aacute; registros de supervis&otilde;es nos munic&iacute;pios estudados, que    tenham sido realizadas pelas Regionais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Normas para gerenciamento do PCT t&ecirc;m sido,    h&aacute; d&eacute;cadas, preconizadas e sistematizadas pelo Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de para o Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT),5    visando obter melhora e adequa&ccedil;&atilde;o dos indicadores de controle    da doen&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Alguns aspectos relacionados &agrave; infra-estrutura    para desenvolvimento das a&ccedil;&otilde;es, e ao desempenho do PCT, foram    levantados nas An&aacute;lises de Situa&ccedil;&atilde;o, em Goi&aacute;s,10    e descritos neste estudo. Os munic&iacute;pios estudados representaram, em termos    populacionais, 67% da popula&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia do estado no per&iacute;odo    observado, portanto, com boa representatividade em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;    situa&ccedil;&atilde;o do PCT.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Durante algumas d&eacute;cadas, nos munic&iacute;pios    goianos, como em munic&iacute;pios de outros Estados brasileiros, o PCT era    centralizado em uma ou duas UBS fazendo com que, especialmente com o crescimento    da popula&ccedil;&atilde;o, o acesso do paciente a diagn&oacute;stico e tratamento,    fi casse mais dif&iacute;cil e dispendioso. A descentraliza&ccedil;&atilde;o    do programa tem sido fortemente preconizada mesmo que, de maneira gradual, 5,13    especialmente com a multiplica&ccedil;&atilde;o de ESF no pa&iacute;s. De acordo    com o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (MS),14 a integra&ccedil;&atilde;o do    PCT &agrave;s ESF &eacute; estrat&eacute;gia fundamental para aumentar a cobertura    do programa e gerar resultados esperados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De acordo com os dados obtidos, havia a centraliza&ccedil;&atilde;o    do atendimento do paciente com tuberculose e seus contatos em 84,2% dos munic&iacute;pios    avaliados, incluindo a capital e os seis maiores munic&iacute;pios do Estado.    A partir de 2006, foram observados avan&ccedil;os na descentraliza&ccedil;&atilde;o    do programa na Capital do Estado.(14)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A cobertura das ESF menor que 50%, nos 38 munic&iacute;pios,    representava uma difi culdade adicional na descentraliza&ccedil;&atilde;o do    PCT, todavia, o processo de descentraliza&ccedil;&atilde;o j&aacute; estaria    bastante razo&aacute;vel se cobrisse 100% das ESF existentes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nessa linha de a&ccedil;&atilde;o, a assessoria    de Pneumologia Sanit&aacute;ria da Secretaria de Estado de Sa&uacute;de do Rio    de Janeiro, 13 prop&ocirc;s descentraliza&ccedil;&atilde;o gradual do PCT para    ESF que n&atilde;o tenham estrutura para desenvolvimento de todas as a&ccedil;&otilde;es    do programa. Sugere que, a curto prazo, realizemse as a&ccedil;&otilde;es de    diagn&oacute;stico, busca de faltosos e supervis&atilde;o da tomada de medicamentos    de pacientes sob tratamento em outras unidades melhor estruturadas e, a m&eacute;dio    prazo, implante-se tamb&eacute;m o tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O n&uacute;mero de UBS com atividades do PCT    era baixo nos munic&iacute;pios avaliados. Segundo o MS15 em 1999, 37% das UBS    tinham estas atividades no pa&iacute;s, portanto, maior que a encontrada em    Goi&aacute;s, no per&iacute;odo analisado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os dados levantados demonstram situa&ccedil;&atilde;o    desfavor&aacute;vel para diagn&oacute;stico precoce de casos. Havia um percentual    pequeno de laborat&oacute;rios p&uacute;blicos, demora dos resultados e controle    de qualidade em pouco mais que metade destes laborat&oacute;rios. A responsabilidade    do paciente na entrega de amostras e na busca pelo resultado, associada &agrave;    escassez de laborat&oacute;rios, muitas vezes situados, a grandes dist&acirc;ncias    do domicilio do mesmo, tamb&eacute;m interferia na efetividade do diagn&oacute;stico,    bem como no controle de tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Como afi rma Ruffi no-Netto,16 problemas no acesso    ao diagn&oacute;stico diminuem o impacto do PCT, que pressup&otilde;e atingir-se    um maior &iacute;ndice poss&iacute;vel de cura dos casos de TB, em rela&ccedil;&atilde;o    a todos os casos existentes na comunidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Constitui meta do PNCT, organizar a rede de laborat&oacute;rios    de Sa&uacute;de Publica para realiza&ccedil;&atilde;o de baciloscopias, o que    foi explicitado no seguinte trecho:17 "Para garantir que todo sintom&aacute;tico    respirat&oacute;rio realize baciloscopia de escarro diagn&oacute;stica e que    os pacientes com baciloscopia positiva tenham seu tratamento acompanhado por    este exame mensalmente, &eacute; importante a organiza&ccedil;&atilde;o adequada    da rede de laborat&oacute;rios de sa&uacute;de p&uacute;blica que permita implantar    o controle de qualidade das baciloscopias e uma estrat&eacute;gia de capacita&ccedil;&atilde;o    de pessoal. Em algumas &aacute;reas &eacute; necess&aacute;ria a amplia&ccedil;&atilde;o    da rede de baciloscopia..." Esperase que os investimentos citados ocorram    efetivamente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O Livro de Registro de Baciloscopias e Culturas,    &eacute; um instrumento importante para identifi ca&ccedil;&atilde;o de pacientes    bacil&iacute;feros e para controle do tratamento. A inexist&ecirc;ncia do livro    ou inadequa&ccedil;&atilde;o no preenchimento foi um achado freq&uuml;ente.    Outro instrumento, o livro de Registro de SR, frequentemente preenchido de maneira    inadequada ou ausente, denotou a gest&atilde;o inefi ciente de SR, com preju&iacute;zos    na busca de bacil&iacute;feros e diagn&oacute;stico precoce da TB.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As inadequa&ccedil;&otilde;es observadas no livro    de Registro de Pacientes e Controle de tratamento comprometiam a gest&atilde;o    local do Programa, bem como, a informa&ccedil;&atilde;o contida no SINAN-TB    sobre cura, abandonos e outros motivos de encerramento dos casos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O acesso ao SINAN-TB foi descentralizado para    a maioria dos munic&iacute;pios goianos, estando dispon&iacute;vel nos setores    de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica. Todavia, para que este sistema tenha    dados confi &aacute;veis, as informa&ccedil;&otilde;es provenientes das UBS obtidas    nos livros de registro do PCT, t&ecirc;m que ser fi dedignas. Portanto, &eacute;    imprescind&iacute;vel sensibilizar o pessoal de sa&uacute;de sobre a import&acirc;ncia    de se colher e registrar adequadamente os dados e capacit&aacute;-los, sistematicamente,    quanto &agrave; adequada utiliza&ccedil;&atilde;o dos livros de registro. Se    os dados na sua origem n&atilde;o forem confi &aacute;veis, o SINAN-TB tamb&eacute;m    n&atilde;o o ser&aacute;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Costa et al.18 referem-se &agrave; import&acirc;ncia    do preenchimento adequado dos livros de registro do PCT e que signi fi ca um    grave problema o preenchimento incompleto. Ressaltam a necessidade de aten&ccedil;&atilde;o    das equipes de sa&uacute;de, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; precis&atilde;o    dos dados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Considerando-se o baixo &iacute;ndice de SR examinados,    em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s metas, pode ter havido sub-detec&ccedil;&atilde;o    de casos de TB, afetando o c&aacute;lculo da incid&ecirc;ncia. A baixa incid&ecirc;ncia    de TB em Goi&aacute;s, em rela&ccedil;&atilde;o aos demais Estados,5 levando-se    em conta a representatividade populacional desses munic&iacute;pios pode, portanto,    n&atilde;o ser real.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Por outro lado, as informa&ccedil;&otilde;es    sobre SR enviadas nos Relat&oacute;rios Mensais das UBS, diante das defi ci&ecirc;ncias    no preenchimento ou inexist&ecirc;ncia do Livro de Registro de SR e de Baciloscopias,    podem ter sido incorretas, aumentando ainda mais a incerteza em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave;quele percentual de SR examinado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">N&atilde;o foi observada utiliza&ccedil;&atilde;o    rotineira do TDO nos munic&iacute;pios avaliados, apesar de preconizado pela    Coordena&ccedil;&atilde;o Central do PCT. A falta de compreens&atilde;o pelo    pessoal do PCT da import&acirc;ncia desta estrat&eacute;gia, a centraliza&ccedil;&atilde;o    dos PCT e a baixa cobertura de ESF, certamente difi cultam sua utiliza&ccedil;&atilde;o.14</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em alguns munic&iacute;pios goianos houve avan&ccedil;os,    especialmente, a partir de 2005. De acordo com dados do SINAN, em 2006, a capital    do Estado registrou 58 casos novos de TB tratados com TDO o que correspondeu    a 32,6% dos 178 casos novos em tratamento.14</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A capacita&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fi ca    sobre a&ccedil;&otilde;es do controle da tuberculose, inclui epidemiologia,    diagn&oacute;stico, tratamento e preven&ccedil;&atilde;o da TB, al&eacute;m    de ofi cina de preenchimento dos livros de registro do PCT com carga hor&aacute;ria    m&iacute;nima de 16 h. Capacita&ccedil;&otilde;es com este perfi l, haviam sido    realizadas em um n&uacute;mero reduzido de munic&iacute;pios, especialmente    para o pessoal de n&iacute;vel de escolaridade superior.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em grande parte dos munic&iacute;pios goianos,    a alta rotatividade do pessoal, especialmente nas ESF e o escasso investimento    em Educa&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de, difi cultava a manuten&ccedil;&atilde;o    de n&iacute;vel razo&aacute;vel de capacita&ccedil;&atilde;o; em outros, as    capacita&ccedil;&otilde;es eram regionalizadas, abrangendo pequeno n&uacute;mero    de profi ssionais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Al&eacute;m disto, havia despreparo quanto &agrave;    TB, por parte de m&eacute;dicos e enfermeiros rec&eacute;m formados, devido    a insufi ciente abordagem da TB como problema de Sa&uacute;de Publica, nas Universidades.19</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As supervis&otilde;es realizadas no PCT nos munic&iacute;pios    estudados, foram quantitativamente insufi cientes, por n&atilde;o abrangerem    a totalidade de munic&iacute;pios com, no m&iacute;nimo, uma supervis&atilde;o    anual.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O gerenciamento do PCT, ap&oacute;s an&aacute;lise    de situa&ccedil;&atilde;o e planejamento das a&ccedil;&otilde;es, constitui    ferramenta fundamental para manter a qualidade dos programas.5 No Estado de    Goi&aacute;s as consider&aacute;veis dist&acirc;ncias geogr&aacute;fi cas e a    car&ecirc;ncia de pessoal, difi cultam supervis&otilde;es sistem&aacute;ticas,    pela Coordena&ccedil;&atilde;o Estadual.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Supervis&otilde;es realizadas pelas coordena&ccedil;&otilde;es    Regionais de Sa&uacute;de, que congregam v&aacute;rios munic&iacute;pios, representam    uma solu&ccedil;&atilde;o plaus&iacute;vel, administrativa e economicamente    mais vi&aacute;vel, que deve ser implementada sistematicamente e monitorada    pela coordena&ccedil;&atilde;o Estadual do PCT.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A partir de 2001, a Secretaria de Estado da Sa&uacute;de    de Goi&aacute;s (SES), com a colabora&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica e fi nanceira    da Funda&ccedil;&atilde;o Damien (FD), tem implementado e/ou implantado a&ccedil;&otilde;es    do PCT em 18 munic&iacute;pios goianos, utilizando gest&atilde;o sistematizada    do programa que se inicia com an&aacute;lises de situa&ccedil;&atilde;o, "feedback"    dos resultados, programa&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es e supervis&otilde;es    peri&oacute;dicas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A capacita&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fi ca    em TB do pessoal dos n&iacute;veis m&eacute;dio e superior tem sido realizada    como primeira a&ccedil;&atilde;o programada. Em 2005, um projeto fi nanciado    pela FUNASA/MS, tendo como parceiros a SES de Goi&aacute;s, a FD e a Universidade    Federal de Goi&aacute;s, propiciou a amplia&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es    para mais 25 munic&iacute;pios do Estado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nos munic&iacute;pios aonde foram implementadas    e/ou implantadas a&ccedil;&otilde;es do PCT, s&atilde;o recomendadas e realizadas    interven&ccedil;&otilde;es, baseadas nas an&aacute;lises de situa&ccedil;&atilde;o,    visando corrigir distor&ccedil;&otilde;es e sanar problemas, como os apontados    atrav&eacute;s dos dados deste estudo para, a m&eacute;dio prazo, obter maior    impacto no PCT em Goi&aacute;s.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>CONCLUS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os aspectos do PCT estudados mostraram problemas    relevantes, como a difi culdade de descentraliza&ccedil;&atilde;o efetiva do    PCT, insufi ci&ecirc;ncia na rede laboratorial, inadequa&ccedil;&atilde;o nos    instrumentos de registro de dados do programa, defi ci&ecirc;ncia na capacita&ccedil;&atilde;o    de pessoal, baixa taxa de SR e contatos examinados, demonstrando claramente    a necessidade de interven&ccedil;&otilde;es no programa para obten&ccedil;&atilde;o    de efetivo controle da doen&ccedil;a e de indicadores con- fi &aacute;veis. Pode-se    questionar se a baixa incid&ecirc;ncia de TB em Goi&aacute;s, em rela&ccedil;&atilde;o    aos demais Estados, &eacute; real ou h&aacute; sub-detec&ccedil;&atilde;o de    casos, bem como, presumir-se infi u&ecirc;ncias negativas nos demais indicadores    epidemiol&oacute;gicos e operacionais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Pode-se concluir, tamb&eacute;m, que somente    a solu&ccedil;&atilde;o, entre outros, dos problemas do PCT aqui apontados,    atrav&eacute;s de cont&iacute;nuos investimentos t&eacute;cnico-fi nanceiros    e gest&atilde;o sistematizada, poder&aacute; resultar em melhor impacto do programa,    ou seja, na rela&ccedil;&atilde;o entre n&uacute;mero de doentes com TB existentes    na comunidade e o n&uacute;mero de doentes efetivamente curados. Isto deve estar    entre os objetivos e constituir um dos deveres dos gestores e demais profi ssionais    da Sa&uacute;de.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. DeAngelis CD, Flanagin A. Tuberculosis - A    Global Problem Requiring a Global Solution. JAMA 2005 jun 8; 293:2793&#8211;4.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. Arend SM, Thijsen sFT, Leyten EMS, Bouwman    JJM, Franfen W PJ, Koster BFPJ, et al. Comparison of Two Interferon-g Assays    and Tuberculin Skin Test for Tracing Tuberculosis Contacts. Am J Respir Crit    Care Med 2007;175:618-27.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. Whalen CC. Diagnosis of Latent Tuberculosis    Infection: Measure for Measure. JAMA 2005 jun 8; 293:2785&#8211;7.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. 4. Yew WW, Leung CC. Update in Tuberculosis.    Am J Respir Crit Care Med 2007; 175:541-6.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.    Departamento de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica. Plano Nacional de Controle    da Tuberculose. Bras&iacute;lia (DF); 2004.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6. Secretaria do Estado da Sa&uacute;de de Goi&aacute;s.    Funda&ccedil;&atilde;o Damien. An&aacute;lises de Situa&ccedil;&atilde;o dos    munic&iacute;pios goianos do Entorno do DF. Goi&acirc;nia (GO); 2004.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.    Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de. Centro de Refer&ecirc;ncia    Professor H&eacute;lio Fraga. Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia.    Controle da tuberculose: uma proposta de integra&ccedil;&atilde;o ensino-servi&ccedil;o.    5a ed. Rio de Janeiro; 2002. p.166-71.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.    Portaria N&ordm; 1329/GM, 12/11/99. Pub. DO 218- E, 16/11/99.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.    Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de. Manual T&eacute;cnico para    o controle da tuberculose. Cadernos de aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica No    6. 1&ordf; ed. Bras&iacute;lia; 2002. p.14-5.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10. Secretaria do Estado da Sa&uacute;de de Goi&aacute;s.    Funda&ccedil;&atilde;o Damien. An&aacute;lises de situa&ccedil;&atilde;o de    munic&iacute;pios goianos. Goi&acirc;nia (GO); 2006.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11. Brasil. Secretaria do Estado da Sa&uacute;de    de Goi&aacute;s. Funda&ccedil;&atilde;o Damien. Relat&oacute;rios mensais de    tuberculose. Goi&acirc;nia (GO); 2006.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">12. Secretaria do Planejamento e Desenvolvimento    de Estado de Goi&aacute;s. Superintend&ecirc;ncia de Estat&iacute;stica, Pesquisa    e Informa&ccedil;&atilde;o (SEPIN). Perfil dos Munic&iacute;pios 2005.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">13. Secretaria de Estado de Saude do Rio de Janeiro.    Centro de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica. Assessoria de Pneumologia    Sanit&aacute;ria. &#91;CITED14/03/07&#93;. Avaiable from: <a href="http://www.saude.rj.gov.br/Tuberculose/">http://www.saude.rj.gov.br/Tuberculose/RECO    MENDA%C7%D5ES%20%20PARA%20DESCENTRALIZA%C7%C3O%20DAS%20A%C7%D5ES%20DO%20PCT%20PA    RA%20O%20PSF.pdf.</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">14. Secretaria Municipal de Sa&uacute;de de Goi&acirc;nia.    Coordena&ccedil;&atilde;o de Hansen&iacute;ase e tuberculose. Controle e avalia&ccedil;&atilde;o    2006.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">15. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.    Preven&ccedil;&atilde;o e controle da tuberculose e outras pneumopatias.&#91;CITED-MAR-14-07&#93;.    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Tuberculose: an&aacute;lise das vari&aacute;veis relacionadas ao abandono de    tratamento, no munic&iacute;pio de S&atilde;o Jos&eacute; do Rio Preto &#8211;SP    no ano de 2000. HB Cient&iacute;fica 2000; 9: 76-83.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">19. Moreira MAC, Lorusso V, Bello AS, Melo ALPS,    Queiroz MCCA. Controle da Tuberculose: Uma proposta de Integra&ccedil;&atilde;o    Ensino- Servico. Experi&ecirc;ncia da Universidade Federal de Goi&aacute;s.    Bol Pneumol Sanit 2005;13:7-13. </font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/bps/v14n3/seta.gif" border="0"></a><b>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:</b></font>    <br>   <font size="2" face="Verdana">Boletim de Pneumologia Sanit&aacute;ria    <br>   Centro de Refer&ecirc;ncia Professor H&eacute;lio Fraga    <br>   Estrada de Curicica 2000 - Jacarepagu&aacute;    <br>   22710-552 Rio de Janeiro, RJ - Brasil    <br>   e-mail:<a href="mailto:crphf@saude.gov.br">crphf@saude.gov.br</a>    <br>   <a href="mailto:lucia.cadilhe@saude.gov.br">lucia.cadilhe@saude.gov.br</a>    <br>   <a href="mailto:mariajose.procopio@saude.gov.br">mariajose.procopio@saude.gov.br</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Artigo recebido em 05/12/2006    <br>   Aceito em 14/12/2006. </font></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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