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<institution><![CDATA[,Consultor da Organização Pan-Americana da Saúde no Brasil  ]]></institution>
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</front><body><![CDATA[ <p><b><font size="4" face="Verdana"><a name=topo></a>A evolu&ccedil;&atilde;o do sarampo no Brasil e a situa&ccedil;&atilde;o atual</font></b><b><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup><a href="#fim">*</a></sup></font></b></p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Carla Magda Allan S. Domingues<sup>I</sup>; Maria Carolina C. Q. Pereira<sup>I</sup>; Elizabeth David dos Santos<sup>II</sup>; Marilda Mendon&#231;a Siqueira<sup>III</sup>; Bernardus Ganter<sup>IV</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>T&eacute;cnicas do Grupo de Trabalho de Sarampo/CENEPI/FNS/MS    <br>   <sup>II</sup>Gerente T&eacute;cnica do Grupo de Trabalho do Sarampo/CENEPI/FNS/MS    <br>   <sup>III</sup>Respons&aacute;vel pelo Centro Nacional de Refer&ecirc;ncia Laboratorial para o Sarampo/FIOCRUZ/MS    <br> <sup>IV</sup>Consultor da Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-Americana da Sa&uacute;de no Brasil</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">O <i>presente artigo sintetiza a evolu&#231;&#227;o do sarampo no Brasil, descrevendo as estrat&#233;gias adotadas ap&#243;s a implanta&#231;&#227;o do Plano de Elimina&#231;&#227;o do Sarampo, em 1992, e avalia o impacto alcan&#231;ado com as medidas adotadas. No ano de 1996 foi detectado um surto de sarampo no Estado de S&#227;o Paulo e outro em Santa Catarina. No ano de 1997, at&#233; a semana epidemiol&#243;gica n<sup>o </sup>38, terminada em 20/09/97, demonstra que apenas tr&#234;s estados n&#227;o apresentavam casos de sarampo confirmados laboratorialmente. Tendo em vista essa situa&#231;&#227;o, s&#227;o recomendadas estrat&#233;gias a serem adotadas em todas as unidades federadas, visando o controle da epidemia no pa&#237;s.</i></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Hist&#243;rico</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O sarampo passou a ser doen&#231;a de notifica&#231;&#227;o compuls&#243;ria nacional em 1968. Durante muitos anos, foi uma das principais causas de morbidade e mortalidade na inf&#226;ncia, principalmente nos menores de 1 ano de idade<sup>1,2,3</sup>.</font> <font face="Verdana" size="2">A doen&#231;a comportava-se de forma end&#234;mica no Pa&#237;s, ocorrendo epidemias a cada 2 ou 3 anos<sup>2,3</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A vacina contra o sarampo foi introduzida no Brasil na d&#233;cada de 1960, e sua utiliza&#231;&#227;o na sa&#250;de p&#250;blica foi resultante de iniciativas de alguns governos estaduais que, de acordo com</font> <font face="Verdana" size="2">suas possibilidades, importavam o imunobiol&#243;gico no mercado internacional, embora de forma descont&#237;nua<sup>4,5</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em 1973, foi criado o Programa Nacional de Imuniza&#231;&#245;es - PNI, com os objetivos principais de organizar, implementar e avaliar as a&#231;&#245;es de imuniza&#231;&#227;o em todo o pa&#237;s<sup>4,5</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Nesse mesmo ano e em 1974 foram realizadas campanhas de vacina&#231;&#227;o em &#225;reas urbanas de v&#225;rios estados. Essa estrat&#233;gia foi logo substitu&#237;da pela valoriza&#231;&#227;o dos servi&#231;os de rotina e expans&#227;o dos servi&#231;os b&#225;sicos de sa&#250;de<sup>4</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No in&#237;cio da d&#233;cada de 80, em raz&#227;o das dificuldades de se atingir, na rotina do PNI, as coberturas vacinais m&#237;nimas necess&#225;rias para o controle das doen&#231;as, foram realizadas campanhas de vacina&#231;&#227;o em locais onde eram encontradas baixas coberturas vacinais<sup>4</sup><sup>,</sup><sup>5</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em 1986, ano que apresentou a maior epidemia da d&#233;cada, foram notificados 129.942 casos de sarampo, o que representou uma incid&#234;ncia de 97,7 por 100.000 habitantes.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Campanhas de vacina&#231;&#227;o em massa contra o sarampo foram realizadas em 1987 no Estado de S&#227;o Paulo e em 1988 no do Paran&#225;, visando o controle e a elimina&#231;&#227;o da doen&#231;a. Apesar da introdu&#231;&#227;o da vacina no pa&#237;s, do incremento paulatino das coberturas vacinais e das campanhas, foram observadas epidemias a cada 2 ou 3 anos, apresentando uma incid&#234;ncia de 42 por 100.000 hab. no final da d&#233;cada de 90<sup>6</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A experi&#234;ncia adquirida com as Campanhas da Erradica&#231;&#227;o da Var&#237;ola no mundo e com a Campanha para Erradica&#231;&#227;o da Circula&#231;&#227;o do Poliov&#237;rus Selvagem Aut&#243;ctone na regi&#227;o das Am&#233;ricas motivou a aplica&#231;&#227;o de princ&#237;pios t&#233;cnicos, de estrat&#233;gias de controle e de vigil&#226;ncia epidemiol&#243;gica das doen&#231;as evit&#225;veis por imuniza&#231;&#227;o. Somando-se a isso, algumas experi&#234;ncias bem sucedidas de controle e elimina&#231;&#227;o do sarampo em alguns locais como, por exemplo, Cuba, pa&#237;ses de l&#237;ngua inglesa do</font> <font face="Verdana" size="2">Caribe e o Estado de S&#227;o Paulo, evidenciaram tamb&#233;m a exeq&uuml;ibilidade do controle e elimina&#231;&#227;o do sarampo<sup>1,3</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Visando atingir essa meta, o Brasil definiu a extin&#231;&#227;o da doen&#231;a como prioridade da sua pol&#237;tica de sa&#250;de implantando, em 1992, o Plano Nacional de Elimina&#231;&#227;o do Sarampo. O Plano teve como estrat&#233;gia o desenvolvimento de a&#231;&#245;es t&#233;cnicas determinadas, a saber<sup>3,6</sup>:</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#8226; <i>vacina&#231;&#227;o </i>da popula&#231;&#227;o entre 9 meses e 14 anos de idade, independentemente da situa&#231;&#227;o vacinal anterior ou hist&#243;ria pr&#233;via da doen&#231;a (&quot;catch-up&quot;);</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#8226; manuten&#231;&#227;o de, no m&#237;nimo, 95% de cobertura vacinal para os menores de 1 ano de idade, na rotina do Programa Nacional de Imuniza&#231;&#245;es;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#8226; organiza&#231;&#227;o de campanhas de seguimento (&quot;follow-up&quot;) entre 3 e 5 anos, para eliminar o n&#250;mero acumulado de crian&#231;as suscet&#237;veis, ou seja, que nunca foram vacinadas, nessas coortes de nascidos vivos;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#8226; <i>vigil&#226;ncia epidemiol&#243;gica </i>intensiva para os casos suspeitos na comunidade;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#8226; <i>diagn&#243;stico laboratorial etiol&#243;gico </i>de todo caso suspeito notificado;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#8226;<i> capacita&#231;&#227;o de pessoal </i>para o desenvolvimento das atividades do Plano (vigil&#226;ncia epidemiol&#243;gica, imuniza&#231;&#245;es e diagn&#243;stico laboratorial) em n&#237;vel nacional e;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#8226;&nbsp;campanhas de divulga&#231;&#227;o, com o objetivo de sensibilizar a popula&#231;&#227;o em geral, a classe pol&#237;tica e os profissionais de sa&#250;de.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">O marco inicial do Plano deu-se com a realiza&#231;&#227;o da Campanha Nacional de Vacina&#231;&#227;o, no per&#237;odo de 22 de abril a 25 de maio de 1992, na qual foram vacinadas 48.023.657 crian&#231;as e adolescentes, tendo sido atingida uma cobertura de 96%. Em rela&#231;&#227;o &#224;s macrorregi&#245;es, as coberturas vacinais foram: 99% para o Norte, 95% para o Nordeste, 96% para o Sudeste, 95% para o Sul e 99% para o Centro-Oeste. Em rela&#231;&#227;o aos munic&#237;pios, 68% alcan&#231;aram coberturas vacinais iguais ou maiores que 95%, sendo que alguns atingiram coberturas equivalentes a 100%. Por&#233;m, 32% dos</font> <font face="Verdana" size="2">munic&#237;pios ficaram com coberturas vacinais abaixo de 95% (<a href="#g1">Gr&#225;fico I</a>)<sup>3,6</sup>.</font></p>     <p><a name="g1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v6n1/1a02g1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">O impacto das a&#231;&#245;es do Plano foi imediato. Ap&#243;s a Campanha Nacional de Vacina&#231;&#227;o, houve uma redu&#231;&#227;o de 81% no n&#250;mero de casos notificados: de 42.934 casos em 1991 para 7.934 casos em 1992. Desde ent&#227;o, apenas 32% dos munic&#237;pios brasileiros, em m&#233;dia, atingiram, na vacina&#231;&#227;o de rotina, coberturas satisfat&#243;rias para o controle do sarampo (iguais ou maiores que 95%), entre os menores de 1 ano de idade. Ou seja, 68% dos munic&#237;pios, nos &#250;ltimos quatro anos, v&#234;m acumulando indiv&#237;duos suscet&#237;veis ao sarampo entre as crian&#231;as menores de 5 anos. Com base nesses dados, &#233; poss&#237;vel estimar que o ac&#250;mulo representa uma coorte de 3.552.230 crian&#231;as suscet&#237;veis nesse grupo et&#225;rio. Considerando-se que a efic&#225;cia da vacina contra o sarampo varia entre 90% e 95%, a esse n&#250;mero de suscet&#237;veis deve ser acrescido o de crian&#231;as que tomam a vacina e n&#227;o ficam imunizadas. Chega-se, dessa forma, a uma coorte acumulada de cerca de 4 milh&#245;es de crian&#231;as suscet&#237;veis entre os menores de cinco anos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Portanto, o segundo momento da estrat&#233;gia &#8212; cobertura satisfat&#243;ria atrav&#233;s de vacina&#231;&#227;o de rotina &#8212; n&#227;o foi cumprido com &#234;xito, de maneira homog&#234;nea, em nenhum dos</font> <font face="Verdana" size="2">anos seguintes a 1992<sup>7</sup> (<a href="#g2">Gr&#225;fico II</a>).</font></p>     <p><a name="g2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font face="Verdana"><img src="/img/revistas/iesus/v6n1/1a02g2.gif" border="0"></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Nos anos posteriores &#224; Campanha Nacional de 1992, houve uma importante diminui&#231;&#227;o do n&#250;mero de casos confirmados por sarampo. A taxa de incid&#234;ncia nos anos de 1991 e 1996, foi de 28,95 por 100.000 habitantes e de 1,6 por 100.000 habitantes, respectivamente (<a href="#g2">Gr&#225;fico II</a>), verificando-se uma redu&#231;&#227;o de 94,5%.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Com rela&#231;&#227;o &#224; mortalidade, verificou-se uma tend&#234;ncia geral &#224; diminui&#231;&#227;o dos coeficientes entre 1977 e 1995. Nesse per&#237;odo, o ano que apresentou maior coeficiente foi o de 1979, com 3,5/100.000 hab. (3.386 &#243;bitos), e o menor foi registrado em 1995, com 0,04/100.000 hab. (7 &#243;bitos) (<a href="#g3">Gr&#225;fico III</a>). Tal situa&#231;&#227;o pode ser explicada, em parte, pelo aumento das coberturas vacinais que, ao proporcionar prote&#231;&#227;o aos menores de 5 anos, evitou que os mesmos adoecessem e morressem em fun&#231;&#227;o de complica&#231;&#245;es da doen&#231;a.</font></p>     <p><a name="g3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font face="Verdana"><img src="/img/revistas/iesus/v6n1/1a02g3.gif" border="0"></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Ocorreu, tamb&#233;m, acentuada diminui&#231;&#227;o da taxa de letalidade nesse mesmo per&#237;odo. No ano de 1978 tal taxa atingiu 5,4%, enquanto em 1995 ela foi de 0,1% (<a href="#g3">Gr&#225;fico III</a>). No tocante &#224; mortalidade e &#224; letalidade por faixa et&#225;ria, verifica-se que seguiram a mesma tend&#234;ncia, sendo os menores de 1 ano os mais</font> <font face="Verdana" size="2">atingidos, seguidos dos de 1 a 4 anos e de 5 a 14 anos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em setembro de 1994, durante a solenidade de entrega do Certificado de Erradica&#231;&#227;o da Poliomielite na regi&#227;o das Am&#233;ricas, a decis&#227;o tomada na XXIV Confer&#234;ncia Sanit&#225;ria Panamericana foi a de definir como meta a elimina&#231;&#227;o do sarampo do Hemisf&#233;rio Ocidental at&#233; o ano 2000<sup>6</sup>. Essa meta tamb&#233;m foi assumida pelo Minist&#233;rio da Sa&#250;de do Brasil<sup>1</sup><sup>,</sup><sup>6</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Com o objetivo de evitar a perda de todo o investimento e dos progressos alcan&#231;ados com a implanta&#231;&#227;o do Plano e, no intento de manter-se o controle da doen&#231;a at&#233; a sua elimina&#231;&#227;o, a Funda&#231;&#227;o Nacional de Sa&#250;de, ap&#243;s reuni&#227;o conjunta de seus t&#233;cnicos do GT-Sarampo e do Programa Nacional de Imuniza&#231;&#245;es com especialistas, assumiu a realiza&#231;&#227;o de campanhas de seguimento de vacina&#231;&#227;o contra o sarampo (''follow-up'')<sup>6</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Com base nos dados referentes &#224;s coberturas vacinais alcan&#231;adas em servi&#231;os de rotina nos anos de 1992 a 1994 &#8212; que demonstravam um ac&#250;mulo de indiv&#237;duos suscet&#237;veis na popula&#231;&#227;o de 1 a 3 anos de idade, por n&#227;o ter sido atingida uma cobertura vacinal acima de 95% na maioria dos estados e munic&#237;pios &#8212; decidiu-se pela realiza&#231;&#227;o da 1<sup>a</sup></font> <font face="Verdana" size="2">Campanha Nacional de Vacina&#231;&#227;o de Seguimento contra o Sarampo, de forma indiscriminada para a faixa et&#225;ria de 1 a 3 anos de idade (<a href="#g4">Gr&#225;fico IV</a>)<sup>6</sup>.</font></p>     <p><a name="g4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font face="Verdana"><img src="/img/revistas/iesus/v6n1/1a02g4.gif" border="0"></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Essa campanha foi realizada no dia 19 de agosto de 1995. A implementa&#231;&#227;o dessa a&#231;&#227;o, por&#233;m, n&#227;o demonstrou o mesmo desempenho que a realizada no ano de 1992. A cobertura nacional foi de apenas 77%, n&#227;o obtendo &#234;xito no alcance da meta proposta e, em S&#227;o Paulo, essa campanha n&#227;o foi realizada. As coberturas vacinais na maioria das macrorregi&#245;es tamb&#233;m ficaram bem abaixo do esperado, sendo: Norte - 67,35%, Nordeste - 75,66%, Sudeste - 76,91%, Sul - 92,9% e Centro-Oeste - 66,24%.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os problemas agravaram-se a partir de 1995, devido a dificuldades no fornecimento da vacina contra a doen&#231;a para a manuten&#231;&#227;o da rotina, como resultado dos entraves ocorridos no processo de licita&#231;&#227;o e dos atrasos na disponibiliza&#231;&#227;o da mesma pela ind&#250;stria nacional.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Nos anos posteriores &#224; implanta&#231;&#227;o do Plano, &#224; exce&#231;&#227;o de 1995, foram identificados pequenos surtos nos Estados do Paran&#225; (1992), do Rio Grande do Sul (1993) e do Cear&#225; (1992 e 1994), sendo contidos pela interven&#231;&#227;o oportuna da Vigil&#226;ncia Epidemiol&#243;gica atrav&#233;s da ado&#231;&#227;o imediata das medidas de controle</font> <font face="Verdana" size="2">preconizadas pelo Plano de Elimina&#231;&#227;o do Sarampo. Nesses surtos, mais de 50% dos casos ocorreram em indiv&#237;duos acima dos 15 anos de idade<sup>1</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em 1995, foram confirmados laboratorialmente 21 casos em 6 estados, n&#227;o havendo rela&#231;&#227;o de espa&#231;o e tempo dos casos entre si e n&#227;o tendo sido identificado surtos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="3"><b>Situa&#231;&#227;o epidemiol&#243;gica -1996 e 1997</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No primeiro semestre de 1996, foram identificados no pa&#237;s 3 casos importados de sarampo, sendo 2 (irm&#227;os) da It&#225;lia que desembarcaram em junho no Rio de Janeiro e em seguida foram para Minas Gerais sendo que o primeiro caso apresentou in&#237;cio do exantema em 23/06/96, e 1 do Jap&#227;o, que desembarcou no dia 27/04/96 em S&#227;o Paulo, seguindo para o Mato Grosso, onde adoeceu gravemente devido a complica&#231;&#245;es, apresentando o in&#237;cio do exantema em 4/5/96<sup>7</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No segundo semestre de 1996, no m&#234;s de setembro, o Estado de Santa Catarina detectou um surto de sarampo, totalizando 24 casos at&#233; o m&#234;s de dezembro (caso &#237;ndice com data de in&#237;cio do exantema em 06/09/96). Nesse mesmo m&#234;s, o Estado de S&#227;o Paulo tamb&#233;m detectou um surto de sarampo, iniciado a partir de setembro, com o primeiro caso apresentando o in&#237;cio do exantema em 22/09/96<sup>8</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em abril de 1997, o n&#250;mero de casos de sarampo come&#231;ou a elevar-se em progress&#227;o geom&#233;trica no Estado de S&#227;o Paulo, atingindo sobretudo a regi&#227;o metropolitana e apresentando uma maior concentra&#231;&#227;o na capital. A regi&#227;o metropolitana abriga 43% da popula&#231;&#227;o do Estado estimado em um total de 34.655.663 habitantes.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Concomitantemente &#224; eleva&#231;&#227;o do n&#250;mero de casos em S&#227;o Paulo, foram verificadas, a partir do m&#234;s de maio, importa&#231;&#245;es de casos de sarampo provenientes desse Estado em outros estados do pa&#237;s e em outros pa&#237;ses. A Bahia e o Cear&#225; registraram casos com confirma&#231;&#227;o laboratorial, cujas fontes de infec&#231;&#227;o eram residentes em S&#227;o Paulo, na regi&#227;o metropolitana ou capital (<a href="#g5">Gr&#225;fico V</a>)<sup>6</sup>.</font></p>     <p><a name="g5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font face="Verdana"><img src="/img/revistas/iesus/v6n1/1a02g5.gif" border="0"></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em junho, a epidemia expandiu-se rapidamente em S&#227;o Paulo e come&#231;aram a aparecer casos em outros estados das Regi&#245;es Sudeste, Nordeste, Norte, Centro-Oeste e Sul.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">At&#233; a presente data (semana epidemiol&#243;gica n<sup>o</sup> 38, terminada em 20/09/97), o Estado de S&#227;o Paulo registrou a maior concentra&#231;&#227;o dos casos (6.803), seguido da Bahia (397), de Minas Gerais (368 casos) e do Cear&#225; (323 casos). No Pa&#237;s, foram notificados 32.782 casos sendo 8.872 confirmados por laborat&#243;rio (<a href="#g6">Gr&#225;fico VI</a>). S&#227;o Paulo e Cear&#225; apresentam a maior incid&#234;ncia: 19,6 e 4,7 por</font> <font face="Verdana" size="2">100.000 hab., respectivamente. A maioria dos Estados brasileiros, at&#233; o presente momento, apresenta uma incid&#234;ncia abaixo de 0,5 por 100.000 hab., sendo que apenas 3 estados n&#227;o confirmaram casos de sarampo laboratorialmente: Roraima, Acre, e Alagoas</font> <font face="Verdana" size="2">(<a href="#map1">Mapa I</a>)<sup>6,7</sup>.</font></p>     <p><a name="g6"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font face="Verdana"><img src="/img/revistas/iesus/v6n1/1a02g6.gif" border="0"></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="map1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font face="Verdana"><img src="/img/revistas/iesus/v6n1/1a02map1.gif" border="0"></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Cerca de 55% dos casos est&#227;o ocorrendo entre adultos jovens na faixa et&#225;ria de 20 a 29 anos, ou seja, uma coorte nascida entre 1968 e 1977, quando os programas de vacina&#231;&#227;o estavam sendo implementados . A segunda faixa</font> <font face="Verdana" size="2">de idade que apresenta um percentual maior de casos &#233; a de menores de 1 ano de vida (15 %). A taxa de ataque &#233; tamb&#233;m mais elevada nesses mesmos grupos et&#225;rios: 32,62/100.000 habitantes para os menores de 1 ano e 13,86/100.000 hab. para os de 20 a 29 anos de idade, respectivamente (<a href="#g7">Gr&#225;fico VII</a>)<sup>6</sup><sup>,</sup><sup>7</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="g7"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font face="Verdana"><img src="/img/revistas/iesus/v6n1/1a02g7.gif" border="0"></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">No Estado de S&#227;o Paulo, at&#233; o dia 01/10/97, foram registrados 11 &#243;bitos: 5 entre os menores de 1 ano de vida (45,4%) e 2 na faixa et&#225;ria de 1 a 4 anos (18,2%), e os demais em outras faixas et&#225;rias, representando um</font> <font face="Verdana" size="2">pa&#237;ses identificaram casos de sarampo cuja fonte de infec&#231;&#227;o foi originada de S&#227;o Paulo, havendo a ocorr&#234;ncia de casos secund&#225;rios. At&#233; o presente momento, ocorreram 36 casos no Paraguai, 30 casos no Chile, 10 casos nos Estados Unidos e 03 casos no Peru.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Isolamento viral</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No Brasil, at&#233; o in&#237;cio do surto de Santa Catarina, n&#227;o se tinha identificado o(s) genotipos(s) do v&#237;rus do sarampo que circulava(m) no pa&#237;s. Em 1996, por ocasi&#227;o</font> <font face="Verdana" size="2">coeficiente de mortalidade de 0,76 e 0,07 por 100.000 habitantes, respectivamente. Mais 21 &#243;bitos est&#227;o sob investiga&#231;&#227;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Embora a informa&#231;&#227;o a respeito da situa&#231;&#227;o vacinal dos casos ainda n&#227;o esteja dispon&#237;vel de forma adequada em &#226;mbito nacional, h&#225; indica&#231;&#245;es de que, em sua maioria, eles est&#227;o ocorrendo entre n&#227;o-vacinados (<a href="#g8">Gr&#225;fico VIII</a>).</font></p>     <p><a name="g8"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font face="Verdana"><img src="/img/revistas/iesus/v6n1/1a02g8.gif" border="0"></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Entre maio e setembro de 1997, quatro</font> <font face="Verdana" size="2">desse surto, foi poss&#237;vel realizar o isolamento viral em dois casos, com a coleta de esp&#233;cimes cl&#237;nicas como sangue, urina e secre&#231;&#227;o naso-faringe de v&#225;rios casos suspeitos. O primeiro isolamento foi derivado da amostra de urina e o segundo, de secre&#231;&#227;o naso-faringe, coletados entre 2 e 3 dias a partir do in&#237;cio do exantema. A an&#225;lise gen&#244;mica dessas amostras mostraram que s&#227;o pertencentes ao Grupo Gen&#244;mico V, que atualmente tem sua circula&#231;&#227;o identificada no</font> <font face="Verdana" size="2">continente europeu<sup>8</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Ainda em 1996 foi realizada an&#225;lise gen&#244;mica a partir de soro sangu&#237;neo, analisado em 3 amostras que tiveram IgM positivo para sarampo, coletadas em casos espor&#225;dicos no Estado da Bahia. A an&#225;lise gen&#244;mica dessas amostras mostrou que s&#227;o pertencentes ao Grupo Gen&#244;mico III, cuja circula&#231;&#227;o tem sido identificada nos pa&#237;ses da &#193;sia.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No ano de 1997, at&#233; o presente momento, foi realizada a an&#225;lise gen&#244;mica de 2 amostras de v&#237;rus isolados em S&#227;o Paulo e 3 amostras no Rio de Janeiro, revelando que as mesmas pertencem ao genotipo IV, que nos &#250;ltimos anos tem circulado na Europa Ocidental.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Esses resultados demonstram que pelo menos tr&#234;s tipos de v&#237;rus circularam no Pa&#237;s nos anos de 1996 e 1997. Como n&#227;o havia tal identifica&#231;&#227;o antes do Plano de Elimina&#231;&#227;o do Sarampo, n&#227;o se pode afirmar se os surtos ocorreram em fun&#231;&#227;o de importa&#231;&#245;es de outros pa&#237;ses ou se esses v&#237;rus tem circula&#231;&#227;o aut&#243;ctone em nosso pa&#237;s. Da&#237; a import&#226;ncia de realizar-se o mapeamento genot&#237;pico em todos os estados que est&#227;o com casos confirmados de sarampo; futuramente, se houverem novas confirma&#231;&#245;es, poder&#225; ser identificado se essas s&#227;o decorrentes de importa&#231;&#245;es ou n&#227;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A continuidade dessa an&#225;lise &#233; fundamental tamb&#233;m para que se possa verificar se o surto que est&#225; ocorrendo nos demais estados pertencem ao mesmo genotipo de S&#227;o Paulo ou se est&#225; havendo a introdu&#231;&#227;o de outros genotipos no Brasil.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A an&#225;lise gen&#244;mica durante surtos e epidemias demonstra a medida do sucesso das estrat&#233;gias de controle &#8212; foi poss&#237;vel verificar que o surto de Santa Catarina permaneceu localizado no pr&#243;prio Estado.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="3"><b>Estrat&#233;gias adotadas para controle do surto</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A atual situa&#231;&#227;o epidemiol&#243;gica do sarampo no Brasil indica a necessidade premente de medidas de controle capazes de proteger, em primeiro lugar, o grupo de maior risco de</font> <font face="Verdana" size="2">complica&#231;&#245;es e &#243;bitos, ou seja, os menores de 5 anos de idade<sup>7</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As crian&#231;as e adolescentes que n&#227;o foram vacinados na Campanha Nacional contra o Sarampo em 1992, na rotina ou nas campanhas de anos posteriores, s&#227;o as mais suscet&#237;veis: provavelmente n&#227;o adquiriram a doen&#231;a em fun&#231;&#227;o da diminui&#231;&#227;o da circula&#231;&#227;o do v&#237;rus do sarampo em todo o Pa&#237;s, ap&#243;s a implanta&#231;&#227;o do Plano de Elimina&#231;&#227;o do Sarampo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Como medida fundamental de controle para o enfrentamento desse problema de sa&#250;de p&#250;blica, a recomenda&#231;&#227;o do Minist&#233;rio da Sa&#250;de &#233; a realiza&#231;&#227;o de Campanhas de Vacina&#231;&#227;o, de forma indiscriminada, para a faixa et&#225;ria de 6 meses a menores de 5 anos de idade (ressaltando que os lactentes de 6 a 8 meses devem receber nova dose da vacina a partir dos 9 meses de vida, conforme calend&#225;rio oficial do PNI). Essa medida, ao mesmo tempo em que protege o grupo onde podem ocorrer os casos mais graves, torna fact&#237;vel a obten&#231;&#227;o de altas coberturas vacinais (&gt;95%), imprescind&#237;veis para impedir a circula&#231;&#227;o viral. Por outro lado, a medida tamb&#233;m beneficia o conjunto da popula&#231;&#227;o de suscet&#237;veis, como ocorreu em S&#227;o Paulo no in&#237;cio da d&#233;cada, quando a vacina&#231;&#227;o nesse grupo et&#225;rio proporcionou redu&#231;&#227;o significativa na incid&#234;ncia da doen&#231;a entre adultos. A redu&#231;&#227;o da idade para os 6 meses &#233; imprescind&#237;vel diante da ocorr&#234;ncia de casos &quot;precoces&quot;, que potencialmente apresentam maior gravidade.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em S&#227;o Paulo, essa medida j&#225; foi posta em pr&#225;tica, com pleno &#234;xito, no primeiro dia da Campanha de Multivacina&#231;&#227;o (16 de agosto), com a expectativa de que detenha a progress&#227;o do surto j&#225; a partir do final de setembro/in&#237;cio de outubro. Nos outros dois estados com maior incid&#234;ncia, Bahia e Cear&#225;, tamb&#233;m foi tomada essa medida, mas com a vacina tr&#237;plice viral.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A experi&#234;ncia internacional tamb&#233;m refor&#231;a essa medida como priorit&#225;ria, em casos de surto semelhantes ao observado em nosso pa&#237;s, tendo sido referendada pelo Comit&#234; Assessor em Imuniza&#231;&#245;es da Organiza&#231;&#227;o Panamericana de Sa&#250;de (OPAS), reunido na Guatemala, no m&#234;s de setembro de 1997<sup>9</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para as crian&#231;as e adolescentes de 5 a 14 anos de idade, a recomenda&#231;&#227;o &#233; a vacina&#231;&#227;o de forma seletiva, tanto nos servi&#231;os de rotina quanto no segundo dia da Campanha de Multivacina&#231;&#227;o, em 25 de outubro. Recomenda-se tamb&#233;m a detec&#231;&#227;o de n&#227;o-vacinados nesse grupo et&#225;rio nas escolas (p&#250;blicas e privadas), utilizando-se os professores para refer&#234;ncia de vacina&#231;&#227;o nas unidades de sa&#250;de e priorizando os munic&#237;pios onde h&#225; casos confirmados.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A ado&#231;&#227;o dessas estrat&#233;gias &#233; fundamental: ao se atingir coberturas vacinais mais homog&#234;neas em todo o Pa&#237;s para a popula&#231;&#227;o menor de 5 anos e ao se identificar as crian&#231;as e adolescentes at&#233; 15 anos que ainda n&#227;o foram vacinados, poder&#225; criar-se uma imunidade de grupo e, conseq&#252;entemente, interromper-se a circula&#231;&#227;o do v&#237;rus nessa popula&#231;&#227;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para a faixa et&#225;ria acima dos 15 anos e sobretudo nas pessoas maiores de 20 anos de idade, com a segunda maior taxa de incid&#234;ncia, as experi&#234;ncias recentes em nosso pa&#237;s mostram que a realiza&#231;&#227;o de campanhas de vacina&#231;&#227;o indiscriminada contra o sarampo n&#227;o t&#234;m alcan&#231;ado coberturas vacinais significativas como medida de prote&#231;&#227;o coletiva das popula&#231;&#245;es. As coberturas m&#233;dias t&#234;m sido em torno dos 20%, mesmo com ampla mobiliza&#231;&#227;o e divulga&#231;&#227;o da m&#237;dia &#8212; bastante abaixo da cobertura vacinal exigida para haver impacto na diminui&#231;&#227;o do n&#250;mero de casos, de no m&#237;nimo 95%. Esses dados s&#227;o compat&#237;veis com a experi&#234;ncia anterior em nosso pr&#243;prio pa&#237;s e no exterior, onde apenas em situa&#231;&#245;es muito excepcionais se consegue obter altas coberturas vacinais entre adultos. Assim, tal estrat&#233;gia, al&#233;m de muito provavelmente repetir as coberturas ineficazes, poderia significar um desperd&#237;cio imenso de recursos materiais e humanos, protelando as</font> <font face="Verdana" size="2">medidas que podem realmente deter o surto, al&#233;m de almejar objetivos que a realidade n&#227;o sugere que possam ser alcan&#231;ados<sup>7</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Outra quest&#227;o a ser considerada &#233; que a suscetibilidade para o sarampo na popula&#231;&#227;o acima de 20 anos &#233; baixa. Resultados preliminares de estudos de preval&#234;ncia de anticorpos anti-sarampo para o grupo et&#225;rio de 20 a 29 anos, realizados em um banco de sangue de S&#227;o Paulo (localidade que apresenta a maior incid&#234;ncia do pa&#237;s, 37,77 por 100.000 hab.) sugerem que essa suscetibilidade est&#225; em torno de apenas 3 a 5%. N&#227;o justifica, portanto, a realiza&#231;&#227;o de uma campanha de vacina&#231;&#227;o em massa para tentar, com pouca chance de &#234;xito, atingir essa pequena parcela da popula&#231;&#227;o. A realiza&#231;&#227;o desse estudo em outras capitais est&#225; sendo proposta para que se possa avaliar se esse perfil sorol&oacute;gico &#233; identificado em outras localidades<sup>7</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A melhor estrat&#233;gia de vacina&#231;&#227;o para o grupo et&#225;rio acima dos 15 anos &#233; aquela que define os indiv&#237;duos, &#225;reas ou situa&#231;&#245;es de maior risco. A ocorr&#234;ncia de casos de sarampo precisa ser acompanhada por a&#231;&#245;es de vigil&#226;ncia epidemiol&#243;gica que forne&#231;am informa&#231;&#245;es detalhadas capazes de localizar territorialmente, ou em determinados grupos profissionais, a exist&#234;ncia de suscet&#237;veis que possibilitem a circula&#231;&#227;o viral<sup>3,7</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Essa atua&#231;&#227;o poder&#225; identificar, entre outras situa&#231;&#245;es:</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#8226; favelas, com concentra&#231;&#227;o de migrantes procedentes de localidades com baixas coberturas vacinais;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#8226; zonas rurais onde os ciclos da doen&#231;a s&#227;o mais espa&#231;ados;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#8226; grupos espec&#237;ficos tais como trabalhadores de constru&#231;&#227;o civil e profissionais de sa&#250;de;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#8226; trabalhadores em f&#225;bricas, em &#225;reas de colheitas de safras, em acampamentos de</font> <font face="Verdana" size="2">&quot;sem terra&quot;;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#8226; estudantes em escolas, universidades e alojamentos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Esse mapeamento, com base nos dados epidemiol&#243;gicos, indicar&#225; onde deve ser realizada, de maneira ativa e orientada, uma a&#231;&#227;o de vacina&#231;&#227;o capaz de obter &#237;ndices de cobertura nos n&#237;veis necess&#225;rios para se obter prote&#231;&#227;o coletiva<sup>7</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Uma vez constatado que h&#225; casos de sarampo confirmados laboratorialmente, n&#227;o h&#225; necessidade de coleta de amostra de sangue para todos os casos suspeitos: havendo a identifica&#231;&#227;o da fonte de infec&#231;&#227;o, os mesmos poder&#227;o ser confirmados por v&#237;nculo epidemiol&#243;gico. Por&#233;m, em alguns casos a coleta de amostra de sangue dever&#225; ser realizada obrigatoriamente<sup>7</sup>:</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#8226; toda crian&#231;a menor de 1 ano, independentemente da situa&#231;&#227;o vacinal;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">&#8226; todo caso suspeito vacinado, com idade at&#233; 19 anos;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#8226; toda pessoa hospitalizada com suspeita de sarampo, independentemente da idade ou situa&#231;&#227;o vacinal.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Dever&#225; tamb&#233;m ser realizada a coleta material para isolamento de v&#237;rus de, no m&#237;nimo, 6 casos suspeitos de sarampo, que sejam contato de casos confirmados laboratorialmente (conforme instru&#231;&#245;es das Diretrizes do Plano de Elimina&#231;&#227;o do Sarampo) em pelo menos uma localidade de cada Estado (ex.: capital ou cidade pr&#243;xima ao LACEN)<sup>10</sup>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>A&#231;&#245;es preconizadas</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Com o objetivo de determinar estrat&#233;gias para o controle do sarampo no Pa&#237;s, foi realizada uma reuni&#227;o em Bras&#237;lia, nos dias 23 e 24 de setembro de 1997, com os Coordenadores Estaduais de Imuniza&#231;&#245;es, a equipe do Programa Nacional de Imuniza&#231;&#245;es/FNS, os</font> <font face="Verdana" size="2">membros do GT/Sarampo/CNDI/CENEPI/FNS e o Diretor do CENEPI/FNS, na qual foram definidas as seguintes condutas a serem adotadas nas Unidades Federadas<sup>7</sup>:</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>1 - Realizar Campanha de Vacina&#231;&#227;o em</b></font> <b><font face="Verdana" size="2">menores de 5 anos de idade: </font></b></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em 23 Estados ser&#225; realizada uma campanha de vacina&#231;&#227;o indiscriminada com vacina contra o sarampo (ou seja, independente do estado vacinal pr&#233;vio) nas crian&#231;as de 6 meses at&#233; 4 anos completos. Em 4 Estados (BA, CE, PI e RS) ser&#225; introduzida a vacina tr&#237;plice viral devendo ser vacinada a popula&#231;&#227;o de 1 a 11 anos de idade, de forma indiscriminada. Essa vacina&#231;&#227;o com vacina contra o sarampo tr&#237;plice viral deve ser iniciada juntamente com a Campanha Nacional de Multivacina&#231;&#227;o. Em fun&#231;&#227;o da necessidade de serem capacitados recursos humanos para a realiza&#231;&#227;o dessa Campanha e de ser necess&#225;rio uma boa divulga&#231;&#227;o nos meios de comunica&#231;&#227;o e uma ampla discuss&#227;o com todos os setores da sociedade envolvidos nessa estrat&#233;gia, decidiu-se adiar a Campanha Nacional de Multivacina&#231;&#227;o para o dia 25/10/97. &#201; importante monitorar as coberturas alcan&#231;adas pelos munic&#237;pios e, aqueles que n&#227;o atingiram uma cobertura vacinal acima de 95% dever&#227;o estender a campanha por mais tempo. A segunda recomenda&#231;&#227;o visa a vacina&#231;&#227;o nas &#225;reas ou grupos de risco id&#234;nticas durante a investiga&#231;&#227;o de casos e surtos e inclue:</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>1&nbsp;- Vacinar os escolares da rede p&#250;blica e privada:</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Estrat&#233;gia de Vacina&#231;&#227;o - Seletiva;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Faixa Et&#225;ria - de 5 anos a 14 anos de idade.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>2&nbsp;- Realizar vacina&#231;&#227;o para os contatos de casos suspeitos ou confirmados (Bloqueio):</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Estrat&#233;gia de Vacina&#231;&#227;o - Seletiva;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Faixa Et&#225;ria - a partir de 6 meses, sem limite</font> <font face="Verdana" size="2">superior;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Local - em domic&#237;lios e em institui&#231;&#245;es fechadas (universidades, creches, escolas, canteiros de obras, quart&#233;is, empresas, f&#225;bricas, orfanatos, etc).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>3&nbsp;- Identificar &#225;reas de risco e realizar vacina&#231;&#227;o de forma ampliada:</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Estrat&#233;gia de Vacina&#231;&#227;o - Seletiva; Faixa Et&#225;ria - de 6 meses at&#233; 40 anos de idade Local - de acordo com o mapeamento geogr&#225;fico das &#225;reas com aumento de casos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>4&nbsp;- Vacinar os profissionais dos servi&#231;os de sa&#250;de (incluindo pessoal apoio e administrativo):</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Estrat&#233;gia de Vacina&#231;&#227;o - Seletiva Faixa Et&#225;ria - Priorizar at&#233; os 40 anos</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="3"><b>Considera&#231;&#245;es finais</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A introdu&#231;&#227;o da vacina contra o sarampo em larga escala no final dos anos 60 proporcionou ao longo das &#250;ltimas duas d&#233;cadas um progressivo decl&#237;nio da incid&#234;ncia e da mortalidade por sarampo em todos os continentes. Apesar disso, o sarampo ainda n&#227;o foi erradicado em nenhum pa&#237;s do mundo e a Organiza&#231;&#227;o Mundial de Sa&#250;de estima que ocorram anualmente 1 milh&#227;o de mortes e aproximadamente 40 milh&#245;es de casos de sarampo  no mundo<sup>11</sup>. A alta infectividade do v&#237;rus causador da doen&#231;a e o r&#225;pido ac&#250;mulo de suscet&#237;veis t&#234;m demonstrado que o controle ou elimina&#231;&#227;o da doen&#231;a precisa de m&#250;ltiplas estrat&#233;gias program&#225;ticas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As estrat&#233;gias introduzidas na maioria dos pa&#237;ses da Regi&#227;o das Am&#233;ricas no in&#237;cio dos anos 90 buscaram combinar uma campanha indiscriminada (&quot;catch-up&quot;) entre os menores de 15 anos com uma cobertura vacinal alta de rotina entre os menores de 1 ano, e a realiza&#231;&#227;o de uma campanha de seguimento (&quot;follow-up&quot;)</font> <font face="Verdana" size="2">para todos os menores de 5 anos, a cada 4 anos. Tais estrat&#233;gias obtiveram resultados bastante positivos, de tal forma que no ano de 1996 observou-se aproximadamente 2000 casos confirmados em cada Regi&#227;o. Mais de 1000 casos foram notificados no Canad&#225; e Estados Unidos</font>.</p>     <p><font face="Verdana" size="2">No Brasil e apesar de nunca ter atingido m&#233;dia nacional satisfat&#243;ria para a cobertura vacinal de rotina (&gt; 95%), a implementa&#231;&#227;o das estrat&#233;gias de elimina&#231;&#227;o como a Campanha de Vacina&#231;&#227;o em menores de 15 anos no ano de 1992, propiciou a redu&#231;&#227;o significativa da incid&#234;ncia e da mortalidade por sarampo durante o per&#237;odo de 1992 at&#233; 1995, quando se registrou apenas 21 casos confirmados laboratorialmente de mais de 4000 casos suspeitos notificados e investigados.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A combina&#231;&#227;o das permanentes coberturas vacinais de rotina com &#237;ndices insuficientes (&lt; 95%) e, o baixo resultado da campanha de seguimento nas crian&#231;as menores de 4 anos, em 1995, propiciaram o ac&#250;mulo de suscet&#237;veis necess&#225;rios para explicar pelo menos, parcialmente, que o atual surto atinge todo o pa&#237;s com exce&#231;&#227;o do Acre e Roraima. Outra quest&#227;o a ser analisada &#233; o fato de ter encontrado uma propor&#231;&#227;o grande (acima de 50%) de casos nos adultos de 20 a 29 anos. A r&#225;pida urbaniza&#231;&#227;o, com intenso fluxo migrat&#243;rio desse grupo populacional parcialmente suscet&#237;vel do interior do pa&#237;s para os grandes centros urbanos como S&#227;o Paulo e Rio de Janeiro poderia contribuir para explicar o surto que inclue mais de 10.000 casos confirmados somente em S&#227;o Paulo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">V&#225;rias pesquisas est&#227;o sendo promovidas para obter melhores explica&#231;&#245;es sobre a transmiss&#227;o atual do v&#237;rus do sarampo. Em nove Estados (SP, MG, CE, BA, PE, RS, PR, PA e DF) est&#227;o sendo realizados inqu&#233;ritos de soropreval&#234;ncia de anticorpos espec&#237;ficos IgG contra o sarampo na faixa et&#225;ria de 20 a 29 anos. Tamb&#233;m ser&#225; realizado um estudo de caso controle para confirmar a hip&#243;tese de que adultos jovens, migrantes provenientes de &#225;reas de baixa transmiss&#227;o no passado, formam um importante</font><font face="Verdana" size="2"> elemento na transmiss&#227;o do v&#237;rus.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A situa&#231;&#227;o &#233; preocupante e demanda um esfor&#231;o concentrado dos servi&#231;os de sa&#250;de nos &#226;mbitos federal, estadual e municipal, atuando imediatamente na identifica&#231;&#227;o de casos suspeitos com<sup>7</sup>:</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#8226; coleta de sorologia em tempo h&#225;bil (at&#233; 28 dias ap&#243;s o in&#237;cio do exantema);</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#8226; ado&#231;&#227;o das medidas de controle (busca ativa de novos casos e realiza&#231;&#227;o de bloqueio vacinal);</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#8226; conclus&#227;o do diagn&#243;stico sorol&#243;gico em at&#233; 9 dias;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">&#8226; encerramento dos casos em at&#233; 15 dias;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#8226; acompanhamento e an&#225;lise dos dados epidemol&#243;gicos da evolu&#231;&#227;o da doen&#231;a;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#8226; envio dos dados aos n&#237;veis superiores;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#8226; divulga&#231;&#227;o dos dados para a obten&#231;&#227;o de apoio pol&#237;tico e o envolvimento dos diversos setores da sociedade civil organizada que possam auxiliar no controle da epidemia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Bibliografia</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">1. Santos, E.D. O Perfil Epidemiol&#243;gico do Sarampo no Brasil de 1968 a 1995. (Monografia de conclus&#227;o do Curso de Especializa&#231;&#227;o em Sa&#250;de Coletiva da UNB), 1997.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">2. Risi, J. B. Jr.. Control of Measles in Brasil. <b>Review of Infectious Diseases</b>. Chicago. v. 5, n. 3. May - June, 1983.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">3. Silva, L. P. <b>Erradica&#231;&#227;o do sarampo: uma possibilidade real? Revis&#227;o cr&#237;tica da teoria e das estrat&#233;gias de elimina&#231;&#227;o</b>. 1993. 200</font> <font face="Verdana" size="2">p. (Tese de mestrado da Escola Nacional de Sa&#250;de P&#250;blica).</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">4. Brasil. Minist&#233;rio da Sa&#250;de. Funda&#231;&#227;o Nacional de Sa&#250;de. Centro Nacional de Epidemiologia. Relat&#243;rio interno do Programa Nacional de Imuniza&#231;&#245;es, n&#227;o publicado, 77 p., 1992.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">5. Brasil. Minist&#233;rio da Sa&#250;de. Secretaria de A&#231;&#245;es B&#225;sicas de Sa&#250;de. Documento interno, n&#227;o publicado, 1985.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">6. Brasil. Minist&#233;rio da Sa&#250;de. Funda&#231;&#227;o Nacional de Sa&#250;de. Centro Nacional de Epidemiologia. Plano Nacional de Controle e Elimina&#231;&#227;o do Sarampo (vers&#227;o preliminar 2). Bras&#237;lia, 1997.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">7. Brasil. Minist&#233;rio da Sa&#250;de. Funda&#231;&#227;o Nacional de Sa&#250;de. Centro Nacional de Epidemiologia. Documento Interno, 1997.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">8. Programa Ampliado de Imunizacion. Sarampi&#243;n en Brasil? Un caso aut&#243;ctono o importado? <b>Boletin Informativo - PAI</b>, A&#241;o XIX, n. 4, febrero, 1997.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">9. OPAS - XII Reuni&#227;o do Grupo T&#233;cnico Assessor do Programa Ampliado de Imuniza&#231;&#245;es, Guatemala, Setembro, 1997.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">10. Brasil. Minist&#233;rio da Sa&#250;de. Funda&#231;&#227;o Nacional de Sa&#250;de. Centro Nacional de Epidemiologia. Diretrizes B&#225;sicas de Elimina&#231;&#227;o do Sarampo - Guia de Campo (mimeo), 1997.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">11. Programa Ampliado de Imuniza&#231;&#227;o. Erradicaci&#243;n Mundial del Sarampi&#243;n: Meta 2010. <b>Boletim Informativo PAI</b>, ano XVIII n.4, 1996.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><sup><a name="fim"></a><a href="#topo"><font size="3">*</font></a></sup></b></font><span lang=PT-BR style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language:PT-BR'>Dado atualizado conforme errata publicada no <a href="http://scielo.iec.pa.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-16731997000200012&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt" target="_blank">volume 6, n<sup>o</sup> 2, jun -  1997</a></span></p>     ]]></body>
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