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<journal-title><![CDATA[Informe Epidemiológico do Sus]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A rede laboratorial de Saúde Pública e o SUS]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="4"><b><a name="topo"></a>A rede laboratorial de Sa&uacute;de P&uacute;blica e o SUS<sup><a href="#endereco">*</a></sup></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Ana Rosa dos Santos</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Coordenadora COLAB/CENEPI/FNS</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>S&#227;o apresentados os antecedentes que permitiram a cria&#231;&#227;o de uma rede de laborat&#243;rios de sa&#250;de p&#250;blica no Brasil na d&#233;cada de 70. Essa rede existe at&#233; os dias de hoje, apesar das intercorr&#234;ncias pol&#237;ticas e administrativas as quais esteve exposto o setor de sa&#250;de nos &#250;ltimos anos. O modelo assistencial concebido originalmente, de forma regionalizada e hierarquizada, vem sendo mantido, devendo ser adequado aos princ&#237;pios e diretrizes do Sistema &#218;nico de Sa&#250;de </i>(<i>SUS</i>)<i> nas esferas municipal, estadual e federal do governo. O n&#237;vel local &#233; a unidade mais simples, com atividades b&#225;sicas necess&#225;rias aos programas de sa&#250;de local. Ao n&#237;vel estadual </i>(<i>LACENs</i>)<i> cabe a coordena&#231;&#227;o da rede estadual, inclusive dos laborat&#243;rios regionais dentro da sua compet&#234;ncia legal, e ao n&#237;vel federal cabe a coordena&#231;&#227;o das redes que comp&#245;em o Sistema Nacional de Laborat&#243;rios de Sa&#250;de P&#250;blica/SNLSP.</i></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Antecedentes</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Dentro da estrutura de sa&#250;de, s&#227;o relevantes os servi&#231;os que possibilitam o conhecimento e a an&#225;lise dos conjuntos de dados laboratoriais em suporte &#224;s a&#231;&#245;es de vigil&#226;ncia epidemiol&#243;gica e de vigil&#226;ncia sanit&#225;ria, campos de atua&#231;&#227;o da sa&#250;de p&#250;blica. Os Laborat&#243;rios de Sa&#250;de P&#250;blica s&#227;o as unidades de presta&#231;&#227;o de servi&#231;os que t&#234;m como atividade b&#225;sica a execu&#231;&#227;o de exames laboratoriais para identifica&#231;&#227;o de agentes etiol&#243;gicos de determinados quadros nosol&#243;gicos, o monitoramento de a&#231;&#245;es de controle sanit&#225;rio e a participa&#231;&#227;o em inqu&#233;ritos epidemiol&#243;gicos. Outras atividades de import&#226;ncia s&#227;o a padroniza&#231;&#227;o de m&#233;todos e t&#233;cnicas de diagn&#243;stico e a supervis&#227;o e treinamento de recursos humanos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A decis&#227;o pol&#237;tica de organizar-se uma rede nacional de laborat&#243;rios de sa&#250;de p&#250;blica</font> <font face="Verdana" size="2">foi tomada na III Reuni&#227;o Especial de Ministros da Sa&#250;de das Am&#233;ricas, realizada em 1972, no Chile. Naquela reuni&#227;o, procedeu-se &#224; an&#225;lise da situa&#231;&#227;o dos laborat&#243;rios existentes no Hemisf&#233;rio Sul e constatou-se a defici&#234;ncia desse setor que, no caso brasileiro, dispunha de apenas 27 unidades laboratoriais, das quais 17 se encontravam localizadas no Estado de S&#227;o Paulo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A import&#226;ncia atribu&#237;da &#224; organiza&#231;&#227;o de uma rede nacional de laborat&#243;rios foi reafirmada, no Brasil, com a constitui&#231;&#227;o de um grupo de trabalho (Portaria Ministerial n<sup>o</sup> 118, de 30/3/76), diretamente subordinado ao Ministro da Sa&#250;de, com a compet&#234;ncia de elaborar e implantar um programa voltado &#224; sua implementa&#231;&#227;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Originalmente, ficou definido nesse programa que a Rede Nacional seria integrada por laborat&#243;rios a serem instalados e/ou</font> <font face="Verdana" size="2">redimensionados, pertencentes &#224; Uni&#227;o e aos Estados, num total de 509 unidades, sendo 420 locais, 65 regionais e 24 centrais. De acordo com a estrat&#233;gia adotada para o seu desenvolvimento, coube ao Minist&#233;rio da Sa&#250;de o suporte financeiro necess&#225;rio &#224; adequa&#231;&#227;o da &#225;rea f&#237;sica e &#224; edifica&#231;&#227;o das unidades, a aquisi&#231;&#227;o de equipamentos e de insumos b&#225;sicos e o treinamento de recursos humanos, no Instituto Adolfo Lutz, de S&#227;o Paulo. Aos Estados competiu a contrata&#231;&#227;o de pessoal e o gerenciamento, nas suas respectivas esferas de atua&#231;&#227;o, para a execu&#231;&#227;o do programa. No per&#237;odo de implanta&#231;&#227;o da rede (1976/79), foram treinados, no Instituto Adolfo Lutz, t&#233;cnicos de todas as Unidades Federadas, nas &#225;reas de biologia m&#233;dica, bromatologia e qu&#237;mica.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As a&#231;&#245;es do grupo de trabalho constitu&#237;do em 1973 foram assumidas, em 1977, pela Secretaria Nacional de A&#231;&#245;es B&#225;sicas de Sa&#250;de (SNABS) do Minist&#233;rio da Sa&#250;de e, mais especificamente, pela Divis&#227;o Nacional de Laborat&#243;rios de Sa&#250;de P&#250;blica (DNLSP), por for&#231;a de Portaria Ministerial (n<sup>o</sup> 425, de 26/10/77), que aprovou o regimento interno daquela Secretaria.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A organiza&#231;&#227;o e o funcionamento do Sistema Nacional de Laborat&#243;rios de Sa&#250;de P&#250;blica (SNLSP) foram disciplinados por meio da Portaria Ministerial n<sup>o</sup> 280, de julho de 1977. Al&#233;m da institui&#231;&#227;o do SNLSP, foi atribu&#237;da &#224; SNABS a responsabilidade da sua coordena&#231;&#227;o e foram aprovadas as normas b&#225;sicas para a caracteriza&#231;&#227;o, organiza&#231;&#227;o e operacionaliza&#231;&#227;o do sistema.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Por meio da Portaria Ministerial n<sup>o</sup> 217, de 17/9/1981, foram definidas as compet&#234;ncias do Laborat&#243;rio Nacional de Sa&#250;de P&#250;blica e foram, na &#233;poca, credenciados enquanto tal: o Instituto Evandro Chagas (Par&#225;); o Laborat&#243;rio Central da Funda&#231;&#227;o de Sa&#250;de Amaury de Medeiros (Pernambuco); a Funda&#231;&#227;o Oswaldo Cruz (Rio de Janeiro); o Instituto Adolfo Lutz (S&#227;o Paulo) e o Instituto de Pesquisas Biol&#243;gicas (Rio Grande do Sul). Por meio dessa portaria foram tamb&#233;m</font> <font face="Verdana" size="2">estabelecidas as respectivas &#225;reas de abrang&#234;ncia desses Laborat&#243;rios Nacionais.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Com a extin&#231;&#227;o da SNABS, em decorr&#234;ncia da reforma administrativa promovida em 1990, foram transferidas para a rec&#233;m-criada Funda&#231;&#227;o Nacional de Sa&#250;de (FNS) as atividades desenvolvidas por aquela secretaria, entre as quais as referentes ao Sistema de Laborat&#243;rios de Sa&#250;de P&#250;blica (Portaria Ministerial n<sup>o</sup> 1331, de 5/11/1990).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A Lei n<sup>o</sup> 8.080/90, por meio da qual foi institu&#237;do o Sistema &#218;nico de Sa&#250;de (SUS), determinou que a coordena&#231;&#227;o da rede nacional de laborat&#243;rios est&#225; entre as quatro &#225;reas principais de compet&#234;ncia da dire&#231;&#227;o nacional desse Sistema. Tal medida tornou clara a necessidade de revis&#227;o das normas de organiza&#231;&#227;o e operacionaliza&#231;&#227;o da rede de laborat&#243;rios existente, de forma &#224; adequ&#225;-la aos princ&#237;pios e diretrizes do SUS e, conseq&#252;entemente, fixar crit&#233;rios t&#233;cnicos para nortear o credenciamento dos laborat&#243;rios, com destaque para os de refer&#234;ncia nacional e regional. Essa necessidade, embora reconhecida pela portaria n<sup>o</sup> 699 de 24/6/93, aguarda ainda um ato normativo no sentido de consolidar e aprimorar as a&#231;&#245;es em curso.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Finalmente, em decorr&#234;ncia da necessidade de implementar o programa de desenvolvimento de uma rede de laborat&#243;rios com a participa&#231;&#227;o das secretarias de sa&#250;de das unidades federadas, a coordena&#231;&#227;o do SNLSP, por meio da Portaria Ministerial n<sup>o</sup> 1.717 de 30/12/93, foi delegada &#224; uma inst&#226;ncia espec&#237;fica (COLAB) do Centro Nacional de Epidemiologia (CENEPI) da FNS.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Em levantamento realizado em 1993, constatou-se que a rede dispunha de uma unidade por estado, no total de 26 Laborat&#243;rios Centrais de Sa&#250;de P&#250;blica (LACENs), estando em constru&#231;&#227;o a 27<sup>a</sup> Unidade, no Estado do Tocantins. Aos LACENs estavam ligados mais de 1.200 laborat&#243;rios locais. Estes inclu&#237;am as unidades laboratoriais voltadas ao diagn&#243;stico das doen&#231;as transmitidas por vetores, sob a responsabilidade das Coordena&#231;&#245;es Regionais da FNS de cada Estado, al&#233;m de outras</font> <font face="Verdana" size="2">pertencentes a &#243;rg&#227;os que foram incorporados &#224; FNS, tais como as unidades laboratoriais de apoio aos programas de controle das doen&#231;as imunopreven&#237;veis da extinta SNABS e ao programa de controle da tuberculose e hansen&#237;ase da ex-SNEPS, e os laborat&#243;rios de an&#225;lises cl&#237;nicas das unidades de sa&#250;de e de controle de qualidade da &#225;gua da ex-FSESP Esse conjunto passou a compor o n&#250;cleo central do SNLSP que, com a Lei n<sup>o</sup> 8.080/90 veio a integrar o Sistema &#218;nico de Sa&#250;de.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Como outras inst&#226;ncias da administra&#231;&#227;o p&#250;blica, a rede nacional de laborat&#243;rios sofreu o impacto de problemas que se manifestaram mais agudamente a partir de meados da d&#233;cada de 80, tais como a falta de uma pol&#237;tica de financiamento est&#225;vel, rupturas e mudan&#231;as administrativas freq&#252;entes e a aus&#234;ncia de um arcabou&#231;o organizacional integrador entre as inst&#226;ncias gerenciais de &#225;reas diversas que viesse a substituir a concep&#231;&#227;o sist&#234;mica ent&#227;o vigente. Apesar de tais intercorr&#234;ncias, os Laborat&#243;rios de Sa&#250;de P&#250;blica continuaram respondendo com relativa efic&#225;cia &#224;s demandas do sistema de vigil&#226;ncia epidemiol&#243;gica no suporte ao controle de doen&#231;as transmiss&#237;veis. Passaram tamb&#233;m a receber uma demanda expressiva com o desenvolvimento do programa de controle de DST/AIDS (organizado como Rede Nacional de DST/AIDS - RENADST/AIDS), com o programa de sa&#250;de do trabalhador e com o controle anal&#237;tico de produtos, caracterizando tamb&#233;m um maior suporte &#224;s a&#231;&#245;es de vigil&#226;ncia sanit&#225;ria.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Hierarquiza&#231;&#227;o e Fun&#231;&#245;es</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Desde a implanta&#231;&#227;o do Sistema, na d&#233;cada de 70, os Laborat&#243;rios de Sa&#250;de P&#250;blica (LSP) foram organizados de forma hierarquizada, segundo os n&#237;veis de complexidade das a&#231;&#245;es desenvolvidas em sua concep&#231;&#227;o original.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Entende-se por &quot;Sistema Nacional de Laborat&#243;rios de Sa&#250;de P&#250;blica&quot; (SNLSP) o conjunto de laborat&#243;rios de Sa&#250;de P&#250;blica pertencentes &#224; Uni&#227;o, aos Estados, aos</font> <font face="Verdana" size="2">Munic&#237;pios e ao Distrito Federal, organizados conforme seu grau de complexidade e hierarquizados por agravos e/ou programas, com a finalidade de desenvolver atividades laboratoriais pertinentes &#224; Vigil&#226;ncia Epidemiol&#243;gica, Vigil&#226;ncia Sanit&#225;ria, Sa&#250;de do Trabalhador. Foram, assim, identificados cinco n&#237;veis de atua&#231;&#227;o:</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>I.</b>&nbsp;<b>N&#237;vel Local</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&Eacute; constitu&#237;do pelos laborat&#243;rios p&#250;blicos em &#226;mbito municipal, integrados &#224; rede local de servi&#231;os para realiza&#231;&#227;o de exames b&#225;sicos e essenciais. S&#227;o estruturas unit&#225;rias que possuem a atribui&#231;&#227;o de atender &#224;s demandas oriundas das necessidades mais comuns da comunidade, buscando a resolubilidade dentro do seu n&#237;vel de compet&#234;ncia (<a href="#f1">Figura 1</a>).</font></p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v6n2/2a02f1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>II.</b>&nbsp;<b>N&#237;vel Regional</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&Eacute; constitu&#237;do pelo laborat&#243;rio executor de a&#231;&#245;es de maior complexidade demandadas pelo n&#237;vel local; &#233; organizado em fun&#231;&#227;o das necessidades identificadas na sua &#225;rea de abrang&#234;ncia; deve dar suporte ao n&#237;vel local no tocante, tamb&#233;m, &#224; realiza&#231;&#227;o de treinamento de pessoal e ao repasse de t&#233;cnicas e normas. Faz parte da Rede Estadual.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>III.</b>&nbsp;<b>N&#237;vel Estadual</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&Eacute; constitu&#237;do pelos Laborat&#243;rios Centrais dos Estados (LACENs), respons&#225;veis pela defini&#231;&#227;o da pol&#237;tica de sa&#250;de nessa inst&#226;ncia do SUS e pela coordena&#231;&#227;o das a&#231;&#245;es laboratoriais no &#226;mbito dos Estados. T&#234;m como atribui&#231;&#245;es principais o desenvolvimento, a capta&#231;&#227;o, a incorpora&#231;&#227;o e o repasse de tecnologias para a rede estadual, a padroniza&#231;&#227;o de novas t&#233;cnicas e o controle de qualidade, visando &#224; efici&#234;ncia, &#224; efic&#225;cia e &#224; efetividade do Sistema. O LACEN tem como compet&#234;ncia coordenar, supervisionar e implementar as atividades da rede estadual, e &#233; considerado o laborat&#243;rio de refer&#234;ncia para os Estados (<a href="#f2">Figura 2</a>).</font></p>     <p><a name="f2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v6n2/2a02f2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">O modelo estrutural &#233; inerente ao seu</font> <font face="Verdana" size="2">grau de complexidade, &#224;s necessidades nosol&#243;gicas e ao controle sanit&#225;rio da sua &#225;rea de abrang&#234;ncia. Os setores de um Laborat&#243;rio de Sa&#250;de P&#250;blica contemplam: bacteriologia, virologia, imunologia, parasitologia, micologia, qu&#237;mica e toxicologia de alimentos, bioqu&#237;mica, qu&#237;mica cl&#237;nica e hematol&#243;gica, an&#225;lise de &#225;guas, de esgotos, de medicamentos, de saneantes e correlatos e outras &#225;reas afins (<a href="#f3">Figura 3</a>).</font></p>     <p><a name="f3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v6n2/2a02f3.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>IV.</b>&nbsp;<b>N&#237;vel Macro-Regional</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#201; constitu&#237;do por Laborat&#243;rios de Refer&#234;ncia Macro-Regionais, considerados pontos de apoio de ordem t&#233;cnico-operacional de grande utilidade para os servi&#231;os de sa&#250;de p&#250;blica das &#225;reas de abrang&#234;ncia, como um elo importante entre a Coordena&#231;&#227;o do Sistema Nacional de Laborat&#243;rios de Sa&#250;de P&#250;blica e os Laborat&#243;rios Centrais do Estado (LACENs) (<a href="#f4">Figura 4</a>). Os Laborat&#243;rios Centrais reconhecidos como Laborat&#243;rios de Refer&#234;ncia Macro-Regional t&#234;m como atribui&#231;&#245;es espec&#237;ficas: capacitar recursos humanos dentro da sua respectiva &#225;rea de abrang&#234;ncia; promover assessoria e supervis&#227;o aos Laborat&#243;rios Centrais sistematicamente, realizando atividades laboratoriais de maior complexidade e atuando supletivamente em situa&#231;&#245;es de emerg&#234;ncia; promover, em conjunto com os Centros de Refer&#234;ncia Nacional espec&#237;ficos, a elabora&#231;&#227;o e a atualiza&#231;&#227;o de m&#233;todos e t&#233;cnicas padronizadas; implementar o sistema de controle de resultados em sua respectiva &#225;rea de abrang&#234;ncia. N&#227;o est&#227;o conformados de acordo com a distribui&#231;&#227;o geopol&#237;tica, mas &quot;geoepidemiol&#243;gica&quot;. Cita-se como ilustrativo o LACEN do Estado de Mato Grosso do Sul, refer&#234;ncia do Instituto Adolfo Lutz.</font></p>     <p><a name="f4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v6n2/2a02f4.gif" border="0"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>V.</b>&nbsp;<b>N&#237;vel Nacional</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&Eacute; constitu&#237;do pelos laborat&#243;rios</font> <font face="Verdana" size="2">considerados de excel&#234;ncia para doen&#231;as ou agravos espec&#237;ficos. S&#227;o Coentros de Refer&#234;ncia Nacional, credenciados para tanto segundo crit&#233;rios estabelecidos; tem o papel de suporte t&#233;cnico-cient&#237;fico ao Sistema, e a atribui&#231;&#227;o de repassar tecnologias e controlar a qualidade, no contexto nacional, em conson&#226;ncia com a Coordena&#231;&#227;o do Sistema Nacional de Laborat&#243;rios de Sa&#250;de P&#250;blica/SNLSP (<a href="#f5">Figuras 5</a> e <a href="#f6">6</a>).</font></p>     <p><a name="f5" id="f5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v6n2/2a02f5.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f6"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v6n2/2a02f6.gif" border="0"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Com o advento da Lei n<sup>o</sup> 8080/90, tem-se discutido o papel dos LSP al&#233;m do diagn&#243;stico de apoio ao controle de doen&#231;as e agravos, ao controle de produtos para o consumo humano e &#224; assist&#234;ncia m&#233;dica individual. Uma das atribui&#231;&#245;es que vem sendo incentivada e que tem sido desenvolvida pelos LSPs &#233; a pesquisa em sa&#250;de p&#250;blica para responder &#224;s quest&#245;es do conhecimento cient&#237;fico e aos avan&#231;os tecnol&#243;gicos. Como exemplo, cita-se a programa&#231;&#227;o de alguns LACENs na identifica&#231;&#227;o de sorotipos e subtipos para o desenvolvimento de novas vacinas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&Eacute; preciso repensar o papel do laborat&#243;rio para o enfrentamento das doen&#231;as emergentes e reemergentes. Para tal est&#227;o sendo organizadas redes espec&#237;ficas para essas doen&#231;as, como: pneumococos, meningococos, influenza, hantav&#237;rus, gastroenterites virais, entre outras. A inst&#226;ncia nacional tem promovido o desenvolvimento e interc&#226;mbio t&#233;cnico-cient&#237;fico com organismos internacionais, estabelecendo refer&#234;ncias oficiais. Neste momento, a Coordena&#231;&#227;o de Laborat&#243;rios passa por um processo de revis&#227;o para a atualiza&#231;&#227;o das suas normas t&#233;cnicas e operacionais b&#225;sicas, conformando-as e adequando-as aos princ&#237;pios e diretrizes do SUS e introduzindo conceitos inovadores e avan&#231;ados de biosseguran&#231;a, boas pr&#225;ticas, informatiza&#231;&#227;o e moderniza&#231;&#227;o gerencial<a name="endereco" id="endereco"></a>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup><a href="#topo">*</a></sup>http://www.fns.gov.br/acoes/laboratorio/lab.htm</font></p>      ]]></body>
</article>
