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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b>EDITORIAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Jarbas Barbosa da Silva J&uacute;nior</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Diretor do Centro Nacional de Epidemiologia</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">A Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica tem    nas suas origens e como uma das suas principais atribui&ccedil;&otilde;es o    monitoramento de um conjunto de doen&ccedil;as e agravos que, por algumas caracter&iacute;sticas    particulares, necessitam de informa&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida, com car&aacute;ter    obrigat&oacute;rio, que possam desencadear oportunas a&ccedil;&otilde;es de    controle. Essas doen&ccedil;as comp&otilde;em a Lista de Doen&ccedil;as de Notifica&ccedil;&atilde;o    Compuls&oacute;ria (LDNCN), e s&atilde;o selecionadas atrav&eacute;s de crit&eacute;rios    origin&aacute;rios de sua magnitude, potencial de gerar surtos e epidemias,    transced&ecirc;ncia, disponibilidade de medidas de controle etc. As altera&ccedil;&otilde;es    no perfil epidemiol&oacute;gico e o aperfei&ccedil;oamento do instrumental de    detec&ccedil;&atilde;o de situa&ccedil;&otilde;es inusitadas, como por exemplo    o conhecimento de novas doen&ccedil;as ou a re-emerg&ecirc;ncia de outras, assim    como o desenvolvimento das estrat&eacute;gias de controle, imp&otilde;em que    sejam realizadas revis&otilde;es peri&oacute;dicas desta lista, visando sua    atualiza&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s da inclus&atilde;o ou exclus&atilde;o    de agravos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Estas revis&otilde;es t&ecirc;m sido conduzidas    atrav&eacute;s de consultas mais amplas &agrave; comunidade cient&iacute;fica    e de profissionais de sa&uacute;de, ou de forma mais restrita ouvindo-se apenas    os t&eacute;cnicos das &aacute;reas espec&iacute;ficas do Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. Qualquer que seja a condu&ccedil;&atilde;o, estes processos    de revis&atilde;o s&atilde;o lentos e permeados por intensas discuss&otilde;es,    ou at&eacute; mesmo disputas, no sentido da inclus&atilde;o de maior n&uacute;mero    de doen&ccedil;as, nem sempre baseados nos crit&eacute;rios preestabelecidos.    Isto ocorre porque apesar dos problemas apresentados pelo Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es    das Doen&ccedil;as de Notifica&ccedil;&atilde;o Compuls&oacute;ria (SDNC), que    v&atilde;o desde a sub-notifica&ccedil;&atilde;o at&eacute; o completo sil&ecirc;ncio    epidemiol&oacute;gico em &aacute;reas onde sabidamente se tem ocorr&ecirc;ncia    de determinada doen&ccedil;a ou agravo, este &eacute; o &uacute;nico registro    sistem&aacute;tico de morbidade institu&iacute;do desde 1969 no pa&iacute;s,    e, no qual tem se apoiado, quase de maneira exclusiva, a vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica,    inclusive pela pequena utiliza&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s de um leque mais    amplo de t&eacute;cnicas para o monitoramento de doen&ccedil;as e agravos. O    SDNC vem permitindo a constru&ccedil;&atilde;o das s&eacute;ries hist&oacute;ricas    de algumas das doen&ccedil;as transmiss&iacute;veis, c&aacute;lculo aproximado    de incid&ecirc;ncia, como tamb&eacute;m, em muitas situa&ccedil;&otilde;es,    an&aacute;lises epidemiol&oacute;gicas que orientam o processo de interven&ccedil;&atilde;o    e planejamento de a&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de sob bases t&eacute;cnicas    e cient&iacute;ficas, para cada agravo espec&iacute;fico.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os dirigentes e t&eacute;cnicos de &aacute;reas    com responsabilidades espec&iacute;ficas no controle de determinadas doen&ccedil;as    e agravos, bem como sociedades de especialistas, pelas raz&otilde;es expostas,    entendem que a inclus&atilde;o dessas doen&ccedil;as tornaria dispon&iacute;vel    informa&ccedil;&atilde;o universal e sistem&aacute;tica para ser utilizada no    planejamento, programa&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o de suas atividades.    Apesar de se reconhecer que o SDNC v&ecirc;m oferecendo algumas respostas a    um dos prop&oacute;sitos do sistema de sa&uacute;de, que &eacute; o de identificar    enfermidades que necessitam de medidas &aacute;geis de preven&ccedil;&atilde;o    ou controle, n&atilde;o &eacute; verdadeiro que se tornaria imposs&iacute;vel    a obten&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es ou mesmo o desenvolvimento    das a&ccedil;&otilde;es de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica para doen&ccedil;as    e agravos que n&atilde;o estivessem inclu&iacute;dos neste sistema. Assim, esse    processo de atualiza&ccedil;&atilde;o da lista tem tamb&eacute;m o prop&oacute;sito    de modernizar o instrumental a ser utilizado para se obter a informa&ccedil;&atilde;o    para a a&ccedil;&atilde;o. As diversas formas ativas de vigil&acirc;ncia, o    uso de unidades e s&iacute;tios sentinelas, a realiza&ccedil;&atilde;o de inqu&eacute;ritos    e outros estudos epidemiol&oacute;gicos, a cria&ccedil;&atilde;o de sistemas    de monitoramento sobre grupos geo-populacionais, a integra&ccedil;&atilde;o    com outros sistemas de informa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de (SIM, SINASC,    SIH, SIA, PNI etc) entre tantas iniciativas j&aacute; existentes no pa&iacute;s    e no exterior, devem necessariamente ser integradas nesse processo, abrindo    novas e mais adequadas perspectivas para a vigil&acirc;ncia de determinadas    doen&ccedil;as e agravos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Neste sentido, o Centro Nacional de Epidemiologia    (CENEPI), em mar&ccedil;o de 1998, desencadeou o processo de revis&atilde;o    da lista atual, e optou por iniciar a discuss&atilde;o com representantes da    comunidade cient&iacute;fica, dirigentes e profissionais de sa&uacute;de das    tr&ecirc;s esferas de governo. Para tanto, convocou uma comiss&atilde;o para    definir as bases t&eacute;cnicas e organizativas que possibilitasse as consultas.    Esta comiss&atilde;o entendeu que seria importante a elabora&ccedil;&atilde;o    de um documento que esclarecesse os crit&eacute;rios que estavam sendo utilizados    na revis&atilde;o da lista nacional, que enfatizasse o uso mais sistem&aacute;tico    dos outros sistemas de informa&ccedil;&otilde;es existentes e ainda sugerisse    alternativas de coleta de informa&ccedil;&otilde;es complementares para ampliar    as possibilidades de registro de morbidade e mortalidade nos Estados e Munic&iacute;pios.    Al&eacute;m disso, o documento deveria aportar conhecimentos t&eacute;cnicos    b&aacute;sicos que pudessem servir como subs&iacute;dios para que Estados e    Munic&iacute;pios possam, de acordo com a diretriz de descentraliza&ccedil;&atilde;o    do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS), selecionar doen&ccedil;as e agravos    que complementem a lista nacional, observados os problemas de sa&uacute;de de    cada territ&oacute;rio.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Esse documento foi submetido a debate numa Oficina    de Trabalho que reuniu diversos t&eacute;cnicos e pesquisadores das &aacute;reas    de vigil&acirc;ncia de Secretarias Estaduais, Municipais e Institui&ccedil;&otilde;es    de Ensino e Pesquisa e estar&aacute; consubstanciado brevemente em Portaria    Ministerial. Agora &eacute; apresentado mais amplamente, aqui no Informe Epidemiol&oacute;gico    do SUS, para divulga&ccedil;&atilde;o entre os especialistas de v&aacute;rias    &aacute;reas da sa&uacute;de, t&eacute;cnicos e gestores de &oacute;rg&atilde;os    de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica das tr&ecirc;s esferas de governo    e docentes e pesquisadores em Epidemiol&oacute;gia. Esse processo &eacute; imprescind&iacute;vel    pela pr&oacute;pria natureza desse instrumento que, ao propor escolher e hierarquizar    doen&ccedil;as e agravos para colocar em especial monitoramento de &acirc;mbito    nacional, pode suscitar, como de fato suscitou inclusive entre seus elaboradores,    diverg&ecirc;ncias originadas por diferentes crit&eacute;rios de valora&ccedil;&atilde;o,    que precisam confluir para um consenso que legitime t&atilde;o importante instrumento    para o SUS. A divulga&ccedil;&atilde;o do documento visa suscitar o debate nas    p&aacute;ginas dessa publica&ccedil;&atilde;o visando construir crit&eacute;rios    que possam ser incorporados aos pr&oacute;ximos processo de revis&atilde;o da    LDNCN, que esperamos tornar anual.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Comunicamos a todos os 20.000 leitores do IESUS    que o mesmo agora tornou-se publica&ccedil;&atilde;o indexada na base da LILACS,    o que representa um motivo de muito orgulho para todos os que integram o CENEPI    e os in&uacute;meros colaboradores que nos auxiliaram. Aguardamos artigos para    que continuemos fortalecendo esse instrumento t&atilde;o importante para a difus&atilde;o    do conhecimento e a consolida&ccedil;&atilde;o da Epidemiologia em nosso pa&iacute;s.</font></p>      ]]></body>
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