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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[<a name=topo></a>Perda auditiva induzida pelo ruído em trabalhadores industriais da região metropolitana de Salvador, Bahia]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[An audiometric evaluation was conducted in 7,925 workers of fourty-four industrial companies in nine different fields of activity. The hearing loss prevalence was 45.9%. The noise-induced hearing loss (NIHL) prevalence was 35.7% considering bilateral and unilateral losses. For each field of activity, the prevalence estimates were: 58.7% in the graphic, 51.7% in the mechanic, 45.9% in the beverage industry, 42.3% in the chemical/ petrochemical, 35.8% in the metallurgy, 33.5% in the metallurgy of iron and steel, 29.3% in the transport companies, 28.0% in the alimentation industry and 23.4% in the textile industry. Unilateral NIHL was surprisingly high - 18% of the examined workers. These results reveal a serious situation and the authors recommend the implementation of Hearing Conservation Programs in industrial companies.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4" face="verdana"><b><a name="topo"></a>Perda auditiva induzida    pelo ru&iacute;do em trabalhadores industriais da regi&atilde;o metropolitana    de Salvador, Bahia</b></font><b><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup><a href="#fim">*</a></sup></font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Carlos R. Miranda<sup>I</sup>; Carlos R. Dias<sup>II</sup>; Paulo    G. L. Pena<sup>I</sup>; Let&iacute;cia C. C. Nobre<sup>III</sup>; Rosana Aquino<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup>I</sup>M&eacute;dico do Trabalho e Mestre em Sa&uacute;de    Comunit&aacute;ria (UFBa)    <br>   <sup>II</sup>M&eacute;dico do Trabalho    <br>   <sup>III</sup>Mestre em Sa&uacute;de Comunit&aacute;ria (UFBa)</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O presente trabalho constitui-se em um estudo    de preval&ecirc;ncia, realizado a partir de dados audiom&eacute;tricos referentes    a 7.925 trabalhadores de 44 empresas industriais de nove diferentes ramos de    atividade. A preval&ecirc;ncia de perda auditiva foi de 45,9% na popula&ccedil;&atilde;o    estudada. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; perda auditiva do tipo induzida    pelo ru&iacute;do (PAIR), somando as perdas bilaterais e unilaterais, observou-se    uma preval&ecirc;ncia de 35,7%. Para cada ramo, as preval&ecirc;ncias foram    as seguintes: 58,7% no editorial/gr&aacute;fico, 51,7% no mec&acirc;nico, 45,9%    no de bebidas, 42,3% no qu&iacute;mico/petroqu&iacute;mico, 35,8% no metal&uacute;rgico,    33,5% no sider&uacute;rgico, 29,3% no de transportes, 28,0% no de alimentos    e 23,4% no t&ecirc;xtil. Chamam aten&ccedil;&atilde;o as altas preval&ecirc;ncias    de PAIR unilateral - 18% dos trabalhadores avaliados. O presente estudo permitiu    delinear um quadro extremamente alarmante, dada a magnitude da preval&ecirc;ncia    de perda auditiva do tipo induzida pelo ru&iacute;do, apontando a import&acirc;ncia    da implementa&ccedil;&atilde;o, por parte das empresas, de Programas de Conserva&ccedil;&atilde;o    Auditiva.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Palavras-Chave:</b> Perda Auditiva; Trabalhadores    Industriais; Perda Auditiva Induzida pelo Ru&iacute;do (PAIR).</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">An audiometric evaluation was conducted in 7,925    workers of fourty-four industrial companies in nine different fields of activity.    The hearing loss prevalence was 45.9%. The noise-induced hearing loss (NIHL)    prevalence was 35.7% considering bilateral and unilateral losses. For each field    of activity, the prevalence estimates were: 58.7% in the graphic, 51.7% in the    mechanic, 45.9% in the beverage industry, 42.3% in the chemical/ petrochemical,    35.8% in the metallurgy, 33.5% in the metallurgy of iron and steel, 29.3% in    the transport companies, 28.0% in the alimentation industry and 23.4% in the    textile industry. Unilateral NIHL was surprisingly high - 18% of the examined    workers. These results reveal a serious situation and the authors recommend    the implementation of Hearing Conservation Programs in industrial companies.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Key-Words:</b> Hearing Loss; Industrial Workers;    Noise-Induced Hearing Loss (NIHL).</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O ru&iacute;do &eacute;, na maioria dos pa&iacute;ses,    o agente nocivo mais prevalente nos ambientes de trabalho. Sua presen&ccedil;a    nas atividades laborais soma-se &agrave; sua intensa dissemina&ccedil;&atilde;o    nos ambientes urbanos e sociais, especialmente nas atividades de lazer. Essa    dissemina&ccedil;&atilde;o quase universal do ru&iacute;do nos ambientes sociais    e de trabalho ganha maior import&acirc;ncia quando se considera que o dano auditivo    dele decorrente &eacute; irrevers&iacute;vel, e que a exposi&ccedil;&atilde;o    produz outros dist&uacute;rbios - org&acirc;nicos, fisiol&oacute;gicos e psicoemocionais    - que resultam em uma evidente diminui&ccedil;&atilde;o da qualidade de vida    e de sa&uacute;de dos trabalhadores<sup>1,2,3,4,5</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">A perda auditiva decorre de les&atilde;o das    c&eacute;lulas sensoriais do &oacute;rg&atilde;o de Corti no ouvido interno,    &eacute; em geral bilateral, e tem evolu&ccedil;&atilde;o insidiosa, com perdas    progressivas e irrevers&iacute;veis, diretamente relacionadas com o tempo de    exposi&ccedil;&atilde;o, com os n&iacute;veis de press&atilde;o sonora, e com    a suscetibilidade individual. Essa perda manifesta-se, primeira e predominantemente,    nas freq&uuml;&ecirc;ncias de 6000, 4000 e 3000 Hertz e, com o agravamento da    les&atilde;o, estende-se &agrave;s freq&uuml;&ecirc;ncias de 8000, 2000, 1000,    500 e 250 Hertz. Raramente, o ru&iacute;do leva &agrave; perda auditiva profunda    pois, geralmente, n&atilde;o ultrapassa os 75 decib&eacute;is nas freq&uuml;&ecirc;ncias    altas e 40 decib&eacute;is nas baixas freq&uuml;&ecirc;ncias, atingindo seu    n&iacute;vel m&aacute;ximo nos primeiros 10 a 15 anos de exposi&ccedil;&atilde;o.    Al&eacute;m da perda auditiva podem ocorrer zumbidos, plenitude auricular, tontura,    dor de cabe&ccedil;a, dist&uacute;rbios g&aacute;stricos, altera&ccedil;&otilde;es    transit&oacute;rias na press&atilde;o arterial, estresse e dist&uacute;rbios    da vis&atilde;o, aten&ccedil;&atilde;o, da mem&oacute;ria, do sono e do humor<sup>6,7,8,9,10,11,12,13,14</sup>.    &Agrave;s manifesta&ccedil;&otilde;es biops&iacute;quicas do desgaste diretamente    produzido pela exposi&ccedil;&atilde;o ao ru&iacute;do somam-se outros aspectos    importantes relacionados &agrave; precariedade do suporte social e previdenci&aacute;rio    e &agrave; amea&ccedil;a constante de desemprego<sup>15</sup>. As estimativas    do total de trabalhadores expostos a n&iacute;veis de ru&iacute;do capazes de    produzir perdas auditivas somam milh&otilde;es de trabalhadores em alguns pa&iacute;ses,    e no Brasil a situa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; diferente<sup>16,17,18,19,20,21</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Diante do exposto, o presente trabalho tem como    objetivo principal determinar a preval&ecirc;ncia de perda auditiva induzida    pelo ru&iacute;do (PAIR) entre trabalhadores de empresas industriais de nove    diferentes ramos de atividade.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Material e M&eacute;todo</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O presente trabalho constitui-se em um estudo    de preval&ecirc;ncia, realizado a partir de dados audiom&eacute;tricos referentes    a 7.925 trabalhadores de 44 empresas industriais em atividade na Regi&atilde;o    Metropolitana de Salvador, Bahia. Foram inclu&iacute;das empresas de nove ramos    de atividade: qu&iacute;mico/petroqu&iacute;mico (11), t&ecirc;xtil (9), transportes    (6), metal&uacute;rgico (4), bebidas (4), alimentos (3), mec&acirc;nico (3),    sider&uacute;rgico (2) e editorial/gr&aacute;fico (2). As empresas foram selecionadas    a partir de indica&ccedil;&atilde;o, solicitada aos sindicatos representativos    dos trabalhadores de cada ramo de atividade, assim como de dados obtidos em    estudos de demanda no ambulat&oacute;rio do Centro de Estudos de Sa&uacute;de    do Trabalhador (CESAT/SUS). Todos os trabalhadores avaliados foram submetidos    a pelo menos um exame audiom&eacute;trico, obedecendo &agrave;s especifica&ccedil;&otilde;es    da legisla&ccedil;&atilde;o trabalhista em vigor, a NR-7 da Portaria n<sup>o    </sup>3214/78<sup>22</sup>. Na audiometria tonal por via a&eacute;rea, realizadas    em servi&ccedil;os pr&oacute;prios ou contratados, foram testadas as freq&uuml;&ecirc;ncias    de 500, 1000, 2000, 3000, 4000, 6000 e 8000 Hertz, exames realizados por profissionais    habilitados(fonoaudi&oacute;logo ou m&eacute;dico) ap&oacute;s repouso ac&uacute;stico    de mais de 14 horas e precedidos de otoscopia no momento do exame. A partir    de informa&ccedil;&otilde;es fornecidas pelas empresas, foi constitu&iacute;do    um banco de dados, utilizando o programa Epi-Info<sup>23</sup>, com as seguintes    vari&aacute;veis: nome da empresa (c&oacute;digo), n&uacute;mero de matr&iacute;cula    do trabalhador, data de nascimento, data de admiss&atilde;o, sexo, setor de    trabalho, fun&ccedil;&atilde;o, limiares auditivos(em decib&eacute;is) para    as freq&uuml;&ecirc;ncias de 250, 500, 1000, 2000, 3000, 4000, 6000 e 8000 Hertz    em ouvido direito e ouvido esquerdo, e classifica&ccedil;&atilde;o da perda    auditiva em cada ouvido segundo o tipo e o grau de perda. As perdas auditivas    foram classificadas segundo crit&eacute;rios diagn&oacute;sticos de diferencia&ccedil;&atilde;o    entre perdas do tipo neurossensorial, condutiva e mista, amplamente estabelecidos    pela cl&iacute;nica audiol&oacute;gica, e a perda auditiva induzida pelo ru&iacute;do    (PAIR), segundo crit&eacute;rios definidos pelo Comit&ecirc; Nacional de Ru&iacute;do    e Conserva&ccedil;&atilde;o Auditiva, em 1994<sup>24</sup>. Os limiares auditivos    foram considerados normais at&eacute; 25 decib&eacute;is(dB). Al&eacute;m do    tipo de perda, os tra&ccedil;ados audiom&eacute;tricos foram classificados em    rela&ccedil;&atilde;o ao grau de perda e, para isso, adotou-se a classifica&ccedil;&atilde;o    proposta por Merluzzi e colaboradores, em 1989<sup>25</sup>. De acordo com essa    classifica&ccedil;&atilde;o, o grau zero (audi&ccedil;&atilde;o normal) corresponde    a tra&ccedil;ados com limiares at&eacute; 25 dB em qualquer freq&uuml;&ecirc;ncia    e, assim, sucessivamente: grau 1 - perdas acima de 25 dB apenas nas freq&uuml;&ecirc;ncias    de 4000, 6000 e 8000 Hz; grau 2 - inclui perdas em 3000 Hz; grau 3 - as perdas    j&aacute; atingem 2000 Hz; grau 4 - inclui perdas em 1000 Hz e grau 5 - atinge,    al&eacute;m de todas as outras, a freq&uuml;&ecirc;ncia de 500 Hz.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Neste estudo, foi decidido classificar cada ouvido    separadamente, independentemente do tipo ou grau de perda no outro ouvido, discriminando    as perdas bilaterais das unilaterais. As vari&aacute;veis fun&ccedil;&atilde;o    e setor de trabalho foram reclassificadas a fim de permitir termos de compara&ccedil;&atilde;o,    utilizando como crit&eacute;rio a posi&ccedil;&atilde;o de cada trabalhador    em rela&ccedil;&atilde;o ao processo produtivo. Assim, todas as fun&ccedil;&otilde;es,    de acordo com os setores, foram classificadas em algum desses seis grupos: produ&ccedil;&atilde;o,    manuten&ccedil;&atilde;o, servi&ccedil;os gerais, controle de qualidade, apoio    &agrave; produ&ccedil;&atilde;o e &agrave; manuten&ccedil;&atilde;o e administra&ccedil;&atilde;o.    O tratamento das vari&aacute;veis e os cruzamentos entre as mesmas foram realizados    atrav&eacute;s do pacote estat&iacute;stico de an&aacute;lise de dados SPSS<sup>26</sup>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Resultados e Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s caracter&iacute;sticas    da popula&ccedil;&atilde;o estudada, observaram-se distribui&ccedil;&otilde;es    variadas de sexo, idade e tempo de trabalho na empresa, particulares a cada    empresa e ramo de atividade. Em seu conjunto, pode-se dizer que esta popula&ccedil;&atilde;o    constituiu um grupo de trabalhadores jovens - com menos de 40 anos de idade,    do sexo masculino e com tempo de trabalho na empresa entre cinco e dez anos.    A m&eacute;dia de idade em cada ramo foi: 32,8 anos no ramo de alimentos, 33,6    anos no de bebidas, 34,5 anos no t&ecirc;xtil, 35,8 anos no mec&acirc;nico,    36,0 anos no metal&uacute;rgico, 36,1 anos no qu&iacute;mico/petroqu&iacute;mico,    37,4 anos no sider&uacute;rgico, 38,4 anos no transporte e 39,3 anos no editorial/gr&aacute;fico.    A distribui&ccedil;&atilde;o segundo o sexo, em cada ramo, mostrou que nos ramos    de alimentos, editorial/gr&aacute;fico e transporte entre 73,9% a 77,7% dos    trabalhadores eram do sexo masculino; nos ramos mec&acirc;nico, t&ecirc;xteis    e qu&iacute;mico/petroqu&iacute;mico esses percentuais variaram entre 83,7%    e 89,8%; e, no de bebidas, metal&uacute;rgico e sider&uacute;rgico os homens    representaram mais de 90,0% da popula&ccedil;&atilde;o de trabalhadores.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As m&eacute;dias de tempo de trabalho na empresa    foram de: 4,1 anos no ramo de alimentos, 5,1 anos no t&ecirc;xtil, 5,9 anos    no de bebidas, 6,3 anos no metal&uacute;rgico, 6,5 anos no mec&acirc;nico, 8,8    anos no qu&iacute;mico/petroqu&iacute;mico, 9,4 anos no sider&uacute;rgico,    9,9 anos no editorial/gr&aacute;fico e 10,0 anos no transporte.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Uma vez que n&atilde;o se disp&otilde;e de outros    indicadores, &eacute; particularmente importante analisar os efeitos da idade    e do tempo de trabalho como aproxima&ccedil;&atilde;o do tempo de exposi&ccedil;&atilde;o.    A alta rotatividade, evidenciada pelas m&eacute;dias de tempo de trabalho menores    que o tempo de opera&ccedil;&atilde;o das empresas, indica que o tempo de trabalho    na empresa n&atilde;o corresponde satisfatoriamente ao tempo de exposi&ccedil;&atilde;o.    Em alguns casos, a idade pareceu ser um melhor indicador do tempo de exposi&ccedil;&atilde;o    - ou do tempo na fun&ccedil;&atilde;o - do que o tempo de trabalho. &Eacute;    necess&aacute;rio, portanto, pensar em formas de operacionaliza&ccedil;&atilde;o    de indicadores de tempo de exposi&ccedil;&atilde;o que possam ser utilizados,    tanto para fins de vigil&acirc;ncia &agrave; sa&uacute;de quanto para estudos    epidemiol&oacute;gicos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A compara&ccedil;&atilde;o das preval&ecirc;ncias    de perda auditiva entre os ramos deve considerar, em primeiro lugar, as diferen&ccedil;as    de percentuais de realiza&ccedil;&atilde;o de audiometria entre as empresas    em cada ramo. &Eacute; preciso cautela na an&aacute;lise da disparidade de resultados    entre as empresas que, antes de refletir situa&ccedil;&otilde;es diferenciadas    de exposi&ccedil;&atilde;o a ru&iacute;do, podem ser resultado de diferen&ccedil;as    nos percentuais de realiza&ccedil;&atilde;o de audiometria entre os expostos,    em cada empresa e no total do ramo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Na popula&ccedil;&atilde;o estudada, a preval&ecirc;ncia    de perda auditiva foi 45,9%, o que significa que 3.639 trabalhadores apresentaram    tal altera&ccedil;&atilde;o. Comparando os ramos entre si, observa-se que as    maiores preval&ecirc;ncias ocorreram entre os trabalhadores gr&aacute;ficos,    de bebidas, em transportes, mec&acirc;nicos e qu&iacute;micos/petroqu&iacute;micos,    todos esses com mais de 50,0% dos trabalhadores acometidos (<a href="#t1">Tabela    1</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a name="t1"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v7n1/1a05t1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; PAIR, somando    as perdas bilaterais e unilaterais, observou-se uma preval&ecirc;ncia de 35,7%.    Essas preval&ecirc;ncias, para cada ramo, foram as seguintes: 58,7% no editorial/gr&aacute;fico,    51,7% no mec&acirc;nico, 45,9% no de bebidas, 42,3% no qu&iacute;mico/petroqu&iacute;mico,    35,8% no metal&uacute;rgico, 33,5% no sider&uacute;rgico, 29,3% no de transportes,    28,0% no de alimentos e 23,4% no t&ecirc;xtil (<a href="#t1">Tabela 1</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Chamam a aten&ccedil;&atilde;o as altas preval&ecirc;ncias    de PAIR unilateral - 18% dos trabalhadores examinados - concentrando-se mais    notadamente nos setores de bebidas e qu&iacute;mico/petroqu&iacute;mico (<a href="#t1">Tabela    1</a>). Uma outra observa&ccedil;&atilde;o a ser feita diz respeito &agrave;    ocorr&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as importantes entre ouvido esquerdo e ouvido    direito. Isso implica reconsiderar o afirmado por muitos que a PAIR &eacute;    quase sempre bilateral, sendo necess&aacute;rio melhor esclarecimento desse    fato, inclusive com estudos a respeito da execu&ccedil;&atilde;o das tarefas.    Kwitko e Pezzi (1993) referem estudo de avalia&ccedil;&atilde;o da audi&ccedil;&atilde;o    realizado em 826 trabalhadores metal&uacute;rgicos, no qual observaram que 40,0%    dos casos de PAIR eram unilaterais<sup>27</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">&Eacute; importante ressaltar, ainda, que a grande    maioria dos casos de PAIR foram classificados como grau 1 da Classifica&ccedil;&atilde;o    de Merluzzi, que corresponde &agrave; fase inicial da doen&ccedil;a, quando    as perdas auditivas limitam-se &agrave;s freq&uuml;&ecirc;ncias altas ( de 4000    a 8000 Hertz), como pode ser evidenciado na <a href="#t2">Tabela 2</a>. Com    a evolu&ccedil;&atilde;o das les&otilde;es, ap&oacute;s o aprofundamento nas    freq&uuml;&ecirc;ncias altas, as perdas estendem-se progressivamente para as    freq&uuml;&ecirc;ncias intermedi&aacute;rias (3000 Hertz) e as baixas (2000    a 500 Hertz).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><a name="t2"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v7n1/1a05t2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">A respeito da ocorr&ecirc;ncia de outros tipos    de perdas auditivas ressaltam-se, em alguns casos, as altas preval&ecirc;ncias    das perdas dos tipos condutiva e mista, especialmente nos setores de transportes    e de bebidas (<a href="#t2">Tabela 2</a>). Essas perdas podem ter alguma rela&ccedil;&atilde;o    com as condi&ccedil;&otilde;es de trabalho, se bem avaliadas, e n&atilde;o devem    ser menosprezadas. Esse fato &eacute; de extrema import&acirc;ncia se se considera    a sa&uacute;de do trabalhador de uma forma integral, do mesmo modo que suas    condi&ccedil;&otilde;es de trabalho e a totalidade dos riscos a que est&atilde;o    expostos os trabalhadores. Alguns estudos indicam que at&eacute; 60,0% de uma    popula&ccedil;&atilde;o trabalhadora t&ecirc;m outros problemas otol&oacute;gicos    que n&atilde;o surdez ocupacional<sup>28,29,30</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Outro aspecto importante do desgaste &agrave;    sa&uacute;de detectado neste estudo diz respeito &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o    das perdas auditivas entre as fun&ccedil;&otilde;es. As preval&ecirc;ncias de    perdas auditivas em trabalhadores em manuten&ccedil;&atilde;o e em servi&ccedil;os    de apoio &agrave; produ&ccedil;&atilde;o e &agrave; manuten&ccedil;&atilde;o    indicam que h&aacute; uma popula&ccedil;&atilde;o maior de trabalhadores expostos    al&eacute;m daqueles diretamente ligados &agrave; produ&ccedil;&atilde;o, inclusive    com maior ocorr&ecirc;ncia de PAIR, em alguns casos (<a href="#t3">Tabela 3</a>)</font></p>     <p><a name="t3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v7n1/1a05t3.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="verdana"><b>Conclus&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A exposi&ccedil;&atilde;o ao ru&iacute;do &eacute;    o problema de sa&uacute;de ocupacional mais prevalente nos ambientes industriais.    Os efeitos desta exposi&ccedil;&atilde;o no aparelho auditivo humano s&atilde;o    bem conhecidos e decorrem de les&otilde;es das c&eacute;lulas sensoriais do    &oacute;rg&atilde;o de Corti do ouvido interno.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Este estudo permitiu delinear um quadro extremamente    alarmante, dada a magnitude da preval&ecirc;ncia de PAIR - 35,7% do total de    7.925 trabalhadores, ou seja, um em cada tr&ecirc;s trabalhadores desenvolveu    algum grau de perda em pelo menos um dos ouvidos. &Eacute; importante ressaltar    que a maioria dos casos de perdas auditivas foram caracterizados como Grau 1    da Classifica&ccedil;&atilde;o de Merluzzi, o qual corresponde &agrave; fase    inicial da evolu&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a. As maiores preval&ecirc;ncias    de PAIR foram encontradas entre os trabalhadores ligados &agrave; produ&ccedil;&atilde;o,    &agrave; manuten&ccedil;&atilde;o e aos servi&ccedil;os de apoio &agrave; produ&ccedil;&atilde;o    e &agrave; manuten&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os resultados do presente trabalho apontam a    import&acirc;ncia da implementa&ccedil;&atilde;o, por parte das empresas, de    Programas de Conserva&ccedil;&atilde;o Auditiva com o objetivo de prevenir a    instala&ccedil;&atilde;o ou evolu&ccedil;&atilde;o de perdas auditivas em trabalhadores    expostos ao ru&iacute;do presente nos locais de trabalho. Esses programas devem    contemplar pelo menos os seguintes aspectos b&aacute;sicos:</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">1. Programa de Controle M&eacute;dico: monitoramento    dos trabalhadores expostos ao ru&iacute;do ambiental atrav&eacute;s de exames    audiom&eacute;tricos realizados por ocasi&atilde;o do exame admissional, seis    meses ap&oacute;s a admiss&atilde;o e, posteriormente, a cada ano.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">2. Programa de Avalia&ccedil;&atilde;o Ambiental:    medi&ccedil;&atilde;o peri&oacute;dica dos n&iacute;veis de press&atilde;o sonora    nos ambientes de trabalho (decibelimetria) assim como monitoramento da exposi&ccedil;&atilde;o    individual, buscando definir a dose de ru&iacute;do recebida por cada um dos    trabalhadores atrav&eacute;s da utiliza&ccedil;&atilde;o de dos&iacute;metros.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">3. Medidas de Prote&ccedil;&atilde;o Coletiva:    Podem ser organizativas (exemplo: introdu&ccedil;&atilde;o de pausas durante    o trabalho, reorganiza&ccedil;&atilde;o do processo de trabalho) ou de controle    ambiental (exemplo: manuten&ccedil;&atilde;o preventiva e corretiva de m&aacute;quinas    e equipamentos ruidosos, reorganiza&ccedil;&atilde;o do &quot;layout&quot;,    isolamento e/ou enclausuramento de m&aacute;quinas e equipamentos, tratamento    ac&uacute;stico de paredes, entre outros).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">4. Medida de Prote&ccedil;&atilde;o Individual:    uso constante e obrigat&oacute;rio de protetores auriculares (tipo concha ou    de inser&ccedil;&atilde;o).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">5. Programa Educativo: com o objetivo de levar    ao conhecimento, tanto de trabalhadores como de empregadores, os riscos &agrave;    exposi&ccedil;&atilde;o ao ru&iacute;do e as medidas de prote&ccedil;&atilde;o    que podem ser adotadas, buscando seu envolvimento na implanta&ccedil;&atilde;o    e na execu&ccedil;&atilde;o do programa de conserva&ccedil;&atilde;o auditiva.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="verdana"><b>Bibliografias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">1. Glass DC, Singer JE. Urban Stress - Experiments    on Noise and Social Stressors. New York: Academic Press. (Social Psychology:    a series of monographs, treatises and texts), 1972.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">2. Falk SA. Chapter 2 - Pathophysiological responses    of the auditory organ to excessive sound. <i>In</i>: Handbook of Physiology.    Douglas HK. Lee (Section Ed.); Stephen R. Geiger (Executive edictor). American    Physiological Society, Maryland, 1977.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">3. Westman J, Walters JR. Noise and Stress: a    Comprehensive Approach. <b>Environmental Health Perspectives</b> 41:291-309,    1981.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">4. Costa EA, Kitamura S. Patologia do Trabalho    Segundo Aparelho ou Sistema: &oacute;rg&atilde;os dos sentidos: audi&ccedil;&atilde;o.    <i>In</i>: Mendes, R.(Org). Patologia do Trabalho. Editora Atheneu, Rio de Janeiro,    1995.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">5. Santos UP. (Org). Ru&iacute;do: Riscos e Preven&ccedil;&atilde;o.    Editora Hucitec, S&atilde;o Paulo, p.157, 1996.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">6. Ward WD. Chapter 1 - Effects of noise exposure    on auditory sensitivity. <i>In</i>: Handbook of Physiology. Douglas HK. Lee    (Section Ed.); Stephen R. Geiger (Executive edictor). American Physiological    Society, Maryland, 1977.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">7. Cohen, A. Chapter 3 - Extrauditory effects    of accoustic stimulation. <i>In</i>: Handbook of Physiology. Douglas HK. Lee    (Section Ed.); Stephen R. Geiger (Executive edictor). American Physiological    Society, Maryland, 1977.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">8. Merluzzi F. &quot;Occupational Deafness&quot;.    <i>In</i>: ILO - International Labour Office. Encyclopaedia of Occupational    Health and Safety. 3rd. ed. Geneva, p. 593-596, 1983.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">9. Katz J. Tratado de Audiologia Cl&iacute;nica.    Editora Manoel, S&atilde;o Paulo, 1989.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">10.Yiming Z, Shuzheng Z, SelvinS, Spear RC. A    dose response relation for noise induced hypertension. <b>British Journal of    Internal Medicine</b> 48:179-184, 1991.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">11.Stansfeld SA. Noise, noise sensitivity and    psychiatric disorder: epidemiological and psychophysiological studies. <b>Psycological    Medicine</b> (Supl. 22):1-44, 1992.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">12.Nobre LCC. A Produ&ccedil;&atilde;o do Desgaste:    perda auditiva em trabalhadores em ind&uacute;strias t&ecirc;xteis da Regi&atilde;o    Metropolitana de Salvador. Tese de Mestrado, Universidade Federal da Bahia,    Salvador, 1994.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">13.Arnos KS. Hereditary Hearing Loss (Editorial    Comment). <b>New England Journal of Medicine</b> 331:469-470, 1994.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">14.Saeed SR. Hearing Loss. <b>Practioner</b>    238:454-60, 1994.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">15.Pena PGL. Surdez Profissional na Bahia - A    Hist&oacute;ria Social de Uma Doen&ccedil;a do Trabalho. Disserta&ccedil;&atilde;o    de Mestrado. Universidade Federal da Bahia, Salvador, 1990.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">16.Pereira CA. Surdez Profissional em trabalhadores    metal&uacute;rgicos: estudo epidemiol&oacute;gico em uma ind&uacute;stria da    Grande S&atilde;o Paulo. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado. Faculdade de    Sa&uacute;de P&uacute;blica - Universidade de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo,    1978.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">17.Suter AH, Von Gierke HE. Noise and Public    Policy. <b>Ear and Hearing</b> 8:188- 191, 1987.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">18.Mendes R. Impacto dos efeitos da ocupa&ccedil;&atilde;o    sobre a sa&uacute;de dos trabalhadores. <b>Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica</b>    22:441-457, 1988.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">19.Consensus Conference. Noise and Hearing Loss.    <b>Journal of American Medical Association</b> 263:3185- 3190, 1990.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">20.Aquino R. Relat&oacute;rio T&eacute;cnico    do Estudo de Demanda do Ambulat&oacute;rio de Doen&ccedil;as do Trabalho do    DSO/CESAT, Salvador, Bahia, 1988-1990 (mimeo).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">21.Buschinelli JTP. Epidemiologia das Doen&ccedil;as    Profissionais Registradas no Brasil na D&eacute;cada de 80. Disserta&ccedil;&atilde;o    de Mestrado em Sa&uacute;de P&uacute;blica. Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica    - Universidade de S&atilde;o Paulo. S&atilde;o Paulo, 1993.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">22.BRASIL, Minist&eacute;rio do Trabalho. Secretaria    de Seguran&ccedil;a e Sa&uacute;de no Trabalho (SSST). Norma Regulamentadora    n<sup>o</sup> 7: nota t&eacute;cnica, p.34, 1996.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">23.Dean AG. Epi Info, Version 5: a word processing,    database, and statistics program for epidemiology on micro-computers. Center    for Disease Control, Atlanta, Georgia, USA, 1990.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">24.Comit&ecirc; Nacional de Ru&iacute;do e Conserva&ccedil;&atilde;o    Auditiva. Perda Auditiva Induzida pelo Ru&iacute;do Relacionada ao Trabalho.    <b>Acta Awho</b> 13:126-127, 1994.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">25.Merluzzi F. Programa di Prevenzione dei Danni    Auditivi da Rumore. Instituto di Medicina del Lavoro, Universit&aacute; di Milano,    1989.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">26.Norusis MJ. SPSS/PC + V2 0 Base Manual. SPSS    Inc. Chicago, 1988.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">27.Kwitko A, Pezzi RG. Revis&atilde;o Cr&iacute;tica    da Norma Regulamentadora n<sup>o</sup> 7. 1. Tabela de Fowler. 2. Perda Auditiva    Bilateral. <b>Revista Brasileira de Sa&uacute;de Ocupacional</b> 21:93- 99,    1993.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">28.Robinson DW, Shipton MS, Whittle LS. Audiometry    in industrial hearing conservation. I. Teddington, England: National Physical    Laboratory, 1973.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">29.Dobie R. A. Industrial Audiometry and the    Otologist. <b>Laryngoscope</b> 95:382-385, 1985.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">30.Azevedo AP, Okamoto VA, Bernardi RC. &quot;Considera&ccedil;&otilde;es    sobre Ru&iacute;do: Riscos, Patologia e Preven&ccedil;&atilde;o - Aspectos Audiol&oacute;gicos    na Sa&uacute;de do Trabalhador&quot;. <i>In</i>: Costa DF. (Org). Programa de    Sa&uacute;de dos Trabalhadores - A Experi&ecirc;ncia da Zona Norte: Uma Alternativa    em Sa&uacute;de P&uacute;blica. Editora Hucitec, S&atilde;o Paulo, 1989.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/iesus/v7n1/seta.gif" border="0"></a>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   </font><font size="2" face="verdana">Carlos Roberto Miranda    <br>   Av. Magalh&atilde;es Neto , 68 apto 1001    <br>   Pituba Salvador/BA    <br>   CEP: 41820-020    <br>   Telefax: (071) - 3531768.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><sup><a name="fim"></a><a href="#topo"><font size="3">*</font></a></sup></b></font><span lang=PT-BR style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language:PT-BR'>Dado atualizado conforme errata publicada no <a href="http://scielo.iec.pa.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-16731998000300008&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt" target="_blank">volume 7, n<sup>o</sup> 3, set - 1998  </a></span></p>      ]]></body><back>
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