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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Causas de internações de crianças e adolescentes nos hospitais do SUS em Minas Gerais entre 1994 e 1995]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The objective of this study was to determine the most frequent causes of hospital admissions of children and adolescents in the Public Health Care System in the State of Minas Gerais in 1994 and 1995. Information about hospital admissions was obtained from the Hospital Admission Authorization forms (AIHs) filled by the hospitals for reimbursement, which are available through the BBS network and a CD-ROM distributed by the Ministry of Health. The studied variables were: age, sex and cause of admission. In 1994, 1,397,265 admissions ocurred and 1995, there were 1,465,389 admissions. During the period considered, 18,6% of the admissions corresponded to children and 9,5% to adolescents. Male admissions predominated except in individuals with ages between 15 and years. The main causes of admissions for both sex and all ages, corresponded to diseases and infections of the respiratory system except for the 15 to 19 year interval, in which female admissions predominated, pregnacy being the most frequent admission cause (60%). The second most frequent cause was gastrointestinal disease. It is concluded that the information of this study contributes to elucidate the main causes of admission of children and adolescents in hospital of the Public Health Care System, information that should allow the implementation of preventive actions of public health.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4" face="verdana"><b><a name="topo"></a>Causas de interna&ccedil;&otilde;es    de crian&ccedil;as e adolescentes nos hospitais do SUS em Minas Gerais entre    1994 e 1995</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Marcelo M. Abrantes<sup>I</sup>; Joel A. Lamounier<sup>II</sup>;    Juliano F. Faria<sup>I</sup>; Cristiano M. Diniz<sup>I</sup>; Fabiano A. F. Cunha<sup>I</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup>I</sup>Bolsistas de Inicia&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica    CNPq    <br>   <sup>II</sup>Professor Adjunto, Faculdade de Medicina da UFMG</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para Correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">O objetivo deste estudo foi determinar as causas    mais freq&uuml;entes de interna&ccedil;&otilde;es de crian&ccedil;as e adolescentes    nos hospitais do Estado de Minas Gerais conveniados ao SUS nos anos de 1994    e 1995. As informa&ccedil;&otilde;es sobre interna&ccedil;&otilde;es hospitalares    foram obtidas atrav&eacute;s da &quot;Autoriza&ccedil;&atilde;o de Interna&ccedil;&atilde;o    Hospitalar (AIH)&quot; que os hospitais preenchem para receberem pelos servi&ccedil;os.    Os dados dessas AIHs s&atilde;o disponibilizados pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    (MS) atrav&eacute;s da rede BBS e CD-ROM. As vari&aacute;veis estudadas foram    a idade, sexo e a causa de interna&ccedil;&atilde;o. Em 1994 ocorreram 1.397.265    interna&ccedil;&otilde;es e em 1995, 1.465.389. Do total de interna&ccedil;&otilde;es    no per&iacute;odo, 18,6% correspondem a crian&ccedil;as e 9,5% a adolescentes.    Predominaram as interna&ccedil;&otilde;es para o sexo masculino, exceto para    os indiv&iacute;duos com idades entre os 15 e 19 anos, faixa et&aacute;ria em    que predominaram as interna&ccedil;&otilde;es relacionadas com a gesta&ccedil;&atilde;o    (aproximadamente 60%). As doen&ccedil;as e infec&ccedil;&otilde;es do aparelho    respirat&oacute;rio constitu&iacute;ram a principal causa de interna&ccedil;&atilde;o    em ambos os sexos e em todas as faixas et&aacute;rias, com exce&ccedil;&atilde;o    somente para o sexo feminino na faixa et&aacute;ria de 15 a 19 anos. A segunda    causa mais freq&uuml;ente correspondeu &agrave;s doen&ccedil;as gastrointestinais    em todas as faixas et&aacute;rias e em ambos os sexos. Conclui-se que as informa&ccedil;&otilde;es    do presente estudo contribu&iacute;ram para o melhor conhecimento das principais    causas de interna&ccedil;&otilde;es em crian&ccedil;as e adolescentes em hospitais    credenciados pelo SUS em Minas Gerais, o que permitiria a implementa&ccedil;&atilde;o    de a&ccedil;&otilde;es e medidas preventivas do ponto de vista de sa&uacute;de    p&uacute;blica.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Palavras-Chave:</b> Hospitaliza&ccedil;&otilde;es;    Causas de Interna&ccedil;&atilde;o; Estat&iacute;sticas Hospitalares.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">The objective of this study was to determine    the most frequent causes of hospital admissions of children and adolescents    in the Public Health Care System in the State of Minas Gerais in 1994 and 1995.    Information about hospital admissions was obtained from the Hospital Admission    Authorization forms (AIHs) filled by the hospitals for reimbursement, which    are available through the BBS network and a CD-ROM distributed by the Ministry    of Health. The studied variables were: age, sex and cause of admission. In 1994,    1,397,265 admissions ocurred and 1995, there were 1,465,389 admissions. During    the period considered, 18,6% of the admissions corresponded to children and    9,5% to adolescents. Male admissions predominated except in individuals with    ages between 15 and years. The main causes of admissions for both sex and all    ages, corresponded to diseases and infections of the respiratory system except    for the 15 to 19 year interval, in which female admissions predominated, pregnacy    being the most frequent admission cause (60%). The second most frequent cause    was gastrointestinal disease. It is concluded that the information of this study    contributes to elucidate the main causes of admission of children and adolescents    in hospital of the Public Health Care System, information that should allow    the implementation of preventive actions of public health.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Key-Words:</b> Hospital Admission; Admission    Causes; Hospital Statistics.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As institui&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de    representadas pelos centros de sa&uacute;de, hospitais e unidades b&aacute;sicas    de sa&uacute;de, caracterizam-se por oferecer assist&ecirc;ncia de car&aacute;ter    eminentemente curativo, com uma tend&ecirc;ncia ao uso extensivo de tecnologia    de ponta e com custos cada vez mais elevados<sup>1</sup>. Dentre estas institui&ccedil;&otilde;es    o hospital &eacute; extremamente dispendioso, n&atilde;o s&oacute; pela sua    constru&ccedil;&atilde;o, mas principalmente pelo seu custeio.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em diferentes pa&iacute;ses, principalmente nos    subdesenvolvidos, os leitos hospitalares tornam-se necess&aacute;rios para garantir    a recupera&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, sobretudo das popula&ccedil;&otilde;es    marginalizadas ou carentes. No Brasil, esta situa&ccedil;&atilde;o vem se agravando    nos &uacute;ltimos anos, vistos o aumento desproporcionado dos custos e a falta    de uma pol&iacute;tica coerente com as necessidades e o perfil epidemiol&oacute;gico    de nossa popula&ccedil;&atilde;o.<sup>1</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Existem estudos evidenciando que a assist&ecirc;ncia    &agrave; sa&uacute;de em escolas resultou na diminui&ccedil;&atilde;o das taxas    de interna&ccedil;&otilde;es e procura por pronto-socorros em escolares <sup>2,3</sup>    e que programas com objetivos espec&iacute;ficos, como a preven&ccedil;&atilde;o    de tabagismo e gravidez, s&atilde;o eficazes na redu&ccedil;&atilde;o dos &iacute;ndices    de morbi-mortalidade associados <sup>3,4</sup>. Nos Estados Unidos, um estudo    mostrou que cerca de 19,0% das interna&ccedil;&otilde;es em crian&ccedil;as    menores de 15 anos de idade que foram, em sua maioria, devidas &agrave; pneumonia    e asma, poderiam ser potencialmente evit&aacute;veis<sup>5</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No Brasil, informa&ccedil;&otilde;es sobre a    morbimortalidade hospitalar s&atilde;o escassas, principalmente com rela&ccedil;&atilde;o    aos hospitais conveniados com o Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS).    Este estudo tem o objetivo de conhecer as causas mais freq&uuml;entes de interna&ccedil;&otilde;es    em crian&ccedil;as e adolescentes nos hospitais credenciados pelo SUS de Minas    Gerais. Ao se conhecerem melhor as interna&ccedil;&otilde;es nesta faixa et&aacute;ria    e suas peculiaridades, a&ccedil;&otilde;es preventivas e administrativas por    parte dos &oacute;rg&atilde;os de sa&uacute;de p&uacute;blica do estado poderiam    ser propostas para redu&ccedil;&atilde;o da incid&ecirc;ncia de doen&ccedil;as    de causas evit&aacute;veis.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Material e m&eacute;todos</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os hospitais conveniados pelo SUS, particulares,    p&uacute;blicos e filantr&oacute;picos s&atilde;o instru&iacute;dos para enviar    regularmente as Autoriza&ccedil;&otilde;es de Interna&ccedil;&atilde;o Hospitalar    (AIH) preenchidas, a fim de receberem pelos servi&ccedil;os prestados. Os dados    contidos nestas AIHs s&atilde;o disponibilizados pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,    atrav&eacute;s da rede BBS (<i>Bulletin Board System</i>), rede semelhante &agrave;    <i>Internet</i>, que permite a comunica&ccedil;&atilde;o entre computadores    e troca de mensagens e dados e, mais recentemente, atrav&eacute;s de CD-ROM,    que pode ser solicitado por institui&ccedil;&otilde;es de pesquisa e ensino.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Quando da realiza&ccedil;&atilde;o do presente    estudo, estavam dispon&iacute;veis os dados at&eacute; o ano de 1995, sendo    ent&atilde;o poss&iacute;vel e decidido analisar apenas os dois &uacute;ltimos    anos (1994 e 1995). Nesse per&iacute;odo, ocorreram 2.862.654 interna&ccedil;&otilde;es    em todos os hospitais credenciados pelo SUS no Estado de Minas Gerais. Desse    total, 1.397.265 interna&ccedil;&otilde;es foram em 1994 e 1.465.389 no ano    de 1995. Os dados das AIHs foram preenchidos diretamente pelos hospitais e processados    pelos t&eacute;cnicos do SUS em n&iacute;vel federal. Admite-se que os procedimentos    e os dados fornecidos estejam corretos. No entanto, isto n&atilde;o implica    que fraudes contra o SUS n&atilde;o possam ter ocorrido com rela&ccedil;&atilde;o    ao diagn&oacute;stico das interna&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os dados, originalmente em formato DBF (Dbase    III), foram convertidos para o formato REC, utilizando para este fim o software    EpiInfo vers&atilde;o 6.02. Tr&ecirc;s vari&aacute;veis foram analisadas: causas    de interna&ccedil;&atilde;o (codificado pelo CID vigente), sexo e idade, nos    anos base de 1994 e 1995. &#8230; importante ressaltar que as AIHs cont&ecirc;m    outros dados, como filia&ccedil;&atilde;o, proced&ecirc;ncia, endere&ccedil;o    e hospital em que ocorreu o atendimento, os quais tamb&eacute;m s&atilde;o disponibilizados    pelo MS, possibilitando an&aacute;lises em rela&ccedil;&atilde;o ao espa&ccedil;o    geogr&aacute;fico. No entanto, essas vari&aacute;veis n&atilde;o foram analisadas    neste estudo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Para fins de an&aacute;lise foram consideradas    duas categorias por faixa et&aacute;ria, conforme classifica&ccedil;&atilde;o    adotada pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS)<sup>6</sup>:</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">1 - Crian&ccedil;as: englobando lactentes (de    0 at&eacute; 2 anos incompletos), pr&eacute;-escolares (de 2 anos at&eacute;    6 anos completos) e escolares (de 7 at&eacute; 9 anos completos);</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">2 - Adolescentes: compreendendo a faixa et&aacute;ria    de 10 a 19 anos completos. A categoria de adolescentes foi subdividida em duas    faixas et&aacute;rias: 10 a 14 anos completos e de 15 a 19 anos completos. Em    todas as faixas et&aacute;rias, procurou-se fazer a determina&ccedil;&atilde;o    das causas mais freq&uuml;entes de interna&ccedil;&otilde;es.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Freq&uuml;&ecirc;ncia de interna&ccedil;&otilde;es    nas diferentes faixas et&aacute;rias</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Na <a href="#tab1">tabela 1</a>, est&aacute;    distribu&iacute;do o total de interna&ccedil;&otilde;es ocorridas nos anos de    1994 e 1995. Os dados est&atilde;o representados em n&uacute;meros absolutos    e percentagens pelas respectivas faixas et&aacute;rias. Considerando-se o per&iacute;odo    estudado, observa-se que a propor&ccedil;&atilde;o de interna&ccedil;&otilde;es    permaneceu praticamente constante nos dois anos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a name="tab1"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v7n1/1a06t1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">No ano de 1994, 17,6 % (245.917) das interna&ccedil;&otilde;es    foram de crian&ccedil;as e 9,5% (132.740) de adolescentes. Dados semelhantes    foram observados para o ano de 1995 - 19,6 % (287.215) das interna&ccedil;&otilde;es    foram de crian&ccedil;as e 9,5% (271.952) de adolescentes.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O predom&iacute;nio de interna&ccedil;&otilde;es    foi na popula&ccedil;&atilde;o de adultos e idosos, 72,9% e 70,9% em 1994 e    1995 respectivamente.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Com base em dados populacionais, do &uacute;ltimo    censo realizado em 1991 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica    (IBGE), a popula&ccedil;&atilde;o total no estado de Minas Gerais era de 15.743.152    habitantes<sup>7</sup>. Deste total, 5.223.096 eram crian&ccedil;as (0 a 9) anos e 3.420.659    adolescentes. No ano de 1994, a popula&ccedil;&atilde;o de Minas Gerais aumentou    para 16.327.260<sup>8</sup>, podendo ser feita uma estimativa de que as interna&ccedil;&otilde;es    de crian&ccedil;as e adolescentes representaram, no ano de 1995, algo pr&oacute;ximo    de 6,5% do total da popula&ccedil;&atilde;o infantil e adolescente, porcentagem    esta semelhante aos dados publicados pelo Servi&ccedil;o de Inspe&ccedil;&atilde;o    de Sa&uacute;de Nacional dos Estados Unidos, com uma taxa de 7,7% de hospitaliza&ccedil;&atilde;o    para todas as faixas et&aacute;rias<sup>9</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Freq&uuml;&ecirc;ncia de interna&ccedil;&otilde;es    de crian&ccedil;as e adolescentes distribu&iacute;das por sexo</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Na <a href="#tab2">tabela 2</a> est&aacute; ilustrada    a freq&uuml;&ecirc;ncia de interna&ccedil;&otilde;es (em percentagem) de crian&ccedil;as    e adolescentes, distribu&iacute;das por sexo e especificadas para cada faixa    et&aacute;ria. O maior n&uacute;mero de interna&ccedil;&otilde;es em crian&ccedil;as    e adolescentes foi do sexo masculino, exceto na faixa et&aacute;ria dos 15 aos    19 anos, na qual houve predom&iacute;nio do sexo feminino. Nesta faixa et&aacute;ria,    o maior n&uacute;mero de interna&ccedil;&otilde;es do sexo feminino deveu-se    &#8225; alta freq&uuml;&ecirc;ncia do parto e problemas decorrentes da gesta&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a name="tab2"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v7n1/1a06t2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Causas mais freq&uuml;entes de interna&ccedil;&otilde;es    de crian&ccedil;as</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Para fins de an&aacute;lise, o grupo de crian&ccedil;as    foi dividido em lactentes, pr&eacute;-escolares e escolares, conforme descrito    na metodologia. Em cada faixa et&aacute;ria, determinaram-se as causas mais    freq&uuml;entes de interna&ccedil;&atilde;o no per&iacute;odo estudado.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Foram encontradas cerca de 750 causas de interna&ccedil;&otilde;es    com freq&uuml;&ecirc;ncia menor que 2,0%, agrupadas na categoria de &quot;outras&quot;    para n&atilde;o tornar as tabelas muito extensas. O objetivo, ao adotar o ponto    de corte com o valor m&iacute;nimo de 2,0%, foi o de estudar melhor as causas    de maior freq&uuml;&ecirc;ncia e as mais comuns.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Na <a href="#tab3">tabela 3</a> est&atilde;o    relacionadas as causas mais freq&uuml;entes de interna&ccedil;&otilde;es nos    anos de 1994 e 1995 para lactentes, pr&eacute;-escolares e escolares, dispostos    em valores percentuais. Procurou-se fazer uma avalia&ccedil;&atilde;o da tend&ecirc;ncia    das interna&ccedil;&otilde;es, isto &eacute;, se houve aumento ou decr&eacute;scimo    no total, nos dois anos estudados. O somat&oacute;rio das causas principais    de interna&ccedil;&otilde;es, com freq&uuml;&ecirc;ncia acima de 2,0% foi de    70,0% no ano de 1994 e 50,0% no ano de 1995.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a name="tab3"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v7n1/1a06t3.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Para facilitar a an&aacute;lise por grupos, a    broncopneumonia, a pneumonia e a asma foram agrupadas como &quot;doen&ccedil;as    e infec&ccedil;&otilde;es do aparelho respirat&oacute;rio&quot;. O mesmo ocorreu    com as doen&ccedil;as do aparelho digestivo e neste item as causas variaram    entre as diversas faixas et&aacute;rias. A causa de interna&ccedil;&atilde;o    classificada pelo CID como &quot;deple&ccedil;&atilde;o de volume l&iacute;quido&quot;    foi considerada como uma conseq&uuml;&ecirc;ncia de doen&ccedil;as do aparelho    digestivo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Causas mais freq&uuml;entes de interna&ccedil;&otilde;es    de adolescentes</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Conforme descrito anteriormente na metodologia,    o grupo de adolescentes foi dividido, em duas faixas et&aacute;rias: de 10 a    14 anos e de 15 a 19 anos. Para cada subgrupo et&aacute;rio determinaram-se    as causas mais freq&uuml;entes de interna&ccedil;&otilde;es no per&iacute;odo    estudado, utilizando-se como crit&eacute;rio uma freq&uuml;&ecirc;ncia m&iacute;nima    de 2,0% para serem inclu&iacute;das na tabela.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Na <a href="#tab4">tabela 4</a>, est&atilde;o    os dados referentes &#8225;s interna&ccedil;&otilde;es no per&iacute;odo de    1994 e 1995 de adolescentes do sexo masculino no subgrupo de 10 a 14 anos e    subgrupo de 15 a 19 anos respectivamente. Como j&aacute; mencionado antes, algumas    causas, com freq&uuml;&ecirc;ncia inferior a 2,0% n&atilde;o apareceram no ano    seguinte. O somat&oacute;rio das causas principais de interna&ccedil;&otilde;es,    ou seja, aquelas com incid&ecirc;ncia acima deste percentual, variou entre 18,0%    e 27,0%. Assim, as interna&ccedil;&otilde;es, em sua maioria (73,0 a 82,0%)    foram devidas a diferentes causas e com baixa freq&uuml;&ecirc;ncia (&lt;2,0%),    dificultando a apresenta&ccedil;&atilde;o dos dados espec&iacute;ficos nas tabelas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a name="tab4"></a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v7n1/1a06t4.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Constatamos que a apendicite aguda, sem men&ccedil;&atilde;o    de peritonite, surge como uma causa cir&uacute;rgica com freq&uuml;&ecirc;ncia maior    que 2,0% em adolescentes.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Na <a href="#tab5">tabela 5</a>, observamos as    causas mais freq&uuml;entes de interna&ccedil;&otilde;es de adolescentes do    sexo feminino no per&iacute;odo de 1994 a 1995. Observa-se que as infec&ccedil;&otilde;es    do aparelho respirat&oacute;rio (broncopneumonia e pneumonia) representaram    o maior &iacute;ndice de interna&ccedil;&otilde;es na faixa et&aacute;ria de    10-14 anos e que o parto representa uma importante causa de interna&ccedil;&atilde;o    em adolescentes, principalmente entre 15 e 19 anos de idade.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a name="tab5"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v7n1/1a06t5.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Distribui&ccedil;&atilde;o sazonal das causas    mais freq&uuml;entes de interna&ccedil;&otilde;es</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">A causa mais freq&uuml;ente de interna&ccedil;&atilde;o    em cada m&ecirc;s do per&iacute;odo estudado foi determinada e analisada para    verificar uma poss&iacute;vel distribui&ccedil;&atilde;o sazonal.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Nas crian&ccedil;as, as principais causas de    interna&ccedil;&otilde;es foram as doen&ccedil;as infecciosas do aparelho respirat&oacute;rio    e, dentre elas, a mais freq&uuml;ente foi a broncopneumonia por microorganismo    n&atilde;o especificado. A distribui&ccedil;&atilde;o mensal de interna&ccedil;&otilde;es,    motivadas por esta causa, englobando ambos os sexos, variou de 10,6% a 11,2%    nos dois anos de estudo. Observou-se uma tend&ecirc;ncia de aumento de interna&ccedil;&otilde;es    nos meses de inverno (maio a agosto), com picos de 18,6% e 21,0%, assim como    um aumento global no ano de 1995.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No grupo dos adolescentes, considerando ambos    os sexos e as duas faixas et&aacute;rias, o parto constituiu o motivo principal    de interna&ccedil;&atilde;o. Na <a href="#fig1">figura 1</a> observamos a incid&ecirc;ncia    mensal que variou entre 20,5% a 27,3% nestes dois anos, com uma tend&ecirc;ncia    de aumento a partir do segundo semestre de 1995, apresentando um pico m&aacute;ximo    de 28,6% entre os meses de agosto a outubro.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a name="fig1"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v7n1/1a06f1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Distribui&ccedil;&atilde;o das causas de interna&ccedil;&atilde;o    por faixas et&aacute;rias</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As causas de interna&ccedil;&atilde;o na influ&ecirc;ncia    s&atilde;o menos diversificadas do que na adolesc&ecirc;ncia, a maioria por    infec&ccedil;&otilde;es do aparelho respirat&oacute;rio e doen&ccedil;as do    aparelho digestivo, que diminuem de freq&uuml;&ecirc;ncia progressivamente com    a idade (<a href="#fig2">Figura 2</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a name="fig2"></a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v7n1/1a06f2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Nas faixas et&aacute;rias de 10-14 e 15-19 anos,    os dados s&atilde;o referentes ao sexo masculino, uma vez que o parto e problemas    relacionados com a gesta&ccedil;&atilde;o s&atilde;o espec&iacute;ficos do sexo    feminino e pela sua alta freq&uuml;&ecirc;ncia poderiam interferir na an&aacute;lise    das causas de interna&ccedil;&otilde;es do sexo masculino.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Discuss&atilde;o e conclus&otilde;es</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Este estudo mostrou que as interna&ccedil;&otilde;es    se apresentaram com maior freq&uuml;&ecirc;ncia nas crian&ccedil;as (18,6%)    do que nos adolescentes (9,5%), sendo os lactentes a faixa et&aacute;ria mais    acometida (11,3%). Dados semelhantes foram encontrados na popula&ccedil;&atilde;o    da regi&atilde;o de Ribeir&atilde;o Preto, com as crian&ccedil;as sendo respons&aacute;veis    por 18,7% e os adolescentes por 10,4%<sup>1</sup> das interna&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em todas as faixas et&aacute;rias, o maior n&uacute;mero    de interna&ccedil;&otilde;es, tanto no ano de 1994 como no de 1995, foram do    sexo masculino, exceto na faixa de 15 a 19 anos. A maior preval&ecirc;ncia do    sexo masculino tem sido descrita tamb&eacute;m em outros estudos<sup>1,10</sup>.    Entre as poss&iacute;veis explica&ccedil;&otilde;es para um maior predom&iacute;nio    de interna&ccedil;&otilde;es em meninos at&eacute; a idade de 14 anos, estaria    a maior exposi&ccedil;&atilde;o a agentes infecciosos e a traumas, pois h&aacute;    maior liberdade de a&ccedil;&otilde;es e brincadeiras no sexo masculino em compara&ccedil;&atilde;o    com o sexo feminino por raz&otilde;es s&oacute;cioculturais em nosso meio.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Por outro lado, a maior freq&uuml;&ecirc;ncia    de interna&ccedil;&otilde;es no sexo feminino ap&oacute;s os 15 anos est&aacute;    diretamente ligada &#8225; gravidez na adolesc&ecirc;ncia. Predom&iacute;nio    este confirmado por outros estudos que tamb&eacute;m relacionaram maior incid&ecirc;ncia    relacionada &#8225; gravidez<sup>1,10</sup>, confirmando portanto, o que os    outros estudos t&ecirc;m mostrado, ou seja, um aumento crescente no n&uacute;mero    de m&atilde;es adolescentes em diferentes pa&iacute;ses e em todas as camadas    sociais. Na Am&eacute;rica Latina, a gesta&ccedil;&atilde;o na adolesc&ecirc;ncia    est&aacute; relacionada com altas taxas de morbimortalidade perinatal e infantil    em decorr&ecirc;ncia de v&aacute;rios fatores<sup>11</sup>. Estat&iacute;sticas    de registro civil do IBGE de 1990 mostraram que, de um total de 2.419.927 registros,    8.340 (0,3%) eram partos de m&atilde;es adolescentes com idade inferior aos    15 anos e 379.873 (15,7%) eram partos de adolescentes com idades entre os 15    e os 19 anos<sup>12</sup>. Num estudo na regi&atilde;o de Oxford, Inglaterra,    33,3% das gesta&ccedil;&otilde;es eram em mulheres com menos de 20 anos<sup>10</sup>.    No Brasil, no estudo de N&oacute;brega e colaboradores, o &iacute;ndice de gesta&ccedil;&otilde;es    em adolescentes foi de 14,5%<sup>13</sup>. O n&uacute;mero de partos vem aumentando    entre as adolescentes, conforme mostram tamb&eacute;m outros estudos<sup>14,15,16</sup>.    Na Santa Casa de Bel&eacute;m, de 1.000 nascimentos, 28,0% correspondem a m&atilde;es    adolescentes, e 2,8% tinham idade inferior a 16 anos<sup>17</sup>. No Hospital    das Cl&iacute;nicas da Universidade Federal de Minas Gerais, de um total de    912 partos, 112 foram de adolescentes, representando 12,2%<sup>18</sup>. Em    estudo realizado na Maternidade Odete Valadares, da rede p&uacute;blica de Belo    Horizonte, de um total de 5.989 partos ocorridos no ano de 1992, 20,8% foram    de adolescentes<sup>19</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Considerando que, entre os 15 e os 19 anos, 80,0%    das interna&ccedil;&otilde;es s&atilde;o do sexo feminino e que 60,0% s&atilde;o    por problemas relacionados &#8225; gesta&ccedil;&atilde;o, conclu&iacute;mos    que essas causas chegam a ser respons&aacute;veis por at&eacute; 50,0% do total    das interna&ccedil;&otilde;es de adolescentes entre 15 e 19 anos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Baseados na alta incid&ecirc;ncia de gesta&ccedil;&atilde;o    em adolescentes, na desinforma&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &#8225;s    quest&otilde;es da sexualidade e altos &iacute;ndices de inicia&ccedil;&atilde;o    sexual precoce<sup>20</sup> e na evid&ecirc;ncia de que medidas de orienta&ccedil;&atilde;o    sexual s&atilde;o efetivas na redu&ccedil;&atilde;o de &iacute;ndices de gesta&ccedil;&atilde;o    em adolescentes3, reafirma-se a necessidade de orienta&ccedil;&atilde;o sexual    de rotina nas consultas m&eacute;dicas de adolescentes e implanta&ccedil;&atilde;o    dessa orienta&ccedil;&atilde;o no curr&iacute;culo escolar.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Com rela&ccedil;&atilde;o &#8225;s doen&ccedil;as    entre as crian&ccedil;as, todas as causas de interna&ccedil;&otilde;es declinaram    com o aumento da idade exceto a asma, que teve seu pico na faixa et&aacute;ria    entre 2 e os 7 anos de idade. As infec&ccedil;&otilde;es do aparelho respirat&oacute;rio    (broncopneumonia, pneumonia, etc.) foram a principal causa de interna&ccedil;&atilde;o,    apresentando um car&aacute;ter sazonal evidente, com maior incid&ecirc;ncia    nos meses de inverno. Dados semelhantes tamb&eacute;m s&atilde;o relatados em    outros estudos<sup>21</sup>. Em uma cl&iacute;nica particular de S&atilde;o    Paulo, em um estudo envolvendo 630 adolescentes pertencentes &#8225;s classes    sociais alta ou m&eacute;dia (330 do sexo masculino e 300 do sexo feminino),    as doen&ccedil;as do aparelho respirat&oacute;rio foram um dos motivos principais    de consulta m&eacute;dica<sup>22</sup>. Embora estas popula&ccedil;&otilde;es    sejam de estratos s&oacute;cioecon&ocirc;micos diferentes, podemos notar que    as doen&ccedil;as do aparelho respirat&oacute;rio representam o grupo mais prevalente    de morbidade. Admite-se que as doen&ccedil;as respirat&oacute;rias podem estar    acometendo de forma semelhante popula&ccedil;&otilde;es diferentes em virtude    de fatores clim&aacute;ticos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As doen&ccedil;as respirat&oacute;rias s&atilde;o    importantes e, em geral aumentam de incid&ecirc;ncia em decorr&ecirc;ncia dos    fatores clim&aacute;ticos favorecidos pela piora da qualidade do ar e de condi&ccedil;&otilde;es    de moradia em grandes centros urbanos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A partir do conhecimento de que essas causas    s&atilde;o respons&aacute;veis por grande parte das interna&ccedil;&otilde;es,    principalmente em crian&ccedil;as, podemos realizar um atendimento em n&iacute;vel    prim&aacute;rio mais eficaz visando a preven&ccedil;&atilde;o de suas complica&ccedil;&otilde;es.    Estudos j&aacute; comprovaram que o atendimento prim&aacute;rio &eacute; um    fator de melhor progn&oacute;stico, evitando-se as interna&ccedil;&otilde;es    hospitalares<sup>5</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O segundo grupo de causas mais freq&uuml;entes    de interna&ccedil;&otilde;es em crian&ccedil;as e adolescentes do sexo masculino,    as doen&ccedil;as do aparelho digestivo, tem sido relatado tamb&eacute;m em    outros estudos. Em Israel, em uma unidade pedi&aacute;trica de observa&ccedil;&atilde;o    e tratamento, as causas digestivas foram respons&aacute;veis por 24,0% dos procedimentos<sup>21</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Pode-se concluir que as informa&ccedil;&otilde;es    do presente estudo contribu&iacute;ram para melhor conhecimento das principais    causas de interna&ccedil;&otilde;es em crian&ccedil;as e adolescentes em hospitais    credenciados pelo SUS em Minas Gerais. Do ponto de vista de sa&uacute;de p&uacute;blica,    a&ccedil;&otilde;es e medidas preventivas como vacina&ccedil;&atilde;o, intensifica&ccedil;&atilde;o    do atendimento prim&aacute;rio, tratamento ambulatorial, orienta&ccedil;&atilde;o    populacional e educa&ccedil;&atilde;o sexual precisam ser refor&ccedil;adas    no sentido de reduzir os &iacute;ndices de morbi-mortalidade na influ&ecirc;ncia    e adolesc&ecirc;ncia. Um bom exemplo foi a recente epidemia de sarampo, que    poderia ser prevenida com a vacina&ccedil;&atilde;o, que tem resultado em elevada    morbidade e com repercuss&otilde;es nas taxas de ocupa&ccedil;&atilde;o de leitos    hospitalares do SUS. Os recursos econ&ocirc;micos gastos com interna&ccedil;&otilde;es    hospitalares poderiam ser revertidos e aplicados nessas a&ccedil;&otilde;es    b&aacute;sicas de sa&uacute;de, reconhecidamente eficazes como agentes importantes    na melhoria dos indicadores de sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Agradecimentos</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Ao Dr. Fulg&ecirc;ncio Jos&eacute; Gazzinelli    Abrantes e ao SUS/MG pelas informa&ccedil;&otilde;es e dados da rede BBS. Ao    CNPq e FAPE-MIG pelo apoio financeiro.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="verdana"><b>Bibliografia</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">1.D&iacute;Oleo RJM, F&aacute;vero M. Perfil    sociodemogr&aacute;fico da popula&ccedil;&atilde;o que demanda assist&ecirc;ncia    m&eacute;dico hospitalar em regi&atilde;o do Estado de S&atilde;o Paulo, Brasil,    1988. Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica 26:256-63, 1992.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">2. Santelli J, Kouzis A, Newcomer S. Schoolbased    health centers and adolescent use of primary care and hospital care. Journal    of Adolescent Health 19:267-275, 1996.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">3. Zabin LS. Evaluation of a pregnancy prevention    program for urban teenagers. Fam Plann Perspect 18:119-26, 1986.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">4. Kottke TE, Battista RN, DeFriese GH, et al.    Attributes of sucessful smoking cessation interventions in medical practice:    a metaanalysis of 39 controlled trials. Journal of American Medical Association    259:2883-89, 1988.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">5. Pappas G, Hadden WC, Kozak LJ, et al. Potentially    Avoidable Hospitalizations: Inequalities in Rates between US Socioeconomic Groups.    American Journal of Public Health 87:811-16, 1997.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">6. Organizaci&oacute;n Mundial de la Salud. El    embarazo y el aborto en la adolescencia. Serie de Informes Tecnicos, N&ordm;    583, 1975.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">7. MINAS GERAIS, Anu&aacute;rio Estat&iacute;stico.    1:146, 1995.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">8. BRASIL, Instituto Brasileiro de Geografia    e Estat&iacute;stica. Dados n&atilde;o publicados.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">9. EUA, National Center for Health Statistics.    Current estimates of the National Health Interview Survey, 1992. Vital and Health    Statistics, Series 10, 189:119, 1994.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">10.Henderson JH, Goldacre M, Yeates D. Use of    hospital inpatient care in adolescence. Archives of Disease in Childhood 69:559-563,    1993.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">11.Organizaci&oacute;n Mundial de la Salud. El    embarazo y el aborto en la adolescencia. S&eacute;rie de Informes T&eacute;cnicos,    N&ordm; 5834, 1988.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">12.BRASIL, Instituto Brasileiro de Geografia    e Estat&iacute;stica. Estat&iacute;sticas do registro civil. 17, 1990.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">13.N&oacute;brega FJ. Antropometria, patologias    e malforma&ccedil;&otilde;es cong&ecirc;nitas do rec&eacute;m-nascido brasileiro    e estudos de associa&ccedil;&atilde;o com algumas vari&aacute;veis maternas.    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