<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0104-1673</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Informe Epidemiológico do Sus]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Inf. Epidemiol. Sus]]></abbrev-journal-title>
<issn>0104-1673</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Centro Nacional de Epidemiologia, Fundação Nacional de Saúde, Ministério da Saúde]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0104-16731998000200002</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.5123/S0104-16731998000200002</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[SUS, modelos assistenciais e vigilância da saúde]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Teixeira]]></surname>
<given-names><![CDATA[Carmem Fontes]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Paim]]></surname>
<given-names><![CDATA[Jairnilson Silva]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vilasbôas]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ana Luiza]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Professora do Instituto de Saúde Coletiva da UFBa  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Mestranda em Saúde Comunitária - ISC/UFBa  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>1998</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>1998</year>
</pub-date>
<volume>7</volume>
<numero>2</numero>
<fpage>7</fpage>
<lpage>28</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0104-16731998000200002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0104-16731998000200002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0104-16731998000200002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[O processo de construção do Sistema Único de Saúde no Brasil tem contemplado a implementação de um conjunto de estratégias de mudança do financiamento, gestão e organização da produção de serviços. Nesse contexto ganha importância o debate sobre a municipalização da gestão do sistema e as alternativas da redefinição do(s) modelo(s) assistencial(ais) do SUS. Este artigo apresenta uma sistematização teórico-conceitual e metodológica sobre a Vigilância da Saúde, entendida como um enfoque que pode contribuir para a atualização das concepções que orientam a reorganização das práticas de saúde ao nível municipal e revisam os principais métodos e técnicas que podem ser utilizados nesse processo. Enfatiza o uso da epidemiologia e das ciências sociais em saúde na análise da situação de saúde da população, no planejamento e programação local e na organização de operações dirigidas ao enfrentamento de problemas específicos, em territórios delimitados, com ênfase nas ações intersetoriais e setoriais de promoção da saúde, prevenção de riscos e agravos, e reorganização da assistência médico-ambulatorial e hospitalar.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The organizational process of the Brazilian National Health System has implemented strategic changes in its financing and management as well as in the health care services. In this context, the debate on the municipalization of the system management and on alternative assistance models is extremely important The objective of this article is to present a theoretical and methodological systematization of the health surveillance concept, in order to contribute to the reorganization process in health practice at the municipal level. The text emphasizes the use of epidemiology and social sciences in the analysis of the population's health situation and in the planning and organization of activities to confront specific problems in defined areas. Emphasis is given to intersectorial and sectorial actions in health promotion, disease prevention, and medical assistance at ambulatory and hospital levels.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Vigilância da Saúde]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Modelos Assistenciais]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Epidemiologia em Serviços de Saúde]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Planejamento e Programação Local em Saúde]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Processo de Trabalho em Saúde]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Health Surveillance]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Assistance Models]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Epidemiology the Health Service]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Local Health Planning]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Health Pratices]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><font size="4" face="verdana"><b><a name="topo"></a></b></font><font face="Verdana" size="4"><b>SUS, modelos assistenciais e vigil&acirc;ncia da sa&uacute;de</b><sup><b><a href="#endereco">*</a></b></sup></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Carmem Fontes Teixeira<sup>I</sup>; Jairnilson Silva Paim<sup>I</sup>; Ana Luiza Vilasb&#244;as<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>I</sup>Professora do Instituto de Sa&#250;de Coletiva da UFBa</font>    <br> <font face="Verdana" size="2"><sup>II</sup>Mestranda em Sa&#250;de Comunit&#225;ria - ISC/UFBa</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">O processo de constru&#231;&#227;o do Sistema &#218;nico de Sa&#250;de no Brasil tem contemplado a implementa&#231;&#227;o de um conjunto de estrat&#233;gias de mudan&#231;a do financiamento, gest&#227;o e organiza&#231;&#227;o da produ&#231;&#227;o de servi&#231;os. Nesse contexto ganha import&#226;ncia o debate sobre a municipaliza&#231;&#227;o da gest&#227;o do sistema e as alternativas da redefini&#231;&#227;o do(s) modelo(s) assistencial(ais) do SUS. Este artigo apresenta uma sistematiza&#231;&#227;o te&#243;rico-conceitual e metodol&#243;gica sobre a Vigil&#226;ncia da Sa&#250;de, entendida como um enfoque que pode contribuir para a atualiza&#231;&#227;o das concep&#231;&#245;es que orientam a reorganiza&#231;&#227;o das pr&#225;ticas de sa&#250;de ao n&iacute;vel municipal e revisam os principais m&#233;todos e t&#233;cnicas que podem ser utilizados nesse processo. Enfatiza o uso da epidemiologia e das ci&#234;ncias sociais em sa&#250;de na an&#225;lise da situa&#231;&#227;o de sa&#250;de da popula&#231;&#227;o, no planejamento e programa&#231;&#227;o local e na organiza&#231;&#227;o de opera&#231;&#245;es dirigidas ao enfrentamento de problemas espec&#237;ficos, em territ&#243;rios delimitados, com &#234;nfase nas a&#231;&#245;es intersetoriais e setoriais de promo&#231;&#227;o da sa&#250;de, preven&#231;&#227;o de riscos e agravos, e reorganiza&#231;&#227;o da assist&#234;ncia m&#233;dico-ambulatorial e hospitalar</font>.</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Palavras-Chave</b></font><font face="Verdana" size="2"><b>:</b> Vigil&#226;ncia da Sa&#250;de; Modelos Assistenciais; Epidemiologia em Servi&#231;os de Sa&#250;de; Planejamento e Programa&#231;&#227;o Local em Sa&#250;de; Processo de Trabalho em Sa&#250;de.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">The organizational process of the Brazilian National Health System has implemented strategic changes in its financing and management as well as in the health care services. In this context, the debate on the municipalization of the system management and on alternative assistance models is extremely important The objective of this article is to present a theoretical and methodological systematization of the health surveillance concept, in order to contribute to the reorganization process in health practice at the municipal level. The text emphasizes the use of epidemiology and social sciences in the analysis of the population's health situation and in the planning and organization of activities to confront specific problems in defined areas. Emphasis is given to intersectorial and sectorial actions in health promotion, disease prevention, and medical assistance at ambulatory and hospital levels.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Key-Words:</b></font><font face="Verdana" size="2"> Health Surveillance; Assistance Models; Epidemiology the Health Service; Local Health Planning; Health Pratices.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana" size="3">Introdu&#231;&#227;o</font></b></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O processo de constru&#231;&#227;o do Sistema &#218;nico de Sa&#250;de (SUS) vem sendo marcado pela elabora&#231;&#227;o e implementa&#231;&#227;o de instrumentos legais e normativos, cujo prop&#243;sito central &#233; a racionaliza&#231;&#227;o das formas de financiamento e gest&#227;o dos sistemas estaduais e municipais de sa&#250;de, fundamentados em uma proposta de amplia&#231;&#227;o da autonomia pol&#237;tica dos munic&#237;pios, enquanto base da estrutura pol&#237;tico-administrativa do Estado.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Nesse contexto, o debate pol&#237;tico-institucional tem privilegiado os<i> &quot;componentes&quot; </i>financiamento e gest&#227;o do SUS.<sup>1</sup> Tamb&#233;m tem sido discutida, a partir do processo de descentraliza&#231;&#227;o, a quest&#227;o da &quot;organiza&#231;&#227;o do sistema&quot;, especialmente no que diz respeito a redefini&#231;&#227;o de fun&#231;&#245;es e compet&#234;ncias do Minist&#233;rio da Sa&#250;de (MS), das Secretarias Estaduais de Sa&#250;de (SES) e das Secretarias Municipais de Sa&#250;de (SMS), a reestrutura&#231;&#227;o da Funda&#231;&#227;o Nacional de Sa&#250;de (FNS) e a redefini&#231;&#227;o das rela&#231;&#245;es com o setor privado, esta &#250;ltima em fun&#231;&#227;o das propostas do Minist&#233;rio da Administra&#231;&#227;o e Reforma do Estado, sugerindo a cria&#231;&#227;o das chamadas &quot;organiza&#231;&#245;es sociais&quot;.<sup>2</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">O debate das macropol&#237;ticas no setor sa&#250;de, portanto, n&#227;o tem privilegiado a quest&#227;o dos modelos assistenciais, isto &#233;, das formas de organiza&#231;&#227;o tecnol&#243;gica do processo de presta&#231;&#227;o de servi&#231;os de sa&#250;de. O sistema de sa&#250;de brasileiro &#233; hoje, assim, palco da disputa entre modelos assistenciais diversos, com a tend&#234;ncia de reprodu&#231;&#227;o conflitiva dos modelos hegem&#244;nicos, ou seja, o modelo m&#233;dico-assistencial privatista (&#234;nfase na assist&#234;ncia m&#233;dico-hospitalar e nos servi&#231;os de apoio diagn&#243;stico e terap&#234;utico) e o modelo assistencial sanitarista (campanhas, programas especiais e a&#231;&#245;es de vigil&#226;ncia epidemiol&#243;gica e sanit&#225;ria), ao lado dos esfor&#231;os de constru&#231;&#227;o de &quot;modelos&quot; alternativos.<sup>3,4</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Esse   processo   tem   contemplado</font> <font face="Verdana" size="2">tentativas de articular a&#231;&#245;es de promo&#231;&#227;o, preven&#231;&#227;o, recupera&#231;&#227;o e reabilita&#231;&#227;o, em uma dupla dimens&#227;o, individual e coletiva, que passaram a ser operacionalizadas no processo de distritaliza&#231;&#227;o dos servi&#231;os de sa&#250;de desencadeado a partir do Sistema &#218;nico e Descentralizado de Sa&#250;de - SUDS (87-89) e desenvolvido, posteriormente, em alguns munic&#237;pios do pa&#237;s.<sup>3,5,6</sup> Desse modo, ao n&#237;vel micro, vem se acumulando experi&#234;ncia na constru&#231;&#227;o de &quot;modelos alternativos&quot; ao modelo assistencial hegem&#244;nico, incorporando, de certa forma, m&#233;todos, t&#233;cnicas e instrumentos provindos da epidemiologia, do planejamento e das ci&#234;ncias sociais em sa&#250;de. Estas experi&#234;ncias apontam possibilidades concretas de constru&#231;&#227;o de um &quot;modelo de aten&#231;&#227;o a sa&#250;de voltado para a qualidade de vida&quot;,<sup>7</sup> tal como proposto no tern&#225;rio da 10<sup>a</sup> Confer&#234;ncia Nacional de Sa&#250;de.<sup>8</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Essas possibilidades foram reconhecidas no Encontro de Secret&#225;rios Municipais de Sa&#250;de realizado no Cear&#225;, em 1995, no qual foi elaborada a &quot;Carta de Fortaleza&quot;,<sup>9</sup> documento que reconhece as confer&#234;ncias de Alma-Ata, em 1978, Ottawa, em 1986, e Bogot&#225;, em 1992 como <i>&quot;marcos referenciais do conceito de sa&#250;de para todos como direito fundamental do ser humano&quot;</i>. Ao considerar, tamb&#233;m, as experi&#234;ncias em curso, explicitou a seguinte posi&#231;&#227;o:</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>&quot;A crise do financiamento do modelo de sa&#250;de centrado na doen&#231;a exige o estabelecimento de novas estrat&#233;gias que recuperem o paradigma da sa&#250;de centrado na qualidade de vida e desenvolvimento global das comunidades com participa&#231;&#227;o dos cidad&#227;os. (...) &#233; poss&#237;vel vislumbrar metas comuns que valorizem a import&#226;ncia das a&#231;&#245;es intersetoriais e de promo&#231;&#227;o da sa&#250;de ao mesmo tempo que seguir buscando formas aut&#244;nomas e criativas para a aten&#231;&#227;o integral a sa&#250;de. (...) O exemplo brasileiro neste campo demonstra que &#233; poss&#237;vel a constru&#231;&#227;o de um novo paradigma em sa&#250;de em n&#237;vel municipal a partir de um processo integrado, participativo e criativo que dependa fundamentalmente da decis&#227;o pol&#237;tica das autoridades locais.&quot;</i></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para al&#233;m do interc&#226;mbio de experi&#234;ncias e da elabora&#231;&#227;o de princ&#237;pios e diretrizes gerais que norteiem as diversas iniciativas desencadeadas nos munic&#237;pios, consideramos necess&#225;ria a sistematiza&#231;&#227;o de elementos conceituais, metodol&#243;gicos e instrumentais que contribuam para a ado&#231;&#227;o de decis&#245;es e implementa&#231;&#227;o de a&#231;&#245;es no &#226;mbito municipal, tendo como prop&#243;sito a constru&#231;&#227;o do(s) modelo(s) assistencial (ais) coerentes com a problem&#225;tica de cada munic&#237;pio e vi&#225;veis do ponto de vista da disponibilidade de recursos e da capacidade t&#233;cnica, gerencial e pol&#237;tica dos sistemas municipais de sa&#250;de.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Nessa perspectiva &#233; que nos propomos, no presente texto, a apresentar uma sistematiza&#231;&#227;o preliminar, com o objetivo central de contribuir para o debate que se trava hoje em torno da Vigil&#226;ncia da Sa&#250;de, entendida como eixo de um processo de reorienta&#231;&#227;o do(s) modelo(s) assistencial (ais) do SUS. Para isso, procuramos discutir o significado da Vigil&#226;ncia da Sa&#250;de no contexto da municipaliza&#231;&#227;o para, em seguida, revisar o debate conceitual sobre Vigil&#226;ncia da Sa&#250;de. Por &#250;ltimo, sistematizamos algumas propostas para a operacionaliza&#231;&#227;o das pr&#225;ticas de Vigil&#226;ncia da Sa&#250;de no &#226;mbito municipal.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>A Vigil&#226;ncia da Sa&#250;de no contexto da municipaliza&#231;&#227;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O processo de municipaliza&#231;&#227;o, na medida em que venha a significar uma efetiva redefini&#231;&#227;o de fun&#231;&#245;es e compet&#234;ncias entre os n&#237;veis de governo do SUS, implica a constitui&#231;&#227;o de &quot;<b>sistemas municipais de sa&#250;de</b>&quot;, nos quais se pode identificar o modelo de gest&#227;o e de aten&#231;&#227;o a sa&#250;de ou &quot;modelo assistencial&quot;.<sup>10 </sup>Antes do SUS e especificamente antes da implementa&#231;&#227;o da NOB 001/93, n&#227;o se poderia considerar que os munic&#237;pios brasileiros tivessem &quot;sistemas municipais&quot;. Os munic&#237;pios tinham servi&#231;os de sa&#250;de municipais, por&#233;m n&#227;o tinham capacidade de gest&#227;o do conjunto das institui&#231;&#245;es e unidades de presta&#231;&#227;o de servi&#231;os de sa&#250;de localizadas em seus territ&#243;rios.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Embora a preocupa&#231;&#227;o central naquele momento fosse com a descentraliza&#231;&#227;o da gest&#227;o da rede de servi&#231;os de presta&#231;&#227;o direta a pessoas (assist&#234;ncia m&#233;dico-ambulatorial), na forma de &quot;gest&#227;o parcial&quot;, buscava-se induzir o munic&#237;pio a assumir as a&#231;&#245;es de vigil&#226;ncia epidemiol&#243;gica e sanit&#225;ria, predominantemente sob a &#243;rbita das Secretarias Estaduais de Sa&#250;de e, em v&#225;rias regi&#245;es e microrregi&#245;es, sob controle da Funda&#231;&#227;o Nacional de Sa&#250;de. Somente quando atingia o est&#225;gio de &quot;gest&#227;o semiplena&quot; &#233; que o munic&#237;pio passava a atuar como gestor do sistema como um todo, assumindo a responsabilidade tamb&#233;m sobre a aten&#231;&#227;o hospitalar, de maior complexidade e maior custo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A implementa&#231;&#227;o da NOB 001/93,<sup>11 </sup>al&#233;m de n&#227;o ter sido completada em todos os munic&#237;pios do pa&#237;s, resultou em uma relativa reconcentra&#231;&#227;o de recursos financeiros em regi&#245;es, estados e munic&#237;pios, em fun&#231;&#227;o, principalmente, da manuten&#231;&#227;o dos crit&#233;rios de repasse de recursos financeiros, que se baseavam fundamentalmente na capacidade de produ&#231;&#227;o de servi&#231;os. Ora, por esta l&#243;gica, os munic&#237;pios dotados de maior infra-estrutura e capacidade gerencial passaram a disputar uma parcela mais significativa dos recursos federais para a sa&#250;de. Em um contexto no qual estes recursos foram reduzidos, o conflito redistributivo acirrou-se, passando a constituir o tema central da agenda pol&#237;tica.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Paralelamente a este debate em torno do financiamento e gest&#227;o do SUS, o Minist&#233;rio da Sa&#250;de desenvolveu a &quot;estrat&#233;gia&quot; de Sa&#250;de da Fam&#237;lia,<sup>12</sup> cujos resultados positivos em termos do impacto sobre alguns indicadores de sa&#250;de v&#234;m contribuindo para legitim&#225;-la, a ponto de ser considerada hoje o eixo do processo de reorganiza&#231;&#227;o dos servi&#231;os b&#225;sicos no SUS. Do mesmo modo, esfor&#231;os mais recentes no &#226;mbito do Centro Nacional de Epidemiologia -CENEPI, acenam com a possibilidade de apoio financeiro e t&#233;cnico para a implementa&#231;&#227;o de sistemas de &quot;vigil&#226;ncia da sa&#250;de&quot;, a&#237; entendidos como vigil&#226;ncia epidemiol&#243;gica, sanit&#225;ria e ambiental, em um amplo programa denominado VIGISUS.<sup>13</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Durante a elabora&#231;&#227;o da NOB 001/96<sup>14</sup>, al&#233;m da tentativa de definir um crit&#233;rio populacional padr&#227;o para a defini&#231;&#227;o do volume de recursos financeiros que caberia a cada munic&#237;pio habilitado para as a&#231;&#245;es b&#225;sicas, foram introduzidos diversos &quot;fatores de est&#237;mulo&quot; &agrave; implementa&#231;&#227;o de inova&#231;&#245;es, entre as quais</font> o <font face="Verdana" size="2">Programa de Sa&#250;de da Fam&#237;lia (PSF) e as a&#231;&#245;es</font> <font face="Verdana" size="2">e vigil&#226;ncia epidemiol&#243;gica e sanit&#225;ria.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O que importa ressaltar &#233; que, nesse&nbsp;contexto, o munic&#237;pio tem condi&#231;&#245;es de articular&nbsp;o conjunto das propostas, programas e estrat&#233;gias</font> <font face="Verdana" size="2">que v&#234;m sendo definidas no n&#237;vel federal e em</font> <font face="Verdana" size="2">v&#225;rios estados para desencadear, em seu &#226;mbito, um processo de reorienta&#231;&#227;o do  &quot;modelo</font> <font face="Verdana" size="2">assistencial&quot; do SUS que n&#227;o signifique a mera</font> <font face="Verdana" size="2">reprodu&#231;&#227;o do &quot;modelo m&#233;dico-assistencial</font> <font face="Verdana" size="2">privatista&quot;, subordinando o &quot;modelo sanitarista&quot;,</font> <font face="Verdana" size="2">ou seja, a chamada &quot;inampiza&#231;&#227;o&quot;do SUS.<sup>15</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Pelo contr&#225;rio, levando em conta a exist&#234;ncia de instrumentos financeiros como o Piso Assistencial B&#225;sico (PAB fixo e vari&#225;vel), gerenciais e t&#233;cnico-operacionais a exemplo da Programa&#231;&#227;o Pactuada Integrada (PPI), do Programa de Agentes Comunit&#225;rios de Sa&#250;de (PACS), do PSF e do VIGISUS, que podem ser utilizados para a cria&#231;&#227;o de uma proposta que aponta em outra dire&#231;&#227;o, o munic&#237;pio pode</font> <font face="Verdana" size="2">caminhar para constru&#231;&#227;o de um modelo fundamentado na vigil&acirc;ncia da sa&uacute;de. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A <a href="#f1">Figura 1</a> sintetiza essa possibilidade de atua&#231;&#227;o do munic&#237;pio, articulando, para cada&nbsp;um dos n&#237;veis de aten&#231;&#227;o, as distintas propostas&nbsp;e &quot;projetos estruturantes&quot; que se encontram em&nbsp;debate na presente conjuntura.<sup>16</sup> Neste esquema,&nbsp;por&#233;m, o distrito sanit&#225;rio abrange os tr&#234;s n&#237;veis&nbsp;de aten&#231;&#227;o e o PSF n&#227;o est&#225; confinado na&nbsp;Aten&#231;&#227;o Prim&#225;ria &#225; Sa&#250;de (APS). A sa&#250;de da&nbsp;fam&#237;lia &quot;invade&quot; os n&#237;veis de aten&#231;&#227;o secund&#225;ria&nbsp;e terci&#225;ria na medida em que sua equipe,</font> <font face="Verdana" size="2">particularmente o m&#233;dico e a enfermeira, pode se responsabilizar pelo paciente e pelo apoio &#225; sua fam&#237;lia, acompanhando-o na aten&#231;&#227;o especializada, inclusive na assist&#234;ncia hospitalar. Haveria situa&#231;&#245;es em que o m&#233;dico de fam&#237;lia, respeitados os preceitos &#233;ticos em rela&#231;&#227;o aos seus colegas do hospital, discutiria procedimentos diagn&#243;sticos e terap&#234;uticos, al&#233;m de proceder visitas hospitalares durante a interna&#231;&#227;o do seu paciente.</font></p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v7n2/2a02f1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="3"><b>Vigil&#226;ncia em sa&#250;de e Vigil&#226;ncia da Sa&#250;de</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>1. A vigil&#226;ncia no campo da Sa&#250;de P&#250;blica</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em um trabalho elaborado na segunda metade dos anos 70, Juan C&#233;sar Garcia chamava a aten&#231;&#227;o para a evolu&#231;&#227;o dos enfoques que se desenvolveram ao longo da hist&#243;ria da Sa&#250;de P&#250;blica, comentando sua similitude com a evolu&#231;&#227;o da &quot;arte da guerra&quot; que partia da id&#233;ia inicial de &quot;elimina&#231;&#227;o do inimigo&quot;, oriunda da &quot;guerra de movimento&quot;, traduzida no campo da Sa&#250;de P&#250;blica com a no&#231;&#227;o de &quot;erradica&#231;&#227;o&quot;, passando pela id&#233;ia de &quot;controle&quot;, provinda da &quot;guerra de posi&#231;&#227;o&quot;, at&#233; a no&#231;&#227;o de &quot;vigil&#226;ncia&quot; que corresponderia ao per&#237;odo da &quot;guerra fria&quot;.<sup>17</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">De fato, o desenvolvimento conceitual, metodol&#243;gico e instrumental da Sa&#250;de P&#250;blica contempor&#226;nea corresponde aos avan&#231;os da bacteriologia e parasitologia, a partir do final do S&#233;culo XIX, com as descobertas que possibilitaram o estabelecimento de estrat&#233;gias de combate &agrave;s doen&#231;as infeciosas e parasit&#225;rias, atrav&#233;s, basicamente, de pr&#225;ticas que, tomando como objeto os &quot;modos de transmiss&#227;o&quot;,<sup>18 </sup>utilizam t&#233;cnicas de controle de vetores, saneamento ambiental e educa&#231;&#227;o sanit&#225;ria das popula&#231;&#245;es.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Do ponto de vista operacional, essas estrat&#233;gias apresentaram uma muta&#231;&#227;o em suas finalidades, dos objetivos iniciais de &quot;erradica&#231;&#227;o&quot; de determinadas doen&#231;as, como ali&#225;s veio a acontecer com a var&#237;ola e presentemente com a poliomielite, para a constata&#231;&#227;o das dificuldades de erradica&#231;&#227;o de</font> <font face="Verdana" size="2">algumas doen&#231;as, base das propostas de &quot;controle&quot;, originadas do combate a mal&#225;ria e a tuberculose em meados do s&#233;culo XX, at&#233; a assimila&#231;&#227;o da no&#231;&#227;o de &quot;vigil&#226;ncia epidemiol&#243;gica&quot;, que passou a ser usada mais amplamente a partir dos anos 50.<sup>19</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O desenvolvimento da Epidemiologia, j&#225; nas primeiras d&#233;cadas deste s&#233;culo, registra tentativas de expans&#227;o do seu objeto para al&#233;m das doen&#231;as infecto-contagiosas, desenvolvendo-se, nas d&#233;cadas de 30 e 40, esfor&#231;os de sistematiza&#231;&#227;o te&#243;rica do conceito de &quot;risco&quot;. S&#243; a partir dos anos 60, por&#233;m, com o extraordin&#225;rio desenvolvimento das t&#233;cnicas de computa&#231;&#227;o de dados, &#233; que esta disciplina adquire a autonomia que a caracteriza atualmente como eixo da produ&#231;&#227;o de conhecimentos sobre problemas de sa&#250;de em uma perspectiva coletiva.<sup>20</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A incorpora&#231;&#227;o da no&#231;&#227;o de &quot;risco&quot; e especialmente a busca de identifica&#231;&#227;o dos &quot;fatores de risco&quot; envolvidos na determina&#231;&#227;o das doen&#231;as, n&#227;o s&#243; as infecto-contagiosas mas principalmente as cr&ocirc;nico-degenerativas, que passavam a ocupar um lugar predominante no perfil epidemiol&#243;gico das popula&#231;&#245;es em sociedades industriais,<sup>21</sup> vem provocando a moderniza&#231;&#227;o das estrat&#233;gias de a&#231;&#227;o no campo da Sa&#250;de P&#250;blica, tanto pela amplia&#231;&#227;o e diversifica&#231;&#227;o do seu objeto quanto pela incorpora&#231;&#227;o de novas t&#233;cnicas e instrumentos de gera&#231;&#227;o de informa&#231;&#245;es e organiza&#231;&#227;o das interven&#231;&#245;es sobre &quot;danos&quot;, &quot;ind&#237;cios de danos&quot;, &quot;riscos&quot; e &quot;condicionantes e determinantes&quot; dos problemas de sa&#250;de.<sup>22</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Desse modo, al&#233;m da amplia&#231;&#227;o do objeto dos &quot;programas de controle&quot; que tendem a ultrapassar o limite estreito das doen&#231;as infecciosas e parasit&#225;rias, dirigindo-se a grupos populacionais expostos a riscos diferenciados de adoecer e morrer, a exemplo dos programas de &quot;sa&#250;de materno-infantil&quot;, &quot;sa&#250;de do trabalhador&quot;, &quot;sa&#250;de do idoso&quot;, etc., v&#234;m se observando, notadamente a partir dos anos 70, a formula&#231;&#227;o e implementa&#231;&#227;o de propostas</font> <font face="Verdana" size="2">dirigidas &#225; montagem de &quot;<b>sistemas de vigil&#226;ncia epidemiol&#243;gica</b>&quot;, cuja tradu&#231;&#227;o operacional pretende ser uma ampla rede de unidades geradoras de dados que permitam a ado&#231;&#227;o de decis&#245;es e a execu&#231;&#227;o de a&#231;&#245;es de investiga&#231;&#227;o e controle.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O desenvolvimento institucional da Sa&#250;de P&#250;blica no Brasil, ilustra, com algumas particularidades, a evolu&#231;&#227;o conceitual e a moderniza&#231;&#227;o tecnol&#243;gica e operacional que apontamos acima. Das campanhas sanit&#225;rias do in&#237;cio do s&#233;culo (sanitarismo campanhista), aos sistemas de vigil&#226;ncia epidemiol&#243;gica propostos em meados dos anos 70, no contexto das pol&#237;ticas racionalizadoras desencadeadas com os chamados Programas de Extens&#227;o de Cobertura-PECS, at&#233; o debate sobre a integra&#231;&#227;o&quot; entre a vigil&#226;ncia epidemiol&#243;gica e a vigil&#226;ncia sanit&#225;ria na segunda metade dos anos 80, na &#233;poca da implanta&#231;&#227;o do SUDS.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">De fato, a institucionaliza&#231;&#227;o dos programas de erradica&#231;&#227;o e controle e a implanta&#231;&#227;o da vigil&#226;ncia no Brasil, ao longo dos &#250;ltimos 90 anos, implicou, do ponto de vista pol&#237;tico-institucional, a organiza&#231;&#227;o centralizada (federal) de &#243;rg&#227;os e departamentos respons&#225;veis pelas campanhas e programas, ao tempo em que se cristalizava uma distin&#231;&#227;o entre a vigil&#226;ncia epidemiol&#243;gica, voltada para o controle de &quot;casos&quot; e &quot;contatos&quot;, e a vigil&#226;ncia sanit&#225;ria, voltada para o controle de &quot;ambientes, produtos e servi&#231;os&quot;.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Embora se possa considerar que do ponto de vista t&#233;cnico-operacional h&#225; especificidades que justificam a exist&#234;ncia dessas &quot;vigil&#226;ncias&quot;, a primeira, a epidemiol&#243;gica, obedecendo a uma racionalidade t&#233;cnico-sanit&#225;ria fundada na cl&#237;nica e na epidemiologia, e a segunda, obedecendo a uma racionalidade pol&#237;tico-jur&#237;dica, fundada nas normas que regulamentam a produ&#231;&#227;o, distribui&#231;&#227;o e consumo de bens e servi&#231;os,<sup>23</sup> n&#227;o se justificaria a sua institucionaliza&#231;&#227;o como &#243;rg&#227;os separados, particularmente no &#226;mbito municipal.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em meados dos anos 70, quando se</font> <font face="Verdana" size="2">difundiu a concep&#231;&#227;o sist&#234;mica, foi proposta a cria&#231;&#227;o do SNVE - Sistema Nacional de Vigil&#226;ncia Epidemiol&#243;gica, estabelecendo-se as bases legais (Lei n&deg; 6.259) e promovendo-se uma certa desconcentra&#231;&#227;o das a&#231;&#245;es para as Secretarias de Sa&#250;de dos estados.<sup>24</sup> Nos anos 80, especialmente com o SUDS, dinamizou-se o debate sobre a amplia&#231;&#227;o do objeto da vigil&#226;ncia epidemiol&#243;gica,<sup>25</sup> ao tempo em que se desencadeou uma reflex&#227;o sobre a vigil&#226;ncia sanit&#225;ria, a partir da constata&#231;&#227;o da fragilidade dos &#243;rg&#227;os nacional e estaduais respons&#225;veis por estas pr&#225;ticas. Isto gerou, inclusive, a reflex&#227;o sobre os limites e possibilidades de &quot;integra&#231;&#227;o&quot; institucional das &quot;vigil&#226;ncias&quot;, debate ainda atual, na medida em que se avance para a formula&#231;&#227;o e implementa&#231;&#227;o de um sistema de Vigil&#226;ncia da Sa&#250;de como proposto, inclusive, em uma oficina de trabalho realizado no Congresso Brasileiro de Epidemiologia realizado em 1995.<sup>26</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A fundamenta&#231;&#227;o dessa proposta se baseia, de um lado, nos avan&#231;os conceituais, metodol&#243;gicos e instrumentais no campo da Epidemiologia Cr&#237;tica<sup>18</sup> e, de outro, na an&#225;lise do contexto pol&#237;tico-institucional decorrente do processo de constru&#231;&#227;o do SUS, especialmente no que se refere &#225; descentraliza&#231;&#227;o das a&#231;&#245;es de vigil&#226;ncia da sa&#250;de para os munic&#237;pios. Para discutir esse processo, na perspectiva do munic&#237;pio, &#233; importante revisar, brevemente, o debate atual na &#225;rea, identificando as vertentes conceituais e as propostas metodol&#243;gicas existentes.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>2. O debate sobre Vigil&#226;ncia da Sa&#250;de na Am&#233;rica Latina</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As distintas vertentes do debate em torno da Vigil&#226;ncia se expressam na utiliza&#231;&#227;o de varia&#231;&#245;es terminol&#243;gicas como &quot;Vigil&#226;ncia <b>da</b> Sa&#250;de&quot;, &quot;Vigil&#226;ncia &#224; Sa&#250;de&quot; e &quot;Vigil&#226;ncia <b>em</b> Sa&#250;de&quot;. O eixo comum &#233; a abertura para a <b>epidemiologia</b>,<sup>27</sup> tanto no que diz respeito &#225; sua contribui&#231;&#227;o para a an&#225;lise dos problemas de sa&#250;de que transcenda a mera sistematiza&#231;&#227;o de indicadores gerais, quanto no &#226;mbito do</font> <font face="Verdana" size="2">debate sobre <b>planejamento e organiza&#231;&#227;o de sistemas e servi&#231;os</b>.,<sup>28</sup> isto &#233;, na implanta&#231;&#227;o de novas pr&#225;ticas e novos &quot;modelos assistenciais&quot;.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As tentativas de aproxima&#231;&#227;o entre a epidemiologia, o planejamento e a organiza&#231;&#227;o dos servi&#231;os, enquanto um &quot;movimento&quot;, organizado institucionalmente que transcende o interesse e a iniciativa singular de um ou outro pesquisador, dirigente ou t&#233;cnico, ganharam for&#231;a nos anos 80, a partir dos eventos realizados ap&#243;s o Semin&#225;rio sobre &quot;Usos e perspectivas da Epidemiologia&quot;,<sup>29</sup> realizado em Buenos Aires. As duas tem&#225;ticas, por&#233;m, ainda apareciam separadas: de um lado, a planifica&#231;&#227;o e programa&#231;&#227;o de sistemas de servi&#231;os; de outro, a elabora&#231;&#227;o de programas dirigidos ao controle de doen&#231;as espec&#237;ficas, ou programas dirigidos a grupos populacionais espec&#237;ficos, nos quais se inclu&#237;am a&#231;&#245;es de promo&#231;&#227;o da sa&#250;de, preven&#231;&#227;o de agravos e recupera&#231;&#227;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">J&#225; na Confer&#234;ncia da ALAESP -Associa&#231;&#227;o Latinoamericana e do Caribe de Educa&#231;&#227;o em Sa&#250;de P&#250;blica, realizada no M&#233;xico em 1987, aparece explicitada uma an&#225;lise cr&#237;tica dos processos desencadeados a partir do Semin&#225;rio de 1983 , identificando-se limita&#231;&#245;es no exerc&#237;cio da capacidade anal&#237;tica da situa&#231;&#227;o de sa&#250;de prevalente nos pa&#237;ses da regi&#227;o, apontando-se a necessidade de que &quot;<i>a investiga&#231;&#227;o e an&#225;lise sistem&#225;tica da situa&#231;&#227;o de sa&#250;de deve refor&#231;ar nos pa&#237;ses a capacidade para um maior e melhor uso dos dados de mortalidade e morbidade na identifica&#231;&#227;o de prioridades e na avalia&#231;&#227;o dos resultados das a&#231;&#245;es dos programas e servi&#231;os</i> &quot;.<sup>30</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Um dos documentos b&#225;sicos do encontro abordava especificamente a &quot;Epidemiologia e organiza&#231;&#227;o de servi&#231;os&quot; apontando o interesse renascente, sobretudo em centros de investiga&#231;&#227;o e ensino, no desenvolvimento de estudos de grupos espec&#237;ficos de popula&#231;&#227;o, buscando-se evidenciar as rela&#231;&#245;es entre condi&#231;&#245;es de vida e trabalho com a situa&#231;&#227;o de sa&#250;de. O autor, Pedro Luis Castellanos, sugere que &quot;p<i>ara recuperar o</i></font> <i><font face="Verdana" size="2">enorme potencial que hoje encerram as t&#233;cnicas quantitativas para a avalia&#231;&#227;o de riscos e associa&#231;&#245;es causais, afim de se alcan&#231;ar um maior impacto na planifica&#231;&#227;o e gest&#227;o dos servi&#231;os de sa&#250;de, ser&#225; necess&#225;rio que a epidemiologia recupere, como espa&#231;o privilegiado de investiga&#231;&#227;o causal, a explica&#231;&#227;o da situa&#231;&#227;o de sa&#250;de de grupos espec&#237;ficos da popula&#231;&#227;o e avalia&#231;&#227;o de rela&#231;&#245;es causais mais complexas e menos lineares que as de causa-efeito</font></i><font face="Verdana" size="2">&quot;.<sup>31</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Castellanos desenvolve v&#225;rias considera&#231;&#245;es sobre a difus&#227;o que vinha sendo feita das &quot;estrat&#233;gias de alto risco&quot;, derivadas de conhecimentos sobre os fatores de risco de casos individuais de uma enfermidade, em contraposi&#231;&#227;o a chamada &quot;estrat&#233;gia populacional&quot; ou de &quot;sa&#250;de p&#250;blica&quot;, na conforma&#231;&#227;o dos modelos assistenciais dos pa&#237;ses latino-americanos. Ainda que reconhe&#231;a certas vantagens das estrat&#233;gias de &quot;alto risco&quot;, chama a aten&#231;&#227;o para que estas tendem a estimular o desenvolvimento de modelos assistenciais verticais ou espec&#237;ficos para alguma enfermidade, tais como os programas de erradica&#231;&#227;o e controle de doen&#231;as transmiss&#237;veis fomentados pelas ag&#234;ncias internacionais desde o in&#237;cio do s&#233;culo. Entre suas defici&#234;ncias, o autor aponta que este tipo de programa contribui muito pouco para o desenvolvimento de servi&#231;os permanentes de sa&#250;de para a popula&#231;&#227;o geral, ademais de ser pouco estimulante da participa&#231;&#227;o popular.<sup>31</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A tem&#225;tica que emergiu e passou a interessar crescentemente tanto planificadores quanto epidemi&#243;logos interessados nas quest&#245;es relacionadas com os servi&#231;os, na segunda metade dos anos 80, foi a dos &quot;modelos assistenciais&quot;. No final da d&#233;cada de 80 e in&#237;cio da de 90, a OPS desencadeou uma reflex&#227;o coletiva em torno do MPPS - Modelo de Presta&#231;&#227;o de Servi&#231;os de Sa&#250;de, promovendo reuni&#245;es espec&#237;ficas sobre os distintos &quot;componentes&quot; deste modelo segundo a concep&#231;&#227;o j&#225; cl&#225;ssica dos n&#237;veis de preven&#231;&#227;o oriundos da Medicina Preventiva: Promo&#231;&#227;o da Sa&#250;de (julho de 1990), Preven&#231;&#227;o de Enfermidades (fevereiro de 1990) e Recupera&#231;&#227;o   (setembro de 1989). Uma das</font> <font face="Verdana" size="2">conclus&#245;es mais importantes desses encontros foi a constata&#231;&#227;o de qu&#227;o pouco desenvolvidos se encontravam, nos diversos pa&#237;ses, os componentes de Promo&#231;&#227;o (praticamente inexistente) e o de Preven&#231;&#227;o (restrito na maioria das vezes aos programas tradicionais da Sa&#250;de P&#250;blica, inclusive as a&#231;&#245;es de Vigil&#226;ncia epidemiol&#243;gica e sanit&#225;ria).<sup>32</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>3. As vertentes do debate sobre Vigil&#226;ncia da Sa&#250;de no Brasil</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No Brasil, o debate sobre a articula&#231;&#227;o entre a epidemiologia, o planejamento e a organiza&#231;&#227;o dos servi&#231;os foi contemplado durante o II Congresso Brasileiro de Epidemiologia realizado em Belo Horizonte, em 1992. Nesta ocasi&#227;o, Guilherme Rodrigues da Silva chamou a aten&#231;&#227;o para a import&#226;ncia do modelo proposto por Castellanos (1992) para a an&#225;lise da situa&#231;&#227;o de sa&#250;de e suas tend&#234;ncias na popula&#231;&#227;o, destacando a &#234;nfase concedida pelo autor &#225; reprodu&#231;&#227;o social das condi&#231;&#245;es de vida e seu reflexo como problemas de sa&#250;de. Acrescenta que &quot;<i>seria da maior conveni&#234;ncia a sua amplia&#231;&#227;o na an&#225;lise da implementa&#231;&#227;o de programas e reformas dos sistemas de servi&#231;os, numa perspectiva diferente daquela predominante nas an&#225;lises da realidade nacional</i>'<sup>33</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A possibilidade de que an&#225;lises mais abrangentes da situa&#231;&#227;o de sa&#250;de conduzissem a propostas de reorganiza&#231;&#227;o dos servi&#231;os &#233; discutida por Paim, com base em um diagrama que ilustra o processo de transi&#231;&#227;o para um novo modelo assistencial, no qual a oferta organizada</font> <font face="Verdana" size="2">de servi&#231;os viesse a suplantar as a&#231;&#245;es dirigidas ao atendimento da chamada &quot;demanda espont&#226;nea&quot;, bem como as a&#231;&#245;es realizadas a partir da implanta&#231;&#227;o dos chamados &quot;programas especiais&quot; dirigidos a grupo populacionais espec&#237;ficos (<a href="#f2">Figura 2</a>).<sup>4</sup> A &quot;organiza&#231;&#227;o da oferta&quot; ou &quot;oferta programada&quot; seria o espa&#231;o de articula&#231;&#227;o do enfoque epidemiol&#243;gico, na medida em que a programa&#231;&#227;o e execu&#231;&#227;o das a&#231;&#245;es e servi&#231;os deveria partir da identifica&#231;&#227;o dos problemas e necessidades da popula&#231;&#227;o em territ&#243;rios delimitados, a exemplo do que vinha ocorrendo em v&#225;rios Distritos Sanit&#225;rios em processo de implanta&#231;&#227;o.</font></p>     <p><a name="f2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v7n2/2a02f2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">A preocupa&#231;&#227;o com a constru&#231;&#227;o de um modelo assistencial que articulasse os conhecimentos e t&#233;cnicas provindos da epidemiologia, do planejamento e das ci&#234;ncias sociais em sa&#250;de se expressou na utiliza&#231;&#227;o do termo &quot;vigil&#226;ncia &#225; sa&#250;de&quot;, definindo-se que esta &quot;<i>trabalha com conceitua&#231;&#227;o ampla do papel da epidemiologia nos servi&#231;os de sa&#250;de, incluindo avalia&#231;&#227;o e pesquisa</i>.&quot; (...) e, &quot;<i>em suas propostas de a&#231;&#227;o, deve apreender a desigualdade social e portanto a distribui&#231;&#227;o desigual de agravos &#225; sa&#250;de. Essa apreens&#227;o representa um deslocamento da sua base conceitual, do exclusivo controle e/ou erradica&#231;&#227;o dos agentes para a compreens&#227;o das rela&#231;&#245;es sociais que definem a desigualdade</i>&quot;.<sup>34</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">J&#225; no terceiro Congresso de Epidemiologia, aparece a distin&#231;&#227;o entre uma concep&#231;&#227;o &quot;ampla&quot; e outra &quot;restrita&quot; da</font> <font face="Verdana" size="2">Vigil&#226;ncia da Sa&#250;de.<sup>26</sup> A concep&#231;&#227;o &quot;restrita&quot; entende por Vigil&#226;ncia a Sa&#250;de, <i>um conjunto de a&#231;&#245;es voltadas para o conhecimento, previs&#227;o, preven&#231;&#227;o e enfrentamento continuado de problemas de sa&#250;de, selecionados e relativos aos fatores e condi&#231;&#245;es de risco, atuais e potenciais, e aos acidentes, incapacidades, doen&#231;as- incluindo as zoonoses, e outros agravos a sa&#250;de de uma popula&#231;&#227;o num territ&#243;rio determinado</i>&quot;, significando, portanto, uma amplia&#231;&#227;o da vigil&#226;ncia epidemiol&#243;gica, com incorpora&#231;&#227;o da vigil&#226;ncia sanit&#225;ria, sem, entretanto, prever a reorganiza&#231;&#227;o do conjunto das a&#231;&#245;es e servi&#231;os de aten&#231;&#227;o a sa&#250;de, a&#237; inclu&#237;das a interven&#231;&#227;o sobre determinantes sociais, de um lado, e a assist&#234;ncia m&#233;dico-hospitalar, de outro.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Por seu turno, a concep&#231;&#227;o ampliada fundamentar-se-ia no diagrama proposto por Paim (<a href="#f3">Figura 3</a>) , &quot;<i>resgatando o desenvolvimento conceitual e metodol&#243;gico que se vem verificando a partir de uma vis&#227;o ampliada de Sa&#250;de e da formula&#231;&#227;o de modelos de interpreta&#231;&#227;o dos determinantes, riscos, agravos e danos, a luz da moderna Epidemiologia, articulando-os em um esquema operacional que resgata e amplia o modelo cl&#225;ssico da Hist&#243;ria Natural das Doen&#231;as, incorporando desde as a&#231;&#245;es sociais organizadas pelos distintos atores at&#233; as a&#231;&#245;es espec&#237;ficas de preven&#231;&#227;o de riscos e agravos, bem como as de recupera&#231;&#227;o e reabilita&#231;&#227;o de doentes</i>.&quot;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="f3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v7n2/2a02f3.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Paralelamente ao debate conceitual e metodol&#243;gico, desenvolveu-se uma reflex&#227;o sobre a organiza&#231;&#227;o das a&#231;&#245;es de vigil&#226;ncia no &#226;mbito do SUS, contemplando aspectos pol&#237;tico-institucionais e operativos.<sup>25,35</sup> J&#225; em 1990, discutia-se que &quot;<i>a reorganiza&#231;&#227;o das atividades de vigil&#226;ncia epidemiol&#243;gica no pa&#237;s, na perspectiva de um sistema &#250;nico de sa&#250;de, deve levar em considera&#231;&#227;o a redefini&#231;&#227;o das fun&#231;&#245;es pr&#243;prias de cada um dos tr&#234;s n&#237;veis b&#225;sicos deste sistema: o n&#237;vel local, abrangendo um ou mais munic&#237;pios, parte de um munic&#237;pio e compreendendo um conjunto de unidades prestadoras de servi&#231;os; o intermedi&#225;rio ou estadual e o n&#237;vel nacional</i>.&quot;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Chamava-se a aten&#231;&#227;o, inclusive, para que &quot;<i>o papel de cada n&#237;vel poder&#225; variar de acordo</i></font> <i><font face="Verdana" size="2">com as caracter&#237;sticas da situa&#231;&#227;o epidemiol&#243;gica do agravo ou da doen&#231;a objeto de vigil&#226;ncia e tamb&#233;m de acordo com o grau de desenvolvimento, disponibilidade de recursos e capacidade t&#233;cnico-operacional das diferentes &#225;reas geogr&#225;ficas</font></i><font face="Verdana" size="2">&quot;. Percebe-se, portanto, a emerg&#234;ncia de uma concep&#231;&#227;o flex&#237;vel, heterog&#234;nea, baseada na pr&#243;pria heterogeneidade epidemiol&#243;gica e sanit&#225;ria existente no pa&#237;s.<sup>25</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A proposta de descentraliza&#231;&#227;o das a&#231;&#245;es de vigil&#226;ncia, partindo da an&#225;lise cr&#237;tica do sistema vigente, considerado &quot;burocratizado&quot;, ganha forma na primeira metade dos anos 90, quando se chegou a formular, inclusive, uma proposta de cria&#231;&#227;o de &quot;Centros de Epidemiologia a n&#237;vel local/regional bem como a constitui&#231;&#227;o de uma &quot;<i>estrutura estadual de controle de vetores e a&#231;&#245;es sobre o meio&quot;, devendo &quot;ser buscado o objetivo de promover a municipaliza&#231;&#227;o das a&#231;&#245;es, atrav&#233;s do est&#237;mulo ao desenvolvimento, nos munic&#237;pios, de capacidade t&#233;cnica e operacional de controle de vetores e a&#231;&#245;es sobre o ambiente</i>&quot;.<sup>35</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em 1995, a proposta de organiza&#231;&#227;o de um &quot;subsistema de Vigil&#226;ncia da Sa&#250;de no SUS&quot; ganha contornos mais definidos, com o debate em torno de um anteprojeto de lei que define os objetivos e atribui&#231;&#245;es de cada n&#237;vel do SUS. Cabe ressaltar que a proposta suscitou questionamentos sobre &quot;<i>os riscos de se reduzir um rico e din&#226;mico processo social, que envolve m&#250;ltiplos atores, em contextos diferenciados, com experimenta&#231;&#227;o de m&#233;todos, t&#233;cnicas e instrumentos diversificados, necessariamente aberto e pouco previs&#237;vel, a um &quot;sistema&quot; que pode tendera se colocar como uma &quot;camisa-de-for&#231;a</i>&quot;.<sup>26</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Pelo exposto at&#233; aqui, percebe-se que o debate atual sobre a Vigil&#226;ncia da Sa&#250;de apresenta algumas vertentes, que poderiam ser sintetizadas como segue:</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">a) Vigil&#226;ncia da Sa&#250;de equivalendo a An&#225;lise de Situa&#231;&#245;es de Sa&#250;de. Ainda que ampliando e redefinindo o objeto de an&#225;lise -situa&#231;&#245;es de sa&#250;de de grupos populacionais definidos em fun&#231;&#227;o de suas condi&#231;&#245;es de vida,</font> <font face="Verdana" size="2">esta acep&#231;&#227;o restringe o alcance da proposta ao monitoramento da situa&#231;&#227;o de sa&#250;de, n&#227;o incorporando as a&#231;&#245;es voltadas ao enfrentamento dos problemas. Do ponto de vista da pr&#225;tica epidemiol&#243;gica em servi&#231;os tem significado uma amplia&#231;&#227;o dos objetos de vigil&#226;ncia epidemiol&#243;gica, que passam a abarcar n&#227;o apenas as doen&#231;as transmiss&#237;veis, incorporando investiga&#231;&#245;es e montagem de bancos de dados sobre outros agravos como mortalidade infantil, materna, doen&#231;as cr&#244;nicas, acidentes e viol&#234;ncia, como tamb&#233;m aspectos relativos a organiza&#231;&#227;o e produ&#231;&#227;o dos servi&#231;os de sa&#250;de, contribuindo para um planejamento de sa&#250;de mais abrangente.<sup>36,37</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">b)&nbsp;Vigil&#226;ncia da Sa&#250;de como proposta de &quot;integra&#231;&#227;o&quot; institucional entre a Vigil&#226;ncia epidemiol&#243;gica e a Vigil&#226;ncia sanit&#225;ria, inicialmente no &#226;mbito do processo de descentraliza&#231;&#227;o das a&#231;&#245;es para os &#243;rg&#227;os estaduais (SES) e, atualmente, inserindo-se no processo de municipaliza&#231;&#227;o. Esta vertente se concretizou em v&#225;rias das reformas administrativas levadas a cabo pelas Secretarias Estaduais de Sa&#250;de na primeira metade dos anos 90, com a cria&#231;&#227;o de Departamentos de Vigil&#226;ncia da Sa&#250;de, resultando, em alguns casos, no fortalecimento das a&#231;&#245;es de vigil&#226;ncia sanit&#225;ria e articula&#231;&#227;o com centros de sa&#250;de do trabalhador, constituindo-se, entretanto, no espa&#231;o privilegiado para a implementa&#231;&#227;o das campanhas de imuniza&#231;&#227;o e programas de controle de epidemias e endemias.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">c)&nbsp;Vigil&#226;ncia da Sa&#250;de como uma proposta de redefini&#231;&#227;o das pr&#225;ticas sanit&#225;rias, havendo duas concep&#231;&#245;es, que, embora n&#227;o sejam divergentes, enfatizam aspectos distintos: uma, que privilegia a dimens&#227;o t&#233;cnica, ao conceber a vigil&#226;ncia a sa&#250;de enquanto um modelo assistencial alternativo conformado por um conjunto de pr&#225;ticas sanit&#225;rias que encerram combina&#231;&#245;es tecnol&#243;gicas distintas, destinadas a controlar determinantes, riscos e danos<sup>4</sup>; outra que privilegia a dimens&#227;o gerencial da no&#231;&#227;o de vigil&#226;ncia a sa&#250;de, caracterizando-a como</font> <font face="Verdana" size="2">&quot;<i>uma pr&#225;tica que organiza processos de trabalho em sa&#250;de sob a forma de opera&#231;&#245;es</i>, para confrontar problemas de enfrentamento cont&#237;nuo, num territ&#243;rio delimitado (...) atrav&#233;s de opera&#231;&#245;es montadas sobre os problemas em seus diferentes per&#237;odos do processo sa&#250;de-doen&#231;a.<sup>3</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Percebe-se que a primeira defini&#231;&#227;o chama a aten&#231;&#227;o para o objeto da vigil&#226;ncia, concebido na perspectiva das rela&#231;&#245;es entre os modos de vida dos distintos grupos populacionais e as diversas express&#245;es do processo sa&#250;de-doen&#231;a. A segunda, por sua vez, destaca os meios de trabalho, isto &#233;, os m&#233;todos, t&#233;cnicas e instrumentos gerenciais necess&#225;rios para a operacionaliza&#231;&#227;o das pr&#225;ticas de vigil&#226;ncia da sa&#250;de. Poder&#237;amos acrescentar que tais pr&#225;ticas tamb&#233;m diferem das a&#231;&#245;es tradicionais de vigil&#226;ncia epidemiol&#243;gica e sanit&#225;ria ao apontarem a possibilidade de incorpora&#231;&#227;o de outros sujeitos, gerentes de servi&#231;os, t&#233;cnicos e representantes de grupos organizados da popula&#231;&#227;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Comparando esta concep&#231;&#227;o de Vigil&#226;ncia da Sa&#250;de com os modelos assistenciais vigentes (m&#233;dico-assistencial e sanitarista, hegem&#244;nicos) constatam-se as diferen&#231;as com rela&#231;&#227;o aos sujeitos, objeto, m&#233;todos e forma de organiza&#231;&#227;o dos processos de trabalho (<a href="#f4">Figura 4</a>). Enquanto o modelo m&#233;dico-assistencial privilegia o m&#233;dico, tomando como objeto a doen&#231;a, em sua express&#227;o individualizada e utiliza como meios de trabalho os conhecimentos e tecnologias que permitem o diagn&#243;stico e a terap&#234;utica das diversas patologias, o modelo sanitarista tem como sujeitos os sanitaristas, cujo trabalho toma por objeto os modos de transmiss&#227;o e fatores de risco das diversas doen&#231;as em uma perspectiva epidemiol&#243;gica, utilizando um conjunto de meios que comp&#245;em a tecnologia sanit&#225;ria (educa&#231;&#227;o em sa&#250;de, saneamento, controle de vetores, imuniza&#231;&#227;o, etc.)</font></p>     <p><a name="f4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v7n2/2a02f4.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">A Vigil&#226;ncia da Sa&#250;de, todavia, prop&#245;e a incorpora&#231;&#227;o de novos sujeitos, extrapolando o conjunto de profissionais e trabalhadores de</font> <font face="Verdana" size="2">sa&#250;de ao envolver a popula&#231;&#227;o organizada, o que corresponde &agrave; amplia&#231;&#227;o do objeto, que abarca, al&#233;m das determina&#231;&#245;es cl&#237;nico-epidemiol&#243;gicas no &#226;mbito individual e coletivo, as determina&#231;&#245;es sociais que afetam os distintos grupos populacionais em fun&#231;&#227;o de suas condi&#231;&#245;es de vida. Nessa perspectiva, a interven&#231;&#227;o tamb&#233;m extrapola o uso dos conhecimentos e tecnologias m&#233;dico-sanit&#225;rias e inclui tecnologias de comunica&#231;&#227;o social que estimulam a mobiliza&#231;&#227;o, organiza&#231;&#227;o e atua&#231;&#227;o dos diversos grupos na promo&#231;&#227;o e na defesa das condi&#231;&#245;es de vida e sa&#250;de.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As formas de organiza&#231;&#227;o dos processos de trabalho envolvidas em cada um desses modelos s&#227;o diversas. Do trabalho intensivo condensado na rede de presta&#231;&#227;o de servi&#231;os de sa&#250;de, cujo <i>locus</i> privilegiado no modelo m&#233;dico-assistencial &#233; o hospital, passa-se, no modelo sanitarista, para as unidades de sa&#250;de, a partir das quais se operacionalizam as campanhas, programas e a&#231;&#245;es de vigil&#226;ncia epidemiol&#243;gica e sanit&#225;ria. A proposta de Vigil&#226;ncia da Sa&#250;de, entretanto, transcende os espa&#231;os institucionalizados do &quot;sistema de servi&#231;os de sa&#250;de&quot; e se expande a outros setores e &#243;rg&#227;os de a&#231;&#227;o governamental e n&#227;o governamental, envolvendo uma trama complexa de entidades representativas dos interesses de diversos grupos sociais.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Em s&#237;ntese, a Vigil&#226;ncia da Sa&#250;de apresenta sete caracter&#237;sticas b&#225;sicas: a) Interven&#231;&#227;o sobre problemas de sa&#250;de, (danos, riscos e/ ou determinantes); b) &#202;nfase em problemas que requerem aten&#231;&#227;o e acompanhamento cont&#237;nuos; c) Operacionaliza&#231;&#227;o do conceito de risco; d) Articula&#231;&#227;o entre a&#231;&#245;es promocionais, preventivas e curativas; e) Atua&#231;&#227;o intersetorial; f) A&#231;&#245;es sobre o territ&#243;rio; g) Interven&#231;&#227;o sob a forma de opera&#231;&#245;es.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A Vigil&#226;ncia da Sa&#250;de corresponderia, assim, a um modelo assistencial que incorpora e supera os modelos vigentes, implicando a redefini&#231;&#227;o do objeto, dos meios de trabalho, das atividades, das rela&#231;&#245;es t&#233;cnicas e sociais, bem como das organiza&#231;&#245;es de sa&#250;de e da cultura sanit&#225;ria. Nessa perspectiva, aponta na dire&#231;&#227;o da supera&#231;&#227;o da dicotomia entre as chamadas pr&#225;ticas coletivas (vigil&#226;ncia epidemiol&#243;gica e sanit&#225;ria) e as pr&#225;ticas individuais (assist&#234;ncia ambulatorial e hospitalar) atrav&#233;s da incorpora&#231;&#227;o das contribui&#231;&#245;es da nova geografia, do planejamento urbano, da epidemiologia, da administra&#231;&#227;o estrat&#233;gica e das ci&#234;ncias sociais em sa&#250;de, tendo como suporte pol&#237;tico-institucional o processo de descentraliza&#231;&#227;o e de reorganiza&#231;&#227;o dos servi&#231;os e das pr&#225;ticas de sa&#250;de ao n&#237;vel local.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>A operacionaliza&#231;&#227;o da vigil&#226;ncia da sa&#250;de no munic&#237;pio</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">V&#225;rias propostas e recomenda&#231;&#245;es espec&#237;ficas visando &#225; cria&#231;&#227;o de condi&#231;&#245;es para a operacionaliza&#231;&#227;o da vigil&#226;ncia da sa&#250;de t&#234;m sido feitas em v&#225;rios encontros, semin&#225;rios e congressos realizados nos &#250;ltimos anos, valendo a pena ressaltar duas quest&#245;es centrais: a capacita&#231;&#227;o de pessoal para o exerc&#237;cio das atividades de vigil&#226;ncia, na perspectiva ampliada que foi sendo constru&#237;da, e o aperfei&#231;oamento dos sistemas de informa&#231;&#227;o visando &#225; expans&#227;o das bases de dados, &#225; qualidade das informa&#231;&#245;es e &#225; articula&#231;&#227;o entre os diversos subsistemas, inclusive os derivados da aten&#231;&#227;o m&#233;dico-hospitalar.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A primeira quest&#227;o foi objeto de uma proposta elaborada sob patroc&#237;nio do CENEPI, tratando de superar o modelo pedag&#243;gico dos cursos de epidemiologia realizados no in&#237;cio dos anos 90 e incorporando a metodologia de planejamento estrat&#233;gico situacional, para a forma&#231;&#227;o e capacita&#231;&#227;o em vigil&#226;ncia da sa&#250;de.<sup>38</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A segunda quest&#227;o foi objeto das duas outras Oficinas de Trabalho realizadas em Congressos de Epidemiologia, nas quais foram sistematizadas v&#225;rias recomenda&#231;&#245;es: a) elabora&#231;&#227;o de propostas de padroniza&#231;&#227;o e compatibiliza&#231;&#227;o dos principais bancos de dados nacionais; b) elabora&#231;&#227;o de estrat&#233;gia para a capacita&#231;&#227;o em larga escala de recursos humanos em n&#237;vel municipal, estadual e federal, para a utiliza&#231;&#227;o dos bancos de dados existentes preparando-os para an&#225;lise, planejamento e avalia&#231;&#227;o de sa&#250;de, com a finalidade de utilizar a informa&#231;&#227;o para a tomada de decis&#245;es; c) constru&#231;&#227;o de uma Base M&#237;nima de Dados Municipais (BMIM), integrando na mesma unidade geogr&#225;fica informa&#231;&#245;es demogr&#225;ficas, socioecon&ocirc;micas e epidemiol&#243;gicas necess&#225;rias para o gerenciamento do SUS.<sup>39,40</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No momento atual, a elabora&#231;&#227;o de propostas de operacionaliza&#231;&#227;o da vigil&#226;ncia toma como eixo central o processo de municipaliza&#231;&#227;o. Considerando os incentivos financeiros previstos na NOB 96, as a&#231;&#245;es de</font> <font face="Verdana" size="2">capacita&#231;&#227;o de pessoal e coopera&#231;&#227;o t&#233;cnica previstas no VIGISUS, a possibilidade de assessoria por parte das SES e institui&#231;&#245;es acad&#234;micas, o munic&#237;pio &#233; posto diante do desafio de reorientar o conjunto de a&#231;&#245;es e servi&#231;os desenvolvidos no sistema municipal de sa&#250;de, quais sejam: a) Assumir e consolidar a Vigil&#226;ncia epidemiol&#243;gica; b) Assumir e consolidar a Vigil&#226;ncia sanit&#225;ria; c) Assumir e implementar os programas de sa&#250;de da fam&#237;lia;d)&nbsp;Reorganizar o perfil de oferta das unidades b&#225;sicas, considerando os programas especiais e o   perfil   epidemiol&#243;gico   da   popula&#231;&#227;o;e)&nbsp;Articular a aten&#231;&#227;o de m&#233;dia e alta complexidade, fortalecendo a rede p&#250;blica e renegociando a compra de servi&#231;os ao setor privado; f) Redefinir a assist&#234;ncia laboratorial e farmac&#234;utica.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Levando em conta a heterogeneidade das situa&#231;&#245;es dos munic&#237;pios, mais do que implementar as propostas e diretrizes emanadas do n&#237;vel federal e estadual, o desafio maior para os prefeitos e secret&#225;rios municipais de sa&#250;de &#233; definir a linha com que v&#227;o conduzir a pol&#237;tica de sa&#250;de municipal articulando distintos elementos gerenciais, financeiros, program&#225;ticos, organizativos e operacionais.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Adotar a concep&#231;&#227;o ampliada de Vigil&#226;ncia da Sa&#250;de, visando &#225; transforma&#231;&#227;o do modelo de aten&#231;&#227;o &#225; sa&#250;de ao n&#237;vel municipal, implica, em primeiro lugar, avan&#231;ar no processo de municipaliza&#231;&#227;o da gest&#227;o do sistema e da ger&#234;ncia das unidades de sa&#250;de localizadas no territ&#243;rio dos munic&#237;pios. Em segundo lugar, implica investir na articula&#231;&#227;o intersetorial, na reorganiza&#231;&#227;o da aten&#231;&#227;o prim&#225;ria (oferta organizada e a&#231;&#245;es de promo&#231;&#227;o da sa&#250;de e preven&#231;&#227;o de riscos e agravos, partindo dos territ&#243;rios da &quot;sa&#250;de da fam&#237;lia&quot;, aos territ&#243;rios distrital e municipal) e no fortalecimento do controle social sobre a gest&#227;o do sistema de sa&#250;de.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Trata-se, portanto, de desencadear um processo de constru&#231;&#227;o das pr&#225;ticas de Vigil&#226;ncia da Sa&#250;de, tendo como eixo central o trin&ocirc;mio</font> <font face="Verdana" size="2">&quot;<b>informa&#231;&#227;o-decis&#227;o-a&#231;&#227;o</b>&quot;,<sup>41</sup> que se traduz do ponto de vista t&#233;cnico-operacional, no uso de m&#233;todos/t&#233;cnicas de planejamento que d&#234;em suporte ao processo de identifica&#231;&#227;o e prioriza&#231;&#227;o de problemas de grupos populacionais de territ&#243;rios delimitados e &agrave; articula&#231;&#227;o de opera&#231;&#245;es integradas de promo&#231;&#227;o, preven&#231;&#227;o, recupera&#231;&#227;o e reabilita&#231;&#227;o destinadas ao enfrentamento continuo dos problemas selecionados.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O ponto de partida para o desencadeamento do processo de planejamento da vigil&#226;ncia &agrave; sa&#250;de &#233; a <b>Territorializa&#231;&#227;o </b>do sistema municipal de sa&#250;de, isto &#233;, o reconhecimento e o esquadrinhamento do territ&#243;rio do mun&iacute;cipio segundo a l&#243;gica das rela&#231;&#245;es entre condi&#231;&#245;es de vida, sa&#250;de e acesso &agrave; a&#231;&#245;es e servi&#231;os de sa&#250;de. Isto implica um processo de coleta e sistematiza&#231;&#227;o de dados demogr&#225;ficos, socioecon&ocirc;micos, pol&iacute;tico-culturais, epidemiol&#243;gicos e sanit&#225;rios que, posteriormente, devem ser sistematizados de modo a se constru&iacute;rem o mapa b&#225;sico e os mapas tem&#225;ticos do munic&#237;pio.<sup>42</sup>'<sup>43</sup>'<sup>44,45</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Um mapa b&#225;sico cont&#233;m a delimita&#231;&#227;o territorial do munic&iacute;pio, com o desenho da configura&#231;&#227;o urbano-rural, ou seja, a delimita&#231;&#227;o dos distritos, bairros, ruas, contemplando o adensamento demogr&#225;fico da popula&#231;&#227;o. Os mapas tem&#225;ticos implicam, em primeiro lugar, localiza&#231;&#227;o espacial dos sevi&#231;os de sa&#250;de e outros equipamentos sociais, como creches, escolas, igrejas, etc., com a delimita&#231;&#227;o das vias de acesso da popula&#231;&#227;o aos servi&#231;os, o que j&#225; d&#225; uma id&#233;ia dos fluxos de demanda &agrave; diversas unidades de sa&#250;de do munic&iacute;pio. Em segundo lugar, deve-se fazer a caracteriza&#231;&#227;o dos diversos grupos populacionais do munic&iacute;pio segundo suas condi&#231;&#245;es de vida, o que permitir&#225; a justaposi&#231;&#227;o do mapa b&#225;sico com o mapa tem&#225;tico dos servi&#231;os de sa&#250;de e o mapa tem&#225;tico das condi&#231;&#245;es de vida. Finalmente, &#233; necess&#225;rio fazer a distribui&#231;&#227;o espacial dos principais problemas de sa&#250;de, identificados em fun&#231;&#227;o de informa&#231;&#245;es epidemiol&#243;gicas extra&iacute;das de bancos de dados oficiais ou obtidas</font> <font face="Verdana" size="2">atrav&#233;s de &quot;estimativa r&#225;pida&quot; com &quot;informantes-chave&quot;, cruzando estas informa&#231;&#245;es com os mapas elaborados anteriormente.<sup>45</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O processamento das informa&#231;&#245;es e a sua proje&#231;&#227;o em mapas permite a identifica&#231;&#227;o de v&#225;rios territ&#243;rios superpostos no &#226;mbito do munic&#237;pio. Assim &#233; que as experi&#234;ncias de distritaliza&#231;&#227;o em curso permitiram que se avan&#231;asse para a identifica&#231;&#227;o do &quot;territ&#243;rio distrito&quot; (ou munic&#237;pio, caso este corresponda a um DS), cuja base &#233; geogr&#225;fico-populacional, configurada segundo a distribui&#231;&#227;o da popula&#231;&#227;o nos v&#225;rios aglomerados urbanos (bairros, favelas, invas&#245;es, etc.), ao qual se superp&#245;e o &quot;territ&#243;rio &#225;rea de abrang&#234;ncia das unidades de sa&#250;de&quot;, delimitadas em fun&#231;&#227;o da demanda aos servi&#231;os. Em seguida, &#233; poss&#237;vel delimitar as &quot;micro&#225;reas&quot; em fun&#231;&#227;o das condi&#231;&#245;es de vida e mapear os principais problemas que atingem grupos populacionais e at&#233; grupos de fam&#237;lias espec&#237;ficos em determinadas ruas e bairros (<a href="#f5">Figura 5</a>).</font></p>     <p><a name="f5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v7n2/2a02f5.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">O prop&#243;sito fundamental desse processo de territorializa&#231;&#227;o &#233; permitir a defini&#231;&#227;o de prioridades em termos de problemas e grupos, o mais aproximadamente poss&#237;vel, o que se refletir&#225; na defini&#231;&#227;o das a&#231;&#245;es mais adequadas, de acordo com a natureza dos problemas identificados, bem como na concentra&#231;&#227;o de interven&#231;&#245;es sobre grupos priorizados e, conseq&#252;entemente, em um maior impacto positivo sobre os n&#237;veis de sa&#250;de e as condi&#231;&#245;es de vida. Trata-se do uso inteligente da epidemiologia, atrav&#233;s da &quot;microlocaliza&#231;&#227;o dos problemas de sa&#250;de, a interven&#231;&#227;o no &#226;mbito populacional pautada no saber epidemiol&#243;gico e a apropria&#231;&#227;o de informa&#231;&#245;es acerca do territ&#243;rio-processo, visando &agrave; integralidade, &agrave; intersetorialidade, &agrave; efetividade e &agrave; eq&#252;idade&quot;.<sup>3</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Uma vez que se conte com a territorializa&#231;&#227;o do munic&#237;pio em fun&#231;&#227;o das condi&#231;&#245;es de vida e sa&#250;de, enquanto parte da an&#225;lise da situa&#231;&#227;o de sa&#250;de, &#233; poss&#237;vel dar seguimento ao processo de planejamento e programa&#231;&#227;o local que n&#227;o se esgota na mera racionaliza&#231;&#227;o   da   oferta   de   servi&#231;os</font> <font face="Verdana" size="2">ambulatoriais e hospitalares, tal como ocorreu na maioria dos estados durante o primeiro movimento da Programa&#231;&#227;o Pactuada Integrada - PPI. Sem negar a import&#226;ncia da utiliza&#231;&#227;o do planejamento como instrumento de racionaliza&#231;&#227;o, a constru&#231;&#227;o da Vigil&#226;ncia da Sa&#250;de exige a utiliza&#231;&#227;o de um enfoque mais abrangente, situacional, que incorpore como objeto de interven&#231;&#227;o os problemas de sa&#250;de e seus determinantes.<sup>46,47</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Nessa perspectiva, o planejamento e a programa&#231;&#227;o n&#227;o se resumem a uma simples t&#233;cnica que pode ser reproduzida em qualquer circunst&#226;ncia de tempo ou lugar, sen&#227;o que envolve sujeitos dotados de vontade pol&#237;tica, o que significa dizer que podem ser n&#227;o apenas instrumentos de manuten&#231;&#227;o de uma determinada situa&#231;&#227;o, mas tamb&#233;m podem ser instrumentos de mudan&#231;a e de transforma&#231;&#227;o desta situa&#231;&#227;o.<sup>48</sup> N&#227;o se trata de fazer tudo que &#233; poss&#237;vel tecnicamente, e sim aquilo que &#233; necess&#225;rio para dar conta dos <b>Problemas</b> reais existentes na popula&#231;&#227;o de um determinado territ&#243;rio, seja este uma micro&#225;rea onde se</font> <font face="Verdana" size="2">localizam fam&#237;lias em condi&#231;&#245;es de vida prec&#225;rias, em uma &#225;rea de abrang&#234;ncia de uma Unidade de Sa&#250;de ou no munic&#237;pio como um todo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Planejar a partir da identifica&#231;&#227;o, descri&#231;&#227;o e an&#225;lise dos determinantes sociais dos problemas de sa&#250;de implica a defini&#231;&#227;o dos objetivos, metas, a&#231;&#245;es e atividades que ser&#227;o realizadas para o enfrentamento dos problemas de sa&#250;de identificados e priorizados na &#225;rea, com o estabelecimento dos respons&#225;veis, prazos e recursos envolvidos.Do ponto de vista metodol&#243;gico, o planejamento e programa&#231;&#227;o situacional em sa&#250;de tem-se fundamentado na chamada &quot;trilogia matusiana&quot; - o PES, o MAPP e o ZOOP,<sup>49</sup> <sup>50</sup> originando propostas de Planejamento e programa&#231;&#227;o local - PPLS orientadas para a operacionaliza&#231;&#227;o da Vigil&#226;ncia da Sa&#250;de.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O que importa ressaltar &#233; que, com a utiliza&#231;&#227;o desse enfoque, o munic&#237;pio pode construir uma &quot;&#225;rvore de problemas&quot; ou um &quot;fluxograma situacional&quot; para sistematizar as</font> <font face="Verdana" size="2">informa&#231;&#245;es acerca dos problemas de sa&#250;de, subsidiando assim um processo de tomada de decis&#245;es com rela&#231;&#227;o ao &quot;que fazer&quot; para enfrent&#225;-los. Essa decis&#245;es contemplam uma &quot;&#225;rvore de objetivos&quot; dos quais derivam as a&#231;&#245;es a serem realizadas nos territ&#243;rios considerados em uma perspectiva intersetorial. Ou seja, as a&#231;&#245;es e servi&#231;os a serem desenvolvidos n&#227;o se restringem &agrave;queles que j&#225; s&#227;o tradicionalmente ofertados pelas unidades de sa&#250;de, envolvendo um esfor&#231;o adicional de mobiliza&#231;&#227;o e articula&#231;&#227;o de outros &#243;rg&#227;os governamentais e n&#227;o governamentais que atuam na &#225;rea, inclusive a mobiliza&#231;&#227;o e envolvimento dos indiv&iacute;duos, das fam&iacute;lias e das coletividades que vivem e trabalham neste local.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O conjunto das a&#231;&#245;es e servi&#231;os definidos para o enfrentamento dos problemas selecionados constituem as Opera&#231;&#245;es a serem implementadas, segundo uma l&#243;gica que privilegie, n&#227;o a organiza&#231;&#227;o de estruturas burocr&#225;ticas para administrar os recursos humanos e materiais envolvidos e sim na perspectiva de flexibiliza&#231;&#227;o gerencial (por projetos) que implica a reorganiza&#231;&#227;o de equipes de trabalho e gerenciamento descentralizado e modular,<sup>51,52</sup> privilegiando-se o controle gerencial e social do processo de implementa&#231;&#227;o das a&#231;&#245;es.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Do ponto de vista do seu conte&#250;do, as Opera&#231;&#245;es definidas no &#226;mbito do munic&iacute;pio poder&#227;o incorporar desde a&#231;&#245;es pol&iacute;ticas, de mobiliza&#231;&#227;o social no &#226;mbito de organiza&#231;&#245;es governamentais e n&#227;o governamentais, at&#233; a&#231;&#245;es de sa&#250;de propriamente ditas, envolvendo a educa&#231;&#227;o sanit&#225;ria e comunica&#231;&#227;o social dirigidas a grupos espec&iacute;ficos em fun&#231;&#227;o da distribui&#231;&#227;o social dos problemas de sa&#250;de, a a&#231;&#245;es de vigil&#226;ncia epidemiol&#243;gica, sanit&#225;ria, nutricional, at&#233; servi&#231;os de assist&#234;ncia direta a pessoas, ao n&iacute;vel ambulatorial e hospitalar. Cabe ressaltar a necessidade de adequa&#231;&#227;o das a&#231;&#245;es propostas aos determinantes e condicionantes dos problemas, bem como &agrave;s suas express&#245;es fenom&#234;nicas (riscos e danos).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O desencadeamento de um processo de fortalecimento da autonomia pol&iacute;tico-gerencial</font> <font face="Verdana" size="2">dos munic&iacute;pios e da eleva&#231;&#227;o da sua capacidade t&#233;cnico-operacional de planejamento, programa&#231;&#227;o, controle gerencial e operacionaliza&#231;&#227;o de a&#231;&#245;es voltadas ao enfrentamento dos problemas de sa&#250;de em seu territ&#243;rio faz parte, sem d&#250;vida, do processo de reconstru&#231;&#227;o do Estado no momento atual. Para os munic&iacute;pios significa, concretamente, a possibilidade de, a partir das iniciativas em Sa&#250;de, reestruturarem a gest&#227;o Municipal em seu conjunto, em uma perspectiva democr&#225;tica, participativa, tecnicamente competente e gerencialmente eficiente e efetiva.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Na perspectiva t&#233;cnica da implementa&#231;&#227;o da vigil&#226;ncia da sa&#250;de, a metodologia do planejamento e programa&#231;&#227;o poderia ser aplicada em distintos momentos com a seguinte seq&#252;&#234;ncia l&#243;gica:</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">a)&nbsp;an&#225;lise da situa&#231;&#227;o de sa&#250;de;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">b)&nbsp;desenho de situa&#231;&#227;o-objetivo;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">c)&nbsp;desenho das estrat&#233;gias;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">d)&nbsp;programa&#231;&#227;o, acompanhamento e avalia&#231;&#227;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para os munic&iacute;pios pequenos e m&#233;dios que decidam apostar na constru&#231;&#227;o dessa proposta, alguns passos podem ser sugeridos para sua implanta&#231;&#227;o e operacionaliza&#231;&#227;o:</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">a)&nbsp;sensibilizar t&#233;cnicos para desencadear a constru&#231;&#227;o da proposta no &#226;mbito institucional;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">b)&nbsp;compor uma equipe m&iacute;nima (dois ou tr&#234;s t&#233;cnicos) capaz de reunir material bibliogr&#225;fico e t&#233;cnico sobre vigil&#226;ncia da sa&#250;de e de se articular com especialistas da Secretaria Estadual, de universidades e do Minist&#233;rio da Sa&#250;de;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">c)&nbsp;assumir esta equipe m&iacute;nima enquanto um &quot;grupo organizado para a a&#231;&#227;o&quot; em vez de investir, inicialmente, na organiza&#231;&#227;o de uma estrutura ou &#243;rg&#227;o (departamento, divis&#227;o, setor, servi&#231;o, etc.);</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">d)&nbsp;estimular o entrosamento deste grupo com t&#233;cnicos respons&#225;veis por programas e servi&#231;os afins aos modelo de vigil&#226;ncia da sa&#250;de no munic&iacute;pio, a exemplo do PACS/PSF, vigil&#226;ncia epidemiol&#243;gica, vigil&#226;ncia sanit&#225;ria,</font> <font face="Verdana" size="2">sa&#250;de ambiental, sa&#250;de ocupacional, programas especiais de controle de doen&#231;as e agravos, etc.;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">e)&nbsp;garantir a capacita&#231;&#227;o e educa&#231;&#227;o permanente da equipe inicial e programar o desenvolvimento de recursos humanos para a expans&#227;o do modelo;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">f)&nbsp;reunir e sistematizar as informa&#231;&#245;es dispon&#237;veis para identificar e priorizar os problemas de sa&#250;de que justificam um acompanhamento e aten&#231;&#227;o cont&#237;nuos (ver planos municipais de sa&#250;de, anu&#225;rios estat&#237;sticos de base municipal. Bases de dados disponibilizados pelo MS, etc.);</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">g)&nbsp;planejar e programar as opera&#231;&#245;es (setoriais e intersetoriais) para enfrentamento continuado dos problemas selecionados, incluindo a montagem do sistema de informa&#231;&#245;es em sa&#250;de;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">h)&nbsp;montar uma ger&#234;ncia de opera&#231;&#245;es e de projetos para execu&#231;&#227;o, acompanhamento e avalia&#231;&#227;o dos mesmos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana" size="3">Coment&#225;rios finais</font></b></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A op&#231;&#227;o por determinado modelo de aten&#231;&#227;o n&#227;o est&#225; isenta de finalidades e valores, expl&#237;citas ou impl&#237;citos. Um mesmo r&#243;tulo ou proposta pode expressar-se, concretamente, em pr&#225;ticas distintas. De um modo ou de outro, tal proposta ser&#225; aquilo que, em cada situa&#231;&#227;o concreta, os sujeitos sociais, submetidos a determinadas rela&#231;&#245;es econ&#244;micas, pol&#237;ticas e ideol&#243;gicas, conseguirem imprimir da marca dos seus projetos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O essencial, nos parece, todavia, &#233; que a ado&#231;&#227;o da perspectiva da Vigil&#226;ncia da Sa&#250;de, enquanto eixo da reorienta&#231;&#227;o do modelo assistencial do SUS, aponta caminhos para a supera&#231;&#227;o da crise do sistema de sa&#250;de que levam em conta a realidade de cada munic&#237;pio, tanto do ponto de vista pol&#237;tico e cultural, quanto do ponto de vista social, epidemiol&#243;gico e sanit&#225;rio.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Planejar e programar o desenvolvimento da Vigil&#226;ncia da Sa&#250;de em um territ&#243;rio espec&#237;fico exige um conhecimento detalhado das condi&#231;&#245;es de vida e trabalho das pessoas que a&#237; residem, bem como das formas de organiza&#231;&#227;o</font> <font face="Verdana" size="2">e de atua&#231;&#227;o dos diversos &#243;rg&#227;os governamentais e n&#227;o governamentais, para que se possa ter &quot;vis&#227;o estrat&#233;gica&quot;, isto &#233;, clareza sobre o que &#233; necess&#225;rio e poss&#237;vel de ser feito.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Exige tamb&#233;m uma disponibilidade e um interesse muito grande em se envolver um uma a&#231;&#227;o comunicativa, isto &#233;, em participar de um di&#225;logo permanente com os representantes destes &#243;rg&#227;os, com os representantes dos grupos sociais existentes e com as pessoas, de um modo geral, buscando envolv&#234;-las em um trabalho coletivo cujo prop&#243;sito maior &#233; a reestrutura&#231;&#227;o da a&#231;&#227;o coletiva em defesa da Sa&#250;de e da melhorias das condi&#231;&#245;es de vida. Os saberes de planifica&#231;&#227;o e a tecnologia de gest&#227;o dispon&#237;veis representam ferramentas significativas para a constru&#231;&#227;o coletiva dessa proposta.<sup>53</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Finalmente, cabe considerar certos limites da reorganiza&#231;&#227;o das pr&#225;ticas sanit&#225;rias na perspectiva da vigil&#226;ncia da sa&#250;de. O primeiro ponto a destacar &#233; a preocupa&#231;&#227;o com a quest&#227;o da mudan&#231;a das condi&#231;&#245;es de sa&#250;de, de melhorar o n&#237;vel de sa&#250;de da popula&#231;&#227;o. A preocupa&#231;&#227;o com o impacto nas experi&#234;ncias de implanta&#231;&#227;o do modelo assistencial da vigil&#226;ncia da sa&#250;de n&#227;o significa apenas um vi&#233;s sanitarista. E, particularmente, pol&#237;tico. O segundo ponto a ressaltar &#233; a necessidade de contextualiza&#231;&#227;o, de modo que o modelo seja entendido como racionalidade e n&#227;o como receita, prescri&#231;&#227;o normativa. Examinar, concretamente, o processo pol&#237;tico em que est&#225; inserido. Trata-se de superar as dificuldades em trazer a quest&#227;o do poder ao se discutir vigil&#226;ncia da sa&#250;de.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Temos a obriga&#231;&#227;o de contextualizar nosso discurso, de ver o que est&#225; acontecendo com a realidade na qual nos inserimos. Estamos vivendo processos pol&#237;ticos muito importantes ao n&#237;vel nacional, inclusive na &#225;rea de vigil&#226;ncia. A dire&#231;&#227;o do Centro Nacional de Epidemiologia tem mudado diversas vezes. Que compromissos este centro tinha com a proposta de vigil&#226;ncia</font> <font face="Verdana" size="2">da sa&#250;de? Quais os que pretende ter agora? Quais foram os motivos que levaram a essas mudan&#231;as? Seriam t&#233;cnicos? Que repercuss&#245;es podem ser esperadas para a epidemiologia e para o campo da Sa&#250;de Coletiva? Ser&#225; que a an&#225;lise da situa&#231;&#227;o de sa&#250;de fundamenta a prioridade que parece se conceder a certos problemas de sa&#250;de?</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Assim, &#233; pertinente considerar a quest&#227;o do poder para analisar a viabilidade da implanta&#231;&#227;o e expans&#227;o da vigil&#226;ncia da sa&#250;de nos estados e, especialmente, nos munic&iacute;pios . A reorganiza&#231;&#227;o das pr&#225;ticas de sa&#250;de representa uma possibilidade te&#243;rica e um dos poss&iacute;veis hist&#243;ricos da reorienta&#231;&#227;o de sistemas de sa&#250;de. Insere-se na &quot;regi&#227;o&quot; dos modelos assistenciais, entendidos como combina&#231;&#227;o de tecnologias acionadas para o enfrentamento de problemas (danos e riscos) e necessidades de sa&#250;de (inclu&iacute;das as car&#234;ncias e problemas, mas, tamb&#233;m, oportunidades e projetos de vida pessoal ou de classe dos sujeitos sociais). Seguramente, outros projetos est&#227;o em curso, competindo ou at&#233; mesmo dominando a vigil&#226;ncia da sa&#250;de que formulamos, implementamos, acreditamos ou apostamos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Esta reorganiza&#231;&#227;o das pr&#225;ticas de sa&#250;de pode envolver a recomposi&#231;&#227;o dos meios de trabalho, a reestrutura&#231;&#227;o das atividades (trabalho propriamente dito) dos agentes, e a redefini&#231;&#227;o das rela&#231;&#245;es sociais e t&#233;cnicas sob as quais se realiza o processo de trabalho. Cada uma dessas modifica&#231;&#245;es pode ser estimulada pela identifica&#231;&#227;o de novos problemas ou necessidades de sa&#250;de, bem como elabora&#231;&#227;o de conceitua&#231;&#245;es distintas acerca do objeto dessas pr&#225;ticas. &quot;<i>Habitus</i>&quot; ou culturas organizacionais podem tamb&#233;m potencializar ou neutralizar esses movimentos de reorganiza&#231;&#227;o das pr&#225;ticas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A operacionaliza&#231;&#227;o dessas id&#233;ias sup&#245;e identificar novas maneiras de pensar o processo de trabalho em sa&#250;de. Portanto, independentemente das diversas concep&#231;&#245;es acerca da vigil&#226;ncia, &#233; poss&iacute;vel destacar a</font> <font face="Verdana" size="2">preocupa&#231;&#227;o com o impacto sobre o estado de sa&#250;de da popula&#231;&#227;o e a situa&#231;&#227;o epidemiol&#243;gica, isto &#233;, com o impacto sobre os danos, riscos e os determinantes das necessidades sociais de sa&#250;de. Isto significa a possibilidade de reconceitua&#231;&#227;o do objeto das pr&#225;ticas de sa&#250;de e, por conseguinte, a formula&#231;&#227;o de indaga&#231;&#245;es sobre a pertin&#234;ncia, consist&#234;ncia ou efic&#225;cia dos meios de trabalho e do trabalho propriamente dito utilizados para a apreens&#227;o e/ou transforma&#231;&#227;o desse objeto.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O processo de distritaliza&#231;&#227;o (especialmente quando os distritos sanit&#225;rios valorizam a dimens&#227;o t&#233;cnica dos modelos assistenciais) e as a&#231;&#245;es program&#225;ticas de sa&#250;de, no &#226;mbito local, podem alimentar, ao n&iacute;vel dos servi&#231;os de sa&#250;de, os movimentos de redefini&#231;&#227;o de pr&#225;ticas, inclusive na perspectiva da vigil&#226;ncia da sa&#250;de. Na medida em que se processa, no &#226;mbito dos servi&#231;os, a reconceitualiza&#231;&#227;o do objeto das pr&#225;ticas de sa&#250;de e, quando for o caso, a reorganiza&#231;&#227;o do processo de trabalho dos agentes e a readequa&#231;&#227;o dos instrumentos do trabalho (sejam tecnologias materiais ou n&#227;o materiais), importa indagar se tais fatos, ao serem produzidos, geraram acumula&#231;&#245;es que impactaram a situa&#231;&#227;o de sa&#250;de e em que tempos pol&iacute;tico e t&#233;cnico.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Por que insistir nessas quest&#245;es? Porque essas id&#233;ias que estamos trazendo, desenvolvendo e debatendo - que n&#227;o s&#227;o, necessariamente, novas, t&#234;m a ver com a possibilidade de que elas se construam e se constituam em novas realidades pela pr&#225;xis dos sujeitos sociais. A preocupa&#231;&#227;o do quanto se possa ou se deva gerar poder para poder continuar atuando &#233; fundamental. Se n&#227;o pretendemos que essas experi&#234;ncias permane&#231;am como &quot;estudo piloto&quot; precisamos, urgentemente, torn&#225;-las hegem&ocirc;nicas no sentido gramsciano. Sermos capazes de imprimir uma dire&#231;&#227;o cultural e uma direcionalidade pr&#225;tica no cotidiano para o nosso projeto. Mesmo sem ser voluntaristas, temos que estar atentos para os movimentos do xadrez politico no sentido de construir viabilidade para tal projeto na</font> <font face="Verdana" size="2">perspectiva da Reforma Sanit&#225;ria como resposta criativa &#224; contra-reforma que nos est&#227;o fazendo engolir como se fora a &#250;nica sa&#237;da.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">N&#227;o adianta muito insistirmos nas lembran&#231;as dos espa&#231;os de trabalho conquistados nos governos que possibilitaram essas inova&#231;&#245;es conceituais e t&#233;cnicas. Os que chegaram depois todos conhecemos, especialmente o pavor deles diante do novo. Estas s&#227;o quest&#245;es muito concretas que n&#243;s precisamos debater. Perguntarmo-nos sempre em que medida essas pr&#225;ticas inovadoras que estamos construindo conseguem, efetivamente, criar poder para poder fazer melhor as coisas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Bibliografia</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">1.&nbsp;Klekowsky BM, Roemer M, Werff AVD. Sistemas Nacionales de Salud y su Reorientaci&#243;n hacia la Salud para Todos. Pautas para una pol&#237;tica. Cuardernos de Salud P&#250;blica 77:134, 1984.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">2.&nbsp;BRASIL, Minist&#233;rio da Administra&#231;&#227;o Federal e Reforma do Estado. Plano Diretor da Reforma do Aparelho de Estado. Bras&#237;lia, Presid&#234;ncia da Rep&#250;blica, Imprensa Nacional, 1995.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">3.&nbsp;Mendes EV. Distrito Sanit&#225;rio: o processo social de mudan&#231;a das pr&#225;ticas sanit&#225;rias do Sistema &#218;nico de Sa&#250;de. HUCITEC-ABRASCO, S&#227;o Paulo - Rio de Janeiro,</font> <font face="Verdana" size="2">1993.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">4.&nbsp;Paim JS. A Reforma Sanit&#225;ria e os Modelos Assistenciais. In: Rouquayrol MZ, Epidemiologia &amp; Sa&#250;de, 4<sup>a</sup> ed., MEDSI, Rio de Janeiro, p.455 - 466,1994.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">5.&nbsp;Paim JS. A reorganiza&#231;&#227;o das pr&#225;ticas de sa&#250;de em Distritos Sanit&#225;rios In: Mendes EV, Distrito Sanit&#225;rio: o processo social de mudan&#231;a das pr&#225;ticas sanit&#225;rias do Sistema &#218;nico de Sa&#250;de, HUCITEC-ABRASCO, S&#227;o Paulo - Rio de Janeiro, p.</font><font face="Verdana" size="2">187 - 220, 1993.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">6.&nbsp;Teixeira CF, Melo C. (orgs.). Construindo Distritos Sanit&#225;rios: a experi&#234;ncia da coopera&#231;&#227;o Italiana em Sa&#250;de no munic&#237;pio</font> <font face="Verdana" size="2">de S&#227;o Paulo, HUVITEC/CIS, S&#227;o Paulo - Salvador, 1995.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">7.&nbsp;Marinho de Souza MF, Kalighman AO. Vigil&#226;ncia &#224; Sa&#250;de: Epidemiologia, Servi&#231;os e Qualidade de Vida. In: Rouquayrol, MZ, Epidemiologia &amp; Sa&#250;de, 4<sup>a</sup> ed., MEDSI, Rio de Janeiro, p.</font> <font face="Verdana" size="2">467-476, 1994.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">8.&nbsp;BRASIL, Minist&#233;rio da Sa&#250;de. 10<sup>a</sup> Confer&#234;ncia Nacional de Sa&#250;de, Anais.</font> <font face="Verdana" size="2">Bras&#237;lia, DF, 1996.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">9.&nbsp;Carta de Fortaleza. Sa&#250;de em Debate</font> <font face="Verdana" size="2">42:77-78, 1995.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">10.&nbsp;Paim JS. Organiza&#231;&#227;o em servi&#231;os de sa&#250;de: modelos assistenciais e pr&#225;ticas de sa&#250;de. Salvador, p.25, 1996. (mimeo)</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">11.&nbsp;BRASIL, Minist&#233;rio da Sa&#250;de. Norma Operacional B&#225;sica 001/93, 1993.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">12.&nbsp;Paim JS. Medicina familiar no Brasil: movimento ideol&#243;gico e a&#231;&#227;o pol&#237;tica. In: Sa&#250;de, crises e reformas, UFBA- PROED, Salvador, Bahia, p. 151-183, 1986.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">13.&nbsp;BRASIL, Minist&#233;rio da Sa&#250;de, CENEPI.</font> <font face="Verdana" size="2">VIGISUS, 1998.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">14.&nbsp;BRASIL, Minist&#233;rio da Sa&#250;de. Norma Operacional B&#225;sica 001/96, 1996.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">15.&nbsp;Mendes EV. O consenso do discurso e o dissenso da pr&#225;tica social: notas sobre a municipaliza&#231;&#227;o da sa&#250;de no Brasil. S&#227;o Paulo, s. n. t., p.11, 1991.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">16.&nbsp;Mendes EV. Uma agenda para a sa&#250;de. 1<sup>a</sup>.</font> <font face="Verdana" size="2">ed. HUCITEC, S&#227;o Paulo, 1996.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">17.&nbsp;Garcia JC. A articula&#231;&#227;o da medicina e da educa&#231;&#227;o na estrutura social. In: Nunes E (org.), Juan C&#233;sar Garcia: pensamento social em sa&#250;de na Am&#233;rica Latina, Cortez/ABRASCO, S&#227;o Paulo, p.189-232, 1989.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">18.&nbsp;Silva GR. Avalia&#231;&#227;o e perspectivas da Epidemiologia no Brasil. 1<sup>o</sup> Congresso Brasileiro de Epidemiologia, Anais. UNICAMP/ABRASCO, Campinas, SP, p.183-187, 1990.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">19.&nbsp;Barata R. Reorienta&#231;&#227;o das pr&#225;ticas de vigil&#226;ncia epidemiol&#243;gica. In: Semin&#225;rio Nacional de Vigil&#226;ncia Epidemiol&#243;gica. Anais. Minist&#233;rio da Sa&#250;de, Funda&#231;&#227;o Nacional de Sa&#250;de-CENEPI, Bras&iacute;lia, p. 6368, 1992.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">20.&nbsp;Almeida Filho N, Rouquayrol MZ. Introdu&#231;&#227;o &agrave; Epidemiologia Moderna. Apce/ABRASCO, Salvador, p.222, 1990.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">21.&nbsp;Barreto ML, Carmo EH. Situa&#231;&#227;o de sa&#250;de da popula&#231;&#227;o brasileira: tend&#234;ncias hist&#243;ricas, determinantes e implica&#231;&#245;es para as pol&iacute;ticas de sa&#250;de. Informe Epidemiol&#243;gico do SUS 3/4:7-34, 1994.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">22.&nbsp;Paim JS, Teixeira MG. Reorganiza&#231;&#227;o do sistema de vigil&#226;ncia epidemiol&#243;gica na perspectiva do Sistema &#218;nico de Sa&#250;de (SUS). Semin&#225;rio Nacional de Vigil&#226;ncia Epidemiol&#243;gica, Anais. Minist&#233;rio da Sa&#250;de, Funda&#231;&#227;o Nacional de Sa&#250;de-CENEPI, p.93-144, 1992.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">23.&nbsp;Costa E. A Vigil&#226;ncia Sanit&#225;ria: defesa e prote&#231;&#227;o da sa&#250;de. Tese de Doutorado. Faculdade de Sa&#250;de P&#250;blica, Universidade de S&#227;o Paulo, S&#227;o Paulo, 1998.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">24.&nbsp;BRASIL, Lei n&deg; 6.259. Bras&iacute;lia, 1975.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">25.&nbsp;I Congresso Brasileiro de Epidemiologia. Vigil&#226;ncia Epidemiol&#243;gica - Reformula&#231;&#227;o do sistema face &agrave; municipaliza&#231;&#227;o dos servi&#231;os de sa&#250;de. Realt&#243;rio de Oficina de</font> <font face="Verdana" size="2">Trabalho. Anais. UNICAMP-ABRASCO.</font> <font face="Verdana" size="2">Campinas, SP, p.33-36, 1990.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">26.&nbsp;III Congresso Brasileiro de Epidemiologia. Vigil&#226;ncia &agrave; Sa&#250;de. Relat&#243;rio de Oficina de Trabalho. Salvador, Bahia, p.11, 1997.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">27.&nbsp;Scharaiber LB. Epidemiologia em servi&#231;os: uma tecnologia de que tipo? Informe Epidemiol&#243;gico do SUS 3:532, 1995.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">28.&nbsp;Scharaiber LB. Pol&iacute;ticas p&#250;blicas e planejamento nas pr&#225;ticas de sa&#250;de. Sa&#250;de em Debate 47:28-35, 1995.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">29.&nbsp;OPS. Usos e perspectivas da Epidemiologia, Documentos del Seminario. Publicaci&#243;n PNSP 84-47, Washington, D. C. p.243, 1984.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">30.&nbsp;St John R. La necessidad de un pensamiento epidemiol&#243;gico en los servicios de salud y la formaci&#243;n de recursos humanos. In: OPS. La formaci&#243;n en Epidemiologia para el desarrollo de los servicios de salud. S&#233;rie Desarrollo de Recursos Humanos, n&deg; 88, Washington, D.C., p.19-24, 1987.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">31.&nbsp;Castellanos PL. Epidemiologia y organizaci&#243;n de los servicios. In: OPS/ OMS. La formaci&#243;n en epidemiologia para el desarrollo de los servicios de salud. S&#233;rie Desarrolllo de Recursos Humanos, n&deg; 88, Washington, D.C., p.30-40, 1987.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">32.&nbsp;OPS. Promoci&#243;n de liderazgo y formaci&#243;n avanzada en Salud P&#250;blica: la prestaci&#243;n de servicios de salud. Educaci&#243;n M&#233;dica y Salud 3:193-425, 1992.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">33.&nbsp;Silva GR. A epidemiologia na organiza&#231;&#227;o dos servi&#231;os de sa&#250;de. In: Costa MF, Souza RP (orgs.). Qualidade de Vida: compromisso hist&#243;rico da Epidemiologia. COOPMMED/ABRASCO, Belo Horizonte, p.108-139, 1994.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">34.&nbsp;Mendon&#231;a EF, Cosenza GW, Carvalho DM, Gutierrez EB, Sevalho G, Ribeiro JGL, Toledo L, Alfradique MEM, Teixeira MG, Carvalho MS, Liebel M, Oliveira OL, Ladeira RM. Repensando a vigil&#226;ncia epidemiol&#243;gica. Relat&#243;rio de Oficina de Trabalho. II Congresso Brasileiro de Epidemiologia. In: Costa MF, Souza RP (orgs.) Qualidade de Vida: compromisso hist&#243;rico da Epidemiologia, COOPMEED/ABRASCO,&nbsp;Belo Horizonte, p.277-280, 1994.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">35.&nbsp;I Congresso Brasileiro de Epidemiologia, Anais. An&#225;lise de programas de controle de doen&#231;as - avalia&#231;&#227;o de suas estrat&#233;gias de integra&#231;&#227;o ao SUS. Relat&#243;ro de Oficina de</font> <font face="Verdana" size="2">Trabalho. UNICAMP/ABRASCO, Campinas, SP, p. 37-43, 1990.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">36.&nbsp;Waldman CA. As concep&#231;&#245;es de vigil&#226;ncia como instrumento de sa&#250;de p&#250;blica e a implanta&#231;&#227;o do SUS. In: Semin&#225;rio Nacional de Vigil&#226;ncia Epidemiol&#243;gica, Anais. Minist&#233;rio da Sa&#250;de, Funda&#231;&#227;o Nacional de Sa&#250;de-CENEPI, Bras&#237;lia, p.45-51, 1992.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">37.&nbsp;Teixeira CF. Epidemiologia e Planejamento em Sa&#250;de: contribui&#231;&#227;o ao estudo da pr&#225;tica epidemiol&#243;gica no Brasil 1990-1995. Tese de Doutorado. Instituto de Sa&#250;de Coletiva, Universidade Federal da Bahia, Salvador, Bahia, 1996.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">38.&nbsp;Teixeira CF, Pinto L. A forma&#231;&#227;o de pessoal em Vigil&#226;ncia da Sa&#250;de. Informe Epidemiol&#243;gico do SUS 6:5-21, 1993.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">39.&nbsp;Morais I. Utiliza&#231;&#227;o de grandes bancos de dados nacionais. Relat&#243;rio de Oficina de Trabalho. II Congresso Brasileiro de Epidemiologia. In: Costa MF, Souza RP (orgs.), Qualidade de Vida: compromisso hist&#243;rico da Epidemiologia, COOPMEED/ABRASCO,&nbsp;Belo Horizonte, MG, p. 285-290, 1994.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">40.&nbsp;Morais I. Informa&#231;&#245;es em Sa&#250;de: da pr&#225;tica fragmentada ao exerc&#237;cio da cidadania. HUCITEC/ABRASCO, S&#227;o Paulo, p.172, 1994b.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">41.&nbsp;Fosaert H, Llopis A, Tigre CH. Sistemas de Vigil&#226;ncia Epidemiol&#243;gica. Boletim Oficina   Sanitaria   Panamericana</font> <font face="Verdana" size="2">76:512-525, 1974.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">42.&nbsp;Unglert C. Territorializa&#231;&#227;o em sistemas de sa&#250;de. In: Mendes EV. Distrito Sanit&#225;rio: o processo social de mudan&#231;a das pr&#225;ticas sanit&#225;rias do Sistema &#218;nico de Sa&#250;de, HUCITEC-ABRASCO, S&#227;o Paulo  - Rio  de Janeiro, p.221-235,</font> <font face="Verdana" size="2">1993.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">43.&nbsp;Kadt E, Tasca R. Promovendo a equidade: um novo enfoque com base no setor da</font> <font face="Verdana" size="2">Sa&#250;de. HUCITEC/Coopera&#231;&#227;o Italiana em Sa&#250;de, S&#227;o Paulo - Salvador, p.107, 1993.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">44.&nbsp;Tasca R. Sistemas de informa&#231;&#227;o em sa&#250;de para Distritos Sanit&#225;rios In: Mendes EV. Distrito Sanit&#225;rio: o processo social de mudan&#231;a das pr&#225;ticas sanit&#225;rias do Sistema &#218;nico de Sa&#250;de, HUCITEC-ABRASCO, S&#227;o Paulo - Rio de Janeiro, 1993.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">45.&nbsp;Notarbartolo di Villarosa F. A estimativa r&#225;pida e a divis&#227;o do territ&#243;rio no distrito sanit&#225;rio. Manual de instru&#231;&#245;es. OPS, S&#233;rie Desenvolvimento de Servi&#231;os de Sa&#250;de,  n&deg; 11, p.54, 1993.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">46.&nbsp;Teixeira CF. Planejamento e programa&#231;&#227;o situacional em distritos sanit&#225;rios. In: Mendes EV. Distrito Sanit&#225;rio: o processo social de mudan&#231;a das pr&#225;ticas sanit&#225;rias do Sistema &#218;nico de Sa&#250;de. HUCITEC-ABRASCO, S&#227;o Paulo - Rio de Janeiro, p.237 - 265, 1993.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">47.&nbsp;Teixeira CF. Planejamento e programa&#231;&#227;o da Vigil&#226;ncia da Sa&#250;de. In: ISC/UFBA, Pol&#237;tica de Sa&#250;de: Colet&#226;nea de textos para a Disciplina ISC-003. Salvador, p.16,1997 (mimeo).</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">48.&nbsp;Testa M. Pensar em Sa&#250;de. Interm&#233;dica, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, 1991.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">49.&nbsp;Artmann E. O planejamento estrat&#233;gico-situacional: a trilogia matusiana e uma proposta para o n&#237;vel local de sa&#250;de (uma abordagem comunicativa). Tese de Mestrado, ENSP/FIOCRUZ, Rio de Janeiro, 1993.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">50.&nbsp;Mendes E. Planejamento e programa&#231;&#227;o local da Vigil&#226;ncia da Sa&#250;de no Distrito Sanit&#225;rio. OPS, S&#233;rie Desenvolvimento de Servi&#231;os de Sa&#250;de, n&deg; 13, 1994.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">51.&nbsp;OPS/OMS. Desarrollo y fortalecimiento de los Sistemas Locales de Salud en la transformaci&#243;n de los Sistemas Nacionales de Salud: la administraci&#243;n estrat&#233;gica. Washington, D.C., p.160, 1992.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">52.&nbsp;Kliksberg B. Ger&#234;ncia social: dilemas</font> <font face="Verdana" size="2">gerenciais e experi&#234;ncias inovadoras In: Kliksberg B. (org.), Pobreza: uma quest&#227;o inadi&#225;vel, ENAP, Brasilia, p.127-146,</font> <font face="Verdana" size="2">1994.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">53. Merhy EE. Em busca do tempo perdido: a</font> <font face="Verdana" size="2">micropol&iacute;tica do trabalho vivo em sa&#250;de. In: Merhy EE, Onocko R. (org.), Agir em Sa&#250;de: um desafio para o p&#250;blico, HUCITEC/LUGAR EDITORIAL, S&#227;o Paulo - Buenos Aires, p.385, 1997.</font><p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b><a href="#topo"></a></b></font><font size="2" face="verdana"><b><a href="#topo"><img src="img/revistas/ess/v19n2/seta.gif" border="0"></a></b></font><font face="Verdana" size="2"><b>Endere&#231;o para correspond&#234;ncia:</b>     <br>   Instituto de Sa&#250;de Coletiva.     <br> Universidade Federal da Bahia.     <br> Rua Padre Feij&#243;, 29. Salvador/BA.     <br> CEP: 40.1<b><a name="endereco"></a></b>10-170</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#topo"><sup>*</sup></a>Texto elaborado para a Oficina de Vigil&#226;ncia em Sa&#250;de do IV Congresso Brasileiro de Epidemiologia.</font></p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Klekowsky]]></surname>
<given-names><![CDATA[BM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Roemer]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Werff]]></surname>
<given-names><![CDATA[AVD]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Sistemas Nacionales de Salud y su Reorientación hacia la Salud para Todos: Pautas para una política]]></article-title>
<source><![CDATA[Cuardernos de Salud Pública]]></source>
<year></year>
<volume>77</volume>
<numero>134</numero>
<issue>134</issue>
<page-range>1984</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>BRASIL^dMinistério da Administração Federal e Reforma do Estado</collab>
<source><![CDATA[Plano Diretor da Reforma do Aparelho de Estado]]></source>
<year>1995</year>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Presidência da República, Imprensa Nacional]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mendes]]></surname>
<given-names><![CDATA[EV]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Distrito Sanitário: o processo social de mudança das práticas sanitárias do Sistema Único de Saúde]]></source>
<year>1993</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo - Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[HUCITEC-ABRASCO]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Paim]]></surname>
<given-names><![CDATA[JS]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A Reforma Sanitária e os Modelos Assistenciais]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Rouquayrol]]></surname>
<given-names><![CDATA[MZ]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Epidemiologia & Saúde]]></source>
<year>1994</year>
<edition>4</edition>
<page-range>455 - 466</page-range><publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[MEDSI]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Paim]]></surname>
<given-names><![CDATA[JS]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A reorganização das práticas de saúde em Distritos Sanitários]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Mendes]]></surname>
<given-names><![CDATA[EV]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Distrito Sanitário: o processo social de mudança das práticas sanitárias do Sistema Único de Saúde]]></source>
<year>1993</year>
<page-range>187 - 220</page-range><publisher-loc><![CDATA[São Paulo - Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[HUCITEC-ABRASCO]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Teixeira]]></surname>
<given-names><![CDATA[CF]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Melo]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Construindo Distritos Sanitários: a experiência da cooperação Italiana em Saúde no município de São Paulo]]></source>
<year>1995</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo - Salvador ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[HUVITEC/CIS]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Marinho de Souza]]></surname>
<given-names><![CDATA[MF]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kalighman]]></surname>
<given-names><![CDATA[AO]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Vigilância à Saúde: Epidemiologia, Serviços e Qualidade de Vida]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Rouquayrol]]></surname>
<given-names><![CDATA[MZ]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Epidemiologia & Saúde]]></source>
<year>1994</year>
<edition>4</edition>
<page-range>467-476</page-range><publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[MEDSI]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="confpro">
<collab>BRASIL^dMinistério da Saúde</collab>
<source><![CDATA[]]></source>
<year>1996</year>
<edition>10</edition>
<conf-name><![CDATA[ Conferência Nacional de Saúde, Anais]]></conf-name>
<conf-loc> </conf-loc>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília^eDF DF]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="journal">
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Carta de Fortaleza]]></article-title>
<source><![CDATA[Saúde em Debate]]></source>
<year>1995</year>
<volume>42</volume>
<page-range>77-78</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Paim]]></surname>
<given-names><![CDATA[JS]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Organização em serviços de saúde: modelos assistenciais e práticas de saúde]]></source>
<year>1996</year>
<page-range>25</page-range><publisher-loc><![CDATA[Salvador ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>BRASIL^dMinistério da Saúde</collab>
<source><![CDATA[Norma Operacional Básica 001/93]]></source>
<year>1993</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Paim]]></surname>
<given-names><![CDATA[JS]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Medicina familiar no Brasil: movimento ideológico e ação política]]></article-title>
<source><![CDATA[Saúde, crises e reformas, UFBA- PROED]]></source>
<year>1986</year>
<page-range>151-183</page-range><publisher-loc><![CDATA[Salvador^eBahia Bahia]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>BRASIL^dMinistério da Saúde</collab>
<source><![CDATA[]]></source>
<year>1998</year>
<publisher-name><![CDATA[CENEPI. VIGISUS]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<label>14</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>BRASIL^dMinistério da Saúde</collab>
<source><![CDATA[Norma Operacional Básica 001/96]]></source>
<year>1996</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<label>15</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mendes]]></surname>
<given-names><![CDATA[EV]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O consenso do discurso e o dissenso da prática social: notas sobre a municipalização da saúde no Brasil]]></source>
<year>1991</year>
<page-range>11</page-range><publisher-name><![CDATA[São Paulo]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<label>16</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mendes]]></surname>
<given-names><![CDATA[EV]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Uma agenda para a saúde]]></source>
<year>1996</year>
<edition>1</edition>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[HUCITEC]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<label>17</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Garcia]]></surname>
<given-names><![CDATA[JC]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A articulação da medicina e da educação na estrutura social]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Nunes]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Juan César Garcia: pensamento social em saúde na América Latina]]></source>
<year>1989</year>
<page-range>189-232</page-range><publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Cortez/ ABRASCO]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<label>18</label><nlm-citation citation-type="confpro">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[GR]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Avaliação e perspectivas da Epidemiologia no Brasil]]></source>
<year>1990</year>
<conf-name><![CDATA[1 Congresso Brasileiro de Epidemiologia, Anais]]></conf-name>
<conf-loc> </conf-loc>
<page-range>183-187</page-range><publisher-loc><![CDATA[Campinas^eSP SP]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[UNICAMP/ABRASCO]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<label>19</label><nlm-citation citation-type="confpro">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Barata]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Reorientação das práticas de vigilância epidemiológica]]></source>
<year>1992</year>
<conf-name><![CDATA[ Seminário Nacional de Vigilância Epidemiológica. Anais]]></conf-name>
<conf-loc> </conf-loc>
<page-range>6368</page-range><publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Ministério da Saúde, Fundação Nacional de Saúde-CENEPI]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<label>20</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Almeida Filho]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rouquayrol]]></surname>
<given-names><![CDATA[MZ]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Introdução à Epidemiologia Moderna]]></source>
<year>1990</year>
<page-range>222</page-range><publisher-loc><![CDATA[Salvador ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Apce/ABRASCO]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<label>21</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Barreto]]></surname>
<given-names><![CDATA[ML]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Carmo]]></surname>
<given-names><![CDATA[EH]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Situação de saúde da população brasileira: tendências históricas, determinantes e implicações para as políticas de saúde]]></article-title>
<source><![CDATA[Informe Epidemiológico do SUS]]></source>
<year>1994</year>
<volume>3/4</volume>
<page-range>7-34</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<label>22</label><nlm-citation citation-type="confpro">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Paim]]></surname>
<given-names><![CDATA[JS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Teixeira]]></surname>
<given-names><![CDATA[MG]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Reorganização do sistema de vigilância epidemiológica na perspectiva do Sistema Único de Saúde (SUS)]]></source>
<year>1992</year>
<conf-name><![CDATA[ Seminário Nacional de Vigilância Epidemiológica, Anais]]></conf-name>
<conf-loc> </conf-loc>
<page-range>93-144</page-range><publisher-name><![CDATA[Ministério da Saúde, Fundação Nacional de Saúde-CENEPI]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<label>23</label><nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Costa]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A Vigilância Sanitária: defesa e proteção da saúde]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<label>24</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>BRASIL</collab>
<source><![CDATA[Lei n° 6.259]]></source>
<year>1975</year>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<label>25</label><nlm-citation citation-type="book">
<source><![CDATA[I Congresso Brasileiro de Epidemiologia. Vigilância Epidemiológica: Reformulação do sistema face à municipalização dos serviços de saúde. Realtório de Oficina de Trabalho. Anais]]></source>
<year>1990</year>
<page-range>33-36</page-range><publisher-loc><![CDATA[Campinas^eSP SP]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[UNICAMP-ABRASCO]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<label>26</label><nlm-citation citation-type="">
<source><![CDATA[III Congresso Brasileiro de Epidemiologia. Vigilância à Saúde: Relatório de Oficina de Trabalho]]></source>
<year>1997</year>
<page-range>11</page-range><publisher-loc><![CDATA[Salvador^eBahia Bahia]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<label>27</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Scharaiber]]></surname>
<given-names><![CDATA[LB]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Epidemiologia em serviços: uma tecnologia de que tipo]]></article-title>
<source><![CDATA[Informe Epidemiológico do SUS]]></source>
<year>1995</year>
<volume>3</volume>
<numero>532</numero>
<issue>532</issue>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<label>28</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Scharaiber]]></surname>
<given-names><![CDATA[LB]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Políticas públicas e planejamento nas práticas de saúde]]></article-title>
<source><![CDATA[Saúde em Debate]]></source>
<year>1995</year>
<volume>47</volume>
<page-range>28-35</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<label>29</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>OPS</collab>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Usos e perspectivas da Epidemiologia, Documentos del Seminario]]></article-title>
<collab>Publicación PNSP</collab>
<source><![CDATA[]]></source>
<year>1984</year>
<page-range>84-47</page-range><page-range>243</page-range><publisher-loc><![CDATA[WashingtonD. C ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<label>30</label><nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[St John]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[La necessidad de un pensamiento epidemiológico en los servicios de salud y la formación de recursos humanos]]></article-title>
<collab>OPS</collab>
<source><![CDATA[La formación en Epidemiologia para el desarrollo de los servicios de salud. Série Desarrollo de Recursos Humanos]]></source>
<year>1987</year>
<page-range>19-24</page-range><publisher-loc><![CDATA[Washington^eD.C D.C]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<label>31</label><nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Castellanos]]></surname>
<given-names><![CDATA[PL]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Epidemiologia y organización de los servicios]]></article-title>
<collab>OPS/ OMS</collab>
<source><![CDATA[La formación en epidemiologia para el desarrollo de los servicios de salud. Série Desarrolllo de Recursos Humanos]]></source>
<year>1987</year>
<page-range>30-40</page-range><publisher-loc><![CDATA[Washington^eD.C D.C]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B32">
<label>32</label><nlm-citation citation-type="journal">
<collab>OPS</collab>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Promoción de liderazgo y formación avanzada en Salud Pública: la prestación de servicios de salud]]></article-title>
<source><![CDATA[Educación Médica y Salud]]></source>
<year>1992</year>
<volume>3</volume>
<page-range>193-425</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B33">
<label>33</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[GR]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A epidemiologia na organização dos serviços de saúde]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Costa]]></surname>
<given-names><![CDATA[MF]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Souza]]></surname>
<given-names><![CDATA[RP]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Qualidade de Vida: compromisso histórico da Epidemiologia]]></source>
<year>1994</year>
<page-range>108-139</page-range><publisher-loc><![CDATA[Belo Horizonte ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[COOPMMED/ABRASCO]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B34">
<label>34</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mendonça]]></surname>
<given-names><![CDATA[EF]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cosenza]]></surname>
<given-names><![CDATA[GW]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Carvalho]]></surname>
<given-names><![CDATA[DM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gutierrez]]></surname>
<given-names><![CDATA[EB]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sevalho]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ribeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[JGL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Toledo]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Alfradique]]></surname>
<given-names><![CDATA[MEM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Teixeira]]></surname>
<given-names><![CDATA[MG]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Carvalho]]></surname>
<given-names><![CDATA[MS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Liebel]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Oliveira]]></surname>
<given-names><![CDATA[OL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ladeira]]></surname>
<given-names><![CDATA[RM]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Repensando a vigilância epidemiológica. Relatório de Oficina de Trabalho: II Congresso Brasileiro de Epidemiologia]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Costa]]></surname>
<given-names><![CDATA[MF]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Souza]]></surname>
<given-names><![CDATA[RP]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Qualidade de Vida: compromisso histórico da Epidemiologia]]></source>
<year>1994</year>
<page-range>277-280</page-range><publisher-loc><![CDATA[Belo Horizonte ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[COOPMEED/ABRASCO]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B35">
<label>35</label><nlm-citation citation-type="book">
<source><![CDATA[I Congresso Brasileiro de Epidemiologia, Anais. Análise de programas de controle de doenças: avaliação de suas estratégias de integração ao SUS. Relatóro de Oficina de Trabalho]]></source>
<year>1990</year>
<page-range>37-43</page-range><publisher-loc><![CDATA[Campinas^eSP SP]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[UNICAMP/ABRASCO]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B36">
<label>36</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Waldman]]></surname>
<given-names><![CDATA[CA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[As concepções de vigilância como instrumento de saúde pública e a implantação do SUS]]></article-title>
<source><![CDATA[Seminário Nacional de Vigilância Epidemiológica, Anais]]></source>
<year>1992</year>
<page-range>45-51</page-range><publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Ministério da Saúde, Fundação Nacional de Saúde-CENEPI]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B37">
<label>37</label><nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Teixeira]]></surname>
<given-names><![CDATA[CF]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Epidemiologia e Planejamento em Saúde: contribuição ao estudo da prática epidemiológica no Brasil 1990-1995]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B38">
<label>38</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Teixeira]]></surname>
<given-names><![CDATA[CF]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pinto]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A formação de pessoal em Vigilância da Saúde]]></article-title>
<source><![CDATA[Informe Epidemiológico do SUS]]></source>
<year>1993</year>
<volume>6</volume>
<page-range>5-21</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B39">
<label>39</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Morais]]></surname>
<given-names><![CDATA[I]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Utilização de grandes bancos de dados nacionais. Relatório de Oficina de Trabalho: II Congresso Brasileiro de Epidemiologia]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Costa]]></surname>
<given-names><![CDATA[MF]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Souza]]></surname>
<given-names><![CDATA[RP]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Qualidade de Vida: compromisso histórico da Epidemiologia]]></source>
<year>1994</year>
<page-range>285-290</page-range><publisher-loc><![CDATA[Belo Horizonte^eMG MG]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[COOPMEED/ABRASCO]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B40">
<label>40</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Morais]]></surname>
<given-names><![CDATA[I]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Informações em Saúde: da prática fragmentada ao exercício da cidadania]]></source>
<year>1994</year>
<month>b</month>
<page-range>172</page-range><publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[HUCITEC/ABRASCO]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B41">
<label>41</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fosaert]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Llopis]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tigre]]></surname>
<given-names><![CDATA[CH]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Sistemas de Vigilância Epidemiológica]]></article-title>
<source><![CDATA[Boletim Oficina Sanitaria Panamericana]]></source>
<year>1974</year>
<volume>76</volume>
<page-range>512-525</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B42">
<label>42</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Unglert]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Territorialização em sistemas de saúde]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Mendes]]></surname>
<given-names><![CDATA[EV]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Distrito Sanitário: o processo social de mudança das práticas sanitárias do Sistema Único de Saúde]]></source>
<year>1993</year>
<page-range>221-235</page-range><publisher-loc><![CDATA[São Paulo - Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[HUCITEC-ABRASCO]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B43">
<label>43</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kadt]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tasca]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Promovendo a equidade: um novo enfoque com base no setor da Saúde]]></source>
<year>1993</year>
<page-range>107</page-range><publisher-loc><![CDATA[São Paulo - Salvador ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[HUCITEC/Cooperação Italiana em Saúde]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B44">
<label>44</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Tasca]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Sistemas de informação em saúde para Distritos Sanitários]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Mendes]]></surname>
<given-names><![CDATA[EV]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Distrito Sanitário: o processo social de mudança das práticas sanitárias do Sistema Único de Saúde]]></source>
<year>1993</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo - Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[HUCITEC-ABRASCO]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B45">
<label>45</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Notarbartolo di Villarosa]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A estimativa rápida e a divisão do território no distrito sanitário: Manual de instruções]]></source>
<year>1993</year>
<page-range>54</page-range><publisher-name><![CDATA[OPS, Série Desenvolvimento de Serviços de Saúde]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B46">
<label>46</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Teixeira]]></surname>
<given-names><![CDATA[CF]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Planejamento e programação situacional em distritos sanitários]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Mendes]]></surname>
<given-names><![CDATA[EV]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Distrito Sanitário: o processo social de mudança das práticas sanitárias do Sistema Único de Saúde]]></source>
<year>1993</year>
<page-range>237 - 265</page-range><publisher-loc><![CDATA[São Paulo - Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[HUCITEC-ABRASCO]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B47">
<label>47</label><nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Teixeira]]></surname>
<given-names><![CDATA[CF]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Planejamento e programação da Vigilância da Saúde]]></article-title>
<collab>ISC/UFBA</collab>
<source><![CDATA[Política de Saúde: Coletânea de textos para a Disciplina ISC-003]]></source>
<year>1997</year>
<page-range>16</page-range><publisher-loc><![CDATA[Salvador ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B48">
<label>48</label><nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Testa]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Pensar em Saúde: Intermédica]]></source>
<year>1991</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto Alegre, Rio Grande do Sul ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B49">
<label>49</label><nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Artmann]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O planejamento estratégico-situacional: a trilogia matusiana e uma proposta para o nível local de saúde (uma abordagem comunicativa)]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B50">
<label>50</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mendes]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Planejamento e programação local da Vigilância da Saúde no Distrito Sanitário]]></source>
<year>1994</year>
<publisher-name><![CDATA[OPS, Série Desenvolvimento de Serviços de Saúde]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B51">
<label>51</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>OPS/OMS</collab>
<source><![CDATA[Desarrollo y fortalecimiento de los Sistemas Locales de Salud en la transformación de los Sistemas Nacionales de Salud: la administración estratégica]]></source>
<year>1992</year>
<page-range>160</page-range><publisher-loc><![CDATA[Washington ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B52">
<label>52</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kliksberg]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Gerência social: dilemas gerenciais e experiências inovadoras]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Kliksberg]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Pobreza: uma questão inadiável]]></source>
<year>1994</year>
<page-range>127-146</page-range><publisher-loc><![CDATA[Brasilia ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[ENAP]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B53">
<label>53</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Merhy]]></surname>
<given-names><![CDATA[EE]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Em busca do tempo perdido: a micropolítica do trabalho vivo em saúde]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Merhy]]></surname>
<given-names><![CDATA[EE]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Onocko]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Agir em Saúde: um desafio para o público]]></source>
<year></year>
<page-range>385, 1997</page-range><publisher-loc><![CDATA[São Paulo - Buenos Aires ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[HUCITEC/LUGAR EDITORIAL]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
