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<journal-title><![CDATA[Informe Epidemiológico do Sus]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Centro Nacional de Epidemiologia, Fundação Nacional de Saúde, Ministério da Saúde]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Notas para a constituicão de um programa de vigilância ambiental dos riscos e efeitos da exposicão do mercúrio metálico em áreas de producão de ouro]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Consultor do COHEMA e do Instituto Evandro Chagas e Pesquisador do CNPq  ]]></institution>
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<institution><![CDATA[,Consultor do COHEMA do Instituto Evandro Chagas Diretor Técnico da Ambios Engenharia e Processos Ltda ]]></institution>
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<institution><![CDATA[,Consultora da área de Saúde e Ambiente da Representação da Organização Pan-Americana da Saúde no Brasil  ]]></institution>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="4"><b><a name="topo"></a>Notas para a constituição de um programa de vigilância ambiental dos riscos e efeitos da exposição do mercúrio metálico em áreas de produção de ouro<sup><a href="#endereco">*</a></sup></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Volney de M. C&#226;mara<sup>I</sup>; Alexandre P. Silva<sup>II</sup>; Jacira A. Cancio<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>I</sup>Professor Titular do Departamento de Medicina Preventiva-FM e N&#250;cleo de Estudos de Sa&#250;de Coletiva, ambos da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Consultor do COHEMA e do Instituto Evandro Chagas e Pesquisador do CNPq    <br>   <sup>II</sup>Consultor do COHEMA do Instituto Evandro Chagas e Diretor T&#233;cnico da Ambios Engenharia e Processos Ltda    <br>     <sup>III</sup>Consultora da &#225;rea de Sa&#250;de e Ambiente da Representa&#231;&#227;o da Organiza&#231;&#227;o Pan-Americana da Sa&#250;de no Brasil</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Este documento tem como objetivo contribuir para a constitui&#231;&#227;o de um programa de vigil&#226;ncia ambiental voltado para os riscos e efeitos adversos &#224; sa&#250;de causados pela exposi&#231;&#227;o ao merc&#250;rio met&#225;lico em &#225;reas de produ&#231;&#227;o de ouro. Ap&#243;s uma introdu&#231;&#227;o onde &#233; enfatizada a prioridade deste tema para atividades de vigil&#226;ncia, s&#227;o apresentados e discutidos os dois principais componentes da vigil&#226;ncia: o sistema de informa&#231;&#227;o e as atividades de interven&#231;&#227;o. Quanto ao sistema de informa&#231;&#227;o, os itens inclu&#237;dos foram as caracter&#237;sticas do agente, as caracter&#237;sticas do ambiente, as popula&#231;&#245;es expostas e os efeitos adversos para a sa&#250;de. No tocante &#224;s atividades de interven&#231;&#227;o, foram abordados o controle da emiss&#227;o de merc&#250;rio nas lojas que comercializam ouro, o controle da emiss&#227;o nos garimpos e nas resid&#234;ncias, as recomenda&#231;&#245;es e propostas de altera&#231;&#227;o da legisla&#231;&#227;o, o desenvolvimento de programas de educa&#231;&#227;o para a sa&#250;de, o tratamento dos casos e outras medidas, com &#234;nfase no monitoramento para avaliar o impacto do programa no ambiente e na sa&#250;de dos expostos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-Chave:</b> Merc&#250;rio; Vigil&#226;ncia; Ambiente; Garimpo de Ouro<i>. </i></font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">This paper aims to contribute to the development of a surveillanceprogram for preventing metallic mercury exposure and its humaan effects ingoldmining areas. Following an introduction with emphasis on the importance of this subject as a priority for surveillance programs, the authors discuss the main points related to the creation of an information system including data from pollutants, environment, population exposed and adverse health effects as well as the implementation ofpreventive and control measures (<i>control of metallic mercury emission to the atmosphere fomgold-buying establishments, incdoor andgoldminingareas, legislation, education for health, health care forpeople affectedandmonitoringfor evaluating the impact ofthis surveillance program</i>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key-Words:</b> Mercury; Surveillance;Environment; Goldmining.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Introdu&#231;&#227;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A vigil&#226;ncia ambiental constitui-se na principal estrat&#233;gia que pode ser utilizada para a elimina&#231;&#227;o, preven&#231;&#227;o, mitiga&#231;&#227;o e controle das situa&#231;&#245;es de risco a sa&#250;de humana presentes no ambiente. Trata-se de um processo de coleta e an&#225;lise de informa&#231;&#245;es sobre riscos e efeitos a sa&#250;de que s&#227;o posteriormente processados e analisados para servirem como insumos para conclus&#245;es e recomenda&#231;&#245;es que incluem propostas de a&#231;&#245;es de preven&#231;&#227;o e controle. As informa&#231;&#245;es a serem obtidas abrangem dados sobre as situa&#231;&#245;es de risco, tais como as de origem qu&#237;mica, f&#237;sica, biol&#243;gica, mec&#226;nica, ergon&#244;mica e psicossocial; os indicadores de morbidade e mortalidade para avalia&#231;&#227;o dos efeitos adversos a sa&#250;de; as caracter&#237;sticas do ambiente e outros fatores de risco que podem interferir na ocorr&#234;ncia ou magnitude do dano a sa&#250;de; e os grupos populacionais expostos. Neste sentido, apresenta dois elementos fundamentais: o primeiro, um sistema de informa&#231;&#227;o e o outro, constitu&#237;do pelas atividades de interven&#231;&#227;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A rela&#231;&#227;o entre o ambiente e a sa&#250;de implica uma multiplicidade de quest&#245;es que incluem desde preocupa&#231;&#245;es internacionais como a perda da camada de oz&#244;nio, o aquecimento da temperatura e a pobreza, at&#233; quest&#245;es mais espec&#237;ficas, como a polui&#231;&#227;o por contaminantes que atingem os diversos compartimentos ambientais, a qualidade da &#225;gua para consumo, a presen&#231;a de vetores e a ocorr&#234;ncia de zoonoses.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Neste documento, pretende-se fornecer subs&#237;dios para elabora&#231;&#227;o de um programa de vigil&#226;ncia ambiental voltado para a sa&#250;de das popula&#231;&#245;es expostas a um contaminante qu&#237;mico de grande relev&#226;ncia para a sa&#250;de p&#250;blica deste pa&#237;s, ou seja, o merc&#250;rio met&#225;lico, que atinge notadamente aqueles grupos populacionais que trabalham ou vivem em &#225;reas de produ&#231;&#227;o de ouro. Trata-se de uma situa&#231;&#227;o muito especial e que n&#227;o tem par&#226;metros de compara&#231;&#227;o com outras atividades econ&#244;micas no Brasil, principalmente no que se refere a sua estrutura social e econ&#244;mica, aos intensos movimentos</font> <font face="Verdana" size="2">migrat&#243;rios, a multiplicidade dos riscos a sa&#250;de e ao est&#225;gio de desenvolvimento ainda prec&#225;rio na Amaz&#244;nia, que influem de forma decisiva no planejamento e execu&#231;&#227;o de qualquer proposta de vigil&#226;ncia de problemas ambientais.<sup>1</sup> A inclus&#227;o do merc&#250;rio em programas de vigil&#226;ncia tem tamb&#233;m o respaldo dos principais crit&#233;rios recomendados pela Organiza&#231;&#227;o Mundial da Sa&#250;de:<sup>23</sup> ubiq&#252;idade e abund&#226;ncia no ambiente; persist&#234;ncia ambiental; capacidade de bioacumula&#231;&#227;o e biomagnifica&#231;&#227;o; n&#250;mero de pessoas expostas, al&#233;m da gravidade e freq&#252;&#234;ncia dos efeitos a sa&#250;de.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Vale acrescentar que o desenvolvimento de um programa de vigil&#226;ncia em &#225;reas de produ&#231;&#227;o de ouro requer uma metodologia que tenha como premissa uma abordagem multidisciplinar e que promova a integra&#231;&#227;o de setores e institui&#231;&#245;es, al&#233;m de priorizar a participa&#231;&#227;o comunit&#225;ria em todas as etapas do desenvolvimento do programa, desde a busca da informa&#231;&#227;o at&#233; o planejamento e implanta&#231;&#227;o das a&#231;&#245;es de car&#225;ter preventivo. Uma dificuldade a enfrentar-se no caso do merc&#250;rio met&#225;lico &#233; o fato de a popula&#231;&#227;o estar mais preocupada e atenta aos eventos agudos mais freq&#252;entes, tais como a mal&#225;ria, do que a exposi&#231;&#227;o ao merc&#250;rio, cujos efeitos a sa&#250;de s&#227;o desconhecidos e aparecem de forma insidiosa e cr&#244;nica.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Informa&#231;&#245;es gerais sobre o merc&#250;rio</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A polui&#231;&#227;o por este metal ocorre principalmente atrav&#233;s de sua queima nas atividades garimpeiras. E utilizado para formar um am&#225;lgama com o ouro fino encontrado sob a forma de p&#243;, sendo primeiramente queimado nos garimpos para obten&#231;&#227;o do <i>bullion</i>, ouro ainda impuro contendo, dentre outras impurezas, 3 a 5% de merc&#250;rio.<sup>4</sup> Este ouro &quot;impuro&quot; &#233; vendido para lojas em &#225;reas urbanas, onde sofrem uma segunda queima em capelas que n&#227;o possuem instala&#231;&#245;es adequadas para a reten&#231;&#227;o dos vapores, podendo estas emiss&#245;es atingir a popula&#231;&#227;o residente.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O merc&#250;rio resiste a processos naturais de degrada&#231;&#227;o, podendo ficar depositado no</font> <font face="Verdana" size="2">ambiente por muitos anos, sem perder sua toxicidade. Quanto a possibilidade de transforma&#231;&#227;o no ambiente, pode sofrer biomagnifica&#231;&#227;o e bioacumula&#231;&#227;o. Ao atingir os ambientes aqu&#225;ticos, as esp&#233;cies inorg&#226;nicas do merc&#250;rio podem sofrer rea&#231;&#245;es mediadas principalmente por microorganismos que alteram o seu estado inicial, resultando em compostos organomercuriais, como o metilmerc&#250;rio, mais t&#243;xico que as esp&#233;cies inorg&#226;nicas.<sup>4</sup> O metilmerc&#250;rio &#233; facilmente absorvido por peixes e outros animais aqu&#225;ticos, o que provoca uma deposi&#231;&#227;o dessa subst&#226;ncia qu&#237;mica nos tecidos desses animais, fazendo com que ao longo do tempo se acumulem e, atrav&#233;s da cadeia biol&#243;gica, atinjam concentra&#231;&#245;es bem maiores que as originalmente encontradas no ambiente.<sup>4,5</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">E um metal cumulativo no ser humano e de alta toxicidade. Neste documento interessa o merc&#250;rio met&#225;lico, que geralmente &#233; absorvido pela via respirat&#243;ria, sendo parte depositada em tecidos, onde se conjuga com grupamentos sulfidrilas de prote&#237;nas. A fra&#231;&#227;o n&#227;o absorvida &#233; eliminada principalmente atrav&#233;s da urina. Pode causar intoxica&#231;&#227;o aguda, em que predominam os sinais e sintomas respirat&#243;rios e intoxica&#231;&#245;es subagudas e cr&#244;nicas, onde destacam-se os efeitos sobre o sistema nervoso e rins.<sup>6</sup>'<sup>7,8</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No tocante a popula&#231;&#227;o exposta ao merc&#250;rio met&#225;lico nas &#225;reas de produ&#231;&#227;o de ouro, podem-se incluir: os garimpeiros, os trabalhadores de lojas que vendem ouro, as pessoas que vivem pr&#243;ximas aos locais de garimpo e a popula&#231;&#227;o urbana pr&#243;xima destas lojas. Os expostos ao metilmerc&#250;rio abrangem as pessoas que se alimentam de peixes, notadamente os carn&#237;voros.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A sua import&#226;ncia para a sa&#250;de p&#250;blica e inclus&#227;o nos programas de vigil&#226;ncia ambiental est&#227;o demonstradas num estudo realizado no Munic&#237;pio de Pocon&#233;-MT.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Estudo de caso realizado em Pocon&#233;, Mato Grosso</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O estudo avaliou os n&#237;veis de exposi&#231;&#227;o e</font> <font face="Verdana" size="2">efeitos em popula&#231;&#245;es n&#227;o trabalhadoras, abrangendo uma amostra de 200 pessoas do centro da cidade que residiam at&#233; uma dist&#226;ncia de 400 metros a favor dos ventos, tomando-se como refer&#234;ncia as lojas compradoras de ouro e outras 166 pessoas de duas comunidades para compara&#231;&#227;o, sendo uma da periferia da cidade e outra de uma &#225;rea agr&#237;cola.<sup>9</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A <a href="#t1">Tabela 1</a> apresenta um resumo dos n&#237;veis m&#233;dios de merc&#250;rio encontrados em urina, solo e poeira. As medidas descritivas das an&#225;lises dos teores de merc&#250;rio total na urina, nos grupos estudados, revelaram uma m&#233;dia abaixo do valor de refer&#234;ncia de 6,9 &#181;g/l<sup>10,11,12</sup>. Todavia, foram identificadas 14 pessoas no Centro e 13 na Periferia apresentando teores acima de 10 &#181;g/l, o que demonstrou a ocorr&#234;ncia de exposi&#231;&#227;o ao merc&#250;rio nessas duas &#225;reas<i>.</i></font></p>     <p><font face="Verdana"><a name="t1"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font face="Verdana"><img src="img/revistas/iesus/v7n2/2a04t1.gif" border="0"></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">A <a href="#t2">Tabela 2 </a>apresenta um resumo dos principais resultados dos n&#237;veis de exposi&#231;&#227;o encontrados nas 13 pessoas da amostra da periferia. No <u>Centro,</u> a n&#227;o identifica&#231;&#227;o de outras fontes de exposi&#231;&#227;o evidenciou que, provavelmente maior exposi&#231;&#227;o pudesse estar associada as emiss&#245;es provenientes das casas compradoras de ouro. Quanto ao grupo da <u>Periferia,</u> concluiu-se que se tratava de polui&#231;&#227;o intradomiciliar atrav&#233;s da queima de am&#225;lgamas trazidos dos locais de extra&#231;&#227;o de ouro, isto porque, nas investiga&#231;&#245;es posteriores, todas as pessoas que apresentavam teores elevados de merc&#250;rio na urina relataram queima de am&#225;lgamas de ouro-merc&#250;rio trazidos dos garimpos por outros membros da fam&#237;lia no</font> <font face="Verdana" size="2">fog&#227;o da casa.<sup>9</sup> Deste modo, al&#233;m da exposi&#231;&#227;o ocupacional ao merc&#250;rio met&#225;lico nos garimpos e nas lojas, foi configurada tamb&#233;m a possibilidade de exposi&#231;&#227;o intradomiciliar, atrav&#233;s das emiss&#245;es das lojas e do procedimento de queima do ouro nas resid&#234;ncias.</font></p>     <p><font face="Verdana"><a name="t2"></a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font face="Verdana"><img src="img/revistas/iesus/v7n2/2a04t2.gif" border="0"></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Vigil&#226;ncia Ambiental</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os principais elementos que comp&#245;em um programa de vigil&#226;ncia ambiental, ou seja, a cria&#231;&#227;o de um sistema de informa&#231;&#227;o que forne&#231;a subs&#237;dios para medidas de interven&#231;&#227;o que possam gerar um impacto positivo para o ambiente, e conseq&#252;entemente, para a sa&#250;de das pessoas, podem ser resumidos assim:</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>1. Sistema de informa&#231;&#227;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A informa&#231;&#227;o &#233; indispens&#225;vel para o desenvolvimento de qualquer atividade de vigil&#226;ncia e, para fins did&#225;ticos, pode ser classificada em informa&#231;&#227;o sobre o agente, as caracter&#237;sticas do ambiente, os indiv&#237;duos expostos e os efeitos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os dados qualitativos e quantitativos devem ser registrados e, no caso da informa&#231;&#227;o quantitativa, existem v&#225;rios tipos de programas computacionais que podem facilitar sua an&#225;lise<i>.</i></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>a) A informa&#231;&#227;o sobre o agente</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No tocante &#225; informa&#231;&#227;o sobre o agente, &#233; importante enfatizar que n&#227;o existe apenas um tipo de merc&#250;rio no processo produtivo do ouro, e sim, dois: o met&#225;lico e o metilado. Para cada uma dessas formas qu&#237;micas, s&#227;o necess&#225;rias, muitas vezes, diferentes metodologias e tecnologias para monitoramento ambiental e</font> <font face="Verdana" size="2">biol&#243;gico dos n&#237;veis de exposi&#231;&#227;o ou dos seus efeitos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">As amostras biol&#243;gicas mais adequadas para an&#225;lise dos n&#237;veis de exposi&#231;&#227;o ao merc&#250;rio met&#225;lico s&#227;o o sangue e, principalmente, a urina. O sangue &#233; menos utilizado devido &#225; queda pronunciada do conte&#250;do do metal que ocorre ap&#243;s o per&#237;odo de exposi&#231;&#227;o e os cabelos s&#227;o indicados para o monitoramento da exposi&#231;&#227;o ao metilmerc&#250;rio.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para a urina, o ideal seria a coleta do total das 24 horas, o que geralmente n&#227;o &#233; poss&#237;vel. Por este motivo, recomenda-se a coleta da 1<sup>a </sup>urina da manh&#227;. Campos e Pivetta<sup>13</sup> sugerem acondicionamento em frascos de polipropileno de boca larga, armazenamento em freezer (-20&ordm;C), mantendo congelada a amostra no transporte. No caso do sangue, sugerem uma quantidade de 10 ml, coletados em seringa heparinizada, armazenados em frascos de polipropileno conservado com heparina em <i>freezer</i>. O m&#233;todo de determina&#231;&#227;o, tanto para a urina como para o sangue, deve ser por espectrofotometria por absor&#231;&#227;o at&#244;mica, pela t&#233;cnica do vapor frio.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No monitoramento ambiental do merc&#250;rio met&#225;lico utilizam-se amostras de ar, solos e poeiras. Todavia, muitas vezes &#233; necess&#225;rio excluir a possibilidade de estar ocorrendo exposi&#231;&#227;o ao metilmerc&#250;rio e, por esse motivo, justifica-se a coleta de outros tipos de amostras, tais como peixes e sedimentos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Al&#233;m do levantamento das fontes antr&#243;picas de emiss&#227;o, faz-se necess&#225;ria a determina&#231;&#227;o dos valores m&#233;dios naturais (<i>background</i>) e outros par&#226;metros naturais que interfiram na forma, mobilidade e, principalmente, na biodisponibilidade do poluente. As dificuldades operacionais para realiza&#231;&#227;o de estudos visando &#225; determina&#231;&#227;o de valores m&#233;dios naturais, tornam usual a compara&#231;&#227;o dos teores de merc&#250;rio encontrados nas amostras de diversos compartimentos ambientais com os limites estabelecidos pela legisla&#231;&#227;o nacional ou com crit&#233;rios estabelecidos por pesquisadores reconhecidos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Evidentemente, a quase totalidade dos sistemas de vigil&#226;ncia n&#227;o possui laborat&#243;rio toxicol&#243;gico pr&#243;prio para realiza&#231;&#227;o de an&#225;lises, al&#233;m de recursos humanos especializados que possam realizar a coleta de amostras ambientais. Neste caso, sugere-se o apoio de Centros de Pesquisa regionais, nacionais ou, at&#233; mesmo, internacionais.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Dada a import&#226;ncia que tem para qualquer atividade de monitoramento a criteriosa coleta de amostras representativas, racionalmente organizadas e que garantam a necess&#225;ria conserva&#231;&#227;o das amostras, de forma a evitar processos de contamina&#231;&#227;o e de perdas, apresentam-se, a seguir, alguns aspectos a n&#237;vel de informa&#231;&#227;o b&#225;sica, segundo cada compartimento ambiental de interesse. No caso espec&#237;fico do merc&#250;rio, pode-se citar:</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">-&nbsp;<u>Amostragem de solos</u>: Para determinar o n&#237;vel de refer&#234;ncia que exprima a concentra&#231;&#227;o natural do elemento no ambiente, utilizam-se teores m&#233;dios naturais coletados em pontos onde n&#227;o haja interfer&#234;ncia de merc&#250;rio proveniente de emiss&#245;es antr&#243;picas. A amostragem pode ser realizada nas camadas superficiais (&lt;10 cm de profundidade), de forma composta, com al&#237;quotas coletadas em diversos pontos com crit&#233;rios definidos, atrav&#233;s de p&#225;s pl&#225;sticas (p&#225;s de jardinagem) em massa de at&#233; 1kg. Esse material &#233; acondicionado em sacos pl&#225;sticos, com embalagem e rotula&#231;&#227;o dupla, hermeticamente fechados e mantidos sob refrigera&#231;&#227;o, at&#233; o momento da an&#225;lise.<sup>4,5</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">-&nbsp;<u>Amostragem de sedimentos</u>: A coleta de amostras de sedimentos de corrente pode ser realizada com p&#225;s ou colheres, em ambientes aqu&#225;ticos de baixa profundidade, ou com dragas de diferentes tipos e modelos, para grandes profundidades. A coleta de perfis de sedimentos, material importante para avaliar a evolu&#231;&#227;o temporal de processos de contamina&#231;&#227;o, pode ser realizada atrav&#233;s da introdu&#231;&#227;o de um tubo de PVC (duas polegadas de di&#226;metro e aproximadamente 50 cm de comprimento) no local de amostragem. Esse tubo contendo a</font> <font face="Verdana" size="2">amostra &#233; depois cortado em segmentos para os procedimentos anal&#237;ticos. A amostragem deve ser realizada, preferencialmente, em locais rasos, de baixa velocidade de fluxo. As amostras de sedimentos, de superf&#237;cie ou de perfis, s&#227;o secadas ao ar, a sombra, e peneiradas atrav&#233;s de malhas de 200 mesh. Ap&#243;s a secagem e classifica&#231;&#227;o, as amostras devem ser enviadas, em frascos de polietileno de boca larga, para a determina&#231;&#227;o anal&#237;tica. As amostras, quando necess&#225;rio, devem ser conservadas j&#225; secas, em frascos ou sacos pl&#225;sticos, sob refrigera&#231;&#227;o m&#237;nima de 4&deg;C. Sob essas condi&#231;&#245;es, as amostras de sedimentos poder&#227;o ser conservadas por at&#233; dez dias, antes dos procedimentos anal&#237;ticos.<sup>5,14</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">-&nbsp;<u>Amostragem de &#225;guas</u>: Com o conhecimento pr&#233;vio dos pontos de poss&#237;vel emiss&#227;o de merc&#250;rio, a amostragem nos rios deve ser feita a montante e a jusante das fontes poluidoras, com a inclus&#227;o opcional de pontos adicionais, para referenciar o grau de polui&#231;&#227;o da &#225;rea em estudo. A coleta de &#225;guas superficiais para a an&#225;lise de merc&#250;rio deve ser realizada em recipientes de vidro (neutro ou borossilicato) ou pl&#225;stico (polietileno), com capacidade de 250 ml. 0 frasco coletor, seguro pela base, deve ser mergulhado com a boca para baixo, a 15-30 cm da superf&#237;cie, para evitar a introdu&#231;&#227;o de contaminantes superficiais. Durante a coleta, deve-se manter a boca do frasco de coleta contra a corrente e evitar a inclus&#227;o de part&#237;culas grandes, detritos, folhas ou outro tipo de material. Dependendo da an&#225;lise a ser realizada (merc&#250;rio total ou merc&#250;rio dissolvido), a amostra deve ser imediatamente filtrada. A preserva&#231;&#227;o da amostra, por per&#237;odo de at&#233; dez dias, pode ser obtida atrav&#233;s da adi&#231;&#227;o de 10 ml de solu&#231;&#227;o de 0,5 g/l de &#225;cido n&#237;trico (k<sub>2</sub>Cr<sub>2</sub>0<sub>7</sub>) e 50 ml/l de dicromato de pot&#225;ssio (HNO<sub>3</sub>). Os reagentes utilizados devem apresentar baixos valores de branco para merc&#250;rio e serem guardados sob refrigera&#231;&#227;o.<sup>5,14</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">-&nbsp;<u>Amostragem de ar</u>: Em regi&#245;es in&#243;spitas, como a Amaz&#244;nia, &#233; mais pr&#225;tico realizar a amostragem do ar atrav&#233;s de suc&#231;&#227;o de volumes conhecidos e com bombas apropriadas, movidas a bateria,</font> <font face="Verdana" size="2">atrav&#233;s de tubos contendo ouro met&#225;lico em forma de finos fios enovelados ou de gr&#227;os de materiais diversos, recobertos por ouro (<i>trap de ouro</i>). O merc&#250;rio existente no ar, quando succionado, entra em contato com o ouro, fixando-se a&#237; pela amalgama&#231;&#227;o. Posteriormente, no laborat&#243;rio, em fornos apropriados, o <i>trap</i> <i>de ouro</i> &#233; aquecido e, com o aux&#237;lio de g&#225;s de arraste, libera o merc&#250;rio para a c&#233;lula de absor&#231;&#227;o do espectrofot&#244;metro.<sup>5</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">-&nbsp;<u>Amostragem de poeiras</u>: Para sua amostragem, podem ser utilizados pequenos pinc&#233;is de fibra vegetal, devidamente limpos. As amostras devem ser acondicionadas em pequenos sacos pl&#225;sticos, devidamente lacrados ap&#243;s a coleta e mantidos sob refrigera&#231;&#227;o at&#233; o momento da an&#225;lise.<sup>5</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">-&nbsp;<u>Amostragem de biota</u> (peixes): Malm e Guimar&#227;es<sup>15</sup> sugerem inicialmente um levantamento de esp&#233;cies de todos os h&#225;bitos alimentares, dando-se prefer&#234;ncia aos peixes carn&#237;voros. Ap&#243;s a coleta, o peixe deve ser congelado imediatamente, anotando-se proced&#234;ncia, peso, nome popular, local e data da coleta.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Caso n&#227;o seja poss&#237;vel realizar o monitoramento do merc&#250;rio met&#225;lico, principalmente naqueles casos em que os sistemas de vigil&#226;ncia n&#227;o disp&#245;em dos recursos t&#233;cnicos e humanos indispens&#225;veis para realizar essa atividade, podem-se utilizar outros tipos de informa&#231;&#227;o, tais como:</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">-&nbsp;resultados de pesquisas;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">-&nbsp;cadastros de pontos de emiss&#227;o (garimpos e comercializa&#231;&#227;o do ouro);</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">-&nbsp;registros de produ&#231;&#227;o e comercializa&#231;&#227;o de ouro;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">-&nbsp;registros  de  importa&#231;&#227;o  do  merc&#250;rio met&#225;lico;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">-&nbsp;den&#250;ncias de situa&#231;&#245;es ambientais de alerta;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">-&nbsp;registros de sindicatos e associa&#231;&#245;es de classe;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">-&nbsp;queixas   e   demandas   de   associa&#231;&#245;es comunit&#225;rias.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">O &#250;nico cadastro de pontos de garimpo e garimpeiros existente foi elaborado pelo</font> <font face="Verdana" size="2">Departamento Nacional de Produ&#231;&#227;o Mineral em 1991, possuindo informa&#231;&#245;es desatualizadas, uma vez que a produ&#231;&#227;o do ouro lera intensos movimentos migrat&#243;rios. Podem-se tamb&#233;m obter registros das pr&#243;prias prefeituras dos munic&#237;pios. Os dados de importa&#231;&#227;o de merc&#250;rio, quando registrados, est&#227;o dispon&#237;veis no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov&#225;veis (IBAMA), ressalvando-se por&#233;m que existem ind&#237;cios de contrabando deste metal para dentro do Pa&#237;s, o que diminui a confiabilidade dos dados existentes.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>b)</b>&nbsp;<b>A informa&#231;&#227;o sobre as caracter&#237;sticas do ambiente</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Algumas caracter&#237;sticas do ambiente natural interferem consideravelmente na cin&#233;tica do merc&#250;rio met&#225;lico, dando uma dimens&#227;o da import&#226;ncia que o per&#237;odo do ano e a &#225;rea geogr&#225;fica assumem nesse processo. Dentre essas caracter&#237;sticas, destacam-se:</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">-&nbsp;condi&#231;&#245;es meteorol&#243;gicas (temperatura, ventos e chuvas);</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">-&nbsp;classes de solos e sedimentos;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">-&nbsp;topografia;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">-&nbsp;caracter&#237;sticas hidrogeol&#243;gicas das &#225;reas de drenagem;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">-&nbsp;caracter&#237;sticas f&#237;sico-qu&#237;micas das &#225;guas de drenagens;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">-&nbsp;mecanismos naturais de transporte;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">-&nbsp;barreiras f&#237;sicas e biol&#243;gicas ao transporte;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">-&nbsp;transfer&#234;ncia entre meios;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">-&nbsp;forma&#231;&#227;o geol&#243;gica.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Nos per&#237;odos de chuvas, na Amaz&#244;nia, o volume das &#225;guas praticamente impede a atividade garimpeira, diminuindo consideravelmente a produ&#231;&#227;o e, por conseq&#252;&#234;ncia, a comercializa&#231;&#227;o do ouro. Como resultado, decrescem os &#237;ndices de exposi&#231;&#227;o e a possibilidade de aparecimento dos efeitos adversos &agrave; sa&#250;de.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>c)</b>&nbsp;<b>A informa&#231;&#227;o sobre as popula&#231;&#245;es expostas</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As principais informa&#231;&#245;es sobre as popula&#231;&#245;es expostas aos riscos de contamina&#231;&#227;o</font> <font face="Verdana" size="2">por merc&#250;rio s&#227;o: dados demogr&#225;ficos, indicadores de sa&#250;de (morbidade e mortalidade), informa&#231;&#245;es sobre estudos epidemiol&#243;gicos e toxicol&#243;gicos, al&#233;m de outros dados provenientes de grupos comunit&#225;rios. Essas informa&#231;&#245;es permitem configurar o perfil do padr&#227;o de ocorr&#234;ncia das doen&#231;as na popula&#231;&#227;o e servem, entre outros, para definir grupos de risco, tais como crian&#231;as, idosos, gestantes, enfermos, etc<i>.</i></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os registros demogr&#225;ficos est&#227;o dispon&#237;veis no banco de dados e em publica&#231;&#245;es da Funda&#231;&#227;o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&#237;stica (IBGE), tais como o Censo Demogr&#225;fico, o Anu&#225;rio Estat&#237;stico do Brasil e por Estados, a Pesquisa Nacional por Amostragem de Domic&#237;lios, etc. Estas informa&#231;&#245;es demogr&#225;ficas em &#225;reas de garimpos de ouro, mesmo para &#225;reas urbanas, muitas vezes s&#227;o escassas e pouco confi&#225;veis, devido ao j&#225; citado intenso movimento migrat&#243;rio dos garimpeiros. Assim, as equipes do sistema de vigil&#226;ncia devem considerar a necessidade de que essa informa&#231;&#227;o seja buscada atrav&#233;s da pesquisa de campo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>d) A informa&#231;&#227;o sobre os efeitos na sa&#250;de</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O merc&#250;rio met&#225;lico, como visto anteriormente, penetra no corpo humano atrav&#233;s da via respirat&#243;ria e pode causar uma intoxica&#231;&#227;o aguda em que predominam os efeitos pulmonares, e uma intoxica&#231;&#227;o cr&#244;nica, afetando sistema nervoso e rins.<sup>8</sup> No caso do metilmerc&#250;rio, a penetra&#231;&#227;o ocorre atrav&#233;s da via digestiva e n&#227;o apresenta o quadro agudo descrito na forma met&#225;lica, atingindo de forma insidiosa e cr&#244;nica, principalmente o sistema nervoso e rins, podendo ainda causar les&#245;es teratog&#234;nicas.<sup>16</sup> Al&#233;m das diferen&#231;as entre as formas de apresenta&#231;&#227;o, destacam-se, entre os aspectos metodol&#243;gicos associados &#225; defini&#231;&#227;o de &quot;caso&quot;, a dificuldade do profissional respons&#225;vel pela vigil&#226;ncia em lidar com a multiplicidade de riscos e a possibilidade de intera&#231;&#227;o de muitos tipos de efeitos adversos &agrave; sa&#250;de.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As diversas situa&#231;&#245;es de risco de acidentes e doen&#231;as em &#225;reas de garimpos est&#227;o associados</font> <font face="Verdana" size="2">ao processo de trabalho, rela&#231;&#245;es de trabalho e condi&#231;&#245;es de vida. As rela&#231;&#245;es de trabalho geram viol&#234;ncia, que t&#234;m origem nos conflitos entre os empres&#225;rios dos garimpos com os garimpeiros, &#237;ndios, colonos, propriet&#225;rios e outros empres&#225;rios. As condi&#231;&#245;es de vida evidenciam renda insuficiente para os gastos, habita&#231;&#245;es em condi&#231;&#245;es prec&#225;rias, falta de saneamento b&#225;sico, alimenta&#231;&#227;o n&#227;o balanceada e aus&#234;ncia completa de assist&#234;ncia m&#233;dica<i>.</i></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Al&#233;m da exposi&#231;&#227;o a elevadas concentra&#231;&#245;es de merc&#250;rio, o processo de produ&#231;&#227;o de ouro nos garimpos apresenta outros graves riscos de efeitos adversos para a sa&#250;de, dentre os quais se incluem: mal&#225;ria, leishmaniose, doen&#231;as sexualmente transmiss&#237;veis, hansen&#237;ase, gastroenterites, verminoses, t&#233;tano, viol&#234;ncia, alcoolismo, depend&#234;ncia a drogas, efeitos traum&#225;ticos graves pela manipula&#231;&#227;o de moto-serras, esfor&#231;os f&#237;sicos excessivos, exposi&#231;&#227;o aos elementos da natureza, desconforto t&#233;rmico, surdez, doen&#231;as e acidentes hiperb&#225;ricos, lombalgia, les&#227;o por vibra&#231;&#227;o excessiva, possibilidade da ocorr&#234;ncia de desabamentos e o c&#226;ncer de pele associado ao trabalho a c&#233;u aberto.<sup>1</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Para fazer frente aos efeitos espec&#237;ficos do merc&#250;rio sobre o organismo humano, &#233; necess&#225;rio o planejamento de cursos de capacita&#231;&#227;o para m&#233;dicos e demais profissionais de sa&#250;de. Esses cursos devem incluir metodologias e tecnologias para o diagn&#243;stico dos casos, tratamento e recupera&#231;&#227;o das pessoas expostas, al&#233;m da preven&#231;&#227;o da intoxica&#231;&#227;o<i>.</i></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A falta de dados de morbidade e mortalidade, indispens&#225;veis para a implanta&#231;&#227;o de um sistema de monitoramento de efeitos na Amaz&#244;nia, faz com que seja necess&#225;ria a realiza&#231;&#227;o de estudos epidemiol&#243;gicos. Os estudos de preval&#234;ncia representam o tipo mais fact&#237;vel, porque podem ser realizados em per&#237;odos curtos de tempo, uma vez que n&#227;o &#233; preciso esperar por um longo per&#237;odo para o surgimento de casos novos. Quando o programa de vigil&#226;ncia necessitar de informa&#231;&#245;es sobre</font> <font face="Verdana" size="2">associa&#231;&#245;es entre riscos e efeitos, o estudo anal&#237;tico de tipo seccional ou transversal, por ser um estudo de curta dura&#231;&#227;o, &#233; altamente indicado. Apresenta como principal caracter&#237;stica o fato de realizar, simultaneamente, a compara&#231;&#227;o dos n&#237;veis de exposi&#231;&#227;o e da freq&#252;&#234;ncia dos efeitos entre um grupo &quot;estudo&quot;, e outro, utilizado como &quot;controle&quot;.<sup>1</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>2. As atividades de interven&#231;&#227;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Qualquer atividade de interven&#231;&#227;o tem como prioridade uma atua&#231;&#227;o que elimine o risco, neste caso, o uso do pr&#243;prio merc&#250;rio. Contudo, na pr&#225;tica, as rela&#231;&#245;es de depend&#234;ncia social e econ&#244;mica estabelecidas nos munic&#237;pios produtores de ouro inviabilizam qualquer proposta deste tipo. Cabe ent&#227;o ao profissional da vigil&#226;ncia aplicar medidas de mitiga&#231;&#227;o que, em primeiro lugar, devem priorizar o controle das fontes de emiss&#227;o do merc&#250;rio met&#225;lico. Algumas dessas medidas s&#227;o:</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>a)</b>&nbsp;<b>Controle da emiss&#227;o nas lojas compradoras de ouro</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Essas lojas disp&#245;em de exaustores que podem diminuir a exposi&#231;&#227;o dos seus trabalhadores, mas que lan&#231;am o merc&#250;rio diretamente no ambiente urbano. E necess&#225;ria a implanta&#231;&#227;o de sistemas de reten&#231;&#227;o e recupera&#231;&#227;o do merc&#250;rio, como, por exemplo, o uso de capelas com exaust&#227;o for&#231;ada e lavadores com exaust&#227;o de gases. Algumas institui&#231;&#245;es, como o Departamento Nacional de Produ&#231;&#227;o Mineral e o Centro de Tecnologia Mineral-CETEM/CNPq, disp&#245;em de projetos que podem auxiliar as equipes de vigil&#226;ncia.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>b)</b>&nbsp;<b>Controle da emiss&#227;o nos garimpos e nas resid&#234;ncias</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os munic&#237;pios poderiam investir na cria&#231;&#227;o de centros para queima de am&#225;lgamas atrav&#233;s de procedimentos que realizassem a queima reaproveitando o merc&#250;rio. Os equipamentos que diminuem a emiss&#227;o de merc&#250;rio para a atmosfera, denominados &quot;retortas&quot;, queimam o am&#225;lgama ouro-merc&#250;rio</font> <font face="Verdana" size="2">em circuito fechado, diminuindo a polui&#231;&#227;o por merc&#250;rio na fase de queima do ouro (respons&#225;vel por cerca de 70% do merc&#250;rio lan&#231;ado no meio ambiente) e, logicamente, decrescendo tamb&#233;m o risco da exposi&#231;&#227;o atmosf&#233;rica dos trabalhadores por este metal.<sup>17</sup> Todavia, os garimpeiros n&#227;o costumam utilizar esse tipo de equipamento porque o pre&#231;o baixo do merc&#250;rio no mercado desestimula o seu reaproveitamento, sendo uma dificuldade que pode ser enfrentada atrav&#233;s de atividades educativas que mostrem a import&#226;ncia do uso das retortas para prevenir danos a sa&#250;de das pessoas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Quanto ao uso de equipamentos de prote&#231;&#227;o individual, serviriam apenas para os trabalhadores, n&#227;o tendo efeito pr&#225;tico para a prote&#231;&#227;o da popula&#231;&#227;o em geral.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>c) Recomenda&#231;&#245;es e propostas de altera&#231;&#245;es da legisla&#231;&#227;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">No Brasil, a legisla&#231;&#227;o federal pode ser considerada como satisfat&#243;ria, sendo o grande problema o seu n&#227;o cumprimento. O papel do Estado, frente as quest&#245;es relacionadas ao ambiente em &#225;reas garimpeiras &#233; definido pela Constitui&#231;&#227;o Brasileira em artigos sobre a prote&#231;&#227;o do meio ambiente, em leis espec&#237;ficas que regulam a importa&#231;&#227;o, comercializa&#231;&#227;o e uso do merc&#250;rio, e em outras leis, como a do Sistema &#218;nico de Sa&#250;de. O cumprimento dos preceitos constitucionais e do SUS cabe a diferentes institui&#231;&#245;es, dentre as quais se podem incluir o Minist&#233;rio da Sa&#250;de, o Instituto Brasileiro dos Recursos Naturais Renov&#225;veis, o Minist&#233;rio do Trabalho e Previd&#234;ncia Social, o Minist&#233;rio da Justi&#231;a, o Departamento Nacional de Produ&#231;&#227;o Mineral, al&#233;m dos governos estaduais e municipais. A atua&#231;&#227;o das institui&#231;&#245;es p&#250;blicas tem se caracterizado por pouco investimento e aus&#234;ncia de continuidade dos programas.<sup>1</sup> Talvez, recomenda&#231;&#245;es e legisla&#231;&#245;es municipais, que levassem em conta as peculiaridades de cada local, pudessem ser mais eficientes para dar suporte aos sistemas de vigil&#226;ncia.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>d)</b>&nbsp;<b>Desenvolvimento de programas de educa&#231;&#227;o para sa&#250;de</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para a elabora&#231;&#227;o das propostas educativas (treinamentos, programas com escolares, etc.) s&#227;o importantes, a identifica&#231;&#227;o e defini&#231;&#227;o de: popula&#231;&#227;o alvo, objetivos, metodologias aplic&#225;veis e, se for o caso, instrumentos de apoio did&#225;tico, tais como cartilhas, <i>folders</i>, cartazes, material audiovisual, uso da m&#237;dia, etc.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>e)</b>&nbsp;<b>Tratamento dos casos</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Ap&#243;s a identifica&#231;&#227;o dos &quot;casos&quot; e dos &quot;casos suspeitos&quot;, outra medida imediata &#233; o tratamento das pessoas intoxicadas. O diagn&#243;stico da intoxica&#231;&#227;o pode ser feito pela anamnese, notadamente pela hist&#243;ria ocupacional, exames cl&#237;nicos e pelas an&#225;lises laboratoriais, que dependem do tipo de composto mercurial respons&#225;vel pelo quadro cl&#237;nico. N&#227;o existe nenhum tratamento eficaz das intoxica&#231;&#245;es, podendo ser realizadas a medica&#231;&#227;o para os sintomas e, seguindo crit&#233;rios r&#237;gidos, a administra&#231;&#227;o de drogas quelantes, tais como o BAL (British-anti-Lewisite), Edta-Ca e outras.<sup>1 </sup>O ponto mais importante &#233; a realiza&#231;&#227;o do diagn&#243;stico precoce, para imediato afastamento do trabalhador da fonte de exposi&#231;&#227;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>f)</b>&nbsp;<b>Outras medidas</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Podem-se incluir entre as atividades indispens&#225;veis de um programa de vigil&#226;ncia ambiental, a publica&#231;&#227;o de boletins, a realiza&#231;&#227;o de eventos, palestras, cursos, etc. Todavia, &#233; fundamental tamb&#233;m o monitoramento permanente da implanta&#231;&#227;o do programa, atrav&#233;s da busca e tratamento sistem&#225;tico de informa&#231;&#245;es previamente definidas como relevantes. O monitoramento oferece o &quot;<i>feedback</i>&quot; indispens&#225;vel para avaliar o impacto das a&#231;&#245;es preventivas e pode subdividir-se em:</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">-&nbsp;Monitoramento das fontes de emiss&#227;o: principalmente nos locais de queima do am&#225;lgama ouro-merc&#250;rio.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">-&nbsp;Monitoramento do ambiente natural: utilizar especialmente amostras de ar, poeiras e solos</font> <font face="Verdana" size="2">e, no caso da necessidade de afastar a possibilidade de polui&#231;&#227;o por metilmerc&#250;rio, pode-se coletar amostras da biota, mais precisamente os peixes carn&#237;voros.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">-&nbsp;Monitoramento de doses absorvidas: o monitoramento biol&#243;gico da forma met&#225;lica, que &#233; concentrada nos rins, &#233; feito pela sua an&#225;lise na urina. No caso do metilmerc&#250;rio, se da mesma forma que no item anterior for tamb&#233;m necess&#225;rio excluir este tipo de exposi&#231;&#227;o, as amostras de escolha s&#227;o os cabelos.<sup>18</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">-&nbsp;Monitoramento dos efeitos cl&#237;nicos: para qualquer uma das formas, o diagn&#243;stico de uma pessoa intoxicada deve ser realizado tendo como prioridade a avalia&#231;&#227;o cl&#237;nica. Uma pessoa totalmente intoxicada pode apresentar teores de merc&#250;rio em amostras biol&#243;gicas de sangue, cabelo e urina normais, desde que tenham sido coletadas em um per&#237;odo distante da fase de exposi&#231;&#227;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Considera&#231;&#245;es finais</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Este documento, evidentemente, n&#227;o esgota todas as quest&#245;es relativas a vigil&#226;ncia dos riscos e efeitos da exposi&#231;&#227;o ao merc&#250;rio met&#225;lico. Apresenta os itens que os autores consideram indispens&#225;veis a elabora&#231;&#227;o de um programa de vigil&#226;ncia ambiental dos riscos e efeitos de exposi&#231;&#227;o ao merc&#250;rio met&#225;lico em &#225;reas de produ&#231;&#227;o de ouro.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Sugere-se aos profissionais respons&#225;veis pela vigil&#226;ncia em locais de exposi&#231;&#227;o ao merc&#250;rio met&#225;lico, a busca de outras fontes de informa&#231;&#227;o sobre o tema nas diversas redes de refer&#234;ncias bibliogr&#225;ficas existentes.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Bibliografia</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">1.&nbsp;C&#226;mara VM, Corey G. Epidemiologia e meio ambiente: O caso dos garimpos de ouro no Brasil. Centro Pan-Americano de Ecologia Humana e Sa&#250;de, M&#233;xico, 1992.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">2.&nbsp;Organizaci&#243;n Mundial de la Salud. Mercurio. Ginebra, OMS, Serie Criterios de Salud Ambiental n<sup>o</sup> 1, Ginebra, 1978.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">3. Konning HW. Establecimiento de normas ambientales - Pautas para la adopci&#243;n de decisiones. OMS, Ginebra, 1988.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">4. CETEM/CNPq. Desenvolvimento de Tecnologia Ambiental. Centro de Tecnologia Mineral, Relat&#243;rio Anual (RL287), Rio de Janeiro, p.210, 1989.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">5.&nbsp;Silva AP, C&#226;mara VM, Silva A, Nascimento OC, Oliveira L, Silva EC, Pivetta F, Barrocas, PRG. Emiss&#245;es de Merc&#250;rio na queima de am&#225;lgama: Estudo da contamina&#231;&#227;o de ar, solos e poeira em domic&#237;lios de Pocon&#233;-MT. S&#233;rie Tecnologia Ambiental - CETEM/ CNPq, V13, Rio de Janeiro, p.35, 1996.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">6.&nbsp;Agency for Toxic Substances and Disease Registry. Toxicological profile for mercury. United States Public Health Service, Atlanta,</font> <font face="Verdana" size="2">1989.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">7.&nbsp;World Health Organization. Methylmercury. OMS, Environmental Health Criteria n<sup>o</sup> 101, Geneva, 1990.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">8.&nbsp;World Health Organization. Inorganic mercury. OMS, Environmental Health Criteria N<sup>o</sup> 118, Geneva, 1991.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">9.&nbsp;C&#226;mara VM, Silva AP, Maciel MV, Pivetta F, Perez MA. Mercury exposure and health effects among urban residents due to gold commercialization in Pocon&#233;, MT, Brazil. CETEM/CNPq, S&#233;rie Tecnologia Ambiental, V 19, Rio de Janeiro, p.20, 1997.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">10.&nbsp;Alessio L, Crippa M, Lucchinni R. Criteria document for occupational exposure limit values - Inorganic mercury. Joint Research Center, ISPRA: CRC, 1993.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">11. Minoia C, Sabbioni E, Apostoli P, Pietra R, Pozzoli L, Gallorini M, Nicolaou G, Alessio L, Capodaglio E. Trace element reference values in tissues from inhabitants of the European Community, A study of elements</font> <font face="Verdana" size="2">in urine, blood and serum of healthly subjects. <b>Science of Total Environment, </b>95: 89105, 1990.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">12. Carvalho WA, Onofre CRE, Menezes Filho JA. Monte LS, Dorigatti F. Valores de refer&#234;ncia de merc&#250;rio urin&#225;rio em uma amostra da popula&#231;&#227;o da cidade de Salvador-BA. <b>Revista Brasileira de Toxicologia. </b>6 (Suplemento), 1993.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">13. Campos RC, Pivetta F. M&#233;todos de coleta e an&#225;lise de amostras de sangue, urina e cabelo para dosagem de teores de merc&#250;rio. In: C&#226;mara VM. Merc&#250;rio em &#225;reas de garimpos de ouro. Centro Panamericano de Ecologia Humana e Sa&#250;de, S&#233;rie Vigil&#226;ncia n<sup>o</sup> 12, M&#233;xico, p.129-136, 1993.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">14. Silva AP. Coleta de amostras em solos, sedimentos e &#225;guas de ambientes impactados por merc&#250;rio para monitoramento ambiental. In: C&#226;mara VM. Merc&#250;rio em &#225;reas de garimpos de ouro. Centro Panamericano de Ecologia Humana e Sa&#250;de, S&#233;rie Vigil&#226;ncia n<sup>o</sup> 12, M&#233;xico, p.107-114, 1993.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">15. Malm O, Guimar&#227;es JR. Avalia&#231;&#227;o da contamina&#231;&#227;o dos peixes nos corpos h&#237;dricos pr&#243;ximos &#225; cidade de Pocon&#233;-MT Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1996. Relat&#243;rio T&#233;cnico.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">16. Galv&#227;o LAC, Corey G. Merc&#250;rio. Centro Panamericano de Ecologia Humana e Sa&#250;de, S&#233;rie Vigil&#226;ncia n<sup>o</sup> 7, M&#233;xico,  1987.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">17. Pfeiffer W. O controle da polui&#231;&#227;o ao merc&#250;rio nos garimpos de ouro. In: C&#226;mara VM, Merc&#250;rio em &#225;reas de garimpos de ouro. Centro Panamericano de Ecologia Humana e Sa&#250;de, S&#233;rie Vigil&#226;ncia N<sup>o</sup> 12, M&#233;xico, p.129-136, 1993.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">18. Clarkson TW, Friberg L, Nordberg GF, Sager P. Biological monitoring of metals. Plenum Press, New York, 1988.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><b><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="img/revistas/ess/v20n1/seta.gif" border="0"></a></b></b>Endere&#231;o para correspond&#234;ncia:</b>    <br>  NESC/CCS/UFRJ;    <br>  Av. Brigadeiro Trompowsky,  s/n&deg;.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> 21.941-000 - Rio de Janeiro/RJ.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup><a href="#topo">*</a></sup>Extra&#237;do e adaptado do relat&#243;rio final do Projeto &quot;Avalia&#231;&#227;o de Riscos a Sa&#250;de na Regi&#227;o Amaz&#244;nica Relacionados com a Contamina&#231;&#227;o Ambiental por Merc&#250;rio&quot;, desenvolvido pela Organiza&#231;&#227;o Pan-Americana da Sa&#250;de e financiado pela Sociedade Alem&#227; de Coopera&#231;&#227;o T&#233;cnica (GTZ-Geselllshaft f&#252;r Technische Zusammenareit).</font></p>      ]]></body><back>
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