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<journal-title><![CDATA[Informe Epidemiológico do Sus]]></journal-title>
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<article-id pub-id-type="doi">10.5123/S0104-16731998000300006</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Medidas dos níveis de infestação urbana para aedes (stegomyia) aegypti e aedes (stegomyia) albopictus em Programa de Vigilância Entomológica]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo  ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The methods and indices used for Aedes aegypti and Aedes albopictus in the programme of entomological surveillance are reviewed. The measurement of the urban infestation level and the risk factors for dengue and yellow fever transmission are discussed. The indices for the immature and adult stages of the vector and their respective epidemiological significance are described. A critical analysis has been made to facilitate the understanding of vector density as a risk factor The advantages and disadvantages of the indices will help in the choice of the most appropriate one to measure the infestation level in each county.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b><font size="4" face="Verdana"><b><a name="topo"></a></b>Medidas dos n&iacute;veis de infesta&ccedil;&atilde;o urbana para <i>aedes </i>(<i>stegomyia</i>) <i>aegypti </i>e <i>aedes</i> (<i>stegomyia</i>) <i>albopictus</i> em Programa de Vigil&acirc;ncia  Entomol&oacute;gica</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Alm&#233;rio de Castro Gomes</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Sa&#250;de P&#250;blica da Universidade de S&#227;o Paulo</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Este estudo revisa os m&#233;todos e &#237;ndices empregados para <i><b>Aedes aegypti </b></i>e<i><b> Aedes albopictus </b></i>em programa de vigil&#226;ncia entomol&#243;gica. A medida do n&#237;vel de infesta&#231;&#227;o urbana e os fatores de risco de transmiss&#227;o da dengue e febre amarela foram abordados. Os &#237;ndices foram descritos de acordo com os est&#225;gios imaturos e adulto do vetor e respectivo significado epidemiol&#243;gico. Uma an&#225;lise cr&#237;tica dos &#237;ndices foi feita para facilitar a compreens&#227;o da densidade do vetor como fator de risco. Al&#233;m disso, as vantagens e desvantagens dos &#237;ndices ajudar&#227;o escolher o mais apropriado &#237;ndice para medir o n&#237;vel de infesta&#231;&#227;o em cada munic&#237;pio.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><b>Palavras-Chave:</b></font><b><font size="2" face="Verdana"> </font></b><font face="Verdana" size="2">Vigil&#226;ncia Vetorial; &#237;ndices; <i><b>Aedes aegypti</b></i> e <i><b>Aedes albopictus</b></i><b>.</b></font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">The methods and indices used for<b> <i>Aedes aegypti</i> </b>and <i><b>Aedes albopictus</b></i> in the programme of entomological surveillance are reviewed. The measurement of the urban infestation level and the risk factors for dengue and yellow fever transmission are discussed. The indices for the immature and adult stages of the vector and their respective epidemiological significance are described. A critical analysis has been made to facilitate the understanding of vector density as a risk factor The advantages and disadvantages of the indices will help in the choice of the most appropriate one to measure the infestation level in each county.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Key-Words</b></font><font face="Verdana" size="2"><b>: </b>Vector Surveillance; Density Index; <b><i>Aedes aegypti</i> </b>and <b><i>Aedes albopictus</i></b></font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Aedes aegypti</i> e <i>Aedes albopictus</i> s&#227;o os mais importantes vetores de arbov&#237;rus para o homem. Ambos s&#227;o esp&#233;cies ex&#243;ticas que chegaram ao Continente Americano ap&#243;s desenvolverem, em seus ambientes prim&#225;rios, grau significante de sinantropia. Historicamente, sabe-se que os nichos emergidos das condi&#231;&#245;es de vida de nossos ancestrais induziram ao aparecimento de linhagem domiciliada de <i>A. aegypt</i>i, a qual persiste at&#233; nossos dias. <i>Aedes aegypti</i> &#233; considerada esp&#233;cie origin&#225;ria da &Aacute;frica, de onde foi transportada passivamente pelo homem aos distintos continentes, respeitando os limites geogr&#225;ficos impostos pela baixa temperatura.<sup>1 </sup>N&#227;o se sabe, ao certo, a data da primeira introdu&#231;&#227;o de <i>A. aegypti</i> na Am&#233;rica, mas sup&#245;e-se ser bem antiga ou coincidente com a coloniza&#231;&#227;o europ&eacute;ia.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Mais recentemente, defronta-se com a clara tend&#234;ncia do <i>A. albopictus</i> para percorrer o mesmo caminho passivo feito pelo <i>A. aegypti</i>, utilizando-se de oviposi&#231;&#245;es, principalmente, em pneus usados. Assim sendo, partindo da &Aacute;sia, desde a d&#233;cada de 80, o <i>A. albopictus</i> j&#225; venceu barreiras intercontinentais e se estabeleceu em v&#225;rias partes do mundo, incluindo o Brasil.<sup>2</sup> No ambiente domiciliar, ambas esp&#233;cies se especializaram em colonizar artefatos criados pelo homem, desde que esses fossem capazes de acumular &#225;gua.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Com a presen&#231;a das duas esp&#233;cies em nosso Continente, a transmiss&#227;o de arbov&#237;rus entre humanos passa a ser vi&#225;vel, mas a probabilidade para que isso aconte&#231;a sempre depender&#225;, n&#227;o somente da presen&#231;a de <i>A. aegypti</i> e <i>A. albopictus</i>, mas sobretudo de seus h&#225;bitos e densidades. Em um passado n&#227;o muito distante, n&#237;veis de infesta&#231;&#227;o urbana de <i>A. aegypti</i> dom&#233;stico desencadearam epidemias de febre amarela urbana em v&#225;rios pa&#237;ses americanos e o mesmo para dengue na &Aacute;sia. O Brasil conseguiu erradicar o <i>A. aegypti</i> de seu territ&#243;rio, mas n&#227;o impediu a sua reinfesta&#231;&#227;o posterior. Isto tem representado risco potencial para retorno de epidemias de febre amarela. Por enquanto, este vetor vem desencadeando epidemia apenas de dengue em munic&#237;pios brasileiros. O <i>Aedes</i></font> <i><font face="Verdana" size="2">albopictus</font></i><font face="Verdana" size="2">, como vetor de arbov&#237;rus aut&#243;ctones, ainda &#233; uma inc&#243;gnita. Todavia, a crescente coexist&#234;ncia desta esp&#233;cie com <i>A. aegypti</i>, em &#225;reas de transmiss&#227;o ativa de dengue, representa uma amea&#231;a ao seu envolvimento, ao mesmo tempo que sua distribui&#231;&#227;o, sobrepondo a &#225;rea zoon&#243;tica brasileira de febre amarela, infere igual possibilidade de seu contato com o v&#237;rus amar&#237;lico.<sup>3</sup> Essa suspeita est&#225; alicer&#231;ada nos estudos que demonstraram infec&#231;&#227;o natural e compet&#234;ncia de <i>A. albopictus</i> para diversos arbov&#237;rus patog&#234;nicos ao homem.<sup>4</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Neste contexto, a despreocupa&#231;&#227;o com instrumentos de planejamento relacionados &#225; preven&#231;&#227;o e controle das doen&#231;as veiculadas por artr&#243;podes implica importante defici&#234;ncia nos programas governamentais. Com a implanta&#231;&#227;o do Sistema &#218;nico de Sa&#250;de (SUS), adv&#234;m a necessidade da adequa&#231;&#227;o das estruturas organizacionais de sa&#250;de nas tr&#234;s esferas de governo e a oportunidade para supera&#231;&#227;o desses problemas. No caso da Vigil&#226;ncia Entomol&#243;gica, a quest&#227;o vetorial constitui o pr&#233;-requisito indispens&#225;vel para o controle das doen&#231;as por eles veiculadas, ao mesmo tempo que as facetas da vigil&#226;ncia vetorial orientam as interven&#231;&#245;es nos ciclos de transmiss&#227;o dessas doen&#231;as, no sentido estrat&#233;gico da otimiza&#231;&#227;o de sua efic&#225;cia e elabora&#231;&#227;o. Para tanto, dependem do conhecimento das densidades dos vetores que aqui est&#227;o expressas sob a forma de &#237;ndices.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Objetivando oferecer um panorama abrangente dos m&#233;todos e &#237;ndices dispon&#237;veis na literatura, far-se-&#225; uma descri&#231;&#227;o individual de cada um com plano hist&#243;rico, tend&#234;ncias e significados epidemiol&#243;gicos, sobretudo centrado na sensibilidade e efici&#234;ncia do c&#225;lculo ou na aproxima&#231;&#227;o do fator de risco de transmiss&#227;o de dengue e de febre amarela. Para facilitar a compreens&#227;o dos t&#233;cnicos das secretarias municipais ou estaduais da sa&#250;de, tais &#237;ndices foram divididos em dois grupos: os que se baseiam nos est&#225;gios imaturos e os da forma adulta.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>&#205;ndices com base em est&#225;gios imaturos</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O ovo, larva e pupa dos mosquitos t&#234;m</font> <font face="Verdana" size="2">ecologias distintas e os pesquisadores sempre tiveram essas op&#231;&#245;es de est&#225;gio para proporem seus &#237;ndices. Na mensura&#231;&#227;o da densidade vetorial, cada m&#233;todo tem sua particularidade, mas, todos lan&#231;am m&#227;o de amostra nem sempre representativa, da popula&#231;&#227;o estudada.<sup>5</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>- &#237;ndice relativo ao ovo</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O <i>Aedes aegypti</i> e o <i>A. albopictus</i> ovip&#245;em em paredes internas de recipientes dom&#233;sticos que, permanente ou intermitentemente, cont&#234;m &#225;gua de torneira ou chuva. Competindo com os recipientes dom&#233;sticos, Fay e Eliason<sup>6 </sup>criaram a armadilha de oviposi&#231;&#227;o (ovitrampa). Esta constitui-se de um recipiente preto, normalmente de pl&#225;stico, com boca larga, uma palheta de madeira contendo um lado &#225;spero, colocada verticalmente no seu interior. Este recipiente &#233; parcialmente enchido com &#225;gua de torneira. Com oviposi&#231;&#245;es feitas nas palhetas se determina a sensibilidade do m&#233;todo, com perspectivas para se conhecer a abund&#226;ncia de f&#234;meas numa localidade. Por enquanto, o &#237;ndice de ovitrampa tem sido m&#233;todo alternativo na detec&#231;&#227;o precoce de novas infesta&#231;&#245;es e na vigil&#226;ncia de popula&#231;&#245;es vetoriais em &#225;rea com baixa densidade. H&#225; esperan&#231;a na ovitrampa como recurso metodol&#243;gico futuro &#225; defini&#231;&#227;o de indicador de risco para dengue e febre amarela; basta que novos estudos adrede superem as dificuldades atuais no c&#225;lculo da densidade de popula&#231;&#227;o adulta do vetor. A ovitrampa pode possibilitar o c&#225;lculo de dois tipos de &#237;ndices:</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>-</b>&nbsp;<b>&#237;ndice de Positividade de Ovitrampa:</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Percentagem de armadilha positiva</i></font></p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/iesus/v7n3/3a06for1.gif" border="0"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>-</b>&nbsp;<b>&#237;ndice de Densidade de Ovos: </b><i>N&#250;mero m&#233;dio de ovos por armadilha positiva</i></font></p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/iesus/v7n3/3a06for2.gif" border="0"></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A taxa de positividade da armadilha ou o n&#250;mero m&#233;dio de ovos por palheta constitui o mais simples &#237;ndice para revelar o n&#237;vel de</font> <font face="Verdana" size="2">infesta&#231;&#227;o de uma localidade para <i>A aegypti</i> e <i>A. albopictus</i>. No entanto, para interpretar ambos resultados ser&#225; necess&#225;rio saber o local onde a armadilha foi exposta e se persistiram as condi&#231;&#245;es ideais das palhetas &agrave;s oviposi&#231;&#245;es. As armadilhas secas ou adulteradas devem ser descartadas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>- &#237;ndice relativo &#224; larva</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para obter medidas relacionadas ao vetor ao longo do tempo, ou identificar seu n&#237;vel de densidade e distribui&#231;&#227;o nas localidades, a vigil&#226;ncia de <i>A. aegypti</i> e <i>A. albopictus</i> atrav&#233;s da larva pode envolver dois m&#233;todos de coleta. Um, que leva em conta a coleta apenas de uma larva por recipiente,<sup>7</sup> e outro, para todas as larvas. Ambos t&#234;m vantagens e desvantagens e a escolha depender&#225; do objetivo desejado. Se a pretens&#227;o for inspecionar n&#250;mero maior de casas, para uma particular esp&#233;cie, o primeiro ser&#225; indicado. Se o pretendido for calcular densidade, associa&#231;&#245;es entre esp&#233;cies e frequ&#234;ncia, a escolha dever&#225; ser para o segundo m&#233;todo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os &#237;ndices baseados em larvas s&#227;o os mais empregados como medidas dos n&#237;veis de infesta&#231;&#227;o e indicadores de risco &#225; transmiss&#227;o de dengue, pela praticidade e reprodutividade dos mesmos. Ibanez-Bernal e Gomez-Dantas<sup>8 </sup>concordaram com isto ao demonstrar n&#237;tida op&#231;&#227;o pela larva, em cuja argumenta&#231;&#227;o exp&#245;em dificuldades para se trabalhar com as formas adultas. A execu&#231;&#227;o do m&#233;todo de coleta da larva focaliza a presen&#231;a de criadouros peridom&#233;sticos e seu c&#225;lculo se faz a partir de dados obtidos mediante inspe&#231;&#227;o planejada.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em face dessas considera&#231;&#245;es, a primeira sugest&#227;o proposta para medir densidade de <i>A. aegypti</i> em &#225;rea urbana foi de Connor e Monroe.<sup>9 </sup>Tais autores optaram pela escolha da larva como parte central de seus c&#225;lculos. Eles justificaram a op&#231;&#227;o alegando raz&#245;es da prefer&#234;ncia, segundo o car&#225;ter operacional relacionado &agrave;s facilidades de localiza&#231;&#227;o dos criadouros em ambiente domiciliar. Assim, a mensura&#231;&#227;o dos n&#237;veis de infesta&#231;&#227;o para <i>A. aegypti</i> e <i>A. albopictus</i> atrav&#233;s dos &#237;ndices larv&#225;rios tem tido n&#237;tida prefer&#234;ncia sobre os demais, em que pese a unanimidade de se reconhecer neles um mau indicador de risco.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>- &#237;ndice de edif&#237;cio: </b><i>Percentagem de edif&#237;cios positivos para larva.</i></font></p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/iesus/v7n3/3a06for3.gif" border="0"></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Com este &#237;ndice se calcula a percentagem de edif&#237;cios infestados com larva de <i>A. aegypti</i> e <i>A. albopictus</i>. No Brasil, este &#237;ndice tem recebido a denomina&#231;&#227;o de &#237;ndice Predial independentemente da natureza de sua ocupa&#231;&#227;o, se residencial ou comercial. N&#227;o obstante ser usado para mensurar os n&#237;veis populacionais dos vetores <i>Aedes</i>, n&#227;o leva em conta o n&#250;mero de recipientes positivos por casa, nem a produtividade de cada recipiente. Mesmo assim, pode ser &#250;til, uma vez que fornece a percentagem das casas positivas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>- &#237;ndice de recipiente: </b><i>Percentagem de recipientes com &#225;gua que s&#227;o positivos para larvas.</i></font></p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/iesus/v7n3/3a06for4.gif" border="0"></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Este &#237;ndice considera todo e qualquer recipiente com &#225;gua, permitindo revelar o percentual de recipientes, com &#225;gua, que s&#227;o positivos para larva e pupa de <i>Aedes</i>. Com isso, obt&#234;m-se apenas o n&#250;mero e os tipos de recipientes positivos sem importar-se com suas produtividades.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Trinta anos mais tarde, Breteau<sup>10</sup> inventou um novo &#237;ndice que consistia na combina&#231;&#227;o dos dois anteriores. Este &#237;ndice estabelece uma rela&#231;&#227;o entre recipientes e im&#243;veis dando o perfil dos habitats preferidos para o mosquito <i>Aedes</i>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>- &#237;ndice de Breteau: </b><i>Percentagem de recipientes positivos com larvas por casa.</i></font></p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/iesus/v7n3/3a06for5.gif" border="0"></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Tem sido, <i>a priori</i>, o &#237;ndice mais usado para estimar a densidade de <i>A. aegypti</i>. Entretanto, incorre na mesma falha dos dois anteriores, ou seja, tamb&#233;m n&#227;o considera a produtividade dos habitats.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Esses tr&#234;s &#237;ndices larv&#225;rios descritos se fundamentam na estimativa de frequ&#234;ncia para c&#225;lculo da densidade. Chan e colaboradores,<sup>11</sup></font> <font face="Verdana" size="2">ao considerarem a coleta de todas as larvas do recipiente, alteraram este &#237;ndice para torn&#225;-lo uma medida de densidade absoluta de larva de <i>A. aegypti</i> em rela&#231;&#227;o &agrave;s casas encontradas positivas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>- &#237;ndice de densidade larv&#225;ria: </b><i>N&#250;mero m&#233;dio de larvas por casa.</i></font></p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/iesus/v7n3/3a06for6.gif" border="0"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Esses autores realizaram estudo de correla&#231;&#227;o entre os &#237;ndices Breteau, de Edif&#237;cio e de Recipiente, n&#227;o obtendo resultado positivo apenas para o &#250;ltimo. Da&#237;, n&#227;o o recomendarem para uso na vigil&#226;ncia de <i>Aedes</i>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Bang e colaboradores<sup>12</sup> criaram, a partir do &#237;ndice Breteau e &#237;ndice Densidade Larv&#225;ria, o &#237;ndice Esteg&#244;mico. Este prop&#245;e relacionar o n&#250;mero de recipientes positivos com a popula&#231;&#227;o humana, ao inv&#233;s de suas habita&#231;&#245;es, pensando ser melhor op&#231;&#227;o do que relacionar a casa. H&#225; consenso de que este seja um bom &#237;ndice, mas, surge um problema operacional relacionado &#225; quase impossibilidade de se obter censo completo de uma localidade.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>-</b>&nbsp;<b>&#237;ndice esteg&#244;mico: </b><i>N&#250;mero de recipientes positivos por mil pessoas.</i></font></p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/iesus/v7n3/3a06for7.gif" border="0"></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Lok<sup>13</sup> verificou que o &#237;ndice Esteg&#244;mico poderia ser modificado levando em conta a delimita&#231;&#227;o do espa&#231;o investigado. Assim, prop&#244;s o Indice de densidade larv&#225;ria de <i>Stegomyia</i>. Justificou sua sugest&#227;o alegando que, do ponto de vista epidemiol&#243;gico, o exato relacionamento entre densidade de mosquito e densidade de pessoas n&#227;o &#233; conhecida na proposta de Bang e colaboradores.<sup>12</sup> Portanto, o &#237;ndice abaixo estabelece essa rela&#231;&#227;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>-</b>&nbsp;<b>&#237;ndice de densidade larv&#225;ria de estegomia: </b><i>N&#250;mero de larvas de Stegomyia por mil pessoas numa &#225;rea.</i></font></p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/iesus/v7n3/3a06for8.gif" border="0"></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Considerando que os &#237;ndices larv&aacute;rios t&#234;m pouca sensibilidade para detectar presen&#231;a de <i>Aedes</i>, sob res&#237;duo de infesta&#231;&#227;o ou introdu&#231;&#227;o precoce de <i>A. aegypti</i> numa localidade, surgiram armadilhas que podem proporcionar c&#225;lculo de &#237;ndices. A armadilha para ovo (ovitrampa) j&#225; foi descrita em par&#225;grafo anterior. Lok<sup>13</sup> prop&#244;s um &#237;ndice de mensura&#231;&#227;o da presen&#231;a e do n&#237;vel de infesta&#231;&#227;o de uma &#225;rea, com base na produ&#231;&#227;o de larva em armadilha. Esta &#233; conhecida como larvitrampa, a qual &#233; feita com se&#231;&#227;o de pneu usado, em que a &#225;gua &#233; colocada at&#233; 2/3 de seu volume. No Brasil, a Funda&#231;&#227;o Nacional de Sa&#250;de a utiliza em pontos estrat&#233;gicos para monitorar a entrada de <i>A. aegypti</i> nos munic&#237;pios.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>- &#237;ndice de densidade da larvitrampa:</b></font> <font face="Verdana" size="2"><i>M&#233;dia do n&#250;mero de larvas por larvitrampa positiva.</i></font></p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/iesus/v7n3/3a06for9.gif" border="0"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Este &#237;ndice encerra as mesmas dificuldades do &#237;ndice de Ovitrampa quando se deseja calcular a densidade de adulto de uma localidade. Al&#233;m disso, fatores operacionais na inspe&#231;&#227;o da armadilha, tais como: depender de eclos&#245;es de ovos para as larvas serem detectadas nas armadilhas; da habilidade do t&#233;cnico; inspe&#231;&#227;o negativa n&#227;o significando aus&#234;ncia de adulto; taxa elevada de mortalidade ou desenvolvimento acelerado das larvas, podem resultar em resultados falsos negativos. Al&#233;m disto, esses problemas operacionais podem retardar ainda mais a tomada de decis&#227;o para interven&#231;&#227;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>- &#237;ndice relativo &#224; pupa:</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As taxas de incorpora&#231;&#227;o de adultos rec&#233;m-eclodidos, a partir de diversos tipos de recipientes, podem variar consideravelmente. Uma das formas encontradas para obt&#234;-las est&#225; baseada na contagem de pupas para cada recipiente. Assim, foi criado o &#237;ndice de Pupa, atrav&#233;s do qual se estima a import&#226;ncia relativa dos habitats larv&#225;rios, comparando-os entre si ou em rela&#231;&#227;o aos recipientes &#250;teis e in&#250;teis.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>- &#237;ndice pupal: </b><i>N&#250;mero de pupas por 100 im&#243;veis.</i></font></p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/iesus/v7n3/3a06for10.gif" border="0"></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Devido &agrave;s dificuldades pr&#225;ticas na execu&#231;&#227;o desse m&#233;todo, a aplica&#231;&#227;o deste &#237;ndice &#233; aconselhada para esta&#231;&#227;o chuvosa.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Na sequ&#234;ncia desses estudos, surgiu a proposta de Tun-Lin<sup>14</sup> para avaliar a produ&#231;&#227;o dos criadouros, atrav&#233;s do &#237;ndice de Produtividade de Adulto/Tun-Lin.<sup>14</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>-</b>&nbsp;<b>&#237;ndice de produtividade de adulto:</b></font> <font face="Verdana" size="2"><i>Produtos do n&#250;mero de criadouros positivos e a m&#233;dia de larvas encontradas.</i></font></p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/iesus/v7n3/3a06for11.gif" border="0"></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O IPA implica levantar dados a partir de amostra representativa de criadouros. Com isto, estima-se a participa&#231;&#227;o do mosquito de acordo com o tipo de recipiente, procurando calcular a emerg&#234;ncia de adulto pelo n&#250;mero de pupas coletadas em determinada &#225;rea.<sup>15</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>&#237;ndices com base no est&#225;gio adultos</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Na vigil&#226;ncia de formas adultas, especialmente de f&#234;meas de <i>Aedes</i>, t&#234;m sido empregados m&#233;todos de captura de mosquito adulto, utilizando-se isca animal, Rede e Aspira&#231;&#227;o, em locais de abrigo do ambiente domiciliar. A isca humana, por vezes empregada, aplica-se as esp&#233;cies com caracter&#237;stica antropof&iacute;lica, como &#233; o caso de <i>A. aegypti</i> e <i>A. albopictus</i>. A rede &#233; uma t&#233;cnica menos espec&#237;fica de captura e usada em diferentes ambientes. A aspira&#231;&#227;o &#233; mais dirigida para abrigos diversos, tanto do domic&#237;lio como em vegeta&#231;&#245;es variadas. As armadilhas com luz e CO<sub>2</sub> s&#227;o igualmente consideradas ineficientes para capturar <i>A. aegypti</i> e <i>A. albopictus</i>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>-</b>&nbsp;<b>&#237;ndice de Densidade para Casa: </b><i>N&#250;mero de f&#234;meas por casa ou n&#250;mero de f&#234;meas por casa por 15 minutos.</i></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Este &#237;ndice &#233; bom para esp&#233;cies de mosquitos que se alimentam e se abrigam dentro</font> <font face="Verdana" size="2">das casas. Ele &#233; obtido coletando f&#234;meas dentro dos dormit&#243;rios. Quando a infesta&#231;&#227;o &#233; baixa, devem ser coletados todos os exemplares e o resultado da densidade ser&#225; o n&#250;mero de f&#234;meas por casa. Quando a infesta&#231;&#227;o &#233; elevada, toma-se o tempo como par&#226;metro e a densidade &#233; expressa em n&#250;mero de f&#234;meas/homem/hora. Este &#237;ndice &#233; aplic&#225;vel para <i>A. aegypti</i> e <i>Culex</i> quinquefasciatus, pois ambos se abrigam dentro das casas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>- </i><b>&#237;ndice da taxa de picada: </b><i>N&#250;mero de f&#234;meas coletadas por homem/hora.</i></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A isca animal permite determinar esse &#237;ndice, mas, na maioria das vezes, o homem se torna a isca atrativa. Logo, &#233; empregado para esp&#233;cies antropof&iacute;licas como <i>A. aegypti</i> e <i>A. albopictus</i>.<sup>13</sup> Apesar dos exemplares machos serem capturados simultaneamente, n&#227;o s&#227;o inclu&#237;dos no c&#225;lculo. Para obter este &#237;ndice &#233; recomendado que tr&#234;s homens atuem como isca por per&#237;odo superior a tr&#234;s horas, coletando os mosquitos que pousarem sobre eles durante o per&#237;odo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>- &#237;ndice de Rede: </b><i>N&#250;mero de f&#234;meas capturadas por homem/hora em ambiente com vegeta&#231;&#227;o.</i></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O &#237;ndice de Rede &#233; calculado a partir de coleta dos adultos com rede pu&#231;&#225; em tempo pr&#233;-determinado.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">E mais indicado para ambiente peridomiciliar ou &#225;rea com vegeta&#231;&#227;o. Por isso, tem significado maior para <i>A. albopictus</i> do que para <i>A. aegypti</i>, que tem h&#225;bito intradomiciliar. Como este m&#233;todo est&#225; sujeito a grandes varia&#231;&#245;es devido a diferen&#231;as individuais na coleta, deve ser usado apenas por pessoas com experi&#234;ncia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="3"><b>Significado epidemiol&#243;gico</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Partindo do pressuposto de que a Vigil&#226;ncia Entomol&#243;gica atua com o conceito estratificado de risco, a presen&#231;a, distribui&#231;&#227;o e abund&#226;ncia dos vetores s&#227;o par&#226;metros fundamentais para se alcan&#231;ar esse objetivo. A escolha do indicador que reflita um estado de transmiss&#227;o deve contemplar a condi&#231;&#227;o de</font> <font face="Verdana" size="2">reprodutividade,&nbsp;representatividade,</font> <font face="Verdana" size="2">simplicidade operacional e custo-benef&#237;cio compat&#237;vel. O emprego do indicador de transmiss&#227;o, a partir do &#237;ndice, tem sido um recurso rotineiramente usado; contudo, as imprecis&#245;es neles assinaladas deixam d&#250;vidas quanto ao momento de desencadeamento das a&#231;&#245;es preventivas. Apesar disso, ainda continua sendo de m&#225;xima import&#226;ncia t&#234;-los como base de informa&#231;&#227;o sobre a distribui&#231;&#227;o e densidade dos vetores. A <a href="#t1">Tabela 1</a> resume os n&#237;veis de signific&#226;ncia para quatro &#237;ndices usados no controle da febre amarela.</font></p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/iesus/v7n3/3a06t1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Assim pois, nas localidades onde forem registradas taxas de picadas sobre o homem superior a 2, ser&#225; entendido como indicador significante de risco para ocorr&#234;ncia da transmiss&#227;o. Conseq&#252;entemente, se o objetivo for a preven&#231;&#227;o da febre amarela, este &#237;ndice deve ser mantido abaixo de 2. Loc<sup>13</sup> chama aten&#231;&#227;o para o fato de este limite m&#237;nimo ainda n&#227;o ter sido calculado para dengue hemorr&#225;gico. No caso do &#237;ndice de Edif&#237;cio, o n&#237;vel de infesta&#231;&#227;o dever&#225; estar abaixo de 1%. Como n&#227;o considera o n&#250;mero de recipientes positivos por casa e a produtividade deles, torna-se um pobre indicador de risco. Mas, nas primeiras campanhas de erradica&#231;&#227;o de <i>A. aegypti</i> foi considerado de grande valor. Por outro lado, este permite estabelecer n&#250;mero de pessoas expostas ao risco de contrair dengue e febre amarela.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Na aplica&#231;&#227;o do &#237;ndice de Recipiente &#233; conhecida a oferta de recipientes contendo &#225;gua. Contudo, o &#237;ndice de Recipiente pode deixar de considerar situa&#231;&#245;es como poucos recipientes, mas que produzem muitos adultos e com bastante recipientes positivos que resultem em baixa produ&#231;&#227;o deles. Por isso, mostra-se inconsistente na determina&#231;&#227;o do risco epidemiol&#243;gico. Por outro lado, se os programas de controle n&#227;o levam em conta a</font> <font face="Verdana" size="2">elimina&#231;&#227;o de todos os criadouros existentes, mas priorizam aqueles mais freq&#252;entes e a identifica&#231;&#227;o dos criadouros potenciais difere de localidade para localidade, seria poss&#237;vel encontrar neste &#237;ndice alguma vantagem.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Com rela&#231;&#227;o cio &#237;ndice de Pupa, que tenta determinar a produtividade estimada de indiv&#237;duos emergentes, ter-se-ia um modo de monitorar o risco e operacionalizar a interven&#231;&#227;o. Se associado ao &#237;ndice de Produtividade de Adulto, pode-se notar que esses dois &#237;ndices implicam levantar dados a partir de amostra representativa de habitats, utilizados como criadouros de mosquito. No entanto, seu espectro de a&#231;&#227;o contempla recipientes com grandes volumes de &#225;gua e com car&#225;ter permanente. Forattini e colaboradores<sup>16 </sup>aplicaram este &#237;ndice para caixa d'&#225;gua contendo <i>A. albopictus</i>, obtendo produ&#231;&#227;o de 15 f&#234;meas por dia, em per&#237;odo sazonal de maior produtividade da esp&#233;cie.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os determinantes de transmiss&#227;o de dengue e febre amarela s&#227;o m&#250;ltiplos configurando uma complexa rede de causalidade. Os &#237;ndices revisados t&#234;m sido recursos metodol&#243;gicos para indicar quando se deve intervir nesse quadro. Assim, a Organiza&#231;&#227;o Mundial da Sa&#250;de procurou estabelecer uma equival&#234;ncia epidemiol&#243;gica entre os tr&#234;s &#237;ndices mais populares, tendo como par&#226;metro a densidade de adulto. Esta, grosseiramente, seria calculada pela taxa de picada dividida por 2. A partir da&#237; foi estabelecida uma escala de valores de densidade variando de 1 a 9, onde 2 a 3 dos tipos de &#237;ndices foram simultaneamente determinados.<sup>17</sup> (<a href="#t2">Tabela 2</a>)</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="t2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/iesus/v7n3/3a06t2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Quando a densidade for maior que 5 corresponder&#225; a um &#237;ndice de Breteau maior do que 50, ficando evidenciado risco elevado de transmiss&#227;o, enquanto que a densidade 1 corresponderia a um &#237;ndice de Breteau menor que 5, indicando o oposto. Em estudos feitos na Tail&#226;ndia e Tanz&#226;nia, a densidade 1 da OMS correspondeu a densidade populacional aproximadamente de 1.000 f&#234;meas por hectare.<sup>17</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Tinker<sup>18</sup> demonstrou que o &#237;ndice de Edif&#237;cio, o &#237;ndice de Recipiente e o &#237;ndice de Breteau mant&#234;m correla&#231;&#227;o quando as taxas de infesta&#231;&#227;o est&#227;o baixas, ou seja, n&#237;vel at&#233; 5%. Com a eleva&#231;&#227;o deste patamar, ocorre uma progressiva diverg&#234;ncia. Este fato foi explicado pelo maior n&#250;mero de m&#250;ltiplos criadouros numa casa, ao contr&#225;rio da situa&#231;&#227;o da infesta&#231;&#227;o abaixo de 5 onde prevalece quase sempre um criadouro por casa. Por sua vez, Chan e colaboradores<sup>11</sup> encontraram correla&#231;&#227;o entre o &#237;ndice de Breteau e do Edif&#237;cio, mas n&#227;o com o &#237;ndice de Recipiente. Apesar disso, se reconhece a contribui&#231;&#227;o dele na determina&#231;&#227;o das caracter&#237;sticas dos diversos tipos de habitats. Em Ribeir&#227;o Preto, as m&#233;dias de recipientes estiveram correlacionadas com o &#237;ndice de Breteau, para n&#237;vel de signific&#226;ncia de 10%.<sup>19</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A densidade calculada pelo &#237;ndice de Breteau, embora seja considerada indicador de risco de transmiss&#227;o da febre amarela, nos n&#237;veis superiores a 5, tem sido igualmente usada para dengue. Mesmo assim, ainda n&#227;o existe consenso acerca de que valor m&#237;nimo acima do qual ocorreria o referido risco. Kuno<sup>20</sup> relata que a transmiss&#227;o de dengue em Cingapura ocorreu com &#237;ndice de Breteau abaixo de 5. Para Fabbro<sup>19</sup> a vigil&#226;ncia larv&#225;ria seria mais &#250;til para avaliar distribui&#231;&#227;o geogr&#225;fica e temporal dos vetores. Este autor assinala problema na amostra de im&#243;vel que nem sempre pode ser considerada probabil&#237;stica e compar&#225;vel, assim como apontou outro aspecto negativo do &#237;ndice de Breteau, pelo fato de ser resultado de uma m&#233;dia da localidade e n&#227;o ter determinado ainda qual o tamanho da &#225;rea geogr&#225;fica que o &#237;ndice deve referir. Assim, pois, na mesma cidade, poder&#227;o existir bairros com</font> <font face="Verdana" size="2">Indice de Breteau e riscos diferentes. Por outro lado, quando a amostra for de 50 ou 100 im&#243;veis, fica a d&#250;vida se o tamanho dessa amostra ser&#225; significante para representar a desigualdade de distribui&#231;&#227;o de <i>A. aegypti</i> e <i>A. albopictus</i> numa cidade.<sup>17</sup> Conseq&#252;entemente, essa an&#225;lise mostra a necessidade de aprofundamento na compreens&#227;o e na rela&#231;&#227;o entre preval&#234;ncia e abund&#226;ncia do mosquito, uma vez que o &#237;ndice n&#227;o leva em conta a produtividade dos tipos de criadouros.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A restrita tend&#234;ncia para emprego de novos &#237;ndices precisa ser alterada, com estudos e novas abordagens. Marques e colaboradores<sup>21</sup>, por exemplo, comprovaram maior efici&#234;ncia da ovitrampa, em rela&#231;&#227;o a larvitrampa, mas somente a &#250;ltima armadilha continua sendo amplamente empregada. Adicionalmente, outros &#237;ndices sequer s&#227;o mencionados em manuais de opera&#231;&#227;o de controle de vetores. Estudo comparativo recente entre densidade de larva e ovos de <i>A. aegypti</i>, realizado em dois bairros de Salvador, Bahia, evidenciou diferen&#231;a estatisticamente significante favor&#225;vel a ovitrampa (Ima Braga - informa&#231;&#227;o pessoal).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Por outro lado, embora haja restri&#231;&#245;es &#233;ticas na estimativa da abund&#226;ncia de adulto pelo uso de isca animal, os procedimentos de amostragem dos alados podem fornecer dados valiosos para estudo espec&#237;fico, como tend&#234;ncias populacionais sazonais, din&#226;mica de transmiss&#227;o ou avalia&#231;&#227;o das interven&#231;&#245;es. Uma desvantagem dos &#237;ndices de adulto seria resultarem em informa&#231;&#245;es n&#227;o reprodut&#237;veis do mesmo. Mesmo assim, o uso extensivo deste &#237;ndice em Cingapura tem demonstrado ser seguro refletindo a densidade absoluta do mosquito.<sup>13</sup> Finalmente, este &#237;ndice n&#227;o deve ser aplicado em &#225;rea ativa de transmiss&#227;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Relativamente ao &#237;ndice de Picada, para refletir adequadamente a taxa de contato do mosquito com o homem, &#233; necess&#225;rio execut&#225;-lo durante o pico de maior atividade da f&#234;mea da esp&#233;cie. Embora laborioso, seu emprego tem limita&#231;&#245;es em face da indica&#231;&#227;o para localidades com alta infesta&#231;&#227;o de <i>A. aegypti</i> e ainda n&#227;o ter sido validado como medida da densidade absoluta de <i>A. aegypti</i> e <i>A. albopictus</i>. Por outro lado, embora as capturas de mosquitos com seres humanos seja m&#233;todo sens&#237;vel para detectar baixos n&#237;veis de infesta&#231;&#227;o, envolve aspectos &#233;ticos que devem ser levados em considera&#231;&#227;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">N&#227;o obstante a persist&#234;ncia de controv&#233;rsias sobre o significado epidemiol&#243;gico ou d&#250;vida quanto a efic&#225;cia, as experi&#234;ncias t&#234;m valorizado os mais sens&#237;veis &#237;ndices e operacionalmente exeq&#252;&#237;veis. Mesmo assim, a Vigil&#226;ncia Entomol&#243;gica disp&#245;e de um leque de op&#231;&#245;es metodol&#243;gicas para medir os n&#237;veis de infesta&#231;&#227;o de <i>A. aegypti</i> e <i>A. albopictus</i> em &#225;rea urbana com perspectivas de aprofundamento nessa quest&#227;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Bibliografia</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">1.&nbsp;Christophers SR. <i>Aedes aegypti</i>: the yellow fever mosquito. Its life, bionomics and structure. Cambridge University Press, London, 1960.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">2.&nbsp;Estrada-Franco JG, Craig Jr. GB. Biology, disease relationships, and control of <i>Aedes albopictus</i>. Pan American Health Organization, Technical Paper, n<sup>º</sup> 42. Washington, D.C, 1995.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">3.&nbsp;Gomes AC, Bittencourt MD, Natal D, Barata, JMS, Pinto PLS, Mucci LF, Paula MB, Ubinati PR. <i>Aedes albopictus</i> em &#225;rea rural do Brasil e implica&#231;&#245;es na transmiss&#227;o de febre amarela silvestre. <b>Revista de Sa&#250;de P&#250;blica </b>(no prelo).</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">4.&nbsp;Mitchell CJ. Vector competence of north and south American strains of <i>Aedes albopictus</i> for certain arboviroses: A review. <b>Journal of the American Mosquito Control Association </b>7:446-451, 1991.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">5.&nbsp;Brown AWA. Surveillance system for <i>Aedes aegypti</i> and related <i>Stegomyia</i> mosquitos in terms of density. 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Breteau, H. La fievre jaune en Afrique occidentale francaise. Un aspect de la medicine preventive massive. <b>Bulletin World Health Organization </b>11:453-481, 1954.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">11. Chan YC, Ho Chan KL, Ho BC. <i>Aedes aegypti</i> (L.) and <i>Aedes albopictus</i> (Skuse) in Singapore: 1. Distribution and density. <b>Bulletin World Health Organization </b>44:617-627, 1971.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">12. Bang YH, Brown DN, Onwubiko. Prevalence of larvae of potential yellow fever vectors in domestic water containers in south-east Nigeria. <b>Bulletin World Health Organization </b>59:107-114, 1981.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">13. Lok CK. Singapore's dengue haemorrhagic fever control programme: a case study on the sucessful control of <i>Aedes aegypti</i> and <i>Aedes albopictus</i> using mainly environmental measures as part of integrated vector control. National University of Singapore, Singapore,1985.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">14. Tun-Lin W, Kay BH, Barnes A, Forsyth S. Critical examination of <i>Aedes aegypti</i> indices:</font> <font face="Verdana" size="2">correlation with abundane. <b>American Journal of Tropical Medicine and Hygiene </b>54:543-547, 1996.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">15. Focks DA, Chadee DD. Pupal survey: an epidemiologically significant surveillence method for <i>Aedes aegypti</i>: an example using data from Trinidad. <b>American Journal of Tropical Medicine and Hygiene </b>56:159-167, 1997.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">16. Forattini OP, Kakitani, I, Sallum MLAM, Rezene L. Produtividae de criadouro de <i>Aedes albopictus</i> em ambiente urbano. <b>Revista de Sa&#250;de P&#250;blica </b>31:545-555, 1997.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">17.&nbsp;World Health Organization. A system of world-wide surveillance for vectors. <b>Weekly Epidemiological Record </b>25:73-80, 1972.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">18.&nbsp;Tinker ME. Relationship of the house index and the breteau index for <i>Aedes aegypti</i>. PAHO/WHO Newsletter on dengue, yellow fever, and <i>Aedes aegypti</i> in the Americas 7:11-13, 1978.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">19. Fabbro AL. Estudo epidemiol&#243;gico do dengue em Ribeir&#227;o Preto no per&#237;odo 1990-1997. Tese de Doutorado. Universidade de S&#227;o Paulo, Ribeir&#227;o Preto, 1997.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">20. Kuno G. Review of the factors modulating dengue transmission. <b>Epidemiologic Review </b>17:321-335, 1995.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">21. Marques CCA, Marques GRAM, Brito M, Santos Neto LGS, Ishibashi VC, Gomes FA. Estudo comparativo de efic&#225;cia de larvitrampas e ovitrampas para vigil&#226;ncia de vetores de dengue e febre amarela. <b>Revista de Sa&#250;de P&#250;blica </b>27:237-241, 1993.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b><b><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="img/revistas/ess/v20n1/seta.gif" border="0"></a></b></b>Endere&#231;o para correspond&#234;ncia:</b></font>    <br>   <font face="Verdana" size="2">Av. Dr. Arnaldo, 715,    <br>  S&#227;o Paulo/SP, 01.246-904.    <br>  E-mail: <a href="mailto:almer@usp.br">almer@usp.br</a></font></p>     ]]></body>
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