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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Diagnóstico da situação de saúde da população idosa brasileira: um estudo da mortalidade e das internações hospitalares públicas]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The objective of the present work is to make a diagnosis of the health of the aging population in Brazil using the national database on mortality (1980, 1991, 1996) and hospitalizations (1995, 1996, 1997). Mortality rates, proportional mortality and hospitalizations are presented according to regions, and the country as a whole, by sex and age group. Analysis of the mortality rates indicate an excess mortality of the male population and a greater reduction of mortality for those aged 70+ years. Diseases of the circulatory system, neoplasms and diseases of the respiratory system were the main causes of death in the study period. Around 50% of the hospitalizations between 1995 and 1997 were caused by diseases of the circulatory and respiratory systems. Hospitalizations of the aged population account for 23% of the public expenditure for health care in the country with little variation among regions. Our results show that public policies to promote the health of the aged and to provide health care to the aged are not issues for the future but a present need for the country.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b><a name="topo"></a>Diagn&oacute;stico da situa&ccedil;&atilde;o    de sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o idosa brasileira: um estudo da mortalidade    e das interna&ccedil;&otilde;es hospitalares p&uacute;blicas</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Diagnosis of the health condition of the elderly    population in Brazil: a study of mortality and admissions in public hospitals</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Maria Fernanda F. Lima e Costa<sup>I</sup>; Henrique L.    Guerra<sup>II</sup>; Sandhi M. Barreto<sup>I</sup>; Renato Maia Guimar&atilde;es<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz/Universidade    Federal de Minas Gerais    <br>   <sup>II</sup>Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz    <br>   <sup>III</sup>Universidade de Bras&iacute;lia</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O objetivo deste trabalho &eacute; realizar o    diagn&oacute;stico de sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o idosa brasileira    (60+ anos), utilizando os grandes bancos de dados nacionais sobre mortalidade    (1980, 1991, 1996) e interna&ccedil;&otilde;es hospitalares (1995, 1996, 1997).    As taxas de mortalidade, as mortalidades proporcionais e as interna&ccedil;&otilde;es    hospitalares do tipo 1 foram analisadas por grandes regi&otilde;es e para o    conjunto do pa&iacute;s, segundo o sexo e a faixa et&aacute;ria. As taxas de    mortalidade apontam para a sobre-mortalidade masculina e para uma redu&ccedil;&atilde;o    mais acentuada da mortalidade dos idosos mais velhos (70+ anos). As doen&ccedil;as    do aparelho circulat&oacute;rio, neoplasias e as doen&ccedil;as do aparelho    respirat&oacute;rio foram as principais causas de &oacute;bito entre 1980 e    1996. As doen&ccedil;as dos aparelhos circulat&oacute;rio e respirat&oacute;rio    corresponderam a cerca da metade das interna&ccedil;&otilde;es hospitalares    (1995-1997). O atendimento da popula&ccedil;&atilde;o com 60+ anos de idade    j&aacute; responde por 23% dos gastos p&uacute;blicos com interna&ccedil;&otilde;es    hospitalares do tipo 1, variando pouco entre as regi&otilde;es do pa&iacute;s.    Nossos resultados mostram que pol&iacute;ticas p&uacute;blicas para promover    a sa&uacute;de do idoso e garantir um atendimento adequado de suas demandas    n&atilde;o s&atilde;o perspectivas para o futuro, mas sim uma necessidade j&aacute;    presente no pa&iacute;s.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-Chave:</b> Envelhecimento; Diagn&oacute;stico    de Sa&uacute;de; Mortalidade; Interna&ccedil;&otilde;es Hospitalares.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">The objective of the present work is to make    a diagnosis of the health of the aging population in Brazil using the national    database on mortality (1980, 1991, 1996) and hospitalizations (1995, 1996, 1997).    Mortality rates, proportional mortality and hospitalizations are presented according    to regions, and the country as a whole, by sex and age group. Analysis of the    mortality rates indicate an excess mortality of the male population and a greater    reduction of mortality for those aged 70+ years. Diseases of the circulatory    system, neoplasms and diseases of the respiratory system were the main causes    of death in the study period. Around 50% of the hospitalizations between 1995    and 1997 were caused by diseases of the circulatory and respiratory systems.    Hospitalizations of the aged population account for 23% of the public expenditure    for health care in the country with little variation among regions. Our results    show that public policies to promote the health of the aged and to provide health    care to the aged are not issues for the future but a present need for the country.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key Words:</b> Aging; Health Diagnosis; Mortality;    Hospitalization.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><font size="3">Introdu&ccedil;&atilde;o</font></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O envelhecimento populacional foi um fen&ocirc;meno    inicialmente observado em pa&iacute;ses desenvolvidos, mas, mais recentemente,    &eacute; nos pa&iacute;ses em desenvolvimento que a popula&ccedil;&atilde;o    idosa tem aumentado de forma mais rapida. Proje&ccedil;&otilde;es rec&eacute;m-publicadas    pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de estimam que, entre 1990    e 2025, a popula&ccedil;&atilde;o idosa aumentar&aacute; cerca de sete a oito    vezes em pa&iacute;ses como a Col&ocirc;mbia, Mal&aacute;sia, Qu&ecirc;nia,    Tail&acirc;ndia e Gana. As mesmas proje&ccedil;&otilde;es indicam que entre    os dez pa&iacute;ses com maior popula&ccedil;&atilde;o idosa em 2025, cinco    ser&atilde;o pa&iacute;ses em desenvolvimento, incluindo o Brasil com um n&uacute;mero    estimado de 27 milh&otilde;es de pessoas com 60+ anos de idade.<sup>1</sup> A propor&ccedil;&atilde;o    de pessoas com 60+ anos de idade no Brasil aumentou de 6,1%, em 1980 (7.204.517    habitantes), para 7,9%, em 1996 (12.398.678 habitantes), correspondendo em n&uacute;meros    absolutos a um aumento de 5,2 milh&otilde;es de habitantes idosos.<sup>2,3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O &iacute;ndice de idosos no Brasil (raz&atilde;o    entre a popula&ccedil;&atilde;o com 65+ anos e a popula&ccedil;&atilde;o com    &lt;15 anos de idade) passou de 6,2%, em 1960, para 13,9%, em 1991, e estimativas    apontam que este &iacute;ndice alcan&ccedil;ar&aacute; 106,8% em 2050.<sup>4</sup>. Neste    per&iacute;odo, a composi&ccedil;&atilde;o da raz&atilde;o de depend&ecirc;ncia    demogr&aacute;fica (raz&atilde;o entre a popula&ccedil;&atilde;o com 65+ e &lt;15    anos e aquela com 15-64 anos de idade) passa do predom&iacute;nio da parcela    jovem da popula&ccedil;&atilde;o, observada atualmente, para a depend&ecirc;ncia    idosa no final do per&iacute;odo. Essa transi&ccedil;&atilde;o tem um forte    impacto sobre as demandas sociais, incorporando progressivamente &agrave;s demandas    por educa&ccedil;&atilde;o e emprego (dos jovens) aquelas associadas a sa&uacute;de    e previd&ecirc;ncia social.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As informa&ccedil;&otilde;es sobre as condi&ccedil;&otilde;es    de sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o idosa e suas demandas por servi&ccedil;os    m&eacute;dicos e sociais s&atilde;o fundamentais para o planejamento da aten&ccedil;&atilde;o    e promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de. As condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de    da popula&ccedil;&atilde;o idosa s&atilde;o praticamente desconhecidas no Brasil.    Estudos epidemiol&oacute;gicos com base populacional, ou seja, aqueles que estudam    idosos residentes na comunidade, fornecem este tipo de informa&ccedil;&atilde;o,    mas estes estudos s&atilde;o ainda raros no pa&iacute;s.<sup>5,6,7,8,9,10</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Estudos epidemiol&oacute;gicos com base populacional,    tanto os estudos seccionais quanto os estudos prospectivos, s&atilde;o caros    e exigem tempo e equipes especializadas para o seu desenvolvimento. Embora esses    estudos sejam essenciais para o conhecimento profundo das condi&ccedil;&otilde;es    de sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o idosa e/ou dos seus determinantes,    a sua condu&ccedil;&atilde;o rotineira ou mesmo o seu desenvolvimento em grandes    &aacute;reas geogr&aacute;ficas &eacute; muito dif&iacute;cil. O Brasil possui    importantes bancos de dados secund&aacute;rios, tais como o Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es    sobre Mortalidade (SIM) e o Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Autoriza&ccedil;&atilde;o    de Interna&ccedil;&otilde;es Hospitalares (SIH), que s&atilde;o produzidos pelo    Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (MS) e podem ser utilizados, desde que conhecidas    as suas limita&ccedil;&otilde;es, para realizar diagn&oacute;sticos da situa&ccedil;&atilde;o    de sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o idosa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O presente trabalho refere-se ao diagn&oacute;stico    da situa&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o idosa brasileira,    estabelecido a partir de dados obtidos nos sistemas de informa&ccedil;&otilde;es    acima mencionados. Com este estudo pretende-se responder &agrave;s seguintes    perguntas: 1) onde (macrorregi&otilde;es), quem (faixa et&aacute;ria e sexo)    e de que (causa b&aacute;sica) morrem os idosos brasileiros; 2) quem (faixa    et&aacute;ria e sexo) e por que (causa da interna&ccedil;&atilde;o) s&atilde;o    internados; 3) quanto custam as interna&ccedil;&otilde;es hospitalares desta    popula&ccedil;&atilde;o nas diferentes regi&otilde;es brasileiras e qual o seu    impacto no sistema p&uacute;blico de sa&uacute;de.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As fontes de informa&ccedil;&otilde;es para o    desenvolvimento deste trabalho foram o Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es    sobre Mortalidade (SIM-MS), o Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Autoriza&ccedil;&atilde;o    de Interna&ccedil;&otilde;es Hospitalares (SIH-MS) e os Censos Demogr&aacute;ficos    Brasileiros. <sup>2,3,11</sup> Os dados de mortalidade foram extra&iacute;dos do CD ROM    do SIM-MS para o per&iacute;odo compreendido entre 1979 e 1996.<sup>12</sup> As informa&ccedil;&otilde;es    sobre interna&ccedil;&otilde;es hospitalares foram obtidas atrav&eacute;s de    CDs ROM relativos ao SIH-MS para os anos de 1995 a 1997.<sup>13</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Para o estudo da mortalidade, foram considerados    os &oacute;bitos pelo local de resid&ecirc;ncia. As seguintes informa&ccedil;&otilde;es    foram utilizadas: ano (1980, 1991 e 1996), sexo, faixa et&aacute;ria (60-69,    70-79 e 80+), regi&atilde;o de resid&ecirc;ncia (Norte, Nordeste, Centro-Oeste,    Sudeste e Sul), causa b&aacute;sica do &oacute;bito segundo os cap&iacute;tulos    da Classifica&ccedil;&atilde;o Internacional de Doen&ccedil;as (CID). Para os    anos de 1980 e 1991, a CID utilizada obedeceu &agrave; 9<sup>a</sup> revis&atilde;o (CID-9)    e, em 1996, &agrave; d&eacute;cima revis&atilde;o (CID-10).<sup>14,15</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para comparar a mortalidade ao longo do tempo    e entre regi&otilde;es, foram utilizados os seguintes indicadores: taxa de mortalidade    geral por idade e sexo (n&uacute;mero de &oacute;bitos por faixa et&aacute;ria    e sexo dividido pelo n&uacute;mero de habitantes na mesma faixa et&aacute;ria,    sexo, local e ano considerados, multiplicado por 10<sup>n</sup>), taxa de mortalidade por    grupo de causa (n&uacute;mero de &oacute;bitos por causa, faixa et&aacute;ria    e sexo dividido pelo n&uacute;mero de habitantes na mesma faixa et&aacute;ria,    sexo, local e ano considerados, multiplicado por 10<sup>n</sup>) e mortalidade proporcional    (propor&ccedil;&atilde;o de &oacute;bitos por uma determinada causa em rela&ccedil;&atilde;o    ao total de &oacute;bitos na faixa et&aacute;ria, sexo, local e ano considerados,    multiplicado por cem, segundo a regi&atilde;o de resid&ecirc;ncia).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As taxas de mortalidade foram calculadas para    os anos nos quais foram realizadas contagens da popula&ccedil;&atilde;o brasileira.<sup>2,3,11</sup>    Os dados de mortalidade foram analisados por regi&otilde;es e para todo o pa&iacute;s.    A mortalidade para o Brasil foi calculada excluindo-se ou n&atilde;o as regi&otilde;es    Norte e Nordeste. Isso foi necess&aacute;rio porque a subenumera&ccedil;&atilde;o    de &oacute;bitos &eacute; diferencial no pa&iacute;s: 40,2 e 45,1% no Norte    e Nordeste e 12,7, -3,27 e -3,75% no Centro-Oeste, Sudeste e Sul, respectivamente.<sup>16</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As autoriza&ccedil;&otilde;es de interna&ccedil;&otilde;es    hospitalares (AIH) s&atilde;o classificadas em tipo 1 e tipo 5. A primeira &eacute;    emitida no in&iacute;cio da interna&ccedil;&atilde;o pelo Sistema &Uacute;nico    de Sa&uacute;de (SUS). Quando a interna&ccedil;&atilde;o se prolonga al&eacute;m    do limite estabelecido para cada especialidade ou procedimento, &eacute; emitida    a AIH de tipo 5. Esta corresponde &agrave;s interna&ccedil;&otilde;es de longa    dura&ccedil;&atilde;o de pacientes cr&ocirc;nicos ou fora de possibilidade terap&ecirc;utica.    Nos registros dos bancos de dados do SIH-MS referentes &agrave;s AIH de tipo    5 n&atilde;o existem informa&ccedil;&otilde;es sobre idade e sexo do paciente,    na maioria das vezes. O impacto global da perda destas informa&ccedil;&otilde;es    &eacute; pequeno, uma vez que as AIH do tipo 5 representam menos de 5% do total    para o pa&iacute;s (em 1997, por exemplo, correspondiam a 4,7%).<sup>13</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No presente trabalho, foram consideradas somente    as AIH do tipo 1. As seguintes informa&ccedil;&otilde;es foram utilizadas: ano    do in&iacute;cio da interna&ccedil;&atilde;o (1995, 1996 e 1997), sexo, faixa    et&aacute;ria (60-69, 70-79 e 80+), regi&atilde;o de resid&ecirc;ncia (Norte,    Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul), custo da interna&ccedil;&atilde;o em    d&oacute;lares americanos e diagn&oacute;stico principal que justificou a interna&ccedil;&atilde;o.    Para os anos de 1995, 1996 e 1997, os diagn&oacute;sticos principais foram classificados    segundo os cap&iacute;tulos da CID-9. Para o ano de 1996, foram tamb&eacute;m    selecionados os 20 diagn&oacute;sticos principais que justificaram as interna&ccedil;&otilde;es,    considerando-se a codifica&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s d&iacute;gitos da    CID-9.<sup>14</sup> As taxas de interna&ccedil;&otilde;es n&atilde;o foram calculadas,    uma vez que a cobertura do SUS n&atilde;o &eacute; completa, impossibilitando    a identifica&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o sob risco (denominador)    para este c&aacute;lculo. Desta forma, foram consideradas as interna&ccedil;&otilde;es    proporcionais, ou seja, aquelas para as quais o denominador &eacute; o total    das interna&ccedil;&otilde;es no local e ano considerados. &Eacute; poss&iacute;vel    que uma mesma pessoa seja internada mais de uma vez no mesmo ano. Desta forma,    o n&uacute;mero de interna&ccedil;&otilde;es deve exceder o n&uacute;mero de    pessoas internadas no local e ano considerados.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As taxas de mortalidade entre idosos nos anos    de 1980, 1991 e 1996, est&atilde;o apresentadas na <a href="#fig1">Figura 1</a>    e na <a href="#tab1">Tabela 1</a>. Destacam-se as informa&ccedil;&otilde;es:    1) a sobremortalidade masculina foi observada em todas as regi&otilde;es do    pa&iacute;s, em todas as faixas et&aacute;rias e em todos os anos considerados,    com duas &uacute;nicas exce&ccedil;&otilde;es (na Regi&atilde;o Sul em 1980    e na Regi&atilde;o Norte em 1991 as taxas de mortalidade foram semelhantes entre    homens e mulheres com 80+ anos de idade); 2) as taxas de mortalidade foram menores    nas Regi&otilde;es Norte e Nordeste do pa&iacute;s (em conseq&uuml;&ecirc;ncia,    as taxas de mortalidade para o Brasil aumentaram quando as Regi&otilde;es Norte    e Nordeste foram exclu&iacute;das do seu c&aacute;lculo); 3) as taxas de mortalidade    em ambos os sexos aumentaram com a idade em todas as regi&otilde;es e per&iacute;odos    estudados (em 1996 a taxa de mortalidade aumentou cerca de duas a tr&ecirc;s    vezes a cada d&eacute;cada de vida - entre homens, de 25,7<sup>0</sup>/<sub>00</sub> aos 60-69 anos    para 53,4<sup>0</sup>/<sub>00</sub> aos 70-79 e 118,7<sup>0</sup>/<sub>00</sub> aos 80+ anos de idade e entre mulheres de    15,8<sup>0</sup>/<sub>00</sub> para 37,8<sup>0</sup>/<sub>00</sub> e 106,6<sup>0</sup>/<sub>00</sub>, respectivamente); 4) as taxas de mortalidade    entre homens e mulheres diminu&iacute;ram em 1991 e 1996 quando comparadas &agrave;s    observadas em 1980 (esta tend&ecirc;ncia foi mais acentuada nas faixas et&aacute;rias    de 70-79 e 80+ anos).</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n1/1a03f1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n1/1a03t1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na <a href="#fig2">Figura 2</a> e na <a href="#tab2">Tabela    2</a>, est&atilde;o apresentadas as mortalidades proporcionais por sintomas,    sinais e afec&ccedil;&otilde;es mal definidas para os anos de 1980 e 1991 (CID-9)    e aquelas para sintomas, sinais e achados anormais ao exame cl&iacute;nico e    laboratorial para o ano de 1996 (CID-10). Os seguintes aspectos chamam a aten&ccedil;&atilde;o:    1) as propor&ccedil;&otilde;es de &oacute;bitos por essas condi&ccedil;&otilde;es    foram razoavelmente semelhante entre homens e mulheres; 2) essas propor&ccedil;&otilde;es    foram mais altas nas Regi&otilde;es Norte e Nordeste quando comparadas &agrave;s    demais regi&otilde;es do pa&iacute;s; 3) para o conjunto do Brasil, o indicador    apresentou tend&ecirc;ncia declinante durante o per&iacute;odo considerado (1980,    1991 e 1996), exceto na faixa et&aacute;ria de 80+ anos (neste grupo et&aacute;rio,    a redu&ccedil;&atilde;o foi observada em 1996 mas n&atilde;o em 1991); 4) para    o conjunto do pa&iacute;s e em todos os anos considerados, a mortalidade proporcional    por causas mal definidas em ambos os sexos foi maior na faixa et&aacute;ria    de 80+ e menor naquela com 60-69 anos.</font></p>     <p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n1/1a03f2.gif" border="0"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n1/1a03t2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">As doen&ccedil;as do aparelho circulat&oacute;rio    foram a primeira causa de morte entre os idosos brasileiros (44,7, 40,0 e 38,1%    dos &oacute;bitos entre pessoas com 60+ anos de idade em 1980, 1991 e 1996,    respectivamente). As neoplasias constitu&iacute;ram o segundo grupo de causas    de morte desta popula&ccedil;&atilde;o (11,5, 12,9 e 13,3% dos &oacute;bitos    em 1989, 1991 e 1996, respectivamente), seguidas por doen&ccedil;as do aparelho    respirat&oacute;rio, doen&ccedil;as end&oacute;crinas, nutricionais e metab&oacute;licas,    doen&ccedil;as do aparelho digestivo, causas externas e doen&ccedil;as infecciosas    e parasit&aacute;rias. A ordem de import&acirc;ncia destas doen&ccedil;as n&atilde;o    se alterou quando a an&aacute;lise global para o Brasil foi feita excluindo-se    as Regi&otilde;es Norte e Nordeste (<a href="#tab3">Tabela 3</a>).</font></p>     <p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n1/1a03t3.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Na <a href="#fig3">Figura 3</a>, est&atilde;o    apresentadas as taxas de mortalidade por doen&ccedil;as do aparelho circulat&oacute;rio    entre idosos. As taxas de mortalidade por doen&ccedil;as do aparelho circulat&oacute;rio    aumentaram com a idade em ambos os sexos e em todos os anos considerados. Essas    taxas apresentaram tend&ecirc;ncia declinante entre 1980 e 1996 em homens e    mulheres, tendo sido esta tend&ecirc;ncia mais marcante nas faixas et&aacute;rias    mais velhas (70-79 e 80+ anos). O risco de morte por doen&ccedil;as do aparelho    circulat&oacute;rio foi maior entre homens na faixa et&aacute;ria de 60-69 anos    do que entre mulheres (1.106 vs. 744, em 1980, 970 vs. 600, em 1991, e 942 vs.    550 <sup>0</sup>/<sub>0000</sub>, em 1996), assim como na faixa et&aacute;ria de 70-79 anos (2.648    vs. 2.185, em 1980, 2.101 vs. 1.617, em 1991, e 2.004 vs. 1.530<sup>0</sup>/<sub>0000</sub>, em 1996).    Nos mais velhos (80+ anos), entretanto, as taxas de mortalidade por doen&ccedil;as    do aparelho circulat&oacute;rio foram razoavelmente semelhantes entre homens    e mulheres (6.049 vs. 6.233, em 1980, 4.548 vs. 4.518, em 1991, e 4.779 vs.    4.288<sup>0</sup>/<sub>0000</sub>, em 1996). Quando as Regi&otilde;es Norte e Nordeste foram exclu&iacute;das    da an&aacute;lise, os valores das taxas de mortalidade por doen&ccedil;as do    aparelho circulat&oacute;rio aumentaram, mas as tend&ecirc;ncias ao longo do    tempo e os diferenciais entre os sexos foram os mesmos acima mencionados.</font></p>     <p><a name="fig3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n1/1a03f3.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na <a href="#fig4">Figura 4</a>, est&atilde;o    apresentadas as taxas de mortalidade por neoplasias entre idosos. As taxas de    mortalidade por neoplasias entre homens de todas as idades aumentaram em 1996,    quando comparadas a 1980 e 1991. Entre as mulheres as taxas permaneceram razoavelmente    est&aacute;veis durante o per&iacute;odo estudado. O risco de morte por neoplasias    aumentou com a idade e foi maior entre homens do que entre mulheres nas faixas    et&aacute;rias de 60-69 anos (411 vs. 274, em 1980, 437 vs. 276, em 1991, e    454 vs. 289<sup>0</sup>/<sub>0000</sub>, em 1996), 70-79 anos (729 vs. 551,    em 1980, 710 vs. 477, em 1991, e 806 vs. 488<sup>0</sup>/<sub>0000</sub>, em 1996) e 80+ anos de idade    (1071 vs. 744, em 1980, 750 vs. 713, em 1991, e 1375 vs. 778<sup>0</sup>/<sub>0000</sub>, em 1996).    A exclus&atilde;o das Regi&otilde;es Norte e Nordeste n&atilde;o modificou essas    tend&ecirc;ncias, embora tenha aumentado a magnitude das taxas de mortalidade    por neoplasias.</font></p>     <p><a name="fig4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n1/1a03f4.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">As taxas de mortalidade por doen&ccedil;as do    aparelho respirat&oacute;rio est&atilde;o apresentadas na <a href="#fig5">Figura    5</a>. As taxas de mortalidade por doen&ccedil;as do aparelho respirat&oacute;rio    aumentaram com a idade em homens e em mulheres nos tr&ecirc;s per&iacute;odos    considerados. Essas taxas apresentaram tend&ecirc;ncias ascendentes entre 1980    e 1996, em ambos os sexos. O risco de morte por doen&ccedil;as do aparelho respirat&oacute;rio    foi maior entre homens do que entre mulheres nas faixas et&aacute;rias de 60-69    (178 vs.95, em 1980, 205 vs. 103, em 1991, e 265 vs. 146<sup>0</sup>/<sub>0000</sub>, em 1996), 70-79    (469 vs. 291, em 1980, 567 vs. 321, em 1991, e 711 vs. 411<sup>0</sup>/<sub>0000</sub>, em 1996) e    80+ anos de idade (1265 vs. 974, em 1980, 1541 vs. 1128, em 1991, e 2136 vs.    1493<sup>0</sup>/<sub>0000</sub>, em 1996). Como verificado para as doen&ccedil;as do aparelho circulat&oacute;rio    e neoplasias, a exclus&atilde;o das Regi&otilde;es Norte e Nordeste n&atilde;o    modificou essas tend&ecirc;ncias, embora tenha aumentado a magnitude das taxas    de mortalidade por doen&ccedil;as do aparelho respirat&oacute;rio.</font></p>     <p><a name="fig5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n1/1a03f5.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na <a href="#tab4">Tabela 4</a>, est&atilde;o    listadas as principais causas b&aacute;sicas de morte entre homens idosos no    ano de 1996, agrupadas segundo o cap&iacute;tulo da CID-10, e as duas causas    mais freq&uuml;entes em cada cap&iacute;tulo. Entre as doen&ccedil;as do aparelho    circulat&oacute;rio, predominaram as doen&ccedil;as cerebrovasculares seguidas    pelas doen&ccedil;as isqu&ecirc;micas do cora&ccedil;&atilde;o. As neoplasias    malignas mais freq&uuml;entes foram as da traqu&eacute;ia, br&ocirc;nquios e    pulm&otilde;es, seguidas pelas da pr&oacute;stata. Entre as doen&ccedil;as do    aparelho respirat&oacute;rio, as doen&ccedil;as pulmonares obstrutivas cr&ocirc;nicas    ocuparam o primeiro lugar e as pneumonias o segundo. Cirrose hep&aacute;tica    e &uacute;lcera p&eacute;ptica foram as mais freq&uuml;entes entre as doen&ccedil;as    do aparelho digestivo. Diabetes mellitus e desnutri&ccedil;&atilde;o foram as    causas mais freq&uuml;entes de morte por doen&ccedil;as end&oacute;crinas, nutricionais    e metab&oacute;licas. Atropelamentos e exposi&ccedil;&atilde;o a outros fatores    e aos n&atilde;o especificados foram as principais causas de morte por causas    externas. Entre as doen&ccedil;as infecciosas e parasit&aacute;rias, as mais    comuns foram as septicemias e a doen&ccedil;a de Chagas. Vale ressaltar que    a exclus&atilde;o das Regi&otilde;es Norte e Nordeste aumentou as taxas de mortalidade    no Brasil por todas as doen&ccedil;as, mas n&atilde;o alterou a ordem de import&acirc;ncia    delas, exceto para doen&ccedil;as c&eacute;rebro-vasculares.</font></p>     <p><a name="tab4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n1/1a03t4.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Na <a href="#tab5">Tabela 5</a>, est&atilde;o    listadas as principais causas b&aacute;sicas de morte entre mulheres no ano    de 1996, segundo o cap&iacute;tulo da CID-10 e as causas mais freq&uuml;entes    em cada cap&iacute;tulo. As causas de morte mais freq&uuml;entes entre as mulheres    foram as mesmas observadas para os homens, exceto em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s    neoplasias, doen&ccedil;as do aparelho digestivo e causas externas. Entre as    primeiras, predominaram as neoplasias malignas de mama, seguidas pelas de est&ocirc;mago.    Entre as doen&ccedil;as do aparelho digestivo, a primeira causa continuou sendo    a cirrose hep&aacute;tica, mas a segunda passou a ser transtornos vasculares    do intestino. Entre as causas externas, a exposi&ccedil;&atilde;o a outros fatores    e aos n&atilde;o especificados ocupou o primeiro lugar e as quedas o segundo.    Como observado para os homens, a exclus&atilde;o das Regi&otilde;es Norte e    Nordeste aumentou as taxas de mortalidade no Brasil por todas as doen&ccedil;as,    mas n&atilde;o alterou a ordem de import&acirc;ncia.</font></p>     <p><a name="tab5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n1/1a03t5.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em 1995, 1996 e 1997 ocorreram, respectivamente,    10,7, 10,2 e 12,0 milh&otilde;es de interna&ccedil;&otilde;es hospitalares do    tipo 1 pelo Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS) no Brasil. Destas, 1,7    (16,3%), 1,5 (15,8%) e 2,2 milh&otilde;es (18,3%) ocorreram em pessoas com 60+    anos de idade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na <a href="#tab6">Tabela 6</a>, est&atilde;o    apresentados os custos para o SUS das interna&ccedil;&otilde;es hospitalares    do tipo 1 no Brasil. Em 1995, 1996 e 1997, foram gastos, respectivamente, 3.145,    2.884 e 2.773 milh&otilde;es de d&oacute;lares com interna&ccedil;&otilde;es    hospitalares do tipo 1 no pa&iacute;s. Destes valores, 22,3%, em 1995, 22,9%,    em 1996, e 23,1%, em 1997, foram gastos com idosos (60+ anos de idade). Os dados    correspondentes para as diversas regi&otilde;es do pa&iacute;s foram os seguintes:    Regi&atilde;o Norte = 11,7, 12,3 e 12,8%; Regi&atilde;o Nordeste = 17,2, 17,8    e 18,4%; Regi&atilde;o Centro-Oeste = 20,1, 20,1 e 20,4%; Regi&atilde;o Sudeste    = 25,1, 25,6 e 25,6%; Regi&atilde;o Sul = 26,6, 27,0 e 27,2% em 1995, 1996 e    1997, respectivamente.</font></p>     <p><a name="tab6"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n1/1a03t6.gif" border="0"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A compara&ccedil;&atilde;o entre os custos com    interna&ccedil;&otilde;es hospitalares em rela&ccedil;&atilde;o ao tamanho da    popula&ccedil;&atilde;o idosa brasileira, em 1996, est&aacute; apresentada na    <a href="#fig6">Figura 6</a>. Para o conjunto da popula&ccedil;&atilde;o idosa    (60+ anos), que representava 7,9% da popula&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s,    foram consumidos 22,9% do total gasto com interna&ccedil;&otilde;es hospitalares    em todo o Brasil, correspondendo &agrave; raz&atilde;o entre propor&ccedil;&atilde;o    de gastos e propor&ccedil;&atilde;o dos idosos na popula&ccedil;&atilde;o total    igual a 2,9 (22,9 / 7,9). Esta raz&atilde;o aumentou com a idade: 2,3 (10,8    / 4,6) na faixa et&aacute;ria de 60-69, 3,4 (8,1 / 2,4) na de 70-79 anos e 4,3    (3,9 / 0,9) na faixa de 80+ anos de idade (<a href="#fig6">Figura 6</a>).</font></p>     <p><a name="fig6"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n1/1a03f6.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quando analisadas por cap&iacute;tulos da CID,    as doen&ccedil;as do aparelho circulat&oacute;rio foram as causas mais freq&uuml;entes    de interna&ccedil;&otilde;es hospitalares entre idosos em 1995 (32,5%), 1996    (31,6%) e 1997 (31,5%). As doen&ccedil;as do aparelho respirat&oacute;rio foram    a segunda causa de interna&ccedil;&otilde;es (19,6, 21,0 e 20,1% em 1995, 1996    e 1997), seguidas pelas doen&ccedil;as do aparelho digestivo (8,9, 9,0 e 9,0%    respectivamente), pelas doen&ccedil;as infecciosas e parasit&aacute;rias (6,3,    6,0 e 5,8%, respectivamente), e pelas doen&ccedil;as do aparelho genito-urin&aacute;rio    (6,2, 6,1 e 5,9%, respectivamente). Maiores detalhes podem ser vistos na <a href="#tab7">Tabela    7</a>.</font></p>     <p><a name="tab7"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n1/1a03t7.gif" border="0"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na <a href="#tab8">Tabela 8</a>, est&atilde;o    listadas as vinte principais causas de interna&ccedil;&otilde;es hospitalares    entre homens e mulheres idosos no ano de 1996 (CID-9: 3 d&iacute;gitos). As    principais causas de interna&ccedil;&otilde;es hospitalares entre os homens    foram: insufici&ecirc;ncia card&iacute;aca (13,3%), obstru&ccedil;&atilde;o    cr&ocirc;nica das vias respirat&oacute;rias n&atilde;o classificadas em outra    parte (5,7%), oclus&atilde;o das art&eacute;rias cerebrais (5,1%), infec&ccedil;&otilde;es    intestinais mal definidas (2,9%) e broncopneumonias por microrganismos n&atilde;o    especificados (2,7%). Ao se somarem as broncopneumonias e as pneumonias listadas    nesta tabela (CID 485, 486 e 482), verifica-se que este conjunto foi respons&aacute;vel    pela segunda causa de interna&ccedil;&otilde;es hospitalares entre idosos, contribuindo    com 6,8% das interna&ccedil;&otilde;es (n = 68.813). Entre as mulheres, as principais    causas de interna&ccedil;&otilde;es foram insufici&ecirc;ncia card&iacute;aca    (13,9%), oclus&atilde;o das art&eacute;rias cerebrais (4,8%), obstru&ccedil;&atilde;o    cr&ocirc;nica das vias respirat&oacute;rias (4,6%), hipertens&atilde;o essencial    (4,0%) e infec&ccedil;&otilde;es intestinais mal definidas (3,9%). Como verificado    para os homens, somando-se as broncopneumonias e as pneumonias listadas nesta    tabela (CID 485, 486 e 482), estas se tornam a segunda causa de interna&ccedil;&otilde;es    hospitalares entre idosas, constituindo 7,3% do total das interna&ccedil;&otilde;es    (n=75.807).</font></p>     <p><a name="tab8"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n1/1a03t8.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><font size="3">Discuss&atilde;o</font></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O presente trabalho constitui um primeiro esfor&ccedil;o    para realizar de forma sistem&aacute;tica o diagn&oacute;stico de sa&uacute;de    da popula&ccedil;&atilde;o idosa brasileira, utilizando-se informa&ccedil;&otilde;es    existentes nos grandes bancos de dados nacionais sobre mortalidade e interna&ccedil;&otilde;es    hospitalares. As vantagens de estudos como este s&atilde;o o seu baixo custo,    a possibilidade de infer&ecirc;ncia para o pa&iacute;s e compara&ccedil;&otilde;es    ao longo do tempo. Por outro lado, estudos deste tipo s&atilde;o limitados &agrave;s    informa&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis e &agrave; qualidade destas informa&ccedil;&otilde;es.    Entre as limita&ccedil;&otilde;es podemos destacar: 1) subenumera&ccedil;&atilde;o    de &oacute;bitos diferencial entre as regi&otilde;es do pa&iacute;s, 2) aus&ecirc;ncia    de um denominador adequado para o c&aacute;lculo das taxas de interna&ccedil;&otilde;es    hospitalares p&uacute;blicas, uma vez que a cobertura do SUS n&atilde;o &eacute;    completa e 3) grande propor&ccedil;&atilde;o de &oacute;bitos por causas mal    definidas, sobretudo nas Regi&otilde;es Norte e Nordeste do Brasil. Apesar dessas    limita&ccedil;&otilde;es, os resultados do presente trabalho mostram consist&ecirc;ncia    interna e coer&ecirc;ncia com os conhecimentos existentes sobre a popula&ccedil;&atilde;o    idosa, refor&ccedil;ando a necessidade de maior utiliza&ccedil;&atilde;o das    informa&ccedil;&otilde;es existentes no Brasil sobre esta popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Durante todo o per&iacute;odo considerado verificaram-se    maior taxa de mortalidade entre homens do que entre mulheres e aumento progressivo    das taxas de mortalidade com o crescimento da idade. Esses resultados foram    obtidos de forma consistente em todas as regi&otilde;es brasileiras e s&atilde;o    semelhantes aos observados em outros pa&iacute;ses.<sup>17</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">As Na&ccedil;&otilde;es Unidas e a Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial de Sa&uacute;de t&ecirc;m chamado a aten&ccedil;&atilde;o para o crescimento    acelerado do grupo dos idosos mais velhos (80+ anos de idade) no mundo, que    aumentou de 27 milh&otilde;es para 66 milh&otilde;es, entre 1970 e 1998, e estima-se    que dever&aacute; atingir 370 milh&otilde;es em 2050.<sup>18</sup> Este crescimento &eacute;    devido: 1) a redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade nas faixas et&aacute;rias    anteriores, 2) o aumento da esperan&ccedil;a de vida dos octagen&aacute;rios,    com uma propor&ccedil;&atilde;o cada vez maior chegando aos 90 anos e 3) o crescimento    tamb&eacute;m dos centen&aacute;rios. As taxas de mortalidade brasileiras apontam    para a redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade dos idosos mais velhos: entre 1980    e 1996, as taxas de mortalidade diminu&iacute;ram 3,7% entre homens com 60-69    anos de idade, 12,9% entre aqueles com 70-79 anos e 13,4% entre aqueles com    80+ anos de idade; entre as mulheres, as redu&ccedil;&otilde;es correspondentes    foram ainda mais acentuadas (7,6, 18,9 e 14,7%, respectivamente).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A propor&ccedil;&atilde;o de &oacute;bitos por    causas mal definidas &eacute; um reflexo da falta de assist&ecirc;ncia m&eacute;dica    e da dificuldade para se estabelecer uma causa b&aacute;sica de &oacute;bito    nos idosos. No Brasil, dos 130.000 &oacute;bitos entre idosos classificados    como por sintomas, sinais e achados anormais cl&iacute;nicos e laboratoriais    no ano de 1996, 65% ocorreram sem assist&ecirc;ncia m&eacute;dica, 2% devido    a senilidade e nos casos restantes foram encontradas altera&ccedil;&otilde;es    cl&iacute;nicas e laboratoriais mas n&atilde;o se estabeleceu um diagn&oacute;stico    definitivo.<sup>12</sup> No presente trabalho, a mortalidade proporcional por causas mal    definidas aumentou com a idade, tendo sido mais baixa na faixa de 60-69 anos    e mais alta na de 80+ anos de idade em todos os anos considerados. Al&eacute;m    disso, entre 1980, 1991 e 1996, verificou-se uma redu&ccedil;&atilde;o progressiva    da mortalidade proporcional por causas mal definidas nas faixas et&aacute;rias    de 60-69 e 70-79 anos, mas n&atilde;o na de 80+; nesta &uacute;ltima, a redu&ccedil;&atilde;o    s&oacute; foi verificada em 1996.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A exist&ecirc;ncia de maior dificuldade para    determinar a causa do &oacute;bito em pacientes mais velhos tem sido confirmada    em diversos trabalhos. Num estudo realizado na Su&eacute;cia, comparando causas    registradas no atestado de &oacute;bito com resultados de aut&oacute;psias,    verificou-se que os dois fatores mais importantes associados ao erro diagn&oacute;stico    eram a idade avan&ccedil;ada (acima de 70 anos) e a incerteza do diagn&oacute;stico    pr&eacute;vio;<sup>19</sup> 43% das causas b&aacute;sicas de &oacute;bito estavam    erradas nos indiv&iacute;duos com mais de 70 anos, sem considerar os casos classificados    como &oacute;bitos por causas mal definidas. Em outro trabalho, comparando causas    registradas no atestado de &oacute;bito com resultados de 2.000 aut&oacute;psias    nos Estados Unidos, observou-se um aumento gradual com a idade nas discrep&acirc;ncias    entre as causas de &oacute;bito registradas no atestado e aquelas obtidas por    aut&oacute;psia.<sup>20</sup> A explica&ccedil;&atilde;o para esta dificuldade    parece estar na influ&ecirc;ncia da idade na express&atilde;o cl&iacute;nica    dos sinais e sintomas diagn&oacute;sticos e na presen&ccedil;a freq&uuml;ente    de m&uacute;ltiplas doen&ccedil;as no idoso.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Durante todo o per&iacute;odo estudado, as doen&ccedil;as    do aparelho circulat&oacute;rio ocuparam o primeiro lugar entre as causas de    mortalidade dos idosos brasileiros, aumentando de forma acentuada com a idade.    Estes resultados s&atilde;o consistentes com o observado recentemente para a    popula&ccedil;&atilde;o americana.<sup>21</sup> As principais causas de &oacute;bito por    doen&ccedil;as do aparelho circulat&oacute;rio entre homens e mulheres idosos    no ano de 1996 foram doen&ccedil;as cerebrovasculares e doen&ccedil;as isqu&ecirc;micas    do cora&ccedil;&atilde;o. A mortalidade por essas causas pode ser devida, pelo    menos em parte, &agrave; presen&ccedil;a de fatores de risco modific&aacute;veis    como o fumo, inatividade f&iacute;sica, obesidade, dislipidemia e controle inadequado    da hipertens&atilde;o e do diabete.<sup>21,22</sup> Programas de promo&ccedil;&atilde;o    da sa&uacute;de e visando &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o e tratamento    adequado de indiv&iacute;duos hipertensos e diab&eacute;ticos podem contribuir    para a redu&ccedil;&atilde;o dessas causas de mortalidade e melhoria da qualidade    de vida entre os idosos.<sup>23,24</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As neoplasias malignas constitu&iacute;ram o    segundo grupo de causas de morte de idosos brasileiros, da mesma forma que o    observado nos Estados Unidos.<sup>21</sup> Para o conjunto do Brasil, entre 1980 e 1996,    as taxas de mortalidade por neoplasias aumentaram mais entre homens (principalmente    entre os mais velhos) do que entre mulheres. &Eacute; interessante observar    que entre as quatro principais causas de morte por neoplasias malignas entre    idosos, as primeiras (traqu&eacute;ia, br&ocirc;nquios e pulm&otilde;es) podem    ser prevenidas atrav&eacute;s de mudan&ccedil;as de h&aacute;bitos ao longo    da vida (exposi&ccedil;&atilde;o ao tabaco). As duas seguintes (pr&oacute;stata    e mama) podem ser reduzidas atrav&eacute;s de identifica&ccedil;&atilde;o e    tratamento precoce de doentes. Se medidas de preven&ccedil;&atilde;o n&atilde;o    s&atilde;o implementadas, a tend&ecirc;ncia &eacute; que ocorra aumento destes    tipos de c&acirc;ncer na popula&ccedil;&atilde;o idosa.<sup>24,25,26</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O terceiro grande grupo de causa de morte entre    os idosos foram as doen&ccedil;as do aparelho respirat&oacute;rio. Entre estas,    as doen&ccedil;as pulmonares obstrutivas cr&ocirc;nicas e as pneumonias foram    as mais freq&uuml;entes em ambos os sexos. Vale salientar que as doen&ccedil;as    do aparelho respirat&oacute;rio acometeram mais os homens e apresentaram uma    tend&ecirc;ncia progressivamente crescente no pa&iacute;s entre 1980 e 1996.    Medidas preventivas e de promo&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de, como    a vacina&ccedil;&atilde;o contra pneumonia (recentemente introduzida no pa&iacute;s)    e a redu&ccedil;&atilde;o do tabagismo, podem contribuir para reduzir a morbi-mortalidade    por essas causas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; importante salientar que as causas externas    foram a causa b&aacute;sica de &oacute;bito de 12.967 idosos brasileiros (67%    dos quais eram homens) e a desnutri&ccedil;&atilde;o foi a causa b&aacute;sica    de &oacute;bito de 2.818 idosos no mesmo ano. Maiores investiga&ccedil;&otilde;es    sobre estes &oacute;bitos s&atilde;o necess&aacute;rias para a identifica&ccedil;&atilde;o    das suas causas e poss&iacute;veis formas de preven&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As doen&ccedil;as infecciosas e parasit&aacute;rias    foram, respectivamente, a s&eacute;tima e sexta maiores causas de morte entre    homens e mulheres idosas no pa&iacute;s em 1996. Entre estas, septicemia foi    a causa mais freq&uuml;ente, seguida pela doen&ccedil;a de Chagas. Existem fortes    ind&iacute;cios de que a transmiss&atilde;o da doen&ccedil;a de Chagas foi drasticamente    reduzida no Brasil e mesmo interrompida em diversas &aacute;reas end&ecirc;micas.<sup>27</sup>    Desta forma, a mortalidade de idosos por doen&ccedil;a de Chagas &eacute; devida    a um efeito de coorte, conseq&uuml;&ecirc;ncia da exposi&ccedil;&atilde;o no    passado &agrave; infec&ccedil;&atilde;o pelo <i>Trypanosoma cruzi</i>. A presen&ccedil;a    da doen&ccedil;a de Chagas como uma das importantes causas de morte entre idosos    brasileiros indica que as conseq&uuml;&ecirc;ncias da infec&ccedil;&atilde;o    ainda est&atilde;o presentes para uma parcela desta popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Uma importante limita&ccedil;&atilde;o para a    interpreta&ccedil;&atilde;o das tend&ecirc;ncias das causas de mortalidade no    Brasil, entre 1980, 1991 e 1996, refere-se &agrave; introdu&ccedil;&atilde;o    da CID-10 neste &uacute;ltimo ano (em 1980 e 1991 era adotada a CID-9). Ainda    n&atilde;o sabemos o impacto da ado&ccedil;&atilde;o da CID-10 sobre os grandes    grupos de causa de mortalidade, uma vez que, pelo nosso conhecimento, ainda    n&atilde;o existem estudos sistem&aacute;ticos sobre o tema. Recentemente, no    Rio Grande do Sul, Grassi <i>&amp;</i> Laurenti<sup>28</sup> verificaram que    a introdu&ccedil;&atilde;o da CID-10, em compara&ccedil;&atilde;o &agrave; CID-9,    aumentou o n&uacute;mero de doen&ccedil;as classificadas no cap&iacute;tulo    de Doen&ccedil;as Infecciosas e Parasit&aacute;rias. No presente trabalho, entre    1980 e 1996, verificaram-se a diminui&ccedil;&atilde;o das taxas de mortalidade    por doen&ccedil;as do aparelho circulat&oacute;rio em homens e mulheres, o aumento    das taxas de mortalidade por neoplasias entre os homens e o aumento das taxas    de mortalidade por doen&ccedil;as do aparelho respirat&oacute;rio em ambos os    sexos. As mesmas tend&ecirc;ncias j&aacute; haviam sido observadas entre 1980    e 1991, sugerindo que esta evolu&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; devida    a artefato estat&iacute;stico pela introdu&ccedil;&atilde;o da CID-10. Um outro    aspecto que merece ser considerado na interpreta&ccedil;&atilde;o desses resultados    &eacute; a redu&ccedil;&atilde;o dos &oacute;bitos classificados como por sintomas,    sinais e afec&ccedil;&otilde;es mal definidas (CID-9) e por sintomas, sinais    e achados anormais ao exame cl&iacute;nico e laboratorial (CID-10) durante o    per&iacute;odo considerado. As conseq&uuml;&ecirc;ncias desta redu&ccedil;&atilde;o    sobre as causas de mortalidade no Brasil tamb&eacute;m ainda n&atilde;o s&atilde;o    conhecidas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As principais causas de interna&ccedil;&otilde;es    hospitalares entre idosos foram as doen&ccedil;as do aparelho circulat&oacute;rio    e as doen&ccedil;as do aparelho respirat&oacute;rio, correspondendo de forma    consistente a cerca da metade das interna&ccedil;&otilde;es hospitalares nos    tr&ecirc;s anos considerados (1995, 1996 e 1997). A an&aacute;lise destes dados    com maior n&iacute;vel de desagrega&ccedil;&atilde;o mostra que a insufici&ecirc;ncia    card&iacute;aca (13,3% das interna&ccedil;&otilde;es entre homens e 13,9% entre    mulheres) e as broncopneumonias e/ou pneumonias (6,8% entre homens e 7,3% entre    mulheres) constitu&iacute;ram a primeira e a segunda principais causas de interna&ccedil;&otilde;es    hospitalares entre idosos no pa&iacute;s, em 1996.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Trabalhos recentes t&ecirc;m demonstrado que    o coeficiente de hospitaliza&ccedil;&atilde;o (n&uacute;mero de hospitaliza&ccedil;&otilde;es    dividido pelo n&uacute;mero de habitantes), o &iacute;ndice de hospitaliza&ccedil;&atilde;o    (n&uacute;mero de dias de hospitaliza&ccedil;&atilde;o consumido por habitante    e ano) e o &iacute;ndice de custo de hospitaliza&ccedil;&otilde;es do SUS (custo    de hospitaliza&ccedil;&atilde;o consumido por habitante) s&atilde;o mais altos    para a faixa de 60+ anos do que para qualquer outra faixa et&aacute;ria da popula&ccedil;&atilde;o    brasileira. Observou-se tamb&eacute;m que o &iacute;ndice de hospitaliza&ccedil;&atilde;o    e o &iacute;ndice de custo hospitalar aumentavam progressivamente ap&oacute;s    os 60 anos de idade e que a ocorr&ecirc;ncia de reinterna&ccedil;&otilde;es    entre os idosos &eacute; cinco vezes maior do que na faixa et&aacute;ria de    15-59 anos.<sup>29,30</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os resultados do presente trabalho s&atilde;o    consistentes com essas observa&ccedil;&otilde;es. Verificou-se que os gastos    proporcionais do SUS com as interna&ccedil;&otilde;es hospitalares de idosos    (gastos em d&oacute;lares americanos na faixa et&aacute;ria dividido pelo total    de gastos no local e ano) foram superiores a 17% em todas as regi&otilde;es    brasileiras, exceto na Regi&atilde;o Norte. Nas Regi&otilde;es Sudeste e Sul    os gastos com idosos foram superiores a 25% durante o per&iacute;odo estudado.    A raz&atilde;o entre o custo proporcional das interna&ccedil;&otilde;es hospitalares    em rela&ccedil;&atilde;o ao tamanho da popula&ccedil;&atilde;o aumentou progressivamente    com a idade: 2,3, 3,4 e 4,3 nas faixas et&aacute;rias de 60-69, 70-79 e 80+    anos de idade, respectivamente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O envelhecimento tem sido associado a uma preval&ecirc;ncia    aumentada de doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas, incapacidade e morte. Pesquisas    recentes indicam que doen&ccedil;as e limita&ccedil;&otilde;es n&atilde;o s&atilde;o    conseq&uuml;encias inevit&aacute;veis do envelhecimento e que o uso de servi&ccedil;os    preventivos, elimina&ccedil;&atilde;o de fatores de risco e ado&ccedil;&atilde;o    de h&aacute;bitos de vida saud&aacute;veis s&atilde;o importantes determinantes    do envelhecimento saud&aacute;vel.<sup>23,24,25,26,31</sup> Os resultados do presente trabalho    mostram que parte expressiva das causas de morbi-mortalidade entre idosos brasileiros    poderia ser reduzida atrav&eacute;s de programas de preven&ccedil;&atilde;o,    promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de ou tratamento adequado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Al&eacute;m disso, a an&aacute;lise das informa&ccedil;&otilde;es    existentes nos grandes bancos de dados nacionais sobre interna&ccedil;&otilde;es    hospitalares mostram que o envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o brasileira    n&atilde;o pode ser encarado somente em termos do n&uacute;mero absoluto ou    relativo da popula&ccedil;&atilde;o idosa ou das repercuss&otilde;es desse aumento    para a previd&ecirc;ncia social. As demandas desta popula&ccedil;&atilde;o por    assist&ecirc;ncia m&eacute;dica j&aacute; s&atilde;o t&atilde;o expressivas    que o atendimento &agrave; popula&ccedil;&atilde;o idosa j&aacute; responde    por 23% dos gastos p&uacute;blicos com interna&ccedil;&otilde;es hospitalares    do tipo 1 no pa&iacute;s.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">S&atilde;o necess&aacute;rias investiga&ccedil;&otilde;es    mais profundas sobre as condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o    idosa, suas demandas por aten&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o &agrave;    sa&uacute;de e o montante necess&aacute;rio para atender a essas demandas. Pol&iacute;ticas    para promover a sa&uacute;de do idoso e garantir um atendimento adequado de    suas demandas n&atilde;o s&atilde;o perspectivas para o futuro, mas sim uma    necessidade j&aacute; presente no pa&iacute;s.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Population ageing:    a public health challenge. Geneva: 1998. Fact Sheet n.135.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. IBGE. Censo Demogr&aacute;fico de 1980. Rio    de Janeiro: 1989.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. IBGE. Contagem da popula&ccedil;&atilde;o    1996. Rio de Janeiro: 1997.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. Moreira MM. O envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o    brasileira em n&iacute;vel regional: 1940-2050. In: Anais do XI Encontro Nacional    de Estudos Populacionais da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Estudos Populacionais;    1998; Caxambu. Belo Horizonte: ABEP; 1998. p.3.103-124.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. Ramos LR. Growing old in S&atilde;o Paulo,    Brazil: assessment of health status and social support of elderly people from    different socio-economic strata living in the community &#91;PhD Thesis&#93; London:    University of London;1987.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6. Veras R. A survey of the health of elderly    people in Rio de Janeiro, Brazil &#91;PhD Thesis&#93; London: University of London;    1992.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7. Ramos LR, Rosa TE, Oliveira ZM, Medina MC,    Santos FR. Perfil do idoso em &aacute;rea metropolitana na regi&atilde;o sudeste    do Brasil: resultado de inqu&eacute;rito domiciliar. Revista de Sa&uacute;de    P&uacute;blica 1993; 27 : 87-94.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8. Ramos LR, Toniolo J, Cendoroglo MS e cols.    Two-year follow-up study of elderly residents in S.Paulo, Brazil: methodology    and preliminary results. Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1998; 32 : 397-407.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9. Coelho Filho JM, Ramos LR. Epidemiologia do    envelhecimento no nordeste do Brasil: resultados de inqu&eacute;rito domiciliar.    Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1999; 33 : 445-453.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10. Lima e Costa MFFL, Uch&ocirc;a E, Guerra    HL, Firmo JOA, Vidigal PG, Barreto SM.The Bambui Health and Ageing Study (BHAS).    Methodological approach and preliminary results of a population-based cohort    study of the elderly in Brazil. Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica 2000;    34(2) : 126-135. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11.IBGE. Censo Demogr&aacute;fico de 1991. Rio    de Janeiro: 1992.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">12. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria    de Inform&aacute;tica. Departamento de Inform&aacute;tica do Sistema &Uacute;nico    de Sa&uacute;de. Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade (SIM),    1979-1996. &#91;CD ROM&#93;. Bras&iacute;lia: 1998.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">13. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria    de Inform&aacute;tica. Departamento de Inform&aacute;tica do Sistema &Uacute;nico    de Sa&uacute;de. Movimento de Autoriza&ccedil;&otilde;es de Interna&ccedil;&otilde;es    Hospitalares, 1995-1997. &#91;CD ROM&#93;. Bras&iacute;lia: 1998.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">14. OMS. Centro da OMS para Classifica&ccedil;&atilde;o    de Doen&ccedil;as em Portugu&ecirc;s. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Universidade    de S&atilde;o Paulo. Organiza&ccedil;&atilde;o Pan Americana da Sa&uacute;de.    Manual da Classifica&ccedil;&atilde;o Estat&iacute;stica Internacional de Doen&ccedil;as    Les&otilde;es e Causas de &Oacute;bito. Nona Revis&atilde;o. Vol. I. S&atilde;o    Paulo: 1978.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">15. OMS. Centro da OMS para Classifica&ccedil;&atilde;o    de Doen&ccedil;as em Portugu&ecirc;s. Universidade de S&atilde;o Paulo. Manual    da Classifica&ccedil;&atilde;o Estat&iacute;stica Internacional de Doen&ccedil;as    Les&otilde;es e Causas de &Oacute;bito. D&eacute;cima Revis&atilde;o. Vol. I.    S&atilde;o Paulo: EDUSP; 1993.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">16. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Indicadores    e dados b&aacute;sicos Brasil, 1997. &#91;online&#93;. Bras&iacute;lia: 1997.    Dispon&iacute;vel na Internet: <a href="http://www.datasus.gov.br/">http://www.datasus.gov.br/cgi/idb97/    demog/a12.htm</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">17. Omran A R. The epidemiological transition.    A theory of the Epidemiology of population change. Milbank Memorial Fund Quarterly    1971; 272 : 1741-1748.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">18. UNITED NATIONS. Revision of the World Population    The oldest old. Estimates and Projections. Population Division, Department of    Economic and Social Affairs, 1998. New York, USA.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">19.Britton M. Diagnostic errors discovered at    autopsy. Acta Medica Scandinavica 1974; 196 : 203-210.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">20. Battle RM, Pathak D, Humble CG, Key CR, Vanatta    PR, Hill RB, Anderson R E. Factors influencing discrepancies between premorten    and postmorten diagnoses. 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O envelhecimento populacional brasileiro e o setor sa&uacute;de. Arquivos    de Geriatria e Gerontologia 1996; 0 : 81-89.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">30. Silvestre JA. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.    &Aacute;rea t&eacute;cnica de sa&uacute;de do idoso, 1999. Bras&iacute;lia;    (mimeo).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">31. Blakman DK, Kamimoto LA, Smith SM. Overview:    surveillance for selected public health indicators affecting older adults-United    States. Morbidity and Mortality Weekly Report 1999; 48 : 1-6.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/iesus/v9n1/seta.gif" border="0"></a>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:    <br>   </b>Laborat&oacute;rio de Epidemiologia e Antropologia,    <br>   Centro de Pesquisas Ren&eacute; Rachou,    <br>   Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz.    <br>   Av. Augusto de Lima, 1715 - Belo Horizonte/MG    <br>   CEP: 30.190-002    <br>   E-mail:<a href="mailto:costa@cpqrr.fiocruz.br">costa@cpqrr.fiocruz.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>WORLD HEALTH ORGANIZATION</collab>
<source><![CDATA[Population ageing: a public health challenge]]></source>
<year>1998</year>
<page-range>135</page-range><publisher-loc><![CDATA[Geneva ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Fact Sheet]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
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<label>2</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>IBGE</collab>
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