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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Desigualdades socioespaciais e mortes precoces de adultos na Região Centro-Sul do município de Belo Horizonte em 1996]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Aiming at studying the differential mortality among adults in Belo Horizonte, deaths of both, men and women, aged 20 to 69 living in the Center-South region of the city were analyzed. Standardized mortality rates as well as the Potential Years of Life Lost (PYLL) and the standardized risk ratio were calculated for the local population according to their place of residence, whether districts or slums, and underlying cause of death. The three main causes of death were cardiovascular diseases, neoplasms and external causes for both, the Center- South region and the city of Belo Horizonte. Howevel, the risks of death by these diseases were higher in slums as compared to the districts: 3.0 times for cardiovascular diseases, 1.4 for neoplasms and 3.1 for external causes. Concerning the PYLL, external causes were observed to be important causes of early deaths. The greater mortality risk by chronic-degenerative diseases and external causes among the slum population indicates important social differences in health. It is concluded that the involvement of the State and of the civil society is needed in a multidisciplinary approach, not only to face violent deaths but also to search for solutions that may lead to changes in the social and economic structure in order to minimize social inequalities.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font size="2" face="Verdana"><b><font size="4"><a name="topo"></a>Desigualdades    socioespaciais e mortes precoces de adultos na Regi&atilde;o Centro-Sul do munic&iacute;pio    de Belo Horizonte em 1996</font></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Social inequalities and early deaths of adults    of the Center-South Region of the city of Belo Horizonte in 1996</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Lenice Harumi Ishitani<sup>I</sup>; Elisabeth    Fran&ccedil;a<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>N&uacute;cleo de Epidemiologia/DISACS/Secretaria    Municipal de Sa&uacute;de de Belo Horizonte    <br>   <sup>II</sup>Grupo de Estudos em Epidemiologia/DMPS/Faculdade de Medicina/UFMG</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1">     <p><b><font size="2" face="Verdana">RESUMO</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Com o objetivo de estudar a mortalidade diferencial    de adultos de Belo Horizonte, foram analisados os &oacute;bitos referentes a    homens e mulheres de 20 a 69 anos, residentes na regi&atilde;o Centro-Sul do    munic&iacute;pio. Calcularam-se as taxas de mortalidade padronizadas, os anos    potenciais de vida perdidos (APVP) e o &iacute;ndice raz&atilde;o de risco padronizado    (RRP) para a popula&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o, segundo resid&ecirc;ncia    em bairros e favelas e causas b&aacute;sicas de &oacute;bito. Tanto na regi&atilde;o    como no munic&iacute;pio de Belo Horizonte, as tr&ecirc;s principais causas    de &oacute;bito foram as doen&ccedil;as cardiovasculares, as neoplasias e as    causas externas. Entretanto, o risco de morrer por essas doen&ccedil;as foi    maior em favelas que em bairros: 3,0 vezes para as doen&ccedil;as cardiovasculares,    1,4 para as neoplasias e 3,1 para as causas externas. Em rela&ccedil;&atilde;o    ao APVP, observou-se que as causas externas foram importantes causas de mortes    precoces. O maior risco de mortalidade por doen&ccedil;as cr&ocirc;nico-degenerativas    e causas externas na popula&ccedil;&atilde;o favelada evidencia importantes    diferen&ccedil;as sociais em sa&uacute;de. Conclui-se que &eacute; preciso o    envolvimento do Estado e da sociedade civil, numa perspectiva multidisciplinar,    tanto para enfrentar as mortes violentas, quanto tamb&eacute;m para buscar solu&ccedil;&otilde;es    que provoquem mudan&ccedil;as na estrutura social e econ&ocirc;mica para amenizar    as desigualdades sociais<i>.</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-Chave:</b> Mortalidade; Adultos;    Desigualdade.</font></p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Aiming at studying the differential mortality    among adults in Belo Horizonte, deaths of both, me&raquo; and women, aged 20    to 69 living in the Center-South region of the city were analyzed. Standardized    mortality rates as well as the Potential Years of Life Lost (PYLL) and the standardized    risk ratio were calculated for the local population according to their place    of residence, whether districts or slums, and underlying cause of death. The    three main causes of death were cardiovascular diseases, neoplasms and external    causes for both, the Center- South region and the city of Belo Horizonte. Howevel:;    the risks of death by these diseases were higher in slums as compared to the    districts: 3.0 times for cardiovascular diseases, 1.4 for neoplasms and 3.1    for external causes. Concerning the PYLL, external causes were observed to be    important causes of early deaths. The greater mortality risk by chronic-degenerative    diseases and external causes among the slum population indicates important social    differences in health. It is concluded that the involvement of the State and    of the civil society is needed in a multidisciplinary approach, not only to    face violent deaths but also to search for solutions that may lead to changes    in the social and economic structure in order to minimize social inequalities.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key Words:</b> Mortality; Adults; Inequality.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> As estat&iacute;sticas de mortalidade constituem    medidas valiosas das condi&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas e de sa&uacute;de    das popula&ccedil;&otilde;es, por permitirem a identifica&ccedil;&atilde;o de    grupos de maior risco, bem como orientarem a implanta&ccedil;&atilde;o de projetos    especiais de sa&uacute;de.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Durante as &uacute;ltimas d&eacute;cadas, observou-se    uma diminui&ccedil;&atilde;o da fecundidade em todo o Brasil. Tal redu&ccedil;&atilde;o,    associada &agrave; queda da mortalidade geral e da mortalidade infantil, resultou    no aumento da esperan&ccedil;a de vida ao nascer e no envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o    brasileira.<sup>2</sup> Com essa altera&ccedil;&atilde;o do quadro demogr&aacute;fico,    aumentou a relev&acirc;ncia das doen&ccedil;as cr&ocirc;nico-degenerativas (representadas    principalmente pelas doen&ccedil;as cardiovasculares e neoplasias) e das causas    externas entre as causas de morte. Assim, no final da d&eacute;cada de 80, as    doen&ccedil;as cardiovasculares, as mortes violentas e as neoplasias representavam    as tr&ecirc;s principais causas de morte no Brasil.<sup>3</sup> Entretanto,    a redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade tem ocorrido de forma diferenciada, sendo    maior para segmentos de melhor n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico, com conseq&uuml;ente    aumento da desigualdade na mortalidade.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">V&aacute;rios estudos t&ecirc;m demonstrado uma    clara associa&ccedil;&atilde;o entre o n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico e o    risco de adoecer e morrer. Esses estudos t&ecirc;m conclu&iacute;do que, quanto    pior a situa&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica de uma popula&ccedil;&atilde;o,    maior a mortalidade. Indicam, ainda, que o aumento da esperan&ccedil;a de vida    &eacute; maior no grupo socioecon&ocirc;mico mais alto.<sup>5.6.7.8.9</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Uma das formas de mensura&ccedil;&atilde;o da    desigualdade social &eacute; a divis&atilde;o de um espa&ccedil;o urbano em    bairros e favelas. Para Oliveira,<sup>10</sup> &quot;bairro&quot; significa uma divis&atilde;o    de uma cidade para fins administrativos e &quot;favelas&quot; significa bairro    pobre, sem os necess&aacute;rios requisitos higi&ecirc;nicos, nas quais os moradores    s&atilde;o geralmente os construtores de suas casas ou barracos. Pode-se, ent&atilde;o,    supor que os residentes em favelas possuem menor acesso &agrave;s facilidades    urbanas e pertencem ao grupo cujas condi&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas    de sa&uacute;de e educa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o prec&aacute;rias. No munic&iacute;pio    do Rio de Janeiro, Szwarcwald et al.<sup>8</sup> demonstraram que &aacute;reas com maior    densidade de moradores em aglomerados subnormais (favelas) apresentavam as piores    condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de (maiores taxas de mortalidade infantil    e de homic&iacute;dios). E ainda acrescentam que &quot;se a pobreza est&aacute;    concentrada espacialmente, qualquer coisa relacionada &agrave; pobreza tamb&eacute;m    o ser&aacute;&quot;.<sup>8</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Considerando que as estat&iacute;sticas de rotina    ocultam diferenciais importantes na popula&ccedil;&atilde;o, as an&aacute;lises    espacialmente desagregadas s&atilde;o fundamentais, pois podem conduzir a interven&ccedil;&otilde;es    espec&iacute;ficas para os diversos territ&oacute;rios.<sup>11</sup> Como evidenciar diferenciais    de mortalidade de segmentos populacionais &eacute; uma forma de dimensionar    as desigualdades sociais e, considerando que as doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas    n&atilde;o transmiss&iacute;veis tamb&eacute;m distribuem-se de forma n&atilde;o    homog&ecirc;nea, com 75% dos casos ocorrendo entre os 15 e os 65 anos de idade,<sup>12</sup>    o presente trabalho prop&otilde;e-se a analisar a mortalidade de adultos da    popula&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o Centro-Sul do munic&iacute;pio de Belo    Horizonte, estratificada segundo resid&ecirc;ncia em bairros e favelas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Selecionou-se a regional Centro-Sul, situada    na regi&atilde;o central de Belo Horizonte, em uma das &aacute;reas mais valorizadas    do munic&iacute;pio, com diferencial socioecon&ocirc;mico bem determinado espacialmente    e popula&ccedil;&atilde;o estimada de 250.000 habitantes. Esta regional &eacute;    caracterizada por marcantes contrastes sociais: de um lado, 80% de sua popula&ccedil;&atilde;o    reside em bairros, com melhor acesso &agrave;s facilidades urbanas e, de outro,    20% reside em favelas, vivendo em condi&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas    e sanit&aacute;rias prec&aacute;rias.<sup>13</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os dados de popula&ccedil;&atilde;o utilizados    foram os do censo de 1996. Considerou-se para estudo a. distribui&ccedil;&atilde;o    em &aacute;rea de bairros e favelas utilizada pelo Distrito Sanit&aacute;rio    Centro-Sul, feita ap&oacute;s v&aacute;rias oficinas de reconhecimento e levantamento    de campo das condi&ccedil;&otilde;es sanit&aacute;rias, demogr&aacute;ficas,    culturais e de sa&uacute;de. &Aacute;rea de bairros compreende aquela urbanizada    com adequada infra-estrutura, onde reside uma popula&ccedil;&atilde;o de alto    poder aquisitivo do munic&iacute;pio e &aacute;rea de favelas corresponde aos    aglomerados subnormais da Funda&ccedil;&atilde;o Instituto Brasileiro de Geografia    e Estat&iacute;stica (IBGE), ou seja, &aacute;reas n&atilde;o urbanizadas, com    infra-estrutura deficiente ou inexistente, ocupadas principalmente por uma popula&ccedil;&atilde;o    de baixa renda.<sup>13</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As informa&ccedil;&otilde;es relativas aos &oacute;bitos    foram obtidas da base de dados do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre    Mortalidade -SIM/Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, processadas no N&uacute;cleo    de Epidemiologia do Distrito Sanit&aacute;rio Centro-Sul (DISACS/PBH). Os dados    foram complementados por busca ativa na Funda&ccedil;&atilde;o Jo&atilde;o Pinheiro,    de Minas Gerais, para o resgate de informa&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o    constavam no banco de dados do SIM/QISACS/PBH. Selecionaram-se informa&ccedil;&otilde;es    relativas ao ano de 1996, de residentes na regional Centro-Sul de Belo Horizonte,    na faixa et&aacute;ria de 20 a 69 anos de idade.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">As causas de &oacute;bito informadas no atestado    m&eacute;dico da declara&ccedil;&atilde;o de &oacute;bito foram codificadas    segundo a D&eacute;cima Revis&atilde;o da Classifica&ccedil;&atilde;o Estat&iacute;stica    Internacional de Doen&ccedil;as e Problemas Relacionados &agrave; Sa&uacute;de<sup>14</sup>    na Funda&ccedil;&atilde;o Jo&atilde;o Pinheiro (FJP) que, nessa &eacute;poca,    era respons&aacute;vel pela codifica&ccedil;&atilde;o das declara&ccedil;&otilde;es    de &oacute;bito do Estado de Minas Gerais. Ap&oacute;s a codifica&ccedil;&atilde;o,    todas as causas mencionadas de &oacute;bito foram digitadas no programa Sistema    de Sele&ccedil;&atilde;o de Causa B&aacute;sica (SCB 10<sup>a</sup> revis&atilde;o), programa    compat&iacute;vel com o SIM e desenvolvido pelo DATASUS, com o apoio do Centro    Brasileiro de Classifica&ccedil;&atilde;o de Doen&ccedil;as (CBCD) e do Centro    Nacional de Epidemiologia (CENEPI). Este programa procede &agrave; sele&ccedil;&atilde;o    da causa b&aacute;sica de &oacute;bito, padronizando a utiliza&ccedil;&atilde;o    das regras de classifica&ccedil;&atilde;o das causas, segundo a CID- 10.<sup>15</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As causas foram analisadas segundo o conceito    de causa b&aacute;sica de morte, em rela&ccedil;&atilde;o ao local de resid&ecirc;ncia,    se &aacute;rea de bairros ou favelas. Os diagn&oacute;sticos mencionados nos    atestados m&eacute;dicos foram agrupados segundo Cap&iacute;tulos da CID-10    e a Lista Brasileira para Mortalidade (CID-BR). A CID-BR, elaborada em 1980    pela Divis&atilde;o Nacional de Epidemiologia e CBCD, &eacute; uma lista tabular    resumida que leva em conta as causas de &oacute;bito mais relevantes no quadro    nosol&oacute;gico brasileiro, padronizando a apresenta&ccedil;&atilde;o dos    dados.<sup>16</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Alguns agrupamentos da CID-BR foram analisados    para as doen&ccedil;as cr&ocirc;nico-degenerativas, n&atilde;o-infecciosas ou    cr&ocirc;nicas nao-transmiss&iacute;veis que s&atilde;o, segundo Lessa,<sup>12</sup>    terminologias utilizadas para definir grupos de patologias caracterizados pela    n&atilde;o-transmissibilidade, pelo longo curso cl&iacute;nico, pela irreversibilidade    e, em sua maioria, pela aus&ecirc;ncia de microorganismos no modelo epidemiol&oacute;gico.    As doen&ccedil;as cr&ocirc;nico-degenerativas selecionadas e os c&oacute;digos    da CID-10 correspondentes foram: neoplasia maligna da traqu&eacute;ia, dos br&ocirc;nquios    e dos pulm&otilde;es (C33-C34), neoplasia maligna do est&ocirc;mago (CI6), neoplasia    maligna de c&oacute;lon, reto e &acirc;nus (C 18-C21), doen&ccedil;as hipertensivas    (I10-I15), doen&ccedil;as cerebrovasculares (I60-I69), doen&ccedil;as isqu&ecirc;micas    do cora&ccedil;&atilde;o (I20-I25), infarto agudo do mioc&aacute;rdio (I21 ),    outras doen&ccedil;as do cora&ccedil;&atilde;o (I26-I51), doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas    das vias a&eacute;reas inferiores (J40-J47), fibrose e cirrose do f&iacute;gado    (K74), diabetes mellitus (E10-E14), acidentes de transporte (VO 1-V99), les&otilde;es    autoprovocadas voluntariamente (X60-X84), agress&otilde;es (X85-Y09).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Visando eliminar o efeito das diferentes composi&ccedil;&otilde;es    et&aacute;rias das popula&ccedil;&otilde;es no c&aacute;lculo das taxas de mortalidade,    foi feito ajustamento por idade pelo m&eacute;todo direto.<sup>17</sup> A popula&ccedil;&atilde;o    do munic&iacute;pio de Belo Horizonte relativa ao ano de 1996 foi considerada    como popula&ccedil;&atilde;o padr&atilde;o. Para a compara&ccedil;&atilde;o    dos n&iacute;veis de sa&uacute;de das duas popula&ccedil;&otilde;es, a raz&atilde;o    de risco padronizada (RRP), ou <i>standardized risk ratio</i> (SSR),<sup>18</sup>    foi calculada atrav&eacute;s da divis&atilde;o da taxa de mortalidade padronizada    por idade da popula&ccedil;&atilde;o residente em favelas pela taxa de mortalidade    padronizada da popula&ccedil;&atilde;o de bairros.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O indicador Anos Potenciais de Vida Perdidos    (APVP) foi utilizado para evidenciar a import&acirc;ncia das perdas precoces    de vida. Foi considerado como limite m&aacute;ximo para seu c&aacute;lculo 70    anos, tendo em vista a esperan&ccedil;a m&eacute;dia de vida do brasileiro.<sup>19</sup>    Para se obter o APVP, subtrairam-se da idade limite as idades em que os &oacute;bitos    ocorreram, multiplicando-se pelo n&uacute;mero de &oacute;bitos de cada idade.    O resultado do somat&oacute;rio desses produtos &eacute; o total de APVP. A    m&eacute;dia de APVP por &oacute;bito resultou da divis&atilde;o do total de    APVP pelo n&uacute;mero de &oacute;bitos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Foram analisados 722 &oacute;bitos, 529 de pessoas    residentes em &aacute;rea de bairros e 193 (27%) em &aacute;rea de favelas.    O maior percentual de &oacute;bitos ocorreu na popula&ccedil;&atilde;o masculina    (aproximadamente 62%). O risco de morrer na popula&ccedil;&atilde;o masculina    residente em favelas foi 2,4 vezes maior que a residente em bairros, sendo este    &iacute;ndice ainda maior na popula&ccedil;&atilde;o feminina (2,9 vezes) (<a href="#tab1">Tabela    1</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="tab1"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n4/4a02tab1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; faixa et&aacute;ria,    enquanto, em favelas, 57% dos &oacute;bitos (n=110) ocorreram entre 20 e 49    anos de idade, em bairros esse percentual foi de 35% (n=185). Observ&acirc;-se    um aumento da propor&ccedil;&atilde;o de &oacute;bitos de acordo com o aumento    da faixa et&aacute;ria na regional Centro-Sul. Esse aumento foi bem mais evidente    na &aacute;rea de bairros que nas favelas, com a propor&ccedil;&atilde;o variando    de 6,8 a 38,6% nos bairros e sendo relativamente semelhante nas favelas. Apesar    de o risco de morrer para a &aacute;rea de favelas ser maior em todas as faixas    et&aacute;rias, quando comparada &agrave; &aacute;rea de bairros, verifica-se,    na popula&ccedil;&atilde;o masculina, uma menor diferen&ccedil;a na faixa et&aacute;ria    de 60 a 69 anos e na popula&ccedil;&atilde;o feminina, na faixa et&aacute;ria    de 20 a 29 anos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A <a href="#tab2">Tabela 2</a> apresenta a mortalidade    proporcional na regi&atilde;o Centro-Sul, em bairros e favelas, por causas b&aacute;sicas    de &oacute;bito agrupadas segundo os cap&iacute;tulos da CID-lO. Verifica-se    que, em bairros, as tr&ecirc;s principais causas de morte foram, nessa ordem,    as doen&ccedil;as do aparelho circulat&oacute;rio (32,1%), as neoplasias (25,5%)    e as causas externas (12,3%). Em favelas, ao contr&aacute;rio, as causas externas    ocuparam o segundo lugar em import&acirc;ncia (21,2%) e as neoplasias (11,4%    ), o terceiro. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s causas maternas, digno de    nota &eacute; o fato de que dois casos conhecidos de morte materna no per&iacute;odo    ocorreram em favelas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="tab2"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n4/4a02tab2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na <a href="#tab3">Tabela 3</a>, comparam-se    as taxas de mortalidade padronizadas por idade dos residentes na regional Centro-Sul    com os munic&iacute;pios de Belo Horizonte e Curitiba. Observa-se que os riscos    nas duas capitais s&atilde;o semelhantes sendo, por&eacute;m, bem menores na    regi&atilde;o Centro- Sul. A popula&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea de bairros    apresenta risco bem menor em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s capitais apresentadas,    ao contr&aacute;rio da &aacute;rea de favelas, cujos riscos foram maiores. Comparando-se    bairros e favelas, verifica-se que o risco de morrer por todas as causas foi    quase tr&ecirc;s vezes maior para os residentes em favelas. As causas que apresentaram    maior diferencial entre as &aacute;reas de bairros e favelas foram as doen&ccedil;as    hipertensivas (RRP=9,3), doen&ccedil;as cerebrovasculares (RRP=5,3), outras    doen&ccedil;as do cora&ccedil;&atilde;o (RRP=3,1), diabetes mellitus (RRP=4,6)    e, principalmente, as agress&otilde;es (RRP=18,O).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="tab3"></a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n4/4a02tab3.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o ao indicador APVP (<a href="#tab4">Tabela    4</a>), observa-se uma maior magnitude em &aacute;rea de favelas. Nota-se que,    em todos os grupos de causas, foram &quot;ceifados&quot;, em m&eacute;dia, mais    APVP por &oacute;bito da popula&ccedil;&atilde;o residente em &aacute;rea de    favelas do que de residentes em bairros. As principais causas de APVP nos bairros    foram as doen&ccedil;as do aparelho circulat&oacute;rio (24,2%), neoplasias    (20,4%) e causas externas (22,2%), principalmente devido aos acidentes de transporte    (12,3% dos APVP). J&aacute; na &aacute;rea de favelas, foram as causas externas    (32,7%), decorrentes principalmente de agress&otilde;es (22,9%), e as doen&ccedil;as    do aparelho circulat&oacute;rio (24,4%). Al&eacute;m de serem uma importante    causa de APVP, as causas externas s&atilde;o tamb&eacute;m as causas que apresentaram    maior APVP por &oacute;bito nas duas &aacute;reas (31,0 e 36,5 anos, respectivamente,    para bairros e favelas). No grupo das les&otilde;es autoprovocadas voluntariamente,    apesar de o risco em favelas ter sido menor que em bairros, verifica-se que    essas mortes ocorreram bem mais precocemente na &aacute;rea de favelas (APVP/&oacute;bito=45,0    anos) do que em bairros (APVP/&oacute;bito=31,7 anos).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="tab4"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/iesus/v9n4/4a02tab4.gif" border="0" ></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">As neoplasias, apesar de representarem 20,4%    dos APVP de bairros, bem maior do que os 7,4% em &aacute;rea de favelas, apresentaram    uma m&eacute;dia de APVP por &oacute;bito semelhante nas duas &aacute;reas.    Outra importante causa de &oacute;bitos precoces foi a fibrose e cirrose do    f&iacute;gado. O RRP foi 2,1 vezes maior para os residentes em favelas, com    APVP por &oacute;bito de 29,3 anos para favelas e 20,8 anos para bairros.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Os resultados deste estudo evidenciaram desigualdades    na mortalidade da popula&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o Centro-Sul de Belo    Horizonte, quando estratificada por resid&ecirc;ncia em bairros e favelas. Verificou-se    que o risco de morrer para os residentes em favelas foi bem maior que o risco    para a popula&ccedil;&atilde;o geral da regional e dos munic&iacute;pios de    Curitiba e de Belo Horizonte, ao contr&aacute;rio dos residentes em bairros,    que apresentaram riscos bem menores. Outros estudos tamb&eacute;m t&ecirc;m    demonstrado uma associa&ccedil;&atilde;o da mortalidade com a situa&ccedil;&atilde;o    socioecon&ocirc;mica para a maioria das causas de morte.<sup>6,7,8.9,20,21</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O menor risco de morte apresentado pela regional    Centro-Sul em rela&ccedil;&atilde;o aos munic&iacute;pios de Curitiba e de Belo    Horizonte pode ser explicado pelo fato de 80% de sua popula&ccedil;&atilde;o    residir em bairros. Este achado refor&ccedil;a a import&acirc;ncia da an&aacute;lise    espacialmente desagregada para evidenciar desigualdades na mortalidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A op&ccedil;&atilde;o de trabalhar somente com    uma regional e n&atilde;o com todo o munic&iacute;pio de Belo Horizonte deveu-se    &agrave; dificuldade de padroniza&ccedil;&atilde;o da classifica&ccedil;&atilde;o    de resid&ecirc;ncia em bairros e favelas nas nove regionais de Belo Horizonte.    Cada regional apresenta caracter&iacute;sticas diferentes de sua popula&ccedil;&atilde;o,    bem como de sua situa&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica. Em algumas delas    &eacute; dif&iacute;cil delimitar as &aacute;reas de bairros e de favelas, o    que n&atilde;o ocorre com a Regional Centro-Sul, cujo diferencial socioecon&ocirc;mico    &eacute; bem determinado espacialmente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Outra dificuldade encontrada na pesquisa foi    a defini&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o favelada, gra&ccedil;as    &agrave; diverg&ecirc;ncia de crit&eacute;rios utilizados pelas diferentes institui&ccedil;&otilde;es    oficiais. Segundo a Funda&ccedil;&atilde;o IBGE, as vilas e favelas seriam um    aglomerado subnormal, representando um tipo especial de setor censit&aacute;rio,    definido como &quot;um conjunto constitu&iacute;do por no m&iacute;nimo 51 unidades    habitacionais (barracos, casas...), ocupando ou tendo ocupado at&eacute; per&iacute;odo    recente terreno de propriedade alheia (p&uacute;blica ou particular) dispostas,    em geral, de forma desordenada e densa; e carentes, em sua maioria de servi&ccedil;os    p&uacute;blicos e essenciais&quot;.<sup>22</sup> A Companhia Urbanizadora de    Belo Horizonte, &oacute;rg&atilde;o respons&aacute;vel pela urbaniza&ccedil;&atilde;o    de vilas e favelas do munic&iacute;pio, classifica as &aacute;reas conforme    caracter&iacute;sticas de interesse social. Um dos tipos de &aacute;rea tem    uma defini&ccedil;&atilde;o semelhante &agrave; de favelas, utilizada pelo Distrito    Sanit&aacute;rio Centro-Sul: &quot;regi&otilde;es ocupadas desordenadamente    por popula&ccedil;&otilde;es de baixa renda, nas quais existe interesse p&uacute;blico    em promover programas habitacionais de urbaniza&ccedil;&atilde;o e regulariza&ccedil;&atilde;o    fundi&aacute;ria, urban&iacute;stica e jur&iacute;dica, visando &agrave; promo&ccedil;&atilde;o    da melhoria da qualidade de vida de seus habitantes e a sua integra&ccedil;&atilde;o    &agrave; malha urbana&quot;.<sup>23</sup> Essa diverg&ecirc;ncia de defini&ccedil;&otilde;es    leva a dificuldades de compatibiliza&ccedil;&atilde;o dos dados entre as v&aacute;rias    institui&ccedil;&otilde;es. Neste estudo, optou-se por trabalhar com a defini&ccedil;&atilde;o    utilizada pela Funda&ccedil;&atilde;o IBGE, conforme j&aacute; mencionado. Na    an&aacute;lise dos resultados, deve-se levar em conta que a defini&ccedil;&atilde;o    n&atilde;o padronizada e o tamanho da popula&ccedil;&atilde;o de favelas podem    ter sido fatores que influenciaram na mensura&ccedil;&atilde;o dos riscos. Entretanto,    essas limita&ccedil;&otilde;es n&atilde;o invalidam a evid&ecirc;ncia das desigualdades    sociais aqui apresentadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O maior risco de morte encontrado no sexo masculino    tem sido amplamente discutido na literatura.<sup>24.25</sup> A sobremortalidade    masculina est&aacute; relacionada &agrave; maior exposi&ccedil;&atilde;o a situa&ccedil;&otilde;es    de risco, como h&aacute;bito de fumar e consumo de &aacute;lcool, e &agrave;    import&acirc;ncia crescente das causas externas no perfil de mortalidade entre    os homens jovens. Observa-se ainda que o risco de morrer na faixa et&aacute;ria    de 20 a 69 anos foi maior para homens que para mulheres nas duas popula&ccedil;&otilde;es    estudadas; entretanto, o de mulheres de favelas ultrapassou o de homens residentes    em bairros, evidenciando as extremas desigualdades existentes entre os dois    estratos populacionais e sugerindo investiga&ccedil;&otilde;es posteriores.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As doen&ccedil;as do aparelho circulat&oacute;rio    e as neoplasias foram, nessa ordem, as causas mais importantes de &oacute;bito    nas &aacute;reas de bairros, enquanto, para as &aacute;reas de favelas, as principais    causas de morte foram as doen&ccedil;as do aparelho circulat&oacute;rio e as    causas externas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A rela&ccedil;&atilde;o inversa entre o risco    de morrer por doen&ccedil;as cardiovasculares e o n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico    &eacute; concordante com outros estudos descritos na literatura.<sup>9.21,26</sup> Em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave;s doen&ccedil;as isqu&ecirc;micas do cora&ccedil;&atilde;o, o resultado    encontrado n&atilde;o foi o esperado, o que pode estar relacionado ao pequeno    n&uacute;mero de &oacute;bitos da popula&ccedil;&atilde;o em estudo. No entanto,    ao se analisarem esses &oacute;bitos pelo indicador APVP, verifica-se que o    APVP por &oacute;bito foi bem maior para os &oacute;bitos relativos aos residentes    de favelas, demonstrando novamente a prematuridade dessas mortes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O fato de a popula&ccedil;&atilde;o residente    em bairros ter melhor acesso aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de pode explicar    o menor risco de morte por quase todas as causas.<sup>9,27</sup> &Eacute; prov&aacute;vel    tamb&eacute;m que as pessoas de melhor n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico adotem    mais rapidamente estilos de vida mais saud&aacute;veis.<sup>4</sup> Uma poss&iacute;vel    explica&ccedil;&atilde;o para a menor mortalidade por neoplasias e doen&ccedil;as    do aparelho circulat&oacute;rio nas &aacute;reas de bairros &eacute; a busca    mais r&aacute;pida ou o acesso mais facilitado &agrave; assist&ecirc;ncia m&eacute;dica    com o surgimento dos sintomas dessas patologias.<sup>28</sup> Al&eacute;m disso,    j&aacute; foi demonstrada a maior exposi&ccedil;&atilde;o a fatores de risco    da popula&ccedil;&atilde;o de menor n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico, com desigualdades    na preval&ecirc;ncia do tabagismo e consumo de &aacute;lcool, com uma rela&ccedil;&atilde;o    inversa entre o n&iacute;vel de educa&ccedil;&atilde;o e a preval&ecirc;ncia    de hipertens&atilde;o.<sup>6</sup> o maior risco de morte pelas doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas    do f&iacute;gado (cirrose), verificado neste estudo, pode estar relacionado    ao maior consumo de &aacute;lcool pela popula&ccedil;&atilde;o residente em    favelas. Em rela&ccedil;&atilde;o ao diabetes, o maior risco de morte por esta    causa em residentes em favelas tamb&eacute;m merece aten&ccedil;&atilde;o, estando    provavelmente relacionado &agrave;s doen&ccedil;as cardiovasculares.<sup>29</sup> Por outro    lado, a exist&ecirc;ncia de mortes maternas na popula&ccedil;&atilde;o de favelas    reflete a necessidade de avalia&ccedil;&atilde;o do acesso e da qualidade da    assist&ecirc;ncia &agrave; gestante e ao parto.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Segundo Pearce,<sup>28</sup> os maiores avan&ccedil;os na    preven&ccedil;&atilde;o do c&acirc;ncer ir&atilde;o ocorrer em fun&ccedil;&atilde;o    de mudan&ccedil;as sociais e econ&ocirc;micas, assim como ocorreu com o decl&iacute;nio    da mortalidade por doen&ccedil;as infecciosas com melhorias das condi&ccedil;&otilde;es    ambientais e de renda. Essas mudan&ccedil;as alterariam os estilos de vida (tabagismo,    alimenta&ccedil;&atilde;o, etilismo) e a exposi&ccedil;&atilde;o aos fatores    de risco espec&iacute;ficos, uma vez que estes podem ser considerados caracter&iacute;sticas    mais profundas da estrutura social e econ&ocirc;mica da sociedade. Exemplo disso    &eacute; que os trabalhadores bra&ccedil;ais fumam mais do que os trabalhadores    n&atilde;o-bra&ccedil;ais e encontram maior dificuldade para deixar de fumar.    Dessa forma, &quot;o elo entre tabaco e c&acirc;ncer de pulm&atilde;o &eacute;    muito mais um problema social, econ&ocirc;mico e pol&iacute;tico do que uma    quest&atilde;o de estilo de vida &quot;.<sup>28</sup> Outro fato que merece aten&ccedil;&atilde;o    da Sa&uacute;de P&uacute;blica &eacute; a realoca&ccedil;&atilde;o das atividades    da ind&uacute;stria do tabaco para os pa&iacute;ses em desenvolvimento em fun&ccedil;&atilde;o    das medidas legislativas restritivas em pa&iacute;ses industrializados.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Na an&aacute;lise das principais causas de &oacute;bito    segundo o indicador APVP, observou-se a import&acirc;ncia das mortes violentas,    n&atilde;o apenas para as &aacute;reas de favelas, mas tamb&eacute;m para as    &aacute;reas de bairros, onde aparecem em segundo lugar. Este indicador &eacute;    importante por expressar o impacto social e econ&ocirc;mico que as mortes precoces    provocam, incluindo perdas precoces de indiv&iacute;duos com potencial econ&ocirc;mico    e intelectual e queda da qualidade de vida para os familiares, em fun&ccedil;&atilde;o    da diminui&ccedil;&atilde;o da renda.<sup>12,30</sup> A maior ocorr&ecirc;ncia de homic&iacute;dios    tem sido relacionada &agrave;s desigualdades sociais, &agrave; instabilidade    familiar, &agrave; falta de perspectivas de ascens&atilde;o social, ao incremento    da posse de arma de fogo, ao consumo e ao tr&aacute;fico de drogas e &agrave;    falta de op&ccedil;&otilde;es de lazer.<sup>31,32,33</sup> Como o principal    grupo de risco se caracteriza por uma popula&ccedil;&atilde;o jovem, de baixa    renda, baixa qualifica&ccedil;&atilde;o profissional e sem perspectivas no mercado    de trabalho, deve-se admitir que n&atilde;o teriam se exposto &agrave; viol&ecirc;ncia    se encontrassem alternativas mais interessantes em suas vidas.<sup>31</sup> Os acidentes    de transporte, importante causa de &oacute;bito em residentes em &aacute;reas    de bairros, sugerem a implanta&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o de    normas reguladoras e de atividades educativas relacionadas ao tr&acirc;nsito.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em resumo, os resultados deste estudo permitiram    conhecer o maior risco de morte para os adultos residentes em favelas, evidenciando    diferen&ccedil;as sociais em sa&uacute;de. Entretanto, somente quantificar riscos    n&atilde;o ameniza o maior sofrimento desse segmento populacional. &Eacute;    necess&aacute;rio que tais achados subsidiem o planejamento e a aloca&ccedil;&atilde;o    de recursos diferenciados e que outros setores, al&eacute;m da sa&uacute;de,    estejam envolvidos. Tratando-se de causas externas, v&aacute;rios autores t&ecirc;m    enfatizado a necessidade de envolvimento do Estado e da sociedade civil, numa    perspectiva multidisciplinar, para enfrentar as mortes violentas.<sup>31,32</sup>    Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s doen&ccedil;as cr&ocirc;nico-degenerativas,    as modifica&ccedil;&otilde;es de comportamentos relativos a fatores de risco    como fumo, obesidade, consumo de &aacute;lcool e controle da press&atilde;o    arterial, devem influenciar de alguma forma essas mortes. No entanto, sabe-se    que os estilos de vida est&atilde;o profundamente relacionados &agrave; estrutura    social e econ&ocirc;mica e muitos h&aacute;bitos n&atilde;o representam uma    escolha individual, mas o resultado da situa&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica.<sup>9,28,34</sup>    Conclui-se, ent&atilde;o, que para diminuir a mortalidade de adultos residentes    em favelas, tanto por doen&ccedil;as cr&ocirc;nico-degenerativas quanto por    causas externas, torna-se necess&aacute;ria a redu&ccedil;&atilde;o das desigualdades    sociais, atrav&eacute;s da implanta&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas que    busquem provocar mudan&ccedil;as estruturais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 1. Santo AH. Causas m&uacute;ltiplas de morte:    formas de apresenta&ccedil;&atilde;o e m&eacute;todos de an&aacute;lise (Tese,    Doutorado em Sa&uacute;de P&uacute;blica). S&atilde;o Paulo: Faculdade de Sa&uacute;de    P&uacute;blica da Universidade de S&atilde;o Paulo, 1988. 194p.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. Chaimowicz F. A sa&uacute;de dos idosos brasileiros    &agrave;s v&eacute;speras do s&eacute;culo XXI: problemas, proje&ccedil;&otilde;es    e alternativas. Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1997; 31: 184-200.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. Cordeiro R, Olivencia ERP, Cardoso CF, Cortez    DB, Kakinami E, Souza JJG, et al. Desigualdade de indicadores de mortalidade    no Sudeste do Brasil. Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1999; 33: 593-601.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. Pappas G, Queen S, Hadden W, Fisher G. The    increasing disparity in mortality between socioeconomic groups in the United    States, 1960 and 1986. The New England Journal of Medicine 1993; 329: 103-109.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. Duncan BB, Rumel D, Zelmanowicz A, Mengue    SS, Santos S, Dalmaz A. Social inequality in mortality in S&atilde;o Paulo State,    Brazil. International Journal of Epidemiology 1995; 24: 359-365.</font><p><font size="2" face="Verdana">6. Nicholls ES. Diferenciales de mortalidad en    las enfermedades no transmisibles seg&uacute;n el nivel socioecon&oacute;mico:    el caso de Am&eacute;rica Latina. Boletin de la Oficina Sahitaria Panamericana    1993; 115: 255-269.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7. Eisenbach Z, Manor O, Peritz E, Hite Y. The    Israel longitudinal mortality study - differential mortality in Israel 1983-1992:    objectives, materials, methods and preliminary results. Israel Journal of Medical    Sciences 1997; 33: 794-807.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8. Szwarcwald CL, Bastos FI, Esteves MAP, Andrade    CLT, Paez MS, Medici EV et al. Desigualdade de renda e situa&ccedil;&atilde;o    de sa&uacute;de: o caso do Rio de Janeiro. Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica    1999; 15: 15-28.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9. Drumond J&uacute;nior M, Barros MBA. Desigualdades    socioespaciais na mortalidade do adulto no munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo.    Revista Brasileira de Epidemiologia 1999; 2: 34-49.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10. Oliveira C. Dicion&aacute;rio cartogr&aacute;fico.    4 ed. Rio de Janeiro: IBGE; 1993. 646p.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11. Akerman M, Stephens C, Campanario P, Maia    PB. Sa&uacute;de e meio ambiente: uma an&aacute;lise de diferenciais intra-urbanos    enfocando o Munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo, Brasil. Revista de Sa&uacute;de    P&uacute;blica 1994; 28: 320-325.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">12. Lessa I. O adulto brasileiro e as doen&ccedil;as    da modernidade; epidemiologia das doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas n&atilde;o transmiss&iacute;veis.    S&atilde;o Paulo: Hucitec; 1998. 284p.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">13. Ishitani LH, Aranha MIS, Rezende EM, Mendon&ccedil;a    ML, Souza DAP. Mortalidade em bairros e favelas do Distrito Sanit&aacute;rio    Centro-sul. Belo Horizonte. Belo Horizonte: DISACS; 1995. 11p. Documento t&eacute;cnico.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">14. Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de.    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<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/iesus/v9n4/seta.gif" border="0"></a>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   N&uacute;cleo de Epidemiologia/DISACS/    <br>   Secretaria Municipal de Sa&uacute;de de    Belo Horizonte.    <br>   R. Bambu&iacute;, 448 / 202 - Anchieta -    <br>   30.310-320 - Belo Horizonte.     <br>   (31)284-3038.    <br>   E-mail: <a href="mailto:lenice.bhz@zaz.com.br">lenice.bhz@zaz.com.br</a></font></p>      ]]></body><back>
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