<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0104-1673</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Informe Epidemiológico do Sus]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Inf. Epidemiol. Sus]]></abbrev-journal-title>
<issn>0104-1673</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Centro Nacional de Epidemiologia, Fundação Nacional de Saúde, Ministério da Saúde]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0104-16732000000400005</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.5123/S0104-16732000000400005</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Análises dos resultados de exames de escarros, provenientes de unidades de saúde, hospitais e presídios do município de São Paulo, para o diagnóstico da tuberculose]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Analysis of sputum examinations results provided by health units. hospitais and jails of São Paulo city for the diagnosis of tuberculosis]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nogueira]]></surname>
<given-names><![CDATA[Péricles Alves]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Abrahão]]></surname>
<given-names><![CDATA[Regina Maura Cabral de Melo]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Malucelli]]></surname>
<given-names><![CDATA[Maria lvette Carboni]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Faculdade de Saúde Pública -USP Depto. de Epidemiologia Laboratório de Micobactérias]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2000</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2000</year>
</pub-date>
<volume>9</volume>
<numero>4</numero>
<fpage>263</fpage>
<lpage>271</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0104-16732000000400005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0104-16732000000400005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0104-16732000000400005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Para o controle da tuberculose, é essencial o conhecimento da prevalência dos dados de positividade da baciloscopia e cultura de escarros. No Laboratório de Micobactérias da Faculdade de Saúde Pública -USP, de julho de 1996 a dezembro de 1999, foram examinados 3.713 escarros, sendo 3.087 para diagnóstico e 626 para o controle de tratamento. Os escarros foram provenientes de 12 Unidades de Saúde da cidade de São Paulo, de quatro Hospitais Públicos e de dois Presídios. Nas amostras das Unidades de Saúde foram realizadas baciloscopia e cultura em 2.394 para diagnóstico e em 626 para o controle de tratamento. A positividade dos diagnósticos foi de 12,6 % para a baciloscopia e 16,0 % para as culturas e dos controles de tratamento, 24,0 % para as baciloscopias e 16,0 % para as culturas. A positividade da baciloscopia e cultura para o diagnóstico das 167 amostras dos Hospitais foi de 41,3% e 42,0% e das 526 amostras dos Presídios de 15,6% e 15,8%, respectivamente. Observou-se uma maior positividade em pacientes do sexo masculino na faixa etária de 21 a 30 anos. Recomenda-se que os laboratórios tenham uma maior atuação e participação na Vigilância da Tuberculose para adoção de uma estratégia mais ativa.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[For tuberculosis control lhe knowledge of the prevalence of positive smear examinations and culture testing is essential. From July 1996 to December 1999, 3,713 samples of sputum (3,087 for diagnosis of tuberculosis and 626 for treatment control) were examined in lhe Laboratory of Mycobacteria of the School of Public Health of the University of São Paulo. The samples were provided by 12 health units, 4 hospitais and 2 jails of lhe City of São Paulo. Health units provided 2,394 samples for diagnosis and 626 for treatment controlo Of lhe samples provided for diagnosis, 12.6% were smear positive and 16.0% had positive cultures. Twenty-four percent (24.0%) and 16.0% of lhe treatment control samples were smear and culture positive, respectively. Of a total of 167 samples sent by hospitais for diagnosis, 41.3% were smear positive and 42.0% had positive cultures. Smear and culture positive samples were obtained in 15.6% and 15.8%, respectively, of a total of 526 samples sent by the jails. A greater number of positive smears in male patients, with ages between 21 and 30 years were observed. Laboratories should have. a greater performance and participation in tuberculosis surveillance in order to enhance control strategies.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Tuberculose]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Diagnóstico Laboratorial]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Baciloscopia]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Cultura]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Controle de Tratamento]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Tuberculosis]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Laboratorial Diagnosis]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Smears]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Culture]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Treatment Controlo]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><font size="4" face="verdana"><b><a name="topo"></a>Análises dos resultados    de exames de escarros, provenientes de unidades de saúde, hospitais e presídios    do município de São Paulo, para o diagnóstico da tuberculose</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Analysis of sputum examinations results provided    by health units. hospitais and jails of S&atilde;o Paulo city for the diagnosis    of tuberculosis</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>P&eacute;ricles Alves Nogueira; Regina Maura    Cabral de Melo Abrah&atilde;o; Maria lvette Carboni Malucelli</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Laborat&oacute;rio de Micobact&eacute;rias/Depto.    de Epidemiologia/Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica -USP</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#Endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a>    </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Para o controle da tuberculose, &eacute; essencial    o conhecimento da preval&ecirc;ncia dos dados de positividade da baciloscopia    e cultura de escarros. No Laborat&oacute;rio de Micobact&eacute;rias da Faculdade    de Sa&uacute;de P&uacute;blica -USP, de julho de 1996 a dezembro de 1999, foram    examinados 3.713 escarros, sendo 3.087 para diagn&oacute;stico e 626 para o    controle de tratamento. Os escarros foram provenientes de 12 Unidades de Sa&uacute;de    da cidade de S&atilde;o Paulo, de quatro Hospitais P&uacute;blicos e de dois    Pres&iacute;dios. Nas amostras das Unidades de Sa&uacute;de foram realizadas    baciloscopia e cultura em 2.394 para diagn&oacute;stico e em 626 para o controle    de tratamento. A positividade dos diagn&oacute;sticos foi de 12,6 % para a baciloscopia    e 16,0 % para as culturas e dos controles de tratamento, 24,0 % para as baciloscopias    e 16,0 % para as culturas. A positividade da baciloscopia e cultura para o diagn&oacute;stico    das 167 amostras dos Hospitais foi de 41,3% e 42,0% e das 526 amostras dos Pres&iacute;dios    de 15,6% e 15,8%, respectivamente. Observou-se uma maior positividade em pacientes    do sexo masculino na faixa et&aacute;ria de 21 a 30 anos. Recomenda-se que os    laborat&oacute;rios tenham uma maior atua&ccedil;&atilde;o e participa&ccedil;&atilde;o    na Vigil&acirc;ncia da Tuberculose para ado&ccedil;&atilde;o de uma estrat&eacute;gia    mais ativa.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Palavras-Chave</b>:Tuberculose; Diagn&oacute;stico    Laboratorial; Baciloscopia; Cultura; Controle de Tratamento.</font></p> <hr size="1">     <p><b><font size="2" face="verdana">SUMMARY</font></b></p>     <p><font size="2" face="verdana"> For tuberculosis control lhe knowledge of the    prevalence of positive smear examinations and culture testing is essential.    From July 1996 to December 1999, 3,713 samples of sputum (3,087 for diagnosis    of tuberculosis and 626 for treatment control) were examined in lhe Laboratory    of Mycobacteria of the School of Public Health of the University of S&atilde;o    Paulo. The samples were provided by 12 health units, 4 hospitais and 2 jails    of lhe City of S&atilde;o Paulo. Health units provided 2,394 samples for diagnosis    and 626 for treatment controlo Of lhe samples provided for diagnosis, 12.6%    were smear positive and 16.0% had positive cultures. Twenty-four percent (24.0%)    and 16.0% of lhe treatment control samples were smear and culture positive,    respectively. Of a total of 167 samples sent by hospitais for diagnosis, 41.3%    were smear positive and 42.0% had positive cultures. Smear and culture positive    samples were obtained in 15.6% and 15.8%, respectively, of a total of 526 samples    sent by the jails. A greater number of positive smears in male patients, with    ages between 21 and 30 years were observed. Laboratories should have. a greater    performance and participation in tuberculosis surveillance in order to enhance    control strategies.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Key Words:</b> Tuberculosis; Laboratorial    Diagnosis; Smears; Culture; Treatment Controlo.</font></p> <hr size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Gra&ccedil;as ao crescimento da incid&ecirc;ncia    e &agrave; grande mortalidade por tuberculose em v&aacute;rios pa&iacute;ses,    com ind&iacute;cios desse aumento tamb&eacute;m no Brasil, torna-se necess&aacute;rio    maior esfor&ccedil;o no sentido de implementar todas as a&ccedil;&otilde;es    de controle da doen&ccedil;a. A principal medida de controle da tuberculose    continua sendo a busca de casos bacil&iacute;feros seguida de seu tratamento    correto, esperando-se, assim, reduzir a transmiss&atilde;o.<sup>1</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> Considerando que o objetivo do Programa Nacional    de Controle da Tuberculose &eacute; romper a cadeia de transmiss&atilde;o da    doen&ccedil;a, isto pode ser alcan&ccedil;ado descobrindo-se e tratando-se mais    precocemente, as fontes de infec&ccedil;&atilde;o. Assim, o laborat&oacute;rio,    atrav&eacute;s da bacteriologia, ocupa um papel fundamental no diagn&oacute;stico    e controle da tuberculose.<sup>1,2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Por ser a tuberculose pulmonar a forma mais    freq&uuml;ente da doen&ccedil;a, o principal material biol&oacute;gico investigado    &eacute; o escarro de sintom&aacute;ticos respirat&oacute;rios (pessoas com    tosse e expectora&ccedil;&atilde;o por quatro semanas ou mais),<sup>3</sup>    grupo de grande interesse, pois oferece maior rendimento na descoberta de casos.<sup>1,2,3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os m&eacute;todos bacteriol&oacute;gicos (baciloscopia    e cultura) ainda s&atilde;o priorit&aacute;rios para o diagn&oacute;stico da    tuberculose, pois permitem a demonstra&ccedil;&atilde;o do bacilo, estabelecendo    a etiologia da doen&ccedil;a, ocupando um papel de fundamental import&acirc;ncia    na luta contra a tuberculose.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Em face &agrave; alta preval&ecirc;ncia da doen&ccedil;a,    h&aacute; a necessidade de utiliza&ccedil;&atilde;o de m&eacute;todos laboratoriais    simples, r&aacute;pidos, confi&aacute;veis e pouco onerosos, que permitam identificar    a maioria dos doentes, em especial os &quot;eliminadores de bacilos&quot;, os    grandes respons&aacute;veis pela transmiss&atilde;o da tuberculose.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A bacteriologia permite o diagn&oacute;stico    de certeza, pelo encontro do bacilo nos mais variados materiais e o faz com    bastante precis&atilde;o, enquanto os demais m&eacute;todos utilizados, quando    n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel o diagn&oacute;stico bacteriol&oacute;gico,    possibilitam o diagn&oacute;stico de modo indireto.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A baciloscopia &eacute; um exame simples, r&aacute;pido,    econ&ocirc;mico e permite descobrir as fontes de infec&ccedil;&atilde;o mais    contagiantes; entretanto, segundo o I Consenso Brasileiro de Tuberculose, 1997,<sup>4</sup>    ainda h&aacute; uma subutiliza&ccedil;&atilde;o da baciloscopia de escarro em    nosso meio.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A cultura &eacute; o m&eacute;todo mais espec&iacute;fico    e sens&iacute;vel para detectar o bacilo da tuberculose e est&aacute; indicada    na confirma&ccedil;&atilde;o dos casos de tuberculose pulmonar, sobretudo nos    casos iniciais onde a baciloscopia &eacute; negativa, no diagn&oacute;stico    da tuberculose extrapulmonar e no diagn&oacute;stico diferencial de outras doen&ccedil;as    respirat&oacute;rias.<sup>1,2,3,5,6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Entre os novos exames diagn&oacute;sticos para    a tuberculose, destacam-se o m&eacute;todo radiom&eacute;trico (BACTEC), m&eacute;todos    sorol&oacute;gicos (ELISA -<i>Enzyme- linked immunosorbent assay</i>) e t&eacute;cnicas    de biologia molecular (RFLP -<i>Restriction fragment lenght polymorphism; PCR    - Polymerase chain reaction).</i><sup>1,2,3,5,7,8,9,10,11</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> O m&eacute;todo radiom&eacute;trico (BACTEC)    tem v&aacute;rias desvantagens, incluindo a necessidade de radiois&oacute;topos,    de equipamento mais sofisticado e tecnologia mais complexa, al&eacute;m de custo    elevado, sendo usado em poucos laborat&oacute;rios. Em casos de infec&ccedil;&atilde;o    mista, n&atilde;o se conseguem isolar outras esp&eacute;cies de micobact&eacute;rias,    sendo recomendado cultivar os esp&eacute;cimes nos meios tradicionais como Lowenstein-Jensen    e 7H-10, concomitantemente ao sistema BACTEC.<sup>7,11</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os testes de radioimunoensaio ELISA s&atilde;o    muito sens&iacute;veis nas &aacute;reas geogr&aacute;ficas com alta preval&ecirc;ncia    de tuberculose, nas quais as formas cl&iacute;nicas avan&ccedil;adas s&atilde;o    mais freq&uuml;entes, mas s&atilde;o menos sens&iacute;veis nos pa&iacute;ses    com baixa preval&ecirc;ncia. Seu emprego &eacute; vantajoso por ser de f&aacute;cil    execu&ccedil;&atilde;o, baixo custo operacional e de interesse para o diagn&oacute;stico    da tuberculose em massa nos pa&iacute;ses em desenvolvimento. H&aacute;, no    entanto, o inconveniente de o ant&iacute;geno 5 (o primeiro ant&iacute;geno    empregado para fins epidemiol&oacute;gicos no diagn&oacute;stico da tuberculose    ativa) n&atilde;o ser est&aacute;vel, dificultando a sua estocagem e transporte.<sup>8,11</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> Apesar de existirem t&eacute;cnicas diagn&oacute;sticas    mais modernas, ainda &eacute; aconselh&aacute;vel confiar nas j&aacute; estabelecidas,    pois as novas e, em particular o PCR, necessitam de mais avalia&ccedil;&otilde;es    no sentido de evitar resultado falso-negativo e falso-positivo,<sup>1,2,9,10,11</sup>    requerem tecnologia sofisticada e recursos elevados, fatores geralmente ausentes    nas regi&otilde;es de alta preval&ecirc;ncia da tuberculose,<sup>1,2</sup> devendo    ser usadas em conjun&ccedil;&atilde;o com a cultura (e n&atilde;o em seu lugar).<sup>9,10,11</sup>    Portanto, o exame bacteriol&oacute;gico com a realiza&ccedil;&atilde;o da baciloscopia    e cultura ainda &eacute; o padr&atilde;o-ouro para o isolamento das micobact&eacute;rias    e para a avalia&ccedil;&atilde;o de testes diagn&oacute;sticos.<sup>2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> O Laborat&oacute;rio de Micobact&eacute;rias    do Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica    da Universidade de S&atilde;o Paulo (Laborat&oacute;rio), h&aacute; mais de    20 anos realiza exames de baciloscopia e cultura em escarros e outros materiais    biol&oacute;gicos, de sintom&aacute;ticos respirat&oacute;rios atendidos no    Centro de Sa&uacute;de Escola dessa Faculdade.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> H&aacute; cinco anos, a realiza&ccedil;&atilde;o    destes exames foi estendida &agrave; outras 11 Unidades de Sa&uacute;de (US),    quatro Hospitais P&uacute;blicos e dois Pres&iacute;dios masculinos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Visando a uma maior atua&ccedil;&atilde;o e    participa&ccedil;&atilde;o do Laborat&oacute;rio na Vigil&acirc;ncia da Tuberculose,    foi objetivo deste estudo analisar a positividade da baciloscopia e cultura    dos exames de escarros, provenientes das diferentes Institui&ccedil;&otilde;es,    no qual se avaliaram os resultados dos exames realizados no per&iacute;odo de    01 de julho de 1996 a 31 de dezembro de 1999.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Foram analisados escarros de pacientes provenientes    de 12 Unidades de Sa&uacute;de, quatro Hospitais P&uacute;blicos e dois Pres&iacute;dios    masculinos &#91um com superpopula&ccedil;&atilde;o carcer&aacute;ria (A) e um    Distrito Policial (B)&#93; da cidade de S&atilde;o Paulo, Todos os exames foram    encaminhados ao Laborat&oacute;rio de Micobact&eacute;rias, acompanhados de    uma papeleta de requisi&ccedil;&atilde;o contendo os seguintes dados: data,    unidade requisitante, nome, idade, sexo, material enviado, diagn&oacute;stico    ou controle de tratamento, e um campo para informa&ccedil;&atilde;o dos resultados    da baciloscopia e cultura. Nessa papeleta n&atilde;o havia um campo destinado    as doen&ccedil;as associadas e, as informa&ccedil;&otilde;es a respeito do HIV    (V&iacute;rus da Imunodefici&ecirc;ncia Humana ), existiram at&eacute; 1997.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Dessas 12 Unidades de Sa&uacute;de apenas duas    requisitaram exames para o diagn&oacute;stico e controle de tratamento da tuberculose.    As outras dez Unidades de Sa&uacute;de, os quatro Hospitais e os dois Pres&iacute;dios,    requisitaram os exames apenas para o diagn&oacute;stico da doen&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> As amostras foram submetidas &agrave; baciloscopia    e cultura e processadas seguindo-se t&eacute;cnicas padronizadas pelo Laborat&oacute;rio,    baseadas no Manual de Bacteriologia da Tuberculose do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,    1994. <sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> As amostras destinadas ao controle de tratamento    foram classificadas em:</font></p> <ul>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li><font size="2" face="verdana">1<sup>0</sup> controle (c1) - quando a baciloscopia      e cultura foram realizadas no 1<sup>0</sup> m&ecirc;s ap&oacute;s o in&iacute;cio      do tratamento; </font></li>       <li><font size="2" face="verdana">2<sup>0</sup> controle (c2) - quando a baciloscopia      e cultura foram realizadas no 2<sup>0</sup>m&ecirc;s ap&oacute;s o in&iacute;cio      do tratamento e assim sucessivamente, at&eacute; o 10<sup>0</sup> controle      (C10) cuja baciloscopia e cultura foram realizadas no 10<sup>0</sup> m&ecirc;s ap&oacute;s      o in&iacute;cio do tratamento. </font></li>     </ul>     <p><font size="2" face="verdana">Todas as amostras enviadas foram processadas    e analisadas somente por esse Laborat&oacute;rio.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Para a realiza&ccedil;&atilde;o da baciloscopia,    as amostras de escarros foram submetidas confec&ccedil;&atilde;o de esfrega&ccedil;os    em l&acirc;minas de vidro lapidadas, com uma extremidade fosca medindo 26 x76mm    e espessura 0,9 a 1,1mm, sendo fixados e posteriormente corados pelo M&eacute;todo    Fluorescente (Auramina), para triagem. </font><font size="2" face="verdana">A    leitura foi efetuada em microsc&oacute;pio de fluoresc&ecirc;ncia (Jenamed 2    -Carl Zeiss) e, quando positivas, o esfrega&ccedil;o foi recorado pela t&eacute;cnica    de Ziehl-Neelsen e o resultado apresentado em cruzes.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Para a cultura, processou-se a descontamina&ccedil;&atilde;o    dos escarros pelo M&eacute;todo de Petroff, que consiste na concentra&ccedil;&atilde;o    das amostras por centrifuga&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s tratamento com NaOH    a 4% contendo vermelho de fenol como indicador, acidifica&ccedil;&atilde;o com    HCl a 4% e posterior neutraliza&ccedil;&atilde;o at&eacute; atingir pH=7.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Em seguida, com uma pipeta de vidro de 1ml,    foram semeadas quatro gotas do sedimento descontaminado de cada amostra, em    dois tubos de meio de Lowenstein-Jensen e incubados a 37&deg;C por um per&iacute;odo    de 30 a 60 dias, sendo o resultado apresentado em cruzes (quando positivo),    de acordo com o n&uacute;mero de col&ocirc;nias.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"> <b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> O Laborat&oacute;rio, no per&iacute;odo de 10    de julho de 1996 a 31 de dezembro de 1999, recebeu 3.771 amostras de escarros,    das quais 58 n&atilde;o foram realizadas pelos seguintes motivos:</font></p> <ul>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li><font size="2" face="verdana">pote vazio: 46 amostras;</font></li>       <li><font size="2" face="verdana">pote sem identifica&ccedil;&atilde;o: 7 amostras;</font></li>       <li><font size="2" face="verdana"> pote com nome de outro paciente: 1 amostra;</font></li>       <li><font size="2" face="verdana">papeleta de requisi&ccedil;&atilde;o do exame      enviada sem o pote: 1 amostra;</font></li>       <li><font size="2" face="verdana">pote com fezes e n&atilde;o escarro: 1 amostra;</font></li>       <li><font size="2" face="verdana"> fragmentos de l&oacute;bulo de orelha: duas      amostras</font></li>     </ul>     <p><font size="2" face="verdana">Foram examinados 3.713 escarros, dos quais 3.087    para o diagn&oacute;stico da tuberculose e 626 para o controle de tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Na <a href="#tab1">Tabela 1</a> est&atilde;o    apresentados os resultados da baciloscopia e cultura das amostras de escarros    provenientes das 12 Unidades de Sa&uacute;de, num total de 2.394 exames; dos    quatro Hospitais, com 167 exames e de dois Pres&iacute;dios, sendo 379 exames    do Pres&iacute;dio A e 147 do Pres&iacute;dio B.</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/V9n4/4a05t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"> Nas amostras das US a positividade das baciloscopias    de diagn&oacute;stico ocorreu em 296 (12,4%) das 2.394 amostras de escarro e    em 375 (15,7%) culturas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Os Hospitais enviaram 167 amostras somente para    o diagn&oacute;stico dos pacientes internados e nenhuma para o controle de tratamento.    A positividade dos exames para o diagn&oacute;stico da tuberculose dos pacientes    foi de 69 exames (41,3%) para a baciloscopia e 70 (42,9%) para a cultura.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Os Pres&iacute;dios enviaram 526 amostras para    o diagn&oacute;stico da tuberculose. Apositividade da baciloscopia e cultura    das 379 amostras do Pres&iacute;dio A foi de 79 exames (20,8%) e 80 (21,1%),    respectivamente. Nas 147 amostras do Pres&iacute;dio B foram encontrados tr&ecirc;s    exames positivos (2,0%) tanto para a baciloscopia como para a cultura.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> As amostras para controle de tratamento, enviadas    por duas Unidades de Sa&uacute;de, totalizaram 626 exames, dos quais 150 foram    positivos na baciloscopia (24,0%) e 100 na cultura (16,0%). <a href="#tab2">A    Tabela 2</a> apresenta os resultados positivos na baciloscopia e cultura, respectivamente,    em 46,1% e 41,4% das 152 amostras que eram 1<sup>0</sup> controle de tratamento    (C1); em 32,7% e 15,0 % das 107 amostras que eram 2<sup>0</sup>controle de tratamento    (C2) e assim, sucessivamente: 17,0% e 5,3 % das 94 de C3; 15,7% e 4,5% das 89    de C4; 9,7% e 2,8% das 72 de C5; 7,1% e 7,1% das 70 de C6; 18,8% e 18,8% das    16 de C7; 0,0% e 8,3% das 12 de C8; 0,0% e 14,3 % das 7 de C9 e 0,0% e 0,0%    das 7 de C10.</font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/V9n4/4a05t2.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; faixa et&aacute;ria    dos pacientes, observou-se (<a href="#tab3">Tabela 3</a>) uma maior positividade    entre 21 a 30 anos, imediatamente seguida pela faixa de 31 a 40 anos, demonstrando    que a tuberculose acomete as pessoas na fase mais produtiva da vida.</font></p>     <p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/V9n4/4a05t3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"> Quanto ao sexo, dos 3.713 exames realizados,    2.524 (68,0%) eram de pacientes do sexo masculino e 1.189 (32,0%), do sexo feminino.    Desse total, 678 (18,3%) exames foram positivos, sendo 536 (79,1 %) da popula&ccedil;&atilde;o    masculina e 142 (20,9%) da feminina.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Em rela&ccedil;&atilde;o ao HIV, at&eacute;    1997, existia na papeleta de requisi&ccedil;&atilde;o de exames um campo para    fornecer informa&ccedil;&otilde;es ao laborat&oacute;rio se positivo, negativo    ou ignorado. Entretanto, raramente o laborat&oacute;rio recebia essas informa&ccedil;&otilde;es.    Na maioria das vezes, a papeleta estava preenchida com a op&ccedil;&atilde;o    &quot;HIV ignorado&quot;. Mesmo com esta informa&ccedil;&atilde;o prejudicada,    constaram nas papeletas de requisi&ccedil;&atilde;o 19 casos de HIV positivo,    sendo dois casos de Unidades de Sa&uacute;de; dez casos de Hospitais e sete    casos do Pres&iacute;dio A.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">O Laborat&oacute;rio, no per&iacute;odo estudado,    recebeu 3.771 amostras de escarros, das quais 58 (1,5%) n&atilde;o foram realizadas    devido ao envio de potes vazios, ou sem identifica&ccedil;&atilde;o, ou com    nome de outro paciente, ou sem o material biol&oacute;gico, ou contendo fezes    e n&atilde;o escarro, ou outro material biol&oacute;gico.</font></p>     <p> <font size="2" face="verdana">&Eacute; de fundamental import&acirc;ncia que    os profissionais de sa&uacute;de conhe&ccedil;am as condi&ccedil;&otilde;es    que asseguram a confiabilidade dos resultados da baciloscopia e da cultura,    dando suporte ao laborat&oacute;rio para fornecer resultados confi&aacute;veis.    Para isto, &eacute; necess&aacute;rio que o laborat&oacute;rio receba esp&eacute;cimes    adequados, ou seja, os que prov&ecirc;m do local da les&atilde;o que se investiga,    obtidos em quantidade suficiente, colocados em recipiente apropriado, corretamente    identificados, conservados e transportados.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Entretanto, parece existir um problema de comunica&ccedil;&atilde;o    entre os pacientes e os profissionais que lhes transmitem as informa&ccedil;&otilde;es,    gerando dificuldades na compreens&atilde;o e apreens&atilde;o destas informa&ccedil;&otilde;es.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Nas amostras provenientes das Unidades de Sa&uacute;de    e destinadas ao diagn&oacute;stico, o resultado obtido na baciloscopia (12,4%    de positividade), foi concordante com estudos realizados por Nagpaul et al<sup>12</sup>    na &Iacute;ndia, os quais apontaram uma varia&ccedil;&atilde;o de 3,0% a 13,0%    de positividade na baciloscopia. Um percentual de 11,0% foi relatado por Grzybowski,<sup>13</sup>    tamb&eacute;m na &Iacute;ndia, entre os sintom&aacute;ticos respirat&oacute;rios    examinados em uma zona rural. Valenzuela et al,<sup>14</sup> em alguns laborat&oacute;rios    do Chile, obtiveram, em m&eacute;dia 3,1% de positividade na baciloscopia, com    varia&ccedil;&atilde;o de 1,8% a 6,5%. No Brasil, Arantes &amp; Trivelatto,<sup>15</sup>    em estudo de cadastramento bacteriol&oacute;gico realizado em Ribeir&atilde;o    Preto, observaram uma positividade de 5,3% e, em avalia&ccedil;&otilde;es das    atividades de controle realizadas pela Divis&atilde;o Nacional Contra a Tuberculose,<sup>1</sup>    observou-se uma varia&ccedil;&atilde;o de 8,0% a 13,0%, destacandose que a maior    taxa (10,4%) foi encontrada na Regi&atilde;o Sudeste. Possivelmente, o rendimento    da baciloscopia seja mais elevado nos grandes centros urbanos, onde &eacute;    maior a disponibilidade do exame radiol&oacute;gico como primeiro recurso diagn&oacute;stico.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Quanto ao resultado obtido na cultura (15,7%    de positividade nas amostras provenientes das Unidades de Sa&uacute;de destinadas    ao diagn&oacute;stico) tamb&eacute;m foi concordante com diversos estudos realizados,    que apresentaram uma varia&ccedil;&atilde;o de 4,0 a 30,0% de positividade para    a cultura. Gordim &amp; Slutkin <sup>16</sup> encontraram taxas de positividade    na cultura de 4,3% a 8,4%, e Kinyanjui et al <sup>17</sup> obtiveram um percentual de 7,0%    a 17,4% de positividade.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> N&atilde;o foi poss&iacute;vel uma avalia&ccedil;&atilde;o    do impacto causado por esta busca de casos na popula&ccedil;&atilde;o de estudo,    uma vez que esse laborat&oacute;rio realiza somente a baciloscopia e a cultura    para o diagn&oacute;stico da tuberculose, n&atilde;o tendo acesso &agrave; informa&ccedil;&otilde;es    sobre o tratamento; al&eacute;m de que, os dados contidos nas papeletas de requisi&ccedil;&atilde;o    do exame s&atilde;o escassos, constando apenas nome do paciente, idade, sexo,    material enviado, diagn&oacute;stico ou controle de tratamento e um campo para    as informa&ccedil;&otilde;es dos resultados da baciloscopia e cultura. At&eacute;    o final de 1997, havia um campo para HIV nas papeletas, mas, a partir desta    data, essas informa&ccedil;&otilde;es foram omitidas. Al&eacute;m do mais, os    Pres&iacute;dios enviaram apenas uma amostra de escarro por paciente. Entre    as Unidades de Sa&uacute;de, somente duas requisitaram exame para diagn&oacute;stico    e demais controles.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A similaridade da positividade da baciloscopia    e cultura, obtida nos exames enviados pelas Unidades de Sa&uacute;de, provavelmente    deve-se ao fato de que a maioria das amostras provinha de pacientes sintom&aacute;ticos    respirat&oacute;rios, com suspeita de tuberculose. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s amostras provenientes    dos Hospitais, uma positividade elevada de 41,3% para a baciloscopia e 41,9%    para a cultura demonstra que o material biol&oacute;gico enviado era, provavelmente,    de pacientes com o estado geral comprometido e que necessitaram de interna&ccedil;&atilde;o    hospitalar em uma fase mais adiantada da doen&ccedil;a, indicando o diagn&oacute;stico    tardio da tuberculose pulmonar. No momento em que os pacientes s&atilde;o diagnosticados    como positivos, s&atilde;o imediatamente encaminhados a outras institui&ccedil;&otilde;es    especializadas para o tratamento da doen&ccedil;a, uma vez que estes Hospitais    n&atilde;o realizam o tratamento e, portanto, n&atilde;o houve acesso &agrave;s    informa&ccedil;&otilde;es sobre a notifica&ccedil;&atilde;o e controle dos pacientes.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Uma aten&ccedil;&atilde;o especial deve ser dada    aos grupo de maior risco de adoecimento, como recomendado pelo Manual de Normas    para o Controle da Tuberculose (Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, 1995),<sup>3</sup>    representados sobretudo por portadores do HIV e pacientes com AIDS, n&atilde;o    abordados em detalhes neste trabalho, dado que o acesso a estas informa&ccedil;&otilde;es    n&atilde;o consta mais da papeleta de requisi&ccedil;&atilde;o para exames desde    o final de 1997. Nas comunidades fechadas como: pres&iacute;dios, manic&ocirc;mios,    abrigos e asilos, justifica-se a peri&oacute;dica busca ativa de casos, assim    como em indiv&iacute;duos marginalizados (alco&oacute;latras, usu&aacute;rios    de drogas e mendigos) e em trabalhadores em situa&ccedil;&otilde;es especiais,    nas quais haja contato &iacute;ntimo com paciente portador de tuberculose pulmonar    bacil&iacute;fera. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os resultados obtidos quanto &agrave; positividade    das amostras provenientes dos dois Pres&iacute;dios, quando analisados individualmente,    foram diferentes, ou seja, o Pres&iacute;dio A, com superpopula&ccedil;&atilde;o    carcer&aacute;ria, teve 20,8% de suas amostras positivas na baciloscopia e 21,1    % na cultura, enquanto o Pres&iacute;dio B apenas 2,0% em ambos os testes. Uma    poss&iacute;vel explica&ccedil;&atilde;o para este fato seria que, no Pres&iacute;dio    A, os escarros foram colhidos ap&oacute;s a triagem dos detentos e os exames    realizados apenas nos sintom&aacute;ticos respirat&oacute;rios; ao passo que    n&atilde;o houve uma triagem no B, onde o escarro de todos os detentos foram    investigados.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> A baciloscopia possui um grande valor na avalia&ccedil;&atilde;o    da quimioterapia, e, pela repeti&ccedil;&atilde;o mensal de exames bacilosc&oacute;picos    quantitativos, nos casos com evolu&ccedil;&atilde;o favor&aacute;vel, observa-se    (<a href="#tab2">Tabela 2</a>) uma redu&ccedil;&atilde;o progressiva do n&uacute;mero    de bacilos at&eacute; o seu desaparecimento completo, ao redor dos tr&ecirc;s    meses. A persist&ecirc;ncia da baciloscopia positiva servir&aacute; como sinal    de advert&ecirc;ncia &agrave; mudan&ccedil;a de um esquema terap&ecirc;utico    ineficaz.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s amostras    destinadas ao controle de tratamento, provenientes de duas Unidades de Sa&uacute;de,    a positividade tanto da baciloscopia quanto da cultura foi maior no primeiro    controle de tratamento (C1), geralmente realizado um m&ecirc;s ap&oacute;s o    diagn&oacute;stico da tuberculose, com decr&eacute;scimo nos meses subseq&uuml;entes,    demonstrando um tratamento adequado. O fato de haver mais baciloscopias positivas    do que culturas indica que, devido &agrave; a&ccedil;&atilde;o dos quimioter&aacute;picos,    os bacilos expelidos no escarro dos pacientes j&aacute; estavam mortos ou permaneceram    vi&aacute;veis mas n&atilde;o cultiv&aacute;veis. A persist&ecirc;ncia da positividade    na cultura dos controles C8 e C9 n&atilde;o significaram falha no tratamento    ou aparecimento de cepas resistentes, mas, sim, a presen&ccedil;a de outras    micobact&eacute;rias, posteriormente identificadas em que n&atilde;o foi poss&iacute;vel    verificar associa&ccedil;&atilde;o com o HIV por falta de informa&ccedil;&otilde;es    na papeleta.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Apesar de existirem outras metodologias mais    sofisticadas e modernas para o diagn&oacute;stico da tuberculose pulmonar, ainda    hoje, a baciloscopia e a cultura s&atilde;o os m&eacute;todos de elei&ccedil;&atilde;o    tanto para o diagn&oacute;stico como para o controle do tratamento, principalmente    em fun&ccedil;&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica e econ&ocirc;mica    no Brasil, que, por ser um pais em desenvolvimento, sofre pela escassez de recursos    financeiros. Assim, este estudo sugere uma maior atua&ccedil;&atilde;o e participa&ccedil;&atilde;o    do laborat&oacute;rio na Vigil&acirc;ncia da Tuberculose, na tentativa do abandono    da atual atitude passiva e ado&ccedil;&atilde;o de uma estrat&eacute;gia mais    ativa.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Esfor&ccedil;os devem ser direcionados no sentido    de que todas as informa&ccedil;&otilde;es relativas a pacientes com tuberculose    no pa&iacute;s sejam catalogadas e arquivadas em uma Unidade Central, fornecendo    assim um perfil completo desses pacientes. Esta Unidade deveria ser de f&aacute;cil    acesso aos Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de Especializados, possibilitando estudos    de correla&ccedil;&atilde;o entre as diferentes vari&aacute;veis, como, por    exemplo, doen&ccedil;as associadas (alcoolismo, HIV, diabetes, etc.) e facilitando    a troca de informa&ccedil;&otilde;es entre as diferentes Institui&ccedil;&otilde;es    de Sa&uacute;de, contribuindo para uma sens&iacute;vel melhoria na notifica&ccedil;&atilde;o    dos casos e aprimorando a Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica da Tuberculose    para que seja possivel atingir as metas no controle da doen&ccedil;a.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 1. Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de.    Centro de Refer&ecirc;ncia Professor H&eacute;lio Fraga. Manual de bacteriologia    da tuberculose. 2<sup>a</sup> ed. Rio de Janeiro; 1994.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 2. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria    Nacional de Programas Especiais de Sa&uacute;de. Divis&atilde;o de Pneumologia    Sanit&aacute;ria. Campanha Nacional contra a Tuberculose. Controle da tuberculose:    uma proposta de integra&ccedil;&atilde;o ensino-servi&ccedil;o. 4<sup>a</sup> ed. Brasilia;    1994.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 3. Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de.    Centro Nacional de Epidemiologia. Coordena&ccedil;&atilde;o Nacional de Pneumologia    Sanit&aacute;ria. Manual de normas para o controle da tuberculose. 4<sup>a</sup>    ed. Bras&iacute;lia; 1995.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 4. Consenso Brasileiro de Tuberculose, 1. 1997    abr. 24-25 abr. Jornal de Pneumologia 1997; 23 : 294 -301.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 5. Organizacion Panamericana de la Salud. Centro    Panamericano de Zoonosis. Manual de normas y procedimientos tecnicos para la    bacteriologia de la tuberculosis. Part I. La muestra. El examen microscopico.    Buenos Aires; 1988. Nota tecnica, 26. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">6. Organizacion Panamericana de Ia Salud. Centro    Panamericano de Zoonosis. Manual de normas y procedimientos tecnicos para la    bacteriologia de la tuberculosis. Part II. El Cultivo del <i>Mycobacterium tuberculosis</i>.    Buenos Aires; 1985. Nota t&eacute;cnica, 27.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 7. Siddiqui SH. BACTEC TB System. Product and    procedure manual. Towson (MD): Becton Dickinson; 1989.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 8. Daniel FM, Debenne SM. The serodiagnostic    of tuberculosis and other mycobacterial diseases by enzyme-linked immunosorbent    assay. American Review of Respiratory Disease 1987; 135: 1137-51.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 9. Shah S, Miller A, Mastellone A, Kim K; Colaninno    P; Hochstein L; D' Amato R. Rapid diagnosis of tuberculosis in various biopsy    and body fluid specimens by the Amplicor Mycobacterium tuberculosis polimerase    chain reaction testo Chest 1998; 113(5) : 1190-4.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 10. Mullis KB, Faloona FA. Specific synthesis    of DNA in vitro via a polymerase catalysed chain reaction. Methods in Enzymology    1987; 1155: 335-50.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 11. Ballows A, Hausler WJ, Herrman KL, Isenberg    HD, Shadomy HJ. editors. Manual of clinical microbiology. 5th ed. Washington    (DC): American Society for Microbiology; 1991. Chapters 17 and 34.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">12. Nagpaul DR, Savic DM, Rao KP, Baily GVJ.    Case-finding by microscopy. Bulletin of the Intemational Union Against Tuberculosis    1968; 41 : 148-58.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">13. Grzybowski S. Valoracion tecnica y operativa    de los metodos de localizacion de casos de tuberculosis. In: 2<sup>0</sup> Semin&aacute;rio    Regional de Tuberculosis, 1972; Bogot&aacute;. Washington (DC): OPAS; 1973.    Publicacion. Cientifica n<sup>0</sup> 265.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">14. Valenzuela BMZ, Garcia CP, Lepe LR; Pifardi    FS; Ponce DJ; Velazco RM. Utilidad del cultivo en el diagnostico de la tuberculose    pulmonar en Chile: cuantos casos se dejan de diagnosticar por la indicacion    selectiva de esta tecnica? Enfermedades Respiratorias y Cirugia Toracica 1987;    3 : 231-5.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 15. Arantes GR, Trivellato LB. Cadastramento    bacteriol&oacute;gico antituberculose: estudo preliminar para sua implanta&ccedil;&atilde;o    em uma comunidade do Estado de S&atilde;o Paulo (Brasil). Revista de Sa&uacute;de    P&uacute;blica 1976; 19: 167-76.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">16. Gordin F, Slutkin G. The validity of acid-fast    smears in the diagnosis of pulmonary tuberculosis. Archives of Pathology and    Laboratory Medicine 1990; 114: 1025-7.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">17. Kinyanjui MG, Githui WA, Kamunyi RG; Omwega    MJ; Waiyaki PG. Quality control in the laboratory diagnosis of tuberculosis.    East African Medical Journal 1991; 68 : 3-9.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b><a name="Endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/iesus/v9n4/seta.gif" border="0"></a>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:</b></font>    <br>   <font size="2" face="verdana">Laborat&oacute;rio de Micobact&eacute;rias -    <br>   Dept<sup>o</sup>. de Epidemiologia -    <br>   Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica-USP    <br>   Av. Dr. Amaldo, 715    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   CEP: 01246- 904    <br>   S&atilde;o Paulo - SP Brasil    <br> E-mail:<a href="mailto:pericles@usp.br" target="_blank">pericles@usp.br</a></font></p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>Fundação Nacional de Saúde^dCentro de Referência Professor Hélio Fraga</collab>
<source><![CDATA[Manual de bacteriologia da tuberculose]]></source>
<year>1994</year>
<edition>2</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>Ministério da Saúde^dSecretaria Nacional de Programas Especiais de Saúde</collab>
<source><![CDATA[Controle da tuberculose: uma proposta de integração ensino-serviço]]></source>
<year>1994</year>
<edition>4</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Brasilia ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>Fundação Nacional de Saúde^dCentro Nacional de Epidemiologia</collab>
<source><![CDATA[Manual de normas para o controle da tuberculose]]></source>
<year>1995</year>
<edition>4</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="journal">
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Consenso Brasileiro de Tuberculose, 1. 1997 abr. 24-25 abr]]></article-title>
<source><![CDATA[Jornal de Pneumologia]]></source>
<year>1997</year>
<volume>23</volume>
<page-range>294 -301</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Organizacion Panamericana de la Salud^dCentro Panamericano de Zoonosis</collab>
<source><![CDATA[Manual de normas y procedimientos tecnicos para la bacteriologia de la tuberculosis. Part I. La muestra. El examen microscopico]]></source>
<year>1988</year>
<publisher-loc><![CDATA[Buenos Aires ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Nota tecnica]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>Organizacion Panamericana de Ia Salud^dCentro Panamericano de Zoonosis</collab>
<source><![CDATA[Manual de normas y procedimientos tecnicos para la bacteriologia de la tuberculosis: Part II. El Cultivo del Mycobacterium tuberculosis]]></source>
<year>1985</year>
<publisher-loc><![CDATA[Buenos Aires ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Siddiqui]]></surname>
<given-names><![CDATA[SH]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[BACTEC]]></surname>
<given-names><![CDATA[TB]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[System. Product and procedure manual]]></source>
<year>1989</year>
<publisher-loc><![CDATA[Towson^eMD MD]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Becton Dickinson]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Daniel]]></surname>
<given-names><![CDATA[FM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Debenne]]></surname>
<given-names><![CDATA[SM]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The serodiagnostic of tuberculosis and other mycobacterial diseases by enzyme-linked immunosorbent assay]]></article-title>
<source><![CDATA[American Review of Respiratory Disease]]></source>
<year>1987</year>
<volume>135</volume>
<page-range>1137-51</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Shah]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Miller]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mastellone]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kim]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Colaninno]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hochstein]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[D' Amato]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Rapid diagnosis of tuberculosis in various biopsy and body fluid specimens by the Amplicor Mycobacterium tuberculosis polimerase chain reaction testo]]></article-title>
<source><![CDATA[Chest]]></source>
<year>1998</year>
<volume>113</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>1190-4</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mullis]]></surname>
<given-names><![CDATA[KB]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Faloona]]></surname>
<given-names><![CDATA[FA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Specific synthesis of DNA in vitro via a polymerase catalysed chain reaction]]></article-title>
<source><![CDATA[Methods in Enzymology]]></source>
<year>1987</year>
<volume>1155</volume>
<page-range>335-50</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ballows]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hausler]]></surname>
<given-names><![CDATA[WJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Herrman]]></surname>
<given-names><![CDATA[KL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Isenberg]]></surname>
<given-names><![CDATA[HD]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Shadomy]]></surname>
<given-names><![CDATA[HJ]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Manual of clinical microbiology. 5th ed. Washington (DC)]]></article-title>
<source><![CDATA[American Society for Microbiology]]></source>
<year>1991</year>
<volume>17</volume>
<numero>34</numero>
<issue>34</issue>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nagpaul]]></surname>
<given-names><![CDATA[DR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Savic]]></surname>
<given-names><![CDATA[DM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rao]]></surname>
<given-names><![CDATA[KP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Baily]]></surname>
<given-names><![CDATA[GVJ]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Case-finding by microscopy]]></article-title>
<source><![CDATA[Bulletin of the Intemational Union Against Tuberculosis]]></source>
<year>1968</year>
<volume>41</volume>
<page-range>148-58</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Grzybowski]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Valoracion tecnica y operativa de los metodos de localizacion de casos de tuberculosis]]></article-title>
<source><![CDATA[2(0) Seminário Regional de Tuberculosis, 1972; Bogotá]]></source>
<year>1973</year>
<edition>265</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Washington ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[OPAS]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<label>14</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Valenzuela]]></surname>
<given-names><![CDATA[BMZ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Garcia]]></surname>
<given-names><![CDATA[CP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lepe]]></surname>
<given-names><![CDATA[LR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pifardi]]></surname>
<given-names><![CDATA[FS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ponce]]></surname>
<given-names><![CDATA[DJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Velazco]]></surname>
<given-names><![CDATA[RM]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Utilidad del cultivo en el diagnostico de la tuberculose pulmonar en Chile: cuantos casos se dejan de diagnosticar por la indicacion selectiva de esta tecnica]]></article-title>
<source><![CDATA[Enfermedades Respiratorias y Cirugia Toracica]]></source>
<year>1987</year>
<volume>3</volume>
<page-range>231-5</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<label>15</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Arantes]]></surname>
<given-names><![CDATA[GR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Trivellato]]></surname>
<given-names><![CDATA[LB]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Cadastramento bacteriológico antituberculose: estudo preliminar para sua implantação em uma comunidade do Estado de São Paulo (Brasil)]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista de Saúde Pública]]></source>
<year>1976</year>
<volume>19</volume>
<page-range>167-76</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<label>16</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gordin]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Slutkin]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The validity of acid-fast smears in the diagnosis of pulmonary tuberculosis]]></article-title>
<source><![CDATA[Archives of Pathology and Laboratory Medicine]]></source>
<year>1990</year>
<volume>114</volume>
<page-range>1025-7</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<label>17</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kinyanjui]]></surname>
<given-names><![CDATA[MG]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Githui]]></surname>
<given-names><![CDATA[WA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kamunyi]]></surname>
<given-names><![CDATA[RG]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Omwega]]></surname>
<given-names><![CDATA[MJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Waiyaki]]></surname>
<given-names><![CDATA[PG]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Quality control in the laboratory diagnosis of tuberculosis]]></article-title>
<source><![CDATA[East African Medical Journal]]></source>
<year>1991</year>
<volume>68</volume>
<page-range>3-9</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
