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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>EDITORIAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A sa&uacute;de    coletiva e o impacto crescente dos acidentes e viol&ecirc;ncias</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Marilisa Berti    de Azevedo Barros</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Comit&ecirc; Editorial    - IESUS</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No cen&aacute;rio    dos agravos &agrave; sa&uacute;de ganharam relev&acirc;ncia nas &uacute;ltimas    d&eacute;cadas aqueles decorrentes de acidentes e viol&ecirc;ncias. Se foi fen&ocirc;meno    de alcance quase universal, ficaram evidentes as peculiaridades com que se expressa    em diferentes momentos e contextos: sejam de pa&iacute;ses, regi&otilde;es,    cidades ou segmentos sociais. E qu&atilde;o impressionantes s&atilde;o as diferen&ccedil;as    entre as taxas observadas. S&atilde;o agravos que irremediavelmente remetem    &agrave;s formas de rela&ccedil;&otilde;es e organiza&ccedil;&atilde;o da vida    social, &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es de vida e de trabalho e de como as    subjetividades se expressam.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Um conjunto relevante    de doen&ccedil;as, les&otilde;es e mortes se origina no ambiente e nas condi&ccedil;&otilde;es    de trabalho. A tend&ecirc;ncia das taxas de mortalidade por acidentes de trabalho    registra sabidamente apenas parte da gravidade do problema que afeta os trabalhadores    brasileiros. E isto se agudiza com o crescimento relativo do trabalho no setor    informal e o processo cont&iacute;nuo de exclus&atilde;o social. Muitos estudos    brasileiros t&ecirc;m contribu&iacute;do para o dimensionamento dos problemas    de sa&uacute;de dos trabalhadores, enfocando diferenciados agravos, em variados    setores da produ&ccedil;&atilde;o. Mas muito ainda est&aacute; por ser feito.    Em particular com respeito aos trabalhadores de pequenas e micro empresas que    t&ecirc;m sido pouco estudados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O artigo de Binder    e colaboradores,<sup>1</sup> inclu&iacute;do neste n&uacute;mero do Informe Epidemiol&oacute;gico    do SUS, vem ajudar a sanar lacunas desse conhecimento trazendo importante subs&iacute;dio    ao mapear as principais exposi&ccedil;&otilde;es ocupacionais dos trabalhadores    de oficinas de repara&ccedil;&atilde;o de ve&iacute;culos automotores, ramo    que se encontra fundamentalmente organizado em micro e pequenas empresas. E    os achados dos autores quanto ao cumprimento de exig&ecirc;ncias legais pertinentes    e quanto &agrave; exist&ecirc;ncia de equipamentos de seguran&ccedil;a trazem    conhecimento que descortina as poss&iacute;veis estrat&eacute;gias de interven&ccedil;&atilde;o    para preven&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as e acidentes neste ramo de atividade    ocupacional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No campo da Sa&uacute;de    Coletiva / Sa&uacute;de P&uacute;blica esfor&ccedil;os importantes t&ecirc;m    sido investidos na organiza&ccedil;&atilde;o de programas de Sa&uacute;de do    Trabalhador e em sistemas de vigil&acirc;ncia de doen&ccedil;as e acidentes    de trabalho. T&ecirc;m sido relatadas e analisadas muitas experi&ecirc;ncias,    inclusive em disserta&ccedil;&otilde;es de mestrado e teses de doutorado, que    revelam o engajamento do trabalho acad&ecirc;mico nesta &aacute;rea de pesquisa    e interven&ccedil;&atilde;o. Verifica-se que as investiga&ccedil;&otilde;es    e programas em Sa&uacute;de e Trabalho ocorrem num campo em que com mais agudeza    se expressam os conflitos de interesses dos segmentos sociais envolvidos, o    que tem constitu&iacute;do um desafio dif&iacute;cil para os que investem neste    terreno.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O artigo de Vilela    e colaboradores<sup>2</sup> apresenta a experi&ecirc;ncia que vem sendo desenvolvida no    Programa de Sa&uacute;de do Trabalhador de Piracicaba, SP. Analisando os avan&ccedil;os    que vem sendo obtidos com as diretrizes que norteiam o trabalho da equipe interinstitucional,    os autores apresentam a proposta com que pretendem prosseguir em sua tarefa,    oferecendo importantes subs&iacute;dios que podem ser compartilhados por outros    grupos envolvidos na constru&ccedil;&atilde;o de novas estrat&eacute;gias para    os programas de sa&uacute;de do trabalhador. A potencialidade e insufici&ecirc;ncia    das fontes de dados existentes &eacute; considerada pelos autores e significativa    &eacute; a proposta de desenho de novo instrumento de informa&ccedil;&atilde;o    que atinja tamb&eacute;m os trabalhadores que n&atilde;o est&atilde;o registrados    pela Consolida&ccedil;&atilde;o das Leis do Trabalho.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Al&eacute;m dos    acidentes de trabalho, os de transporte s&atilde;o respons&aacute;veis por outro    importante conjunto de les&otilde;es e mortes que afetam a popula&ccedil;&atilde;o.    Com taxas decrescentes em algumas capitais brasileiras, os acidentes de transporte    persistem com taxas muito elevadas e crescentes em outras, especialmente as    das Regi&otilde;es Norte e Centro-Oeste. A possibilidade de redu&ccedil;&atilde;o    das les&otilde;es e mortes provocadas por acidentes de transporte fica exemplarmente    reconhecida pela sua inclus&atilde;o no pequeno grupo de causas de &oacute;bito    componentes da lista de mortes evit&aacute;veis selecionadas pelo Grupo de Trabalho    da Comunidade Europ&eacute;ia; inclusive as mortes por transporte s&atilde;o    assumidas nessa lista como item capaz de avaliar pol&iacute;ticas de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Por&eacute;m,    a mais impressionante mudan&ccedil;a no perfil de les&otilde;es e mortes foi    presenciada nos grandes centros urbanos brasileiros com o aumento da viol&ecirc;ncia    e sua express&atilde;o fatal, os homic&iacute;dios; quadro que acabou por tomar    conta do cotidiano das pessoas, dominando o conjunto da m&iacute;dia e constituindo    hoje reconhecidamente um dos ou o principal enfrentamento a ser feito pela sociedade    brasileira. A onda de viol&ecirc;ncia, na f&uacute;ria com que se apresenta,    acaba por atravessar todos os segmentos sociais, embora os estudos realizados,    revelem taxas muitas vezes mais elevadas entre os segmentos menos afluentes.    Se a intensidade dos contrastes sociais, produto de maiores concentra&ccedil;&otilde;es    de renda, e da crescente fragiliza&ccedil;&atilde;o da coes&atilde;o social,    ao lado de uma organizada rede de narcotr&aacute;fico, com presen&ccedil;a cada    vez mais acintosa, geram o aumento das taxas que n&atilde;o poupa segmentos    da popula&ccedil;&atilde;o, o fato &eacute; que formid&aacute;veis diferen&ccedil;as    de risco se apresentam entre grupos et&aacute;rios, de g&ecirc;nero ou &eacute;tnicos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O impacto da viol&ecirc;ncia    sobre os servi&ccedil;os de sa&uacute;de tem sido estudado por alguns autores    com estimativas sobre o volume de interna&ccedil;&otilde;es e consultas e dos    custos que representam para o sistema. Tamb&eacute;m a viol&ecirc;ncia gerada    pelos pr&oacute;prios servi&ccedil;os, tem sido sujeita ao escrut&iacute;nio    de pesquisadores da &aacute;rea.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A disponibilidade    e progressivo aprimoramento dos Sistemas de Informa&ccedil;&atilde;o de Sa&uacute;de    do pa&iacute;s tem possibilitado melhor compreens&atilde;o do quadro de sa&uacute;de    e de seus condicionantes, tamb&eacute;m no que diz respeito aos acidentes e    viol&ecirc;ncias.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O artigo de Koizumi    e colaboradores<sup>3</sup> ilustra o uso do SIH-SUS, para o conhecimento do perfil de    interna&ccedil;&otilde;es por traumatismos cr&acirc;nio-encef&aacute;licos de    crian&ccedil;as menores de 10 anos. Verificar a import&acirc;ncia das quedas,    dos acidentes de transporte e das agress&otilde;es, entre outras causas, na    origem dessas interna&ccedil;&otilde;es s&oacute; se tornou poss&iacute;vel    a partir de Portaria do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, de final de 1997,    estabelecendo a necessidade de informar tamb&eacute;m a causa externa da interna&ccedil;&atilde;o,    naquelas provocadas por acidentes e viol&ecirc;ncias. As autoras destacam o    potencial que ainda resta para esta informa&ccedil;&atilde;o &agrave; medida    que se qualifique mais o preenchimento das AIH.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os artigos inclu&iacute;dos    neste n&uacute;mero ilustram as possibilidades de an&aacute;lises que se descortinam    com as informa&ccedil;&otilde;es existentes, a potencialidade do aprimoramento    das informa&ccedil;&otilde;es e necessidade de complementa&ccedil;&atilde;o    por novos dados e pesquisas, contribuindo os tr&ecirc;s artigos com significante    conhecimento para a constru&ccedil;&atilde;o de novas estrat&eacute;gias de    pesquisa e interven&ccedil;&atilde;o no campo da Sa&uacute;de Coletiva.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias    bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 1. Binder MCP,    Wernick R, Penaloza ER, Almeida, IM. Condi&ccedil;&otilde;es de trabalho em    oficinas de repara&ccedil;&atilde;o de ve&iacute;culos automotores de Botucatu    (S&atilde;o Paulo): nota pr&eacute;via. Informe Epidemiol&oacute;gico do SUS    2001;10(2):63-75.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 2. Vilela RA,    Ricardi GVF, Iguti AM. Experi&ecirc;ncia do Programa de Sa&uacute;de do Trabalhador    de Piracicaba: desafios da vigil&acirc;ncia em acidentes do trabalho. Informe    Epidemiol&oacute;gico do SUS 2001;10(2):77 - 88.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 3. Koizumi MS,    Jorge MHPM, N&oacute;brega LRB, Waters C. Informe Epidemiol&oacute;gico do SUS    2001;10(2):89-97.</font><p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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