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<journal-title><![CDATA[Informe Epidemiológico do Sus]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Crianças internadas por traumatismo crânio-encefálico, no Brasil, 1998: causas e prevenção]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Utilizing the Hospitalization Information System (SIH-SUS), which is based on the Hospital Internship Authorizations (AIH), it was detected that, among TBI victims hospitalized in the government hospitals in Brazil, the percentage of children under ten years of age (20.7%) has been increasing. Therefore, the objective of this study is to analyze the hospitalizations of these children according to epidemiologically important variables. Data on patients admitted to hospitals of the Unified Health System (SUS) for brain injury (codes S02 and S06 to S09 of CID-10, face injury cases excluded) were used. Of a total of 16,376 hospitalizations, 62.6% were male, 56.8% were children with ages between 0 and 4 years (15.4% were under one year of age), and 75.9% remained in hospital up to three days, while 2% left the hospital within 24 hours. Hospital case mortality rate was 2%. With respect to the nature of the injuries, intracranial lesions were the most frequent (67.6%), and among the external causes, falls were responsible for 61.2%, followed by transportation accidents (21.1%). Although the data do not permit identification of the types of falls and transportation accidents, the results obtained provide important informations for prevention programs for this type of injury]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Vigilância Epidemiológica]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><a name="topo"></a><b><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Crian&ccedil;as    internadas por traumatismo cr&acirc;nio-encef&aacute;lico, no Brasil, 1998:    causas e preven&ccedil;&atilde;o </font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Children hospitalized    due to traumatic brain injury in Brazil, 1998: causes and prevention</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Maria S. Koizumi<sup>I</sup>;    Maria Helena P. Mello Jorge<sup>II</sup>; Lucimara R. B. N&oacute;brega<sup>III</sup>; Camila Waters<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Escola de Enfermagem - Universidade de S&atilde;o Paulo    <br>   <sup>II</sup>Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica - Universidade    de S&atilde;o Paulo    <br>   <sup>III</sup>UNIFESP - EPM - Departamento de Enfermagem</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Utilizando o Sistema    de Informa&ccedil;&otilde;es Hospitalares (SIH-SUS), que parte das Autoriza&ccedil;&otilde;es    de Interna&ccedil;&otilde;es Hospitalares (AIH), detectou-se que, entre as v&iacute;timas    de TCE atendidas na rede hospitalar p&uacute;blica do Brasil, as crian&ccedil;as    menores de dez anos v&ecirc;m alcan&ccedil;ando percentuais elevados (20,7%)    de interna&ccedil;&atilde;o. Assim, este estudo teve como objetivo analisar    as interna&ccedil;&otilde;es dessas crian&ccedil;as segundo vari&aacute;veis    consideradas importantes do ponto de vista epidemiol&oacute;gico. Utilizaram-se    dados de pacientes internados nos hospitais pr&oacute;prios ou conveniados com    o Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS) por les&otilde;es de cr&acirc;nio    (c&oacute;digos S02 e S06 a S09 da CID-10, exclu&iacute;dos os casos de traumatismo    de face). Os resultados mostraram que, do total de 16.376 interna&ccedil;&otilde;es,    houve predomin&acirc;ncia do sexo masculino (62,6%) e das idades de 0 a 4 anos    (56,8%, sendo 15,4% em menores de 1 ano); o tempo de perman&ecirc;ncia de at&eacute;    3 dias correspondeu a 75,9% (2% sa&iacute;ram nas primeiras 24 horas). A taxa    de letalidade hospitalar foi de 2%. Como natureza da les&atilde;o, os traumatismos    intracranianos foram os mais freq&uuml;entes (67,6%) e como tipos de causa externa,    as quedas (61,2%), seguidas dos acidentes de transporte (21,1%). Embora os dados    n&atilde;o tenham permitido conhecer detalhadamente os diferentes tipos de queda    e acidentes de transporte, os resultados obtidos permitem indicar importantes    sinalizadores para programas de preven&ccedil;&atilde;o dessas les&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-Chave:</b>    Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica; Traumatismos Cerebrais; Hospitaliza&ccedil;&atilde;o.</font></p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Utilizing the    Hospitalization Information System (SIH-SUS), which is based on the Hospital    Internship Authorizations (AIH), it was detected that, among TBI victims hospitalized    in the government hospitals in Brazil, the percentage of children under ten    years of age (20.7%) has been increasing. Therefore, the objective of this study    is to analyze the hospitalizations of these children according to epidemiologically    important variables. Data on patients admitted to hospitals of the Unified Health    System (SUS) for brain injury (codes S02 and S06 to S09 of CID-10, face injury    cases excluded) were used. Of a total of 16,376 hospitalizations, 62.6% were    male, 56.8% were children with ages between 0 and 4 years (15.4% were under    one year of age), and 75.9% remained in hospital up to three days, while 2%    left the hospital within 24 hours. Hospital case mortality rate was 2%. With    respect to the nature of the injuries, intracranial lesions were the most frequent    (67.6%), and among the external causes, falls were responsible for 61.2%, followed    by transportation accidents (21.1%). Although the data do not permit identification    of the types of falls and transportation accidents, the results obtained provide    important informations for prevention programs for this type of injury.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Key Words:</b> Epidemiologic    Surveillance; Traumatic Brain Injury; Hospitalization.</font></p> <hr size="1">     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No estudo sobre    morbimortalidade hospitalar, no munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo, no ano    de 1997, tendo como base de dados o Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es Hospitalares    do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SIH-SUS), verificou-se que 29.717 pacientes    foram internados devido a les&otilde;es e envenenamentos. Destes, 3.635 (12%)    pacientes tinham traumatismo cr&acirc;nio-encef&aacute;lico (TCE) como diagn&oacute;stico    principal.<sup>1</sup> Um fato que chamou a aten&ccedil;&atilde;o, nos internados    por TCE, nesse mesmo ano e local, foi a faixa et&aacute;ria de maior incid&ecirc;ncia.    Ela recaiu sobre as crian&ccedil;as menores de dez anos, alcan&ccedil;ando 20,3%    do total, superando aquelas faixas de 20 a 29 anos e 30 a 39 anos (16,9 e 16,1%,    respectivamente).<sup>1</sup> Colli e colaboradores<sup>2</sup>, analisando pacientes hospitalizados    por essa mesma causa, em um hospital-escola do Estado de S&atilde;o Paulo, tamb&eacute;m    detectaram a incid&ecirc;ncia mais alta na faixa et&aacute;ria de 0 a 10 anos,    seguida daquela de 21 a 30 anos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Usando a mesma    fonte (SIH-SUS), verificou-se que situa&ccedil;&atilde;o equivalente se repete    nos dados do Brasil, do ano de 1998. Do total de 78.981 v&iacute;timas de TCE    internadas na rede hospitalar p&uacute;blica, 20,7% corresponderam a crian&ccedil;as    de menos de dez anos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Examinando principalmente    as publica&ccedil;&otilde;es da d&eacute;cada de 90, observa-se que h&aacute;    uma crescente preocupa&ccedil;&atilde;o dos autores com a alta incid&ecirc;ncia    de TCE em crian&ccedil;as, enfocando a an&aacute;lise de suas causas e preven&ccedil;&atilde;o,<sup>2-9</sup>    a gravidade do TCE, tratamento e progn&oacute;stico,<sup>5,8,9-12</sup> e os custos decorrentes    do TCE.<sup>3,4,7</sup> A maioria desses trabalhos, entretanto, refere-se a estudos feitos    fora do Brasil.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Assim, considerando    a lacuna existente no nosso meio, relativamente a esse assunto, determinou-se    como objetivo deste estudo a an&aacute;lise das interna&ccedil;&otilde;es, por    TCE, de crian&ccedil;as menores de dez anos, segundo vari&aacute;veis consideradas    importantes do ponto de vista epidemiol&oacute;gico. Procura-se obter subs&iacute;dios    para programas de preven&ccedil;&atilde;o deste agravo, em crian&ccedil;as,    tendo como base, suas causas externas, respons&aacute;veis por esses traumatismos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Material e m&eacute;todos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Utilizou-se o    banco de dados do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es Hospitalares do Sistema    &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SIH-SUS). Esse Sistema est&aacute; baseado em    um instrumento - Autoriza&ccedil;&atilde;o de Interna&ccedil;&atilde;o Hospitalar    (AIH) - que &eacute; de preenchimento obrigat&oacute;rio para a interna&ccedil;&atilde;o    de pacientes e posterior recebimento dos pagamentos referentes a essas interna&ccedil;&otilde;es.    As informa&ccedil;&otilde;es dizem respeito, entretanto, somente &agrave;s interna&ccedil;&otilde;es    pagas pelo SUS (em hospitais pr&oacute;prios ou conveniados) que, segundo estimativas    s&atilde;o relativas a cerca de 80% do total de interna&ccedil;&otilde;es do    pa&iacute;s.<sup>13</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O material estudado    refere-se &agrave;s interna&ccedil;&otilde;es de crian&ccedil;as menores de    dez anos que tiveram como causa traumatismos de cabe&ccedil;a, exclu&iacute;das    as les&otilde;es da face. Foram selecionadas as interna&ccedil;&otilde;es, ocorridas    em institui&ccedil;&otilde;es do pa&iacute;s, em 1998, cujo diagn&oacute;stico    principal p&ocirc;de ser codificado em S02.0; S02.1; S02.7; S02.8; S02.9; S06.0    a S06.9; S07.1; S07.9; S08.0; S08.9; S09.7; S09.8 e S09.9, da D&eacute;cima    Revis&atilde;o da Classifica&ccedil;&atilde;o Internacional de Doen&ccedil;as    (CID-10), <sup>14</sup> totalizando 16.376 interna&ccedil;&otilde;es.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Resultados e discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No ano em estudo,    de acordo com os dados das AIH, foram internados, devido a traumas, 608.269    pacientes. Destes, 78.981 casos foram decorrentes de TCE. As crian&ccedil;as    menores de dez anos, internadas devido a essa causa, totalizaram, por sua vez,    16.376 (20,7%) interna&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Do total de crian&ccedil;as    internadas por TCE, 56,8% eram da faixa et&aacute;ria 0 a 4 anos e, destes,    15,4% eram menores de um ano. Houve predom&iacute;nio do sexo masculino (62,6%),    numa rela&ccedil;&atilde;o aproximada de 1,7:1. Contudo, esta rela&ccedil;&atilde;o    n&atilde;o foi t&atilde;o grande como naquela correspondente aos adultos jovens    e verifica-se que esta leve preponder&acirc;ncia dos meninos ocorreu principalmente    na faixa dos maiores de cinco anos (<a href="#fig1">Figura 1</a>).</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/iesus/v10n2/2a04f1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O predom&iacute;nio    do sexo masculino, tamb&eacute;m nas crian&ccedil;as com TCE, &eacute; corroborado    pela literatura, mas h&aacute; varia&ccedil;&otilde;es proporcionais e estas    oscilam entre 56 e 73%.<sup>3,5,7,11</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Com rela&ccedil;&atilde;o    &agrave;s faixas et&aacute;rias, houve dificuldade para compar&aacute;-las,    pois o recorte utilizado pelos diversos pesquisadores n&atilde;o &eacute; igual,    alguns dos quais incluem crian&ccedil;as de at&eacute; 15-17 anos.<sup>3,7,10</sup> Arnarson    e Haldorsson,<sup>3</sup> estudando 359 crian&ccedil;as de 0 a 14 anos, detectaram predom&iacute;nio    do sexo masculino (62%) equivalente ao do presente estudo e maior freq&uuml;&ecirc;ncia    na faixa de 5 a 9 anos (44%), seguida por 32% na de maiores que dez anos e 24%    nos de 0 a 4 anos. Mas, se considerados apenas aquelas crian&ccedil;as de at&eacute;    dez anos, no total de 256 crian&ccedil;as, os maiores de cinco anos somariam    54,7%, ou seja, o inverso do obtido neste estudo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Quanto &agrave;    natureza da les&atilde;o, os traumatismos intracranianos foram os mais representativos    (67,6%), seguidos pelo grupo das &quot;outras les&otilde;es&quot; (21,4%). As    fraturas de cr&acirc;nio somaram 11%. Esse mesmo panorama ocorreu em todas as    faixas et&aacute;rias, verificando-se, entretanto, ser maior a ocorr&ecirc;ncia    de fraturas quanto mais baixa a idade das crian&ccedil;as (<a href="#tab1">Tabela    1</a>).</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/iesus/v10n2/2a04t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A inespecificidade    decorrente do uso do diagn&oacute;stico m&eacute;dico principal, e n&atilde;o    do conjunto de les&otilde;es sofridas pela v&iacute;tima, al&eacute;m da falta    de outros dados necess&aacute;rios para definir a gravidade do trauma, prejudicaram    as an&aacute;lises deste aspecto.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diversifica&ccedil;&otilde;es    para categorizar a gravidade do TCE podem ser constatadas, tamb&eacute;m, na    literatura, nos estudos em crian&ccedil;as. Arnarson e Halldorsson<sup>3</sup> selecionaram    somente crian&ccedil;as com trauma intracraniano (CID-9 c&oacute;digos: 850    - trauma moderado; 851-854 - trauma grave).<sup>15</sup> Durkin e colaboradores<sup>4</sup> para    definir les&otilde;es cr&acirc;nio-encef&aacute;licas como m&iacute;nimas e    m&aacute;ximas, associaram aos c&oacute;digos de classifica&ccedil;&atilde;o    da natureza da les&atilde;o da CID-9 alguns par&acirc;metros mutuamente exclusivos    relacionados com perda ou n&atilde;o da consci&ecirc;ncia e sua dura&ccedil;&atilde;o,    tempo de hospitaliza&ccedil;&atilde;o por TCE e alta ou &oacute;bito hospitalar.    Emanuelson, Wendt5 associaram aos c&oacute;digos da CID-9 relativos a TCE, a    presen&ccedil;a de uma hora ou mais de inconsci&ecirc;ncia ou dados cl&iacute;nicos,    neurofisiol&oacute;gicos ou neurorradiol&oacute;gicos para definir a gravidade    do trauma. Outros autores utilizaram os escores da Escala de Coma de Glasgow    para classificar a gravidade do TCE.<sup>6,8</sup> Tais categoriza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o    puderam ser usadas no presente estudo, porque dados sobre estado de consci&ecirc;ncia    do paciente n&atilde;o est&atilde;o contemplados na fonte utilizada (AIH).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Tamb&eacute;m,    a precis&atilde;o quanto aos diferentes graus de gravidade demandaria sistemas    classificat&oacute;rios que exigem, al&eacute;m do diagn&oacute;stico principal,    a identifica&ccedil;&atilde;o e a pontua&ccedil;&atilde;o de todas les&otilde;es    do paciente ou dados do seu estado de consci&ecirc;ncia. Seria, por exemplo,    o caso de utiliza&ccedil;&atilde;o de sistemas de base anat&ocirc;mica como    o AIS/ISS (<i>Abbreviated Injury Scale/Injury Severity Score</i>) ou de sistemas de    base fisiol&oacute;gica como a Escala de Gama de Glasgow (ECGl), testados em    uma grande base de dados de cerca de 160 mil pacientes e capazes de determinar    a gravidade do trauma.<sup>16</sup> Mas, para isso, seriam necess&aacute;rias outras fontes    de dados, como o pr&oacute;prio prontu&aacute;rio do paciente ou protocolos    especificamente projetados para obter tais dados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Quanto ao tempo    de perman&ecirc;ncia no hospital, a maioria das crian&ccedil;as ficou internada    entre um e tr&ecirc;s dias (73,9%) valor que, somado ao correspondente aos menores    de um dia, ultrapassou o correspondente a tr&ecirc;s quartas partes das interna&ccedil;&otilde;es    (<a href="#tab2">Tabela 2</a>).</font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/iesus/v10n2/2a04t2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Embora o tempo    de perman&ecirc;ncia no hospital mostre varia&ccedil;&otilde;es de um estudo    para outro, com m&eacute;dias oscilando de 6 a 15,7 dias,<sup>5,7</sup> ou predominando    os hospitalizados por tempo menor que uma semana,6 chama a aten&ccedil;&atilde;o,    a curta perman&ecirc;ncia da presente popula&ccedil;&atilde;o, nos hospitais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Este fato pode    estar relacionado &agrave; gravidade do trauma que, conforme referido, n&atilde;o    p&ocirc;de ser analisado neste estudo. No presente trabalho, entretanto, foi    poss&iacute;vel verificar que crian&ccedil;as que ficaram internadas menos que    um dia apresentaram taxa de letalidade hospitalar bastante mais elevada que    as demais. Essa constata&ccedil;&atilde;o pode parecer absurda, na medida em    que deveriam permanecer internados menos tempo, os portadores de les&otilde;es    menos graves. O que ocorre, entretanto, &eacute; que as crian&ccedil;as internadas    por pouco tempo, em geral, foram as que, pela gravidade de suas les&otilde;es,    em geral, tiveram o &oacute;bito como tipo de sa&iacute;da hospitalar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Aspecto de suma    import&acirc;ncia, que &eacute; poss&iacute;vel de ser analisado nos dados de    morbidade hospitalar a partir de 1998, como j&aacute; salientado, diz respeito    ao tipo de causa externa respons&aacute;vel pelo trauma e considerado motivo    da interna&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Como j&aacute;    mencionado, a maioria das crian&ccedil;as internadas apresentou traumatismo    intracraniano (67,6%). Se considerada a causa externa, verifica-se que as quedas    constitu&iacute;ram o mais importante grupo de acidentes, com 61,2% do total    de interna&ccedil;&otilde;es, seguida pelos acidentes de transporte com 21,1%    (<a href="#tab3">Tabela 3</a>).</font></p>     <p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/iesus/v10n2/2a04t3.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Analisando separadamente    esses dois principais grupos de causas, verifica-se que eles preponderaram em    todas as faixas et&aacute;rias estudadas, inclusive entre os menores de um ano,    como mostram os dados da <a href="#fig2">Figura 2</a>.</font></p>     <p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/iesus/v10n2/2a04f2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Infelizmente,    devido a dados incompletos quanto &agrave; qualidade da informa&ccedil;&atilde;o,    n&atilde;o foi poss&iacute;vel determinar, na maioria dos casos, o tipo de queda.    Destacam-se, entretanto, nos menores de um ano, as quedas no mesmo n&iacute;vel    (11,4%), quedas de cama (14%), cadeira ou outro tipo de mob&iacute;lia (3,5%),    bem como outras, de n&iacute;veis diferentes. No grupo de um a quatro anos,    aparecem as quedas de janela (5,4%), de escada (8,7%), bem como cama e cadeira    (7%). Na faixa dos cinco a nove anos, quedas de janela (5,2%), &aacute;rvore    (3,3%), bem como quedas de n&iacute;veis diferentes, n&atilde;o especificados    (10,2%) e algumas referidas como queda de equipamentos de parquinho (<i>play-ground</i>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os acidentes de    tr&acirc;nsito, por sua vez, totalizando 21,1% das interna&ccedil;&otilde;es,    mostraram propor&ccedil;&otilde;es crescentes &agrave; medida que aumenta a    idade dos pacientes, preponderando, em todas as faixas, o atropelamento das    crian&ccedil;as, enquanto pedestres ou ciclistas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Distribui&ccedil;&atilde;o    semelhante &agrave; deste estudo foi encontrada por Arnarson e Haldorsson.<sup>3</sup>   Outros detectaram os acidentes de tr&acirc;nsito como mais freq&uuml;entes e,    a seguir, quedas, oscilando, respectivamente, entre 38 e 30% nos primeiros e    nas quedas, entre 34 e 22%.<sup>4,5</sup> Acidentes de tr&acirc;nsito ocorrendo em primeiro    lugar, com grande predom&iacute;nio (83 e 57,2%), seguidos pelas quedas em menor    propor&ccedil;&atilde;o (22,5 e 11%), foram tamb&eacute;m verificados.<sup>6,8</sup> Como    j&aacute; mencionado, os recortes utilizados pelos autores, bem como a abrang&ecirc;ncia    da faixa et&aacute;ria em an&aacute;lise, apresentam diferen&ccedil;as e, conseq&uuml;entemente,    as poss&iacute;veis compara&ccedil;&otilde;es ficam, &agrave;s vezes, prejudicadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Quanto a agress&otilde;es,    embora em pequeno n&uacute;mero, chama a aten&ccedil;&atilde;o o fato de ter    havido 297 interna&ccedil;&otilde;es que tiveram como causa traumatismos de    cr&acirc;nio decorrentes de agress&otilde;es (na linguagem da CID-10) ou &quot;tentativas    de homic&iacute;dio&quot; (como referia a CID-9). Dessas causas, embora tamb&eacute;m    grande n&uacute;mero n&atilde;o tivesse podido ser mais detalhada, algumas observa&ccedil;&otilde;es    s&atilde;o importantes: cerca de 10% foram codificadas como decorrentes de maus    tratos na inf&acirc;ncia, o mesmo percentual ficando por conta de agress&atilde;o    por arma de fogo e por objetos contundentes. Relativamente &agrave; idade das    crian&ccedil;as agredidas, verificou-se que 145 casos (48,8%) corresponderam    &agrave;s idades de 5 a 9 anos, 86 (29%) &agrave; faixa et&aacute;ria de 1 a    4 anos e 66 (22,2%) aos menores de um ano. Cumpre esclarecer que as 297 crian&ccedil;as    internadas em decorr&ecirc;ncia de agress&otilde;es n&atilde;o corresponderam    exatamente a v&iacute;timas de maus tratos; nessa categoria estiveram, como    se frisou, cerca de 10%, sabendo-se, entretanto, que essa causa &eacute; bastante    subestimada.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Analisando causas    externas e idade, Zukerman e Conway<sup>9</sup> mostraram que crian&ccedil;as de at&eacute;    dois anos t&ecirc;m como causa o chamado &quot;abuso&quot; e acidentes de tr&acirc;nsito    (passageiro); de 2 a 5 anos, t&ecirc;m as mesmas causas, por&eacute;m os atropelamentos    come&ccedil;am a aparecer; de 6 a 12 anos s&atilde;o comuns as quedas, os atropelamentos    e os acidentes, nos quais as crian&ccedil;as aparecem dirigindo bicicletas ou    ciclomotores ou ainda patinando. Nos adolescentes, predominam os acidentes de    tr&acirc;nsito (&agrave;s vezes, j&aacute; na qualidade de condutores), as agress&otilde;es    e o trauma no esporte.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Enfeixados sob    a ep&iacute;grafe de &quot;outros acidentes&quot; est&atilde;o alguns tipos    especiais de causas, como &quot;impacto causado por objeto lan&ccedil;ado&quot;    e &quot;colis&atilde;o entre duas pessoas&quot;. Fica, entretanto, a maioria    dos casos, rotulados como &quot;acidentes n&atilde;o especificados&quot;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; letalidade hospitalar, a taxa foi de 2%, sendo mais elevada entre os    menores de um ano (2,3%). Quanto aos tipos de causa externa, levando &agrave;    alta ou ao &oacute;bito, a taxa de letalidade hospitalar foi maior nas agress&otilde;es    (5,7%), seguida dos acidentes de transporte (4,2%), como pode ser visto na <a href="#tab4">Tabela    4</a>.</font></p>     <p><a name="tab4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/iesus/v10n2/2a04t4.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Taxas de mortalidade    hospitalar apresentaram grandes varia&ccedil;&otilde;es e certamente est&atilde;o    relacionadas aos crit&eacute;rios de sele&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o    estudada, sendo, portanto, temer&aacute;rio qualquer tipo de compara&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; interessante    assinalar, por&eacute;m, que Arnarson e Haldorsson<sup>3</sup> encontraram incid&ecirc;ncia    anual de crian&ccedil;as mortas, devido a TCE, de 0,03 por mil habitantes, comentando    que houve similaridade com outros pa&iacute;ses como os Estados Unidos da Am&eacute;rica,    onde a taxa encontrada foi de 0,10 e Israel, que foi de 0,03.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Como salientado    nos v&aacute;rios aspectos epidemiol&oacute;gicos aqui analisados, os fatores    limitantes estiveram relacionados com dados dispon&iacute;veis na fonte utilizada    (AIH) e diferen&ccedil;as metodol&oacute;gicas, particularmente na sele&ccedil;&atilde;o    da popula&ccedil;&atilde;o de estudo, adotada pelos autores, dificultando as    poss&iacute;veis compara&ccedil;&otilde;es.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Contudo, quedas    e acidentes de tr&acirc;nsito mostraram-se evidentes como causas predominantes    de TCE em crian&ccedil;as internadas, indicando caminhos para preven&ccedil;&atilde;o,    dados que s&atilde;o, em geral, eventos preven&iacute;veis.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Considera&ccedil;&otilde;es    Finais</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial da Sa&uacute;de (OMS), ao trabalhar com dados de mortalidade, instituiu,    em 1946, o conceito de causa b&aacute;sica de morte,<sup>14</sup> em vigor at&eacute; hoje,    definindo-a, no caso de &oacute;bitos por acidentes e viol&ecirc;ncias, como    o tipo de les&atilde;o que iniciou a cadeia de eventos e que veio a terminar    com a morte. Na realidade, com base na id&eacute;ia de que, para evitar o &ecirc;xito    letal, &eacute; necess&aacute;rio instituir a cura em algum momento dessa cadeia,    prop&ocirc;s, exatamente, que esse momento deveria corresponder &agrave; causa    precipitante, ou seja, para evitar que a sucess&atilde;o de eventos acontecesse,    o melhor era prevenir que o acidente ou a viol&ecirc;ncia ocorresse. Essa &eacute;    a raz&atilde;o pela qual todos os estudos de mortalidade s&atilde;o feitos com    vistas &agrave; causa b&aacute;sica da morte.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Do ponto de vista    da morbidade, a l&oacute;gica da OMS era buscar conhecer, em detalhe, a natureza    das les&otilde;es ocasionadas, a fim de poder melhor trat&aacute;-las.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A D&eacute;cima    Revis&atilde;o da Classifica&ccedil;&atilde;o Internacional de Doen&ccedil;as    trouxe &agrave; luz a determina&ccedil;&atilde;o de que, no caso espec&iacute;fico    da mortalidade por les&otilde;es, considera-se importante descrever tanto a    natureza da les&atilde;o como as circunst&acirc;ncias que a originaram.<sup>14</sup> Em    termos de estudos populacionais, este fato n&atilde;o era poss&iacute;vel no    Brasil, visto que as estat&iacute;sticas de morbidade hospitalar trabalhavam    somente com a natureza das les&otilde;es apresentadas. Em fins de 1997, Portaria    do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de<sup>17</sup> determinou que, quando se tratasse de    interna&ccedil;&atilde;o por causa externa, as AIH deveriam ser preenchidas    com a dupla &oacute;ptica de permitir conhecer tanto a natureza da les&atilde;o    quanto o tipo de causa externa que originou essa les&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Considera-se,    assim, que os achados do presente trabalho, dando a possibilidade de estudar    os dados de ocorr&ecirc;ncia da distribui&ccedil;&atilde;o dos TCE em crian&ccedil;as,    sua an&aacute;lise segundo vari&aacute;veis como tempo de perman&ecirc;ncia    e tipo de sa&iacute;da, ao lado de conhecimento dos tipos de acidentes/viol&ecirc;ncias    que ocasionaram esses traumatismos e sua rela&ccedil;&atilde;o com vari&aacute;veis    como sexo e idade, constituem elemento absolutamente fundamental quando se pensa    em preven&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; importante    salientar que a verdadeira medida da import&acirc;ncia desses traumatismos n&atilde;o    &eacute; mostrada somente pelas interna&ccedil;&otilde;es, devido ao fato de    que, para os atendimentos de Pronto Socorro n&atilde;o s&atilde;o preenchidas    as AIH. Da mesma forma, os casos de acidentes e viol&ecirc;ncias que originaram    &oacute;bito imediato sem, portanto, qualquer tipo de atendimento m&eacute;dico,    est&atilde;o exclu&iacute;dos desta apresenta&ccedil;&atilde;o. Contudo, a massa    de dados &eacute; de tal ordem que permite uma vis&atilde;o bastante ampla desse    panorama.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Aos epidemiologistas    &eacute; oferecido um instrumento sobre o qual v&aacute;rios outros estudos    poder&atilde;o ser feitos. De outra parte, enfatiza-se que a melhoria da qualidade    da informa&ccedil;&atilde;o - no sentido de um maior detalhamento dos tipos    de acidentes/viol&ecirc;ncias sofridos - representa uma meta a ser alcan&ccedil;ada,    a fim de que o quadro epidemiol&oacute;gico relativo &agrave; morbidade hospitalar    das nossas crian&ccedil;as possa ser melhor delineado. Conhecer quem &eacute;    vulner&aacute;vel, em que grau e por que motivos, representar&aacute; com certeza    subs&iacute;dio importante para que pol&iacute;ticas de preven&ccedil;&atilde;o    e de redu&ccedil;&atilde;o da morbimortalidade por acidentes e viol&ecirc;ncias    venham a ser estabelecidas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Aos pediatras,    &eacute; oferecida especificamente a oportunidade de, com conhecimento de causa,    poderem contribuir na transmiss&atilde;o de medidas educativas seguras, como    por exemplo, a relativa ao uso de equipamentos visando bloquear escadas e janelas,    para que as crian&ccedil;as n&atilde;o venham a ser v&iacute;timas de quedas    que levam a traumas de cr&acirc;nio.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dessa forma, unidos    nesse trabalho conjunto, almeja-se que os resultados possam contribuir para    evitar que a chamada epidemia silenciosa<sup>9</sup> continue a fazer v&iacute;timas entre    as nossas crian&ccedil;as.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Importante aspecto    a ser vislumbrado &eacute; a possibilidade de, com melhores informa&ccedil;&otilde;es,    poder vir a se conhecer, certamente, mais detalhes sobre o problema de maus    tratos na inf&acirc;ncia.<sup>9</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Finalmente, considera-se    que, maiores detalhamentos quanto aos tipos de causas externas e sua rela&ccedil;&atilde;o    com a gravidade do trauma podem e devem ser melhor investigados e que, tamb&eacute;m,    seria oportuno estender a faixa et&aacute;ria das crian&ccedil;as de forma a    abranger tamb&eacute;m os adolescentes.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias    bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Koizumi MS,    Lebr&atilde;o ML, Mello Jorge MHP, Primerano V. Morbimortalidade por traumatismo    cr&acirc;nio-encef&aacute;lico no munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo, 1997.    Arquivos de Neuropsiquiatria 2000; 58(1):81-89.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Colli BO, Sato    T, Oliveira RS. Caracter&iacute;sticas dos pacientes com traumatismo cr&acirc;nio-encef&aacute;lico    atendidos no Hospital das Cl&iacute;nicas da Faculdade de Medicina de Ribeir&atilde;o    Preto. Arquivos de Neuropsiquiatria 1997;55:91-100.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 3. Arnarson EO,    Halldorsson JG. Head trauma among children in Reykjav&iacute;k. Acta Paediatrica    1995;84:96-99.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Durkin MS, Olsen    S, Barlow B, Virella A, Connolly ES. 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