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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Projeto Bambuí: um estudo epidemiológico de características sociodemográficas, suporte social e indicadores de condição de saúde dos idosos em comparação aos adultos jovens]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The Bambuí Project: an epidemiological study of socio demographic characteristics, social support and selected health status indicators of the ederly compared with young adults]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The objectives of the present study are: (a) to describe the distribution of socio demographic characteristics, indicators of social support, and indicators of health status among the elderly and (b) to compare these characteristics with those of young adults living in the municipality of Bambuí, Minas Gerais. All inhabitants aged 60 or more years (1742 individuals) and a random sample of 1020 inhabitants aged 18-59 years were selected. From these, 1606 (92.2%) and 909 (99.1%) participated in the study, respectively. The characteristics of the elderly, in comparison with young adults, were similar to the Brazilian population regarding age distribution, higher proportion of women in older ages, increasing fecundity, less education, less household income and increased proportion of widows and heads of family among the elderly. The ratio between sexes was close to those of urban areas in Brazil. The socioeconomic data pointed out the higher vulnerability of the elderly in the study population, in relation to young adults, especially among females. The social indicators revealed that the elderly are an important source of support to the family showing solidarity between generations. All indicators used showed decrease in health status with age, with a great proportion of hospitalization among elderly, especially among those oldest. Our results reinforce the need for further population based epidemiological studies of the elderly to better understand their characteristics and social demands around the country.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Envelhecimento]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><a name="topo"></a><b><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Projeto    Bambu&iacute;: um estudo epidemiol&oacute;gico de caracter&iacute;sticas sociodemogr&aacute;ficas,    suporte social e indicadores de condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de dos idosos    em compara&ccedil;&atilde;o aos adultos jovens<sup><a href="#endereco">*</a></sup>    </font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>The Bambu&iacute;    Project: an epidemiological study of socio demographic characteristics, social    support and selected health status indicators of the ederly compared with young    adults</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Maria Fernanda    F. de Lima e Costa; Henrique L. Guerra; Jos&eacute;lia O. A. Firmo; Elizabeth    Uch&ocirc;a</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> N&uacute;cleo    de Estudos em Sa&uacute;de P&uacute;blica e Envelhecimento - NESPE - CPqRR/FIOCRUZ</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp; </p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O presente trabalho    tem por objetivos: (a) descrever a distribui&ccedil;&atilde;o de caracter&iacute;sticas    sociodemogr&aacute;ficas, indicadores de suporte social e indicadores da condi&ccedil;&atilde;o    de sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o idosa e (b) comparar estas caracter&iacute;sticas    com as da popula&ccedil;&atilde;o mais jovem. Todos os habitantes da cidade    de Bambu&iacute; (MG) com 60 ou mais anos (n=1,742) e uma amostra aleat&oacute;ria    de 1.020 moradores com 18-59 anos de idade foram selecionados para o estudo.    Destes, 1,606 (92,2%) e 909 (89,1%) participaram, respectivamente. As caracter&iacute;sticas    sociodemogr&aacute;ficas dos idosos, em compara&ccedil;&atilde;o &agrave;s dos    mais jovens, foram muito semelhantes &agrave;s da popula&ccedil;&atilde;o brasileira,    no que se refere &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o et&aacute;ria, feminiza&ccedil;&atilde;o    do envelhecimento, maior fecundidade, menor escolaridade, menor renda domiciliar    e ao aumento com a idade da propor&ccedil;&atilde;o de chefes de fam&iacute;lia    e de vi&uacute;vas. A rela&ccedil;&atilde;o entre os sexos aproximou-se mais    da composi&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es urbanas do pa&iacute;s    do que das rurais. O conjunto de dados sociodemogr&aacute;ficos estudados apontou    para a maior vulnerabilidade dos idosos, em rela&ccedil;&atilde;o aos mais jovens,    especialmente das mulheres. Os indicadores de suporte social investigados mostraram    uma importante rede de solidariedade entre gera&ccedil;&otilde;es, verificada    atrav&eacute;s da ajuda que o idoso recebe (financeira, moradia e/ou companhia)    e presta &agrave; sua fam&iacute;lia. Todos os indicadores utilizados mostraram    uma piora do estado de sa&uacute;de com o aumento da idade, chamando aten&ccedil;&atilde;o    a grande propor&ccedil;&atilde;o de hospitaliza&ccedil;&atilde;o entre idosos    e, em especial, entre os idosos mais velhos. Nossos resultados refor&ccedil;am    a necessidade de aumentar o n&uacute;mero de estudos epidemiol&oacute;gicos    da popula&ccedil;&atilde;o idosa para que o mapeamento das suas caracter&iacute;sticas    e demandas sociais possa ser feito no pa&iacute;s.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-Chave:</b>    Envelhecimento; Epidemiologia; Sa&uacute;de do Idoso; Bambu&iacute; - Brasil.</font></p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> The objectives    of the present study are: (a) to describe the distribution of socio demographic    characteristics, indicators of social support, and indicators of health status    among the elderly and (b) to compare these characteristics with those of young    adults living in the municipality of Bambu&iacute;, Minas Gerais. All inhabitants    aged 60 or more years (1742 individuals) and a random sample of 1020 inhabitants    aged 18-59 years were selected. From these, 1606 (92.2%) and 909 (99.1%) participated    in the study, respectively. The characteristics of the elderly, in comparison    with young adults, were similar to the Brazilian population regarding age distribution,    higher proportion of women in older ages, increasing fecundity, less education,    less household income and increased proportion of widows and heads of family    among the elderly. The ratio between sexes was close to those of urban areas    in Brazil. The socioeconomic data pointed out the higher vulnerability of the    elderly in the study population, in relation to young adults, especially among    females. The social indicators revealed that the elderly are an important source    of support to the family showing solidarity between generations. All indicators    used showed decrease in health status with age, with a great proportion of hospitalization    among elderly, especially among those oldest. Our results reinforce the need    for further population based epidemiological studies of the elderly to better    understand their characteristics and social demands around the country.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Key Words:</b> Aging;    Epidemiology; Aging Health; Bambu&iacute;-Brazil.</font></p> <hr size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os idosos, particularmente    os mais velhos, constituem o segmento que mais cresce da popula&ccedil;&atilde;o    brasileira. Entre 1991 e 1996, o n&uacute;mero de habitantes com 60 a 69, 70    a 79 e 80 e mais anos de idade aumentou respectivamente, cerca de duas (28%),    tr&ecirc;s (42%) e quatro vezes mais (62%), do que a popula&ccedil;&atilde;o    brasileira mais jovem (14%).<sup>1,2</sup> Esse crescimento n&atilde;o tem sido acompanhado    na mesma propor&ccedil;&atilde;o por estudos epidemiol&oacute;gicos sobre a    popula&ccedil;&atilde;o idosa. De fato, at&eacute; muito recentemente, os bons    inqu&eacute;ritos de sa&uacute;de brasileiros exclu&iacute;am a popula&ccedil;&atilde;o    idosa ou tratavam todos aqueles com 60 a 65 ou mais anos de idade como se fossem    um grupo homog&ecirc;neo.<sup>3,4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Informa&ccedil;&otilde;es    sobre condi&ccedil;&otilde;es sociais da popula&ccedil;&atilde;o idosa s&atilde;o    fundamentais para que se possa mapear suas necessidades e orientar pol&iacute;ticas    sociais.<sup>5</sup> Informa&ccedil;&otilde;es sobre as condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de,    padr&otilde;es de uso e demandas por servi&ccedil;os s&atilde;o fundamentais    para orientar pol&iacute;ticas de sa&uacute;de voltadas para essa popula&ccedil;&atilde;o.    Estudos epidemiol&oacute;gicos com base populacional (ou seja, aqueles que estudam    idosos residentes na comunidade) fornecem esse tipo de informa&ccedil;&atilde;o,    mas esses estudos s&atilde;o ainda raros no Brasil. Pelo nosso conhecimento,    estudos com base populacional da sa&uacute;de do idoso foram desenvolvidos somente    em S&atilde;o Paulo,<sup>6-8</sup> Rio de Janeiro,<sup>9</sup> Fortaleza,<sup>10</sup> Veran&oacute;polis<sup>11</sup> e    no Estado do Rio Grande do Sul.<sup>12</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O sistema p&uacute;blico    de sa&uacute;de brasileiro (Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de) &eacute; descentralizado.    Isso significa que a pol&iacute;tica da aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de    do idoso &eacute; preponderantemente de responsabilidade do munic&iacute;pio.    Cerca de dois ter&ccedil;os dos munic&iacute;pios brasileiros possuem vinte    mil habitantes ou menos.<sup>2</sup> As condi&ccedil;&otilde;es sociais e, em particular,    as condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o idosa    nesses munic&iacute;pios s&atilde;o praticamente desconhecidas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Visando preencher    essa lacuna, est&aacute; sendo desenvolvido um estudo epidemiol&oacute;gico    com base populacional da sa&uacute;de do idoso na cidade de Bambu&iacute; (Minas    Gerais), que tem cerca de 15 mil habitantes. O Projeto Bambu&iacute; tem dois    componentes: (a) um estudo de coorte da popula&ccedil;&atilde;o idosa e (b)    um inqu&eacute;rito de sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o mais jovem. Para    o estudo de coorte foram selecionados todos os idosos (60 ou mais anos) residentes    na comunidade. A linha de base do estudo foi constitu&iacute;da em 1997 e os    participantes v&ecirc;m sendo seguidos anualmente desde ent&atilde;o. Para o    inqu&eacute;rito de sa&uacute;de, foi selecionada, em 1996, uma amostra representativa    de indiv&iacute;duos com 18 a 59 anos de idade. O inqu&eacute;rito de sa&uacute;de    foi desenvolvido para permitir compara&ccedil;&otilde;es das caracter&iacute;sticas    dos idosos observadas na linha de base do estudo de coorte com as da popula&ccedil;&atilde;o    mais jovem.<sup>13</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O presente trabalho    &eacute; parte do Projeto Bambu&iacute; e tem por objetivos: (1) descrever a    distribui&ccedil;&atilde;o de caracter&iacute;sticas sociodemogr&aacute;ficas,    de indicadores de suporte social e de indicadores da condi&ccedil;&atilde;o    de sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o idosa e (2) comparar essas caracter&iacute;sticas    com as da popula&ccedil;&atilde;o mais jovem.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Material e m&eacute;todos</b></font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>&Aacute;rea</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O munic&iacute;pio    de Bambu&iacute; (oeste do Estado de Minas Gerais) possu&iacute;a 20.573 habitantes    em 1991, 73% dos quais viviam na sede (cidade de Bambu&iacute;). O &iacute;ndice    de desenvolvimento humano no munic&iacute;pio era 0,70, a esperan&ccedil;a de    vida ao nascer era igual a 70,2 anos e 75% dos &oacute;bitos eram entre pessoas    com 50 ou mais anos de idade. As doen&ccedil;as cardiovasculares eram as mais    freq&uuml;entes causas de mortalidade (34% do total de &oacute;bitos) e constitu&iacute;am    a segunda causa (18,5%), ap&oacute;s parto, que constitu&iacute;a a primeira    causa de interna&ccedil;&otilde;es hospitalares. A cidade de Bambu&iacute; possui    um hospital geral com 62 leitos e um m&eacute;dico para mil habitantes. As atividades    econ&ocirc;micas mais importantes s&atilde;o agricultura, pecu&aacute;ria leiteira    e com&eacute;rcio. Maiores detalhes podem ser vistos em outra publica&ccedil;&atilde;o.<sup>13</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Popula&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um censo completo    da cidade de Bambu&iacute; foi conduzido pela nossa equipe, entre novembro e    dezembro de 1996, para identifica&ccedil;&atilde;o dos idosos participantes    da linha de base do estudo de coorte. Todos os residentes com 60 ou mais anos    de idade (1.742 pessoas) foram selecionados para entrevista, medidas f&iacute;sicas    (medidas antropom&eacute;tricas e de press&atilde;o arterial), exames laboratoriais    (exames hematol&oacute;gicos e bioqu&iacute;micos) e eletrocardiograma. Al&iacute;quotas    de soro, plasma e camada de leuc&oacute;citos foram armazenadas para futuras    investiga&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O censo para a    identifica&ccedil;&atilde;o de participantes mais jovens foi realizado entre    outubro e novembro de 1994. Uma amostra probabil&iacute;stica simples sem reposi&ccedil;&atilde;o    de 1.664 moradores com cinco ou mais anos de idade foi selecionada. Os indiv&iacute;duos    selecionados para o presente trabalho (1.020 pessoas) s&atilde;o aqueles pertencentes    a esta amostra com idade entre 18 e 59 anos (Bambu&iacute; possu&iacute;a 8.899    habitantes nessa faixa et&aacute;ria).<sup>13</sup> O tamanho da amostra &eacute; suficiente    para estimar uma preval&ecirc;ncia das caracter&iacute;sticas estudadas de 0,50,    com intervalo de confian&ccedil;a igual a 0,95, para 0,20 de perdas e 0,03 de    precis&atilde;o.<sup>13</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Vari&aacute;veis</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Todas as informa&ccedil;&otilde;es    para este trabalho foram obtidas por meio do question&aacute;rio <i>Bambui Health    and Aging Study</i> (BHAS).<sup>13</sup> As entrevistas foram realizadas no domic&iacute;lio    do participante. Os entrevistadores foram selecionados entre membros da comunidade    com pelo menos 11 anos de escolaridade completa e foram exaustivamente treinados    por um dos autores. Quando o idoso n&atilde;o estava em condi&ccedil;&otilde;es    de responder &agrave; entrevista devido a d&eacute;ficit cognitivo ou outro    problema de sa&uacute;de, um respondente pr&oacute;ximo foi entrevistado, mas    as perguntas que requeriam julgamento pessoal n&atilde;o eram respondidas. No    presente trabalho foram consideradas vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas,    indicadores selecionados de suporte social e de condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As vari&aacute;veis    sociodemogr&aacute;ficas consideradas foram as seguintes: grupo et&aacute;rio    (18-39, 40-49, 50-59, 60-69, 70-79 e 80 ou mais anos); g&ecirc;nero; n&uacute;mero    de filhos (vari&aacute;vel cont&iacute;nua); estado civil (casados/vivendo juntos,    solteiros, divorciados/separados e vi&uacute;vos); n&uacute;mero de anos de    escolaridade completa (vari&aacute;vel cont&iacute;nua e discreta: 0, 1-3, 4-7,    8 ou mais anos); inser&ccedil;&atilde;o na fam&iacute;lia (chefe ou n&atilde;o);    religi&atilde;o (cat&oacute;lica e outras) e renda domiciliar (&lt; 2, 2,0-3,9    e 4 ou mais sal&aacute;rios m&iacute;nimos); principal fonte de renda (trabalho    atual, aposentadoria/pens&atilde;o e outra).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os indicadores    de suporte social considerados foram: residir s&oacute; (sim e n&atilde;o);    ser filiado a associa&ccedil;&otilde;es comunit&aacute;rias (sim e n&atilde;o);    freq&uuml;&ecirc;ncia a cultos religiosos (pelo menos uma vez por semana e menor    freq&uuml;&ecirc;ncia); receber ajuda financeira da fam&iacute;lia (sim e n&atilde;o);    receber ajuda da fam&iacute;lia atrav&eacute;s de moradia (sim e n&atilde;o);    ter a companhia da fam&iacute;lia (sim e n&atilde;o); prestar ajuda financeira    &agrave; fam&iacute;lia (sim e n&atilde;o); prestar ajuda &agrave; fam&iacute;lia    oferecendo moradia (sim e n&atilde;o); prestar ajuda &agrave; fam&iacute;lia    fazendo companhia (sim e n&atilde;o).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Com rela&ccedil;&atilde;o    &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de, os seguintes indicadores    foram considerados: capacidade para caminhar 1.500 metros sem se cansar; diagn&oacute;stico    m&eacute;dico anterior de doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas selecionadas (<i>algum    m&eacute;dico j&aacute; disse que o/a senhor/a j&aacute; teve: artrite, hipertens&atilde;o,    diabetes, angina ou infarto do cora&ccedil;&atilde;o?</i> sim e n&atilde;o); ter    deixado de realizar alguma das atividades habituais nas duas &uacute;ltimas    semanas por problemas de sa&uacute;de (sim e n&atilde;o); ter estado acamado    nas duas &uacute;ltimas semanas (sim e n&atilde;o); ter estado internado por    pelo menos uma noite em um hospital nos &uacute;ltimos 12 meses (sim e n&atilde;o).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O Projeto Bambu&iacute;    foi aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica da Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo    Cruz. Maiores detalhes sobre aspectos &eacute;ticos e metodologia do trabalho    podem ser vistos em trabalho anterior.<sup>13</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>An&aacute;lise    dos dados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A an&aacute;lise    dos dados foi baseada no teste qui-quadrado de Pearson (para propor&ccedil;&otilde;es)    e nas raz&otilde;es em <i>Odds ratios</i> e seus intervalos de confian&ccedil;a (m&eacute;todo    de Woolf).<sup>14</sup> As raz&otilde;es de chance foram ajustadas por sexo, usando-se    o m&eacute;todo de regress&atilde;o log&iacute;stica m&uacute;ltipla.<sup>15</sup> A an&aacute;lise    foi feita, utilizando-se o <i>software</i> Stata.<sup>16</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Entre os 1.742    habitantes com 60 ou mais anos de idade, 1.606 (92,2%) participaram do presente    trabalho. Entre os 1.020 indiv&iacute;duos com 18-59 anos de idade selecionados    para o estudo, 909 (89,1%) participaram. Respondentes pr&oacute;ximos foram    necess&aacute;rios somente para entrevistas com os idosos (5,6%).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Na <a href="#tab1">Tabela    1</a>, est&aacute; apresentada a distribui&ccedil;&atilde;o de caracter&iacute;sticas    sociodemogr&aacute;ficas selecionadas, segundo a faixa et&aacute;ria. As mulheres    predominaram em todas as faixas et&aacute;rias, sendo a sua propor&ccedil;&atilde;o    mais alta entre as idosas (59,6, 60,3 e 61,5% nas faixas et&aacute;rias de 60-69,    70-79 e 80 ou mais anos de idade, respectivamente). A mediana do n&uacute;mero    de filhos aumentou com a idade (1, 2 e 3 filhos, respectivamente, nas faixas    de 18-39, 40-49 e 50-59 anos e 4 filhos nas faixas et&aacute;rias superiores).    A propor&ccedil;&atilde;o de chefes de fam&iacute;lia aumentou com a idade,    sobretudo entre as mulheres. A religi&atilde;o cat&oacute;lica predominou em    todas as faixas et&aacute;rias, girando em torno de 90%, e esse resultado n&atilde;o    diferiu significativamente com a idade.</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/iesus/v10n4/4a02t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A propor&ccedil;&atilde;o    de vi&uacute;vos, em detrimento dos demais estados conjugais, aumentou com a    idade (p&lt;0,001). A propor&ccedil;&atilde;o de vi&uacute;vos foi menor em    todas as faixas et&aacute;rias em compara&ccedil;&atilde;o &agrave; de vi&uacute;vas    (<a href="#fig1">Figura 1</a>).</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/iesus/v10n4/4a02f1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="texto"></a>As    propor&ccedil;&otilde;es daqueles com menor escolaridade foi mais alta nos grupos    mais velhos (p&lt;0,001). A diminui&ccedil;&atilde;o da escolaridade com a idade    foi observada tanto entre os homens quanto entre as mulheres (<a href="#fig2">Figura    2</a>)<sup><a href="#endereco"></a></sup>.</font></p>     <p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/iesus/v10n4/4a02f2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A renda domiciliar    diminuiu acentuadamente com a idade (p&lt;0,001). A propor&ccedil;&atilde;o    de mulheres que possu&iacute;am renda domiciliar mais baixa (menor de dois sal&aacute;rios    m&iacute;nimos) foi maior do que a dos homens em todas as faixas et&aacute;rias    (<a href="#fig3">Figura 3</a>).<sup><a href="#endereco"></a></sup></font></p>     <p><a name="fig3"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/iesus/v10n4/4a02f3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Como era de se    esperar, a propor&ccedil;&atilde;o daqueles cujas fontes de renda eram origin&aacute;rias    do trabalho diminuiu com a idade, em detrimento daqueles cuja principal fonte    de renda era a aposentadoria ou outra fonte (p&lt;0,001). A propor&ccedil;&atilde;o    de aposentados/pensionistas foi maior entre as mulheres a partir dos 40 anos    de idade em compara&ccedil;&atilde;o aos homens (<a href="#fig4">Figura 4</a>).</font></p>     <p><a name="fig4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/iesus/v10n4/4a02f4.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Na <a href="#tab2">Tabela    2</a>, est&aacute; apresentada a distribui&ccedil;&atilde;o de indicadores selecionados    de suporte social, segundo a faixa et&aacute;ria. A propor&ccedil;&atilde;o    de pessoas que residiam s&oacute;s aumentou com a idade, tanto entre os homens    como entre as mulheres. A filia&ccedil;&atilde;o a associa&ccedil;&otilde;es    comunit&aacute;rias tamb&eacute;m aumentou com a idade, especialmente entre    as mulheres. A freq&uuml;&ecirc;ncia a cultos religiosos aumentou com a idade    e foi maior entre as mulheres, exceto entre as idosas mais velhas (80 ou mais    anos). A ajuda financeira da fam&iacute;lia foi maior nas faixas et&aacute;rias    extremas (18-39 e 80 ou mais anos); em todas as faixas et&aacute;rias, as mulheres    recebiam mais ajuda financeira da fam&iacute;lia do que os homens. O oferecimento    de moradia tamb&eacute;m foi maior para as mulheres do que para os homens de    todas as faixas et&aacute;rias; esse tipo de ajuda foi significativamente menor    em todas as faixas et&aacute;rias quando comparadas &agrave; faixa et&aacute;ria    mais jovem. O oferecimento de companhia foi menor em todas as faixas et&aacute;rias    em compara&ccedil;&atilde;o &agrave; faixa et&aacute;ria mais jovem.</font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/iesus/v10n4/4a02t2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Na <a href="#tab3">Tabela    3</a>, est&aacute; apresentada a distribui&ccedil;&atilde;o de pessoas que relataram    ajudar a fam&iacute;lia financeiramente, com moradia ou com companhia. A ajuda    financeira &agrave; fam&iacute;lia reduziu-se com a idade; a ajuda financeira    foi mais freq&uuml;ente entre os homens do que entre as mulheres de todas as    faixas et&aacute;rias. A ajuda com moradia &agrave; fam&iacute;lia foi maior    em todas as faixas et&aacute;rias ap&oacute;s os 40 anos de idade; esse tipo    de ajuda foi mais freq&uuml;ente entre os homens do que entre as mulheres. A    propor&ccedil;&atilde;o dos que relataram ajudar a fam&iacute;lia fazendo companhia    foi alta entre homens e mulheres e diminuiu com a idade.</font></p>     <p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/iesus/v10n4/4a02t3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os seguintes indicadores    da condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de pioraram com a idade: incapacidade    para caminhar 1.500 metros sem se cansar, diagn&oacute;stico m&eacute;dico de    pelo menos uma entre cinco doen&ccedil;as/condi&ccedil;&otilde;es cr&ocirc;nicas,    ter deixado de realizar alguma das atividades rotineiras por problemas de sa&uacute;de    nas duas &uacute;ltimas semanas, ter estado acamado nesse per&iacute;odo e ter    estado internado em um hospital nos &uacute;ltimos 12 meses (<a href="#tab4">Tabela    4</a>).</font></p>     <p><a name="tab4"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/iesus/v10n4/4a02t4.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados    deste trabalho mostram que, de uma maneira geral, as caracter&iacute;sticas    sociodemogr&aacute;ficas dos participantes do Projeto Bambu&iacute; apresentam    as mesmas tend&ecirc;ncias observadas para a popula&ccedil;&atilde;o idosa brasileira:    acentuado predom&iacute;nio de mulheres (feminiza&ccedil;&atilde;o do envelhecimento),    maior n&uacute;mero de filhos (redu&ccedil;&atilde;o da fecundidade entre os    mais jovens), menor escolaridade, aumento da propor&ccedil;&atilde;o de mulheres    como chefes de fam&iacute;lia, menor renda domiciliar e maior propor&ccedil;&atilde;o    de vi&uacute;vas em compara&ccedil;&atilde;o &agrave; de vi&uacute;vos.<sup>5,17</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A distribui&ccedil;&atilde;o    dos idosos bambuienses segundo a idade (58, 31 e 11% nas faixas et&aacute;rias    de 60-69, 70-79 e 80 anos e mais de idade) foi igual &agrave; da popula&ccedil;&atilde;o    brasileira no per&iacute;odo correspondente (58, 31 e 12%, respectivamente).<sup>18</sup>    A raz&atilde;o entre os sexos masculino/feminino (ou seja, o n&uacute;mero de    homens em rela&ccedil;&atilde;o a 100 mulheres na faixa et&aacute;ria) diminuiu    com a idade (cerca de 63-65% a partir dos 60 anos). Essa raz&atilde;o foi cerca    de duas vezes menor que o observado em zonas rurais (122%) e cerca de vinte    por cento menor que o observado em zonas urbanas brasileiras (82%).<sup>5</sup> O excesso    de mu-lheres na &aacute;rea estudada pode ser devido a diferencial da mortalidade    entre os sexos e/ou a maior emigra&ccedil;&atilde;o masculina em busca de trabalho.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A redu&ccedil;&atilde;o    da fecundidade nas coortes mais jovens em Bambu&iacute; &eacute; evidente. A    mediana do n&uacute;mero de filhos diminuiu progressivamente de quatro, entre    os aqueles com 60 ou mais anos de idade, para tr&ecirc;s, dois e um nas faixas    et&aacute;rias mais jovens. Essa tend&ecirc;ncia &eacute; consistente com o    observado para a popula&ccedil;&atilde;o brasileira.<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A chefia feminina    das fam&iacute;lias correspondeu a apenas 13% na faixa et&aacute;ria de 18-39    anos em compara&ccedil;&atilde;o a 49% dos homens. &Agrave; medida em que a    idade aumentou as chefias femininas tamb&eacute;m aumentaram, alcan&ccedil;ando    62% das mulheres aos 80 ou mais anos de idade. Essa tend&ecirc;ncia tamb&eacute;m    &eacute; consistente com o observado para a popula&ccedil;&atilde;o brasileira.    O aumento das chefias femininas com a idade &eacute; conseq&uuml;&ecirc;ncia    da viuvez, de separa&ccedil;&otilde;es e de maternidade sem casamento. Os domic&iacute;lios    chefiados por mulheres e por idosos tendem a possuir menor renda, refletindo    uma situa&ccedil;&atilde;o de maior vulnerabilidade.<sup>5</sup> As maiores discrep&acirc;ncias    entre os g&ecirc;neros foram observadas em rela&ccedil;&atilde;o ao estado civil.    O predom&iacute;nio de vi&uacute;vas em compara&ccedil;&atilde;o ao de vi&uacute;vos    &eacute; evidente em todas as faixas et&aacute;rias, especialmente nas mais    velhas: 64% dos homens bambuienses com 80 ou mais anos de idade eram casados    e somente 23% eram vi&uacute;vos; entre as mulheres a propor&ccedil;&atilde;o    de casadas foi de somente 18% e a de vi&uacute;vas de 73%. Tend&ecirc;ncias    semelhantes s&atilde;o observadas para a popula&ccedil;&atilde;o brasileira,    indicando que as mulheres t&ecirc;m maiores chances de enfrentar o decl&iacute;nio    da sua capacidade f&iacute;sica e mental sem o suporte de um companheiro.<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A escolaridade    diminuiu progressivamente com o aumento da idade, como tamb&eacute;m observado    para a popula&ccedil;&atilde;o brasileira.<sup>5</sup> Entre as mulheres idosas, a escolaridade    foi menor que a dos homens (35% das mulheres e 29% dos homens com 60 ou mais    anos de idade nunca haviam estudado). &Eacute; interessante observar que o oposto    foi observado entre as mulheres mais jovens: nas duas faixas et&aacute;rias    mais jovens, 54 e 32% possu&iacute;am oito ou mais anos de escolaridade completa;    entre os homens, as percentagens correspondentes foram 43 e 23%, respectivamente.    Este contraste pode ser devido ao fato de as mulheres jovens estarem estudando    mais e/ou a maior emigra&ccedil;&atilde;o entre os homens jovens com maior escolaridade.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Tamb&eacute;m    acompanhando a tend&ecirc;ncia brasileira,<sup>17</sup> a renda domiciliar diminuiu com    a idade, especialmente entre as mulheres. Em um estudo antropol&oacute;gico,    realizado com mulheres idosas na cidade de Bambu&iacute;, verificou-se que a    renda &eacute; um dos elementos essenciais para a preserva&ccedil;&atilde;o    da autonomia e para a manuten&ccedil;&atilde;o ou recupera&ccedil;&atilde;o    da sa&uacute;de. Na maioria dos casos, &eacute; a soma de recursos financeiros    familiares e pessoais que permite pagar um m&eacute;dico particular, a mensalidade    de um conv&ecirc;nio, algu&eacute;m para tirar ficha na prefeitura (para consultas    m&eacute;dicas) ou comprar os medicamentos prescritos.<sup>19</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um outro contraste    importante entre homens e mulheres na comunidade estudada foi a maior propor&ccedil;&atilde;o    de homens cuja principal fonte de renda era oriunda do trabalho. Isso foi observado    tanto entre os idosos quanto entre os mais jovens.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A maior vulnerabilidade    da popula&ccedil;&atilde;o idosa bambuiense, especialmente a feminina, pode    ser verificada tamb&eacute;m na propor&ccedil;&atilde;o daqueles que vivem s&oacute;s.    Essa propor&ccedil;&atilde;o aumentou de 1% na faixa et&aacute;ria mais jovem    para 20% na mais velha. Esse aumento foi mais acentuado entre as mulheres a    partir dos 60 anos de idade. Por outro lado, a filia&ccedil;&atilde;o a associa&ccedil;&otilde;es    comunit&aacute;rias aumentou significativamente entre as mulheres mais velhas,    assim como a freq&uuml;&ecirc;ncia a cultos religiosos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A grande propor&ccedil;&atilde;o    de jovens e idosos que relataram receber ajuda financeira da fam&iacute;lia,    receber ajuda da fam&iacute;lia com a moradia e ter a companhia da fam&iacute;lia    reflete a solidariedade da comunidade bambuiense. A ajuda financeira da fam&iacute;lia    foi relatada por cerca de um ter&ccedil;o dos homens idosos e por cerca da metade    das mulheres idosas. De uma maneira geral, o recebimento de ajuda financeira    foi maior nos extremos da vida.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A ajuda da fam&iacute;lia    com moradia foi significativamente maior na faixa et&aacute;ria mais jovem do    que nas mais velhas. Em todas as faixas et&aacute;rias, essa ajuda da fam&iacute;lia    com a moradia foi maior para as mulheres.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A companhia da    fam&iacute;lia foi relatada pela maioria dos participantes deste trabalho. A    propor&ccedil;&atilde;o dos que afirmaram ter a companhia de familiares diminuiu    com a idade. Em geral, as mulheres de todas as faixas et&aacute;rias (exceto    aos 60-69 anos) afirmaram com maior freq&uuml;&ecirc;ncia ter a companhia de    familiares.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Se, por um lado,    uma parcela importante da comunidade relatou receber ajuda da fam&iacute;lia,    por outro, um n&uacute;mero expressivo de jovens e idosos relataram ajudar a    fam&iacute;lia financeiramente, oferecendo moradia ou companhia. A ajuda financeira    &agrave; fam&iacute;lia foi relatada com mais freq&uuml;&ecirc;ncia pelos homens    e diminuiu progressivamente a partir dos 40 anos de idade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O oferecimento    de moradia para a fam&iacute;lia foi mais freq&uuml;ente entre os homens. Esse    tipo de ajuda aumentou entre os 18-39 anos e 40-49 anos de idade e diminuiu    progressivamente a partir desta idade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O oferecimento    de companhia para a fam&iacute;lia foi muito freq&uuml;ente, tanto entre homens    quanto entre mulheres. Esse tipo de ajuda diminuiu ap&oacute;s os 60 anos de    idade, mas mesmo assim manteve-se em patamares altos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Nossos resultados    confirmam aqueles do estudo antropol&oacute;gico citado anteriormente, no qual    se verificou que a rede de solidariedade da comunidade bambuinese est&aacute;    primordialmente centrada na fam&iacute;lia. Esta aparece como a principal fonte    de suporte social. Nos casos de doen&ccedil;a, a fam&iacute;lia, e em particular    os filhos, t&ecirc;m papel fundamental: cuidam, tomam decis&otilde;es, marcam    consultas e pagam as contas. Em raros casos, sempre na aus&ecirc;ncia dos filhos,    parentes mais distantes, vizinhos, amigos ou associa&ccedil;&otilde;es comunit&aacute;rias    podem adquirir papel preponderante.<sup>19</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Uma das conseq&uuml;&ecirc;ncias    do envelhecimento &eacute; o aumento da demanda por servi&ccedil;os m&eacute;dicos    e sociais devido &agrave; piora da condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de. No    presente trabalho, todos os indicadores utilizados mostraram uma piora do estado    de sa&uacute;de com o aumento da idade. A capacidade de caminhar 1.500 metros    sem se cansar diminuiu significativamente com a idade e os homens de todas as    faixas et&aacute;rias apresentaram maior capacidade para caminhar em compara&ccedil;&atilde;o    &agrave;s mulheres. A hist&oacute;ria de diagn&oacute;stico m&eacute;dico de    pelo menos uma entre cinco doen&ccedil;as/condi&ccedil;&otilde;es cr&ocirc;nicas    foi mais freq&uuml;ente entre as mulheres. Esse relato aumentou at&eacute; os    70-79 anos e diminuiu ap&oacute;s essa idade. Essa redu&ccedil;&atilde;o pode    ser conseq&uuml;&ecirc;ncia de vi&eacute;s de sobreviv&ecirc;ncia: aqueles com    doen&ccedil;as/condi&ccedil;&otilde;es cr&ocirc;nicas teriam maior probabilidade    de morte precoce.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O preju&iacute;zo    das atividades habituais por problemas de sa&uacute;de nas duas &uacute;ltimas    semanas foi menor na faixa et&aacute;ria mais jovem e maior nas faixas et&aacute;rias    superiores, assim como o relato de ter estado acamado nesse per&iacute;odo.    A propor&ccedil;&atilde;o dos que relataram ter tido suas atividades habituais    prejudicadas por problemas de sa&uacute;de ou ter estado acamado foi maior entre    as mulheres.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A ocorr&ecirc;ncia    de interna&ccedil;&otilde;es hospitalares aumentou significativamente a partir    dos 60 anos de idade (21, 22 e 33% daqueles com 60-69, 70-79 e 80 anos e mais    de idade relataram ter tido pelo menos uma interna&ccedil;&atilde;o hospitalar    durante o per&iacute;odo considerado, em compara&ccedil;&atilde;o a 11-14% dos    mais jovens), tendo sido mais freq&uuml;entes entre idosas do que entre idosos.    Esses resultados s&atilde;o consistentes com o observado para a popula&ccedil;&atilde;o    brasileira.<sup>20</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com rela&ccedil;&atilde;o    a aspectos metodol&oacute;gicos, todos os esfor&ccedil;os foram feitos para    evitar vieses nos resultados do Projeto Bambu&iacute;, encorajando a participa&ccedil;&atilde;o    daqueles selecionados para o estudo, coletando-se informa&ccedil;&otilde;es    de forma duplo-cega, estabelecendo a confiabilidade dos dados coletados, utilizando-se    instrumentos e equipamentos padronizados e treinando-se exaustivamente as equipes    de campo e do laborat&oacute;rio. A validade interna do estudo foi garantida    porque a propor&ccedil;&atilde;o de participantes em rela&ccedil;&atilde;o aos    indiv&iacute;duos selecionados foi alta e esses eram semelhantes &agrave; popula&ccedil;&atilde;o    da cidade em rela&ccedil;&atilde;o ao g&ecirc;nero, idade, estado civil, renda    mensal familiar e escolaridade.<sup>13</sup> Por outro lado, estudos seccionais com base    populacional est&atilde;o sujeitos a duas principais limita&ccedil;&otilde;es:    (1) os participantes mais velhos s&atilde;o sobreviventes (ou seja, aqueles    expostos a fatores de risco t&ecirc;m maior probabilidade de morrer prematuramente);    (2) os participantes s&atilde;o idosos n&atilde;o institucionalizados (ou seja,    aqueles que vivem na comunidade tendem a ser mais saud&aacute;veis). Em Bambu&iacute;,    n&atilde;o h&aacute; institui&ccedil;&otilde;es para idosos, mas n&oacute;s    n&atilde;o podemos descartar a possibilidade de vi&eacute;s de sobreviv&ecirc;ncia.    Um vi&eacute;s de sobreviv&ecirc;ncia reduziria a magnitude das associa&ccedil;&otilde;es,    favorecendo as associa&ccedil;&otilde;es encontradas no presente trabalho.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em resumo, os    resultados deste trabalho levam &agrave;s seguintes conclus&otilde;es: a) as    caracter&iacute;sticas sociodemogr&aacute;ficas dos habitantes idosos de Bambu&iacute;,    em compara&ccedil;&atilde;o aos mais jovens, s&atilde;o muito semelhantes &agrave;s    da popula&ccedil;&atilde;o brasileira, no que se refere &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o    et&aacute;ria, feminiza&ccedil;&atilde;o do envelhecimento, aumento da fecundidade,    menor escolaridade, menor renda domiciliar e aumento da propor&ccedil;&atilde;o    de mulheres como chefes de fam&iacute;lia e de vi&uacute;vas; b) a rela&ccedil;&atilde;o    entre os sexos aproxima-se mais da composi&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es    urbanas do pa&iacute;s do que das rurais; c) o conjunto dos dados s&oacute;cio-demogr&aacute;ficos    estudados aponta para a maior vulnerabilidade dos idosos, em rela&ccedil;&atilde;o    aos adultos jovens, especialmente as mulheres; d) os indicadores de suporte    social investigados mostram uma importante rede de solidariedade entre gera&ccedil;&otilde;es    verificada na ajuda que os idosos recebem (financeira, moradia e/ou companhia)    ou que prestam &agrave; sua fam&iacute;lia; e e) todos os indicadores utilizados    mostraram uma piora do estado de sa&uacute;de com o aumento da idade, chamando    aten&ccedil;&atilde;o a grande propor&ccedil;&atilde;o de hospitaliza&ccedil;&atilde;o    entre os idosos e, em especial, entre os idosos mais velhos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Um dos grandes    desafios contempor&acirc;neos &eacute; a constru&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas    sociais adequadas, incluindo a aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de,    para a popula&ccedil;&atilde;o idosa. Informa&ccedil;&otilde;es sobre a popula&ccedil;&atilde;o    idosa s&atilde;o importantes para subsidiar essas pol&iacute;ticas, mapeando    suas necessidades e buscando corrigir distor&ccedil;&otilde;es, entre outras,    por classe social, g&ecirc;nero e gera&ccedil;&atilde;o.<sup>5</sup> Estudos epidemiol&oacute;gicos    com base populacional da popula&ccedil;&atilde;o idosa devem ser incentivados    para que o mapeamento das suas caracter&iacute;sticas e demandas seja feito    no pa&iacute;s.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Agradecimentos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Este trabalho    n&atilde;o teria sido poss&iacute;vel sem a colabora&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o    de Bambu&iacute;. Os autores gostariam tamb&eacute;m de agradecer &agrave; associa&ccedil;&atilde;o    &quot;Mocinhas de Ontem&quot; pelo apoio incans&aacute;vel ao Projeto Bambu&iacute;.    Este projeto foi financiado pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP)    e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico    (CNPq), mediante a concess&atilde;o de bolsas de pesquisa para alguns dos autores    (Lima-Costa, MF e Uch&ocirc;a, E).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias    bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 1. Instituto Brasileiro    de Geografia e Estat&iacute;stica. Censo demogr&aacute;fico de 1991. Rio de    Janeiro: IBGE; 1992.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 2. Instituto Brasileiro    de Geografia e Estat&iacute;stica. Censo demogr&aacute;fico de 2000. Rio de    Janeiro: IBGE; 2001.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 3. Rego RA, Berardo    FAN, Rodrigues SSR, Oliveira ZMA, Oliveira MB, Vasconcellos CV et al. Fatores    de risco para doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas n&atilde;o transmiss&iacute;veis:    inqu&eacute;rito domiciliar no munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo, SP (Brasil):    metodologia e resultados preliminares. 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Diagn&oacute;stico de sa&uacute;de    da popula&ccedil;&atilde;o idosa brasileira: um estudo da mortalidade e das    interna&ccedil;&otilde;es hospitalares p&uacute;blicas. Informe Epidemiol&oacute;gico    do SUS 2000;9:23-41.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 20. Uch&ocirc;a    E, Firmo JOA, Lima-Costa MF. Envelhecimento e sa&uacute;de: experi&ecirc;ncia    e constru&ccedil;&atilde;o cultural. In: Minayo MC, Coimbra Jr CEA. Antropologia,    sa&uacute;de e envelhecimento. Rio de Janeiro: FIOCRUZ; 2002. p.25-35.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/iesus/v10n4/seta.gif" border="0"></a><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Av. Augusto de Lima, 1715    <br>   Belo Horizonte/MG.    <br>   CEP: 30.190-002.    <br>   E-mail: <a href="mailto:lima-costa@cpqrr.fiocruz.br">lima-costa@cpqrr.fiocruz.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup><a href="#topo">*</a></sup>O corpo editorial desculpa-se e informa que o artigo será republicado no <a href="http://scielo.iec.pa.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-16732002000200005&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt" target="_blank">volume    11 n&uacute;mero 2 de 2002</a>.    <br> </font></p>      ]]></body><back>
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