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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Uso das causas múltiplas de morte em saúde pública]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The use of multiple causes of death in public health]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Mortality statistics have traditionally been based on the concept of the underlying cause of death. Today, however, with the increase of life expectancy and the importance of chronic disease-related deaths, a large number of diagnoses are reported in the death certificate. To avoid losing information among conditions which are not classified as the underlying cause of death, an alternative approach for mortality statistics could be to analyze multiple causes of death. This approach could be an important instrument to estimate public health problems and to provide support for planning and evaluating health programs. Thus some advantages and limitations of the multiple cause of death approach are discussed in this paper.]]></p></abstract>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Cause of Death]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><a name="topo"></a><b><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Uso das causas    m&uacute;ltiplas de morte em sa&uacute;de p&uacute;blica<sup><a href="#endereco">*</a></sup> </font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>The use of multiple    causes of death in public health</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Lenice Harumi    Ishitani<sup>I</sup>; Elisabeth Fran&ccedil;a<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Ger&ecirc;ncia    de Regula&ccedil;&atilde;o, Epidemiologia e Informa&ccedil;&atilde;o-GERSA-CS    / Secretaria Municipal de Sa&uacute;de de Belo Horizonte    <br>   <sup>II</sup>Grupo de Estudos em Epidemiologia/DMPS/Faculdade de Medicina/UFMG</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As estat&iacute;sticas    de mortalidade t&ecirc;m empregado, tradicionalmente, o conceito de causa b&aacute;sica    de morte. Atualmente, entretanto, com o aumento da expectativa de vida e import&acirc;ncia    das doen&ccedil;as cr&ocirc;nico-degenerativas como causas de &oacute;bito,    um maior n&uacute;mero de diagn&oacute;sticos t&ecirc;m sido informados nas    declara&ccedil;&otilde;es de &oacute;bito. Para evitar a perda de informa&ccedil;&otilde;es    relativas &agrave;s afec&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o s&atilde;o selecionadas    como causa b&aacute;sica de morte, uma proposta alternativa &eacute; a utiliza&ccedil;&atilde;o    do enfoque de causas m&uacute;ltiplas. Este enfoque retrataria melhor a magnitude    de patologias freq&uuml;entemente mencionadas como causas associadas de morte,    contribuindo para o melhor conhecimento de importantes problemas de sa&uacute;de    p&uacute;blica e oferecendo subs&iacute;dios para o planejamento e a avalia&ccedil;&atilde;o    dos programas de sa&uacute;de. Dessa forma, algumas vantagens e limita&ccedil;&otilde;es    relacionadas &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o do enfoque de causas m&uacute;ltiplas    de morte s&atilde;o apresentadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-Chave:</b>    Mortalidade; Causas M&uacute;ltiplas de Morte; Causa da Morte.</font></p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mortality statistics    have traditionally been based on the concept of the underlying cause of death.    Today, however, with the increase of life expectancy and the importance of chronic    disease-related deaths, a large number of diagnoses are reported in the death    certificate. To avoid losing information among conditions which are not classified    as the underlying cause of death, an alternative approach for mortality statistics    could be to analyze multiple causes of death. This approach could be an important    instrument to estimate public health problems and to provide support for planning    and evaluating health programs. Thus some advantages and limitations of the    multiple cause of death approach are discussed in this paper.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Key Words:</b> Mortality;    Multiple Causes of Death; Cause of Death.</font></p> <hr size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As estat&iacute;sticas    de mortalidade s&atilde;o de grande relev&acirc;ncia em Sa&uacute;de P&uacute;blica    por constitu&iacute;rem importantes indicadores das condi&ccedil;&otilde;es    de sa&uacute;de das popula&ccedil;&otilde;es, permitindo a identifica&ccedil;&atilde;o    de grupos de maior risco e orientando o planejamento e a implanta&ccedil;&atilde;o    de programas de sa&uacute;de, bem como a avalia&ccedil;&atilde;o de seus resultados.    Tradicionalmente, estas estat&iacute;sticas utilizam o conceito de causa b&aacute;sica    de morte. Este enfoque baseado em uma causa &uacute;nica tem sido empregado    por permitir comparabilidade entre diferentes locais, pela sua import&acirc;ncia    na an&aacute;lise das tend&ecirc;ncias de mortalidade e por seu uso tradicional    de orientar medidas de preven&ccedil;&atilde;o da morte.<sup>1,2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Embora seja de    grande import&acirc;ncia a utiliza&ccedil;&atilde;o do conceito de causa b&aacute;sica    nas an&aacute;lises de mortalidade, este enfoque apresenta algumas limita&ccedil;&otilde;es    devido a uma perda consider&aacute;vel de informa&ccedil;&otilde;es contidas    nas declara&ccedil;&otilde;es de &oacute;bito (DO), quando se ignoram outras    causas ou diagn&oacute;sticos mencionados no atestado de &oacute;bito.<sup>2,3</sup> Muitas    afec&ccedil;&otilde;es mencionadas freq&uuml;entemente na DO n&atilde;o aparecem    como causas mais comuns de morte nessas estat&iacute;sticas. Isto ocorre, por    exemplo, com a hipertens&atilde;o arterial e o diabetes, dificultando a avalia&ccedil;&atilde;o    dos programas espec&iacute;ficos para o controle dessas doen&ccedil;as. O mesmo    &eacute; observado em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; prematuridade, que raramente    aparece classificada como causa b&aacute;sica de morte, significando perda de    informa&ccedil;&otilde;es importantes para o planejamento da assist&ecirc;ncia    perinatal. Al&eacute;m disso, com o aumento da esperan&ccedil;a de vida e o    envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o, essa perda torna-se ainda mais relevante,    pois, acompanhando essas mudan&ccedil;as, as doen&ccedil;as cr&ocirc;nico-degenerativas    t&ecirc;m se tornado importantes causas de morte. Devido ao curso prolongado    dessas doen&ccedil;as e, muitas vezes, pelo fato de apresentarem etiologia comum,    essas afec&ccedil;&otilde;es cr&ocirc;nicas aparecem simultaneamente mencionadas    nas DO, elevando o n&uacute;mero de diagn&oacute;sticos informados.<sup>4,5</sup> Evid&ecirc;ncia    do aumento do n&uacute;mero de afec&ccedil;&otilde;es mencionadas na DO, &eacute;    que o n&uacute;mero de diagn&oacute;sticos era de aproximadamente 1,94 por DO,    na d&eacute;cada de 60,<sup>6</sup> passando a pr&oacute;ximo de tr&ecirc;s, na d&eacute;cada    de 80.<sup>2,7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A an&aacute;lise    da mortalidade sob o enfoque das causas m&uacute;ltiplas de morte permite a    identifica&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as presentes no momento da morte    e que podem ter participado no processo que evoluiu para o &oacute;bito. Dessa    forma, h&aacute; um melhor conhecimento das causas de morte e essa informa&ccedil;&atilde;o,    al&eacute;m de poder ser obtida a partir das causas mencionadas nas declara&ccedil;&otilde;es    de &oacute;bito, pode ser tamb&eacute;m pesquisada em prontu&aacute;rios m&eacute;dicos,    laudos de necr&oacute;psia ou resultados de exames laboratoriais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Declara&ccedil;&atilde;o    de &oacute;bito</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m dos    objetivos jur&iacute;dicos, o registro dos eventos vitais &eacute; tamb&eacute;m    muito importante para a an&aacute;lise das condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de    de uma popula&ccedil;&atilde;o. Utilizando as tabelas mortu&aacute;rias obtidas    nas par&oacute;quias de Londres, em 1662, John Graunt, considerado pioneiro    no uso das estat&iacute;sticas de mortalidade, verificou a ocorr&ecirc;ncia    de maior mortalidade de crian&ccedil;as e pessoas do sexo masculino, quais eram    as principais causas de morte e as varia&ccedil;&otilde;es sazonais respectivas.<sup>1,3,8</sup>    Outro pioneiro no uso dos registros civis para fins estat&iacute;sticos, William    Farr, designado em 1839 para o cargo de <i>Compiler of Abstracts</i> do Registro Civil    da Inglaterra, demonstrou as defici&ecirc;ncias das estat&iacute;sticas vitais    e os m&eacute;todos necess&aacute;rios para melhor&aacute;-las, com o objetivo    de atender &agrave;s finalidades de sa&uacute;de p&uacute;blica e de demografia.<sup>8</sup>    Elaborou ainda uma classifica&ccedil;&atilde;o das causas de morte, antecessora    da atual Classifica&ccedil;&atilde;o Internacional de Doen&ccedil;as (CID),    e desenvolveu m&eacute;todos de an&aacute;lise para estudos de mortalidade ocupacional,    demonstrando a necessidade de uma reforma sanit&aacute;ria para provocar impacto    na mortalidade.<sup>9</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">At&eacute; fins    do s&eacute;culo passado, as causas de morte eram atestadas em diferentes modelos    de declara&ccedil;&otilde;es de &oacute;bito, que variavam nos diversos pa&iacute;ses.    Em 1925, a Organiza&ccedil;&atilde;o de Sa&uacute;de da Liga das Na&ccedil;&otilde;es    sugeriu a ado&ccedil;&atilde;o de um modelo &uacute;nico de atestado de &oacute;bito.    Nesse modelo, seria anotada, em primeiro lugar a causa que conduziu diretamente    &agrave; morte (causa imediata de morte, causa final ou terminal) e, a seguir,    os estados patol&oacute;gicos antecedentes &agrave;quela, caso existissem, ficando    a causa prim&aacute;ria (causa b&aacute;sica) declarada em &uacute;ltimo lugar,    de cima para baixo.<sup>8</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Ao aprovar a Sexta    Revis&atilde;o da Classifica&ccedil;&atilde;o Estat&iacute;stica Internacional    de Doen&ccedil;as, a Confer&ecirc;ncia Internacional da Revis&atilde;o da Classifica&ccedil;&atilde;o    (1948) adotou esse modelo como o Modelo Internacional de Atestado de &Oacute;bito,    o qual passou a ser utilizado, a partir de 1950, por quase todos os pa&iacute;ses    do mundo, inclusive o Brasil. Uma das finalidades desse modelo era o de obter    informa&ccedil;&atilde;o adequada, para facilitar a sele&ccedil;&atilde;o da    causa b&aacute;sica de morte, caso fossem informadas duas ou mais causas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No Brasil, embora    a parte relativa &agrave; causa de morte, denominada atestado m&eacute;dico,    fosse conforme o modelo internacional, os dados referentes &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o    e outras informa&ccedil;&otilde;es n&atilde;o eram padronizados e o pr&oacute;prio    impresso apresentava-se em formatos e cores diferentes nos v&aacute;rios Estados.    Em 1976, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de padronizou a DO para todo o pa&iacute;s,    mantendo o modelo internacional do atestado m&eacute;dico e permitindo a uniformiza&ccedil;&atilde;o    do registro dos demais tipos de informa&ccedil;&otilde;es.<sup>10</sup> Esse modelo internacional,    utilizado no Brasil at&eacute; 1999, constava de duas partes:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">a) Parte I, com    tr&ecirc;s linhas (a,b,c) onde o m&eacute;dico deveria declarar, em &uacute;ltimo    lugar, a causa b&aacute;sica; esta poderia dar origem a algumas complica&ccedil;&otilde;es,    que seriam registradas nas linhas acima (causas conseq&uuml;enciais); e</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">b) Parte II, onde    deveriam ser informadas outras condi&ccedil;&otilde;es patol&oacute;gicas que    influ&iacute;ram desfavoravelmente, contribuindo para a morte, as chamadas causas    contribuintes.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No final do ano    de 1999, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de alterou esse modelo, acrescentando    uma linha na Parte I (linha d) por recomenda&ccedil;&atilde;o da Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial da Sa&uacute;de (OMS) (CID-10).<sup>11</sup> Esta altera&ccedil;&atilde;o permite    a declara&ccedil;&atilde;o de maior n&uacute;mero de diagn&oacute;sticos, possibilitando    o preenchimento mais completo da DO e melhorando a informa&ccedil;&atilde;o    que pode ser obtida dos campos relativos &agrave;s causas de morte.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Causa b&aacute;sica    de morte</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Para o conhecimento    do processo sa&uacute;de e doen&ccedil;a da popula&ccedil;&atilde;o, as informa&ccedil;&otilde;es    sobre morbidade s&atilde;o consideradas mais adequadas. Entretanto, devido a    maior dificuldade de obten&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise dessas informa&ccedil;&otilde;es,    s&atilde;o utilizados dados de mortalidade, que s&atilde;o mais facilmente dispon&iacute;veis    e t&ecirc;m cobertura universal.<sup>8,12,13</sup> No Brasil, por exemplo, o Sistema de    Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade (SIM) com caracter&iacute;sticas    de continuidade, padroniza&ccedil;&atilde;o e cobertura nacional, foi implantado    em 1975<sup>2,13,14</sup> e a base de dados est&aacute; dispon&iacute;vel desde o ano de    1979.<sup>15</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As estat&iacute;sticas    de mortalidade em Sa&uacute;de P&uacute;blica t&ecirc;m tradicionalmente atribu&iacute;do    uma s&oacute; causa para cada &oacute;bito, desde os trabalhos de Graunt no    s&eacute;culo XVII. Entretanto, classificar a causa b&aacute;sica de morte &eacute;    relativamente simples quando est&aacute; mencionada uma s&oacute; causa no atestado,    sendo mais problem&aacute;tico quando dois ou mais estados patol&oacute;gicos    est&atilde;o mencionados na DO. Por essa dificuldade de tabular dados referentes    &agrave;s causas de &oacute;bito, convencionou-se, em 1900, durante a Confer&ecirc;ncia    Internacional para a Revis&atilde;o da Lista Internacional de Causas de Morte,    analisar dados sobre uma causa &uacute;nica de morte, ou seja, selecionar para    cada &oacute;bito uma causa, caracterizada como &quot;causa de morte&quot;,    &quot;causa prim&aacute;ria&quot; ou &quot;causa principal&quot;.<sup>10,16</sup> Em 1948,    durante a realiza&ccedil;&atilde;o da Confer&ecirc;ncia Internacional para aprovar    a Sexta Revis&atilde;o da Classifica&ccedil;&atilde;o Estat&iacute;stica Internacional    de Doen&ccedil;as, convencionou-se chamar essa causa &uacute;nica como &quot;causa    b&aacute;sica de morte&quot;, entendida desde ent&atilde;o como: &quot;(a) a    doen&ccedil;a ou les&atilde;o que iniciou a cadeia de acontecimentos patol&oacute;gicos    que conduziram diretamente &agrave; morte ou (b) as circunst&acirc;ncias do    acidente ou viol&ecirc;ncia que produziram a les&atilde;o fatal&quot;.<sup>11</sup> Para    padronizar e homogeneizar crit&eacute;rios, capazes de assegurar a compara&ccedil;&atilde;o    entre diferentes &aacute;reas, a sele&ccedil;&atilde;o da causa b&aacute;sica    de morte ficou definida de acordo com regras normatizadas internacionalmente    em conjunto com cada revis&atilde;o da CID.<sup>3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A import&acirc;ncia    da causa b&aacute;sica de morte em Sa&uacute;de P&uacute;blica est&aacute; relacionada    &agrave; preven&ccedil;&atilde;o, pois as a&ccedil;&otilde;es poder&atilde;o    ser mais eficientes e eficazes quando se age no in&iacute;cio de uma sucess&atilde;o    de eventos que possam levar &agrave; morte, diminuindo um grande n&uacute;mero    de mortes prematuras evit&aacute;veis e o sofrimento das pessoas e proporcionando    a redu&ccedil;&atilde;o dos custos sociais e econ&ocirc;micos decorrentes dessas    mortes. Entretanto, dificilmente se poderia afirmar que uma morte tem uma causa    &uacute;nica, pois al&eacute;m da doen&ccedil;a ou doen&ccedil;as que determinam    a morte, com grande freq&uuml;&ecirc;ncia est&atilde;o presentes outras que,    associadas ou n&atilde;o entre si, contribuem direta ou indiretamente no processo    que leva &agrave; morte.<sup>3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Al&eacute;m disso,    no processo de sele&ccedil;&atilde;o da causa b&aacute;sica de morte h&aacute;    v&aacute;rios problemas que merecem ser destacados. As causas b&aacute;sicas    identificadas segundo as regras de sele&ccedil;&atilde;o muitas vezes s&atilde;o    diferentes das que o m&eacute;dico pretendia informar.<sup>12,17</sup> Um dos    fatores que prejudicam a qualidade dessa informa&ccedil;&atilde;o em mortalidade    s&atilde;o as falhas na codifica&ccedil;&atilde;o da causa de morte, que &eacute;    realizado por um codificador, geralmente um t&eacute;cnico treinado e especializado.    Tais falhas podem ser devidas ao treinamento inadequado do codificador e erros    de registro de c&oacute;digo.<sup>2,18</sup> Em um estudo sobre a confiabilidade    da DO para causas de mortalidade infantil, realizado por Fran&ccedil;a-Mendon&ccedil;a    e colaboradores,<sup>19</sup> verificou-se que para a septicemia, independente    da idade da ocorr&ecirc;ncia do &oacute;bito, foi utilizado o c&oacute;digo    correspondente &agrave; septicemia do per&iacute;odo neonatal, o que elevou    artificialmente a mortalidade por afec&ccedil;&otilde;es perinatais e subestimou    os &oacute;bitos infantis por causas infecciosas no per&iacute;odo estudado.    Outros erros que podem ocorrer s&atilde;o aqueles referentes &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o    inadequada das regras de codifica&ccedil;&atilde;o, &agrave; desconsidera&ccedil;&atilde;o    de afec&ccedil;&otilde;es mencionadas no atestado de &oacute;bito e &agrave;s    diferen&ccedil;as de interpreta&ccedil;&atilde;o de rela&ccedil;&otilde;es causais    entre as doen&ccedil;as.<sup>2,18</sup> Mesmo utilizando as regras de sele&ccedil;&atilde;o    padronizadas internacionalmente, Laurenti<sup>1</sup> encontrou discord&acirc;ncia em 6,73%    das DO codificadas por dois t&eacute;cnicos treinados na classifica&ccedil;&atilde;o    de doen&ccedil;as. Segundo o autor, este erro poderia ser muito maior, pois    nem sempre os &oacute;rg&atilde;os respons&aacute;veis pela codifica&ccedil;&atilde;o    e classifica&ccedil;&atilde;o das causas de &oacute;bito disp&otilde;em de t&eacute;cnicos    suficientemente habilitados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Outro problema    referente &agrave; sele&ccedil;&atilde;o da causa b&aacute;sica de morte est&aacute;    relacionado ao preenchimento da DO. A maneira correta de preencher o atestado    muitas vezes &eacute; desconhecida pelo m&eacute;dico, o que faz com que a causa    b&aacute;sica seja informada de maneira incorreta e n&atilde;o seja identificada.<sup>1</sup>    Dessa forma, mesmo quando as regras de sele&ccedil;&atilde;o s&atilde;o aplicadas,    a causa de morte selecionada n&atilde;o &eacute; a patologia que iniciou a seq&uuml;&ecirc;ncia    de eventos que desencadearam a morte. Em alguns casos, esta patologia n&atilde;o    &eacute; conhecida ou pode n&atilde;o ser determinada; em outros, a causa b&aacute;sica,    apesar de conhecida, pode n&atilde;o ter sido informada.<sup>12,20</sup> Muitas vezes,    os atestados registram somente causas terminais ou mesmo algumas causas que    nem existiram.<sup>8</sup> Circunst&acirc;ncias ainda levantadas s&atilde;o a falta de    uniformidade no entendimento da defini&ccedil;&atilde;o da causa de morte<sup>12</sup>    e a dificuldade que o m&eacute;dico enfrenta quando precisa informar uma causa    b&aacute;sica ou uma seq&uuml;&ecirc;ncia de causas que levou &agrave; morte;    neste caso, ele pode n&atilde;o descrever o curso cl&iacute;nico completamente    e deixar de informar as afec&ccedil;&otilde;es concorrentes e, ainda, arbitrariamente,    selecionar uma seq&uuml;&ecirc;ncia.<sup>21,22</sup> Laurenti,<sup>1</sup> em 1973 em S&atilde;o Paulo,    ap&oacute;s investiga&ccedil;&atilde;o de &oacute;bitos hospitalares, encontrou    concord&acirc;ncia de somente 62,31% entre as causas b&aacute;sicas dos atestados    de &oacute;bito originais e aqueles preenchidos ap&oacute;s investiga&ccedil;&atilde;o    hospitalar. Em estudo realizado na Regi&atilde;o Metropolitana de Belo Horizonte,    em 1989, a concord&acirc;ncia observada foi de 74,4%, com &iacute;ndice Kappa    de 0,62.<sup>19</sup> Outro estudo realizado por Ladeira e Guimar&atilde;es,<sup>23</sup> para &oacute;bitos    por acidentes de tr&acirc;nsito, encontrou um &iacute;ndice Kappa bem menor    (Kappa=0,124).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Um outro fator    a ser considerado &eacute; que algumas doen&ccedil;as, em fun&ccedil;&atilde;o    das regras de sele&ccedil;&atilde;o, apesar de informadas corretamente como    origin&aacute;rias, s&atilde;o descartadas em favor de outras causas que t&ecirc;m    maior prioridade sobre as primeiras.<sup>2,17</sup> Por exemplo, segundo a D&eacute;cima    Revis&atilde;o da CID, quando a hipertens&atilde;o essencial vem mencionada    juntamente com doen&ccedil;as isqu&ecirc;micas do cora&ccedil;&atilde;o, esta    &uacute;ltima ser&aacute; selecionada como causa b&aacute;sica de morte, mesmo    que a hipertens&atilde;o esteja informada na &uacute;ltima linha da Parte I    da DO. Al&eacute;m disso, quando h&aacute; mudan&ccedil;a nas sucessivas revis&otilde;es    da CID, essas mesmas regras podem afetar artificialmente a tend&ecirc;ncia de    algumas doen&ccedil;as. Exemplo importante de altera&ccedil;&atilde;o ocorrida    da Nona para a D&eacute;cima Revis&atilde;o da CID &eacute; que nesta &uacute;ltima,    a pneumonia e a broncopneumonia podem ser aceitas como complica&ccedil;&otilde;es    de qualquer doen&ccedil;a, particularmente de doen&ccedil;as consumptivas (neoplasias,    desnutri&ccedil;&atilde;o) e de doen&ccedil;as que levam &agrave; paralisia,<sup>11</sup>    o que n&atilde;o ocorria na Nona Revis&atilde;o. Dessa forma, a pneumonia e    a broncopneumonia ser&atilde;o mais dificilmente selecionadas como causa b&aacute;sica    de morte pela D&eacute;cima Revis&atilde;o, ocorrendo a aparente diminui&ccedil;&atilde;o    de suas freq&uuml;&ecirc;ncias.<sup>24</sup> Essas revis&otilde;es peri&oacute;dicas, com    as correspondentes modifica&ccedil;&otilde;es das regras de sele&ccedil;&atilde;o    da causa b&aacute;sica da morte, n&atilde;o t&ecirc;m influ&ecirc;ncia em estudos    de causas m&uacute;ltiplas de morte.<sup>1</sup></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Import&acirc;ncia    das causas m&uacute;ltiplas de morte no estudo da situa&ccedil;&atilde;o de    sa&uacute;de</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O enfoque da causa    &uacute;nica adequava-se &agrave; descri&ccedil;&atilde;o dos padr&otilde;es    de mortalidade do in&iacute;cio do s&eacute;culo, quando as mortes eram devidas,    em sua grande maioria, a doen&ccedil;as agudas infecciosas ou a viol&ecirc;ncias.<sup>2,5,18</sup>    &Agrave; medida que tais causas diminuem e aumenta a expectativa de vida das    pessoas numa popula&ccedil;&atilde;o, a propor&ccedil;&atilde;o de adultos e    idosos cresce e as doen&ccedil;as cr&ocirc;nico-degenerativas tornam-se as causas    mais freq&uuml;entes de morte.<sup>25</sup> Nesse caso, as mortes s&atilde;o    determinadas por mais de uma condi&ccedil;&atilde;o presente no momento da morte,    aumentando o n&uacute;mero de diagn&oacute;sticos informados na DO, fato este    que dificulta a identifica&ccedil;&atilde;o da patologia que iniciou a cadeia    de eventos e a sele&ccedil;&atilde;o de uma &uacute;nica causa como causa b&aacute;sica    de morte.<sup>1,2,4,5,22</sup> Diante dessa situa&ccedil;&atilde;o, as estat&iacute;sticas    de mortalidade sob o enfoque das causas m&uacute;ltiplas de morte podem retratar    melhor o perfil de mortalidade, quando se aproveitam as informa&ccedil;&otilde;es    sobre todas as causas de morte mencionadas na DO.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> V&aacute;rios    estudos t&ecirc;m utilizado a apura&ccedil;&atilde;o de todos os diagn&oacute;sticos    informados nos atestados de &oacute;bito - codifica&ccedil;&atilde;o de causas    m&uacute;ltiplas de morte - com o objetivo de um melhor conhecimento da morbidade    da popula&ccedil;&atilde;o e da freq&uuml;&ecirc;ncia de &oacute;bitos por aquelas    doen&ccedil;as que n&atilde;o s&atilde;o selecionadas como causa b&aacute;sica,    bem como da possibilidade do estudo da associa&ccedil;&atilde;o de causas.<sup>1,2,6,17,22,26-32</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> J&aacute; em 1925,    o Comit&ecirc; de Causas Contribut&oacute;rias de Morte do <i>Vital Statistics    Section of the American Public Health Association</i>, coordenado por van Buren,<sup>33</sup>    considerou que estat&iacute;sticas vitais contendo informa&ccedil;&otilde;es    de causas associadas ofereceriam contribui&ccedil;&otilde;es valiosas para a    cl&iacute;nica m&eacute;dica e a sa&uacute;de p&uacute;blica. Tais estat&iacute;sticas,    possibilitando o conhecimento das causas mencionadas na DO, permitiriam dimensionar    a magnitude de determinadas doen&ccedil;as como importantes causas de morte,    as quais muitas vezes t&ecirc;m permanecidas ocultas devido ao enfoque da causa    b&aacute;sica de morte. Na opini&atilde;o de Treloar,<sup>34</sup> a preval&ecirc;ncia    de doen&ccedil;a numa popula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o ser&aacute; dimensionada    quando se seleciona apenas uma causa de morte e &eacute; falsa a pressuposi&ccedil;&atilde;o    de que cada morte seja resposta de uma &uacute;nica causa, pois o pressuposto    da multiplicidade de causas envolvidas na morte &eacute; t&aacute;cita no pr&oacute;prio    certificado de &oacute;bito.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Segundo Laurenti,<sup>1</sup>    trabalhar com as causas m&uacute;ltiplas de morte &eacute; mais vantajoso, pois    parece ser mais simples a declara&ccedil;&atilde;o de todos os diagn&oacute;sticos    existentes nos atestados do que o preenchimento de uma cadeia de eventos que    levou ao &oacute;bito. Ainda segundo o autor, apesar da defini&ccedil;&atilde;o    de causa b&aacute;sica ser entendida e aceita pelos m&eacute;dicos, que a acham    l&oacute;gica porque considera a preven&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria, em    alguns casos eles n&atilde;o aceitam que determinadas patologias apare&ccedil;am    nas estat&iacute;sticas de mortalidade, como aquelas de pequena gravidade que    levam a complica&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas. Nestes casos, ocorre uma    resist&ecirc;ncia por parte dos m&eacute;dicos, em informar corretamente a causa    b&aacute;sica, no atestado. Al&eacute;m disso, o autor verificou que em muitas    declara&ccedil;&otilde;es de &oacute;bito com causa b&aacute;sica selecionada    incorretamente, ela estava mencionada nas declara&ccedil;&otilde;es de &oacute;bito    originais, por&eacute;m em posi&ccedil;&atilde;o incorreta, evidenciando a import&acirc;ncia    do estudo da mortalidade por causas m&uacute;ltiplas de morte.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Alguns autores<sup>29,35</sup>    t&ecirc;m enfatizado que programas de preven&ccedil;&atilde;o orientados pelo    perfil de mortalidade definido pela causa b&aacute;sica n&atilde;o s&atilde;o    suficientes para evitar as mortes. Desta forma, a atua&ccedil;&atilde;o sobre    as demais causas que participaram do processo que levou ao &oacute;bito (as    causas associadas) poderia trazer um impacto maior, pois, se as afec&ccedil;&otilde;es    contribuintes persistirem, n&atilde;o bastar&atilde;o as medidas para evitar    a causa b&aacute;sica. Exemplo disso &eacute; a associa&ccedil;&atilde;o de    infec&ccedil;&atilde;o e defici&ecirc;ncia nutricional; &eacute; necess&aacute;rio    intervir nos dois elementos, pois, sem esta interven&ccedil;&atilde;o, pode    ocorrer o denominado fen&ocirc;meno da &quot;substitui&ccedil;&atilde;o&quot;,    ou seja, uma morte evitada pela n&atilde;o ocorr&ecirc;ncia de uma infec&ccedil;&atilde;o    (causa b&aacute;sica) pode ocorrer posteriormente como conseq&uuml;&ecirc;ncia    de outra infec&ccedil;&atilde;o, se persistir a defici&ecirc;ncia nutricional    (causa associada).<sup>29,35</sup></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Formas de apresenta&ccedil;&atilde;o    das causas m&uacute;ltiplas de morte</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O estudo das causas    m&uacute;ltiplas de morte tem sido discutido desde o in&iacute;cio do s&eacute;culo    passado, propondo-se a sua utiliza&ccedil;&atilde;o para a an&aacute;lise de    tend&ecirc;ncias de mortalidade de afec&ccedil;&otilde;es que dificilmente seriam    selecionadas como causa b&aacute;sica tais como a hipertens&atilde;o arterial<sup>36</sup>    e o diabetes <i>mellitus</i>,<sup>20,28,31,37-39</sup> al&eacute;m da natureza das les&otilde;es.<sup>2,17,22,40</sup>    Tem sido utilizado tamb&eacute;m em estudos de alguns grupos ocupacionais,<sup>7,41</sup>    de mortalidade infantil<sup>27,29,30</sup> e de agravos de sa&uacute;de sob vigil&acirc;ncia    epidemiol&oacute;gica.<sup>42-44</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As estat&iacute;sticas    de mortalidade por causas m&uacute;ltiplas aproveitam todas as causas mencionadas    nos atestados - b&aacute;sicas e associadas. A causa b&aacute;sica &eacute;    a que d&aacute; origem a uma sucess&atilde;o de afec&ccedil;&otilde;es, as chamadas    conseq&uuml;enciais. As causas associadas s&atilde;o constitu&iacute;das pelas    afec&ccedil;&otilde;es conseq&uuml;enciais e contribuintes. Estas &uacute;ltimas    n&atilde;o entram na cadeia iniciada pela causa b&aacute;sica, e no atestado    devem ser declaradas na Parte II.<sup>1,2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Uma importante    quest&atilde;o a ser considerada durante o processamento dos dados referentes    &agrave;s causas m&uacute;ltiplas de morte &eacute; a necessidade de se eliminar    a duplica&ccedil;&atilde;o ou multiplica&ccedil;&atilde;o de diagn&oacute;sticos    sempre que estes ocorrerem. Esta multiplica&ccedil;&atilde;o de diagn&oacute;sticos    ocorre quando as causas m&uacute;ltiplas s&atilde;o tabuladas em maiores graus    de agrega&ccedil;&atilde;o do que aqueles em que os dados foram produzidos,    ou seja, o n&uacute;mero de causas associadas tende a diminuir quando se aumenta    o grau de agrega&ccedil;&atilde;o.<sup>27,32</sup> Esta elimina&ccedil;&atilde;o &eacute;    importante, pois, sem ela, ocorreria a desnecess&aacute;ria verifica&ccedil;&atilde;o    da associa&ccedil;&atilde;o de uma doen&ccedil;a com ela mesma.<sup>2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Para a an&aacute;lise    das causas m&uacute;ltiplas de morte, deve-se estar atento &agrave; ocorr&ecirc;ncia    simult&acirc;nea de doen&ccedil;as agrupadas e classificadas com c&oacute;digo    &uacute;nico, a denominada &quot;associa&ccedil;&atilde;o de causas tipo combina&ccedil;&atilde;o&quot;.    Exemplificando, em uma DO cujas causas mencionadas s&atilde;o a dilata&ccedil;&atilde;o    card&iacute;aca, a esclerose renal e a hipertens&atilde;o, as tr&ecirc;s afec&ccedil;&otilde;es    ser&atilde;o combinadas em um c&oacute;digo &uacute;nico, a doen&ccedil;a card&iacute;aca    e renal hipertensiva. Nesse caso, se cada condi&ccedil;&atilde;o n&atilde;o    for individualmente codificada, a patologia renal n&atilde;o ser&aacute; evidenciada    nem durante a utiliza&ccedil;&atilde;o do enfoque das causas m&uacute;ltiplas.<sup>2,16,21</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Para a apresenta&ccedil;&atilde;o    das causas m&uacute;ltiplas de morte, s&atilde;o propostos dois tipos de tabula&ccedil;&atilde;o.<sup>2,22</sup>    No primeiro deles, seria inclu&iacute;da a apresenta&ccedil;&atilde;o da freq&uuml;&ecirc;ncia    de todos os diagn&oacute;sticos informados nas declara&ccedil;&otilde;es de    &oacute;bito. Neste tipo de apresenta&ccedil;&atilde;o, observa-se a mudan&ccedil;a    da freq&uuml;&ecirc;ncia das causas de morte quando considerado o total de vezes    que s&atilde;o mencionadas em rela&ccedil;&atilde;o ao n&uacute;mero de vezes    que s&atilde;o selecionadas como causa b&aacute;sica de morte. A raz&atilde;o    da freq&uuml;&ecirc;ncia com que uma causa &eacute; mencionada dividida pela    freq&uuml;&ecirc;ncia com que &eacute; selecionada como causa b&aacute;sica    de morte (raz&atilde;o men&ccedil;&otilde;es/causa b&aacute;sica) &eacute; pr&oacute;xima    da unidade para algumas doen&ccedil;as como neoplasias e para causas externas.    Para outras doen&ccedil;as, essa raz&atilde;o &eacute; pr&oacute;xima ou maior    que dois, demonstrando que para essas causas &eacute; importante a an&aacute;lise    sob o enfoque das causas m&uacute;ltiplas de morte. Em um estudo realizado no    Estado de S&atilde;o Paulo, as doen&ccedil;as hipertensivas foram respons&aacute;veis,    como causa b&aacute;sica de morte, em aproximadamente 2% dos &oacute;bitos;    por&eacute;m, pelo enfoque das causas m&uacute;ltiplas, elas estavam presentes    em cerca de 8% dos &oacute;bitos masculinos e em 10% do sexo feminino.<sup>2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Da mesma forma,    o diabetes tem sua freq&uuml;&ecirc;ncia bastante aumentada, quando se analisa    a mortalidade por causas m&uacute;ltiplas. Puffer<sup>6</sup> verificou que, em Bristol    e em S&atilde;o Francisco, o diabetes <i>mellitus</i> foi selecionado como causa b&aacute;sica    de morte em 1,1 e 0,9% dos &oacute;bitos, respectivamente. Quando foi analisado    atrav&eacute;s do enfoque das causas m&uacute;ltiplas, ele verificou que esta    causa estava presente em 2,6 e 3,1% (mais do que o dobro) das DO. Franco e colaboradores,<sup>31</sup>    no Estado de S&atilde;o Paulo, encontraram uma propor&ccedil;&atilde;o de 2,6%    do total de &oacute;bitos com diabetes <i>mellitus</i> como causa b&aacute;sica de    morte. Esta propor&ccedil;&atilde;o aumentou para 6,8% ap&oacute;s an&aacute;lise    sob a perspectiva das causas m&uacute;ltiplas de morte. Lessa e colaboradores,<sup>37</sup>    na cidade de Salvador, observaram que, com a inclus&atilde;o dos &oacute;bitos    por diabetes <i>mellitus</i> como causa associada, a mortalidade por esta causa apresentou,    em algumas regi&otilde;es, um incremento de at&eacute; 700%.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A principal aplica&ccedil;&atilde;o    dos estudos de causas m&uacute;ltiplas de morte &eacute; para obter informa&ccedil;&otilde;es    sobre doen&ccedil;as de dura&ccedil;&atilde;o prolongada n&atilde;o fatais,    mas suficientemente s&eacute;rias para serem mencionadas na DO<sup>7</sup> ou    para as causas de morte que s&atilde;o dificilmente classificadas como causa    b&aacute;sica de morte (apresentam maiores raz&otilde;es men&ccedil;&otilde;es/causa    b&aacute;sica).<sup>45</sup> Entretanto, os dados de causas m&uacute;ltiplas    de morte tamb&eacute;m s&atilde;o &uacute;teis para certas causas que apresentam    menores raz&otilde;es men&ccedil;&otilde;es/causa b&aacute;sica, mas s&atilde;o    respons&aacute;veis por grande n&uacute;mero de &oacute;bitos (por exemplo doen&ccedil;as    isqu&ecirc;micas do cora&ccedil;&atilde;o)<sup>22</sup> ou outras causas que    s&atilde;o objeto de investiga&ccedil;&atilde;o em programas de vigil&acirc;ncia    epidemiol&oacute;gica (por exemplo mortes maternas,<sup>22,26</sup> doen&ccedil;as    de notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria,<sup>42-44</sup> doen&ccedil;as    ocupacionais).<sup>7,41</sup> Em sa&uacute;de ocupacional, por exemplo, foi    observado entre cortadores de granito que os &iacute;ndices PMR (<i>Proportionate    Mortality Ratios</i>, raz&atilde;o entre o observado e o esperado) para doen&ccedil;a    renal cr&ocirc;nica e artrite foram estatisticamente significativos sob a perspectiva    das causas m&uacute;ltiplas de morte, enquanto que estes &iacute;ndices n&atilde;o    foram significativos com a utiliza&ccedil;&atilde;o do enfoque da causa b&aacute;sica    de morte.<sup>7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em estudo sobre    doen&ccedil;as cerebrovasculares,<sup>46</sup> a utiliza&ccedil;&atilde;o do enfoque das    causas m&uacute;ltiplas de morte permitiu a detec&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas    onde este problema de sa&uacute;de foi subestimado pela utiliza&ccedil;&atilde;o    da informa&ccedil;&atilde;o proveniente somente da causa b&aacute;sica de morte,    possibilitando a identifica&ccedil;&atilde;o de regi&otilde;es com maiores taxas    de mortalidade por essas doen&ccedil;as e, assim, oferecendo subs&iacute;dios    para a sa&uacute;de p&uacute;blica na prioriza&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es    para a sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O segundo tipo    de tabula&ccedil;&atilde;o apresenta associa&ccedil;&otilde;es de causas, que    &eacute; um dos aspectos mais importantes no estudo das causas m&uacute;ltiplas    de morte, porque a morte muitas vezes pode ocorrer devido &agrave; a&ccedil;&atilde;o    sin&eacute;rgica de duas ou mais afec&ccedil;&otilde;es e tal fato n&atilde;o    pode ser avaliado pelas estat&iacute;sticas por causa b&aacute;sica.<sup>6,32</sup> No    Estado de S&atilde;o Paulo, Santo<sup>2</sup> verificou que, quando a hipertens&atilde;o    era a causa b&aacute;sica, as causas associadas mais freq&uuml;entes eram as    doen&ccedil;as da circula&ccedil;&atilde;o pulmonar e outras formas de doen&ccedil;as    do cora&ccedil;&atilde;o, cujo principal componente era a insufici&ecirc;ncia    card&iacute;aca. Em estudo sobre mortalidade de adultos, Laurenti<sup>1</sup> verificou    que, nos atestados de &oacute;bito nos quais o diabetes estava registrado, as    causas associadas foram arteriosclerose, doen&ccedil;as cerebrovasculares, hipertens&atilde;o    arterial e doen&ccedil;as isqu&ecirc;micas do cora&ccedil;&atilde;o. Melo e    colaboradores<sup>28</sup> observaram que, nas DO cuja causa b&aacute;sica era o diabetes   <i>mellitus</i>, 29,8% mencionavam a septicemia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Medidas de associa&ccedil;&atilde;o    utilizadas na an&aacute;lise das causas m&uacute;ltiplas de morte</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma aplica&ccedil;&atilde;o    importante do enfoque das causas m&uacute;ltiplas de morte &eacute; a verifica&ccedil;&atilde;o    da associa&ccedil;&atilde;o entre as afec&ccedil;&otilde;es presentes no momento    da morte. Quanto &agrave; medida da associa&ccedil;&atilde;o entre as causas,    diversos estudos utilizaram diferentes metodologias.<sup>17,21,27,29,30</sup> Guralnick<sup>21</sup>    construiu uma tabela 2x2 com pares de causa b&aacute;sica e contribut&oacute;rias,    para c&aacute;lculo do qui-quadrado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Chamblee e Evans,<sup>17</sup>    partindo da pressuposi&ccedil;&atilde;o da ocorr&ecirc;ncia das doen&ccedil;as    ser independente, sugeriram o c&aacute;lculo do Q de Yule para verifica&ccedil;&atilde;o    da associa&ccedil;&atilde;o das causas, teste tamb&eacute;m utilizado por Saad<sup>27</sup>    e Niobey.<sup>29</sup> Esse teste mede a magnitude da associa&ccedil;&atilde;o entre duas    vari&aacute;veis (causas b&aacute;sicas e causas associadas) e &eacute; calculado    com base na raz&atilde;o dos produtos cruzados obtidos a partir de tabelas de    conting&ecirc;ncia tipo 2x2. Quando o Q de Yule for igual &agrave; unidade,    significa que a associa&ccedil;&atilde;o &eacute; perfeita e, quando for zero,    n&atilde;o existe associa&ccedil;&atilde;o. Ao utilizar esse recurso estat&iacute;stico,    entretanto, &eacute; necess&aacute;rio estar-se atento &agrave; pressuposi&ccedil;&atilde;o    da independ&ecirc;ncia durante a interpreta&ccedil;&atilde;o dos resultados.    Tamb&eacute;m baseado na suposi&ccedil;&atilde;o de independ&ecirc;ncia, Israel    e colaboradores<sup>22</sup> prop&otilde;e an&aacute;lise atrav&eacute;s do c&aacute;lculo    da raz&atilde;o do n&uacute;mero de pares de causas observados pelo n&uacute;mero    de pares esperados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em um outro enfoque,    Machado<sup>30</sup> utilizou o m&eacute;todo do <i>Grade of Membership</i> (GOM), que    permite observar a ocorr&ecirc;ncia de conjuntos de enfermidades que se agremiam    em maior n&uacute;mero de vezes. Delineou combina&ccedil;&otilde;es de causas    de mortes infantis (denominados &quot;perfis&quot;) sob a perspectiva da classifica&ccedil;&atilde;o    de conjuntos nebulosos ou conjuntos de enfermidades que se destacaram com uma    significativa freq&uuml;&ecirc;ncia. Essa metodologia tamb&eacute;m parte da    pressuposi&ccedil;&atilde;o de que as vari&aacute;veis originais s&atilde;o    independentes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Entretanto, segundo    Olson e colaboradores,<sup>47</sup> &eacute; dif&iacute;cil determinar quando a associa&ccedil;&atilde;o    de uma condi&ccedil;&atilde;o com outra tem signific&acirc;ncia estat&iacute;stica,    pois as t&eacute;cnicas estat&iacute;sticas utilizadas para a determina&ccedil;&atilde;o    de associa&ccedil;&otilde;es significativas partem da premissa de que as vari&aacute;veis    do estudo s&atilde;o independentes e, portanto, tais t&eacute;cnicas n&atilde;o    seriam aplic&aacute;veis para o estudo das causas m&uacute;ltiplas de morte.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Mackenbach e colaboradores<sup>4</sup>    consideram que o estudo das causas m&uacute;ltiplas de morte &eacute; muito    apropriado para o c&aacute;lculo do efeito potencial na expectativa de vida    ao eliminar uma certa causa de morte. T&aacute;buas de vida com utiliza&ccedil;&atilde;o    das causas m&uacute;ltiplas de morte seriam &uacute;teis para estimar melhor    a medida da import&acirc;ncia relativa das causas de morte e o ganho potencial    na expectativa de vida obtido com a interven&ccedil;&atilde;o em uma causa espec&iacute;fica    de morte. Entretanto, tamb&eacute;m alertam que as causas s&atilde;o dependentes    entre si e que uma pessoa que n&atilde;o morreu de uma determinada causa n&atilde;o    implica em ter a mesma probabilidade de morrer de outras causas assim como outros    integrantes de uma popula&ccedil;&atilde;o, pois podem ser portadores de determinados    fatores de risco que os predisp&otilde;em a ter outras causas de morte. Verificaram    que os pacientes que morrem de doen&ccedil;as cardiovasculares t&ecirc;m probabilidade    maior de ter uma ou mais doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas do que aqueles que morrem    de outras causas. Isso implica que, eliminando as doen&ccedil;as cardiovasculares,    com o uso do m&eacute;todo de an&aacute;lise de causas competitivas de morte    pelas t&aacute;buas de vida, os anos de vida a serem ganhos estar&atilde;o sendo    sobrestimados em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; elimina&ccedil;&atilde;o de    outras causas como neoplasias e causas externas, nos quais ocorre o contr&aacute;rio    pois raramente outras causas s&atilde;o mencionadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Da mesma forma,    a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS)<sup>48</sup> adverte que deve    ser evitada a compara&ccedil;&atilde;o de uma associa&ccedil;&atilde;o de causas    com o grupo remanescente de todos os &oacute;bitos devidos &agrave;s demais    causas de morte. Por ser esse grupo heterog&ecirc;neo, esse tipo de compara&ccedil;&atilde;o    n&atilde;o permite uma conclus&atilde;o razo&aacute;vel, sendo cientificamente    inv&aacute;lido. Recomenda trabalhar com a compara&ccedil;&atilde;o entre as    propor&ccedil;&otilde;es das associa&ccedil;&otilde;es de uma causa. Uma gradua&ccedil;&atilde;o    dessas propor&ccedil;&otilde;es indica quais causas est&atilde;o mais freq&uuml;entemente    associadas a uma causa b&aacute;sica. Exemplificando, a hipertens&atilde;o est&aacute;    mais freq&uuml;entemente mencionada associada &agrave; doen&ccedil;a cerebrovascular    do que com &agrave;s neoplasias. Essa an&aacute;lise tamb&eacute;m sugerida    por Treloar<sup>34</sup> foi realizada por Laurenti,<sup>1</sup> Santo,<sup>2</sup> Melo e colaboradores<sup>28</sup> e    Franco e colaboradores.<sup>31</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Essas v&aacute;rias    metodologias utilizadas por diversos autores manifestam a complexidade do estudo    de associa&ccedil;&atilde;o de causas na an&aacute;lise das causas m&uacute;ltiplas    de morte,<sup>22</sup> demonstrando a necessidade de pesquisas adicionais nas quais se    utilizem t&eacute;cnicas estat&iacute;sticas especiais que contemplem essas    quest&otilde;es.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Limita&ccedil;&otilde;es    na utiliza&ccedil;&atilde;o das causas m&uacute;ltiplas de morte como indicadores    de sa&uacute;de</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Para utiliza&ccedil;&atilde;o    e interpreta&ccedil;&atilde;o adequada das causas m&uacute;ltiplas de morte    &eacute; necess&aacute;rio estar-se ciente das limita&ccedil;&otilde;es desse    m&eacute;todo de an&aacute;lise. Assim como ocorre com o enfoque da causa b&aacute;sica    de morte, as estat&iacute;sticas de mortalidade resultam da opini&atilde;o m&eacute;dica,    que pode variar segundo a escola e a &aacute;rea geogr&aacute;fica em que o    m&eacute;dico atua ou segundo a compreens&atilde;o de qual causa dever&aacute;    ser inclu&iacute;da na declara&ccedil;&atilde;o de &oacute;bito. Al&eacute;m    disso, as causas m&uacute;ltiplas de morte s&atilde;o dependentes da magnitude    com que os m&eacute;dicos relatam as causas associadas.<sup>22,49</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Uma outra limita&ccedil;&atilde;o    do enfoque das causas m&uacute;ltiplas de morte &eacute; o pr&oacute;prio modelo    da declara&ccedil;&atilde;o de &oacute;bito, desenhado para informar a causa    b&aacute;sica, que est&aacute; assim adotado desde a Sexta Revis&atilde;o da    Lista Internacional, em 1948.<sup>4,47</sup> Segundo Guralnick,<sup>21</sup> quando o m&eacute;dico    &eacute; for&ccedil;ado a decidir sobre uma &uacute;nica causa ou uma seq&uuml;&ecirc;ncia    de eventos que levou &agrave; morte, ele n&atilde;o se sente estimulado a descrever    o curso cl&iacute;nico completo da doen&ccedil;a. Aliado a isso, vem sendo dada,    historicamente, pouca import&acirc;ncia &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o das    causas associadas presentes nos atestados de &oacute;bito,<sup>27</sup> podendo haver omiss&atilde;o    de diagn&oacute;sticos durante o preenchimento da DO devido ao espa&ccedil;o    insuficiente para que sejam anotadas todas as causas existentes.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Um questionamento    j&aacute; levantado &eacute; a realiza&ccedil;&atilde;o da an&aacute;lise de    causas exclusivamente informadas nos atestados de &oacute;bito, sem busca de    informa&ccedil;&otilde;es complementares em registros de hist&oacute;rias cl&iacute;nicas    e aut&oacute;psias. Segundo Saad,<sup>27</sup> s&oacute; se justifica trabalhar apenas    com as causas mencionadas nas DO quando estas aparecem n&atilde;o somente em    n&uacute;mero significativo, mas, tamb&eacute;m, reproduzam o mais fielmente    poss&iacute;vel as hist&oacute;rias cl&iacute;nicas. Entretanto, isso nem sempre    &eacute; exeq&uuml;&iacute;vel. Para Laurenti,<sup>1</sup> a codifica&ccedil;&atilde;o    das causas m&uacute;ltiplas utilizando somente os atestados oficiais, melhora    as informa&ccedil;&otilde;es, mesmo n&atilde;o se obtendo o n&uacute;mero exato    das ocorr&ecirc;ncias das v&aacute;rias causas. N&atilde;o se mediria a magnitude    real das associa&ccedil;&otilde;es, mas ter-se-ia uma indica&ccedil;&atilde;o    satisfat&oacute;ria do sentido das mesmas associa&ccedil;&otilde;es. Niobey<sup>29</sup>    corrobora tal opini&atilde;o, acreditando que a an&aacute;lise realizada em    seu estudo de mortalidade infantil permitiu uma aproxima&ccedil;&atilde;o do    complexo causal no conjunto de &oacute;bitos infantis tardios, inclusive podendo    representar um dos indicadores de monitoramento das a&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o    e da qualidade de atendimento dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os problemas acima    destacados n&atilde;o invalidam a an&aacute;lise por causas m&uacute;ltiplas    de morte. Simplesmente, &eacute; preciso ter consci&ecirc;ncia de que a informa&ccedil;&atilde;o    dispon&iacute;vel, ainda que mais rica que a an&aacute;lise unicausal, se encontra    incompleta e sujeita a imper-fei&ccedil;&otilde;es, devendo os resultados serem    encarados como uma aproxima&ccedil;&atilde;o do processo m&oacute;rbido no qual    se insere a morte.<sup>27</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O estudo das causas    m&uacute;ltiplas de morte representa um avan&ccedil;o na an&aacute;lise das    estat&iacute;sticas de mortalidade. Entretanto, n&atilde;o visa substituir o    enfoque da causa b&aacute;sica de morte que, apesar de apresentar limita&ccedil;&otilde;es,    possui objetivos e benef&iacute;cios bem estabelecidos. A utiliza&ccedil;&atilde;o    da metodologia das causas m&uacute;ltiplas de morte pode ser um importante instrumento    complementar na avalia&ccedil;&atilde;o e planejamento das a&ccedil;&otilde;es    de sa&uacute;de, especialmente neste momento em que se verifica um aumento do    n&uacute;mero de diagn&oacute;sticos informados por declara&ccedil;&atilde;o    de &oacute;bito. Tal an&aacute;lise torna-se cada vez mais fact&iacute;vel,    pois, na atualidade, conta-se com o desenvolvimento de programa espec&iacute;fico    como o Tabulador de Causas M&uacute;ltiplas de Morte (TCM), j&aacute; acoplado    ao Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade (SIM), do Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Uma vantagem do    estudo das causas m&uacute;ltiplas de morte &eacute; que este pode representar    um importante incentivo para o preenchimento mais completo das declara&ccedil;&otilde;es    de &oacute;bito, obtendo-se mais informa&ccedil;&atilde;o da DO e, conseq&uuml;entemente,    aumentando a utilidade das estat&iacute;sticas de mortalidade que, quando utilizadas    adequadamente, possibilitam melhor conhecimento da situa&ccedil;&atilde;o de    sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Agradecimentos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Aos professores    Augusto Hasiak Santo e Mark Drew Crosland Guimar&atilde;es pelas preciosas sugest&otilde;es.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias    Bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Laurenti R.    Causas m&uacute;ltiplas de morte &#91;tese de Doutorado&#93;. S&atilde;o Paulo (SP): USP;    1973.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Santo AH. Causas    m&uacute;ltiplas de morte: formas de apresenta&ccedil;&atilde;o e m&eacute;todos    de an&aacute;lise &#91;tese de Doutorado&#93;. S&atilde;o Paulo (SP): USP; 1988.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 3. Becker RA.    An&aacute;lise de mortalidade, delineamentos b&aacute;sicos. Bras&iacute;lia:    Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de; 1991.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Mackenbach    JP, Kunst AE, Lautenbach H, Bijlsma F, Oei YB. Competing causes of death: an    analysis using multiple cause-of-death data from the Netherlands. American Journal    of Epidemiology 1995;141:466-475.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Westerling    R. Small-area variation in multiple causes of death in Sweden: a comparison    with underlying causes of death. International Journal of Epidemiology 1995;24:552-558.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Puffer RR.    Estudio de multiples causes de defuncion. Boletin de la Oficina Sanitaria Panamericana    1970;69:93-114.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Steenland K,    Nowlin S, Ryan B, Adams S. Use of multiple-cause mortality data in epidemiologic    analyses: US rate and proportion files developed by the National Institute for    Occupational Safety and Health and the National Cancer Institute. 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Centro Colaborador da OMS para a Classifica&ccedil;&atilde;o    de Doen&ccedil;as em Portugu&ecirc;s. Classifica&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica    internacional de doen&ccedil;as e problemas relativos a sa&uacute;de. v.2 (Manual    de instru&ccedil;&atilde;o). 10<sup>a</sup> Revis&atilde;o. S&atilde;o Paulo: EDUSP;    1994.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Moriyama IM.    Development of the present concept of cause of death. American Journal of Public    Health 1956;46:436-441.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Lessa I. O    adulto brasileiro e as doen&ccedil;as da modernidade: epidemiologia das doen&ccedil;as    cr&ocirc;nicas n&atilde;o transmiss&iacute;veis. S&atilde;o Paulo: HUCITEC;    1998.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Santo AH, Pinheiro    CE. Uso do microcomputador na sele&ccedil;&atilde;o da causa b&aacute;sica de    morte. Boletin de la Oficina Sanitaria Panamericana 1995;119:319-327.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Drumond Junior    M, Lira MMTA. Mortalidade precoce no Brasil: coeficientes de mortalidade por    sexo e faixa et&aacute;ria em 1980 e 1997. In: Funda&ccedil;&atilde;o Nacional    de Sa&uacute;de. Estudos epidemiol&oacute;gicos. Bras&iacute;lia: FUNASA; 2000.    p.49-95.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Dorn HF, Moriyama    IW. Uses and significance of multiple cause tabulations for mortality statistics.    American Journal of Public Health 1964;54:400-406.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 17. Chamblee RF,    Evans MC. New dimensions in cause of death statistics. American Journal of Public    Health 1982;72:1265-1270.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 18. Santo AH,    Laurenti R. Estat&iacute;sticas de mortalidade por causas m&uacute;ltiplas.    Novas perspectivas com o sistema ACME. Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica    1986;20:397-400.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 19. Fran&ccedil;a-Mendon&ccedil;a    E, Goulart EMA, Machado JAD. Confiabilidade da declara&ccedil;&atilde;o de causa    b&aacute;sica de mortes infantis em regi&atilde;o metropolitana do sudeste do    Brasil. Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1994;28:385-391.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 20. Balkau B,    Papoz L. Certification of cause of death in French diabetic patients. Journal    of Epidemiology and Community Health 1992;46:63-65.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 21. Guralnick    L. Some problems in the use of multiple causes of death. Journal of Chronic    Diseases 1966;19:979-990. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 22. Israel RA,    Rosenberg HM, Curtin LR. Analytical potential of multiple causeof- death data.    American Journal of Epidemiology 1986;124:161-179.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 23. Ladeira RM,    Guimar&atilde;es MDC. An&aacute;lise da concord&acirc;ncia da codifica&ccedil;&atilde;o    de causa b&aacute;sica de &oacute;bito por acidentes de tr&acirc;nsito. Revista    de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1998;32:133-137.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 24. Organizaci&oacute;n    Panamericana de la Salud. Revisi&oacute;n de la Clasificaci&oacute;n Internacional    de Enfermedades (CIE- 9 y CIE-10): impacto en las estad&iacute;sticas de la    salud. 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Belo Horizonte    (MG): UFMG; 1997.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">31. Franco LJ,    Mameri C, Pagliaro H, Iochida LC, Goldenberg P. Diabetes como causa b&aacute;sica    ou associada de morte no Estado de S&atilde;o Paulo, Brazil, 1992. Revista de    Sa&uacute;de P&uacute;blica 1998;32:237-245.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">32. Santo AH,    Pinheiro CE. Tabulador de causas m&uacute;ltiplas de morte. Revista Brasileira    de Epidemiologia 1999;2:90-97.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">33. Committee    on Contributory Causes of Death. Vital Statistics Section. Contributory causes    of death. American Journal of Public Health 1925;15:122-124.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">34. Treloar AE.    The enigma of cause of death. 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<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#topo"><sup>*</sup></a>    Artigo originado de disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado &quot;Desigualdade    Social e Causas M&uacute;ltiplas de Morte em Adultos da Regi&atilde;o Centro-Sul    de Belo Horizonte&quot;. Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de    P&uacute;blica/UFMG.</font></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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<surname><![CDATA[Laurenti]]></surname>
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