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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><a name="topo"></a><b><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Avalia&ccedil;&atilde;o do risco de transmiss&atilde;o silvestre da dengue no    Brasil</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Nicolas Degallier<sup>I</sup>;    Jos&eacute; Marcus S&oacute;crates Teixeira<sup>II</sup>; Antonio de Jesus Melo Chaib<sup>II</sup>; Heliomar    Ferreira Barbosa<sup>III</sup>; Maria Socorro L. de Carvalho<sup>IV</sup>; Cristiane de Oliveira<sup>IV</sup>; Monique    Britto Knox<sup>IV</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Instituto de Pesquisa    para o Desenvolvimento &#91;<i>Institut de Recherche pour le D&eacute;veloppement</i>&#93;    - IRD    <br> <sup>II</sup>Laborat&oacute;rio Central-LACEN    <br> <sup>III</sup> Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de    <br> <sup>IV</sup>Diretoria de Vigil&acirc;ncia Ambiental do Distrito Federal-DIVAL</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#endereco">Correspond&ecirc;ncia    para</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Delineamento do    Problema</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O dengue tem ciclos    de transmiss&atilde;o silvestre, entre macacos e mosquitos, apenas na &Aacute;frica    e na &Aacute;sia. Nas Am&eacute;ricas, onde o dengue &eacute; transmitido apenas    pelo <i>Aedes aegypti</i> e, possivelmente, pelo <i>Aedes albopictus</i>, esp&eacute;cies    predominantemente urbanas, o v&iacute;rus nunca foi isolado a partir de esp&eacute;cies    silvestres, nem de primatas n&atilde;o-humanos. Existe, portanto, o risco do    dengue estabelecer-se no ambiente silvestre, num ciclo de transmiss&atilde;o    similar ao da febre amarela. Em experi&ecirc;ncias antigas, os macacos sul-americanos    j&aacute; mostraram-se sens&iacute;veis ao v&iacute;rus do dengue, desenvolvendo    uma viremia baixa. N&atilde;o se sabe se, ent&atilde;o, essa viremia seria alta    o suficiente para infectar mosquitos silvestres primet&oacute;filos, tais como    esp&eacute;cies dos g&ecirc;neros <i>Haemagogus</i>, <i>Sabethes</i> e <i>Aedes</i>,    presentes em &aacute;reas florestais perto das grandes cidades. A dispers&atilde;o    do v&iacute;rus entre a cidade e as matas poderia ocorrer por meio de deslocamentos    de pessoas vir&ecirc;micas e picadas por mosquitos silvestres ou por meio do    <i>Aedes albopictus</i> j&aacute; estabelecido em locais afastados dos centros urbanos.    Resulta, portanto, da maior import&acirc;ncia determinar qual a compet&ecirc;ncia    das esp&eacute;cies silvestres para os v&iacute;rus da dengue. Os objetivos    do projeto visam: a) coletar mosquitos silvestres adultos primat&oacute;filos,    em v&aacute;rias esta&ccedil;&otilde;es do ano e lugares para cria&ccedil;&atilde;o    em laborat&oacute;rio; b) inocular os mosquitos com suspens&atilde;o de v&iacute;rus    DEN-1 e DEN-2 (amostras isoladas de <i>Aedes aegypti</i> no Brasil); c) realizar tentativas    de isolamento viral a partir de mosquitos, ap&oacute;s v&aacute;rios dias de    incuba&ccedil;&atilde;o (ciclo extr&iacute;nseco); e d) tentar estabelecer transmiss&atilde;o    <i>in vitro</i> em esp&eacute;cies suscet&iacute;veis.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Coleta de mosquitos    silvestres adultos e imaturos, em v&aacute;rias esta&ccedil;&otilde;es do ano    e lugares para cria&ccedil;&atilde;o em laborat&oacute;rio:</i> uma coleta foi realizada    em meio silvestre por pessoas volunt&aacute;rias e devidamente vacinadas contra    febre amarela; os mosquitos foram capturados quando pousaram para a sua alimenta&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Inocula&ccedil;&atilde;o    dos mosquitos com suspen&ccedil;&atilde;o de v&iacute;rus DEN-1 e DEN-2 (amostras    isoladas de Aedes aegypti no Brasil):</i> ap&oacute;s anestesia em uma mesa refrigerada,    os mosquitos s&atilde;o inoculados com micro-alfinete montado e molhado em suspens&atilde;o    viral; os mosquitos s&atilde;o mantidos vivos durante o tempo necess&aacute;rio    para a multiplica&ccedil;&atilde;o dos v&iacute;rus (ciclo extr&iacute;nseco).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Isolamento viral    a partir de mosquitos, ap&oacute;s v&aacute;rios dias de incuba&ccedil;&atilde;o:</i>    os mosquitos s&atilde;o inoculados isoladamente ou em lotes em cultivos celulares    (C6/36); ap&oacute;s 7, 14 e 21 dias, ou apari&ccedil;&atilde;o de efeito citopatog&ecirc;nico,    as amostras positivas s&atilde;o identificadas por imunofluoresc&ecirc;ncia    indireta.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Transmiss&atilde;o    in vitro por esp&eacute;cies suscet&iacute;veis:</i> as esp&eacute;cies que se revelarem    suscet&iacute;veis ser&atilde;o alimentadas <i>in vitro</i> para avaliar a sua capacidade    de excretar os v&iacute;rus pela saliva.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Experimentos de    alimenta&ccedil;&atilde;o in vitro:</i> at&eacute; agora, um s&oacute; experimento    foi realizado. No dia 31 de maio de 2001, 22 mosquitos silvestres, dos g&ecirc;neros    <i>Aedes, Sabethes, Wyeomyia</i> e <i>Limatus</i>, foram coletados de 14h25 &agrave;s 17h25,    em &aacute;rea florestada do Viveiro I (N&uacute;cleo Bandeirante, DF). No dia    seguinte, foi oferecido a eles sangue de carneiro, contendo v&iacute;rus DEN-1.    Nenhum mosquito se alimentou, mas, depois de ter sido providenciada uma solu&ccedil;&atilde;o    a&ccedil;ucarada, foi observada uma sobreviv&ecirc;ncia de 15 dias, mostrando    que a sua manuten&ccedil;&atilde;o em inset&aacute;rio com condi&ccedil;&otilde;es    de temperatura e umidade controladas era poss&iacute;vel. Essa tentativa ser&aacute;    repetida durante a esta&ccedil;&atilde;o chuvosa, com n&uacute;meros maiores    de mosquitos e outras metodologias de infec&ccedil;&atilde;o viral, tais como    inocula&ccedil;&atilde;o intrator&aacute;cica ou mistura do v&iacute;rus &agrave;    solu&ccedil;&atilde;o a&ccedil;ucarada. <i>Origem das amostras virais: o</i> v&iacute;rus    da dengue utilizado para infectar os mosquitos foi proveniente de um caso humano,    confirmado por isolamento em c&eacute;lulas C6/36 durante o ano de 1994. Como    n&atilde;o se sabe detalhadamente o nome do paciente e data de isolamento inicial,    uma amostra mais recente ser&aacute; utilizada no futuro.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Conclus&otilde;es</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os mosquitos silvestres    mostraram uma sobreviv&ecirc;ncia razo&aacute;vel no infect&oacute;rio, mas    n&atilde;o realizaram a sua alimenta&ccedil;&atilde;o sang&uuml;&iacute;nea,    provavelmente devido a h&aacute;bitos peculiares das esp&eacute;cies testadas.    Essas dificuldades poder&atilde;o ser contornadas, misturando-se a solu&ccedil;&atilde;o    de v&iacute;rus com a solu&ccedil;&atilde;o de glicose, fornecida para sobreviv&ecirc;ncia.    Embora n&atilde;o seja uma via natural de infec&ccedil;&atilde;o, tal modo poderia    permitir a avalia&ccedil;&atilde;o da multiplica&ccedil;&atilde;o e/ou sobreviv&ecirc;ncia    dos v&iacute;rus nos mosquitos. Novos experimentos ser&atilde;o realizados a    partir do in&iacute;cio das chuvas, coletando mosquitos silvestres dos g&ecirc;neros    <i>Sabethes, Aedes e Haemagogus</i>, tentando inocul&aacute;-los com suspens&atilde;o    viral ou aliment&aacute;-los com solu&ccedil;&atilde;o glicosada e v&iacute;rus.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/iesus/v10s1/seta.gif" border="0"></a><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Correspond&ecirc;ncia    para:</b>    <br>   Nicolas Degallier    <br>   Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento &#91;<i>Institut de Recherche pour    le D&eacute;veloppement</i>&#93; - IRD    <br>   Caixa Postal, 7091    <br>   Lago Sul - Bras&iacute;lia - DF    <br>   CEP: 71.619-970    <br>   E-mail: <a href="mailto:nicolas.degallier@ird.fr">nicolas.degallier@ird.fr</a></font></p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Dengue: instru&ccedil;&otilde;es    para pessoal de combate ao vetor. Manual de normas t&eacute;cnicas - FUNASA    - 2001</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Febre amarela</b></font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&quot;Na forma    silvestre, a transmiss&atilde;o se faz de um macaco infectado para o homem,    atrav&eacute;s da picada de mosquitos <i>Haemagogus</i> (ciclo macaco-mosquito-homem).    A febre amarela silvestre na realidade &eacute; uma zoonose, doen&ccedil;a pr&oacute;pria    de animais que passa para o homem. O homem n&atilde;o imunizado se infecta de    forma acidental ao ingressar em matas onde o v&iacute;rus est&aacute; circulando    entre os macacos.&quot;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Transmissores    silvestres</b></font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&quot;Os mosquitos    que transmitem a febre amarela silvestre pertencem aos g&ecirc;neros <i>Haemagogus</i>    (<i>Haemagogus janthinomys, Haemagogus leucocelaenus, Haemagogus capricornii e    Haemagogus spegazzinii</i>) e <i>Sabethes</i> (<i>Sabethes cloropterus</i>). Alguns <i>Aedes</i> silvestres    (<i>Aedes scapularis, Aedes fluviatilis</i>, e outros) que, em laborat&oacute;rio,    t&ecirc;m demonstrado capacidade de transmiss&atilde;o, n&atilde;o foram, contudo,    encontrados naturalmente infectados.&quot;</font></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
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