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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><a name="topo"></a><b><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Indicadores de    risco ambiental como dispositivo na luta contra dengue</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Jos&eacute; Ivo    dos Santos Pedrosa<sup>I</sup>; Joana Z&eacute;lia Arcoverde Castro<sup>II</sup>; Tereza do Carmo Melo    Martins<sup>II</sup>; Raimunda Nonato de Oliveira<sup>III</sup>; Francisca Odete de Melo<sup>I</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Mestrado em Sa&uacute;de    Coletiva / Universidade Federal do Piau&iacute;    <br>   <sup>II</sup>Departamento de Medicina Comunit&aacute;ria    / Universidade Federal do Piau&iacute;    <br>   <sup>III</sup>Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de/PI</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#endereco">Correspond&ecirc;ncia    para</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Delineamento do    Problema</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Teresina, capital    do Estado do Piau&iacute;, apresenta, em seu quadro epidemiol&oacute;gico, perman&ecirc;ncia    de alto &iacute;ndice de infesta&ccedil;&atilde;o de <i>Aedes aegypti</i>, fato refor&ccedil;ado    pela constata&ccedil;&atilde;o de que 85% dos im&oacute;veis investigados correspondiam    ao tipo resid&ecirc;ncia. Deduz-se, portanto, <i>que grande parte da popula&ccedil;&atilde;o    n&atilde;o se compromete com as a&ccedil;&otilde;es preventivas, como saneamento    de seu domic&iacute;lio para impedir a reprodu&ccedil;&atilde;o do mosquito</i>.    Tendo como produto esperado o incentivo &agrave; mobiliza&ccedil;&atilde;o e    organiza&ccedil;&atilde;o da comunidade no combate, controle e erradica&ccedil;&atilde;o    do <i>Aedes aegypti</i>, o estudo pretende contribuir na discuss&atilde;o de estrat&eacute;gias    de interven&ccedil;&atilde;o de educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de, identificando    informa&ccedil;&otilde;es que possam ajudar a desencadear a&ccedil;&otilde;es    preventivas por parte dos envolvidos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A pesquisa caracteriza-se    como pesquisa-a&ccedil;&atilde;o, realizada em uma popula&ccedil;&atilde;o de    aproximadamente 5.000 pessoas que habitam cinco comunidades da periferia da    capital, caracterizadas como de baixa renda, onde a Universidade Federal do    Piau&iacute; desenvolve trabalho junto com alunos do curso de gradua&ccedil;&atilde;o    em Medicina. O estudo compreendeu tr&ecirc;s momentos: conhecer, refletir sobre    a realidade e intervir sobre a realidade, modificando-a. O momento de conhecer    compreendeu a realiza&ccedil;&atilde;o de semin&aacute;rio de sensibiliza&ccedil;&atilde;o    e oficina para sele&ccedil;&atilde;o dos indicadores da pesquisa entre uma listagem    proposta pela Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-Americana da Sa&uacute;de (OPAS).    Estas informa&ccedil;&otilde;es foram organizadas em cinco grupos, relacionadas    ao chefe da fam&iacute;lia e aos seus componentes, domic&iacute;lio, popula&ccedil;&atilde;o,    al&eacute;m de informa&ccedil;&otilde;es mais t&eacute;cnicas e espec&iacute;ficas    relacionadas &agrave; doen&ccedil;a e coletadas por meio de question&aacute;rios    domiciliares. O momento da reflex&atilde;o consistiu na apresenta&ccedil;&atilde;o,    dos dados coletados, para as comunidades, por meio de v&aacute;rias t&eacute;cnicas    e instrumentos de comunica&ccedil;&atilde;o durante um dia de mobiliza&ccedil;&atilde;o,    identificando-se entre as t&eacute;cnicas de comunica&ccedil;&atilde;o as que    mais informaram sobre a doen&ccedil;a e seu transmissor. Ap&oacute;s a apresenta&ccedil;&atilde;o    das informa&ccedil;&otilde;es, os indicadores previamente selecionados que orientaram    o trabalho de campo foram sendo revalidados por meio do di&aacute;logo com representa&ccedil;&otilde;es    locais, t&eacute;cnicos e pesquisadores. Os resultados do inqu&eacute;rito definiram    a etapa da a&ccedil;&atilde;o/interven&ccedil;&atilde;o, que se inicia na identifica&ccedil;&atilde;o    de grupos estrat&eacute;gicos para o planejamento e a programa&ccedil;&atilde;o    das atividades.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Resultados</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apreendeu-se o    perfil das comunidades tomadas em seu conjunto, por meio dos 355 question&aacute;rios    respondidos, que correspondeu a 100% dos que foram aplicados. Os resultados    definiram o conte&uacute;do dos temas e as formas de comunicar utilizadas no    dia de mobiliza&ccedil;&atilde;o, avaliadas enquanto instrumentos de comunica&ccedil;&atilde;o    para as informa&ccedil;&otilde;es sobre dengue. O resultado da avalia&ccedil;&atilde;o    mostrou que as t&eacute;cnicas mais comunicativas, em ordem decrescente, foram:    teatro, exposi&ccedil;&atilde;o do mosquito por meio do microsc&oacute;pio,    exposi&ccedil;&atilde;o de criadouros e atividades desenvolvidas com escolares.    Cartazes, faixas, panfletos e filmes chamaram pouca aten&ccedil;&atilde;o do    p&uacute;blico. O perfil da comunidade colocou em evid&ecirc;ncia aspectos relativos    aos domic&iacute;lios e aos comportamentos individuais, sugerindo tais espa&ccedil;os    como local para estrat&eacute;gias para evitar a doen&ccedil;a e que informa&ccedil;&otilde;es    sobre estes aspectos seriam potencialmente capazes de gerar motiva&ccedil;&otilde;es    para a participa&ccedil;&atilde;o, as relacionadas &agrave;s pessoas, aos domic&iacute;lios    e &agrave;s fam&iacute;lias. Admite-se que o fator tempo mostra-se de fundamental    import&acirc;ncia para as a&ccedil;&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de,    o que dificulta a visualiza&ccedil;&atilde;o do impacto de interven&ccedil;&otilde;es    desta natureza, considerando as modifica&ccedil;&otilde;es ocorridas no comportamento    dos indiv&iacute;duos e da coletividade. Pode-se creditar como resultados n&atilde;o    esperados da interven&ccedil;&atilde;o: a) integra&ccedil;&atilde;o interinstitucional:    Universidade Federal do Piau&iacute;/FMS/FUNACI/Funda&ccedil;&atilde;o Nacional    de Sa&uacute;de-Cordena&ccedil;&atilde;o Regional do Piau&iacute;; b) integra&ccedil;&atilde;o    intra-institucional: Mestrado em Sa&uacute;de Coletiva, Departamento de Medicina    Comunit&aacute;ria; e c) identifica&ccedil;&atilde;o dos Agentes de Sa&uacute;de    como sujeitos estrat&eacute;gicos para divulga&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es    sobre sa&uacute;de em geral e sobre as condi&ccedil;&otilde;es de risco para    dengue. Outros resultados s&atilde;o previs&iacute;veis em tempo futuro, em    virtude do trabalho desencadeado pela pesquisa, tais como a forma&ccedil;&atilde;o    de: a) grupos estrat&eacute;gicos em cada &aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o;    b) grupos de trabalho em cada escola articulando professores e alunos; e c)    l&iacute;deres e multiplicadores locais para reproduzirem o trabalho.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Conclus&otilde;es</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A an&aacute;lise    dos dados confirmou as condi&ccedil;&otilde;es de exclu&iacute;dos socialmente    e portadores de comportamentos inadequados. Quando as informa&ccedil;&otilde;es    vinculam dados referentes &agrave; situa&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o    como fatores de risco para alguma doen&ccedil;a, ela tende a negar tal condi&ccedil;&atilde;o,    n&atilde;o se identificando entre a popula&ccedil;&atilde;o sob risco. Os indicadores    utilizados para mobilizar a popula&ccedil;&atilde;o referem-se a quatro dimens&otilde;es:    coletiva, cuja preocupa&ccedil;&atilde;o &eacute; o percentual de pessoas que    n&atilde;o participam da associa&ccedil;&atilde;o; ambiente, que relaciona a    localiza&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica e condi&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas    dos domic&iacute;lios; fam&iacute;lias, com h&aacute;bitos e costumes que denotam    riscos para a reprodu&ccedil;&atilde;o do mosquito; e indiv&iacute;duos, com    seus comportamentos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="../img/revistas/iesus/v10s1/seta.gif" border="0"></a><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Correspond&ecirc;ncia    para:</b>    <br>   Jos&eacute; Ivo Pedrosa    <br>   Av. Frei Serafim, 2280.    <br>   Teresina - PI    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   CEP: 64.000-010    <br>   E-mail: <a href="mailto:ivopedrosa@uol.com.br">ivopedrosa@uol.com.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Dengue: instru&ccedil;&otilde;es    para pessoal de combate ao vetor. Manual de normas t&eacute;cnicas - FUNASA    - 2001</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&quot;O Plano    de Erradica&ccedil;&atilde;o do <i>Aedes aegypti</i> (PEAa) nasceu em 1996, com data    prevista para in&iacute;cio de execu&ccedil;&atilde;o em mar&ccedil;o de 1997.    O Decreto n<sup>o</sup> 1.934, de 18/06/96, criou a Comiss&atilde;o Executiva Nacional    e a Portaria Ministerial n<sup>o</sup> 1.298, de 27/06/96, criou a Secretaria Executiva    do Plano, vinculada ao Gabinete do Ministro da Sa&uacute;de. O PEAa incorporou    (...) descentraliza&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica e das a&ccedil;&otilde;es    de controle do vetor para Estados e Munic&iacute;pios, alterando modelo (...)    de gest&atilde;o centralizada e verticalizada, de presta&ccedil;&atilde;o de    servi&ccedil;o segmentada por procedimentos e equipes espec&iacute;ficas para    cada doen&ccedil;a.&quot;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&quot;A estrat&eacute;gia    central do combate ao vetor dever&aacute; ser realizada atrav&eacute;s das seguintes    atividades: manejo ambiental (saneamento domiciliar); educa&ccedil;&atilde;o    em sa&uacute;de; elimina&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica de criadouros e tratamento    de criadouros com larvicidas ou adulticidas, quando indicados.&quot;</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
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