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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><a name="topo"></a>Efeito    do extrato de pimenta-do-reino sobre larvas de <i>Aedes aegypti</i></b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Wedson Desid&eacute;rio    Fernandes<sup>I</sup>; Magda Freitas Fernandes<sup>II</sup>; Jo&atilde;o Cezar do Nascimento<sup>III</sup>; Marize    Terezinha L. P. Peres<sup>I</sup>; Manoel Carlos Gon&ccedil;alves<sup>I</sup>; Gisele Benites Flor<sup>I</sup>;    Fernanda Quaresma<sup>I</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Departamento    de Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas-DCB / Universidade Federal do Mato Grosso    do Sul    <br>   <sup>II</sup>Secretaria Municipal de Sa&uacute;de de Dourados-MS / PEAa    <br>   <sup>III</sup>Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#endereco">Correspond&ecirc;ncia    para</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Delineamento    do Problema </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Aedes aegypti</i>    e <i>Aedes albopictus</i> s&atilde;o os mais importantes vetores de arbov&iacute;rus    para o homem e t&ecirc;m sido controlados sistematicamente por inseticidas qu&iacute;micos    convencionais. Devido ao alto risco de intoxica&ccedil;&atilde;o e ao custo    econ&ocirc;mico, est&atilde;o sendo estudadas alternativas econ&ocirc;micas,    eficientes e ecologicamente compat&iacute;veis, como a utiliza&ccedil;&atilde;o    de subst&acirc;ncias de origem vegetal. O objetivo deste trabalho foi avaliar,    em condi&ccedil;&otilde;es de laborat&oacute;rio e campo, o efeito inseticida    do extrato aquoso de pimenta-do-reino sobre larvas de <i>Aedes aegypti</i>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Metodologia</b>    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os gr&atilde;os    de pimenta-do-reino (250g) foram mo&iacute;dos at&eacute; a condi&ccedil;&atilde;o    de   p&oacute; fino e extra&iacute;dos com 500ml de &aacute;gua destilada em banho-maria    a 40<sup>o</sup>C sob   refluxo, por 48 horas. Ap&oacute;s este procedimento, a mistura foi filtrada    em   gaze e posteriormente em papel filtro, sendo em seguida evaporada at&eacute;    secura   em rotavapor e acondicionada em frasco coberto com papel alum&iacute;nio e   armazenada na geladeira. Para efetuar os bioensaios preparou-se solu&ccedil;&atilde;o   estoque de 32mg/l e 1.000mg/l, sendo as demais concentra&ccedil;&otilde;es obtidas    por   dilui&ccedil;&atilde;o.   </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Laborat&oacute;rio:</b>    para as concentra&ccedil;&otilde;es de 0, 2, 4, 8, 16 e 32mg/l, foram utilizados    recipientes de 500ml com 150ml de solu&ccedil;&atilde;o em cinco repeti&ccedil;&otilde;es.    Cada repeti&ccedil;&atilde;o possu&iacute;a 10 larvas de 3<sup>o</sup> instar de <i>Aedes    aegypti</i>, que eram observadas em intervalos de 2, 4, 8, 16 e 32 horas ap&oacute;s    a coloca&ccedil;&atilde;o dos extratos. A mesma metodologia foi utilizada para    as concentra&ccedil;&otilde;es 0, 64, 128, 356 e 1.000mg/l. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>Campo:</b>    utilizou-se a mesma metodologia, exceto para os recipientes, que foram vasos    escuros de 1.000ml. No cemit&eacute;rio e borracharia, as concentra&ccedil;&otilde;es    0, 128, 356 e 1.000mg/l do extrato de pimenta-do-reino, foram avaliadas em intervalos    de 24 horas ap&oacute;s a coloca&ccedil;&atilde;o dos extratos. Foram utilizadas    cinco repeti&ccedil;&otilde;es para cada tipo de tratamento com recipientes    contendo 300ml dos extratos com 10 larvas de 3<sup>o</sup> instar de Aedes aegypti.    Em cada recipiente foram colocadas paletas para verificar a porcentagem de oviposi&ccedil;&atilde;o    nas concentra&ccedil;&otilde;es testadas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Resultados    </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Tanto para os    experimentos realizados em laborat&oacute;rio, como em campo, somente a concentra&ccedil;&atilde;o    de 1.000mg/l do extrato aquoso provocou 100% de mortalidade. Em laborat&oacute;rio,    a concentra&ccedil;&atilde;o de 356mg/l causou mortalidade acumulada em 80%    das larvas ap&oacute;s 64 horas. Observou-se, no cemit&eacute;rio municipal    de Dourados, uma correla&ccedil;&atilde;o positiva da mortalidade acumulada    de larvas em fun&ccedil;&atilde;o da crescente concentra&ccedil;&atilde;o do    extrato. A concentra&ccedil;&atilde;o de 1.000mg/l foi a mais eficiente, provocando    uma mortalidade acumulada de 100% das larvas em um per&iacute;odo de 24 horas    de exposi&ccedil;&atilde;o. As concentra&ccedil;&otilde;es de 0, 128 e 356mg/l    provocaram, respectivamente, mortalidade em 16, 30 e 46% ap&oacute;s 168 horas    de avalia&ccedil;&atilde;o. Observou-se uma rela&ccedil;&atilde;o decrescente    do n&uacute;mero m&eacute;dio de ovos encontrados nas ovitrampas, nas diferentes    concentra&ccedil;&otilde;es do extrato aquoso de pimenta-do-reino. Quanto mais    elevada a concentra&ccedil;&atilde;o do extrato, menor o n&uacute;merode ovos    encontrados nas ovitrampas. Na segunda avalia&ccedil;&atilde;o, realizada na    borracharia, a concentra&ccedil;&atilde;o de 1.000mg/l tamb&eacute;m foi a mais    eficiente, provocando uma mortalidade acumulada de 100% das larvas em um per&iacute;odo    de 24 horas. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>Conclus&otilde;es    </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Como grande parte    da literatura, que indica o potencial de extratos vegetais para o controle de    insetos, os resultados obtidos no presente estudo mostram que o extrato de pimenta-do-reino,    na concentra&ccedil;&atilde;o de 1.000mg/l, pode provocar mortalidade em 100%    das larvas de <i>Aedes aegypti</i>. Entretanto, a utiliza&ccedil;&atilde;o desta    subst&acirc;ncia em programas de manejo e erradica&ccedil;&atilde;o do mosquito    est&aacute; limitada no fato de que a concentra&ccedil;&atilde;o diagn&oacute;stico    para provocar a mortalidade &eacute; muito alta, inviabilizando assim o seu    uso em grandes programas. Entretanto, n&atilde;o h&aacute; como negar a import&acirc;ncia    desses elementos e, portanto, novas pesquisas necessitam ser realizadas com    extratos de outras plantas nativas, que t&ecirc;m apresentado resultados satisfat&oacute;rios    para manejo em outras esp&eacute;cies.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="../img/revistas/iesus/v10s1/seta.gif" border="0"></a>Correspond&ecirc;ncia    para:</b>    <br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Wedson Desid&eacute;rio    Fernandes     <br>   Departamento de Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas-DCB - Campus de Dourados     ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Universidade Federal do Mato Grosso do Sul Dourados - MS     <br>   CEP: 79.825-070     <br>   E-mail: <a href="mailto:wedson@ceud.ufmg.br">wedson@ceud.ufms.br</a> /<a href="mailto:wdesiderio@uol.com.br">wdesiderio@uol.com.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Dengue: Instru&ccedil;&otilde;es    para pessoal de combate ao vetor manual de normas t&eacute;cnicas - FUNASA -    2001</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Controle biol&oacute;gico    e manejo ambiental</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &#8220;O controle    de vetores em uma concep&ccedil;&atilde;o atualizada procura contemplar id&eacute;ias    de integra&ccedil;&atilde;o de m&eacute;todos e estrat&eacute;gias. Entende-se    dentro desse princ&iacute;pio que se devem trabalhar racionalmente diversos    m&eacute;todos dentro de um enfoque ecol&oacute;gico.&#8221;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>Controle biol&oacute;gico    </b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &#8220;O controle    biol&oacute;gico existe na natureza, reduzindo naturalmente a popula&ccedil;&atilde;o    de mosquitos atrav&eacute;s da preda&ccedil;&atilde;o, do parasitismo, da competi&ccedil;&atilde;o    e de agentes pat&oacute;genos que produzem enfermidades e toxinas. Atualmente,    existem pesquisas no sentido de utilizar o controle biol&oacute;gico, que teria    a grande vantagem de minimizar os danos ambientais que os inseticidas comuns    podem causar.&#8221;</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Manejo ambiental</b>    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &#8220;Um componente    importante mas freq&uuml;entemente pouco valorizado no combate aos vetores &eacute;    o manejo do ambiente, n&atilde;o apenas atrav&eacute;s daquelas a&ccedil;&otilde;es    integradas &agrave; pesquisa de focos e tratamento qu&iacute;mico, tal como    a elimina&ccedil;&atilde;o e remo&ccedil;&atilde;o de criadouros no ambiente    domiciliar, mas, tamb&eacute;m, pela coleta do lixo urbano regular ou atrav&eacute;s    de mutir&otilde;es de limpeza, o que, na pr&aacute;tica, tem sido feito apenas    na vig&ecirc;ncia de epidemias.&#8221; </font></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
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