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<article-id pub-id-type="doi">10.5123/S0104-16732002000100002</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[<a name="topo"></a>Avaliação da qualidade de preenchimento das declarações de óbito em unidade terciária de atenção à saúde materno-infantil]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Quality evaluation of the completeness of death certificates at a tertiary maternal-infant health care unit]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[After more than two decades of use, the Mortality Information System in Brazil still has problems of credibility. Distortions in the registration of Death Certificates (DC) are observed even at reference health centers. The objective of this study was to evaluate the completeness of DC and the gain of recovering abscent data from medical records in a tertiary health care unit in Recife, Pernambuco-Brazil. The study was conducted during the first semester of 1999. Original DC were compared before and after they had been corrected. Essential variables of the DC were unfilled in 0.7 to 10.9%. Compared to those obtained all missing data were recovered from the medical records. The information for children under one year of age was absent in 27 to 47% and data could be recovered in less than 50% of the medical records, being absent in most cases despite of the clinical and epidemiological importance for the analysis of infant mortality risk factors. The uncompleteness of DC and the unsatisfactory recovery of missing data from medical records underscare the lack of recognition by doctors of their role in generating information. Hospital Epidemiology Units should be developed to offer training and continuing education to clinical staff.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Mortalidade Infantil]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Declaração de Óbito]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[  <font size="4" face="verdana"><a name="topo"></a><B>Avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade de preenchimento    das declara&ccedil;&otilde;es de &oacute;bito em unidade terci&aacute;ria de    aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de materno-infantil<a href="#nota">*</a></B></font>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Quality evaluation of the completeness of    death certificates at a tertiary maternal-infant health care unit </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Lygia Carmen Vanderlei; Bertoldo Kruse Grande    de Arruda; Paulo Germano de Frias<sup>I</sup>; Suely Arruda<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup>I</sup>Instituto Materno Infantil de Pernambuco - IMIP,    Recife, PE    <br>   <sup>II</sup>Secretaria Municipal de Sa&uacute;de,    Recife, PE</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#nota">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="verdana"><B>RESUMO</B></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Apesar de duas d&eacute;cadas e meia de implanta&ccedil;&atilde;o    do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade (SIM) no Brasil, as    estat&iacute;sticas de mortalidade ainda apresentam problemas de confiabilidade,    pois, mesmo em unidades de sa&uacute;de de refer&ecirc;ncia, existem Declara&ccedil;&otilde;es    de &Oacute;bito (DO), que apresentam distor&ccedil;&otilde;es nos registros.    O objetivo do estudo foi avaliar a qualidade da DO quanto ao grau de preenchimento    das vari&aacute;veis e verificar o ganho de informa&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-resgate    no prontu&aacute;rio m&eacute;dico em unidade de sa&uacute;de terci&aacute;ria    em Recife (Pernambuco- PE). Foram comparadas as DO originais com as corrigidas    no primeiro semestre de 1999. Os resultados mostraram omiss&otilde;es no preenchimento    das vari&aacute;veis indispens&aacute;veis e essenciais entre 0,7 e 10,9%, com    resgate completo de informa&ccedil;&atilde;o no prontu&aacute;rio. Para as vari&aacute;veis    exclusivas de menores de um ano, as omiss&otilde;es ficaram entre 27 e 47% e    os ganhos de informa&ccedil;&atilde;o obtidos foram inferiores a 50%, chegando    &agrave; total aus&ecirc;ncia, apesar de sua fundamental import&acirc;ncia para    an&aacute;lises cl&iacute;nico- epidemiol&oacute;gicas dos fatores de risco    para a mortalidade infantil. As omiss&otilde;es no preenchimento das vari&aacute;veis    contidas na DO e o ganho pouco satisfat&oacute;rio de informa&ccedil;&otilde;es    p&oacute;s-resgate nos prontu&aacute;rios refletem o desconhecimento m&eacute;dico    de seu papel, sendo priorit&aacute;ria a implementa&ccedil;&atilde;o dos n&uacute;cleos    de epidemiologia hospitalar, garantindo treinamento e educa&ccedil;&atilde;o    continuada ao corpo cl&iacute;nico institucional</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><B>Palavras-Chave:</B> Mortalidade Infantil;    Declara&ccedil;&atilde;o de &Oacute;bito; Avalia&ccedil;&atilde;o da Qualidade;    Sistemas de Informa&ccedil;&atilde;o.</font></p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="verdana"><B>SUMMARY</B></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">After more than two decades of use, the Mortality    Information System in Brazil still has problems of credibility. Distortions    in the registration of Death Certificates (DC) are observed even at reference    health centers. The objective of this study was to evaluate the completeness    of DC and the gain of recovering abscent data from medical records in a tertiary    health care unit in Recife, Pernambuco-Brazil. The study was conducted during    the first semester of 1999. Original DC were compared before and after they    had been corrected. Essential variables of the DC were unfilled in 0.7 to 10.9%.    Compared to those obtained all missing data were recovered from the medical    records. The information for children under one year of age was absent in 27    to 47% and data could be recovered in less than 50% of the medical records,    being absent in most cases despite of the clinical and epidemiological importance    for the analysis of infant mortality risk factors. The uncompleteness of DC    and the unsatisfactory recovery of missing data from medical records underscare    the lack of recognition by doctors of their role in generating information.    Hospital Epidemiology Units should be developed to offer training and continuing    education to clinical staff. </font> </p>     <p><font size="2" face="verdana"><B>Key Words: </B>Infant Mortality; Death Certificates;    Quality Evaluation; Information System. </font></p> <hr size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp; </p>     <p><font size="3" face="verdana"><B>Introdu&ccedil;&atilde;o</B></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">N&atilde;o obstante o Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es    sobre Mortalidade (SIM) ter sido implantado no Brasil h&aacute; duas d&eacute;cadas    e meia, a partir de 1975, com a defini&ccedil;&atilde;o de um modelo padronizado    de Declara&ccedil;&atilde;o de &Oacute;bito (DO), que &eacute; o instrumento    que alimenta o sistema,<SUP>1 </SUP>as estat&iacute;sticas de mortalidade continuam    a ser alvo de cr&iacute;ticas em grande parte pertinentes, em virtude da pouca    confiabilidade nas informa&ccedil;&otilde;es prestadas.<SUP>2-4 </SUP> </font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A quest&atilde;o da deficiente qualidade dos    registros contidos na DO remonta ainda ao curso m&eacute;dico, pela pouca &ecirc;nfase    oferecida aos alunos soe o importante papel que ela desempenha como fonte de    dados soe a sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o.<SUP>3,5</SUP> Essa distor&ccedil;&atilde;o    do ensino tem como conseq&uuml;&ecirc;ncia a pouca qualifica&ccedil;&atilde;o    dos m&eacute;dicos e seu desinteresse pelo tema, pela n&atilde;o compreens&atilde;o    da complexidade de informa&ccedil;&otilde;es geradas por esse valioso instrumento    de informa&ccedil;&otilde;es e pelo pouco conhecimento soe a Lei dos Registros    P&uacute;blicos (Lei n<SUP>o</SUP> 6.015, de 31/12/73), segundo a qual compete    obrigatoriamente ao m&eacute;dico a emiss&atilde;o da DO, exceto em locais onde    n&atilde;o existe este profissional.<SUP>5-7</sup> A normatiza&ccedil;&atilde;o    quanto ao preenchimento da DO e a cria&ccedil;&atilde;o do Centro Colaborador    da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS), mais conhecido como    Centro asileiro para a Classifica&ccedil;&atilde;o de Doen&ccedil;as (CBCD)    da Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica da Universidade de S&atilde;o Paulo,    datam de julho de 1976, sendo a DO um formul&aacute;rio composto por nove blocos    de vari&aacute;veis ou &quot;campos&quot;, com diferentes finalidades. </font>  </p>     <p><font size="2" face="verdana">Para efeito de cr&iacute;tica e corre&ccedil;&atilde;o,    essas vari&aacute;veis s&atilde;o classificadas em <I>vari&aacute;veis indispens&aacute;veis</I>,    que s&atilde;o os campos &quot;tipo do &oacute;bito&quot; e &quot;ano do &oacute;bito&quot;,    quando a aus&ecirc;ncia dessas informa&ccedil;&otilde;es inviabiliza a entrada    dos dados no sistema; <I>vari&aacute;veis essenciais, </I>as ditas priorit&aacute;rias    para cr&iacute;ticas e corre&ccedil;&otilde;es, que s&atilde;o os campos &quot;sexo&quot;,    &quot;idade&quot;, &quot;munic&iacute;pio de ocorr&ecirc;ncia e de resid&ecirc;ncia&quot;,    &quot;causa b&aacute;sica&quot; e &quot;tipo de viol&ecirc;ncia&quot; e as demais,    <I>vari&aacute;veis secund&aacute;rias,</I><SUP>8 </SUP>estando os campos de    preenchimento exclusivos para &oacute;bitos fetais e de menores de um ano entre    estas &uacute;ltimas, pois, apesar de sua extrema import&acirc;ncia para os    estudos soe mortalidade infantil, s&atilde;o de dif&iacute;cil obten&ccedil;&atilde;o    se n&atilde;o s&atilde;o captadas por ocasi&atilde;o da ocorr&ecirc;ncia do    evento, no n&iacute;vel local. </font> </p>     <p><font size="2" face="verdana">O manual de instru&ccedil;&otilde;es  para o preenchimento da DO prop&otilde;e para os &oacute;bitos hospitalares que  a primeira via deve ser encaminhada da unidade para a secretaria de sa&uacute;de,  para processamento, e a segunda e a terceira vias devem ser entregues aos familiares  para registro em Cart&oacute;rios de Registro Civil. Segundo esse fluxo inicial,  a segunda via ficaria arquivada no cart&oacute;rio, que remeteria a terceira &agrave;  secretaria de sa&uacute;de, que a devolve ao hospital de origem do documento.<SUP>8</SUP></font></p>      <p><font size="2" face="verdana">A primeira normatiza&ccedil;&atilde;o soe o    fluxo da documenta&ccedil;&atilde;o das DO, Portaria da Funda&ccedil;&atilde;o    Nacional de Sa&uacute;de (FUNASA) n<sup>o</SUP>474, de 31/08/00,<SUP>9</SUP>    regulamentou a coleta de dados e o fluxo das informa&ccedil;&otilde;es soe    os &oacute;bitos para o SIM. Nesse caso, a destina&ccedil;&atilde;o das tr&ecirc;s    vias da DO dos &oacute;bitos naturais hospitalares segue o seguinte fluxo: a    primeira via para a secretaria municipal de sa&uacute;de; a segunda via entregue    aos familiares para a obten&ccedil;&atilde;o da Certid&atilde;o de &Oacute;bito    e reten&ccedil;&atilde;o pelo Cart&oacute;rio de Registro Civil; e a terceira    via para a unidade notificadora. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Apesar dessa normatiza&ccedil;&atilde;o, o fluxo    n&atilde;o &eacute;, por quest&otilde;es operacionais, cumprido em todos os    munic&iacute;pios, de forma que para o Recife, cidade onde a pesquisa se realizou,    a unidade de sa&uacute;de fica com a terceira via da DO, enquanto a primeira    e a segunda v&atilde;o com os familiares para o cart&oacute;rio, local de onde    a secretaria municipal resgata a primeira.<SUP>7 </SUP></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O objetivo do estudo foi avaliar a qualidade    do preenchimento das vari&aacute;veis indispens&aacute;veis, essenciais e secund&aacute;rias    contidas na DO a partir da implanta&ccedil;&atilde;o do N&uacute;cleo de Epidemiologia    Hospitalar do Instituto Materno Infantil de Pernambuco (IMIP), determinando    o percentual de omiss&otilde;es e de ganho de informa&ccedil;&atilde;o obtido,    comparando-se as declara&ccedil;&otilde;es de &oacute;bito originais com as    corrigidas pelo prontu&aacute;rio m&eacute;dico. Os resultados do estudo contribuir&atilde;o    para o aperfei&ccedil;oamento do SIM, a partir do monitoramento da qualidade    das DO no &acirc;mbito hospitalar.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><B>Material e m&eacute;todos</B></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A pesquisa foi desenvolvida no IMIP em Recife,    Pernambuco. O IMIP, entidade n&atilde;o governamental de direito privado e sem    fins lucrativos, que desenvolve atividades na &aacute;rea de ensino, pesquisa    e extens&atilde;o comunit&aacute;ria, &eacute; uma unidade terci&aacute;ria    credenciada pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de como centro de refer&ecirc;ncia    nacional para a &aacute;rea materno- infantil e centro de refer&ecirc;ncia do    Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de. O complexo hospitalar comporta o Hospital    Geral de Pediatria, para pacientes externos, e o Centro de Aten&ccedil;&atilde;o    &agrave; Mulher, que inclui a maternidade do servi&ccedil;o. </font> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Realizou-se estudo descritivo de corte transversal    censit&aacute;rio. Foram revisados e analisados os prontu&aacute;rios e as declara&ccedil;&otilde;es    de &oacute;bitos de todos os nascidos vivos falecidos com menos de um ano no    per&iacute;odo de janeiro a junho de 1999. O n&uacute;mero de &oacute;bitos    estimado foi de aproximadamente 280 casos, baseado na m&eacute;dia de &oacute;bitos    de nascidos vivos menores de um ano ocorridos nos anos de 1997 e 1998 na institui&ccedil;&atilde;o    hospitalar (Secretaria Estadual de Sa&uacute;de de Pernambuco, 1999), sendo    o percentual de perdas esperado em torno de 10%. Foram exclu&iacute;dos os &oacute;bitos    encaminhados ao Servi&ccedil;o de Verifica&ccedil;&atilde;o de &Oacute;bitos    e os nascidos na maternidade do IMIP. </font> </p>     <p><font size="2" face="verdana">A coleta de dados foi realizada no per&iacute;odo    de julho de 1999 a janeiro de 2000. Utilizaram-se tr&ecirc;s fontes de informa&ccedil;&otilde;es,    uma prim&aacute;ria, constitu&iacute;da por um instrumento elaborado especificamente    para esse fim. Tendo em vista a exist&ecirc;ncia de dois tipos de declara&ccedil;&atilde;o    de &oacute;bito vigentes no ano de 1999, o formul&aacute;rio contemplou os dois    modelos, preenchidos segundo orienta&ccedil;&otilde;es de dois respectivos manuais    criados neste estudo, que especificavam todo o procedimento de convers&atilde;o    das vari&aacute;veis da DO na pen&uacute;ltima vers&atilde;o (DO antiga) para    a vers&atilde;o atual (DO nova). As outras fontes, secund&aacute;rias, foram:    a terceira via da DO original, preenchida pelo m&eacute;dico declarante e o    prontu&aacute;rio m&eacute;dico correspondente a cada &oacute;bito pesquisado.    </font> </p>     <p><font size="2" face="verdana">Foram resgatados no Servi&ccedil;o de Arquivo    M&eacute;dico os prontu&aacute;rios e as terceiras vias das DO da pesquisa e    transcritos para o formul&aacute;rio os campos da DO de interesse para o estudo,    tal como foram preenchidos pelo m&eacute;dico respons&aacute;vel, a saber: bloco    II (identifica&ccedil;&atilde;o) - tipo, data, hora do &oacute;bito, naturalidade,    data de nascimento, idade e sexo; bloco III (resid&ecirc;ncia) - munic&iacute;pio    de resid&ecirc;ncia; bloco V (fetal e menores que um ano) - informa&ccedil;&otilde;es    soe a m&atilde;e: idade, escolaridade, ocupa&ccedil;&atilde;o, n&uacute;mero    de filhos tidos vivos, n&uacute;mero de filhos tidos mortos, dura&ccedil;&atilde;o    da gesta&ccedil;&atilde;o, tipo de gravidez, tipo de parto, morte em rela&ccedil;&atilde;o    ao parto e peso ao nascer; bloco VI (condi&ccedil;&otilde;es do &oacute;bito)    - informa&ccedil;&otilde;es sobre a confirma&ccedil;&atilde;o diagn&oacute;stica,    por exame complementar, cirurgia ou necropsia.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Exclu&iacute;ram-se da coleta e an&aacute;lise    as vari&aacute;veis: &quot;assist&ecirc;ncia m&eacute;dica&quot;, pois foram    considerados assistidos os &oacute;bitos em que o m&eacute;dico prestou assist&ecirc;ncia    apenas no momento da morte; &quot;ra&ccedil;a e cor&quot;, pela aus&ecirc;ncia    no prontu&aacute;rio hospitalar e &quot;causas da morte&quot;, apesar desse    registro estar contido em todas as DO pesquisadas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Posteriormente, procedeu-se ao agrupamento das    vari&aacute;veis conforme os crit&eacute;rios padronizados para cr&iacute;tica    e corre&ccedil;&atilde;o - indispens&aacute;veis, essenciais e secund&aacute;rias.    Realizaram-se a codifica&ccedil;&atilde;o e a digita&ccedil;&atilde;o com dupla    entrada de dados, para sua posterior valida&ccedil;&atilde;o e entrada no primeiro    banco de dados (DO original). Finalmente, foi realizado o preenchimento das    vari&aacute;veis omissas a partir do prontu&aacute;rio m&eacute;dico e as informa&ccedil;&otilde;es    corrigidas foram digitadas no segundo banco de dados (DO corrigida).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Essas etapas foram realizadas por tr&ecirc;s    estudantes do nono per&iacute;odo de medicina da Universidade Federal de Pernambuco    e por uma digitadora, treinados para esse fim.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Foram verificadas as distribui&ccedil;&otilde;es    absoluta e relativa de preenchimento dos blocos II, III, V e primeira parte    do bloco VI e sua apresenta&ccedil;&atilde;o em forma tabular para as DO originais    e as DO corrigidas. Determinou-se o ganho de informa&ccedil;&atilde;o obtido    ap&oacute;s a corre&ccedil;&atilde;o pelo prontu&aacute;rio m&eacute;dico.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Foi utilizado o <I>software</I> Epi-info vers&atilde;o    6.04 para todas as etapas. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><B>Resultados</B></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Foram pesquisados 274 prontu&aacute;rios e suas    respectivas declara&ccedil;&otilde;es de &oacute;bito, sendo 133 &oacute;bitos    neonatais e 141 p&oacute;s- neonatais do total de 299 &oacute;bitos de menores    de um ano identificados no primeiro semestre de 1999. Fizeram parte dos crit&eacute;rios    de exclus&atilde;o 20 casos, por terem sido encaminhados ao Servi&ccedil;o de    Verifica&ccedil;&atilde;o de &Oacute;bitos (11 neonatais e 9 p&oacute;s-neonatais)    e, dos 279 restantes, cinco DO foram extraviadas no Servi&ccedil;o de Arquivo    M&eacute;dico, o que correspondeu a aproximadamente 2% de perdas da pesquisa.    </font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Mesmo para as vari&aacute;veis <I>indispens&aacute;veis</I>,    que s&atilde;o o &quot;tipo&quot; e a &quot;data&quot; do &oacute;bito, houve    omiss&otilde;es no preenchimento na DO original em 10% para a primeira e 0,7%,    para a segunda (<a href="#tab1">Tabela 1</a>). Quanto &agrave;s vari&aacute;veis    <I>essenciais</I>, representadas aqui pela &quot;idade&quot;, &quot;sexo&quot;    e &quot;munic&iacute;pio de resid&ecirc;ncia&quot; do falecido, esse percentual    foi da ordem de 11, 3 e 4% respectivamente. Para todas essas vari&aacute;veis,    foi poss&iacute;vel o resgate completo a partir do prontu&aacute;rio m&eacute;dico    (<a href="#tab1">Tabela 1</a>). </font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/iesus/v11n1/1a02t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Verificou-se que o maior valor de omiss&otilde;es    de vari&aacute;veis espec&iacute;ficas dos &oacute;bitos de menores de um ano    encontrado na DO original foi para o item &quot;n&uacute;mero de filhos tidos    nascidos mortos&quot; com percentual de 47%, seguido pelos itens &quot;idade    materna&quot; e &quot;escolaridade materna&quot; com 44 e 41%, respectivamente.    Os menores percentuais obtidos para a aus&ecirc;ncia de preenchimento foram    para as vari&aacute;veis: &quot;dura&ccedil;&atilde;o da gesta&ccedil;&atilde;o&quot;,    &quot;tipo de parto&quot; e &quot;morte em rela&ccedil;&atilde;o ao parto&quot;,    com os valores de 27 a 29% (<a href="#tab2">Tabela 2</a>). </font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/iesus/v11n1/1a02t2.gif" ></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><font size="2" face="verdana">Observa-se que, para esse bloco de vari&aacute;veis,    o resgate das informa&ccedil;&otilde;es a partir do prontu&aacute;rio m&eacute;dico    foi inteiramente poss&iacute;vel apenas para o item &quot;morte em rela&ccedil;&atilde;o    ao parto&quot;, uma vez que todos esses &oacute;bitos foram n&atilde;o-fetais.    Os melhores percentuais de ganho na informa&ccedil;&atilde;o obtidos p&oacute;s-resgate,    foram da ordem de 49, 39 e 24%, respectivamente para os itens &quot;idade materna&quot;,    &quot;ocupa&ccedil;&atilde;o materna&quot; e &quot;escolaridade materna&quot;,    enquanto os piores encontrados foram para as vari&aacute;veis &quot;n&uacute;mero    de filhos tidos nascidos vivos&quot; (2%), &quot;peso ao nascer&quot; (2%) e    &quot;tipo de parto&quot; (4%). Apenas para o item &quot;dura&ccedil;&atilde;o    da gesta&ccedil;&atilde;o&quot;, o resgate no prontu&aacute;rio m&eacute;dico    foi ausente (<a href="#tab2">Tabela 2</a>). </font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Para as demais vari&aacute;veis ditas <I>secund&aacute;rias    </I>(<a href="#tab2">Tabela 2</a>), o percentual de omiss&otilde;es na DO original    encontrou-se entre os valores m&iacute;nimos para os itens: &quot;hora do &oacute;bito&quot;    e &quot;data do nascimento&quot; com 0,7 e 1,1% para cada um, respectivamente,    e o valor m&aacute;ximo para a vari&aacute;vel &quot;naturalidade&quot;, com    33% de omiss&atilde;o, seguida pelos itens &quot;confirma&ccedil;&atilde;o do    exame por necropsia&quot; (15%), por &quot;cirurgia&quot; (14%) e por &quot;exame    complementar&quot; (13%).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Entre esses itens, o resgate de informa&ccedil;&otilde;es    por meio do prontu&aacute;rio m&eacute;dico foi completo para as vari&aacute;veis    &quot;hora do &oacute;bito&quot;, &quot;naturalidade&quot; e &quot;data do nascimento&quot;    e quase total para os itens &quot;confirma&ccedil;&atilde;o do exame por necropsia&quot;    (98% de melhora da informa&ccedil;&atilde;o), por &quot;exame complementar&quot;    e por &quot;cirurgia&quot;, com 89 e 85% de ganho de informa&ccedil;&atilde;o,    respectivamente.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><B>Discuss&atilde;o</B></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Numerosos estudos destacam a pouca confiabilidade    das informa&ccedil;&otilde;es fornecidas pelas DO oriundas da m&aacute; qualidade    dos seus registros,<SUP>10-12 </SUP>que refletem as omiss&otilde;es e as incorre&ccedil;&otilde;es    no preenchimento dos campos contidos no instrumento.<SUP>5,3,6,8,10,13 </SUP>    </font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A utilidade das DO, como fontes de dados que    alimentam o SIM, depende da qualidade do seu preenchimento, que por sua vez    est&aacute; condicionada &agrave; fidedignidade de suas fontes de informa&ccedil;&atilde;o.    Os resultados apresentados neste estudo mostraram 10% de omiss&otilde;es no    preenchimento das <I>vari&aacute;veis indispens&aacute;veis</I> e <I>essenciais    </I>da DO, revelando desconhecimento por parte de alguns m&eacute;dicos da oigatoriedade    do preenchimento dessas vari&aacute;veis, o que deve ter sido contornado pelos    t&eacute;cnicos respons&aacute;veis pelo processamento dos dados no n&iacute;vel    central das secretarias de sa&uacute;de, pois a aus&ecirc;ncia do tipo e da    data do &oacute;bito inviabiliza a sua entrada no SIM.<SUP>8</SUP></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Houve resgate completo a partir das informa&ccedil;&otilde;es    obtidas no prontu&aacute;rio m&eacute;dico para todos esses campos, por se tratar,    na maioria, de dados demogr&aacute;ficos de f&aacute;cil obten&ccedil;&atilde;o    ou subentendidos como no caso do &quot;tipo de &oacute;bito&quot;, e porque    todos se reportavam a crian&ccedil;as nascidas vivas em outro servi&ccedil;o,    com falecimento no IMIP. </font> </p>     <p><font size="2" face="verdana">Contudo, para o bloco de vari&aacute;veis de    preenchimento oigat&oacute;rio para &oacute;bitos de menores de um ano, o    percentual de omiss&otilde;es foi elevado, semelhante aos resultados de estudos    asileiros realizados h&aacute; mais de uma d&eacute;cada.<SUP>5,6</SUP> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Ainda com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s vari&aacute;veis    para os menores de um ano, o ganho de informa&ccedil;&atilde;o obtido ap&oacute;s    corre&ccedil;&atilde;o no prontu&aacute;rio n&atilde;o atingiu 50%, aqu&eacute;m    do esperado para a maioria delas, com exce&ccedil;&atilde;o do item &quot;morte    em rela&ccedil;&atilde;o ao parto&quot;, com resgate de 100% pela mesma raz&atilde;o    j&aacute; discutida para a vari&aacute;vel &quot;tipo de &oacute;bito&quot;.    </font> </p>     <p><font size="2" face="verdana">Sabe-se que essas vari&aacute;veis s&atilde;o    consideradas como secund&aacute;rias para o crit&eacute;rio de cr&iacute;tica    e corre&ccedil;&atilde;o dos dados pelo seu dif&iacute;cil resgate, n&atilde;o    sendo, portanto, priorit&aacute;rias para o SIM,<SUP>13</SUP> apesar de sua    fundamental import&acirc;ncia para an&aacute;lises cl&iacute;nico-epidemiol&oacute;gicas    dos fatores de risco para a mortalidade infantil.<SUP>5,14 </SUP> </font> </p>     <p><font size="2" face="verdana">A grande import&acirc;ncia do conhecimento das    supracitadas vari&aacute;veis deve-se ao fato de elas permitirem o planejamento    de a&ccedil;&otilde;es de controle de car&aacute;ter preventivo, com fundamenta&ccedil;&atilde;o    epidemiol&oacute;gica.<SUP>14-20</SUP> </font> </p>     <p><font size="2" face="verdana">Quanto &agrave;s demais vari&aacute;veis ditas    secund&aacute;rias, pelos crit&eacute;rios j&aacute; referidos anteriormente,    o percentual de omiss&otilde;es na DO original foi superior apenas a 30% para    o item &quot;naturalidade&quot;, por&eacute;m houve &oacute;timo percentual    de ganho de informa&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s corre&ccedil;&atilde;o. Esses    achados confirmam a pouca import&acirc;ncia dada pelos m&eacute;dicos quanto    ao preenchimento das vari&aacute;veis contidas nas DO, ficando evidente que    n&atilde;o h&aacute; compreens&atilde;o por parte destes de suas responsabilidades    para as estat&iacute;s-ticas de mortalidade<SUP>21</SUP> e quanto ao seu fundamental    papel como elo inicial da cadeia de informa&ccedil;&otilde;es soe os eventos    vitais.<SUP>6</SUP> </font> </p>     <p><font size="2" face="verdana">Dessa forma, apesar do IMIP ser um servi&ccedil;o    de refer&ecirc;ncia para o grupo materno-infantil nas &aacute;reas de assist&ecirc;ncia,    ensino e pesquisa, as a&ccedil;&otilde;es no &acirc;mbito da informa&ccedil;&atilde;o    em sa&uacute;de e da vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica ainda s&atilde;o    incipientes, como evidenciado no estudo, n&atilde;o apenas pelo grande n&uacute;mero    de omiss&otilde;es quanto ao preenchimento das vari&aacute;veis contidas na    DO quanto pelo ganho de informa&ccedil;&otilde;es pouco satisfat&oacute;rio,    ap&oacute;s o resgate nos prontu&aacute;rios m&eacute;dicos. Isso reflete o    despreparo da classe m&eacute;dica como um todo para as quest&otilde;es ligadas    &agrave; &aacute;rea de sa&uacute;de p&uacute;blica, particularmente &agrave;    informa&ccedil;&atilde;o dos eventos vitais, corroborando o comportamento da    maioria dos profissionais de sa&uacute;de, n&atilde;o s&oacute; no Brasil, como    em pa&iacute;ses desenvolvidos como os Estados Unidos.<SUP>22-24</SUP> </font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Sabe-se que a qualidade das informa&ccedil;&otilde;es    depende de uma maior agilidade no resgate dos dados em tempo real, com o seu    processamento no n&iacute;vel local. Nesse sentido, uma melhor agilidade nas    a&ccedil;&otilde;es seria conseguida com a implanta&ccedil;&atilde;o ou implementa&ccedil;&atilde;o    de n&uacute;cleos de epidemiologia hospitalar que atuariam, diminuindo as inconsist&ecirc;ncias    e distor&ccedil;&otilde;es do lapso de tempo entre o evento e a corre&ccedil;&atilde;o    e atualiza&ccedil;&atilde;o dos dados. </font> </p>     <p><font size="2" face="verdana">Com sua incorpora&ccedil;&atilde;o dentro do    fluxo de informa&ccedil;&otilde;es, os n&uacute;cleos atuariam como campo de    est&aacute;gio em sa&uacute;de p&uacute;blica para os residentes de medicina    e enfermagem e garantiriam treinamento e educa&ccedil;&atilde;o continuada do    corpo cl&iacute;nico e de enfermagem da institui&ccedil;&atilde;o, o que seria    uma das formas de minimizar a quest&atilde;o do desconhecimento m&eacute;dico    do seu papel como agente de informa&ccedil;&atilde;o para os eventos vitais.    </font> </p>     <p><font size="2" face="verdana">A legitima&ccedil;&atilde;o dos n&uacute;cleos    de epidemiologia hospitalar viabilizaria a mudan&ccedil;a do fluxo da documenta&ccedil;&atilde;o    dos &oacute;bitos no sentido de uma das propostas do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,<SUP>8</SUP>    em que a primeira via da DO seja resgatada pela secretaria de sa&uacute;de na    unidade de sa&uacute;de, com maior possibilidade de corre&ccedil;&atilde;o de    dados a partir do prontu&aacute;rio m&eacute;dico. </font> </p>     <p><font size="2" face="verdana">Sabe-se que as terceiras vias das DO s&atilde;o    documentos na maioria das vezes ileg&iacute;veis, porque s&atilde;o c&oacute;pias    carbonadas, e, para alguns munic&iacute;pios, s&oacute; o fato de elas ficarem    no servi&ccedil;o, o trabalho t&eacute;cnico dos n&uacute;cleos torna-se dif&iacute;cil    e duplica o processamento de dados, tendo em vista que os t&eacute;cnicos municipais    detectam as falhas de preenchimento e iniciam o resgate por busca ativa nas    unidades, quando elas j&aacute; foram corrigidas nos referidos n&uacute;cleos,    retardando a an&aacute;lise e divulga&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es.    </font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O novo direcionamento de fluxo de informa&ccedil;&otilde;es    proposto implicaria uma mudan&ccedil;a do olhar e de atitude dos dirigentes    das unidades de sa&uacute;de e dos gestores das inst&acirc;ncias do n&iacute;vel    central das secretarias municipais e estaduais de sa&uacute;de.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Isso resultaria no compromisso dos gestores com    uma parceria para a aloca&ccedil;&atilde;o de recursos humanos e de equipamentos    especializados para a estrutura&ccedil;&atilde;o dos setores de informa&ccedil;&atilde;o    em sa&uacute;de e de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica hospitalar, deslocando    apropriadamente todo o procedimento anterior &agrave; consolida&ccedil;&atilde;o    das informa&ccedil;&otilde;es para esse n&iacute;vel institucional.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em um segundo momento, com a implementa&ccedil;&atilde;o    desses setores, poderia ser proposto que a codifica&ccedil;&atilde;o de causa    b&aacute;sica do &oacute;bito e digita&ccedil;&atilde;o das declara&ccedil;&otilde;es    fossem realizadas em hospitais de grande porte, com envio dos dados para a secretaria    de sa&uacute;de do munic&iacute;pio por meio magn&eacute;tico ou correio eletr&ocirc;nico.    Isso colocaria as unidades de sa&uacute;de em posi&ccedil;&atilde;o de vanguarda,    garantindo qualidade e organiza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de,    legitimando os n&uacute;cleos de epidemiologia hospitalar como refer&ecirc;ncia    e fonte prim&aacute;ria de informa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de para as    a&ccedil;&otilde;es de planejamento.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><B>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">1. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Primeira    reuni&atilde;o nacional sobre sistema de informa&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de.    Bras&iacute;lia; 1975.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">2. Laurenti R, Mello Jorge MHP. O atestado de    &oacute;bito. S&atilde;o Paulo: Centro da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial    de Sa&uacute;de para a Classifica&ccedil;&atilde;o de Doen&ccedil;as em Portugu&ecirc;s;    1983.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">3. Nobre LC, Victora CG, Barros FC, Lombardi    C, Teixeira AMB, Fuchs SC. Avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade da informa&ccedil;&atilde;o    sobre a causa b&aacute;sica de &oacute;bitos infantis no Rio Grande do Sul (Brasil).    Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1989;23:207-213. </font> <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">4. Carvalho ML, Niobey FML, Miranda NN, Sabroza    PC. Concord&acirc;ncia na determina&ccedil;&atilde;o da causa b&aacute;sica    de &oacute;bito em menores de um ano na regi&atilde;o metropolitana do Rio de    Janeiro. Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1990;24:20-27. </font> <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">5. Heckmann IC, Canani LH, Sant'Anna UL, Bordin    R. An&aacute;lise do preenchimento de declara&ccedil;&otilde;es de &oacute;bitos    em localidade do estado do Rio Grande do Sul (Brasil), 1987. Revista de Sa&uacute;de    P&uacute;blica 1989;23:292-297. </font> <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">6. Niobey FM, Casc&atilde;o AM, Duchiade MP,    Sabroza PC. Qualidade do preenchimento de atestados de &oacute;bitos de menores    de um ano na regi&atilde;o metropolitana do Rio de Janeiro. Revista de Sa&uacute;de    P&uacute;blica 1990;24:311-318. </font> <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">7. Secretaria Municipal de Sa&uacute;de. Declara&ccedil;&atilde;o    de &oacute;bito, um instrumento para vigil&acirc;ncia &agrave; sa&uacute;de.    1&#170; ed. Recife: Prefeitura da cidade do Recife; 1997.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">8. Carvalho DM. Grandes sistemas nacionais de    informa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de: revis&atilde;o e discuss&atilde;o    da situa&ccedil;&atilde;o atual. Informe Epidemiol&oacute;gico do SUS 1997;    6(4):8-46.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">9. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. O sistema    de informa&ccedil;&otilde;es sobre mortalidade. In: Funda&ccedil;&atilde;o Nacional    de Sa&uacute;de. Mortalidade Brasil: 1994. Bras&iacute;lia; 1997. p.7-21.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">10. Pereira MG, Castro ES. Avalia&ccedil;&atilde;o    do preenchimento de declara&ccedil;&otilde;es de &oacute;bitos: Bras&iacute;lia,    DF (Brasil), 19771978. Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1981;15:14-19.    </font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">11. Laurenti R, Jorge MHP. O atestado de &oacute;bito.    2&#170; ed. S&atilde;o Paulo: Centro Brasileiro da Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial de Sa&uacute;de para a Classifica&ccedil;&atilde;o de Doen&ccedil;as    em Portugu&ecirc;s; 1987.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">12.Gomes JO, Santo AH<B>.</B> Mortalidade infantil    em munic&iacute;pio da regi&atilde;o Centro-Oeste paulista, Brasil, 1990 a 1992.    Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1997;31:330-341.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">13. Barros MDA, Ximenes R, Lima MLC. Preenchimento    de vari&aacute;veis nas declara&ccedil;&otilde;es de &oacute;bitos por causas    externas de crian&ccedil;as e adolescentes no Recife, de 1979 a 1995. Cadernos    de Sa&uacute;de P&uacute;blica 2001;17:71-78.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">14. Organizaci&oacute;n Panamericana de la Salud.    Tecnologias perinatales. Montiv&iacute;ideo: Centro Latino-Americano de Perinatologia    y Desarrollo Humano (CLAP); 1992. 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<body><![CDATA[<br>   Av. 17 de agosto, 1.869, Apt&#186;. 1202 / B    <br>   Casa Forte - Recife/PE.    <br>   CEP:52.061-540     <br>   E-mail: <a href="mailto:lygiacarmen@hotmail.com">lygiacarmen@hotmail.com</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><a name="nota"></a><a href="#topo">*</a>Financiada    pelo Centro Nacional de Epidemiologia (CENEPI/FUNASA).</font></p>      ]]></body><back>
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