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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação da confiabilidade da causa básica de óbito em unidade terciária de atenção à saúde materno-infantil]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Reliability evaluation of reported underlying causes of death at a terciary service of mother and child health care]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Numerous studies based on the review of medical records highlight the inaccuracy of reported underlying cause(s) of death, despite the implementation of the Mortality Information System (MIS) in Brazil since 1975. The objective of this study was to evaluate the reliability of underlying cause(s) of death registered in the original death certificate (DC) comparing them with corrected defined causes obtained in medical records of the first semester of 1999. The study was carried out at an institution after the implementation of the Hospital Epidemiology Unit (HEU). Observed concordance and kappa index were used. The study showed that doctors do not routinely incorporate the concept of underlying cause of death. Diagnosis of infection, prematurity and hypoxia, which ignore an understanding of the determinant factors of death, were overestimated. The implementation of HEU is suggested as a strategy to improve the systematic and timely data collection and to assure training of the clinical staff at the health service. These actions can enhance medical knowledge about the clinician´s role as the initial link in the chain of information about vital events and contribute towards the improvement of the MIS by monitoring the quality of DC at the hospital level.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Mortalidade Infantil]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> <a name="topo"></a>Avalia&ccedil;&atilde;o    da confiabilidade da causa b&aacute;sica de &oacute;bito em unidade terci&aacute;ria    de aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de materno-infantil </B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Reliability    evaluation of reported underlying causes of death at a terciary service of mother    and child health care</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Lygia Carmen    Vanderlei; Bertoldo Kruse Grande de Arruda; Paulo Germano de Frias<sup>I</sup>;    Suely Arruda</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Instituto Materno    Infantil de Pernambuco - IMIP, Recife, PE    <br>   <sup>I</sup>Secretaria Municipal de Sa&uacute;de, Recife, PE</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>RESUMO</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Numerosos estudos    enfatizam a imprecis&atilde;o na defini&ccedil;&atilde;o da causa b&aacute;sica    de &oacute;bito, em pesquisas baseadas em revis&atilde;o nos prontu&aacute;rios    m&eacute;dicos, apesar da implanta&ccedil;&atilde;o do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es    sobre Mortalidade (SIM) no Brasil desde 1975. O objetivo do estudo foi a avalia&ccedil;&atilde;o    da confiabilidade da causa b&aacute;sica de &oacute;bito no &acirc;mbito institucional,    a partir da implanta&ccedil;&atilde;o do N&uacute;cleo de Epidemiologia Hospitalar,    comparando-se as causas referidas na Declara&ccedil;&atilde;o de &Oacute;bito    (DO) original com as definidas ap&oacute;s a corre&ccedil;&atilde;o no prontu&aacute;rio    m&eacute;dico no primeiro semestre de 1999. Utilizou-se a concord&acirc;ncia    observada e o &iacute;ndice kappa. Evidenciou-se uma n&atilde;o incorpora&ccedil;&atilde;o    pelos m&eacute;dicos do conceito de causa b&aacute;sica do &oacute;bito, havendo    superestima&ccedil;&atilde;o para os diagn&oacute;sticos de infec&ccedil;&otilde;es,    prematuridade e hip&oacute;xia, que dispensam conhecimentos sobre o desencadeamento    dos fatores que levam ao &oacute;bito. Sugere-se a implanta&ccedil;&atilde;o    de n&uacute;cleos de epidemiologia hospitalar como estrat&eacute;gia para viabilizar    o resgate sistem&aacute;tico de dados em tempo oportuno e garantir o treinamento    do corpo cl&iacute;nico da unidade de sa&uacute;de, minimizando o desconhecimento    m&eacute;dico quanto ao seu papel como elo inicial da cadeia de informa&ccedil;&otilde;es    sobre os eventos vitais, contribuindo para o aperfei&ccedil;oamento do SIM a    partir do monitoramento da qualidade das DO no n&iacute;vel hospitalar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Palavras-Chave:    </B>Mortalidade Infantil; Causa de Morte; Sistemas de Informa&ccedil;&atilde;o;    Avalia&ccedil;&atilde;o da Qualidade.</font></p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>SUMMARY</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Numerous studies    based on the review of medical records highlight the inaccuracy of reported    underlying cause(s) of death, despite the implementation of the Mortality Information    System (MIS) in Brazil since 1975. The objective of this study was to evaluate    the reliability of underlying cause(s) of death registered in the original death    certificate (DC) comparing them with corrected defined causes obtained in medical    records of the first semester of 1999. The study was carried out at an institution    after the implementation of the Hospital Epidemiology Unit (HEU). Observed concordance    and kappa index were used. The study showed that doctors do not routinely incorporate    the concept of underlying cause of death. Diagnosis of infection, prematurity    and hypoxia, which ignore an understanding of the determinant factors of death,    were overestimated. The implementation of HEU is suggested as a strategy to    improve the systematic and timely data collection and to assure training of    the clinical staff at the health service. These actions can enhance medical    knowledge about the clinician&#180;s role as the initial link in the chain of    information about vital events and contribute towards the improvement of the    MIS by monitoring the quality of DC at the hospital level. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Key Words:</B> Infant    Mortality; Underlying Cause of Death; Information System; Quality Evaluation.</font></p> <hr size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Introdu&ccedil;&atilde;o</B></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O in&iacute;cio    da implanta&ccedil;&atilde;o do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade    (SIM) no Brasil deu-se em 1975, a partir da defini&ccedil;&atilde;o de um modelo    padronizado de Declara&ccedil;&atilde;o de &Oacute;bito (DO), da normatiza&ccedil;&atilde;o    quanto ao seu preenchimento e da cria&ccedil;&atilde;o do Centro Colaborador    da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de em julho de 1976, mais    conhecido como Centro Brasileiro para a Classifica&ccedil;&atilde;o de Doen&ccedil;as    (CBCD) da Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica da Universidade de S&atilde;o    Paulo.<SUP>1</SUP></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A DO, instrumento    que alimenta o SIM, &eacute; atualmente composta por nove blocos de vari&aacute;veis    ou &quot;campos&quot;, com diferentes finalidades. Esses formul&aacute;rios    s&atilde;o impressos em tr&ecirc;s vias pr&eacute;-enumeradas, que s&atilde;o    distribu&iacute;das pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de &agrave;s secretarias    estaduais e por estas &agrave;s municipais que, por sua vez, fornecem aos hospitais    e m&eacute;dicos.<SUP>2</SUP></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Portaria da Funda&ccedil;&atilde;o    Nacional de Sa&uacute;de (FUNASA) n<SUP>o</SUP> 474, de 31/08/00, constitui-se    na primeira normatiza&ccedil;&atilde;o sobre a coleta de dados e o fluxo das    informa&ccedil;&otilde;es sobre os &oacute;bitos para o SIM, incluindo a destina&ccedil;&atilde;o    das tr&ecirc;s vias da DO dos &oacute;bitos naturais hospitalares, a saber:    a primeira via - para a secretaria municipal de sa&uacute;de; a segunda via    - entregue aos familiares para a obten&ccedil;&atilde;o da Certid&atilde;o de    &Oacute;bito e reten&ccedil;&atilde;o pelo Cart&oacute;rio de Registro Civil    e a terceira via - para a unidade notificadora.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Contudo, mesmo    com essa norma vigente, existem v&aacute;rios fluxos que atendem &agrave;s necessidades    das diferentes secretarias municipais e estaduais de sa&uacute;de e, dessa maneira,    para o Recife, munic&iacute;pio onde se encontra a unidade de sa&uacute;de pesquisada,    a terceira via da DO permanece no servi&ccedil;o enquanto a primeira e a segunda    v&atilde;o com os familiares para o cart&oacute;rio, local de onde a secretaria    municipal resgata a primeira.<SUP>3</SUP></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Segundo a Lei dos    Registros P&uacute;blicos (Lei n<SUP>o</SUP> 6.015, de 31/12/73), compete obrigatoriamente    ao m&eacute;dico a emiss&atilde;o da DO, exceto em locais onde n&atilde;o existe    esse profissional.<SUP>3-5</SUP> O item denominado Atestado M&eacute;dico, integrante    do bloco VI da DO, destinado ao registro m&eacute;dico das causas da morte,    segue um modelo internacional usado em todos os pa&iacute;ses, sendo recomendado    pela Assembl&eacute;ia Mundial de Sa&uacute;de em 1948 e adotado pelo Brasil    desde 1950.<SUP>2</SUP></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Convencionalmente,    as estat&iacute;sticas de mortalidade s&atilde;o produzidas atribuindo-se &agrave;    morte uma s&oacute; causa, a chamada causa b&aacute;sica ou prim&aacute;ria,    que segundo a Classifica&ccedil;&atilde;o Estat&iacute;stica Internacional de    Doen&ccedil;as e Problemas Relacionados &agrave; Sa&uacute;de (CID), &eacute;    a &quot;doen&ccedil;a ou les&atilde;o que iniciou a cadeia de acontecimentos    patol&oacute;gicos que conduziram diretamente &agrave; morte, ou as circunst&acirc;ncias    do acidente ou viol&ecirc;ncia que produziram a les&atilde;o fatal&quot;.<SUP>6</SUP></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A codifica&ccedil;&atilde;o    da causa b&aacute;sica de morte consiste em selecion&aacute;-la, a partir do    Atestado de &Oacute;bito, e codific&aacute;-la de acordo com a CID. Apesar dessa    recomenda&ccedil;&atilde;o internacional, os m&eacute;dicos nem sempre identificam    corretamente a causa b&aacute;sica do &oacute;bito ao preencherem a DO, sendo    este fato um grande desafio na estrutura&ccedil;&atilde;o do complexo SIM.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com o aperfei&ccedil;oamento    do SIM, o programa admitiu, a partir de 1994, a inser&ccedil;&atilde;o de um    novo m&oacute;dulo denominado Seletor de Causa B&aacute;sica (SCB), permitindo    a codifica&ccedil;&atilde;o das causas b&aacute;sicas de forma autom&aacute;tica,    a partir dos diagn&oacute;sticos escritos pelo m&eacute;dico no Atestado M&eacute;dico    da DO.<SUP>1</SUP> Apesar do valioso aux&iacute;lio desse sistema, existem algumas    situa&ccedil;&otilde;es em que se torna quase imposs&iacute;vel a recupera&ccedil;&atilde;o    de um atestado preenchido incorretamente pelo m&eacute;dico para que se resgate    a real causa do &oacute;bito.<SUP>7</SUP></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um dos primeiros    estudos realizados no Brasil a esse respeito, nos anos de 1962 e 1963 em S&atilde;o    Paulo, mostrou que 67,7% dos &oacute;bitos tinham a causa b&aacute;sica registrada    no Atestado M&eacute;dico da DO.<SUP>7</SUP> Conforme estudos de alguns autores,<SUP>8-11</SUP>    foi constatada baixa concord&acirc;ncia da causa b&aacute;sica de morte ap&oacute;s    estudo de revis&atilde;o baseado nos prontu&aacute;rios m&eacute;dicos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os diversos estudos    sobre o erro na declara&ccedil;&atilde;o da causa b&aacute;sica demonstram n&atilde;o    apenas a incompreens&atilde;o dos m&eacute;dicos sobre o correto preenchimento    do Atestado M&eacute;dico como tamb&eacute;m apontam as prov&aacute;veis falhas    no ensino m&eacute;dico sobre o tema, pelo n&atilde;o esclarecimento da import&acirc;ncia    dessas informa&ccedil;&otilde;es para a sa&uacute;de p&uacute;blica.<SUP>8</SUP></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A imprecis&atilde;o    na defini&ccedil;&atilde;o da causa do &oacute;bito, j&aacute; observada por    Leal,<SUP>12</SUP> no seu estudo sobre mortalidade infantil no Rio de Janeiro,    pode ser n&atilde;o apenas o reflexo da desinforma&ccedil;&atilde;o, mas como    refere a autora, &quot;o de uma pr&aacute;tica marcada pela aus&ecirc;ncia de    compromisso dos profissionais de sa&uacute;de com suas responsabilidades&quot;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O objetivo do estudo    foi avaliar a confiabilidade na defini&ccedil;&atilde;o da causa b&aacute;sica    de &oacute;bito no &acirc;mbito institucional, a partir da implanta&ccedil;&atilde;o    do N&uacute;cleo de Epidemiologia Hospitalar, comparando-se as declara&ccedil;&otilde;es    de &oacute;bito originais com as corrigidas ap&oacute;s revis&atilde;o no prontu&aacute;rio    m&eacute;dico no per&iacute;odo de janeiro a junho de 1999. Os resultados do    estudo contribuir&atilde;o para o aperfei&ccedil;oamento do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es    sobre Mortalidade (SIM), a partir do monitoramento da qualidade das DO no n&iacute;vel    hospitalar.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Material e m&eacute;todos</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A pesquisa foi    desenvolvida no Instituto Materno Infantil de Pernambuco (IMIP), localizado    em Recife, seguindo o mesmo procedimento metodol&oacute;gico inicial j&aacute;    referido no artigo anterior &quot;Avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade de preenchimento    das declara&ccedil;&otilde;es de &oacute;bito em unidade terci&aacute;ria de    aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de materno-infantil&quot;.<SUP>13</SUP></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em seguida ao procedimento    em comum, resgataram-se no Servi&ccedil;o de Arquivo M&eacute;dico os prontu&aacute;rios    e as terceiras vias das DO estudadas e transcreveram-se para o formul&aacute;rio    todas as causas de &oacute;bito do Atestado M&eacute;dico da DO, tal como foram    preenchidas pelo m&eacute;dico respons&aacute;vel, seguindo-se &agrave; sua    codifica&ccedil;&atilde;o, segundo os crit&eacute;rios da CID-10.<SUP>2</SUP></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Realizou-se a codifica&ccedil;&atilde;o    e digita&ccedil;&atilde;o com dupla entrada de dados, para posterior valida&ccedil;&atilde;o    e entrada no primeiro banco de dados (DO original). Essas etapas foram realizadas    por tr&ecirc;s estudantes do nono per&iacute;odo de medicina da Universidade    Federal de Pernambuco e por uma t&eacute;cnica em Codifica&ccedil;&atilde;o    de Causa B&aacute;sica de &Oacute;bito, treinada pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Posteriormente,    uma equipe de pesquisadores efetuou a an&aacute;lise e corre&ccedil;&atilde;o    da causa b&aacute;sica do &oacute;bito, por crit&eacute;rios impl&iacute;citos,    a partir da revis&atilde;o dos prontu&aacute;rios m&eacute;dicos. As novas causas    b&aacute;sicas foram ent&atilde;o codificadas, dentro dos mesmos crit&eacute;rios    descritos anteriormente e pela mesma codificadora, para a digita&ccedil;&atilde;o    no segundo banco de dados - DO corrigida, confirmando ou n&atilde;o a causa    b&aacute;sica original.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para fins do presente    estudo, a <I>desnutri&ccedil;&atilde;o</I> s&oacute; foi considerada causa b&aacute;sica    do &oacute;bito quando associada a <I>gastroenterite</I>, <I>pneumonia e broncopneumonia</I>,    quando era preenchido <I>desnutri&ccedil;&atilde;o</I> grave na DO original    ou quando era constatada desnutri&ccedil;&atilde;o grave, ap&oacute;s a corre&ccedil;&atilde;o    no prontu&aacute;rio na DO corrigida. Utilizou-se para tal o peso no momento    do &oacute;bito de tr&ecirc;s ou mais desvios-padr&atilde;o abaixo da mediana    de refer&ecirc;ncia do <I>National Center for Health Statistics</I> de peso    por idade. Igualmente, a <I>pneumonia</I>, a <I>bronco-pneumonia</I> e as <I>meningites    </I>foram classificadas dentro do grupo de <I>infec&ccedil;&otilde;es</I>, tanto    na DO original quanto na DO corrigida.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A an&aacute;lise    foi realizada por grupo et&aacute;rio, neonatal (at&eacute; 27 dias) e p&oacute;s-neonatal    (de 28 dias a menos de 12 meses), em seis grupos de causa b&aacute;sica para    os neonatais (<I>infec&ccedil;&atilde;o</I>; <I>prematuridade</I>; <I>malforma&ccedil;&otilde;es    cong&ecirc;nitas</I>; <I>hip&oacute;xia</I>, <I>fatores materno-placent&aacute;rios</I>    e <I>outras causas</I>) e em cinco grupos para os p&oacute;s-neonatais (<I>infec&ccedil;&atilde;o</I>;    <I>malforma&ccedil;&otilde;es cong&ecirc;nitas</I>; <I>doen&ccedil;as nutricionais    e metab&oacute;licas</I>; <I>doen&ccedil;as do aparelho digestivo</I> e <I>outras    causas</I>), conforme sua distribui&ccedil;&atilde;o de freq&uuml;&ecirc;ncia,    segundo a CID-10.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para analisar a    causa b&aacute;sica do &oacute;bito, compararam-se as causas referidas na DO    original ap&oacute;s aplica&ccedil;&atilde;o do SCB, com as definidas na DO    corrigida. Utilizou-se, al&eacute;m da concord&acirc;ncia observada, o &iacute;ndice    kappa, que exclui o resultado da concord&acirc;ncia esperado por simples acaso.<SUP>14,15</SUP></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Adotou-se o n&iacute;vel    de signific&acirc;ncia estat&iacute;stica de 95%. Foi utilizado o s<I>oftware</I>    SPSS para o c&aacute;lculo do &iacute;ndice kappa e o Epi-info vers&atilde;o    6.04 nas demais etapas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Resultados</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Identificaram-se    299 &oacute;bitos de menores de um ano, dos quais 20 foram enquadrados dentro    dos crit&eacute;rios de exclus&atilde;o do estudo uma vez que foram encaminhados    ao Servi&ccedil;o de Verifica&ccedil;&atilde;o de &Oacute;bitos (11 neonatais    e nove p&oacute;s-neonatais). Dos 279 restantes, cinco &oacute;bitos (2%) corresponderam    &agrave;s perdas da pesquisa em fun&ccedil;&atilde;o do extravio das DO no Servi&ccedil;o    de Arquivo M&eacute;dico. A pesquisa foi realizada em 274 prontu&aacute;rios    e suas respectivas DO, sendo 133 &oacute;bitos neonatais e 141 p&oacute;s-neonatais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A <a href="#tab1">Tabela    1</a> mostra os 133 &oacute;bitos neonatais agrupados em seis categorias de    causa b&aacute;sica. Na categoria de <I>infec&ccedil;&otilde;es</I> houve concord&acirc;ncia    diagn&oacute;stica em 42 dos 51 &oacute;bitos contidos na DO original, por&eacute;m    cinco migraram para as <I>malforma&ccedil;&otilde;es</I>, tr&ecirc;s para os    <I>fatores materno</I>-<I>placent&aacute;rios</I> e uma para as outras causas,    enquanto foram incorporadas duas, antes diagnosticadas como <I>prematuridade</I>,    e uma como pertencente ao grupo de<I> fatores materno</I>-<I>placent&aacute;rios</I>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="tab1"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v11n1/1a03t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na categoria de    <I>malforma&ccedil;&otilde;es,</I> as 24 codifica&ccedil;&otilde;es na DO original    elevaram-se para 35 na DO corrigida, com o ingresso de 11 causas antes classificadas    erroneamente; para o grupo de <I>prematuridade</I> das 31 causas atestadas na    DO original, apenas 24 permaneceram ap&oacute;s corre&ccedil;&atilde;o e sete    migraram para as reais causas de &oacute;bito; no grupo da <I>hip&oacute;xia</I>,    13 dos 15 diagn&oacute;sticos obtidos na DO original permaneceram e duas migraram    para as <I>outras causas</I> de &oacute;bito. Finalmente, houve concord&acirc;ncia    em cinco dos sete diagn&oacute;sticos classificados na DO original como <I>outras    causas</I> de &oacute;bito ap&oacute;s corre&ccedil;&atilde;o (<a href="#tab1">Tabela    1</a>). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o de freq&uuml;&ecirc;ncia das categorias    de causa b&aacute;sica de &oacute;bito neonatal na DO original e na corrigida    (<a href="#tab2">Tabela 2</a>), verificou-se que as<I> infec&ccedil;&otilde;es</I>    foram superestimadas na DO original (38%) quando comparadas com a DO corrigida    (34%), assim como a <I>prematuridade </I>(23 contra 18%). Entretanto, houve    subestima&ccedil;&atilde;o para as <I>malforma&ccedil;&otilde;es</I>, com 18%    na DO original e 26% ap&oacute;s corre&ccedil;&atilde;o, enquanto para a <I>hip&oacute;xia</I>    e os <I>fatores materno</I>-<I>placent&aacute;rios,</I> os resultados foram    muito aproximados (11 contra 10% e 4 contra 5%, respectivamente).</font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v11n1/1a03t2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com refer&ecirc;ncia    &agrave; concord&acirc;ncia na causa b&aacute;sica dos &oacute;bitos neonatais    ap&oacute;s corre&ccedil;&atilde;o a partir do prontu&aacute;rio m&eacute;dico    (<a href="#tab2">Tabela 2</a>), apesar da concord&acirc;ncia observada ter sido    elevada, acima de 90% para todas as causas, o &iacute;ndice kappa apresentou    boa leitura para <I>infec&ccedil;&otilde;es</I>, <I>malforma&ccedil;&otilde;es</I>,    <I>prematuridade</I>, <I>hip&oacute;xia </I>e para os <I>fatores materno</I>-<I>placent&aacute;rios</I>    (entre 0,64 e 0,77), com leitura regular apenas para as <I>outras causas</I>    de &oacute;bito (0,53; p&lt;0,01). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quando se considera    o grupo de neonatais como um todo, a concord&acirc;ncia observada manteve-se    elevada (0,83) e o &iacute;ndice kappa apresentou um valor menor e j&aacute;    esperado, de 0,70, indicando boa concord&acirc;ncia (<a href="#tab2">Tabela    2</a>). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A <a href="#tab3">Tabela    3</a> mostra os 141 &oacute;bitos p&oacute;s-neonatais agrupados em cinco grupos    de causa b&aacute;sica. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No grupo das <I>infec&ccedil;&otilde;es</I>    houve concord&acirc;ncia entre 107 dos 114 atestados na DO original, o que resultou    em 113 casos ap&oacute;s corre&ccedil;&atilde;o, por&eacute;m houve sete migra&ccedil;&otilde;es    e seis incorpora&ccedil;&otilde;es de classifica&ccedil;&otilde;es incorretas;    entre as <I>mal-forma&ccedil;&otilde;es,</I> os 15 casos diagnosticados na DO    original concordaram, havendo nove outras incorpora&ccedil;&otilde;es ap&oacute;s    corre&ccedil;&atilde;o; para as <I>doen&ccedil;as do aparelho digestivo</I>    atestadas, dois concordaram e dois migraram para as <I>infec&ccedil;&otilde;es</I>    e finalmente, para as <I>doen&ccedil;as nutricionais e metab&oacute;licas</I>    e <I>outras causas </I>de &oacute;bito houve concord&acirc;ncia apenas em um    dos quatro &oacute;bitos atestados na DO original (<a href="#tab3">Tabela 3</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v11n1/1a03t3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quanto &agrave;    distribui&ccedil;&atilde;o de freq&uuml;&ecirc;ncia das causas b&aacute;sicas    de &oacute;bito p&oacute;s-neonatal na DO original e corrigida (<a href="#tab4">Tabela    4</a>), verificou-se que, apesar das <I>infec&ccedil;&otilde;es</I> terem apresentado    percentuais semelhantes nas duas DO (81 e 80% respectivamente), houve diferen&ccedil;as    substanciais na distribui&ccedil;&atilde;o qualitativa deste diagn&oacute;stico,    conforme j&aacute; referido na <a href="#tab3">Tabela 3</a>. Houve subestima&ccedil;&atilde;o    para o diagn&oacute;stico das <I>malforma&ccedil;&otilde;es</I> na DO original    (11 contra 17% na DO corrigida), enquanto as <I>doen&ccedil;as do aparelho digestivo</I>,    <I>as doen&ccedil;as nutricionais e metab&oacute;licas e as</I> <I>outras causas    </I>de &oacute;bito foram superestimadas (3% para cada um), quando comparadas    com as DO corrigidas (1, 0,7 e 0,7%, respectivamente).</font></p>     <p><a name="tab4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v11n1/1a03t4.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A concord&acirc;ncia    observada entre os grupos foi elevada, entre 82 e 98%, por&eacute;m o &iacute;ndice    kappa mostrou concord&acirc;ncia &oacute;tima apenas para as <I>doen&ccedil;as    do aparelho digestivo</I> (0,85), entre boa (0,71 e 0,72 para <I>infec&ccedil;&otilde;es    e malforma&ccedil;&otilde;es</I>), regular (0,60 para <I>outras causas</I>)    e sofr&iacute;vel para as <I>doen&ccedil;as nutricionais e metab&oacute;licas</I>    (0,39). Quando se considera o grupo como um todo, a concord&acirc;ncia observada    manteve-se alta (0,89), enquanto a calculada pelo &iacute;ndice kappa foi bem    aqu&eacute;m (0,68), leitura ainda considerada como boa (<a href="#tab4">Tabela    4</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Discuss&atilde;o</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A utilidade das    declara&ccedil;&otilde;es de &oacute;bito como fontes de dados que alimentam    o SIM depende da qualidade do preenchimento desses instrumentos que, por sua    vez, est&aacute; condicionada &agrave; fidedignidade de suas fontes de informa&ccedil;&atilde;o.    Apesar do SIM j&aacute; ter sido implantado no Brasil h&aacute; mais de duas    d&eacute;cadas, as estat&iacute;sticas de mortalidade continuam a ser alvo de    cr&iacute;ticas pertinentes quanto &agrave; sua confiabilidade.<SUP>1-6,8,10,17</SUP></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No estudo sobre    a concord&acirc;ncia da causa b&aacute;sica do &oacute;bito neonatal, comparando-se    as DO originais com as corrigidas ap&oacute;s investiga&ccedil;&atilde;o no    prontu&aacute;rio m&eacute;dico, verifica-se que houve uma tend&ecirc;ncia maior    por parte dos m&eacute;dicos a superestimar as categorias de &oacute;bitos <I>infec&ccedil;&otilde;es</I>,    <I>prematuridade</I> e <I>hip&oacute;xia</I>, enquanto que houve uma subestima&ccedil;&atilde;o    para as <I>malforma&ccedil;&otilde;es</I> e para os fatores <I>materno-placent&aacute;rios</I>,    corroborando outros estudos.<SUP>7,17</SUP> Esse achado encontra explica&ccedil;&atilde;o    no fato de os tr&ecirc;s primeiros diagn&oacute;sticos serem bastante gen&eacute;ricos,    tendo um certo grau de subjetividade de quem o atesta,<SUP>11,12,17</SUP> dispensando    maiores conhecimentos sobre o desencadeamento dos acontecimentos m&oacute;rbidos    que conduziram diretamente &agrave; morte. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados apontam    para a n&atilde;o incorpora&ccedil;&atilde;o pelos m&eacute;dicos do conceito    de causa b&aacute;sica do &oacute;bito, aqui exemplificada pelo fato de a <I>prematuridade</I>    figurar como tal e n&atilde;o como um importante fator de risco para o &ecirc;xito    letal, estando ela associada a problemas originados desde a deficiente assist&ecirc;ncia    ao pr&eacute;-natal,<SUP>8,9</SUP> quanto a complica&ccedil;&otilde;es da gesta&ccedil;&atilde;o,    fatores ligados ao feto, placenta e cord&atilde;o umbilical, entre outros.<SUP>10,12,18,19</SUP>    A n&atilde;o compreens&atilde;o de boa parte da classe m&eacute;dica sobre o    desencadeamento de fatores que levam ao &oacute;bito reflete-se na omiss&atilde;o    no prontu&aacute;rio de dados de extrema import&acirc;ncia para a elucida&ccedil;&atilde;o    da real <I>causa mortis</I> e, conseq&uuml;entemente, no mau preenchimento do    Atestado M&eacute;dico da DO.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Portanto, a an&aacute;lise    no prontu&aacute;rio m&eacute;dico n&atilde;o foi satisfat&oacute;ria em resgatar    outras causas associadas que levassem &agrave; <I>prematuridade</I> ou &agrave;    <I>hip&oacute;xia</I>, pelos fatores citados anteriormente associados ao pequeno    n&uacute;mero de casos estudados. Isso explica por que a concord&acirc;ncia    observada foi elevada para todas as categorias de &oacute;bitos neonatais, inclusive    o &iacute;ndice kappa, que apresenta sempre valores menores que aquela, pois    exclui do resultado o acaso,<SUP>14,15</SUP> e ainda assim apresentou uma boa    concord&acirc;ncia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esse fato &eacute;    muito preocupante quando se leva em considera&ccedil;&atilde;o que a correta    elucida&ccedil;&atilde;o da causa b&aacute;sica do &oacute;bito pode desencadear    a&ccedil;&otilde;es que visem melhorar a qualidade do sistema de informa&ccedil;&atilde;o    em sa&uacute;de como um todo e do SIM em particular, partindo do n&iacute;vel    hospitalar. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Cabe salientar    que as crian&ccedil;as do estudo vieram transferidas para o IMIP na maior parte    dos casos sem acompanhamento da fam&iacute;lia, sem informa&ccedil;&atilde;o    m&eacute;dica e vindo a falecer pouco tempo ap&oacute;s a admiss&atilde;o hospitalar,    como ocorre em quase todas as unidades de refer&ecirc;ncia no pa&iacute;s.<SUP>20</SUP>    Isso ocorreu em virtude da exclus&atilde;o dos &oacute;bitos nascidos na maternidade    do IMIP no presente estudo, o que daria toda a agilidade para o resgate da hist&oacute;ria    pregressa materna e do parto e puerp&eacute;rio no prontu&aacute;rio obst&eacute;trico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No tocante aos    &oacute;bitos p&oacute;s-neonatais, quando se efetuou a corre&ccedil;&atilde;o    das DO a partir da investiga&ccedil;&atilde;o no prontu&aacute;rio, ficou evidenciado    que houve uma subestima&ccedil;&atilde;o para o diagn&oacute;stico das <I>malforma&ccedil;&otilde;es</I>    nos Atestados M&eacute;dicos originais, classificadas pelos m&eacute;dicos como    <I>infec&ccedil;&otilde;es</I>, o que na realidade fora uma conseq&uuml;&ecirc;ncia    desse estado m&oacute;rbido pregresso. Isso determinou um percentual semelhante    para as <I>infec&ccedil;&otilde;es</I> nas duas DO, por&eacute;m havendo diferen&ccedil;as    substanciais na distribui&ccedil;&atilde;o qualitativa dessas causas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados obtidos    de menor confiabilidade para os &oacute;bitos p&oacute;s-neonatais em rela&ccedil;&atilde;o    aos neonatais, mesmo com o n&uacute;mero de casos praticamente semelhante, podem    estar relacionados ao fato de que, para os &oacute;bitos neonatais, a elucida&ccedil;&atilde;o    da causa b&aacute;sica do &oacute;bito a partir do prontu&aacute;rio &eacute;    de mais dif&iacute;cil obten&ccedil;&atilde;o, pela necessidade do conhecimento    pr&eacute;vio da hist&oacute;ria gestacional da m&atilde;e e das condi&ccedil;&otilde;es    do parto e puerp&eacute;rio, conforme discutido anteriormente neste estudo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em contrapartida,    para os &oacute;bitos p&oacute;s-neonatais, h&aacute; uma certa independ&ecirc;ncia    daquele saber pr&eacute;vio, por serem estes menos afetados por tais fatores,    o que contribuiu para uma maior identifica&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es    resgatadas no prontu&aacute;rio que esclareceram a real causa de &oacute;bito.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dessa forma, o    estudo evidenciou falhas quanto &agrave; defini&ccedil;&atilde;o da causa b&aacute;sica    do &oacute;bito tanto para os neonatais quanto para os p&oacute;s-neonatais,    havendo um importante percentual de discord&acirc;ncias entre as causas b&aacute;sicas    contidas na DO original, obtidas na terceira via do documento atestado pelo    m&eacute;dico do servi&ccedil;o e as causas da DO corrigida, ap&oacute;s investiga&ccedil;&atilde;o,    an&aacute;lise e corre&ccedil;&atilde;o realizada a partir do prontu&aacute;rio    m&eacute;dico. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A partir deste    estudo identificou-se a necessidade de melhorar a qualidade das informa&ccedil;&otilde;es    geradas nas institui&ccedil;&otilde;es hospitalares. Sugere-se como estrat&eacute;gia    para a supera&ccedil;&atilde;o dos principais problemas detectados a implanta&ccedil;&atilde;o    e implementa&ccedil;&atilde;o de n&uacute;cleos de epidemiologia hospitalar.    Esses n&uacute;cleos objetivariam, entre outros aspectos, o resgate sistem&aacute;tico    e oportuno dos dados e a educa&ccedil;&atilde;o continuada dos profissionais    respons&aacute;veis pela sua gera&ccedil;&atilde;o, garantindo posterior retroalimenta&ccedil;&atilde;o    e uma maior confiabilidade e validade das informa&ccedil;&otilde;es produzidas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Refer&ecirc;ncias    bibliogr&aacute;ficas</B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Carvalho DM.    Grandes sistemas nacionais de informa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de: revis&atilde;o    e discuss&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o atual. Informe Epidemiol&oacute;gico    do SUS 1997;6(4):8-46.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. O sistema de informa&ccedil;&otilde;es sobre mortalidade. In:    Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de. Mortalidade Brasil: 1994. Bras&iacute;lia;    1997. p.7-21. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Heckmann IC,    Canani LH, Sant'Anna UL, Bordin R. An&aacute;lise do preenchimento de declara&ccedil;&otilde;es    de &oacute;bitos em localidade do estado do Rio Grande do Sul (Brasil), 1987.    Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1989; 23:292-297. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Niobey FM, Casc&atilde;o    AM, Duchiade MP, Sabroza PC. Qualidade do preenchimento de atestados    de &oacute;bitos de menores de um ano na regi&atilde;o metropolitana do Rio    de Janeiro. Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1990;24:311-318.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Secretaria Municipal    de Sa&uacute;de. Declara&ccedil;&atilde;o de &oacute;bito, um instrumento para    vigil&acirc;ncia &agrave; sa&uacute;de. Recife: Prefeitura da cidade do Recife;    1997. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Laurenti R,    Mello Jorge MHP. O atestado de &oacute;bito. S&atilde;o Paulo: Centro da Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial de Sa&uacute;de para a Classifica&ccedil;&atilde;o de Doen&ccedil;as    em Portugu&ecirc;s; 1983. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Mendon&ccedil;a    EF, Goulart EMA, Machado JAD. Confiabilidade da declara&ccedil;&atilde;o de    causa b&aacute;sica de mortes infantis em regi&atilde;o metropolitana do sudeste    do Brasil. Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1994;28:385-391. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Nobre LC, Victora    CG, Barros FC, Lombardi C, Teixeira AMB, Fuchs SC. Avalia&ccedil;&atilde;o da    qualidade da informa&ccedil;&atilde;o sobre a causa b&aacute;sica de &oacute;bitos    infantis no Rio Grande do Sul (Brasil). Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica    1989;23:207-213. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Carvalho ML.    Mortalidade neonatal e aspectos de qualidade de aten&ccedil;&atilde;o &agrave;    sa&uacute;de na regi&atilde;o metropolitana do Rio de Janeiro em 1986/87 &#91;disserta&ccedil;&atilde;o    de Mestrado&#93;. Rio de Janeiro (RJ): FIOCRUZ; 1993.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Carvalho ML,    Silver LD. Confiabilidade da declara&ccedil;&atilde;o da causa b&aacute;sica    de &oacute;bitos neonatais: implica&ccedil;&otilde;es para o estudo da mortalidade    preven&iacute;vel. Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1995;29:342-348. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Coutinho BS.    Mortalidade neonatal em cinco maternidades da cidade do Recife, 1994. Recife:    UNICEF; 1996.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Leal MC. Evolu&ccedil;&atilde;o    da mortalidade infantil no estado do Rio de Janeiro na d&eacute;cada de 80:    componente neonatal &#91;tese de Doutorado&#93;. Rio de Janeiro (RJ): FIOCRUZ; 1996.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Vanderlei LC,    Arruda, BKG, Frias PG, Arruda S. Avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade de preenchimento    das declara&ccedil;&otilde;es de &oacute;bito em unidade terci&aacute;ria de    aten&ccedil;&atilde;o a sa&uacute;de materno-infantil. Informe Epidemiol&oacute;gico    do SUS 2002;11(1): 7-14. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Fleiss JL.    Statistical methods for rates and proportions. New York: John Wiley; 1981. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Pereira MG.    Epidemiologia: teoria e Janeiro: Guanabara Koogan; 1995. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Landis JR,    Koch GG. The measurement of observer agreement for categorical data. Biometrics.    1977;33(1): 159-174.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Carvalho ML,    Niobey FML, Miranda NN, Sabroza PC. Concord&acirc;ncia na determina&ccedil;&atilde;o    da causa b&aacute;sica de &oacute;bito em menores de um ano na regi&atilde;o    metropolitana do Rio de Janeiro. Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1990;24:20-27.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. BercinI L.    Mortalidade neonatal de residentes em localidades urbanas da regi&atilde;o Sul    do Brasil. Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1994;28:38-45.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Herrmann DMML.    Causas b&aacute;sicas de &oacute;bitos em rec&eacute;m-nascidos hospitalizados    &#91;disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado&#93;. Recife (PE): Universidade Federal de    Pernambuco; 1995.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Silveira SMM.    Hipotermia na admiss&atilde;o: fator de risco para a mortalidade de rec&eacute;m    nascidos transferidos para o IMIP [disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado]. Recife    (PE): Instituto Materno Infantil de Pernambuco; 2001.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/iesus/v11n1/seta.gif" border="0"></a><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia</b>    <br>   Av. 17 de agosto, 1.869 apt&#186;. 1202 / B    <br>   Casa Forte - Recife/PE.    ]]></body>
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