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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Características do atendimento prestado pelo serviço de profilaxia da raiva humana na rede municipal de saúde de Maringá-Paraná, no ano de 1997]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Rabies represents an important problem of public health in Brazil and, even in states where it is under control, surveillance activities are fundamental. The objective of this study was to describe and evaluate some aspects of the assistance provided by health services to people attacked by animals capable of transmitting rabies, in Maringá-Paraná, in 1997. The study variables were obtained from the health care records registered in the Information System of Compulsory Notification Health Events. The assistance is decentralized and provided by public health services. With the present study it was possible to identify problems regarding the quality of records and in the process of information feedback to reference health services for vaccination activities. The results are compatible with the epidemiological situation of rabies in Paraná State. The largest proportion of health assistance was provided to male individuals under 15 years, with superficial wounds in lower extremities or hands. Dogs were identified as the main aggressors, being healthy at the moment of the attack, but not vaccinated or with unknown vaccination status. The conduct of exclusive observation of the animal was the most common approach. The rate of incomplete vaccination was 4%. Constant supervision, training of health professionals and, health education of the population, are measures of fundamental importance even when the disease is under control.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Raiva Humana]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><B><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="topo"></a>Caracter&iacute;sticas    do atendimento prestado pelo servi&ccedil;o de profilaxia da raiva humana na    rede municipal de sa&uacute;de de Maring&aacute;-Paran&aacute;, no ano de 1997<a href="#endereco">*</a></font></B></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Characteristics    of attendance rendered by public health services in Maring&aacute;-Paran&aacute;    in 1997 to prevent human rabies</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><B><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Wladithe Organ    de Carvalho<sup>I</sup>; Dorot&eacute;ia F&aacute;tima Pelissari de Paula Soares<sup>I</sup>; V&acirc;nia    Cristina Sanchez Franceschi<sup>II</sup></font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Departamento    de Enfermagem / Universidade Estadual de Maring&aacute;    <br>   <sup>II</sup>Universidade Estadual de Maring&aacute;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1">     <p><B><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">RESUMO</font></B></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A raiva representa    importante problema de sa&uacute;de p&uacute;blica no Brasil e mesmo em Estados    onde ela est&aacute; sob controle, as a&ccedil;&otilde;es de vigil&acirc;ncia    da doen&ccedil;a s&atilde;o fundamentais. O objetivo deste trabalho foi descrever    e avaliar alguns aspectos do atendimento prestado pelos servi&ccedil;os de sa&uacute;de    a pessoas agredidas por animais potencialmente transmissores da raiva, em Maring&aacute;    - Paran&aacute;, no ano de 1997. As vari&aacute;veis estudadas foram obtidas    dos registros de atendimento contidos no Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o    de Agravos de Notifica&ccedil;&atilde;o (SINAN). O atendimento &eacute; descentralizado,    prestado pela rede p&uacute;blica de servi&ccedil;os de sa&uacute;de. Com o    estudo, foi poss&iacute;vel identificar problemas na qualidade de registro e    no sistema de contra-refer&ecirc;ncia de vacina&ccedil;&atilde;o. Os resultados    s&atilde;o compat&iacute;veis com a situa&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica    da raiva no Paran&aacute;. A maior propor&ccedil;&atilde;o de atendimentos foi    prestada a menores de 15 anos, do sexo masculino, devido a ferimentos superficiais,    por mordeduras em membros inferiores e m&atilde;os. O c&atilde;o foi o principal    agressor, estando sadio no momento da agress&atilde;o, n&atilde;o vacinado ou    com estado vacinal desconhecido. Predominou a conduta de exclusiva observa&ccedil;&atilde;o    do animal. A taxa de abandono de vacina&ccedil;&atilde;o foi de 4%. Mesmo com    a doen&ccedil;a controlada, &eacute; necess&aacute;rio adotar medidas como a    supervis&atilde;o constante, o treinamento dos profissionais e a educa&ccedil;&atilde;o    para a sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Palavras-chave:</B>    Raiva Humana; Preven&ccedil;&atilde;o e Controle; Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica</font></p> <hr size="1">     <p><B><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">SUMMARY</font></B></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Rabies represents    an important problem of public health in Brazil and, even in states where it    is under control, surveillance activities are fundamental. The objective of    this study was to describe and evaluate some aspects of the assistance provided    by health services to people attacked by animals capable of transmitting rabies,    in Maring&aacute;-Paran&aacute;, in 1997. The study variables were obtained    from the health care records registered in the Information System of Compulsory    Notification Health Events. The assistance is decentralized and provided by    public health services. With the present study it was possible to identify problems    regarding the quality of records and in the process of information feedback    to reference health services for vaccination activities. The results are compatible    with the epidemiological situation of rabies in Paran&aacute; State. The largest    proportion of health assistance was provided to male individuals under 15 years,    with superficial wounds in lower extremities or hands. Dogs were identified    as the main aggressors, being healthy at the moment of the attack, but not vaccinated    or with unknown vaccination status. The conduct of exclusive observation of    the animal was the most common approach. The rate of incomplete vaccination    was 4%. Constant supervision, training of health professionals and, health education    of the population, are measures of fundamental importance even when the disease    is under control. </font> </p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Key Words:</b>   Human Rabies; Prevention and Control; Epidemiologic Surveillance.</font></p> <hr size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><B><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Introdu&ccedil;&atilde;o</font></B></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A raiva, doen&ccedil;a    dos animais mam&iacute;feros que pode ocorrer nos homens, representa um importante    problema de sa&uacute;de p&uacute;blica, particularmente em &aacute;reas menos    desenvolvidas, em raz&atilde;o dos custos decorrentes das medidas de controle    e de sempre evoluir para a morte. Poucos pa&iacute;ses conseguiram livrar-se    da doen&ccedil;a e outros mant&ecirc;m seu ciclo urbano sob controle, ocorrendo    casos espor&aacute;dicos de transmiss&atilde;o por animais selvagens.<SUP>1-4</SUP>    </font> </p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sua transmiss&atilde;o,    tanto de animal a animal como do animal ao homem, ocorre pela introdu&ccedil;&atilde;o    no organismo do v&iacute;rus da raiva do animal doente, em conseq&uuml;&ecirc;ncia    de mordedura, lambedura, ferimento de mucosas ou arranh&otilde;es. S&atilde;o    reconhecidos dois tipos epidemiol&oacute;gicos de raiva: a raiva urbana, mantida    por c&atilde;es e gatos e a raiva rural, mantida por animais silvestres: morcegos    hemat&oacute;fagos na Am&eacute;rica Latina.<SUP>2,5</SUP> </font> </p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O ciclo urbano    da doen&ccedil;a continua sendo o mais importante para a raiva humana. Em &aacute;reas    urbanas, cujas medidas de controle n&atilde;o atingem seu objetivo, a esp&eacute;cie    de maior relev&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica para a transmiss&atilde;o do    v&iacute;rus &eacute; o c&atilde;o, principal reservat&oacute;rio e fonte de    infec&ccedil;&atilde;o, seguido pelo morcego. Devido &agrave; circula&ccedil;&atilde;o    intensa do v&iacute;rus no ciclo silvestre, &eacute; muito dif&iacute;cil erradicar    a doen&ccedil;a no Brasil.<SUP>3,4</SUP> A elimina&ccedil;&atilde;o nas Am&eacute;ricas    tem sido tema de v&aacute;rias reuni&otilde;es internacionais nas &uacute;ltimas    d&eacute;cadas.<SUP>3,6</SUP> No Brasil, a raiva humana ainda faz v&iacute;timas    e continua sendo um s&eacute;rio problema de sa&uacute;de p&uacute;blica, apesar    das a&ccedil;&otilde;es desenvolvidas nos Estados para o controle da doen&ccedil;a.<SUP>7    </SUP> </font> </p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 1973, foi criado    o Programa Nacional de Profilaxia da Raiva (PNPR), cuja coordena&ccedil;&atilde;o    e execu&ccedil;&atilde;o est&aacute; a cargo das Secretarias Estaduais.<SUP>3    </SUP>Houve redu&ccedil;&atilde;o importante dos casos humanos e caninos ap&oacute;s    uma d&eacute;cada de trabalhos intensivos e o per&iacute;odo entre 1980 e 1990    &eacute; considerado o mais importante para estudo do controle da raiva em    nosso pa&iacute;s.<SUP>3,7</SUP> </font> </p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Regi&atilde;o    Sul do Brasil n&atilde;o apresenta casos humanos desde 1982, com exce&ccedil;&atilde;o    de um caso acidental transmitido por morcego perto da cidade de Curitiba, em    1987. Alguns Estados dessa Regi&atilde;o, com situa&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica    privilegiada, n&atilde;o realizam mais as campanhas de vacina&ccedil;&atilde;o    canina.<SUP>3</SUP> H&aacute; vacina&ccedil;&atilde;o canina focal e perifocal,    somente quando necess&aacute;rio, com prioridade para a vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica.<SUP>8</SUP>    </font> </p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Paran&aacute;,    a raiva humana apresentou altos &iacute;ndices no in&iacute;cio da d&eacute;cada    de 70, o que motivou a cria&ccedil;&atilde;o de um Programa Estadual e de uma    Comiss&atilde;o Interinstitucional que direcionaram a profilaxia da raiva desde    1973. Foram priorizadas as campanhas de vacina&ccedil;&atilde;o anti-r&aacute;bica,    que alcan&ccedil;aram altas coberturas em 100% dos munic&iacute;pios.<SUP>9</SUP>    O Paran&aacute; foi o primeiro Estado brasileiro a controlar a raiva: o &uacute;ltimo    caso por transmiss&atilde;o canina foi em 1977; o &uacute;ltimo, por agress&atilde;o    de um morcego, ocorreu ap&oacute;s nove anos sem registro de casos.<SUP>3,9</SUP>    </font> </p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A ocorr&ecirc;ncia    de casos de raiva canina no per&iacute;odo de 1982 a 1998 mostrou comportamento    geograficamente localizado em munic&iacute;pios de fronteira com o Estado de    S&atilde;o Paulo e com o Paraguai.<SUP>4,8</SUP> Em decorr&ecirc;ncia dessa    situa&ccedil;&atilde;o, foi realizada, em 1998, a vacina&ccedil;&atilde;o canina    nos munic&iacute;pios das fronteiras Norte e Oeste do Paran&aacute;, visando    estabelecer uma barreira imunol&oacute;gica, diminuindo o risco de ocorr&ecirc;ncia    de surtos e a difus&atilde;o da doen&ccedil;a para outros munic&iacute;pios    do Estado.<SUP>8 </SUP> </font> </p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O munic&iacute;pio    de Maring&aacute; localiza-se ao Noroeste do Estado, n&atilde;o faz divisa com    outro Estado da federa&ccedil;&atilde;o ou pa&iacute;s vizinho. Sua popula&ccedil;&atilde;o    &eacute; de 267.942 habitantes (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica,    1996),<SUP>10</SUP> com 2,6% da popula&ccedil;&atilde;o residente em &aacute;rea    rural. </font> </p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Destaca-se a arboriza&ccedil;&atilde;o    urbana no munic&iacute;pio, que conta com 2.168.607,7m<SUP>2</SUP> de &aacute;reas    verdes p&uacute;blicas em forma de parques, bosques, reservas florestais, inclusive    em &aacute;reas centrais (sem contar a arboriza&ccedil;&atilde;o das vias p&uacute;blicas    e pra&ccedil;as), o que representa aproximadamente 2% da &aacute;rea urbana    total. Nessas &aacute;reas, residem animais silvestres e observa-se a presen&ccedil;a    de primatas nas vias p&uacute;blicas ao seu redor, recebendo alimentos da popula&ccedil;&atilde;o,    que faz da presen&ccedil;a dos animais um &quot;ponto tur&iacute;stico&quot;    em finais de tarde. </font> </p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Observa-se tamb&eacute;m    no munic&iacute;pio, um n&uacute;mero crescente de c&atilde;es errantes perambulando    pela cidade, tanto na periferia, quanto na &aacute;rea central. A Vigil&acirc;ncia    Sanit&aacute;ria encontra dificuldades para executar as a&ccedil;&otilde;es    de controle e preven&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a.<SUP>11</SUP> </font>  </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Maring&aacute;    &eacute; a cidade de maior popula&ccedil;&atilde;o e extens&atilde;o entre    os 30 munic&iacute;pios da 15<U><SUP>a</SUP></U> Regional de Sa&uacute;de do    Estado do Paran&aacute;, da qual &eacute; sede administrativa, dispondo tamb&eacute;m    do maior n&uacute;mero de profissionais e servi&ccedil;os de sa&uacute;de da    regi&atilde;o. Sendo atualmente um dos munic&iacute;pios do Paran&aacute; a    assumir a Gest&atilde;o Plena da Assist&ecirc;ncia &agrave; Sa&uacute;de, deve    exercer constante monitoramento da situa&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de de    sua popula&ccedil;&atilde;o, inclusive em rela&ccedil;&atilde;o a doen&ccedil;as    que est&atilde;o sob controle, como &eacute; o caso da raiva. </font> </p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mesmo em cidades    de regi&otilde;es consideradas desenvolvidas e com sistemas de sa&uacute;de    razoavelmente estruturados, &eacute; fundamental a continuidade das a&ccedil;&otilde;es    de vigil&acirc;ncia e controle da raiva em &aacute;reas urbanas, visto que h&aacute;    possibilidade de recrudescimento da doen&ccedil;a, como j&aacute; ocorreu em    algumas &aacute;reas do Brasil,<SUP>3,4</SUP> onde as condi&ccedil;&otilde;es    para a extensa circula&ccedil;&atilde;o viral e conseq&uuml;ente epidemia foram    favorecidas pela falta de prioriza&ccedil;&atilde;o ao programa de controle    em anos imediatamente anteriores.<SUP>4</SUP> </font> </p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O objetivo do presente    estudo &eacute; descrever o atendimento prestado no munic&iacute;pio a pessoas    agredidas por animais potencialmente transmissores do v&iacute;rus da raiva    e avaliar alguns aspectos desse atendimento, no ano de 1997, por meio do banco    de dados do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Agravos de Notifica&ccedil;&atilde;o    (SINAN).</font> </p>     <p>&nbsp; </p>     <p><B><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Material e m&eacute;todos</font></B></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O atendimento prestado    a pessoas agredidas por animais transmissores da raiva foi descrito com base    na observa&ccedil;&atilde;o participativa do funcionamento do servi&ccedil;o,    assim como das Normas, Procedimentos e Rotinas, elaboradas e distribu&iacute;das    pelo Servi&ccedil;o de Imuniza&ccedil;&atilde;o da Secretaria de Sa&uacute;de    do Munic&iacute;pio de Maring&aacute; &agrave;s unidades de atendimento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para o estudo,    foram consideradas 856 pessoas agredidas por animais potencialmente transmissores    da raiva, atendidas pelo Servi&ccedil;o de Profilaxia da Raiva do Munic&iacute;pio    de Maring&aacute; e registradas no SINAN.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As fontes dos dados    foram as Fichas de Controle de Animais Agressores (FCAA), documentos de registro    do atendimento individual ao agredido. Eram utilizados, &agrave; &eacute;poca,    dois modelos: a FCAA-1 e a FCAA-2. </font> </p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A FCAA-1 &eacute;    uma ficha simplificada de registro do atendimento, preenchida pelas unidades    de sa&uacute;de descentralizadas. Ela n&atilde;o cont&eacute;m dados sobre o    local da agress&atilde;o, sexo da v&iacute;tima, profundidade, tipo e localiza&ccedil;&atilde;o    do ferimento. </font> </p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A FCAA-2 &eacute;    uma ficha mais completa e &eacute; utilizada pelo Servi&ccedil;o de Imuniza&ccedil;&atilde;o    quando h&aacute; indica&ccedil;&atilde;o de vacina. Cont&eacute;m dados relativos    &agrave; pessoa agredida, ao ferimento, ao animal agressor e ao atendimento.    O modelo &eacute; id&ecirc;ntico ao adotado pelo SINAN e comp&otilde;e-se de    tr&ecirc;s partes (picotadas e destac&aacute;veis): registro do atendimento,    cart&atilde;o de aprazamento de vacinas e carteira de vacina&ccedil;&atilde;o,    esta &uacute;ltima destacada e entregue ao usu&aacute;rio para seq&uuml;&ecirc;ncia    do esquema vacinal. </font> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para o preenchimento    dessas fichas, as informa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o obtidas diretamente dos    pacientes ou respons&aacute;veis e registradas por m&eacute;dicos ou enfermeiros    dos servi&ccedil;os p&uacute;blicos de sa&uacute;de de Maring&aacute;. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As vari&aacute;veis    analisadas s&atilde;o relativas &agrave;s caracter&iacute;sticas da v&iacute;tima:    munic&iacute;pio, &aacute;rea de resid&ecirc;ncia, sexo, idade, local da agress&atilde;o;    caracter&iacute;sticas do ferimento: profundidade, tipo, localiza&ccedil;&atilde;o,    tipo de exposi&ccedil;&atilde;o; caracter&iacute;sticas do animal agressor:    esp&eacute;cie, situa&ccedil;&atilde;o vacinal, condi&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica    no momento da agress&atilde;o, ao quinto e ao d&eacute;cimo dia ap&oacute;s    a agress&atilde;o e caracter&iacute;sticas do atendimento: data e unidade de    sa&uacute;de, conduta adotada, n&uacute;mero de doses prescritas e administradas    de vacina e soro anti-r&aacute;bico. </font> </p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para c&aacute;lculo    da taxa de incid&ecirc;ncia de agress&otilde;es no munic&iacute;pio, foram considerados    os indiv&iacute;duos agredidos residentes em Maring&aacute; e a popula&ccedil;&atilde;o    total de residentes no munic&iacute;pio. </font> </p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As FCAA preenchidas    em 1997 foram digitadas por bolsista participante de projeto de extens&atilde;o    da Universidade Estadual de Maring&aacute;, no banco de dados do SINAN, implantado    nesse mesmo ano no Servi&ccedil;o de Imuniza&ccedil;&atilde;o. </font> </p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ap&oacute;s a digita&ccedil;&atilde;o,    as fichas foram comparadas por nome, data de nascimento, endere&ccedil;o e    data da agress&atilde;o e eliminados os casos de duplicidade, com prioridade    &agrave; digita&ccedil;&atilde;o da FCAA-2, por ser mais completa. O banco de    dados do SINAN foi importado para o programa EpiInfo 6.0 e ambos foram utilizados    para a tabula&ccedil;&atilde;o dos dados.</font> </p>     <p>&nbsp; </p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Resultados e    discuss&atilde;o</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Fluxo do    atendimento</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O atendimento a    pessoas agredidas por animais potencialmente transmissores da raiva em Maring&aacute;    &eacute; descentralizado para o Hospital Universit&aacute;rio Regional de Maring&aacute;    (HUM) e para os 22 N&uacute;cleos Integrados de Sa&uacute;de (NIS) do munic&iacute;pio,    sob a responsabilidade do Servi&ccedil;o de Imuniza&ccedil;&atilde;o. Os demais    hospitais e cl&iacute;nicas privadas referenciam o atendimento ao Servi&ccedil;o    de Imuniza&ccedil;&atilde;o ou &agrave;s unidades descentralizadas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A descentraliza&ccedil;&atilde;o    ocorreu no in&iacute;cio da d&eacute;cada de 90, quando houve a municipaliza&ccedil;&atilde;o    do Servi&ccedil;o de Imuniza&ccedil;&atilde;o, que pertencia at&eacute; ent&atilde;o,    &agrave; 15<U><SUP>a</SUP></U> Regional de Sa&uacute;de do Estado. </font> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Durante o dia,    de segunda a sexta-feira, o preenchimento da FCAA-1 e os procedimentos necess&aacute;rios    s&atilde;o realizados pelos NIS: vacina&ccedil;&atilde;o anti-r&aacute;bica,    vacina&ccedil;&atilde;o antitet&acirc;nica, curativo, antibioterapia, consulta    m&eacute;dica, etc. A avalia&ccedil;&atilde;o do caso, de acordo com o ferimento,    o animal agressor e a situa&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica local, e    a ado&ccedil;&atilde;o da conduta padronizada no Estado do Paran&aacute; (<a href="#fig1">Figura    1</a>) s&atilde;o realizadas pelo m&eacute;dico ou pelo enfermeiro da Unidade.    As fichas preenchidas nas unidades de atendimento descentralizado s&atilde;o    encaminhadas periodicamente ao Servi&ccedil;o de Imuniza&ccedil;&atilde;o,    onde ficam arquivadas.</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v11n1/1a04f1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em caso de prescri&ccedil;&atilde;o    de vacinas, o usu&aacute;rio &eacute; encaminhado ao Servi&ccedil;o de Imuniza&ccedil;&atilde;o    para preencher a FCAA-2 e iniciar a vacina&ccedil;&atilde;o, que pode ter continuidade    em um NIS de escolha do usu&aacute;rio. Caso isso ocorra, o Servi&ccedil;o de    Imuniza&ccedil;&atilde;o envia as doses restantes de vacina ao NIS juntamente    com o cart&atilde;o de aprazamento que, ao t&eacute;rmino da vacina&ccedil;&atilde;o,    &eacute; devolvido para controle e arquivamento. A administra&ccedil;&atilde;o    de soro antir&aacute;bico &eacute; realizada unicamente em ambiente hospitalar,    sendo o HUM a refer&ecirc;ncia para o sistema. </font> </p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Se o usu&aacute;rio    procurar diretamente o Servi&ccedil;o de Imuniza&ccedil;&atilde;o, a conduta    relativa &agrave; profilaxia da raiva e t&eacute;tano &eacute; tomada e, se    necess&aacute;rio, ele ser&aacute; encaminhado ao NIS para a realiza&ccedil;&atilde;o    de curativos e procedimentos m&eacute;dicos. </font> </p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os atendimentos    no per&iacute;odo noturno, feriados e finais de semana s&atilde;o realizados    em uma unidade de Pronto Atendimento 24 horas (NIS III Zona Norte) e no HUM.    S&atilde;o duas as situa&ccedil;&otilde;es que se apresentam: </font> </p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. continuidade    da vacina&ccedil;&atilde;o iniciada durante a semana: mediante a apresenta&ccedil;&atilde;o    da carteira de vacinas s&atilde;o realizadas as doses prescritas. O aprazamento    fica arquivado no servi&ccedil;o onde as doses estavam sendo administradas inicialmente.    &Eacute; realizado apenas o controle do n&uacute;mero de doses administradas,    n&atilde;o existindo controle nominal do usu&aacute;rio que a recebeu; e </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. atendimento    inicial p&oacute;s-agress&atilde;o: estas unidades prestam o atendimento e d&atilde;o    in&iacute;cio &agrave; vacina&ccedil;&atilde;o anti-r&aacute;bica, se houver    indica&ccedil;&atilde;o. O HUM encaminha os usu&aacute;rios ao Servi&ccedil;o    de Imuniza&ccedil;&atilde;o para a continuidade do esquema vacinal ou apenas    para o preenchimento da FCAA-1, quando n&atilde;o h&aacute; indica&ccedil;&atilde;o    de vacina.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No fluxo de atendimento    apresentado, observa-se que ocorre a duplica&ccedil;&atilde;o de fichas, pois,    para um &uacute;nico usu&aacute;rio atendido em uma unidade descentralizada    e encaminhado para prescri&ccedil;&atilde;o de vacina no Servi&ccedil;o de Imuniza&ccedil;&atilde;o,    s&atilde;o preenchidas e arquivadas pelo menos duas FCAA. O banco de dados fica    comprometido com o aumento artificial de casos. Para evit&aacute;-lo, deve ser    feito controle por interm&eacute;dio da cr&iacute;tica dos dados ap&oacute;s    a digita&ccedil;&atilde;o. </font> </p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">V&aacute;rios autores    recomendam a descentraliza&ccedil;&atilde;o do atendimento e profilaxia p&oacute;s-exposi&ccedil;&atilde;o    para Unidades de Sa&uacute;de localizadas nos bairros, como forma de melhorar    a acessibilidade e evitar dificuldades para a popula&ccedil;&atilde;o, o que    diminui, inclusive, as taxas de abandono do tratamento.<SUP>3,12-15</SUP> Em    Maring&aacute;, essa estrat&eacute;gia vem sendo utilizada h&aacute; cerca de    dez anos e parece alcan&ccedil;ar resultados positivos, como pode ser observado    diante da elevada propor&ccedil;&atilde;o de atendimentos a casos em que ocorreram    ferimentos superficiais e cujos animais estavam sadios no momento da agress&atilde;o    (<a href="#tab1">Tabelas 1</a> e <a href="#tab2">2</a>). O acesso &eacute; facilitado,    ainda, por n&atilde;o necessitar de agendamento de consulta m&eacute;dica. &Eacute;    poss&iacute;vel que os resultados favor&aacute;veis se devam &agrave; descentraliza&ccedil;&atilde;o    e ao atendimento imediato, mediante a divulga&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o    entre a popula&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o em virtude de campanhas educativas,    visto que a raiva n&atilde;o tem sido alvo de aten&ccedil;&atilde;o constante    nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/iesus/v11n1/1a04t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/iesus/v11n1/1a04t2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><B><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Preenchimento    da ficha de controle de animais agressores</font></B> </p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A aus&ecirc;ncia    de informa&ccedil;&otilde;es a respeito do sexo da v&iacute;tima, profundidade,    tipo e localiza&ccedil;&atilde;o do ferimento na FCAA-1, ocasionou aumento de    ignorados nestas vari&aacute;veis (<a href="#tab1">Tabelas 1</a> e <a href="#tab3">3</a>)    e impediu o uso dos dados referentes ao local da agress&atilde;o (31,8% de ignorados).    Esse problema ser&aacute; solucionado pelo Servi&ccedil;o de Imuniza&ccedil;&atilde;o    com a implanta&ccedil;&atilde;o de ambas FCAA pelo modelo SINAN. </font> </p>       <p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/iesus/v11n1/1a04t3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os campos referentes    &agrave; situa&ccedil;&atilde;o vacinal do animal agressor e ao estado cl&iacute;nico    do animal ap&oacute;s dez dias de observa&ccedil;&atilde;o deixavam constantemente    de ser preenchidos, principalmente nas fichas que davam os animais como desaparecidos    ou sacrificados no dia da agress&atilde;o, o que levou ao aumento da freq&uuml;&ecirc;ncia    de animais de condi&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica ignorada de 2,7% no dia    da agress&atilde;o para 14,3% ap&oacute;s a observa&ccedil;&atilde;o. Quando    poss&iacute;vel, realizou-se corre&ccedil;&atilde;o dessa vari&aacute;vel,    cujos resultados ap&oacute;s a corre&ccedil;&atilde;o se encontram na <a href="#tab2">Tabela    2</a>. </font> </p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A maior dificuldade    de preenchimento foi observada nos campos relativos a doses iniciais e doses    posteriores de vacina, onde constavam n&uacute;meros que n&atilde;o fazem parte    do protocolo de vacina&ccedil;&atilde;o do Paran&aacute; e tamb&eacute;m na    defini&ccedil;&atilde;o de doses iniciais e posteriores, visto que os refor&ccedil;os    constavam, ora do campo referente a doses iniciais, ora do campo referente a    doses posteriores.</font> </p>     <p><B><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Caracteriza&ccedil;&atilde;o    dos atendimentos</font></B> </p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foram atendidas    856 pessoas agredidas por animais transmissores da raiva, 97,1% das quais residentes    no munic&iacute;pio de Maring&aacute;, principalmente em &aacute;rea urbana    (<a href="#tab4">Tabela 4</a>), situa&ccedil;&atilde;o esperada diante da caracter&iacute;stica    urbana do munic&iacute;pio. </font> </p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="tab4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v11n1/1a04t4.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A incid&ecirc;ncia    de agress&otilde;es em residentes foi de aproximadamente uma pessoa agredida    em cada 313 habitantes, maior que a encontrada na Am&eacute;rica Latina entre    1990 e 1994: uma agress&atilde;o em cada 641 habitantes,<SUP>6 </SUP>apesar    do consenso entre os profissionais no munic&iacute;pio de que o n&uacute;mero    de agress&otilde;es seja maior que o atendido pelos servi&ccedil;os de sa&uacute;de.    A diferen&ccedil;a existente entre os pa&iacute;ses &eacute; associada &agrave;    informa&ccedil;&atilde;o sobre o risco de contrair a doen&ccedil;a, ao acesso    e &agrave; confian&ccedil;a nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de e &agrave; import&acirc;ncia    dada pela popula&ccedil;&atilde;o &agrave; notifica&ccedil;&atilde;o e tratamento    das agress&otilde;es.<SUP>6</SUP> </font> </p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nos meses de julho    (n=119;13,9%), abril (n=95;11,1%) e dezembro (n=93; 10,9%), encontrou-se a maior    concentra&ccedil;&atilde;o de atendimentos, ao contr&aacute;rio da esperada    eleva&ccedil;&atilde;o no m&ecirc;s de agosto: 75 atendimentos (8,8%). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As unidades que    prestaram maior n&uacute;mero de atendimentos foram o Servi&ccedil;o de Imuniza&ccedil;&atilde;o    e o NIS III Zona Norte (<a href="#tab5">Tabela 5</a>). O n&uacute;mero de atendimentos    dos NIS e do HUM est&aacute; subestimado, devido a dois fatos citados anteriormente:    a) priorizou-se a digita&ccedil;&atilde;o das FCAA-2; b) o HUM encaminha seus    atendimentos para preenchimento posterior da FCAA. Em ambos, a unidade reconhecida    pelo SINAN &eacute; a que preencheu a ficha (o Servi&ccedil;o de Imuniza&ccedil;&atilde;o),    em detrimento daquela que prestou o primeiro atendimento. Para obter o n&uacute;mero    correto da demanda por unidades descentralizadas, o local de atendimento inicial    deve ser considerado mesmo quando houver atendimento posterior no Servi&ccedil;o    de Imuniza&ccedil;&atilde;o. </font> </p>       <p><a name="tab5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v11n1/1a04t5.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A maior propor&ccedil;&atilde;o    de atendimentos foi de crian&ccedil;as: 52,5% e de pessoas do sexo masculino:    56% (<a href="#tab3">Tabela 3</a>). Nas faixas et&aacute;rias de 20 a 49 anos    e maiores de 65 anos, a maior propor&ccedil;&atilde;o de agress&otilde;es ocorreu    em mulheres. Outros autores encontraram resultados semelhantes em rela&ccedil;&atilde;o    ao sexo e idade<SUP>3,12,13,15,16 </SUP>e alguns os atribuem &agrave; atividade    mais intensa, com maiores oportunidades de encontro com os animais, brincadeiras    na ruas e atitudes bruscas que podem despertar rea&ccedil;&atilde;o agressiva    do animal. </font> </p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dois outros fatores    poderiam ser acrescentados: a) a preocupa&ccedil;&atilde;o dos pais e respons&aacute;veis    em buscar atendimento, pois devido &agrave; letalidade da doen&ccedil;a, seus    familiares, al&eacute;m das crian&ccedil;as, s&atilde;o envolvidos emocionalmente;<SUP>12    </SUP>e b) adultos podem considerar alguns tipos de exposi&ccedil;&atilde;o    como um evento de menor import&acirc;ncia e n&atilde;o procurar pelo servi&ccedil;o    de sa&uacute;de, subestimando o n&uacute;mero absoluto de agress&otilde;es.    O resultado encontrado levanta tamb&eacute;m a necessidade de trabalho educativo    em escolas.<SUP>14</SUP> </font> </p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como em outros    estudos,<SUP>12,13,15-17</SUP> verificou-se que a principal esp&eacute;cie agressora    foi a canina (86,8%); a mordedura, o principal tipo de exposi&ccedil;&atilde;o    (94,1%) e os membros inferiores (36,6%) e m&atilde;os (28,2%), os locais de    ferimento predominantes (<a href="#tab1">Tabelas 1</a> e <a href="#tab2">2</a>).</font> </p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em 34,3% das agress&otilde;es,    ocorreram ferimentos em m&uacute;ltiplas regi&otilde;es do corpo. Apesar de    consider&aacute;vel propor&ccedil;&atilde;o de ferimentos profundos ou dilacerantes,    predominaram os ferimentos superficiais: 62,9% (<a href="#tab1">Tabela 1</a>)    por qualquer esp&eacute;cie agressora e na maioria das faixas et&aacute;rias.    Relacionando ao sexo da v&iacute;tima, 180 homens (37,6%) e 122 mulheres (33,2%)    tiveram ferimentos profundos. </font> </p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Cerca de 10% das    agress&otilde;es foram por felinos (<a href="#tab2">Tabela 2</a>), sendo as    m&atilde;os o local mais atingido. Proporcionalmente, eles provocaram mais arranhaduras    que os c&atilde;es (9,5 e 4% respectivamente). Tal exposi&ccedil;&atilde;o &eacute;    considerada grave, mas a procura por atendimento &eacute; menos freq&uuml;ente,    o que se deve, em parte, ao senso comum que considera apenas as mordeduras e    agress&otilde;es causadas por c&atilde;es como grande risco para a transmiss&atilde;o    da raiva. </font> </p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">N&atilde;o houve    agress&atilde;o por quir&oacute;pteros ou herb&iacute;voros. A maioria das 19    agress&otilde;es consideradas como &quot;outros&quot; (<a href="#tab2">Tabela    2</a>) foi causada por macacos, sendo 18 mordeduras, 12 ferimentos nas m&atilde;os    e 13 agress&otilde;es em crian&ccedil;as, fato que merece destaque, considerando    o desconforto, o trauma e os riscos de complica&ccedil;&otilde;es para a crian&ccedil;a    que, uma vez agredida, ter&aacute; que ser submetida ao esquema completo de    vacina&ccedil;&atilde;o anti-r&aacute;bica. </font> </p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Observa-se a necessidade    de maior aten&ccedil;&atilde;o &agrave; exposi&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o    aos animais silvestres, pois a pequena propor&ccedil;&atilde;o (2,2%) n&atilde;o    diminui sua import&acirc;ncia. Podemos supor que haja sub-registro dessas agress&otilde;es,    pois, nas &aacute;reas onde eles habitam existem placas orientando a popula&ccedil;&atilde;o    para que n&atilde;o d&ecirc; alimentos e n&atilde;o se aproxime dos macacos,    mas sem informa&ccedil;&otilde;es quanto ao risco da transmiss&atilde;o da raiva    e &agrave; necessidade de vacina&ccedil;&atilde;o. </font> </p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 85% das agress&otilde;es,    os animais estavam sadios; diminu&iacute;ram os animais suspeitos ap&oacute;s    sua observa&ccedil;&atilde;o durante dez dias (<a href="#tab2">Tabela 2</a>)    e aumentou o n&uacute;mero de condi&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica desconhecida    ap&oacute;s a observa&ccedil;&atilde;o, situa&ccedil;&atilde;o encontrada tamb&eacute;m    por Garcia.<SUP>16</SUP> Isso poderia apontar para problemas de comunica&ccedil;&atilde;o    com o usu&aacute;rio ou por n&atilde;o ocorrer busca ativa da informa&ccedil;&atilde;o.    Devido ao controle da doen&ccedil;a, &eacute; poss&iacute;vel haver desvaloriza&ccedil;&atilde;o    do registro: como, em geral, o animal est&aacute; sadio ao final do per&iacute;odo,    considera-se uma informa&ccedil;&atilde;o desnecess&aacute;ria, mesmo quando    conhecida. </font> </p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O fato de as tradicionais    campanhas de vacina&ccedil;&atilde;o de c&atilde;es n&atilde;o serem mais necess&aacute;rias    no Estado, interfere nos resultados encontrados a respeito do estado vacinal    do animal agressor. &Eacute; comum a v&iacute;tima ignorar a situa&ccedil;&atilde;o    vacinal do animal, quando n&atilde;o &eacute; sua propriet&aacute;ria. Em 65,8%    dos casos atendidos, o animal agressor n&atilde;o era vacinado ou seu estado    vacinal era desconhecido. </font> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A conduta predominante    nas agress&otilde;es foi de exclusiva observa&ccedil;&atilde;o do animal, adequada    para a situa&ccedil;&atilde;o de controle da raiva no Estado e para as caracter&iacute;sticas    encontradas: ferimentos &uacute;nicos, superficiais, causados por animais sadios    e pass&iacute;veis de observa&ccedil;&atilde;o (<a href="#tab1">Tabelas 1</a>,    <a href="#tab2">2</a> e <a href="#tab5">5</a>). A Norma T&eacute;cnica de Tratamento    Preventivo contra a raiva prioriza, em munic&iacute;pios de baixo risco, a observa&ccedil;&atilde;o    intensiva dos animais ao inv&eacute;s de tratar as agress&otilde;es graves por    parte dos animais observ&aacute;veis.<SUP>3,9</SUP></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O percentual das    pessoas agredidas em Maring&aacute; e que foram vacinadas est&aacute; pr&oacute;ximo    ao verificado em estudo realizado na Am&eacute;rica Latina, que referiu vacina&ccedil;&atilde;o    em 42% dos atendidos<SUP>6</SUP> e ao verificado no Brasil, entre 1980 e 1990,    quando o percentual de tratados foi de aproximadamente 45%.<SUP>3</SUP> Segundo    alguns autores, o valor nas diferentes localidades brasileiras varia de forma    significativa.<SUP>15-17</SUP> Com as condi&ccedil;&otilde;es locais, poderia    ser esperado menor percentual de vacina&ccedil;&atilde;o; no entanto, foram    altas as propor&ccedil;&otilde;es de exposi&ccedil;&otilde;es graves, como no    caso dos ferimentos em m&atilde;os e cabe&ccedil;a: 40,4% (<a href="#tab1">Tabela    1</a>) e, al&eacute;m disso, os esquemas longos de vacina&ccedil;&atilde;o (9    e 13 doses) n&atilde;o foram freq&uuml;entes (<a href="#tab5">Tabela 5</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para Gomes,<SUP>14</SUP>    m&eacute;dias elevadas de vacina por pessoa devem-se &agrave; prescri&ccedil;&atilde;o    excessiva de tratamentos completos por falta de observa&ccedil;&atilde;o adequada    do animal ou de exame an&aacute;tomo-patol&oacute;gico. A literatura destaca    a import&acirc;ncia da avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica do animal, visando    reduzir a vacina&ccedil;&atilde;o no ser humano, pois apesar da qualidade da    vacina produzida atualmente, esta ainda encerra risco de complica&ccedil;&otilde;es    p&oacute;s-vacinais, algumas com comprometimento do Sistema Nervoso Central    ou morte.<SUP>3,14-16</SUP></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pinto<SUP>15</SUP>    afirma que a recomenda&ccedil;&atilde;o de observar com mais crit&eacute;rios    as normas recomendadas e aumentar a freq&uuml;&ecirc;ncia de observa&ccedil;&atilde;o    dos animais agressores nem sempre ocorre, devido &agrave; inexist&ecirc;ncia    de condi&ccedil;&otilde;es para observa&ccedil;&atilde;o dos animais, &agrave;    comodidade dos trabalhadores de sa&uacute;de que preferem indicar o tratamento    ao inv&eacute;s de investigar e &agrave; falta de instrumento adequado para    registro de dados e tomada de decis&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entre as 350 pessoas    &agrave;s quais foi prescrita a vacina&ccedil;&atilde;o, 92% completaram as    doses (<a href="#tab5">Tabela 5</a>). O percentual de abandono do tratamento    n&atilde;o foi elevado, quando comparado &agrave; situa&ccedil;&atilde;o da    Am&eacute;rica Latina e de outras localidades no Brasil.<SUP>6,15,17</SUP> Na    aus&ecirc;ncia da descentraliza&ccedil;&atilde;o do atendimento, os abandonos    ocorrem devido &agrave; perda de muitas horas de trabalho, necessidade de acompanhantes,    dist&acirc;ncia, despesas com transporte. Outro fator seria a falta de informa&ccedil;&atilde;o    dos trabalhadores de sa&uacute;de &agrave;s pessoas, sobre a import&acirc;ncia    da vacina&ccedil;&atilde;o.<SUP>12,15</SUP></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mas, com a descentraliza&ccedil;&atilde;o    do atendimento, a possibilidade de o usu&aacute;rio optar pela unidade onde    continuar&aacute; o esquema e a pequena propor&ccedil;&atilde;o de tratamentos    prolongados, o abandono nesse munic&iacute;pio deveria ser menor. Essa freq&uuml;&ecirc;ncia    pode ser devida a falhas nas orienta&ccedil;&otilde;es durante o tratamento,    na busca ativa de faltosos ou ainda a um dado irreal causado pelo preenchimento    incompleto dos aprazamentos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A situa&ccedil;&atilde;o    de esquema vacinal &quot;ignorada&quot; alcan&ccedil;ou a mesma propor&ccedil;&atilde;o    de abandono do tratamento (<a href="#tab5">Tabela 5</a>) e ocorreu principalmente    quando as &uacute;ltimas doses coincidiram com o final de semana. Conforme descrito    anteriormente, o servi&ccedil;o de origem, nestes casos n&atilde;o recebe informa&ccedil;&atilde;o    nominal das doses de vacina aplicadas, que s&atilde;o consideradas como ignoradas    para o sistema de informa&ccedil;&atilde;o. </font> </p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Observou-se, neste    estudo, a necessidade de algumas altera&ccedil;&otilde;es nas FCAA e no fluxo    de atendimento &agrave; popula&ccedil;&atilde;o, a fim de melhorar a informa&ccedil;&atilde;o    que servir&aacute; em &uacute;ltima inst&acirc;ncia para futuras avalia&ccedil;&otilde;es    do atendimento. </font> </p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Schneider<SUP>3</SUP>    considera importante que haja supervis&atilde;o da qualidade da descentraliza&ccedil;&atilde;o    do atendimento, pois, atender satisfatoriamente as pessoas atacadas depende    n&atilde;o somente do acesso, mas da qualidade dos servi&ccedil;os. A qualidade,    em todas as etapas do controle anti-r&aacute;bico, evita, atualmente, gastos    com imuno-biol&oacute;gicos e os transtornos causados pela necessidade de observa&ccedil;&atilde;o    dos animais e administra&ccedil;&atilde;o da vacina &agrave; v&iacute;tima da    agress&atilde;o. </font> </p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">H&aacute; muito,    existe a necessidade de maior conscientiza&ccedil;&atilde;o da import&acirc;ncia    do preenchimento correto das fichas de registro,<SUP>15</SUP> de treinamento    e reciclagem permanentes de equipes de sa&uacute;de p&uacute;blica para que    os recursos cumpram adequadamente seu papel de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica.<SUP>16</SUP>    A supervis&atilde;o cont&iacute;nua poderia ser fator de resolu&ccedil;&atilde;o    de falhas e dificuldades na execu&ccedil;&atilde;o de todas as etapas do programa.    </font> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O controle da doen&ccedil;a    no Estado do Paran&aacute; n&atilde;o deve ser est&iacute;mulo negativo aos    profissionais e gestores e nem retir&aacute;-la da agenda dos servi&ccedil;os.    As condi&ccedil;&otilde;es para se conseguir o controle demandam recursos financeiros,    humanos e institucionais,<SUP>3</SUP> mas o retorno aos n&iacute;veis anteriores    imporia custos n&atilde;o s&oacute; econ&ocirc;micos, mas de vidas, ao sistema    de sa&uacute;de e &agrave; popula&ccedil;&atilde;o.<SUP>4</SUP> </font> </p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m disso,    n&atilde;o se deve ignorar a necessidade de educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de,    inclusive com informa&ccedil;&otilde;es sobre a preven&ccedil;&atilde;o da raiva    no que diz respeito ao controle de animais e cuidados ap&oacute;s a exposi&ccedil;&atilde;o    aos mesmos e esclarecimentos sobre quais animais s&atilde;o potencialmente transmissores    da raiva.</font> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><B><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Refer&ecirc;ncias    bibliogr&aacute;ficas</font></B></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Germano PML.    Avan&ccedil;os na pesquisa da raiva. Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica    1994;28:86-91.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Instituto de    Sa&uacute;de do Paran&aacute;. Centro de Epidemiologia. Considera&ccedil;&otilde;es    sobre a raiva: norma t&eacute;cnica de tratamento anti-r&aacute;bico. Curitiba:    Instituto de Sa&uacute;de do Paran&aacute;; 1995.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Schneider MC,    Almeida GA, Souza LM, Morares NB, Diaz RC. Controle da raiva no Brasil de 1980    a 1990. Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1996;30:196-203.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Passos ADC,    Silva AAMCC, Ferreira AHC, Silva JM, Monteiro ME, Santiago RC. Epizootia na    &aacute;rea urbana de Ribeir&atilde;o Preto, SP, Brasil. Cadernos de Sa&uacute;de    P&uacute;blica 1998;14:735-740.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Secretaria de    Sa&uacute;de do Munic&iacute;pio de Maring&aacute;. Se&ccedil;&atilde;o de Epidemiologia.    Servi&ccedil;o de Imuniza&ccedil;&atilde;o. Raiva: boletim informativo. Maring&aacute;:    Secretaria de Sa&uacute;de do Munic&iacute;pio de Maring&aacute;; (s.d).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Organiza&ccedil;&atilde;o    Panamericana de Sa&uacute;de. La situaci&oacute;n de la rabia en Am&eacute;rica    Latina de 1990 a 1994. Boletin de la Oficina Sanitaria Panamericana 1995;119:451-456.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Funda&ccedil;&atilde;o    Nacional de Sa&uacute;de. Situa&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica da raiva    no Brasil. Boletim Epidemiol&oacute;gico 1996;1(8):12.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Secretaria de    Estado da Sa&uacute;de do Paran&aacute;. Sa&uacute;de no Paran&aacute;. Boletim    Epidemiol&oacute;gico do Paran&aacute; 1998;1(3):4.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Secretaria de    Estado da Sa&uacute;de do Paran&aacute;. Situa&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica    da raiva no Paran&aacute;. Boletim Epidemiol&oacute;gico do Paran&aacute; 1994    jan/fev; 13(101):1.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Instituto Brasileiro    de Geografia e Estat&iacute;stica. Popula&ccedil;&otilde;es, censos, contagem    da popula&ccedil;&atilde;o 1996 [online] (s.d.) [Capturado em 2002 jan 15].    Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ibge.gov.br">http://www.ibge.gov.br</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Secretaria    de Sa&uacute;de do Munic&iacute;pio de Maring&aacute;. Plano Municipal de Sa&uacute;de.    Maring&aacute;: Secretaria Municipal de Sa&uacute;de; 1997.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Ribeiro Netto    A, Machado CG. Alguns aspectos epidemiol&oacute;gicos da exposi&ccedil;&atilde;o    humana ao risco da infec&ccedil;&atilde;o pelo v&iacute;rus da raiva, na cidade    de S&atilde;o Paulo, Brasil. Revista do Instituto de Medicina Tropical de S&atilde;o    Paulo 1970;12:16-30. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Moreira EC,    Gontijo MT, Castro A, Reis R, Viana FC, Moreira WL. Aspectos epidemiol&oacute;gicos    del tratamiento antirrabico humano em Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil.    Boletin de la Oficina Sanitaria Panamericana 1976;80:38-44. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Gomes FJP.    Programa Nacional de Profilaxia da Raiva. Considera&ccedil;&otilde;es sobre    seu desenvolvimento 1975-1978. In: Secretaria da Sa&uacute;de de S&atilde;o    Paulo. 3<sup>o</sup> Semin&aacute;rio sobre t&eacute;cnicas de controle da raiva;    1979 nov 26-30; S&atilde;o Paulo, Brasil. S&atilde;o Paulo: Imprensa Oficial    do Estado; 1980.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Pinto CL, Alleoni    ES. Aspectos da vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica da raiva em sub-regi&otilde;es    administrativas do estado de S&atilde;o Paulo, Brasil, 1982-1983. Revista de    Sa&uacute;de P&uacute;blica 1986;20:288-292.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Garcia RCM,    Vasconcellos AS, Sakamoto SM, Lopes AC. An&aacute;lise de tratamento anti-r&aacute;bico    humano p&oacute;s-exposi&ccedil;&atilde;o em regi&atilde;o da Grande S&atilde;o    Paulo, Brasil. Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1999;33:295-301.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Bonito RF,    Cortes AF, Carrijo AC, Carvalho CJV, Canto JRT, Souza MA et al. Profilaxia da    raiva humana em Uberl&acirc;ndia - MG &#91;resumo&#93;. In: Anais do 4<sup>o</sup> Congresso    Brasileiro de Epidemiologia; 1998 ago 1-5; Rio de Janeiro, Brasil. Rio de Janeiro:    ABRASCO; 1998.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="endereco"></a>    <a href="#topo"><img src="/img/revistas/iesus/v11n1/seta.gif" border="0"></a><b>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia</b>    <br>   Rua Gurucaia, 325, Bloco C, Apto 3, Zona 2    <br>   Maring&aacute;/PR.    <br>   CEP: 87.005-040.    <br>   E-mail: <a href="mailto:wladithe@usp.br">wladithe@usp.br</a></font></p>     <p>&nbsp; </p>     <p>&nbsp; </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="rodape"></a><a href="#topo">*</a>    Estudo resultante de projeto de extens&atilde;o desenvolvido pela Universidade    Estadual de Maring&aacute; na Secretaria de Sa&uacute;de do Munic&iacute;pio    de Maring&aacute;.</font></p>      ]]></body><back>
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