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<journal-title><![CDATA[Informe Epidemiológico do Sus]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Centro Nacional de Epidemiologia, Fundação Nacional de Saúde, Ministério da Saúde]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[<a name="top"></a>Risco ambiental e contextos vulneráveis: implicações para a vigilância em saúde]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article summarizes the results of a seminar held at Recife in 1999 during the preparatory activities conducted by the Oswaldo Cruz Foundation (Fiocruz) for the &#8220;1st National Seminar on Environment and Health in the Process of Development&#8221; which was held in Rio de Janeiro in 2000. Three renowned experts in the fields of Geography, Health and Philosophy areas were invited to discuss environmental risk and health, and their perspectives were used as a basis for a reference text which served as a background document for dicussion of the seminar&#8217;s working group debating the theme &#8220;environmental risk and health surveillance&#8221;. The workshop allowed a discussion of the concepts of environmental risk and causality as well as, the implications on health evaluation, monitoring and prevention. New conceptual perspectives to comprehend casuality in the context of complexity were discussed and an interdisciplinary approach was introduced to environmental health surveillance, particularly for vulnerable situations, such as the drought in northeastern Brazil. A data matrix was presented to be used in the analysis of social and environmental problems.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><a name="top"></a>Risco    ambiental e contextos vulner&aacute;veis: implica&ccedil;&otilde;es para a vigil&acirc;ncia    em sa&uacute;de</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Environmental    risk and vulnerable contexts: implications on health surveillance</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Lia Giraldo da    Silva Augusto<sup>I</sup>; Carlos Machado de Freitas<sup>II</sup>; Jo&atilde;o Paulo Machado Torres<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Centro    de Pesquisas Aggeu Magalh&atilde;es/FIOCRUZ    <br>   <sup>II</sup>Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica/FIOCRUZ    <br>   <sup>III</sup>Laborat&oacute;rio de Biof&iacute;sica/FIOCRUZ</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este artigo procura    traduzir para o p&uacute;blico em geral o resultado de um semin&aacute;rio realizado,    em Recife, no ano de 1999, na prepara&ccedil;&atilde;o do I Semin&aacute;rio    Nacional de Sa&uacute;de e Ambiente no Processo de Desenvolvimento, realizado    em 2000, pela Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz (Fiocruz), na cidade do Rio    de Janeiro. Foram convidados tr&ecirc;s intelectuais (da geografia, da sa&uacute;de    e da filosofia) para falar sobre risco ambiental para a sa&uacute;de. Suas perspectivas    foram articuladas pelos autores para compor um termo de refer&ecirc;ncia para    a discuss&atilde;o do Grupo de Trabalho que debateu o tema &#8220;avalia&ccedil;&atilde;o    de risco ambiental e vigil&acirc;ncia em sa&uacute;de&#8221;. O semin&aacute;rio    possibilitou o debate sobre os conceitos de risco (ambiental) e de causalidade,    bem como suas implica&ccedil;&otilde;es para a avalia&ccedil;&atilde;o, monitoramento    e preven&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de. Ofereceu novas perspectivas conceituais    para a compreens&atilde;o da causalidade, &agrave; luz da abordagem da complexidade,    e introduziu a perspectiva da interdisciplinaridade no fazer da vigil&acirc;ncia    em sa&uacute;de ambiental, em situa&ccedil;&otilde;es de vulnerabilidade, tal    como a seca no Nordeste brasileiro. Tamb&eacute;m, apresentou o m&eacute;todo    da matriz de dados, para tratar uma problem&aacute;tica socioambiental em seu    contexto.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-Chave:</b>    Risco; Ambiente; Contexto.</font></p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">This article summarizes    the results of a seminar held at Recife in 1999 during the preparatory activities    conducted by the Oswaldo Cruz Foundation (Fiocruz) for the &#8220;1<sup>st</sup> National    Seminar on Environment and Health in the Process of Development&#8221; which    was held in Rio de Janeiro in 2000. Three renowned experts in the fields of    Geography, Health and Philosophy areas were invited to discuss environmental    risk and health, and their perspectives were used as a basis for a reference    text which served as a background document for dicussion of the seminar&#8217;s    working group debating the theme &#8220;environmental risk and health surveillance&#8221;.    The workshop allowed a discussion of the concepts of environmental risk and    causality as well as, the implications on health evaluation, monitoring and    prevention. New conceptual perspectives to comprehend casuality in the context    of complexity were discussed and an interdisciplinary approach was introduced    to environmental health surveillance, particularly for vulnerable situations,    such as the drought in northeastern Brazil. A data matrix was presented to be    used in the analysis of social and environmental problems.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Key Words:</b>    Risk; Environment; Context.</font></p> <hr size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O conceito de    risco utilizado no campo da sa&uacute;de coletiva est&aacute; ligado aos fatores    de risco como determinantes dos processos sa&uacute;de-doen&ccedil;a e &eacute;    um conceito da Epidemiologia Moderna,<sup>1</sup> que busca determinar probabilisticamente    a causalidade. No entanto, para a compreens&atilde;o do processo sa&uacute;de-doen&ccedil;a,    a abordagem cl&aacute;ssica dos fatores de risco n&atilde;o &eacute; suficiente    como um modelo explicativo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Partir da conceitua&ccedil;&atilde;o    de risco para posteriormente dar-lhe conseq&uuml;&ecirc;ncia, n&atilde;o &eacute;    tarefa simples. A sa&uacute;de deve ser entendida em sua dimens&atilde;o global,    cujo enfoque &eacute; o da pluricausalidade, reconhecendo-se de antem&atilde;o    que os elementos bio-s&oacute;cio-ambientais e produtivos relacionam-se de maneira    interdependente e interdefin&iacute;vel, conferindo-lhe um car&aacute;ter complexo.<sup>2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A seca do Nordeste    brasileiro &eacute; um problema perene que precisa ser compreendido, n&atilde;o    s&oacute; na ocasi&atilde;o em que se manifesta. Implica tamb&eacute;m reconhecer    que o elemento espacial-territorial, isto &eacute;, o ambiente f&iacute;sico    &eacute; tamb&eacute;m hist&oacute;rico e culturalmente determinado. Dessa forma,    retiramos de antem&atilde;o todo e qualquer fatalismo e conformismo ao tratar    a quest&atilde;o da seca. O objetivo do semin&aacute;rio preparat&oacute;rio    do I Semin&aacute;rio Nacional da Sa&uacute;de e Ambiente no Processo de Desenvolvimento    foi discutir o conceito de risco ambiental e sua aplicabilidade aos programas    de preven&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de, considerando determinados contextos.    Escolhemos a problem&aacute;tica da seca que aflige periodicamente o Nordeste    brasileiro por seu significado social e hist&oacute;rico.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Pesquisadores</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Contamos com a    participa&ccedil;&atilde;o de importantes pesquisadores que v&ecirc;m refletindo    a tem&aacute;tica proposta para o semin&aacute;rio. Assim, para tratar o contexto    da seca, convidamos Manoel Corr&ecirc;a de Andrade, ge&oacute;grafo e pesquisador    da Funda&ccedil;&atilde;o Joaquim Nabuco, de Pernambuco.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Para a quest&atilde;o    da vigil&acirc;ncia em sa&uacute;de ambiental, do monitoramento e preven&ccedil;&atilde;o    de risco em contextos vulner&aacute;veis, contamos com o aporte te&oacute;rico    de Renato Rocha Lieber, pesquisador da Universidade do Estado de S&atilde;o    Paulo (UNESP), <i>campus</i> de Guaratinguet&aacute;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Nas quest&otilde;es    metodol&oacute;gicas aplicadas &agrave; complexidade das situa&ccedil;&otilde;es    de risco ambiental para a sa&uacute;de, propusemos refletir sobre a perspectiva    da abordagem sist&ecirc;mica. Para esse aporte te&oacute;rico-metodol&oacute;gico,    convidamos Juan Samaja, fil&oacute;sofo e professor de metodologia da ci&ecirc;ncia,    da Universidade de Buenos Aires, que apresentou as bases te&oacute;rico-conceituais    dos sistemas complexos (hier&aacute;rquicos adaptativos) e o m&eacute;todo por    ele desenvolvido da matriz de dados.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Segundo Manoel    Correia de Andrade,<sup>3</sup> a seca tem suas bases f&iacute;sico-clim&aacute;ticas    e suas raz&otilde;es sociopol&iacute;ticas. Essa &eacute; uma situa&ccedil;&atilde;o    que, pelas propor&ccedil;&otilde;es que toma, tem import&acirc;ncia nacional,    sendo um problema de todos e, portanto, uma quest&atilde;o transdisciplinar.    No Brasil, esse &eacute; um tema sempre atual. Em sua hist&oacute;ria, s&atilde;o    recorrentes a falta de &aacute;gua, as perdas de produ&ccedil;&atilde;o, a emigra&ccedil;&atilde;o    e o flagelo humano.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Onde h&aacute;    sofrimento humano, vale dizer que h&aacute; menos sa&uacute;de e, com esse entendimento,    deveria haver uma preocupa&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica da Sa&uacute;de    P&uacute;blica brasileira com as popula&ccedil;&otilde;es das regi&otilde;es    semi-&aacute;ridas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Diante dos desafios    que se apresentam nesse contexto, a an&aacute;lise deveria comportar a complexidade    em sua determina&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica. &Eacute; uma possibilidade    para explicar o comportamento humano, quer seja das popula&ccedil;&otilde;es    ou dos governos, na constru&ccedil;&atilde;o das estrat&eacute;gias de interven&ccedil;&atilde;o    que objetivam o desenvolvimento social.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As v&iacute;timas    da seca n&atilde;o podem ser entendidas como aquelas que decidiram viver num    ambiente in&oacute;spito e, por isso, o fizeram por um risco mal calculado.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O problema da    aceita&ccedil;&atilde;o do risco, em geral, &eacute; atribu&iacute;do a fun&ccedil;&otilde;es    antag&ocirc;nicas, tais como intelig&ecirc;ncia ou m&aacute; decis&atilde;o.    Essas compreens&otilde;es simplistas t&ecirc;m sido questionadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O ajuste do homem    ao ambiente hostil, sua percep&ccedil;&atilde;o da nocividade, sua adapta&ccedil;&atilde;o    &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es perigosas e a solu&ccedil;&atilde;o do seu    conflito entre riscos e benef&iacute;cios s&atilde;o decorrentes de um nexo    entre fatores sociais e suas rela&ccedil;&otilde;es complexas com o ambiente,    mediados pelos processos produtivos, pela cultura, pela religi&atilde;o e pela    hist&oacute;ria.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em conformidade    com o contexto social, o homem apresenta determinadas atitudes com rela&ccedil;&atilde;o    aos meios de sobreviv&ecirc;ncia, al&eacute;m de diferentes possibilidades de    tomada de decis&atilde;o e de controle sobre suas vidas.<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os programas de    vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica e de monitoramento ambiental t&ecirc;m    estado distante das possibilidades de interpreta&ccedil;&atilde;o sist&ecirc;mica    e foi nesse sentido, o de contribuir para a mudan&ccedil;a de abordagem, que    propusemos essa reflex&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O foco das vigil&acirc;ncias    (sanit&aacute;ria e epidemiol&oacute;gica) na Sa&uacute;de P&uacute;blica brasileira    continua tradicionalmente sendo o indiv&iacute;duo, como se a esse n&iacute;vel    fosse poss&iacute;vel exercer o controle dos riscos ambientais para a sa&uacute;de.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Pelo contr&aacute;rio,    compreender a percep&ccedil;&atilde;o social dos riscos, permite-nos entender    os processos complexos, com a possibilidade de construir a Vigil&acirc;ncia    em Sa&uacute;de pela via social e cultural que inclui o sujeito.<sup>6</sup> A percep&ccedil;&atilde;o    de risco representa uma dimens&atilde;o subjetiva, em contraste com a dimens&atilde;o    objetiva, conferida pela estimativa da probabilidade.<sup>7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Desde o estudo    do processo de decis&atilde;o at&eacute; o estudo da natureza da percep&ccedil;&atilde;o    do risco, a v&iacute;tima e a sua vontade nunca deixaram de ser o elo central    de articula&ccedil;&atilde;o das possibilidades e, portanto, das medidas de    controle.<sup>8</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Uma outra alternativa    a essa tend&ecirc;ncia<sup>9</sup> toma como base emp&iacute;rica os acidentes, e defende    que a maioria deles s&atilde;o decorrentes de um comportamento rotineiro.<sup>10</sup>    Como regra, as v&iacute;timas encontram-se sob risco, mas isso n&atilde;o implica    que elas estejam sendo levadas a lhe dar aten&ccedil;&atilde;o ou ter consci&ecirc;ncia    a seu respeito. Elas s&atilde;o colocadas em situa&ccedil;&otilde;es de risco    por outras pessoas ou organiza&ccedil;&otilde;es. Conseq&uuml;entemente, as    a&ccedil;&otilde;es de promo&ccedil;&atilde;o, controle e comunica&ccedil;&atilde;o    deveriam ser dirigidas n&atilde;o &agrave;s poss&iacute;veis v&iacute;timas,    mas sim &agrave;queles que nas organiza&ccedil;&otilde;es e na sociedade tomam    as decis&otilde;es que v&atilde;o criar, agravar ou manter situa&ccedil;&otilde;es    inseguras. Ou seja, a v&iacute;tima &eacute; v&iacute;tima mediante uma vontade    alheia.<sup>11</sup> Essas s&atilde;o algumas das teorias sobre risco que v&ecirc;m sendo    discutidas e est&aacute; clara a necessidade de se fazer an&aacute;lise de risco    em diferentes n&iacute;veis, revendo as pr&aacute;ticas quantitativas de risco,    substituindo o car&aacute;ter fatalista destes por uma aproxima&ccedil;&atilde;o    hol&iacute;stica.<sup>12</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A perspectiva    da incerteza e da complexidade &eacute;, hoje, um enfoque essencial e necess&aacute;rio.<sup>13,14</sup>    A utiliza&ccedil;&atilde;o da matriz de dados,<sup>15</sup> com suas unidades de an&aacute;lise,    vari&aacute;veis e indicadores estruturados em n&iacute;veis hier&aacute;rquicos    e interdependentes, &eacute; uma ferramenta que possibilita o enfoque da complexidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Toda a investiga&ccedil;&atilde;o    cl&aacute;ssica da causalidade, seja num processo de pesquisa cient&iacute;fica,    seja num programa de monitoramento ambiental ou vigil&acirc;ncia em sa&uacute;de,    est&aacute; presa a uma raz&atilde;o explicativa, obrigando-se a reduzir o novo    a um antigo (as causas). As regras l&oacute;gicas, em geral, est&atilde;o voltadas    para esconder, ao inv&eacute;s de ressaltar, a singularidade paradoxa.<sup>6</sup>    A tradi&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de P&uacute;blica &eacute; muito amarrada    na perspectiva de pensar sobre as possibilidades de medir riscos pelo sistema    de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica para implementa&ccedil;&atilde;o de    a&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o e controle.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Considera&ccedil;&otilde;es    finais</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Partindo do pressuposto    de que as mudan&ccedil;as n&atilde;o se d&atilde;o por achar respostas para    velhas quest&otilde;es, mas por formular novas perguntas para velhos problemas,    o debate deixou como conclus&atilde;o algumas quest&otilde;es para futuras reflex&otilde;es.    A primeira, uma indigna&ccedil;&atilde;o, refere-se ao fato de a condi&ccedil;&atilde;o    humana, cuja racionalidade n&atilde;o &eacute; de forma alguma absoluta, ser    &#8220;sintetizada&#8221; por sistemas de monitoramento de formato absoluto.    As demais quest&otilde;es podem ser assim resumidas: por que a perspectiva tecnol&oacute;gica,    que tem sido t&atilde;o capaz na cria&ccedil;&atilde;o de mundos artificiais,    na domina&ccedil;&atilde;o da natureza, tem sido t&atilde;o incompetente na    esfera das rela&ccedil;&otilde;es humanas? Qual &eacute; o limite do homem diante    da natureza? Como o controle de riscos, que tamb&eacute;m &eacute; uma constru&ccedil;&atilde;o    cultural, pode ser aplicado em favor da sa&uacute;de e da qualidade de vida?</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias    bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 1. Rouquayrol    MZ. Epidemiologia, hist&oacute;ria natural e preven&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as.    In: Rouquayrol MZ. Epidemiologia e sa&uacute;de. 4a ed. S&atilde;o Paulo: Medsi;    1994.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 2. Garcia R. Interdisciplinaridad    y sistemas complexos. In: Leff H, compilador. Ciencias sociais y formaci&oacute;n    ambiental. Barcelona: Gedisa; 1994.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 3. Andrade MC.    A terra e o homem no Nordeste. Recife: Universidade Federal de Pernambuco; 1998.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 4. Cruz T. Sistemas,    organiza&ccedil;&atilde;o e m&eacute;todos: estudos integrados das novas tecnologias    de informa&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o Paulo: Atlas; 1997.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 5. Damasio AR.    O erro de Descartes: emo&ccedil;&atilde;o, raz&atilde;o e o c&eacute;rebro humano.    S&atilde;o Paulo: Companhia das Letras; 1996.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 6. Lieber RR.    Teoria e metateoria na investiga&ccedil;&atilde;o da causalidade: o caso do    acidente de trabalho [tese de Doutorado]. S&atilde;o Paulo (SP): USP; 1998.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 7. Dejours C.    Trabalho e sa&uacute;de mental: da pesquisa a a&ccedil;&atilde;o. In: Dejours    C, Abdoucheli E, Jayet C. Psicodin&acirc;mica do trabalho. S&atilde;o Paulo:    Atlas; 1994.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 8. Dela-Coleta    JA. Atribui&ccedil;&otilde;es de responsabilidade por um acidente: estudo explorat&oacute;rio.    Arquivos Brasileiros de Psicologia 1980;3(1):95-128.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 9. Crespi F. Le    risque du quotidien. Cahiers Internationaux de Sociologie 1983;30(74):39-45.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 10. Dela-Coleta    JA. A import&acirc;ncia da sele&ccedil;&atilde;o e do treinamento do trabalhador    na preven&ccedil;&atilde;o de acidentes. Revista Brasileira de Sa&uacute;de    Ocupacional 1976; 16(4):48-51.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 11. Dela-Coleta    JA. Acidentes de trabajo. Medelin: Ancel; 1991.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 12. Burgoyne JH.    Reflections on accident investigation. Safety Science 1993; 16:401-406.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 13. Samaja J.    Epistemologia y metodologia. Buenos Aires: Eudeba; 1997.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 14. Masarivo MD,    Macko D. Fundamentos de una teoria cient&iacute;fica de los sistemas jer&aacute;rquicos.    In: White LL, Wilson AG, White D. Las estructuras jer&aacute;rquicas. Madrid:    Alianza Universidad; 1973.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 15. Samaja J.    Fundamentos epistemol&oacute;gicos de las ciencias de la salud [tese de Doutorado].    Rio de Janeiro (RJ): FIOCRUZ; 1997.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><a name="endereco"></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/iesus/v11n3/seta.gif" border="0"></a>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Rua Ministro Nelson Hungria, 266 - Apto 201    <br>   Boa Viagem - Recife/PE.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   CEP: 51.020-100.    <br>   E-mail:<a href="mailto:giraldo@cpqam.fiocruz.br">giraldo@cpqam.fiocruz.br</a></font></p>      ]]></body><back>
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