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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Participação da população em projeto de controle de dengue em Belo Horizonte, Minas Gerais: uma avaliação]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Popular participation in a dengue control project in Belo Horizonte, Minas Gerais: an valuation]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[SUMMARY Community participation is crucial to prevent and control dengue. A large epidemic of classical dengue occurred in Belo Horizonte during the first quarter of 1998. Approximately 87,000 cases were reported, one of the highest incidence rates among large Brazilian cities. A community participation project entitled "Adopt a block" was one of the intervention measures undertaken by municipal health authorities, among others. Its main objective was to stimulate residents of a given street block to participate in the fight against the vector of dengue and other relevant health problems, together with local health units. A survey was carried out to assess the degree of participation and possible results related to the resolution of locally identified problems. Interviews were conducted in a probability sample of 324 participants. Results indicated that 93% of the participants classified the project as good or very good and 38% had participated in the solution of problems identified in their area of residence. The degree of resolution was considered good (91%). In this paper we discuss the implementation of this project which created institutional mechanisms for an active community participation in dengue control activities.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Controle da Dengue]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Avaliação de Programas]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Community Participation]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Program Evaluation]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><a name="topo"></a>Participa&ccedil;&atilde;o    da popula&ccedil;&atilde;o em projeto de controle de dengue em Belo Horizonte,    Minas Gerais: uma avalia&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Popular    participation in a dengue control project in Belo Horizonte, Minas Gerais: an    valuation </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Elisabeth Fran&ccedil;a<sup>I</sup>;    <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Juliana Colen    de Paula<sup>II</sup></b>;</font> Ros&acirc;nia Raquel Silva<sup>III</sup>; Luciana Rodrigues Anuncia&ccedil;&atilde;o<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Departamento    de Medicina Preventiva e Social/FM/UFMG     <br>   <sup>II</sup>Coordena&ccedil;&atilde;o SOS-Sa&uacute;de/Secretaria Municipal    de Sa&uacute;de de Belo Horizonte     <br>   <sup>III</sup>Escola de Enfermagem/UFMG </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A participa&ccedil;&atilde;o    da popula&ccedil;&atilde;o na preven&ccedil;&atilde;o e controle da dengue &eacute;    considerada uma quest&atilde;o crucial para o enfrentamento da doen&ccedil;a.    Em Belo Horizonte, com a ocorr&ecirc;ncia de epidemia de dengue cl&aacute;ssico    no primeiro semestre de 1998 - cerca de 87 mil casos e uma das maiores taxas    de incid&ecirc;ncia em cidade de grande porte no Brasil - v&aacute;rias medidas    de interven&ccedil;&atilde;o foram adotadas pelos servi&ccedil;os de sa&uacute;de    do munic&iacute;pio. Entre elas, destaca-se o projeto &quot;Adote seu quarteir&atilde;o&quot;,    criado para incentivar a participa&ccedil;&atilde;o de moradores, em conjunto    com o centro de sa&uacute;de, no combate ao vetor da dengue e outros problemas    relevantes de sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o. Com o objetivo de avaliar    a implanta&ccedil;&atilde;o dessa proposta, realizou-se pesquisa para verificar    o grau de participa&ccedil;&atilde;o do adotante de quarteir&atilde;o e de resolu&ccedil;&atilde;o    de problemas locais identificados. Retirou-se amostra probabil&iacute;stica    de 324 adotantes para entrevista. Verificou-se que 93% dos respondentes classificaram    o projeto como bom ou &oacute;timo e 38% identificaram algum problema no seu    local de moradia e participaram de sua solu&ccedil;&atilde;o. O grau de resolu&ccedil;&atilde;o    dos problemas locais identificados foi considerado satisfat&oacute;rio (91%).    Discutem-se neste artigo algumas quest&otilde;es relativas &agrave; implanta&ccedil;&atilde;o    dessa proposta, que avan&ccedil;ou ao criar mecanismos institucionais para a    inser&ccedil;&atilde;o ativa da popula&ccedil;&atilde;o no controle da dengue.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-Chave:</b>    Controle da Dengue; Participa&ccedil;&atilde;o da Popula&ccedil;&atilde;o; Avalia&ccedil;&atilde;o    de Programas.</font></p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Community participation    is crucial to prevent and control dengue. A large epidemic of classical dengue    occurred in Belo Horizonte during the first quarter of 1998. Approximately 87,000    cases were reported, one of the highest incidence rates among large Brazilian    cities. A community participation project entitled &quot;Adopt a block&quot;    was one of the intervention measures undertaken by municipal health authorities,    among others. Its main objective was to stimulate residents of a given street    block to participate in the fight against the vector of dengue and other relevant    health problems, together with local health units. A survey was carried out    to assess the degree of participation and possible results related to the resolution    of locally identified problems. Interviews were conducted in a probability sample    of 324 participants. Results indicated that 93% of the participants classified    the project as good or very good and 38% had participated in the solution of    problems identified in their area of residence. The degree of resolution was    considered good (91%). In this paper we discuss the implementation of this project    which created institutional mechanisms for an active community participation    in dengue control activities.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Key Words</b>:Control; Community Participation; Program Evaluation.</font></p> <hr size="1">     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o    </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A dengue &eacute;    atualmente s&eacute;rio problema de sa&uacute;de p&uacute;blica mundial. Em    1998, foram registradas 15 mil mortes e 1,2 milh&otilde;es de casos de dengue    e febre hemorr&aacute;gica de dengue ou s&iacute;ndrome do choque de dengue.    Estima-se em cerca de 50 milh&otilde;es os casos de infec&ccedil;&atilde;o por    ano e mais de dois bilh&otilde;es o n&uacute;mero de pessoas que vivem em locais    infestados pelos vetores.<sup>1</sup> Epidemias da doen&ccedil;a t&ecirc;m ocorrido    em quase todos os Estados do Brasil. A circula&ccedil;&atilde;o simult&acirc;nea    do sorotipo 1 (DEN-1) e do sorotipo 2 (DEN-2) e, mais recentemente, tamb&eacute;m    do sorotipo 3 (DEN-3), aumenta o risco de epidemias por febre hemorr&aacute;gica    da dengue, como p&ocirc;de ser verificado com a eclos&atilde;o da grave epidemia    ocorrida em 2002 no Rio de Janeiro.<sup>2-4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A preven&ccedil;&atilde;o    da doen&ccedil;a representa um desafio para os servi&ccedil;os de sa&uacute;de,    pois se resume no combate ao vetor, o <i>Aedes aegypti</i>, &uacute;nico transmissor    com import&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica nas Am&eacute;ricas.<sup>5</sup> Para diminuir    os criadouros do vetor, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de preconiza o saneamento    ambiental e o controle qu&iacute;mico. Prop&otilde;e, para incentivar a participa&ccedil;&atilde;o    comunit&aacute;ria, refor&ccedil;ar a educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de,    visando informar &agrave; popula&ccedil;&atilde;o sobre a doen&ccedil;a, o vetor    e as medidas preventivas.<sup>2</sup> Verifica-se, entretanto, que as campanhas educativas    centradas na divulga&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es n&atilde;o    produzem mudan&ccedil;as significativas de comportamento, apesar de atingir    a popula&ccedil;&atilde;o, proporcionando conhecimento sobre a dengue, seus    vetores e as medidas de controle.<sup>6,7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Munic&iacute;pio    de Belo Horizonte enfrenta epidemias de dengue desde 1996. Em 1998, ocorreu    uma epidemia pelo DEN-1 de grande magnitude, com cerca de 87 mil casos notificados,    correspondendo a uma das maiores taxas de incid&ecirc;ncia verificada em cidade    de grande porte no Brasil - taxa anual de cerca de 4.100 por cem mil habitantes.<sup>8 </sup>   A epidemia foi explosiva: concentrou-se nos meses de mar&ccedil;o e abril e    diminuiu abruptamente em junho e julho, com poucos casos notificados. Em setembro,    entretanto, foi verificado aumento de casos pelo DEN-2 e se confirmaram casos    de dengue hemorr&aacute;gico, prevendo-se a ocorr&ecirc;ncia de nova epidemia    da doen&ccedil;a no ver&atilde;o de 1999.<sup>9</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para fazer frente    &agrave; epidemia, a Secretaria de Sa&uacute;de do munic&iacute;pio intensificou    o combate ao vetor e criou um servi&ccedil;o espec&iacute;fico para atendimento    de demandas da popula&ccedil;&atilde;o, o SOS-Sa&uacute;de. Para inserir a popula&ccedil;&atilde;o    de forma mais organizada no programa de controle da dengue, foi criado, em setembro    de 1998, o projeto &quot;Adote seu quarteir&atilde;o&quot; com o objetivo de    mobilizar moradores de uma mesma quadra para atuarem em conjunto com o centro    de sa&uacute;de mais pr&oacute;ximo e agente sanit&aacute;rio no combate ao    vetor da dengue e outros problemas relevantes de sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o.<sup>10</sup>    Desde o in&iacute;cio, essa proposta contou com o apoio da Universidade Federal    de Minas Gerais, que disponibilizou estagi&aacute;rios para atendimento de demandas    telef&ocirc;nicas no SOS-Sa&uacute;de.<sup>11</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A partir de solicita&ccedil;&atilde;o    da coordena&ccedil;&atilde;o do SOS-Sa&uacute;de, foi proposta avalia&ccedil;&atilde;o    do projeto &quot;Adote seu quarteir&atilde;o&quot;, buscando identificar o grau    de participa&ccedil;&atilde;o do adotante e alguns resultados relativos &agrave;    resolu&ccedil;&atilde;o de problemas locais identificados.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Material    e m&eacute;todos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Ap&oacute;s inscri&ccedil;&atilde;o    volunt&aacute;ria do participante (denominado adotante) no projeto, os centros    de sa&uacute;de eram respons&aacute;veis pelo fornecimento de material informativo    e de curso de capacita&ccedil;&atilde;o para o repasse de informa&ccedil;&otilde;es    relativas &agrave; dengue e outros problemas de sa&uacute;de. A partir de ent&atilde;o,    os adotantes deveriam participar das atividades de controle de dengue no seu    quarteir&atilde;o, contatando os vizinhos e acompanhando, sempre que poss&iacute;vel,    o agente sanit&aacute;rio durante as visitas domiciliares.<sup>10</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para a avalia&ccedil;&atilde;o,    foi retirada amostra probabil&iacute;stica dos adotantes inscritos desde o in&iacute;cio    da proposta (setembro), at&eacute; a primeira quinzena de novembro de 1998.    Esse per&iacute;odo foi definido para garantir ao adotante tempo suficiente    para inser&ccedil;&atilde;o efetiva no projeto antes da entrevista, realizada    na &uacute;ltima quinzena de dezembro. Utilizou-se amostragem proporcional ao    n&uacute;mero de inscritos em cada uma das nove regionais de sa&uacute;de do    munic&iacute;pio, com sele&ccedil;&atilde;o aleat&oacute;ria sistem&aacute;tica    dentro de cada regional. Para isso, usou-se listagem dos adotantes por ordem    de inscri&ccedil;&atilde;o. Para o c&aacute;lculo do tamanho da amostra, utilizou-se    uma propor&ccedil;&atilde;o esperada de ades&atilde;o de 50%, intervalo de confian&ccedil;a    de 95% e precis&atilde;o de 5%.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os adotantes selecionados    foram entrevistados por telefone por estagi&aacute;rios treinados, utilizando-se    um question&aacute;rio com nove perguntas fechadas e duas abertas. Os adotantes    sem telefone ou com registro de telefone de terceiros (vizinhos) e os n&atilde;o    localizados ap&oacute;s pelo menos duas tentativas de contato (respeitando-se    um intervalo de 24 horas entre a primeira e a segunda tentativa) foram substitu&iacute;dos    pelo pr&oacute;ximo da listagem. Antes da coleta de dados, realizou-se pr&eacute;-teste    para readaptar o question&aacute;rio aos objetivos do estudo e adequar o tempo    da entrevista.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na entrevista,    procurou-se verificar a forma de participa&ccedil;&atilde;o do adotante e o    tempo decorrido entre sua inscri&ccedil;&atilde;o e o in&iacute;cio da atividade.    Para investigar a sua real inser&ccedil;&atilde;o, avaliou-se seu contato com    o centro de sa&uacute;de, com os agentes sanit&aacute;rios e com a vizinhan&ccedil;a,    al&eacute;m de sua disponibilidade para o acompanhamento do agente sanit&aacute;rio    e se tinha identificado algum problema a ser solucionado no quarteir&atilde;o.    A resposta positiva ao &uacute;ltimo quesito foi considerada como indicadora    de participa&ccedil;&atilde;o efetiva. A opini&atilde;o do adotante sobre o    projeto e suas observa&ccedil;&otilde;es, cr&iacute;ticas e sugest&otilde;es    tamb&eacute;m foram consideradas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para a realiza&ccedil;&atilde;o    deste estudo, foram considerados princ&iacute;pios &eacute;ticos. A participa&ccedil;&atilde;o    dos adotantes foi volunt&aacute;ria e os dados obtidos na entrevista foram confidenciais    e processados sem identifica&ccedil;&atilde;o do entrevistado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Ap&oacute;s a    coleta de dados, as vari&aacute;veis foram codificadas e posteriormente digitadas    e analisadas no programa Epi- info 6.04.<sup>12</sup> Inicialmente, foi feita    an&aacute;lise de distribui&ccedil;&atilde;o de freq&uuml;&ecirc;ncia de cada    um dos quesitos, bem como identificadas as principais observa&ccedil;&otilde;es    relativas ao projeto. Para determinar as vari&aacute;veis associadas &agrave;    participa&ccedil;&atilde;o efetiva do adotante, utilizou-se o teste do qui-quadrado.    A magnitude da associa&ccedil;&atilde;o entre essa participa&ccedil;&atilde;o    e as vari&aacute;veis de interesse foi estimada pelo <i>odds ratio</i> (OR)    e intervalo de confian&ccedil;a a 95% (IC95%). O n&iacute;vel de signific&acirc;ncia    considerado foi de 0,05.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Resultados    </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">At&eacute; a segunda    quinzena do m&ecirc;s de novembro de 1998, tinham sido adotados cerca de 12%    dos 16.183 quarteir&otilde;es existentes em Belo Horizonte. Foram entrevistadas    324 pessoas, inscritas como adotantes do seu quarteir&atilde;o, com maior propor&ccedil;&atilde;o    nos distritos sanit&aacute;rios Oeste e Leste (<a href="#tab1">Tabela 1</a>).</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v11n4/4a03t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os adotantes inscreveram-se    principalmente nos centros de sa&uacute;de e cerca de 19% durante palestras    e em escolas. A maioria dos adotantes (57%) foi contatada pelos centros de sa&uacute;de    para participar de curso de capacita&ccedil;&atilde;o em menos de 30 dias da    data de inscri&ccedil;&atilde;o. Entretanto, parcela dos adotantes (36%) relatou    n&atilde;o ter sido convocada para o curso. Quando a iniciativa do contato era    do pr&oacute;prio adotante, a maioria considerou adequadas as informa&ccedil;&otilde;es    repassadas pelos centros de sa&uacute;de. Quanto ao tempo para o trabalho junto    ao agente, pequena propor&ccedil;&atilde;o (15%) relatou n&atilde;o ter disponibilidade.    Verificou-se que 45% deles relataram contato com o agente sanit&aacute;rio do    local e 67% com a vizinhan&ccedil;a, ap&oacute;s identificar-se como adotante.    Cento e vinte e tr&ecirc;s adotantes (38%) identificaram problemas em seu quarteir&atilde;o,    sendo ent&atilde;o classificados como participantes efetivos (<a href="#tab2">Tabela    2</a>).</font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v11n4/4a03t2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na <a href="#tab3">tabela    3</a> verifica-se que a participa&ccedil;&atilde;o efetiva do adotante associou-se    significativamente com a forma de inscri&ccedil;&atilde;o, com maior chance    para os adotantes que se inscreveram nos centros de sa&uacute;de ou por interm&eacute;dio    do agente sanit&aacute;rio (OR:1,70; IC95%:1,02-2,84). A realiza&ccedil;&atilde;o    de curso de capacita&ccedil;&atilde;o no centro de sa&uacute;de tamb&eacute;m    se associou significativamente com maior participa&ccedil;&atilde;o no projeto    (OR:2,58; IC95%:1,51-4,41). Vari&aacute;veis relacionadas ao adotante, como    sua disponibilidade e a iniciativa de contato com o centro de sa&uacute;de,    com o agente sanit&aacute;rio e com a vizinhan&ccedil;a tamb&eacute;m se associaram    significativamente com a participa&ccedil;&atilde;o efetiva. Como problemas    importantes no quarteir&atilde;o (<a href="#tab4">Tabela 4</a>), os adotantes    identificaram alguns espec&iacute;ficos relativos a focos do vetor, como elimina&ccedil;&atilde;o    de criadouros e caixas d'&aacute;gua sem tampa, al&eacute;m de outros mais gerais    relacionados ao lixo, como limpeza de lotes vagos e de via p&uacute;blica. Os    problemas identificados pelos adotantes foram considerados solucionados em sua    maioria.</font></p>     <p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v11n4/4a03t3.gif"></p>     <p><a name="tab4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v11n4/4a03t4.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A maior parte dos    adotantes considerou o projeto como bom (53%), ou &oacute;timo (41%). Apesar    de favor&aacute;veis, 43% (n=140) dos entrevistados explicitaram cr&iacute;ticas    ao seu funcionamento. A participa&ccedil;&atilde;o e conscientiza&ccedil;&atilde;o    da popula&ccedil;&atilde;o, a resist&ecirc;ncia dos vizinhos e a falta de atua&ccedil;&atilde;o    da m&iacute;dia na divulga&ccedil;&atilde;o da proposta foram pontos cr&iacute;ticos    apontados por 14%, 11% e 8%, respectivamente, dos entrevistados. A atua&ccedil;&atilde;o    deficiente dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de foi tamb&eacute;m ressaltada,    sendo atribu&iacute;da a alguns fatores: demora no contato entre o centro de    sa&uacute;de e o adotante para o treinamento e para a resolu&ccedil;&atilde;o    dos problemas levantados; n&uacute;mero insuficiente de visitas do agente sanit&aacute;rio,    seu despreparo e n&atilde;o envolvimento na proposta; falta de gratifica&ccedil;&atilde;o    e de motiva&ccedil;&atilde;o do adotante; defini&ccedil;&atilde;o pouco precisa    do papel do participante; inscri&ccedil;&atilde;o sem a aquiesc&ecirc;ncia do    interessado; campanhas educativas e materiais informativos ineficazes; e n&atilde;o    tratamento diferenciado para favelas. Alguns ado-tantes salientaram a boa recep&ccedil;&atilde;o    dos vizinhos e a import&acirc;ncia do trabalho conjunto entre os servi&ccedil;os    de sa&uacute;de e a popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>Discuss&atilde;o    </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Brasil, a circula&ccedil;&atilde;o    de mais de um sorotipo do v&iacute;rus e a ocorr&ecirc;ncia crescente de epidemias    peri&oacute;dicas e casos graves de dengue tornam crucial o envolvimento da    popula&ccedil;&atilde;o nos programas de controle da doen&ccedil;a, que s&atilde;o    baseados no combate ao vetor, de h&aacute;bitos sabidamente domiciliares e peridomiciliares.<sup>6,13</sup>    A maioria das campanhas de incentivo &agrave; participa&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria    privilegia a divulga&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es sobre a doen&ccedil;a,    em lugar de criar mecanismos institucionais que garantam a participa&ccedil;&atilde;o    efetiva e cont&iacute;nua da popula&ccedil;&atilde;o. O &quot;Adote seu quarteir&atilde;o&quot;,    da Secretaria Municipal de Sa&uacute;de de Belo Horizonte, avan&ccedil;ou um    pouco mais ao promover, com a participa&ccedil;&atilde;o de volunt&aacute;rios,    uma &quot;mobiliza&ccedil;&atilde;o social inteligente&quot; para o combate    ao vetor e outros problemas de sa&uacute;de e ambientais.<sup>14 </sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Planejado como    estudo transversal, este trabalho n&atilde;o avaliou a continuidade do &quot;Adote    seu quarteir&atilde;o&quot; em Belo Horizonte, ap&oacute;s a n&atilde;o eclos&atilde;o    da esperada epidemia em 1999. Entretanto, como proposta de avalia&ccedil;&atilde;o    pontual, desenvolvida a partir de solicita&ccedil;&atilde;o de uma inst&acirc;ncia    p&uacute;blica diretamente envolvida no processo de defini&ccedil;&atilde;o    das a&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de municipais, com necessidade de respostas    r&aacute;pidas para perguntas colocadas conjunturalmente, este estudo teve o    m&eacute;rito de divulgar seus resultados de forma oportuna - cerca de dois    meses ap&oacute;s a solicita&ccedil;&atilde;o da pesquisa. Isso, entretanto,    implicou algumas limita&ccedil;&otilde;es metodol&oacute;gicas. Uma refere-se    a poss&iacute;vel vi&eacute;s de sele&ccedil;&atilde;o ao entrevistar somente    adotantes com telefone (cerca de 31% dos sorteados n&atilde;o possu&iacute;am    telefone e foram substitu&iacute;dos).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O &ecirc;xito relativo    do projeto &eacute; indicado pelo fato de que cerca de 40% dos participantes    identificaram pelo menos um problema no seu quarteir&atilde;o, ou seja, envolveram-se    efetivamente com a proposta. A participa&ccedil;&atilde;o mais ativa associou-se    com vari&aacute;veis relacionadas &agrave; implanta&ccedil;&atilde;o do projeto,    como a realiza&ccedil;&atilde;o de curso de capacita&ccedil;&atilde;o pelo adotante    e o fato de sua inscri&ccedil;&atilde;o ter sido feita no centro de sa&uacute;de    ou com o agente sanit&aacute;rio da &aacute;rea. Os participantes efetivos relataram    proporcionalmente maior contato com o centro de sa&uacute;de, com o agente sanit&aacute;rio    e com a vizinhan&ccedil;a - o que era esperado. Tanto essas vari&aacute;veis    quanto a identifica&ccedil;&atilde;o de algum problema pelo adotante est&atilde;o    associadas, indicando maior interesse e participa&ccedil;&atilde;o do adotante.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; importante    lembrar, no entanto, que este estudo foi realizado no in&iacute;cio de implanta&ccedil;&atilde;o    do &quot;Adote seu quarteir&atilde;o&quot;, quando a dengue tinha grande import&acirc;ncia    para os servi&ccedil;os de sa&uacute;de e para a popula&ccedil;&atilde;o, devido    &agrave; ocorr&ecirc;ncia de epidemia pelo DEN-1 no primeiro semestre de 1998.    Em setembro do mesmo ano, com o aumento de casos pelo DEN-2, esperava-se epidemia    mais grave que a anterior. Dessa forma, o projeto surgiu em um contexto de grande    mobiliza&ccedil;&atilde;o social, inserido em proposta </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">ampla    de controle da doen&ccedil;a pelos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, que inclu&iacute;a    utiliza&ccedil;&atilde;o maci&ccedil;a dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o,    amplia&ccedil;&atilde;o das visitas dos agentes sanit&aacute;rios para todos    os im&oacute;veis do munic&iacute;pio para tratamento de focos de vetores e    trabalho educativo com a popula&ccedil;&atilde;o, realiza&ccedil;&atilde;o de    mutir&otilde;es de limpeza, al&eacute;m de medidas coercitivas, como a divulga&ccedil;&atilde;o    na imprensa de uma &quot;lista suja&quot; das institui&ccedil;&otilde;es ou    dos im&oacute;veis com alto &iacute;ndice de infesta&ccedil;&atilde;o larv&aacute;ria.<sup>15</sup>    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar de o projeto    ter sido planejado para ter abrang&ecirc;ncia em todo o munic&iacute;pio, verificou-se    menor propor&ccedil;&atilde;o de adotantes em alguns distritos sanit&aacute;rios,    indicando menor engajamento na proposta. Chama a aten&ccedil;&atilde;o o fato    de o participante efetivo ter relatado maior contato com a vizinhan&ccedil;a    do que com o agente sanit&aacute;rio, indicando pouco entrosamento com os profissionais    do servi&ccedil;o de controle de zoonoses. O rod&iacute;zio dos agentes nas    &aacute;reas foi provavelmente um fator importante para o menor v&iacute;nculo    com os moradores. Em estudo qualitativo realizado em um bairro perif&eacute;rico    de Catanduva, S&atilde;o Paulo, uma das sugest&otilde;es apresentadas pelas    mulheres entrevistadas foi a &quot;(...) necessidade de o agente conhecer melhor    a comunidade em que atua (...)&quot;, dificultada pelo rod&iacute;zio dos agentes.<sup>16</sup>    Esses profissionais, respons&aacute;veis por visitas peri&oacute;dicas &agrave;s    moradias para o levantamento de &iacute;ndice e o tratamento de focos, muitas    vezes n&atilde;o est&atilde;o devidamente capacitados para o trabalho educacional    com a popula&ccedil;&atilde;o.<sup>17</sup> Eles representam, entretanto, a face vis&iacute;vel    das pr&aacute;ticas preventivas oficiais e podem ter um papel fundamental para    a maior intera&ccedil;&atilde;o entre a popula&ccedil;&atilde;o e os servi&ccedil;os    de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Essas considera&ccedil;&otilde;es,    como quaisquer outras avalia&ccedil;&otilde;es de participa&ccedil;&atilde;o    popular em programas de controle de doen&ccedil;as, devem ser vistas com reserva,    pela complexidade do seu objeto de estudo, em que o pr&oacute;prio termo &quot;participa&ccedil;&atilde;o    popular&quot; pode conter diversas concep&ccedil;&otilde;es e diferentes perspectivas.    Para os servi&ccedil;os de sa&uacute;de, o mutir&atilde;o representa uma das    propostas mais freq&uuml;entes de participa&ccedil;&atilde;o enquanto que, para    a popula&ccedil;&atilde;o, a participa&ccedil;&atilde;o popular efetiva implicaria    conseguir os investimentos governamentais necess&aacute;rios para a provis&atilde;o    dos servi&ccedil;os b&aacute;sicos. A inoper&acirc;ncia das institui&ccedil;&otilde;es    e a falta de investimento na infra-estrutura de consumo coletivo, como sistemas    adequados de abastecimento de &aacute;gua e de coleta de lixo, adquirem maior    visibilidade nos momentos epid&ecirc;micos.<sup>18,19</sup> Ficam, entretanto, encobertas    pelo enfoque individualizado da doen&ccedil;a, em um processo de &quot;culpabiliza&ccedil;&atilde;o    da v&iacute;tima&quot;, ou seja, coloca-se sobre a pessoa a responsabilidade    da doen&ccedil;a, &quot;por n&atilde;o ter seguido corretamente os conselhos    de preven&ccedil;&atilde;o e combate ao mosquito&quot;.<sup>18</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sabe-se que um    dos maiores problemas para o controle da dengue &eacute; que a luta contra o    vetor deve ser cont&iacute;nua e n&atilde;o restrita &agrave;s epidemias.<sup>4,13</sup>    Experi&ecirc;ncias em outros pa&iacute;ses t&ecirc;m demonstrado que a atua&ccedil;&atilde;o    do governo e a participa&ccedil;&atilde;o da comunidade podem assegurar o &ecirc;xito    no combate &agrave;s epidemias.<sup>20,21</sup> Entretanto, quando os casos da doen&ccedil;a    diminuem, arrefecem os esfor&ccedil;os e o problema dengue &eacute; substitu&iacute;do    na agenda oficial por outros problemas de sa&uacute;de considerados mais urgentes.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Isso ocorreu, por    exemplo, ap&oacute;s a epidemia de 1986 do Rio de Janeiro quando, com a diminui&ccedil;&atilde;o    da transmiss&atilde;o e sua limita&ccedil;&atilde;o &agrave;s &aacute;reas perif&eacute;ricas,    deixou de interessar &agrave; imprensa e seu controle de ser priorit&aacute;rio,    tornando prop&iacute;cias as condi&ccedil;&otilde;es para o estabelecimento    do processo end&ecirc;mico-epid&ecirc;mico.<sup>22</sup> &Eacute; reconhecida a dificuldade    de manter a popula&ccedil;&atilde;o constantemente mobilizada, &agrave;s vezes    por perceber-se a doen&ccedil;a como inevit&aacute;vel e destitu&iacute;da de    gravidade, mas, principalmente, quando a interven&ccedil;&atilde;o se baseia    unicamente na divulga&ccedil;&atilde;o de conhecimentos, ficando exclu&iacute;da    a interlocu&ccedil;&atilde;o entre usu&aacute;rio e servi&ccedil;o.<sup>7,16,23</sup> A    rela&ccedil;&atilde;o autorit&aacute;ria assumida pelos servi&ccedil;os desconsidera    o saber popular,<sup>18</sup> e estes s&atilde;o vistos pela popula&ccedil;&atilde;o como    omissos em rela&ccedil;&atilde;o ao espa&ccedil;o p&uacute;blico, como lotes    vazios, por exemplo, e por isso desacreditados.<sup>16</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A incid&ecirc;ncia    da dengue, no entanto, geralmente &eacute; subestimada, principalmente nos per&iacute;odos    inter-epid&ecirc;micos, quando permanece a circula&ccedil;&atilde;o dos v&iacute;rus    da doen&ccedil;a. Conseq&uuml;entemente, muitas vezes a detec&ccedil;&atilde;o    da transmiss&atilde;o epid&ecirc;mica &eacute; tardia.<sup>24</sup> Al&eacute;m disso,    mesmo quando a doen&ccedil;a est&aacute; sob controle em um munic&iacute;pio,    epidemias freq&uuml;entes em outros locais dificultam a manuten&ccedil;&atilde;o    de n&iacute;veis reduzidos de transmiss&atilde;o. Dessa forma, a dengue deve    ser abordada como um importante e cotidiano problema de sa&uacute;de p&uacute;blica,    em que a participa&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o &eacute; fundamental    para seu controle.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Embora v&aacute;rios    trabalhos apontem a falta de associa&ccedil;&atilde;o entre conhecimentos e    pr&aacute;ticas de controle da dengue,<sup>6,25</sup> alguns programas de interven&ccedil;&atilde;o    comunit&aacute;ria t&ecirc;m relatado mudan&ccedil;a de atitudes da popula&ccedil;&atilde;o,    com diminui&ccedil;&atilde;o dos criadouros do vetor.<sup>26</sup> No projeto de Belo Horizonte,    os adotantes identificaram problemas no seu quarteir&atilde;o relacionados ao    controle do vetor e outras quest&otilde;es ambientais e tiveram uma a&ccedil;&atilde;o    direcionada para sua solu&ccedil;&atilde;o, com resposta satisfat&oacute;ria    dos servi&ccedil;os p&uacute;blicos envolvidos. Restou medir o impacto em rela&ccedil;&atilde;o    ao cuidado com criadouros potenciais nas resid&ecirc;ncias ou em suas media&ccedil;&otilde;es,    de import&acirc;ncia vital para o controle da dengue. Apesar disso, pode-se    concluir que o &quot;Adote seu quarteir&atilde;o&quot; teve m&eacute;ritos indiscut&iacute;veis,    ao propor um trabalho de mobiliza&ccedil;&atilde;o social para a participa&ccedil;&atilde;o    efetiva da popula&ccedil;&atilde;o no enfrentamento de um problema de sa&uacute;de    priorit&aacute;rio.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Agradecimentos    </b> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Agrave; Ludmila    Lana Silva, da Coordena&ccedil;&atilde;o do SOS-Sa&uacute;de da Secretaria Municipal    de Sa&uacute;de de Belo Horizonte e aos alunos bolsistas Marcelo Lu&iacute;s    Moreira Silva, Sayonara Rodrigues das Gra&ccedil;as e Vera L&uacute;cia Vieira    de Oliveira, pelo apoio e coleta de dados. Agradecimentos especiais a Mari&acirc;ngela    Carneiro, do Instituto de Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas, e a Daisy Maria    Xavier e Maria Suzana de Lemos Souza, da Faculdade de Medicina da Universidade    Federal de Minas Gerais, pelas sugest&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pesquisa financiada    pelo Centro de Extens&atilde;o da Universidade Federal de Minas Gerais (bolsistas)    e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico.    </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias    bibliogr&aacute;ficas </b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial da Sa&uacute;de. Dengue. Disease status. Burdens and Trends &#91;online&#93;    (s.d.) &#91;Capturado em 2002 Feb 15&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.who.int/ctd/dengue/burdens.htm">http://www.who.int/ctd/dengue/burdens.htm</a>    . </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Funda&ccedil;&atilde;o    Nacional de Sa&uacute;de. Guia de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica. 4&ordf;    ed. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 1998.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Nogueira RMR,    Miagostovich MP, Marize P, Filippis AMB, Pereira MAS, Schatzmayr HG. Dengue    v&iacute;rus 3 in Rio de Janeiro, Brazil. Mem&oacute;rias do Instituto Oswaldo    Cruz 2001;96(7): 925-926.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Jurberg C. Dengue    epidemic strikes Rio de Janeiro: as expected. Bulletin of the World Health Organization    2002;80(7):606-607.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Teixeira MG,    Barreto ML, Guerra Z. Epidemiologia e medidas de preven&ccedil;&atilde;o do    dengue. Informe Epidemiol&oacute;gico do SUS 1999;8(4):5-33.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Chiaravalloti    Neto F, Moraes MS, Fernandes MA. Avalia&ccedil;&atilde;o dos resultados de    atividades de incentivo &agrave; participa&ccedil;&atilde;o da comunidade no    controle da dengue em um bairro perif&eacute;rico do Munic&iacute;pio de S&atilde;o    Jos&eacute; do Rio Preto, S&atilde;o Paulo, e da rela&ccedil;&atilde;o entre    conhecimentos e pr&aacute;ticas desta popula&ccedil;&atilde;o. Cadernos de Sa&uacute;de    P&uacute;blica 1998;14(Supl.2):101-109.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Winch P, Lloyd    L, Godas MD, Kendall C. Beliefs about the prevention of dengue and other febrile    illnesses in M&eacute;rida, Mexico. Journal of Tropical Medicine and Hygiene    1991;94:377-387.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Fran&ccedil;a    E, Pastor V, Machado D, Ferreira AG, Savassi L, Aranha IA. Investiga&ccedil;&atilde;o    epidemiol&oacute;gica de dengue em favela de Belo Horizonte. In: Caderno de    Resumos do I Congresso Mineiro de Epidemiologia e Sa&uacute;de P&uacute;blica;    2000 Mai 24-27; Belo Horizonte, Brasil. Belo Horizonte: AMEP; 2000. p.14.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Siqueira M.    Dengue volta a atacar: confirmado primeiro caso de hemorr&aacute;gica ap&oacute;s    a grande epidemia. Estado de Minas 1998 Set 9;3:25.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Secretaria    Municipal de Sa&uacute;de de Belo Horizonte. Adote seu quarteir&atilde;o ou    beco. 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