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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Controle da filariose linfática no Brasil, 1951 - 2000]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In this review article the activities for filariasis control in Brazil are analyzed for the period 1951-2000, evaluating their performance in the context of filiariasis elimination as a public health problem. A historical research was carried out by assessing bibliographic sources, publications, reports, and other texts with the purpose of characterising specific campaigns and programs and evaluating their effectiveness in the control of this endemic disease. For about five decades, control activities were structured in a centralizing manner and were based mainly on the identification of infected individuals. Campaigns and programs proved to be unsuccessful due to several factors, such as:absence of a health policy; the structure of the assistence model; the execution of activities at various levels of the public health structure; besides the predominant type of intervention exclusively biological and verticalized with no participation of the community, among others. A new proposal arose in 1996 with the National Plan for Bancroftian Filariasis Elimination, still in implementation. The plan introduces innovations since it bases the activities on an articulation between the spheres of the government, in accordance with the principles of the National Health System (SUS). Its management has been delegated to the state health departments and the implementation, to the municipal health bureaus. Monitoring this plan will provide information that will contribute to further strengthen the campaigns and programs directed to the control of filariasis in Brazil.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Wuchereria bancrofti]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><a name="topo"></a><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGO    DE REVIS&Atilde;O</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Controle da filariose    linf&aacute;tica no Brasil, 1951 - 2000</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Control of lymphatic    filariasis in Brazil, 1951 - 2000</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Zulma Medeiros<sup>I</sup>;    Jos&eacute; Alexandre Menezes<sup>II</sup>; Eduarda Pessoa Cesse<sup>III</sup>; F&aacute;bio Lessa<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Centro de Pesquisas    Aggeu Magalh&atilde;es-Fiocruz/ICB/UPE    <br>   <sup>II</sup>Centro de Pesquisas Aggeu Magalh&atilde;es-Fiocruz    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>III</sup>Secretaria Estadual de Sa&uacute;de-PE</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No artigo de revis&atilde;o,    s&atilde;o analisadas as a&ccedil;&otilde;es de controle da filariose no Brasil,    no per&iacute;odo de 1951 a 2000, avaliando o seu desempenho, na perspectiva    da elimina&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a filarial como um problema de Sa&uacute;de    P&uacute;blica. Para tal, foi realizada pesquisa hist&oacute;rica a fontes bibliogr&aacute;ficas,    publica&ccedil;&otilde;es, relat&oacute;rios e outros textos referentes &agrave;s    caracter&iacute;sticas e &agrave; efetividade de campanhas e programas espec&iacute;ficos    no controle dessa endemia. Durante cerca de cinco d&eacute;cadas, as a&ccedil;&otilde;es    foram estruturadas numa l&oacute;gica centralizadora, cujas atividades se baseavam    na identifica&ccedil;&atilde;o dos indiv&iacute;duos infectados. Os determinantes    que levaram aos insucessos das campanhas e programas foram decorrentes de diversos    elementos, entre eles a falta de uma pol&iacute;tica de sa&uacute;de; da estrutura    do modelo de assist&ecirc;ncia; da execu&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es    nos diversos n&iacute;veis da rede; al&eacute;m de defender um tipo de interven&ccedil;&atilde;o    com car&aacute;ter exclusivamente biol&oacute;gico e verticalizado, e da aus&ecirc;ncia    da participa&ccedil;&atilde;o da comunidade, entre outros. Nova proposta surgiu    em 1996 com o Plano Nacional de Elimina&ccedil;&atilde;o da Filariose Linf&aacute;tica,    ainda em fase de execu&ccedil;&atilde;o. O plano mostra-se inovador, uma vez    que suas a&ccedil;&otilde;es s&atilde;o baseadas numa articula&ccedil;&atilde;o    entre as esferas de governo e em obedi&ecirc;ncia ao princ&iacute;pio do Sistema    &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS), sendo sua coordena&ccedil;&atilde;o delegada    &agrave;s Secretarias de Estado de Sa&uacute;de e a execu&ccedil;&atilde;o &agrave;s    Secretarias Municipais de Sa&uacute;de. A partir dessa proposta, o estudo das    campanhas e programas especiais utilizados nas a&ccedil;&otilde;es de controle    da filariose no Brasil, poder&aacute;, ao longo dos anos, fornecer subs&iacute;dios    &agrave; melhor adequa&ccedil;&atilde;o do atual plano no pa&iacute;s.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b>    Wuchereria bancrofti; controle de endemias; filariose linf&aacute;tica.</font></p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">In this review    article the activities for filariasis control in Brazil are analyzed for the    period 1951-2000, evaluating their performance in the context of filiariasis    elimination as a public health problem. A historical research was carried out    by assessing bibliographic sources, publications, reports, and other texts with    the purpose of characterising specific campaigns and programs and evaluating    their effectiveness in the control of this endemic disease. For about five decades,    control activities were structured in a centralizing manner and were based mainly    on the identification of infected individuals. Campaigns and programs proved    to be unsuccessful due to several factors, such as:absence of a health policy;    the structure of the assistence model; the execution of activities at various    levels of the public health structure; besides the predominant type of intervention    exclusively biological and verticalized with no participation of the community,    among others. A new proposal arose in 1996 with the National Plan for Bancroftian    Filariasis Elimination, still in implementation. The plan introduces innovations    since it bases the activities on an articulation between the spheres of the    government, in accordance with the principles of the National Health System    (SUS). Its management has been delegated to the state health departments and    the implementation, to the municipal health bureaus. Monitoring this plan will    provide information that will contribute to further strengthen the campaigns    and programs directed to the control of filariasis in Brazil.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Key words:</b> Wuchereria    bancrofti; endemic disease control; lymphatic filariasis.</font></p> <hr size="1">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Brasil, estima-se    que 49 mil pessoas estejam infectadas pela <i>Wuchereria bancrofti</i> e que tr&ecirc;s    milh&otilde;es de indiv&iacute;duos residam em &aacute;reas consideradas de    risco.<sup>1</sup> Entre os indiv&iacute;duos infectados, cerca de 15% tendem a evoluir    at&eacute; as manifesta&ccedil;&otilde;es cr&ocirc;nicas.<sup>2</sup> A filariose linf&aacute;tica    &eacute; uma endemia de transmiss&atilde;o vetorial inserida em algumas &aacute;reas    urbanas brasileiras, representando importante problema sanit&aacute;rio. Sua    import&acirc;ncia &eacute; justificada tanto pelo n&uacute;mero de casos como    pela morbidade associada ao dano linf&aacute;tico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As a&ccedil;&otilde;es    governamentais visando ao seu controle come&ccedil;aram em 1951, sendo as campanhas    o modelo de assist&ecirc;ncia utilizado inicialmente, seguido dos programas    especiais.<sup>3</sup> Um primeiro estudo, realizado na d&eacute;cada de 50, constatou    sua transmiss&atilde;o em 11 localidades do pa&iacute;s.<sup>4</sup> Na d&eacute;cada de    80, os dados oficiais do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de mostraram uma redu&ccedil;&atilde;o    no n&uacute;mero de &aacute;reas com transmiss&atilde;o ativa de filariose ao    longo dos anos. Em 1985, ap&oacute;s as campanhas e durante os programas especiais,    a endemia foi considerada restrita a apenas duas &aacute;reas tidas como foco    ativo: Recife-Pernambuco e Bel&eacute;m-Par&aacute;.<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Como, durante    sua execu&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o houve planejamento nem avalia&ccedil;&atilde;o,    os per&iacute;odos das campanhas, 1951-1970, e dos programas, 1971-2000, necessitam    ser melhor analisados. Um fato decorrente dessas falhas e, tamb&eacute;m, dos    crit&eacute;rios de avalia&ccedil;&atilde;o adotados no Brasil foi, por exemplo,    a classifica&ccedil;&atilde;o da cidade de Macei&oacute; (Alagoas) como foco    extinto. Entretanto, a partir da identifica&ccedil;&atilde;o de casos aut&oacute;ctones    da infec&ccedil;&atilde;o, em 1991, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de reavaliou    essa posi&ccedil;&atilde;o, considerando aquela cidade como &aacute;rea end&ecirc;mica.<sup>6,7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Associado a esses    fatos no cen&aacute;rio nacional, temos a possibilidade de incluir a filariose    como uma das seis doen&ccedil;as infecciosas consideradas erradic&aacute;veis    ou potencialmente erradic&aacute;veis, segundo proposta da Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial da Sa&uacute;de (OMS).<sup>8-10</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A partir dessa    proposta, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de e o Conselho Nacional de Sa&uacute;de    (CNS) homologaram a Resolu&ccedil;&atilde;o CNS n<sup><u>o</u></sup> 190/96, implementando o Plano    Nacional de Elimina&ccedil;&atilde;o da Filariose Linf&aacute;tica.<sup>11</sup> Assim,    o estudo das campanhas e programas especiais utilizados nas a&ccedil;&otilde;es    de controle da filariose no Brasil poder&aacute; fornecer subs&iacute;dios &agrave;    melhor adequa&ccedil;&atilde;o do plano de sua elimina&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Este artigo de    revis&atilde;o procura analisar as a&ccedil;&otilde;es de controle da filariose    no Brasil, entre 1951 e 2000, avaliando seu desempenho, na perspectiva da elimina&ccedil;&atilde;o    da doen&ccedil;a como problema de Sa&uacute;de P&uacute;blica.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Campanhas de controle    no per&iacute;odo de 1951 a 1970</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O enfrentamento    da filariose como doen&ccedil;a, no Brasil, ocorre desde 1910,<sup>12</sup> mas seu controle    s&oacute; foi iniciado nos anos 50.<sup>13</sup> A campanha nacional pelo seu combate iniciou-se    em 1951 e, com 19 anos de atua&ccedil;&atilde;o, teve suas a&ccedil;&otilde;es    divididas em dois momentos. O primeiro foi coordenado pelo Servi&ccedil;o Nacional    de Mal&aacute;ria, de 1951 a 1955, e o segundo ocorreu de 1956 a 1970, sob a    coordena&ccedil;&atilde;o do Departamento Nacional de Endemias Rurais.<sup>13</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O primeiro momento,    de 1951 a 1955, contou com atividades pertinentes ao aspecto humano e entomol&oacute;gico    da endemia. Os inqu&eacute;ritos hemosc&oacute;picos foram realizados por meio    da busca ativa, com cobertura populacional censit&aacute;ria em 24 localidades    brasileiras. Os indiv&iacute;duos microfilar&ecirc;micos foram tratados com    a dietilcarbamazina na posologia de 6 mg/kg/dia durante sete dias, segundo recomenda&ccedil;&atilde;o    da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de. Em rela&ccedil;&atilde;o    ao combate dos mosquitos, utilizou-se inseticida de a&ccedil;&atilde;o residual,    do tipo hexaclorobenzeno (BHC) e dieldrin.<sup>13</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A popula&ccedil;&atilde;o    analisada, nessa primeira fase, compreendeu 295.254 pessoas. Esses inqu&eacute;ritos    foram realizados sem defini&ccedil;&atilde;o de crit&eacute;rios amostrais,    sendo consideradas, com casos aut&oacute;ctones de microfilaremia as cidades    de Manaus-AM, Florian&oacute;polis-SC, Porto Alegre-RS, Salvador-BA, Bel&eacute;m-PA,    Macei&oacute;-AL e Recife-PE.<sup>13,14</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A segunda fase    da campanha foi iniciada em 1956, ap&oacute;s a cria&ccedil;&atilde;o do Departamento    Nacional de Endemias Rurais. Nessa fase, as a&ccedil;&otilde;es foram expandidas    para outras localidades (<a href="#tab1">Tabela 1</a>), mas, s&oacute; a partir    da d&eacute;cada de 60, o Departamento Nacional de Endemias Rurais come&ccedil;ou    a executar as primeiras a&ccedil;&otilde;es para o controle da endemia noutras    &aacute;reas, al&eacute;m da cidade de Bel&eacute;m.<sup>15</sup></font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v12n2/2a03t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As a&ccedil;&otilde;es    realizadas pelo Departamento Nacional de Endemias Rurais foram fundamentadas    em tr&ecirc;s aspectos,<sup>13</sup> o primeiro baseado no levantamento da distribui&ccedil;&atilde;o    geogr&aacute;fica da filariose, por meio de inqu&eacute;ritos com busca ativa    e com cobertura censit&aacute;ria, visando &agrave; descoberta, comprova&ccedil;&atilde;o    e delimita&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas com filariose. Os inqu&eacute;ritos    entomol&oacute;gicos foram realizados com capturas de mosquitos para o c&aacute;lculo    do &iacute;ndice de infec&ccedil;&atilde;o e infectividade vetorial, assim como    para a identifica&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie do mosquito envolvida na    transmiss&atilde;o local.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O segundo aspecto    diz respeito ao fato de que, nas &aacute;reas com presen&ccedil;a de transmiss&atilde;o    ativa, o combate &agrave; filariose linf&aacute;tica ocorreria por m&eacute;todos    que visassem agir sobre o agente etiol&oacute;gico ou vetor, conforme indica&ccedil;&otilde;es    t&eacute;cnicas, sociais e econ&ocirc;micas, com a finalidade de reduzir a transmiss&atilde;o    e, se poss&iacute;vel, erradicar a parasitose.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Como &uacute;ltimo    aspecto, estariam as pesquisas e as investiga&ccedil;&otilde;es, principalmente    epidemiol&oacute;gicas e profil&aacute;ticas, que tinham o objetivo de melhorar    o conhecimento epidemiol&oacute;gico da endemia, aperfei&ccedil;oar os m&eacute;todos    de diagn&oacute;stico e desenvolver outros m&eacute;todos que permitissem uma    profilaxia de massa mais eficiente, econ&ocirc;mica e simples.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A popula&ccedil;&atilde;o    total analisada durante essa segunda fase da campanha foi de 811.361 pessoas,    distribu&iacute;das em 852 localidades, em 24 unidades da federa&ccedil;&atilde;o.    No entanto, apenas 11 dessas localidades foram classificadas end&ecirc;micas,    pela presen&ccedil;a de indiv&iacute;duos microfilar&ecirc;micos e de mosquitos    vetores com larvas infectantes de <i>Wuchereria bancrofti</i>. A seguir, as    localidades listadas em ordem decrescente conforme os &iacute;ndices de microfilaremia:    a) Ponta Grossa-SC (14,5%); b) Bel&eacute;m-PA (9,8%); c) Barra de Laguna-SC    (9,4%); d) Recife-PE (6,9%); e) Castro Alves-BA (5,9%); f) Florian&oacute;polis-SC    (1,4%); g) S&atilde;o Lu&iacute;s-MA(0,6%); h) Salvador-BA (0,4%); i) Macei&oacute;-AL    (0,3%); j) Manaus-AM (0,2%) e l) Porto Alegre-RS (0,1%).<sup>13</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nessa segunda    fase da campanha, tamb&eacute;m foram dissecados 120.339 insetos f&ecirc;meas,    de diferentes esp&eacute;cies, em 12 dos 24 Estados estudados. A esp&eacute;cie    identificada como vetor mais importante foi <i>Culex pipiens fatigans</i>, atualmente    denominada <i>Culex quinquefasciatus</i>, e os maiores &iacute;ndices de infectividade    vetorial foram encontrados nos Estados do Par&aacute;, Pernambuco e Santa Catarina.<sup>13</sup>    Al&eacute;m da esp&eacute;cie <i>Culex pipiens fatigans</i>, foram evidenciadas mais    quatro esp&eacute;cies de mosquitos como vetores secund&aacute;rios, pois estavam    infectados com a <i>Wuchereria bancrofti: Aedes scapularis, Anopheles darlingi,    Anopheles tarsinaculatis</i> e <i>Anopheles bellator</i>.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">S&oacute; a partir    dos anos 60, o Departamento Nacional de Endemias Rurais considerou que, entre    as &aacute;reas trabalhadas, as &uacute;nicas que ainda representavam problema    de Sa&uacute;de P&uacute;blica eram Recife, Bel&eacute;m, Salvador e Florian&oacute;polis.    Ainda segundo esse relat&oacute;rio, as cidades de Barra de Laguna e Ponta Grossa    foram consideradas apenas pequenos focos e, em Macei&oacute;, a endemia estava    sob controle.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Assim, ao final    da d&eacute;cada de 60, as campanhas determinaram que os principais focos da    endemia no Brasil estavam restritos &agrave;s cidades de Recife, Bel&eacute;m    e Salvador. Portanto, as interven&ccedil;&otilde;es realizadas da&iacute; para    frente deveriam priorizar essas &aacute;reas.<sup>5,16</sup> Durante a &eacute;poca das    campanhas, foi constru&iacute;do um aparato log&iacute;stico dito capaz de deter    focos epid&ecirc;micos. A situa&ccedil;&atilde;o sanit&aacute;ria encontrava-se    aparentemente sob controle, isto &eacute;, o modo de a&ccedil;&atilde;o das    pol&iacute;ticas campanhistas era suficiente para garantir a redu&ccedil;&atilde;o    do n&uacute;mero de pessoas microfilar&ecirc;micas.<sup>17</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O &ecirc;xito    aparente que as campanhas sanit&aacute;rias mostraram no controle da filariose,    pelo fato de ser este um problema focal, n&atilde;o teve durabilidade e n&atilde;o    se repetiu em rela&ccedil;&atilde;o a outras endemias. Sendo esta uma endemia    de &aacute;rea urbana, os programas verticais foram organizados para atend&ecirc;-la    num per&iacute;odo determinado, com o objetivo de causar, em pouco tempo, uma    redu&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de pessoas infectadas. Na verdade, houve    pouco impacto sobre a interrup&ccedil;&atilde;o do processo de transmiss&atilde;o    e, portanto, sobre o aparecimento de novos casos.<sup>18</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As campanhas realizadas    de 1951 a 1969 tiveram importante papel no mapeamento dos focos end&ecirc;micos    de filariose no Brasil. Entretanto, apesar de ter ocorrido alguma redu&ccedil;&atilde;o    do percentual de casos positivos, os resultados obtidos no tocante ao seu controle    n&atilde;o foram significativos, pois foram baseados, prioritariamente, no tratamento    dos indiv&iacute;duos microfilar&ecirc;micos diagnosticados nos inqu&eacute;ritos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Programas de controle    no per&iacute;odo de 1970 a 2000</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A partir de 1970,    as a&ccedil;&otilde;es de controle da filariose no Brasil passaram a ser realizadas    pela Superintend&ecirc;ncia de Campanhas em Sa&uacute;de P&uacute;blica, sendo    denominadas de programas. As estrat&eacute;gias executadas apresentavam poucas    diferen&ccedil;as em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;quelas adotadas anteriormente,    com exce&ccedil;&atilde;o da cria&ccedil;&atilde;o dos postos fixos de coleta,    do tipo busca passiva, para atendimento da demanda espont&acirc;nea.<sup>19</sup> Durante    quase toda a d&eacute;cada de 70, essas a&ccedil;&otilde;es ficaram restritas    ao controle qu&iacute;mico do vetor e ao tratamento dos indiv&iacute;duos infectados    nas cidades de Recife, Bel&eacute;m e Salvador, consideradas como os &uacute;nicos    focos de filariose.<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de, em 1977, considerou como &aacute;reas end&ecirc;micas as cidades    de Bel&eacute;m, Vigia, Soure e Camet&aacute;, no Par&aacute;; Salvador e Castro    Alves, na Bahia; e Recife, em Pernambuco.<sup>3</sup> Na Bahia, nenhum indiv&iacute;duo    microfilar&ecirc;mico foi identificado num inqu&eacute;rito realizado em 1981.<sup>20</sup>    Entretanto, em meados dos anos 60, foram encontrados dois focos em um bairro    de Salvador e outro em Castro Alves, com &iacute;ndices de 6,2% e 1,7%, respectivamente.<sup>21</sup>    Vale salientar que nenhum controle foi realizado nessas &aacute;reas, diferentemente    do que foi executado em Bel&eacute;m e Recife.20</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os trabalhos desenvolvidos    no per&iacute;odo de 1979 a 1983 revelaram que a filariose no Brasil n&atilde;o    mais apresentava a gravidade do passado. Essa endemia passou a ter uma import&acirc;ncia    m&eacute;dico-sanit&aacute;ria apenas nos focos residuais de Bel&eacute;m-PA    e Recife-PE, e seria poss&iacute;vel conseguir, num futuro pr&oacute;ximo, seu    total controle.<sup>19</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na d&eacute;cada    de 80, o programa de controle no Recife praticamente estagnou, em parte pela    aus&ecirc;ncia de uma pol&iacute;tica de sa&uacute;de para enfrentar o problema    da filariose na cidade e pela falta de medica&ccedil;&atilde;o para o tratamento    de pessoas infectadas. Al&eacute;m disso, a situa&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica    da endemia nessa cidade foi baseada apenas nos dados obtidos pela demanda passiva,    ou seja, pelos exames coletados nos postos fixos, e as coletas foram realizadas    em hor&aacute;rio inadequado.<sup>5</sup> O somat&oacute;rio desses fatores colaborou,    provavelmente, para uma subestimativa dos &iacute;ndices de positividade apresentados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ainda em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; filariose no Estado de Pernambuco, a endemia foi, durante d&eacute;cadas,    considerada restrita ao Recife. No entanto, havia relatos sobre a ocorr&ecirc;ncia    de manifesta&ccedil;&otilde;es agudas e cr&ocirc;nicas da doen&ccedil;a, assim    como descri&ccedil;&otilde;es de manifesta&ccedil;&otilde;es raras da filariose,    como, por exemplo, casos de eosinofilia pulmonar tropical nos munic&iacute;pios    circunvizinhos ao Recife.<sup>22</sup> Em Olinda, munic&iacute;pio limite ao Recife, realizou-se    um inqu&eacute;rito hemosc&oacute;pico, onde se examinaram 754 pessoas residentes    em tr&ecirc;s localidades, Tri&acirc;ngulo de Peixinhos, Bultrins e Ilha de    Santana, sendo encontrados 10,3%, 5,1% e 5,0%, respectivamente, de ocorr&ecirc;ncia    de microfilaremia.23</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 1989, o Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de considerou que o Recife ainda era o principal foco no pa&iacute;s,<sup>16</sup>    em decorr&ecirc;ncia do aumento de preval&ecirc;ncia, a partir de 1985, de 0,5%;<sup>5</sup>    e em 1990, de 3,7%.<sup>24</sup> Um estudo, identificando a proced&ecirc;ncia    de casos aut&oacute;ctones de infectados e o &iacute;ndice de infectividade    vetorial, mostrou que existia transmiss&atilde;o ativa nos tr&ecirc;s principais    munic&iacute;pios da regi&atilde;o metropolitana do Recife: Olinda, Recife e    Jaboat&atilde;o dos Guararapes.<sup>25</sup> Dessa maneira, verificava-se que    a transmiss&atilde;o permanecia ativa em v&aacute;rios bairros recifenses, assim    como em processo de expans&atilde;o na Regi&atilde;o Metropolitana do Recife.<sup>26</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A partir da constata&ccedil;&atilde;o    de que o enfrentamento das endemias no Brasil estava sendo ineficiente, tentou-se estruturar suas a&ccedil;&otilde;es, como primeiro passo na descentraliza&ccedil;&atilde;o    das a&ccedil;&otilde;es de controle, no final dos anos 80. O Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de, n&iacute;vel central articulado com as coordena&ccedil;&otilde;es    das unidades federativas, adotou estrat&eacute;gias baseadas na regionaliza&ccedil;&atilde;o    dos servi&ccedil;os e dos programas, na perspectiva de torn&aacute;-los mais    adequados para o controle das doen&ccedil;as end&ecirc;micas.<sup>26</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Nesse per&iacute;odo,    foi consolidado o Movimento Sanit&aacute;rio e, em 1990, foram elaboradas as    Leis n<sup><u>o</u></sup> 8.080/90 e 8.142/90, propondo e regulamentando o Sistema &Uacute;nico    de Sa&uacute;de (SUS), que tem como princ&iacute;pios a universalidade, o resgate    da autonomia municipal e a defini&ccedil;&atilde;o dos pap&eacute;is nos tr&ecirc;s    n&iacute;veis de governo.<sup>27</sup> Esse momento hist&oacute;rico tamb&eacute;m    foi marcado pela cria&ccedil;&atilde;o da Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de    Sa&uacute;de (Funasa), que concentrava, em um &uacute;nico &oacute;rg&atilde;o,    as compet&ecirc;ncias da Superintend&ecirc;ncia de Campanhas de Sa&uacute;de    P&uacute;blica, da Funda&ccedil;&atilde;o de Servi&ccedil;o Especial de Sa&uacute;de    P&uacute;blica e do Departamento de Inform&aacute;tica do Sistema &Uacute;nico    de Sa&uacute;de, ent&atilde;o extintas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Contudo, as a&ccedil;&otilde;es    realizadas pela Funasa n&atilde;o surtiram o efeito desejado no controle da    filariose nas &aacute;reas end&ecirc;micas, havendo ainda o desconhecimento    da endemia em outras &aacute;reas, pois n&atilde;o houve mudan&ccedil;as nas    estrat&eacute;gias adotadas at&eacute; 1996. At&eacute; meado da d&eacute;cada    de 90, alguns munic&iacute;pios j&aacute; tinham assumido a endemia, como, por    exemplo, Recife, Jaboat&atilde;o dos Guararapes e Olinda, mas o modelo adotado    era semelhante ao do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. A Funda&ccedil;&atilde;o    Nacional de Sa&uacute;de tentou readequar o controle das endemias numa l&oacute;gica    de a&ccedil;&otilde;es descentralizadas, de forma que o programa tivesse como    objetivo atingir o controle social, refor&ccedil;ando as atividades de mobiliza&ccedil;&atilde;o    comunit&aacute;ria e utilizando os componentes de Informa&ccedil;&atilde;o,    Educa&ccedil;&atilde;o e Comunica&ccedil;&atilde;o (IEC).<sup>11</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar dos avan&ccedil;os    alcan&ccedil;ados ap&oacute;s a implementa&ccedil;&atilde;o do Sistema &Uacute;nico    de Sa&uacute;de, as pol&iacute;ticas de sa&uacute;de brasileiras passaram, nesse    contexto, por per&iacute;odos de incertezas, devido &agrave;s v&aacute;rias    tentativas desmobilizadoras daqueles que n&atilde;o se favorecem de uma Sa&uacute;de    P&uacute;blica digna. Esse quadro foi observado com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s    a&ccedil;&otilde;es de controle das endemias, com &ecirc;nfase para a filariose,    n&atilde;o tendo sidos bem apreendidos os pap&eacute;is das tr&ecirc;s esferas    de governo, com atrasos das medidas que necessitavam ser implementadas e superposi&ccedil;&otilde;es    de fun&ccedil;&otilde;es, al&eacute;m de outros problemas com o planejamento    das a&ccedil;&otilde;es e as atividades log&iacute;sticas. No tocante &agrave;    munici-paliza&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es de endemia, esta ainda    n&atilde;o foi concretizada na extens&atilde;o necess&aacute;ria, nem tampouco    o controle popular por meio da sociedade civil organizada, e sua participa&ccedil;&atilde;o    na pol&iacute;tica dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em 1996, o Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de definiu novas diretrizes de a&ccedil;&atilde;o com o Plano de    Elimina&ccedil;&atilde;o Nacional da Filariose Linf&aacute;tica. Esse plano    teve como par&acirc;metro a descentraliza&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es    de controle, com base na proposta da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de,    que incluiu a filariose linf&aacute;tica como uma das seis doen&ccedil;as infecciosas    consideradas erradic&aacute;veis ou potencialmente erradic&aacute;veis.<sup>8,9</sup> Para    tal, o Minist&eacute;rio do Planejamento e Or&ccedil;amento, de ent&atilde;o,    teria que assegurar os recursos or&ccedil;ament&aacute;rios e financeiros necess&aacute;rios    &agrave; execu&ccedil;&atilde;o do plano.<sup>11</sup> Ademais, ele deveria ser implementado    de forma imediata e articulada com as demais esferas de governo, em obedi&ecirc;ncia    aos princ&iacute;pios do SUS.<sup>11</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O plano tinha    como objetivos estrat&eacute;gicos: a) interromper a transmiss&atilde;o da filariose    nos focos end&ecirc;micos espec&iacute;ficos, usando a quimioterapia e o controle    do vetor; b) esgotar as fontes de infec&ccedil;&atilde;o, c) prover assist&ecirc;ncia    integral aos portadores de morbidade filarial; e, finalmente, d) eliminar essa    endemia no territ&oacute;rio brasileiro.<sup>11</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para tal, haveria    necessidade de uma reavalia&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica dos focos    ativos, utilizando-se a estratifica&ccedil;&atilde;o dos espa&ccedil;os urbanos    a partir de indicadores sint&eacute;ticos de risco ambiental, com a realiza&ccedil;&atilde;o    de inqu&eacute;rito hemosc&oacute;pico e pesquisas entomol&oacute;gicas. J&aacute;    nas &aacute;reas consideradas livres de filariose, poderia ser usada a identifica&ccedil;&atilde;o    de eventos sentinelas, seria criado um sistema de informa&ccedil;&atilde;o utilizando-se    todas as fases do plano, e a mobiliza&ccedil;&atilde;o da comunidade seria uma    a&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica para todas as etapas de interven&ccedil;&atilde;o.    Em rela&ccedil;&atilde;o ao tratamento humano, deveria ser usado o dietilcarbamazina    com esquema de tratamento em massa nas &aacute;reas com alta endemicidade, associada    tamb&eacute;m ao controle integrado do vetor.<sup>28</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Assim, os recursos    para os munic&iacute;pios foram liberados por meio de conv&ecirc;nios celebrados    entre eles e a Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de. Foram alocadas    verbas para os seguintes dez munic&iacute;pios: Bel&eacute;m do Par&aacute;;    Macei&oacute;, Alagoas; Camaragibe, Cabo de Santo Agostinho, Jaboat&atilde;o    dos Guararapes, Itamarac&aacute;, Moreno, Olinda, Paulista e Recife, em Pernambuco.    Cada um desses munic&iacute;pios teve autonomia em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s    estrat&eacute;gias usadas no inqu&eacute;rito.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na cidade de Bel&eacute;m,    foi realizado o inqu&eacute;rito utilizando-se o diagn&oacute;stico pelo ant&iacute;geno    &#8211; ICT <i>card-test</i> (teste em cart&atilde;o, com imunocromatografia r&aacute;pida),    sendo a confirma&ccedil;&atilde;o dada pela pesquisa parasitol&oacute;gica com    a gota espessa de sangue capilar. Foram examinados 26.953 indiv&iacute;duos,    sendo diagnosticados 33 casos; destes, apenas um foi positivo, pela gota espessa.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Estado de Alagoas,    j&aacute; se tinha o diagn&oacute;stico de que o problema era no Munic&iacute;pio    de Macei&oacute;, restrito a tr&ecirc;s bairros cont&iacute;guos: Feitosa, Pitanguinha    e Jacintinho.<sup>29</sup> Foi desenvolvida uma busca ativa, casa a casa, nos tr&ecirc;s    bairros; parcialmente, foram examinadas 4.999 pessoas pela gota espessa, sendo    detectados 42 casos de microfilaremia. Em rela&ccedil;&atilde;o aos vetores,    a proposta constava em combater as formas imaturas, ap&oacute;s o rastreamento    minucioso dos criadouros nos bairros em estudo.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em Pernambuco,    principal foco brasileiro, oito munic&iacute;pios participaram da primeira etapa    do plano, em que foram realizados inqu&eacute;ritos utilizando-se a pesquisa    de microfil&aacute;rias pela gota espessa.<sup>1</sup> No Recife, o trabalho foi desenvolvido    por microrregi&otilde;es, onde foram encontradas preval&ecirc;ncias que variavam    de 0,1 a mais de 3%. No Munic&iacute;pio de Olinda, foram realizadas 3.232 coletas,    com uma preval&ecirc;ncia m&eacute;dia de 1,3%. No entanto, as maiores concentra&ccedil;&otilde;es    de casos ocorreram nos bairros de &Aacute;guas Compridas (3,6%), Alto Nova Olinda    (3,9%), Alto da Conquista (3,6%) e Azeitona (4,3%). Em Itamarac&aacute;, foram    realizados 7.553 exames, sendo encontrados 13 casos de microfilaremia, distribu&iacute;dos    em sete localidades. Entre os casos, um j&aacute; havia sido diagnosticado anteriormente    e cinco eram aut&oacute;ctones do munic&iacute;pio. No Munic&iacute;pio de Camaragibe,    analisaram-se 1.554 pessoas, com o diagn&oacute;stico de dois microfilar&ecirc;micos,    al&oacute;ctones em rela&ccedil;&atilde;o ao munic&iacute;pio. Em Moreno, examinaram-se    2.504 indiv&iacute;duos, sendo identificados dois indiv&iacute;duos portadores    de microfilaremia, ambos casos provenientes do Recife. Entretanto, foram relatadas    nas entrevistas diversas queixas cl&iacute;nicas. Em Cabo de Santo Agostinho,    foram examinados 8.018 residentes, sendo diagnosticados seis microfilar&ecirc;micos.    No caso de Jaboat&atilde;o dos Guararapes, os trabalhos n&atilde;o foram conclu&iacute;dos    em decorr&ecirc;ncia do retardo no in&iacute;cio do inqu&eacute;rito. Os dados    do Munic&iacute;pio de Paulista n&atilde;o foram apresentados na referida reuni&atilde;o.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No caso da Bahia,    n&atilde;o se tem qualquer diagn&oacute;stico situacional diferente dos observados    no inqu&eacute;rito de 1981. Contudo, &quot;h&aacute; necessidade de esclarecimentos,    uma vez que existem pacientes portadores de edemas de membros em Salvador e    na Ilha de Itaparica&quot;.<sup>1</sup> Nesse segundo encontro, n&atilde;o estava    presente o representante de Santa Catarina, mas, de acordo com as informa&ccedil;&otilde;es    do primeiro encontro e das dispon&iacute;veis na literatura,<sup>30</sup> examinaram-se    21.639 pessoas em 1976, e nenhum microfilar&ecirc;mico foi detectado. Em 1993    e 1994, foram analisadas, por gota espessa, 206 e 1.154 pessoas residentes em    Ponta Grossa e Barra, respectivamente. Entre essas, examinaram-se 65 por t&eacute;cnicas    de concentra&ccedil;&atilde;o parasitol&oacute;gica e outras 69 pela pesquisa    de ant&iacute;geno circulante utilizando-se ensaio imunoenzim&aacute;tico (ELISA),    teste Og4C3; todos esses tiveram seus resultados negativos. A pesquisa de formas    larvares de <i>Wuchereria bancrofti</i> em 624 mosquitos f&ecirc;meas foi negativa.<sup>11,30</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Durante o per&iacute;odo    dos programas, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de passou a tratar a filariose    como se ela estivesse sob controle. Isso possibilitou o aumento de casos e a    expans&atilde;o da endemia para outras &aacute;reas, com &eacute; o caso da    Regi&atilde;o Metropolitana do Recife. Outros fatores que contribu&iacute;ram    para esse aumento foram o n&uacute;mero reduzido de a&ccedil;&otilde;es de controle    vetorial, a aus&ecirc;ncia de a&ccedil;&otilde;es integradas de saneamento e    de educa&ccedil;&atilde;o sanit&aacute;ria, al&eacute;m do crescimento urbano    desordenado.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Perspectivas da    filariose no Brasil</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A partir dos resultados    apresentados da Regi&atilde;o Metropolitana do Recife, tem-se como proposta    o tratamento em massa em algumas &aacute;reas dos Munic&iacute;pios de Olinda    e Recife. J&aacute; o caso de Jaboat&atilde;o dos Guararapes, depender&aacute;    dos resultados a serem apresentados. As cidades de Jaboat&atilde;o dos Guararapes,    Paulista e Itamarac&aacute; ser&atilde;o merecedoras de maiores cuidados, pela    aus&ecirc;ncia de informa&ccedil;&otilde;es das duas primeiras cidades e pela    possibilidade de transforma&ccedil;&atilde;o do Munic&iacute;pio de Itamarac&aacute;    em &aacute;rea foco da doen&ccedil;a. Em Macei&oacute;, utilizar-se-&aacute;    o tratamento seletivo e ser&atilde;o realizados inqu&eacute;ritos censit&aacute;rios    peri&oacute;dicos. Em Bel&eacute;m e em Florian&oacute;polis, a situa&ccedil;&atilde;o    da endemia dever&aacute; ser analisada com vistas ao certificado de elimina&ccedil;&atilde;o    ou da interrup&ccedil;&atilde;o de transmiss&atilde;o.<sup>1,30</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No caso de Santa    Catarina, Schlemper e colaboradores<sup>30</sup> relataram, entre os indiv&iacute;duos    residentes em Ponta Grossa e Barra, a aus&ecirc;ncia de transmiss&atilde;o ativa,    de novos casos de infec&ccedil;&atilde;o e de recidiva dos casos de filariose    da d&eacute;cada de 50. Para tal, foram realizadas a pesquisa de infec&ccedil;&atilde;o    e infectividade vetorial e, entre os indiv&iacute;duos, a t&eacute;cnica de    Knott e o teste Og4C3.<sup>30</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Existe a exig&ecirc;ncia    da constru&ccedil;&atilde;o de um sistema de informa&ccedil;&atilde;o que preencha    as necessidades do plano e que gere indicadores essenciais &agrave;s avalia&ccedil;&otilde;es,    em especial visando ao processo de certifica&ccedil;&atilde;o de elimina&ccedil;&atilde;o.<sup>31,32</sup>    O programa de morbidade dever&aacute; ser implantado, assim como dever&aacute;    ser avaliada a preval&ecirc;ncia da morbidade filarial em cada &aacute;rea end&ecirc;mica.<sup>2</sup>    As estrat&eacute;gias para o controle vetorial ter&atilde;o como a&ccedil;&otilde;es    priorit&aacute;rias o saneamento; o levantamento, o mapeamento e a caracteriza&ccedil;&atilde;o    dos criadouros; a execu&ccedil;&atilde;o de interven&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas    e biol&oacute;gicas; e a vigil&acirc;ncia e monitoramento do controle. Existir&aacute;    a necessidade de utiliza&ccedil;&atilde;o dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o    para esclarecimentos, a fim de sensibilizar as comunidades para a ado&ccedil;&atilde;o    de medidas de prote&ccedil;&atilde;o individual contra mosquitos, e estimular    a educa&ccedil;&atilde;o popular.<sup>33</sup> Contudo, esse plano dever&aacute; ser avaliado    ap&oacute;s o primeiro ano de interven&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dever&aacute;    ser dada aten&ccedil;&atilde;o aos munic&iacute;pios que apresentem casos de    microfilaremia al&oacute;ctones, mas que tenham condi&ccedil;&otilde;es de manter    o ciclo de transmiss&atilde;o, ou seja, apresentem vetores e condi&ccedil;&otilde;es    ambientais adequadas. A experi&ecirc;ncia de Jaboat&atilde;o dos Guararapes    n&atilde;o deve ser repetida, uma vez que, em 1959, foram encontrados casos    de microfilaremia, mas, por serem todos procedentes do Recife,<sup>34</sup> n&atilde;o    foi criado nenhum sistema de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica para o munic&iacute;pio,    sendo hoje considerado uma das &aacute;reas de maior preval&ecirc;ncia de filariose    na Regi&atilde;o Metropolitana do Recife.<sup>25</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Vale salientar,    ainda, que problemas pol&iacute;ticos poder&atilde;o dificultar a execu&ccedil;&atilde;o    do plano, como j&aacute; ocorreu em outras endemias &#8211; por exemplo, a dracuncul&iacute;ase.<sup>35</sup>    Um outro problema poder&aacute; ser a escolha da equipe t&eacute;cnica que ir&aacute;    realizar o trabalho, devendo ser criadas inst&acirc;ncias que minimizem o risco    de que a sele&ccedil;&atilde;o seja feita atendendo apenas a conveni&ecirc;ncias    pol&iacute;ticas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial da Sa&uacute;de sugere que o controle da filariose linf&aacute;tica    seja realizado pelo sistema de aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria &agrave;    sa&uacute;de, tanto municipal como estadual, ou a ele integrado. A utiliza&ccedil;&atilde;o    dessa estrat&eacute;gia poder&aacute; transformar o atual modelo de assist&ecirc;ncia    no controle de endemias em &aacute;reas urbanas, em raz&atilde;o dos crit&eacute;rios    de efici&ecirc;ncia e efic&aacute;cia das novas propostas de a&ccedil;&otilde;es    intersetoriais, em uma proposta descentralizada e menos assistencialista.<sup>28</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Alguns avan&ccedil;os    referentes &agrave;s experi&ecirc;ncias no controle das endemias j&aacute; foram    conseguidos. Observa-se entretanto, claramente, a necessidade de elaborar novas    formas de abordar tais programas, de forma que se permitam as mobiliza&ccedil;&otilde;es    t&eacute;cnica, pol&iacute;tica e cultural capazes de gerar mudan&ccedil;as    efetivas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Dessa forma, a    reformula&ccedil;&atilde;o dessas a&ccedil;&otilde;es assume import&acirc;ncia    diante da compreens&atilde;o atual das endemias enquanto processo coletivo e    n&atilde;o apenas como agravo individual. Na quest&atilde;o da municipaliza&ccedil;&atilde;o,    &eacute; necess&aacute;rio reformular e redimensionar as a&ccedil;&otilde;es    de sa&uacute;de como processo e express&atilde;o coletivos dentro de uma &aacute;rea    end&ecirc;mica, sem limitar-se &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o de indiv&iacute;duos    microfilar&ecirc;micos, &#8211; no que concerne ao diagn&oacute;stico das formas    cr&ocirc;nicas e agudas da doen&ccedil;a &#8211;, mas requerendo an&aacute;lise    e interven&ccedil;&atilde;o de car&aacute;ter multidisciplinar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Assim, o plano    em pauta deve possibilitar que as institui&ccedil;&otilde;es respons&aacute;veis    pelo controle da filariose procurem modelos de organiza&ccedil;&atilde;o que    combinem a centraliza&ccedil;&atilde;o das decis&otilde;es e o repasse da execu&ccedil;&atilde;o    das medidas para os diferentes n&iacute;veis da rede, procurando alcan&ccedil;ar    a maior cobertura poss&iacute;vel das popula&ccedil;&otilde;es expostas ao problema;    e que a dissemina&ccedil;&atilde;o do conhecimento e os recursos t&eacute;cnicos,    em conjunto, viabilizem a an&aacute;lise da situa&ccedil;&atilde;o da endemia,    apontando os locais onde devam interferir. &Eacute; necess&aacute;ria, ainda,    a avalia&ccedil;&atilde;o do impacto conseguido com a implementa&ccedil;&atilde;o    das a&ccedil;&otilde;es, assim como dos custos sociais e econ&ocirc;micos representados    pelos doentes portadores das diversas manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas.    Para tal, as a&ccedil;&otilde;es dever&atilde;o ser avaliadas sistematicamente,    considerando-se novas abordagens dispon&iacute;veis e fact&iacute;veis para    o munic&iacute;pio e para sua popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias    bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Funda&ccedil;&atilde;o    Nacional de Sa&uacute;de. Centro Nacional de Epidemiologia. Reuni&atilde;o de    avalia&ccedil;&atilde;o do Programa de Controle da Filariose Linf&aacute;tica    no Brasil. Bras&iacute;lia: Funasa; 2000.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Dreyer G, Dreyer    P. Bases para o tratamento da morbidade em &aacute;reas end&ecirc;micas de filariose    bancroftiana. Revista da Sociedade Brasileira Medicina Tropical 2000; 33(2):217-221.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. Bancroftose. In: Anais da VI Confer&ecirc;ncia Nacional de    Sa&uacute;de; 1977 ago 1-5; Bras&iacute;lia, Brasil. 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Bras&iacute;lia:    Sucam; 1986. p.83-88.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 21. Sherlok IA,    Serafim EM. Condi&ccedil;&otilde;es atuais da filariose bancroftiana no Estado    da Bahia, Brasil. Revista Brasileira de Malariologia e Doen&ccedil;as Tropicais    1967; 19(3):373-395.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 22. Dreyer G.    Filariasis programme &#8211; Recife-Brasil. Mem&oacute;rias do Instituto Oswaldo    Cruz 1987; 82(Supl. IV):359-360.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 23. Rangel A,    Dreyer G. Estudo epidemiol&oacute;gico da filariose bancroftiana no munic&iacute;pio    de Olinda-PE. In: Resumos do Simp&oacute;sio Nacional de Filariose 1988; Recife-Brasil.    p.10.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 24. Maciel A,    Rocha A, Marzochi KBF, Medeiros Z, Carvalho AB, Regis L, Souza W, Lapa T, Furtado    A. Epidemiological study of bancroftian filariasis in Recife, Northeastern Brazil.    Mem&oacute;rias do Instituto Oswaldo Cruz 1996; 91(4):449-455.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">25. Medeiros Z,    Dreyer G, Andrade L, Pires ML, Mendes J, Pimentel R. <i>Wuchereria bancrofti</i> microfilarial    density of authochthonous cases and natural Culex infectivity rates in Northeast    Brazil. Journal of Tropical Medicine and Hygiene 1992; 95:214-217.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">26. Funda&ccedil;&atilde;o    Nacional de Sa&uacute;de. Diretoria Regional de Pernambuco. Programa de controle    da filariose. Relat&oacute;rio anual. Recife: FNS; 1993.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">27. Arouca S.    A Reforma sanit&aacute;ria brasileira. Tema: Radis 1988; 6:1-2.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 28. Albuquerque    MFPM, Morais MH. Decentralization of endemic disease control: an intervention    model for combating bancroftian filariasis. Pan American Journal of Public Health    1997; 1(2):155-163.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 29. Fontes G,    Brito AC, Calheiro CM, Antunes CM, Rocha EMM. Situa&ccedil;&atilde;o atual da    filariose bancroftiana na cidade de Macei&oacute;, Estado de Alagoas, Brasil.    Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1994; 10:293-300.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">30. Schlemper    Jr BR, Steindel M, Grisard EC, Carvalho Pinto CJ, Bernardini OJ, Castilho CV,    Rosa G, Kilian S, Guarneri AA, Rocha A, Medeiros Z, Ferreira Neto JA. Elimination    of bancroftian filariasis (<i>Wuchereria bancrofti</i>) in the State of Santa Catarina,    Brazil. 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Cadernos de    Sa&uacute;de P&uacute;blica 1996; 12(4):473-482.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 34. Dobbin JE,    Cruz AE. Inqu&eacute;rito da filariose em alguns munic&iacute;pios do litoral    &#8211; Mata de Pernambuco. Revista Brasileira de Malariologia e Doen&ccedil;as    Tropicais 1967; 19:45-51.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 35. Hopkins DR,    Ruiz-Tiben E, Ruebush TK, Diallo N, Agle A, Withers Jr. PC. Dracunculiasis eradication:    delayed, not denied. American Journal of Tropical Medicine and Hygiene 2000;    62(2):163-168.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="../img/revistas/ess/v12n2/seta.gif" border="0"></a><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:</b>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Av. Moraes do Rego s/n,    <br>   Campus da Universidade Federal de Pernambuco,    <br>   Cidade Universit&aacute;ria,    <br>   Recife-PE.    <br>   CEP: 50670-420.    <br>   <i>E-mail</i>:<a href="mailto:medeiros@cpqam.fiocruz.br">medeiros@cpqam.fiocruz.br</a>.</font></p>      ]]></body><back>
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