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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The dynamics of dengue virus circulation in intra-urban areas of large metropolis and the risk factors for infection are still not well understood. Despite poverty being a recognized determinant for most infectious and parasitic diseases, it continues to be controversial for dengue. The objectives of this study were: to describe the seroprevalence and seroincidence of dengue in different intra-urban areas of a large complex city in Northeastern Brazil, and to assess the relationship between viral circulation intensity and life conditions of the study population, as well as vectorial infestation. A prospective study with ecological analyses was designed. Sorological surveys were conducted in a sample of the population resident in 30 different areas of the city of Salvador - &#8220;sentinel areas&#8221; - selected according to different social-economic status. The results revealed high seroprevalence (67,7%) and incidence of infection (70,6%) for the circulating serotypes DEN-1 and DEN-2, with great variability of the rate estimates in the 30 study areas, with low effectiveness of vector control measures. Viral circulation was present in all the territory of the city and adequate living conditions were unable to limit the ocurrence of dengue transmission.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><a name="topo"></a><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGO    ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Din&acirc;mica    de circula&ccedil;&atilde;o do v&iacute;rus da dengue em uma &aacute;rea metropolitana    do Brasil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Dynamics of dengue    virus circulation in a metropolitan area of Brazil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Maria da Gl&oacute;ria    Teixeira<sup>I</sup>; Maur&iacute;cio Lima Barreto<sup>I</sup>; Maria da Concei&ccedil;&atilde;o Nascimento    Costa<sup>I</sup>; Leila Denise Alves Ferreira<sup>I</sup>; Pedro Vasconcelos<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Instituto de Sa&uacute;de    Coletiva-Universidade Federal da Bahia    <br>   <sup>II</sup>Instituto Evandro Chagas-SVS/MS</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A din&acirc;mica    de circula&ccedil;&atilde;o da v&iacute;rus da dengue em espa&ccedil;os intra-urbanos    de grandes metr&oacute;poles e os fatores de risco para esta infec&ccedil;&atilde;o    ainda n&atilde;o s&atilde;o bem conhecidos. Embora esteja estabelecido que a    pobreza &eacute; um dos determinantes da maioria das doen&ccedil;as infecciosas    e parasit&aacute;rias, no caso da dengue esta ainda &eacute; uma quest&atilde;o    controversa. Este estudo teve como objetivos descrever a distribui&ccedil;&atilde;o    da soropreval&ecirc;ncia e soroincid&ecirc;ncia de dengue em distintos espa&ccedil;os    intra-urbanos de uma grande e complexa cidade do Brasil; e verificar a exist&ecirc;ncia    de rela&ccedil;&atilde;o entre a intensidade de circula&ccedil;&atilde;o viral    e as condi&ccedil;&otilde;es de vida da popula&ccedil;&atilde;o, bem como com    os &iacute;ndices de infesta&ccedil;&atilde;o vetorial. Utilizou-se um desenho    de estudo prospectivo de an&aacute;lise ecol&oacute;gica, procedendo-se a inqu&eacute;ritos    sorol&oacute;gicos de uma amostra de residentes em 30 distintos espa&ccedil;os    da cidade de Salvador &#8211; &#8220;&aacute;reas sentinelas&#8221; &#8211;    selecionados de acordo com diferen&ccedil;as extremas de condi&ccedil;&otilde;es    de vida. Os resultados revelaram elevadas soropreval&ecirc;ncia (67,7%) e soroincid&ecirc;ncia    (70,6%) para os sorotipos circulantes (DEN-1 e DEN-2), com grande variabilidade    nos valores entre as 30 &aacute;reas estudadas; reduzida efetividade das medidas    de combate vetorial; circula&ccedil;&atilde;o viral em todo o territ&oacute;rio    da cidade, constatando-se que mesmo adequadas condi&ccedil;&otilde;es de vida    n&atilde;o foram capazes de impedir a ocorr&ecirc;ncia de elevados riscos de    transmiss&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b>    dengue; estudo prospectivo; efetividade; combate vetorial.</font></p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> The dynamics of    dengue virus circulation in intra-urban areas of large metropolis and the risk    factors for infection are still not well understood. Despite poverty being a    recognized determinant for most infectious and parasitic diseases, it continues    to be controversial for dengue. The objectives of this study were: to describe    the seroprevalence and seroincidence of dengue in different intra-urban areas    of a large complex city in Northeastern Brazil, and to assess the relationship    between viral circulation intensity and life conditions of the study population,    as well as vectorial infestation. A prospective study with ecological analyses    was designed. Sorological surveys were conducted in a sample of the population    resident in 30 different areas of the city of Salvador &#8211; &#8220;sentinel    areas&#8221; &#8211; selected according to different social-economic status.    The results revealed high seroprevalence (67,7%) and incidence of infection    (70,6%) for the circulating serotypes DEN-1 and DEN-2, with great variability    of the rate estimates in the 30 study areas, with low effectiveness of vector    control measures. Viral circulation was present in all the territory of the    city and adequate living conditions were unable to limit the ocurrence of dengue    transmission.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Key words:</b> dengue;    prospective study; effectiveness; vector control.</font></p> <hr size="1">     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">S&atilde;o complexos    e ainda n&atilde;o completamente conhecidos os fatores determinantes do ressurgimento    da dengue como um dram&aacute;tico problema de Sa&uacute;de P&uacute;blica.    O crescimento desordenado dos centros urbanos, a produ&ccedil;&atilde;o desenfreada    de descart&aacute;veis que s&atilde;o dispostos no meio ambiente, a rapidez    dos transportes a&eacute;reos que estabelece oportunidades para os v&iacute;rus    e o vetor moverem-se entre os pa&iacute;ses e a fal&ecirc;ncia dos programas    de controle do <i>Aedes aegypti</i>,<sup>1</sup> t&ecirc;m sido os mais freq&uuml;entemente referidos.    A din&acirc;mica de circula&ccedil;&atilde;o viral nos espa&ccedil;os intra-urbanos,    particularmente das grandes metr&oacute;poles, e dos fatores que interferem    nos riscos de ocorr&ecirc;ncia dessas infec&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m    n&atilde;o est&aacute; bem estabelecida e, de acordo com Kuno (1995),<sup>2</sup> estudos    epidemiol&oacute;gicos em torno dessa quest&atilde;o v&ecirc;m sendo negligenciados,    embora sejam importantes para o avan&ccedil;o no campo do controle e preven&ccedil;&atilde;o    do dengue.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por ser a viremia    humana a principal, talvez &uacute;nica, fonte de infec&ccedil;&atilde;o para    o <i>Aedes aegypti</i>, mosquito transmissor de maior import&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica    para o v&iacute;rus da dengue, quando, em geral, um sorotipo desse agente &eacute;    intro-duzido em pequenas comunidades isoladas, ap&oacute;s um per&iacute;odo    de transmiss&atilde;o com elevadas taxas de infec&ccedil;&atilde;o, o ciclo    se interrompe, como aconteceu em algumas ilhas do Pac&iacute;fico depois da    segunda grande guerra.<sup>3</sup> J&aacute; nos grandes centros urbanos infestados por    esse vetor, a persist&ecirc;ncia da circula&ccedil;&atilde;o &eacute; favorecida    pelas elevadas densidades das popula&ccedil;&otilde;es humanas, taxas de nascimentos    e migra&ccedil;&atilde;o, que continuamente rep&otilde;em o estoque de indiv&iacute;duos    suscept&iacute;veis, criando as oportunidades para perpetuar o ciclo de transmiss&atilde;o    do v&iacute;rus.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">S&atilde;o fatores    presentes em muitas cidades brasileiras, raz&atilde;o pela qual as epidemias    de dengue no pa&iacute;s v&ecirc;m crescendo em magnitude e, por outro lado,    agravando-se tamb&eacute;m do ponto de vista cl&iacute;nico, com o surgimento    de centenas de casos hemorr&aacute;gicos e letalidade (acima de 4%) considerada    elevada.<sup>5</sup> Desafortunadamente, o &uacute;nico instrumental de preven&ccedil;&atilde;o    dispon&iacute;vel continua sendo o combate vetorial, que vem sendo desenvolvido    em muitos pa&iacute;ses e tamb&eacute;m no Brasil, com custos operacionais elevados,    e que contribui para a polui&ccedil;&atilde;o ambiental em conseq&uuml;&ecirc;ncia    da utiliza&ccedil;&atilde;o de inseticidas em larga escala. Outrossim, a efetividade    dessas a&ccedil;&otilde;es parece ser bastante limitada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Por sua vez, a    distribui&ccedil;&atilde;o dos riscos de exposi&ccedil;&atilde;o &agrave;s infec&ccedil;&otilde;es    pelos v&iacute;rus do dengue, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s distintas situa&ccedil;&otilde;es    sociais e econ&ocirc;micas de grandes cidades, ainda &eacute; uma quest&atilde;o    controversa e que t&ecirc;m sido relacionada tanto a &aacute;reas onde residem    popula&ccedil;&otilde;es sob prec&aacute;rias condi&ccedil;&otilde;es de vida    quanto &agrave;quelas em situa&ccedil;&otilde;es mais favor&aacute;veis.<sup>6, 7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A realiza&ccedil;&atilde;o    de investiga&ccedil;&otilde;es sobre o papel das popula&ccedil;&otilde;es humanas    e da infesta&ccedil;&atilde;o do mosquito transmissor, considerando-se as condi&ccedil;&otilde;es    econ&ocirc;micas e do ambiente onde se processa a intera&ccedil;&atilde;o entre    esses seres, poder&aacute; contribuir para a identifica&ccedil;&atilde;o do    papel de cada um na manuten&ccedil;&atilde;o da circula&ccedil;&atilde;o viral,    podendo acrescentar elementos ao debate das estrat&eacute;gias de preven&ccedil;&atilde;o    mais adequadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Nessa perspectiva,    este estudo teve como objetivos descrever a distribui&ccedil;&atilde;o da soropreval&ecirc;ncia    e incid&ecirc;ncia de infec&ccedil;&otilde;es pelo v&iacute;rus da dengue em    distintos espa&ccedil;os intra-urbanos de uma grande e complexa cidade; e verificar    a exist&ecirc;ncia de rela&ccedil;&atilde;o da intensidade de circula&ccedil;&atilde;o    viral com as condi&ccedil;&otilde;es de vida da popula&ccedil;&atilde;o, bem    como com os &iacute;ndices de infesta&ccedil;&atilde;o vetorial.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Metodologia</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Trata-se de um    estudo prospectivo de soropreval&ecirc;ncia e soroincid&ecirc;ncia de dengue,    realizado em Salvador - Bahia, cidade do Nordeste do Brasil que, em 1998, possu&iacute;a    mais de 2,3 milh&otilde;es de habitantes e apresentava acentuadas diferen&ccedil;as    entre &aacute;reas espec&iacute;ficas, no que diz respeito &agrave; situa&ccedil;&atilde;o    socioecon&ocirc;mica e de saneamento ambiental. O estudo contemplou 30 agregados    espa&ccedil;o-populacionais (unidade de an&aacute;lise) denominados de &#8220;&aacute;reas    sentinelas&#8221;, intencionalmente selecionadas de acordo com dados obtidos    da Funda&ccedil;&atilde;o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica    (IBGE)<sup>8</sup> sobre a cobertura de saneamento e n&iacute;vel de renda, considerados    como estimadores das condi&ccedil;&otilde;es de vida, conforme classifica&ccedil;&atilde;o    a seguir:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 1. Alta: mais    de 80% dos domic&iacute;lios saneados e mais de 50% das fam&iacute;lias com    renda maior que cinco sal&aacute;rios m&iacute;nimos (80 d&oacute;lares) &#8211;    seis &aacute;reas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 2. M&eacute;dia:    50 a 80 % dos domic&iacute;lios saneados e mais de 50% das fam&iacute;lias com    renda entre um e quatro sal&aacute;rios m&iacute;nimos &#8211; 19 &aacute;reas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 3. Baixa: menos    de 50% dos domic&iacute;lios saneados e mais de 50% das fam&iacute;lias com    renda abaixo de um sal&aacute;rio m&iacute;nimo &#8211; cinco &aacute;reas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Esta estrat&eacute;gia    de sele&ccedil;&atilde;o encontra-se descrita em detalhes em publica&ccedil;&atilde;o    anterior.<sup>9</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Para determinar    o n&uacute;mero de indiv&iacute;duos dos inqu&eacute;ritos sorol&oacute;gicos,    admitiu-se uma soropreval&ecirc;ncia de 50% por ser a m&eacute;dia observada    em inqu&eacute;ritos anteriores realizados em capitais brasileiras,<sup>10,    11</sup> assumindo-se uma precis&atilde;o menor ou igual a 3% e n&iacute;vel    de confian&ccedil;a de 95%; o tamanho da amostra foi estimado em 1.503 indiv&iacute;duos,    que, acrescentada de 30% para compensar as poss&iacute;veis perdas, resultou    em 2.149 indiv&iacute;duos. Utilizando-se a base de dados de um censo demogr&aacute;fico    realizado no ano de 1997 nas 30 &aacute;reas sentinelas, quando foram enumerados    68.749 indiv&iacute;duos, foi feito o sorteio aleat&oacute;rio dos participantes    sem reposi&ccedil;&atilde;o, a seguir agrupados nas &aacute;reas considerando    o endere&ccedil;o residencial.<sup>12</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ap&oacute;s o    protocolo de investiga&ccedil;&atilde;o ter sido submetido e aprovado pelo Comit&ecirc;    de &Eacute;tica em Pesquisa Cient&iacute;fica do Centro de Pesquisa Gon&ccedil;alo    Moniz (Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz-Bahia), foi aplicado, entre maio    e julho de 1998, um question&aacute;rio estruturado que inclu&iacute;a: nome,    endere&ccedil;o, sexo, idade, n&iacute;vel educacional e hist&oacute;ria de    vacina&ccedil;&atilde;o contra febre amarela. Logo ap&oacute;s a entrevista,    eram prestados esclarecimentos quanto &agrave; natureza do estudo e solicitada    a assinatura do Consentimento Informado, colhendo-se, em seguida, a primeira    amostra de sangue. Os tr&ecirc;s indiv&iacute;duos que informaram ter sido vacinados    contra febre amarela foram exclu&iacute;dos, visando evitar falsos testes sorol&oacute;gicos    positivos devido a rea&ccedil;&otilde;es cruzadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Passado um ano,    uma segunda amostra de sangue foi colhida daqueles indiv&iacute;duos que apresentaram    rea&ccedil;&otilde;es negativas ou positivas para apenas um sorotipo do v&iacute;rus    do dengue no primeiro inqu&eacute;rito sorol&oacute;gico. O sangue foi coletado    mediante pun&ccedil;&atilde;o venosa, utilizando- se tubos a v&aacute;cuo de    10ml e agulhas descart&aacute;veis esterilizadas, sendo o soro separado por    centrifuga&ccedil;&atilde;o e estocado a -20<sup>o</sup>C. Todas as amostras foram    enviadas ao Laborat&oacute;rio de Arbov&iacute;rus do Instituto Evandro Chagas,    onde era processada a rea&ccedil;&atilde;o de inibi&ccedil;&atilde;o de hemaglutina&ccedil;&atilde;o,<sup>13</sup>    modificada,<sup>14</sup> utilizando-se ant&iacute;genos dos quatro sorotipos dos v&iacute;rus    da dengue e de mais quatro flaviv&iacute;rus: febre amarela, Rocio, Ilh&eacute;us    e encefalite Saint Louis, embora estes n&atilde;o circulassem em Salvador.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como a interpreta&ccedil;&atilde;o    das respostas sorol&oacute;gicas aos flaviv&iacute;rus &eacute; controversa    e difere entre a primeira (prim&aacute;ria) e subseq&uuml;ente (secund&aacute;ria)    infec&ccedil;&atilde;o com outros flaviv&iacute;rus ou sorotipos e, freq&uuml;entemente,    &eacute; observada rea&ccedil;&atilde;o cruzada, o crit&eacute;rio utilizado    foi o adotado pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS).<sup>15</sup>    Assim, t&iacute;tulos de inibi&ccedil;&atilde;o de hemaglutina&ccedil;&atilde;o    iguais ou maiores que 1:20, exclusivamente para um sorotipo espec&iacute;fico    da dengue, ou t&iacute;tulos quatro vezes mais altos para o sorotipo um (DEN    1) do que para o sorotipo dois (DEN 2), &uacute;nicos que &agrave;quela &eacute;poca    circulavam em Salvador, foram considerados positivos e espec&iacute;fico para    aquele sorotipo (resposta prim&aacute;ria). T&iacute;tulos indicativos de resposta    secund&aacute;ria, tamb&eacute;m definidos pelo crit&eacute;rio da OMS, foram    em seguida confirmados pela rea&ccedil;&atilde;o imunoenzim&aacute;tica (IgG    ELISA),<sup>16</sup> e considerados positivos para ambos sorotipos, significando que ocorreram    infec&ccedil;&otilde;es por DEN-1 e DEN-2.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para cada &aacute;rea    sentinela, calcularam-se as soropreval&ecirc;ncias e soroincid&ecirc;ncias de    dengue bruta e padronizada por idade pelo m&eacute;todo indireto,<sup>17</sup> utilizando-se como popula&ccedil;&atilde;o de refer&ecirc;ncia a composi&ccedil;&atilde;o    total da amostra do estudo. Como o intervalo entre os dois inqu&eacute;ritos    foi de um ano, a soroincid&ecirc;ncia foi expressa em taxa anual por cento.    Estimou-se a raz&atilde;o de preval&ecirc;ncia e o risco relativo das infec&ccedil;&otilde;es    pelo v&iacute;rus do dengue e intervalo de confian&ccedil;a a 95%, tomando como    padr&atilde;o de refer&ecirc;ncia as &aacute;reas com condi&ccedil;&otilde;es    de vida alta e menor valor de soropreval&ecirc;ncia (&aacute;rea 427) e de soroincid&ecirc;ncia    (&aacute;rea 7). Tamb&eacute;m para os tr&ecirc;s estratos de &aacute;reas segundo    condi&ccedil;&otilde;es de vida, calcularam-se as respectivas soropreval&ecirc;ncias    e incid&ecirc;ncias de infec&ccedil;&atilde;o brutas e padronizadas por idade    pelo m&eacute;todo direto,<sup>17</sup> e aplicou-se o teste de qui-quadrado de tend&ecirc;ncia.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A partir das informa&ccedil;&otilde;es    coletadas no question&aacute;rio, estimou-se para cada &aacute;rea os indicadores    de freq&uuml;&ecirc;ncia, considerando a propor&ccedil;&atilde;o de indiv&iacute;duos    por sexo, idade igual ou superior a 15 anos e escolaridade (assumindo-se como    risco ter idade igual ou superior a quinze anos e n&atilde;o possuir o primeiro    grau completo), e renda m&eacute;dia familiar igual ou menor que dois sal&aacute;rios    m&iacute;nimos. A densidade populacional m&eacute;dia foi obtida do censo de    1996, realizado pela Funda&ccedil;&atilde;o IBGE. Verificou-se a exist&ecirc;ncia    de associa&ccedil;&atilde;o entre as vari&aacute;veis de interesse por meio    de diagramas de dispers&atilde;o e c&aacute;lculo dos coeficientes de correla&ccedil;&atilde;o    de Pearson.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em abril de 1999,    foram inspecionados todos os domic&iacute;lios das 30 &aacute;reas sentinelas,    quando se registraram as anota&ccedil;&otilde;es das visitas dos agentes de    sa&uacute;de do Programa de Erradica&ccedil;&atilde;o do <i>Aedes aegypti</i> de Salvador    e verificou-se a exist&ecirc;ncia de focos do <i>Aedes aegypti</i>. A unidade de an&aacute;lise    para esses dados tamb&eacute;m foi o agregado espa&ccedil;o populacional representado    pelas &aacute;reas sentinelas. Considerou-se positivo todo pr&eacute;dio com    um ou mais criadouros com larvas ou ovos do mosquito, estimando-se por &aacute;rea    sentinela o &iacute;ndice de Infesta&ccedil;&atilde;o Predial (IP) como a percentagem    de pr&eacute;dios positivos. Mediante an&aacute;lise de covari&acirc;ncia,<sup>18</sup>    as incid&ecirc;ncias de infec&ccedil;&otilde;es para cada faixa de IP (menor    ou igual a 3%; 3,1 a 5%; 5,1 a 10%; e maior que 10%) foram calculadas ajustando-se    pela idade e m&eacute;dia de soropreval&ecirc;ncia. A fra&ccedil;&atilde;o preven&iacute;vel    foi estimada considerando-se como &#8220;n&atilde;o expostos&#8221; os indiv&iacute;duos    que residiam nas &aacute;reas com IP menor ou igual a 3%. O ponto de corte do    IP foi definido nesse patamar &#8211; ao inv&eacute;s de igual ou menor que    1%, como seria ideal &#8211; por haver poucas &aacute;reas e indiv&iacute;duos    (no inqu&eacute;rito de soroincid&ecirc;ncia) residindo em espa&ccedil;os com    IP que indicasse este &uacute;ltimo valor. Um reduzido n&uacute;mero de observa&ccedil;&otilde;es,    inviabilizaria, certamente, a realiza&ccedil;&atilde;o de testes estat&iacute;sticos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foram ainda determinadas    a m&eacute;dia e mediana dos IP do <i>Aedes aegypti</i> nos bairros sob interven&ccedil;&atilde;o    do Programa de Erradica&ccedil;&atilde;o do <i>Aedes aegypti</i><sup>19</sup> (tratamento qu&iacute;mico    dos focos com larvas do vetor e informa&ccedil;&atilde;o oral aos residentes    de cada domic&iacute;lio sobre as formas de evitar criadouros do mosquito),    a partir de dados levantados dos relat&oacute;rios trimestrais desse Programa,    referentes ao per&iacute;odo deste estudo (1998 e 1999), elaborados pelo Centro    de Controle de Zoonozes da Secretaria Municipal de Sa&uacute;de de Salvador.<sup>20,    21</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os dados foram    digitados no Epi-Info 6.0 e analisados pelos <i>softwares</i> SAS e STATA.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dos 1.515 indiv&iacute;duos    que participaram do inqu&eacute;rito de soropreval&ecirc;ncia, 58% eram do sexo    feminino e 71% pertenciam &agrave; faixa et&aacute;ria acima de 15 anos, principalmente    15 a 29 (33%) e 30 a 49 (29%). A maioria (68%) possu&iacute;a oito anos ou menos    de escolaridade, cerca de 25% referia renda familiar inferior a dois sal&aacute;rios    m&iacute;nimos e 50% entre dois e menos de cinco sal&aacute;rios m&iacute;nimos.    Participaram do inqu&eacute;rito de soroincid&ecirc;ncia 595 indiv&iacute;duos    entre os 860 eleg&iacute;veis, segundo os crit&eacute;rios estabelecidos, o    que representou uma perda de 31%. A grande maioria dessas perdas deveu-se &agrave;    mudan&ccedil;a de endere&ccedil;o, n&atilde;o havendo indicador de localiza&ccedil;&atilde;o    por se tratar de um estudo de agregado espa&ccedil;o-populacional. Entretanto,    a estrutura social-demogr&aacute;fica da amostra manteve-se semelhante &agrave;    do primeiro inqu&eacute;rito.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A soropreval&ecirc;ncia    m&eacute;dia foi, respectivamente, de 69% (varia&ccedil;&atilde;o de 16% a 98%)    e 43% para uma e duas infec&ccedil;&otilde;es (DEN-1 e DEN-2). A distribui&ccedil;&atilde;o    das soropreval&ecirc;ncias nas &aacute;reas sentinelas pouco se alterou ap&oacute;s    a padroniza&ccedil;&atilde;o por idade. As Raz&otilde;es de Preval&ecirc;ncia    (RP) estimadas para a soropreval&ecirc;ncia global indicaram um risco de positividade    que variou de 0,36 na &aacute;rea sentinela 1011 a 2,20 na &aacute;rea 1054,    ambas pertencentes ao estrato de condi&ccedil;&otilde;es de vida m&eacute;dia    (<a href="#tab1">Tabela 1</a>).</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="../img/revistas/ess/v12n2/2a04t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Observa-se, na    <a href="#tab2">Tabela 2</a>, que as soropreval&ecirc;ncias foram maiores (74,0%)    no estrato de piores condi&ccedil;&otilde;es de vida, mantendo-se essa distribui&ccedil;&atilde;o    ap&oacute;s a padroniza&ccedil;&atilde;o por idade. O teste de qui-quadrado    de tend&ecirc;ncia mostrou que a diferen&ccedil;a era estatisticamente significante    (<font face="Times New Roman, Times, serif">&#967;</font><sup>2</sup> = 8,386 ; p = 0,004).</font></p> <a name="tab2"></a>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/ess/v12n2/2a04t2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Houve uma fraca    correla&ccedil;&atilde;o negativa entre a soropreval&ecirc;ncia global (bruta    r = -0,2598, p = 0,166; padronizada r = -0,2778 , p = 0,137) e a propor&ccedil;&atilde;o    de indiv&iacute;duos com idade igual ou superior a 15 anos com menos de oito    anos de escolaridade, mas sem signific&acirc;ncia estat&iacute;stica. Tamb&eacute;m    n&atilde;o se encontrou associa&ccedil;&atilde;o estatisticamente significante    entre a renda m&eacute;dia e a soropreval&ecirc;ncia global (bruta r = -0,0374,    p = 0,845; padronizada r = 0,0571, p = 0,764) (<a href="#tab3">Tabela 3</a>).    A densidade populacional m&aacute;xima foi de 49.980 e a m&iacute;nima de 1.834    habitantes por km<sup>2</sup>, mostrando grande variabilidade entre as &aacute;reas sentinelas    (<a href="#tab1">Tabela 1</a>). Este &iacute;ndice apresentou os mesmos valores    de correla&ccedil;&atilde;o (r = 0,4914 e p = 0,006) com as soropreval&ecirc;ncias    brutas e padronizadas para um ou dois sorotipos (<a href="#tab3">Tabela 3</a>).</font></p> <a name="tab3"></a>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/ess/v12n2/2a04t3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A incid&ecirc;ncia    para um e dois sorotipos foi de 71% (<a href="#tab1">Tabela 1</a>), com risco    de infec&ccedil;&atilde;o variando de 50% (&aacute;rea 323) a 90% (&aacute;rea    678), n&atilde;o se considerando tr&ecirc;s &aacute;reas onde o tamanho da amostra    foi inferior a quatro. Naquelas onde as soropreval&ecirc;ncias para um e dois    sorotipos foram mais baixas, a incid&ecirc;ncia de infec&ccedil;&atilde;o mostrou-se    elevada, &agrave; exce&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea 571. Em apenas uma &aacute;rea    (575) n&atilde;o se encontraram indiv&iacute;duos infectados neste segundo inqu&eacute;rito;    entretanto, o n&uacute;mero de participantes deste espa&ccedil;o foi de apenas    dois, e correspondeu ao mais baixo (0,27%) IP (<a href="#tab1">Tabela 1</a>).    Entre os indiv&iacute;duos que, no inqu&eacute;rito de soropreval&ecirc;ncia,    haviam sidos negativos, 38% apresentaram risco de se infectar pelos dois sorotipos    em um per&iacute;odo de aproximadamente um ano; e entre os que foram positivos    para um dos sorotipos no primeiro exame, 83% tiveram uma segunda infec&ccedil;&atilde;o    no per&iacute;odo (<a href="#tab4">Tabela 4</a>). Nesse segundo inqu&eacute;rito,    o risco relativo variou de 0,64 a 1,52, excluindo-se a &aacute;rea 575 onde    n&atilde;o houve novos casos.</font></p> <a name="tab4"></a>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/ess/v12n2/2a04t4.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Verificou-se correla&ccedil;&atilde;o    negativa &#8211; estatisticamente significante &#8211; entre as incid&ecirc;ncias    de infec&ccedil;&otilde;es bruta e padronizada para a dengue e a propor&ccedil;&atilde;o    de indiv&iacute;duos com idade igual ou superior a 15 anos que n&atilde;o haviam    completado o primeiro grau de escolaridade. Para a renda m&eacute;dia e densidade    populacional, tamb&eacute;m foram encontradas correla&ccedil;&otilde;es negativas,    mas sem signific&acirc;ncia estat&iacute;stica (<a href="#tab3">Tabela 3</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Durante o levantamento    de IP pelo <i>Aedes aegypti</i>, constatou-se que todas as 30 &aacute;reas sentinelas    estavam sendo beneficiadas pelas a&ccedil;&otilde;es de combate vetorial que    v&ecirc;m sendo desenvolvidas em Salvador pelo Centro de Controle de Zoonoses.    O IP, estimado a partir dos dados obtidos no levantamento deste estudo, variou    de 0,27 a 26% entre as 30 &aacute;reas sentinelas, sendo a m&eacute;dia de 7%    e mediana de 5%. As fracas correla&ccedil;&otilde;es positivas entre os valores    de IP e a incid&ecirc;ncia de infec&ccedil;&otilde;es para dengue (bruta e padronizada)    n&atilde;o se mostraram estatisticamente significantes (<a href="#tab3">Tabela    3</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Diferentemente    do inqu&eacute;rito de soropreval&ecirc;ncia, as maiores taxas de soroincid&ecirc;ncias    brutas ou padronizadas estavam no estrato de elevada condi&ccedil;&otilde;es    de vida (<a href="#tab2">Tabela 2</a>), mas o qui-quadrado de tend&ecirc;ncia    n&atilde;o mostrou signific&acirc;ncia estat&iacute;stica (<font face="Times New Roman, Times, serif">&#967;</font><sup>2</sup> = 1,332; e p-valor    = 0,2484).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A compara&ccedil;&atilde;o    entre as incid&ecirc;ncias ajustadas por idade e soropreval&ecirc;ncias m&eacute;dias    das &aacute;reas sentinelas, quando agrupadas segundo os gradientes de IP considerados    (<a href="#fig1">Figura 1</a>), revelou que a menor incid&ecirc;ncia (55%) esteve    no grupo de IP igual ou menor que 3%; e a maior (77%), no de 3 a 5%, s&oacute;    havendo diferen&ccedil;a estatisticamente significante em n&iacute;vel de 5%    entre o primeiro e o segundo grupos de IP (p = 0,0067) e entre o primeiro e    o quarto (p = 0,0205).</font></p> <a name="fig1"></a>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/ess/v12n2/2a04f1.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foram surpreendentes    os elevados valores encontrados de soropreval&ecirc;ncia (69%) e, particularmente,    da incid&ecirc;ncia (71%) de infec&ccedil;&otilde;es pelos v&iacute;rus da dengue,    tendo em vista o curto per&iacute;odo de tempo, cerca de quatro anos, decorrido    entre a introdu&ccedil;&atilde;o desse agente em Salvador e a realiza&ccedil;&atilde;o    deste estudo. Do mesmo modo, quando se procedeu ao primeiro inqu&eacute;rito    (<i>baseline</i>), ainda n&atilde;o havia confirma&ccedil;&atilde;o de que o    sorotipo DEN-1 j&aacute; estava circulando na cidade, pois ele s&oacute; havia    sido isolado em amostra de um &uacute;nico indiv&iacute;duo, e a investiga&ccedil;&atilde;o    do caso foi inconclusiva quanto a sua autoctonia.<sup>22</sup> Entretanto, a elevada soropreval&ecirc;ncia    encontrada (42,3%) para os dois sorotipos, naquela ocasi&atilde;o, indicou que    o DEN-1 j&aacute; circulava na cidade h&aacute; algum tempo, intensa e simultaneamente    ao DEN-2.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A soropreval&ecirc;ncia    m&eacute;dia observada neste estudo foi superior &agrave; de outros inqu&eacute;ritos    realizados em diferentes capitais brasileiras, a exemplo de Fortaleza (44%),<sup>7</sup>    Rio de Janeiro (44,5%)<sup>23</sup> e S&atilde;o Lu&iacute;s (41,5%),<sup>11</sup> e compar&aacute;vel    apenas &agrave; encontrada por Cunha<sup>10</sup> em Niter&oacute;i (66%), evidenciando    a for&ccedil;a de transmiss&atilde;o deste v&iacute;rus, em curto per&iacute;odo    de tempo desde a sua introdu&ccedil;&atilde;o em Salvador. Uma explica&ccedil;&atilde;o    plaus&iacute;vel para essa elevada soropreval&ecirc;ncia pode ser a quase inexist&ecirc;ncia    de a&ccedil;&otilde;es de combate vetorial no in&iacute;cio da transmiss&atilde;o    viral, em virtude dos recursos para estas atividades s&oacute; terem sido liberados    em 1997, ap&oacute;s o decl&iacute;nio das duas al&ccedil;as epid&ecirc;micas    (1995 e 1996) registradas na cidade.<sup>22</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As taxas de incid&ecirc;ncia    de infec&ccedil;&otilde;es, estimadas cerca de 12 meses depois do primeiro levantamento,    revelaram que tanto o DEN-1 como o DEN-2 permaneciam circulando intensamente    em todos os espa&ccedil;os da cidade, ao contr&aacute;rio do que se poderia    esperar, desde quando o n&uacute;mero (360) de casos notificados no per&iacute;odo    compreendido entre os dois inqu&eacute;ritos foi bastante reduzido. As atividades    de combate vetorial foram iniciadas em Salvador, em janeiro de 1997, e foi constatada    uma parcial imunidade de grupo (42% para os dois sorotipos em 1998); entretanto,    esses fatores parecem n&atilde;o ter reduzido a transmiss&atilde;o do v&iacute;rus    da dengue. Fen&ocirc;meno semelhante vinha ocorrendo em muitos outros grandes    centros urbanos brasileiros que sofreram epidemias pelos sorotipos DEN-1 e DEN-2    e que permanecem infestados pelo mosquito transmissor, colocando grandes contingentes    populacionais expostos ao risco de acometimento de formas graves da doen&ccedil;a,<sup>24</sup>    por ser inexor&aacute;vel a introdu&ccedil;&atilde;o do DEN-3 e DEN-4.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados    desta investiga&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m permitiram estimar que em Salvador,    no per&iacute;odo compreendido entre 1995 e primeiro semestre de 1998, cerca    de 1,5 milh&atilde;o de indiv&iacute;duos foram infectados por um ou dois sorotipos    do v&iacute;rus do dengue; e que, nos 12 meses seguintes, aproximadamente 560    mil novas infec&ccedil;&otilde;es ocorreram.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As estimativas    apresentadas evidenciam que a sub-notifica&ccedil;&atilde;o de casos de dengue    &eacute; muito alta, mesmo que se considere que 50% das infec&ccedil;&otilde;es    sejam inaparentes, pois o total acumulado de casos registrados pelo sistema    de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica, desde o in&iacute;cio da epidemia    at&eacute; a realiza&ccedil;&atilde;o do segundo inqu&eacute;rito, n&atilde;o    ultrapassou 30 mil notifica&ccedil;&otilde;es.<sup>22</sup> A n&atilde;o-especificidade    do quadro cl&iacute;nico de dengue cl&aacute;ssico, que freq&uuml;entemente    &eacute; confundido com muitas outras doen&ccedil;as febris,<sup>25,26</sup>    a n&atilde;o ocorr&ecirc;ncia de casos graves, dando uma falsa apar&ecirc;ncia    de benignidade da doen&ccedil;a, e as falhas do sistema passivo de vigil&acirc;ncia    epidemiol&oacute;gica s&atilde;o alguns dos fatores que podem estar contribuindo    para este sub-registro.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A quest&atilde;o    que se coloca com essas considera&ccedil;&otilde;es n&atilde;o &eacute; a subnotifica&ccedil;&atilde;o    em si, pois n&atilde;o &eacute; necess&aacute;ria notifica&ccedil;&atilde;o    universal para se perceber a magnitude e gravidade de um problema de sa&uacute;de,    mas sim a redu&ccedil;&atilde;o de incid&ecirc;ncia de casos que se verifica    ap&oacute;s as explosivas epidemias, que pode ser indevidamente interpretada,    particularmente pelas autoridades de sa&uacute;de, como se a situa&ccedil;&atilde;o    estivesse sob controle. Em geral, nessas circunst&acirc;ncias, a vigil&acirc;ncia    e as medidas de preven&ccedil;&atilde;o s&atilde;o mais negligenciadas, desconhecendo-se    que, nos per&iacute;odos hiperend&ecirc;micos, o risco de ocorr&ecirc;ncia de    formas graves da doen&ccedil;a &eacute; elevado<sup>27</sup> pela possibilidade concreta    de introdu&ccedil;&atilde;o de um novo sorotipo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As soropreval&ecirc;ncias    encontradas, embora tenham variado, foram bastante elevadas em quase todas as    30 &aacute;reas sentinelas, inclusive naquelas situadas em espa&ccedil;os com    condi&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas favor&aacute;veis.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A an&aacute;lise    da evolu&ccedil;&atilde;o do risco de infec&ccedil;&atilde;o, de acordo com    os agrupamentos socioecon&ocirc;micos, mostrou que as taxas de incid&ecirc;ncia    praticamente se igualaram entre as categorias de diferentes condi&ccedil;&otilde;es    de vida, na medida em que a transmiss&atilde;o viral foi se estabelecendo, deixando    de se observar a tend&ecirc;ncia inversa encontrada no inqu&eacute;rito de soropreval&ecirc;ncia.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esses achados    diferenciam-se daqueles encontrados por Medronho<sup>6</sup> no Rio de Janeiro, cidade    onde a doen&ccedil;a atingiu mais as popula&ccedil;&otilde;es residentes em    &aacute;reas de maior adensamento populacional e de baixa infraestrutura urbana,    o que, segundo o autor, corresponderia &agrave; popula&ccedil;&otilde;es com    n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico mais prec&aacute;rio. Fabbro<sup>28</sup> e Costa e Natal<sup>29</sup>    observaram correla&ccedil;&atilde;o entre renda e escolaridade e os coeficientes    de incid&ecirc;ncia de dengue em Ribeir&atilde;o Preto e S&atilde;o Jos&eacute;    do Rio Preto, duas cidades de m&eacute;dio porte do interior do Estado de S&atilde;o    Paulo; Pontes<sup>30</sup> tamb&eacute;m registrou, na epidemia de 1990/1991 em Ribeir&atilde;o    Preto, uma grande concentra&ccedil;&atilde;o de bairros com alta incid&ecirc;ncia    de dengue, situados nas &aacute;reas com condi&ccedil;&otilde;es de vida mais    desfavor&aacute;veis. Distintamente, Vasconcelos e colaboradores,<sup>7,11</sup> em inqu&eacute;ritos    sorol&oacute;gicos realizados em duas capitais do Nordeste, verificaram que    as soropreval&ecirc;ncias foram maiores nas &aacute;reas com melhores &iacute;ndices    socioecon&ocirc;micos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As discord&acirc;ncias    entre os resultados desses estudos podem ser explicadas pelo fato de as tr&ecirc;s    primeiras investiga&ccedil;&otilde;es terem utilizado dados dos sistemas de    notifica&ccedil;&atilde;o oficiais. Estes, em geral, registram os casos que    buscam assist&ecirc;ncia m&eacute;dica nos servi&ccedil;os p&uacute;blicos,    mais freq&uuml;entados pelas classes populares, n&atilde;o incluindo grande    parte dos casos que ocorrem nos bairros da cidade com melhores condi&ccedil;&otilde;es    de vida, o que pode levar a distor&ccedil;&otilde;es no conhecimento da distribui&ccedil;&atilde;o    da circula&ccedil;&atilde;o do v&iacute;rus da dengue. O nosso estudo, &agrave;    semelhan&ccedil;a do de Vasconcelos e colaboradores (1998; 1999),<sup>7,11</sup> refere-se    a inqu&eacute;ritos sorol&oacute;gicos de amostra populacional aleat&oacute;ria,    e, portanto, seus resultados devem se aproximar mais da real circula&ccedil;&atilde;o    espacial do v&iacute;rus.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar das associa&ccedil;&otilde;es    estatisticamente significantes encontradas entre a soropreval&ecirc;ncia e a    densidade populacional e a incid&ecirc;ncia de infec&ccedil;&atilde;o, e gradientes    de IP e escolaridade, pode-se observar que os riscos de infec&ccedil;&atilde;o    nas diferentes &aacute;reas foram elevados em sua grande maioria, inclusive    nos espa&ccedil;os com boas condi&ccedil;&otilde;es de vida. &Eacute; prov&aacute;vel    que essa din&acirc;mica, pelo menos em parte, deva-se ao fato de que em Salvador    sejam encontrados densidade populacional e IP altos, tanto em &aacute;reas prec&aacute;rias    como naquelas com melhores condi&ccedil;&otilde;es de vida.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quanto &agrave;    escolaridade, apesar da rela&ccedil;&atilde;o inversa verificada no inqu&eacute;rito    de incid&ecirc;ncia, significando que para os maiores &iacute;ndices de escolaridade    corresponderam valores mais baixos de incid&ecirc;ncia de infec&ccedil;&atilde;o,    estes n&atilde;o foram t&atilde;o reduzidos; al&eacute;m disso, n&atilde;o se    observou qualquer tend&ecirc;ncia entre as tr&ecirc;s categorias socioecon&ocirc;micas    estudadas e a taxa de soroincid&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Acontece que,    do ponto de vista formal, nas &aacute;reas mais privilegiadas, os &iacute;ndices    de escolaridade s&atilde;o mais elevados, mas nem sempre correspondem a uma    educa&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m direcionada para a conserva&ccedil;&atilde;o    do meio ambiente. Se &aacute;reas subnormais (favelas e corti&ccedil;os) est&atilde;o    espacialmente pr&oacute;ximas de &aacute;reas mais ricas, na perspectiva da    classe privilegiada, o principal problema a ser enfrentado &eacute; a seguran&ccedil;a    para a qual os investimentos privados s&atilde;o aplicados . N&atilde;o h&aacute;    uma preocupa&ccedil;&atilde;o em se mobilizar a sociedade e os poderes p&uacute;blicos    para discutir e oferecer melhores condi&ccedil;&otilde;es de vida e de infraestrutura    urbana &agrave;quelas popula&ccedil;&otilde;es, porque essas classes n&atilde;o    se sentem amea&ccedil;adas por este tipo de situa&ccedil;&atilde;o. Por outro    lado, embora disponham de coleta de lixo mais adequada, deixam dispostos nas    suas resid&ecirc;ncias in&uacute;meros tipos de criadouros potenciais do mosquito.<sup>24</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entende-se que,    se a educa&ccedil;&atilde;o formal das popula&ccedil;&otilde;es fosse aliada    a um maior conhecimento sobre a import&acirc;ncia da higiene ambiental de toda    a cidade, possivelmente ampliar-se-ia o potencial de redu&ccedil;&atilde;o dos    riscos de transmiss&atilde;o, tanto para a dengue quanto para todas as outras    doen&ccedil;as relacionadas &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es sanit&aacute;rias.    Evidencia-se, assim, a import&acirc;ncia da forma de organiza&ccedil;&atilde;o    social das grandes metr&oacute;poles modernas dos pa&iacute;ses do terceiro    mundo na determina&ccedil;&atilde;o da transmiss&atilde;o dos v&iacute;rus da    dengue, como sugerido no modelo explicativo apresentado por Teixeira e colaboradores    (1999).<sup>24</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A constata&ccedil;&atilde;o    desta poss&iacute;vel semelhan&ccedil;a de exposi&ccedil;&atilde;o ao risco    de se infectar pelos v&iacute;rus do dengue nos diferentes espa&ccedil;os intra-urbanos    diferencia esse agente daqueles da grande maioria das doen&ccedil;as infecciosas    e parasit&aacute;rias, particularmente dos microorganismos cujos ciclos epidemiol&oacute;gicos    est&atilde;o ligados ao meio ambiente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Entretanto, observou-se    que o grupo de indiv&iacute;duos com maior incid&ecirc;ncia foi aquele que j&aacute;    havia apresentado sorologia positiva para uma infec&ccedil;&atilde;o no primeiro    inqu&eacute;rito, sugerindo a necessidade de se investigar em outras vari&aacute;veis    ambientais, sociais e econ&ocirc;micas, al&eacute;m das que foram aqui consideradas.    A continuidade desta linha de pesquisa poder&aacute; discriminar melhor os estilos    de vida que propiciam uma maior exposi&ccedil;&atilde;o ao risco de se infectar    pelo v&iacute;rus do dengue. Eles podem estar relacionados tanto ao dom&iacute;nio    p&uacute;blico quanto ao privado, desde quando o ambiente domiciliar e peridomiciliar    influenciam decisivamente na ocorr&ecirc;ncia da transmiss&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Outro achado bastante    relevante deste estudo refere-se &agrave;s elevadas incid&ecirc;ncias de infec&ccedil;&atilde;o    pelo v&iacute;rus do dengue, mesmo quando os &iacute;ndices de infesta&ccedil;&atilde;o    encontravam-se relativamente baixos e a imunidade de grupo j&aacute; havia se    estabelecido parcialmente (42%) para os dois sorotipos de v&iacute;rus circulantes,    expressando a for&ccedil;a de transmiss&atilde;o desse agente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Vale ressaltar    que o Programa de Erradica&ccedil;&atilde;o do <i>Aedes aegypti</i> estava desenvolvendo    a&ccedil;&otilde;es em todas as &aacute;reas deste estudo h&aacute; cerca de    30 meses. Esses fatos indicam que um controle da circula&ccedil;&atilde;o viral    s&oacute; &eacute; obtido quando se alcan&ccedil;a n&iacute;vel de infesta&ccedil;&atilde;o    muito pr&oacute;ximo de zero. Assim, as a&ccedil;&otilde;es de combate ao vetor    parecem s&oacute; obter um impacto mais expressivo se forem executadas de modo    muito eficiente e com abrang&ecirc;ncia universal em cada territ&oacute;rio.    As tecnologias dispon&iacute;veis para essas a&ccedil;&otilde;es n&atilde;o    se t&ecirc;m revelado efetivas em v&aacute;rias partes do mundo,<sup>31,32</sup> o que    imp&otilde;e o debate sobre a pertin&ecirc;ncia de manter programas de combate    ao <i>Aedes aegypti</i>, que s&atilde;o bastante onerosos, particularmente sobre os    limites de recursos dispon&iacute;veis para a Sa&uacute;de P&uacute;blica nos    pa&iacute;ses em vias de desenvolvimento.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A intensidade    de transmiss&atilde;o de dengue encontrada nas condi&ccedil;&otilde;es ambientais    e imunol&oacute;gicas da popula&ccedil;&atilde;o de Salvador est&aacute; em    conson&acirc;ncia com o modelo te&oacute;rico desenvolvido por Newton e Reiter,<sup>33</sup>    segundo o qual o n&uacute;mero de casos desta doen&ccedil;a &eacute;, em grande    parte, controlado pelo quantitativo de suscept&iacute;veis aos sorotipos circulantes    em uma dada popula&ccedil;&atilde;o, o que, muitas vezes, &eacute; interpretado    como resultado direto do combate vetorial.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Entende-se que    os resultados desta investiga&ccedil;&atilde;o devam ser considerados na defini&ccedil;&atilde;o    da pol&iacute;tica de controle do dengue do Brasil e no aprimoramento das a&ccedil;&otilde;es    de combate vetorial. Se, por um lado, a constata&ccedil;&atilde;o de que o v&iacute;rus    do dengue em nosso meio n&atilde;o respeita espa&ccedil;os sociais fortalece    o princ&iacute;pio de que as a&ccedil;&otilde;es de combate vetorial devem sempre    ter car&aacute;ter universal em cada territ&oacute;rio, por outro, a discrimina&ccedil;&atilde;o    de fatores de risco localizados em microambientes espec&iacute;ficos do dom&iacute;nio    da vida privada poder&aacute; indicar formas direcionadas de a&ccedil;&atilde;o    com vistas &agrave; sua elimina&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias    bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Gubler DJ.    Dengue and dengue hemorrhagic fever. Clinical Microbiology Reviews 1998; 11(3):480-496.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Kuno G. 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Dengue Bulletin, 2002; vol. 26.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 6. Medronho AR.    Geoprocessamento e sa&uacute;de: uma nova abordagem do espa&ccedil;o no processo    sa&uacute;de doen&ccedil;a. Rio de Janeiro: Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz,    1995.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 7. Vasconcelos    PFC, Lima JWO, Travassos da Rosa PA, Timb&oacute; MJ, Travassos da Rosa, ES,    Lima HR, Rodrigues SG, Travassos da Rosa, JFS. Epidemia de dengue em Fortaleza,    Cear&aacute;: inqu&eacute;rito soroepidemiol&oacute;gico aleat&oacute;rio. Revista    de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1998; 32 (5):447-54.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 8. Censo Demogr&aacute;fico.    Funda&ccedil;&atilde;o IBGE. Rio de Janeiro, Brasil: Censo demogr&aacute;fico,    1991.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 9. Teixeira MG,    Barreto ML, Costa MCN, Strina A, Martins J&uacute;nior D, Prado M (2002). Sentinel    areas: Public Health surveillance strategy. Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica    2002; 18 (5): 1189-1195.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 10. Cunha RV.    Estudo soroepidemiol&oacute;gico sobre dengue em escolares do Munic&iacute;pio    de Niter&oacute;i, Rio de Janeiro, 1991. &#91;Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado&#93;.    Instituto Oswaldo Cruz, Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro,    1993.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 11. Vasconcelos    PFC, Lima JW, Raposo ML, Rodrigues S.G, Travassos da Rosa, JFS, Amorim SMC,    Travassos da Rosa ES, Moura CMP, Fonseca AN, Travassos da Rosa, PA. Inqu&eacute;rito    soroepidemiol&oacute;gico na Ilha de S&atilde;o Lu&iacute;s durante epidemia    de dengue no Maranh&atilde;o. 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New York, Wiley, 1991.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 19. Brasil/Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de/Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de - Plano Diretor    de Erradica&ccedil;&atilde;o do <i>Aedes aegypti</i> do Brasil ajustado. Bras&iacute;lia,    1997.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 20. Salvador/Secretaria    Municipal de Sa&uacute;de. Relat&oacute;rio parcial das a&ccedil;&otilde;es    do plano de combate ao <i>Aedes aegypti</i>. Prefeitura Municipal de Salvador. Centro    de Controle de Zoonozes Fevereiro de 1998.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 21. Salvador/Secretaria    Municipal de Sa&uacute;de/ Centro de Controle de Zoonozes. Plano de Erradica&ccedil;&atilde;o    do <i>Aedes aegypti</i> no Munic&iacute;pio de Salvador. Relat&oacute;rio do 3<sup>o</sup> Ciclo    de 1999.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 22. Teixeira MG,    Costa MCN, Barreto ML, Barreto F. Epidemiologia do dengue em Salvador-Bahia,    1995-1999. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical 2001; 34(3):269-274.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 23. Figueiredo    LTM, Cavalcante SMB, Sim&otilde;es MC. Encuesta serol&oacute;gica sobre el dengue    entre escolares de Rio de Janeiro, Brasil, 1986 y 1987. Boletim da Oficina Sanit&aacute;ria    Panamericana 1991; 111(6):525-533.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 24. Teixeira MG,    Barreto LM, Guerra Z. Epidemiologia e medidas de preven&ccedil;&atilde;o do    dengue. Informe Epidemiol&oacute;gico do SUS 1999; 8(4):5-33.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 25. Clark GG.    Situaci&oacute;n epidemiologica del dengue en Am&eacute;rica: desafios para    su vigilancia y control. Salud Publica del M&eacute;jico 1995; supl, 37: S5-S11.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 26. Rigau-Perez,    Gubler DJ Surveillance for dengue and dengue hemorrahagic fever In: Gubler,    D.J, Kuno, G. Editors. Dengue and dengue hemorragic fever. New York: CAB International,    1997, p. 45- 60.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 27. Gluber DJ,    Clark GG. Community based integrate control of Aedes aegypti: a brief overview    of currents programs. American Journal of Tropical Medicine and Hygiene 1994;    50 (6):50-60.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 28. Fabro ALD.    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Reiter P.    Dengue Control in Singapore. In: Goh K T, Editor. Dengue in Singapore. Institute    of Enveronmental Epidemiology. Ministery of Enveronment. Singapore, 1998: 213-242,    Chapter 15.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 32. Reiter P,    Gubler DJ. Surveillance and control of urban dengue vectors. In: Gubler DJ,    Kuno G., editors. Dengue and dengue hemorragic fever. New York: CAB International,    1997. p.425-462.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 33. Newton EA,    Reiter P. A model of the transmission of dengue fever with and evaluation of    the impact of ultra-low volume (ULV) inseticide applications on dengue epidemics.    American Journal Tropical Medicine and Hygiene1992; 47:709-720.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="../img/revistas/ess/v12n2/seta.gif" border="0"></a><b>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:</b>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Instituto de Sa&uacute;de Coletiva,    <br>   Rua Padre Feij&oacute;, 29; 4<sup>o</sup> andar,    <br>   Canela, Salvador-BA.    <br>   CEP: 41110-170.    <br>   <i>E-mail</i>:<a href="mailto:magloria@ufba.br">magloria@ufba.br</a>.</font></p>      ]]></body><back>
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