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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Anos potenciais de vida perdidos por causas evitáveis, segundo sexo, em Fortaleza, em 1996-1998]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The objective of the present study was to determine and analyze mortality from avoidable causes in the city of Fortaleza, Ceara State, Brazil for the period 1996-98, identifying its impact upon active life, measured in potential years of lost life (PYLL). A descriptive study was performed using the mortality database of Ceara&#8217;s State Health Department obtained from processed death certificates issued for the residents of Fortaleza in the period 1996-98, and ready-to-send to the Ministry of Health for inclusion in the Mortality Information System (SIM) in CD-rom format. Death certificates were selected by the underlying cause of death, separated by cause according to sex and age, and finally classified according to criteria of avoidability as proposed by Taucher. Undefined causes of death were distributed among the diverse groups of avoidable deaths, proportionately to sex and age participation. Populational projection was estimated using the geometric method, determining the number of inhabitants of Fortaleza for July 1st, 1997, based on the demographic census of 1991 and the population count of 1996. The Romeder and McWhinnie technique was used to analyze the impact of the groups of avoidable mortality on PYLL. The main results indicated an upper limit of life expectancy at 65 years, and 236,660.5 PYLL for men and 113,956 PYLL for women, with avoidable causes contributing to 58% and 41%, respectively. Violent causes of death (Group F) contributed substantially to these figures]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="topo"></a><b>ARTIGO    ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Anos potenciais    de vida perdidos por causas evit&aacute;veis, segundo sexo, em Fortaleza, em    1996-1998</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Potential years    of lost life from avoidable causes by gender - Fortaleza (Brazil), 1996-1998</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Marcelo Gurgel    Carlos da Silva</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Universidade Estadual    do Cear&aacute; (UECE) - Hospital do C&acirc;ncer/Instituto do C&acirc;ncer    do Cear&aacute; (ICC)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O objetivo do    presente trabalho foi determinar e analisar a mortalidade por causas evit&aacute;veis    em Fortaleza no per&iacute;odo de 1996 a 1998, identificando o seu impacto em    vida &uacute;til, medido em Anos Potenciais de Vida Perdidos (APVP). Foi realizado    um estudo descritivo a partir do banco de dados da Secretaria de Estado de Sa&uacute;de    do Cear&aacute;, remetido para inclus&atilde;o em CD-<i>rom</i> do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es    sobre Mortalidade do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, baseado nas declara&ccedil;&otilde;es    de &oacute;bitos dos residentes em Fortaleza, referentes ao per&iacute;odo de    1996 a 1998 e processadas pela Secretaria. As declara&ccedil;&otilde;es de &oacute;bito,    ap&oacute;s a sele&ccedil;&atilde;o da causa b&aacute;sica de morte, foram codificadas    e apuradas por causas, em n&iacute;vel de categorias, segundo sexo e grupo et&aacute;rio;    em seguida, foram distribu&iacute;das em grupos de causas, segundo crit&eacute;rios    de evitabilidade propostos por Taucher. As mortes por causas mal definidas foram    redistribu&iacute;das nos grupos de causas, proporcionalmente &agrave; participa&ccedil;&atilde;o    por sexo e faixa et&aacute;ria. Os dados populacionais foram baseados no Censo    Demogr&aacute;fico de 1991 e na Contagem Populacional de 1996, mediante proje&ccedil;&atilde;o    geom&eacute;trica da popula&ccedil;&atilde;o de Fortaleza em 1<sup>o</sup> de julho    de 1997. Para analisar o impacto da mortalidade dos grupos de causas evit&aacute;veis    em APVP, foi utilizada a t&eacute;cnica de Romeder e McWhinnie. Os principais    resultados apontaram para o limite de esperan&ccedil;a de vida em 65 anos, 236.660,5    e 113.956 APVP, em homens e mulheres, no tri&ecirc;nio analisado. Entre eles,    a mortalidade por causas evit&aacute;veis participou com 58 e 41% para cada    sexo, respectivamente, tendo sido registrada a proeminente colabora&ccedil;&atilde;o    do Grupo F (causas externas).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b>    mortalidade evit&aacute;vel; vida potencial perdida; anos potenciais de vida    perdidos.</font></p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">The objective    of the present study was to determine and analyze mortality from avoidable causes    in the city of Fortaleza, Ceara State, Brazil for the period 1996-98, identifying    its impact upon active life, measured in potential years of lost life (PYLL).    A descriptive study was performed using the mortality database of Ceara&#8217;s    State Health Department obtained from processed death certificates issued for    the residents of Fortaleza in the period 1996-98, and ready-to-send to the Ministry    of Health for inclusion in the Mortality Information System (SIM) in CD-rom    format. Death certificates were selected by the underlying cause of death, separated    by cause according to sex and age, and finally classified according to criteria    of avoidability as proposed by Taucher. Undefined causes of death were distributed    among the diverse groups of avoidable deaths, proportionately to sex and age    participation. Populational projection was estimated using the geometric method,    determining the number of inhabitants of Fortaleza for July 1<sup>st</sup>, 1997, based    on the demographic census of 1991 and the population count of 1996. The Romeder    and McWhinnie technique was used to analyze the impact of the groups of avoidable    mortality on PYLL. The main results indicated an upper limit of life expectancy    at 65 years, and 236,660.5 PYLL for men and 113,956 PYLL for women, with avoidable    causes contributing to 58% and 41%, respectively. Violent causes of death (Group    F) contributed substantially to these figures</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Key words:</b> avoidable    mortality; potential life lost; potential years of lost life.</font></p> <hr size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A morte em si    mesma n&atilde;o pode ser prevenida; por&eacute;m, pode ser postergada. A import&acirc;ncia    desse fato est&aacute;, h&aacute; muito tempo, respaldada na an&aacute;lise    da estat&iacute;stica de mortalidade, tradicionalmente um dos principais instrumentos    usados no planejamento e na administra&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de para    avalia&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de sa&uacute;de, na defini&ccedil;&atilde;o    de prioridades e aloca&ccedil;&atilde;o de recursos, e na vigil&acirc;ncia de    problemas espec&iacute;ficos de sa&uacute;de.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A an&aacute;lise    da mortalidade &eacute; de grande relev&acirc;ncia em demografia e no campo    de sa&uacute;de. As estat&iacute;sticas de &oacute;bitos representam, muitas    vezes, praticamente o &uacute;nico instrumento para medir o n&iacute;vel de    sa&uacute;de da comunidade e avaliar programas de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> T&eacute;cnicos    envolvidos com a pol&iacute;tica da sa&uacute;de de pa&iacute;ses em desenvolvimento    sentem uma crescente necessidade de indicadores que possam avaliar a freq&uuml;&ecirc;ncia    das mortes preven&iacute;veis e prover simples medidas de efici&ecirc;ncia dos    programas de sa&uacute;de que objetivam reduzir tais mortes. Todavia, deve-se    salientar que as mortes preven&iacute;veis ou evit&aacute;veis dependem do estado    da arte m&eacute;dica, da disponibilidade dos recursos e da oportunidade de    execu&ccedil;&atilde;o das medidas terap&ecirc;uticas ou preventivas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diversos estudos    t&ecirc;m enfocado a mortalidade por causas trat&aacute;veis com n&iacute;tido    interesse na tend&ecirc;ncia hist&oacute;rica dessas causas ou na compara&ccedil;&atilde;o    entre pa&iacute;ses,<sup>2,3</sup> e tamb&eacute;m como proposta de um indicador da qualidade    dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de.<sup>1</sup> Trabalhos outros enfocaram causas redut&iacute;veis    em determinados segmentos et&aacute;rios, a exemplo do neonatal.<sup>4,5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Com rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; efetividade dos servi&ccedil;os sanit&aacute;rios, Alonso<sup>6</sup> destaca    dois indicadores: as taxas ajustadas de mortalidade por todas as causas (que    s&atilde;o usadas na elabora&ccedil;&atilde;o de uma f&oacute;rmula de necessidade    de aten&ccedil;&atilde;o, para aloca&ccedil;&atilde;o de recursos sanit&aacute;rios    na Inglaterra e Pa&iacute;s de Gales) e as taxas de mortalidade por causas suscet&iacute;veis    de tratamento m&eacute;dico, que podem ser consideradas desnecessariamente prematuras,    a exemplo do modelo de Rutstein e colaboradores<sup>7</sup> e da adapta&ccedil;&atilde;o    de Ort&uacute;n e Gispert.<sup>8</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Esses indicadores    t&ecirc;m suscitado a feitura de &#8220;Atlas da Mortalidade Evit&aacute;vel&#8221;,    a exemplo dos de Holland e colaboradores,<sup>9-11</sup> cobrindo v&aacute;rios pa&iacute;ses    europeus; do de Gonz&aacute;lez e colaboradores,<sup>12</sup> referente &agrave; Espanha    e que aponta o decl&iacute;nio da taxa de mortalidade evit&aacute;vel de 271,78    por cem mil habitantes em 1975, para 232,05 em 1983; e do de Lopez-Abente e    colaboradores,<sup>13</sup> que fizeram um mapa da ocorr&ecirc;ncia do c&acirc;ncer na    Espanha.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Desde 1980, o    <i>Institut Municipal de Salut Publica del Ajuntament de Barcelona</i><sup>14</sup> realiza e    publica, anualmente, estudo descritivo da mortalidade em Barcelona e seus distritos.    S&atilde;o fornecidas taxas de mortalidade por idade, sexo e causa de morte,    al&eacute;m de outros indicadores complementares, como esperan&ccedil;a de vida    e mortalidade prematura expressa em APVP de 1 a 74 anos, por meio da t&eacute;cnica    de Romeder e McWhinnie;<sup>15</sup> nos &uacute;ltimos anos, passou a incluir tamb&eacute;m    a mortalidade evit&aacute;vel baseada em 17 causas da classifica&ccedil;&atilde;o    de Rutstein e colaboradores,<sup>7</sup> das quais 14 s&atilde;o sanitariamente evit&aacute;veis    por preven&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria e/ou tratamento m&eacute;dico    e tr&ecirc;s s&atilde;o fundamentalmente evit&aacute;veis por preven&ccedil;&atilde;o    prim&aacute;ria.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em publica&ccedil;&atilde;o    que tratava da mortalidade chilena de 1955 a 1975, Taucher,<sup>16</sup> baseada nos resultados    obtidos, julgou conveniente elaborar uma classifica&ccedil;&atilde;o das causas    de morte com a finalidade de explicar as altera&ccedil;&otilde;es dos n&iacute;veis    de mortalidade por meio de alguns fatores contribuintes; no seu entender, isso    permitiria, ao mesmo tempo, descrever a situa&ccedil;&atilde;o atual e poss&iacute;veis    a&ccedil;&otilde;es corretivas no futuro.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para a autora,<sup>16</sup>    como primeira aproxima&ccedil;&atilde;o, pareceu &uacute;til dividir as causas    de morte em evit&aacute;veis e n&atilde;o evit&aacute;veis. As causas evit&aacute;veis    foram agrupadas em quatro categorias de a&ccedil;&otilde;es que poderiam ter    maior influ&ecirc;ncia em sua redu&ccedil;&atilde;o ou supress&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A classifica&ccedil;&atilde;o    de Taucher das causas evit&aacute;veis foi introduzida no Brasil em 1981, j&aacute;    contemplando sete grupos, e sob essa nova forma tem sido operacionalizada por    v&aacute;rios autores, segundo Silva.<sup>1</sup> A indica&ccedil;&atilde;o de agrupar    as causas evit&aacute;veis segundo eixo de medidas de controle tem tido boa    receptividade no Brasil, tanto que a Funda&ccedil;&atilde;o Sistema Estadual    de An&aacute;lise de Dados (Funda&ccedil;&atilde;o SEADE) de S&atilde;o Paulo    emprega-a em suas publica&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Recentemente,    a mortalidade por causas evit&aacute;veis foi assunto enfocado por Silva,1 que    destacou a elevada participa&ccedil;&atilde;o das mortes pass&iacute;veis de    redu&ccedil;&atilde;o na capital cearense; e que a s&eacute;rie hist&oacute;rica    de 1978 a 1995, anteriormente reportada, refletiu a tend&ecirc;ncia de queda    para a mortalidade evit&aacute;vel e certa estabiliza&ccedil;&atilde;o para    as inevit&aacute;veis.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Continuando o    trabalho anterior, o objetivo deste estudo foi determinar e analisar a mortalidade    por crit&eacute;rios de evitabilidade, segundo sexo, em Fortaleza, no per&iacute;odo    de 1996 a 1998, identificando o seu impacto em vida &uacute;til sacrificada,    medido em Anos Potenciais de Vida Perdidos (APVP).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Popula&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os dados populacionais    foram gerados a partir de resultados do Censo Demogr&aacute;fico de 1991<sup>17</sup> e    da Contagem Populacional de 1996,<sup>18</sup> mediante proje&ccedil;&atilde;o pelo m&eacute;todo    geom&eacute;trico para a obten&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o de    Fortaleza em 1<sup>o</sup> de julho de 1997, que correspondia &agrave; popula&ccedil;&atilde;o    central do per&iacute;odo de 1996 a 1998. A composi&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o    projetada, segundo sexo e grupo et&aacute;rio, seguiu as mesmas percentagens    do &uacute;ltimo censo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A <a href="#tab1">Tabela    1</a> relaciona a popula&ccedil;&atilde;o projetada de Fortaleza, segundo sexo    e grupo et&aacute;rio, adotada neste estudo.</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="../img/revistas/ess/v12n2/2a05t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Mortalidade</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O material b&aacute;sico    foi extra&iacute;do do banco de dados da Secretaria de Estado de Sa&uacute;de    do Cear&aacute; (SESA), remetido para a inclus&atilde;o em CD-<i>rom</i> do Sistema    de Informa&ccedil;&atilde;o de Mortalidade do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,    baseado nas declara&ccedil;&otilde;es de &oacute;bitos dos residentes em Fortaleza    referentes ao per&iacute;odo de 1996 a 1998 e processadas pela SESA.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Para todos os    &oacute;bitos objeto do estudo, houve o id&ecirc;ntico cuidado de selecionar    e codificar a causa b&aacute;sica de morte, observando-se as disposi&ccedil;&otilde;es    e as regras de sele&ccedil;&atilde;o de causa da morte da Classifica&ccedil;&atilde;o    Internacional de Doen&ccedil;a-Revis&atilde;o 1995 (CID-10),<sup>19</sup> sendo a codifica&ccedil;&atilde;o    efetuada no n&iacute;vel de subcategorias.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A apura&ccedil;&atilde;o    dos dados foi computadorizada. Para cada ano, as declara&ccedil;&otilde;es de    &oacute;bito foram contabilizadas segundo causa de morte, sexo e grupo et&aacute;rio.    Para o c&aacute;lculo dos APVP, foram descartadas as mortes de menores de um    ano, as de 65 anos e mais, assim como os casos de idade ignorada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Depois dessa apura&ccedil;&atilde;o    no n&iacute;vel de categorias, os resultados foram consolidados para apresenta&ccedil;&atilde;o    por grupos de causas evit&aacute;veis em acordo com a classifica&ccedil;&atilde;o    Taucher,<sup>16</sup> que foi adaptada aos c&oacute;digos da CID-10<sup>19</sup>    (<a href="#fig1">Figura 1</a>). Considerando a elevada contribui&ccedil;&atilde;o    das mortes por causas mal definidas, estas foram redistribu&iacute;das nos demais    grupos de causas com base na participa&ccedil;&atilde;o relativa desses grupos    segundo sexo e faixa et&aacute;ria.</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/ess/v12n2/2a05f1.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A consolida&ccedil;&atilde;o    dos dados dos tr&ecirc;s anos para a composi&ccedil;&atilde;o do tri&ecirc;nio    1996-98 tamb&eacute;m foi feita por computa&ccedil;&atilde;o eletr&ocirc;nica,    tendo sido utilizado o Centro de Processamento de Dados do Instituto do C&acirc;ncer    do Cear&aacute;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Anos Potenciais    de Vida Perdidos (APVP)</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A t&eacute;cnica    aplicada foi a de Romeder e Whinnie,<sup>15</sup> que estabelece uma idade limite para    o c&aacute;lculo dos APVP com base na vida m&eacute;dia da popula&ccedil;&atilde;o.    A obten&ccedil;&atilde;o dos APVP por uma causa espec&iacute;fica ou um grupo    de causas consiste em somar os produtos do n&uacute;mero de mortes em cada idade    &#8211; entre 1 e 64 anos; ou 1 e 69 anos &#8211; pelos anos de vida restantes    at&eacute; a idade de 65 ou 70 anos, respectivamente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A f&oacute;rmula    geral &eacute; expressa por:</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/ess/v12n2/2a05e1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Onde:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> ai = anos de vida    restantes at&eacute; a idade m, quando as mortes ocorrem entre i e i+1 = m -    (i + 0,5) = m - i - 0,5</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">di =n&uacute;mero    de mortes entre as idades i e i + 1</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No caso de Fortaleza,    a f&oacute;rmula ficou assim:</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/ess/v12n2/2a05e2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As Taxas de Anos    Potenciais de Vida Perdidos (TAPVP) recebem a seguinte express&atilde;o:</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/ess/v12n2/2a05e3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> n = n&uacute;mero    de homens ou mulheres de 1 a 64</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outra medida obtida    foi a de APVP proporcional, segundo a causa ou grupo de causas e sexo, mediante    a rela&ccedil;&atilde;o:</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/ess/v12n2/2a05e4.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os valores dos    anos de vida restantes (ai), considerando o limite de 65 anos, s&atilde;o retratados    na <a href="#tab2">Tabela 2</a>. Note-se que cada morte ocorrida entre 1 e 4    anos corresponde a 62 APVP, ao passo que para a incidente na faixa de 60 a 64    anos debita-se 2,5 APVP &agrave; sociedade.</font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/ess/v12n2/2a05t2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Resultados</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Mortalidade por    Causas Evit&aacute;veis</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foram registrados    33.326 &oacute;bitos de residentes em Fortaleza, no per&iacute;odo 1996-98,    dos quais 18.756 do sexo masculino e 14.570 do feminino, que retrataram um risco    espec&iacute;fico de 6,65 por mil homens e 4,55 por mil mulheres. Como a an&aacute;lise    empreendida neste trabalho foi efetuada segundo sexo, as 80 perdas em que n&atilde;o    foi poss&iacute;vel especificar a que sexo pertenciam foram exclu&iacute;das    do estudo; elas representaram menos de 0,25% do montante dos &oacute;bitos.    As tabula&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas por idade n&atilde;o tomaram    em considera&ccedil;&atilde;o as mortes cujas idades eram ignoradas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Depois da apura&ccedil;&atilde;o    segundo causa b&aacute;sica, sexo e idade, as declara&ccedil;&otilde;es de &oacute;bitos    foram classificadas por grupos de causas evit&aacute;veis, da classifica&ccedil;&atilde;o    de Taucher,<sup>16</sup> resultando em distribui&ccedil;&atilde;o preliminar    que identificou a substancial participa&ccedil;&atilde;o das afec&ccedil;&otilde;es    mal definidas e das causas n&atilde;o evit&aacute;veis. Os valores definitivos    para os grupos de causas evit&aacute;veis e n&atilde;o evit&aacute;veis, ap&oacute;s    redistribui&ccedil;&atilde;o das causas mal definidas, foram os figurados nas    <a href="#tab3">Tabelas 3</a> e <a href="#tab4">4</a>.</font></p>     <p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/ess/v12n2/2a05t3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/ess/v12n2/2a05t4.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nessas tabelas,    verifica-se que, na faixa et&aacute;ria de 1 a 64 anos, seriam mortes evit&aacute;veis,    aproximadamente, 47 e 31% &#8211; contra 53 e 69% de inevit&aacute;veis, em    homens e mulheres, correspondentemente; as causas violentas, com 38 e 11%, assumem    a primeira posi&ccedil;&atilde;o na responsabilidade pela ocorr&ecirc;ncia dos    &oacute;bitos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Anos Potenciais    de Vida Perdidos em Fortaleza</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Estipulando o    limite de vida &uacute;til em 65 anos, houve, em Fortaleza, de 1996 a 1998,    um total de 350.616,5 Anos Potenciais de Vida Perdidos, dos quais 236.660,5    nos homens e 113.956 nas mulheres, o que oferece uma taxa de APVP de 89,13 por    mil homens e de 38,26 por mil mulheres, na faixa et&aacute;ria de 1 a 64 anos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Considerando esses    valores, as causas evit&aacute;veis contribu&iacute;ram com 136.788,5 (57,80%)    e 46.228 (40,57%) APVP, correspondendo &agrave;s taxas de APVP de 51,51 por    mil homens e de 15,69 por mil mulheres entre 1 e 64 anos; enquanto isso, as    n&atilde;o evit&aacute;veis participaram com 99.872 (42,20%) e 67.728 (59,43%)    APVP, correspondendo &agrave;s taxas de APVP de 37,61 por mil homens e de 22,74    por mil mulheres entre 1 e 64 anos (<a href="#tab5">Tabelas 5</a> a <a href="#tab7">7</a>).</font></p>     <p><a name="tab5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/ess/v12n2/2a05t5.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab6"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/ess/v12n2/2a05t6.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab7"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/ess/v12n2/2a05t7.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Nos homens, o    maior n&uacute;mero de APVP foi nas faixas et&aacute;rias de 15 a 39 anos entre    as causas evit&aacute;veis, e de 40 a 49 anos nas n&atilde;o evit&aacute;veis;    nas mulheres, o maior n&uacute;mero limitou-se &agrave;s idades compreendidas    entre 1 a 4 anos, em ambos grupos de causas, demonstrando a mais expressiva    contribui&ccedil;&atilde;o das inevit&aacute;veis nas demais faixas et&aacute;rias,    excetuando a de 15 a 29 anos (<a href="#tab5">Tabelas 5</a> e <a href="#tab6">6</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Quanto &agrave;    participa&ccedil;&atilde;o dos APVP proporcional por idade, as causas evit&aacute;veis    assumiram mais da metade das perdas compreendidas de 5 a 39 anos nos homens,    ao passo que as n&atilde;o evit&aacute;veis tiveram a proemin&ecirc;ncia de    1 a 4 anos e acima dos 40 anos; nas mulheres, as causas evit&aacute;veis predominaram    apenas na faixa et&aacute;ria de 15 a 29 anos. Notou-se, tamb&eacute;m, uma    clara tend&ecirc;ncia de aumento da participa&ccedil;&atilde;o das causas inevit&aacute;veis    a partir dos 45 anos em ambos os sexos (<a href="#tab5">Tabelas 5</a> e <a href="#tab6">6</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No que concerne    &agrave;s taxas de APVP, em geral, os valores masculinos superam os femininos    para as causas evit&aacute;veis e n&atilde;o evit&aacute;veis em todas as faixas    et&aacute;rias. Taxas igualmente altas s&atilde;o vistas para ambos os sexos    de 1 a 4 anos, sendo as das n&atilde;o evit&aacute;veis um pouco superiores    &agrave;s das evit&aacute;veis (<a href="#tab6">Tabelas 5</a> e <a href="#tab6">6</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No sexo masculino,    taxas mais elevadas s&atilde;o vistas entre 15 e 39 anos para as causas evit&aacute;veis    enquanto para as n&atilde;o evit&aacute;veis h&aacute; uma tend&ecirc;ncia de    crescimento de risco com avan&ccedil;o et&aacute;rio dos 5 aos 59 anos. Nas    mulheres, al&eacute;m de taxas mais baixas, existe uma tend&ecirc;ncia de incremento    do risco em causas evit&aacute;veis dos 5 aos 54 anos; tal comportamento tamb&eacute;m    &eacute; observado para as causas n&atilde;o evit&aacute;veis, cujo pico &eacute; alcan&ccedil;ado na faixa de    55 a 59 anos (<a href="#tab5">Tabelas 5</a> e <a href="#tab6">6</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Coube &agrave;s    causas externas &#8211; Grupo F &#8211; a maior responsabilidade nas perdas    proporcionais em ambos os sexos &#8211; sobretudo no sexo masculino, onde arcou    com 49,24 contra 18,06% no feminino, compondo taxas de APVP de 43,89 e 6,91    por mil (<a href="#tab7">Tabela 7</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> J&aacute; as segundas    coloca&ccedil;&otilde;es ficaram com os Grupos B (por &#8220;diagn&oacute;stico    e tratamento m&eacute;dico precoces&#8221;) nas mulheres e G (restantes dos    &oacute;bitos evit&aacute;veis) nos homens; o Grupo D (devido a &#8220;infec&ccedil;&otilde;es    das vias respirat&oacute;rias&#8221;) foi o 3<sup>o</sup> maior respons&aacute;vel    pela perda em vida &uacute;til em ambos os sexos. As duas &uacute;ltimas posi&ccedil;&otilde;es    foram ocupadas pelos Grupos A (por &#8220;vacina ou tratamento preventivo&#8221;)    e E (devido a &#8220;doen&ccedil;as pr&oacute;prias da primeira inf&acirc;ncia&#8221;)    (<a href="#tab7">Tabela 7</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os maiores respons&aacute;veis    por APVP foram acidentes de tr&acirc;nsito, homic&iacute;dios, pneumonias, c&acirc;ncer    de mama e c&acirc;ncer cervical.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A rela&ccedil;&atilde;o    APVP por &oacute;bito foi de 24,68 e 21,80, das quais 30,47 e 28,09 para as    causas evit&aacute;veis e 19,58 e 18,90 para as n&atilde;o evit&aacute;veis,    respectivamente para homens e mulheres. Merece ser assinalado que as maiores    perdas por cada morte ocorreram nos Grupos D (devido a &#8220;infec&ccedil;&otilde;es    das vias respirat&oacute;rias&#8221;) e C (por &#8220;medidas de saneamento    ambiental&#8221;) (<a href="#tab7">Tabela 7</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A raz&atilde;o    das taxas de APVP por sexo foi de 2,33; foi igual a 3,28 para as causas evit&aacute;veis,    e de 1,65 para as n&atilde;o evit&aacute;veis. Observou-se a sobremortalidade    masculina, principalmente nas causas externas &#8211; Grupo F &#8211; com 6,35.    Em mulheres, houve um excedente de risco nos Grupos A (por &#8220;vacina ou    tratamento preventivo&#8221;), B (por &#8220;diagn&oacute;stico e tratamento    m&eacute;dico precoces&#8221;) e C (por &#8220;medidas de saneamento ambiental&#8221;)    (<a href="#tab7">Tabela 7</a>).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A distribui&ccedil;&atilde;o    da mortalidade por causas em Fortaleza, no per&iacute;odo de 1996 a 1998, manteve    o padr&atilde;o observado no tri&ecirc;nio anterior.<sup>1</sup> Esse resultado apontou    o rompimento da coexist&ecirc;ncia, entre as primeiras causas respons&aacute;veis    por &oacute;bitos, das doen&ccedil;as infecciosas (destacadamente representadas    pelas gastroenterites e pneumonias), das cr&ocirc;nico-degenerativas, (e.g.    c&acirc;ncer e doen&ccedil;as cardiovasculares), e daquelas que s&atilde;o provocadas    pelo homem, (e.g. acidentes de tr&acirc;nsito e homic&iacute;dios). Os tr&ecirc;s    &uacute;ltimos tri&ecirc;nios da s&eacute;rie foram marcados pela regress&atilde;o    das gastroenterites e pela progress&atilde;o de processos cr&ocirc;nico-degenerativos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Azcorde com o    insatisfat&oacute;rio n&iacute;vel de sa&uacute;de de Fortaleza, foi observada,    entre 1978 e 1980, a maior participa&ccedil;&atilde;o da mortalidade por causas    evit&aacute;veis, com valores m&iacute;nimos de 42% no sexo masculino e 36%    no feminino. Dado o acr&eacute;scimo das perdas por causas mal definidas com    base na contribui&ccedil;&atilde;o relativa por sexo e idade de cada grupo de    causas, atingiriam 61% dos &oacute;bitos em homens e 58% daqueles em mulheres,    patenteando que mais da metade das mortes poderiam ser evitadas.<sup>2</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Comparando-se    esses dados aos do tri&ecirc;nio 1996-98, houve uma retra&ccedil;&atilde;o da    participa&ccedil;&atilde;o das causas evit&aacute;veis &#8211; 38% nos homens    e 25% nas mulheres &#8211;, e implemento das n&atilde;o evit&aacute;veis &#8211;    62% em homens e 75% nas mulheres &#8211;, praticamente uma invers&atilde;o das    contribui&ccedil;&otilde;es relativas entre essas causas (<a href="#tab7">Tabela    7</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os 324.448,5 APVP    de Fortaleza em 1984-86 representaram um aumento absoluto de 2,38%, comparativamente    a 1981-83;<sup>20</sup> por&eacute;m, em termos de taxas de APVP, houve redu&ccedil;&otilde;es    de riscos de 2,58% nos homens e de 4,40% nas mulheres, visto que, nesses tri&ecirc;nios,    as taxas passaram de 103,4 para 100,8 por mil homens, e de 59,3 para 56,8 por    mil mulheres; com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s causas evit&aacute;veis, as    taxas ca&iacute;ram de 69,1 para 67,9 e de 34,9 para 29 por mil homens e mil    mulheres, respectivamente.<sup>21</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Silva,<sup>1</sup> em sua    s&eacute;rie hist&oacute;rica, constatou que, no tri&ecirc;nio inicial (1978-80),    foram computados 370.545 APVP;enoderradeiro(1993-95),337.930,5 APVP,com uma    redu&ccedil;&atilde;o de apenas 8,9% entre esses dois per&iacute;odos extremos    da s&eacute;rie. No curso dos tri&ecirc;nios, notou-se uma tend&ecirc;ncia de    decl&iacute;nio at&eacute; o tri&ecirc;nio 1990-92. Contudo, em 1993-95, houve    um incremento relativo de 25,5% em rela&ccedil;&atilde;o ao tri&ecirc;nio precedente.<sup>1</sup>    Neste trabalho, os n&uacute;meros absolutos s&atilde;o semelhantes aos identificados    h&aacute; quase duas d&eacute;cadas; por&eacute;m, as taxas apontam substancial    redu&ccedil;&atilde;o de risco.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em taxas de APVP    por mil habitantes, na vig&ecirc;ncia da s&eacute;rie hist&oacute;rica, notou-se    redu&ccedil;&atilde;o desses coeficientes at&eacute; 1990-92 e aumento de 19,36%    para homens e 8,71% para mulheres em 1993-95, com evid&ecirc;ncias de decl&iacute;nio    dos riscos.<sup>1</sup> Esse fen&ocirc;meno, que permeia toda a s&eacute;rie de 1978 a    1998, reproduziu-se para as causas evit&aacute;veis, em ambos os sexos; e para    as n&atilde;o evit&aacute;veis entre os homens, especialmente, porque a diminui&ccedil;&atilde;o    de taxa no sexo oposto foi muito discreta.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A compara&ccedil;&atilde;o    com estudos realizados em outros pa&iacute;ses fica em parte prejudicada, porque    n&atilde;o foi utilizada classifica&ccedil;&atilde;o de causas de &oacute;bito    semelhante &agrave; deste trabalho. Contudo, os valores globais prestam-se para    a an&aacute;lise comparativa direta; e os mais espec&iacute;ficos permitem par&acirc;metro    de confronto diante dos achados de Fortaleza, aqui retratados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para o <i>Centers    for Disease Control and Prevention (CDC)</i>,<sup>22</sup> foram computados    12.276.000 APVP (limite de 65 anos) em 1988 e 12.370.499 em 1989 nos Estados Unidos,    com decr&eacute;scimo de 0,2% nas taxas de APVP (49,94 para 49,83 por mil habitantes).    As principais causas de APVP em 1989, segundo participa&ccedil;&atilde;o relativa,    foram: les&otilde;es n&atilde;o intencionais (18%), c&acirc;ncer (15%), suic&iacute;dios    e homic&iacute;dios (12%), doen&ccedil;a do cora&ccedil;&atilde;o (11%), anomalias    cong&ecirc;nitas (5%) e s&iacute;ndrome da imunodefici&ecirc;ncia adquirida    (AIDS) (5%); de 1988 para 1989, a participa&ccedil;&atilde;o da aids nos APVP    cresceu25%.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Ainda segundo    o CDC,<sup>23</sup> o tabagismo foi a principal causa de doen&ccedil;as associadas com    mortalidade prematura nos Estados Unidos, tendo respondido por, estimadamente,    390 mil mortes prematuras em 1985. Em 1988, aproximadamente 434 mil mortes e    1.199 mil APVP (limite de 65 anos) foram atribu&iacute;dos ao uso de cigarro.    Embora a mortalidade atribu&iacute;vel ao tabagismo em negros representasse    11% desse total, a taxa de mortalidade atribu&iacute;vel ao tabagismo nos negros    foi 12% mais alta que a dos brancos, enquanto a taxa para homens foi duas vezes    maior que a das mulheres. Quanto &agrave;s taxas de APVP atribu&iacute;veis    ao tabagismo, a dos negros foi duas vezes a dos brancos, enquanto a dos homens    foi quase tr&ecirc;s vezes a das mulheres.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em Barcelona,<sup>15</sup>    em 1995, foram computados 71.347,5 APVP, sendo 5.080 em homens e 21.267,5 em    mulheres, com taxas de APVP de 71,21 por mil homens e 28,81 por mil mulheres.    As cinco principais causas de APVP, considerando propor&ccedil;&otilde;es e    taxas por mil, foram: aids (22,1% e 15,72), causas externas (19,4% e 13,8),    c&acirc;ncer de pulm&atilde;o (7,5% e 5,31), doen&ccedil;a isqu&ecirc;mica do    cora&ccedil;&atilde;o (6,4% e 3,28) e cirrose hep&aacute;tica (4,5% e 3,24),    nos homens; e causas externas (16,8% e 4,84), aids (13,6% e 3,91), c&acirc;ncer    de mama (13,2% e 3,48), doen&ccedil;a cerebrovascular (3,3% e 0,99) e cirrose    hep&aacute;tica (3,1% e 0,91), nas mulheres.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Da mesma forma    que em Fortaleza, as causas externas assumiram a proemin&ecirc;ncia em APVP    no Rio de Janeiro em 1990;<sup>24</sup> e em Santa Catarina em 1995.<sup>25</sup> Vale salientar que    a evolu&ccedil;&atilde;o dos APVP em Fortaleza, apontando a redu&ccedil;&atilde;o    da participa&ccedil;&atilde;o de causas evit&aacute;veis e o implemento das    n&atilde;o evit&aacute;veis, &eacute; compat&iacute;vel com as mudan&ccedil;as    na transi&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica identificadas por Nedel e colaboradores<sup>26</sup>    para o Brasil e a Regi&atilde;o Sul, em especial.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Lai e Hardy<sup>27</sup>    afirmam que medir o impacto de riscos competitivos de mortes na sociedade &eacute;    importante para a pol&iacute;tica de Sa&uacute;de P&uacute;blica e para a aloca&ccedil;&atilde;o    de recursos. Esses autores compararam a esperan&ccedil;a de vida l&iacute;quida,    obtida mediante t&aacute;buas de vida de m&uacute;ltiplo decremento, com a t&eacute;cnica    de Anos Potenciais de Vida Perdidos da popula&ccedil;&atilde;o em idade ativa    (15-64 anos) dos EUA (1987-92) para aids, c&acirc;ncer e doen&ccedil;as do cora&ccedil;&atilde;o,    segundo sexo e ra&ccedil;a. Os autores conclu&iacute;ram que APVP superestima    HIV/aids em detrimento das outras causas, ao passo que, nas t&aacute;buas de    vida de m&uacute;ltiplo decremento, as doen&ccedil;as do cora&ccedil;&atilde;o    superam HIV/aids, e esta o c&acirc;ncer.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Acrescentam que    as t&aacute;buas de vida de m&uacute;ltiplo decremento levam em conta riscos    competitivos na popula&ccedil;&atilde;o e podem ser comparadas, facilmente,    entre as popula&ccedil;&otilde;es; enquanto a t&eacute;cnica de APVP n&atilde;o    leva em considera&ccedil;&atilde;o riscos competitivos e tamb&eacute;m &eacute;    fortemente influenciada pela estrutura et&aacute;ria da popula&ccedil;&atilde;o    e seu tamanho, de forma que a t&eacute;cnica de t&aacute;buas de vida de m&uacute;ltiplo    decremento &eacute; melhor para avaliar morte prematura de 15 a 64 anos.<sup>27</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Estudos mais recentes    t&ecirc;m conferido especial aten&ccedil;&atilde;o ao impacto da mortalidade    por causas, sobretudo as evit&aacute;veis, como problema de Sa&uacute;de P&uacute;blica,    expresso em vida potencial sacrificada e sua repercuss&atilde;o econ&ocirc;mica    para a sociedade.<sup>28-30</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Conclui-se que,    com o limite superior de vida m&eacute;dia fixado em 65 anos, aconteceram 236.660,5    e 113.956 anos potenciais de vida perdidos (APVP), em homens e mulheres, para    os quais a mortalidade por causas evit&aacute;veis participou com 57,80% e 40,57%    nesses sexos, tendo sido registrada a maior colabora&ccedil;&atilde;o do Grupo    F &#8211; mortes violentas (49,24% e 18,06%); as taxas totais de APVP, na faixa    de 1 a 64 anos, foram de 89,13 por mil homens e de 38,26 por mil mulheres, cabendo    &agrave;s causas evit&aacute;veis as taxas de APVP de 51,51 e de 15,69; e &agrave;s    causas n&atilde;o evit&aacute;veis, 37,61 por mil homens e 22,74 por mil mulheres,    na mesma ordem.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em suma: a mortalidade    evit&aacute;vel, em que pese a sua redu&ccedil;&atilde;o em termos de riscos,    permanece com expressivo impacto sobre a vida &uacute;til sacrificada, medida    em Anos Potenciais de Vida Perdidos, merecendo &ecirc;nfase a forte contribui&ccedil;&atilde;o    das mortes violentas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias    bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Silva MGC.    Mortalidade por causas evit&aacute;veis em Fortaleza de 1978 a 1995. Fortaleza:    Uece; 1998.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Gaizauskiene    A, Gurevicivs R. Avoidable mortality in Lithuania. Journal of Epidemiology Community    Health 1995;49:281-284.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Gaizauskiene    A, Westerling R.A Comparison of avoidable mortality in Lithuania and Sweden    1971-1990. International Journal of Epidemiology 1995;24(6):1124-1131.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Carvalho ML,    Silver LD. Confiabilidade de declara&ccedil;&atilde;o da causa b&aacute;sica    de &oacute;bitos neonatais: implica&ccedil;&atilde;o para o estudo da mortalidade    preven&iacute;vel. Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1995;29(5):342-348.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 5. Leite AJM,    Marcopito LF, Diniz RPD, Silva AVSE, Souza LCB, Borges JC, et al. Mortes perinatais    no munic&iacute;pio de Fortaleza, Cear&aacute;: o quanto &eacute; poss&iacute;vel    evitar. Journal of Pediatrics 1997;73(6):388-394.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 6. Alonso Caballero    J. La medici&oacute;n del estado de salud: metodologia de la encuesta de salud.    In: Mart&iacute;nez Navarro F, et al, editors. Salud Publica. Madrid: McGraw-Hill;    1998. p.342-361.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 7. Rutstein DD,    Berenberg W, Chalmers ThC, Child III CG, Fishman AP, Perrin EB. Measuring the    quality of medical care: a clinical method. New England Journal of Medicine    1976;294:582-588.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 8. Ort&uacute;n    Rubio V, Gispert Magarolas R. Exploraci&oacute;n de la mortalitad prematura    como gu&iacute;a de pol&iacute;tica sanit&aacute;ria o indicador de calidad    asistencial. Medicina Clinica (Barcelona) 1988;90(19):399-403.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 9. Holland WW.    European community atlas of avoidable death. Oxford: Oxford University Press;    1988.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Holland WW.    European community atlas of avoidable death. 2<sup>nd</sup> ed. Oxford: Oxford University    Press; 1991.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Holland WW.    European community atlas of avoidable death. 3<sup>rd</sup> ed. Oxford: Oxford University    Press; 1997.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Gonzalez J,    Cerda T, Regidor E, Medrano MJ. Atlas de la mortalidad evitable. Madrid: Minist&eacute;rio    de Sanidad y Consumo; 1989.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 13. Lopez-Abente    Ortega G, Poll&aacute;n Santamaria M, Escolar Pujolar A, Errizola Saizar M.    Atlas de mortalidad por c&aacute;ncer y otras causas en Espa&ntilde;a 1978-1992.    Atlas of cancer mortality and other causes of death in Spain 1978-1992. Madrid:    Fundaci&oacute;n Cientifica de la Asociaci&oacute;n Espa&ntilde;ola contra el    C&aacute;ncer; 1996.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 14. Ajuntament    de Barcelona. Institut Municipal de Salut P&uacute;blica. Mortalitat i natalitat    a la ciutat de Barcelona &#8211; 1995. Barcelona: Institut Municipal de Salut    P&uacute;blica; 1997.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 15. Romeder JM,    McWhinnie JR. Le D&eacute;veloppement des ann&eacute;es potentielles de vie    perdues comme indicateur de mortalit&eacute; pr&eacute;-matur&eacute;e. Revue    D&#8217;Epidemiologie et de Sant&eacute; Publique 1978;26(1):97-115.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 16. Taucher E.    Chile mortalidad desde 1955 a 1975: tendencias y causas. Santiago de Chile:    Celade; 1978.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 17. Funda&ccedil;&atilde;o    Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica. Censo Demogr&aacute;fico    do Cear&aacute;: dados preliminares de 1991. Rio de Janeiro: IBGE; 1995.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 18. Funda&ccedil;&atilde;o    Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica. Contagem da popula&ccedil;&atilde;o,    Brasil - 1996. Rio de Janeiro: IBGE; 1997.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 19. Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial da Sa&uacute;de. Classifica&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica internacional    de doen&ccedil;as e problemas relacionados &agrave; sa&uacute;de (CID-10). S&atilde;o    Paulo: OMS; 1995.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 20. Silva MGC.    Anos potenciais de vida perdidos, segundo causas, em Fortaleza, em 1978-80.    Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1984;18:108-121.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 21. Silva MGC.    Mortalidade por causas evit&aacute;veis em Fortaleza de 1984-86. Fortaleza:    Uece; 1995. Relat&oacute;rio de pesquisa apresentado ao CNPq. Mimeo.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 22. Centers for    Disease Control and Prevention. Years of potential life lost before age 65.    United States, 1988 and 1989. MMWR 1991b;40(4):60-62.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 23. Centers for    Disease Control and Prevention. Attributable mortality and year of potential    life lost. United States, 1988. MMWR 1991a;40(4):62-71.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 24. Reichenheim    ME, Werneck GL. Anos potenciais de vida perdidos no Rio de Janeiro, 1990: as    mortes violentas em quest&atilde;o. Cadernos de Sa&uacute;de Publica 1990;10    (supl.1): 188-198.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 25. Peixoto HCG,    Souza ML. Anos potenciais de vida perdidos e os padr&otilde;es de mortalidade    por sexo em Santa Catarina, 1995. Informe Epidemiol&oacute;gico do SUS 1999;    8(2):47-52.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 26. Nedel FB,    Rocha M, Pereira J. Anos de vida perdidos por mortalidade: um dos componentes    da carga de doen&ccedil;as. Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1999;33:61-69.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 27. Lai D, Hardy    RJ. Potential gains in life expectancy or years of potential life lost: impact    of competing risks of death. International Journal of Epidemiology 1999;28(5):894-898.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 28. Arnold MW,    Neto GH, Figueiroa RN. Years of potential life lost by children and adolescent    victims of homicide, Recife, 1997. Journal of Tropical Pediatrics 2002;48(2):67-71.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 29. Semerl JS,    Sesok J. Years of potential life lost and valued years of potential life lost    in assessing premature mortality in Slovenia. Croatia Medical Journal 2002;    43(4):439-445.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 30. Centers for    Disease Control and Prevention. Annual smoking-attributable mortality, years    of potential life lost, and economic costs &#8211; United States, 1995-1999.    MMWR 2002;51(14):300-303.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="../img/revistas/ess/v12n2/seta.gif" border="0"></a><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Hospital do C&acirc;ncer-Instituto do C&acirc;ncer do Cear&aacute;;    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Rua Papi J&uacute;nior, 1222,    <br>   Rodolfo Te&oacute;filo,    <br>   Fortaleza-CE.    <br>   CEP: 60430-230;    <br>   <i>E-mail:</i><a href="mailto:marcelo@hospcancer-icc.org.br">marcelo@hospcancer-icc.org.br</a></font></p>      ]]></body><back>
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