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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Custos das internações de adolescentes em unidades da rede hospitalar integrada ao SUS em Salvador, Bahia]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Evaluation of health care costs relying on information and on hospitalization is important to direct resource allocation and to adopt preventive measures. Hospitalization of 10 to 19 year old adolescents was analyzed, using data from the Brazilian Hospital Information System (SIH-SUS), to evaluate costs according to group and specific causes as classified in the Tenth Review of the International Classification of Diseases, including all hospital admissions registered for public health units in 1999 in Salvador, Bahia, Brazil. Data on age, sex, total and mean costs of some components such as hospital personnel and services, diagnostic and therapeutic resources, mean duration of hospital stay and mortality, among other variables were obtained from Hospital Admission Authorization (AIH). Main causes of hospitalization were those related to pregnancy, delivery and postpartum time, external causes and digestive diseases. The first two groups represented 32.3% and 14.7% of all admissions and their mean costs were, respectively, R$248,00 and R$649,22. It was observed that preventable causes corresponded to a greater proportion of hospitalization costs. In conclusion, the adoption of preventive measures might reduce this demand and could contribute to the application of those resources to other health problems that require major investments]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><a name="topo"></a><font size="2" face="Verdana"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Custos das interna&ccedil;&otilde;es    de adolescentes em unidades da rede hospitalar integrada ao SUS em Salvador,    Bahia</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Costs of adolescent admission to units    of the hospital network integrated into the SUS &#8211; Salvador, Bahia</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Estela Maria Ramos do Nascimento<sup>I</sup>;    Eduardo Mota<sup>II</sup>; Maria da Concei&ccedil;&atilde;o Nascimento Costa<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Secretaria de Estado da Sa&uacute;de da    Bahia, Salvador-BA    <br> <sup>II</sup>Instituto de Sa&uacute;de Coletiva da    Universidade Federal da Bahia, Salvador-BA</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para    correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Informa&ccedil;&otilde;es sobre os custos da    aten&ccedil;&atilde;o aos agravos &agrave; sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o    s&atilde;o de fundamental import&acirc;ncia para avaliar a aplica&ccedil;&atilde;o    de recursos, tanto na &aacute;rea assistencial como na orienta&ccedil;&atilde;o    para a preven&ccedil;&atilde;o dos problemas de sa&uacute;de. Este artigo tem    como objetivo descrever os custos dos principais grupos de causas e causas espec&iacute;ficas    de interna&ccedil;&otilde;es de adolescentes nos hospitais da rede integrada    ao SUS no Munic&iacute;pio de Salvador, Bahia, em 1999, classificados segundo    a d&eacute;cima revis&atilde;o da Classifica&ccedil;&atilde;o Internacional    de Doen&ccedil;as. As Autoriza&ccedil;&otilde;es de Interna&ccedil;&otilde;es    Hospitalares (AIH) foram utilizadas como fonte de dados para levantar a idade,    o sexo, os custos totais, m&eacute;dios e de alguns de seus componentes (servi&ccedil;os    hospitalares, de pessoal e de apoio diagn&oacute;stico e terap&ecirc;utico,    o tempo m&eacute;dio de perman&ecirc;ncia e a taxa de mortalidade hospitalar),    entre outras vari&aacute;veis. As principais causas de interna&ccedil;&otilde;es    foram aquelas relacionadas a gravidez, parto e puerp&eacute;rio, causas externas    e doen&ccedil;as do aparelho digestivo. Os dois primeiros grupos absorveram    32,3% e 14,7% das AIH pagas; e seus custos unit&aacute;rios foram de R&#36;    248,00 e R&#36; 649,22, respectivamente. Concluiu-se que medidas preventivas de maior    abrang&ecirc;ncia populacional podem reduzir essa demanda e favorecer a aplica&ccedil;&atilde;o    de recursos em outros agravos que necessitem grandes investimentos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave:</b> custos em sa&uacute;de;    adolescentes; interna&ccedil;&otilde;es.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Evaluation of health care costs relying on information    and on hospitalization is important to direct resource allocation and to adopt    preventive measures. Hospitalization of 10 to 19 year old adolescents was analyzed,    using data from the Brazilian Hospital Information System (SIH-SUS), to evaluate    costs according to group and specific causes as classified in the Tenth Review    of the International Classification of Diseases, including all hospital admissions    registered for public health units in 1999 in Salvador, Bahia, Brazil. Data    on age, sex, total and mean costs of some components such as hospital personnel    and services, diagnostic and therapeutic resources, mean duration of hospital    stay and mortality, among other variables were obtained from Hospital Admission    Authorization (AIH). Main causes of hospitalization were those related to pregnancy,    delivery and postpartum time, external causes and digestive diseases. The first    two groups represented 32.3% and 14.7% of all admissions and their mean costs    were, respectively, <i>R&#36;248,00</i> and <i>R&#36;649,22</i>. It was observed    that preventable causes corresponded to a greater proportion of hospitalization    costs. In conclusion, the adoption of preventive measures might reduce this    demand and could contribute to the application of those resources to other health    problems that require major investments.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key words:</b> health costs; adolescents;    hospital admissions.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Informa&ccedil;&otilde;es acerca do impacto    econ&ocirc;mico representado pelos problemas de sa&uacute;de mais prevalentes    na popula&ccedil;&atilde;o v&ecirc;m sendo cada vez mais necess&aacute;rias,    visto serem de fundamental import&acirc;ncia para nortear a aplica&ccedil;&atilde;o    de recursos, tanto na &aacute;rea assistencial como na programa&ccedil;&atilde;o    das a&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o daquelas condi&ccedil;&otilde;es.    Todavia, &eacute; grande a dificuldade para determinar os custos da aten&ccedil;&atilde;o    a um agravo &agrave; sa&uacute;de, dada a complexidade e diversidade dos fatores    envolvidos no processo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A determina&ccedil;&atilde;o dos custos    n&atilde;o m&eacute;dicos diretos (como os gastos relacionados com deslocamentos    para tratamento e reabilita&ccedil;&atilde;o e despesas com acompanhantes),    dos custos indiretos (como a perda de produtividade dos pacientes, dos familiares    e de outras pessoas envolvidas) e daqueles relacionados aos fatores psicossociais,    de dif&iacute;cil aferi&ccedil;&atilde;o, tamb&eacute;m constitui alguns dos    entraves encontrados quando se busca quantificar as despesas com os agravos    &agrave; sa&uacute;de.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quest&otilde;es &eacute;ticas e aquelas    relativas &agrave; disponibilidade de recursos t&eacute;cnico-cient&iacute;ficos,    quando da escolha do tratamento mais adequado ao paciente, confrontam-se com    preocupa&ccedil;&otilde;es de natureza econ&ocirc;mica. A freq&uuml;&ecirc;ncia    e o tipo dos agravos tamb&eacute;m influenciam no delineamento do volume e distribui&ccedil;&atilde;o    de recursos, uma vez que alguns demandam maiores investimentos do que outros.<sup>2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No Brasil, embora os registros da morbidade    de demanda sejam estruturados a partir de uma l&oacute;gica voltada para o pagamento    de produ&ccedil;&atilde;o, as estat&iacute;sticas hospitalares encontram-se    melhor sistematizadas que as ambulatoriais. Isso, de algum modo, possibilita    o seu emprego como marcadores de a&ccedil;&otilde;es preventivas em determinado    segmento populacional, mesmo de problemas que exigem maior investimento hospitalar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Sob essa perspectiva, destacam-se entre    os custos m&eacute;dicos diretos, que correspondem &agrave;s despesas com prescri&ccedil;&otilde;es    e orienta&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas &#8211; de mais f&aacute;cil levantamento    &#8211;, os gastos decorrentes de hospitaliza&ccedil;&otilde;es, cuja avalia&ccedil;&atilde;o    constitui uma forma aproximada para obten&ccedil;&atilde;o de uma estimativa    do impacto econ&ocirc;mico de um agravo &agrave; sa&uacute;de. Esses gastos    s&atilde;o, igualmente, influenciados n&atilde;o s&oacute; pelas patologias    mais prevalentes como tamb&eacute;m pelas tend&ecirc;ncias observadas na sua    distribui&ccedil;&atilde;o em um per&iacute;odo (determinadas pelas pol&iacute;ticas    de sa&uacute;de), o que pode afetar a procura por determinados servi&ccedil;os.<sup>2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Algumas das limita&ccedil;&otilde;es decorrentes    da utiliza&ccedil;&atilde;o de dados dessa natureza, sobretudo no que se refere    &agrave;s demandas solucionadas em n&iacute;vel ambulatorial, &agrave;s que    n&atilde;o se converteram em procura de servi&ccedil;os m&eacute;dicos e &agrave;s    que foram atendidas fora da rede integrada ao SUS, foram destacadas por Nunes    e Piola<sup>3</sup> em investiga&ccedil;&atilde;o sobre o estado geral de sa&uacute;de    da mulher no Brasil e procedimentos de maior custo para o SUS.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; poss&iacute;vel que, pelo menos    em parte, essas restri&ccedil;&otilde;es sejam respons&aacute;veis pela car&ecirc;ncia    de estudos de custos da assist&ecirc;ncia aos agravos &agrave; sa&uacute;de    da popula&ccedil;&atilde;o no Brasil, apesar de sua relev&acirc;ncia. Principalmente    no que se refere &agrave; adolesc&ecirc;ncia, nenhum trabalho direcionado aos    custos da aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de desse grupo populacional    foi publicado em anos recentes. A relativa escassez de verbas p&uacute;blicas    para o setor Sa&uacute;de, o baixo poder aquisitivo da popula&ccedil;&atilde;o    e a prioridade constitucional da universaliza&ccedil;&atilde;o da aten&ccedil;&atilde;o    &agrave; sa&uacute;de no pa&iacute;s v&ecirc;m tornando imprescind&iacute;vel    a racionaliza&ccedil;&atilde;o no uso dos recursos dispon&iacute;veis visando    otimizar a sua aplica&ccedil;&atilde;o, em que pesem essas dificuldades.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Por essas raz&otilde;es e a necessidade    de obter dados relativos aos adolescentes, este trabalho tem como objetivo descrever    os custos das principais causas de interna&ccedil;&otilde;es de adolescentes    nos hospitais da rede integrada ao SUS no Munic&iacute;pio de Salvador, Bahia,    em 1999.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Trata-se de um estudo descritivo que aborda    os custos das interna&ccedil;&otilde;es hospitalares de adolescentes na rede    hospitalar integrada ao SUS no ano de 1999, no Munic&iacute;pio de Salvador,    capital do Estado da Bahia. Os valores pagos registrados representam uma parcela    dos custos com interna&ccedil;&otilde;es hospitalares e referem-se aos recursos    federais do SUS. As Autoriza&ccedil;&otilde;es de Interna&ccedil;&otilde;es    Hospitalares (AIH) processadas pelo Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es Hospitalares    do SUS (SIH-SUS), dispon&iacute;veis em <i>CD-rom</i> pelo Departamento de Inform&aacute;tica    do SUS (Datasus), Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, constitu&iacute;ram a fonte    de dados utilizada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foram levantados e analisados: os n&uacute;meros    de interna&ccedil;&otilde;es segundo faixa et&aacute;ria, sexo e grupos de causas    , de acordo com os cap&iacute;tulos da 10<sup>a</sup> Revis&atilde;o da Classifica&ccedil;&atilde;o    Internacional de Doen&ccedil;as (CID 10); o n&uacute;mero de AIH com seus respectivos    valores totais pagos, valores m&eacute;dios e de alguns componentes (servi&ccedil;os    hospitalares, de pessoal e de apoio diagn&oacute;stico e terap&ecirc;utico,    &oacute;rtese e pr&oacute;tese, hemoterapia e UTI); o tempo m&eacute;dio de    perman&ecirc;ncia; e a taxa de mortalidade hospitalar. Para os grupos de causas    e causas espec&iacute;ficas que apresentaram maior participa&ccedil;&atilde;o    percentual no n&uacute;mero de interna&ccedil;&otilde;es ou se destacaram por    outras caracter&iacute;sticas, tais como maiores valores totais ou m&eacute;dios    de AIH (mesmo n&atilde;o estando entre as mais freq&uuml;entes), analisaram-se    os custos segundo valores pagos pelas AIH e alguns dos seus componentes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No caso das interna&ccedil;&otilde;es devidas    a les&otilde;es e envenenamentos (Grupo XIX da CID 10), estudaram-se os custos    das causas externas que as motivaram, obrigatoriamente referidas como diagn&oacute;stico    secund&aacute;rio, a partir de 01/01/1998, em todas as interna&ccedil;&otilde;es    de quadro compat&iacute;vel com acidentes de trabalho e de tr&acirc;nsito; ou    com outros tipos de les&otilde;es e envenenamentos por agentes qu&iacute;micos    ou f&iacute;sicos, conforme portaria da Secretaria de Assist&ecirc;ncia &agrave;    Sa&uacute;de do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.<sup>4</sup> N&atilde;o foram    analisados os custos das causas externas referidas como diagn&oacute;stico principal,    que representaram apenas 0,4&#37; do total de interna&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Neste estudo, considerou-se a adolesc&ecirc;ncia    como o per&iacute;odo da vida entre 10 e 19 anos de idade, estratificado nas    faixas et&aacute;rias de 10 a 14 (adolesc&ecirc;ncia precoce) e 15 a 19 anos    (adolesc&ecirc;ncia tardia).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para tabula&ccedil;&atilde;o dos dados    e sua distribui&ccedil;&atilde;o nas faixas et&aacute;rias de adolescentes,    ap&oacute;s as adapta&ccedil;&otilde;es apropriadas,<sup>5</sup> foi utilizado o aplicativo    Tabwin 32, vers&atilde;o beta 1.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Das 184.251 interna&ccedil;&otilde;es    registradas no SIH-SUS em 1999, no Munic&iacute;pio de Salvador, 23.388 (12,2%)    foram de adolescentes, com predom&iacute;nio (72,0%) do sexo feminino. Essas    AIH representaram 9,3% do total pago por interna&ccedil;&otilde;es na rede hospitalar    integrada ao SUS no Munic&iacute;pio.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Observa-se, na <a href="#tab1">Tabela    1</a>, que tr&ecirc;s grupos de causas foram respons&aacute;veis por cerca de    70,0% das interna&ccedil;&otilde;es: aquelas relacionadas a gravidez, parto    e puerp&eacute;rio (54,9%); as les&otilde;es e envenenamentos e outras conseq&uuml;&ecirc;ncias    de causas externas (9,5%); e as doen&ccedil;as do aparelho digestivo (6,0%).</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v12n3/3a04t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os problemas relativos a gravidez, parto e puerp&eacute;rio,    principais causas de interna&ccedil;&atilde;o, motivaram 76,4% das hospitaliza&ccedil;&otilde;es    femininas, sendo 85% na faixa et&aacute;ria de 15 a 19 anos (<a href="#tab1">Tabela    1</a> e <a href="#fig1">Figura 1</a>). Essas causas de interna&ccedil;&otilde;es    absorveram 12.284 AIH, ou seja, 52,0% das hospitaliza&ccedil;&otilde;es de pacientes    de 10 a 19 anos, representando 32,3% do valor total pago para as interna&ccedil;&otilde;es    nessa faixa et&aacute;ria. Em m&eacute;dia, cada AIH desse grupo custou R&#36;248,00,    em que o parto &uacute;nico (R&#36;113,80) e o aborto (R&#36;272,47) consumiram 91%    do valor total pago para esse grupo de causas; e cerca de 28,0% do total pago    para todos os grupos (<a href="#tab2">Tabela 2</a>).</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v12n3/3a04f1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v12n3/3a04t2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">As les&otilde;es e envenenamentos predominaram    nos adolescentes do sexo masculino (24,6%), sobretudo entre 15 e 19 anos (28,8%).    Para os indiv&iacute;duos do sexo feminino, esses agravos constitu&iacute;ram    o segundo principal motivo de interna&ccedil;&atilde;o (3,6%), destacando-se    entre as pacientes de 10 a 14 anos (11,6%). Em ambos os sexos, as fraturas de    ossos dos membros e os traumatismos intracranianos responderam por 53,7% das    interna&ccedil;&otilde;es desse grupo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Entre as causas externas referidas como diagn&oacute;sticos    secund&aacute;rios motivadores das les&otilde;es, os acidentes e as agress&otilde;es    apareceram com maior freq&uuml;&ecirc;ncia, ambos predominando no sexo masculino    (<a href="#tab1">Tabela 1</a> e <a href="#fig2">Figura 2</a>). Esse foi tamb&eacute;m,    entre os principais grupos de causas de interna&ccedil;&otilde;es, o que apresentou    os maiores tempos de perman&ecirc;ncia &#8211; m&eacute;dia de 4,4 dias &#8211;,    o mesmo ocorrendo com a taxa de mortalidade hospitalar, cujo valor m&eacute;dio    foi de 3,8 &oacute;bitos por 100 interna&ccedil;&otilde;es. Para esse grupo    de causas, foram pagas 2.140 AIH, que representaram 9,1% das hospitaliza&ccedil;&otilde;es    de adolescentes. Essas AIH representaram 14,7% dos recursos gastos com hospitaliza&ccedil;&otilde;es    de adolescentes na rede integrada ao SUS e os maiores valores m&eacute;dios    entre os tr&ecirc;s grupos (R&#36;649,22). Os acidentes absorveram cerca de    85,0% do total e determinaram o perfil do grupo, sobretudo as quedas acidentais.    As agress&otilde;es, com 13,0% das AIH, apresentaram das AIH, apresentaram os    maiores valores m&eacute;dios (R&#36;890,29) e de quase entre todas as causas externas    &#8211; tendo, como &uacute;nica exce&ccedil;&atilde;o, &oacute;rtese e pr&oacute;tese,    com valor inferior ao apresentado pelos acidentes (<a href="#tab2">Tabela 2</a>).</font></p>     <p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v12n3/3a04f2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">As doen&ccedil;as do aparelho digestivo    apresentaram maior freq&uuml;&ecirc;ncia no grupo masculino, com 13,6% das interna&ccedil;&otilde;es    e predom&iacute;nio de pacientes entre 10 e 14 anos (16,5%) (<a href="#fig1">Figuras    1</a> e <a href="#fig2">2</a>, <a href="#tab1">Tabela 1</a>). As h&eacute;rnias    abdominais e as doen&ccedil;as do ap&ecirc;ndice foram as patologias registradas    com mais freq&uuml;&ecirc;ncia. Apesar de as interna&ccedil;&otilde;es por esse    grupo de causas serem as de menor custo total entre as de maior volume de hospitaliza&ccedil;&otilde;es,    elas apresentaram AIH com valores m&eacute;dios superiores aos daquelas relacionadas    com gravidez, parto e puerp&eacute;rio, sendo os servi&ccedil;os de pessoal    os &uacute;nicos componentes com custo inferior; para as h&eacute;rnias abdominais,    patologias com maior n&uacute;mero de AIH pagas, o item transfus&atilde;o de    sangue tamb&eacute;m absorveu menos recursos (<a href="#tab2">Tabela 2</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Embora n&atilde;o pertencendo aos principais    grupos de causas de interna&ccedil;&otilde;es, algumas doen&ccedil;as do aparelho    circulat&oacute;rio apresentaram, em ambos os sexos, os mais elevados valores    m&eacute;dios de AIH, que variaram de R&#36;4.619,17 nas malforma&ccedil;&otilde;es    cong&ecirc;nitas dos septos card&iacute;acos, a R&#36;9.175,81 nas endocardites e    transtornos valvulares decorrentes de doen&ccedil;as extracard&iacute;acas.    As psicoses n&atilde;o org&acirc;nicas e a esquizofrenia sobressa&iacute;ram-se    pelos elevados valores totais pagos, &agrave;s custas de um maior n&uacute;mero    de AIH liberadas em raz&atilde;o da longa perman&ecirc;ncia hospitalar (<a href="#tab3">Tabela    3</a>).</font></p>     <p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v12n3/3a04t3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em Salvador, os valores pagos aos hospitais    integrados &agrave; rede SUS com interna&ccedil;&otilde;es de adolescentes,    no ano de 1999, corresponderam a cerca de 9,0% do total dos gastos registrados,    propor&ccedil;&atilde;o esta bastante semelhante &agrave;s m&eacute;dias desses    gastos no Brasil e nas demais capitais, no mesmo ano, cujos valores foram de    9,4 e 8,9%, respectivamente.<sup>6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apesar do custo individual relativamente    baixo, chamou aten&ccedil;&atilde;o a elevada propor&ccedil;&atilde;o de hospitaliza&ccedil;&otilde;es    por causas relacionadas a gravidez, correspondente a mais de 50,0% das AIH pagas    e a cerca de 32,0% do valor total das AIH de adolescentes. Mesmo excluindo-se    as interna&ccedil;&otilde;es relacionadas &agrave; gravidez de jovens de 18    a 19 anos, consideradas mais &#8220;aceit&aacute;veis&#8221;, do ponto de vista    biol&oacute;gico, pelo fato de n&atilde;o acarretarem tantas complica&ccedil;&otilde;es    m&eacute;dicas como as ocorridas em idades inferiores, esse grupo de causas    continuou representando, aproximadamente, a metade das hospitaliza&ccedil;&otilde;es,    sendo 4,0% delas relativas a gravidez na adolesc&ecirc;ncia precoce &#8211;    ou seja, de menores de 15 anos. Embora gravidez e parto sejam naturais na vida    de uma mulher, s&atilde;o eventos que n&atilde;o podem ser interpretados da    mesma forma na adolesc&ecirc;ncia, per&iacute;odo em que ainda est&aacute; em    desenvolvimento a defini&ccedil;&atilde;o de identidade pessoal, sobretudo entre    10 e 14 anos de idade.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A gravidez, nessa etapa do desenvolvimento,    principalmente na adolesc&ecirc;ncia precoce, pode constituir uma fonte de complica&ccedil;&otilde;es    n&atilde;o s&oacute; para a sa&uacute;de da gestante, como tamb&eacute;m para    a do concepto. Trata-se de uma fase da vida em que, sob v&aacute;rios aspectos,    a mulher ainda &eacute; um ser em forma&ccedil;&atilde;o. Esse estado facilita    o surgimento de fen&ocirc;menos hemorr&aacute;gicos, ecl&acirc;mpsia e pr&eacute;-ecl&acirc;mpsia,    prematuridade e baixo peso ao nascer, que demandam interven&ccedil;&otilde;es    m&eacute;dicas e de servi&ccedil;os de sa&uacute;de mais estruturados, conseq&uuml;entemente    mais onerosos, tamb&eacute;m favorecendo a eleva&ccedil;&atilde;o da mortalidade    infantil e materna.<sup>7-9</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Vale salientar que, em 1999, 29,0% dos &oacute;bitos    maternos ocorridos em Salvador foram de adolescentes de 15 a 19 anos, devidos    a aborto, hipertens&atilde;o gestacional, pr&eacute;-ecl&acirc;mpsia, infec&ccedil;&atilde;o    puerperal e complica&ccedil;&otilde;es de doen&ccedil;as pr&eacute;-existentes    &#8211; o que representa um risco de 39 &oacute;bitos por 100.000 nascidos vivos    de m&atilde;es nessa faixa et&aacute;ria, consideravelmente superior ao apresentado    para m&atilde;es de 20 a 29 anos (20,4 &oacute;bitos por 100.000 nascidos vivos).<sup>10</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Tais ocorr&ecirc;ncias n&atilde;o s&atilde;o    apenas explicadas pela imaturidade biol&oacute;gica. S&atilde;o resultantes,    sobretudo, da intera&ccedil;&atilde;o de fatores socioecon&ocirc;micos e culturais    &#8211; baixos n&iacute;veis de escolaridade e renda, v&iacute;cios alimentares,    fam&iacute;lias uniparentais &#8211; que levam essas gestantes a terem menos    consultas de pr&eacute;-natal, alimenta&ccedil;&atilde;o de baixa qualidade    nutricional e menor n&iacute;vel de aten&ccedil;&atilde;o pessoal. Na maioria    desses casos, a gravidez acontece fora de rela&ccedil;&atilde;o conjugal est&aacute;vel,    quase sempre n&atilde;o planejada, escondida pelo maior tempo poss&iacute;vel    e, pelo menos na fase inicial, rejeitada pela fam&iacute;lia &#8211; ou, quando    aceita, implicando altera&ccedil;&atilde;o da din&acirc;mica familiar em aspectos    financeiros e afetivos. Nesse quadro, ocorre refor&ccedil;o tanto da depend&ecirc;ncia    familiar como de outros fatores de risco que j&aacute; incidiram no aparecimento    da gravidez e que podem se reproduzir em nova gravidez, um dos grandes problemas    da paridade precoce no Brasil.<sup>9,11,12</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto &agrave;s doen&ccedil;as do aparelho    digestivo, elas apresentaram um custo intermedi&aacute;rio entre os tr&ecirc;s    mais representativos grupos de causa de interna&ccedil;&atilde;o e suas principais    causas, as h&eacute;rnias abdominais e as apendicites, foram as &uacute;nicas    que poderiam ser consideradas n&atilde;o evit&aacute;veis, dentro desse universo.    Embora mais caras que as interna&ccedil;&otilde;es por causas relacionadas a    gravidez, parto e puerp&eacute;rio, e apresentarem tempo m&eacute;dio de perman&ecirc;ncia    semelhante, seu baixo volume num&eacute;rico levou a um disp&ecirc;ndio menor    de recursos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Destacou-se, no presente estudo, o fato    de as interna&ccedil;&otilde;es por causas externas terem sido respons&aacute;veis    pelo maior desembolso de recursos do SUS para as interna&ccedil;&otilde;es do    adolescente masculino; e, tamb&eacute;m, pelo segundo maior valor, tanto de    interna&ccedil;&otilde;es como de recursos pagos, para o sexo feminino. Possivelmente,    esse achado resulte dos custos mais elevados dos seus componentes, sobretudo    dos servi&ccedil;os hospitalares, dos de apoio diagn&oacute;stico e terap&ecirc;utico    e de tratamento intensivo, bem como de seus maiores tempos de ocupa&ccedil;&atilde;o    de leitos hospitalares. Essas causas apresentaram os maiores valores m&eacute;dios    e as AIH de maior valor, entre os principais grupos de interna&ccedil;&atilde;o.    Ademais, elas tamb&eacute;m foram respons&aacute;veis pelas maiores taxas de    mortalidade, tornando ainda mais evidente a import&acirc;ncia desse grupo de    causas nos agravos &agrave; sa&uacute;de do adolescente, refor&ccedil;ando as    observa&ccedil;&otilde;es de estudos que revelam a participa&ccedil;&atilde;o    crescente das causas externas nas estat&iacute;sticas de mortalidade nesse grupo    populacional no Brasil &#8211; que j&aacute; constituem as principais causas    b&aacute;sicas de &oacute;bito, sobretudo nos nossos grandes centros urbanos.<sup>13,14</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em Salvador, no ano de 1999, a mortalidade    por causas externas foi de 48,3 &oacute;bitos por 100.000 habitantes adolescentes    (10 a 19 anos), valor 700% superior ao da segunda principal causa de mortes,    as doen&ccedil;as do aparelho circulat&oacute;rio, que correspondeu a 5,9 &oacute;bitos    por 100.000 no mesmo per&iacute;odo.<sup>10</sup> Entretanto, as interna&ccedil;&otilde;es    por esse &uacute;ltimo grupo de causas ocuparam apenas a oitava posi&ccedil;&atilde;o    em n&uacute;mero de hospitaliza&ccedil;&otilde;es, encontrarando-se entre as    mais onerosas. Possivelmente, a baixa oferta de leitos e profissionais credenciados    junto ao SUS para o atendimento hospitalar a patologias card&iacute;acas &#8211;    sobretudo as cir&uacute;rgicas, que exigem maiores recursos t&eacute;cnicos    e humanos especializados &#8211; tenha contribu&iacute;do para o seu pequeno    percentual de interna&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O &ocirc;nus financeiro do atendimento    emergencial &agrave;s conseq&uuml;&ecirc;ncias das causas externas recai, principalmente,    sobre os servi&ccedil;os p&uacute;blicos de sa&uacute;de, por se tratar de atendimentos    muitas vezes complexos, que exigem elevados investimentos em termos de insumos    f&iacute;sicos e de recursos humanos, sendo baixa a oferta desses servi&ccedil;os    pela rede de custeio exclusivamente privada. Al&eacute;m desses fatores, o baixo    poder aquisitivo da popula&ccedil;&atilde;o mais atingida n&atilde;o favorece    a demanda por servi&ccedil;os privados de sa&uacute;de. Mesmo em pa&iacute;ses    como os Estados Unidos, 70% a 90% dos custos de atendimento &agrave; viol&ecirc;ncia    recaem sobre os cofres p&uacute;blicos.<sup>15</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quando a demanda de apenas dois grupos    de causas concentra quase metade do valor pago para o total de interna&ccedil;&otilde;es,    n&atilde;o sobra muito da aten&ccedil;&atilde;o dos gestores em sa&uacute;de,    nem dos recursos financeiros para serem despendidos no cuidado a outros tipos    de agravos. Essa distribui&ccedil;&atilde;o &eacute; ainda mais cruel quando    se verifica que os principais motivos de interna&ccedil;&atilde;o s&atilde;o    evit&aacute;veis.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ambos os grupos est&atilde;o inseridos    em um contexto social que interfere na vida dos adolescentes, modificando e    marcando caminhos, mutilando ou roubando anos de vida desses jovens. O efeito    das seq&uuml;elas f&iacute;sicas e psicol&oacute;gicas, a interfer&ecirc;ncia    na din&acirc;mica familiar e as realiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o concretizadas    pelos anos potenciais de vida perdidos s&atilde;o imposs&iacute;veis de ser    inteiramente quantificados. E seu custo &eacute; imensur&aacute;vel. Um grande    volume de verbas p&uacute;blicas &eacute; aplicado no atendimento &agrave;s    suas conseq&uuml;&ecirc;ncias, mas as medidas preventivas n&atilde;o t&ecirc;m    recebido o mesmo n&iacute;vel de aten&ccedil;&atilde;o, uma vez que demandam    amplas altera&ccedil;&otilde;es de pol&iacute;ticas econ&ocirc;micas e sociais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nos Estados Unidos, programas de sa&uacute;de    voltados para a preven&ccedil;&atilde;o da gravidez na adolesc&ecirc;ncia conseguiram    redu&ccedil;&atilde;o acentuada dessas ocorr&ecirc;ncias, mas n&atilde;o impediram    que esse continuasse a ser um dos grandes problemas da Sa&uacute;de P&uacute;blica    nacional. As medidas de controle da epidemia de aids tamb&eacute;m t&ecirc;m    contribu&iacute;do para a redu&ccedil;&atilde;o dessas ocorr&ecirc;ncias naquele    pa&iacute;s, tendo em vista o refor&ccedil;o de a&ccedil;&otilde;es voltadas    &agrave; promo&ccedil;&atilde;o de sexo seguro, com &ecirc;nfase entre a popula&ccedil;&atilde;o    jovem. Entretanto, talvez pela suspeita de que se estejam alcan&ccedil;ando    os limites de influ&ecirc;ncia do setor Sa&uacute;de e sejam necess&aacute;rias    atua&ccedil;&otilde;es mais eficazes fora dessa esfera, est&atilde;o sendo estimulados    e desenvolvidos programas visando &agrave; promo&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento    global de jovens sem a abordagem de fatores de risco de comportamento sexual,    demonstrando, nas avalia&ccedil;&otilde;es realizadas, &ecirc;xito na redu&ccedil;&atilde;o    de gravidez na adolesc&ecirc;ncia. Merece destaque o <i>Youth Incentive Entitlement    Employment Program</i> (YIEEP), o <i>Teen Outreach Program</i> (TOP), o <i>Seatle Social Development</i>, e o <i>Quantum Oportunities Programs</i>.<sup>16,17</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m-se mostrado    com poder resolutivo na preven&ccedil;&atilde;o desses eventos, eficientes em    grupos restritos, tais como oferta de bom n&iacute;vel de educa&ccedil;&atilde;o    formal, de profissionaliza&ccedil;&atilde;o, do primeiro emprego e de lazer,    bem como acesso a servi&ccedil;os multiprofissionais especialmente planejados    para o atendimento de adolescentes.<sup>11,18</sup> Se aplicadas com maior cobertura    populacional, integrando as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, favoreceriam a    eleva&ccedil;&atilde;o da auto-estima, dariam perspectiva de futuro, reduziriam    os conflitos sociais e, provavelmente, levariam &agrave; modifica&ccedil;&atilde;o    do perfil de interna&ccedil;&otilde;es aqui observado, permitindo aos planejadores    voltarem suas aten&ccedil;&otilde;es aos agravos que exigem investimentos espec&iacute;ficos    e que podem estar com sua import&acirc;ncia sendo mascarada pela excessiva demanda    dos problemas aqui apresentados.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Iunes RF. Impacto econ&ocirc;mico das    causas externas no Brasil: um esfor&ccedil;o de mensura&ccedil;&atilde;o. Revista    de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1997;31 (4 suplemento):38-46.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. M&eacute;dici AC, Marques RM. Sistemas    de custos como instrumento de efici&ecirc;ncia e qualidade dos servi&ccedil;os    de sa&uacute;de. Caderno Fundap 1996;19:47-59.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. Nunes A, Piola SF. Interna&ccedil;&otilde;es    hospitalares do SUS: caracteriza&ccedil;&atilde;o por sexo e grupos de idade.    In: Arilha M, Citeli MT. Pol&iacute;ticas, Mercado, &Eacute;tica &#8211; demandas    e desafios no campo da sa&uacute;de reprodutiva. S&atilde;o Paulo: Editora 34;    1988. p.11-135.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. BRASIL. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.    Portaria N<sup><u>o</u></sup> 142, de 13 de novembro de 1997. Disp&otilde;e    sobre o preenchimento de AIH em casos com quadro compat&iacute;vel com causas    externas. Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o, Bras&iacute;lia, v. 135, n.    222, p. 26499, 17 nov. 1997. Se&ccedil;&atilde;o 1.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.    Secretaria de Inform&aacute;tica. Departamento de Inform&aacute;tica do Sistema    &Uacute;nico de Sa&uacute;de. Tabwin 32, vers&atilde;o beta 1, 2000. Dispon&iacute;vel    em <a href="http://www.datasus.gov.br">http://www.datasus.gov.br</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.    Secretaria de Inform&aacute;tica. Departamento de Inform&aacute;tica do Sistema    &Uacute;nico de Sa&uacute;de. Movimento de Autoriza&ccedil;&otilde;es de Interna&ccedil;&atilde;o    Hospitalar, 1999, &#91;CD ROM&#93;. Bras&iacute;lia: MS; 2000.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7. Celaya JJA, Hern&aacute;ndez EC, Estrada    GP, Garza QC. Adolescent primipara. Ginecology Obstetric of M&eacute;xico 1997;5:533-537.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8. Gama SGN, Szwarcwald CL, Leal MC, Filha    TMM. Gravidez na adolesc&ecirc;ncia como fator de risco de baixo peso ao nascer    no Munic&iacute;pio do Rio de Janeiro, 1996-1998. Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica    2001;1:74-80.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9. Oliveira MW. Gravidez na adolesc&ecirc;ncia:    dimens&otilde;es do problema. Caderno Cedes 1998;45:74-80.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10. Secretaria de Estado da Sa&uacute;de    da Bahia. Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade. Bahia: SES/BA;    2001.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11. Guimar&atilde;es EMB. Gravidez na    adolesc&ecirc;ncia, uma vis&atilde;o multidisciplinar. Pediatria Moderna 2001;32:29-32.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">12. Amazarray RM, Machado SP, Oliveira    VZ, Gomes WB. A experi&ecirc;ncia de assumir a gesta&ccedil;&atilde;o na adolesc&ecirc;ncia:    um estudo fenomenol&oacute;gico. Psicologia: Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica    1998;3:421-440.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">13. Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-Americana    da Sa&uacute;de. A Sa&uacute;de no Brasil. Bras&iacute;lia: OPAS; 1998.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">14. Deslandes SF, Silva C, Marcelo FP,    Ug&aacute; MAD. O custo do atendimento emergencial &agrave;s v&iacute;timas    de viol&ecirc;ncias em dois hospitais do Rio de Janeiro. Cadernos de Sa&uacute;de    P&uacute;blica 1998;2:287-299.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">15. Minayo MCCS. A viol&ecirc;ncia na    adolesc&ecirc;ncia: um problema de sa&uacute;de p&uacute;blica. Cadernos de    Sa&uacute;de P&uacute;blica 1990;3:278-292.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">16. Pierre N, Cox J. Teenage pregnancy    prevention programs. Current Opinion in Pediatrics 1997;9:310-316.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">17. Kirby D. Reflections on two decades    of research on teen sexual behavior and pregnancy. Journal of School Health    1999;3:89-94.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">18. Weaver K, Maddaleno M. Youth violence    in Latin America: current situation and violence prevention strategies. Revista    Panamericana de Salud P&uacute;blica 1999;4/5:338-343.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/ess/v12n3/seta.gif" border="0"></a><font size="2" face="Verdana"><b>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Rua Carlos Gomes, 8, 2<sup>o</sup> andar,    <br>   Centro, Salvador-BA.    <br>   CEP: 40060-330    <br>   <i>E-mail</i>:<a href="mailto:estelanascimento@yahoo.com.br">estelanascimento@yahoo.com.br</a></font></p>      ]]></body><back>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Impacto econômico das causas externas no Brasil: um esforço de mensuração]]></article-title>
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