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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Tipos de estudos epidemiológicos: conceitos básicos e aplicações na área do envelhecimento]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Fiocruz Núcleo de Estudos em Saúde Pública e Envelhecimento ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Older adults are a population group that is increasing most rapidly in Brazil. Epidemiological studies of health conditions and determinants in the elderly are essential to help develop health policies for this population. In this work we present some basic concepts in epidemiology, the main design of observational studies, and their application in the field of aging. Descriptive and analytical studies (ecological, cross-sectional, case-control and cohort) are presented using examples of research projects carried out in Brazil. The main sources of bias, such as the use of proxy respondent, exclusion of institutionalized persons and survival bias are discussed, and some considerations are presented that must be taken into account the design, conduction, analysis and interpretation of results from these studies.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b><a name="topo"></a>ARTIGO DE    REVIS&Atilde;O</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Tipos de estudos epidemiol&oacute;gicos: conceitos    b&aacute;sicos e aplica&ccedil;&otilde;es na &aacute;rea do envelhecimento</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Types of epidemiologic studies: basic concepts    and uses in the area of aging</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Maria Fernanda Lima-Costa; Sandhi Maria Barreto</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">N&uacute;cleo de Estudos em Sa&uacute;de P&uacute;blica    e Envelhecimento/Fiocruz, Belo Horizonte-MG    <br>   Departamento de Medicina Preventiva e Social/Universidade Federal de Minas Gerais,    Belo Horizonte-MG</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><a href="#end">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os idosos constituem o segmento que mais cresce    na popula&ccedil;&atilde;o brasileira. Estudos epidemiol&oacute;gicos sobre    as condi&ccedil;&otilde;es e determinantes da sa&uacute;de do idoso s&atilde;o    fundamentais para subsidiar pol&iacute;ticas de sa&uacute;de voltadas a essa    popula&ccedil;&atilde;o. No presente trabalho, s&atilde;o expostos alguns conceitos    b&aacute;sicos da epidemiologia, os principais delineamentos de estudos observacionais    e suas aplica&ccedil;&otilde;es na &aacute;rea de envelhecimento. Os estudos    descritivos e anal&iacute;ticos (ecol&oacute;gico, seccional, caso-controle    e coorte) s&atilde;o apresentados e exemplificados com trabalhos realizados    no Brasil. S&atilde;o discutidas as principais fontes de vieses em estudos epidemiol&oacute;gicos    sobre envelhecimento, tais como uso de respondentes pr&oacute;ximos, exclus&atilde;o    de idosos institucionalizados e o efeito de vi&eacute;s de sobreviv&ecirc;ncia    e alguns cuidados necess&aacute;rios ao planejamento, condu&ccedil;&atilde;o,    an&aacute;lise e interpreta&ccedil;&atilde;o dos resultados desses estudos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave:</b> epidemiologia; envelhecimento;    delineamento de estudos; vieses.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Older adults are a population group that is increasing    most rapidly in Brazil. Epidemiological studies of health conditions and determinants    in the elderly are essential to help develop health policies for this population.    In this work we present some basic concepts in epidemiology, the main design    of observational studies, and their application in the field of aging. Descriptive    and analytical studies (ecological, cross-sectional, case-control and cohort)    are presented using examples of research projects carried out in Brazil. The    main sources of bias, such as the use of proxy respondent, exclusion of institutionalized    persons and survival bias are discussed, and some considerations are presented    that must be taken into account the design, conduction, analysis and interpretation    of results from these studies.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key words:</b> epidemiology; aging; study    design; bias.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os idosos, particularmente os mais velhos, constituem    o segmento que mais cresce na popula&ccedil;&atilde;o brasileira. Entre 1991    e 2000, o n&uacute;mero de habitantes com 60-69, 70-79 e 80+ anos de idade cresceu    duas a quatro vezes mais (28, 42 e 62%, respectivamente) do que o resto da popula&ccedil;&atilde;o    brasileira (14%).<sup>1,2</sup> Uma das conseq&uuml;&ecirc;ncias do crescimento    da popula&ccedil;&atilde;o idosa &eacute; o aumento da demanda por servi&ccedil;os    m&eacute;dicos e sociais. A an&aacute;lise das informa&ccedil;&otilde;es existentes    sobre interna&ccedil;&otilde;es hospitalares no &acirc;mbito do Sistema &Uacute;nico    de Sa&uacute;de (SUS) mostra que o envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o    n&atilde;o pode ser encarado somente em termos do n&uacute;mero absoluto ou    relativo da popula&ccedil;&atilde;o idosa, ou das repercuss&otilde;es desse    aumento para a previd&ecirc;ncia social. As demandas dessa popula&ccedil;&atilde;o    por assist&ecirc;ncia m&eacute;dica s&atilde;o t&atilde;o expressivas que o    seu atendimento j&aacute; responde por 23% dos gastos p&uacute;blicos com interna&ccedil;&otilde;es    hospitalares do tipo I, no pa&iacute;s.<sup>3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Estudos epidemiol&oacute;gicos t&ecirc;m mostrado    que doen&ccedil;as e limita&ccedil;&otilde;es n&atilde;o s&atilde;o conseq&uuml;&ecirc;ncias    inevit&aacute;veis do envelhecimento, e que o uso de servi&ccedil;os preventivos,    elimina&ccedil;&atilde;o de fatores de risco e ado&ccedil;&atilde;o de h&aacute;bitos    de vida saud&aacute;veis s&atilde;o importantes determinantes do envelhecimento    saud&aacute;vel.<sup>4,5</sup> Como pode ser visto na <a href="#tab1">Tabela    1</a>, parte expressiva das causas de mortalidade entre idosos no Brasil poderia    ser reduzida com a implementa&ccedil;&atilde;o de programas de preven&ccedil;&atilde;o    e tratamento adequados. As doen&ccedil;as cardiovasculares constituem o principal    grupo de causas de mortalidade entre idosos, em pa&iacute;ses como os Estados    Unidos da Am&eacute;rica e o Brasil.<sup>3,5</sup> Fatores de risco modific&aacute;veis,    que s&atilde;o respons&aacute;veis pela morte prematura atribu&iacute;da a doen&ccedil;as    cardiovasculares entre idosos, incluem tabagismo, consumo excessivo de &aacute;lcool,    inatividade f&iacute;sica, obesidade, dislipidemia e controle inadequado da    hipertens&atilde;o e do diabetes.<sup>5-10</sup> A redu&ccedil;&atilde;o do    risco cardiovascular tem-se mostrado custo-efetiva e deveria ser enfatizada    ao longo da vida, da inf&acirc;ncia &agrave; velhice.<sup>5</sup></font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v12n4/4a03t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Pneumonia e influenza s&atilde;o importantes    causas de hospitaliza&ccedil;&atilde;o e morte entre a popula&ccedil;&atilde;o    idosa. Todos os idosos deveriam receber, anualmente, vacina&ccedil;&atilde;o    contra a gripe e vacina&ccedil;&atilde;o contra pneumonia &#8211; ou, pelo menos,    uma vez na vida.<sup>5</sup> A morbidade e a mortalidade associadas a diferentes    tipos de c&acirc;ncer aumentam com a idade. Os c&acirc;nceres de mama e da pr&oacute;stata    s&atilde;o os mais freq&uuml;entes entre mulheres e homens idosos, respectivamente.    A preven&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria, por meio da detec&ccedil;&atilde;o    precoce, &eacute; a melhor forma de redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade associada    a esses c&acirc;nceres.<sup>11</sup> O uso de cigarro est&aacute; associado    a v&aacute;rias das principais causas de morte entre os idosos brasileiros,    tais como as neoplasias malignas da traqu&eacute;ia, br&ocirc;nquios e pulm&otilde;es,    e as doen&ccedil;as pulmonares obstrutivas cr&ocirc;nicas. Dietas ricas em frutas    e verduras/legumes frescos, que cont&ecirc;m fibras, nutrientes essenciais e    vitaminas, reduzem o risco de doen&ccedil;as cardiovasculares e alguns tipos    de c&acirc;ncer. Do ponto de vista da Sa&uacute;de P&uacute;blica, a meta &eacute;    a ingest&atilde;o di&aacute;ria de cinco ou mais por&ccedil;&otilde;es de frutas    e verduras/legumes frescos.<sup>12</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Informa&ccedil;&otilde;es sobre as condi&ccedil;&otilde;es    de sa&uacute;de dos idosos e seus determinantes, assim como suas demandas e    padr&otilde;es de uso de servi&ccedil;os de sa&uacute;de, s&atilde;o fundamentais    para orientar pol&iacute;ticas de sa&uacute;de voltadas a essa popula&ccedil;&atilde;o.    Estudos epidemiol&oacute;gicos de base populacional, ou seja, aqueles que investigam    idosos residentes na comunidade, fornecem esse tipo de informa&ccedil;&atilde;o,    mas ainda s&atilde;o raros no Brasil. Pelo nosso conhecimento, estudos com base    populacional da sa&uacute;de do idosos foram ou est&atilde;o sendo desenvolvidos    somente no Rio Grande do Sul,<sup>13</sup> em tr&ecirc;s grandes cidades das    regi&otilde;es Sudeste e Nordeste (S&atilde;o Paulo,<sup>14-16</sup> Rio de    Janeiro<sup>17</sup> e Fortaleza<sup>18</sup>) e em duas pequenas cidades no    interior do pa&iacute;s (Bambu&iacute;, em Minas Gerais;<sup>19</sup> e Veran&oacute;polis,    no Rio Grande do Sul<sup>20</sup>). Existe, portanto, uma evidente car&ecirc;ncia de informa&ccedil;&otilde;es    sobre as condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de da nossa popula&ccedil;&atilde;o    idosa.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">No presente trabalho, ser&atilde;o apresentados    alguns conceitos b&aacute;sicos da epidemiologia, suas aplica&ccedil;&otilde;es    e particularidades para o estudo dessa popula&ccedil;&atilde;o e ser&aacute;    feita uma introdu&ccedil;&atilde;o aos principais delineamentos de estudos epidemiol&oacute;gicos,    utilizando-se exemplos de pesquisas realizadas no pa&iacute;s.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Epidemiologia: defini&ccedil;&atilde;o e objetivos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A Epidemiologia &eacute; definida como o estudo    da distribui&ccedil;&atilde;o e dos determinantes das doen&ccedil;as ou condi&ccedil;&otilde;es    relacionadas &agrave; sa&uacute;de em popula&ccedil;&otilde;es especificadas.    Mais recentemente, foi incorporada &agrave; defini&ccedil;&atilde;o de Epidemiologia    a &#8220;aplica&ccedil;&atilde;o desses estudos para controlar problemas de    sa&uacute;de&#8221;.<sup>21</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Estudo</b> inclui vigil&acirc;ncia, observa&ccedil;&atilde;o,    pesquisa anal&iacute;tica e experimento. <b>Distribui&ccedil;&atilde;o</b> refere-se    &agrave; an&aacute;lise por tempo, local e caracter&iacute;sticas dos indiv&iacute;duos.    <b>Determinantes</b> s&atilde;o todos os fatores f&iacute;sicos, biol&oacute;gicos,    sociais, culturais e comportamentais que influenciam a sa&uacute;de. <b>Condi&ccedil;&otilde;es    relacionadas &agrave; sa&uacute;de</b> incluem doen&ccedil;as, causas de mortalidade,    h&aacute;bitos de vida (como tabagismo, dieta, atividades f&iacute;sicas, etc.),    provis&atilde;o e uso de servi&ccedil;os de sa&uacute;de e de medicamentos.    <b>Popula&ccedil;&otilde;es especificadas</b> s&atilde;o aquelas com caracter&iacute;sticas    identificadas, como, por exemplo, determinada faixa et&aacute;ria em uma dada    popula&ccedil;&atilde;o.<sup>21</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Normalmente, os estudos epidemiol&oacute;gicos    na &aacute;rea do envelhecimento centram-se nos seguintes temas: investiga&ccedil;&atilde;o    dos determinantes da longevidade e das transi&ccedil;&otilde;es demogr&aacute;fica    e epidemiol&oacute;gica; avalia&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de sa&uacute;de;    e investiga&ccedil;&otilde;es da etiologia e hist&oacute;ria natural das doen&ccedil;as/condi&ccedil;&otilde;es    relacionadas &agrave; sa&uacute;de comuns entre idosos.<sup>22</sup></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Tipos de estudos epidemiol&oacute;gicos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os estudos epidemiol&oacute;gicos podem ser classificados    em observacionais e experimentais. Os estudos experimentais fogem ao escopo    deste trabalho e n&atilde;o ser&atilde;o comentados. De uma maneira geral, os    estudos epidemiol&oacute;gicos observacionais podem ser classificados em descritivos    e anal&iacute;ticos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Estudos descritivos</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Os estudos descritivos t&ecirc;m por objetivo    determinar a distribui&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as ou condi&ccedil;&otilde;es    relacionadas &agrave; sa&uacute;de, segundo o <b>tempo</b>, o <b>lugar</b> e/ou    as <b>caracter&iacute;sticas dos indiv&iacute;duos</b>. Ou seja, responder &agrave;    pergunta: <b>quando</b>, <b>onde</b> e <b>quem</b> adoece? A epidemiologia descritiva    pode fazer uso de dados secund&aacute;rios (dados pr&eacute;-existentes de mortalidade    e hospitaliza&ccedil;&otilde;es, por exemplo) e prim&aacute;rios (dados coletados    para o desenvolvimento do estudo).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A epidemiologia descritiva examina como a incid&ecirc;ncia    (casos novos) ou a preval&ecirc;ncia (casos existentes) de uma doen&ccedil;a    ou condi&ccedil;&atilde;o relacionada &agrave; sa&uacute;de varia de acordo    com determinadas caracter&iacute;sticas, como sexo, idade, escolaridade e renda,    entre outras. Quando a ocorr&ecirc;ncia da doen&ccedil;a/condi&ccedil;&atilde;o    relacionada &agrave; sa&uacute;de difere segundo o tempo, lugar ou pessoa, o    epidemiologista &eacute; capaz n&atilde;o apenas de identificar grupos de alto    risco para fins de preven&ccedil;&atilde;o (por exemplo: na cidade de Bambu&iacute;,    verificou-se que idosos com renda familiar inferior a tr&ecirc;s sal&aacute;rios    m&iacute;nimos ingeriam menos frutas e legumes frescos e praticavam menos exerc&iacute;cios    f&iacute;sicos do que aqueles com renda familiar mais alta<sup>23</sup>), mas    tamb&eacute;m gerar hip&oacute;teses etiol&oacute;gicas para investiga&ccedil;&otilde;es    futuras.<sup>24</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No Brasil, existem importantes bancos de dados    secund&aacute;rios com abrang&ecirc;ncia nacional &#8211; como o Sistema de    Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade (SIM-SUS), o Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es    sobre Autoriza&ccedil;&otilde;es de Interna&ccedil;&otilde;es Hospitalares (SIH-SUS)<sup>25-28</sup>    e a Pesquisa Nacional de Amostra Domiciliar (PNAD, 1998)<sup>29</sup>&#8211;    que podem ser usados em estudos epidemiol&oacute;gicos. Os resultados apresentados    na <a href="#tab1">Tabela 1</a> constituem exemplo de um estudo descritivo utilizando    dados do SIM-SUS. Outro exemplo do uso de dados secund&aacute;rios para estudo    epidemiol&oacute;gico descritivo pode ser visto na <a href="#tab2">Tabela 2</a>.    Nessa tabela, verifica-se que a mortalidade por doen&ccedil;a de Chagas no Brasil    vem diminuindo progressivamente, em quase todas as faixas et&aacute;rias (exceto    na de 70+ anos) e que o pico da mortalidade situa-se na sexta d&eacute;cada    de vida. Resultados semelhantes s&atilde;o encontrados quando as taxas de mortalidade    s&atilde;o analisadas segundo coortes de nascimento. As maiores taxas de mortalidade    entre as coortes mais velhas s&atilde;o, possivelmente, reflexo do sucesso do    programa de controle da doen&ccedil;a de Chagas no pa&iacute;s, representando    a redu&ccedil;&atilde;o da transmiss&atilde;o da infec&ccedil;&atilde;o pelo    <i>Trypanosoma cruzi</i> entre as coortes mais jovens.<sup>30</sup></font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v12n4/4a03t2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dados secund&aacute;rios tamb&eacute;m t&ecirc;m    sido utilizados para monitorar a qualidade da assist&ecirc;ncia hospitalar prestada    ao idoso. Na <a href="#fig1">Figura 1</a>, pode-se verificar que a alta mortalidade    entre idosos internados em uma cl&iacute;nica do Rio de Janeiro (que levou ao    seu fechamento tempor&aacute;rio, a partir de den&uacute;ncias divulgadas pela    imprensa em 1996), j&aacute; vinha ocorrendo desde 1993, sendo maior que a observada    em hospitais de refer&ecirc;ncia em v&aacute;rios dos meses estudados. Esse    resultado mostra que a an&aacute;lise adequada de dados secund&aacute;rios de    interna&ccedil;&otilde;es hospitalares poderia ter antecipado a identifica&ccedil;&atilde;o    do problema pelos &oacute;rg&atilde;os competentes, evitando o excesso de mortalidade    s&oacute; identificado em meados de 1996.<sup>31</sup></font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v12n4/4a03f1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na <a href="#fig2">Figura 2</a>, s&atilde;o apresentados    os resultados de um estudo descritivo usando dados prim&aacute;rios. Nesse estudo,    cerca de 1.700 idosos e uma amostra representativa de indiv&iacute;duos mais    jovens foram entrevistados para determinadas caracter&iacute;sticas, entre elas    o h&aacute;bito de fumar. Os resultados mostram que a preval&ecirc;ncia de fumantes    diminui com a idade, de forma consistente, em homens e mulheres. A redu&ccedil;&atilde;o    do h&aacute;bito de fumar entre pessoas mais velhas, tamb&eacute;m observada    em outros trabalhos,<sup>12</sup> &eacute; conseq&uuml;&ecirc;ncia de pelo menos    um dos seguintes fatores: a) redu&ccedil;&atilde;o do h&aacute;bito de fumar    em virtude do aumento da idade; b) efeito de coorte (altera&ccedil;&atilde;o    nos h&aacute;bitos em gera&ccedil;&otilde;es diferentes); e c) vi&eacute;s de    sobreviv&ecirc;ncia (menor sobreviv&ecirc;ncia dos fumantes).<sup>32</sup></font></p>     <p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v12n4/4a03f2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Estudos anal&iacute;ticos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Estudos anal&iacute;ticos s&atilde;o aqueles    delineados para examinar a exist&ecirc;ncia de associa&ccedil;&atilde;o entre    uma exposi&ccedil;&atilde;o e uma doen&ccedil;a ou condi&ccedil;&atilde;o relacionada    &agrave; sa&uacute;de. Os principais delineamentos de estudos anal&iacute;ticos    s&atilde;o: a) ecol&oacute;gico; b) seccional (transversal); c) caso-controle    (caso-refer&ecirc;ncia); e d) coorte (prospectivo). Nos estudos ecol&oacute;gicos,    tanto a exposi&ccedil;&atilde;o quanto a ocorr&ecirc;ncia da doen&ccedil;a s&atilde;o    determinadas para grupos de indiv&iacute;duos. Nos demais delineamentos, tanto    a exposi&ccedil;&atilde;o quanto a ocorr&ecirc;ncia da doen&ccedil;a ou evento    de interesse s&atilde;o determinados para o indiv&iacute;duo, permitindo infer&ecirc;ncias    de associa&ccedil;&otilde;es nesse n&iacute;vel. As principais diferen&ccedil;as    entre os estudos seccionais, caso-controle e de coorte residem na forma de sele&ccedil;&atilde;o    de participantes para o estudo e na capacidade de mensura&ccedil;&atilde;o da    exposi&ccedil;&atilde;o no passado, como ser&aacute; visto a seguir.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Estudos ecol&oacute;gicos</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Nos estudos ecol&oacute;gicos, compara-se a ocorr&ecirc;ncia    da doen&ccedil;a/condi&ccedil;&atilde;o relacionada &agrave; sa&uacute;de e    a exposi&ccedil;&atilde;o de interesse entre agregados de indiv&iacute;duos    (popula&ccedil;&otilde;es de pa&iacute;ses, regi&otilde;es ou munic&iacute;pios,    por exemplo) para verificar a poss&iacute;vel exist&ecirc;ncia de associa&ccedil;&atilde;o    entre elas. Em um estudo ecol&oacute;gico t&iacute;pico, medidas de agregados    da exposi&ccedil;&atilde;o e da doen&ccedil;a s&atilde;o comparadas. Nesse tipo    de estudo, n&atilde;o existem informa&ccedil;&otilde;es sobre a doen&ccedil;a    e exposi&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo, mas do grupo populacional como    um todo. Uma das suas vantagens &eacute; a possibilidade de examinar associa&ccedil;&otilde;es    entre exposi&ccedil;&atilde;o e doen&ccedil;a/condi&ccedil;&atilde;o relacionada    na coletividade. Isso &eacute; particularmente importante quando se considera    que a express&atilde;o coletiva de um fen&ocirc;meno pode diferir da soma das    partes do mesmo fen&ocirc;meno. Por outro lado, embora uma associa&ccedil;&atilde;o    ecol&oacute;gica possa refletir, corretamente, uma associa&ccedil;&atilde;o    causal entre a exposi&ccedil;&atilde;o e a doen&ccedil;a/condi&ccedil;&atilde;o    relacionada &agrave; sa&uacute;de, a possibilidade do vi&eacute;s ecol&oacute;gico    &eacute; sempre lembrada como uma limita&ccedil;&atilde;o para o uso de correla&ccedil;&otilde;es    ecol&oacute;gicas. O vi&eacute;s ecol&oacute;gico &#8211; ou fal&aacute;cia    ecol&oacute;gica &#8211; &eacute; poss&iacute;vel porque uma associa&ccedil;&atilde;o    observada entre agregados n&atilde;o significa, obrigatoriamente, que a mesma    associa&ccedil;&atilde;o ocorra em n&iacute;vel de indiv&iacute;duos.<sup>24,33</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na <a href="#fig3">Figura 3</a>, &eacute; apresentada    a distribui&ccedil;&atilde;o da propor&ccedil;&atilde;o de &oacute;bitos por    causas mal definidas entre idosos e a taxa de pobreza (propor&ccedil;&atilde;o    da popula&ccedil;&atilde;o com renda <i>per</i> <i>capita</i> inferior a meio    sal&aacute;rio m&iacute;nimo), segundo a macrorregi&atilde;o brasileira. Sabe-se    que, para o conjunto da popula&ccedil;&atilde;o idosa brasileira, cerca de 65%    dos &oacute;bitos sem causa b&aacute;sica conhecida ocorrem sem assist&ecirc;ncia    m&eacute;dica.<sup>3</sup> Assim, a maior propor&ccedil;&atilde;o de mortes    por causas mal definidas nas regi&otilde;es com maior propor&ccedil;&atilde;o    de habitantes com renda familiar <i>per capita</i> inferior a meio sal&aacute;rio    m&iacute;nimo sugere que a falta da assist&ecirc;ncia m&eacute;dica ao idoso    est&aacute; associada &agrave; pobreza.</font></p>     <p><a name="fig3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v12n4/4a03f3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Estudos seccionais</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nos estudos seccionais, a exposi&ccedil;&atilde;o    e a condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de do participante s&atilde;o determinadas    simultaneamente. Em geral, esse tipo de investiga&ccedil;&atilde;o come&ccedil;a    com um estudo para determinar a preval&ecirc;ncia de uma doen&ccedil;a ou condi&ccedil;&atilde;o    relacionada &agrave; sa&uacute;de de uma popula&ccedil;&atilde;o especificada    (por exemplo, habitantes idosos de uma cidade). As caracter&iacute;sticas dos    indiv&iacute;duos classificados como doentes s&atilde;o comparadas &agrave;s    daqueles classificados como n&atilde;o doentes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Um exemplo de estudo seccional foi desenvolvido    na cidade de Bambu&iacute;, situada no interior de Minas Gerais, para determinar    a preval&ecirc;ncia e os fatores sociodemogr&aacute;ficos associados &agrave;    depress&atilde;o.<sup>34</sup> Um question&aacute;rio foi aplicado para identificar    os indiv&iacute;duos com depress&atilde;o em uma amostra representativa da popula&ccedil;&atilde;o    da cidade com 18+ anos de idade (1.041 participantes). Os epis&oacute;dios depressivos    atuais estavam associados ao sexo (maior preval&ecirc;ncia no sexo feminino,    em compara&ccedil;&atilde;o ao sexo masculino), &agrave; idade (maior preval&ecirc;ncia    nos mais velhos, em compara&ccedil;&atilde;o aos mais jovens) e &agrave; condi&ccedil;&atilde;o    atual de trabalho (maior preval&ecirc;ncia entre aqueles que n&atilde;o estavam    trabalhando, em compara&ccedil;&atilde;o aos que estavam), conforme discrimina&ccedil;&atilde;o    na <a href="#tab3">Tabela 3</a>. Saliente-se que as determina&ccedil;&otilde;es    do epis&oacute;dio depressivo atual e da ocupa&ccedil;&atilde;o foram feitas    simultaneamente, ou seja, n&atilde;o foi poss&iacute;vel saber se a aus&ecirc;ncia    de trabalho foi anterior ou posterior ao surgimento do epis&oacute;dio depressivo.</font></p>     <p><a name="tab3"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v12n4/4a03t3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Esta &eacute; a caracter&iacute;stica fundamental    de um estudo seccional: n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel saber se a exposi&ccedil;&atilde;o    antecede ou &eacute; conseq&uuml;&ecirc;ncia da doen&ccedil;a/condi&ccedil;&atilde;o    relacionada &agrave; sa&uacute;de. Portanto, esse delineamento &eacute; fraco    para determinar associa&ccedil;&otilde;es do tipo causa-efeito, mas adequado    para identificar pessoas e caracter&iacute;sticas pass&iacute;veis de interven&ccedil;&atilde;o    e gerar hip&oacute;teses de causas de doen&ccedil;as. Em rela&ccedil;&atilde;o    ao estudo de Bambu&iacute;, os resultados mostraram que a depress&atilde;o &eacute;    um importante problema de sa&uacute;de na comunidade, especialmente entre mulheres,    pessoas mais velhas e aqueles que n&atilde;o est&atilde;o trabalhando. O resultado    do estudo tamb&eacute;m gerou uma hip&oacute;tese sobre a influ&ecirc;ncia da    aus&ecirc;ncia de trabalho no desenvolvimento do epis&oacute;dio depressivo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Estudos caso-controle</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os estudos caso-controle e os estudos de coorte    podem ser utilizados para investigar a etiologia de doen&ccedil;as ou de condi&ccedil;&otilde;es    relacionadas &agrave; sa&uacute;de entre idosos, determinantes da longevidade;    e para avaliar a&ccedil;&otilde;es e servi&ccedil;os de sa&uacute;de. Os estudos    de coorte tamb&eacute;m podem ser utilizados para investigar a hist&oacute;ria    natural das doen&ccedil;as.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nos estudos caso-controle, <b>primeiramente</b>,    identificam-se indiv&iacute;duos com a doen&ccedil;a (casos) e, para efeito    de compara&ccedil;&atilde;o, indiv&iacute;duos sem a doen&ccedil;a (controles)    (<a href="#tab4">Tabela 4</a>). <b>Depois</b>, determina-se (mediante entrevista    ou consulta a prontu&aacute;rios, por exemplo) qual &eacute; a Odds da exposi&ccedil;&atilde;o    entre casos (a/c) e controles (b/d). Se existir associa&ccedil;&atilde;o entre    a exposi&ccedil;&atilde;o e a doen&ccedil;a, espera-se que a Odds da exposi&ccedil;&atilde;o    entre casos seja maior que a observada entre controles, al&eacute;m da varia&ccedil;&atilde;o    esperada devida ao acaso.</font></p>     <p><a name="tab4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v12n4/4a03t4.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os estudos caso-controle, ao contr&aacute;rio    dos estudos de coorte (ver a seguir), partem do efeito (doen&ccedil;a) para    a investiga&ccedil;&atilde;o da causa (exposi&ccedil;&atilde;o). Nesse artif&iacute;cio,    residem as for&ccedil;as e as fraquezas desse tipo de estudo epidemiol&oacute;gico.    Entre as vantagens, podemos mencionar: a) tempo mais curto para o desenvolvimento    do estudo, uma vez que a sele&ccedil;&atilde;o de participantes &eacute; feita    ap&oacute;s o surgimento da doen&ccedil;a; b) custo mais baixo da pesquisa;    c) maior efici&ecirc;ncia para o estudo de doen&ccedil;as raras; d) aus&ecirc;ncia    de riscos para os participantes; e) possibilidade de investiga&ccedil;&atilde;o    simult&acirc;nea de diferentes hip&oacute;teses etiol&oacute;gicas. Por outro    lado, os estudos caso-controle est&atilde;o sujeitos a dois principais tipos    de vieses (erro sistem&aacute;tico no estudo): de sele&ccedil;&atilde;o (casos    e controles podem diferir sistematicamente, devido a um erro na sele&ccedil;&atilde;o    de participantes); e de mem&oacute;ria (casos e controles podem diferir sistematicamente,    na sua capacidade de lembrar a hist&oacute;ria da exposi&ccedil;&atilde;o).    Essas limita&ccedil;&otilde;es podem ser contornadas no delineamento e condu&ccedil;&atilde;o    cuidadosos de um estudo caso-controle.<sup>35</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Um estudo caso-controle para investigar a associa&ccedil;&atilde;o    de quedas entre idosos e uso de medicamentos est&aacute; sendo desenvolvido    no Munic&iacute;pio do Rio de Janeiro. Os casos s&atilde;o pessoas com 60+ anos    de idade, internadas em seis hospitais do munic&iacute;pio por fratura decorrente    de queda. Os controles s&atilde;o pacientes dos mesmos hospitais internados    por outras causas. At&eacute; o momento, os resultados sugerem um maior risco    de quedas e fraturas entre aqueles que fazem uso de benzodia-zep&iacute;nicos    (Odds Ratio-OR=1,9; Intervalo de Confian&ccedil;a-IC em n&iacute;vel de 95%=1,0-3,8)    e miorrelaxantes (OR=1,9; IC95%=1,0-4,0).<sup>36</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Estudos de coorte</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nos estudos de coorte, primeiramente, identifica-se    a popula&ccedil;&atilde;o de estudo e os participantes s&atilde;o classificados    em expostos e n&atilde;o expostos a um determinado fator de interesse (<a href="#tab5">Tabela    5</a>). Depois, os indiv&iacute;duos dos dois grupos s&atilde;o acompanhados    para verificar a incid&ecirc;ncia da doen&ccedil;a/condi&ccedil;&atilde;o relacionada    &agrave; sa&uacute;de entre expostos (a/a + d) e n&atilde;o expostos (c/c +    d). Se a exposi&ccedil;&atilde;o estiver associada &agrave; doen&ccedil;a, espera-se    que a incid&ecirc;ncia entre expostos seja maior do que entre n&atilde;o expostos,    al&eacute;m da varia&ccedil;&atilde;o esperada devida ao acaso. Nesse tipo de    estudo, a mensura&ccedil;&atilde;o da exposi&ccedil;&atilde;o antecede o desenvolvimento    da doen&ccedil;a, n&atilde;o sendo sujeita ao vi&eacute;s de mem&oacute;ria    como nos estudos caso-controle. Al&eacute;m disso, os que desenvolveram a doen&ccedil;a    e os que n&atilde;o desenvolveram n&atilde;o s&atilde;o selecionados, mas sim    identificados dentro das coortes de expostos e n&atilde;o expostos, n&atilde;o    existindo o vi&eacute;s de sele&ccedil;&atilde;o de casos e controles. Os estudos    de coorte permitem determinar a incid&ecirc;ncia da doen&ccedil;a entre expostos    e n&atilde;o expostos e conhecer a sua hist&oacute;ria natural.</font></p>     <p><a name="tab5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v12n4/4a03t5.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A principal limita&ccedil;&atilde;o para o desenvolvimento    de um estudo de coorte, al&eacute;m do seu custo financeiro, &eacute; a perda    de participantes ao longo do seguimento por conta de recusas para continuar    participando do estudo, mudan&ccedil;as de endere&ccedil;os ou emigra&ccedil;&atilde;o.    Os custos e as dificuldades de execu&ccedil;&atilde;o podem comprometer o desenvolvimento    de estudos de coorte, sobretudo quando &eacute; necess&aacute;rio um grande    n&uacute;mero de participantes ou longo tempo de seguimento para acumular um    n&uacute;mero de doentes ou de eventos que permita estabelecer associa&ccedil;&otilde;es    entre exposi&ccedil;&atilde;o e doen&ccedil;a.<sup>37</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Por essas raz&otilde;es, s&atilde;o poucos os    estudos de coorte com base populacional desenvolvidos entre idosos brasileiros.    Um desses estudos (Epidoso) est&aacute; sendo desenvolvido na cidade de S&atilde;o    Paulo, onde cerca de 1.700 pessoas com 65+ anos est&atilde;o sendo acompanhadas.<sup>16</sup>    Um outro estudo (Projeto Bambu&iacute;) est&aacute; sendo desenvolvido na cidade    de Bambu&iacute;, Minas Gerais, onde est&atilde;o sendo acompanhados todos os    residentes na comunidade com 60+ anos de idade (cerca de 1.700 pessoas).<sup>19</sup> De    uma maneira geral, os principais objetivos de um estudo prospectivo consistem    em determinar a incid&ecirc;ncia de condi&ccedil;&otilde;es adversas &agrave;    sa&uacute;de e investigar determinantes dessas condi&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O delineamento b&aacute;sico do estudo de coorte    de Bambu&iacute; est&aacute; apresentado na <a href="#fig4">Figura 4</a>. Inicialmente,    foi conduzido um censo para identificar todos os residentes na cidade. Em seguida,    aqueles com 60+ anos de idade foram convidados a participar do estudo. Os que    aceitaram participar foram inclu&iacute;dos na linha de base do estudo e submetidos    a entrevista, exame f&iacute;sico e diversos exames laboratoriais. A entrevista    foi realizada com a utiliza&ccedil;&atilde;o de um question&aacute;rio estruturado    e pr&eacute;-codificado, contendo informa&ccedil;&otilde;es sobre caracter&iacute;sticas    sociodemogr&aacute;ficas, morbidade auto-referida, uso de medica&ccedil;&atilde;o,    uso de servi&ccedil;os de sa&uacute;de e fontes de cuidados, h&aacute;bitos    de vida, aspectos psicossociais, hist&oacute;ria reprodutiva, fun&ccedil;&atilde;o    f&iacute;sica e sa&uacute;de mental. Foi constitu&iacute;da uma soroteca e um    banco de DNA para investiga&ccedil;&otilde;es futuras. As informa&ccedil;&otilde;es    obtidas na linha de base do estudo s&atilde;o denominadas vari&aacute;veis explorat&oacute;rias    (exposi&ccedil;&atilde;o) e a sua associa&ccedil;&atilde;o com condi&ccedil;&otilde;es    adversas de sa&uacute;de (vari&aacute;veis de desfecho) ser&atilde;o investigadas,    comparando-se as incid&ecirc;ncias dessas condi&ccedil;&otilde;es ao longo do    tempo, entre expostos e n&atilde;o expostos. As principais vari&aacute;veis    de desfecho investigadas nesse estudo s&atilde;o: morte; interna&ccedil;&otilde;es    hospitalares; decl&iacute;nio f&iacute;sico e cognitivo; acidentes; epis&oacute;dios    depressivos; e uso de medicamentos e de servi&ccedil;os de sa&uacute;de. A ades&atilde;o    ao estudo foi alta, tanto na linha de base (dos 1.742 idosos selecionados, 92%    foram entrevistados e 86% examinados) quanto no primeiro seguimento (somente    1,7% foram perdidos para acompanhamento). Esses resultados mostram que a escolha    da cidade e a forma de abordagem da comunidade foram adequadas para garantir    a ades&atilde;o ao estudo na linha de base e a pequena perda de acompanhamento,    condi&ccedil;&atilde;o essencial para o sucesso de um estudo de coorte.<sup>19</sup></font></p>     <p><a name="fig4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v12n4/4a03f4.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, importantes    estudos de coorte com base populacional de idosos v&ecirc;m sendo realizados    em pa&iacute;ses desenvolvidos.<sup>38-46</sup> Os resultados dessas pesquisas    t&ecirc;m sido fundamentais para subsidiar programas de preven&ccedil;&atilde;o    e promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de dessas popula&ccedil;&otilde;es. N&atilde;o    se sabe, entretanto, se esses resultados s&atilde;o generaliz&aacute;veis para    pa&iacute;ses em desenvolvimento. Estudos de coorte com base populacional da    popula&ccedil;&atilde;o idosa nesses pa&iacute;ses s&atilde;o importantes para,    entre outras raz&otilde;es: a) determinar a incid&ecirc;ncia de eventos adversos    de sa&uacute;de entre idosos, orientando estrat&eacute;gias de preven&ccedil;&atilde;o    adequadas &agrave; realidade nacional; b) contribuir para o entendimento da    etiologia de algumas doen&ccedil;as; e c) estudar fatores culturais, comportamentos    e estilos de vida que podem variar entre comunidades e pa&iacute;ses, associados    a esses eventos.<sup>19</sup></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Vieses e vari&aacute;veis de confus&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Al&eacute;m dos aspectos gerais da pesquisa epidemiol&oacute;gica,    os estudos sobre envelhecimento requerem alguns cuidados ou estrat&eacute;gias    especiais a serem levados em conta, tanto no planejamento quanto na condu&ccedil;&atilde;o,    an&aacute;lise e interpreta&ccedil;&atilde;o dos resultados.<sup>22,47</sup>    Entre esses aspectos, destaca-se o uso de respondentes pr&oacute;ximos. Alguns    idosos mais velhos podem estar muito doentes ou apresentar d&eacute;ficit cognitivo    que impe&ccedil;a a sua participa&ccedil;&atilde;o na pesquisa. Nesse caso,    pode-se recorrer a uma pessoa pr&oacute;xima para se obter alguma informa&ccedil;&atilde;o    e assegurar a validade interna do estudo. &Eacute; fundamental, entretanto,    que o uso de respondente pr&oacute;ximo seja considerado na an&aacute;lise (mediante    estratifica&ccedil;&atilde;o ou ajustamento, por exemplo) e na interpreta&ccedil;&atilde;o    dos resultados da pesquisa.<sup>48</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Uma dificuldade dos estudos epidemiol&oacute;gicos    sobre envelhecimento &eacute; a defini&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o-alvo.    Isso &eacute; particularmente importante quando o estudo inclui idosos mais    velhos, porque a institucionaliza&ccedil;&atilde;o cresce de forma marcante    com a idade. Estudos epidemiol&oacute;gicos de idosos residentes na comunidade,    que excluem idosos institucionalizados, podem subestimar a preval&ecirc;ncia    de incapacidade na popula&ccedil;&atilde;o. Esse vi&eacute;s ser&aacute; mais    acentuado em comunidades com maior grau de institucionaliza&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O vi&eacute;s de sele&ccedil;&atilde;o sempre    deve ser lembrado em estudos do tipo caso-controle da popula&ccedil;&atilde;o    idosa. Ele ocorre quando casos e controles diferem entre si sistematicamente,    devido &agrave; forma de sele&ccedil;&atilde;o. O recruta-mento de casos entre    pacientes hospitalizados (ou institucionalizados) &eacute; particularmente sujeito    ao vi&eacute;s de sele&ccedil;&atilde;o, porque os fatores que levam &agrave;    hospitaliza&ccedil;&atilde;o &#8211; por exemplo: gravidade da doen&ccedil;a,    tabagismo e maior idade &#8211; tamb&eacute;m est&atilde;o associados a muitos    fatores de risco.<sup>22</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O vi&eacute;s de sobreviv&ecirc;ncia, igualmente,    deve ser considerado em estudos sobre a sa&uacute;de do idoso. Os participantes    idosos de estudos epidemiol&oacute;gicos s&atilde;o sobreviventes porque aqueles    expostos a fatores de risco t&ecirc;m maior probabilidade de morte prematura.    Esse vi&eacute;s tende a reduzir a magnitude das associa&ccedil;&otilde;es encontradas    entre fatores de risco e doen&ccedil;a/condi&ccedil;&atilde;o relacionada &agrave;    sa&uacute;de entre idosos.<sup>19</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para finalizar, tamb&eacute;m &eacute; importante    considerar o efeito de vari&aacute;veis de confus&atilde;o nos estudos epidemiol&oacute;gicos    sobre envelhecimento, ou seja, de fatores que podem ser uma explica&ccedil;&atilde;o    alternativa para a associa&ccedil;&atilde;o encontrada.<sup>24,35,37</sup> O fator de confus&atilde;o    est&aacute; presente quando duas vari&aacute;veis s&atilde;o associadas, mas    parte da associa&ccedil;&atilde;o &#8211; ou toda ela &#8211; &eacute; decorrente    de uma associa&ccedil;&atilde;o independente com uma terceira vari&aacute;vel    (de confus&atilde;o). Por exemplo, as quedas podem estar associadas ao uso de    diur&eacute;ticos, sugerindo um efeito causal. A insufici&ecirc;ncia card&iacute;aca,    entretanto, confunde esta associa&ccedil;&atilde;o porque o uso de diur&eacute;ticos    faz parte do seu tratamento e a insufici&ecirc;ncia card&iacute;aca &eacute;    tamb&eacute;m um fator de risco para quedas.<sup>22</sup> O efeito de confus&atilde;o pode    ser controlado mediante estratifica&ccedil;&atilde;o ou ajustamento na an&aacute;lise    dos dados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A idade &eacute; um fator potencial de confus&atilde;o    de muitas associa&ccedil;&otilde;es porque, freq&uuml;entemente, est&aacute;    associada &agrave; exposi&ccedil;&atilde;o e &agrave; doen&ccedil;a/condi&ccedil;&atilde;o    em diferentes situa&ccedil;&otilde;es. O efeito da idade pode ser controlado    mediante pareamento, estratifica&ccedil;&atilde;o ou ajustamento na an&aacute;lise.    Quando o estudo inclui idosos mais velhos, recomenda-se o ajustamento pela idade    com intervalos mais curtos (ou como vari&aacute;vel cont&iacute;nua), em lugar    de intervalos mais amplos (cinco em cinco ou dez em dez anos, por exemplo).<sup>22</sup></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Conclus&otilde;es</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este trabalho apresenta, de forma sucinta, alguns    conceitos b&aacute;sicos da epidemiologia e os delineamentos de estudos epidemiol&oacute;gicos    observacionais que podem ser utilizados para a investiga&ccedil;&atilde;o de    doen&ccedil;as e fatores associados a elas na popula&ccedil;&atilde;o idosa.    Al&eacute;m dos aspectos abordados, &eacute; importante lembrar que o desenvolvimento    de um estudo epidemiol&oacute;gico envolve, pelo menos, seis etapas:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">1. defini&ccedil;&atilde;o dos objetivos;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">2. escolha do delineamento adequado, segundo    a viabilidade do estudo e os recursos dispon&iacute;veis;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">3. identifica&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o    de estudo;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">4. planejamento e condu&ccedil;&atilde;o da pesquisa;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">5. coleta, an&aacute;lise e interpreta&ccedil;&atilde;o    dos dados; e</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">6. divulga&ccedil;&atilde;o dos resultados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A qualidade de um estudo epidemiol&oacute;gico    depende, entre outros fatores, da representatividade dos participantes, da qualidade    da informa&ccedil;&atilde;o sobre a exposi&ccedil;&atilde;o e a doen&ccedil;a/condi&ccedil;&atilde;o    relacionada &agrave; sa&uacute;de, da aus&ecirc;ncia de vieses e do controle    adequado das vari&aacute;veis de confus&atilde;o. Portanto, antes de iniciar    uma pesquisa, &eacute; preciso definir, cuidadosamente, a popula&ccedil;&atilde;o    de estudo, o tamanho da amostra (quando for o caso) e o m&eacute;todo de sele&ccedil;&atilde;o    dos participantes. Os instrumentos de coleta de dados devem ser desenvolvidos    e pr&eacute;-testados, tendo em vista o conjunto de informa&ccedil;&otilde;es    ou medidas que se deseja obter.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para o desenvolvimento de um estudo epidemiol&oacute;gico,    &eacute; preciso considerar as quest&otilde;es &eacute;ticas pertinentes. No    Brasil, aprovou-se, recentemente, um conjunto de normas &eacute;ticas a serem    observadas na condu&ccedil;&atilde;o de estudos envolvendo seres humanos.<sup>49</sup>    Por exig&ecirc;ncia dessas normas, os protocolos para desenvolvimento de estudos    epidemiol&oacute;gicos utilizando dados prim&aacute;rios devem ser aprovados    por um comit&ecirc; de &eacute;tica credenciado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O envelhecimento das popula&ccedil;&otilde;es    &eacute; um dos mais importantes desafios para a Sa&uacute;de P&uacute;blica    contempor&acirc;nea, especialmente nos pa&iacute;ses em desenvolvimento, onde    o envelhecimento ocorre em um ambiente de pobreza e grande desigualdade social.    Estudos epidemiol&oacute;gicos de boa qualidade e delineados de forma a contemplar    essas especificidades s&atilde;o essenciais para subsidiar o desenvolvimento    de pol&iacute;ticas de sa&uacute;de adequadas &agrave; realidade da popula&ccedil;&atilde;o    de idosos nesses pa&iacute;ses, para que envelhe&ccedil;am com sa&uacute;de.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica.    Censo demogr&aacute;fico de 1991. Rio de Janeiro: IBGE; 1992.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica.    Censo demogr&aacute;fico de 2000. Rio de Janeiro: IBGE; 2002.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. Lima-Costa MFF, Guerra HL, Barreto SM, Guimar&atilde;es    RM. . Diagn&oacute;stico de sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o idosa brasileira:    um estudo da mortalidade e das interna&ccedil;&otilde;es hospitalares p&uacute;blicas.    Informe Epidemiol&oacute;gico do SUS 2000;9(1):23-41.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. Kannel WB. Cardiovascular risk factors in    the elderly. Coronary Artery Disease 1997;8/9:566-575.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. Desai MM, Zhang P, Hennessy CH. Surveillance    for morbidity and mortality among older adults &#8211; United States, 1995-1996.    Morbidity and Mortality Weekly Report 1999;48(SS-8):7-25.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6. Dufour M, Fuller RK. Alchohol in the elderly.    Annual Review Medicine 1995;46:123-132.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7. Corti MC, Guralnik JM, Bilato C. Coronary    heart disease risk factors in older persons. Aging 1996;8:75-89.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8. Tresch DD, Aronow WS. Smoking and coronary    artery disease. Clinical Geriatric Medicine 1996;12:23-32.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9. Cherubini A, Lowenthal DT, Williams LS, Maggio    D, Mecocci P, Senin U. Physical inactivity and cardiovascular health in the    elderly. Aging 1998;10:13-25.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10. Samos LF, Roos BA. Diabetes mellitus in older    persons. Medical Clinics of North America 1998;82:791-803.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11. Janes GR, Blackman DK, Bolen JC, Kamimoto    LA, Rhodes L, Caplan LS, Nadel MR, Tomar SL, Lando JF, Greby SM, Singleton JA,    Strikas RA, Wooten KG. Surveillance for use of preventive health-care services    by older adults, 1995-1997. Morbidity and Mortality Weekly Report 1999;48(SS-8):51-88.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">12. Kamimoto LA, Eston NA, Maurice E, Husten    CG, Macera CA. Surveillance for five health risks among older adults &#8211;    United States (1993-1997). Morbidity and Mortality Weekly Report 1999;48(SS-8):89-130.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">13. Conselho Estadual do Idoso. Secretaria de    Estado do Trabalho, Cidadania e Assist&ecirc;ncia Social. Governo do Estado    do Rio Grande do Sul. Os idosos do Rio Grande do Sul. Estudo multidimensional    de suas condi&ccedil;&otilde;es de vida. Relat&oacute;rio Preliminar de Pesquisa.    Porto Alegre; 1996.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">14. Ramos LR. Growing old in S&atilde;o Paulo,    Brazil: assessment of health status and social support of elderly people from    different socioeconomic strata living in the community &#91;PhD Thesis&#93;. London:    University of London; 1987.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">15. Ramos LR, Rosa TE, Oliveira ZM, Medina MC,    Santos FR. Perfil do idoso em &aacute;rea metropolitana na Regi&atilde;o Sudeste    do Brasil: resultado de inqu&eacute;rito domiciliar. Revista de Sa&uacute;de    P&uacute;blica 1993;27:87-94.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">16. Ramos LR, Toniolo J, Cendoroglo MS, et al.    Two-year follow-up study of elderly residents in S. Paulo, Brazil: methodology    and preliminary results. Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1998;32:397-407.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">17. Veras R. A Survey of the health of elderly    people in Rio de Janeiro, Brazil &#91;PhD Thesis&#93;. London: University of London;    1992.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">18. Coelho Filho JM, Ramos LR. Epidemiologia    do envelhecimento no nordeste do Brasil: resultados de inqu&eacute;rito domiciliar.    Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1993;33:445-453.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">19. Lima-Costa MFF, Uch&ocirc;a E, Guerra HL,    Firmo JOA, Vidigal PG, Barreto SM. The Bambu&iacute; Health and Ageing Study    (BHAS). Methodological approach and preliminary results of a population-based    cohort study of the elderly in Brazil. Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica    2000;34:126-135.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">20. Moriguchi E, Da Cruz I, Xavier F, Schwanke    C, Moriguchi Y. Cognitive performance and epolipoprotein E genotype among the    very elderly living in the community. 17th World Congress of the International    Association of Gerontology. Gerontology 2001;47(suppl 1):54.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">21. Last JM. A Dictionary of Epidemiology. 3rd    ed. Oxford: Oxford University Press; 1995.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">22. Ebrahim S. Principles of epidemiology in    old age. In: Ebrahim S, Kalache A. Epidemiology in old age. London: BMJ Publishing    Group; 1996. p.12-21.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">23. Lima-Costa MFF, Uchoa E, Barreto SM, Firmo    JOA, The Bhas Group. Socioeconomic position and health in a population of Brazilian    elderly: The Bambu&iacute; Health and Ageing Study (BHAS). Revista Panamericana    de Salud P&uacute;blica 2003 jun;13(6):387-394.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">24. Szklo M, Javier Nieto F. Basic study designs    in analytical epidemiology. In: Szklo M, Javier Nieto F. Epidemiology: beyond    the basics. Gaithersburg: Aspen Publishers Inc; 2000. p.3-51.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">25. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Indicadores    e dados b&aacute;sicos Brasil; 1997a. Bras&iacute;lia: MS; 1998. Dispon&iacute;vel    em: <a href="http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/idb1997/socio/b05.htm" target="_blank">http://www.datasus.gov.br/cgi/idb97/socio/b05.htm</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">26. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Dados    de mortalidade &#8211; CID 10; 1997b. Bras&iacute;lia: MS; 1998. Dispon&iacute;vel    em: <a href="http://www.datasus.gov.br/tabcgi.exe?sim/dybr.def">http://www.datasus.gov.br/tab/cgi.exe?sim/dybr.def</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">27. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria    de Inform&aacute;tica. Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade    (SIM), 1979-1996 &#91;dados em CD-ROM&#93;. Bras&iacute;lia: MS; 1998a.</font><p><font size="2" face="Verdana">28. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria    de Inform&aacute;tica. Movimento de Autoriza&ccedil;&otilde;es de Interna&ccedil;&otilde;es    Hospitalares, 1995-1997 &#91;dados em CD-ROM&#93;. Bras&iacute;lia: MS; 1998b.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">29. Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica.    Pesquisa Nacional de Amostra Domiciliar (PNAD). Rio de Janeiro: IBGE; 1998.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">30. Lima-Costa MFF, Barreto SM, Guerra HL. Chagas;    disease among older adults: branches or mainstream of the present burden of    Trypanosoma cruzi infection. International Journal of Epidemiology 2002;31(3):688-689.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">31. Guerra HL, Barreto SM, Uchoa E, Firmo JOA,    Lima-Costa MFF. A morte de idosos na Cl&iacute;nica Santa Genoveva, Rio de Janeiro:    um excesso de mortalidade que o sistema p&uacute;blico de sa&uacute;de poderia    ter evitado. Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica 2000;16:545-551.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">32. Lima-Costa MFF, Barreto SM, Uchoa E, Firmo    JOA, Vidigal PG, Guerra HL. The Bambu&iacute; Health and Ageing Study (BHAS):    prevalence of risk factors and preventive health-care use. Revista Panamericana    de Salud P&uacute;blica 2001;9:219-227.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">33. Morgenstern H. Ecologic studies. In: Rothman    KJ, Greenland S. Modern Epidemiology. 2nd ed. Philadelphia: Lippincott-Raven;    1998. p.459-480.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">34. Vorcaro CMR, Lima-Costa MFF, Barreto SM,    Uchoa E. Unexpected high prevalence of 1-month depression in a small Brazilian    community: the Bambui Study. Acta Psychiatrica Scandinavica 2001;104:257-263.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">35. Breslow NE, Day NE. Statistical Methods in    Cancer Research. I. The design and analysis of case control studies. Lyon: IARC    Scientific Publications; 1980.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">36. Coutinho ESF, Silva SD. O uso de medicamentos    e quedas entre idosos &#8211; um estudo de caso-controle na cidade do Rio de    Janeiro. Anais do XII Congresso Brasileiro de Geriatria e Gerontologia e I Encontro    Brasil-Fran&ccedil;a de Geriatria; 2000 jun 21-24; Bras&iacute;lia, Brasil.    Rio de Janeiro; 2000. p.74</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">37. Breslow NE, Day NE. Statistical Methods in    Cancer Research. II. The Design and analysis of cohort studies. Lyon: IARC Scientific    Publications; 1987.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">38. Gural JM, Kaplan GA. Predictors of healthy    ageing: prospective evidence from the Alameda Country Study. American Journal    of Public Health 1979;79:703-708.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">39. Coroni-Huntley JC, Brock DB, Ostfeld AM,    Taylor JO, Wallace RB, editors. Established populations for epidemiological    studies of the elderly. Washington (DC): National Institute on Ageing; 1986.    NIH Publications, 86-2443.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">40. Schoenbach VJ, Kaplan BH, Fredman L, Kleinbaum    DG. Social ties and mortality in Evans Country, Georgia. American Journal of    Epidemiology 1986;123:577-591.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">41. Fredman L, Schoenbach VJ, Kaplan BH, Blazer    DG, James AS, Kleinbaum DG, et al. The Association between depressive symptoms    and mortality among older participants in the Epidemiologic Catchment Area-    Piedmont Health Survey. Journal of Gerontology 1989;44:S149-S156.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">42. Pinsky JL, Jette AM, Branch LG, Kannel WB,    Feinleib M. The Framingham Disability Study: relationship of various coronary    heart disease manifestations to disability in older persons living in the community.    American Journal of Public Health 1990;80:1363 1367.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">43. Sahtahmasebi S, Davies R, Wenger GC. A Longitudinal    analysis of factors related to survival in old age. Gerontologist 1992;32:404-413.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">44. De Andino RM, Conde-Santiago JG, Mendoza    MM. Functional disability and mental impairment as predictors of mortality in    community-dwelling elderly Puerto Ricans. Puerto Rican Health Science Journal    1995;14:285-287.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">45. Kivinen P, Halonen P, Eronen M, Nissinen    A. Self-rated health, physician rated health and associated factors among elderly    men: the Finnish cohorts of Seven Countries Study. Age Ageing 1998;27:41-47.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">46. Woo J, Ho SC, Yuen YK, Yu LM, Lau J. Cardiovascular    risk factors and 18-month mortality and morbidity in an elderly Chinese population    aged 70 year and over. Gerontology 1998;44:51-55.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">47. Wallace RB, Woolson RF. The Epidemiologic    study of the elderly. Oxford: Oxford University Press; 1992.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">48. Nelson LM, Longstreth WT, Koepsell TD, Van    Belle G. Proxy respondents in epidemiologic research. Epidemiologic Review 1990;12:71-86.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">49. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Conselho    Nacional de Sa&uacute;de. Resolu&ccedil;&atilde;o 196/96. Diretrizes e normas    regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos. Rio de Janeiro: Fiocruz;    1998.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><a name="end"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/ess/v12n4/seta.gif" border="0"></a>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:</b>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   N&uacute;cleo de Estudos em Sa&uacute;de P&uacute;blica e Envelhecimento/Fiocruz,    <br>   Av. Augusto de Lima, 1715,    <br>   Belo Horizonte-MG.    <br>   CEP: 30190-002.    <br>   <i>E-mail</i>:<a href="mailto:lima-costa@cpqrr.fiocruz.br">lima-costa@cpqrr.fiocruz.br</a></font></p>      ]]></body><back>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística</collab>
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<collab>Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.</collab>
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