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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A subnotificação de mortes por acidentes de trabalho: estudo de três bancos de dados]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Sub-notification of deaths due to occupational accidents: a study of three databases]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Federal de Minas Gerais Faculdade de Medicina ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The objective of this study is to compare three official database systems with information about worker´s health, matching data of deaths due to occupational accidents in 1999 and the discrepancies between the three registration systems. The study was performed using the following databases: The Mortalitiy Information System (SIM) at the Municipal Health Department of Belo Horizonte City, the Occupational Accident Information System of Belo Horizonte (SIAT-SUS/BH) and the Occupational Accident Communication System of the National Institute of Social Security (INSS). The analysis included the death certificates (DO) of Belo Horizonte residents in 1999 registered in SIM, the fatal occupational accidents registered in SIAT-SUS/BH, and a list of indemnification payed by INSS for deaths caused by occupational accidents. The results indicate a sub-notification of deaths due to occupational accidents. It was observed that, to change the situation of workers health in Brazil, it would be necessary to define a systematic information flow among the official instituitions where these relevant data are compiled.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b><a name="topo"></a>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>A subnotifica&ccedil;&atilde;o de mortes por    acidentes de trabalho: estudo de tr&ecirc;s bancos de dados</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Sub-notification of deaths due to occupational    accidents: a study of three databases</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Paulo Roberto Lopes Correa; Ada &Aacute;vila    Assun&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Faculdade de Medicina da Universidade Federal    de Minas Gerais, Belo Horizonte-MG</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#end">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O objetivo do presente estudo &eacute; comparar    tr&ecirc;s sistemas oficiais de registros de eventos relacionados &agrave; sa&uacute;de    do trabalhador, cruzando as informa&ccedil;&otilde;es existentes dos &oacute;bitos    por acidentes de trabalho no ano de 1999 e as discrep&acirc;ncias entre os registros    nos bancos consultados. Foi realizado um estudo em tr&ecirc;s bancos: Sistema    de Informa&ccedil;&atilde;o em Mortalidade (SIM), da Secretaria Municipal de    Sa&uacute;de de Belo Horizonte; Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o em Acidentes    de Trabalho, do SUS de Belo Horizonte (SIAT-SUS/BH); e Sistema de Comunica&ccedil;&atilde;o    de Acidente de Trabalho, do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Selecionaram-se    as declara&ccedil;&otilde;es de &oacute;bito (DO) registradas no SIM, referentes    a residentes do Munic&iacute;pio de Belo Horizonte falecidos no ano de 1999,    e estudados os acidentes de trabalho fatais registrados no SIAT-SUS/BH. Finalmente,    obteve-se uma lista de benef&iacute;cios referentes &agrave;s pens&otilde;es    por morte ocasionada por acidente de trabalho, concedidos pelo INSS. Os resultados    do estudo evidenciam uma subnotifica&ccedil;&atilde;o de mortes por acidentes    de trabalho. Viu-se que, para uma mudan&ccedil;a na situa&ccedil;&atilde;o de    sa&uacute;de dos trabalhadores do pa&iacute;s, seria necess&aacute;rio definir    o fluxo sistem&aacute;tico das informa&ccedil;&otilde;es entre os &oacute;rg&atilde;os    oficiais que agregam esses dados vitais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave:</b> acidente de trabalho;    informa&ccedil;&atilde;o; &oacute;bito.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">The objective of this study is to compare three    official database systems with information about worker&acute;s health, matching    data of deaths due to occupational accidents in 1999 and the discrepancies between    the three registration systems. The study was performed using the following    databases: The Mortalitiy Information System (<i>SIM</i>) at the Municipal Health    Department of Belo Horizonte City, the Occupational Accident Information System    of Belo Horizonte (<i>SIAT-SUS/BH</i>) and the Occupational Accident Communication    System of the National Institute of Social Security (<i>INSS</i>). The analysis    included the death certificates (<i>DO</i>) of Belo Horizonte residents in 1999    registered in <i>SIM</i>, the fatal occupational accidents registered in <i>SIAT-SUS/BH</i>,    and a list of indemnification payed by <i>INSS</i> for deaths caused by occupational    accidents. The results indicate a sub-notification of deaths due to occupational    accidents. It was observed that, to change the situation of workers health in    Brazil, it would be necessary to define a systematic information flow among    the official instituitions where these relevant data are compiled.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key words:</b> occupational healths; injuries;    information; death.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No Brasil, s&atilde;o escassos os dados diretos    que permitem a constru&ccedil;&atilde;o de indicadores gerais e espec&iacute;ficos    das condi&ccedil;&otilde;es de trabalho e sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o.<sup>1,2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O n&uacute;mero dos acidentes de trabalho fatais    permite quantificar e construir alguns indicadores, sendo uma das fontes fidedignas    para estimar o potencial de gravidade desses eventos que acometem os trabalhadores.    Entre eles, est&atilde;o os coeficientes de mortalidade, a taxa de letalidade    e os riscos potenciais de acidentes graves em determinado ramo de atividade    ou empresa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os indicadores de sa&uacute;de dos trabalhadores,    baseados nos acidentes de trabalho, permitem uma avalia&ccedil;&atilde;o das    rela&ccedil;&otilde;es entre o homem e o ambiente onde ele exerce o seu trabalho,    seu equil&iacute;brio e grande deteriora&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o indicadores    de f&aacute;cil identifica&ccedil;&atilde;o e mensura&ccedil;&atilde;o, desde    que o fluxo das informa&ccedil;&otilde;es pertinentes seja bem definido, abrangente    e sistem&aacute;tico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apesar de os acidentes de trabalho fatais serem    indicadores de gravidade de eventos heterog&ecirc;neos e ocorridos em diferentes    momentos do processo de trabalho, eles permitem levantar hip&oacute;teses causais    de associa&ccedil;&atilde;o com as condi&ccedil;&otilde;es de risco existentes    e a sua ocorr&ecirc;ncia serve para avaliar as medidas adotadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Atualmente, &eacute; dif&iacute;cil estimar a    magnitude dos acidentes fatais ocorridos em situa&ccedil;&atilde;o de trabalho,    visto que algumas fontes de informa&ccedil;&otilde;es limitam seus dados a popula&ccedil;&otilde;es    circunscritas de trabalhadores. Al&eacute;m disso, nos ambientes de trabalho,    a comunica&ccedil;&atilde;o do acidente sofre as restri&ccedil;&otilde;es dos    contratos de trabalho fragilizados, nos casos da m&atilde;o-de-obra terceirizada    e outros.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os profissionais da &aacute;rea, incluindo os    auditores fiscais e os profissionais da vigil&acirc;ncia em sa&uacute;de do    trabalhador, enfrentam dificuldades para avaliar os ambientes de trabalho e    acessar os arquivos das empresas.<sup>3-5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Soma-se aos fatores citados a parcela significativa    de trabalhadores descoberta pela Previd&ecirc;ncia Social e n&atilde;o contemplada    nas estat&iacute;sticas oficiais de acidentes de trabalho. Ora, os acidentes    de trabalho podem atingir tanto a popula&ccedil;&atilde;o previdenci&aacute;ria    (vinculada ao INSS) quanto a n&atilde;o previdenci&aacute;ria. Portanto, subestima-se    o n&uacute;mero de acidentes fatais de trabalho ao se analisarem apenas os dados    disponibilizados pelos &oacute;rg&atilde;os oficiais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">N&atilde;o se pode negar que a pr&oacute;pria    estrutura do sistema de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica &eacute; muito    mais direcionada &agrave;s doen&ccedil;as infecto-contagiosas, o que contribui    para a manuten&ccedil;&atilde;o da dificuldade em construir informa&ccedil;&otilde;es    sobre a situa&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de dos trabalhadores no Brasil.    No conjunto, a m&atilde;o-de-obra sem cobertura de prote&ccedil;&atilde;o social    e o sub-registro colocam sob suspeita a qualidade, a fidedignidade e a cobertura    dos dados oficiais sobre acidentes de trabalho.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Uma alternativa para a busca de informa&ccedil;&atilde;o    sobre mortes ocorridas em situa&ccedil;&atilde;o de trabalho, objeto deste artigo,    &eacute; a consulta combinada de dados armazenados em bancos constru&iacute;dos    com objetivos distintos entre si e n&atilde;o diretamente voltados para os indicadores    de sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o trabalhadora.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A utiliza&ccedil;&atilde;o de diferentes fontes    de dados para compor indicadores de sa&uacute;de &eacute; uma das estrat&eacute;gias    visando aprimorar o conhecimento t&eacute;cnico-cient&iacute;fico e possibilitar    o planejamento e a avalia&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es em Sa&uacute;de    P&uacute;blica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para a constru&ccedil;&atilde;o desses indicadores,    v&aacute;rios instrumentos e fontes de dados podem ser utilizados, cada um com    suas limita&ccedil;&otilde;es e abrang&ecirc;ncias. Entre eles, citam-se:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">a) o instrumento oficial de registro de acidentes    de trabalho no Brasil, denominado Comunica&ccedil;&atilde;o de Acidente de Trabalho    (CAT), e os benef&iacute;cios que ela pode gerar, uma vez reconhecida pelo Instituto    Nacional do Seguro Social (INSS). No conjunto, a CAT e os benef&iacute;cios    dela decorrentes s&atilde;o registrados no banco de dados da Empresa de Processamento    de Dados da Previd&ecirc;ncia Social (Dataprev), permitindo a elabora&ccedil;&atilde;o    de relat&oacute;rio dos registros compilados no Boletim Estat&iacute;stico de    Acidentes de Trabalho (at&eacute; 1995) e no Anu&aacute;rio Estat&iacute;stico    da Previd&ecirc;ncia Social (ap&oacute;s 1996);<sup>6,7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">b) o banco de dados do Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o    em Mortalidade (SIM) do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de;<sup>8</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">c) os estudos descritivos originados nos setores    de vigil&acirc;ncia &agrave; sa&uacute;de do trabalhador do Sistema &Uacute;nico    de Sa&uacute;de (SUS) de secretarias municipais ou de Estado da Sa&uacute;de.    Por exemplo, o Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o de Acidentes de Trabalho    da Secretaria Municipal de Sa&uacute;de de Belo Horizonte (SIAT-SUS/BH),<sup>1,4</sup> que    utiliza a c&oacute;pia da CAT enviada pelos postos do INSS; e</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">d) os estudos que realizam cruzamentos de dados    registrados nas CAT e nas Declara&ccedil;&otilde;es de &Oacute;bitos (DO).<sup>9-12</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>As Comunica&ccedil;&otilde;es de Acidentes    de Trabalho-CAT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Acidentes de Trabalho-CAT O Sistema de Comunica&ccedil;&atilde;o    de Acidente do Trabalho, desenvolvido pela Empresa de Tecnologia e Informa&ccedil;&otilde;es    da Previd&ecirc;ncia Social (Dataprev), tem o objetivo de processar e armazenar    as informa&ccedil;&otilde;es contidas na CAT. Ele sup&otilde;e um processo de    alimenta&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es obrigat&oacute;rio por    parte do setor de pessoal da empresa ou empregador, que as envia aos postos    de benef&iacute;cios do INSS para proceder &agrave; sua entrada no sistema.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A utiliza&ccedil;&atilde;o da CAT com objetivo    de estimar a magnitude dos acidentes fatais no Brasil encontra algumas limita&ccedil;&otilde;es.    Entre elas, o fato de os dados restringirem-se aos trabalhadores inseridos na    for&ccedil;a de trabalho formal, sendo exclu&iacute;dos os funcion&aacute;rios    p&uacute;blicos civis e militares das tr&ecirc;s esferas governamentais, os    trabalhadores aut&ocirc;nomos, dom&eacute;sticos, liberais, dirigentes de micro,    pequenas, m&eacute;dias e grandes empresas que, apesar de terem v&iacute;nculo    previdenci&aacute;rio, n&atilde;o possuem cobertura do seguro social. Assim,    a CAT, criada com o prop&oacute;sito de registro legal do trabalhador acidentado,    necessita ser aprimorada para cumprir um duplo papel: contribuir como base legal    do acidentado; e servir aos objetivos dos sistemas de informa&ccedil;&atilde;o    e vigil&acirc;ncia em sa&uacute;de.<sup>9,11,13</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Lembre-se de que sistemas como o SIAT-SUS/BH,    que alimenta o seu pr&oacute;prio banco a partir de c&oacute;pias das CAT enviadas    ao INSS, sofrem os efeitos dos limites citados, existentes na pr&oacute;pria    fonte do dado. E que tamb&eacute;m h&aacute; problemas nas informa&ccedil;&otilde;es    reunidas pela Dataprev, pois, al&eacute;m de estarem atreladas &agrave; l&oacute;gica    cont&aacute;bil da Previd&ecirc;ncia Social,<sup>3</sup> apresentam falhas de atualiza&ccedil;&atilde;o    e a subnotifica&ccedil;&atilde;o j&aacute; &eacute; amplamente reconhecida.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>O Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o em Mortalidade-SIM</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto ao SIM, trata-se de um sistema de informa&ccedil;&atilde;o    para mortalidade de abrang&ecirc;ncia nacional, desenvolvido pelo Departamento    de Inform&aacute;tica do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (Datasus). Ele    consolida todas as declara&ccedil;&otilde;es de &oacute;bito (DO) emitidas pelos    profissionais de servi&ccedil;os de sa&uacute;de e por cart&oacute;rios de registro    civil.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Al&eacute;m de seu car&aacute;ter jur&iacute;dico-civil,    a DO &eacute; um instrumento oficial importante para a quantifica&ccedil;&atilde;o    dos agravos fatais na popula&ccedil;&atilde;o,<sup>9-11</sup> que, recentemente, vem-se    tornando uma fonte &aacute;gil para enumerar e quantificar os acidentes relacionados    ao trabalho, identificar riscos e subsidiar os servi&ccedil;os que trabalham    com Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de do Trabalhador.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Outras fontes</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Outras fontes de informa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o    os inqu&eacute;ritos e levantamentos populacionais, na sua maioria realizados    por institui&ccedil;&otilde;es de pesquisa envolvendo an&aacute;lises conjuntas    dos dados do INSS e do SIM, associados ou n&atilde;o &agrave; investiga&ccedil;&atilde;o    individual ou amostral dos eventos; ou, ainda, a busca ativa de dados em arquivos    ou prontu&aacute;rios m&eacute;dicos, entrevistas com trabalhadores, familiares    ou empregadores, entre outros.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O presente estudo tem o objetivo de comparar    tr&ecirc;s sistemas oficiais de registros de eventos relacionados &agrave; sa&uacute;de    do trabalhador, cruzando informa&ccedil;&otilde;es existentes nos registros    de benef&iacute;cios de pens&atilde;o por morte decorrente de acidente de trabalho    do INSS, no SIM e no SIAT-SUS/BH, quantificando os &oacute;bitos por acidentes    de trabalho e identificando as coer&ecirc;ncias e as poss&iacute;veis discrep&acirc;ncias    existentes entre eles.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foi realizado um estudo descritivo mediante o    cruzamento das informa&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis em tr&ecirc;s bancos    de dados oficiais: Sistema de Comunica&ccedil;&atilde;o de Acidente de Trabalho    do INSS, por meio do cadastro de benef&iacute;cios concedidos por morte por    acidente de trabalho; Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o em Mortalidade (SIM);    e Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o de Acidentes de Trabalho da Secretaria    Municipal de Sa&uacute;de de Belo Horizonte (SIAT-SUS/BH).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para constru&ccedil;&atilde;o da base de dados    do estudo, obteve-se uma lista de benef&iacute;cios de esp&eacute;cie B93 (codifica&ccedil;&atilde;o    do INSS) referentes &agrave;s pens&otilde;es por morte ocasionada por acidente    de trabalho, concedidas em 1999. Essa base de dados foi colocada &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o    pela Dataprev do Munic&iacute;pio do Rio de Janeiro, haja vista que, nos registros    dos postos do INSS de Belo Horizonte, n&atilde;o havia o nome do previdenci&aacute;rio    que gerou o processo de pens&atilde;o por morte no trabalho (instituidor). Foram    exclu&iacute;dos os pedidos de pens&atilde;o deferidos pelo INSS em 1999, referentes    a instituidores que faleceram em anos anteriores.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Quanto ao SIM, selecionaram-se as declara&ccedil;&otilde;es    de &oacute;bito registradas no referido banco e que diziam respeito aos residentes    do Munic&iacute;pio de Belo Horizonte, falecidos no ano de 1999.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Finalmente, foram selecionados os acidentes de    trabalho fatais do ano de 1999 registrados no SIAT-SUS/ BH, a partir das c&oacute;pias    das CAT enviadas pelos postos do INSS &agrave; Secretaria Municipal de Sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Adotou-se a seguinte metodologia para cruzamento    dos tr&ecirc;s bancos de dados:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">a) a lista de benef&iacute;cios de pens&atilde;o    por acidentes de trabalho (B93) continha o nome do instituidor, a data do &oacute;bito    e do nascimento do trabalhador, o nome da m&atilde;e e os registros de identidade    civil. Foi realizado o cruzamento dessa lista com os &oacute;bitos existentes    no SIM e no SIAT-SUS/BH, utilizando as seguintes vari&aacute;veis: nome do instituidor/falecido    &#8211; validados pelas data de nascimento e de &oacute;bito &#8211; e nome    da m&atilde;e, presentes nas tr&ecirc;s fontes de dados pesquisadas;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">b) reciprocamente, realizou-se o cruzamento dos    &oacute;bitos existentes no SIM com os dados dos outros dois bancos; e</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">c) os registros do SIAT-SUS/BH foram cruzados    com os dados do SIM e da lista de benef&iacute;cios B93 do INSS.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>An&aacute;lise dos dados dispon&iacute;veis    no SIM</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em 1999, no Munic&iacute;pio de Belo Horizonte,    ocorreram 13.010 &oacute;bitos (exclu&iacute;dos os &oacute;bitos fetais), sendo    7.099 (55%) no sexo masculino e 5.904 (45%) no feminino (exclu&iacute;dos sete    &oacute;bitos com sexo ignorado).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Desse total de &oacute;bitos, 5.719 (44%) ocorreram    na faixa et&aacute;ria de 15 a 64 anos de idade, sendo 3.671 (64%) no sexo masculino    e 2.048 (36%) no feminino &#8211; uma raz&atilde;o homem:mulher de 1,8:1.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Entre as causas b&aacute;sicas de mortalidade,    tendo por refer&ecirc;ncia a classifica&ccedil;&atilde;o da D&eacute;cima Revis&atilde;o    da Classifica&ccedil;&atilde;o Estat&iacute;stica Internacional de Doen&ccedil;as    e  Problemas Relacionados &agrave; Sa&uacute;de,<sup>14</sup> as causas    externas foram respons&aacute;veis por 1.445 (11%) do total de &oacute;bitos.    Considerando a faixa et&aacute;ria de 15 a 64 anos, ocorreram 1.167 (20%) &oacute;bitos    por causas externas. Em apenas 134 (2%) das DO correspondentes a essa faixa    et&aacute;ria, o campo <b>acidente de trabalho</b> estava preenchido.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dos 29 &oacute;bitos relacionados ao trabalho    registrados no INSS ou no SIAT-SUS/BH, encontrou-se, no SIM, o campo <b>acidente    de trabalho</b> da DO em branco para 21 casos. Para os 8 restantes, em 2 casos,    o campo estava preenchido como <b>causa ignorada</b>; em 3 casos, o campo estava    preenchido com <b>causa n&atilde;o relacionada ao trabalho</b>; e em apenas    3 casos, o campo registrava <b>causa relacionada ao trabalho</b> (<a href="#tab1">Tabela    1</a>).</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v12n4/4a04t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Observou-se que 4 &oacute;bitos causados por    acidentes de trabalho, registrados no campo <b>acidente de trabalho</b> do SIM,    n&atilde;o foram encontrados nos outros bancos estudados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>An&aacute;lise dos dados dispon&iacute;veis    no SIAT-SUS/BH</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No banco do SIAT-SUS/BH, encontrou-se o registro    de 3.940 acidentes de trabalho ocorridos entre residentes do Munic&iacute;pio    no ano de 1999, sendo 6 registrados como fatais. Entre eles, apenas 2 estavam    registrados no banco do INSS.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A discrep&acirc;ncia pode ser explicada pela    pr&oacute;pria base de alimenta&ccedil;&atilde;o do SIAT-SUS/BH. Utilizado pela    Secretaria Municipal de Sa&uacute;de, esse sistema &eacute; alimentado com dados    fornecidos pelas CAT, informalmente e sem periodicidade definida. Registram-se,    portanto, os acidentes de trabalho comunicados, n&atilde;o implicando, necessariamente,    que tenham sido reconhecidos pelo INSS. Ou seja, nem sempre a emiss&atilde;o    da CAT &eacute; garantia da pens&atilde;o por morte relacionada ao trabalho;    e, em n&atilde;o havendo concess&atilde;o do benef&iacute;cio, o dado n&atilde;o    aparece no relat&oacute;rio do INSS, mas pode aparecer no banco do SIAT-SUS/BH.    Por outro lado, o estudo chamou aten&ccedil;&atilde;o para o registro, no SIAT-SUS-BH    (<a href="#tab2">Tabela 2</a>), de apenas 2 entre os 25 &oacute;bitos causados    por acidentes de trabalho segundo o relat&oacute;rio do INSS.</font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v12n4/4a04t2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto ao SIM, n&atilde;o foi encontrado, nesse    sistema, qualquer dos 6 &oacute;bitos causados por acidente de trabalho registrados    no SIAT-SUS/BH, dos quais, em 5 DOs, o campo <b>acidente de trabalho</b> encontrava-se    em branco; e na outra DO, o campo estava preenchido como <b>causa n&atilde;o    relacionada ao trabalho</b>. A incoer&ecirc;ncia torna-se mais evidente quando    se verifica que nenhuma das 7 mortes por acidentes de trabalho, segundo registra    o campo da declara&ccedil;&atilde;o de &oacute;bito do SIM, havia sido declarada    no SIAT-SUS/BH.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>An&aacute;lise dos dados dispon&iacute;veis    no INSS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Entre 20 &oacute;bitos por acidentes de trabalho    registrados no SIM ou no SIAT-SUS/BH, 8 n&atilde;o foram encontrados no banco    do INSS (<a href="#tab3">Tabela 3</a>).</font></p>     <p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v12n4/4a04t3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em 1999, a rela&ccedil;&atilde;o de pens&otilde;es    deferidas pelo INSS em Belo Horizonte pode estar subestimada pela n&atilde;o-incorpora&ccedil;&atilde;o    daqueles instituidores com direito a pens&atilde;o por acidentes de trabalho,    mas que fizeram a solicita&ccedil;&atilde;o em anos posteriores, apesar de o    &oacute;bito ter ocorrido naquele ano. Al&eacute;m disso, &eacute; poss&iacute;vel    que a concess&atilde;o do benef&iacute;cio solicitado em 1999 n&atilde;o tenha    sido deferida no mesmo ano.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ainda &eacute; importante ressaltar a possibilidade    de o instituidor da pens&atilde;o, efetivamente, ser domiciliado em Belo Horizonte,    mas o respons&aacute;vel pela sua solicita&ccedil;&atilde;o (c&ocirc;njuge,    filhos, etc.) residir ou ter mudado para outro munic&iacute;pio &#8211; o que,    igualmente, acarreta uma perda de informa&ccedil;&atilde;o no banco do INSS,    visto que a entrada do processo d&aacute;-se pelo local de resid&ecirc;ncia    do solicitante. O inverso tamb&eacute;m pode ocorrer: o instituidor residir    noutro munic&iacute;pio e o solicitante &agrave; pens&atilde;o morar em Belo    Horizonte, existindo o registro no banco do INSS no munic&iacute;pio em tela,    por&eacute;m ausente no SIM.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Partindo das 25 pens&otilde;es de instituidores    que faleceram e receberam o benef&iacute;cio por acidente de trabalho em 1999,    foi observado, no banco do SIM: em apenas 3, o campo da DO referente a <b>acidente    de trabalho</b> confirmava <b>causa relacionada ao trabalho</b>; em 18, o mesmo    campo encontrava-se em branco; em 2, havia sido preenchido como sendo <b>ignorado</b>;    e em outras 2, lia-se <b>causa n&atilde;o relacionada ao trabalho</b>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Lembre-se que, no banco do SIAT-SUS/BH, estavam    reproduzidos apenas 2 entre os 25 registros encontrados no banco do INSS.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>An&aacute;lise combinada dos tr&ecirc;s bancos    de dados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na <a href="#tab4">Tabela 4</a>, foram agrupados    os 33 acidentes fatais encontrados em pelo menos um dos 3 bancos consultados.    Ap&oacute;s o cruzamento, v&ecirc;-se que nenhum acidente fatal identificado    na pesquisa foi encontrado registrado, concomitantemente, nos tr&ecirc;s bancos    oficiais pesquisados (<a href="#tab4">Tabela 4</a>). Quatro acidentes fatais    foram identificados exclusivamente no SIM, 4 s&oacute; foram encontrados no    SIAT-SUS/BH e 20 tiveram o seu registro apenas no INSS. Dois &oacute;bitos por    acidentes de trabalho foram registrados, simultaneamente, no SIM e no SIAT-SUS/BH;    e outros 3, no SIM e no INSS.</font></p>     <p><a name="tab4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v12n4/4a04t4.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apesar de a declara&ccedil;&atilde;o de &oacute;bito    ser um instrumento de alta sensibilidade para detectar os eventos fatais na    popula&ccedil;&atilde;o de trabalhadores,9,10,12 os dados analisados por este    estudo mostraram a incoer&ecirc;ncia entre os pedidos de pens&atilde;o por acidentes    de trabalho deferidos pelo INSS e os registros nas DO como sendo mortes relacionadas    ao trabalho, podendo refletir tanto um desconhecimento do nexo causal entre    a atividade exercida e o evento fatal quanto a pouca import&acirc;ncia atribu&iacute;da    a essa informa&ccedil;&atilde;o no momento da coleta dos dados. Essa hip&oacute;tese    &eacute; confirmada pelo fato de haverem sido encontradas apenas 134 (11,5%)    das DO referentes aos &oacute;bitos por causas externas &#8211; na faixa de    15 a 64 anos &#8211; com o campo <b>acidente de trabalho</b> preenchido.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A an&aacute;lise de pens&otilde;es concedidas    para os autores dos requerimentos solicitados ao &oacute;rg&atilde;o, naquele    ano, abrangendo somente a popula&ccedil;&atilde;o previdenci&aacute;ria, identificou    que apenas 3 dos 25 &oacute;bitos que geraram pens&atilde;o por morte constavam    no SIM como relacionados ao trabalho.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A subnotifica&ccedil;&atilde;o identificada &eacute;,    provavelmente, muito maior. No banco do INSS, ainda n&atilde;o foram incorporadas    as pens&otilde;es solicitadas ap&oacute;s 1999 referentes a instituidores que    faleceram naquele ano.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No SIM de Belo Horizonte, para o mesmo per&iacute;odo,    foram registrados 7 &oacute;bitos por acidentes relacionados ao trabalho, 4    destes n&atilde;o encontrados em outro banco. &Eacute; importante comentar que    todos os 33 &oacute;bitos relacionados a trabalho, encontrados ap&oacute;s o    cruzamento dos tr&ecirc;s bancos de dados pesquisados, tiveram causas externas    de &oacute;bito notificadas pelo SIM. O que &eacute; relevante, visto que, em    algumas situa&ccedil;&otilde;es &#8211; n&atilde;o detectadas por este estudo    &#8211;, a causa do &oacute;bito pode ser outra doen&ccedil;a ou evento que    n&atilde;o se encontra no cap&iacute;tulo de causas externas de mortalidade    da Classifica&ccedil;&atilde;o Internacional das Doen&ccedil;as.<sup>14</sup> Entre essas    causas, citam-se aquelas relacionadas a algumas doen&ccedil;as agravadas pelo    trabalho, as causas mal definidas ou ignoradas e aquelas doen&ccedil;as ou les&otilde;es    relacionadas ao trabalho desencadeadoras de outros processos que levaram diretamente    &agrave; morte. Essas causas, entretanto, foram desconsideradas no preenchimento    da declara&ccedil;&atilde;o de &oacute;bito.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os resultados descritos s&atilde;o coerentes    com os achados de pesquisas que utilizaram estrat&eacute;gias semelhantes, driblando    a aus&ecirc;ncia de informa&ccedil;&otilde;es para permitir o dimensionamento    da situa&ccedil;&atilde;o dos acidentes fatais de trabalho no pa&iacute;s. Oliveira    e Mendes,<sup>9</sup> avaliando as DO do Munic&iacute;pio de Porto Alegre, Rio Grande do    Sul, como instrumento de registro dos &oacute;bitos relacionados ao trabalho,    utilizaram metodologia que incluiu uma amostra sistem&aacute;tica de &oacute;bitos    devidos a causa externa (aproximadamente 19,35% dos &oacute;bitos por causas    externas ocorridos entre abril de 1992 e mar&ccedil;o de 1993). Por meio de    visitas domiciliares e entrevistas semiestruturadas com familiares, amigos ou    testemunhas pr&oacute;ximas dos casos investigados, reconstitu&iacute;ram a    hist&oacute;ria de ocorr&ecirc;ncia, o diagn&oacute;stico da causa da morte    e outras informa&ccedil;&otilde;es consideradas relevantes (t&eacute;cnica de    necropsia verbal). Identificaram 31 &oacute;bitos relacionados ao trabalho,    enquanto os dados do INSS, para o mesmo per&iacute;odo da amostra, registraram    apenas 28 casos; como a amostra estudada atingiu apenas a quinta parte dos &oacute;bitos    por causa externa, os autores estimaram que teriam ocorrido aproximadamente    155 mortes por acidentes de trabalho em Porto Alegre.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Note-se que a aus&ecirc;ncia de preenchimento    do campo <b>acidente de trabalho</b>, identificada por esta pesquisa em Belo    Horizonte, tamb&eacute;m foi encontrada por Oliveira e Mendes (op. cit). Os    autores mostraram que apenas 2 entre as 31 DO investigadas apresentam o campo    referente a rela&ccedil;&atilde;o do &oacute;bito com o trabalho preenchido.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">As discord&acirc;ncias entre os dados registrados    na CAT e na DO tamb&eacute;m foram referidas por outros autores, como Beraldo    e Lee Bok,<sup>8,10</sup> quando compararam os registros entre as duas fontes    de informa&ccedil;&atilde;o para os acidentes de trabalho fatais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Uma explica&ccedil;&atilde;o para o fato seria    o local de moradia do instituidor n&atilde;o ser o mesmo daquele do solicitante    da pens&atilde;o, justificando as discord&acirc;ncias dos registros do banco    do SIM, quando comparados &agrave;queles do INSS.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O SIM &eacute; um banco de dados oficial de grande    potencial para an&aacute;lise de pol&iacute;ticas e vigil&acirc;ncia em sa&uacute;de    do trabalhador, devendo ser incorporado &agrave;s demais fontes de informa&ccedil;&atilde;o    existentes no pa&iacute;s. Entretanto, a DO tamb&eacute;m apresenta problemas    de cobertura e fidedignidade, que devem ser analisados e quantificados para    a sua utiliza&ccedil;&atilde;o como fonte de informa&ccedil;&otilde;es sobre    os eventos que incidem na sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o. Em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; situa&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica dos acidentes de trabalho    fatais, citam- se: erros de registro e falta de preenchimento de v&aacute;rios    campos do instrumento, principalmente daquele reservado &agrave; informa&ccedil;&atilde;o    sobre a associa&ccedil;&atilde;o do &oacute;bito ocorrido com o trabalho (campo    <b>acidente de trabalho</b>); a forte subnotifica&ccedil;&atilde;o de &oacute;bitos    em algumas regi&otilde;es do pa&iacute;s; a incoer&ecirc;ncia entre o registro    da causa b&aacute;sica do &oacute;bito e as circunst&acirc;ncias do acidente    ou viol&ecirc;ncia que produziram a les&atilde;o fatal; e, finalmente, a dificuldade    do m&eacute;dico legista em identificar a causa externa da les&atilde;o que    conduziu ao &oacute;bito.<sup>9,11</sup> A sua plena utiliza&ccedil;&atilde;o e confiabilidade,    no que se refere aos acidentes relacionados ao trabalho (t&iacute;pico, de trajeto    ou de doen&ccedil;as do trabalho), implicaria uma pol&iacute;tica agressiva    que tivesse por objetivo preparar os profissionais respons&aacute;veis pelo    preenchimento da DO.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As 5 pens&otilde;es que n&atilde;o foram concedidas    pelo INSS em 1999, apesar de os &oacute;bitos constarem no banco de dados do    SIAT-SUS/BH como <b>acidente de trabalho</b> <b>fatal</b>, podem decorrer de    n&atilde;o-solicita&ccedil;&atilde;o de pens&atilde;o pelos familiares, da inexist&ecirc;ncia    de familiares, de indeferimento ou de an&aacute;lise ainda n&atilde;o conclu&iacute;da    pelo &oacute;rg&atilde;o oficial de processo. S&atilde;o fatores que alertam    para a fragilidade de pesquisas baseadas apenas nos registros das pens&otilde;es    deferidas pelo INSS.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Estudos sistem&aacute;ticos de morbimortalidade    poder&atilde;o fomentar e aprimorar as informa&ccedil;&otilde;es indispens&aacute;veis    &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise das pol&iacute;ticas de interven&ccedil;&atilde;o    em curso, bem como &agrave; proposi&ccedil;&atilde;o de medidas preventivas    contra eventos ocupacionais indesejados. Entretanto, os resultados aqui apresentados    confirmam a fragilidade do sistema de vigil&acirc;ncia em acidentes e doen&ccedil;as    do trabalho no Brasil, que tende a provocar uma distor&ccedil;&atilde;o na an&aacute;lise    do perfil de adoecimento e morte dos seus trabalhadores.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A dificuldade de obten&ccedil;&atilde;o de dados    relativos &agrave; morbimortalidade dos trabalhadores pode ser atribu&iacute;da,    em parte, &agrave; falta de integra&ccedil;&atilde;o entre os &oacute;rg&atilde;os    oficiais, que mant&ecirc;m centralizadas as informa&ccedil;&otilde;es pertinentes.<sup>13,15</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A divulga&ccedil;&atilde;o de dados qualitativos    relativos aos acidentes contribuiria para a mudan&ccedil;a do quadro de precariedade    das informa&ccedil;&otilde;es, visto que os dados quantitativos limitam o pr&oacute;prio    desencadeamento de a&ccedil;&otilde;es preventivas por parte dos trabalhadores    e profissionais envolvidos com essas ocorr&ecirc;ncias.<sup>2,11</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Reduzir a subnotifica&ccedil;&atilde;o dos eventos    de sa&uacute;de que atingem a popula&ccedil;&atilde;o trabalhadora, melhorar    a qualidade de preenchimento dos instrumentos de notifica&ccedil;&atilde;o dos    agravos fatais, definir o fluxo sistem&aacute;tico entre os &oacute;rg&atilde;o    oficiais que agregam os dados vitais e, finalmente, devolver a informa&ccedil;&atilde;o    aos gestores e &agrave; sociedade s&atilde;o elementos importantes &agrave;    mudan&ccedil;a, para melhor, na situa&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de dos trabalhadores    do pa&iacute;s.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. W&uuml;nsch Filho V, Settini MM, Ferreira    CS, Carmo JC, Santos UP, Martarello NA, Costa Danilo F. Sistema de informa&ccedil;&atilde;o    para a a&ccedil;&atilde;o: subs&iacute;dios para a atua&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica    dos programas de sa&uacute;de dos trabalhadores a n&iacute;vel local. Cadernos    de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1993;9(2):136-148.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. Santos UP, W&uuml;nsch Filho V, Carmo JC,    Settimi MM, Urquiza SD, Henriques CMP. Sistema de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica    para acidentes de trabalho: experi&ecirc;ncia na Zona Norte do Munic&iacute;pio    de S&atilde;o Paulo (Brasil). Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1990;24(4):286-293.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. Minist&eacute;rio do Trabalho e Emprego. Acidentes    de trabalho fatais: levantamentos de dados sobre acidentes de trabalho fatais    no per&iacute;odo de 1997 a 1999 no Estado do Esp&iacute;rito Santo. Vit&oacute;ria:    Delegacia Regional do Trabalho no Estado do Esp&iacute;rito Santo; 2000.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. Minist&eacute;rio do Trabalho. Acidentes de    trabalho fatais: estudo sobre acidentes de trabalho fatais no Estado de S&atilde;o    Paulo no ano de 1995. S&atilde;o Paulo: Delegacia Regional do Trabalho no Estado    de S&atilde;o Paulo; 1998.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. Barata RCB, Ribeiro MCSA, Moraes JC. Acidentes    de trabalho referidos por trabalhadores moradores em &aacute;rea urbana no interior    do Estado de S&atilde;o Paulo em 1994. Informe Epidemiol&oacute;gico do SUS    2000;9(3):199-210.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6. Ferreira RR, Mendes R. Alguns aspectos epidemiol&oacute;gicos    dos acidentes de trabalho fatais ocorridos em Campinas, SP (Brasil), 1972-1978.    Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1981;15:251-262.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7. Faria MP, Silva AM. An&aacute;lise de acidentes    do trabalho ocorridos durante parte do ano de 1983 na Grande Belo Horizonte    (MG). Revista Brasileira de Sa&uacute;de Ocupacional 1986;53(14):26-32.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8. Beraldo PSS, Medina MG, Borba EA, Silva LP.    Mortalidade por acidentes do trabalho no Brasil &#8211; uma an&aacute;lise das    declara&ccedil;&otilde;es de &oacute;bito, 1979-1988. Informe Epidemiol&oacute;gico    do SUS 1993;2(1):41-54.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9. Oliveira PAB, Mendes JM. Acidentes de trabalho:    viol&ecirc;ncia urbana e morte em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil. Cadernos    de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1997;13(Supl. 2):73-83.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10. Lee BJ. Mortalidade por acidentes de trabalho    em Curitiba em 1998: uma an&aacute;lise cr&iacute;tica das declara&ccedil;&otilde;es    de &oacute;bito &#091;Monografia&#093;. Curitiba (PR): Universidade Federal    Paran&aacute;; 1999.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11. Lucca SR, Mendes R. Epidemiologia dos acidentes    do trabalho fatais em &aacute;rea metropolitana da Regi&atilde;o Sudeste do    Brasil, 1979-1989. Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1993;27(3):168-176.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">12. Kraus JF, Peek C, Silberman T, Anderson C.    The Accuracy of death certificates in identifying work-related fatal injuries.    American Journal of Epidemiology 1995;141(10):973-979.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">13. W&uuml;nsch Filho V. Varia&ccedil;&otilde;es    e tend&ecirc;ncias na morbimortalidade dos trabalhadores. In: Monteiro CA. Velhos    e novos males da Sa&uacute;de no Brasil. S&atilde;o Paulo: Hucitec; 1995. p.289-230.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">14. Classifica&ccedil;&atilde;o Estat&iacute;stica    Internacional de Doen&ccedil;as e Problemas Relacionados &agrave; Sa&uacute;de.    Rio de Janeiro: Artmed; 2001.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">15. Dias AP, Maia AM, Silva HA, Mendes R. Epidemiologia    dos acidentes do trabalho fatais na Regi&atilde;o Metropolitana de Belo Horizonte    no per&iacute;odo de 1985 a 1994 - Dados n&atilde;o publicados.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="end"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/ess/v12n4/seta.gif" border="0"></a><b>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Departamento de Medicina Preventiva e Social,    <br>   Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais,    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Av. Alfredo Balena, 190, 8<sup>o</sup> andar,    <br>   Belo Horizonte-MG.    <br>   CEP: 30180-100.    <br>   <i>E-mail</i>:<a href="mailto:adavila@medicina.ufmg.br">adavila@medicina.ufmg.br</a></font></p>      ]]></body><back>
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