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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Vigilância Epidemiológica no processo de municipalização do Sistema de Saúde em Feira de Santana-BA]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Epidemiological Surveillance in the process of municipalization of the Health System in Feira de Santana-BA]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The present study is a qualitative research of the exploratory type with an objective to analyze the epidemiological surveillance at the local health care provider in Feira de Santana, Bahia State, during the process of municipalization of the health system. The empirical data have been collected through open interviews with key informants, and practical observations. The research professionals have been chosen intentionaly considering their experiences while social participant actors in the implementation of epidemiological surveillance in the city. The following were interviewed: epidemiological surveillance team; managers of the local health care provider; and nurses. The study shows that the process of municipalization of the health system in Feira de Santana was only increased in 1997 with the qualification of the Municipality in the Basic Care Full Management. In this context, the municipal manager accepts responsibility for the citizen´s health and the epidemiological surveillance actions are transferred from the state level to the local health system before, however, making the necessary investments in infrastructure. In conclusion, epidemiological surveillance is characterized as being fragmented, inarticulated and showing problems in its structure co-respecting the availability of materials, equipment, allocation and qualification of human resources, which makes the full development of action difficult.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b><a name="topo"></a>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica no    processo de municipaliza&ccedil;&atilde;o do Sistema de Sa&uacute;de em Feira    de Santana-BA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Epidemiological Surveillance in the process    of municipalization of the Health System in Feira de Santana-BA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Erenilde Marques de Cerqueira<sup>I</sup>; Marluce Maria    Ara&uacute;jo Assis<sup>I</sup>; Tereza Cristina Scatena Villa<sup>II</sup>; Juliana Alves Leite<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Universidade Estadual de Feira de    Santana, Feira de Santana-BA    <br>   </font><font size="2" face="Verdana"><sup>II</sup>Escola de Enfermagem de Ribeir&atilde;o    Preto/Universidade de S&atilde;o Paulo, Ribeir&atilde;o Preto-SP    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   </font><font size="2" face="Verdana"><sup>III</sup>Secretaria Municipal de Sa&uacute;de    de Caldas de Cip&oacute;-BA</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#end">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Estudo qualitativo do tipo explorat&oacute;rio,    este trabalho tem por objetivo analisar a organiza&ccedil;&atilde;o da Vigil&acirc;ncia   Epidemiol&oacute;gica (VE) da Secretaria Municipal de Sa&uacute;de de Feira    de Santana, Bahia, no processo de municipaliza&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de.   Os dados emp&iacute;ricos foram obtidos mediante entrevista livre com informantes-chave    e a observa&ccedil;&atilde;o da pr&aacute;tica local em VE. Os   sujeitos da pesquisa foram escolhidos de forma intencional, a partir de suas    experi&ecirc;ncias enquanto atores sociais participantes   do processo de implementa&ccedil;&atilde;o da VE no munic&iacute;pio. Foram    entrevistados: equipe da VE; gestores; e enfermeiros. O estudo   revela que, em Feira de Santana, o processo de municipaliza&ccedil;&atilde;o    da Sa&uacute;de s&oacute; tomou impulso em 1997, com a habilita&ccedil;&atilde;o   do Munic&iacute;pio na Gest&atilde;o Plena da Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica.    Nesse novo contexto, o gestor municipal passa a se responsabilizar pela   sa&uacute;de dos seus mun&iacute;cipes e as a&ccedil;&otilde;es da VE s&atilde;o    desconcentradas do n&iacute;vel estadual para o munic&iacute;pio, n&atilde;o    havendo, entretanto,   investimentos necess&aacute;rios &agrave; estrutura&ccedil;&atilde;o da VE para    o desenvolvimento pleno de suas fun&ccedil;&otilde;es. Conclui-se que a VE   se caracteriza como um setor fragmentado, desarticulado e com s&eacute;rios    problemas de ordem estrutural no que diz respeito &agrave;   disponibilidade de materiais, equipamentos, aloca&ccedil;&atilde;o e capacita&ccedil;&atilde;o    de recursos humanos, o que vem, sobremaneira, dificultando   o pleno desenvolvimento das a&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave:</b> vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica;    municipaliza&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de; sistema local de sa&uacute;de.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">The present study is a qualitative research of    the exploratory type with an objective to analyze the epidemiological   surveillance at the local health care provider in Feira de Santana, Bahia State,    during the process of municipalization   of the health system. The empirical data have been collected through open interviews    with key informants, and   practical observations. The research professionals have been chosen intentionaly    considering their experiences while   social participant actors in the implementation of epidemiological surveillance    in the city. The following were   interviewed: epidemiological surveillance team; managers of the local health    care provider; and nurses. The study   shows that the process of municipalization of the health system in Feira de    Santana was only increased in 1997 with   the qualification of the Municipality in the Basic Care Full Management. In    this context, the municipal manager   accepts responsibility for the citizen&acute;s health and the epidemiological    surveillance actions are transferred from the   state level to the local health system before, however, making the necessary    investments in infrastructure. In conclusion,   epidemiological surveillance is characterized as being fragmented, inarticulated    and showing problems in its structure   co-respecting the availability of materials, equipment, allocation and qualification    of human resources, which makes   the full development of action difficult.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key words:</b> epidemiological surveillance;    municipalization of Health; local health system.</font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O estudo tem por objetivo analisar a organiza&ccedil;&atilde;o    da   Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica (VE) da Secretaria Municipal   de Sa&uacute;de (SMS) de Feira de Santana, Bahia, no processo   local de municipaliza&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de. Justifica-se no   entendimento da VE como um instrumento importante   para a transforma&ccedil;&atilde;o do modelo de sa&uacute;de vigente, onde   a cl&iacute;nica &eacute; dissociada da epidemiologia, privilegia a doen&ccedil;a   e valoriza a assist&ecirc;ncia m&eacute;dica individual &#8211; do indiv&iacute;duo   considerado apenas sob o ponto de vista patol&oacute;gico,   de seus sintomas e queixas &#8211;, sem ter em conta   a gama de problemas sociais, ou at&eacute; mesmo familiares,   que interferem na sua sa&uacute;de e s&atilde;o determinantes do   risco de adoecer e morrer.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na constru&ccedil;&atilde;o da Epidemiologia    como disciplina   cient&iacute;fica, v&aacute;rias correntes te&oacute;ricas foram importantes.   A conviv&ecirc;ncia atual com o recrudescimento de antigas   doen&ccedil;as e o surgimento de novos fantasmas que assustam   as popula&ccedil;&otilde;es do mundo inteiro, exigem que se   repense a pr&aacute;tica da epidemiologia como ferramenta   principal no estabelecimento de uma forte rela&ccedil;&atilde;o entre   sa&uacute;de e sociedade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O crescente aumento populacional e a grande facilidade    de deslocamento tornam cada vez mais necess&aacute;ria a implanta&ccedil;&atilde;o    de medidas de vigil&acirc;ncia dos espa&ccedil;os e das pessoas. O termo Vigil&acirc;ncia,    segundo o dicion&aacute;rio Houaiss,<sup>1</sup> &#8220;<i>estado de quem age    com precau&ccedil;&atilde;o para n&atilde;o correr risco</i>&#8221;, foi usado,    mais amplamente, a partir da segunda metade do s&eacute;culo passado. Significava,    ent&atilde;o, o acompanhamento sistem&aacute;tico das doen&ccedil;as nas comunidades    e o estabelecimento das medidas de controle em tempo h&aacute;bil.<sup>2</sup>    A atividade de vigil&acirc;ncia buscava manter o indiv&iacute;duo suspeito sob    quarentena ou isolamento. A VE consolida-se internacionalmente na d&eacute;cada    de 60 e suas pr&aacute;ticas s&atilde;o dirigidas, quase exclusivamente, ao    grupo das doen&ccedil;as transmiss&iacute;veis.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A Lei Org&acirc;nica da Sa&uacute;de (Lei N<sup>o</sup>    8.808/90)3 amplia o seu leque de atua&ccedil;&atilde;o, enfocando os fatores    condicionantes e determinantes das doen&ccedil;as e agravos. Nessa perspectiva,    a VE &eacute; entendida como &#8220;um conjunto de a&ccedil;&otilde;es que proporciona    o conhecimento, a detec&ccedil;&atilde;o ou preven&ccedil;&atilde;o de qualquer    mudan&ccedil;a nos fatores determinantes e condicionantes de sa&uacute;de individual    ou coletiva, com a finalidade de recomendar e adotar as medidas de preven&ccedil;&atilde;o    e controle das doen&ccedil;as ou agravos&#8221;.<sup>4</sup> Ressalte-se que a VE prev&ecirc;    a integralidade das a&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de, pretendendo superar    a dicotomia entre as a&ccedil;&otilde;es preventivas e as assistenciais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nesse contexto, para a constru&ccedil;&atilde;o    de um sistema   de sa&uacute;de universal, integral e equ&acirc;nime, estabelece-se   como prioridade, na reorienta&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os   de sa&uacute;de, o fortalecimento dos sistemas municipais   de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica, um desafio para a Sa&uacute;de   P&uacute;blica.<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Portanto, a VE pode trazer grandes contribui&ccedil;&otilde;es,   uma vez que as suas pr&aacute;ticas envolvem um conjunto   de orienta&ccedil;&otilde;es de car&aacute;ter cl&iacute;nico-individual, epidemiol&oacute;gico-   coletivo e administrativo. O individual atende   &agrave; demanda espont&acirc;nea, fundamentada na   racionalidade cl&iacute;nica. O coletivo abrange saberes e   t&eacute;cnicas que comp&otilde;em a VE, tais como indicadores   de preval&ecirc;ncia, de incid&ecirc;ncia e distribui&ccedil;&atilde;o dos riscos   sociais e de grupo, assim como indicadores de   qualidade de vida e de desigualdade social. E o administrativo   engloba um conjunto de procedimentos   que envolvem coordena&ccedil;&atilde;o e supervis&atilde;o de recursos   humanos, distribui&ccedil;&atilde;o das atividades entre a   equipe da VE &#8211; e desta com a equipe de sa&uacute;de &#8211;,   gerenciamento de programas, controle e supervis&atilde;o   de a&ccedil;&otilde;es padronizadas, preenchimento, recebimento   e an&aacute;lise de fichas, gerenciamento do fluxo de   informa&ccedil;&otilde;es, bem como registro de dados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Embora a VE seja uma das pr&aacute;ticas mais    antigas da   epidemiologia nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, somente com o   avan&ccedil;o do processo de municipaliza&ccedil;&atilde;o essas pr&aacute;ticas   come&ccedil;am a ser descentralizadas para os munic&iacute;pios,   que passam a incorpor&aacute;-las, cada vez mais, no   cotidiano das suas unidades de sa&uacute;de.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Em Feira de Santana, a VE foi implantada no ano   de 1993 e teve como objetivo cumprir o disposto na   Lei Org&acirc;nica da Sa&uacute;de, onde fica estabelecido que ao   munic&iacute;pio cabe executar as a&ccedil;&otilde;es de vigil&acirc;ncia   epidemiol&oacute;gica.<sup>2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os sistemas locais de VE devem-se estruturar    para   dar respostas aos problemas de sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o,   no que diz respeito &agrave; interven&ccedil;&atilde;o nos fatores de risco,    e   &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o de medidas de controle das doen&ccedil;as   em tempo h&aacute;bil. A&ccedil;&otilde;es nesse sentido v&ecirc;m sendo adotadas   pelo governo federal, a exemplo da Portaria N<sup>o</sup> 1.399,   de 15/12/99, que regulamenta a &aacute;rea de Epidemiologia   e Controle de Doen&ccedil;as e prev&ecirc;, no seu Cap&iacute;tulo II, que   &#8220;as a&ccedil;&otilde;es de Epidemiologia e Controle das Doen&ccedil;as    ser&atilde;o   desenvolvidas de acordo com uma Programa&ccedil;&atilde;o   Pactuada Integrada de Epidemiologia e Controle de   Doen&ccedil;as/PPI-ECD&#8221;.<sup>6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dessa forma, todos os munic&iacute;pios brasileiros    dever&atilde;o solicitar a certifica&ccedil;&atilde;o da gest&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es    de epidemiologia e controle das doen&ccedil;as. As a&ccedil;&otilde;es e metas    s&atilde;o definidas pelo n&iacute;vel central; por&eacute;m, cada munic&iacute;pio    deve adequ&aacute;-las ao perfil epidemiol&oacute;gico da sua realidade, em    uma perspectiva de mudan&ccedil;a do modelo atual de aten&ccedil;&atilde;o &agrave;    sa&uacute;de para uma nova pr&aacute;tica sanit&aacute;ria que responda &agrave;s    demandas da popula&ccedil;&atilde;o local. Essa pr&aacute;tica, denominada de    Vigil&acirc;ncia da Sa&uacute;de<sup>7</sup>, visa &agrave; transforma&ccedil;&atilde;o    da aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de por meio da organiza&ccedil;&atilde;o    do processo de trabalho, configurando uma pr&aacute;tica onde as estrat&eacute;gias    de interven&ccedil;&atilde;o de car&aacute;ter intersetorial resultem em a&ccedil;&otilde;es    de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, preven&ccedil;&atilde;o das doen&ccedil;as    e acidentes e aten&ccedil;&atilde;o curativa. Compreende-se, assim, todos os    n&iacute;veis de complexidade da aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de,    transcendendo os espa&ccedil;os institucionais e abrangendo outras &aacute;reas    do conhecimento, sempre contando com o suporte do processo de descentraliza&ccedil;&atilde;o    e reorganiza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os e das pr&aacute;ticas de sa&uacute;de    em n&iacute;vel local.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Optou-se, no presente estudo, por uma metodologia   de abordagem qualitativa do tipo explorat&oacute;ria, em que   se procurou captar e compreender a representa&ccedil;&atilde;o dos   sujeitos envolvidos no processo de implanta&ccedil;&atilde;o e   implementa&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es de VE no munic&iacute;pio;    e observar   a pr&aacute;tica desses sujeitos, estabelecendo-se rela&ccedil;&otilde;es   entre o pensar e o agir.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O campo de estudo delimitado na investiga&ccedil;&atilde;o    &eacute; a   Divis&atilde;o de Controle Epidemiol&oacute;gico da SMS do Munic&iacute;pio   de Feira de Santana, que possui uma &aacute;rea geogr&aacute;fica   de 1.338,1 km<sup>2</sup> e dista 108 km da capital do   Estado da Bahia, Salvador. &Eacute; a segunda cidade do Estado   em popula&ccedil;&atilde;o, com 480.692 habitantes: 251,183   mulheres e 229.509 homens.<sup>8</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O Munic&iacute;pio, habilitado na Gest&atilde;o    Plena da Aten&ccedil;&atilde;o   B&aacute;sica, possui uma rede composta por 37 unidades   b&aacute;sicas de sa&uacute;de (UBS) e conta com um hospital especializado   na aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de da mulher.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A entrevista, semi-estruturada, foi organizada    em dois roteiros: um para a equipe da VE e enfermeiras das UBS; e outro para    os gestores. O <b>primeiro roteiro</b> abordava os seguintes pontos: pr&aacute;ticas    realizadas pela equipe, identificando as atividades desenvolvidas no que diz    respeito &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o, execu&ccedil;&atilde;o, instrumentos    e meios utilizados nas atividades; compreens&atilde;o da equipe sobre VE; articula&ccedil;&atilde;o    entre os membros da VE, gestores da SMS e equipes das unidades de sa&uacute;de;    e dificuldades e facilidades no desenvolvimento do trabalho da VE. O <b>segundo    roteiro</b> tratava do processo de implanta&ccedil;&atilde;o da VE no per&iacute;odo    em que o entrevistado atuou como dirigente, facilidades e dificuldades encontradas    e o entendimento sobre o papel da VE no desenvolvimento de a&ccedil;&otilde;es,    programas e servi&ccedil;os de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os sujeitos da pesquisa foram escolhidos de forma   intencional, a partir de suas experi&ecirc;ncias enquanto atores   sociais participantes do processo de implanta&ccedil;&atilde;o e   implementa&ccedil;&atilde;o da VE no Munic&iacute;pio. Foram entrevistados:   equipe da VE (1 auxiliar administrativa e 2 enfermeiras),   gestores (2 ex-secret&aacute;rios municipais de Sa&uacute;de   e o chefe da VE em exerc&iacute;cio do cargo) e 2 enfermeiras   que atuam nas UBS, totalizando 8 entrevistados. O   n&uacute;mero de pessoas inclu&iacute;das no estudo foi determinado   pelo crit&eacute;rio de exaust&atilde;o e repeti&ccedil;&atilde;o do conte&uacute;do    dos   depoimentos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">As entrevistas, com dura&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia    de 40 minutos,   foram gravadas com a anu&ecirc;ncia dos entrevistados,   sendo-lhes assegurado o anonimato e o sigilo absoluto   sobre as declara&ccedil;&otilde;es prestadas, conforme a Portaria   N<sup>o</sup> 196/96 do Conselho Nacional de Sa&uacute;de/Minist&eacute;rio   da Sa&uacute;de.<sup>9</sup> Foram realizadas no per&iacute;odo de maio   a agosto de 2000, por uma das autoras do trabalho.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Utilizamos o m&eacute;todo de an&aacute;lise    de conte&uacute;do,<sup>10</sup>   operacionalizado em tr&ecirc;s etapas: ordena&ccedil;&atilde;o, classifica&ccedil;&atilde;o   e an&aacute;lise final dos dados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na ordena&ccedil;&atilde;o, procedemos &agrave;    transcri&ccedil;&atilde;o imediata   das entrevistas ap&oacute;s a sua realiza&ccedil;&atilde;o. Em seguida,   era feita a leitura geral do material transcrito procurando,   j&aacute; neste momento, identificar as unidades de   sentido contidas nas falas dos sujeitos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A classifica&ccedil;&atilde;o foi realizada em    duas etapas. Na <b>1<sup>a</sup> etapa</b>, realizamos a leitura exaustiva dos    textos das entrevistas procurando destacar elementos para os seguintes n&uacute;cleos    de sentido: organiza&ccedil;&atilde;o da VE, destacando os aspectos da estrutura    f&iacute;sica, recursos humanos e materiais, a&ccedil;&otilde;es, programas    e servi&ccedil;os; e articula&ccedil;&atilde;o intra e interinstitucional da    VE. A partir da&iacute;, foram elaborados tr&ecirc;s quadros esquem&aacute;ticos:    um representando as falas do grupo I (equipe da VE); outro representando as    falas do grupo II (gestores da SMS); e um terceiro representando as falas do    grupo III (enfermeiras das UBS). Na <b>2<sup>a</sup> etapa</b>, redefinimos    os n&uacute;cleos de sentido a partir das estruturas de relev&acirc;ncia presentes    nas falas dos entrevistados, a saber: implanta&ccedil;&atilde;o da vigil&acirc;ncia    epidemiol&oacute;gica; a&ccedil;&otilde;es da VE para controlar as epidemias    de c&oacute;lera e dengue; amplia&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es da    VE; e condi&ccedil;&otilde;es de funcionamento da VE.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na an&aacute;lise final, os dados foram cruzados    e verificadas as converg&ecirc;ncias e diverg&ecirc;ncias dos fatos relatados    pelos sujeitos entrevistados, procurando estabelecer articula&ccedil;&atilde;o    entre os planos emp&iacute;rico e te&oacute;rico. Os depoimentos foram transcritos    literalmente, encontrando- se identificados no final da cita&ccedil;&atilde;o,    sendo cada entrevista numerada pela ordem de realiza&ccedil;&atilde;o. Ap&oacute;s    o n&uacute;mero da entrevista, segue o grupo ao qual o entrevistado pertence.    Exemplo: Ent. n<sup>o</sup>; 1, Grupo I.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>An&aacute;lise e discuss&atilde;o dos resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>A implanta&ccedil;&atilde;o da Vigil&acirc;ncia    Epidemiol&oacute;gica</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A implanta&ccedil;&atilde;o da VE em Feira de    Santana articula-se   com o per&iacute;odo em que, no cen&aacute;rio nacional, ocorre   um avan&ccedil;o no processo de efetiva&ccedil;&atilde;o do Sistema &Uacute;nico   de Sa&uacute;de (SUS), com a edi&ccedil;&atilde;o da Norma Operacional   B&aacute;sica de 1993.<sup>11 </sup>A NOB-SUS 1993 desencadeou o processo   de municipaliza&ccedil;&atilde;o, habilitando os munic&iacute;pios nas   condi&ccedil;&otilde;es de Gest&atilde;o Incipiente, Parcial e Semiplena,   respectivamente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A fala de um dos entrevistados retrata uma das    preocupa&ccedil;&otilde;es   com a implanta&ccedil;&atilde;o da VE no Munic&iacute;pio:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><i>&#8220;o processo de implanta&ccedil;&atilde;o    da VE foi uma coisa importante ... no per&iacute;odo em que atuei como gestor...    se iniciou esse processo em 93 na gest&atilde;o do ex-prefeito Jo&atilde;o Durval    Carneiro e na minha como secret&aacute;rio... porque o que Feira de Santana    estava precisando era avan&ccedil;ar nessas quest&otilde;es, principalmente    nas quest&otilde;es de a&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas de sa&uacute;de e    na quest&atilde;o da VE...&#8221; </i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>(Entrevista n<sup>o</sup> 6, Grupo II)</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em Feira de Santana, a evolu&ccedil;&atilde;o    dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, no per&iacute;odo de 1993 a 2002 (ainda    que n&atilde;o seja objeto de investiga&ccedil;&atilde;o do presente trabalho),    pode ser visualizada na <a href="#tab1">Tabela 1</a>,<sup>12-14</sup> sendo    poss&iacute;vel observar a ampla diversidade da rede de aten&ccedil;&atilde;o    &agrave; sa&uacute;de. Ao comparar o quantitativo de institui&ccedil;&otilde;es    p&uacute;blicas (municipal e estadual) e privadas (lucrativas e filantr&oacute;picas)    nos tr&ecirc;s per&iacute;odos estudados, percebe-se que, em 1993, o setor privado    predomina sobre o p&uacute;blico, com 69% do total de 113 institui&ccedil;&otilde;es    de sa&uacute;de (p&uacute;blicas e privadas).</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v12n4/4a05t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">No ano de 1997, Feira de Santana disponibilizava   160 servi&ccedil;os de sa&uacute;de. As institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas    detinham   apenas 23,7% da capacidade instalada, enquanto   os servi&ccedil;os privados respondiam por 76,3%, ou   seja, tinham em suas m&atilde;os a administra&ccedil;&atilde;o de grande   parte dos servi&ccedil;os. Naquele mesmo ano, a rede   p&uacute;blica, respons&aacute;vel pela aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica,    reservava   89,5% dos seus servi&ccedil;os a esse n&iacute;vel de atendimento   que envolvia 21% do total de institui&ccedil;&otilde;es existentes   em Feira de Santana.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Observa-se que, de 1997 a 2002, n&atilde;o houve    amplia&ccedil;&atilde;o   significativa da rede p&uacute;blica de atendimento.   Essa realidade contrap&otilde;e-se aos princ&iacute;pios do SUS, se   considerarmos que ao Estado compete o dever de organizar   os servi&ccedil;os de acordo com diretrizes que ofere&ccedil;am   &agrave; maioria da popula&ccedil;&atilde;o acesso garantido em   todos os n&iacute;veis de complexidade do sistema. As institui&ccedil;&otilde;es   privadas representam parcela significativa do   total de servi&ccedil;os existentes no Munic&iacute;pio: as policl&iacute;nicas   representam 59%; e os Centros de Sa&uacute;de, 18% do   total de servi&ccedil;os de sa&uacute;de (p&uacute;blicos e privados) de   Feira de Santana, em 2002. Percebe-se que o modelo   de aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de adotado no Munic&iacute;pio privilegia    o   modelo m&eacute;dico-centrado e a valoriza&ccedil;&atilde;o da oferta de   servi&ccedil;o em policl&iacute;nicas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O Munic&iacute;pio habilita-se na Gest&atilde;o    Incipiente em   1995, passando a ter uma atua&ccedil;&atilde;o priorit&aacute;ria nas a&ccedil;&otilde;es   b&aacute;sicas de sa&uacute;de, implantando diversos programas &#8211;   a exemplo do Programa de Preven&ccedil;&atilde;o e Controle da   Hipertens&atilde;o Arterial e do Diabetes; e do Programa de   Sa&uacute;de Bucal e Imuniza&ccedil;&atilde;o em Creches e Pr&eacute;-escolas   &#8211;, ampliando o Programa de Planejamento Familiar e   contratando recursos humanos para a realiza&ccedil;&atilde;o de   vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica e sanit&aacute;ria.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Na verdade, todo o processo foi-se conformando   de forma gradativa, realmente &#8220;incipiente&#8221;, de acordo   com a sugestiva denomina&ccedil;&atilde;o dada pelo governo federal   &agrave; condi&ccedil;&atilde;o inicial dos munic&iacute;pios no processo   de municipaliza&ccedil;&atilde;o.<sup>11</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os recursos repassados ao Fundo Municipal de   Sa&uacute;de n&atilde;o foram suficientes para custear todas as   a&ccedil;&otilde;es e servi&ccedil;os que cabiam ao Munic&iacute;pio executar.   Havia uma forte centraliza&ccedil;&atilde;o da distribui&ccedil;&atilde;o dos   recursos pelo governo estadual, que, naquele momento,   ainda exercia controle sobre a execu&ccedil;&atilde;o das   a&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de no Munic&iacute;pio e tentava manter esse   poder, o que representou um &oacute;bice a mais para os   projetos de amplia&ccedil;&atilde;o do SUS em Feira de Santana.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As dificuldades s&atilde;o expressas de forma    contundente, ainda na fala do entrevistado n<sup>o</sup> 6:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>&#8220;... as dificuldades foram enormes,    ... principalmente por falta de verba... e tamb&eacute;m da resist&ecirc;ncia    que as pessoas tinham na &eacute;poca, principalmente do governo estadual, da    resist&ecirc;ncia de descentralizar, porque eles imaginavam e acho que ainda    imaginam que descentralizar as a&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de para o Munic&iacute;pio    seria perda de poder...&#8221;</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i> (Entrevista n<sup>o</sup> 6, Grupo II)</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A Secretaria de Estado de Sa&uacute;de, por interm&eacute;dio    da 2<sup>a</sup> Diretoria Regional de Sa&uacute;de (2<sup>a</sup> DIRES), teve papel    importante na execu&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas epidemiol&oacute;gicas    no Munic&iacute;pio. Sempre coube &agrave; 2<sup>a</sup> DIRES a execu&ccedil;&atilde;o    das a&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de, como os programas de imuniza&ccedil;&atilde;o,    os programas de preven&ccedil;&atilde;o e controle de doen&ccedil;as transmiss&iacute;veis    e, principalmente, a execu&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es de vigil&acirc;ncia    epidemiol&oacute;gica e sanit&aacute;ria.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com o processo de descentraliza&ccedil;&atilde;o    das a&ccedil;&otilde;es para   o Munic&iacute;pio, cria-se um certo receio quanto ao futuro   das regionais e do seu papel no processo. Nessa fase de   transi&ccedil;&atilde;o, os munic&iacute;pios v&atilde;o assumindo, a cada dia,    mais   responsabilidade na condu&ccedil;&atilde;o do sistema de sa&uacute;de local.   O que implica, para a esfera estadual, perda do   poder decis&oacute;rio, de execu&ccedil;&atilde;o e de comando das a&ccedil;&otilde;es   e servi&ccedil;os de sa&uacute;de no n&iacute;vel municipal.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; importante observar que a implementa&ccedil;&atilde;o    das   a&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas de sa&uacute;de no per&iacute;odo teve contribui&ccedil;&atilde;o   relevante da DVE municipal, sinalizando para o   desenvolvimento das a&ccedil;&otilde;es nas zonas urbana e rural   do Munic&iacute;pio e explicitando, entre seus objetivos:   coletar, processar, analisar e interpretar dados; tomar   decis&otilde;es e recomendar a implementa&ccedil;&atilde;o das   a&ccedil;&otilde;es de controle das doen&ccedil;as; divulgar informa&ccedil;&otilde;es;   criar programas de acordo com as prioridades de sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o;    e avaliar o impacto das   a&ccedil;&otilde;es, servi&ccedil;os e programas desenvolvidos.<sup>15</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apesar de os seus objetivos encontrarem-se definidos,   a DVE passou a funcionar com as suas a&ccedil;&otilde;es limitadas   &agrave; gera&ccedil;&atilde;o e coleta de dados das UBS da rede   p&uacute;blica municipal, repassados, semanalmente, &agrave; 2<sup>a</sup>   DIRES. A esta coube executar as atividades de investiga&ccedil;&atilde;o   dos casos suspeitos e de implementa&ccedil;&atilde;o das medidas   de controle, sem a participa&ccedil;&atilde;o da VE municipal.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Essa situa&ccedil;&atilde;o permaneceu por dois    anos, de 1993   a 1995: um desempenho insatisfat&oacute;rio do setor, no   que diz respeito ao cumprimento parcial dos seus prop&oacute;sitos,   como, por exemplo, o processamento, an&aacute;lise   e interpreta&ccedil;&atilde;o de dados.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>As a&ccedil;&otilde;es da Vigil&acirc;ncia    Epidemiol&oacute;gica para controlar as epidemias de c&oacute;lera e dengue</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ainda em 1993, a VE teve papel de destaque, contribuindo   de maneira relevante &agrave; elabora&ccedil;&atilde;o, implanta&ccedil;&atilde;o   e execu&ccedil;&atilde;o de programas de a&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas    de   sa&uacute;de, balizadas no perfil epidemiol&oacute;gico da popula&ccedil;&atilde;o.   No mesmo ano, o Munic&iacute;pio enfrentou uma epidemia   de c&oacute;lera em que a atua&ccedil;&atilde;o da VE foi decisiva   no tratamento dos doentes e na ado&ccedil;&atilde;o de medidas   para evitar a dissemina&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a e diminuir o   n&uacute;mero de &oacute;bitos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; interessante observar, naquele momento,    os primeiros   sinais de articula&ccedil;&atilde;o da VE com outros setores   para controlar a c&oacute;lera em Feira de Santana. As a&ccedil;&otilde;es   de controle foram vivenciadas por uma das autoras   do trabalho, que, no per&iacute;odo de 1993-1996, atuou   como chefe da vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica local. As   atividades desenvolvidas contaram com a participa&ccedil;&atilde;o   ativa do Programa de Agentes Comunit&aacute;rios de   Sa&uacute;de (PACS), bem como de grupos espec&iacute;ficos da   comunidade, a exemplo dos entregadores de g&aacute;s de   cozinha, dos agentes distritais e de bairros, dos vendedores   ambulantes de alimentos e feirantes. Os grupos   eram capacitados no conhecimento sobre a doen&ccedil;a   (transmiss&atilde;o, sintomatologia, meios de preven&ccedil;&atilde;o e   tratamento), preparo e uso do soro de reidrata&ccedil;&atilde;o   oral (SRO). Esses grupos tinham por miss&atilde;o disseminar   os conhecimentos aprendidos, distribuir o SRO e   folhetos educativos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A experi&ecirc;ncia trouxe impacto e p&ocirc;de    ser repetida na   epidemia de dengue do ano de 1995, com a inclus&atilde;o de   professores e escolares da rede p&uacute;blica, diversos propriet&aacute;rios   e funcion&aacute;rios das borracharias existentes no   Munic&iacute;pio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ao analisar a quest&atilde;o do envolvimento    de grupos   da comunidade no enfrentamento dos problemas   de sa&uacute;de, reporta-se a Mendes<sup>7</sup> quando afirma que   &#8220;a ger&ecirc;ncia social, centrada na id&eacute;ia de intersetorialidade,   vai estar baseada na articula&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es   de governo sobre problemas concretos, de pessoas   concretas, identificados em territ&oacute;rios concretos e   transformados em demandas pol&iacute;ticas&#8221;. Ainda segundo   o autor, esse deve ser o papel central da Vigil&acirc;ncia   da Sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>A amplia&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es    da Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em 1995, o Munic&iacute;pio passa por mais uma    reforma   administrativa, quando o Decreto No 5.913, de 6   de novembro de 1995, no seu art. 1<sup>o</sup>, aprova o novo   Regimento Interno da Secretaria Municipal de   Sa&uacute;de.<sup>15</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na nova estrutura, a Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica    passa   a ser a Divis&atilde;o de Controle Epidemiol&oacute;gico, subordinada,   como anteriormente, ao Departamento de Sa&uacute;de,   mas com a seguinte conforma&ccedil;&atilde;o: Se&ccedil;&atilde;o de Vigil&acirc;ncia   Alimentar e Nutricional; Se&ccedil;&atilde;o de Coleta e An&aacute;lise   de Dados; e Se&ccedil;&atilde;o de Programas de Sa&uacute;de. Para a   nova Divis&atilde;o de Controle Epidemiol&oacute;gico, foram estabelecidas   as seguintes compet&ecirc;ncias: &#8220;elaborar normas   sobre profilaxia de mol&eacute;stias end&ecirc;micas; dirigir, coordenar,   supervisionar e avaliar os programas, projetos   e atividades de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica; elaborar, coordenar   e executar programas de imuniza&ccedil;&atilde;o e participar   das campanhas de vacina&ccedil;&atilde;o; analisar e interpretar   a participa&ccedil;&atilde;o dos fatores condicionantes do   meio biol&oacute;gico; participar do controle e fiscaliza&ccedil;&atilde;o   de subst&acirc;ncias t&oacute;xicas e radioativas; preparar informes   epidemiol&oacute;gicos de rotina, conseq&uuml;entes a investiga&ccedil;&otilde;es   e inqu&eacute;ritos epidemiol&oacute;gicos; instituir precocemente   as medidas de preven&ccedil;&atilde;o e controle de surtos   e epidemias; promover, no &acirc;mbito do munic&iacute;pio,   investiga&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica; executar outras atividades   correlatas&#8221;.<sup>15</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Observa-se que o elenco de compet&ecirc;ncias    da nova   VE estava fortemente enfocado no controle e preven&ccedil;&atilde;o   das doen&ccedil;as transmiss&iacute;veis, fato que n&atilde;o causa   estranheza, at&eacute; porque esta tem sido a compreens&atilde;o   de todas as VE do Brasil.<sup>16</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, as VE t&ecirc;m    desenvolvido a&ccedil;&otilde;es   de erradica&ccedil;&atilde;o, controle e preven&ccedil;&atilde;o das doen&ccedil;as    infecciosas   e parasit&aacute;rias, excluindo do &acirc;mbito de suas   a&ccedil;&otilde;es as doen&ccedil;as n&atilde;o transmiss&iacute;veis. Embora    o termo   Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica, tenha sido, historicamente,   vinculado ao controle de doen&ccedil;as transmiss&iacute;veis e epidemias,   a legisla&ccedil;&atilde;o que instituiu o sistema de VE no   Brasil j&aacute; apontava para a supera&ccedil;&atilde;o dessa limita&ccedil;&atilde;o.<sup>17</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Apesar de os munic&iacute;pios terem conquistado    a autonomia   t&eacute;cnico-gerencial para a resolu&ccedil;&atilde;o dos seus   problemas de sa&uacute;de, e, no &acirc;mbito da VE, a legisla&ccedil;&atilde;o   sinalizar, inclusive, a amplia&ccedil;&atilde;o da lista de agravos   notific&aacute;veis para al&eacute;m das doen&ccedil;as transmiss&iacute;veis,<sup>18,19</sup>   em Feira de Santana, n&atilde;o se tem conseguido avan&ccedil;ar   muito nesse sentido, limitando-se ao cumprimento da   lista de Doen&ccedil;as de Notifica&ccedil;&atilde;o Compuls&oacute;ria.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A valoriza&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es    dirigidas &agrave;s doen&ccedil;as   transmiss&iacute;veis &eacute; ressaltada a seguir, nos depoimentos dos   entrevistados, em que se percebe que a incorpora&ccedil;&atilde;o   da concep&ccedil;&atilde;o da teoria dos germes e os problemas de   sa&uacute;de podem ser explicados por uma rela&ccedil;&atilde;o agente/   hospedeiro, enfrentados com a quebra na cadeia de   causa e efeito:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>&#8220;Eu entendo que as fun&ccedil;&otilde;es    da Vigil&acirc;ncia s&atilde;o controlar as doen&ccedil;as para que elas n&atilde;o    se alastrem... a gente sabe que tem as investiga&ccedil;&otilde;es justamente    pra gente conter as doen&ccedil;as, no caso hepatite, meningite. Ent&atilde;o    a fun&ccedil;&atilde;o da Vigil&acirc;ncia &eacute; essa&#8221;.</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i> (Entrevista N<sup>o</sup> 1, Grupo I)</i></font></p>     <p><i><font size="2" face="Verdana">&#8220; A VE serve para voc&ecirc; ter um    retrato do que est&aacute; acontecendo nessas doen&ccedil;as... como tamb&eacute;m    para se tra&ccedil;ar metas de cobertura &eacute;... por exemplo, cobertura    vacinal, pra se prevenir doen&ccedil;as como o que est&aacute; acontecendo agora    com meningite, calazar... essas doen&ccedil;as infecto-contagiosas&#8221;.</font></i></p>     <p><i><font size="2" face="Verdana"> (Entrevista N<sup>o</sup> 6, Grupo II)</font></i></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Mendes<sup>20</sup> afirma que, segundo essa concep&ccedil;&atilde;o,   &#8220;a sa&uacute;de &eacute; entendida ou representada como aus&ecirc;ncia   de doen&ccedil;a e a organiza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os &eacute;    medicamente   definida e tem como objetivo colocar &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o   da popula&ccedil;&atilde;o servi&ccedil;os preventivos e curativoreabilitadores&#8221;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O referido autor aponta, tamb&eacute;m como uma    das   limita&ccedil;&otilde;es da concep&ccedil;&atilde;o microbiana, a n&atilde;o-integralidade   das a&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de &#8211; se considerarmos   que as doen&ccedil;as transmiss&iacute;veis v&ecirc;m perdendo import&acirc;ncia   relativa com o aumento da expectativa de vida e   a entrada em cena das doen&ccedil;as cr&ocirc;nico-degenerativas   e das de causas externas como principais doen&ccedil;as da   modernidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>As condi&ccedil;&otilde;es de funcionamento    da Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Observa-se que n&atilde;o se tem conseguido manter    uma   estrutura que assegure ao setor as condi&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias   e suficientes para o desenvolvimento das a&ccedil;&otilde;es   inerentes ao seu dia-a-dia.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Do ponto de vista da estrutura f&iacute;sica,    a VE n&atilde;o conta   com uma sede pr&oacute;pria, tendo, v&aacute;rias vezes, mudado o   seu local de funcionamento, a exemplo da pr&oacute;pria SMS,   que, durante o per&iacute;odo estudado, j&aacute; funcionou em cinco   endere&ccedil;os diferentes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ainda em rela&ccedil;&atilde;o aos recursos materiais    e aos equipamentos,   um dos grandes pontos cr&iacute;ticos &eacute; a falta de   um ve&iacute;culo espec&iacute;fico para a VE, o que deixa a equipe   quase sempre impossibilitada de estabelecer, em tempo   h&aacute;bil, as medidas de controle das doen&ccedil;as.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As enfermeiras da VE evidenciam a situa&ccedil;&atilde;o    nos seus   depoimentos:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>&#8220;... manter um transporte pr&oacute;prio,    depender de uma central de transporte, de sim ou n&atilde;o, dos hor&aacute;rios    dispon&iacute;veis dos ve&iacute;culos. Tudo isso s&atilde;o dificuldades grandes&#8221;.    </i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>(Entrevista N<sup>o</sup> 3, Grupo I)</i></font></p>     <p><i><font size="2" face="Verdana">&#8220;... n&oacute;s sabemos hoje que &eacute;    necess&aacute;rio, que &eacute; indispens&aacute;vel pra um munic&iacute;pio    de 500 mil habitantes, que a gente tenha dois transportes e hoje a realidade    nossa &eacute; que n&atilde;o dispomos de nenhum... se tiver carro a gente sai,    se n&atilde;o tiver n&atilde;o tem como a gente fazer o nosso trabalho&#8221;.    </font></i></p>     <p><i><font size="2" face="Verdana">(Entrevista N<sup>o</sup> 5, Grupo I)</font></i></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Vale salientar que a VE possu&iacute;a um ve&iacute;culo    pr&oacute;prio (utilit&aacute;rio do tipo <i>van</i>, modelo &#8220;Besta&#8221;),    retirado do servi&ccedil;o pelo &uacute;ltimo secret&aacute;rio de Sa&uacute;de    por este entender que nenhum setor poderia dispor de ve&iacute;culo exclusivo.    N&atilde;o foi levada em considera&ccedil;&atilde;o a caracter&iacute;stica    espec&iacute;fica do trabalho da VE &#8211; talvez pelo gestor municipal n&atilde;o    haver priorizado essas atividades dentro do conjunto das a&ccedil;&otilde;es    e servi&ccedil;os de sa&uacute;de do Munic&iacute;pio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Sem um ve&iacute;culo pr&oacute;prio para realizar    as atividades   de campo (investiga&ccedil;&otilde;es epidemiol&oacute;gicas, visitas domiciliares    a pacientes faltosos aos tratamentos, busca   ativa de casos, entre outras), &eacute; preciso quase &#8220;implorar&#8221;   ao setor de transporte a disponibilidade de um   ve&iacute;culo para o deslocamento da equipe.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Durante todo o per&iacute;odo de observa&ccedil;&atilde;o,    constatou-   se essa dificuldade. Por diversas vezes, assistimos   a reuni&otilde;es do chefe da VE com a sua equipe   para discutir e encaminhar solu&ccedil;&otilde;es sobre a quest&atilde;o.   At&eacute; o fim da coleta de dados, entretanto, ainda   n&atilde;o havia sido encontrada uma solu&ccedil;&atilde;o para o problema.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Essa situa&ccedil;&atilde;o remete &agrave; interfer&ecirc;ncia    pol&iacute;tico-partid&aacute;ria   na administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica. Os secret&aacute;rios s&atilde;o   escolhidos pelo crit&eacute;rio da vincula&ccedil;&atilde;o partid&aacute;ria    com   o prefeito, vereadores alinhados ao executivo ou demais   grupos pol&iacute;ticos e econ&ocirc;micos ligados ao vencedor   do pleito eleitoral. N&atilde;o se levam em considera&ccedil;&atilde;o   as capacidades t&eacute;cnica, cient&iacute;fica e administrativa da   pessoa indicada ao cargo. Os interesses &#8220;individuais&#8221;   ou particulares desses grupos sobrep&otilde;em-se aos interesses   da coletividade. Nesse sentido, concordamos   com Assis,<sup>13</sup> quando afirma que &eacute; &#8220;... necess&aacute;rio uma   mudan&ccedil;a de comportamento na administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica   brasileira, com conscientiza&ccedil;&atilde;o e capacita&ccedil;&atilde;o dos   dirigentes e trabalhadores de sa&uacute;de no exerc&iacute;cio do   comando...&#8221;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O quadro de pessoal lotado na VE vem sofrendo   constantes modifica&ccedil;&otilde;es ao longo do per&iacute;odo de estudo,   sem que tenha havido designa&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica de   trabalhadores para o setor. O que ocorre, quase sempre,   &eacute; que algu&eacute;m, descontente com o trabalho em   algum outro setor da municipalidade, procure abrigo   na VE, at&eacute; porque, no imagin&aacute;rio de parte dos profissionais,   o trabalho na VE &eacute; mais leve. Segundo coment&aacute;rios   observados pelos pesquisadores, bem como nas   solicita&ccedil;&otilde;es de funcion&aacute;rios interessados em trocar o   trabalho nas UBS pelo trabalho da VE, alegava-se que   a&iacute; se trabalhava menos. A surpresa, para muitos deles,   &eacute; perceber que ocorre justamente o contr&aacute;rio. Na VE,   o ritmo das atividades &eacute; constante, envolvendo toda a   equipe; embora os pap&eacute;is sejam diferenciados, todos   t&ecirc;m a responsabilidade de dar conta das tarefas com a   efici&ecirc;ncia de quem vigia e zela pela sa&uacute;de de toda a   coletividade feirense.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A car&ecirc;ncia de recursos humanos &eacute;    apontada pelos   entrevistados como sendo um dos grandes n&oacute;s a   prejudicar o desempenho e a efetividade da VE:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>&#8220;... n&oacute;s t&iacute;nhamos uma    quantidade de pessoal muito pequena, n&oacute;s n&atilde;o t&iacute;nhamos pessoal    qualificado, o quadro de pessoal era reduzido e na &aacute;rea espec&iacute;fica    de VE n&oacute;s cont&aacute;vamos com poucas pessoas habilitadas para o servi&ccedil;o    ...&#8221; </i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>(Entrevista N<sup>o</sup> 2, Grupo II)</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>&#8220;... n&oacute;s contamos com apenas    dois t&eacute;cnicos efetivamente, ... a gente contava com outros profissionais    e esses profissionais tiveram que sair por conta de encerrar o contrato (de    trabalho tempor&aacute;rio) ...&#8221; </i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>(Entrevista N<sup>o</sup> 4, Grupo II)</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quando perguntamos aos entrevistados quais as   facilidades no desenvolvimento das atividades, a maioria   referiu o compromisso e a dedica&ccedil;&atilde;o da equipe   como sendo a mola propulsora para fazer acontecer   o trabalho da VE.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Eis os depoimentos:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>&#8220;... n&oacute;s temos a boa vontade    dos profissionais que est&atilde;o juntos na Vigil&acirc;ncia, a gente percebe    assim que, de certa forma, existe um&#8220; vestir a camisa&#8221;, tanto dos    t&eacute;cnicos quanto do n&iacute;vel m&eacute;dio, ent&atilde;o a gente percebe    que existe boa vontade, a disponibilidade da gente buscar um no outro esse elo,    esse apoio...&#8221;</i></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><i> (Entrevista N<sup>o</sup> 3, Grupo I)</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>&#8220;... a &uacute;nica coisa de facilidade    que eu vejo &eacute; o compromisso das pessoas com o trabalho da VE. Eu acho    que eu conto com apenas duas, mas duas pessoas que s&atilde;o extremamente envolvidas    com esse processo da pr&aacute;tica da VE&#8221;.</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i> (Entrevista N<sup>o</sup> 4, Grupo II)</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>&#8220;... as facilidades que n&oacute;s encontramos    foi a boa vontade, o profissionalismo e a capacidade daqueles que compunham    a VE da Secretaria, foi isto que conseguiu que n&oacute;s lev&aacute;ssemos    adiante esse processo da Vigil&acirc;ncia&#8221;.</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i> (Entrevista N<sup>o</sup> 2, Grupo II)</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Isso remete &agrave; quest&atilde;o da atua&ccedil;&atilde;o    profissional pautada   no compromisso pessoal, nas rela&ccedil;&otilde;es de trabalho   das institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas. A situa&ccedil;&atilde;o reflete    a aus&ecirc;ncia   de um projeto que abranja, claramente, as compet&ecirc;ncias   dos executores da Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica.   &Eacute; como se o setor funcionasse de forma isolada,   desvinculada dos demais servi&ccedil;os da SMS.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Conforme se p&ocirc;de observar, os programas    de controle   de doen&ccedil;as vinculados &agrave; VE, tais como o Programa   de Controle da Tuberculose, o Programa de Preven&ccedil;&atilde;o   e Controle das DST e Aids, o Programa de Vigil&acirc;ncia   Alimentar e Nutricional, o Programa de Controle   da Hansen&iacute;ase e o Programa de Controle das   Endemias funcionam desarticulados da VE, tanto em   rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s quest&otilde;es t&eacute;cnicas quanto &agrave;s    de ordem administrativa.   Os centros administrativos desses programas   encontram-se instalados em diferentes pr&eacute;dios e os seus profissionais    n&atilde;o se integram &agrave; equipe da VE,   n&atilde;o realizando, inclusive, as a&ccedil;&otilde;es de vigil&acirc;ncia   epidemiol&oacute;gica dos agravos sob a sua responsabilidade   t&eacute;cnica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As falas dos entrevistados que representam a    equipe   da VE revelam a insatisfa&ccedil;&atilde;o do grupo com essa   desarticula&ccedil;&atilde;o intra-institucional:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>&#8220;... ainda existe uma desarticula&ccedil;&atilde;o,    n&atilde;o existe esse v&iacute;nculo, esse feedback que deveria existir e tamb&eacute;m    com o secret&aacute;rio e outras chefias ... dentro da pr&oacute;pria Vigil&acirc;ncia    o que deveria, os programas que deveriam estar na Vigil&acirc;ncia est&atilde;o    desarticulados, como por exemplo, o Centro de Endemias ... eu n&atilde;o entendo,    s&atilde;o programas ligados &agrave; VE e, no entanto, andam totalmente desarticulados    ... a minha impress&atilde;o &eacute; de que a gente trabalha numa secretaria    independente, &eacute; como se a VE hoje caminhasse sozinha&#8221;.</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i> (Entrevista N<sup>o</sup> 3, Grupo I)</i></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><i>&#8220;... hoje a gente n&atilde;o consegue    se articular com as pr&oacute;prias a&ccedil;&otilde;es da VE ... porque se    desmembrou, se desintegrou as a&ccedil;&otilde;es a tal ponto, at&eacute; mesmo    em termos de estrutura f&iacute;sica, quer dizer... tem v&aacute;rios servi&ccedil;os    ligados &agrave; Vigil&acirc;ncia funcionando em v&aacute;rios locais diferentes,    de forma isolada ... &eacute; como se fosse cada um por si e Deus por todos&#8221;.</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i> (Entrevista N<sup>o</sup> 5, Grupo I)</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Como j&aacute; foi dito no item anterior, a habilita&ccedil;&atilde;o    do   Munic&iacute;pio na Gest&atilde;o Plena da Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica    ampliou o   raio de a&ccedil;&atilde;o da Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica com o processo   de descentraliza&ccedil;&atilde;o desencadeado no Estado da   Bahia, a partir de meados de 1997.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; importante observar que a descentraliza&ccedil;&atilde;o    n&atilde;o se   conformou gradativamente. N&atilde;o houve, por parte dos sujeitos   envolvidos no processo, uma prepara&ccedil;&atilde;o para o repasse   das responsabilidades de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica   ao Munic&iacute;pio. Ela se deu de forma abrupta. De um dia para   o outro, as atividades que eram realizadas pela 2<sup>a</sup> DIRES   passaram a ser de responsabilidade total da SMS, inclusive   aquelas que s&atilde;o de responsabilidade da VE.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De imediato, a VE municipal teve que assumir    o recolhimento   das notifica&ccedil;&otilde;es compuls&oacute;rias em todos os   servi&ccedil;os de sa&uacute;de; e realizar todas as investiga&ccedil;&otilde;es   epidemiol&oacute;gicas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A principal ferramenta de trabalho da VE &eacute;    a informa&ccedil;&atilde;o.   &Eacute; com base na informa&ccedil;&atilde;o que as a&ccedil;&otilde;es s&atilde;o   desencadeadas. Por esse motivo, a VE &eacute; caracterizada   pelo trip&eacute; Informa&ccedil;&atilde;o-Decis&atilde;o-A&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A adequada coleta de dados &eacute; fundamental    para   garantir a qualidade da informa&ccedil;&atilde;o. Os dados s&atilde;o   gerados nas diversas unidades de Sa&uacute;de P&uacute;blica,   privadas e filantr&oacute;picas (ambulat&oacute;rios, cl&iacute;nicas, hospitais,   UBS, consult&oacute;rios), onde ocorre o evento sanit&aacute;rio.   Uma das principais fontes para o fornecimento   de dados &eacute; a notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria mediante   formul&aacute;rio do Sistema Nacional de Agravos de   Notifica&ccedil;&atilde;o (Sinan).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Todas as segundas-feiras, um trabalhador da VE    percorre   as unidades de sa&uacute;de recolhendo as notifica&ccedil;&otilde;es,   que s&atilde;o classificadas em positivas e negativas. A   inexist&ecirc;ncia de um ve&iacute;culo de uso exclusivo da VE limita   o recolhimento das notifica&ccedil;&otilde;es, que, geralmente feito   com atraso, &agrave;s vezes deixa de ser realizado por mais   de uma semana. Esse fato traz conseq&uuml;&ecirc;ncias negativas   &agrave; pr&aacute;tica da VE, uma vez que gera descontinuidade   no repasse dos dados necess&aacute;rios &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o   das medidas de interven&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de causar   desest&iacute;mulo ao ato de notificar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na maioria das unidades notificantes, as notifica&ccedil;&otilde;es   s&atilde;o preenchidas de forma incorreta, com dados   incompletos, principalmente no que diz respeito aos   aspectos de identifica&ccedil;&atilde;o do caso notificado (endere&ccedil;o,   ponto de refer&ecirc;ncia, telefone) e outras informa&ccedil;&otilde;es   importantes sobre a dimens&atilde;o geogr&aacute;fica do Munic&iacute;pio,   que facilitam a localiza&ccedil;&atilde;o dos domic&iacute;lios no   ato da investiga&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica, dos bloqueios   vacinais e das visitas domiciliares.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ao longo de todo o processo de implementa&ccedil;&atilde;o   da VE na SMS de Feira de Santana, n&atilde;o se tem conseguido   que os profissionais das unidades b&aacute;sicas de   sa&uacute;de incorporem a pr&aacute;tica da vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica   em suas atividades. Limitam-se a notificar as   doen&ccedil;as com a ressalva de que somente os enfermeiros   realizam a notifica&ccedil;&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">V&aacute;rias tentativas foram feitas no sentido    de descentralizar   as a&ccedil;&otilde;es de VE para as UBS, principalmente as   investiga&ccedil;&otilde;es epidemiol&oacute;gicas, os bloqueios vacinais e   as investiga&ccedil;&otilde;es de eventos adversos por vacina&ccedil;&atilde;o,    inclusive   com a realiza&ccedil;&atilde;o de curso de capacita&ccedil;&atilde;o para   todos os enfermeiros lotados no Munic&iacute;pio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Contudo, at&eacute; dezembro de 2000, todas as    a&ccedil;&otilde;es continuam sendo realizadas pelos enfermeiros do n&iacute;vel    central da VE sem que os profissionais das UBS tomem conhecimento das atividades    realizadas e dos resultados produzidos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em Feira de Santana, o processo de descentraliza&ccedil;&atilde;o   pol&iacute;tico-administrativa do setor Sa&uacute;de tomou   impulso em 1997, com a habilita&ccedil;&atilde;o do Munic&iacute;pio   na Gest&atilde;o Plena da Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica, contexto no   qual o gestor municipal passou a se responsabilizar   pela sa&uacute;de dos seus mun&iacute;cipes. Ressalta-se, por&eacute;m,   que n&atilde;o foram percebidos avan&ccedil;os significativos,   traduzidos em melhorias para a popula&ccedil;&atilde;o do Munic&iacute;pio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nesse contexto, as a&ccedil;&otilde;es de vigil&acirc;ncia    epidemiol&oacute;gica   s&atilde;o desconcentradas do n&iacute;vel intermedi&aacute;rio   (DIRES) para o Munic&iacute;pio, n&atilde;o havendo, entretanto,   os investimentos necess&aacute;rios &agrave; estrutura&ccedil;&atilde;o da   VE para o desenvolvimento pleno de suas fun&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As a&ccedil;&otilde;es s&atilde;o centralizadas    mas n&atilde;o h&aacute; participa&ccedil;&atilde;o   efetiva dos profissionais que atuam nas UBS. As   enfermeiras realizam a notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria de   rotina &#8211; uma pr&aacute;tica burocr&aacute;tica &#8211; sem a devida preocupa&ccedil;&atilde;o   com a valoriza&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o produzida,   capaz de desencadear medidas de controle e subsidiar   o planejamento de a&ccedil;&otilde;es de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de   e preven&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as na &aacute;rea de abrang&ecirc;ncia   da unidade b&aacute;sica de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O conjunto dos depoimentos revela um setor fragmentado,   desarticulado e com s&eacute;rios problemas de   ordem estrutural quanto &agrave; disponibilidade de materiais   e equipamentos, aloca&ccedil;&atilde;o e capacita&ccedil;&atilde;o de recursos   humanos, o que vem dificultando, sobremaneira,   o pleno desenvolvimento das a&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As desarticula&ccedil;&otilde;es de ordem intra    e interinstitucional   s&atilde;o referidas nos depoimentos como o principal   n&oacute; a ser desatado para a solu&ccedil;&atilde;o dos problemas   cotidianos da VE.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">N&atilde;o obstante tudo isso, ao finalizar o    estudo, renovam-   se os nossos sentimentos de esperan&ccedil;a. Ainda h&aacute;   tempo para promover as mudan&ccedil;as necess&aacute;rias, na   perspectiva da constru&ccedil;&atilde;o de um sistema de sa&uacute;de acess&iacute;vel   a todos, equ&acirc;nime, humanizado e resolutivo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o    da VE, entende-se que se   deva adequar a infra-estrutura obedecendo &agrave;s determina&ccedil;&otilde;es   acordadas na Programa&ccedil;&atilde;o Pactuada Integrada   de Epidemiologia e Controle de Doen&ccedil;as (PPI/ECD), que   contempla, entre outras exig&ecirc;ncias, a defini&ccedil;&atilde;o da estrutura   e composi&ccedil;&atilde;o de uma equipe de VE mais adequada   &agrave; escala populacional do Munic&iacute;pio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; necess&aacute;rio, igualmente, al&eacute;m    de garantir a continuidade   e a qualidade das a&ccedil;&otilde;es de controle de doen&ccedil;as   e agravos j&aacute; existentes, ampliar o escopo da VE para   al&eacute;m das doen&ccedil;as de notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria,    implantando   a vigil&acirc;ncia de doen&ccedil;as n&atilde;o transmiss&iacute;veis e a   vigil&acirc;ncia das causas externas de morbimortalidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto &agrave; desarticula&ccedil;&atilde;o    intra e interinstitucional, acredita-se que algumas medidas de supera&ccedil;&atilde;o    poderiam trazer resultados de curto prazo, como, por exemplo: integra&ccedil;&atilde;o    com a Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria, baseada no enfoque do risco; e integra&ccedil;&atilde;o    com a Divis&atilde;o de Informa&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de, visando &agrave;    produ&ccedil;&atilde;o de dados desagregados para os servi&ccedil;os de sa&uacute;de,    capacita&ccedil;&atilde;o de pessoal para processamento e an&aacute;lise de    dados, e cria&ccedil;&atilde;o de instrumentos de divulga&ccedil;&atilde;o das    informa&ccedil;&otilde;es epidemiol&oacute;gicas, entre outros benef&iacute;cios.    A integra&ccedil;&atilde;o com as unidades b&aacute;sicas de sa&uacute;de dar-se-ia    a partir da implanta&ccedil;&atilde;o de n&uacute;cleos de VE nas UBS, hospitais    e cl&iacute;nicas da cidade.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Instituto Ant&ocirc;nio Houaiss. Dicion&aacute;rio    Houaiss da l&iacute;ngua   portuguesa. 1<sup>a</sup> ed. Rio de Janeiro: Objetiva; 2001.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. Carvalho DM, Werneck GL. Vigil&acirc;ncia    epidemiol&oacute;gica:   hist&oacute;ria, conceitos b&aacute;sicos e perspectivas. In: Textos de   apoio em vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica. Rio de Janeiro:   Fiocruz; 1998. p.17-31.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. Brasil. Lei N<sup>o</sup> 8.080, de 19 de setembro de    1990.   Disp&otilde;e sobre as condi&ccedil;&otilde;es para promo&ccedil;&atilde;o,    prote&ccedil;&atilde;o   e recupera&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, a organiza&ccedil;&atilde;o e o    funcionamento dos servi&ccedil;os correspondentes e d&aacute; outras   provid&ecirc;ncias. Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o, Bras&iacute;lia,    v.128,   n.182, p.18054, 20 set 1990. Se&ccedil;&atilde;o 1. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Funda&ccedil;&atilde;o    Nacional de Sa&uacute;de.   Guia de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica. Bras&iacute;lia: FNS;   1998.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. Barata RCB. O desafio das doen&ccedil;as emergentes    e a   revaloriza&ccedil;&atilde;o da epidemiologia descritiva. Informe   Epidemiol&oacute;gico do SUS 1999;8(1):7-15.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6. Brasil Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.    Portaria N<sup>o</sup> 1.399, de 15 de   dezembro de 1999. Regulamenta a NOB SUS 01/96 no   que se refere &agrave;s compet&ecirc;ncias da Uni&atilde;o, Estados,   Munic&iacute;pios e Distrito Federal, na &aacute;rea de epidemiologia   e controle de doen&ccedil;as, define a sistem&aacute;tica de   financiamento e d&aacute; outras provid&ecirc;ncias. Di&aacute;rio Oficial   da Uni&atilde;o, Bras&iacute;lia, v.137, n.240, p.20-E, 16 dez 1999.   Se&ccedil;&atilde;o 1.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7. Mendes EV. Uma agenda para a sa&uacute;de.    S&atilde;o Paulo:   Hucitec; 1996.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8. Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica.    Censo   Demogr&aacute;fico 2000. Rio de Janeiro: IBGE; 2000. Vers&atilde;o   preliminar.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Comiss&atilde;o    Nacional de &Eacute;tica em   Pesquisa. Normas para pesquisa envolvendo seres   humanos. Bras&iacute;lia: MS; 2000.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10. Minayo MCS. O desafio do conhecimento: pesquisa   qualitativa em sa&uacute;de. 6<sup>a</sup> ed. S&atilde;o Paulo: Hucitec;   1999.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Descentraliza&ccedil;&atilde;o    das a&ccedil;&otilde;es e   servi&ccedil;os de sa&uacute;de: a ousadia de cumprir e fazer cumprir   a lei. Bras&iacute;lia: MS; 1993.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">12. Assis MMA. A municipaliza&ccedil;&atilde;o    da sa&uacute;de: inten&ccedil;&atilde;o ou   realidade? An&aacute;lise de uma experi&ecirc;ncia concreta. Feira   de Santana: Universidade Estadual de Feira de Santana;   1998.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">13. Assis MMA. As formas de produ&ccedil;&atilde;o    dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de: o p&uacute;blico e o privado &#91;Tese    de Doutorado&#93;. Ribeir&atilde;o Preto (SP): Universidade de S&atilde;o Paulo;    1998.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">14. Martins ACP, Assis MMA. Servi&ccedil;os de    sa&uacute;de (p&uacute;blicos e   privados) de Feira de Santana-BA. Feira de Santana:   UEFS; 2002. Digitado.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">15. Bahia. Feira de Santana. Decreto N<sup>o</sup> 5.913,    de 6 de   novembro de 1995. Aprova o Regimento Interno da   Secretaria Municipal de Sa&uacute;de. Feira de Santana:   C&acirc;mara Municipal; 1995.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">16. Cohen DD, Fran&ccedil;a J&uacute;nior I.    A vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica   na Unidade B&aacute;sica de Sa&uacute;de. In: Schraiber LB, Nemes   MIB, Mendes Gon&ccedil;alves RB, organizadores. Sa&uacute;de do   adulto: programas e a&ccedil;&otilde;es na unidade b&aacute;sica. S&atilde;o   Paulo: Hucitec; 1996. p.209-221.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">17. Barata RCB. Reorienta&ccedil;&atilde;o das    pr&aacute;ticas de Vigil&acirc;ncia   Epidemiol&oacute;gica. In: Anais do Semin&aacute;rio Nacional de   Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica 1992 dez 1-4; Bras&iacute;lia, Brasil.   Bras&iacute;lia: Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de; 1992. p.63-68.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">18. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.    Decreto N<sup>o</sup> 78.231, de 12   de agosto de 1976. Regulamenta a Lei N<sup>o</sup> 6.259, de 30   de outubro de 1975, que disp&otilde;e sobre a organiza&ccedil;&atilde;o   das a&ccedil;&otilde;es de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica e d&aacute;    outras   provid&ecirc;ncias. Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o, Bras&iacute;lia,    n.155,   p.10731, 13 ago 1976. Se&ccedil;&atilde;o 1.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">19. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.    Portaria N<sup>o</sup> 1.943, de 18 de   outubro de 2001. Define a rela&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as de   notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria para todo o territ&oacute;rio   nacional. Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o, Bras&iacute;lia, v.138,   n.204, p.35, 24 out 2001. Se&ccedil;&atilde;o 1.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">20. Mendes EV, organizador. Distrito sanit&aacute;rio.    O processo social de mudan&ccedil;a das pr&aacute;ticas sanit&aacute;rias do    Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de. 2<sup>a</sup> ed. S&atilde;o Paulo, Rio    de Janeiro: Hucitec, Abrasco; 1994.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana"><a name="end"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/ess/v12n4/seta.gif" border="0"></a>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia</font></b><font size="2" face="Verdana"><b>:</b>    <br>   Departamento de Sa&uacute;de da Universidade Estadual de Feira de Santana,    <br>   Rua C, 121, Conj. ACM, Mangabeira,    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Feira de Santana-BA.    <br>   CEP: 44036-000.    <br>   <i>E-mail</i>:<a href="mailto:eremarques@bol.com.br">eremarques@bol.com.br</a></font></p>      ]]></body><back>
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