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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Aspectos epidemiológicos da meningite pelo Haemophilus influenzae no Distrito Federal, Brasil, antes da introdução da vacina conjugada]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Haemophilus influenzae (HI) is the causative agent of the majority invasive diseases in childhood, including meningitis. This study has the objective to describe the surveillance and epidemiological features of HI meningitis in the Distrito Federal, Brazil. The epidemiological characteristics of HI meningitis were evaluated in a population-based descriptive study using secondary data from routine surveillance. Overall meningitis incidence in children under 5 years of age ranged from 82 to 110 cases per 100,000 inhabitants per year; the proportion of cases due to HI was 23%. In the Distrito Federal, HI was the causative agent responsible for the highest proportion of bacterial meningitis cases in children under 5 years; the incidence rate for HI meningitis was 26 to 43 cases per 100,000 inhabitants aged 5 or less per year. During the 1990´s, the case fatality rate ranged from 11 to 18%. The predominant serotype of HI was type b. Epidemiological features are comparable to available information. This study provides a baseline for further studies aiming to evaluate the impact of the introduction of routine immunization in the Distrito Federal.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b><a name="topo"></a>ARTIGO    ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b>Aspectos epidemiol&oacute;gicos da meningite    pelo <i>Haemophilus influenzae</i> no Distrito Federal, Brasil, antes da introdu&ccedil;&atilde;o    da vacina conjugada</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Epidemiological aspects of <i>Haemophilus    influenzae</i> meningitis in Distrito Federal (DF), Brazil, before introduction    of the conjugate vaccine</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Helen Selma de Abreu Freitas<sup>I</sup>;    Edgar Merch&aacute;n-Hamann<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup>I</sup>Coordena&ccedil;&atilde;o de Doen&ccedil;as Transmitidas    por Vetores da Coordena&ccedil;&atilde;o-Geral de Doen&ccedil;as Transmiss&iacute;veis    da Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de, MInist&eacute;rio da Sa&uacute;de,    Bras&iacute;lia-DF    <br>   <sup>II</sup>Departamento de Sa&uacute;de Coletiva da Faculdade de Ci&ecirc;ncias    da Sa&uacute;de / Universidade de Bras&iacute;lia, Bras&iacute;lia-DF</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O <i>Haemophilus influenzae</i> (HI) foi o agente    etiol&oacute;gico respons&aacute;vel pelo maior n&uacute;mero de doen&ccedil;as    invasivas na inf&acirc;ncia, entre elas a meningite. O objetivo deste trabalho    &eacute; avaliar, qualitativamente, a vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica    (VE) da meningite pelo HI no Distrito Federal (DF), descrevendo os seus aspectos    epidemiol&oacute;gicos antes da introdu&ccedil;&atilde;o da vacina conjugada.    Foi realizado um estudo descritivo de base populacional, a partir de dados secund&aacute;rios    da rotina dos servi&ccedil;os envolvidos na assist&ecirc;ncia e vigil&acirc;ncia    de casos. A incid&ecirc;ncia de meningite em menores de cinco anos variou de    82 a 110 casos para cada 100.000 habitantes/ano; a propor&ccedil;&atilde;o de    casos de meningite por HI &eacute; de 23% entre as meningites bacterianas diagnosticadas.    No DF, o HI foi respons&aacute;vel pelo maior percentual de casos de meningite    em menores de cinco anos. O coeficiente de incid&ecirc;ncia de meningite por    esse agente esteve entre 26 e 43 casos por 100.000 habitantes/ano em menores    de cinco anos, entre 1990 e 1997; a letalidade variou de 11 a 18% e o sorotipo    b foi o predominante. Os aspectos epidemiol&oacute;gicos observados s&atilde;o    compar&aacute;veis aos referidos pela literatura. O estudo proporciona uma linha    de base para futuras compara&ccedil;&otilde;es e avalia&ccedil;&atilde;o do    impacto da introdu&ccedil;&atilde;o da imuniza&ccedil;&atilde;o contra o HI-b    no Distrito Federal.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Palavras-chave:</b> <i>Haemophilus    influenzae</i>; epidemiologia; meningite; vigil&acirc;ncia.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><i>Haemophilus influenzae</i> (HI) is the causative    agent of the majority invasive diseases in childhood, including meningitis.    This study has the objective to describe the surveillance and epidemiological    features of HI meningitis in the Distrito Federal, Brazil. The epidemiological    characteristics of HI meningitis were evaluated in a population-based descriptive    study using secondary data from routine surveillance. Overall meningitis incidence    in children under 5 years of age ranged from 82 to 110 cases per 100,000 inhabitants    per year; the proportion of cases due to HI was 23%. In the Distrito Federal,    HI was the causative agent responsible for the highest proportion of bacterial    meningitis cases in children under 5 years; the incidence rate for HI meningitis    was 26 to 43 cases per 100,000 inhabitants aged 5 or less per year. During the    1990&acute;s, the case fatality rate ranged from 11 to 18%. The predominant    serotype of HI was type b. Epidemiological features are comparable to available    information. This study provides a baseline for further studies aiming to evaluate    the impact of the introduction of routine immunization in the Distrito Federal.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Key words:</b> <i>Haemophilus influenzae</i>    (HI); epidemiology; meningitis; surveillance.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O <i>Haemophilus influenzae</i> do sorogrupo    b (HI-b), um bacilo gram-negativo, foi, at&eacute; a recente introdu&ccedil;&atilde;o    de controle vacinal, um importante agente bacteriano causador de processos infecciosos.    Em fun&ccedil;&atilde;o da sua freq&uuml;&ecirc;ncia como h&oacute;spede casual    na orofaringe da popula&ccedil;&atilde;o geral, o cont&aacute;gio acontece,    principalmente, nos primeiros anos da inf&acirc;ncia, tanto mais precocemente    quanto menor o desenvolvimento socioecon&ocirc;mico da popula&ccedil;&atilde;o.<sup>1,2</sup>    A quase totalidade dos casos de infec&ccedil;&atilde;o por esse agente ocorria    nos primeiros cinco anos de vida. O HI-b, em sua forma encapsulada, foi o grande    respons&aacute;vel pelas formas invasivas de infec&ccedil;&atilde;o, entre elas    as osteomielites, pneumonias e meningites.<sup>3,4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Dos quadros cl&iacute;nicos provocados pelo HI,    a meningite corresponde &agrave;quele cujos diagn&oacute;stico e identifica&ccedil;&atilde;o    etiol&oacute;gica s&atilde;o mais freq&uuml;entemente realizados. A gravidade    dos quadros e os m&eacute;todos de diagn&oacute;stico criam condi&ccedil;&otilde;es    para um melhor conhecimento sobre os casos. Por essa raz&atilde;o, a meningite    pelo HI tem proporcionado informa&ccedil;&otilde;es de modo a determinar as    caracter&iacute;sticas epidemiol&oacute;gicas da doen&ccedil;a; e tem oferecido    par&acirc;metros ao estabelecimento e avalia&ccedil;&atilde;o dos resultados    de medidas de controle adotadas. O que &eacute; verdade, particularmente em    pa&iacute;ses em desenvolvimento, onde as informa&ccedil;&otilde;es sobre outros    processos infecciosos causados pelo HI, como a pneumonia, s&atilde;o limitadas,    restringindo-se a estudos isolados, geralmente em servi&ccedil;os de pediatria.<sup>5,6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Para que um sistema de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica    de meningite possa produzir informa&ccedil;&otilde;es de base populacional satisfat&oacute;rias    e confi&aacute;veis, &eacute; preciso que atenda a um padr&atilde;o m&iacute;nimo    no que se refere &agrave; suspei&ccedil;&atilde;o, diagn&oacute;stico e identifica&ccedil;&atilde;o    do agente etiol&oacute;gico. A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de    (OMS) destaca alguns indicadores operacionais, entre os quais espera-se: cerca    de 200 casos de meningite bacteriana/ano para cada grupo de 100.000 crian&ccedil;as    menores de cinco anos; que pelo menos 10% das amostras colhidas resultem positivas    para isolamento do agente etiol&oacute;gico bacteriano; e que 25% do total de    agentes isolados seja de HI, exceto em situa&ccedil;&otilde;es de epidemia de    doen&ccedil;a meningoc&oacute;cica.<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Antes da introdu&ccedil;&atilde;o da vacina conjugada,    a incid&ecirc;ncia de meningite pelo HI-b variava, em geral, de 15 a 60 por    100.000 menores de cinco anos, nos pa&iacute;ses desenvolvidos, registrando-se    incid&ecirc;ncias bem maiores em popula&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas.<sup>2,7-11    </sup> Estimava-se um coeficiente de incid&ecirc;ncia de 35 para cada grupo    de 100.000 crian&ccedil;as menores de cinco anos, em pa&iacute;ses latino-americanos.<sup>12    </sup> No Brasil, dados de notifica&ccedil;&atilde;o do Munic&iacute;pio de    Campinas, Estado de S&atilde;o Paulo, mostraram, nos dois anos pr&eacute;vios    &agrave; introdu&ccedil;&atilde;o da imuniza&ccedil;&atilde;o, coeficientes    de 62,8 e 17,0 casos para cada grupo de 100.000 crian&ccedil;as menores de um    ano e menores de cinco anos, respectivamente.<sup>13</sup> Em Piracicaba, tamb&eacute;m    em S&atilde;o Paulo, verificou-se incid&ecirc;ncia de 12,5 casos por 100.000    crian&ccedil;as menores de cinco anos em 1998.<sup>14</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O biotipo I corresponde a, aproximadamente, 93%    a 97% dos biotipos associados ao sorotipo b.<sup>15</sup> A presen&ccedil;a de b-lactamase,    enzima determinante da resist&ecirc;ncia &agrave; penicilina, observada a partir    da d&eacute;cada de 70, tem sido relatada em cerca de 29% das cepas, podendo    atingir valores maiores.<sup>16,17</sup> Estudos indicam uma m&eacute;dia de perman&ecirc;ncia    de interna&ccedil;&atilde;o de 12,5 dias para os pacientes com meningite por    HI.<sup>2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A letalidade &eacute; determinada pelo padr&atilde;o    assistencial, variando de 2 a 4% nos pa&iacute;ses desenvolvidos, podendo alcan&ccedil;ar    patamares superiores a 50% nas regi&otilde;es em desenvolvimento.<sup>2,10,18</sup> Al&eacute;m    disso, a propor&ccedil;&atilde;o de casos fatais pode variar em fun&ccedil;&atilde;o    do esquema terap&ecirc;utico adotado.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Este trabalho tem por objetivo avaliar a situa&ccedil;&atilde;o    epidemiol&oacute;gica da meningite pelo HI no Distrito Federal entre 1990 e    1997, per&iacute;odo que antecedeu a introdu&ccedil;&atilde;o da vacina conjugada,    ocorrida em mar&ccedil;o de 1998. Justifica-se na medida em que constitui uma    avalia&ccedil;&atilde;o realizada no per&iacute;odo imediatamente anterior &agrave;    implanta&ccedil;&atilde;o da imuniza&ccedil;&atilde;o, fornecendo uma linha    de base para ulteriores dimensionamentos do impacto da interven&ccedil;&atilde;o.    No DF, encontram-se dispon&iacute;veis dados de base populacional sobre o HI    consolidados pelo Programa de Controle de Meningites, conduzido pela Secretaria    de Estado da Sa&uacute;de do Distrito Federal (SES/ DF). Esses dados n&atilde;o    apenas serviram de base &agrave; descri&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise do    sistema de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica (VE) de meningite como permitiram    a visualiza&ccedil;&atilde;o do perfil epidemiol&oacute;gico da meningite por    HI no DF, no per&iacute;odo supracitado.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Aspectos operacionais da vigil&acirc;ncia    de<i> H. influenzae</i> no DF </b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">A popula&ccedil;&atilde;o do DF foi estimada,    para o ano de 1998, em 1.907.851 habitantes. Entre os menores de cinco anos,    a estimativa foi de 220.216 crian&ccedil;as, correspondendo a 11,5 % do total    da popula&ccedil;&atilde;o. Um conjunto de 22 munic&iacute;pios constituem uma    conurba&ccedil;&atilde;o com Bras&iacute;lia-DF, que se convencionou denominar    Entorno do Distrito Federal. Esses munic&iacute;pios, que mant&ecirc;m estreita    rela&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica com o DF, somavam, no referido ano,    uma popula&ccedil;&atilde;o estimada em 980.000 habitantes.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No per&iacute;odo avaliado, o DF estava dividido    em dez regionais de sa&uacute;de, que contavam com 50 centros de sa&uacute;de    e dez hospitais regionais, al&eacute;m de um hospital terci&aacute;rio. A assist&ecirc;ncia    aos casos de meningite era realizada em 13 hospitais da rede p&uacute;blica    de sa&uacute;de e cinco da rede hospitalar privada. Em todos os hospitais p&uacute;blicos    do DF, existe um n&uacute;cleo de servi&ccedil;o em Sa&uacute;de P&uacute;blica    que realiza trabalho de busca di&aacute;ria de casos em suas respectivas unidades.    Os hospitais privados possuem uma Coordena&ccedil;&atilde;o de Controle de Infec&ccedil;&atilde;o    Hospitalar (CCIH) que desempenha fun&ccedil;&otilde;es semelhantes.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os casos procedentes de todo o DF e conhecidos,    diariamente, pelos servi&ccedil;os de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica    de cada unidade assistencial, s&atilde;o notificados &agrave; SES/DF, que centraliza    as informa&ccedil;&otilde;es coletadas em ficha de VE, padronizada pelo Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. Os exames laboratoriais s&atilde;o, em parte, realizados nos    laborat&oacute;rios existentes em cada hospital; e, em parte, no Laborat&oacute;rio    de Sa&uacute;de P&uacute;blica do Distrito Federal (Lacen), antigo Instituto    de Sa&uacute;de do Distrito Federal (ISDF). Essa rotina n&atilde;o &eacute;    seguida por cinco dos hospitais, que disp&otilde;em de laborat&oacute;rios pr&oacute;prios    e aptos a realizar todos os exames. Entretanto, mais de 90% dos exames de liquor    cefalorraquidiano (LCR) s&atilde;o processados no Lacen/ISDF.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A classifica&ccedil;&atilde;o final dos casos    &eacute; realizada no Departamento de Sa&uacute;de P&uacute;blica (DSP) da SES/DF    mediante an&aacute;lise das fichas de VE. Tamb&eacute;m &eacute; feita uma compara&ccedil;&atilde;o    com os resultados de exames encaminhados pelo Lacen/ISDF, as declara&ccedil;&otilde;es    de &oacute;bito e as autoriza&ccedil;&otilde;es de interna&ccedil;&atilde;o    hospitalar (AIH).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Metodologia </b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Foram analisados dados secund&aacute;rios existentes    nos v&aacute;rios servi&ccedil;os que comp&otilde;em a rede de assist&ecirc;ncia    e controle dos casos de meningite no DF. A principal fonte de informa&ccedil;&otilde;es    foi a base de dados do Programa de Controle de Meningite existente no DSP/SES/DF.    Foram consideradas as seguintes vari&aacute;veis: ano; data de in&iacute;cio    dos sintomas; data de nascimento; crit&eacute;rio de diagn&oacute;stico; etiologia;    e evolu&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Informa&ccedil;&otilde;es sobre a meningite na    d&eacute;cada de 80 foram obtidas a partir de consolidados impressos. Os dados    referentes &agrave; biotipagem do agente e presen&ccedil;a de b-lactamase foram    fornecidos pelo ISDF, hoje Lacen. O tempo de hospitaliza&ccedil;&atilde;o por    meningite devida ao HI foi obtido no sistema informatizado de dados de autoriza&ccedil;&otilde;es    de interna&ccedil;&atilde;o hospitalar (AIH/SIA-SUS). As estimativas populacionais    para c&aacute;lculo dos coeficientes foram elaboradas pela Companhia de Desenvolvimento    do Planalto (Codeplan)<sup>19</sup> e pelo Departamento de Inform&aacute;tica do SUS (Datasus),    com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica    (IBGE).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Foram confirmados como meningite de etiologia    bacteriana os casos com quadro cl&iacute;nico compat&iacute;vel com meningite,    ademais de: identifica&ccedil;&atilde;o do agente bacteriano por cultura, contraimunoeletroforese    (CIEF) ou aglutina&ccedil;&atilde;o pelo l&aacute;tex; exame bacteriosc&oacute;pico    positivo; altera&ccedil;&otilde;es citoqu&iacute;micas liqu&oacute;ricas compat&iacute;veis    (aumento de prote&iacute;na e diminui&ccedil;&atilde;o de glicose em rela&ccedil;&atilde;o    aos valores normais, associados &agrave; celularidade elevada); achados patol&oacute;gicos    de necropsia compat&iacute;veis; v&iacute;nculo epidemiol&oacute;gico; presen&ccedil;a    simult&acirc;nea de septicemia.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Foram classificados como casos de meningite por    HI aqueles com quadro cl&iacute;nico compat&iacute;vel com meningite e um ou    mais dos seguintes exames positivos para esse agente: cultura de liquor (em    meio agar-chocolate acrescido dos fatores X e V); CIEF (rea&ccedil;&atilde;o    de precipita&ccedil;&atilde;o em fita de acetato de celulose); e aglutina&ccedil;&atilde;o    pelo l&aacute;tex.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Para caracteriza&ccedil;&atilde;o da VE de meningite    no DF, foram calculados os seguintes indicadores: distribui&ccedil;&atilde;o    proporcional dos casos atendidos segundo a proced&ecirc;ncia de resid&ecirc;ncia;    propor&ccedil;&atilde;o de meningite por HI no conjunto de meningites diagnosticadas;    e coeficiente de incid&ecirc;ncia de meningite bacteriana por 100.000 menores    de cinco anos residentes no Distrito Federal.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Para caracteriza&ccedil;&atilde;o do perfil epidemiol&oacute;gico    da meningite por HI em residentes no DF, foram calculados: coeficiente de incid&ecirc;ncia    em crian&ccedil;as menores de um ano e menores de cinco anos; mediana de idade    de ocorr&ecirc;ncia dos casos e percentual acumulado de casos por faixa et&aacute;ria.    Foi avaliada a distribui&ccedil;&atilde;o proporcional dos casos de meningite    por HI &#8211; segundo o sorotipo e biotipo, presen&ccedil;a ou aus&ecirc;ncia    de b-lactamase &#8211;, averiguado o tempo m&eacute;dio de interna&ccedil;&atilde;o    dos pacientes com meningite por esse agente e, ainda, determinada a letalidade    e mortalidade pela doen&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Com o prop&oacute;sito de estruturar a an&aacute;lise    dos dados sobre etiologia e idade, os casos foram agrupados em faixas espec&iacute;ficas.    A letalidade foi agrupada em dois per&iacute;odos de tempo, comparados pelo    teste qui-quadrado (p&lt;0,05). O canal end&ecirc;mico para meningite pelo<i>    H. influenzae </i>no DF foi constru&iacute;do com base nos coeficientes de    incid&ecirc;ncia trimestrais de HI em menores de cinco anos, no per&iacute;odo    1983 a 1992, utilizando a m&eacute;dia mais ou menos dois desvios-padr&atilde;o.<sup>20</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Para c&aacute;lculos e tabula&ccedil;&otilde;es,    foi utilizado o programa Epi-Info, vers&atilde;o 6.0.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os casos de meningite atendidos no Distrito Federal    entre os anos de 1990 e 1997 est&atilde;o apresentados na <a href="#tab1">Tabela    1</a>, distribu&iacute;dos segundo o ano de diagn&oacute;stico. Em m&eacute;dia,    foram atendidos 551 casos por ano, no per&iacute;odo. Nem todos os pacientes    atendidos residiam no Distrito Federal. Dos 4.412 casos registrados, 2.983 (67,6%)    residiam no DF, 657 (14,9%) nos munic&iacute;pios do Entorno do Distrito Federal,    733 (16,6%) correspondiam a casos importados e 38 (0,9%) n&atilde;o tinham refer&ecirc;ncia    de local de resid&ecirc;ncia.</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n1/1a04t1.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Os crit&eacute;rios utilizados para determina&ccedil;&atilde;o    do diagn&oacute;stico de meningite bacteriana dos pacientes residentes no DF,    entre 1991 e 1997, foram: cultura de liquor conclusivo em 59,2% dos exames realizados;    citoqu&iacute;mica em 15,7%; bacterioscopia em 11,5%; presen&ccedil;a de septicemia    em 6,7%; e necropsia em 2,9%. Com menor freq&uuml;&ecirc;ncia, foram utilizados    outros testes como a aglutina&ccedil;&atilde;o de l&aacute;tex (1,5%), CIEF    (0,6%) ou, ainda, o v&iacute;nculo epidemiol&oacute;gico em 0,5%.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A <a href="#tab2">Tabela 2</a> mostra a incid&ecirc;ncia    de meningite bacteriana em crian&ccedil;as menores de cinco anos no Distrito    Federal, de 1990 a 1997, que corresponde ao primeiro indicador operacional sugerido    pela OMS &#8211; varia&ccedil;&atilde;o de 82 a 110 casos para 100.000 habitantes    nessa faixa et&aacute;ria.</font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n1/1a04t2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">A <a href="#tab3">Tabela 3</a> mostra as propor&ccedil;&otilde;es    de resultados positivos para meningite bacteriana e de perdas para as amostras    de LCR encaminhadas ao Laborat&oacute;rio de Sa&uacute;de P&uacute;blica do    DF, no per&iacute;odo de 1991 a 1997. Tal propor&ccedil;&atilde;o constitui    o segundo indicador operacional acima mencionado. Em m&eacute;dia, nesse per&iacute;odo,    11,3% dos resultados foram positivos para algum tipo de bact&eacute;ria e 4,5%    corresponderam a amostras contaminadas.</font></p>     <p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n1/1a04t3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Entre 1991 e 1997, 19.808 exames de LCR foram    solicitados ao servi&ccedil;o de bacteriologia do Laborat&oacute;rio de Sa&uacute;de    P&uacute;blica do DF, n&uacute;mero que corresponde, aproximadamente, ao dos    pacientes com suspeita cl&iacute;nica de meningite atendidos nos hospitais do    Distrito Federal. Em m&eacute;dia, foram realizadas 2.830 solicita&ccedil;&otilde;es    por ano. No mesmo per&iacute;odo, o servi&ccedil;o de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica    confirmou a ocorr&ecirc;ncia de 3.904 casos de meningite, &agrave; m&eacute;dia    anual de casos atendidos de 558; a raz&atilde;o de casos suspeitos/casos confirmados    variou entre 4,7 e 6,1.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A <a href="#tab4">Tabela 4</a> mostra a distribui&ccedil;&atilde;o    das meningites de etiologia bacteriana segundo grupos de causa e formas de diagn&oacute;stico.    Como &eacute; poss&iacute;vel observar, a meningite pelo <i>H. influenzae </i>correspondeu    a cerca de 23% do total de casos registrados no Distrito Federal. Entre as crian&ccedil;as    menores de cinco anos, para as meningites com agente etiol&oacute;gico identificado    (por cultura, CIEF ou l&aacute;tex), o<i> H. influenzae</i> &eacute; respons&aacute;vel    por cerca de 46% dos casos, seguido da doen&ccedil;a meningoc&oacute;cica (24%)    e do pneumococo (9%). As demais etiologias t&ecirc;m peso menor e, juntas, somam    20% dos casos, aproximadamente. A propor&ccedil;&atilde;o de HI no conjunto    das bact&eacute;rias identificadas corresponde ao terceiro indicador operacional    sugerido pela OMS.</font></p>     <p><a name="tab4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n1/1a04t4.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Aspectos epidemiol&oacute;gicos da meningite    por HI no Distrito Federal</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A incid&ecirc;ncia absoluta e os coeficientes    de incid&ecirc;ncia de meningite pelo HI para cada grupo de 100.000 habitantes    nas faixas et&aacute;rias de menores de um ano e menores de cinco anos est&atilde;o    apresentados na <a href="#tab5">Tabela 5</a>. Houve, entre 1991 e 1997, 249    casos em menores de um ano (m&eacute;dia de 35,6 casos/ano) e 421 casos em menores    de cinco anos (m&eacute;dia de 60,1 casos/ano). O c&aacute;lculo dos coeficientes    mostra que houve uma varia&ccedil;&atilde;o da incid&ecirc;ncia anual de 65,7    a 111,7 casos para cada grupo de 100.000 crian&ccedil;as menores de um ano;    e de 24,8 a 43,4 para menores de cinco anos de idade. A mediana de idade de    ocorr&ecirc;ncia dos casos &eacute; de dez meses. A <a href="#fig1">Figura 1</a>    apresenta o percentual acumulado de casos de meningite por HI segundo a faixa    et&aacute;ria: a maioria dos casos concentra-se nos primeiros anos de vida e    mais de 80% aconteceram antes dos dois anos de idade.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="tab5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n1/1a04t5.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n1/1a04f1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Do total de casos diagnosticados como meningite    por HI ao longo do per&iacute;odo compreendido entre 1993 e 1997, 98,4% foram    identificados como pertencentes ao sorotipo b (HI-b). Apenas 2% n&atilde;o foram    tip&aacute;veis ou n&atilde;o apresentavam registro.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">A pesquisa de biotipo de HI deu-se a partir de    1994, identificando cerca de 40% dos agentes isolados por cultura para pacientes    residentes e n&atilde;o residentes no DF. De 159 casos avaliados entre 1994    e 1997, dois ter&ccedil;os corresponderam ao biotipo I, variando essa propor&ccedil;&atilde;o    de 64,4% a 70%. O biotipo II foi verificado no ter&ccedil;o restante das culturas,    com varia&ccedil;&atilde;o proporcional de 30 a 35,6% para o mesmo per&iacute;odo.    Os percentuais de positividade para b-lactamase foram de 24,1%, 21,3% e 30,7%,    nos anos de 1995, 1996 e 1997, respectivamente.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os pacientes com meningite por HI permaneceram    internados durante 13 dias, em m&eacute;dia. A letalidade para os casos de meningite    causados pelo HI variou entre 8,2% e 26% &#8211; 14%, em m&eacute;dia &#8211;,    no per&iacute;odo de 1990 a 1997. A letalidade no per&iacute;odo de 1990 a 1993    &#8211; 18,6% &#8211;, comparada com aquela de 1994 a 1997 &#8211; 11,6% &#8211;,    aponta para um decr&eacute;scimo ao longo da d&eacute;cada (p=0,04). A mortalidade    devida &agrave; meningite pelo HI no DF, no per&iacute;odo de 1992 a 1997, variou    de 2,2 a 7,4 para 100.000 crian&ccedil;as menores de cinco anos. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O diagrama de controle (<a href="#fig2">Figura    2</a>) revelou um ligeiro aumento al&eacute;m do limite m&aacute;ximo do n&uacute;mero    de casos esperados para os anos de 1994 e 1995.</font></p>     <p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n1/1a04f2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Discuss&atilde;o </b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os resultados apresentados est&atilde;o fundamentados    em dados de base populacional oriundos de um sistema de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica.    Esse fato poderia acarretar limita&ccedil;&otilde;es no que se refere &agrave;    confiabilidade das informa&ccedil;&otilde;es. Entretanto, houve correspond&ecirc;ncia    entre os indicadores sugeridos pela literatura como necess&aacute;rios &agrave;    valida&ccedil;&atilde;o de dados de base populacional e os verificados no DF.    Algumas varia&ccedil;&otilde;es observadas justificam-se, provavelmente, pelo    fato de o DF n&atilde;o se enquadrar, completamente, no perfil socioecon&ocirc;mico    das comunidades usadas como refer&ecirc;ncia para defini&ccedil;&atilde;o desses    par&acirc;metros. Assim, os valores encontrados, quando comparados aos padr&otilde;es    estabelecidos pela OMS, indicam uma clara proximidade com a realidade epidemiol&oacute;gica,    tornando irrelevante a necessidade de sua valida&ccedil;&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">O conjunto ou grupo de causas de meningite apresentado    deixa claro que, independentemente da faixa et&aacute;ria de risco, a meningite    causada pelo HI tem, aqui, um peso importante. No que diz respeito &agrave;    relev&acirc;ncia que os casos de meningite, na sua totalidade, representavam    para a popula&ccedil;&atilde;o, o <i>Haemophilus influenzae </i>ocupava o    segundo lugar como causa de meningite na popula&ccedil;&atilde;o geral, com    um percentual pouco menor do que aquele para doen&ccedil;a meningoc&oacute;cica.    As meningites devidas a todas as outras etiologias bacterianas com agente etiol&oacute;gico    identificado, agrupadas, representavam uma propor&ccedil;&atilde;o semelhante,    o que real&ccedil;a a presen&ccedil;a do HI. Entre crian&ccedil;as menores de    cinco anos, grupo de maior risco, a relev&acirc;ncia tornava-se mais evidente,    sendo o HI o respons&aacute;vel pela imensa maioria dos casos de meningite.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os coeficientes de incid&ecirc;ncia de meningite    causada por HI no DF mostravam valores compat&iacute;veis com aqueles estimados    para a Am&eacute;rica Latina, oscilando entre 25 e 43 por 10<sup>5</sup> para    as crian&ccedil;as menores de cinco anos,<sup>12</sup> compar&aacute;veis aos    dados de alguns pa&iacute;ses europeus<sup>21</sup> e superiores aos verificados    nas cidades de Campinas e Piracicaba, no Estado de S&atilde;o Paulo.<sup>13,14</sup>    Uma poss&iacute;vel explica&ccedil;&atilde;o para esta &uacute;ltima diferen&ccedil;a    poderia estar na capacidade de diagnosticar os casos etiologicamente. O percentual    acumulado de casos segundo a faixa et&aacute;ria foi maior nos primeiros meses    de vida, fato que tamb&eacute;m &eacute; coerente com a literatura: espera-se    que, em regi&otilde;es menos desenvolvidas, o cont&aacute;gio ocorra na inf&acirc;ncia    mais precoce.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As cepas de HI isoladas pelo ISDF/Lacen passaram    a ser encaminhadas para biotipagem no Instituto Adolpho Lutz, regularmente,    a partir de 1994. Foi grande o n&uacute;mero de perdas ocasionadas pelo manuseio    e transporte, o que reduziu para menos de 50% a m&eacute;dia dos casos diagnosticados    de HI que tiveram suas cepas biotipadas. Os resultados indicam que, aproximadamente,    dois ter&ccedil;os eram do biotipo I, destoando dos mencionados pela literatura.<sup>15</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os dados computados com base nos registros do    ISDF/Lacen mostram a presen&ccedil;a de b-lactamase em uma quarta parte dos    casos diagnosticados por cultura, no per&iacute;odo de 1994 a 1997. A propor&ccedil;&atilde;o    encontrada aproxima-se da mencionada pela literatura.<sup>16,17</sup> Por&eacute;m,    a mesma propor&ccedil;&atilde;o deve ser confirmada em situa&ccedil;&otilde;es    operacionais compar&aacute;veis.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O tempo de hospitaliza&ccedil;&atilde;o dos pacientes    com meningite pelo HI foi compat&iacute;vel com o esperado. A letalidade para    os casos de meningites causados pelo HI foi superior &agrave;quelas observadas    para os pa&iacute;ses desenvolvidos.<sup>4</sup> Quando comparados com os de    outras regi&otilde;es menos desenvolvidas, os valores encontrados apresentaram-se    dentro dos limites esperados, ou mesmo inferiores a eles.<sup>22</sup> Entretanto,    como o n&iacute;vel de suspei&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a nos servi&ccedil;os    de sa&uacute;de &eacute; alto (cerca de cinco suspeitos para um confirmado)    &#8211; e esse aspecto &eacute; um fator determinante para a introdu&ccedil;&atilde;o    precoce do tratamento e conseq&uuml;ente melhoria de progn&oacute;stico &#8211;,    esperar-se-iam patamares mais baixos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O canal end&ecirc;mico mostra um aumento incomum    da incid&ecirc;ncia nos anos de 1994 e 1995, sugerindo uma epidemia. N&atilde;o    foram observadas outras mudan&ccedil;as relevantes no per&iacute;odo estudado,    al&eacute;m da eleva&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de casos em cada inverno,    mais ou menos prevista.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A descri&ccedil;&atilde;o dos aspectos operacionais    do sistema de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica para meningite no DF mostra    que h&aacute; uma validade interna dos resultados; e que eles, certamente, representam    a realidade epidemiol&oacute;gica da unidade federada, no que diz respeito aos    aspectos analisados.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O perfil epidemiol&oacute;gico de meningite pelo    HI, delineado a partir da descri&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise dos dados    do DF, permite concluir que os resultados, em sua maioria, se encontram nos    patamares estimados e apresentados pela literatura, ou entre aqueles descritos    para outras localidades. N&atilde;o se observam, portanto, aspectos at&iacute;picos    ou inesperados em rela&ccedil;&atilde;o aos padr&otilde;es definidos. Essa constata&ccedil;&atilde;o    confirma o fato de o HI, em nosso meio, representar um pat&oacute;geno importante    na inf&acirc;ncia; e que interven&ccedil;&otilde;es capazes de reduzir o peso    da doen&ccedil;a trariam evidentes benef&iacute;cios &agrave; sa&uacute;de da    popula&ccedil;&atilde;o infantil.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os servi&ccedil;os de sa&uacute;de, prestes a    avaliar os efeitos da vacina&ccedil;&atilde;o contra HI, devem definir patamares    de qualidade dos seus sistemas de VE de modo a estabelecer uma linha de base    consistente, que sirva de par&acirc;metro &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o do    impacto da imunoprofilaxia. O presente estudo constitui exemplo de constru&ccedil;&atilde;o    dessa linha de base para ulteriores an&aacute;lises de impacto da imuniza&ccedil;&atilde;o    e de outras interven&ccedil;&otilde;es an&aacute;logas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">1. Dagan R, Isaachson M, Lang R, Karpuch J, Block    C, Amir J. Epidemiology of pediatric meningitis caused by <i>Haemophilus influenzae</i>    type b; <i>Streptococcus pneumoniae</i> and <i>Neisseria meningitidis</i>    in Israel: A 3-year Nationwide Prospective Study. The Journal of Infectious    Diseases 1994;169:912-916.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">2. Clements DA, Gilbert GL. Immunisation for    the prevention of <i>Haemophilus influenzae</i> type b infections: a review.    Australian and New Zealand Journal of Medicine 1990;20:828-832.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">3. Wenger JD. Epidemiology of <i>Haemophilus    influenzae</i> type b disease and impact of <i>Haemophilus influenzae </i>type    b conjugate vaccine in the United States and Canada. The Pediatric Infectious    Disease Journal 1998;17:s132-s136.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">4. Anderson EC, Begg NT, Crawshae SC, Hargreaves    RM, Howard AJ, Slack MPE. Epidemiology of invasive <i>Haemophilus influenzae</i>    infections in England and Wales in the pre-vaccination era (1990-2). Epidemiology    and Infection 1995;115:89-100.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">5. Levine SL, Schuchat A, Schwartz B, Wenger    J, Elliot J. Generic protocol for population-based surveillance to asses the    local burden of meningitis due to <i>Haemophilus influenzae </i>type b among    children less than 5 years old; GPVI-Vaccine Research and Development Unit.    Geneve: World Health Organization; 1995.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">6. Levine OS, Schwartz B. The Rationale for population    based surveillance for <i>Haemophilus influenzae</i> type b meningitis. 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