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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Eventos adversos associados à vacina tríplice viral com cepa Leningrad-Zagreb nos Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, durante as campanhas de imunização de 1998]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Adverse events following use of MMR vaccine with Leningrad-Zagreb mumps strain during mass campaigns in Mato Grosso and Mato Grosso do Sul States in Brazil, 1998]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In Brazil mass vaccination campaigns (MIC) with Leningrad-Zagreb mumps strain-based measles-mumps-rubella (MMR-LZ) vaccines have been associated with outbreaks of aseptic meningitis and mumps. The main objective of this paper is to estimate the risk of vaccine-related meningitis and mumps in the States of Mato Grosso and Mato Grosso do Sul in 1998. The incidence of meningitis and mumps and relative risks (comparison of incidence before and after MIC with MMR) were estimated using data from routine surveillance of these two states. Increase in meningitis incidence was observed in both states, three weeks after the MIC, and the incidence was statistically significant when compared to the incidence in periods before the campaign. Regarding mumps, in the State of Mato Grosso do Sul - the only state where data were available - the incidence was 70 times higher after the campaign than the period before. The possible causal association between the campaign and the outbreaks is discussed.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b><a name="topo"></a>REPUBLICA&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b>Eventos adversos associados &agrave;    vacina tr&iacute;plice viral com cepa Leningrad-Zagreb nos Estados de Mato Grosso    e Mato Grosso do Sul, durante as campanhas de imuniza&ccedil;&atilde;o de 1998<a href="#endereco"><sup>*</sup></a></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Adverse events following use of MMR vaccine    with Leningrad-Zagreb mumps strain during mass campaigns in Mato Grosso and    Mato Grosso do Sul States in Brazil, 1998</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>In&ecirc;s Dourado<sup>I</sup>; S&eacute;rgio    Souza da Cunha<sup>I</sup>; Maria de Lourdes Sousa Maia<sup>II</sup>; K&aacute;tia    Mongenor Barbosa Lima<sup>III</sup>; Beatriz Alves de Castro Soares<sup>IV</sup>;    Maur&iacute;cio Lima Barreto<sup>I</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup>I</sup>Instituto de Sa&uacute;de Coletiva,    Universidade Federal da Bahia, Salvador-BA    <br>   <sup>II</sup>Programa Nacional de Imuniza&ccedil;&otilde;es, Departamento de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica,    Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Bras&iacute;lia-DF    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   </font><font size="2" face="verdana"><sup>III</sup>Secretaria de Estado da Sa&uacute;de    de Mato Grosso do Sul, Campo Grande-MS    <br>   </font><font size="2" face="verdana"><sup>IV</sup>Secretaria de Estado da Sa&uacute;de    de Mato Grosso, Cuiab&aacute;-MT</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> No Brasil, as campanhas de imuniza&ccedil;&atilde;o    com a vacina tr&iacute;plice viral (TPV) contendo a cepa <i>Leningrad-Zagreb</i>    (LZ) t&ecirc;m sido associadas a surtos de meningite ass&eacute;ptica e caxumba.    O principal objetivo deste estudo &eacute; estimar o risco de meningite e caxumba    associado com a campanha de vacina&ccedil;&atilde;o com TPV-LZ nos Estados de    Mato Grosso e Mato Grosso do Sul em 1998. A incid&ecirc;ncia de meningite e    caxumba e raz&atilde;o de incid&ecirc;ncia (incid&ecirc;ncia no per&iacute;odo    p&oacute;s-campanha, comparada &agrave; incid&ecirc;ncia no per&iacute;odo anterior    &agrave;s campanhas) foram estimadas utilizando-se os dados dispon&iacute;veis    no Sistema Nacional de Agravos de Notifica&ccedil;&atilde;o (Sinan). Em ambos    os Estados, foram observados surtos de meningite ass&eacute;ptica tr&ecirc;s    semanas ap&oacute;s as campanhas, cujas incid&ecirc;ncias apresentam diferen&ccedil;as    estatisticamente significantes, quando comparadas &agrave;s dos per&iacute;odos    anteriores &agrave;s campanhas. No Estado de Mato Grosso do Sul, onde dados    de caxumba estavam dispon&iacute;veis no Sinan, tamb&eacute;m se observou surto    de caxumba, cuja incid&ecirc;ncia foi cerca de 70 vezes maior que a do per&iacute;odo    anterior &agrave; campanha. Discute-se a rela&ccedil;&atilde;o causal entre    a campanha e os surtos observados.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Palavras-chave:</b> vacinas; efeitos    adversos; vacina tr&iacute;plice viral; TPV.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">In Brazil mass vaccination campaigns (MIC) with    Leningrad-Zagreb mumps strain-based measles-mumps-rubella (MMR-LZ) vaccines    have been associated with outbreaks of aseptic meningitis and mumps. The main    objective of this paper is to estimate the risk of vaccine-related meningitis    and mumps in the States of Mato Grosso and Mato Grosso do Sul in 1998. The incidence    of meningitis and mumps and relative risks (comparison of incidence before and    after MIC with MMR) were estimated using data from routine surveillance of these    two states. Increase in meningitis incidence was observed in both states, three    weeks after the MIC, and the incidence was statistically significant when compared    to the incidence in periods before the campaign. Regarding mumps, in the State    of Mato Grosso do Sul &#8211; the only state where data were available &#8211;    the incidence was 70 times higher after the campaign than the period before.    The possible causal association between the campaign and the outbreaks is discussed.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><b>Key words:</b> vaccines; adverse    events; measles-mumps-rubella; MMR.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A vacina tr&iacute;plice viral (TPV) &eacute;    constitu&iacute;da de v&iacute;rus vivos atenuados e visa prevenir tr&ecirc;s    doen&ccedil;as: sarampo, rub&eacute;ola e caxumba. Existem diversos tipos de    vacinas TPV, que se diferenciam nos v&iacute;rus vacinais empregados. Cada vacina    &eacute; constitu&iacute;da de v&iacute;rus vacinais vivos, causadores de rea&ccedil;&otilde;es    adversas semelhantes &agrave;s manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas das    infec&ccedil;&otilde;es naturais. Por exemplo, uma pessoa que recebe uma vacina    TPV pode ter mancha cut&acirc;nea semelhante &agrave; de pacientes com sarampo    e rub&eacute;ola. Entretanto, essas rea&ccedil;&otilde;es adversas s&atilde;o    bem menos freq&uuml;entes que as manifesta&ccedil;&otilde;es provocadas pela    infec&ccedil;&atilde;o natural.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Quanto aos v&iacute;rus da caxumba, a vacina    TPV utilizada no pa&iacute;s at&eacute; 1998 apresentava duas diferentes cepas    de v&iacute;rus: a cepa URABE Am9 (URABE) e a cepa Leningrad-Zagreb (LZ). Como    essas cepas s&atilde;o v&iacute;rus vivos atenuados, as pessoas que recebem    a TPV tamb&eacute;m podem apresentar manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas    semelhantes &agrave; caxumba natural. Por exemplo, &eacute; fato conhecido que    um percentual significativo dos casos de caxumba natural tamb&eacute;m apresente    meningite: em at&eacute; 50% dos casos de caxumba, pode haver meningite associada.<sup>1</sup>   Nem sempre os casos de meningite causados pela caxumba s&atilde;o diagnosticados,    porque as manifesta&ccedil;&otilde;es de meningite &#8211; febre, dor de cabe&ccedil;a,    v&ocirc;mitos &#8211; s&atilde;o confundidas com as manifesta&ccedil;&otilde;es    da caxumba. Ademais, como tais casos de meningite s&atilde;o provocados pelo    pr&oacute;prio v&iacute;rus da caxumba, n&atilde;o se consegue isolar bact&eacute;rias    na investiga&ccedil;&atilde;o laboratorial de rotina desses casos, e, em geral,    o liquor apresenta aspecto e caracter&iacute;sticas diferentes das encontradas    por meningites bacterianas. Na literatura m&eacute;dica, os casos de meningite    em que n&atilde;o se conseguem isolar bact&eacute;rias (geralmente de etiologia    viral, de evolu&ccedil;&atilde;o benigna e de curta dura&ccedil;&atilde;o) s&atilde;o    denominados de meningite ass&eacute;ptica.<sup>2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em 1998, campanhas de imuniza&ccedil;&atilde;o    foram realizadas com vacina TPV contendo a cepa LZ, nos Estados de Mato Grosso,    Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte e Para&iacute;ba. As campanhas nos tr&ecirc;s    primeiros Estados utilizaram apenas vacinas contendo a cepa LZ. O objetivo do    presente estudo &eacute; descrever a ocorr&ecirc;ncia de meningite ass&eacute;ptica    e de caxumba nos Estados de Mato Grosso do Sul (MS) e Mato Grosso (MT) e estimar    a associa&ccedil;&atilde;o desses eventos com a campanha de vacina&ccedil;&atilde;o.    Outra vers&atilde;o deste trabalho, com dados adicionais e outros procedimentos    estat&iacute;sticos, foi publicada anteriormente.<sup>3</sup></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No Estado de Mato Grosso do Sul, a campanha iniciou-se    no dia 15 de agosto de 1998 (semana epidemiol&oacute;gica 32). Segundo dados    oficiais do Programa Nacional de Imuniza&ccedil;&otilde;es (PNI) sobre o primeiro    m&ecirc;s de campanha, estima-se que 442.962 crian&ccedil;as tenham sido vacinadas,    para uma popula&ccedil;&atilde;o-alvo de 473.718, o que corresponde a uma cobertura    vacinal de 94%.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">No Estado de Mato Grosso, a campanha iniciou-se    no dia 26 de setembro de 1998 (semana epidemiol&oacute;gica 38) e a estimativa    para o n&uacute;mero de vacinados &eacute; de 402.927, em uma popula&ccedil;&atilde;o-alvo    de 580.587 &#8211; cobertura vacinal de 69%. A vacina foi administrada em crian&ccedil;as    de 1 a 11 anos de idade, independentemente de vacina&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Fonte de dados</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No estudo, foram utilizados dados de casos de    meningite notificados junto ao Sistema Nacional de Agravos de Notifica&ccedil;&atilde;o    (Sinan), ocorridos no ano de 1998, em MS; e nos anos de 1996, 1997 e 1998, em    MT. Em cada banco de dados, foram selecionadas as seguintes vari&aacute;veis,    contempladas no modelo de ficha de notifica&ccedil;&atilde;o do Sinan:</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">a) dados de identifica&ccedil;&atilde;o &#8211;    data de internamento, semana epidemiol&oacute;gica de notifica&ccedil;&atilde;o, idade, sexo;</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">b) dados referentes ao exame liqu&oacute;rico    &#8211; aspecto, contagem de leuc&oacute;citos, linf&oacute;citos e mon&oacute;citos;</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">c) dados referentes &agrave; bacteriologia &#8211;    cultura e bacterioscopia do liquor e sangue; e</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">d) diagn&oacute;stico etiol&oacute;gico.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Classifica&ccedil;&atilde;o dos casos</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os casos de meningite foram classificados em    duas categorias. Na primeira categoria, est&atilde;o os casos assinalados na    ficha de notifica&ccedil;&atilde;o como &quot;viral&quot; e de &quot;etiologia    desconhecida&quot;, que correspondem &agrave; denomina&ccedil;&atilde;o de    &quot;casos de meningite de etiologia n&atilde;o esclarecida&quot; (MENES)    utilizada na rotina dos servi&ccedil;os de vigil&acirc;ncia. Na segunda categoria,    os casos de meningite com caracter&iacute;sticas do liquor compat&iacute;veis    com etiologia viral: celularidade maior do que 10 e menor do que 1.500 c&eacute;lulas    por ml; e presen&ccedil;a de linf&oacute;citose/ou mon&oacute;citos em um percentual    maior do que 49%. Foram exclu&iacute;dos da segunda categoria os casos sem dados    laboratoriais. Os casos com exame bacteriol&oacute;gico positivo (Gram ou cultura    de liquor ou sangue) foram descartados em ambas as classifica&ccedil;&otilde;es.    Observe-se que as categorias n&atilde;o s&atilde;o excludentes, significando    que um caso pode pertencer &agrave;s duas ou apenas a uma categoria; por isso,    os resultados s&atilde;o apresentados separadamente, para cada uma.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Casos de caxumba</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Todos os casos registrados no sistema de notifica&ccedil;&atilde;o    compuls&oacute;ria de Mato Grosso do Sul em 1998 foram utilizados, j&aacute;    que n&atilde;o existem dados que permitam classific&aacute;-los em categorias    ou validar o diagn&oacute;stico. Dados para MT n&atilde;o estavam dispon&iacute;veis    no momento da an&aacute;lise, ou seja, no ano de 1998.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>An&aacute;lise</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os coeficientes de incid&ecirc;ncia de meningite    foram estimados para cada classifica&ccedil;&atilde;o e para os per&iacute;odos    antes e ap&oacute;s as campanhas de vacina&ccedil;&atilde;o. Para cada per&iacute;odo    de tempo, o n&uacute;mero de casos foi dividido pela estimativa da popula&ccedil;&atilde;o    de 1 a 11 anos multiplicada pelo n&uacute;mero de semanas epidemiol&oacute;gicas    (pessoa-tempo). As raz&otilde;es de incid&ecirc;ncia foram obtidas dividindo-se    a incid&ecirc;ncia para cada per&iacute;odo p&oacute;s-campanha pela incid&ecirc;ncia    pr&eacute;-campanha. Tamb&eacute;m foi estimada a diferen&ccedil;a de risco    (DR), definida como a diferen&ccedil;a entre a incid&ecirc;ncia para cada per&iacute;odo    p&oacute;s-campanha e a incid&ecirc;ncia pr&eacute;-campanha.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O <a href="#i1">total de doses</a> foi estimado    pelo n&uacute;mero da popula&ccedil;&atilde;o-alvo da campanha multiplicado    pela cobertura vacinal. O n&uacute;mero de doses de vacina aplicadas para cada    caso de meningite foi estimado assumindo-se que o excesso de casos foi atribu&iacute;do    &agrave; vacina, a saber:</font></p>     <p><a name="i1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n1/1a06i1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">As an&aacute;lises foram realizadas utilizando-se    o programa estat&iacute;stico Stata, vers&atilde;o 7.0.<sup>4</sup> Intervalos    de confian&ccedil;a de 95% foram estimados para as incid&ecirc;ncias, diferen&ccedil;as    e raz&otilde;es de incid&ecirc;ncia (ver &quot;<i>methods and formulas&quot;    em &quot;EPITAB &#8211; tables for epidemiologists&quot;</i>).<sup>4,5</sup> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> As <a href="#fig1">Figuras 1</a> e <a href="#fig2">2</a>    mostram a distribui&ccedil;&atilde;o de casos de meningite para cada Estado    e por semana epidemiol&oacute;gica. Em ambos os Estados, observa-se um aumento    da ocorr&ecirc;ncia de casos de meningite tr&ecirc;s semanas ap&oacute;s a campanha,    tanto para casos reportados na ficha de notifica&ccedil;&atilde;o como sendo    meningite de etiologia &quot;viral&quot; ou &quot;etiologia desconhecida&quot;,    como para casos com dados de exame liqu&oacute;rico compat&iacute;vel com meningite    viral. No mesmo per&iacute;odo, n&atilde;o foi observado qualquer aumento no    n&uacute;mero de casos com etiologia bacteriana ou no total de casos de meningite    em indiv&iacute;duos com idade acima de 12 anos (dados apresentados na publica&ccedil;&atilde;o    anterior).<sup>3</sup></font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n1/1a06f1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n1/1a06f2.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">A <a href="#tab1">Tabela 1</a> mostra as incid&ecirc;ncias,    raz&otilde;es de incid&ecirc;ncia e diferen&ccedil;a de incid&ecirc;ncia para    os casos notificados como meningite de etiologia &quot;viral&quot; ou &quot;etiologia    desconhecida&quot; na faixa et&aacute;ria de 1 a 11 anos, por semana epidemiol&oacute;gica,    em ambos os Estados. A m&eacute;dia de casos por semana, antes da campanha,    foi de 0,71 (22 casos divididos por 31 semanas) e 1,9 (71 casos divididos por    37 semanas), respectivamente em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Foi observado    aumento da incid&ecirc;ncia de meningite a partir da 2<sup>a</sup>-3<sup>a</sup>    semana ap&oacute;s a abertura da campanha de imuniza&ccedil;&atilde;o, at&eacute;    a 5<sup>a</sup>-7<sup>a</sup> semana. Em Mato Grosso do Sul, a incid&ecirc;ncia mais elevada    ocorre na semana 35 (3<sup>a</sup> semana p&oacute;s-campanha), correspondendo a um    valor 23 vezes maior, quando comparado ao da incid&ecirc;ncia m&eacute;dia pr&eacute;-campanha.    O aumento persiste at&eacute; a semana 37, o que significa que o surto perdurou    por cerca de quatro semanas (34 a 37). Em Mato Grosso, o aumento de incid&ecirc;ncia    de casos notificados como meningite de etiologia &quot;viral&quot; ou &quot;etiologia    desconhecida&quot; torna-se estatisticamente significante a partir da semana    41; e atinge seu pico na semana seguinte (42<sup>a</sup>), quando a incid&ecirc;ncia    &eacute; cerca de 16 vezes maior que a observada anteriormente. O surto perdura    at&eacute; a semana 45 (cerca de cinco semanas).</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n1/1a06t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">A <a href="#tab2">Tabela 2</a> mostra as incid&ecirc;ncias    para meningite ass&eacute;ptica pelo crit&eacute;rio laboratorial (dados de    exame liqu&oacute;rico compat&iacute;vel com meningite viral), por semana epidemiol&oacute;gica,    em ambos os Estados. O per&iacute;odo de aumento de incid&ecirc;ncia de meningite    e a sua dura&ccedil;&atilde;o s&atilde;o similares aos apresentados na <a href="#tab1">Tabela    1</a>. O pico de incid&ecirc;ncia foi de 1,9 e 3,4 casos por 100.000 habitantes,    respectivamente em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.</font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n1/1a06t2.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Na <a href="#tab3">Tabela 3</a>, observa-se que    a estimativa do n&uacute;mero de casos de meningite por doses aplicadas variou    de um caso para 6.199 doses a um caso para 7.900 doses em Mato Grosso. Em Mato    Grosso do Sul, variou de um caso para 13.422 doses a um caso para 19.257 doses.</font></p>     <p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n1/1a06t3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">A <a href="#tab4">Tabela 4</a> apresenta a distribui&ccedil;&atilde;o    de casos de caxumba registrados em Mato Grosso do Sul, por semana epidemiol&oacute;gica.    Observa-se que o n&uacute;mero de casos de caxumba na semana 35 chegou a 884,    correspondendo a uma incid&ecirc;ncia 72 vezes maior que a incid&ecirc;ncia    nas semanas antecedentes &agrave; campanha.</font></p>     <p><a name="tab4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n1/1a06t4.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Entre as semanas 1 e 32, antes da campanha, foram    registrados 391 casos de caxumba, correspondendo a uma m&eacute;dia semanal    de 12 casos (391&divide;32). Entre as semanas 33 e 38, per&iacute;odo p&oacute;s-campanha,    foram registrados 1.416 casos, enquanto eram esperados 72 (6 semanas x 12 casos/semana),    correspondendo a um excesso de 1.344 casos (1.416 - 72) neste per&iacute;odo    e a uma estimativa de 1 caso para 313 (442.926 &divide; 1.416) doses aplicadas    (IC95%: 297 a 330).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os principais achados do trabalho podem ser sintetizados    nos seguintes pontos:</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">a) exist&ecirc;ncia de surtos de meningite ass&eacute;ptica    de prov&aacute;vel etiologia viral nos Estados de Mato Grosso e Mato Grosso    do Sul, ocorridos cerca de tr&ecirc;s semanas ap&oacute;s o in&iacute;cio da    campanha de imuniza&ccedil;&atilde;o com a vacina tr&iacute;plice viral;e</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">b) exist&ecirc;ncia de surto de caxumba no Estado    de Mato Grosso do Sul, no mesmo per&iacute;odo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os dados sugerem que os surtos de meningite e    caxumba foram causados pelo uso da vacina TPV durante as campanhas. Uma hip&oacute;tese    alternativa seria que os aumentos de incid&ecirc;ncia fossem decorrentes da    varia&ccedil;&atilde;o sazonal. </font><font size="2" face="verdana">Entretanto,    a incid&ecirc;ncia nos anos de 1996 e 1997, no Estado de Mato Grosso, n&atilde;o    apresentou qualquer padr&atilde;o sazonal.<sup>3</sup></font><font size="2" face="verdana">    Os dados de meningite em Mato Grosso do Sul anteriores a 1998 n&atilde;o estavam    dispon&iacute;veis no momento da an&aacute;lise. Registros de casos de caxumba    anteriores a 1998 estavam dispon&iacute;veis para esse Estado, e o surto epid&ecirc;mico,    aparentemente, tamb&eacute;m n&atilde;o correspondeu a qualquer padr&atilde;o    sazonal.<sup>3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Outra hip&oacute;tese alternativa seria a ocorr&ecirc;ncia    de um aumento na incid&ecirc;ncia de caxumba por v&iacute;rus selvagem (ou de    outra etiologia) concomitante &agrave; campanha de vacina&ccedil;&atilde;o.    Entretanto, esse evento significaria dois surtos com caracter&iacute;sticas    similares em dois Estados diferentes, ademais de restritos &agrave; popula&ccedil;&atilde;o-alvo    das campanhas &#8211; um grau de coincid&ecirc;ncia demasiadamente alto, bastante    improv&aacute;vel.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Dois pontos devem ser considerados na interpreta&ccedil;&atilde;o    desses resultados. Primeiramente, n&atilde;o se disp&otilde;e de dados de anos    anteriores para o Estado de Mato Grosso do Sul (antes de 1997) que permitam    analisar uma s&eacute;rie hist&oacute;rica e estabelecer padr&atilde;o sazonal    ou c&iacute;clico de meningite. Tampouco disp&otilde;e-se de dados sobre ocorr&ecirc;ncia    de caxumba no Estado de Mato Grosso. Em segundo lugar, n&atilde;o h&aacute;    confirma&ccedil;&atilde;o laboratorial da etiologia dos casos de meningite.    Na pr&aacute;tica cl&iacute;nica de rotina, o diagnostico etiol&oacute;gico    de meningite viral n&atilde;o &eacute; fact&iacute;vel pelas dificuldades de    isolamento viral. Geralmente, o caso &eacute; notificado como &quot;viral&quot;    ou &quot;meningite de etiologia indefinida&quot;, baseado em informa&ccedil;&otilde;es    sobre o quadro do paciente e exame liqu&oacute;rico. No presente estudo, foram    utilizados os casos de meningite notificados compat&iacute;veis com a defini&ccedil;&atilde;o    de s&iacute;ndrome de meningite ass&eacute;ptica adotada na pr&aacute;tica m&eacute;dica,    ou seja: qualquer caso de meningite usualmente acompanhado de pleiocitose linfocit&aacute;ria    e cuja etiologia n&atilde;o &eacute; aparente na avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica    e laboratorial inicial.<sup>2</sup> Essa defini&ccedil;&atilde;o n&atilde;o    &eacute; espec&iacute;fica, mas julgamos ser um <i>proxi</i> adequado para    meningite viral.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> A hip&oacute;tese mais plaus&iacute;vel apresentada    pelo estudo &eacute; de uma rela&ccedil;&atilde;o causal entre o uso da vacina    LZ e os surtos de meningite e caxumba observados, fundamentada nos seguintes    argumentos:<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">a) Magnitude do efeito &#8211; raz&otilde;es    de incid&ecirc;ncia elevadas, estatisticamente significantes.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">b) Especificidade &#8211; n&atilde;o-evid&ecirc;ncia    de evento similar em ano anterior (apenas em Mato Grosso, quanto a meningite;    e em Mato Grosso do Sul, quanto a caxumba), e restrita &agrave; popula&ccedil;&atilde;o-alvo    da campanha.<sup>3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">c) Surtos de curta dura&ccedil;&atilde;o &#8211;    sugest&atilde;o de exposi&ccedil;&atilde;o maci&ccedil;a em curto per&iacute;odo    de tempo, compat&iacute;vel com uma campanha de vacina&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">d) Plausibilidade biol&oacute;gica &#8211; ocorr&ecirc;ncias    de caxumba e meningite j&aacute; descritas como eventos adversos secund&aacute;rios    &agrave; vacina contra caxumba.<sup>6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">e) Ocorr&ecirc;ncia dos surtos 3-4 semanas ap&oacute;s    o principal dia de vacina&ccedil;&atilde;o &#8211; o que corresponde ao per&iacute;odo    de incuba&ccedil;&atilde;o descrito para ambos os eventos, posteriormente ao    uso da vacina contra caxumba.<sup>7,8</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Mas, qual &eacute; a freq&uuml;&ecirc;ncia de    rea&ccedil;&otilde;es adversas provocadas por outras vacinas TPV empregadas    no Brasil? Surtos epid&ecirc;micos de meningite e caxumba foram observados ap&oacute;s    as campanhas de vacina&ccedil;&atilde;o com a vacina TPV no ano de 1997, em    diferentes Estados: Bahia, Cear&aacute;, Rio Grande do Sul e Piau&iacute;. Em    Salvador, Bahia,<sup>8</sup> um estudo estimou a ocorr&ecirc;ncia de um caso de meningite    ass&eacute;ptica para cada 13.000 doses de vacina aplicadas &#8211; todavia,    uma freq&uuml;&ecirc;ncia menor que a da meningite decorrente de infec&ccedil;&atilde;o    natural.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As vacinas TPV contendo a cepa LZ foram utilizadas    na antiga Iugosl&aacute;via, aparentemente com baixa incid&ecirc;ncia de rea&ccedil;&otilde;es    adversas.<sup>9</sup> Em uma campanha de vacina&ccedil;&atilde;o com TPV realizada    nas Bahamas em 1997, na qual se utilizou a cepa LZ,<sup>10 </sup>foi registrado    apenas um caso de meningite ass&eacute;ptica para um total de 103.170 pessoas    vacinadas com idade entre 4 e 40 anos. Contudo, Tesovic<i> et al</i> publicaram    uma carta em 1993, onde estimam o risco para meningite ass&eacute;ptica por    essa cepa em cerca de nove casos para 10.000 doses aplicadas.<sup>11</sup> No    Brasil, uma investiga&ccedil;&atilde;o desenvolvida em 1996 (n&atilde;o publicada)    refere que a cepa LZ produz mais casos de caxumba quando comparada a outras    cepas (inclusive URABE).<sup>7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As estimativas de diferen&ccedil;as de risco    sugerem, fortemente, que a incid&ecirc;ncia de meningite e caxumba atribu&iacute;da    ao uso da vacina &eacute; menor que a incid&ecirc;ncia desses eventos quando    causados por infec&ccedil;&atilde;o natural. Entretanto, mesmo considerando-os    como eventos raros, a magnitude das incid&ecirc;ncias de caxumba e meningite    foi suficiente para provocar surtos epid&ecirc;micos, potencialmente capazes    de abalar a confian&ccedil;a da popula&ccedil;&atilde;o nos efeitos das vacinas TPV.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="verdana"><b>Agradecimentos</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O primeiro autor do artigo agradece o apoio da    Coordena&ccedil;&atilde;o de Aperfei&ccedil;oamento de Pessoal de N&iacute;vel    Superior (Capes) do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">1. Gonzaga MM. Caxumba. In: Tonelli E. Doen&ccedil;as    infecciosas na inf&acirc;ncia. Rio de Janeiro: Editora M&eacute;dica e Cient&iacute;fica;    1987. p.521-528.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">2. Tunkell AR, Scheld WM. Acute meningitis. In:    Mandell D. Bennett&#8217;s principles and practice of infectious diseases -    Chapter 71. Philadelphia: Churchill Livingston; 2000. p.959-997.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">3. Cunha SC, Rodrigues LC, Barreto LM, Dourado    I. Outbreak of aseptic meningitis and mumps after mass vaccination with MMR    vaccine using the Leningrad- Zagreb mumps strain. Vaccine 2002;20:1106-1112.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">4. StataCorp Stata reference manual: release 7. College Station; 2001.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">5. Rothman KJ. Modern epidemiology. Boston: Little, Brown and Company; 1986. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">6. Balraj V, Miller E. Complications of mumps    vaccine. Reviews in Medical Virology 1995;5:219-227.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">7. Boaventura S, Famer S, Ranieri TMS, Bercini    MA, Schermann MT, Mohrdieck R, Cardoso EM, Coimbra RMV, Menezes JB, et al. Avalia&ccedil;&atilde;o    de reatogenicidade de tr&ecirc;s vacinas tr&iacute;plice viral (sarampo, caxumba,    e rub&eacute;ola). In: IV Congresso Brasileiro de Epidemiologia; 1998 ago 1-5;    Rio de Janeiro, Brasil. Rio de Janeiro: Abrasco; 1998.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">8. Dourado I, Cunha SC, Teixeira MG, Farrington    CP, Melo A, Lucena R, Barreto ML. An Outbreak of aseptic meningitis asociated    with MMR mass vaccination campaign: implications for immunization programs.    American Journal of Epidemiology 2000;151:1-7.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">9. Beck M, Smerdel S, Dedic I, Delimar N, Rajninger    Miholic M, Juzbasic M, Manhalter T, Vlatkovic R, Borcic B, et al. Immune response    to Edmonston- Zagreb measles virus strain in monovalent and combined MMR vaccine.    Developments in Biological Standardization 1986;65:95-100.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">10. Panamerican Health Organization. Evaluation    of the Bahamas&#8217; MMR campaign. Epi News Letter 1999;21:4-5.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">11. Tesovic G, Begovac J, Bace A. Aseptic meningitis    after measles, mumps, and rubella vaccine. The Lancet 1993;341(8859):1541.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/ess/v13n1/seta.gif" border="0"></a>    <font size="2" face="verdana"><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b></b>    <br>   Instituto de Sa&uacute;de Coletiva/UFBA,    <br>   Rua Padre Feij&oacute;, 29, 4<sup>o</sup> andar,    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Canela, Salvador-BA.    <br>   CEP: 40110-170    <br>   <i>E-mail:</i><a href="mailto:maines@ufba.br">maines@ufba.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#topo"><sup>*</sup></a>Este artigo utiliza    a mesma base de dados do estudo previamente publicado em: Cunha SS, Rodrigues    LC, Barreto ML, Dourado I. Outbreak of aseptic meningitis and mumps after mass    vaccination with MMR vaccine using the Leningrad-Zagreb mumps strain. Vaccine    2002;20:1106-1112. Vers&atilde;o modificada, autorizada pelos editores.    <br>   <a href="#topo"><sup>*</sup></a>Estudo apoiado pela Secretaria de Vigil&acirc;ncia    em Sa&uacute;de/Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.</font></p>      ]]></body><back>
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