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<article-id pub-id-type="doi">10.5123/S1679-49742004000200002</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Oocistos de Cryptosporidium e cistos de Giardia: circulação no ambiente e riscos à saúde humana]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Cryptosporidium oocysts and Giardia cysts: environmental circulation and Health risks]]></article-title>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1679-49742004000200002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1679-49742004000200002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1679-49742004000200002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Embora a presença de protozoários em águas para consumo humano revele-se como um importante problema de Saúde Pública em diversos países, o conhecimento sobre esses riscos, no Brasil, ainda é escasso. Em vista dessa lacuna, apresentam-se, neste trabalho, informações que ajudam a compor e explicar a circulação no ambiente e a importância epidemiológica de oocistos de Cryptosporidium e de cistos de Giardia. A metodologia do trabalho incluiu: uma varredura da presença dos (oo)cistos em diferentes mananciais de abastecimento, em amostras de esgotos sanitários, em fezes de animais e humanas; a pesquisa da sua presença em hortaliças; a avaliação da eficiência de instalações de tratamento de água - em escala-piloto e em escala real - na remoção desses microrganismos; e a sua presença em águas de consumo após filtração. Foram identificadas: elevadas concentrações dos protozoários em mananciais abastecedores; a sua presença na água filtrada de estações de tratamento existentes e em efluentes de filtros lentos (ensaios em escala-piloto), em que pese a boa eficiência do processo na remoção; uma elevada densidade nos esgotos sanitários e em fezes de animais contaminados; além de uma considerável prevalência nas fezes de um contingente populacional urbano estudado. O estudo traz evidências do expressivo risco à saúde humana representado pelos protozoários no ambiente e reúne inéditas informações para subsidiar avaliações de riscos à saúde, sobretudo na perspectiva de validação das premissas adotadas pela Portaria Nº 518/2004, sobre potabilidade da água]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The presence of protozoa in drinking water is recognised as an important public health hazard in many countries; nevertheless the knowledge about this issue in Brazil is still sparse. In this regard, this paper gathers information that help to explain the environmental circulation and epidemiological importance of Giardia and Cryptosporidium (oo)cysts, including: their occurrence in surface water (source water), sewage, human and animal faeces; their occurrence in commercial crops; the evaluation of protozoa removal by water treatment; and presence in filtered effluents. High protozoa concentration in source waters were found, as well as its presence in filtered effluent of existing water treatment plants and pilot slow sand filters, regardless of a general high removal efficiency. Protozoa cysts and oocysts were also found, in high densities, in wastewater and in faeces of contaminated animals. In addition, a relatively high prevalence in faeces of an urban population studied. The study shows evidence of the expressive human health risk represented by the occurrence of this protozoa in several environments and brings unpublished information to strengthen health risk evaluation, and the discussion about the validation of premises adopted in the Brazilian drinking water guidelines (Decree No 518/2004)]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b><a name="topo"></a>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b>Oocistos de <i>Cryptosporidium</i> e cistos    de <i>Giardia</i>: circula&ccedil;&atilde;o no ambiente e riscos &agrave; sa&uacute;de    humana<a href="#endereco"><sup>*</sup></a></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b><i>Cryptosporidium</i> oocysts and <i>Giardia</i>    cysts: environmental circulation and health risks</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>L&eacute;o Heller<sup>I</sup>; Rafael Kopschitz    Xavier Bastos<sup>II</sup>; Maria Berenice Cardoso Martins Vieira<sup>III</sup>;    Paula Dias Bevilacqua<sup>IV</sup>; Ludmila Ladeira Alves de Brito<sup>V</sup>;    Santana Maria Marinho Mota<sup>VI</sup>; Adriana Aguiar Oliveira<sup>IV</sup>;    Patr&iacute;cia Maria Machado<sup>VII</sup>; Daniella Pedrosa Salvador<sup>VIII</sup>;    Allisson Badar&oacute; Cardoso<sup>VIII</sup>;</b></font></p>     <p><sup>I</sup><font size="2" face="verdana">Departamento de Engenharia Sanit&aacute;ria    e Ambiental/ Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte-MG    <br>   <sup>II</sup>Departamento de Engenharia Civil/Universidade Federal de Vi&ccedil;osa,    Vi&ccedil;osa-MG    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>III</sup>Funda&ccedil;&atilde;o Ezequiel Dias/Laborat&oacute;rio Central    de Sa&uacute;de P&uacute;blica, Lacen-MG    <br>   <sup>IV</sup>Departamento de Medicina Veterin&aacute;ria/Universidade Federal    de Vi&ccedil;osa, Vi&ccedil;osa-MG    <br>   <sup>V</sup>Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov&aacute;veis-Ibama,    Belo Horizonte-MG    <br>   <sup>VI</sup>Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de-Funasa Servi&ccedil;o    de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica da Prefeitura Municipal de Vi&ccedil;osa-MG    <br>   <sup>VII</sup>Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Saneamento,    Meio Ambiente e Recursos H&iacute;dricos/Universidade Federal de Minas Gerais,    Belo Horizonte-MG    <br>   <sup>VIII</sup>Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico-CNPq    &#8211; Bolsista de Apoio T&eacute;cnico</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Embora a presen&ccedil;a de protozo&aacute;rios    em &aacute;guas para consumo humano revele-se como um importante problema de    Sa&uacute;de P&uacute;blica em diversos pa&iacute;ses, o conhecimento sobre    esses riscos, no Brasil, ainda &eacute; escasso. Em vista dessa lacuna, apresentam-se,    neste trabalho, informa&ccedil;&otilde;es que ajudam a compor e explicar a circula&ccedil;&atilde;o    no ambiente e a import&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica de oocistos de <i>Cryptosporidium</i>    e de cistos de <i>Giardia</i>. A metodologia do trabalho incluiu: uma varredura    da presen&ccedil;a dos (oo)cistos em diferentes mananciais de abastecimento,    em amostras de esgotos sanit&aacute;rios, em fezes de animais e humanas; a pesquisa    da sua presen&ccedil;a em hortali&ccedil;as; a avalia&ccedil;&atilde;o da efici&ecirc;ncia    de instala&ccedil;&otilde;es de tratamento de &aacute;gua &#8211; em escala-piloto    e em escala real &#8211; na remo&ccedil;&atilde;o desses microrganismos; e a    sua presen&ccedil;a em &aacute;guas de consumo ap&oacute;s filtra&ccedil;&atilde;o.    Foram identificadas: elevadas concentra&ccedil;&otilde;es dos protozo&aacute;rios    em mananciais abastecedores; a sua presen&ccedil;a na &aacute;gua filtrada de    esta&ccedil;&otilde;es de tratamento existentes e em efluentes de filtros lentos    (ensaios em escala-piloto), em que pese a boa efici&ecirc;ncia do processo na    remo&ccedil;&atilde;o; uma elevada densidade nos esgotos sanit&aacute;rios e    em fezes de animais contaminados; al&eacute;m de uma consider&aacute;vel preval&ecirc;ncia    nas fezes de um contingente populacional urbano estudado. O estudo traz evid&ecirc;ncias    do expressivo risco &agrave; sa&uacute;de humana representado pelos protozo&aacute;rios    no ambiente e re&uacute;ne in&eacute;ditas informa&ccedil;&otilde;es para subsidiar    avalia&ccedil;&otilde;es de riscos &agrave; sa&uacute;de, sobretudo na perspectiva    de valida&ccedil;&atilde;o das premissas adotadas pela Portaria N<sup>o</sup>    518/2004, sobre potabilidade da &aacute;gua.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Palavras-chave</b>: <i>Cryptosporidium</i>;    <i>Giardia</i>; &aacute;gua; filtra&ccedil;&atilde;o; fezes.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">The presence of protozoa in drinking water is    recognised as an important public health hazard in many countries; nevertheless    the knowledge about this issue in Brazil is still sparse. In this regard, this    paper gathers information that help to explain the environmental circulation    and epidemiological importance of Giardia and Cryptosporidium (oo)cysts, including:    their occurrence in surface water (source water), sewage, human and animal faeces;    their occurrence in commercial crops; the evaluation of protozoa removal by    water treatment; and presence in filtered effluents. High protozoa concentration    in source waters were found, as well as its presence in filtered effluent of    existing water treatment plants and pilot slow sand filters, regardless of a    general high removal efficiency. Protozoa cysts and oocysts were also found,    in high densities, in wastewater and in faeces of contaminated animals. In addition,    a relatively high prevalence in faeces of an urban population studied. The study    shows evidence of the expressive human health risk represented by the occurrence    of this protozoa in several environments and brings unpublished information    to strengthen health risk evaluation, and the discussion about the validation    of premises adopted in the Brazilian drinking water guidelines (Decree N<sup>o</sup>    518/2004).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Key words</b>: <i>Cryptosporidium</i>; <i>Giardia</i>;    water; filtration; faeces.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Giard&iacute;ase &eacute; uma doen&ccedil;a reconhecidamente    associada com &aacute;guas de abastecimento para consumo humano. Recentemente,    principalmente nos Estados Unidos da Am&eacute;rica (EUA), surtos de criptosporidiose    tamb&eacute;m v&ecirc;m sendo relacionados com essa via de transmiss&atilde;o.<sup>1,2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em que pesem as incertezas quanto aos riscos    reais de sa&uacute;de impostos pela presen&ccedil;a de reduzidas densidades    de protozo&aacute;rios em &aacute;guas tratadas, as evid&ecirc;ncias dispon&iacute;veis    t&ecirc;m concentrado novas aten&ccedil;&otilde;es &#8211; no caso, de <i>Cryptosporidium</i>    &#8211; e reacendido outras &#8211; no caso, de <i>Giardia</i> &#8211; quanto    &agrave; necessidade de se aprofundarem os conhecimentos sobre as fontes de    contamina&ccedil;&atilde;o, a distribui&ccedil;&atilde;o de protozo&aacute;rios    em mananciais de abastecimento e a efici&ecirc;ncia de remo&ccedil;&atilde;o    desses organismos pelos processos de tratamento.<sup>2</sup> Consider&aacute;vel    aten&ccedil;&atilde;o e recursos t&ecirc;m sido direcionados para esclarecer    a epidemiologia dessas doen&ccedil;as e limitar a propaga&ccedil;&atilde;o desses    organismos.<sup>3-5</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">O registro de surtos de doen&ccedil;as transmitidas    pela &aacute;gua devido a protozo&aacute;rios e outros agentes etiol&oacute;gicos    t&ecirc;m aumentado nos EUA, nos &uacute;ltimos 20 anos, mesmo com regulamentos    e medidas cada vez mais restritivos. Durante o per&iacute;odo de 1971 a 1985,    502 surtos, provocando 111.228 casos de doen&ccedil;as, foram reportados pelo    Centers for Disease Control and Prevention (CDC) e pela United States Environmental    Protection Agency (USEPA). Desses surtos, 92 (18,3%), envolvendo 24.365 indiv&iacute;duos,    foram atribu&iacute;dos ao protozo&aacute;rio parasita <i>Giardia lamblia</i>,    transformando-o na causa identific&aacute;vel predominante das doen&ccedil;as    transmitidas pela &aacute;gua. Vale ressaltar que em apenas 50% dos casos foram    identificados os agentes respons&aacute;veis.<sup>3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O primeiro relato sobre surto de criptosporidiose    em humanos devido ao abastecimento de &aacute;gua ocorreu em San Antonio, no    Texas, em 1984, concomitantemente a um surto de v&iacute;rus Norwalk. O segundo    maior surto norte-americano ocorreu em Carrolton, Georgia, em 1987, onde aproximadamente    13.000 pessoas foram afetadas. Em 1988, em Ayrshire, no Reino Unido, um acidente    envolvendo uma p&oacute;s-contamina&ccedil;&atilde;o no reservat&oacute;rio    de &aacute;gua de abastecimento &#8211; infiltra&ccedil;&atilde;o de dejetos    de bovinos utilizados como fertilizantes &#8211;, provocou um surto de grande    import&acirc;ncia, devido ao n&uacute;mero de interna&ccedil;&otilde;es (44,4%),    sugerindo, talvez, a presen&ccedil;a de uma cepa mais virulenta.<sup>3,4,6</sup>    Em abril de 1993, ocorreu o maior surto at&eacute; ent&atilde;o registrado nos    EUA, em Milwaukee, Wisconsin, afetando 400.000 pessoas. Um aumento dram&aacute;tico    na incid&ecirc;ncia de criptosporidiose evidenciou que oocistos de <i>Cryptosporidium</i>    podem sobreviver aos processos convencionais de tratamento da &aacute;gua e    atraiu muita aten&ccedil;&atilde;o do meio t&eacute;cnico-cient&iacute;fico    norte-americano.<sup>6-8</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Diversos trabalhos t&ecirc;m registrado a presen&ccedil;a    de cistos de <i>Giardia</i> e oocistos de <i>Cryptosporidium</i> em &aacute;guas    tratadas,<sup>9-11</sup> embora, em muitos desses estudos, a maioria dos protozo&aacute;rios    n&atilde;o se encontrasse em formas vi&aacute;veis, ou seja, apresentado em    formas n&atilde;o infectantes.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Exemplo bastante ilustrativo &eacute; o do trabalho    de Smith e colaboradores,<sup>5</sup> em que se demonstra a ocorr&ecirc;ncia    dos protozo&aacute;rios em diversas amostras de &aacute;guas de abastecimento,    submetidas a tratamentos distintos, em diferentes &aacute;reas do mundo. O estudo    releva a import&acirc;ncia do problema, mesmo que n&atilde;o tenha indicado    evid&ecirc;ncias epidemiol&oacute;gicas de transmiss&atilde;o, o que pode ser    creditado ao n&atilde;o-reconhecimento da doen&ccedil;a e/ou infec&ccedil;&atilde;o,    em raz&atilde;o dos procedimentos de vigil&acirc;ncia em pr&aacute;tica.<sup>5-12</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Cistos de <i>Giardia</i> e oocistos de <i>Cryptosporidium</i>    apresentam, respectivamente, dimens&otilde;es de aproximadamente 8-15 mm e 4-6    mm. S&atilde;o, portanto, potencial e significativamente remov&iacute;veis por    filtra&ccedil;&atilde;o. Apesar de ambos possu&iacute;rem caracter&iacute;sticas    similares de sedimenta&ccedil;&atilde;o e filtra&ccedil;&atilde;o, pelas pr&oacute;prias    dimens&otilde;es, a remo&ccedil;&atilde;o de oocistos de <i>Cryptosporidium</i>    por filtra&ccedil;&atilde;o &eacute; algo inferior &agrave; de cistos de <i>Giardia</i>.    Entretanto, <i>Giardia e Cryptosporidium</i> s&atilde;o &#8211; principalmente    o segundo &#8211; organismos reconhecidamente resistentes &agrave; clora&ccedil;&atilde;o    e a efici&ecirc;ncia da remo&ccedil;&atilde;o de oocistos por desinfec&ccedil;&atilde;o    ainda &eacute; pouco conhecida.<sup>10</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Diversas publica&ccedil;&otilde;es<sup>9,11,13,14</sup>    ilustram, satisfatoriamente, o estado do conhecimento quanto &agrave; efici&ecirc;ncia    do tratamento, conforme os itens resumidos a seguir:</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- Sistemas de tratamento com filtra&ccedil;&atilde;o    r&aacute;pida (ciclo completo ou filtra&ccedil;&atilde;o direta), bem operados    e produzindo um efluente com valor <u>&lt</u> 0,5 UNT (unidade nefelom&eacute;trica    de turbidez), e sua complementa&ccedil;&atilde;o por desinfec&ccedil;&atilde;o,    podem alcan&ccedil;ar um resultado conjunto de remo&ccedil;&atilde;o e inativa&ccedil;&atilde;o    de 3,0 log<sub>10 </sub>(99,9%) de cistos de <i>Giardia</i>.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- Sistemas de tratamento com filtra&ccedil;&atilde;o    lenta, bem operados e produzindo um efluente com <u>&lt;</u>1,0 UNT, e sua complementa&ccedil;&atilde;o    por desinfec&ccedil;&atilde;o, podem alcan&ccedil;ar um resultado conjunto de    remo&ccedil;&atilde;o e inativa&ccedil;&atilde;o de 3,0 log<sub>10</sub> (99,9%)    de cistos de <i>Giardia</i>.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- Sistemas de filtra&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida    (ciclo completo ou filtra&ccedil;&atilde;o direta), bem operados e produzindo    um efluente com valor <u>&lt;</u>0,3 UNT, podem alcan&ccedil;ar um resultado    de remo&ccedil;&atilde;o de 2,0 log<sub>10</sub> (99%) de oocistos de <i>Cryptosporidium</i>.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> - Sistemas de tratamento com filtra&ccedil;&atilde;o    lenta, bem operados e produzindo um efluente com valor <u>&lt;</u> 1,0 UNT,    podem alcan&ccedil;ar um resultado de remo&ccedil;&atilde;o de 2,0 log<sub>10</sub>    (99 %) de oocistos de <i>Cryptosporidium</i>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Para a satisfa&ccedil;&atilde;o do grau de risco    aceit&aacute;vel nos EUA (uma infec&ccedil;&atilde;o anual por 10.000 habitantes),<sup>15,16</sup>    as concentra&ccedil;&otilde;es m&aacute;ximas de <i>Giardia</i> e <i>Cryptosporidium</i>    deveriam ser, respectivamente, de 7x10<sup>-6</sup> cistos/ L e 3x10<sup>-5</sup>    oocistos/L, o que &eacute;, obviamente, de dif&iacute;cil detec&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Considerando as efici&ecirc;ncias usuais esperadas    de sistemas de filtra&ccedil;&atilde;o, &eacute; de se supor que, mesmo em sistemas    otimizados, o incremento da concentra&ccedil;&atilde;o de protozo&aacute;rios    na &aacute;gua bruta delegue &agrave; desinfec&ccedil;&atilde;o, ainda, uma    boa parte da responsabilidade pela preven&ccedil;&atilde;o dos riscos de sa&uacute;de,    em que pese a reconhecida limita&ccedil;&atilde;o da clora&ccedil;&atilde;o    na inativa&ccedil;&atilde;o de cistos e oocistos &#8211; principalmente de oocistos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">De fato, concentra&ccedil;&otilde;es mais elevadas    de protozo&aacute;rios na &aacute;gua bruta t&ecirc;m sido associadas a concentra&ccedil;&otilde;es    igualmente mais elevadas, ou &agrave; maior freq&uuml;&ecirc;ncia de detec&ccedil;&atilde;o,    no efluente final. De maneira an&aacute;loga, varia&ccedil;&otilde;es sazonais    ou eleva&ccedil;&otilde;es bruscas na densidade de protozo&aacute;rios na &aacute;gua    bruta podem provocar igual resultado na &aacute;gua tratada<sup>10</sup>; por    isso, o monitoramento da &aacute;gua bruta &eacute; visto, em si, como um importante    instrumento de controle e vigil&acirc;ncia da qualidade da &aacute;gua tratada.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Nos EUA, intensos programas de monitoramento    de &aacute;guas superficiais v&ecirc;m sendo implementados, sendo freq&uuml;ente    a ocorr&ecirc;ncia de <i>Giardia</i> e <i>Cryptosporidium</i> em faixas de densidades    t&atilde;o amplas quanto 0,02-43,0 cistos/L e 0,065-65 oocistos/L, respectivamente.<sup>1,10,17,18</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Cabe registrar que giard&iacute;ase e criptosporidiose    s&atilde;o, reconhecidamente, zoonoses, e que, entre as principais fontes de    contamina&ccedil;&atilde;o de mananciais, encontram-se os esgotos sanit&aacute;rios    e dejetos/efluentes de atividades agropecu&aacute;rias. &Eacute; de se esperar    que a ocorr&ecirc;ncia e concentra&ccedil;&atilde;o desses organismos nas &aacute;guas    superficiais sejam, provavelmente, maiores nos pa&iacute;ses em desenvolvimento    e em &aacute;reas rurais, onde a contamina&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua por    res&iacute;duos humanos e animais &eacute; mais acentuada.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No Brasil, embora as informa&ccedil;&otilde;es    sejam ainda escassas, j&aacute; foi verificada a ocorr&ecirc;ncia desses microrganismos    em &aacute;gua para consumo humano, embora sem evid&ecirc;ncia epidemiol&oacute;gica    da doen&ccedil;a na comunidade servida.<sup>19</sup> Em outro estudo,<sup>20</sup>    foram detectados oocistos de <i>Cryptosporidium</i> em 2,8% de amostras de fezes    diarr&eacute;icas em Alfenas, Minas Gerais, principalmente entre indiv&iacute;duos    de 0-6 anos e residentes na &aacute;rea urbana.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os potenciais riscos &agrave; sa&uacute;de humana    decorrentes da presen&ccedil;a dos protozo&aacute;rios na &aacute;gua de abastecimento    tiveram sua express&atilde;o na Portaria N<sup>o</sup> 518/ 2004,<sup>21</sup>    que estabelece os padr&otilde;es de potabilidade da &aacute;gua. Nesse instrumento,    a turbidez &eacute; assumida como par&acirc;metro de natureza sanit&aacute;ria,    assumindo-se que baixa turbidez, por um lado, propicia maior efici&ecirc;ncia    da desinfec&ccedil;&atilde;o na elimina&ccedil;&atilde;o de bact&eacute;rias    e v&iacute;rus e, por outro, &eacute; indicativa da remo&ccedil;&atilde;o de    (oo)cistos de protozo&aacute;rios pela filtra&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o recomendados    reduzidos valores (0,5 UNT) para &aacute;gua filtrada, &quot;com vistas a assegurar    a adequada efici&ecirc;ncia de remo&ccedil;&atilde;o de enterov&iacute;rus,    cistos de <i>Giardia</i> spp e oocistos de <i>Cryptosporidium</i> sp&quot;    em instala&ccedil;&otilde;es compostas por filtros r&aacute;pidos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os evidentes riscos &agrave; sa&uacute;de provocados    por esses protozo&aacute;rios nas &aacute;guas de consumo, associados &agrave;s    in&uacute;meras lacunas de conhecimento sobre a circula&ccedil;&atilde;o dos    microrganismos no ambiente e o desempenho dos processos de tratamento de &aacute;gua    quanto &agrave; sua remo&ccedil;&atilde;o, especialmente no Brasil, motivaram    o presente trabalho. Ele sintetiza ampla pesquisa desenvolvida sobre o tema,    com financiamento principal oriundo do projeto Vigisus, da Secretaria de Vigil&acirc;ncia    em Sa&uacute;de (SVS). Para tanto, empreendeu-se uma varredura da presen&ccedil;a    dos protozo&aacute;rios em diversos compartimentos ambientais relacionados ao    risco de transmiss&atilde;o das referidas protozooses: &aacute;gua bruta de    mananciais, &aacute;gua de consumo tratada por diversos processos, hortali&ccedil;as,    fezes humanas, fezes animais e esgotos sanit&aacute;rios.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><b>Os protozo&aacute;rios nos diferentes ambientes</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A pesquisa compreendeu diversos subprojetos,    cada qual destinado a avaliar o comportamento dos protozo&aacute;rios em diferentes    ambientes, conforme descrito a seguir:</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- <b>Presen&ccedil;a dos protozo&aacute;rios    em mananciais</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Foram monitorados, por um per&iacute;odo de 12    meses (entre setembro de 2000 e dezembro de 2001), dois mananciais de abastecimento    de &aacute;gua na cidade de Vi&ccedil;osa-MG: o manancial 1 (M1), com coleta    no reservat&oacute;rio de acumula&ccedil;&atilde;o onde a &aacute;gua &eacute;    captada; e o manancial 2 (M2), junto ao ponto de capta&ccedil;&atilde;o a fio    d&#8217;&aacute;gua (<a href="#tab1">Tabela 1</a>). Al&eacute;m da identifica&ccedil;&atilde;o    de cistos de <i>Giardia</i> e de oocistos de <i>Cryptosporidium</i>, foram analisados    <i>Escherichia coli</i>, coliformes totais, esporos de bact&eacute;rias aer&oacute;bias,    <i>Clostridium perfringens</i>, demanda bioqu&iacute;mica de oxig&ecirc;nio    (DBO), demanda qu&iacute;mica de oxig&ecirc;nio (DQO), oxig&ecirc;nio dissolvido    (OD) e turbidez.</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n2/2a02t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">-<b> Presen&ccedil;a dos protozo&aacute;rios    em efluentes de instala&ccedil;&otilde;es de tratamento de &aacute;gua em escala    real</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Foi monitorado, pelo mesmo per&iacute;odo de    12 meses (entre setembro de 2000 e dezembro de 2001), o efluente filtrado de    tr&ecirc;s esta&ccedil;&otilde;es de tratamento de &aacute;gua (ETA) na cidade    de Vi&ccedil;osa, Minas Gerais. Al&eacute;m da pesquisa de protozo&aacute;rios,    as amostras foram analisadas para os seguintes par&acirc;metros: <i>Escherichia    coli</i>, coliformes totais, esporos de bact&eacute;rias aer&oacute;bias, <i>Clostridium    perfringens</i> e turbidez. As ETA apresentam as caracter&iacute;sticas indicadas    na <a href="#tab1">Tabela 1</a>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">- <b>Remo&ccedil;&atilde;o de protozo&aacute;rios    em instala&ccedil;&otilde;es de tratamento em escala-piloto</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Ensaios em escala-piloto foram desenvolvidos    para avaliar o desempenho da filtra&ccedil;&atilde;o lenta na remo&ccedil;&atilde;o    dos cistos e oocistos. Para tanto, foram testados em duplicata, empregando &aacute;gua    sint&eacute;tica, filtros lentos de fluxo descendente e ascendente, com duas    taxas de filtra&ccedil;&atilde;o. Foram analisados os mesmos par&acirc;metros    auxiliares de controle (indicadores) dos experimentos em escala real. Detalhes    da metodologia empregada est&atilde;o devidamente descritos em trabalho de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o.<sup>22</sup>    Neste mesmo projeto, foi investigado o comportamento dos filtros ao longo da    profundidade do leito filtrante.<sup>23</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- <b>Presen&ccedil;a de protozo&aacute;rios nos    esgotos sanit&aacute;rios</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Duas campanhas foram realizadas em amostras coletadas    no interceptor de esgotos sanit&aacute;rios da Bacia do Ribeir&atilde;o Arrudas,    Belo Horizonte, Minas Gerais. Foram coletadas amostras durante duas semanas    distintas, uma em per&iacute;odo n&atilde;o chuvoso e outra em per&iacute;odo    chuvoso. Em cada semana, foram coletadas 15 amostras, compreendendo cinco dias    e tr&ecirc;s hor&aacute;rios di&aacute;rios (8h, 14h e 18h30).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- <b>Preval&ecirc;ncia de protozo&aacute;rios    em fezes humanas</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Foi realizado estudo de demanda laboratorial    por exames parasitol&oacute;gicos de fezes no Munic&iacute;pio de Vi&ccedil;osa-MG,    com &ecirc;nfase para o perfil dos indiv&iacute;duos com exames positivos para    <i>Giardia</i>. Foram coletadas, durante o per&iacute;odo de um ano, em cinco    laborat&oacute;rios cl&iacute;nicos da cidade &#8211; totalizando 50% dos estabelecimentos    existentes &#8211;, informa&ccedil;&otilde;es sobre todos os exames de fezes    realizados. A t&eacute;cnica utilizada pelos laborat&oacute;rios para pesquisa    de enteroparasitas foi o m&eacute;todo de Hoffmann, Pons e Jene (HPJ).<sup>24</sup>    As vari&aacute;veis recuperadas a partir dos laborat&oacute;rios compreenderam:    endere&ccedil;o, sexo e idade dos pacientes e, quando positivo, os diagn&oacute;sticos    das parasitoses intestinais. A partir dos endere&ccedil;os, foi aplicado question&aacute;rio    sociossanit&aacute;rio para levantamento de informa&ccedil;&otilde;es sobre    renda familiar, abastecimento, consumo e acondicionamento de &aacute;gua e esgotamento    sanit&aacute;rio da resid&ecirc;ncia, entre outras. O delineamento desse trabalho    foi aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica da Universidade Federal de Vi&ccedil;osa    (UFV), em que todas as pessoas entrevistadas para preenchimento do question&aacute;rio    sociossanit&aacute;rio receberam os esclarecimentos necess&aacute;rios, inclusive    com assinatura de Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Para evitar a    identifica&ccedil;&atilde;o dos pacientes, n&atilde;o houve acesso aos seus    nomes, apenas a seus endere&ccedil;os, uma vez que a pesquisa se apoiou nas    caracter&iacute;sticas dos domic&iacute;lios e n&atilde;o em quest&otilde;es    pessoais que necessitassem ser indagadas aos pacientes.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- <b>Presen&ccedil;a de protozo&aacute;rios nas    fezes de animais infectados</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Visando produzir oocistos para a pesquisa em    escala- piloto sobre a filtra&ccedil;&atilde;o lenta, um bezerro neonato da    ra&ccedil;a holandesa, que n&atilde;o recebeu colostro da m&atilde;e, foi infectado    com <i>Cryptosporidium parvum</i>, inoculando-se uma dose de 5,0x10<sup>6</sup>    oocistos. A libera&ccedil;&atilde;o dos oocistos pelas fezes foi monitorada,    permitindo acompanhar a evolu&ccedil;&atilde;o dessa produ&ccedil;&atilde;o    e os potenciais impactos sobre a sa&uacute;de humana decorrentes da sua libera&ccedil;&atilde;o    no ambiente.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> - <b>Presen&ccedil;a de protozo&aacute;rios    em hortali&ccedil;as</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Amostras de alface comercializada em feira livre    de Vi&ccedil;osa foram coletadas, totalizando 13 amostras. Exames microbiol&oacute;gicos,    inclusive de protozo&aacute;rios, foram realizados, para avaliar o poss&iacute;vel    efeito de uso de &aacute;gua de irriga&ccedil;&atilde;o contaminada na qualidade    das hortali&ccedil;as.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><b>T&eacute;cnicas anal&iacute;ticas</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As t&eacute;cnicas anal&iacute;ticas laboratoriais    empregadas para a mensura&ccedil;&atilde;o dos diversos par&acirc;metros de    qualidade da &aacute;gua foram:</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- cistos de <i>Giardia</i> e oocistos de <i>Cryptosporidium</i></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">&#8211; t&eacute;cnica da concentra&ccedil;&atilde;o    por flocula&ccedil;&atilde;o com carbonato de c&aacute;lcio e enumera&ccedil;&atilde;o    com imunofluoresc&ecirc;ncia;<sup>22,23</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> - <i>Escherichia coli</i> e coliformes totais    &#8211; t&eacute;cnica cromog&ecirc;nica do substrato definido;<sup>25</sup>    </font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- esporos de bact&eacute;rias aer&oacute;bias    e <i>Bacillus subtilis</i>, esporos de bact&eacute;rias anaer&oacute;bias e    <i>Clostridium perfringens</i> &#8211; t&eacute;cnica da membrana filtrante,    empregando &aacute;gar nutriente acrescido de azul de tripano para esporos aer&oacute;bios<sup>26</sup>    e meios apropriados incubados sob condi&ccedil;&otilde;es de anaerobiose para    anaer&oacute;bios;<sup>27</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- par&acirc;metros f&iacute;sico-qu&iacute;micos    (DBO, DQO, OD, turbidez) &#8211; essencialmente, as an&aacute;lises seguiram    o disposto no Standard Methods for the Examination of Water and Wastewater.<sup>25</sup>    A determina&ccedil;&atilde;o do OD e da DBO foi realizada com o emprego do m&eacute;todo    de Winkler (m&eacute;todo titulom&eacute;trico); a DBO &eacute; computada a    partir da determina&ccedil;&atilde;o do OD no dia da coleta da amostra e ap&oacute;s    a incuba&ccedil;&atilde;o desta por cinco dias, a 20<sup>o</sup>C; a DQO &eacute;    determinada com a adi&ccedil;&atilde;o de um oxidante qu&iacute;mico (dicromato    de pot&aacute;ssio), sendo o consumo de oxig&ecirc;nio mensurado por espectrofotometria    de luz vis&iacute;vel; a turbidez foi determinada pelo princ&iacute;pio da nefelometria,    em turbid&iacute;metro digital, onde uma c&eacute;lula fotoel&eacute;trica mede    a quantidade de luz que emerge perpendicularmente a um feixe luminoso que atravessa    a amostra.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- an&aacute;lises microbiol&oacute;gicas de hortali&ccedil;as    &#8211; foram realizadas de acordo com a metodologia preconizada pelo Bacteriological    Analytical Manual, do Food and Drug Administration (BAM/FDA<sup>28</sup>) para    <i>E. coli</i> e protozo&aacute;rios.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Tratamento estat&iacute;stico dos dados</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A ocorr&ecirc;ncia de protozo&aacute;rios nos    diversos meios foi analisada com base em estat&iacute;stica descritiva do resultado    do monitoramento: m&eacute;dia geom&eacute;trica e aritm&eacute;tica, valores    m&aacute;ximos e m&iacute;nimos, mediana, primeiro quartil, terceiro quartil.    Quando os dados inclu&iacute;am &quot;zeros&quot;, a m&eacute;dia geom&eacute;trica    era calculada utilizando log<sub>10</sub> (y+1), subtraindo, posteriormente,    uma unidade da m&eacute;dia calculada. Para a identifica&ccedil;&atilde;o de    diferen&ccedil;as entre as densidades de cistos e oocistos nos mananciais, foi    empregado, sempre que cab&iacute;vel, o teste <b>t</b> para amostras pareadas    (dados transformados para log<sub>10</sub>) e/ou o teste n&atilde;o param&eacute;trico    de Mann-Whithney.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Estudos de correla&ccedil;&atilde;o foram realizados    para a verifica&ccedil;&atilde;o da associa&ccedil;&atilde;o entre a concentra&ccedil;&atilde;o    de parasitas e indicadores f&iacute;sico-qu&iacute;micos e bacteriol&oacute;gicos.    Para tanto, a distribui&ccedil;&atilde;o normal dos dados &#8211; e sempre que    cab&iacute;vel, de suas vari&aacute;veis transformadas &#8211; foi verificada    de modo a orientar a aplica&ccedil;&atilde;o mais adequada dos testes estat&iacute;sticos.    Uma vez que a maioria das vari&aacute;veis estudadas, transformadas ou n&atilde;o,    n&atilde;o apresentou distribui&ccedil;&atilde;o normal, a referida associa&ccedil;&atilde;o    foi avaliada com o emprego do teste n&atilde;o-param&eacute;trico de Correla&ccedil;&atilde;o    de Spearman.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Para a avalia&ccedil;&atilde;o das diferen&ccedil;as    de efici&ecirc;ncias entre os diversos tipos de filtros lentos testados, empregou-    se a an&aacute;lise n&atilde;o param&eacute;trica de Kruskal-Wallis, por meio    do pacote Kruskal, com adapta&ccedil;&otilde;es realizadas pelo Prof. Ivan Sampaio    &#91;Escola de Veterin&aacute;ria/ Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)&#93;    e com vers&atilde;o do Laborat&oacute;rio de Computa&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica    da UFMG.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em todas as an&aacute;lises estat&iacute;sticas    realizadas, consideraram- se como estatisticamente significativos valores que    apresentassem p<u>&lt;</u>0,05.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A <a href="#fig1">Figura 1</a> sumariza os resultados    obtidos para a circula&ccedil;&atilde;o no ambiente dos oocistos de <i>Cryptosporidium</i>;    e a <a href="#fig2">Figura 2</a>, os mesmos resultados para os cistos de <i>Giardia</i>.    Ressalve-se que s&atilde;o figuras constru&iacute;das com o mero intuito ilustrativo    e facilitador da visualiza&ccedil;&atilde;o das ocorr&ecirc;ncias dos protozo&aacute;rios,    n&atilde;o refletindo um balan&ccedil;o de massas.</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n2/2a02f1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n2/2a02f2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Duas tend&ecirc;ncias gerais chamaram a aten&ccedil;&atilde;o    dos autores: a presen&ccedil;a dos protozo&aacute;rios em v&aacute;rios meios    e em fezes humanas e animais, muitas vezes em densidades consider&aacute;veis;    e um certo car&aacute;ter err&aacute;tico e imprevis&iacute;vel na sua freq&uuml;&ecirc;ncia    e distribui&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Nos mananciais, foram observadas concentra&ccedil;&otilde;es    m&eacute;dias de <i>Giardia</i> e <i>Cryptosporidium</i> da ordem de, respectivamente,    4-7 cistos/L e 6-20 oocistos/L; nos eventos de pico, foram encontradas concentra&ccedil;&otilde;es    t&atilde;o altas quanto 510 oocistos e 140 cistos por litro. A freq&uuml;&ecirc;ncia    de detec&ccedil;&atilde;o de <i>Giardia</i> e <i>Cryptosporidium</i> foi bem    superior no manancial 2 (M2) &#8211; 92% das amostras positivas para (oo)cistos    &#8211;, comparada &agrave;s do manancial 1 (M1) &#8211; 58% e 67%, respectivamente,    para cistos de <i>Giardia</i> e oocistos de <i>Cryptosporidium</i>. Al&eacute;m    disso, os resultados indicaram que oocistos de <i>Cryptosporidium</i> apresentaram-se    em maiores densidades no M2 &#8211; mais polu&iacute;do &#8211; que no M1 &#8211;    menos polu&iacute;do e com reservat&oacute;rio de acumula&ccedil;&atilde;o (diferen&ccedil;a    estatisticamente significativa pelo teste <b>t</b> para amostras pareadas; e    n&atilde;o significativa pelo teste de Mann-Whitney) &#8211; o mesmo n&atilde;o    se verificando para a <i>Giardia</i>. A concentra&ccedil;&atilde;o de <i>Cryptosporidium</i>    foi superior &agrave; de <i>Giardia</i> no M2 (novamente, diferen&ccedil;a estatisticamente    significativa pelo teste <b>t</b>; e n&atilde;o significativa pelo teste de    Mann-Whitney), n&atilde;o havendo diferen&ccedil;a no M1. H&aacute; ind&iacute;cios    de que, no M2, as concentra&ccedil;&otilde;es de <i>Giardia</i> possam estar    associadas com as de endosporos e com a turbidez; e as de <i>Cryptosporidium</i>,    com a turbidez. As ocorr&ecirc;ncias de ambos os protozo&aacute;rios associam-se    fortemente, entre si. No M1, <i>Giardia</i> associa-se com coliformes e com    turbidez; e <i>Cryptosporidium</i>, com turbidez e, de novo, fortemente, com    a pr&oacute;pria <i>Giardia</i>.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Na <a href="#fig3">Figura 3</a>, s&atilde;o apresentados    os resultados da ocorr&ecirc;ncia de cistos e oocistos na &aacute;gua bruta    da ETA1 e da ETA2 &#8211; ambas abastecidas pelo manancial M1 &#8211; e no efluente    filtrado dessas esta&ccedil;&otilde;es, em que se pode observar a efici&ecirc;ncia    de remo&ccedil;&atilde;o de <i>Giardia</i> e <i>Crypstoporidium</i>. Os resultados    da ETA3 n&atilde;o s&atilde;o apresentados, pois os protozo&aacute;rios foram    totalmente removidos nessa esta&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;<a name="fig3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n2/2a02f3.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Nas esta&ccedil;&otilde;es ETA1 e ETA2, a remo&ccedil;&atilde;o    situou-se entre 1 e 4 log (90-99,99%). A maioria dos dados dos efluentes mostrou    ampla varia&ccedil;&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o n&atilde;o normal    e, na ETA1, em geral, a efici&ecirc;ncia de remo&ccedil;&atilde;o foi inferior    &agrave; verificada na ETA2. Associa&ccedil;&otilde;es entre a remo&ccedil;&atilde;o    de protozo&aacute;rios e os indicadores testados, na grande maioria dos casos,    foram pouco n&iacute;tidas e estatisticamente n&atilde;o significativas. O resultado    da concentra&ccedil;&atilde;o de oocistos no efluente da ETA1, em setembro de    2000 (13,2 oocistos/L), deve ser analisado com cautela, quando observado em    conjunto com os demais resultados de &aacute;gua bruta e filtrada.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Na <a href="#tab2">Tabela 2</a> e na <a href="#fig4">Figura    4</a>, s&atilde;o apresentados alguns dos resultados da pesquisa sobre a efici&ecirc;ncia    de instala&ccedil;&otilde;es de tratamento por filtra&ccedil;&atilde;o lenta,    em escala-piloto. Segundo o teste estat&iacute;stico de Kruskal- Wallis, tanto    para <i>Cryptosporidium</i> quanto para <i>Giardia</i>, taxa de filtra&ccedil;&atilde;o    mais alta implica maior concentra&ccedil;&atilde;o de (oo)cistos nos efluentes    dos filtros de fluxo ascendente, n&atilde;o se verificando diferen&ccedil;as    estatisticamente significativas nas compara&ccedil;&otilde;es entre os demais    arranjos testados. A <a href="#fig4">Figura 4</a> ilustra a reten&ccedil;&atilde;o    dos oocistos ao longo da profundidade dos filtros descendentes.</font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n2/2a02t2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n2/2a02f4.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Nesse estudo &#8211; remo&ccedil;&atilde;o dos    protozo&aacute;rios em filtros lentos &#8211; observaram-se associa&ccedil;&otilde;es    estatisticamente significativas entre a concentra&ccedil;&atilde;o de oocistos    no efluente e a presen&ccedil;a de<i> Giardia</i>,<i> E. coli</i>, coliformes    totais e esporos anaer&oacute;bios, enquanto o mesmo n&atilde;o se verificou    para <i>Bacillus subtilis</i>, <i>Clostritium perfringens</i>, esporos aer&oacute;bios    e turbidez. As mesmas associa&ccedil;&otilde;es foram observadas para a densidade    de <i>Giardia</i>, com a diferen&ccedil;a de que, para esporos aer&oacute;bios,    foi demonstrada associa&ccedil;&atilde;o significativa. O microrganismo que    apresentou taxas de remo&ccedil;&otilde;es mais semelhantes &agrave;s dos protozo&aacute;rios    foi o <i>Clostridium perfringens</i>. Taxas de remo&ccedil;&atilde;o similares,    mas em menor magnitude, foram observadas para turbidez, esporos anaer&oacute;bios    e coliformes totais.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Na investiga&ccedil;&atilde;o sobre a presen&ccedil;a    de protozo&aacute;rios nos esgotos sanit&aacute;rios do Ribeir&atilde;o Arrudas    em Belo Horizonte, identificaram-se densidades de 10<sup>2</sup> a 10<sup>4    </sup>oocistos/L e de 10<sup>3</sup> a 10<sup>5</sup> cistos/L. N&atilde;o se    observou um padr&atilde;o de varia&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria e semanal    dos (oo)cistos nos esgotos sanit&aacute;rios, mas apenas ligeiro acr&eacute;scimo    nos poucos dias de chuva.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No estudo da demanda laboratorial em Vi&ccedil;osa,    avaliando 3.463 exames parasitol&oacute;gicos de fezes, encontraram- se 10,6%    de exames positivos para <i>G. lamblia</i>, o que, extrapolando-se para a base    populacional desse munic&iacute;pio, resultaria em uma preval&ecirc;ncia estimada    de 2,8%. A preval&ecirc;ncia de enteroparasitas concentra-se na faixa et&aacute;ria    de 1 a 14 anos e em bairros com prec&aacute;ria qualidade de vida e infra-estrutura    de saneamento &#8211; logo, na popula&ccedil;&atilde;o de mais baixa renda.    Comparando a preval&ecirc;ncia de exames positivos para protozo&aacute;rios    intestinais segundo diferentes condi&ccedil;&otilde;es de saneamento, demonstram    maior prote&ccedil;&atilde;o: os indiv&iacute;duos que residem em casas com    reservat&oacute;rio domiciliar de &aacute;gua para consumo tampado, em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave;queles cujas resid&ecirc;ncias possuem liga&ccedil;&atilde;o direta    da rede; e os indiv&iacute;duos que residem em casas que disp&otilde;em seus    esgotos em rede ou c&oacute;rrego, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;queles que    utilizam fossas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Resultado complementar importante foi obtido    em estudo desenvolvido em favelas de Belo Horizonte,<sup>29</sup> que comparou    tr&ecirc;s &aacute;reas com diferentes condi&ccedil;&otilde;es de saneamento    e segundo diversos indicadores de sa&uacute;de de crian&ccedil;as entre um e    cinco anos. A presen&ccedil;a de protozo&aacute;rios nas fezes e respectiva    distribui&ccedil;&atilde;o &eacute; apresentada na <a href="#tab3">Tabela 3</a>,    revelando elevadas preval&ecirc;ncias nessa popula&ccedil;&atilde;o, quando    submetida a condi&ccedil;&otilde;es prec&aacute;rias de saneamento, inclusive    sinalizando para um gradiente de risco em fun&ccedil;&atilde;o dessas mesmas    condi&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p>&nbsp;<a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n2/2a02t3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Na avalia&ccedil;&atilde;o da presen&ccedil;a    de protozo&aacute;rios nas fezes de animal infectado, foi inoculada dose de    5,0 x 10<sup>6</sup> oocistos de <i>C. parvum</i> no bezerro neonato. Ap&oacute;s    12 dias, houve uma produ&ccedil;&atilde;o global de 1,5 x 10<sup>10</sup> oocistos    (<a href="#fig5">Figura 5</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="fig5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n2/2a02f5.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Finalmente, quanto &agrave; investiga&ccedil;&atilde;o    da presen&ccedil;a de protozo&aacute;rios em hortali&ccedil;as, embora, nas    13 amostras de alfaces coletadas em feiras livres de Vi&ccedil;osa, tenham-se    identificado, em tr&ecirc;s delas, organismos patog&ecirc;nicos </font></p>     <p><font size="2" face="verdana">&#8211; <i>Salmonella sp e Enterobius vermiculares</i>    &#8211;, n&atilde;o foram detectados <i>Cryptosporidium</i> e <i>Giardia</i>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os valores m&eacute;dios de cistos de <i>Giardia</i>    e oocistos de <i>Cryptosporidium</i> encontrados nos mananciais de abastecimento    apresentam-se, em ordem de grandeza, compat&iacute;veis com os resultados observados    por diversos autores em mananciais polu&iacute;dos, em estudos que tiveram por    objeto diferentes pa&iacute;ses, como compilado em Bastos <i>et al</i>.<sup>30</sup>    Entretanto, os valores m&aacute;ximos s&atilde;o bem superiores aos registrados    na literatura, pr&oacute;ximos aos usualmente detectados em esgotos sanit&aacute;rios,    no presente estudo e noutros realizados em diversos pa&iacute;ses, ainda conforme    compila&ccedil;&atilde;o de Bastos <i>et al</i>.<sup>30</sup> As caracter&iacute;sticas    de ocupa&ccedil;&atilde;o das bacias de capta&ccedil;&atilde;o ajudam a explicar    os resultados de ocorr&ecirc;ncia de (oo)cistos de protozo&aacute;rios nos mananciais    de abastecimento (bacias desprotegidas, com fortes press&otilde;es de ocupa&ccedil;&atilde;o    urbana e a presen&ccedil;a de &#8211; relativamente &#8211; intensas atividades    agropecu&aacute;rias), que podem ser interpretados como indicativos de que cistos    de <i>Giardia</i> e oocistos de <i>Cryptosporidium</i> apresentam padr&otilde;es    de ocorr&ecirc;ncia similares e fontes comuns de contamina&ccedil;&atilde;o    dos mananciais. Os resultados obtidos permitem, ainda, inferir sobre uma certa    influ&ecirc;ncia das chuvas na ocorr&ecirc;ncia de protozo&aacute;rios nos mananciais,    embora n&atilde;o demonstr&aacute;vel estatisticamente.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No monitoramento de esta&ccedil;&otilde;es que    empregam processos convencionais de tratamento (ciclo completo, filtra&ccedil;&atilde;o    r&aacute;pida), a pior efici&ecirc;ncia de remo&ccedil;&atilde;o de protozo&aacute;rios    verificada na ETA1 pode ser, eventualmente, debitada a reconhecidas defici&ecirc;ncias    operacionais, mais especificamente &agrave; deteriora&ccedil;&atilde;o acentuada    dos leitos dos filtros, al&eacute;m da inadequa&ccedil;&atilde;o da granulometria    da areia e da obsolesc&ecirc;ncia de alguns equipamentos.<sup>31</sup> Por outro    lado, a melhor efici&ecirc;ncia observada na ETA3 (remo&ccedil;&atilde;o total    e sistem&aacute;tica de protozo&aacute;rios) pode estar associada ao fato dessa    esta&ccedil;&atilde;o ser mais recente e, portanto, melhor equipada e controlada.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Na maioria dos eventos de amostragem positivos,    cistos de <i>Giardia</i> e oocistos de <i>Cryptosporidium</i> foram detectados    no efluente filtrado em densidades bastante acima da metas supostamente correspondentes    a riscos anuais de infec&ccedil;&atilde;o de 10<sup>-4 32</sup> e do padr&atilde;o    de potabilidade europeu de 10 oocistos/ 100L, este &uacute;ltimo correspondente    a um risco de infec&ccedil;&atilde;o anual da ordem de 10<sup>-1</sup>.<sup>33</sup>    A julgar pelas densidades de cistos e oocistos encontradas no manancial 1 (4,62-140    cistos/L e 2,0-510 oocistos/L), para se manter um n&iacute;vel de risco de infec&ccedil;&atilde;o    de 10<sup>-4</sup>, seriam necess&aacute;rias remo&ccedil;&otilde;es de <i>Giardia</i>    e <i>Cryptosporidium</i> da ordem de 4 a 5 log<sub>10</sub>.<sup>34,35</sup>    Contudo, quando cistos e oocistos foram detectados no efluente filtrado, a remo&ccedil;&atilde;o    verificada oscilou entre 1 e 3 log<sub>10</sub>. Em s&iacute;ntese, na etapa    de avalia&ccedil;&atilde;o da presen&ccedil;a dos protozo&aacute;rios no efluente    filtrado das ETA, pode-se inferir que os resultados s&atilde;o indicativos da    efici&ecirc;ncia potencial dos processos de filtra&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida    na remo&ccedil;&atilde;o de protozo&aacute;rios. Entretanto, esses mesmos resultados    revelam a necessidade de otimiza&ccedil;&atilde;o e rigoroso controle dos processos    unit&aacute;rios de tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Nos estudos em escala-piloto, observa-se que    a filtra&ccedil;&atilde;o lenta &eacute; um processo altamente efetivo na remo&ccedil;&atilde;o    de oocistos de <i>Cryptosporidium</i>, bem como de cistos de <i>Giardia</i>,    sendo a taxa de filtra&ccedil;&atilde;o, aparentemente, uma vari&aacute;vel    de controle importante. Os filtros ascendentes de baixa taxa de filtra&ccedil;&atilde;o    destacaram- se pela sua estabilidade, apresentando as menores concentra&ccedil;&otilde;es    no efluente. Mesmo quando submetidos a condi&ccedil;&otilde;es operacionais    extremas &#8211; alta taxa de filtra&ccedil;&atilde;o, &aacute;gua bruta com    alta turbidez e alta densidade de oocistos &#8211;, o processo manteve-se eficiente    e est&aacute;vel quanto &agrave; qualidade da &aacute;gua tratada.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em linhas gerais, o estudo de demanda laboratorial    em Vi&ccedil;osa e o realizado em popula&ccedil;&atilde;o infantil de favelas    de Belo Horizonte evidenciam a circula&ccedil;&atilde;o de protozo&aacute;rios    entre popula&ccedil;&otilde;es de baixa renda, por vezes com elevada preval&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os resultados da inocula&ccedil;&atilde;o de    oocistos de <i>Crytosporidium</i> em bezerro neonato confirmam o potencial de    risco oferecido por animais infectados, como transmissores da doen&ccedil;a,    para a contamina&ccedil;&atilde;o ambiental.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A hip&oacute;tese de transmiss&atilde;o de protozooses    via consumo de hortali&ccedil;as n&atilde;o pode ser confirmada com base nos    resultados deste estudo. Por&eacute;m, o pequeno n&uacute;mero de amostras e    a presen&ccedil;a de outros organismos patog&ecirc;nicos, associados a limita&ccedil;&otilde;es    anal&iacute;ticas, n&atilde;o permitem assegurar a completa aus&ecirc;ncia de    risco.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em que pesem as limita&ccedil;&otilde;es anal&iacute;ticas    das t&eacute;cnicas empregadas para a detec&ccedil;&atilde;o de <i>Cryptosporidium</i>    e de <i>Giardia</i> nos diversos meios &#8211; podendo conduzir a resultados    falso-positivos, que n&atilde;o determinam a viabilidade dos microrganismos    &#8211;, a presente pesquisa aponta para elevados riscos potenciais &agrave;    sa&uacute;de humana, decorrentes da presen&ccedil;a desses protozo&aacute;rios,    coerentemente com o entendimento alcan&ccedil;ado em outros pa&iacute;ses. Os    seguintes resultados corroboram a afirmativa:</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- elevadas concentra&ccedil;&otilde;es dos protozo&aacute;rios    encontradas nos mananciais;</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- sua presen&ccedil;a na &aacute;gua filtrada    de esta&ccedil;&otilde;es de tratamento existentes, mesmo quando se emprega    o processo convencional completo de tratamento;</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- presen&ccedil;a dos protozo&aacute;rios no    efluente de filtros lentos, apesar do elevado grau de efici&ecirc;ncia desse    processo;</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- elevada densidade nos esgotos sanit&aacute;rios,    indicando o risco ambiental de utiliza&ccedil;&atilde;o de mananciais que tenham    sido contaminados por res&iacute;duos humanos;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">- consideravelmente elevada preval&ecirc;ncia    de protozo&aacute;rios em fezes humanas; e</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- explosiva reprodu&ccedil;&atilde;o e elimina&ccedil;&atilde;o    dos oocistos em animais contaminados, atestando o risco ambiental representado    pela presen&ccedil;a de animais nas bacias dos mananciais.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em vista desses resultados, &eacute; recomend&aacute;vel:</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- o prosseguimento do monitoramento, no Brasil,    da presen&ccedil;a dos protozo&aacute;rios nos diversos meios, visando identificar    fatores que conduzam &agrave; sua ocorr&ecirc;ncia;</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> - o prosseguimento de pesquisas sobre a remo&ccedil;&atilde;o    dos protozo&aacute;rios nos diversos processos de tratamento de &aacute;guas    de abastecimento;</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- o desenvolvimento de pesquisas sobre a remo&ccedil;&atilde;o    dos protozo&aacute;rios nos diversos processos de tratamento de esgotos sanit&aacute;rios;</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- a realiza&ccedil;&atilde;o de pesquisas aprofundadas    sobre os mais adequados par&acirc;metros marcadores da presen&ccedil;a dos protozo&aacute;rios    em &aacute;guas naturais e para consumo humano; e</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- a realiza&ccedil;&atilde;o de pesquisas mais    aprofundadas sobre a premissa nacional, adotada pela Portaria N<sup>o</sup>    518/2004, e internacional, de emprego do par&acirc;metro turbidez como indica&ccedil;&atilde;o    de risco da presen&ccedil;a de cistos e oocistos em &aacute;guas tratadas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">1. Rose JB. Occurrence and significance of <i>Cryptosporidium</i>    in water. Journal American Water Works Association 1988;80(2):53&#8211;58.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">2. Juranek DD, Addiss DG, Bartlett ME, et al.    Cryptosporidiosis and public health: Workshop report. Journal American Water    Works Association 1995; p.69-80.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">3. Dubey JP, Speer CA, Fayer R. Cryptosporidiosis    of man and animals. Boca Raton: Ed. CRC Press; 1990.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">4. Lisle JT, Rose JB. <i>Cryptosporidium</i>    contamination of water in the USA and UK: a mini-review. Journal of Water Supply    Research and Technology - Aqua 1995;44(33):103-107.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">5. Smith HV, Robertson LJ, Ongerth JE. Cryptosporidiosis    and giardiasis: the impact of waterborne transmission. Journal of Water Supply    Research and Technology &#8211; Aqua 1995;44(6):258&#8211;274.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">6. Daniel PA, Dumounier N, Mandra V, Tambo N,    Kamel T. Pathogenic protozoa in raw and drinking water: occurrence and removal    (<i>Giardia</i>, <i>Cryptosporidium</i>, etc.). Water Supply 1996;14(3/4):387&#8211;401.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">7. Fox KR, Lytle DA. Milwaukee&acute;s crypto    outbreak: investigation and recommendations. Journal American Water Works Association    1986 Sept; p.87-94.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">8. Solo-Gabriele H, Neumeister S. US outbreaks    of cryptosporidiosis. Journal American Water Works Association 1996;88(9):76&#8211;86.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">9. Ongerth JE. Evaluation of treatment for removing    <i>Giardia</i> cysts. Journal American Water Works Association 1990;80(6):85-95.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">10. LeChevallier MW, Norton WD. <i>Giardia</i>    and <i>Cryptosporidium</i> in raw and finished water. Journal American Water    Works Association 1995;87(9):54-68.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">11. Nieminski EC, Ongerth JE. Removing Giardia    and Cryptosporium by conventional treatment and direct filtration. Journal American    Water Works Association 1995;87(9):90-106.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">12. Gordon G, Bubnis B. Environmentally friendly    methods of water disinfectants. Progress in Nuclear Energy 2000;37(1/4):37-40.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">13. Ongerth JE, Pecoraro JP. Removing <i>Cryptosporium</i>    using multimedia filters. Journal American Water Works Association 1995;87(12):83-89.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">14. United States Environmental Protection Agency.    National primary drinking water regulations: interim enhanced surface water    treatment; final rule. 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Estabelece os procedimentos    e responsabilidades relativas ao controle e vigil&acirc;ncia da qualidade da    &aacute;gua para consumo humano e seu padr&atilde;o de potabilidade, e d&aacute;    outras provid&ecirc;ncias. Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o, Bras&iacute;lia,    v.141, n.59, p.266, 25 mar. 2004. Se&ccedil;&atilde;o 1.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">22. Vieira MBCM. Avalia&ccedil;&atilde;o da efici&ecirc;ncia    de processos de tratamento de &aacute;gua de abastecimento na remo&ccedil;&atilde;o    de oocistos de <i>Cryptosporidium sp</i>. e cistos de <i>Giardia spp</i> &#91;tese    de Doutorado&#93;. Belo Horizonte (MG): UFMG; 2002.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">23. Brito LLA. Din&acirc;mica de <i>Cryptosporidium</i>    sp e de indicadores de qualidade da &aacute;gua ao longo da profundidade de    filtros lentos de areia &#91;disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado&#93;. 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Food and Drug Administration.    Bacteriological Analytical Manual. 8th Ed. Revision A; 1998.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">29. Azevedo EA. Exclus&atilde;o sanit&aacute;ria    em Belo Horizonte - MG: caracteriza&ccedil;&atilde;o e associa&ccedil;&atilde;o    com indicadores de sa&uacute;de &#91;disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado&#93;.    Belo Horizonte (MG): UFMG; 2003.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">30. Bastos RKX, Bevilacqua PD, Heller L, Vieira    MBCM, Brito LLA. Abordagem sanit&aacute;rio-epidemiol&oacute;gica do tratamento    e da qualidade da &aacute;gua. Entre o desej&aacute;vel e o poss&iacute;vel.    In: Congresso Brasileiro de Engenharia Sanit&aacute;ria e Ambiental, 21; 2001;    Jo&atilde;o Pessoa, PB. Anais... Porto Alegre: Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira    de Engenharia Sanit&aacute;ria e Ambiental; 2001. (CD-ROM).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">31. Bastos RKX, Vargas LC, Mois&eacute;s SS,    et al. 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<body><![CDATA[<br>   CEP: 30110-060    <br>   <i>E-mail</i>:<a href="mailto:heller@desa.ufmg.br">heller@desa.ufmg.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#topo"><sup>*</sup></a>Pesquisa demandada    por meio de edital e apoiada com recursos do projeto Vigisus, Secretaria de    Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de/Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.</font></p>      ]]></body><back>
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