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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Prevalência da hepatite B em área rural de município hiperendêmico na Amazônia Mato-grossense: situação epidemiológica<a href="#endereco"></a>]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Prevalence of hepatitis B in a hiperendemic rural area in the Amazon region of Mato Grosso State: epidemiological situation]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Fundação Oswaldo Cruz Instituto Oswaldo Cruz Departamento de Virologia]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[An outbreak of hepatitis B was identified in 1995, involving farmers recently settled in Cotriguaçu county, in northwestern Mato Grosso State, Brazil. A vaccination campaign was performed after the report. In the following years the vaccination strategy remained, specially focused on the new immigrants still arriving. To assess the current epidemiological situation and the impact of prior vaccination a new survey of hepatitis B virus (HBV) markers was carried out in 2001. Nova União community was chosen because at present it has been the most attractive site to migrants. The study included 838 subjects. The overall seroprevalence of HBV markers was 40.0%; 2.1% were HBV carriers, and 40.8% were protected by vaccine. Among HBV carriers, 28% had serological marker for hepatitis B. The HBV markers-associated variables were: sexual activity; regular use of alcohol; hepatitis case communicant; and having lived in gold mining camps. The moderate prevalence of HBV markers observed in the current study is lower than the high HBV prevalence noted in 1995. HBV was associated with increasing age and initiation of sexual activity. Since immigration to this area remains intense, it is recommended that mass vaccination should be continued. The progressive entry of HDV in this region should keep public health authorities on alert.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[epidemiologia da hepatite B]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b><a name="topo"></a>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b>Preval&ecirc;ncia da hepatite B em &aacute;rea    rural de munic&iacute;pio hiperend&ecirc;mico na Amaz&ocirc;nia Mato-grossense:    situa&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica<a href="#endereco"><sup>*</sup></a></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Prevalence of hepatitis B in a hiperendemic    rural area in the Amazon region of Mato Grosso State: epidemiological situation</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Francisco Jos&eacute; Dutra Souto**<sup>I</sup>;    Cor J&eacute;sus Fernandes Fontes<sup>I</sup>; S&eacute;rgio Souza Oliveira<sup>I</sup>;    F&aacute;bio Yonamine**<sup>I</sup>; D&eacute;bora Regina Lopes dos Santos<sup>II</sup>;    Ana Maria Coimbra Gaspar**<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup>I</sup>N&uacute;cleo de Estudos de Doen&ccedil;as Infecciosas    e Tropicais de Mato Grosso, Faculdade de Ci&ecirc;ncias M&eacute;dicas/Universidade    Federal de Mato Grosso, Cuiab&aacute;-MT    <br>   <sup>II</sup>Departamento de Virologia, Instituto Oswaldo Cruz/Funda&ccedil;&atilde;o    Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro-RJ</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em 1995, foi identificada epidemia comunit&aacute;ria    de hepatite B entre colonos agr&iacute;colas recentemente assentados em Cotrigua&ccedil;u,    noroeste de Mato Grosso. Houve campanha de vacina&ccedil;&atilde;o nos munic&iacute;pios    da regi&atilde;o. Nos anos seguintes, manteve-se a estrat&eacute;gia de vacinar    a popula&ccedil;&atilde;o e os migrantes que continuaram chegando &agrave;quele    munic&iacute;pio. Em 2001, foi realizado novo inqu&eacute;rito sorol&oacute;gico    de marcadores da hepatites B com o objetivo de avaliar a magnitude do problema    e o impacto das medidas tomadas previamente. A comunidade de Nova Uni&atilde;o    foi escolhida por ser a &aacute;rea de maior atra&ccedil;&atilde;o de migrantes    a partir do final da d&eacute;cada de 90. Foram estudados 838 indiv&iacute;duos,    encontrando-se 40,0% j&aacute; infectados pelo v&iacute;rus da hepatite B (VHB),    2,1% de portadores do v&iacute;rus e 40,8% protegidos por vacina&ccedil;&atilde;o.    A maioria dessa popula&ccedil;&atilde;o era composta de migrantes vindos de    Rond&ocirc;nia. Entre os portadores do VHB, 28,0% tinham marcadores de hepatite    D. As vari&aacute;veis associadas &agrave; infec&ccedil;&atilde;o pelo VHB foram:    atividade sexual; etilismo; contato com caso de hepatite; e ter vivido em garimpo.    Esse padr&atilde;o de moderada preval&ecirc;ncia &eacute; diferente do observado    em 1995, ocasi&atilde;o em que se evidenciou alta preval&ecirc;ncia. Observou-se    associa&ccedil;&atilde;o do VHB com aumento da idade e com in&iacute;cio da    atividade sexual. Como a migra&ccedil;&atilde;o para aquela &aacute;rea continua    intensa, recomenda-se que a atual estrat&eacute;gia de vacina&ccedil;&atilde;o    continue. Especial aten&ccedil;&atilde;o deve ser dedicada &agrave; progressiva    entrada do v&iacute;rus da hepatite Delta (VHD) na regi&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Palavras-chave:</b> epidemiologia    da hepatite B; movimentos migrat&oacute;rios; Amaz&ocirc;nia.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">An outbreak of hepatitis B was identified in    1995, involving farmers recently settled in Cotrigua&ccedil;u county, in northwestern    Mato Grosso State, Brazil. A vaccination campaign was performed after the report.    In the following years the vaccination strategy remained, specially focused    on the new immigrants still arriving. To assess the current epidemiological    situation and the impact of prior vaccination a new survey of hepatitis B virus    (HBV) markers was carried out in 2001. Nova Uni&atilde;o community was chosen    because at present it has been the most attractive site to migrants. The study    included 838 subjects. The overall seroprevalence of HBV markers was 40.0%;    2.1% were HBV carriers, and 40.8% were protected by vaccine. Among HBV carriers,    28% had serological marker for hepatitis B. The HBV markers-associated variables    were: sexual activity; regular use of alcohol; hepatitis case communicant; and    having lived in gold mining camps. The moderate prevalence of HBV markers observed    in the current study is lower than the high HBV prevalence noted in 1995. HBV    was associated with increasing age and initiation of sexual activity. Since    immigration to this area remains intense, it is recommended that mass vaccination    should be continued. The progressive entry of HDV in this region should keep    public health authorities on alert.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Key words:</b> epidemiology of hepatitis    B; migration; Amazon.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A hepatite B &eacute; uma infec&ccedil;&atilde;o    viral universalmente prevalente, embora com distribui&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica    heterog&ecirc;nea.<sup>1</sup> Ela &eacute; respons&aacute;vel por grande n&uacute;mero    de casos de cirrose hep&aacute;tica e carcinoma prim&aacute;rio do f&iacute;gado,    em conseq&uuml;&ecirc;ncia de infec&ccedil;&atilde;o cr&ocirc;nica que parte    de suas v&iacute;timas desenvolve &#8211; estado de portador.<sup>2</sup> A Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial da Sa&uacute;de (OMS) credita &agrave; infec&ccedil;&atilde;o pelo v&iacute;rus    da hepatite B (VHB) cerca de um a dois milh&otilde;es de mortes anuais em todo    o mundo.<sup>3</sup> Os pa&iacute;ses mais afetados s&atilde;o aqueles com baixo desenvolvimento    socioecon&ocirc;mico. Conseq&uuml;entemente, vastas regi&otilde;es tropicais    est&atilde;o entre os territ&oacute;rios de mais alta preval&ecirc;ncia da infec&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No Brasil, com toda a sua diversidade &eacute;tnica,    econ&ocirc;mica e regional, a infec&ccedil;&atilde;o pelo VHB tamb&eacute;m    tem distribui&ccedil;&atilde;o muito heterog&ecirc;nea, com tend&ecirc;ncia    a aumentar no sentido sul-norte.<sup>4</sup> De modo geral, a Regi&atilde;o Sul do Brasil    &eacute; considerada &aacute;rea de baixa preval&ecirc;ncia, enquanto a Amaz&ocirc;nia    est&aacute; entre as regi&otilde;es de maior preval&ecirc;ncia do mundo. Entretanto,    esse padr&atilde;o n&atilde;o deve ser generalizado, uma vez que j&aacute; foram    identificadas &aacute;reas de preval&ecirc;ncia elevada no Esp&iacute;rito Santo,    Paran&aacute; e Santa Catarina, e de baixa preval&ecirc;ncia no Estado do Amazonas.<sup>4</sup>    Um outro aspecto importante da hepatite B na Amaz&ocirc;nia &eacute; que a regi&atilde;o    tamb&eacute;m &eacute; hiperend&ecirc;mica para o v&iacute;rus da hepatite D    ou Delta (VHD), especialmente o Estado do Acre e o sul do Estado do Amazonas.<sup>5,6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As principais vias de transmiss&atilde;o da hepatite    B s&atilde;o a sangu&iacute;nea, a sexual, a vertical e por contato &iacute;ntimo    com portadores.<sup>3</sup> Nos pa&iacute;ses desenvolvidos, a transmiss&atilde;o concentra-se    em grupos de risco para pat&oacute;genos transmitidos por sangue e em indiv&iacute;duos    expostos a sexo sem prote&ccedil;&atilde;o.<sup>7</sup> Nas &aacute;reas de alta preval&ecirc;ncia,    como os tr&oacute;picos, a transmiss&atilde;o do VHB assume padr&atilde;o menos    definido. Sabe-se, por exemplo, que a transmiss&atilde;o vertical foi muito    importante no Sudeste Asi&aacute;tico.<sup>8</sup> Na Amaz&ocirc;nia, a promiscuidade domiciliar    e as m&aacute;s condi&ccedil;&otilde;es higi&ecirc;nico-sanit&aacute;rias, associadas    a fatores ambientais pouco esclarecidos, geraram um padr&atilde;o epidemiol&oacute;gico    no qual os indiv&iacute;duos s&atilde;o precocemente infectados. As curvas de    preval&ecirc;ncia por idade indicam, por&eacute;m, que a exposi&ccedil;&atilde;o    &eacute; progressiva durante os primeiros anos de vida, minorando a import&acirc;ncia    da transmiss&atilde;o vertical na regi&atilde;o.<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A partir dos anos 80, amplos programas de vacina&ccedil;&atilde;o    foram implementados em algumas das &aacute;reas de alta preval&ecirc;ncia, especialmente    no Sudeste Asi&aacute;tico.<sup>9</sup> Recentemente, relatos avaliando essas medidas de    Sa&uacute;de P&uacute;blica t&ecirc;m mostrado resultados muito animadores,    permitindo antever o controle da infec&ccedil;&atilde;o pelo VHB e suas complica&ccedil;&otilde;es    em futuro pr&oacute;ximo.<sup>9-11</sup> No Brasil, a vacina&ccedil;&atilde;o regular e    obrigat&oacute;ria para crian&ccedil;as passou a figurar no calend&aacute;rio    do Programa Nacional de Imuniza&ccedil;&otilde;es (PNI), em 1997, sendo implantada,    de fato, em 1998.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O sul da Amaz&ocirc;nia Brasileira, que compreende    o norte do Estado de Mato Grosso, &eacute; uma regi&atilde;o de coloniza&ccedil;&atilde;o    recente. Nos &uacute;ltimos trinta anos, recebeu amplas levas de migrantes vindos    especialmente da Regi&atilde;o Sul do pa&iacute;s. Nos anos 90, foram relatados    surtos de hepatite B em popula&ccedil;&otilde;es de colonos rec&eacute;m-chegados    a assentamentos no extremo noroeste do Estado.<sup>12,13</sup> Um desses surtos, no Munic&iacute;pio    de Cotrigua&ccedil;u, Estado de Mato Grosso foi investigado por alguns dos autores    em 1995-1996.<sup>13</sup> A alta preval&ecirc;ncia do VHB e a sua intensa circula&ccedil;&atilde;o    foram atestadas pelos altos &iacute;ndices de pessoas j&aacute; infectadas (75,1%),    de portadores do VHB (10,4%) e de pessoas com infec&ccedil;&atilde;o recente    (9,6%).<sup>13</sup> Na ocasi&atilde;o, n&atilde;o foi poss&iacute;vel encontrar associa&ccedil;&atilde;o    com qualquer fator de risco cl&aacute;ssico. Mesmo com alta preval&ecirc;ncia    da hepatite B, n&atilde;o foram identificados casos de hepatite D, sugerindo    que a introdu&ccedil;&atilde;o do VHB na regi&atilde;o teve outra fonte que    n&atilde;o a transmiss&atilde;o por habitantes mais antigos da Amaz&ocirc;nia.<sup>13</sup>    Como resultado dessa investiga&ccedil;&atilde;o, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    e a Secretaria de Estado da Sa&uacute;de de Mato Grosso realizaram campanha    especial de vacina&ccedil;&atilde;o meses depois. Apesar de n&atilde;o haver    vacina&ccedil;&atilde;o regular contra hepatite B no Brasil &agrave;quela &eacute;poca,    as autoridades sanit&aacute;rias regionais dedicaram grandes esfor&ccedil;os    para regularizar o fornecimento de vacinas e ampliar ao m&aacute;ximo a cobertura    vacinal. A cont&iacute;nua chegada de novos migrantes, as prec&aacute;rias condi&ccedil;&otilde;es    de moradia, os fatores ecol&oacute;gicos mal definidos e a preval&ecirc;ncia    elevada de portadores do VHB nas comunidades da regi&atilde;o justificavam os    esfor&ccedil;os realizados para manter alto o n&iacute;vel de vacina&ccedil;&atilde;o    nos anos seguintes.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em Cotrigua&ccedil;u-MT, com as campanhas de    vacina&ccedil;&atilde;o e ampla cobertura vacinal de crian&ccedil;as e at&eacute;    de adultos, houve diminui&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de notifica&ccedil;&otilde;es    de casos novos e aparente estabiliza&ccedil;&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o    epidemiol&oacute;gica local (notifica&ccedil;&atilde;o de casos &agrave; Secretaria    de Estado). Entretanto, como a regi&atilde;o continua atraindo migrantes interessados    nos loteamentos de terras promovidos pelo Instituto Nacional de Coloniza&ccedil;&atilde;o    e Desenvolvimento Agr&aacute;rio (Incra) &#8211; e gra&ccedil;as &agrave; situa&ccedil;&atilde;o    habitacional prec&aacute;ria &#8211;, muito dos fatores ligados &agrave; transmiss&atilde;o    do VHB na regi&atilde;o ainda podem estar presentes. Outrossim, uma grande parcela    das infec&ccedil;&otilde;es pelo VHB &eacute; assintom&aacute;tica, prejudicando    uma avalia&ccedil;&atilde;o mais realista da magnitude epidemiol&oacute;gica,    caso n&atilde;o haja busca ativa de novos casos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Com o intuito de avaliar a atual situa&ccedil;&atilde;o    epidemiol&oacute;gica da infec&ccedil;&atilde;o pelo VHB na regi&atilde;o rural    de Cotrigua&ccedil;u, foi planejado um novo estudo com o objetivo de identificar    a preval&ecirc;ncia dos marcadores do VHB no munic&iacute;pio. Al&eacute;m disso,    avaliou-se a prote&ccedil;&atilde;o conferida pela vacina mediante a titula&ccedil;&atilde;o    de anticorpos anti-HBs nos indiv&iacute;duos soropositivos para esse marcador.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em maio de 2001, a popula&ccedil;&atilde;o de    uma comunidade rural (denominada Vila de Nova Uni&atilde;o) do Munic&iacute;pio    de Cotrigua&ccedil;u foi investigada, assim como duas outras comunidades menores    localizadas ao seu redor, Ouro Verde e Jacar&eacute;.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O Munic&iacute;pio de Cotrigua&ccedil;u localiza-se    no noroeste do Estado de Mato Grosso e faz fronteira com o Estado do Amazonas.    Em 1996, a sua popula&ccedil;&atilde;o era de 4.458<sup>14</sup> habitantes.    No censo demogr&aacute;fico de 2000, j&aacute; eram computados 8.474 habitantes.<sup>15    </sup>&Eacute; dif&iacute;cil precisar o atual quantitativo de pessoas vivendo    no Munic&iacute;pio de Cotrigua&ccedil;u, pois o processo migrat&oacute;rio    &eacute; intenso e, a cada dia, chegam fam&iacute;lias buscando se increver    no programa de assentamentos desenvolvido pelo Incra. Em maio de 2001, estimava-se    que 1.000 a 1.200 pessoas viviam na Vila de Nova Uni&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O estudo foi desenhado para rastrear todos os    habitantes das vilas. Os moradores foram avisados e convidados a participar    com anteced&ecirc;ncia. Consecutivamente, foram montados postos de coleta e    entrevista nas unidades de sa&uacute;de das tr&ecirc;s maiores concentra&ccedil;&otilde;es    de habitantes da &aacute;rea. Cinco dias foram despendidos nessa fase do estudo.    Foram considerados eleg&iacute;veis todos os moradores com idade igual ou superior    a dois anos, para poupar esses menores do desconforto da coleta de sangue e    facilitar a participa&ccedil;&atilde;o das fam&iacute;lias. As raz&otilde;es    do estudo e a sua metodologia foram suficientemente explicitadas aos participantes.    Aos que aceitaram participar, foi solicitado consentimento por escrito. Os aspectos    &eacute;ticos da pesquisa foram aprovados pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica    em Pesquisa em Seres Humanos do Hospital Universit&aacute;rio J&uacute;lio M&uuml;ller,    Universidade Federal de Mato Grosso, sendo ratificados pela Comiss&atilde;o    Nacional de &Eacute;tica em Pesquisa (CONEP), Conselho Nacional de Sa&uacute;de,    Bras&iacute;lia (Parecer N<sup>o</sup> 214/2000, registro 1.175).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Foi realizada entrevista com cada indiv&iacute;duo    para obten&ccedil;&atilde;o de dados epidemiol&oacute;gicos e demogr&aacute;ficos,    al&eacute;m de coleta de sangue para testes sorol&oacute;gicos. Al&iacute;quotas    de soro foram congeladas, devidamente acondicionadas e enviadas ao Departamento    de Virologia do Instituto Oswaldo Cruz, Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz,    Rio de Janeiro-RJ. Pesquisou-se, pelo teste imunoenzim&aacute;tico (ELISA, fabrica&ccedil;&atilde;o    de Biokit<sup>&reg;</sup>, Barcelona, Espanha), a presen&ccedil;a do ant&iacute;geno    de superf&iacute;cie do VHB (HBsAg) e de anticorpos totais contra a prote&iacute;na    do <i>core</i> do VHB (anti-HBc). Os resultados desses testes foram analisados    de forma qualitativa, t&atilde;o-somente. Anticorpos contra o ant&iacute;geno    de superf&iacute;cie do VHB (anti-HBs) foram pesquisados e quantificados por    meio de m&eacute;todo imunoenzim&aacute;tico na forma &#8220;sandu&iacute;che&#8221;    (Biokit<sup>&reg;</sup>), em que os orif&iacute;cios de uma microplaca s&atilde;o adsorvidos    com HBsAg de subtipos <i>ad</i> e <i>ay </i>purificados. Para a titula&ccedil;&atilde;o    do anti-HBs, ap&oacute;s resultado positivo no teste qualitativo em soro n&atilde;o    dilu&iacute;do, os soros foram retestados em duas dilui&ccedil;&otilde;es: 1:10    e 1:100, de acordo com as especifica&ccedil;&otilde;es do fabricante. Os valores    obtidos em densidade &oacute;ptica (DO) foram plotados em uma curva- padr&atilde;o,    onde a DO &eacute; diretamente proporcional &agrave; mUI/mL. Nos casos em que    a amostra apresentasse valores de concentra&ccedil;&atilde;o de anti-HBs dentro    da curva-padr&atilde;o &#8211; que alcan&ccedil;a at&eacute; 120 mUI/mL &#8211;,    novas dilui&ccedil;&otilde;es eram realizadas. O ant&iacute;geno <i>e</i> do    VHB (HBeAg) e seu anticorpo correspondente (anti-HBe) tamb&eacute;m foram testados    qualitativamente, por ELISA (Biokit<sup>&reg;</sup>). Por fim, foram realizados    testes qualitativos para anticorpos contra hepatite Delta (anti-HDV): de classe    IgM nos portadores do HBsAg; e de classe IgG nos indiv&iacute;duos j&aacute;    expostos ao VHB (Biokit<sup>&reg;</sup>).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Foram considerados como expostos &agrave; infec&ccedil;&atilde;o    pelo VHB os indiv&iacute;duos com anti-HBc positivo, independentemente de serem    positivos ou n&atilde;o para o HBsAg ou anti-HBs. Para efeito de an&aacute;lise    de resposta &agrave; vacina, foram considerados como respondedores os indiv&iacute;duos    com hist&oacute;rico de vacina&ccedil;&atilde;o contra o VHB, mesmo que n&atilde;o    apresentassem documento comprobat&oacute;rio, com t&iacute;tulos de anti-HBs    acima de 10 mUI/mL e com resultado negativo na pesquisa de HBsAg e anti-HBc.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Os dados obtidos foram armazenados em banco    de dados criado pelo <i>software</i> Epi-Info 6.04a.<sup>16</sup> O teste    de qui-quadrado foi utilizado para comparar propor&ccedil;&otilde;es; e o teste    de Student, para compara&ccedil;&atilde;o de m&eacute;dias. O teste H de Kruskal-Wallis    foi aplicado para compara&ccedil;&atilde;o de vari&aacute;veis cont&iacute;nuas,    de distribui&ccedil;&atilde;o n&atilde;o param&eacute;trica. Quando apropriado,    o teste exato de Fisher foi utilizado. Modelos de regress&atilde;o log&iacute;stica    e de regress&atilde;o linear foram constru&iacute;dos para an&aacute;lise multivariada,    utilizando-se o <i>software</i> Stata 6.0 para Windows.<sup>17</sup> Foram inclu&iacute;das,    nesses modelos, vari&aacute;veis que tivessem probabilidade de associa&ccedil;&atilde;o    estat&iacute;stica em n&iacute;vel de signific&acirc;ncia superior a 80%. Intervalo    de confian&ccedil;a (IC) de 95% foi calculado para todas as estat&iacute;sticas.    Foi constru&iacute;do modelo de regress&atilde;o linear para avaliar determinantes    dos maiores t&iacute;tulos de anti-HBs entre os indiv&iacute;duos n&atilde;o    suscet&iacute;veis ao VHB, protegidos por vacina ou pela infec&ccedil;&atilde;o    natural, controlados por idade e fatores de risco para a infec&ccedil;&atilde;o,    considerando-se a m&eacute;dia geom&eacute;trica das DO. Todos os c&aacute;lculos    foram considerados como tendo significado estat&iacute;stico quando a probabilidade    de a hip&oacute;tese nula ser verdadeira revelou-se menor que 0,05.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Foram inclu&iacute;dos 853 indiv&iacute;duos,    dos quais 838 foram analisados &#8211; os dados de 15 deles foram perdidos,    por problemas com as amostras de soros. A Vila de Nova Uni&atilde;o, a mais    populosa, teve 517 (61,7%) indiv&iacute;duos representados. As vilas de Jacar&eacute;    e Ouro Verde tiveram 119 (14,2%) e 65 (7,8%), respectivamente. As pessoas restantes    espalhavam-se por comunidades rurais ainda menores. As recusas foram pouco freq&uuml;entes,    mas n&atilde;o foram encontrados ou n&atilde;o compareceram aos locais de coleta    as fam&iacute;lias que moravam mais distante das maiores vilas. N&atilde;o &eacute;    conhecida a perda total, uma vez que a pr&oacute;pria Prefeitura Municipal n&atilde;o    conhece o n&uacute;mero exato de moradores da regi&atilde;o. A estimativa de    perda foi de 100 a 300 pessoas, j&aacute; que se pretendia incluir todos os    habitantes acima de dois anos de idade.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Dos 838 indiv&iacute;duos que fizeram parte da    an&aacute;lise dos dados, 462 (55,1%) eram do sexo masculino, dado que corresponde,    proporcionalmente, &agrave; realidade de distribui&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o    por sexo no munic&iacute;pio (sexo masculino: 55,6%), segundo o censo demogr&aacute;fico    de 2000.<sup>15</sup> A idade variou de 2 a 72 anos, com m&eacute;dia de 25 e mediana de    22 anos. A distribui&ccedil;&atilde;o dos participantes por faixa et&aacute;ria    tamb&eacute;m foi proporcional &agrave; realidade do local. A amostra foi composta,    basicamente, por migrantes (92%), fato comum em &aacute;rea de coloniza&ccedil;&atilde;o    recente. A maioria (270; 32,3%) desses imigrantes veio de Rond&ocirc;nia, do    Paran&aacute; (125; 14,9%), de Minas Gerais (107; 12,8%) e do Esp&iacute;rito    Santo (99; 11,8%). Os naturais de Rond&ocirc;nia e Mato Grosso eram, na sua    predomin&acirc;ncia (83%), jovens com menos de 20 anos de idade, descendentes    de migrantes vindos, principalmente, da Regi&atilde;o Sudeste do Brasil (dados    n&atilde;o apresentados). A maioria dos migrantes encontrava-se em Cotrigua&ccedil;u    h&aacute; pouco tempo, 52% h&aacute; menos de tr&ecirc;s anos e 83% h&aacute;    menos de cinco anos. Grande parcela da amostra (82%) teve Rond&ocirc;nia como    &uacute;ltimo Estado de moradia.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Dos participantes, 335 (40%; IC95%=36,7; 43,4)    j&aacute; haviam sido infectados pelo VHB, dos quais 18 (5,4%; IC95%=3,3; 8,5)    eram portadores do HBsAg, 2,1% (IC95%=1,3; 3,4) do total amostrado. Entre esses    indiv&iacute;duos, foi poss&iacute;vel pesquisar HBeAg e anti- HBe em 16 deles,    sendo cinco soropositivos para o HBeAg e dez para o anti-HBe. Com o aumento    da idade, houve incremento da preval&ecirc;ncia de marcadores de infec&ccedil;&atilde;o    pelo VHB (<a href="#tab1">Tabela 1</a>). O sexo masculino apresentou maior freq&uuml;&ecirc;ncia    de marcadores de exposi&ccedil;&atilde;o passada ao VHB (43%) em rela&ccedil;&atilde;o    ao feminino (35%), raz&atilde;o de 1,4:1. Entretanto, essa diferen&ccedil;a    apresentou significado estat&iacute;stico apenas na an&aacute;lise univariada.    Dos 18 indiv&iacute;duos HbsAg-positivos, 14 pertenciam ao sexo masculino.</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n2/2a03t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Foram considerados respondedores &agrave; vacina    contra o VHB, 342 (40,8%; IC95%= 37,5; 44,2) indiv&iacute;duos vacinados previamente    e soropositivos para o anti-HBs isoladamente. Os outros 161 (19,2%; IC95%= 16,6;    22,1) ainda eram suscet&iacute;veis ao VHB (<a href="#tab1">Tabela 1</a> e<a href="#fig1">    Figura 1</a>).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n2/2a03f1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Os &iacute;ndices de marcadores de exposi&ccedil;&atilde;o    ao VHB foram semelhantes entre os moradores das diversas vilas (p=0,3). Os migrantes    procedentes de Rond&ocirc;nia apresentavam menor preval&ecirc;ncia de marcadores    de infec&ccedil;&atilde;o pelo VHB, quando comparados ao resto da amostra (37,6%    versus 50,7%). Contudo, essa diferen&ccedil;a n&atilde;o se manteve na an&aacute;lise    multivariada.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Quinhentos e oitenta (580, 72,3%) de 802 indiv&iacute;duos    informaram vacina&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via contra o VHB e 40,2% afirmavam    ter tomado as tr&ecirc;s doses. Entre os que tomaram pelo menos uma dose de    vacina, os marcadores de infec&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via pelo VHB foram    encontrados menos freq&uuml;entemente, em compara&ccedil;&atilde;o aos n&atilde;o    vacinados (35,3% versus 52,7%; p&lt;0,0001). Entretanto, essa diferen&ccedil;a    n&atilde;o persistiu associada quando controlada por faixa et&aacute;ria. Quanto    maior o n&uacute;mero de doses de vacina recebidas, menor o &iacute;ndice de    infec&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via (<a href="#tab2">Tabela 2</a>). A taxa    de pessoas completando o esquema vacinal foi inversamente proporcional &agrave;    eleva&ccedil;&atilde;o da faixa et&aacute;ria. A mediana dos t&iacute;tulos    de anti-HBs foi bem maior nos j&aacute; expostos naturalmente ao VHB (635 mUI/mL),    se comparada com a mediana dos protegidos por vacina (110 mUI/mL), (p&lt;0,001).    Dos 152 participantes com at&eacute; dez anos de idade, 86,8% j&aacute; haviam    recebido pelo menos uma dose da vacina (<a href="#tab1">Tabela 1</a>).</font></p>     <p>&nbsp;<a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n2/2a03t2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Na an&aacute;lise univariada, n&atilde;o foi    identificada associa&ccedil;&atilde;o entre exposi&ccedil;&atilde;o ao VHB com    passado de doen&ccedil;a sexualmente transmitida, uso de drogas endovenosas    e presen&ccedil;a de tatuagem. As seguintes vari&aacute;veis, ter sido submetido    a cirurgia (p&lt;0,05), ter vivido em garimpo (p&lt;0,001), ter feito tratamento    dent&aacute;rio (p&lt;0,001), viver a mais de dois anos em Cotrigua&ccedil;u    (p&lt;0,05), fazer uso regular de bebida alco&oacute;lica (p&lt;0,001), ter    contato domiciliar com algu&eacute;m com hepatite cl&iacute;nica (p&lt;0,01)    e j&aacute; ter iniciado atividade sexual (0,001) foram todas associadas &agrave;    exposi&ccedil;&atilde;o ao VHB.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Ap&oacute;s an&aacute;lise multivariada, mantiveram    associa&ccedil;&atilde;o independente com os marcadores do VHB: pertencer &agrave;    faixa et&aacute;ria mais elevada, ter trabalhado ou vivido em garimpo (p&lt;0,02),    j&aacute; ter iniciado atividade sexual (p&lt;0,01), fazer uso regular de &aacute;lcool    (p&lt;0,01), assim como manter contato domiciliar com caso de hepatite (p&lt;0,02)    (<a href="#tab3">Tabela 3</a>). Quando a regress&atilde;o log&iacute;stica foi    repetida, analisando-se, separadamente, os grupos por idade, n&atilde;o se identificou    qualquer vari&aacute;vel mais fortemente vinculada &agrave; infec&ccedil;&atilde;o    em algum dos extratos et&aacute;rios. N&atilde;o h&aacute; qualquer vari&aacute;vel    associada aos marcadores do VHB entre os menores de dez anos. J&aacute; na segunda    d&eacute;cada de vida (11-20 anos), encontram-se independentemente associadas:    j&aacute; ter iniciado atividade sexual (p&lt;0,01); e conv&iacute;vio domiciliar    com algu&eacute;m que j&aacute; teve hepatite (p&lt;0,01).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;<a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n2/2a03t3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">A an&aacute;lise e avalia&ccedil;&atilde;o dos    determinantes dos maiores t&iacute;tulos de anti-HBs entre os indiv&iacute;duos    imunes ao VHB (protegidos por vacina ou pela infec&ccedil;&atilde;o natural),    controlados por idade e fatores de risco para a infec&ccedil;&atilde;o (<a href="#tab4">Tabela    4</a>), demonstrou que o fato de haver tomado ao menos uma dose da vacina (p&lt;0,001)    esteve associado, de forma independente, a maiores t&iacute;tulos de anti-HBs,    assim como ter tido a infec&ccedil;&atilde;o natural pelo VHB (p&lt;0,001).</font></p>     <p>&nbsp;<a name="tab4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n2/2a03t4.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">A pesquisa de anti-HDV nos 335 indiv&iacute;duos    j&aacute; expostos ao VHB foi positiva em 12 (3,6%; IC95%: 1,9; 6,3). Cinco    desses 12 eram portadores do HBsAg. Quatro deles eram, tamb&eacute;m, soropositivos    para o anti- HDV IgM. No total, cinco (28%) dos 18 portadores do HBsAg tamb&eacute;m    apresentaram infec&ccedil;&atilde;o pelo VHD. Os 12 indiv&iacute;duos com sorologia    positiva para o anti-HDV n&atilde;o diferiram do restante da amostra quanto    &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o et&aacute;ria, g&ecirc;nero ou hist&oacute;rico    de comportamento de risco para doen&ccedil;as transmitidas por sangue ou sexo.    Oito deles viveram em Rond&ocirc;nia, assim como a maioria dos indiv&iacute;duos    estudados (p=0,5).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os surtos de hepatite B detectados no sul da    Amaz&ocirc;nia, envolvendo migrantes vindos de outras regi&otilde;es do Brasil,    representaram fen&ocirc;meno raramente relatado no mundo. Ssitua&ccedil;&otilde;es    semelhantes s&atilde;o de nosso conhecimento apenas em popula&ccedil;&otilde;es    m&oacute;veis da Am&eacute;rica Central. <sup>18,19</sup> No surto registrado em 1995,    na Vila de Nova Esperan&ccedil;a, em Cotrigua&ccedil;u, n&atilde;o foi poss&iacute;vel    identificar fatores de risco que explicassem toda a cadeia de transmiss&atilde;o    do VHB naquela localidade.<sup>13</sup> Considerou-se que os aspectos ambientais, somados    &agrave;s m&aacute;s condi&ccedil;&otilde;es de moradia, facilitaram a dissemina&ccedil;&atilde;o    do VHB naquela popula&ccedil;&atilde;o. Os subtipos preponderantes do VHB, ayw3    e ayw2 (mais comuns no sul do pa&iacute;s),<sup>20</sup> e a aus&ecirc;ncia do v&iacute;rus    Delta &agrave; &eacute;poca do surto s&atilde;o fortes indicadores de que o    VHB foi introduzido naquela comunidade pelos pr&oacute;prios migrantes.<sup>13</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Uma vez que a regi&atilde;o continuou atraindo    migrantes, a estrat&eacute;gia utilizada para controlar o problema foi manter    altos os n&iacute;veis de cobertura vacinal contra o VHB da popula&ccedil;&atilde;o    j&aacute; estabelecida e dos novos habitantes. Foi concedida prioridade aos    menores de quinze anos; mas tamb&eacute;m foi estimulada a vacina&ccedil;&atilde;o    dos indiv&iacute;duos mais velhos, sempre que houvesse vacina dispon&iacute;vel    para tal. Dessa forma, uma reavalia&ccedil;&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o    epidemiol&oacute;gica do VHB tornou-se necess&aacute;ria para analisar os resultados    dessa estrat&eacute;gia vacinal.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A &aacute;rea escolhida para este estudo foi    a comunidade da Vila de Nova Uni&atilde;o, uma vez que ela representa, atualmente,    a maior concentra&ccedil;&atilde;o humana de Cotrigua&ccedil;u depois da sede    do Munic&iacute;pio, e para onde se dirige o maior n&uacute;mero de migrantes.    A popula&ccedil;&atilde;o que habita a Vila de Nova Uni&atilde;o, e que continua    a crescer, &eacute; formada, na sua maioria, por migrantes origin&aacute;rios    das regi&otilde;es Sudeste e Sul do Brasil, que viveram por v&aacute;rios anos    em Rond&ocirc;nia at&eacute; serem atra&iacute;dos pela distribui&ccedil;&atilde;o    de terra nessa &aacute;rea de Mato Grosso. Esse padr&atilde;o migrat&oacute;rio    n&atilde;o foi verificado em qualquer dos estudos epidemiol&oacute;gicos pr&eacute;vios    que relacionaram migra&ccedil;&atilde;o e infec&ccedil;&atilde;o pelo VHB no    Estado. Teme-se que essa migra&ccedil;&atilde;o propicie novas epidemias, uma    preocupa&ccedil;&atilde;o especial que se justifica pela possibilidade da introdu&ccedil;&atilde;o    de portadores da hepatite Delta oriundos de Rond&ocirc;nia. O VHD, que praticamente    n&atilde;o existia em Cotrigua&ccedil;u em 1995, pode provocar epidemias potencialmente    graves entre portadores do VHB.<sup>13</sup> Portanto, continuava a haver risco te&oacute;rico    de surgimento de novos surtos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Preval&ecirc;ncia da infec&ccedil;&atilde;o    pelo v&iacute;rus da hepatite B</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A amostra analisada, 838 indiv&iacute;duos de    todas as faixas et&aacute;rias e de diferentes localidades rurais, foi representativa,    pois incluiu mais de 60% da comunidade de Nova Uni&atilde;o.<sup>15</sup> As perdas foram    dif&iacute;ceis de analisar em raz&atilde;o da precariedade das informa&ccedil;&otilde;es    sobre o contingente humano nas localidades estudadas. Por&eacute;m, as fam&iacute;lias    inclu&iacute;das tiveram, praticamente, todos os seus componentes estudados,    sugerindo que a maior parte da perda era de fam&iacute;lias inteiras, n&atilde;o    diferentes daquelas examinadas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Este inqu&eacute;rito demonstrou uma popula&ccedil;&atilde;o    com moderada preval&ecirc;ncia de hepatite B (40% j&aacute; expostos e 2% de    portadores). S&atilde;o n&uacute;meros bem inferiores aos observados na Vila    de Nova Esperan&ccedil;a, seis anos antes, quando do surto de hepatite B na    regi&atilde;o.<sup>13</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os fatores de risco analisados, como atividade    sexual, uso regular de &aacute;lcool, contato com caso de hepatite e ter vivido    em garimpo estiveram associados &agrave; infec&ccedil;&atilde;o pelo VHB de    forma independente. Em 1995, no surto investigado em Nova Esperan&ccedil;a,    a &uacute;nica vari&aacute;vel associada &agrave; presen&ccedil;a de marcadores    do VHB foi o tempo de resid&ecirc;ncia na &aacute;rea do estudo.<sup>13</sup> Todavia,    quando ajustado por g&ecirc;nero, idade e fatores de risco, o tempo vivendo    na regi&atilde;o n&atilde;o mostrou associa&ccedil;&atilde;o com infec&ccedil;&atilde;o    pelo VHB no presente estudo, indicando que a situa&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica    j&aacute; &eacute; outra, sendo prov&aacute;vel que, atualmente, o risco de    exposi&ccedil;&atilde;o seja menor. Outro aspecto interessante &eacute; que,    na an&aacute;lise multivariada, eleva&ccedil;&atilde;o da idade e j&aacute;    ter iniciado atividade sexual aparecem associadas, independentemente, &agrave;    presen&ccedil;a de marcadores do VHB. Esse fato n&atilde;o foi observado durante    o surto ocorrido em Nova Esperan&ccedil;a, em 1995, quando todas as faixas et&aacute;rias    estiveram igualmente expostas. O atual padr&atilde;o observado em Nova Uni&atilde;o    &eacute; t&iacute;pico de popula&ccedil;&otilde;es e regi&otilde;es de baixa    ou moderada endemicidade para a infec&ccedil;&atilde;o pelo VHB, com poucos    infectados antes dos dez anos (6,6%) e aumento progressivo da preval&ecirc;ncia    dos marcadores do VHB a partir da adolesc&ecirc;ncia.<sup>21</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Ainda neste estudo, as outras vari&aacute;veis    associadas &agrave; infec&ccedil;&atilde;o pelo VHB de maneira independente    s&atilde;o classicamente reconhecidas como de risco, como ter hist&oacute;ria    de contato domiciliar com caso de hepatite aguda ou referir uso regular de &aacute;lcool.    Do mesmo modo que observado em outros estudos, ter vivido em garimpo de ouro    tem-se mostrado, de forma consistente, como um importante modo de se expor ao    VHB na Amaz&ocirc;nia brasileira.<sup>22-24</sup> O uso de etanol e a vida em garimpo n&atilde;o    s&atilde;o, em si, fatores de risco. Representam, na verdade, comportamentos    de risco que levam &agrave; maior exposi&ccedil;&atilde;o ao agente. Em 1995,    a preval&ecirc;ncia durante o surto era t&atilde;o elevada que esses fatores    n&atilde;o influenciavam a transmiss&atilde;o. Agora, a associa&ccedil;&atilde;o    dessas vari&aacute;veis com a presen&ccedil;a de sinais de infec&ccedil;&atilde;o    indica que o padr&atilde;o epidemiol&oacute;gico &eacute; outro e a doen&ccedil;a    j&aacute; se concentra em grupos reconhecidamente de maior risco.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><b>Cobertura vacinal</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O estudo chamou a aten&ccedil;&atilde;o dos autores    para a alta propor&ccedil;&atilde;o (cerca de 40%) de indiv&iacute;duos com    sinais de prote&ccedil;&atilde;o conferida por vacina. Mesmo entre os mais idosos,    a prote&ccedil;&atilde;o e a cobertura vacinal foram muito boas (55% para a    idade acima de 50 anos). An&aacute;lise desses &iacute;ndices de cobertura vacinal    e de prote&ccedil;&atilde;o adquirida pela profilaxia mostram que o <i>pool</i>    atual de suscet&iacute;veis &eacute; pequeno na regi&atilde;o e, dificilmente,    sustentar&aacute; novos surtos de hepatite B, como visto nas fases iniciais    de ocupa&ccedil;&atilde;o do noroeste mato-grossense.<sup>13</sup> Essa previs&atilde;o    poder&aacute; n&atilde;o se concretizar, caso ocorra futuro relaxamento do esfor&ccedil;o    vacinal e novas levas de migrantes introduzam mais suscet&iacute;veis e portadores    na comunidade. De fato, com a obrigatoriedade de vacina&ccedil;&atilde;o de    crian&ccedil;as pelo atual Programa Nacional de Imuniza&ccedil;&otilde;es, podemos    supor que o panorama favor&aacute;vel ser&aacute; mantido.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A cobertura vacinal pode ser considerada muito    boa entre crian&ccedil;as (87%) e bastante razo&aacute;vel entre adolescentes    (72%), especialmente quando comparada com a de outros munic&iacute;pios do interior    de Mato Grosso.<sup>21</sup> Do total de vacinados, 40% completou o esquema de tr&ecirc;s    doses. Mesmo entre indiv&iacute;duos que n&atilde;o completaram a vacina&ccedil;&atilde;o,    encontramos muitos com t&iacute;tulos de anticorpos classicamente considerados    protetores para o VHB (&gt;100 mUI/mL). Al&eacute;m daqueles com hist&oacute;ria    positiva para vacina&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via contra o VHB, foram identificados    36 indiv&iacute;duos com perfil sorol&oacute;gico sugestivo de terem sido vacinados,    mas que n&atilde;o souberam informar, com certeza, se realmente o foram. Esses    36 indiv&iacute;duos, provavelmente, receberam a vacina mas n&atilde;o se recordavam    de ter sido a vacina contra hepatite B.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Por outro lado, a melhoria nos &iacute;ndices    de preval&ecirc;ncia de marcadores do VHB poderia ser explicada pela atual situa&ccedil;&atilde;o    habitacional dessas comunidades. Embora a pobreza e o isolamento justifiquem    a continuidade das condi&ccedil;&otilde;es higi&ecirc;nico-sanit&aacute;rias    prec&aacute;rias, ocorreu diminui&ccedil;&atilde;o da aglomera&ccedil;&atilde;o    por constru&ccedil;&atilde;o de mais casas e c&ocirc;modos. Isso pode ter diminu&iacute;do    a exposi&ccedil;&atilde;o dos suscet&iacute;veis aos portadores do VHB na comunidade.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Observe-se que, apesar da cobertura vacinal atingir    mais de 50% de todos os extratos et&aacute;rios, os mais idosos apresentaram    menores &iacute;ndices de prote&ccedil;&atilde;o pela vacina. Uma poss&iacute;vel    explica&ccedil;&atilde;o para este fato &eacute; que esses indiv&iacute;duos    tinham maior probabilidade de terem sido expostos ao VHB anteriormente &agrave;    vacina&ccedil;&atilde;o, de forma que a imunidade que possuem teria sido conferida    por infec&ccedil;&atilde;o natural pr&eacute;via. Em decorr&ecirc;ncia, a vacina    n&atilde;o mostrou prote&ccedil;&atilde;o na an&aacute;lise multivariada, quando    controlada por idade, g&ecirc;nero e fatores de risco. Uma vez que a regi&atilde;o    n&atilde;o disp&otilde;e de infra-estrutura e recursos para realiza&ccedil;&atilde;o    de testes pr&eacute;-vacina e identifica&ccedil;&atilde;o dos suscet&iacute;veis,    a vacina&ccedil;&atilde;o generalizada continua sendo defens&aacute;vel.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>V&iacute;rus da hepatite Delta</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Embora os dados apresentados sobre a queda da    preval&ecirc;ncia de infec&ccedil;&atilde;o pelo VHB na Vila de Nova Uni&atilde;o    e arredores sejam alentadores, o aumento proporcional no n&uacute;mero de portadores    do VHB com marcadores de hepatite Delta &eacute; um dado preocupante (28%),    sendo considerado elevado pelo Centers for Disease Control and Prevention dos    Estados Unidos, CDC.<sup>25</sup> Como todo o norte de Mato Grosso tem um grande    <i>pool</i> de indiv&iacute;duos cronicamente infectados pelo VHB, resultado    da situa&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica das d&eacute;cadas passadas,    a introdu&ccedil;&atilde;o do VHD na regi&atilde;o coloca-os em risco de sofrer    superinfec&ccedil;&atilde;o por este agente. N&atilde;o h&aacute; como controlar    esse panorama, uma vez que o &uacute;nico modo de preven&ccedil;&atilde;o da    doen&ccedil;a &eacute; a vacina&ccedil;&atilde;o contra o VHB antes que esta    infec&ccedil;&atilde;o ocorra. O aumento do fluxo de migrantes entre os diferentes    Estados da Regi&atilde;o Norte e Mato Grosso, atra&iacute;dos por oportunidade    de trabalho ou de concess&atilde;o de terras, faz com que o aumento da superinfec&ccedil;&atilde;o    VHB-VHD na regi&atilde;o, conforme evidenciado no presente estudo, possa ser    admitido como um fato, mais do que uma possibilidade.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Foram recomendadas as seguintes a&ccedil;&otilde;es    de Sa&uacute;de P&uacute;blica para as autoridades municipais de Cotrigua&ccedil;u:</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">a) Manter a estrat&eacute;gia atual de vacina&ccedil;&atilde;o    contra o VHB para todos os novos grupos de migrantes que chegarem ao munic&iacute;pio.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">b) Vacinar contra o VHB todos os rec&eacute;m-nascidos,    adolescentes e jovens at&eacute; os 20 anos de idade, conforme orienta&ccedil;&atilde;o do PNI.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">c) Pesquisar a presen&ccedil;a do VHD em todo    indiv&iacute;duo com diagn&oacute;stico confirmado de hepatite B aguda ou cr&ocirc;nica    na regi&atilde;o, com vistas a instituir acompanhamento adequado e tratamento    precoce, quando indicado.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">&Eacute; aconselh&aacute;vel estender essas a&ccedil;&otilde;es    estrat&eacute;gicas para outros munic&iacute;pios do noroeste mato-grossense,    assim como a todos os demais que estejam funcionando como receptores de migrantes    na Amaz&ocirc;nia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">1. Maynard JE. Epidemiologic studies in viral    hepatitis. American Journal of Epidemiology 1977;105(2):91-93.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">2. Lok ASF. Chronic hepatitis B. 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Universal hepatitis B vaccination in Taiwan and    the incidence of hepatocellular carcinoma in children. New England Journal of    Medicine 1997;336(26):1855-1859.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">11. Chen HL, Chang MH, Ni YH, Hsu HY, Lee PI,    Lee CY, Chen DS. Seroepidemiology of hepatitis B virus infection in children.    Ten years of mass vaccination in Taiwan. Journal of American Medical Association    1996;276(22):906-908.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">12. Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de.    Investiga&ccedil;&atilde;o de surto de hepatite na gleba Colniza, Munic&iacute;pio    de Aripuan&atilde;, Mato Grosso. Relat&oacute;rio do grupo de trabalho. Bras&iacute;lia:    FNS; 1992.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">13. Souto FJD, Fontes CJF, Gaspar AMC. Outbreak    of hepatitis B virus in recent arrivals to the Brazilian Amazon. Journal of    Medical Virology 1998;56(1):4-9.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">14. Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica.    Contagem da popula&ccedil;&atilde;o 1996 &#91;Monografia na Internet&#93; Dispon&iacute;vel    em <a href="http://www.ibge.net/home/estatistica/%20populacao/contagem/default.shtm" target="_blank">http://www.ibge.net/home/estatistica/    populacao/contagem/default.shtm</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">15. Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica.    Censo de 2000 &#91;Monografia na Internet&#93; Dispon&iacute;vel em <a href="http://%20www.ibge.net/home/estatistica/populacao/censo2000/%20default.shtm" target="_blank">http://    www.ibge.net/home/estatistica/populacao/censo2000/ default.shtm</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">16. Epi-Info 6.04a. Atlanta: Centers for Disease    Control and Prevention; 1996.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">17. 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Preval&ecirc;ncia e fatores associados    a marcadores do v&iacute;rus da hepatite B em popula&ccedil;&atilde;o rural    do Brasil central. Revista Panamericana de Salud P&uacute;blica 2001;10(6):388-393.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">22. Bensabath G, Soares MCP, Maia MMS. Hepatites    por v&iacute;rus. In: Instituto Evandro Chagas, 50 anos de contribui&ccedil;&atilde;o    &agrave;s ci&ecirc;ncias biol&oacute;gicas e &agrave; medicina tropical. Bel&eacute;m:    Funda&ccedil;&atilde;o SESP; 1986. v.1. p.510-515.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">23. Souto FJD, Fontes CJF, Gaspar AMC, Lyra LGC.    Hepatitis B virus infection in immigrants to the southern Brazilian Amazon.    Transactions of Royal Society of Tropical Medicine and Hygiene 1998;92(3):282-284.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">24. Souto FJD, Fontes CJF, Gaspar AMC. Prevalence    of hepatitis B and C virus markers among malaria-exposed gold miners in Brazilian    Amazon. Mem&oacute;rias do Instituto Oswaldo Cruz 2001;96(6):751-756.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">25. Hepatitis &#91;Abstract on the Internet&#93;    Available from <a href="http://www.cdc.gov/ncidod/diseases/hepatitis/slideset/hep_d/slide_6.htm" target="_blank">http://www.cdc.gov/ncidod/diseases/hepatitis/slideset/    hep_d/slide_6.htm</a></font><p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/ess/v13n2/seta.gif" border="0"></a>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   N&uacute;cleo de Estudos de Doen&ccedil;as Infecciosas e Tropicais de Mato Grosso,    <br>   Faculdade de Ci&ecirc;ncias M&eacute;dicas/Universidade Federal de Mato Grosso</font><font size="2" face="verdana">    <br>   Av. Fernando Corr&ecirc;a s/n,</font><font size="2" face="verdana">    <br>   Cuiab&aacute;-MT,    <br>   </font><font size="2" face="verdana">CEP: 78060-900    <br>   <i>E-mail</i>:<a href="mailto:fsouto@terra.com.br">fsouto@terra.com.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><a href="#topo"><sup>*</sup></a>Pesquisa demandada    por meio de edital e apoiada com recursos do projeto Vigisus, Secretaria de    Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de/Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.    <br>   <a href="#topo"><sup>**</sup></a>Bolsistas do CNPq durante a realiza&ccedil;&atilde;o    deste trabalho.</font></p>      ]]></body><back>
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