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<journal-title><![CDATA[Epidemiologia e Serviços de Saúde]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estudos de utilização de medicamentos: considerações técnicas sobre coleta e análise de dados]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Drug utilization studies: technical considerations for data collection and analysis]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Fundação Oswaldo Cruz Escola Nacional de Saúde Pública Departamento de Epidemiologia e Métodos Quantitativos em Saúde]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This technical note deals with strategies for data collection and analysis of drug information from epidemiological studies, in particular cross-sectional studies. The focus is on aspects concerning the quality of information of medicines, and on how to prepare data banks for data analysis. We also present Epi-Info software commands, which allow one to "verticalize" databases.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b><a name="topo"></a>NOTA T&Eacute;CNICA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b>Estudos de utiliza&ccedil;&atilde;o de    medicamentos &#8211; considera&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas sobre coleta    e an&aacute;lise de dados</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Drug utilization studies &#8211; technical    considerations for data collection and analysis</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Suely Rozenfeld; Joaquim Valente;</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Departamento de Epidemiologia e M&eacute;todos Quantitativos em Sa&uacute;de,    Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica/Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo    Cruz, Rio de Janeiro-RJ</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A presente nota t&eacute;cnica trata das estrat&eacute;gias    de coleta e an&aacute;lise das informa&ccedil;&otilde;es sobre medicamentos    nos estudos epidemiol&oacute;gicos, particularmente nos estudos transversais.    S&atilde;o focalizados aspectos relacionados &agrave; qualidade da informa&ccedil;&atilde;o    sobre os medicamentos e &agrave; prepara&ccedil;&atilde;o do banco de dados.    S&atilde;o apresentados os comandos de um programa, para o Epi-Info, que permite    &quot;;verticalizar&quot;; o banco de dados.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Palavras-chave:</b> estudos de utiliza&ccedil;&atilde;o    de medicamentos; estudos transversais; Epi-Info.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">This technical note deals with strategies for    data collection and analysis of drug information from epidemiological studies,    in particular cross-sectional studies. The focus is on aspects concerning the    quality of information of medicines, and on how to prepare data banks for data    analysis. We also present Epi-Info software commands, which allow one to &quot;verticalize&quot;    databases.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Key words:</b> drug utilization    studies; cross-sectional; Epi-Info.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="verdana"><b>Os delineamentos epidemiol&oacute;gicos</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A escolha do delineamento epidemiol&oacute;gico    apropriado &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o da efic&aacute;cia e da seguran&ccedil;a    dos medicamentos depende dos objetivos do estudo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os ensaios cl&iacute;nicos controlados (experimentais)    s&atilde;o ideais para avaliar a probabilidade de um medicamento, quando comparado    a outro ou a placebo, curar doen&ccedil;as ou aliviar sintomas; por&eacute;m,    s&atilde;o limitados para identificar e quantificar as rea&ccedil;&otilde;es    adversas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os estudos de coortes s&atilde;o &uacute;teis    para avaliar as rea&ccedil;&otilde;es adversas freq&uuml;entes, com tempo de    lat&ecirc;ncia curto, e os estudos de casos-controle para as rea&ccedil;&otilde;es    raras, com tempo de lat&ecirc;ncia prolongado. Esses delineamentos (observacionais)    s&atilde;o realizados durante o per&iacute;odo de consumo do produto por amplos    contingentes populacionais, e o seu foco costuma ser a seguran&ccedil;a, ou    seja, a magnitude, a gravidade e os fatores associados &agrave;s rea&ccedil;&otilde;es adversas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A <a href="#fig1">Figura 1</a> apresenta o diagrama    l&oacute;gico dos estudos epidemiol&oacute;gicos. Seleciona-se um par, composto    por uma classe ou subclasse terap&ecirc;utica, ou um princ&iacute;pio ativo    (exposi&ccedil;&atilde;o) &#8211; subst&acirc;ncia com a&ccedil;&atilde;o farmacol&oacute;gica    &#8211; e um problema de sa&uacute;de a ele relacionado (desfecho; efeito ben&eacute;fico    ou adverso). Isso permite estimar a associa&ccedil;&atilde;o entre os medicamentos    e as &quot;doen&ccedil;as&quot; (s&iacute;ndromes, sintomas, acidentes, efeitos    adversos, par&acirc;metros biol&oacute;gicos, etc.). Por exemplo, estuda-se    o efeito dos horm&ocirc;nios femininos sobre a perda &oacute;ssea, dos anti-hipertensivos    sobre a diminui&ccedil;&atilde;o da press&atilde;o arterial, dos antineopl&aacute;sicos    sobre a qualidade de vida dos pacientes, dos antiinflamat&oacute;rios n&atilde;o    ester&oacute;ides sobre o desenvolvimento de patologia g&aacute;strica.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Entre os estudos observacionais, destacam-se    os transversais ou seccionais, realizados por meio de inqu&eacute;ritos, empregados    para levantar hip&oacute;teses e testar associa&ccedil;&otilde;es. Segundo a    defini&ccedil;&atilde;o de Rothman e Greenland,<sup>1</sup> &quot<i>A study    that includes as subjects all persons in the population at the time of ascertainment    or a representative sample of all such persons, including those who have the    disease, and that has an objective limited to describing the population at the    time, is usually referred to as a cross-sectional study</i>&quot; (Um estudo    que inclui como sujeitos todos os indiv&iacute;duos de uma popula&ccedil;&atilde;o    no momento da capta&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o ou uma amostra    representativa da mesma popula&ccedil;&atilde;o, incluindo os que t&ecirc;m    a doen&ccedil;a, e cujo objetivo se limita a descrever a popula&ccedil;&atilde;o    em um certo momento, &eacute; conhecido como estudo transversal). Nos estudos    transversais ou seccionais, a capta&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o    sobre todas as vari&aacute;veis (de exposi&ccedil;&atilde;o, de desfecho e os    confundimentos) &eacute; simult&acirc;nea. Eles s&atilde;o econ&ocirc;micos,    pois permitem investigar in&uacute;meras vari&aacute;veis, ao mesmo tempo, e    possibilitam comparar subgrupos. A sua maior limita&ccedil;&atilde;o &eacute;    a aus&ecirc;ncia de garantias sobre a rela&ccedil;&atilde;o temporal entre as    exposi&ccedil;&otilde;es e os desfechos. Tal limita&ccedil;&atilde;o &eacute;,    em parte, compensada pela replica&ccedil;&atilde;o das estimativas nos sucessivos    estudos, o que fortalece a validade dos resultados. Segundo Babbie,<sup>2</sup>    <i>&quot;el minucioso informe de la metodolog&iacute;a de una encuesta dada    promove la duplicaci&oacute;n posterior, por otros investigadores y/o entre    outras muestras y subgrupos. De esta manera, se puede poner a prueba una y outra    vez la generalizaci&oacute;n de los descubrimientos&quot;</i> (a informa&ccedil;&atilde;o    detalhada da metodologia de um determinado inqu&eacute;rito favorece a duplica&ccedil;&atilde;o    posterior, por outros investigadores e/ou entre outras amostras e subgrupos.    Dessa maneira, &eacute; poss&iacute;vel testar, mais de uma vez, a generaliza&ccedil;&atilde;o    dos achados).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A <a href="#fig2">Figura 2</a> apresenta o diagrama    l&oacute;gico dos estudos transversais ou seccionais. Neles, os aspectos sociais,    econ&ocirc;micos, demogr&aacute;ficos, de doen&ccedil;a, de h&aacute;bitos de    vida e outros s&atilde;o as vari&aacute;veis independentes, preditivas do <b>uso    de medicamentos</b>, sendo esta a vari&aacute;vel dependente, isto &eacute;,    o desfecho. Os estudos transversais ou seccionais permitem caracterizar as especialidades    farmac&ecirc;uticas (EF) &#8211; cada marca com os seus respectivos princ&iacute;pios    ativos, apresenta&ccedil;&atilde;o e forma farmac&ecirc;utica &#8211;, os usu&aacute;rios,    as associa&ccedil;&otilde;es entre ambos, e identificar subgrupos vulner&aacute;veis    e riscos potenciais.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A presente nota t&eacute;cnica trata das estrat&eacute;gias    de coleta e an&aacute;lise das informa&ccedil;&otilde;es nos estudos transversais    ou seccionais que envolvem o estudo das EF. Embora voltadas para esse delineamento,    algumas observa&ccedil;&otilde;es aplicam-se aos demais desenhos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"> <b>Os estudos tranversais ou seccionais</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Esses estudos fornecem informa&ccedil;&otilde;es    sobre os medicamentos consumidos, quem os consome, como e para qual finalidade.    Os resultados s&atilde;o &uacute;teis para o planejamento das pol&iacute;ticas    de assist&ecirc;ncia farmac&ecirc;utica e de regula&ccedil;&atilde;o sanit&aacute;ria    (registro e fiscaliza&ccedil;&atilde;o), e para promover o uso racional de EF.    Permitem identificar os grupos populacionais vulner&aacute;veis ao uso irracional    e as classes terap&ecirc;uticas empregadas de modo inadequado, seja como resultado    dos apelos da propaganda dos fabricantes, dos erros na posologia, da neglig&ecirc;ncia    quanto &agrave;s contra-indica&ccedil;&otilde;es e precau&ccedil;&otilde;es,    ou outras causas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os estudos transversais ou seccionais t&ecirc;m    como <i>&quot;grande vantagem ... a capacidade de infer&ecirc;ncia dos resultados    observados para uma popula&ccedil;&atilde;o definida no tempo e no espa&ccedil;o,    uma possibilidade muitas vezes remota em estudos que se utilizaram de outras    estrat&eacute;gias de estudo epidemiol&oacute;gico&quot;</i>.<sup>3</sup> Assim, gra&ccedil;as    &agrave; sua aplicabilidade no campo dos medicamentos, os estudos transversais    ou seccionais com amostras populacionais permitem, por exemplo, elaborar planos    de fomento do uso racional da totalidade das classes terap&ecirc;uticas, para    o conjunto da popula&ccedil;&atilde;o. Essa caracter&iacute;stica deve-se ao    aumento da sua efici&ecirc;ncia, na raz&atilde;o direta da abrang&ecirc;ncia    da informa&ccedil;&atilde;o coletada sobre as EF utilizadas. Os estudos transversais    ou seccionais podem, tamb&eacute;m, revelar associa&ccedil;&otilde;es entre    os f&aacute;rmacos e os seus efeitos indesej&aacute;veis, a serem testadas em    estudos de coortes e de casos-controle.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No Brasil, os estudos transversais ou seccionais    t&ecirc;m focalizado o uso de medicamentos sob diversos &acirc;ngulos,<sup>4-6</sup> em    grupos terap&ecirc;uticos<sup>7</sup> ou faixas et&aacute;rias espec&iacute;ficas.<sup>8,9</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Nos pr&oacute;ximos t&oacute;picos, ser&atilde;o    abordados aspectos do desenho, da coleta e da an&aacute;lise nos inqu&eacute;ritos    que contemplam informa&ccedil;&otilde;es sobre os medicamentos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Acur&aacute;cia da informa&ccedil;&atilde;o    sobre o uso de medicamentos</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No Brasil, ao contr&aacute;rio de outros pa&iacute;ses,    n&atilde;o h&aacute; informa&ccedil;&otilde;es sobre o consumo de medicamentos    geradas a partir de bancos de dados de abrang&ecirc;ncia nacional. Por isso,    &eacute; preciso lan&ccedil;ar m&atilde;o de prontu&aacute;rios, fichas cl&iacute;nicas    ou informa&ccedil;&otilde;es coletadas <i>ad hoc</i>. Em qualquer dos casos,    &eacute; preciso rigor e objetividade para garantir a acur&aacute;cia da informa&ccedil;&atilde;o    e a manuten&ccedil;&atilde;o de padr&otilde;es de qualidade nas etapas que precedem    a prepara&ccedil;&atilde;o dos bancos de dados para an&aacute;lise. Deve-se    ter cuidado especial com a defini&ccedil;&atilde;o da vari&aacute;vel <b>uso    de medicamentos</b>.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Uma caracter&iacute;stica importante dessa vari&aacute;vel    &eacute; a diversidade. H&aacute; produtos cujos componentes da f&oacute;rmula    resultam de s&iacute;ntese qu&iacute;mica ou biol&oacute;gica; h&aacute; os    opoter&aacute;picos, os hemoderivados, os homeop&aacute;ticos, os fitoter&aacute;picos    e os caseiros. Cada grupo cont&eacute;m imensa variedade de subst&acirc;ncias,    s&atilde;o diferentes formas farmac&ecirc;uticas, doses e apresenta&ccedil;&otilde;es.    A sele&ccedil;&atilde;o de um grupo n&atilde;o impede a exclus&atilde;o de subgrupos;    podem-se selecionar, para o estudo, os produtos de s&iacute;ntese qu&iacute;mica    e excluir, por exemplo, os produtos de uso dermatol&oacute;gico ou oftalmol&oacute;gico.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">H&aacute; in&uacute;meros fatores que afetam    a validade da informa&ccedil;&atilde;o sobre a vari&aacute;vel <b>uso de    medicamentos</b>. Entre eles, destacam-se:</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- a informa&ccedil;&atilde;o que &eacute; captada    no emprego de nomes de fantasia. Os indiv&iacute;duos n&atilde;o consomem diazepam,    mas uma EF, cujo componente ativo &eacute; o diazepam. &Eacute; preciso partir    do nome comercial, de marca ou de fantasia, identificar os componentes da f&oacute;rmula    e classific&aacute;-los em classes qu&iacute;mico-terap&ecirc;uticas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">- cada usu&aacute;rio consumindo uma combina&ccedil;&atilde;o    singular de EF. Ao considerar os idosos, por exemplo &#8211; nos quais, a preval&ecirc;ncia    de uso de medicamentos pode alcan&ccedil;ar 90% &#8211;, as combina&ccedil;&otilde;es    s&atilde;o in&uacute;meras, n&atilde;o obedecem a crit&eacute;rios cient&iacute;ficos    e, ao contr&aacute;rio, expressam um uso irracional.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- al&eacute;m do problema da lembran&ccedil;a    (<i>recall</i>), h&aacute; fatores culturais que interferem na defini&ccedil;&atilde;o    leiga de medicamento. Muitas vezes, os consumidores n&atilde;o consideram analg&eacute;sicos,    fitoter&aacute;picos, produtos de uso local ou para o tratamento de quadros    leves, como medicamentos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Sendo assim, para aumentar a validade das informa&ccedil;&otilde;es    sobre o uso de medicamentos, &eacute; recomend&aacute;vel:</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> - selecionar, criteriosamente, os grupos a serem    estudados ou exclu&iacute;dos;</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- empregar instrumentos de coleta padronizados e testados;</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- treinar entrevistadores no manejo da coleta    de informa&ccedil;&otilde;es sobre as marcas comerciais;</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> - coletar, de modo exaustivo, informa&ccedil;&otilde;es    sobre todas as EF utilizadas, em cada um dos grupos selecionados para o estudo;</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> - coletar, para cada produto, informa&ccedil;&otilde;es    sobre o nome do fabricante, a forma farmac&ecirc;utica, a dose, a dura&ccedil;&atilde;o    de uso, o prescritor; e</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- solicitar aos entrevistados a apresenta&ccedil;&atilde;o    de comprovante de uso dos medicamentos (embalagens, bulas ou receitas).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="verdana"> <b>Defini&ccedil;&atilde;o da unidade de    an&aacute;lise</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os inqu&eacute;ritos permitem abordar dois universos    de indaga&ccedil;&otilde;es, um relacionado &agrave;s EF, o outro aos seus usu&aacute;rios.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Ao considerar como unidade de an&aacute;lise    as <b>especialidades farmac&ecirc;uticas</b>, o foco est&aacute; na    <b>avalia&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica da oferta</b> de produtos.    Obt&ecirc;m-se informa&ccedil;&otilde;es sobre os produtos dispon&iacute;veis,    em um dado tempo e lugar, e a sua qualidade. S&atilde;o gerados elementos &uacute;teis    aos gestores dos programas de assist&ecirc;ncia farmac&ecirc;utica e de regula&ccedil;&atilde;o    e fiscaliza&ccedil;&atilde;o sanit&aacute;ria. As marcas comerciais, transformadas    em classes ou subclasses terap&ecirc;uticas, grupos qu&iacute;micos, subst&acirc;ncias    ativas, passam a compor indicadores de qualidade cuja refer&ecirc;ncia s&atilde;o    os livros-texto de farmacologia cl&iacute;nica, os formul&aacute;rios terap&ecirc;uticos<sup>8</sup>    e as listas de medicamentos essenciais recomendadas por organismos nacionais<sup>9</sup>    ou internacionais.<sup>10</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Ao considerar os <b>usu&aacute;rios</b>    como unidade de an&aacute;lise, o foco est&aacute; na <b>avalia&ccedil;&atilde;o    cr&iacute;tica do consumo</b>. Assim, &eacute; poss&iacute;vel identificar:    associa&ccedil;&otilde;es entre a terap&ecirc;utica farmacol&oacute;gica e as    caracter&iacute;sticas sociais, econ&ocirc;micas, demogr&aacute;ficas, as condi&ccedil;&otilde;es    de sa&uacute;de e os h&aacute;bitos de vida e trabalho dos usu&aacute;rios;    associa&ccedil;&otilde;es entre eventos adversos (ocorridos/potenciais) e emprego    de classes terap&ecirc;uticas selecionadas; e subgrupos populacionais mais expostos    ao uso irracional, pass&iacute;veis de interven&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Plano de an&aacute;lise </b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O plano de an&aacute;lise deve contemplar a avalia&ccedil;&atilde;o    global das EF usadas e dos seus usu&aacute;rios, baseada em indicadores, entre os quais os de:</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Oferta </b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- Propor&ccedil;&atilde;o de EF, segundo o n&uacute;mero    de <b>princ&iacute;pios ativos (PA)</b>.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- Propor&ccedil;&atilde;o de PA proibidos/com    restri&ccedil;&otilde;es de uso em outros pa&iacute;ses; inclu&iacute;dos nas    listas de medicamentos essenciais nacional (Rename) ou internacional &#91;Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial da Sa&uacute;de (OMS)&#93; concordantes com crit&eacute;rios preconizados    por publica&ccedil;&otilde;es especializadas. <sup>8,11</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><b>Consumo</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- N&uacute;mero m&eacute;dio de EF usadas por pessoa</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- N&uacute;mero m&eacute;dio de PA usados por pessoa</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- Propor&ccedil;&atilde;o de usu&aacute;rios    segundo n&uacute;mero de EF</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- Propor&ccedil;&atilde;o de usu&aacute;rios    segundo: n&uacute;mero de PA; PA inclu&iacute;dos nas listas de medicamentos    essenciais nacional (Rename) ou internacional (OMS); PA concordantes com crit&eacute;rios    preconizados por publica&ccedil;&otilde;es especializadas;<sup>8,11</sup> PA proibidos/com    restri&ccedil;&otilde;es de uso em outros pa&iacute;ses; PA com restri&ccedil;&otilde;es    relativas &agrave; faixa et&aacute;ria, &agrave; gravidez, &agrave; insufici&ecirc;ncia    renal, etc; e PA com efeitos superpostos (redund&acirc;ncia) ou capazes de causar    intera&ccedil;&otilde;es farmacol&oacute;gicas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> - Propor&ccedil;&atilde;o de usu&aacute;rios do PA/1000 pessoas</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- N&uacute;mero de doses di&aacute;rias definidas    (ou de doses di&aacute;rias prescritas) do PA/1000 pessoas</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Assim, &eacute; poss&iacute;vel comparar grupos    de usu&aacute;rios de medicamentos, ou o comportamento de um grupo no tempo.    Diferentes vari&aacute;veis sociais, demogr&aacute;ficas, econ&ocirc;micas,    de sa&uacute;de ou de h&aacute;bitos de vida &#8211; fatores preditivos &#8211;    s&atilde;o selecionados para serem submetidos &agrave;s t&eacute;cnicas correntes    de modelagem estat&iacute;stica, desde que atendam &agrave;s indaga&ccedil;&otilde;es    formuladas pela investiga&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Prepara&ccedil;&atilde;o do banco de dados</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">A cria&ccedil;&atilde;o de vari&aacute;veis de    interesse segue as seguintes etapas:</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- transforma&ccedil;&atilde;o dos nomes de marca    em f&oacute;rmulas qu&iacute;micas por meio dos bul&aacute;rios de livros-texto    ou de dicion&aacute;rios de EF;</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- padroniza&ccedil;&atilde;o das f&oacute;rmulas    qu&iacute;micas quanto &agrave; grafia (diazepan ou diazepam); denomina&ccedil;&atilde;o    das subst&acirc;ncias ativas (vitamina C ou &aacute;cido asc&oacute;rbico);    unidades (miligramas, gramas) e outras; e</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- quando necess&aacute;rio, classifica&ccedil;&atilde;o    das f&oacute;rmulas qu&iacute;micas, isto &eacute;, atribui&ccedil;&atilde;o    de c&oacute;digos num&eacute;ricos aos princ&iacute;pios ativos. Para isso,    emprega-se a classifica&ccedil;&atilde;o anat&ocirc;mico-terap&ecirc;utica-qu&iacute;mica    (ATC).<sup>12</sup></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Organiza&ccedil;&atilde;o dos bancos de dados relacionais</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Para atender aos objetivos do plano de an&aacute;lise    de dados, &eacute; fundamental organizar os bancos de dados de forma coerente.    &Eacute; importante criar dois arquivos b&aacute;sicos. Por&eacute;m, &eacute;    preciso considerar que tais arquivos, geralmente, podem ser insuficientes; e    que uma combina&ccedil;&atilde;o dos dois arquivos seria mais eficiente no atendimento    de alguns pontos da an&aacute;lise.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>O primeiro arquivo (Caracter&iacute;sticas    dos participantes/ consumidores</b>) diz respeito aos consumidores de medicamentos    &#8211; ou participantes da pesquisa, dependendo do desenho do estudo e suas    respectivas vari&aacute;veis. Por exemplo, vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas,    como sexo, idade e escolaridade, s&atilde;o vari&aacute;veis t&iacute;picas    dos consumidores e precisam ser mantidas nesse primeiro arquivo. Cada linha    (registro) desse arquivo representa um consumidor, com o seu n&uacute;mero de    ordem (vari&aacute;vel: <b>n_cons</b>) correspondente ao question&aacute;rio    aplicado, que ser&aacute; utilizado para fazer o relacionamento (<i>link</i>)    entre os v&aacute;rios bancos de dados. Mesmo indiv&iacute;duos que n&atilde;o    consomem medicamentos devem ser inclu&iacute;dos nesse arquivo, para an&aacute;lises    comparativas. Um exemplo desse arquivo encontra-se na <a href="#tab1">Tabela    1</a>.</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n2/2a05t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">O <b>segundo arquivo</b> deve conter os nomes    comerciais dos medicamentos. Cada linha de registro corresponder&aacute; a um    medicamento citado por um determinado consumidor. A primeira vari&aacute;vel    &eacute; o n&uacute;mero do consumidor (<b>n_cons</b>), <b>mesmo n&uacute;mero</b>    que ele/ ela recebe no arquivo de consumidores (<b>n_cons</b>). Receber o mesmo    n&uacute;mero &eacute; fundamental para o relacionamento (<i>link</i>) dos arquivos.    A segunda vari&aacute;vel obrigat&oacute;ria &eacute; o n&uacute;mero do medicamento    (<b>n_ef</b>). Portanto, cada medicamento citado por um consumidor recebe um    n&uacute;mero, que identifica, simultaneamente, o consumidor e o medicamento.    A seguir, v&ecirc;m as vari&aacute;veis relacionadas a cada produto, isto &eacute;,    a forma farmac&ecirc;utica, o nome do fabricante e outras (<a href="#tab2">Tabela    2</a>).</font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n2/2a05t2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">N&atilde;o h&aacute; limites para o n&uacute;mero    de medicamentos que cada consumidor pode apresentar, desde que cada medicamento    ocupe uma linha do arquivo de nomes comerciais.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A etapa seguinte diz respeito aos princ&iacute;pios    ativos, ou PA, contidos em cada EF. Novos campos devem ser abertos, para que    outras vari&aacute;veis sejam inclu&iacute;das no arquivo, seja com os PA, os    c&oacute;digos das classes terap&ecirc;uticas ou as rea&ccedil;&otilde;es adversas.    <b>O terceiro arquivo</b> pode ser chamado &quot;horizontalizado&quot;. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A seguir, as vari&aacute;veis s&atilde;o transformadas    e o banco de dados preparado para as an&aacute;lises. Podem ser inclu&iacute;das    vari&aacute;veis como: n&uacute;mero de PA em cada EF (<b>qtpa</b>);    presen&ccedil;a, ou n&atilde;o, da dosagem correta; participa&ccedil;&atilde;o,    ou n&atilde;o, nas listas de medicamentos essenciais; e outras. Essas vari&aacute;veis    podem ser criadas facilmente, mediante comandos do tipo <b>if...then</b>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">No exemplo da <a href="#tab3">Tabela 3</a>, observa-se    que o arquivo transformado cont&eacute;m at&eacute; dois PA; por&eacute;m, podem    ser abertos tantos campos quantos sejam necess&aacute;rios. Tamb&eacute;m foram    inclu&iacute;das duas vari&aacute;veis, apenas, para cada PA (nome e dose).    Observe-se que os nomes das vari&aacute;veis terminam em algarismos ar&aacute;bicos,    que identificam a que PA se referem. Tamb&eacute;m foi inclu&iacute;da uma vari&aacute;vel    obtida na fase de transforma&ccedil;&atilde;o, com o n&uacute;mero de princ&iacute;pios    ativos de cada medicamento, a partir de um contador simples (<b>qtpa</b>). No    Epi-Info, procede-se da seguinte maneira: define qtpa ##; qtpa=0; if p_ativ<b>1</b>&lt;&gt;.    then qtpa=qtpa+1; if p_ativ2&lt;&gt;. then qtpa=qtpa+1; . . . ; if p_ativ<b>nn</b>&lt;&gt;.    then qtpa=qtpa+1</font></p>     <p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n2/2a05t3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">A seguir, produz-se um quarto arquivo, criado    por transforma&ccedil;&atilde;o do terceiro arquivo, que &eacute; o de nomes    comerciais, em um processo denominado &quot;verticaliza&ccedil;&atilde;o&quot;.    Trata-se de um arquivo de PA, onde cada linha (registro) indicar&aacute; um    PA inclu&iacute;do em uma EF mencionada por um consumidor. Assim, se uma EF    cont&eacute;m seis PA, o arquivo conter&aacute; seis linhas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A primeira vari&aacute;vel desse arquivo &eacute;    o n&uacute;mero do consumidor (<b>n_cons</b>), a segunda &eacute; o n&uacute;mero    da EF (<b>n_ef</b>) e a terceira identifica a posi&ccedil;&atilde;o do PA na    EF (<b>n_pa</b>). O arquivo pode conter outras vari&aacute;veis pertinentes    a cada PA, como, por exemplo, a dose, o &oacute;rg&atilde;o-alvo da a&ccedil;&atilde;o    farmacol&oacute;gica e outros (<a href="#tab4">Tabela 4</a>).</font></p>     <p><a name="tab4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n2/2a05t4.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Ressalte-se que os nomes das vari&aacute;veis    n&atilde;o cont&ecirc;m algarismos ar&aacute;bicos em seu final, pois a vari&aacute;vel    <b>n_pa</b> &eacute; a que indica o n&uacute;mero da coluna que, no    terceiro arquivo, deu origem ao PA. Assim, a dipirona &eacute; <b>n_pa</b>    <b>1</b> e a orfenadrina &eacute; <b>n_pa</b> <b>2</b>    no arquivo 3. Ambas est&atilde;o no produto FlechaDor e s&atilde;o identificadas    como <b>p_ativ1</b> e <b>p_ativ2</b> no arquivo 2b. Em outras    palavras, o que, no terceiro arquivo, estava em duas colunas, no arquivo 3 est&aacute;    em duas linhas; houve, portanto, uma &quot;verticaliza&ccedil;&atilde;o&quot;    de um arquivo anteriormente horizontalizado.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Esse arquivo permite gerar uma tabela com todos    os diferentes princ&iacute;pios ativos da amostra estudada, com um &uacute;nico    comando no Epi-Info (<b>freq nome_pativo</b>). Pode-se, tamb&eacute;m,    obter uma tabela de conting&ecirc;ncia, com todos os princ&iacute;pios ativos    e segundo as diferentes doses de cada um deles, com um &uacute;nico comando    no Epi-Info (<b>tables nome_pativo dose_pativo</b>).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Esse processo de verticaliza&ccedil;&atilde;o    pode ser realizado de maneira bastante simples, por meio do Epi-Info, ap&oacute;s    a leitura do arquivo horizontal e a aplica&ccedil;&atilde;o do comando <b>run</b>    no programa descrito na <a href="#fig3">Figura 3</a>. O Epi-Info &eacute; um    pacote de dom&iacute;nio p&uacute;blico, que pode ser obtido livremente, pelo    <i>site</i> <a href="http://www.cdc.gov/%20epiinfo/downloads.htm">http://www.cdc.gov/    epiinfo/downloads.htm</a>, sendo bastante conhecido e utilizado na &aacute;rea    de epidemiologia. O Epi-Info conta com uma vers&atilde;o para DOS (6.04) e outra    para Windows (2003), com diversos m&oacute;dulos: um m&oacute;dulo para edi&ccedil;&atilde;o    de texto, adaptado para constru&ccedil;&atilde;o de question&aacute;rios, incluindo    a cria&ccedil;&atilde;o de filtros de entrada de dados; um m&oacute;dulo para    elabora&ccedil;&atilde;o de bancos de dados, a partir de um question&aacute;rio;    um poderoso m&oacute;dulo de an&aacute;lise de dados; um m&oacute;dulo para    an&aacute;lise de tabelas (<i>statcalc, epitable e datacompare</i>); m&oacute;dulos    para importa&ccedil;&atilde;o, exporta&ccedil;&atilde;o, jun&ccedil;&atilde;o    e atualiza&ccedil;&atilde;o de arquivos; e um m&oacute;dulo para verifica&ccedil;&atilde;o    de entrada dupla de digita&ccedil;&atilde;o (<i>validate</i>).</font></p>     <p><a name="fig3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n2/2a05f3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Forma&ccedil;&atilde;o dos arquivos secund&aacute;rios</b> </font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Para as an&aacute;lises dos dados, os arquivos    devem ser relacionados (por <i>links</i>). As jun&ccedil;&otilde;es dos arquivos    s&atilde;o sempre do mais espec&iacute;fico (geralmente, aquele com mais registros)    para os menos espec&iacute;ficos (com menos registros).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Nos exemplos apresentados, as jun&ccedil;&otilde;es    s&atilde;o do arquivo de princ&iacute;pios ativos com o arquivo de nomes comerciais,    e deste com o arquivo de participantes/ consumidores. S&atilde;o gerados dois    arquivos: um deles, resultado da jun&ccedil;&atilde;o dos arquivos 2 + 1 (<a href="#tab5">Tabela    5</a>); e o outro, resultado dos arquivos 3 + 2 + 1 (<a href="#tab6">Tabela    6</a>).</font></p>     <p><a name="tab5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n2/2a05t5.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab6"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n2/2a05t6.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Para a jun&ccedil;&atilde;o dos arquivos de princ&iacute;pios    ativos com o de nomes comerciais, utiliza-se a vari&aacute;vel <b>n_ef</b>,    que identifica cada EF utilizada por cada consumidor. Para a jun&ccedil;&atilde;o    do arquivo de nomes comerciais com o de consumidores, utiliza-se a vari&aacute;vel    <b>n_cons</b>, que identifica cada participante/consumidor inclu&iacute;do na    pesquisa.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Para obter a distribui&ccedil;&atilde;o proporcional    por sexo, ou a idade m&eacute;dia dos consumidores, segundo os nomes comerciais,    utiliza-se o arquivo-jun&ccedil;&atilde;o da <a href="#tab5">Tabela 5</a>. Por    exemplo: &quot;;As mulheres utilizam mais medicamentos com associa&ccedil;&otilde;es    em doses fixas?&quot; Pode-se utilizar o comando (<b>tables sexo qtpa</b>),    aplicado a ele. Para obter informa&ccedil;&otilde;es sobre caracter&iacute;sticas    sociodemogr&aacute;ficas dos consumidores, segundo PA, deve-se utilizar o arquivo-jun&ccedil;&atilde;o    da <a href="#tab6">Tabela 6</a>. Esse arquivo pode ser utilizado, tamb&eacute;m,    para obter informa&ccedil;&otilde;es sobre vari&aacute;veis do arquivo de princ&iacute;pios    ativos, como por exemplo: &quot;O hidr&oacute;xido de magn&eacute;sio &eacute;    mais empregado do que o hidr&oacute;xido de alum&iacute;nio?&quot; (<b>freq    nome_pativo</b>).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em resumo, o cuidado na coleta das informa&ccedil;&otilde;es,    a defini&ccedil;&atilde;o da unidade de an&aacute;lise, a escolha dos indicadores    de interesse, assim como a organiza&ccedil;&atilde;o e prepara&ccedil;&atilde;o    dos bancos de dados, fazem dos delineamentos transversais poderosas ferramentas    para o estudo dos medicamentos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">1. Rothman KJ, Greenland S. Types of epidemiologic    study. In: Rothman KJ, Greenland S. Modern Epidemiology. 2<sup>nd</sup> ed. Philadelphia:    Lippincott williams &amp; Wilkins;1998.p. 67-78.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">2. Babbie ER. M&eacute;todos de investigaci&oacute;n    por encuesta. 1<sup>a</sup> ed. M&eacute;xico: Biblioteca de la salud; 1999.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">3. Klein CH., Bloch KV. Estudos seccionais. In:    Medronho R, Epidemiologia.1<sup>a</sup> ed. Rio de Janeiro: Atheneu; 2002. p. 125-150.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">4. Barros MBA. Sa&uacute;de e classe social:    um estudo sobre morbidade e consumo de medicamentos. &#91;Tese de Doutorado&#93;. Ribeir&atilde;o    Preto: Faculdade de Medicina/ USP;1983.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">5. Rozenfeld S. O uso de medicamentos em mulheres    da Terceira Idade - As quedas como iatrogencia farmacoterap&ecirc;utica. &#91;Tese    de Doutorado&#93;. Rio de Janeiro: Instituto de Medicina Social/UERJ; 1997.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">6. Mosegui GBG, Rozenfeld S, Veras RP, Vianna    CMM. Avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade do uso de medicamentos em idosos.    Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1999; 33:437- 444.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">7. Tancredi FB. Aspectos epidemiol&oacute;gicos    do consumo de medicamentos psicotr&oacute;picos pela popula&ccedil;&atilde;o    adulta do Distrito de S&atilde;o Paulo. &#91;Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado&#93;.    S&atilde;o Paulo: Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica/USP;1979.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">8. British National Formulary &#91;updated 2004    May 19&#93;. Available from <a href="http://www.bnf.org/bnf/">http://www.bnf.org/bnf/</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">9. Portal da Assist&ecirc;ncia Farmac&ecirc;utica    &#91;updated 2004 May 19&#93;. Brasilia: Dapartamento de Assist&ecirc;ncia Farmac&ecirc;utica.<span lang=PT-BR style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language:PT-BR'>    Available from </span><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'><a href="http://www.opas.org.br/medicamentos/"><span lang=PT-BR style='mso-ansi-language: PT-BR'>http://www.opas.org.br/medicamentos/</span></a></span><span lang=PT-BR style='font-size:11.0pt;mso-bidi-font-size:10.0pt;font-family:Arial;mso-bidi-font-family: "Times New Roman";color:teal;mso-ansi-language:PT-BR'></span>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">10. WHO. int. Geneva: Department of Essential    Drugs and Medicines Policy (EDM). World Health Organization. Essential drugs    and medicines policy &#91;updated 2004 May 19&#93;. Available from <a href="http://www.who.int/medicines/">http://www.who.int/medicines/</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">11- Fundaci&oacute; Institut Catal&agrave; de    Farmacologia &#91;updated 2004 May 19&#93;. Barcelona: Fundaci&oacute; Institut    Catal&agrave; de Farmacologia. Available from <a href="http://www.icf.uab.es/">http://www.icf.uab.es/</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">12. Who Collaborating Centre for Drug Statistics    Methodology. Oslo: Norwegian Institute of Public Health &#91;updated 2004 May    19&#93;. Available from <a href="http:/%20/www.whocc.no/atcddd/">http:/ /www.whocc.no/atcddd/</a>.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/ess/v13n2/seta.gif" border="0"></a>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Rua Leopoldo Bulh&otilde;es, 1480, 8<sup>o</sup> andar    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   </font><font size="2" face="verdana">Manguinhos, Rio de Janeiro-RJ.    <br>   CEP: 21041-200    <br>   <i>E-mail</i>:<a href="mailto:rosenfeld@ensp.fiocruz.br">rozenfeld@ensp.fiocruz.br</a>;    <a href="mailto:jvalente@ensp.fiocruz.br">jvalente@ensp.fiocruz.br</a></font></p>      ]]></body><back>
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